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MARES de SESIMBRA

7 Junho de 2014, Ano 1, nº 2

Director: João Augusto Aldeia

A Informação que conta

'Joselito' arde no porto Ao final da tarde do dia 5 de Junho, um grande incêndio destruiu a parte superior da embarcação “Joselito”. Na altura não se encontrava ninguém a bordo. O barco, que tinha vindo da pesca na noite anterior, encontrava-se acostado ao cais da Docapesca, numa zona já próxima da Polícia Marítima. O incêndio, que foi apagado pelos Bombeiros de Sesimbra, ainda provocou o rebentamento duma botija de gás, bem como a destruição do equipamento electrónico de bordo e da balsa de salvação. O barco encontra-se registado em Peniche, e tanto o dono, como o mestre (filho do dono) e restante tripulação, são da povoação de Ribamar, próxima de Peniche.

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Um mapa de Sesimbra do século XVI

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Maria Anadon no Velvet Café

Outeiro Redondo

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As mais recentes descobertas arqueológicas no povoado pré-histórico do Outeiro Redondo, foram apresentadas por João Luis Cardoso, responsável por aqueles trabalhos. Contudo, a extensão das escavações efectuadas levanta dúvidas sobre se não se estará a comprometer trabalhos futuros, com melhores meios de investigação. João Luis Cardoso respondeu a estas dúvidas, numa palestra que teve também importantes comunicações dos arqueólogos Joaquina Soares e Carlos Tavares da Silva. Pág. 3

Foi hoje apresentado na Biblioteca Municipal o livro "O Sonho de Uma Minhoca", da sesimbrense Sara Gomes. Formada em engenharia mecânica, Sara Gomes tem dois filhos, de 5 e 7 anos, e foram eles a sua fonte de inspiração: «Decidi passar para o papel uma das muitas histórias que criámos em conjunto, e foi assim que nasceu o livro infantil “O Sonho de uma Minhoca”. A obra conta com ilustrações de Rita Alexandre. Na nossa próxima edição contamos publicar uma notícia mais desenvolvida sobre esta publicação.


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'Joselito' arde no porto Ao final da tarde do dia 5 de Junho, um grande incêndio destruiu a parte superior da embarcação “Joselito”. Na altura não se encontrava ninguém a bordo. O barco, que tinha vindo da pesca na noite anterior, encontrava-se acostado ao cais da Docapesca, numa zona já próxima da Polícia Marítima. O incêndio, que foi apagado pelos Bombeiros de Sesimbra, ainda provocou o rebentamento duma botija de gás, bem como a destruição do equipamento electrónico de bordo e da balsa de salvação.

Bombeiros salvam barco Foi a rápida intervenção dos Bombeiros de Sesimbra que impediu que o barco fosse integralmente consumido pelas chamas. Em declarações ao nosso jornal, o Comandante Ricardo Cruz confirmou que a cabina foi rapidamente consumida, devido, nomeadamente, à presença de materiais plásticos. O alerta foi dado às 1 8:41 h, por um elemento da população. A intervenção dos Bombeiros foi dada por concluída às 20:40. Durante o fogo ocorreu uma explosão, cuja origem, segundo Ricardo Cruz, só uma peritagem superior poderá esclarecer, admitindose no entanto que possa tenha sido a botija que serve para insuflar a balsa salva-vidas. Os meios dos Bombeiros de Sesimbra que actuaram

Fotografia de Joana Sarabando

no combate a este incêndio foram 5 viaturas e 1 9 homens. O barco encontra-se registado em Peniche, e tanto o dono, como o mestre (filho do dono) e restante tripulação, são da povoação de Ribamar, próxima de Peniche. Equipado para a pesca com redes, já há bastantes meses que a embarcação operava a partir do porto de Sesimbra. A tripulação é de seis pessoas. Contudo, após a venda do peixe, parte dos homens foi para Peniche, ficando em Sesimbra apenas

três elementos, para tomar contra do barco. Apesar da completa destruição da cabina, o casco nada sofreu, pelo que pode ser reparado sem grande dificuldade, embora se deva tratar de uma reparação dispendiosa, considerando que os equipamentos electrónicos também ficaram completamente destruídos. O dono ainda não decidiu onde será reparada a embarcação, mas admite que isso possa acontecer nos estaleiros de Sesimbra. Na manhã do dia 7 esti-

O jovem mestre "Joselito", de 26 anos.

veram a investigar o incêndio duas equipas técnicas: uma da Polícia Judiciária, e outra do GPIAM - Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes Marítimos.

Maria Anadon no Velvet Café O Velvet Café, na marginal de Sesimbra, continua a manter a sua programação de música ao vivo, às sextas e sábados. Como é habitual, as sextas são dedicadas ao Jazz, e os sábados a estilos diversos: música cubana, bossa nova, rock, etc. Na passada sexta actuou Vania Fernandes, uma revelação da Operação Triunfo e que venceu o Festival da Canção em 2008. No Velvet teve o acompanhamento instrumental de Vitor Zamora – um pia-

nista já bem conhecido dos sesimbrenses – Cícero Lee (no baixo) e Marcelo Araújo (bateria). Para a próxima sexta-feira, está agendada outra conhecida intérprete de jazz: Maria Anadon, que já actuou em Sesimbra por diversas vezes, quer no Velvet, quer no Cine-teatro. Sobre outros artistas agendados - Paulo de Carvalho, Dora e Alcoolémia - daremos posteriormente mais informações, contam-se.

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Outeiro Redondo Os arqueólogos Joaquina Soares, João Luis Cardoso e e Carlos Tavares da Silva aperesentaram em Sesimbra, na Casa do Bispo, um quadro muito completo da pré-história do nosso território. Diversas fases do Neolítico na região da Arrábida foram abordadas sequencialmente pelos três arqueólogos, que têm realizado importantes trabalhos de investigação arqueológica nesta região. Mas as novidades vieram sobretudo das mais recentes escavações no povoado do Outeiro Redondo.

Joaquina Soares Joaquina Soares abordou o período a fase inicial do Neolítico, salientando ter sido uma espécie “saída do Paraíso”, ou seja, de abandono da floresta e do estilo de vida baseado na simples recolha de alimentos, para uma sociedade mais complexa, com uso de novas tecnologias da pedra e de cerâmica, e novas formas de produção de alimentos, tais

como a agricultura e a pastorícia. Caracterizou o Neolítico que já é conhecido no território do concelho de Sesimbra, referindo que desde há sete mil anos estava perfeitamente integrado na rede geral de neolitização da Península Ibérica, destacando duas grutas arqueológicas: a Lapa do Fumo e a Lapa do Bugio, excelentes exemplos da denominada "segunda revolução neolítica".

Algumas dúvidas No período das perguntas foram colocadas ao arqueólogo J. L. Cardoso dúvidas sobre se a extensão das escavações não poderá comprometer a possibilidade de mais tarde, com a evolução tecnológica e conhecimento científico, se piuderem retirar mais conhecimentos do que aqueles que o estado actual da arqueologia permite. O arqueólogo admitiu que “Qualquer escavação é uma destruição, já que não se pode repôr aquilo que se escavou”, mas considerou que essa limitação se ultrapassa, primeiro, utilizando em cada escavação ”as melhores técnicas que, em cada momento, estão disponíveis.” Por outro lado, referiu que com os trabalhos em curso se pretende sobretudo averiguar o desenvolvimento do sistema construtivo: “Todo o espaço para o interior, no que respeita à primeira fase, não foi investigado – mas tenho a certeza de que é aí que estará a melhor sequência da ocupação”. Acrescentou que não iria intervir nessa área do interior. Uma outra questão foi a do estado de relativo abandono em que as zonas descobertas ficam, sujeitas às

intempéries, que as podem destruir: caso, por exemplo, das lareiras. Quanto a este aspecto João Luis Cardoso referiuse apenas a uma das lareiras: “Felizmente a lareira está bem conservada, porque estando num solo rico em cinzas, o solo endureceu, fez uma espécie de cimento, que preservou a estrutura”. Quando à preservação futura, sugeriu que se possam aproveitar as estruturas postas a descoberto, para fazer reconstituições do povoado, as quais “permitem tornar mais visível como era o povoado e, ao mesmo tempo, preservá-lo”, dando como exemplo o sitio arqueológico de Leceia, onde parte das cabanas e outras estruturas foram reconstruídas”. O arqueólogo mostrou-se disponível para colaborar com a Autarquia nessa fase, que disse “estar prevista”. Uma outra solução seria “tapar com coberturas adequadas, mas pode provocar impactos visuais, é uma solução que nunca foi adoptada, a solução tradicional é a de reconstruções parciais. Só por si, se não for posta em prática uma política de valorização, é insuficiente.”

Várias lareiras do período de ocupação mais antiga do Outeiro Rendondo, contam-se entre as descobertas mais emocionantes, mas também entre as mais frágeis.

João Luis Cardoso João Luis Cardoso começou por apresentar imagens inéditas de algumas escavações realizadas em Sesimbra por Eduardo da Cunha Serrão, Rafael Monteiro e Octávio da Veiga Ferreira. Mas foi sobretudo no povoado do Outeiro Rendondo que arqueólogo focou a sua intervenção, referindo os resultados das primeiras escavações ali realizadas, entre 2005 e 2008 – que já têm sido objecto de divulgação – e sobretudo sobre os trabalhos realizados em 201 3, ainda não publicados. João Luis Cardoso considera que o Outeiro Redondo é o sítio arqueológico sesimbrense “que mais esperanças dá se de tornar um sítio incontornável, do ponto de vista cultural e patrimonial, e não apenas arqueológico”. Uma das novidades é o facto de não se confirmar que a muralha inicialmente posta a descoberto, na encosta virada para Sesimbra, se prolongue para o resto do povoado. João Luis Cardoso tinha colocado a hipótese de essa muralha rodear todo o morro, mas agora regista que as muralhas colocadas a descoberto no início das escavações, serão apenas uma espécie de muro de suporte, para dar consistência à povoação perante uma colina de inclinação muito acentuada. No entanto, ainda mesmo antes da construção dessa muralha, já aquele povoado se encontrava ocupado, tendo sido descobertas diversas “estruturas de combustão”, ou seja, lareiras, uma das

quais com claros indícios de ter sido utilizada para fundir cobre, que os povos daquele período utilizavam para a construção de ferramentas, armas, etc. Também muito interessante foi o conjunto de anzóis encontrado, de várias dimensões, revelando que os ocupantes do Outeiro Redondo direcionavam a pesca para peixes de diferentes dimensões. Outra descoberta recente foram dois vasos propositadamente colocados de borco, aspecto que José Luís Cardoso considera que pode ter sido um acto simbólico aquando do abandono daquele local pelos seus ocupantes: “Na concepção deste local há uma componente simbólica que ultrapassa a mera necessidade que determinou a construção deste circuito defensivo.” As datações de pela técnica do Carbono 1 4 não forneceram datas mais antigas do que o 3º milénio antes de Cristo. A fase de fortificação foi datada entre 2.500 e 2.000 anos antes de Cristo.

Carlos Tavares da Silva Na sequência temporal, coube a Carlos Tavares da Silva falar do período seguinte, nomeadamente sobre a denominada Idade do Bronze. De particular interesse foi a referência que fez às descobertas feitas nas Terras do Risco, da Quinta de Calhariz, e que foram apresentadas aquando da última Carta Arqueológica de Sesimbra, como sendo um dos maiores,


Opinião 4

Luis Ferreira

A Arqueologia, desde a sua origem mais temerária nos séculos XVIII e XIX à afirmação como disciplina académica no século XX, surge como uma ciência associada a processos de destruição, seja por laborar em locais por norma sepultados, seja por empregar métodos que destroçam a quietude desses mesmos locais. Contudo, a mais recente contemporaneidade tem confrontado a Humanidade com uma série de alterações ao seu quotidiano habitat, sobretudo em espaços considerados de interesse histórico, o que leva a que a Arqueologia com a sua me-

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todologia de destruição controlada e exaustivamente documentada, seja encarada como uma prática que permite apreender a evolução do passado até ao presente e que, de forma indelével, marca a sociedade humana na sua atual conjuntura de evolução. Mais que uma mera ciência de génese histórica ou uma feição de aptidão académica de cada investigador, a Arqueologia assume-se como uma forma de cativar o empenho das coletividades locais ao seu tempo, pesquisando a sua evolução técnica e contribuindo para entender as suas propriedades identitárias que constituem o que se definiu como “Ecossistema Cultural”, onde o seu entendimento é dos melhores garantes para o desenvolvimento harmonioso das comunidades históricas e dos ambientes territoriais, pois as populações e as áreas históricas são duas expressões de evolução da sociedade que não podem ser dissociadas, pois constituem testemunhos vivos do passado que a moldou. A Arqueologia representa a consciência da efemeridade da realização humana, e aí, reside uma das suas principais características, a ca-

pacidade de materializar o que de humano é efémero e o que de humano se torna perene, o sentimento de pertença a uma identidade comum que se corporiza no “Espírito do Lugar”, definido pelos elementos tangíveis dos sítios, das paisagens e dos objetos, e pelos elementos intangíveis das memórias, das tradições e dos valores, o agregado de elementos que confere razão, sentido, emoção e mistério ao lugar. A missão do arqueólogo tende assim a ultrapassar a perceção cientifica da estação arqueológica, ela envolve a capacidade de transmitir esse testemunho do passado através da sua salvaguarda e do valor da sua conservação, não só para a proteção física do lugar, mas também para a enunciação da leitura histórica como conteúdo social onde, a salvaguarda das áreas históricas, das suas populações e da sua ambiência espacial, é contributo assertivo para a adaptação coerente e harmoniosa à vida moderna. Só assim, mais que a contínua escavação ou a incessante publicação de resultados, é que é possível converter os sítios arqueoló-

Outeiro Redondo senão o maior povoado da Europa. Carlos Tavares da Silva contestou esta alegação: “Na Carta Arqueológica de Sesimbra, na ficha correspondente fala-se de um povoado de 50 hectares, depois no texto geral fala-se de 1 00 hectares, mas tratam-se de núcleos dispersos, espalhados por uma área que globalmente terá 25 hectares, eram apenas como que casais agrícolas dispersos”. Especulando um pouco, o arqueólogo admitiu que estesos ocupantes desta zona poderiam fornecer serviços e géneros alimentícios aos habitantes duo denominado “Castelo dos Mouros” (mas também da Idade do Bronze”, que fica próximo do Risco, na encosta norte da Serra da Arrábida.

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gicos e as áreas históricas em recintos do quotidiano das pessoas, embora sob a dicotomia da sua presença na vivência diária ou sob o olvidar da existência até ao momento da sua descoberta. A cuidada integração na sociedade contemporânea é contributo para o ordenamento do território e para a reserva da sua identidade. O sítio arqueológico, sempre pensado na perspetiva cientifica da investigação, tem que ser também refletido na perspetiva da sua conservação para que possa ser plenamente usufruído por quem, em primeira linha, deve ser o destinatário das descobertas da ciência arqueológica, a sociedade, não só as escolas da região ou os grupos de potenciais turistas culturais, mas a comunidade local que, pelos seus contributos e pelo seu interesse de oportunidade, concorre para o apoio público aos projetos de Arqueologia e aos consequentes trabalhos de campo. É esta a mesma comunidade que anseia encontrar novas oportunidades que possam contribuir para valorizar a região, e acima de tudo, permitir novas possibilidades de empreendedorismo económico e de inovação social.


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A semana em imagens

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Teve lugar no passado doa 1 de Junho o cortejo marítimo de homenagem aos pescadores vítimas da sua actividade profissional, de novo por iniciativa do pescador Eduardo Pinto ("Xixa" ). Junto à Pedra Alta esteve

o Padre Manuel Silva, que abençou a cerimónia, bem como vários populares, o presidente da Câmara de Sesimbra, e o Apostolado do Mar. A homenagem esteve integrada nas comemorações do Dia do Pescador.

É elevado o número de obras em curso, de reabilitação de velhos edifícios da vila de Sesimbra. A maioria destas obras limita-se a reparar o edifício existente,

beneficiando assim dum processo de licenciamento mais simples. Na magem, pormenor da demolição de um velho edifícios na rua Peixoto Correia.

No dia do Pescador foram "inauguradas" diversas pinturas em portas da vila de Sesimbra, uma iniciativa da Câmara com objectivo de promoção turística, e subordinada ao slogan "Sesimbra é Peixe".

Os estilos variam, e embora se diga que "gostos não se discutem", não se percebe como é que a "street art" da fachada da antiga Mercearia Ideal se pode coadunar com a tradicinal imagem da vila piscatória de Sesimbra.

Teve lugar no Cineteatro Municipal XIV o Congresso do Grupo de Intervenção em Saúde Comunitária (GISC), reunindo dezenas de alunos de vários estabelecimentos de ensino do concelho. O tema deste ano foi “Jovens Responsáveis Adultos

Saudáveis”, abordando matérias relacionadas com a saúde, como a importância de uma alimentação equilibrada, a prática de exercício físico, e também problemas ligados à adolescência, às dependências e à sexualidade.


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Reproduzimos acima uma planta de Sesimbra, que se encontra actualmente no Brasil, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, e que terá sido feita entre 1 568 a 1 570. Apresenta o desenho do casario da vila de Sesimbra e, sobreposta a este, uma proposta de construção de uma grande fortaleza que envolveria toda a vila. Em torno do morro do Calvário seria construída uma cidadela, onde se localizaria a guarnição militar, com uma defesa reforçada por um fosso. Esta grande fortaleza acabou por não ser construída, substituída pela

mais modesta fortaleza de Santiago, edificada em 1 648. Na planta são visíveis os dois grandes ribeiros que banhavam a vila, e que ainda hoje existem, embora completamente encanados no subsolo, e que tinham a designação de ribeiro da Misericórdia (que se encontra mais ou menos sob a actual Avenida da Liberdade) e ribeiro de Entre Hortas (que se encontra sob a rua Amélia Frade e largo do Município). São igualmente fáceis de identificar as ruas ainda hoje existentes, prova de que a estrutura da vila não se alterou muito ao longo de mais

MARES DE SESIMBRA - publicação electrónica Director: João Augusto Aldeia - joaldeia@aiola.pt Correspondência: mares@aiola.pt Publicação: Projectos Aiola - www.aiola.pt Administração: José Gabriel - jagabriel@aiola.pt Edição em software livre: paginação: SCRIBUS edição de imagem: GIMP A presente edição segue as normas anteriores ao Acordo Ortográfico actualmente ainda em fase de aprovação pelos diversos países de lingua oficial portuguesa

de quatro séculos. Nesta altura a entrada da vila fazia-se pela estrada que passava junto da capela de S. Sebastião e Igreja de Santiago, actualmente designada rua Conselheiro Ramada Curto. A planta pertenceu à Real Biblioteca de D. José e D.

Editorial

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Maria I, e foi levada para o Brasil aquando da fuga da família real, perante a invasão das tropas napoleónicas. Uma curiosidade desta planta é a de mostrar que o actual edifício da Câmara ainda não tinha sido construído

Queremos agradecer todos os comentários de incentivo, recebidos através das redes sociais onde o nosso jornal foi divulgado. Procuraremos estar à altura das espectativas criadas. Agradecemos igualmente as fotografias do incêndio da embarcação "Joselito" que nos foram enviadas. Estamos igualmentos abertos a todas as sugestões, ou críticas, que nos queiram fazer sobre o conteúdo do jornal. Como já anteriormente referimos, o Mares de Sesimbra será exclusivamente divulgado na Internet. As fotografias e textos aqui publicados poderão ser reproduzidos, com referência ao Mares de Sesimbra. João Augusto Aldeia

Mares de Sesimbra nº2  

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