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Publicação trimestral da Jones Lang LaSalle Brasil • edição nº 18 • fevereiro de 2010

Pioneirismo abre as portas do mercado

Comprar com estilo

Hospitalidade

Região dos Jardins em São Paulo reúne grifes de luxo

América Latina mostra porque é atrativa para investimentos

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Editorial

Notas

Um 2010 que promete

Jones Lang LaSalle agora no Twitter

O ano de 2010 se inicia com diversos projetos em andamento. Para nós, não é surpresa. Como já falamos em edições anteriores, estes resultados refletem nosso compromisso em manter o foco no trabalho de equipe, valorizando, treinando e capacitando as pessoas para manter a excelência dos serviços. Nesta edição, você verá que este investimento contínuo em nossas equipes é uma premissa que seguimos desde o início da operação da empresa no País, na década de 1990. A história da Jones Lang LaSalle no Brasil começa paralelamente ao início do processo de profissionalização do mercado imobiliário corporativo no Brasil, e capacitar pessoas para atuação especializada foi, naquele momento, uma necessidade vital para a continuidade dos negócios. Desde então, os treinamentos desenvolvidos pelo departamento de Recursos Humanos vêm mostrando que estamos no caminho certo. E os resultados deste trabalho você pode conferir nas páginas seguintes. Destacamos o excelente desempenho da área de Gerenciamento de Propriedades que, nos últimos dois anos, conquistou mais 13 contratos e expandiu sua atuação em São Paulo e no Rio. O sucesso obtido em 2009 com o Outlet Premium, primeiro outlet de luxo da América Latina, em Itupeva (SP), levou a Jones Lang LaSalle a ser escolhida para trabalhar no projeto do segundo empreendimento desse tipo, no Rio Grande do Sul. No setor de hospitalidade, a Jones Lang LaSalle Hotels está ampliando sua atuação na América do Sul e já realizou diversos trabalhos de consultoria nos países da região. A empresa também está atenta às oportunidades que a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 trarão ao setor hoteleiro e participou de comitês para auxiliar na avaliação das necessidades nas cidades-sede da Copa e no desenvolvimento de linhas de financiamento especiais para hotéis. Ainda nesta edição, confira também como operações de missão crítica contam com os serviços especializados da Jones Lang LaSalle para se manter ininterruptas, zelando pelo negócio e pela imagem dos clientes. Esperamos que este seja um ano de muito trabalho, com a certeza de que o sucesso dessa dedicação será compartilhado com vocês nas próximas edições.

A Jones Lang LaSalle criou mais um canal de comunicação para estreitar o diálogo com seus públicos. A partir de agora, além da revista trimestral Panorama e dos boletins sobre o mercado de escritórios, On.Point, você pode acompanhar a empresa pelo Twitter. No perfil da Jones Lang LaSalle, você encontrará informações sobre o mercado imobiliário e as principais matérias sobre a empresa divulgadas na imprensa. Para seguir a Jones Lang LaSalle Brasil e acompanhar as últimas novidades do mercado imobiliário, acesse www.twitter. com/jllbrasil.

Hora do Planeta A Jones Lang LaSalle participa, pela terceira vez consecutiva, do movimento Hora do Planeta (Earth Hour), evento global da Rede WWF contra as mudanças climáticas, que ocorre no último sábado do mês de março, desde 2007. Durante uma hora, indivíduos, governos e empresas serão incentivados a apagar as luzes, uma vez que a energia elétrica emite grande quantidade de gases de efeito estufa, que contribuem para o aquecimento do planeta. No ano passado, a participação de vários escritórios da Jones Lang LaSalle na América Latina resultou numa economia de 1.320 KWH de energia ou quase uma tonelada de emissões de CO2. Estes números equivalem a quase um acre de pinheiros absorvendo gás carbônico por um ano ou um carro fora das ruas por três meses. Confira nas próximas edições os resultados alcançados pela empresa na América Latina.

Boa leitura. Edição nº 18 fevereiro de 2010

Publicação trimestral dirigida aos clientes e parceiros da Jones Lang LaSalle Brasil.

Colaboração: Renata Cury e Renata Puleghini

Tiragem: 5.000 exemplares

Gerente de Comunicação e Marketing: Larissa Aranha

Redação e edição: Luciana Mello (MTb: 26.800/SP) www.reverbere.com.br

Fotos: Felipe Corvello e arquivo Comunicação e Marketing Jones Lang LaSalle

São Paulo Av. das Nações Unidas, 12.551 23º andar • 04578-903 +55(11) 3043 6900

Rio de Janeiro Av. Pres. Wilson, 113 cjto. 1001 • 20030-020 +55(21) 2277 2700

info.brasil@am.jll.com

Curitiba Rua Frederico Maurer, 574 81630-020 +55(41) 3202 1900

www.joneslanglasalle.com.br


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Artigo

Missão crítica por Newton Borges, Engenheiro Nacional para a área de Facilities

O apagão ocorrido na noite de 10 de novembro de 2009 trouxe à tona a questão das chamadas operações de missão crítica. Quando falamos em missão crítica, referimo-nos a operações que se realizam como parte do cotidiano de uma empresa, cuja interrupção pode provocar grandes prejuízos financeiros ou comprometer a imagem e a credibilidade da corporação. Como exemplos, podemos listar o processamento de dados que se realiza no data center de uma instituição bancária ou de uma administradora de cartões de crédito, assim como os procedimentos médicos que se realizam num centro cirúrgico de uma instituição de saúde. O importante é ter consciência dos impactos negativos advindos de um problema com a infraestrutura de apoio ou com a realização inadequada de um procedimento operacional, entre outras possibilidades, que causem uma interrupção não planejada nestas operações. Fica claro, pelos riscos envolvidos, que operações críticas devem estar localizadas em um espaço que costumamos chamar de “ambiente crítico”, no qual possam contar com infraestrutura e procedimentos apropriados para garantir um elevado grau de disponibilidade e de segurança, sempre de acordo com os critérios estabelecidos pela partes envolvidas: o cliente, a empresa que executou o projeto e a mantenedora. Há empresas especializadas na execução e manutenção desses projetos, como a Jones Lang LaSalle, que possui grande expertise para apoiar e assessorar seus clientes em todas as etapas deste processo. Por meio de equipes regionais, que contam com o suporte do Comitê de Gestão de Ambientes Críticos, a empresa pode oferecer soluções integradas, orientando o cliente desde a implantação e comissionamento, até o gerenciamento, durante todo o ciclo de vida.

A empresa se destaca ainda por ter vasto conhecimento em todas as etapas do processo, permitindo a oferta de soluções integradas, que otimizam custos e reduzem riscos. Outros pontos vitais nestes tipos de operação são o cumprimento de prazos e a qualidade de todos os serviços prestados. Um exemplo foi o trabalho de gerenciamento de obra realizado para a Atento, empresa que atua no mercado de contact centers. O cliente precisava reformar o prédio que abrigaria um de seus novos sites e, como neste edifício funcionava anteriormente uma empresa de outro segmento, o desafio para adaptá-lo totalmente às necessidades de sua operação crítica foi grande. Na primeira fase do trabalho, o foco foi dado nos serviços essenciais, o que incluiu a coordenação da instalação de equipamentos vitais para o funcionamento do site, considerados o “coração” da operação. A execução da obra foi dividida em duas etapas, a fim de sincronizar a entrega das posições de trabalho nos andares, de forma que a operação iniciasse conforme o programado. A Jones Lang LaSalle gerenciou todos os fornecedores para a entrega do site – com todos os equipamentos instalados e em perfeito funcionamento –, cumprindo o cronograma estabelecido pelo cliente para o início da operação. Durante o apagão, com o site em fase pré-operacional, os sistemas de contingência de energia elétrica funcionaram conforme o previsto. Atualmente, a Jones Lang LaSalle gerencia operações críticas em diversos países da América Latina, totalizando mais de 500 mil m2 sob sua responsabilidade. Também lidera projetos de implantação de ambientes críticos que representam mais de 200 mil m 2 de área de data centers, somente nas Américas.

“Operações de missão crítica são aquelas cuja interrupção pode provocar grandes prejuízos financeiros ou comprometer a imagem e a credibilidade da corporação”

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Pesquisa

Quadrilátero do luxo Região dos Jardins, em São Paulo, concentra as mais famosas grifes nacionais e internacionais

Sinônimo do luxo, a região dos Jardins, em São Paulo, foi se expandindo ao longo do tempo, como uma extensão da Avenida Paulista, tradicional centro financeiro da cidade, e adquirindo características próprias. Com a expansão do mercado imobiliário, o quadrilátero formado pelas alamedas Santos e Casa Branca e pelas ruas Estados Unidos e Consolação foi ganhando uso diversificado e, hoje, concentra diversos empreendimentos de alto padrão, incluindo restaurantes, lojas de grifes, hotéis, clubes, galerias, residências e escolas.

Nessa região está uma das ruas mais famosas do País, a Oscar Freire. “É a única no Brasil que reúne as mais conceituadas lojas de marcas internacionais e nacionais”, diz Lilian Feng, Gerente de Pesquisa da Jones Lang LaSalle. Um estudo realizado em 2008 pela Excellence Mystery Shopping International, organização que reúne institutos de pesquisa de vários países, inclui a Oscar Freire entre as dez ruas de comércio mais luxuosas do mundo, ao lado de ende-


reços tradicionais como a Avenida ChampsÉlysées, em Paris, e a Quinta Avenida, em Nova York. O status da via tem influenciado também as ruas adjacentes como Haddock Lobo e Bela Cintra, cada vez mais sofisticadas. Nessa região nobre, estão também os metros quadrados mais caros da cidade para locação de lojas de rua. Porém, não basta apenas reunir lojas de grifes para ser considerada uma rua de luxo. Os consumidores que frequentam estes locais buscam exclusividade, valorizam a sensação de bem-estar e sofisticação. Daí a importância de valorizar o espaço público no entorno das lojas, para que ele possa refletir essas percepções do consumidor. Além de concentrar um público de alto poder aquisitivo,

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estas regiões também exercem atratividade sobre os turistas. Feng acrescenta que a iniciativa dos lojistas locais, reivindicando intervenções da Prefeitura, e a reurbanização da região têm contribuído para tornar o local um bairro completo. Dentre as intervenções realizadas nos últimos anos estão o nivelamento de calçadas, a remoção de postes e o aterramento de fios.

Oscar Freire: na mesma lista de Champs-Élysées e Quinta Avenida

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Capa

Crescimento a olhos vistos Nos últimos dois anos, 13 novos contratos confirmaram a estratégia proposta pelo departamento de Gerenciamento de Propriedades no País

A Jones Lang LaSalle trouxe sua expertise mundial na prestação de serviços de Gerenciamento de Propriedades para o Brasil no começo da década de 90, época em que despontavam no mercado imobiliário nacional os primeiros empreendimentos corporativos de alto padrão. O pioneirismo trouxe de carona um obstáculo: com o mercado ainda embrionário, naquela época, não existiam cursos acadêmicos ou de qualificação voltados à atuação profissional no setor imobiliário. A estratégia da empresa para enfrentar a escassez de profissionais especializados foi oferecer treinamentos periódicos, prática que continua dando resultados até hoje (leia mais na pág. 10). “Investimos muito em treinamentos que contribuíram, inclusive, para impulsionar a profissionalização do setor imobiliário”, destaca Fábio Martins, Diretor da área de Gerenciamento de Propriedades. Nesta época, a empresa fechou seus primeiros contratos, para o gerenciamento dos edifícios Birmann 8, Birmann 9, Villa Lobos, Centro Administrativo Santo Amaro e World Trade Center, em São Paulo, e do Edifício Candelária, no Rio de Janeiro, clientes que mantém em seu portfólio até hoje. “Os clientes permanecem com a empresa por longos períodos, pois percebem desde o início da operação as vantagens da gestão profissionalizada, capaz de imprimir contínuas inovações que valorizam o patrimônio e otimizam custos”, destaca José Roberto Freitas, Gerente Regional da Jones Lang LaSalle.

Investimento contínuo No auge da crise, em setembro de 2008, a empresa decidiu continuar investindo na formação da equipe e ampliando seu escopo de atuação. O ano de 2009 marcou a reestruturação do Departamento Técnico, que oferece serviços especializados de suporte em edifícios comerciais, agora gerenciado pelo engenheiro Evaldo Pisani. O trabalho de consultoria técnica, que tem início ainda na fase de concepção do projeto, otimiza custos e maximiza a eficiência de um empreendimento. “Algumas alterações, feitas ainda na fase de projeto, podem garantir ganhos representativos para o empreendedor e reduzir os custos condominiais, tornando o projeto mais atrativo financeiramente”, explica Pisani. Como resultado dessa estratégia, nos últimos dois anos, foram conquistados mais 13 contratos, que representaram um aumento importante na operação de Gerenciamento de Propriedade da empresa.

Ampliando a presença Em São Paulo, onde o mercado de gerenciamento profissional de edifícios comerciais já está mais consolidado, a Jones Lang LaSalle é uma das maiores consultorias do segmento. Somente em Alphaville, 41% da área locável total da região, ou 138,5 mil m2, estão sob gestão da Jones Lang LaSalle, o que a torna a maior gerenciadora local.


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Freitas, Martins e Pisani: liderando o crescimento da empresa

As atividades em Alphaville se iniciaram em 2001, com o gerenciamento do Condomínio Empresarial Araguaia. A partir de então, a empresa foi marcando sua presença e conquistando a gestão de outros empreendimentos corporativos de destaque, como o Centro Administrativo Rio Negro, o Monte Carlo Trade Center e o Edifício West Side. No ano passado, também passou a responder pelo gerenciamento do Edifício West Point. No Rio de Janeiro, mercado em que a empresa atua há mais de dez anos, 2009 também foi um ano representativo para a área de Gerenciamento de Propriedades. “O número de contratos praticamente dobrou, comparando-se com o ano anterior”, ressalta Fábio Martins. A Jones Lang LaSalle passou também a gerenciar, na capital carioca, os edifícios Torre Vargas 914, Torre Boavista, Ouvidor Center, Carl Fisher e Visconde de Ouro Preto. Diferente do que ocorre nos Estados Unidos, onde a gestão profissionalizada de edifícios comerciais já é uma realidade há muitas décadas, no mercado imobiliário brasileiro, em fase de amadurecimento, a autogestão continua sendo praticada e ainda se nota certa resistência cultural em relação à gestão profissional. “Claro que esta realidade vem se modificando nos últimos anos, à medida que os proprietários vão conseguindo compreender as inúmeras vantagens do gerenciamento profissionalizado”, explica Fábio Martins.

A Jones Lang LaSalle é líder mundial em Gerenciamento de Propriedades e de Facilities, com 130 milhões de m 2 sob gestão. Segundo pesquisa realizada recentemente pela empresa, é também uma das líderes no Brasil, onde gerencia 6 milhões de m2.

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Paisagens latinas: acima, Santiago e Valparaíso (Chile) e Cartagena (Colômbia); abaixo, Machu Picchu, Lima e Cuzco (Peru). Na foto maior, mercado em Cartagena.


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Hospitalidade

Ampliando fronteiras Jones Lang LaSalle Hotels expande atuação na América do Sul

A estabilidade socioeconômica e política do Brasil, aliada ao grau de investimento concedido pelas principais agências de rating e ao incremento da transparência no setor imobiliário, têm feito do País o destino mais promissor para investimentos no setor hoteleiro na América do Sul. O cenário é ainda mais otimista, considerando as oportunidades que surgem com a Copa do Mundo de 2014, os Jogos Olímpicos de 2016 e com o avanço do projeto de revitalização da zona portuária carioca. Os investimentos em infraestrutura como a reforma dos aeroportos, além da melhoria na mobilidade urbana e a grande visibilidade do País no exterior, certamente serão legados representativos para o setor nacional de hospitalidade. Atenta a estas oportunidades, a Jones Lang LaSalle Hotels participou, no ano passado, de um comitê organizado pelo Ministério do Turismo, que reuniu o BNDES e empresas do setor hoteleiro, com o objetivo de auxiliar no desenvolvimento de linhas de financiamento especiais para hotéis. Também fez parte do comitê da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), que analisou a estrutura nas 17 cidades preliminarmente cotadas para sediar os jogos da Copa. A partir deste ano, uma nova etapa dos trabalhos irá mapear as necessidades em diversos setores nas 12 cidades-sede. Ampliando sua atuação na América do Sul, a empresa iniciou vários trabalhos de consultoria na região incluindo: análise para reposicionamento de mercado para um tradicional hotel em Buenos Aires; estudo de viabilidade para a expansão de uma rede hoteleira europeia no Chile, Peru e Colômbia; e para um fundo de investimentos espanhol, que recentemente adquiriu dois hotéis no Chile e um em São Paulo.

Investimentos: além do domínio local Devido ao estágio de consolidação em que se encontram os mercados hoteleiros na América do Sul, os investidores ainda são, predominantemente, locais ou regionais. Em volume, o Brasil representa 50% do mercado hoteleiro da região e países como Colômbia, Peru e Chile também vêm se destacando como alternativas para investidores. Mesmo enfrentando o entrave local da restrição ao financiamento, os investidores internacionais já começam a considerar o Brasil estratégico para a diversificação de portfólio. “As reformas tributárias em andamento facilitarão o ambiente

de negócios e atrairão, consequentemente, mais investidores estrangeiros”, afirma Ricardo Mader, Diretor da Jones Lang LaSalle Hotels. Três grandes transações foram realizadas no Brasil em 2009, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, e representaram um volume total de US$ 124 milhões. Porém, a expectativa é de que haja poucos ativos disponíveis no mercado este ano e o foco dos investidores continuará voltado aos novos projetos. Apenas 12% dos hotéis no País são afiliados a cadeias nacionais ou internacionais, ressaltando a oportunidade de investimentos neste segmento.

Colômbia, Peru e Chile: destaques na região Apesar da pequena contração durante o ano de 2009, a economia colombiana vem se mostrando uma das mais dinâmicas da América do Sul. O ambiente de negócios ainda apresenta alguns desafios, mas, em contrapartida, a transparência no setor imobiliário vem aumentando. O país conta com 20 hotéis afiliados a cadeias hoteleiras, segmento de destaque para investimentos. No Peru, a economia demonstrou uma saudável capacidade de recuperação da crise, sofrendo apenas uma leve recessão. A expectativa dos especialistas é de retomada em ritmo acelerado. Como na maioria dos demais países da região, as principais oportunidades estão concentradas no segmento de hotéis econômicos afiliados a cadeias hoteleiras. Mesmo sofrendo mais duramente as consequências da crise econômica que a Colômbia e o Peru durante 2009, o Chile continuará sendo um destino atraente para investimentos no setor hoteleiro nos próximos anos. Assim como no Brasil, o mercado imobiliário do Chile é um dos mais transparentes da América do Sul, o que tem atraído grande número de investidores. Já na Argentina, devido ao cenário de instabilidade política, desaceleração do consumo interno, volatilidade no preço das commodities e elevado intervencionismo do Estado, durante este ano, não se espera grande atividade de investidores estrangeiros no setor hoteleiro. A expectativa é de que o país entre em uma nova fase de estabilidade após as eleições presidenciais, em 2011, conquistando novamente a atenção dos investidores.

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Érika e Fábia: dedicação para gerir talentos

Recursos Humanos

Profissionalização contínua Em um mercado dinâmico e em constante transformação, investir continuamente na equipe é fundamental para manter a excelência em serviços

Alinhada ao compromisso de investir continuamente em suas equipes, desde o início da operação no País, a Jones Lang LaSalle oferece treinamentos para funcionários de diversas áreas. No início da operação brasileira, o objetivo era vencer a falta de pessoas qualificadas para atuar num mercado em formação. A demanda crescente por pessoas cada vez mais qualificadas foi uma decorrência natural da própria evolução do setor imobiliário nacional, a partir do final da década de 1990. A partir de então, houve uma mudança no perfil dos profissionais que atuavam no mercado imobiliário, exigindo a necessidade de uma formação mais sólida e abrangente, capaz de habilitá-los para atuar como especialistas em suas áreas. Desde aquela época, a Jones Lang LaSalle contava com um departamento de Recursos Humanos que, ao longo dos anos, foi se estruturando e hoje conta com uma equipe dedicada também à aplicação de treinamentos. Érika Ribeiro, Coordenadora de Recursos Humanos, explica que assim que um funcionário é admitido, tem acesso a todas as informações corporativas, como código de ética, visão, missão e valores da empresa. Atualmente, os treinamentos comportamentais e técnicos são oferecidos para as áreas de Gerenciamento de Propriedades e de Facilities. Alguns treinamentos comportamentais também têm sido formatados para pequenos grupos. “Para 2010, o objetivo da empresa é estender o programa de treinamentos para as demais áreas da empresa, utilizando também ferramentas de e-learning”, acrescenta Érika.

Este caminho percorrido desde o início da atuação no País, assumindo o compromisso de preparar suas equipes para as rápidas transformações do mercado, é uma estratégia que vem dando resultados muito positivos. “Nas avaliações anuais de desempenho, percebemos uma grande evolução das pessoas, porém, sabemos que no segmento de serviços sempre há o que aprimorar e a continuidade do programa de treinamentos torna-se fundamental”, conta Fábia Colon, Gerente de Recursos Humanos. Investir na contínua formação e qualificação de um funcionário e acompanhar seu desempenho possibilita à empresa ter parâmetros para aproveitar melhor os talentos de cada um. Além disso, o fato de não ser grande a oferta de profissionais no mercado com as qualificações exigidas pela Jones Lang LaSalle é mais um motivo para que se continue investindo em treinamentos como estratégia de retenção de seus profissionais. O resultado do compromisso global de investir continuamente em suas pessoas para oferecer sempre excelência em serviços é reconhecido mundialmente. Hoje, a Jones Lang LaSalle é líder mundial em Gerenciamento de Propriedades e de Facilities. Na América do Sul, é a única consultoria que oferece soluções integradas para os segmentos de Investidores e Ocupantes e, atualmente, opera em mais de 15 países da região.


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Locação

Novo Hamburgo terá outlet de luxo Jones Lang LaSalle participa do projeto do segundo outlet de grifes da América Latina

Depois do sucesso do Outlet Premium, em Itupeva, interior de São Paulo, inaugurado em junho de 2009, o conceito de reunir marcas premium em um shopping de descontos a céu aberto está se expandindo no País. Agora, é a vez da região Sul receber seu primeiro outlet de luxo, ainda este ano. A cidade de Novo Hamburgo, na região metropolitana de Porto Alegre, foi o local escolhido para abrigar o novo empreendimento. O outlet de Novo Hamburgo será erguido em um terreno de aproximadamente 177 mil m2, às margens da Rodovia BR-116, local considerado estratégico por ligar Porto Alegre à região das Serras, tradicional polo turístico nacional. Além disso, é possível ir de metrô de Porto Alegre a Novo Hamburgo. Num raio de 70 quilômetros do local vivem cerca de 4 milhões de pessoas. “O local concentra consumidores de alta renda e o PIB per capita é de quase R$ 20 mil reais, bem acima da média brasileira”, explica André Costa, Diretor de Locação da Jones Lang LaSalle. As construtoras São José, de São Paulo, e Cisplan, de Novo Hamburgo, são as responsáveis pelo desenvolvimento do projeto, ainda em fase de aprovação de licenças. Com 25 mil m2 de área bruta locável (ABL) e capacidade para 120 lojas, o investimento estimado é da ordem de R$ 70 milhões e a previsão é de que as obras sejam concluídas antes do Natal. O projeto prevê ainda a incorporação de referências da cultura regional, como praças de arquitetura alemã.

e será responsável pela definição do mix de ocupantes e pela locação das lojas, seguindo o sucesso obtido com a parceria no Outlet Premium. “O conceito de outlet de grifes, já bastante difundido em outros países, também começa a ganhar força por aqui. O sucesso é decorrência da boa fase vivida pelo varejo e pela expansão e consolidação das marcas internacionais no Brasil”, explica Costa. O formato open mall, de shopping horizontal, fora dos grandes centros urbanos e com corredores ao ar livre, diminui os custos de manutenção e locação, uma grande vantagem para os lojistas. Além disso, as grifes contam com um canal formal para vender peças de coleções anteriores.

Experiência de sucesso Primeiro empreendimento seguindo o conceito de reunir em um outlet grifes nacionais e internacionais de prestígio na América Latina, o Outlet Premium, em Itupeva, foi inaugurado em junho de 2009. Desde então, vem sendo um caso de sucesso. Antes mesmo da inauguração, 100% dos espaços já haviam sido reservados por marcas importantes e o outlet abriu com 90% da área alugada. Além de responder pela formatação do empreendimento, a Jones Lang LaSalle também foi responsável pela gestão dos projetos de arquitetura de algumas lojas, como a Hugo Boss Factory Store.

A Jones Lang LaSalle, em parceria com a consultoria GC 2000, está trabalhando no projeto do novo empreendimento Duas vezes luxo: novo outlet de grifes em Novo Hamburgo

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Highlights

Conquistas recentes da Jones Lang LaSalle

 Boston Scientific Relocalização da sede corporativa da empresa para um empreendimento na Marginal Pinheiros, zona Sul de São Paulo. Com área total locada de 2.280 m 2, o novo espaço inclui área para escritórios e depósito. O objetivo foi otimizar a operação da empresa, que atua no setor de medical devices, com uma área própria de armazenagem, no mesmo local do bloco de escritórios, facilitando o acesso para carga e descarga.

 Procter&Gamble Renovação de contratos de vagas de estacionamento, em condomínio empresarial localizado na zona Sul de São Paulo. O trabalho incluiu renegociação de prazos e consolidação de contratos, alinhando-os aos prazos dos contratos dos ocupantes. No primeiro ano, este trabalho trouxe uma economia de 10,3%.

 Microsoft A Jones Lang LaSalle será responsável pela realização de melhorias nos sistemas críticos em seis sites da Microsoft em todo o Brasil.

 Construtora Rossi Avaliação de Highest and Best Use de imóvel comercial localizado em Brasília, com área de 90 mil m2.

 Volkswagen Avaliação de Valor de Mercado do centro logístico de Vinhedo (SP), com 132 mil m 2 de área construída e terreno de 304 mil m2.

Performance: buscamos a sua

economia de água

A H2C, ao longo de 12 anos de atividades relacionadas a programas de uso racional de água, promoveu grandes conquistas para seus clientes. Tão importante quanto o benefício que esses programas geram, sua importância econômica e financeira para quem adere aos projetos é extremamente relevante e surpreendente. Ou seja, investir em água é mais rentável do que investir em renda fixa, o que pode ser comprovado por meio deste exemplo real: Na torre de escritórios do World Trade Center, foram investidos R$ 60.078,00 no programa de uso racional de água. Após a conclusão do projeto,

houve economia mensal de R$ 8.644,93. Se o valor investido no programa fosse aplicado em renda fixa, geraria uma receita bruta de R$ 14.389,14 ao final de 18 meses. Já o investimento feito em um programa de uso racional gerou uma economia de R$ 95.530,00 no mesmo período. São ações como esta que motivam a H2C e a Jones Lang LaSalle a desenvolver uma parceria de sucesso, possibilitando vantagens permanentes ao meio ambiente e aos seus clientes.

H2C: a nova fórmula da água.

Consultoria em uso racional de água

[11]

5535-5500

atendimento@h2c.com.br

Tecnologia e Atitude


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