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Marcos Teodorico Pinheiro de Almeida 

J OGOS COOPERATIVOS E A TRANSDISCIPLINARIDADE 1  Marcos Teodorico Pinheiro e Almeida 2  Professor da Universidade Federal do Ceará ­ UFC da  Faculdade de Educação – FACED no  Curso de Educação Física  Bolsista da CAPES­BRASIL  E­mail: marcosteodorico5@hotmail.com ou mtpa@ufc.br 

Resumo  O  artigo  tem como  proposta  tentar  refletir  sobre  as  possibilidades  de  encontro  entre  o  jogo  cooperativo  e  transdisciplinaridade.  Os  jogos  cooperativos  buscam  facilitar  o  encontro  consigo  mesmo,  com  os  outros  e  com  a  natureza  na  tentativa  de  promover  a  integração  do  todo,  onde  sempre  a  meta  coletiva  prevalecerá  sobre  a  meta  individual.  No jogo cooperativo os participantes jogam com os outros e não contra os outros, jogam  para superar os desafios, os conflitos e os obstáculos encontrados e não superar o outro  individuo ou coletivo.  Nesta proposta visamos à participação de todos para alcançar um  objetivo  comum,  onde  a  motivação  não  é  o  ganhar   ou  o  perder,  a  motivação  está  centrada  na  participação.  Neste  sentido,  a  proposta  educativa  tem  como  interesse  principal  o  processo  e  não  o  resultado.  Quando  a  proposta  é  centrada  no  processo,  permite  ao  professor  e  aos  alunos  perceberem  os  aspectos  individuais  e  coletivos  utilizados  para  se  alcançar  as metas que são realizadas com a contribuição de todos. A  introdução do jogo cooperativo na educação transdisciplinar deve buscar a participação  e  inclusão.  As  aulas  devem  sempre  ser  realizadas  dentro  de  um  clima  prazeroso,  cordial,  amigo  e  feliz  onde  as  metas  do  professor  e  dos  alunos  estarão  centradas  na  união  da  soma  das  suas  competências  individuais  na  busca  de  resultados  que  tragam  benefícios para todos. Estimulando atitudes de sensibilização, cooperação, comunicação  e solidariedade.  Palavras­chave: jogo cooperativo, transdisciplinaridade, educação e criança. 

Este artigo partiu da idéia e utilizou na sua estrutura básica o trabalho El jugar cooperativo:  un camino rumo a la paz y la transdisciplinariedad, escrito por Almeida, M.T.P. no Congrés  Internacional d’Innovació Docent: Transdisciplinarietat I Ecoformació, em março de 2007  na cidade de Barcelona ­ Espanha.  2  Web do autor: http://marcosteodorico.blogspot.com/, http://marcosteodorico.spaces.live.com/ III Congresso Internacional de Transdisciplinaridade, Complexidade e Ecoformação  Brasília, 2 a 5 de setembro de 2008 


Marcos Teodorico Pinheiro de Almeida 

1. INTRODUÇÃO 

As  atividades  cooperativas,  sendo  ainda  relativamente  minoritárias,  estão  em  processo  de  difusão.  As  razões  para  este  crescimento  podem ser  várias,  mas  a  primeira  deveria  ser  a  coerência  em  nossa  ação  educativa,  quando  pensamos  em  um  mundo  mais  altruísta, em que os enfrentamentos sejam a exceção e não a regra. Devemos começar na  escola  a  introduzir  propostas  educativas  de  inclusão,  solidariedade  e  tolerância,  utilizar  a  escola  como  um  território  de  educação  para  a  paz  dentro  de  uma  perspectiva  transdisciplinar.  Devemos  potencializar  na  vida  das  crianças  valores  positivos  como:  dar,  ajudar  e  compartilhar.  Devemos  ensinar  os  meninos  e  meninas  a  brincar juntos,  trabalhar  juntos,  estar  juntos,  como  deveriam  fazer  na  vida  adulta.  E  deveríamos  também, ensinar as crianças a compartilhar não só esforços, objetivos e meios materiais,  mas o mais importante: sentimentos, amor e paz.  Há muito tempo queria escrever sobre o tema do jogo cooperativo, sua importância na  educação e sua relação com a educação para a paz e com a transdisciplinaridade. Como  aluno de doutorado da Universidade de Barcelona tive a oportunidade de fazer parte de  uma  disciplina 3  ministrada  pelo  professor  Saturnino  de  la  Torre  e  foi  com  ele  que  visualizei uma nova possibilidade do lúdico com um olhar transdisciplinar. Acreditamos  que  a  construção  do  homem  com  valores  cooperativos  e  positivos  tem  que  ser  estimulado  bem  cedo.  Ensinar  a  aprender a viver juntos é o maior desafio da educação  no  século  XXI.  Neste  artigo  tentaremos  compartilhar  idéias  e  reflexões  sobre  o  jogo  cooperativo  como  um  meio  para  ajudar  no  processo  de  uma  educação  trandisciplinar.  Apresentamos  em  todo  o  trabalho  que  o  jogo  cooperativo  é  um  eixo  de  conteúdo  curricular  de  fundamental  importância  para  o  desenvolvimento  e  a  aprendizagem  educativa.  Temos a certeza que os assuntos tratados neste trabalho podem ajudar a cada leitor em  suas  reflexões  iniciais  acerca  do  tema:  jogo  cooperativo  e  transdisciplinaridade.  O  jogo cooperativo é uma forma divertida, criativa e transformadora de libertação humana  e de autonomia coletiva.  Nossa  proposta  é  de  apresentar  argumentos  onde  o  jogo  cooperativo  é  necessário  e  fundamental  na  educação.  Vamos  tentar  visualizar  juntos  elementos  comuns  os  eixos  abordados neste artigo  dentro de uma perspectiva unificada de ações educativas. Outro  aspecto deste trabalho é de colaborar com propostas ou sugestões de linhas e condutas  de ações práticas na educação formal e não formal.  2. J OGO COOPERATIVO: SIGNIFICADOS E CONCEITOS  Neste tópico iremos apresentar alguns pontos importantes sobre o significado e conceito  de  jogo  cooperativo,  e  analisar  as  várias  possibilidades  que  a  cooperação  traz  nas  situações  do  dia  a  dia,  e  principalmente  analisar  o  jogo  dentro  de  diversos  contextos,  que  permita  o  ser  humano  desenvolver  sua  expressão  lúdica  e  vivenciar  a  prática  dos  valores  cooperativos.  Quando  aprendemos  o  verdadeiro  sentido  e  significado  da  COOPERAÇÃO  formamos  uma  consciência  grupal,  começamos  assim  a  perceber  que 

“Estrategias  creativas  para  el  cambio  docente” ,  realizada  em  2007  no  programa  de  doutorado:  diversidade  e  mudança  em  educação:  políticas  e  práticas  na  universidade  de  barcelona – UB. III Congresso Internacional de Transdisciplinaridade, Complexidade e Ecoformação  Brasília, 2 a 5 de setembro de 2008 


Marcos Teodorico Pinheiro de Almeida 

NÓS  fazemos  parte  de  um  mundo  maior  e  que  estamos  interligados  com  toda  a  humanidade, com a natureza e o cosmos.  “De  uma  coisa  sabemos:  a terra não pertence ao homem. É o  homem  que  pertence  a  terra.  Disto  temos  certeza.  Todas  as  coisas  estão  interligadas  como  sangue  que  une  uma  família.  Tudo está relacionado entre si. O que fere a terra fere também  os filhos e filhas da terra. Não foi o homem que teceu a teia da  vida: ele é meramente um fio dela. Tudo o que fizer à teia, a si  mesmo  fará.”  Chefe  Seattle  (Em  uma  carta  enviada  ao  Governador de Washington – EUA, 1856) 

Para o físico teórico de sistemas Fritjof Capra:  “Não  existe  nenhum  organismo  individual  que  viva  em  isolamento.  Os  animais  dependem da fotossíntese das plantas  para ter atendidas as suas necessidades energéticas; as plantas  dependem  do  dióxido  de  carbono  produzido  pelos  animais,  bem como do nitrogênio fixado pelas bactérias em suas raízes;  e  todos juntos, vegetais, animais e microorganismos, regulam  toda  biosfera  e  mantém  as  condições  propícias  a  preservação  da vida.” (Capra, 2002, p.23) 

Reforçando esta hipótese Gaia Morowitz citado por Capra (2002, p.23) diz que “a vida é  uma  propriedade  dos  planetas,  e  não  dos  organismos  individuais.”  Nós  estamos  inseridos em um sistema complexo de redes interligadas. Fazendo uma aproximação do  sistema de redes moleculares ao conceito sistêmico da vida podemos dizer que uma das  principais  intuições  da  teoria  dos  sistemas  citado  por  Capra  (2002,  p.27)  “foi  a  percepção de que o padrão em rede é comum a todas as formas de vida. Onde quer que  haja vida, há redes.”  É importante saber que o jogo tem cinco grandes pilares básicos em suas ações lúdicas:  a imitação, o espaço, a fantasia, as regras e os valores. Cada um deles interage com os  demais e podem aparecer de forma mais evidente em um tipo de jogo, brincadeira ou no  uso  de  um  determinado  tipo  de  brinquedo.  Lógico  que  a  idade  do  envolvido  na  ação  lúdica,  as  influências  sociais,  culturais  e  suas  experiências  vão  influenciar  na  relação  sujeito/jogo.  Outro  aspecto  importante  que  deve  ser  considerado  são  as  funções  específicas que cada um dos pilares exerce junto às crianças nas suas ações lúdicas. Para  Almeida  (2007)  estes  pilares  básicos  podem  ter  em  suas  estruturas  lúdicas  dois  estilos  de jogo:  1.  J ogo cooperativo: no jogo cooperativo a essência lúdica é brincar com o outro e  não  contra  o  outro,  nesta  estrutura  lúdica  o  outro  é  um  parceiro  e  amigo  com  metas comuns. O sucesso e o fracasso são compartilhados por todos.  2.  J ogo  competitivo:  no  jogo  competitivo  a  essência  lúdica  é  o  brincar  contra  o  outro,  nesta  estrutura  lúdica  o  outro  é  um  adversário  e  obstáculo  que  deve  ser  vencido  a  todo  custo.  O  sucesso  e  o  fracasso  somente  são  compartilhados  por  um ou alguns.  Existem dois tipos de cooperação:  1.  É a cooperação pelo próprio interesse.  2.  E a cooperação pelo interesse do todo. III Congresso Internacional de Transdisciplinaridade, Complexidade e Ecoformação  Brasília, 2 a 5 de setembro de 2008 


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De acordo com Almeida (2007) existem dois estilos de conduta lúdica que podemos  compartilhar:  1.  A Competitiva ­ onde os participantes jogam uns contra os outros, seja no jogo  individual ou coletivo, onde o resultado final é: o ganhar ou o perder .  2.  A Cooperativa ­ onde os participantes jogam uns com os outros, seja no jogo  individual ou coletivo, onde o resultado final é: todos ganham ou todos perdem.  Para Omeñaca, Raúl, Puyuelo, Ernesto & Ruiz, Jesús Vicente (2001) o jogo pode levar  a  pessoa  a  atuar  de  diversas  formas,  mas  existem  também  fatores  que  determinam  sua  atuação como mostra a figura 1.  Figura 1  JOGO  Pr opicia  A ATUAÇÃO 

INDIVIDUALISTA 

COMPETITIVA 

COOPERATIVA 

Deter minada por  

Estrutura de  meta de jogo

Fatores  Individuais 

Fatores Grupais 

Fatores  Situacionais 

Podemos  dizer  que  no  jogo  cooperativo  as  estruturas  mais  importantes  são  as  características libertadoras:  1.  2.  3.  4. 

Libertam da competição  Libertam da eliminação  Libertam para criar  Libertam da agressão física ou verbal 

Estas  características  citadas  anteriormente  mostram  que  no  jogo  cooperativo  é  um  importante  meio  para  a  educação  global  dos  alunos  em  diversos  níveis  de  desenvolvimento,  além  de  ser  um  recurso  rico  para  fomentar  certas  atitudes  que  são  importantes para formação do homem como:  1.  2.  3.  4.  5.  6. 

A empatia  A cooperação  A estima  A comunicação  O altruísmo  A tolerância 

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3. O J OGO COOPERATIVO NA EDUCAÇÃO  Acreditamos  que  propostas  transformadoras  e  inovadoras  devem  ser  compartilhadas  e  vivenciadas com todos, e em especial, com nossos alunos. Por isso, o jogo cooperativo é  uma  ferramenta  de  grande  valor  educativo  na  formação  e  no  desenvolvimento.  Jogar  cooperando  na  educação  significa  estar  junto,  vivenciar,  ceder,  descobrir,  construir,  atuar, re­criar e humanizar dentro de uma relação dinâmica e transformadora. Entender  o  ponto  de  vista  do  outro  ou  fazer  uma  leitura  prévia  dos  desejos,  necessidades  e  expectativas  dos  envolvidos  no  jogo,  pode  ser  um  excelente  instrumento  de  prevenção  de erros. Nunca devemos esquecer que as crianças percebem o brincar de uma maneira  e  nós  adultos  ou  professores  de  outra.  Buscar  um  ponto  de  equilíbrio  seria  uma  boa  solução.  Garantir o espaço do jogo na educação pode ser um elemento importante para ampliar o  repertório  de  vida  e  de  conhecimento  do  aluno.  Garantir  este  espaço  é  fortalecer  sua  autonomia,  sua  capacidade  criadora,  sua  consciência  coletiva,  sua  solidariedade  e  sua  cooperação.  Brincar  e  aprender  de  forma  cooperativa  pode  acrescentar  no  bojo  da  formação  humana  experiências  ricas,  criativas, impares e libertadoras, e principalmente,  construir  valores  sólidos  e  consistentes  que  servirão  para  fortalecer  suas  relações  consigo mesmo, como os outros e com o meio micro e macro.  Cooperação  significa  agir  em  conjunto  com  outro  para  resolver  um  problema  ou  alcançar  um  objetivo  comum.  Ela  situa­se  no  pólo  oposto  da  competição,  onde  o  objetivo é que cada um tente atingir sua meta pessoal e tente ser melhor que o outro.  É comum ouvir falar da competição como um elemento importante na educação, sob o  pretexto  de  que  os  nossos  alunos  estariam  mais  preparados  para  viver  num  mundo  competitivo.  Porém,  a  verdade  é  que  a  competição  reduz  a  auto­estima  e  aumenta  o  medo  de  falhar,  reduzindo  a  expressão  de  capacidades,  reduzindo  a  criatividade  e  reduzindo  a  autonomia  do  aluno.  Ela  promove  a  comparação  entre  as  pessoas  e  acaba  por  favorecer  a  exclusão  baseada  em  poucos  critérios.  Um  ambiente  competitivo  aumenta  a  tensão  e  a  frustração  e  pode  desencadear  comportamentos  violentos  e/ou  agressivos.  Em  contraste,  as  atividades  cooperativas  aumentam  a  segurança  nas  capacidades  pessoais  e  contribuem  para  o  desenvolvimento  do  sentimento:  de  fazer  parte  de  um  grupo.  Nas  atividades  cooperativas  ninguém  perde,  ninguém  é  isolado  ou  rejeitado  porque  falhou.  Em  uma  estrutura  cooperativa,  o  jogo  vai  além  da  satisfação  e  alegria  vivenciada,  cada  uma  das  partes  e  o  todo  ganham,  em  conseqüência  da  ajuda  e  da  interação  positiva.  Nas  atividades  cooperativas  o  resultado  alcançado  pelo  grupo  é  melhor do que a soma dos resultados pessoais obtidos numa situação de competição.  Muitos dos desequilíbrios presentes na nossa sociedade decorrem de uma percepção de  separação e não de interdependência face ao exterior. Através do sistema educativo, as  crianças e os jovens interiorizam a separação entre o mundo humano e o mundo natural.  O afastamento face ao que nos rodeia estende­se na relação com o outro, em virtude da  extrema  valorização  do  individualismo,  do  emergencial  e  do  egocentrismo  que  nos  conduz  ao  extremo  da  competição  como,  por  exemplo:  a)  Competir  para  alcançar  o  sucesso no mercado de trabalho e b) Competir para alcançar sucesso na vida pessoal.

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O  caminho  da  competição  poderá  nos  conduzir  à  beira  de  um  abismo.  Por  que  neste  jogo o objetivo de cada um é obter o máximo de benefícios em curto prazo, e às vezes  está  escolha  pode  levar  a  um  desequilíbrio  de  proporções  globais.  Apesar  de  tanto  valorizarmos  a  razão,  continuamos  a  trilhar  o  caminho  da  irracionalidade,  comprometendo desta forma a nossa permanência no planeta. Para ajudar a transformar  o modo como o homem atual se relaciona com o mundo, é fundamental que a educação  seja capaz de atuar nas pessoas em três níveis de relações: 1) consigo mesmo, 2) como o  outro  e  3)  com  o  meio,  pois  essas  relações  refletem  a  forma  como  cada  um  de  nós  percebe e atua diante do mundo.  Os  jogos  cooperativos  promovem  um  tipo  de  relação  com  o  outro  baseado  na  não  competição,  mas  antes  na  capacidade  de  cooperar,  poderá  constituir  um  valioso  instrumento  na  formação  para  cidadania  e  de  uma  formação  transdisciplinar.  Em  lugar  de um modelo competitivo onde apresenta uma situação em que o indivíduo está contra  o  outro,  em  competição  com  o  outro  e  com  o  mundo,  neste  sentido,  os  jogos  cooperativos ajuda a desenvolver uma relação com o exterior baseado no respeito e no  agir com o outro em benefício de um objetivo coletivo.  Entendemos  o  jogo  cooperativo  enquanto  um  meio  pedagógica  holístico,  que  viabiliza  sua  existência  independente  do  espaço  estruturado,  dos  meios,  dos  materiais  por  si  só,  mas  fundamentalmente  pela  relação  existente  entre,  através  e  mais  além 4  das  abordagens e campos educativos.  Nossa  proposta  é  de  utilizar  alguns  princípios  do  jogo  cooperativo  que  julgamos  importantes  dentro  das  diversas  áreas  do  conhecimento  humano  buscando  integrar  os  elementos  básicos  destas  áreas  que  poderiam  interagir  com  as  concepções  globais  da  educação e transdisciplinaridade.  O  jogo  cooperativo  é  um  momento  educativo  propício  para  abordar  e  compartilhar  as  seguintes dimensões educativas propostas pela UNESCO (1994), que são:  1.  2.  3.  4.  5.  6.  7. 

Tolerância  Sociabilidade  Respeito pelas diferenças  Compreensão da singularidade  Complementaridade como princípio da aceitação das diferenças  Reciprocidade como base da cooperação  Cultura de paz 

Formar  pessoas  capazes  de  cumprir  com  seus  deveres  e  exercer  seus  direitos  como  cidadãos  de  uma  sociedade  aberta  e  plural  é  uma  tarefa  educativa  muito  difícil  na  atualidade,  mas  não  é  impossível.  Devemos  rapidamente  instrumentalizar,  oferecer  e  compartilhar  com  os  nossos alunos conteúdos educativos que possam permitir que elas  cooperem. 

Elementos que fazem parte da estrutura do conceito de transdisciplinaridade que iremos falar  mais adiante. III Congresso Internacional de Transdisciplinaridade, Complexidade e Ecoformação  Brasília, 2 a 5 de setembro de 2008 


Marcos Teodorico Pinheiro de Almeida 

4. O J OGO COOPERATIVO E A TRANSDISCIPLINARIDADE  Nas  últimas  décadas  emergiram  novos  modos de percepção e de compreensão da vida,  das relações entre os seres humanos consigo mesmo e com todo o cosmos no alvorecer  de  uma  “nova  consciência”.  Essa  “nova  consciência”  sedimenta­se  nos  aprendizados  tecidos e filtrados nas trajetórias de nossa história, nas descobertas das últimas décadas  e inspira­se nas sabedorias legadas por diversas tradições culturais da humanidade. Para  Araújo  (2000),  o  surgimento  de  novos  paradigmas  com  base,  nos  valores  da  inclusividade, da amorosidade, do respeito às diversidades, da interdependência, da  tolerância,  da  ética  e  da  solidariedade,  possibilitaram  mudanças,  interações  e  o  nascimento de uma nova consciência nos conceitos da abordagem disciplinar.  Segundo  B.  Nicolescu  (1999)  a  palavra  transdisciplinaridade  foi  dita  pela  primeira  vez, por Jean Piaget em um colóquio de 1970 quando ele falou:  “(...)  enfim,  no  estágio  das  relações  interdisciplinares, 

podemos esperar o aparecimento de um estágio superior  que  seria  'transdisciplinar',  que  não  se  contentaria  em  atingir  as  interações  ou  reciprocidades  entre  pesquisas  especializadas, mas situaria essas ligações no interior de  um  sistema  total  sem  fraturas  estáveis  entre  as  disciplinas” (Apud Weill, 1993:30). 

Para  Araújo  (2000)  a  transdisciplinaridade  nutre­se  da  pesquisa  disciplinar,  da  sua  ampliação  com  a  interdisciplinaridade,  e  procura  ultrapassar  a  ambas  transbordando  os  seus limites, transpondo as fraturas do paradigma da disciplinaridade.  Araújo (2000) comenta que a transdisciplinaridade está entre, através e mais além das  disciplinas,  das  fronteiras  das  mesmas,  vislumbrando  a  unidade  do  conhecimento  mediante  os  traços  de  sua  diversidade, buscado assim a não separação, as interligações  micro  e  macro  que  constituem  a  inteireza  dos  fenômenos  da  cultura,  da  vida.  A  educação  transdisciplinar   prevê  um  conhecimento  aberto  com  variadas  fontes  de  referências,  que  compreende  os  diferentes  níveis  de  percepção  e  de  realidade  como  elementos  que  se  conectam,  se  ampliam  e  se  enriquecem  na  busca  da  compreensão  do  ser  em  sua  unidade  e  diversidade.  Neste  sentido  o  jogo  cooperativo coincide com os  princípios que norteiam o conceito acima citado.  A  abordagem  transdisciplinar  incide  na  construção  de  pontes  e  o  jogo  cooperativo  também,  pontes  que  entrelaçam  dialogicamente  as  diferentes  culturas  e  modos  de  conhecimento, afirmando a importância das suas peculiaridades, mas apontando para os  seus  nexos  de  complementaridade.  A  educação  inspirada  na  abordagem transdisciplinar  procura cuidar com afinco dos processos de condução, do modo e do jeito de caminhar  que  se  revelam  no  cultivo  da  sabedoria  do  como  traçar  os  passos  de  cada  caminhada,  onde  o  aprender  a  aprender  torna­se  propósito  fundamental  não  só  da  abordagem  cooperativa  mas  também  da  abordagem  transdisciplinar.  Araújo  (2000)  coloca  que  é  necessário aprender a absorver o saber universal pelos sentidos: sabores, odores, sons e  cores na busca do saber ser melhor de cada um para consigo mesmo, para com os outros  e para o meio.

III Congresso Internacional de Transdisciplinaridade, Complexidade e Ecoformação  Brasília, 2 a 5 de setembro de 2008 


Marcos Teodorico Pinheiro de Almeida 

Aprender  a  ser 5   é  um  processo  permanente  de  construção  de  nossas  potencialidades  mais preciosas que só ocorre mediante a conexão de nossas relações com os outros seres  humanos.  Como  afirma  Nicolescu  (1999:136):  “ A  construção  de  uma  pessoa  passa  inevitavelmente  por  uma  dimensão  transpessoal” .  A  conexão  aberta  e  desnuda  com  o  outro, em quaisquer instâncias de relações intersubjetivas, nos proporciona a descoberta  mais  intensa  de  nós  mesmos,  de  nossos  limites  e  possibilidades.  O  aprender  a  ser,  portanto,  é  tecido  na  fiação  das  inter­relações  coletivas,  onde,  através  de  processos  dialógicos interativos nos reconhecemos e reconhecemos os outros.  “Cómo  se  puede  cuestionar  el  hecho  de  adquirir  o  poseer,  cuando lo único necesario para el hombre es conseguir “llegar   a  ser ”  y  morir  en  la  plenitud  de  su  existencia”.  (Antoine  de  Saint Exupery) 

De  acordo  com  as  orientações  do  II  Congresso  Mundial  de  Transdisciplinaridade,  realizado  em  Vila  Velha  ­  Vitória,  Espírito  Santo,  Brasil,  no  período  de  6  a  12  de  setembro  de  2005.  Podemos  estruturar  a  abordagem  transdisciplinar  em  torno  de  três  eixos:  1. A Atitude Transdisciplinar;  2. A Pesquisa Transdisciplinar;  3. A Ação Transdisciplinar.  5. CONDUTAS E LINHAS DE ATUAÇÃO PARA UMA FUSÃO  Segundo Almeida (2007) mudar a leitura que a sociedade tem do jogo é uma missão de  todos: sociedade, escola, educadores e a família. O principal objetivo de nossa proposta  é  tentar  fazer  uma  fusão  entre  os  princípios  norteadores  da  educação  para  a  paz  e  as  contribuições  do  jogo  cooperativo  a  um  projeto  comum  dentro  de  uma  visão  transdisciplinar.  A  proposta  de  fusão  aqui  apresentada  tem  diferentes  eixos  de  intervenções,  com  um  conjunto  de  conteúdos  prioritários  que  julgamos  importantes  e  necessários  para  favorecer  o  desenvolvimento  pessoal,  social,  cultural,  natural  e  motriz  dos  nossos  alunos.  Apresentamos  no  quadro  1  um  esquema  da  proposta  (Almeida,  2007).  Quadro 1  CONDUTAS E LINHAS DE ATUAÇÃO DO J OGO COOPERATIVO, CULTURA DA PAZ DENTRO DE  UMA ABORDAGEM TRANSDISCIPLINAR  EIXO  CONTEÚDOS E PROGRAMA DE AÇÃO  PROPOSTAS DE ATIVIDADES  Melhor ar  a auto­estima: o objetivo é favorecer que  ­Fazer com que o aluno perceba suas  EIXO PESSOAL  o  aluno  desde  o  primeiro  momento  perceba  por  si  conquistas;  mesmo  os  aspectos  positivos  de  sua  personalidade,  ­Empregar o reforço positivo;  suas  capacidades,  suas  potencialidades  e  ­Fomentar  os  comentários  positivos  principalmente  que  perceba  que  suas  virtudes  são  entre os alunos;  maiores em: número e qualidade do que os aspectos  ­Compartilhar  o  protagonismo  nas  negativos.  aulas;  ­Introduzir  jogos  e  dinâmicas  específicas. 

Podemos  constatar  este  elemento  nos  estudos  realizados  por  Jacques  Delors  (UNESCO,  1996) sobre os quatro pilares da educação que servem como referência para várias reflexões  acerca da educação e da paz, estes pilares são: aprender a saber; aprender a fazer; aprender  a viver juntos e aprender a ser.

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Conhecimento e aceitação de si mesmo: nossa idéia  é  que  o  aluno  faça  uma  reflexão  sobre  seus  atos,  tentar  entender  porque  reage  de  uma  determinada  maneira a determinadas situações, um outro aspecto é  oferecer  instrumentos  para  que  perceba  suas  habilidades  e  limitações  e  tente  superar  suas  dificuldades e, principalmente, se aceitar como é. 

EIXO SOCIAL 

Autonomia  par a  tomar   decisões  e  assumir   as  decisões tomadas: trata­se de discutir entre os alunos  a  responsabilidade  em  suas  ações.  Para  isso  é  fundamental  que  o(s)  aluno(s):  em  primeiro  lugar,  confiem nele(s) mesmos e em sua(s) possibilidade(s)  e  em  segundo  lugar,  planejem  uma  série  de  ações  orientadas  para  que  seja  ele,  o  próprio  aluno,  ou  o  grupo, que se encarregue de tomar as decisões e que  se responsabilize pelas decisões tomadas.  Aper feiçoar   as  r elações  inter pessoais:  em  nosso  ponto  de  vista  o  relacionamento  interpessoal  estabelecido  entre  os  alunos  (meninas  e  meninos)  condiciona a aprendizagem tanto ou mais que outros  aspectos  no  qual  estabelecemos  com  fundamentais  como  a  didática,  os  conteúdos,  as  metodologias  aplicadas  etc.  Se  queremos  que  nossos  alunos  desenvolvam  o  máximo  suas  potencialidades,  é  fundamental  que  nas  aulas  se  crie  um  clima  agradável para todos. 

Aceitação do outr o: tão importante como ser aceito  dentro  de  um  grupo  é  aceitar  os  demais  ou  o  outro  independente de sua raça, sexo, classe social, religião  etc. Um dos objetivos prioritários nas nossas aulas de  educação  física  é  de  eliminar  de  qualquer  jeito  a  discriminação  que  exista  ou  possa  existir  dentro  do  grupo.  Usaremos  como  estratégias  três  aspectos:  as  relações entre meninas e meninos, as relações entre  alunos  de  culturas  minoritárias  e  o  de  cultura  predominante,  e  as  relações  entre  os  grupos  de  meninas  e  meninos  que  apresentam  alguma  deficiência motriz, mental, etc.  Resolução  de  conflitos  por   vias  não  violentas:  parte­se  da  idéia  de  que  o  conflito  é  algo  natural  e  que, por se mesmo, não é negativo se bem orientado.  O  negativo  é  recorrer  à  violência,  seja  ela  qual  for,  para impor nosso próprio critério. Uma resolução não  violenta de conflitos requer uma exposição do nosso  ponto de vista sobre o problema, escutar a opinião da  outra pessoa e alcançar um acordo que seja bom para  ambos ou para um coletivo. 

­Trabalhar sempre que possível com  uma  proposta  de  atividade  lúdica  aberta;  ­Introduzir  propostas  lúdicas  planejadas pelos próprios alunos;  ­Permitir ao aluno a seleção livre do  nível da atividade lúdica;  ­Planejar  atividades  grupais  cooperativas  com  diferentes  funções.  ­Absoluta  liberdade  para  participar  ou  não  das  atividades  propostas  na  aula;  ­Delegar  ao  aluno  uma  série  de  tarefas ou funções;  ­Estabelecer  com  os  alunos  regras  básicas de convivência nas aulas. 

­Estimular  a  expressão  de  sentimentos  e  os  contatos  interpessoais;  ­Introduzir  atividades  motrizes  que  implique  na  troca  constante  de  companheiros;  ­Favorecer  a  formação  de  grupos  distintos;  ­Potenciar  a  prática  de  jogos  cooperativos de tabuleiros, motrizes,  etc.;  ­Utilizar recompensas grupais.  ­Introduzir  nas  aulas  elementos  lúdicos das culturas minoritárias;  ­Reforçar  positivamente  os  grupos  mistos;  ­Empregar  uma  linguagem  não  sexista;  ­Tentar  equilibrar  (habilidades  e  competências)  as  atividades  ao  aluno com atenção a diversidade. 

­Favorecer  com  que  o  aluno  regule  seus próprios conflitos;  ­Reservar  um  espaço  para  a  regulação dos conflitos;  ­Reforçar positivamente a regulação  não  violenta  de  conflitos  por  parte  do aluno.

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EIXO NATURAL  (MEIO  AMBIENTE) 

Conhecimento  e  valor ização  de  outr as  cultur as:  um  processo  de  convivência  sem  violência  requer  aceitar outros pontos de vista, porque existem outras  formas  de  ver  as coisas. Neste sentido é importante  conhecermos  nossa  própria  história  e  cultura  para  valorizar  nosso  patrimônio  cultural.  Mas  isso  não  será desculpa para cair no etnocentrismo e pensar que  nossa cultura é a melhor e a única possível. Quando  compartilhamos  informações  sobre  outras  culturas,  percebemos  com  os  nossos  alunos  que  as  semelhanças  entre  as  diversas  culturas  são  maiores  que  as  suas  diferenças.  Por  isso  devemos  oferecer  condições e oportunidades para que os alunos possam  comparar e buscar pontos de coincidências em nossa  própria cultura e em outras culturas (povos, nações,  etc.).  Respeito  e  pr eser vação  da  natur eza:  a  educação  para  paz  não  se  resume  somente  nas  relações  humanas, mas também na relação do homem com o  meio  ambiente  em  que  nós  vivemos  e  nos  desenvolvemos. É dentro da família, na sociedade e  na  escola  que  devemos  proporcionar  aos  nossos  alunos  e  filhos  uma  série  de  experiências  e  informações  acerca  do  meio  ambiente  e  sua  importância  para  a  sobrevivência  de  todos  os  seres.  Nossos  alunos  têm  que  entender  que  preservar  o  meio ambiente é preservar a espécie humana. 

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­Empregar  músicas  de  outras  culturas;  ­Introduzir  atividades  lúdicas  de  outros  povos  e  culturas  (jogos  e  brinquedos multiculturais);  ­  Criação  de  Museu  de  jogos  e  brinquedos;  ­  Danças,  rondas  e  cirandas  do  mundo;  ­Contos, lendas e mitos. 

­Organização  de  passeios  ecológicos;  ­Prática  de  acampamento  e  acantonamento recreativo;  ­Atividades  junto  à  natureza  onde  participem  pessoas  de  todas  as  idades,  sexo,  classes  sociais,  religiões, etc.;  ­Desenvolvimento  de  atividades  utilizando elementos naturais (água,  terra, vento, folhas, etc.);  ­Oficinas lúdicas de criação de jogos  e  brinquedos  com  materiais  alternativos e naturais.  ­Organização de trilhas lúdicas, etc. 

Compartilhar o conhecimento: com a escola, com a comunidade e com o mundo é uma das características que  define  esta  fusão  entre  o  brincar,  a  educação  para a paz e a abordagem transdisciplinar. Em uma proposta de  ação­reflexão­ação.  É  uma  educação  de  ação  porque  esta  presente  o  posicionamento  critico  do  professor,  sua  posição  diante  da  construção  do  conhecimento  e  os  seus  valores  pessoais  que  orientam  um  modelo  de  comportamento,  outro  aspecto  é  a  educação  para  a  ação  porque  busca  uma  continuidade  das  propostas  trabalhadas dentro da escola e os seus efeitos na vida do aluno e da sociedade. 

6. J OGOS COOPERATIVOS  PARTE 1: ATIVIDADES LÚDICAS COOPERATIVAS PARA BRINCAR  J OGO 1  NOME DA ATIVIDADE:  DIVERSAS 

LOCAL: variado  IDADE: Crianças pequenas  MATERIAL: Diversos

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DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE:  Ber ço – Faça um berço com uma toalha e ponha dentro o ursinho de seu filho. Juntos peguem as pontas  da toalha e balance a toalha como se o ursinho estivesse dentro de uma rede, sendo ninado para dormir.  Os pais podem terminar a brincadeira deixando a criança ocupar o lugar do ursinho.  A dança da cor da – Dê uma ponta da corda para a criança e segure a outra. Ande, pule, corra, rasteje,  role etc... seu filho acompanhando os movimentos. Em seguida, deixe ele ser o guia.  Car r inho de papelão – Coloque seu filho dentro de uma caixa de papelão e puxe em torno da sala. A  criança pode fazer a mesma coisa com um brinquedo ou uma outra criança, você pode empurrar as duas  crianças ou fazer com que uma das duas e ajude a puxar a caixa. Depois as crianças trocam de lugar.  Passando a bola – Passar a bola enquanto os dois estão sentados no chão ou dentro da água, de trás para  frente e vice­versa, ou em círculos caso haja mais crianças, é também uma excelente maneira de aprender  a compartilhar objetos e brincadeiras.  Dançando  juntos  –  De  frente  para  seu  filho,  coloque  os  pés  dele  em  cima  dos  seus  e,  segure  as  mãos  dele, enquanto vocês dois começam juntos a andar ou a dançar ao ritmo de uma música lenta.  Siga o líder – Nesta brincadeira é importante que cada participante tenha a oportunidade de ser o líder e  de ser imitado em suas ações, que podem incluir, pular, dançar, correr, rastejar, rolar no chão e pular com  uma só perna etc...  Balança de bola – ajoelhe­se em frente a seu filho (você talvez tenha que se deitar de barriga). Coloque  uma bola entre vocês dois, na altura da testa, e tente andar nesta posição. A bola pode ser colocada em  outros lugares do corpo.  Dividindo o tempo – Reserve um horário onde você não  será perturbada para brincar com seu filho em  atividades  que  ele  gosta  e  nos  quais  ele  aprenda  a  cooperar  e  a  compartilhar.  Você  também  poderá  aprender a melhor cooperar e dividir.

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J OGO 2  NOME DA ATIVIDADE: 

LOCAL: variado  IDADE: 4 anos acima  MATERIAL: Bola 

BALANÇA DE BOLA  DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE:  Duas crianças dividem uma bola leve ou um balão que eles tentam segurar sem o auxílio das mãos. Eles  devem  criar  diferentes  maneiras  de  segurar  a  bola  (com  a  cabeça,  de  lado,  com  a  barriga,  com  os  pés  etc...). Com a bola entre as crianças, elas devem tentar tocar os joelhos, os pés, andar de quatro etc... Você  pode também criar obstáculos que as crianças devem enfrentar.  J OGO 3  NOME DA ATIVIDADE: 

LOCAL: variado e amplo  IDADE: 4 anos acima  MATERIAL: Nenhum 

FORMAS  DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE:  Divida  as  crianças  em  grupos  de  4  ou  5  e  explique  que,  juntos,  eles  deverão  formar  letras,  formas,  números com os corpos. Todas as crianças devem participar para a realização da forma. 

NOME DA ATIVIDADE:  A CARA METADE 

J OGO 4  LOCAL: variado e amplo  IDADE: 4 anos acima  MATERIAL:  quebra­cabeça  com  imagens  variadas já preparadas (cortadas ao meio) 

DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE:  1.  Primeiramente,  mostre  fotos  de  animais  que  você  cortou  ao  meio.  Em  seguida,  as  crianças  devem  procurar  o  parceiro  que  possui  a  outra  metade da foto. 2. Enquanto a música estiver tocando, uma das  duas  crianças  deve  se  tornar  um  espelho  e  imitar  todos  os  gestos  da  outra.  Depois  de  um  tempo,  as  crianças  invertem  os  papéis.  3.  Você  pode  inventar  outros  métodos  para  as  crianças  encontrarem  seus  parceiros.  J OGO 5  NOME DA ATIVIDADE:  O BAMBOLÊ MUSICAL COOPERATIVO 

LOCAL: variado e amplo  IDADE:  4 anos acima  MATERIAL: bambolês 

DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE:  Divida as crianças em pares. Cada par tem um bambolê que elas seguram na cintura, dentro do bambolê.  Quando a música tocar, as crianças começam a dançar, sempre segurando o bambolê. Quando a música  parar, um outro par entra dentro de um bambolê, fazendo com que haja quatro crianças e dois bambolês  juntos.  A  próxima  vez  que  a  música  parar,  um  outro  grupo  se  junta  a  eles.  Geralmente,  um  bambolê  comporta até oito crianças juntas. Uma vez preenchido o bambolê, recomeça­se a brincadeira.  J OGO 6  NOME DA ATIVIDADE:  SOLUCIONANDO PROBLEMAS 

LOCAL: variado  IDADE: 4 anos acima  MATERIAL: nenhum 

DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE:  Na  educação  infantil,  quando  surge  um  problema,  seja  a  perda  de  um  objeto  ou  uma  possível  briga,  transfira  o  problema  para  a  sala  de  aula  e  pergunte  “O  que  podemos  fazer”.  Cada  um  participa,  oferecendo soluções e agindo de maneira a resolver ou ajudar a solucionar o problema. Qualquer coisa  que eles fizerem deve ser feito em cooperação.

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J OGO 7  NOME DA ATIVIDADE:  CÍRCULO MARAVILHOSO 

LOCAL: qualquer local  IDADE: 7 em diante  MATERIAL: nenhum 

DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE:  Os  participantes  formam  uma  roda  colocando  as  mãos  em  torno  da  cintura  do  colega.  Cada  um  deve  descobrir  o  nome  das  pessoas  que  estão  ao  seu  lado.  A  roda  começa  então  a  girar,  lentamente,  pela  esquerda até que alguém diga “Pare”. A pessoa que gritou “pare” deve, então, compartilhar com o grupo,  alguma coisa sobre como foi sua atuação nos jogos, como ela interagiu com os colegas, ou sobre alguma  coisa que um colega fez que ela gostou. Depois que ela acabar de falar alguma coisa simpática sobre o  grupo. A brincadeira continua até o momento em que o grupo sentir que todos que queriam dizer alguma  coisa,  tiveram  oportunidade  de  faze­lo.  Se  dez segundos após alguém perguntar “Pare! Já acabamos?”,  não houver resposta, todos devem correr para o centro da roda e fazer uma grande lovação para o grupo. 

NOME DA ATIVIDADE:  QUEBRA­CABEÇA DE PESSOAS 

J OGO 8  LOCAL: Qualquer local  IDADE: 7 em diante  MATERIAL:  papel  com  gramatura  de  60kg  ou  tipo papelão de sapateiro 

DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE:  Esta brincadeira é ideal para os grupos que não se conhecem muito bem. Pegue um maço de fichas de 8 x  13  com  e  corte­as  em  dois.  Folhas  de  papel  almaço  ou  post­it  também  servem.  As  fichas  devem  ser  cortadas  de  maneira  a  combinarem  somente  com  a  sua  metade, como em um quebra­cabeça. Distribua  uma metade de ficha para cada pessoa e peça a elas para procurarem a outra metade. Uma vez formado o  par, as duas pessoas devem procurar conhecer uma a outra, durante mais ou menos dez minutos. Durante  este  período,  o  par  deve  compartilhar de fatos ou dados que eles desejaram. O ato de conhecer seu par  pode ser feito como se fosse uma conversa casual ou ser algo mais estruturado, como, por exemplo, uma  entrevista. A brincadeira pode incluir igualmente a apresentação do par para outros grupos.  J OGO 9  NOME DA ATIVIDADE:  AS BOLAS EQUILIBRISTAS 

LOCAL: amplo e variado  IDADE: 7 em diante  MATERIAL: bola 

DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE:  A brincadeira serve tanto para grupos pequenos como para os grandes. Ela começa com a formação de  uma  roda,  onde  cada  pessoa  joga  uma  bola  ou  uma  esponja  para  outro  jogador  até  que  todos  os  participantes tenham tocado na bola e esta tenha voltado para o jogador que iniciou a brincadeira. Este  continua  passando  a  bola  e,  depois  de  alguns  segundos,  acrescenta  uma  outra  bola  e,  assim  por  em  adiante. O objetivo é ver quantas bolas o grupo consegue jogar e receber ao mesmo tempo.  J OGO 10  NOME DA ATIVIDADE: 

LOCAL:  quadra ou campo esportivo  IDADE:  7 em diante  MATERIAL: bolas 

FUTEBOL I  DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE:  Forme um triângulo onde cada lado seja uma área para chutes a gol. Utilize várias bolas ao mesmo tempo  a fim de garantir muito movimento para todos. Não há necessidade de contar os gols. A multiplicidade de  gols  e  de  bolas,  assim  como  a  rotação  rápida  dos  times  na  defesa  dos  gols,  permite  que  os  jogadores  focalizem na própria brincadeira, em vez de se preocuparem em saber quem ganhou.

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J OGO 11  NOME DA ATIVIDADE: 

LOCAL: quadra ou campo esportivo  IDADE: 7 em diante  MATERIAL: bolas 

FUTEBOL II  DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE:  Quinze  a  vinte  jogadores  são  divididos  em  filas  de  quatro  jogadores  cada  uma,  (filas  de  três  também  servem caso haja um número ímpar de participantes). Cada fila fica de mãos dadas. No campo, há três  gols, defendidos, cada um, por um par de oleiros, que não precisa ficar de mãos dadas. O número de bolas  em ação é menor de duas bolas que o número de grupos existentes. Cada membro da fila de quatro pode  chutar  a  bola  em  qualquer  gol.  Todavia,  antes  de  chutar,  cada  membro  da fila deve ter tocado na bola  primeiro. Isto é feito através de passes, enquanto o grupo progride em direção ao gol. Caso um membro  de outro grupo faça contato com a bola, o time que está tentando fazer um gol deve recomeçar tudo de  novo – ou seja cada membro deve tocar novamente na bola antes de chutar no gol. Os goleiros trocam de  lugar com os jogadores periodicamente.  J OGO 12  NOME DA ATIVIDADE: 

LOCAL: amplo  IDADE: 7 em diante  MATERIAL: bolas 

O DRAGÃO E A BOLA  DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE:  Esta brincadeira é perfeita para grandes grupos de quinze ou mais pessoas. Forma­se uma roda de mãos  dadas. Dentro da roda, grupos de duas pessoas formam um dragão segurando na cintura do parceiro que  estiver na frente. Duas ou três bolas leves, de borracha ou de espuma, são utilizadas pela roda maior. O  objetivo da brincadeira é de atingir a cauda do dragão com a bola. Para tanto é necessário que as bolas  circulem  rapidamente  dentro  da  roda  maior.  Quando  o  dragão  é  atingido,  a  criança  que  representa  a  cabeça do animal vai para a roda maior, enquanto que a criança que atingiu o dragão vira a nova cauda.  Para diminuir a velocidade da bola e aumentar a dificuldade, autorize somente uma rodada de bola e um  lançamento com a bola. 

NOME DA ATIVIDADE:  SAQUINHOS CONGELADOS 

J OGO 13  LOCAL:  amplo  IDADE: 7 em diante  MATERIAL: saquinho, livro ou qualquer outro objeto que  possa ser colocado na cabeça para equilibrar. 

DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE:  Cada  participante  anda,  corre,  dança, sapateia, pula, gira, com um saquinho, colocado na cabeça. Se o  saquinho cair no chão, a criança congela na posição que estiver até um amigo pegar o saquinho e coloca­  lo novamente na cabeça do colega para descongelá­lo. Abraços também servem para descongelar pessoas,  mas somente se aquele que estiver abraçando não deixar cair seu saquinho. Esta brincadeira pode ser feita  em  pares  ou  em  pequenos  grupos.  Duas  ou  três  crianças  se  juntam  e  cada  uma  com  um  saquinho  na  cabeça,  e  ficam  girando  pela  sala.  Se  uma  das  crianças  perderem  o  saquinho,  o  grupo  inteiro  fica  congelando até que um outro grupo chegue para descongelá­los. Para socorrer os colegas, o grupo deve  abaixar­se  e  pegar  os  saquinhos  caídos  sem  perder  os  próprios  saquinhos  e  coloca­los  novamente  na  cabeça do grupo congelado. Caso uma das crianças d grupo de socorro derrube o saquinho, os dois grupos  ficam congelados até serem salvos. Tocar música aumenta o prazer da brincadeira.  J OGO 14  NOME DA ATIVIDADE: 

LOCAL: variado  IDADE: 7 em diante  MATERIAL: nenhum 

DEDOS MÁGICOS  DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE:  Uma  das  melhores  maneiras  de  terminar  uma  sessão  de  jogos  cooperativos  é,  com  esta  brincadeira.  Forma­se  uma  roda,  com  as  cabeças  voltadas  todas  para  a  mesma  direção,  esquerda  ou  direita.  Cada  participante coloca suas mãos nos ombros do parceiro que estiver na sua frente. O grupo gira lentamente  sobre  si  mesmo,  enquanto  cada  um  recebe  e  faz  uma  massagem  nos  ombros  do  colega.  Após  alguns  minutos, o círculo muda de sentido, para que cada criança passe a massagear a pessoa que acabou de lhe  dar uma massagem.

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Marcos Teodorico Pinheiro de Almeida 

J OGO 15  NOME DA ATIVIDADE:  ESCULPINDO ESTÁTUAS GÊMEAS 

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LOCAL: amplo e variado  IDADE:  7 em diante  MATERIAL:  nenhum 

DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE:  Três pessoas são necessárias para esta brincadeira. Uma é o escultor, a segunda representa a estátua e a  terceira é o gêmeo da estátua. O escultor fica de olhos fechados, enquanto a estátua adota uma pose. Ela  sente  a  estátua  e  tenta  reproduzir  a  mesma  pose  no  gêmeo  da  estátua,  sempre  de  olhos  fechados.  O  escultor pode ir e vir de entre as duas estátuas quantas vezes for necessário para ele descobrir que pose a  primeira estátua adotou e poder reproduzi­la. Uma vez satisfeita com sua obra, o escultor abre os olhos.  As crianças podem trocar de posição. Vários grupos de três pessoas podem participar da brincadeira ao  mesmo tempo. Ajude as crianças a encontrar as similitudes entre as estátuas gêmeas e lembre a elas que  gêmeos nunca são exatamente idênticos, cada um tem suas qualidades únicas.  J OGO 16  NOME DA ATIVIDADE: 

LOCAL:  amplo e variado  IDADE: 8 em diante  MATERIAL: vara, fita e bola 

SACUDIR E BALANÇAR  DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE:  Uma vara de 60 cm de cumprimento por 2,5 cm de espessura é segurada, paralelamente ao chão, na altura  da cintura dos jogadores. Uma fita elástica de 60 cm de cumprimento é dependurada no meio da vara. Na  ponta da fita amarra­se uma bola. Ajuste o cumprimento da fita que a bola apenas alguns centímetros do  chão. Os dois parceiros trabalham em conjunto para enrolar e, em seguida desenrolar a bola e a fita em  torno da vara. Para crianças mais velhas e adultas, isto é feito sem o auxílio das mãos. Para que a vara  fique firme na cintura dos jogadores é preciso que duas cordas, de 135 cm de cumprimento, sejam  amarradas as pontas das varas e em torno da cintura dos jogadores coloquem as mãos na cabeça, enquanto  brincam. Jogadores mais experientes podem tentar segurar a vara sem o auxílio de um cinto.  FONTE: Josephine Kuntz e Jeannine Sacco, com a colaboração de Fabienne Lopez, 1991.  J OGO 17  NOME DA ATIVIDADE: 

LOCAL: amplo e variado  IDADE: 6 em diante  MATERIAL: nenhum 

CÍRCULO DE AMIGOS  DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE:  Dez pessoas mais ou menos formam um círculo fechado, com os ombros se tocando. Uma pessoa fica no  meio do círculo com o corpo rígido e se deixa cair nas mãos dos amigos que a seguram, enquanto seus  pés ficam grudados no chão e os braços colados junto ao corpo. A pessoa que está no meio deve ficar de  olhos fechados durante todo o tempo em que os amigos – o mais devagar possível – a passam de mão em  mão. Esta brincadeira cria uma sensação de paz e leveza muito grande. A pessoa do meio deve ser sempre  sustentada por pelo menos duas pessoas.  J OGO 18  NOME DA ATIVIDADE:  EM RITMO DE TREM 

LOCAL: amplo e variado  IDADE: 5 em diante  MATERIAL: balao ou outro material suave  e leve. 

DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE:  Dê  para  cada  um  uma  bola  e peça às crianças para formar um trem. Os vagões do trem somente estão  ligados por balões, segurados pela barriga do vagão de trás e as costas do vagão da frente. A brincadeira  pode começar com trens de dois vagões. Lentamente, ao som da música, os pares vão se juntando uns aos  outros até formar um trem com vários vagões.

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J OGO 19  NOME DA ATIVIDADE: 

LOCAL: amplo e variado  IDADE: 7 em diante  MATERIAL: balao e música 

A DANÇA DO BALÃO  DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE:  Cada criança escolhe um parceiro para dançar. Alguns dos pares estão ligados aos seus parceiros por um  balão, pelos lados, pela cabeça, pela barriga, pelas costas, etc. Quando a música tocar, todos os pares que  possuem um balão começam a dançar pelo salão e passam a bola – sem o auxílio das mãos – para um par  desprovido de bola que está aguardando um balão para começar a dançar. A brincadeira dura, o tempo  máximo de uma ou duas músicas bem ritmadas e divertidas. 

NOME DA ATIVIDADE:  CAMINHADA DA CONFIANÇA 

J OGO 20  LOCAL: amplo e variado  IDADE: 6 em diante  MATERIAL: um material macio para vendar os olhos e outros  materiais para por no espaço como obstáculos. 

DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE:  Esta brincadeira pode ser feita com crianças de qualquer idade e até mesmo adultos. As crianças escolhem  os parceiros, ou você pode determinar os pares a fim de juntar crianças que não conhecem a brincadeira  com  aquelas  que  já  têm  experiência.  Uma  das  duas  crianças  é  vendada  e  a  outra  deve  conduzir  seu  parceiro no caminho indicado e que possui obstáculos. Uma vez completado percurso, as crianças trocam  de lugar. As crianças devem tomar as precauções necessárias para que durante o percurso, o parceiro que  estiver vendado, não se machuque. 

NOME DA ATIVIDADE: 

J OGO 21  LOCAL: variado  IDADE: 8 em diante  MATERIAL: Moedas, pedras pequenas ou botões grandes 

MOEDA QUE CORRE  DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE:  Forma­se um círculo. Todas as crianças colocam as duas palmas das mãos para frente na altura do peito.  Na palma da mão direita tem uma moeda. O jogo, consiste em passar a moeda, sem pegá­la, para a mão  direita do colega da  esquerda o mais rapidamente possível. As moedas vão passando de mão em mão. Se  alguém deixa cair, a recolhe rapidamente e volta a passar. Depois de algum tempo, é orientado para que a  moeda  seja  passada  com  a  mão  esquerda  e  em  sentido  contrário:  agora  a  moeda  irá  para  o  colega  da  direita. A orientação de mudança pode ser dada quantas vezes forem necessárias e sempre indicará uma  mudança de mão e de sentido. 

NOME DA ATIVIDADE: 

J OGO 22  LOCAL: fechado ou aberto  IDADE: 5 a 10 anos  MATERIAL: Uma bola grande e uma pequena. 

O RATO E O GATO  DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE:  Forma­se um circulo. Uma das crianças fica com a bola grande que será o gato. Outra criança que será o  rato fica com a bola pequena, o rato ficará posicionado a direita ou esquerda do gato em uma distancia de  cinco ou seis colegas do circulo. Ao sinal de atacar o gato tentará de todas as formas pegar o rato pasando  a bola de mão e mão no circulo e o rato tentará fugir do gato da mesma forma passando de mão em mão.  Variante:  Podemos  introduzir  uma  terceira  bola  de  tamanho  médio  ou  de cor diferente, que será entregue a uma  criança  em  uma  distancia  similar  a  do  gato  e  do  rato.  Esta  bola  coringa  será  a  casa  do  rato,  onde  ele  poderá ficar salvo do gato.  FONTE: desconhecido

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J OGO 23  NOME DA ATIVIDADE:  LOCAL: amplo e variado  IDADE: 7 em diante  BOLA NO PESCOÇO  MATERIAL: Duas ou três bolas não muito duras que posam ser colocadas  entre o queixo e o peito.  DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE:  É um jogo recomendado para os adolescentes pelo contato corporal que exige.  Forma­se um círculo. Uma criança coloca uma bola entre o queixo e o peito e sem tocá­la com as mãos.  Passa  para  o  seu  compaheiro  mais  próximo  que  a  coloca  no  pescoço  pegando­a    únicamente  com  o  queixo e o peito. A bola vai passando de pescoço em pescoço até regressar ao ponto de origem.  De  acordo  com  o  número  de  crianças  deverá  ser  passado  mais  de  uma  bola  e  em  diferentes  sentidos  (direita e esquerda).  Variantes:  Pode­se criar por turnos outras formas de passar a bola: com a axila e um dedo, com a parte posterior do  joelho e uma mão.  J OGO 24  NOME DA ATIVIDADE: 

LOCAL: Espaço amplo  IDADE: 5 anos acima  MATERIAL: nenhum 

APERTO DE MÃO, ABRAÇO OU  BEIJO  DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE:  Divide dois grupos A e B. Os grupos tentarão através de sinais estabelecerem um contato. Eles só podem  apertar a mão, abraçar ou beijar se os sinais forem iguais. Exemplo: o grupo A escolheu o sinal de aperto  de  mão  e o grupo B escolheu também o mesmo sinal, sendo assim os grupos podem fazer um contato  apertando as mãos. Caso os grupos não apresentem sinais iguais eles tentam novamente até conseguir. O  número de tentativas vai ser determinado pelo professor. 

NOME DA ATIVIDADE:  CADEIRA  DA AMIZADE 

J OGO 25  LOCAL: variado e amplo  IDADE:  6 em diante  MATERIAL:  cadeiras  ou  tapetinhos  de  EVA  (borracha) aumenta o nível de segurança. 

DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE:  Dois jogadores têm de trazer duas cadeiras até uma linha determinada pelo professor, que fica a vários  metros  do  ponto  de  partida,  sem  que  coloquem  nem  as  mãos  nem  os  pés  no  chão.  Uma  hipótese  de  resolver a situação é saltitar ruidosamente cada um deles em sua cadeira, mas não podem fazer ruído.  Outra, é encontrarem uma estratégia cooperativa, deslocando­se sobre as cadeiras (avançam uma cadeira,  passam os dois para cima desta etc.).O jogo pode ser repetido aumentando o número de jogadores e de  cadeiras.  J OGO 26  NOME DA ATIVIDADE: 

LOCAL: amplo e variado  IDADE: 5 em diante  MATERIAL: nenhum 

O COELHO NA TOCA  DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE:  Palavras mágicas: coelho/toca/raposa ou morador/casa/terremoto 

Formamos grupos de três pessoas inicialmente. Onde dois deles serão a toca e um será o coelho só que  no meio da floresta tem uma raposa esperta e rápida esperando uma oportunidade de entrar na toca. O  facilitador chama a palavra mágica e a palavra foi coelho, o coelho deverá sair de sua toca e procurar  uma outra toca, não podendo voltar para sua toca de origem. Neste momento a esperta da raposa ocupa  uma toca qualquer, assumindo o papel de coelho e quem ficar de fora da toca assume o papel da raposa.  Mas se a palavra for à toca as pessoas que estão assumindo o papel de toca saem a procura de um novo  coelho. E neste momento tanto a raposa como o coelho vira estátua (ficam imóveis) não podendo sair do  seu  lugar  esperando  uma  toca.  Caso  a  palavra  mágica  seja  raposa  acontece  a  maior transformação na  floresta, todos os coelhos e tocas se dissolverão e formarão uma nova toca com um coelho.

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J OGO 27  NOME DA ATIVIDADE:  LOCAL: aberto com um amplo espaço  IDADE: 4 em diante  MATERIAL:  cordas  grandes;  01  saco  plástico  preto  ou de qualquer outra  CABO DA PAZ  cor  opaca  (não  serve  transparente);  Bombons,  balas  ou  qualquer  outra  prenda em igual número ao de participantes.  DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE:  Divida  o  grupo  em  duas  equipes.  Demarque  um  círculo  de  aproximadamente  60  cm  de  diâmetro  e  posicione­se no centro do círculo. Divida as equipes, uma a direita, outra à esquerda. A tarefa da equipe  é  puxar  a  corda  como  em  um  cabo  de  guerra  até  o  saco  arrebentar  e  liberar  a  surpresa  no  centro  do  círculo. Se o conteúdo do saco cair fora do círculo, todo o conteúdo do saco será da chefia.  OBJETIVO:  estimular  a  participação  de  todos  os  componentes  do  grupo  de  forma  cooperativa;  desenvolver o autocontrole para atuação em equipe; perceber o que vem a ser “espírito de equipe”. 

NOME DA ATIVIDADE:  A CALDA COOPERATIVA 

J OGO 28  LOCAL: aberto com espaço amplo  IDADE: 3 em diante  MATERIAL: cordão, fitas ou jornal em forma  de calda( de 80 cm.) 

DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE:  Distribuímos entre os participantes uma calda para cada pessoa, mas escolhemos três participantes para  ficarem sem a calda inicialmente. Os colegas que receberam a calda tentarão buscar uma calda para os  colegas que ficaram sem calda, e a partir do momento que ele receber esta calda poderá correr saindo da  posição  de  estátua.  Lógico  que  alguém  perdeu  a  calda  para  que  o  seu  outro  colega  pudesse  brincar,  passando assim a assumir a posição de estátua até que seus colegas consigam uma nova calda para ele(a)  e assim a brincadeira continua.  J OGO 29  LOCAL: amplo  IDADE: 5 em diante  SALVE­SE COM UM ABRAÇO  MATERIAL: bexiga, pena ou uma folha de papel dobrada etc.  DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE:  Uma pessoa (que representará o caçador) fica com um balão (bexiga) ou uma pena, e com esse material  tentará pegar os outros participantes (que serão as espécimes em extinção) somente na região do tórax  (parte quente do corpo). Mas estes bichinhos poderão escapar do caçador com um abraço com um outro  bichinho/colega. Este abraço pode ser em dupla, trio e muito mais. O importante, é que este abraço seja  dado  somente  pela  frente  (olhos  nos  olhos)  e  o  tempo  do  abraço  deve  ser  estabelecido  pelo  professor  (tipo: 15 segundos). Caso um participante seja tocado pela pena ou balão, passará a ser o caçador. Caso  queiram criar um nível maior de dificuldade é só aumentar o número de caçadores ou diminuir o espaço  de jogo  NOME DA ATIVIDADE: 

J OGO 30  NOME DA ATIVIDADE:  LOCAL:  amplo  IDADE: 5 em diante  ABRAÇOS MUSICAIS  MATERIAL:  som  com  CD  ou  fita  com  músicas.  Caso  não  tenha  pode  o  professor cantar ou tocar algum instrumento musical.  DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE:  Toque uma música alegre e deixe as crianças dançarem. Quando a música parar, todos devem correr para  abraçar  alguém  até  a  música  recomeçar.  Quando  a  música  parar  pela  segunda  vez,  aumentar  para  3  pessoas  que  devem  se  abraçar  uma  com  às  outras.  A  brincadeira  só  acaba  quando  todas  as  crianças  estiverem abraçadas juntas.

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PARTE 2: J OGOS MULTICULTURAIS 

J OGO 1  J EU DE MOUCHOIR  Os jogadores formam um círculo, um após outro. Um deles coloca um troço  de tela sobre um de seus ombros. Enquanto soa uma música, os jogadores  avançam  a  passos  muito  curtos,  movimentando  seu  corpo  ao  ritmo  da  DESCRIÇÃO DO J OGO  música. Todos levam seus braços estendidos para os lados e para em cima.  O jogador que está por trás do qual tem a tela sobre um de seus ombros a  pega, se a coloca sobre um de seus ombros e estende novamente seus braços.  O jogador que está por trás dele repete o processo e assim sucessivamente.  Desta forma a tela vai passando de uns a outros. Quando a música se detém  podem passar duas coisas:  1.  Que um jogador tenha a tela em uma de suas mãos. Neste caso o  jogador sai do círculo e se incorpora aos que cantam, dão palmas e  tocam diferentes instrumentos de percussão.  2.  Que um jogador tenha a tela sobre um de seus ombros e tenha seus  braços estendidos. Neste caso é o jogador que está por trás dele o  que  tem  que  sair  do  círculo.  O  jogo  finaliza  quando  só  fica  um  jogador no círculo.  Um pedaço de tela.  MATERIAIS UTILIZADOS  Costa do Marfin.  ORIGEM DO J OGO  COMPARTILHAR, ATUAR, SENTIR E PENSAR ­ CASP  NOME DO J OGO 

J OGO 2  CHAK­KA­YER  Os  jogadores  dividem­se  em  duas  equipes  e  ficam  posicionados  em  duas  linhas traçadas. Um grupo na linha A e o outro grupo na linha B. Uns são os  bons espíritos e outros os maus espíritos. Uns e outros estiram seus braços  DESCRIÇÃO DO J OGO  tratando de agarrar a alguém da outra equipe para passar­lhe a seu campo.  Os bons espíritos podem formar uma corrente, uns após outros, ou ajudar­se;  os maus espíritos não são capazes de cooperar e só podem tratar de atrair a  um bom espírito até seu campo de forma individual. Quando um jogador é  levado ao campo contrário, passa a fazer parte dessa equipe. Desta forma,  um mau espírito pode transformar­se em bom e vice­versa várias vezes ao  longo  do  jogo.  O  jogo  finaliza  quando  todos  os  jogadores  fazem  parte  do  mesmo grupo.  Nenhum  MATERIAIS UTILIZADOS  Tailândia  ORIGEM DO J OGO  COMPARTILHAR, ATUAR, SENTIR E PENSAR ­ CASP  NOME DO J OGO 

J OGO 3  ZOENTJ ES GEVEN  Todos os jogadores formam um círculo unindo suas mãos e olhando para o  centro.  Um  jogador  a  fica  no  centro  do  círculo.  Os  jogadores  do  círculo  andam  fazendo  girar  o círculo no sentido das agulhas do relógio enquanto  DESCRIÇÃO DO J OGO  cantam  uma  canção  ou  simplesmente  contam  até  uma  determinada  quantidade.  Ao  mesmo  tempo,  que  o  jogador  do  centro  com  os  olhos  fechados gira sobre si mesmo em sentido contrário ao do círculo. Quando a  canção termina todos ficam parados e o do meio estende um braço e o dedo  indicador  para  as  pessoas  do  círculo  que  ficou  justo  em  frente  dele.  O  jogador assinalado avança para o centro do círculo e junta sua costa com a  da  pessoa  do  centro.  Nesse  momento,  ambos  movimentam  suas  cabeças à  esquerda e direita ao tempo que contam: “1, 2, 3”. Ao chegar a três, ambos  devem ter suas cabeças na posição final, apontando à direita ou à esquerda.  Se cada um olha para um lado diferente, se cumprimentam dando a mão. Se,  ao contrário, ambas as cabeças olham para o mesmo lado, dão um beijo ou  um “abraço”. Em ambos os casos, a pessoa que estava no círculo e a última  a entrar passa a ocupar o centro do círculo, começando o jogo. Até que todos  entrem no circulo.  Nenhum  MATERIAIS UTILIZADOS  Holanda  ORIGEM DO J OGO  COMPARTILHAR, ATUAR, SENTIR E PENSAR ­ CASP NOME DO J OGO 

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J OGO 4  LANITA  Colocamos duas pedras (ou outro material) separadas em uma determinada  distância  que  depende  da  idade,  quantidade  e  habilidade  dos  jogadores.  Essas pedras marcam as bases 1 e 2. Os participantes se distribuem em duas  DESCRIÇÃO DO J OGO  equipes A e B. Por sorteio decide que equipe começará o jogo atacando ou  defendendo. Um dos jogadores da equipe ao que correspondeu atacar pega a  bola e se situa junto a uma das pedras (base 1). Lança a bola ao ar e bate  com um dos seus braços o mais forte possível na bola. A equipe que defende  distribui a seus jogadores livremente por todo o espaço compreendido entre  as  duas  pedras. Se um defensor apanha no ar a bola jogada pelo atacante,  evitando que caia no solo, ambas equipes mudam seus papéis e se reinicia o  jogo. O mesmo acontece se a bola, uma vez lançada ao ar, não é jogada ou  vai  para  trás  do  jogador  que  joga  a  bola.  Se  ao  contrário,  a  bola  que  é  lançada pelo jogador que ataca dentro do espaço de jogo e toca no solo, os  defensores tratam de apanhá­la e de jogar a bola no jogador que lançou ela.  Quando a bola cai no chão o jogador que lançou corre para a pedra (na base  2)  que  está  em  sua  frente,  e  volta  para  base  1,  repetindo  este  percurso  o  maior número de vezes possível antes de ser tocado com a bola novamente.  Cada  vez  que  o  jogador  da  equipe  que  ataca  consiga  fazer  este  percurso  completo  obtém um ponto para sua equipe. Os pontos só são válidos cada  vez  que  o  jogador  que  ataca  chega  na  segunda  base.  Quando  um  jogador  defensor  consegue  acertar  no  atacante  com  a  bola  as  equipes  trocam  seus  papéis  e  começa  o  jogo  novamente.  Portanto, cada vez corresponde atacar  uma  equipe  e  cada  vez  deve  bater  a  bola  um  jogador  diferente.  O  jogo  finaliza  quando  todos  os  jogadores  tiveram  a  oportunidade  de  bater.  O  objetivo  de  cada  equipe  é  ter  o  maior  número  de  pontos  que  a  equipe  contrária quando o jogo finalizar.  Uma bola e duas pedras grandes (pode ser um cone, um tapete de EVA, uma  MATERIAIS UTILIZADOS  lata com areia dentro etc)  Tongo  ORIGEM DO J OGO  COMPARTILHAR, ATUAR, SENTIR E PENSAR ­ CASP  NOME DO J OGO 

J OGO 5  AJ UTATUT  Os jogadores formam um círculo, em pé ou de joelhos, e colocam uma mão  na  sua  costa.  O  objetivo  do  jogo  é  que  a bola vá passando de um jogador  para  outro, o sentido pode ser determinado pelo grupo (sentido horário ou  DESCRIÇÃO DO J OGO  anti­horário),  a  bola  deve  ser  jogada  com  a  palma  da  mão  aberta  e  cada  jogador  do  grupo  deve  evitar  que  a  bola  caia  no  solo.  Logicamente  não  é  permitido  agarrar  ou  segurar  a  bola  em  nenhum  momento.  Às  vezes  os  jogadores contam o número de voltas que a bola dá antes de cair no solo.  Uma bola  MATERIAIS UTILIZADOS  Nativos Inuit, Canadá e Alaska (Estados Unidos)  ORIGEM DO J OGO  COMPARTILHAR, ATUAR, SENTIR E PENSAR ­ CASP  NOME DO J OGO 

J OGO 6  TREES  Um jogador (o pegador) fica e se coloca no espaço delimitado entre as duas  linhas paralelas. O resto dos jogadores se situa atrás de uma das linhas. O  jogador que fica no meio grita: “Trees”, “Árvores!”. Neste momento todos  DESCRIÇÃO DO J OGO  os jogadores devem corre para a outra linha tratando de não ser tocados pelo  jogador que está no centro. Todo jogador tocado se detém e permanece em  pé  (se  transforma  em  uma  árvore  e  cria  raízes)  ali  onde  foi  apanhado.  A  partir desse momento este jogador pode ajudar o pegador tentando apanhar  os  colegas  que  cruzam  de  uma  linha  a  outra,  mas  deve  fazê­lo  sem  movimentar os pés de seu lugar. O jogo finaliza quando todos os jogadores  forem apanhados.  Nenhum  MATERIAIS UTILIZADOS  Australia  ORIGEM DO J OGO  COMPARTILHAR, ATUAR, SENTIR E PENSAR ­ CASP NOME DO J OGO 

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J OGO 7  CADEIRA  DA AMIZADE  Dois jogadores têm de trazer duas cadeiras até uma linha determinada pelo  professor, que fica a vários metros do ponto de partida, sem que coloquem  nem  as  mãos  nem  os  pés  no  chão.  Uma  hipótese  de  resolver  a  situação  é  DESCRIÇÃO DO J OGO  saltitar ruidosamente cada um deles em sua cadeira, mas não podem fazer  ruído. Outra é encontrarem uma estratégia cooperativa, deslocando­se sobre  as cadeiras (avançam uma cadeira, passam os dois para cima desta etc.). O  jogo pode ser repetido aumentando o número de jogadores e de cadeiras.  Cadeiras ou tapetinhos de EVA (borracha) aumentam o nível de segurança.  MATERIAIS UTILIZADOS  Timor Leste  ORIGEM DO J OGO  COMPARTILHAR, ATUAR, SENTIR E PENSAR ­ CASP  NOME DO J OGO 

J OGO 8  EU PEGO MAIS SALVO  Este é um jogo de pega­pega em que todos os participantes podem pegar  todos e salvar todos. As regras são: 

NOME DO J OGO 

DESCRIÇÃO DO J OGO  q q

Aqueles que forem apanhados têm de ficar imóveis.  Os que ainda não foram pegues podem libertar os jogadores imóveis,  passando por baixo das suas pernas. 

Assim,  cada  jogador  tem  a  dupla  função  de  pegar  e  salvar  os  outros  jogadores. Aliás, quanto menos jogadores estiverem imóvel, mais divertido  e  dinâmico  se  torna  o  jogo.  A  partir  destas regras podem ser introduzidas  outras, como por exemplo, a limitação do espaço onde o jogo pode decorrer.  A área pode ser reduzida até não ser possível jogar. Neste caso poderia criar  outras regras que vão transformando o jogo.  Nenhum  MATERIAIS UTILIZADOS  Timor Leste  ORIGEM DO J OGO  COMPARTILHAR, ATUAR, SENTIR E PENSAR ­ CASP  J OGO 9  CAÇA AO TESOURO  Descubra se alguém já conhece esta brincadeira. Caso não houver ninguém, explique se  trata de uma brincadeira onde as pessoas devem procurar objetos descritos em uma lista  DO  dentro de um prazo determinado e trazê­los de volta para um lugar específico. A lista pode  incluir encontrar três caixas de fósforos idênticas, um disco antigo, ou duas pessoas que  conhecem a letra de uma música. Ao mesmo tempo em que as pessoas estarão procurando  os objetos da lista, elas estarão também participando de uma caça ao tesouro humano, pois,  na  medida  em  que  elas  procuram os objetos, elas vão conhecer outros participantes que  irão  ajudar  a  preencher  o  mapa  do  tesouro.  Cada  um  deve  preencher  o  maior  número  possível de itens contidos nos mapas. Para tanto, cada pessoa deve conversar com o maior  número  de  colegas.  Uma  das  regras  é  que  um  jogador  não  pode  utilizar  informações  adquiridas antes de iniciar o jogo. Somente são válidas as informações adquiridas durante  o preenchimento do mapa do tesouro. Abaixo, apresentamos um modelo de questionário.

NOME DO J OGO 

DESCRIÇÃO  J OGO 

· · · · · · · · · · · ·

Encontre 4 pessoas que sabem o que elas querem ser quando crescerem. Encontre 3 pessoas que se consideram mais extrovertidas do que introvertidas. Encontre 5 pessoas que expressam afeto de uma maneira que lhe agrada. Encontre 2 pessoas que conseguem conciliar vida profissional com vida afetiva.  Procure descobrir como elas mantém este equilíbrio. Encontre uma pessoa que não acredita em lutar contra obstáculos impossíveis. Encontre 3 pessoas que sofrem do mesmo tipo de pressão no trabalho que você.  Faça perguntas sobre o assunto. Encontre 4 pessoas que adoram ler a revistinha da “Mônica”. Encontre  3  pessoas  que  trabalham  dez horas por dia. Procure saber o que elas  mais gostam sobre o trabalho delas. Encontre 4 pessoas que riram com alguma coisa cômica. Descubra o que era. Encontre uma pessoa que não gostava de trabalhar em grupo. Sente­a nos seus  joelhos enquanto ela conta a história. Encontre 5 pessoas que ouviram pelo menos três fofocas no mesmo dia. Encontre 3 pessoas que tiveram uma discussão violenta com os pais. Peça a elas  para sussurrar o motivo da briga.

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· · · · · · · · · · · · · ·

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Encontre 2 pessoas que se consideram criativas. Descubra como elas encontram  inspiração. Encontre uma pessoa que tinha os mesmos heróis que você quando criança. Encontre 2 pessoas que tiveram um professor bonito na escola primária. Encontre 3 pessoas que acham bonito um homem chorar. Encontre  duas  pessoas  que  gostam  do  sexo  delas  pela  mesma  razão  que  você  gosta de ser mulher. Encontre  2  pessoas  que  tiveram  um  grande  amigo,  do  sexo  oposto,  durante  a  adolescência. Encontre 3 pessoas que estão satisfeitas com o sexo delas. Encontre 3 pessoas que gostariam de ser do outro sexo. Encontre  pelo  menos  duas  pessoas  que  inverteram  os  papéis  tradicionais  mulher/homem pelo menos uma vez na vida. Encontre 3 pessoas que têm um chefe mulher. Encontre 2 pessoas que pensem da mesma maneira que você sobre a divisão dos  papéis masculinos e femininos. Encontre 2 pessoas que pensem da mesma maneira que você em matéria de sexo  e sexualidade. Encontre alguém que tenha idéias muito firmes sobre como os pais devem ajuda  os filhos com relação a divisão de papéis entre homens e mulheres. Encontre  3  pessoas  que  se  lembram  de  ter  conhecido  um  adulto  homem  ou  mulher que não se encaixava no papel tradicional de seu sexo. 

Nota Impor tante: Você pode escrever seu próprio  questionário. As perguntas acima são  somente um modelo. Para crianças o modelo deve ser adaptado para sua realidade.  Caneta ou lápis e folha 

MATERIAIS  UTILIZADOS  ORIGEM  DO  Culturas diversas J OGO 

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PARTE 3 : APRENDIZAGEM COOPERATIVA ­ SUGESTÕES DE J OGOS J Á  APLICADOS  JOGO 1: JOGAR COM MALABARES 6  Este  jogo  é  tradicionalmente  jogado  dentro  de  uma  perspectiva  individual  e  intra­competitiva,  ele  foi  transformado  para  uma  proposta  de  atividade  cooperativa  com  meta  individual  e  coletiva.  Esta  atividade  lúdica  tem  como  objetivo  apresentar  um  jogo  usando  método  de  aprendizagem  cooperativa.  Você  vai  encarregar  de  realizar  as  tarefas  para  que  você  aprenda  a  fazer  malabares  com  três  pelotas.  Segue  estes  três  simples  conselhos  e  você  conseguirá: ·

·

·

Ler atenciosamente a tarefa que você tem que fazer em cada momento  e  não  comece  até  que  você  tenha  compreendido  exatamente  que  é  o  que você tem que fazer. Se necessário pede ajuda a teus companheiros  de grupo ou ao professor. Tentar  fazer  o  melhor  possível.  Para  fazer  malabares  requer  algo  de  esforço,  paciência,  perseverança  e,  sobretudo,  não  desanimar­se  no  início. Permita  ser  orientado  por  seu  treinador  e  por  teu  anotador.  Eles  veêm  melhor que você seus erros e te ajudarão a superá­los. 

ORIENTAÇÃO PARA O MALABARISTA  Passo 1: Movimento básico com a bola  Começa pela posição base: braços ligeiramente separados do tronco e paralelo  a  ele,  antebraços paralelos ao solo. Antebraço e braço formam um ângulo de  90º. O primeiro que você tem que conseguir é realizar, com ambas as mãos, o  movimento que depois realizará cada bola separadamente. Para isso: ·

· ·

Coloca  a  bola  em  tua  mão  direita  e lánzala para a outra mão de modo  que  descreva  um  arco  e  que  passe  aproximadamente  à  altura  de  teus  olhos. Repete  o  movimento  lançando  a  bola  desde  a  mão  esquerda  para  a  direita. Passa a bola de uma mão à outra várias vezes até que você domine o  movimento. Leve em conta as indicações de teu treinador. 

Aprendi  o  uso  desta  técnica  com  o  prof.  Carlos  Velázquez  Callado  no  curso  “Desafíos  Físicos  Cooperativos e Aprendizagem Cooperativa” ministrado por ele na Universidad de Barcelona­UB em 2006.

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DICA  IMPORTANTE:  Você  pode  lançar  a  bola  alta,  isso  te  dará  mais  tempo  para reagir, mas também uma menor precisão no lançamento. Decide o que é  melhor para você.  ORIENTAÇÃO PARA O TREINADOR – ANIMADOR  Passo 1: Movimento básico com a bola  Comprova que: · · · ·

O  malabarista  adota  corretamente  a  posição  base  antes  de  começar seu trabalho. A bola sobe, mais ou menos, à altura dos olhos. O malabarista não movimenta os pés para apanhar a bola. Durante  os  lançamentos  e  recepções  das  bolas,  os  antebraços do malabarista sobem e descem só um pouquinho  e os braços mal se movimentam. 

Erros mais freqüentes: ·

· ·

A  bola  se  lança  corretamente  com  a  mão  direita  (com  a  esquerda  se  o  malabarista  é  canhoto),  mas  quando  se  lança  com a outra mão a bola não pega altura. A  bola  se  lança  com  pouca  precisão,  o  que  obriga  ao  malabarista a movimentar­se para apanhá­la. Quando  a  bola  é  recepcionada  muito  alta,  os  braços  se  movimentam muito, separando­se do tronco. 

CERTO 

ERRADO 

CERTO 

ERRADO

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FICHA PARA O ANOTADOR 

Escrever os nomes das pessoas que compõem tua equipe:  ANOTADOR: __________________ MALABARISTA:____________________  TREINADOR – ANIMADOR: ________________________________________  Concentra  em  preencher  a  tabela.  Sua  tarefa  é  importante  para  que  o  malabarista  e  o  treinador­animador  saibam,  quando  terminar  sua  tarefa  quais  foram seus erros mais freqüentes e como podem corregir.  O que você tem que ANOTAR:  Do malabarista:  1.  Resultado: indica com um número de vezes que o malabarista lançou a  bola antes que esta caia ao chão.  2.  Erros:  marca  com  uma  X  o  erro  ou  erros  que  cometeu  o  malabarista  durante sua tentativa.  Do treinador – animador:  1.  Ajuda:  indica  com  uma  X  se,  nessa  tentativa,  o  treinador  ajudou  o  malabarista corrigindo ou indicando seus erros.  2.  Animar:  indica  com  uma  X  se,  nessa  tentativa,  o  treinador  animou  o  malabarista.  Malabarista  Erros mais frequentes  Posiçao  Bola  Bola  Desloca­  Número de  básica  lançada  apanhada  se para  Tentativa  Resultado  errada  muito  muito  pegar a  altra ou  alta  bola  muito  baixa  1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º  10º  11º  12º  13º 

Treinador ­ Animador  Ajuda  Motiva 

Dica Importante: Indica atrás da folha o que disse ou o que foi feito pelo treinador para animar  ao malabarista.

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JOGO 2: PULAR CORDA 7  Este jogo é tradicionalmente jogado dentro de uma perspectiva competitiva, foi  transformado  para  uma  atividade  cooperativa  com  meta  individual  e  coletiva.  Esta atividade lúdica tem como objetivo apresentar um jogo usando método de  aprendizagem cooperativa.  O desafio é:  Todos  os  componentes  do  grupo  têm  que  dar  quinze  saltos  seguidos  com  a  corda  individualmente,  saltando  de  quatro  formas  diferentes.  Esta  atividade  deve ser medida e realizada em quatro aulas.  Nossas responsabilidades individuais e coletivas: · · ·

· · ·

Ensinar as pessoas do meu grupo que não sabe saltar. Decidir, com meus companheiros de grupo, as quatro formas de saltar a  corda de forma individual e respeitar a decisao coletiva. Ajudar  as pessoas do meu grupo que tem dificuldades a saltar a corda  individualmente  de  quatro  formas  diferentes,  aguentando  os  quinze  saltos seguidos em cada uma das formas escolhidas pelo grupo. Animar a teus companheiros de grupo quando tem dificuldades em lugar  de criticá­los. Contar  os  saltos  que  realiza  em  cada  uma  das  formas  que  elegeu  e  anotar suas melhores três marcas na ficha de controle de cada dia. Saltar a corda individualmente de quatro formas diferentes, aguentando  os  quinze  saltos  seguidos  em  cada  uma  das  formas  escolhidas  pelo  grupo. 

Nome das pessoas que fazem parte do grupo:  1.  2.  3.  4.  5.  6. 

_____________________________________________  _____________________________________________  _____________________________________________  _____________________________________________  _____________________________________________  _____________________________________________ 

Técnica  aprendida  com  o  prof.  Carlos  Velázquez  Callado  no  curso  “Desafíos  Físicos  Cooperativos  e  Aprendizagem Cooperativa ” ministrado por ele na Universidad de Barcelona­UB em 2006. III Congresso Internacional de Transdisciplinaridade, Complexidade e Ecoformação  Brasília, 2 a 5 de setembro de 2008 


Marcos Teodorico Pinheiro de Almeida 

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FICHA DE CONTROLE 

NOME 

COMO SALTA CADA COMPONENTE DO  GRUPO INICIALMENTE  Muito  Bem  Normal  Regular  Não  Bem  Sabe  Saltar 

1.  2.  3.  4.  5.  6. 

Descreva que formas o grupo escolheu para saltar? 

Forma 1:  ______________________________________________________________  ______________________________________________________________  ______________________________________________________________  Forma 2:  ______________________________________________________________  ______________________________________________________________  ______________________________________________________________  Forma 3:  ______________________________________________________________  ______________________________________________________________  ______________________________________________________________  Forma 4:  ______________________________________________________________  ______________________________________________________________  ______________________________________________________________

III Congresso Internacional de Transdisciplinaridade, Complexidade e Ecoformação  Brasília, 2 a 5 de setembro de 2008 


Marcos Teodorico Pinheiro de Almeida 

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FICHA DE CONTROLE DO TRABALHO REALIZADO  Legenda:  TR = Tentativas Realizadas  3º = Terceira melhor marca do dia  2º = Segunda melhor marca do dia  1º = Sua melhor marca do dia  Primeira sessao.  Data:___/___/______ 

Nome 

MELHORES SALTOS REALIZADOS  Forma 1  Forma 2  Forma 3  Forma 4  TR  3º  2º  1º  TR  3º  2º  1º  TR  3º  2º  1º  TR  3º  2º  1º 

Segunda sessao.  Data:___/___/______ 

Nome 

MELHORES SALTOS REALIZADOS  Forma 1  Forma 2  Forma 3  Forma 4  TR  3º  2º  1º  TR  3º  2º  1º  TR  3º  2º  1º  TR  3º  2º  1º 

Terceira sessao.  Data:___/___/______ 

Nome 

MELHORES SALTOS REALIZADOS  Forma 1  Forma 2  Forma 3  Forma 4  TR  3º  2º  1º  TR  3º  2º  1º  TR  3º  2º  1º  TR  3º  2º  1º 

Quarta sessao.  Data:___/___/______ 

Nome 

MELHORES SALTOS REALIZADOS  Forma 1  Forma 2  Forma 3  Forma 4  TR  3º  2º  1º  TR  3º  2º  1º  TR  3º  2º  1º  TR  3º  2º  1º

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Marcos Teodorico Pinheiro de Almeida 

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7. CONSIDERAÇÕES FINAIS DO AUTOR  Penso que podemos criar ações onde os princípios pertencentes ao jogo cooperativo e a  abordagem  transdisciplinar  sejam  todos  contemplados  e  o  mais  importante,  que  exista  uma  fusão  entre  suas  propostas  e  ações.  Nas  atividades  lúdicas  cooperativas  supõem  uma  grande  mudança  na  função  do  professor.  Ele  deixa  de  ser  o  elemento  chave  para  passar  a  desempenhar  trabalhos  que  correspondem  mais  a  um interlocutor (uma ponte)  ou inclusive dinamizador (um animador). Isto pode causar certo medo inicial, mas o que  poderia  tomar­se  como  perda  de  controle  sobre  a  classe  ou  perda  de  importância,  na  verdade é um avanço fundamental para a independência dos alunos. É possível ver uma  classe  inteira  trabalhando  por  grupos  sem  parar  um  só  segundo,  resolvendo  seus  próprios  problemas,  propondo  novas  atividades,  falando,  sugerindo,  escutando,  ajudando sem isolar a nenhum colega, tudo isso inclusive com a ausência do professor.  Esse seria o melhor indicativo do sucesso de um docente: conseguir que seus alunos não  lhe necessitem e que tenham autonomia.  Devemos  refletir  em  uma  frase  citada  por  Orlick  (1990):  “ao  competir  se  anima  às  crianças  a  deleitasse  com  os  erros  dos  outros.  Eles  os  desejam,  ajudam  a  que  ocorra,  porque  acrescenta  suas  próprias  possibilidades  de  vitória”.  Achamos  que  em  uma  proposta  educativa,  ninguém  deveria  se  alegrar  nunca  com  o  fracasso  ou  derrota  de  outro  ser  humano.  Ou  também,  como  dizia  Mafalda:  “o  urgente  nunca  deixa  lugar   para  o  importante”:  ganhar  não  deixa  lugar  para  aprender  e,  em  algumas  ocasiões,  também não podemos desfrutar ou se preocupar com os sentimentos dos demais.  8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA  ALMEIDA,  M.T.P.  El  jugar   cooper ativo:  un  camino  r umo  a  la  paz  y  la  tr ansdisciplinar idad.  In:  Coord. De la Torre, S. Oliver, C., Tejada, J., Bonil, J. Congrés Internacional d’Innovació Docent:  Transdisciplinarietat I Ecoformació. Comunicación, marzo. Barcelona­España: Edición ICE UB.  2007.  ARAÚJO,  Miguel  Almir  L.  de.  Tr ansdisciplinar idade  e  educação  .Revista  de  Educação  CEAP.  Salvador: ano 8, p. 7 a 19, dezebro­fevereiro, 2000.  BARBIERI,  Cesar,  OLIVEIRA,  Paulo  Cabral  de  &  MORAES,  Renato  Medeiros  de  (Orga).  Espor te  educacional: uma pr oposta r enovador a. Recife – PE: MEE/INDESP – UPE­ESEF, 1996.  CAPRA, Fritjof. As conexões ocultas: ciência par a uma vida sustentável. São Paulo: Cultrix, 2002.  FROMM, Erich. Análise do homem. Trad. Octávio Alves Velho. Rio de Janeiro: Guanabara, 1986.  FROMM, Erich. Mor e new games. New York: Dolphin Books, 1981  NICOLESCU, Basarab. O Manifesto da Tr ansdisciplinar idade. São Paulo: Triom, 1999.  OMEÑACA,  Raúl,  PUYUELO,  Ernesto  &  RUIZ,  Jesús  Vicente.  Explor ar ,  jugar ,  cooper ar :  bases  teór icas  y  unidades  didácticas  par a  la  educación  física  escolar   abor dadas  desde  las  actividades, juegos y métodos de cooper ación. Barcelona: Editorial Paidotribo, 2001.  ORLICK,  Terry.  Libr es  par a  cooper ar ,  libr es  par a  cr ear   (nuevos  juegos  y  depor tes  cooper ativos).  Barcelona: Paidotribo, 1990.  TORRE,  S.  de  la,  Pujol,  M.  A.;  Sanz,  G.  (Coord).  Tr ansdisciplinar iedad  y  ecofor mación.  Madrid:  Universitas, 2007.  UNESCO.  La  toler ancia,  umbr al  de  la  paz  Guía didáctica de educación par a la paz, los der echos  humanos  y  la  democr acia.  Paris­  Francia:  Organización  de  las  Naciones  Unidas  para  la  Educación, la Ciencia y la Cultura,, 1994. (versión preliminar)  VELÁZQUEZ, Carlos Callado. Educação par a paz: pr omovendo valor es humanos na escola atr avés  da educação física e dos jogos cooper ativos. Santos­SP: Projeto Cooperação, setembro de 2004.

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J OGOS COOPERATIVOS E A TRANSDISCIPLINARIDADE