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Responsabilidade social, novo avanço Leopoldo Pinto Uchôa sempre manifestou grande preocupação com o atendimento das necessidades das populações mais carentes das comunidades nas

UM EXEMPLO DA FORÇA DO COOPERATIVISMO DE CRÉDITO

quais a Credicitrus está presente. Entendia que a responsabilidade da cooperativa ia além do bom atendimento dos cooperados e dos que deles dependem. Foi a partir dessa visão que inspirou a criação, no final de 2005, do Fundo de Investimento Social e Cultural da Coopercitrus e da Credicitrus, mantido com uma dotação anual de cada cooperativa, correspondente a um pequeno percentual sobre suas sobras líquidas colocadas à disposição nas respectivas Assembléias Gerais Ordinárias. O FISC deu início às suas atividades em 2006, quando foi eleito o seu Conselho Gestor. Este é constituído por três membros titulares e três suplentes, indicados pela Diretoria Executiva da cooperativa. Após ser empossado, o Conselho elaborou o primeiro plano de ação do fundo, cujas principais diretrizes são as seguintes: • O FISC não terá projetos próprios, atuando por meio de apoio financeiro, técnico e humano a projetos de terceiros. • O grupo social que constitui seu público-alvo prioritário é formado por crianças e adolescentes com 7 a 18 anos, pertencentes às comunidades e aos segmentos da sociedade menos assistidos pelos poderes públicos. A esse público também se somam grupos sociais reconhecidamente carentes como, por exemplo, portadores de enfermidades crônicas ou limitações físicas e mentais que dependam de recursos de terceiros para tratamento ou reabilitação. • Terão apoio preferencial projetos ligados à área da educação, considerando, de um lado, a reconhecida insuficiência da educação nos níveis básico e médio oferecida pelas instituições públicas de ensino do país e, de outro, a impor-

CREDICITRUS

tância que tem a educação, conforme demonstram exemplos internacionais, para o desenvolvimento econômico e social e a transformação da realidade. • Dentre os projetos educacionais que devem receber apoio prioritário, destacam-se os que visem a complementação didática, educação ambiental, educação artístico-cultural e educação profissionalizante. Neste último caso, serão contemplados primordialmente projetos que visem à inclusão de jovens carentes no mundo do trabalho, seja por meio de estímulo à obtenção de empregos formais, seja por meio do fomento à criação de empreendimentos de caráter coletivo, notadamente cooperativas. • Serão as seguintes as entidades e instituições beneficiárias do apoio do FISC: escolas públicas municipais e estaduais de primeiro e segundo graus; e organizações do terceiro setor dedicadas à assistência social e educacional de crianças e jovens pertencentes aos setores mais carentes da sociedade. • A aprovação e liberação de recursos para os projetos que se enquadrem nas regras citadas obedecerá sempre a um conjunto de trâmites formais, com o objetivo de tornar sua aplicação transparente aos olhos dos cooperados e auditáveis em cumprimento às normas contábeis da cooperativa e às exigências legais.

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Livro "Credicitrus - Um exemplo da força do cooperativismo de crédito  
Livro "Credicitrus - Um exemplo da força do cooperativismo de crédito  

Livro de comemoração dos 25 anos da Credicitrus.

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