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#3 Coberturas Fotográficas Gafieira Elite Aniv. Marcelo Chocolate Livro Marcelo Grangeiro Aniv. Renata Peçanha

Shows Semana da Dança - RJ Quem Somos Nós

Do fundo do baú Baile do Kiko 2000

Causos de Dansa A Guerreira

Dançando na TV Dark Swan


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CRÉDITOS Editor Marco Antonio Perna www.dancadesalao.com www.facebook.com/mapernaDS

Foto de capa Marco Antonio Perna Dançarinos: Cia de dança CCC

Edição digital e gratuita. Todas as imagens, fotos e ilustrações que tenham autor/publicação declarado nesta publicação, ou que sejam filipetas, ingressos, cartões, logomarcas, panfletos, cartazes, capas de livros, CDs, jornais, vídeos ou filmes, são de propriedade de seus autores ou descendentes e os artigos são de responsabilidade de seus autores. Caso algum dos créditos das ilustrações/fotos esteja errado ou incompleto, peço a gentileza de que informem para que seja feita a alteração. Qualquer pedido de alteração ou correção deve ser enviado para:

maperna@dancadesalao.com

ÍNDICE

Photo & Dansa Fotografia e dança

Coberturas Fotográficas

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Gafieira Elite Aniv. Marcelo Chocolate Livro Marcelo Grangeiro Aniv. Renata Peçanha

Shows

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Semana da Dança - RJ Quem Somos Nós

Causos de Dansa

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A Guerreira

Do fundo do baú

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Baile do Kiko 2000

Dançando na TV

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Dark Swan

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O agendamento de coberturas fotográficas gratuitas e serviços fotográficos deve ser feito por email.

Ao leitor Este mês apresento a cobertura do baile de aniversário do dançarino Marcelo Chocolate, com várias apresentações de dança e lançamento do livro de Marcelo Grangeiro sobre Andragogia. O livro do Marcelo eu comentei eu meu artigo de abril de 2014 do jornal Falando de Dança. Fotografei também o aniversário da rainha da lambada zouk, Renata Peçanha. Dois shows fazem parte desta edição. O da Semana da Dança, promovida pelo SPD-RJ, no CCoRJ, no qual fotografei show de dança do cigana, do ventre e flamenca. E o show da Cia de Dança CCC, onde além das foto escrevi crítica publicada no jornal Falando de Dança de junho de 2014. Do fundo do Baú tirei o Baile do Kiko do ano 2000 e a crítica do filme Cisne Negro que escrevi em 2011, antes de Natalie Portman ganhar o Oscar por sua atuação. Na seção Causos de Dansa continuo a série de crônnicas interligadas de dança. Boa dança.

Marco Antonio Perna

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Coberturas Fotogrรกficas Gafieira Elite 18.05.2014

Por Marco Antonio Perna

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Aniversรกrio de Marcelo Chocolate - 19.04.2014 Quadra da Mangueira

Por Marco Antonio Perna

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Lanรงamento do livro de Marcelo Grangeiro

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Andragogia na Dança de Salão Lançamento do livro de Marcelo Grangeiro

Por Marco Antonio Perna

Marcelo Grangeiro lançou, em abril de 2014, um livro sobre ensino na dança de salão, voltado para uma perspectiva andragógica. Como todos sabem, aula de dança não é minha área, sou mais voltado para o registro histórico da dança. Mas, como não comentar um livro dessa natureza ? Conheci Marcelo Grangeiro em 2003, no I Salão Rio Dança, que promovi no Clube Olympico. Foi o primeiro congresso de dança de salão no Brasil não ligado a alguma escola de dança de salão. Um ano antes tivemos o congresso de salsa em São Paulo e o Baila Floripa, que tinham propostas diferentes. Marcelo era um jovem dançarino vindo do Maranhão em busca de conhecimento. Em 2005 ele esteve novamente no Salão Rio Dança e desde então mantemos contato. Marcelo continuou sua busca por conhecimento e em 2008 se formou em educação e física. Provando que competência nos estudos e na dança não são coisas mutuamente excludentes, participou com louvor da Dança dos Famoros do Faustão (2010), com a atriz Sheron Menezes (que para mim merecia ter ganho). Em 2013 terminou a pós-graduação em dança de salão de Curitiba, organizada por Gracinha Araújo. Seu trabalho de conclusão foi “(A Respeito) Andragogia na Dança de Salão: Explicações e Implicações no Processo de Aprendizagem” e é a partir desse trabalho que Marcelo lança seu livro. Posso dizer que fiquei feliz por ser convidado a escrever algumas palavras e revisar a parte da história da dança de salão para seu livro e ainda mais feliz por saber que existem vários Marcelos por aí, correndo atrás do conhecimento e crescendo. Esse tipo de postura é muito mais importante para a dança de salão do que professores de educação e física aprenderem dança de salão e entrarem no mercado. Pois apesar de ser também uma coisa boa, não demonstra sede de conhecimento e sim sede de mercado de trabalho (o que não é desabonador). A Dança de Salão precisa de mais profissionais assim, que corram atrás de cultura e

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conhecimento e não simplesmente se satisfaçam dando aulas e sendo alugados no final de semana (Personal Dancer). Você sabe o que é andragogia ? Eu não sabia (como disse não é minha área). Achei bem interessante a ideia de introduzir essa abordagem de ensino na dança de salão. Para leigos, como eu entender, andragogia é o ensino para adultos enquanto pedagogia é o ensino para crianças (como o próprio prefixo sugere e eu nunca tinha pensado nisso). Para entender melhor podemos pensar que pedagogia visa o ensino focado no professor e na busca por parte do aluno em aprender conteúdo e subir de nível escolar. Já na andragogia o foco é no aluno já que ele não precisa mais galgar níveis no ensino pedagógico e necessita de ensino voltado para suas próprias necessidades. Ele busca conhecimento útil para sua vida, seja trabalho ou bem-estar, e não apenas conseguir

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diplomas. Embora muitos façam cursos com esses propósitos mas no final tem apenas um diploma para colocar no currículo e na parede… Na dança de salão o que vemos são professores ensinando passos, com métodos próprios. A única perspectiva andragógica que vejo (no cenário atual) é a do bem estar (espero que existam outras), levando a aula a ser uma terapia. Com relação a aprendizagem propriamente dita, não existem metodologias ou padronização. Nesse aspecto é importantíssimo um trabalho como o do Marcelo Grangeiro, que vem sacudir essa área da dança de salão tão carente em estudo, que é o ensino. Na verdade tenho andado descrente do ensino tradicional pedagógico para crianças e adolescentes. Tenho visto um desinteresse crescente por parte deles e me pergunto se é necessário aprender tanta coisa inútil no ensino fundamental. Na Índia existe uma abordagem onde a criança escolhe o que quer aprender. O direcionamento para o que se quer aprender talvez seja uma boa coisa para crianças também. Ou um meio termo. Embora eu admita que isso criaria uma sociedade de especialistas sem visão multidisciplinar. Na dança de salão fiz aulas com Jaime Arôxa e seus discípulos e com João Carlos Ramos (Cia. Aérea). Não aprendi a dançar só com o método deles, mas sim nos intervalos das aulas, treinando, e nos bailes. Ou seja, existem muitas coisas no ensino da dança de salão a serem estudadas e melhoradas para que se possa aprender mais dentro do que fora da sala de aula.

Artigo publicado na página 133 do livro de Marcelo Grangeiro. Compre em: Www.dancadesalao.com/loja/

Rio, 14/01/2014

Artigo publicado em abril de/2014 na edição 79 do jornal Falando de Dança, do Rio de Janeiro. http://issuu.com/dancenews/docs/ed_79_completa_para_leitura/05

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Aniversรกrio de Marcelo Chocolate - 19.04.2014 Quadra da Mangueira

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Aniv. de Renata Peรงanha 24.05.2014 Por Marco Antonio Perna

Veja o รกlbum completo em: Facebook: Www.facebook.com/media/set/?set=a.593400617424126.1073741917.266182260145965

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Semana da Danรงa - RJ - 08.05.2014 Por Marco Antonio Perna

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Foto: Marco Antonio Perna

Quem Somos N贸s - Cia CCC - maio 2014

Por Marco Antonio Perna

Veja o 谩lbum completo em: Facebook: CCC

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Crítica - Quem Somos Nós

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otógrafo ? Escritor ? Pesquisador ? Já fiz um monte de coisa na Dança de Salão. Fui promoter, organizador de congresso de dança, DJ, editor (e implementador) de portal de dança, escrevi livros, organizei livros com coautoria, dancei em bailes, assisti aula de dança, fiz apresentação como aluno, escrevi para jornais de dança, fotografei shows e eventos de dança desde 1997. A única coisa que não fiz na dança foi ser professor. Já basta eu dançar mais ou menos, ser professor seria demais… Chega-se num ponto da vida que devemos refletir sobre quem somos nós. A partir daí podemos entender quem somos e trilhar caminhos coerentes com mais facilidade (ou não). Foi nesse ponto que Isnard Manso chegou no início de 2013. Isnard já tinha uma carreira sólida na Dança de Salão, com escola de dança própria e outros empreendimentos relacionados. Um desses empreendimentos era sua companhia de dança com a qual já havia montado alguns espetáculos e nesse momento era o caminho para expressar sua necessidade de mostrar a todos que conhecem seu trabalho o que era ele naquele momento. Isnard é

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Por Marco Antonio Perna

como a maioria de nós, uma pessoa que se aproxima de outras pessoas com ideias próximas ou que se complementam. Sua companhia é um reflexo disso e o resultado foi a montagem de um espetáculo que mistura várias linguagens e abordagens e aproveita as experiências de seus componentes. Nada daquele lugar comum de coreografia de dança de salão, que eu não aguento mais ver (faz 21 anos que não paro de ver...). Na verdade uma desconstrução de uma coreografia tradicional, misturada com elementos de interpretação teatral e muitas, mas muitas surpresas de deslocamento espacial, não se restringindo ao palco tradicional. São essas surpresas que desafiam a ordem de um espetáculo tradicional de uma companhia baseada em profissionais oriundos da dança de salão. É esse elemento surpresa, acrescido do talento dos dançarinos e das coreografias executadas em cada momento que fazem a diferença. Assisti esse espetáculo com intuito apenas de fotografar, aliás, um desafio para

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qualquer fotógrafo que não saiba como vai desenrolar o espetáculo. Acho que até sabendo é difícil. Normalmente não tenho como escrever quando fotografo, pois ou se assiste ao espetáculo para ter discernimento para poder escrever ou se fotografa. Então por que estou escrevendo ? Simples, não posso assistir de novo com o mesmo elemento surpresa, e esse espetáculo tem um enorme elemento surpresa. Tão forte que apesar de eu ter fotografado quase o tempo todo, a sensação que tive marcou profundamente e com isso eu pude escrever algumas linhas. O grande problema é escrever sem gerar “spoilers”, e no caso do espetáculo “Quem Somos Nós”, da Cia de Dança CCC qualquer coisa que eu fale elogiando vai tirar a surpresa. Mas, não se preocupe, a Cia tem DVDs com seus espetáculos gravados e caso você não tenha conseguido ver, basta comprar o DVD. O que eu posso falar é que é muito bom ver dançarinos como Jefferson Bilisco, Kadu Vieira e Thiago Jully conduzindo suas damas. Cada um deles diferentes, na dança, no tamanho, na cor, no cabelo. Quem não identifica a silhueta do Bilisco a quilômetros de distância ? Sua interpretação icônica o faz um dançarino único onde sua face faz parte da dança da mesma maneira que seu pé ou braço. Thiago Jully é outro que tem sua identidade nos movimentos de sua dança, sua plasticidade é “ felomenal” como diria o personagem do grande José Wilker. Mas, faz a barba… Já Kadu Vieira é aquele cara que parece o Fred (o do Fluminense) da dança de salão.

“Cuidado, o Kadu vai te pegar...”. Ou seja, nada de dançarinos sem personalidade. Já as meninas, ah, as meninas… Além da beleza, temos dançarinas também de todos os tipos. O problema de elogiar meninas separadamente é justamente não poder brincar, como no caso dos meninos... E são cinco meninas, Ana Luiza Garcez, Cátia Cabral, Dandara Ventapane, Viviane Gomes e Laryssa França. Claro que nessa conta duas meninas vão dançar em algum momento juntas. Unindo a responsabilidade de dançar como cavalheiro e dama num mesmo espetáculo. É muita menina. Estou falando menina porque a gente olha pra Laryssa e seu jeito moleca de dançar e imagina que ela tem no máximo 18 anos, as outras não muito além disso. Passista, é o que me vem a mente ao ver Dandara dançando. Sua dança e tipo físico parece que foi moldada para dançar com o Kadu, embora eu diria que ele é que foi moldado, pois a perfeição está nela. Já Viviane é a versão feminina do Bilisco, ou será que o Bilisco é a versão masculina dela ? Cátia coloca o elemento clássico em cena, embora ela o esconda muito bem, mas quem conhece, sabe. Se eu não soubesse que a coreografia era do Isnard, eu chutaria que era da Cátia. Já a Ana, uma grata surpresa, a única que eu nunca tinha visto dançar, e como dança. Só esse elenco já seria motivo para assistir o espetáculo. Os outros motivos infelizmente não posso falar para quem ainda não viu. Só posso dizer, VEJA. Rio, 11.05.2014.

Artigo publicado em junho/2014 na edição 81 do jornal Falando de Dança, do Rio de Janeiro.

http://issuu.com/dancenews/docs/ed_81_completa_para_leitura/05

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Causos de Dansa A Guerreira

Por Marco Antonio Perna

“Eu deveria dizer umas verdades a ele ou realizar uma fantasia ? ”

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heguei do baile sentindo um calor fora do normal. Só após algumas horas rolando sozinha na cama consegui apaziguar esse calor e dormir. Não me envolvia com ninguém fazia tempo e não queria nada sério tão cedo, pois havia me separado tinha poucos meses. Nos bailes as investidas eram habituais. Eu fingia que não era comigo. Só que isso me incomodava, afetava. Eu não era de ferro. O envolvimento com essas pessoas era problema na certa, pois de cobranças e compromissos eu queria distância. Certo dia, porém, o calor chegou a um ponto que vi que não ia resistir e que acabaria cedendo. Foi quando, já excitada, fui tirada para dançar por um dançarino bem jovem, daqueles bolsistas de academias de dança. O garoto era pouco mais alto que eu e tinha o corpo sarado sem exagero de músculos. Como estava suado, mas não fedendo, começou a dançar mantendo uma distância respeitosa. Mas eu sentindo aquele odor masculino não resisti. Comecei a encostar em alguns passos e

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na segunda música já estávamos colados. As músicas iam passando como se fossem um teste para o convite que ele me fez ao final da sequência de bolero. Bem baixinho em meu ouvido ele me perguntou, descaradamente, se eu queria ir ao motel com ele. Gelei (como se fosse possível), mas continuei dançando com ele o samba lento que começou a tocar sem que conseguisse dar uma resposta. Eu deveria dizer umas verdades a ele ou realizar uma fantasia ? No final do samba tomei coragem e disse que iria sim, mas que ninguém poderia saber. Ele deveria me encontrar na rua ao lado onde eu esperaria em meu carro. O garoto aceitou dizendo que melhor não poderia ser e que eu não iria me arrepender. Desde então frequento esses e outros bailes e sempre arranjo um jovem para “aulas particulares”. Estou feliz. O momento de me envolver com alguém chegará naturalmente. Até lá estarei vivendo...

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Do fundo do baĂş Baile do Kiko - 09.06.2000 Fotos: Marco Antonio Perna

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Dançando na TV

Por Marco Antonio Perna

Dark Swan - Crítica do filme Cisne Negro

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ãe, por que me mostraste Chopin em seus velhos discos de vinil? Por que me levaste ao cinema ver Fantasia? Minha mais antiga memória clássica. Por que me fez assistir a Lago dos Cisnes na TV em preto e branco? Para que eu, quando crescesse, não fosse ao Municipal contigo? Para que quando ligasse eu não tivesse paciência ao telefone? Para eu colecionar DVDs de ballets e nunca assistir a eles? Por quê? Não sei. Mas, por mais ingratos que alguns de nós filhos possamos ser no dia a dia, te agradeço por ter me apresentado esse mundo. Mundo esse que não consigo transmitir à sua neta. Ou, pelo menos acho que não. Talvez algum dia eu me surpreenda. Talvez eu esteja me cobrando muito. Cisne Negro (Black Swan) é um pouco isso e muito mais. Ver Natalie Portman irreconhecível, aliás como sempre. Basta lembrá-la em O Profissional, Goya ou Guerra nas Estrelas. Bom ver também Winona Ryder que literalmente passa o bastão para Natalie no filme. E para mim, fora das telas também. Winona sempre foi bonita e seus filmes ótimos para assistir. Mas, Winona sempre foi “reconhecível”. Natalie, porém, transcende em interpretação. O filme é literalmente uma visão do Lago dos Cisnes. Seu trailer, fotos e críticas ao mesmo tempo nos cativa e nos deixa com medo de assistir a ele. Medo de não estar preparado para um drama tão denso. Do início ao fim imaginamos quando a desgraça vai acontecer. Sim, porque é um Drama com D maiúsculo. Quando o tão esperado clímax ocorre você perde o medo. Compreende. Entristece. No final você sai pensativo do filme. Ainda bem que a vida não é um Lago dos Cisnes, pensamos. Mas, será que não é? Muitas vezes criamos problemas onde eles não existem. Ou pelo menos os amplificamos indevidamente. Se não temos consciência disso, só nos resta pedir ajuda. Posso não ver minha coleção de ballets, mas a minha coleção de filmes de ballets e de dança, vi toda. Cisne Negro não é um filme que se assemelhe a nenhum outro de dança ou ballet que eu me lembre. É um filme denso, introspectivo, complexo, mas inacreditavelmente simples. Talvez o maior problema de outros filmes de

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(A crítica ao lado eu escrevi dia 19/02/2011 e, em 27/02/2011, Natalie Portman ganhou o Oscar de melhor atriz por sua atuação nesse filme. Com certeza um Oscar anunciado, previsto e merecido.)

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ballet seja não ter uma atriz com a carga dramática de uma Natalie e que também dance maravilhosamente. Natalie parece à vontade no papel de protagonista do Ballet. Sua biografia relata que teve aulas de dança dos 4 aos 12 anos e tem treinamento em ballet, jazz e sapateado. Para o filme treinou arduamente por pelo menos um ano. Porém, no filme, não se vê longas sequências de dança de corpo inteiro. Ela aparece em ponta em tomadas à distância e noutras com graciosos movimentos de braços, inerentes ao Lago dos Cisnes. Em algumas cenas poderiam usar dublê, em outras não, a menos que tenham usado computação gráfica. Aparentemente foi ela mesma quem dançou todas as cenas. Aos olhos de leigo em ballet, que sou, Natalie dançou lindamente. Dançou infinitamente melhor que o talento dramático da maioria das protagonistas de filmes de ballet/dança. Tiro desse balaio Leslie Caron, de quem sou fã. Ah, sim: Dark Swan porque é mais deprê que tenebroso. Por essa razão prefiro o título com Dark ao invés de Black.

Sinopse: “Beth MacIntyre (Winona Ryder), a primeira bailarina de uma companhia, está prestes a se aposentar. O posto fica com Nina (Natalie Portman), mas ela possui sérios problemas pessoais, especialmente com sua mãe (Barbara Hershey). Pressionada por Thomas Leroy (Vincent Cassel), um exigente diretor artístico, ela passa a enxergar uma concorrência desleal vindo de suas colegas, em especial Lilly (Mila Kunis). Em meio a tudo isso, busca a perfeição nos ensaios para o maior desafio de sua carreira: interpretar a Rainha Cisne em uma adaptação de "O Lago dos Cisnes".

Artigo publicado em abril/2011 na edição 42 do jornal Falando de Dança, do Rio de Janeiro.

http://issuu.com/dancenews/docs/ed-42---completa-para-leitura/04

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Photo & Dansa #3 - fotografia e dança - dance photography  

Revista de fotografia e dança, com coberturas fotográficas de bailes, shows e eventos, artigos, entrevistas e ensaios.

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