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ifisionline Volume 1 | Número 0 | Janeiro 2010

ISSN 1647-5860

Partilhar Informação através de Inovação e Interacção Sharing Information through Innovation and Interaction Editorial

Novo Ano e Nova Década - os desafios Madalena G. Silva e Cristina Argel de Melo

Secção Científica

Informação para Autores

Artigo de Opinião

Os Desafios da Implementação da Evidência na Prática Clínica Gabriela Colaço e Madalena G. Silva

Prática em Movimento

Prática Baseada na Evidência: Quais os desafios da sua implementação, na prática clínica? Defining knowledge translation Artigo sugerido por Carla Pereira e Gabriela Colaço Volume 1 Número 1


FICHA TÉCNICA Editores Madalena Gomes da Silva Escola Superior de Saúde - IPS Cristina Argel de Melo Escola Superior de Tecnologias de Saúde do Porto - IPP

Comissão de Revisão Coordenador

ÍNDICE

Editorial Novo Ano e Nova Década - os desafios Madalena G. Silva e Cristina Argel de Melo

Secção Científica Informação para Autores

Eduardo Brazete Cruz Escola Superior de Saúde – IPS Aldina Lucena

Escola Superior de Saúde – IPS

Alice Beja

Formadora Certificada do Conceito de Bobath

Beatriz Fernandes

Prática em Movimento Os Desafios da Implementação da Evidência na Prática Clínica Gabriela Colaço e Madalena G. Silva

Escola Superior de Tecnologias de Saúde de Lisboa - IPL

Carla Nunes

Escola Nacional de Saúde Publica - UNL

Carla Pereira

Escola Superior de Saúde – IPS

Cristina Argel de Melo

Escola Superior de Tecnologias de Saúde do Porto - IPP

Francisco Neto

PODCASTS

Formaterapia

Gabriela Colaço

Escola Superior de Saúde – IPS

Isabel Bastos de Almeida

Escola Superior de Saúde – IPS

Jaime Branco

Faculdade de Ciências Médicas - UNL

João Gil

Escola Superior de Tecnologias de Saúde de Coimbra - IPC

José Alves Guerreiro Lina Robalo

“Prática Baseada na Evidência: Quais os desafios da sua implementação, na prática clínica?

Escola Superior de Saúde – IPS

Marco Jardim

Escola Superior de Saúde – IPS

Miguel Gonçalves

Hospital de São João do Porto

Nuno Cordeiro

Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias - IPCB

Patrícia Almeida Escola Superior de Saúde do Alcoitão Paulo Abreu

“Defining knowledge translation” Artigo sugerido por Carla Pereira e Gabriela Colaço

Escola Superior de Saúde – IPS

Paulo Armada

Faculdade de Motricidade Humana – UTL

Ricardo Matias

Escola Superior de Saúde – IPS

Rui Gonçalves

Escola Superior de Tecnologias de Saúde de Coimbra - IPC

Rui Macedo

Escola Superior de Tecnologias de Saúde do Porto - IPP

Comissão Técnica & Projecto Gráfico Gabriela Colaço, Marco Jardim e Ricardo Matias

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editorial NOVO ANO E NOVA DÉCADA - OS DESAFIOS Madalena Gomes da Silva 1 , Cristina Argel de Melo 2

Acreditamos hoje como acreditámos em 2004, que uma instituição de ensino superior tem a responsabilidade de contribuir para a formação contínua e aprendizagem ao longo da vida dos profissionais formados, para as novas competências de empregabilidade nas diferentes áreas de especialidade da Fisioterapia e para o desenvolvimento dos cuidados de saúde prestados à comunidade onde se insere. Por estas razões continuamos a considerar pertinente ter um instrumento de divulgação e partilha de conhecimento e práticas.

Professora Coordenadora na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal 1 madalena.silva@ess.ips.pt Professora Coordenadora na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico do Porto 2

O percurso percorrido, a reflexão efectuada, e as reacções colhidas, fazem-nos sentir que é tempo de sermos mais ambiciosos. Seremos, a partir de agora, uma revista científica, com uma comissão de revisores, que reúne profissionais diferenciados, de todo o país, em diferentes áreas de intervenção da fisioterapia e de outras áreas científicas. Temos assim condições para estar indexados à EBSCO, e criar um espaço maior além fronteiras. Para tal, os abstracts da Secção Científica serão publicados em inglês. Simultaneamente queremos continuar próximos da prática clínica. Continuamos a defender a necessidade de uma prática informada pela melhor evidência disponível (melhor evidência científica combinada com a experiência clínica e os valores do utente). Nesse sentido, proporcionaremos oportunidades de participação na discussão de temas de relevo para a prática clínica. Utilizando as potencialidades das novas tecnologias, criámos uma secção de “Prática em Movimento”, onde haverá espaço para partilha, reflexão e discussão. O desafio que lançamos a todos os colegas é que se tornem futuros autores da ifisionline, que participem activamente nos fóruns e discussões lançados para que possamos melhorar a qualidade dos cuidados prestados pelos fisioterapeutas. Em conjunto seremos actores no processo de construção do futuro da fisioterapia.

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editorial NEW YEAR AND NEW DECADE - THE CHALLENGES Madalena Gomes da Silva 1 , Cristina Argel de Melo 2

We believe today, as we believed in 2004, that a higher education institution has the responsibility to contribute to the continuous education and lifelong learning of the professionals, to the new employability competences in the different areas of physiotherapy practice, and also to the improvement of care in all health settings. For these reasons we continue to believe that it is pertinent to have a tool to disseminate and share knowledge and practices.

Professora Coordenadora na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal 1 madalena.silva@ess.ips.pt Professora Coordenadora na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico do Porto 2

Our previous experience, our reflection and the feedback we have had, make us feel it is time to be more ambitious. From now on, we will be a scientific journal, with a reviewing committee which gathers physiotherapy experts from all around the country, as well as experts from other scientific areas. We have therefore the conditions to be indexed to the Ebsco international database, and create our own space beyond borders, being that the abstracts of all scientific articles will be in English. Simultaneously we want to stay close to clinical practice. We continue to defend the need to have an informed clinical practice (best available scientific evidence combined with the clinical experience and the patients values). In this way we will create the opportunities for participation in the discussion of relevant themes to clinical practice. Using the potential of new technologies we have created a new section “Moving Clinical Practice”, where there will be space for sharing, reflection and discussion. The challenge that we want to launch to all colleagues is that you become future authors of ifisionline, and that you actively participate in the forums and discussions, so that we can improve the quality of care provided by physiotherapists Together we will be actors in the process of constructing the future of physiotherapy.

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informações para autores CATEGORIAS Podem ser submetidos à ifisionline as seguintes categorias de artigos: • Revisões da literatura As Revisões da Literatura são por excelência trabalhos de natureza cientifica que visam rever o actual estado da investigação/conhecimento num determinado tópico ou área especifica. Este manuscrito não deve exceder as 3500 palavras. • Artigos científicos: Artigos originais: Os Artigos Originais são entendidos como trabalhos de natureza qualitativa ou quantitativa que exploram e descrevem resultados inovadores de especial interesse para as comunidades clínica e cientifica. Este manuscrito não deve exceder as 3500 palavras. Estudos de caso: Os Estudos de Caso compreendem trabalhos cujo objectivo seja descrever de forma detalhada e reflexiva, a intervenção da Fisioterapia numa amostra com uma condição clínica especifica. Este manuscrito não deve exceder as 2000 palavras. Comunicações curtas: As Comunicações Curtas pretendem servir os leitores com a descrição de resultados preliminares de trabalhos de investigação, actualizações de linhas de investigação e reinterpretações de resultados/ dados antigos. Este manuscrito não deve exceder as 1500 palavras. CONDIÇÕES DE PUBLICAÇÃO Um manuscrito submetido à ifisionline só poderá ser publicado se não tiver sido publicado (ou uma versão semelhante) anteriormente em nenhuma outra publicação periódica. São considerados versões semelhantes, aqueles que estudem uma mesma questão de investigação, objectivo ou hipótese de estudo, através de um mesmo método de investigação e/ou dados. PROCEDIMENTO DE SUBMISSÃO Os autores serão solicitados a enviar o manuscrito para artigos.ifisionline@ess.ips.pt de acordo com as normas de redacção disponíveis em Preparação do Manuscrito. O e-mail deve conter em anexo: 1. Manuscrito segundo as normas de redacção; 2. Documento em Word com as tabelas; 3. Figuras em formato jpeg ou png; 4. Documento em Word com as legendas das Tabelas e Figuras; 5. Declaração de honra por parte dos autores, onde os mesmos declaram que o trabalho submetido não foi, nem será publicado noutro local, exceptuando na forma de resumo (abstract). Ao submeter um artigo, os autores devem garantir que: • Os autores referidos contribuíram de forma substancial para o trabalho apresentado (ex. na concepção e desenho de investigação e/ou recolha de dados e/ou na análise e interpretação dos resultados e/ou através de contributos decisivos para o conteúdo do manuscrito durante o seu processo de revisão); • Todos de alguma forma tenham contribuído para o trabalho mas não se incluam nos critérios anteriormente citados, devem ser incluídos no parágrafo destinado aos Agradecimentos,; • São referidas fontes de apoio à actividade cientifica ou de investigação que suportaram o trabalho de investigação apresentado;

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PROCESSO DE REVISÃO E PUBLICAÇÃO Uma vez enviado um e-mail para artigos.ifisionline@ess.ips.pt com: • O autor principal receberá um e-mail da ifisionline a confirmar a sua submissão, um número de identificaçãosubmissão e uma cópia em pdf dos documentos enviados, semelhante à envida para o processo de revisão. O autor principal tem um dia para avisar os Editores da ifisionline através do mesmo e-mail, se nesta detectar algum erro consequente da transformação dos documentos enviados em pdf; • O manuscrito será submetido a um processo de revisão. O autor principal receberá num prazo máximo de 60 dias um e-mail dos Editores, a informá-lo da decisão por estes tomada (Aceite sem alterações; Aceite com alterações; Rejeitado), com base nos comentários dos revisores; • Se o seu manuscrito for Aceite para Publicação com Alterações, deve o autor principal fazer chegar pela mesma via anteriormente utilizada, num prazo máximo de 30 dias, uma nova cópia do manuscrito e um documento a explicitar a forma em como respondeu às sugestões dos revisores. No e-mail destinado a enviar estes dois documentos deve vir identificado no campo Assunto (Subject) o número de identificação-submissão; • Dar-se-á inicio a um novo processo de revisão quando a versão com correcções for submetida. Este processo finda quando o Editor considerar que face aos comentários dos revisores e às alterações ou respostas do autor, a versão se encontra pronta para publicação; • O autor principal receberá um e-mail quando a versão final tiver sido aceite para publicação, com a versão final e o número da revista em que é esperada a sua publicação. Nesta altura será solicitado que assine o documento respeitante aos Direitos de Autor; PREPARAÇÃO DO MANUSCRITO Manuscrito • O artigo deve ser escrito em Word numa folha de tamanho A4 (210 x 297 mm) com margens de 30 mm em todo o seu perímetro (cima, baixo, esquerda e direita). Os autores podem usar o “template” disponibilizado em http:// www.ifisionline.ips.pt/Seccao_Cientifica.html, substituindo o respectivo texto. • A primeira página deve conter o título do artigo em Arial Narrow 12, texto à esquerda. A indicação dos autores devem aparecer em Arial Narrow 10 Bold à esquerda. A instituição e correio electrónico devem aparecer em Arial Narrow 10 à esquerda e por baixo do nome dos autores. Deve ainda ser indicado o autor para o qual deve ser enviado o(s) email(s) da parte da ifisionline. Ainda nesta primeira página deve ser assinalado a categoria a que submetem o seu trabalho; • A segunda página deve conter o título do artigo segundo o formato anteriormente descrito, o resumo ou abstract e o número de palavras desde a Introdução à Conclusão (excluindo resumo/abstract, legendas e Bibliografia) . Este não deverá ultrapassar 250 palavras e deverá enquadrar o estudo apresentado no âmbito da Fisioterapia, assim como os seus principais resultados. • A partir da terceira página devem aparecer os títulos principais e subtítulos (ex. Introdução, Metodologia, Resultados, Conclusões e Bibliografia) em Arial Narrow10 Bold, texto à esquerda. O texto de cada secção deve aparecer justificado em Arial Narrow10 e com espaçamento entre linhas Simples. - Ao longo do texto de cada secção deve ser identificado onde devem ser colocadas as tabelas e/ou figuras (ex. Inserir Tabela 1 aqui.) Tabelas, Figuras e Legendas • Deve ser enviado um documento em Word com as legendas das Tabelas e Figuras em Arial Narrow 9. • Deve ser enviado um Documento Word com as Tabelas e sua identificação. Relativamente ao seu grafismo, estas devem aparecer com linhas horizontais como se ilustra na tabela exemplo.

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Tabela 1 – Lista de formatos usados no modelo. Secção Título do Artigo Nome dos autores Endereço Títulos principais Corpo do texto Legendas e referências

Tamanho 12 10 10 10 10 9

• As Figuras devem ser enviadas individualmente em formato jpeg ou png. A sua identificação deve ser feita através do nome atribuído a cada uma delas (ex. figura1.jpg, figura2.png, etc.). A qualidade das mesma é da inteira responsabilidade dos autores.

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NORMAS DE REFERENCIAÇÃO Citações ao longo do texto: Princípios Gerais As referências citadas durante o texto devem contemplar o nome do autor (apelido) seguido do ano de publicação. Quando a referência for mais de um autor deve-se colocar uma vírgula entre os mesmos, excepto para os últimos dois autores que devem de ser separados pela letra “e” quando estes fazem parte da estrutura formal da citação (A) ou pela ligação “&” quando não fazem parte da estrutura formal da citação (B). Citações ao longo do texto: exemplos 1 autor

Deve utilizar-se o apelido do autor seguido do ano de publicação

A

Mitchell, (1994) afirma que o aporte sanguíneo aumenta substancialmente…

B

Todas as características motoras podem estar relacionadas com as estruturas… (Koenig, 1990).

A

Mitchell e Koenig, (2000) afirmam que o aporte sanguíneo aumenta substancialmente…

B

Todas as características motoras podem estar relacionadas com as estruturas… (Mitchell & Koenig, 1990).

2 autores

Deve utilizar-se a ligação “&” entre os apelidos dos autores seguido do ano de publicação

3 a 5 autores

A Citam-se todos os nomes (apelido) e ano da publicação numa primeira vez e nas seguintes o apelido do primeiro autor seguido de “et al”.

B

Hamilton, Porwazich, Becker e Kerr (1997) estipularam ordenações… (1ª citação) Hamilton et al. (1997) estipularam ordenações… (citações seguintes)

A intensidade de condução das correntes podem variar…(Hartland, Garry, Baltimore & Pascal, 1998) (1ª citação) A intensidade de condução das correntes podem variar…(Hartland et al. 1998) (citações seguintes)

6 ou mais autores A

Albert et al. (2004) ponderou os resultados do seu estudo…

B

Ao ponderar os resultados do seu estudo… (Albert et al., 2004)

Citar o nome (apelido) do primeiro autor seguido de “et al e ano da publicação.

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Diferentes autores: mesmo apelido

Adicionar as iniciais do nome para distinguir autores com o mesmo apelido

A

J.R. Pearson (1996) para distinguir de F. Pearson (1999)

B

(Richardson & S.T. Barbot, 2006) para distinguir (Richardson & G. Barbot, 2000)

A

Anderson, Keys, et al., (1998) para distingir de Anderson, Black, et al., (1998)

B

(Anderson, Keys, et al., 1998) para distingir de (Anderson, Black, et al., 1998)

Vários autores: citação ambígua Opção que deve ser considerada quando existe uma citação de vários autores com a abreviação et al semelhante outras citadas no texto. Deve adicionar os vários apelidos para fazer a distinção

Vários trabalhos do mesmo autor

Citar os diferentes trabalhos por ordem cronológica da data de publicação: nome do autor seguido da data

A

Fisher (1999, 2000, 2002) afirma que os termos utilizados levam a uma reorganização…

B

A utilização dos termos leva à reorganização …(Fisher 1999, 2000, 2002)

Vários trabalhos do mesmo autor com a mesma data

Citar os diferentes trabalhos do autor com a mesma data e diferencia-los através de letras (a, b, c, etc.): nome do autor, data e seguido da letra

A

Abion (1999a) justifica que o sistema imunitário estabelece… ….mais tarde no texto… No entanto, os resultados apresentados por Abion (1999b)… …ou… Abion (1999a, 1999b) justifica que o sistema imunitário estabelece…

B

As perspectivas dos profissionais de saúde parecem… (Abion & Forrest 2003a, 2003b)

Se o nome do autor é considerado anónimo

Usar a palavra “Anónimo” como nome do autor

A

Anónimo (1999) acrescenta à ideia…

B

As partículas disseminam-se a partir da presença de oxigénio… (Anónimo, 1999)

Instituições/Grupos de autores Se uma determinada organização/instituição é reconhecida pela sua abreviatura só a primeira citação não deverá ser abreviada. Se a abreviatura não for amplamente reconhecida deve citar o nome completo da instituição Volume 1 Número 0

A

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (1999) as práticas dos profissionais de saúde devem contemplar …(1ª citação) De acordo com a OMS (1999) as práticas dos profissionais de saúde devem contemplar…(citações seguintes)

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abreviatura só a primeira citação não deverá ser abreviada. Se a abreviatura não for amplamente reconhecida deve citar o nome completo da instituição

B

Os interesses defendidos nas sessões plenárias…(Latvia Research Council, 1995) (1ª citação e citações seguintes)

Vários trabalhos de vários autores

Ao citar vários trabalhos de vários autores deve-se separá-los com ponto e virgula e colocá-los por ordem alfabética.

A

De acordo com Curtis (1994); Faulkner e Kenndal (1982); Zoe et al., (1972) as vias nervosas dependem…

B

Vários estudos têm demonstrado que a grande maioria das moléculas… (Curtis 1994; Faulkner & Kenndal 1982; Zoe et al., 1972).

A

Morison, et al. (2001 citados por Burton, et al., 2005) descobriram que os elementos difusores surgem…

B

Durante muitos anos a maioria das soluções existentes eram ponderadas… (Morison & Thomas 2001 citados por Burton, et al., 2005)

Citações de fonte secundária

Ao citar trabalhos de outras fontes a citação deve fazer referência à fonte secundária, utilizando “citado por”.

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LISTA FINAL DE REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Princípios Gerais Todas as referências que fazem parte da lista final de Referências Bibliográficas devem estar citadas no texto e listadas por ordem alfabética pelo apelido do primeiro autor. Quando existem duas referências com o nome do mesmo autor e data as entradas devem ser ordenadas por ordem alfabética pelo título do artigo. Lista de Referências Bibliográficas: exemplos Tipo de Entrada: Artigo Apelido do autor, Iniciais. (ano de publicação). Título do artigo. Titulo da Publicação, volume(número),1ª página – última página.

Formato Notas: • • • • • •

As iniciais dos nomes próprios dos autores devem de ser escritos em letras maiúsculas. O nome/título das publicações deve ser escrito por completo (sem abreviaturas) com as primeiras letras em maiúsculas. O nome/título das publicações assim como o número do volume devem de ser escritos em itálico. O número da publicação deve ser colocado entre parêntesis (sem ser em itálico) imediatamente a seguir ao número do volume. Os números das páginas devem de ser colocadas por completo.

1 autor

Konradsen, L. A. (2002) Sensori-motor control of the uninjured and injured human ankle. Journal Electromyogapy & Kinesiology; 12 (3),199-203.

2 autores

Amis, A., & Farahmand, F. (1996). Extensor mechanism of the knee. Current Orthopaedics, 10(3), 102-109.

3 a 6 autores

Cowan, S, Hodges, P, Bennell K. (2001). Anticipatory activity of vastus lateralis and vastus medialis obliquus occurs simultaneously in voluntary heel and toe raises. Physical Therapy in Sport, 2, 71-79.

6 ou mais autores

Clark, DI, Downing, N, Mitchell, J, et al. (2000). Physiotherapy for anterior knee pain: a randomised controlled trial. Annals of Rheumatic Diseases, 59(9), 700-704.

Tipo de Entrada: Artigo – versão electrónica Notas: • •

Formato igual à versão anterior mas deve ser incluído o Digital Object Identifier (DOI) ou Uniform Resource Locator (URL). Se o DOI estiver disponível deverá ser colocado no final da referência. Não é necessário colocar o nome da base de dados utilizada.

Herrington, L C. (2004). The effect of patella taping on quadriceps strength and funtional performance in normal subjects. Physical Therapy in Sport, 5, 33-36. doi:10.1016/j.ptsp.2003.09.002 Notas: •

Se o DOI não estiver disponível devem incluir o URL no final da citação. Devem de ser usados os URL`s directos quando se tratam de artigos de livre acesso ou apenas o endereço da homepage da publicação para os casos dos artigos sujeitos a subscrição.

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Harris, E, Eng, J, Marigold, S, et al. (2005). Relationship of Balance and Mobility to Fall Incidence in People With Chronic Stroke. Physical Therapy, 85(2), 150-158. Retirado de http://www.ptjournal.org/cgi/content/full/85/2/150 Denlinger, L, VanSwearingen, M, Cohn, F, et al. (2008). Puckering and Blowing Facial Expressions in People With Facial Movement Disorders. Physical Therapy, 88(8), 909-915. Retirado de http://www.ptjournal.org/cgi/reprint/88/8/909 Tipo de Entrada: Artigo aceite mas não publicado (em processo de revisão) Notas: •

Referências a trabalhos aceites mas não publicados devem ser designados como “in press”.

Phillips, N, Deursen, R W. Landing stability in anterior cruciate ligament deficient versus healthy individuals: A motor control approach. Physical Therapy in Sport, In Press, Corrected Proof. Retirado de http://www.sciencedirect.com/science? _ob=MImg&_imagekey=B6WPB-4T7W3J5-1B&_cdi=6986&_user=3422714&_orig=browse&_coverDate=08%2F19%2F2008&_sk=999999999&view=c&wchp=dGLbVlbzSkzk&md5=6c70f7b9b01479793bc538fea9f67b39&ie=/sdarticle.pdf Tipo de Entrada: Livro Apelido do autor, Iniciais. (ano de publicação). Título do livro (número da edição caso não seja a 1ª edição) Local da publicação: Nome do editor.

Formato Notas: • • • •

As iniciais dos nomes próprios dos autores devem de ser escritos em letras maiúsculas. O título do livro deve ser escrito em itálico. O número da edição deve ser colocado entre parêntesis imediatamente após o título do livro Local de publicação engloba o nome da cidade/província e o país.

1 autor

Mook, D. (2004). Classics experiments in psychology. Westport, CT: Greenwood

2 autores

Kosslyn, S.M., & Rosenberg, R.S. (2004) Psychology: The Brain, the person, the world (2nd ed.). Essex, UK: Pearson Education.

3 a 6 autores

Barone, D.F., Maddux, J.E., & Snyder, C.R. (1997). Social cognitive psychology: History and current domains. New York, USA: Plenum Press.

6 ou mais autores

Mussen, P., Rosenziweig, M.R., Aronson, E., Elkind, D., Feshbach, S. Geiwitz, P.J., et al. (1993). Psychology: An introduction. Lexington, MA: Health

Tipo de Entrada: Livro editado Notas: • •

É utilizado o nome do editor em vez do nome do autor A designação “Ed.” deve ser incluída após o nome do editor. Caso sejam mais do que um editor utilizar a designação “Eds.”

Williams, J.M. (Ed.). (2006). Applied sport psychology: personal growth to peak performance (5th ed.). Boston: McGraw-Hill.

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Lee-Chai, A.Y., & Bargh, J.A. (Eds.). (2001). The use and abuse of power: Multiple perspectives on the causes of corruption. New York: Psychology Press. Tipo de Entrada: Capítulo de um livro editado Notas: Se o livro é uma edição antiga, o número da edição deve ser colocado entre parêntesis após o título do livro com os respectivos números de páginas do capítulo.

Russell, S. (1996). Machine learning. In M. A. Boden (Ed.), Artificial intelligence (pp. 89-133). San Diego, CA: Academic Press. Cooper, J., Mirabile, R., & Scher, S. J. (2005). Actions and attitudes: The theory of cognitive dissonance. In T. C. Brock, & M. C. Green (Eds.), Persuasion: Psychological insights and perspectives (2nd ed., pp. 63-79). Thousand Oaks,CA: Sage. Tipo de Entrada: Fontes / Documentos electrónicos (URL): Apelido do autor/editor, Iniciais. (ano, mês e dia do último update ou cópia). Título da página/documento. Mês, dia e ano da consulta e o endereço (Uniform Resource Locator)

Formato Notas: • •

Quando não é possível identificar o autor/editor deve utilizar o nome da organização que gere o website. Se ambas informações não estiverem disponíveis inicie a referência com o título do artigo. Se a identidade do editor não é distinto do autor, o URL, o nome da base de dados ou outra informação deverá fazer parte da referência.

Autor

Wollman, N. (1999, November 12). Influencing attitudes and behaviours for social change. Retrieved July 6, 2005, from http://www.radpsynet.org/docs/wollman-attitude.html

Instituição/ organização como autor

Australian Psychological Society. (1998, July 7). Letterhead with contact details: Consent form. Retrieved January 21, 2002, from http://www.psychsociety.com.au/fr_frame.htm

Sem autor e sem data

Career profiles. Psychology. (n.d.). Retrieved September 18, 2007, from http:// www.graduatecareers.com.au/content/view/full/226

Tipo de Entrada: Teses de mestrado ou doutoramento Se as dissertações forem obtidas por versão digital através do número UMI (University Microfilms):

Liu, L. A. (2005). Shared mental models in negotiation. Dissertation Abstracts International, 65(08), 3061A. (UMI No. 9315947).

Se as dissertações forem obtidas por versão em papel

Imber, A. (2003). Applicant reactions to graduate recruitment and selection. Unpublished doctoral dissertation, Monash University, Melbourne, Victoria, Australia.

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Para informações complementares: American Psychological Association. (2007). APA style guide to electronic references. Washington, D.C.: Author. American Psychological Association. (2007). Electronic references. Available from http://www.apastyle.org/ American Psychological Association. (2001). Publication manual of the American Psychological Association (5th ed.). Washington, DC: Author.

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artigo de opinião O S D E S A F I O S D A I M P L E M E N TA Ç Ã O D A EVIDÊNCIA NA PRÁTICA CLÍNICA Gabriela Colaço 1 , Madalena Gomes da Silva 2

Professora Adjunta na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal 1 gabriela.colaco@ess.ips.pt Professora Coordenadora na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal 2

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O contínuo desenvolvimento do conhecimento na área da saúde implica a possibilidade de encontrarmos, no contexto clínico, práticas desvinculadas do mais recente conhecimento científico. Neste contexto, tornou-se fundamental minimizar o distanciamento entre os avanços científicos e a prática clínica, surgindo, inicialmente, no campo da Medicina, e, posteriormente, noutras profissões de saúde, a Prática Baseada em Evidência (PBE). A Prática Baseada em Evidência garante que os cuidados de saúde sejam fundamentados em evidência científica válida, relevante e que resulta de pesquisa e avaliação robustas, considerando igualmente as circunstâncias individuais, crenças e valores do doente, bem como a experiência do profissional de saúde, tendo em vista a prestação dos melhores cuidados de saúde possíveis (Sackett et al. 2000). A Medicina baseada na Evidência desenvolveu-se a partir da publicação de Archie Cochrane ‘Effectiveness and Efficiency: Random Reflections on Health Services’ em 1972, onde se reconhecia existir um desajustamento entre o conhecimento científico mais actual e a prática clínica real. A partir daí, multiplicaram-se as iniciativas focadas na necessidade de reduzir a variação da prática clínica, fornecendo aos profissionais de saúde formas de aceder a orientações clínicas baseadas em evidência robusta (1983, Scottish Intercollegiate Guidelines Network (SIGN)). Quase 30 anos depois o problema persiste e alguns profissionais de saúde mantêm uma determinada prática clínica apesar de existir evidência que aponta para a sua descontinuação e utilização de novas metodologias. Estas variações no tratamento utilizado podem resultar em outcomes diferentes para o utente, não necessariamente resultantes de diferenças na sua condição clínica. De acordo com Stephenson (2004), os fisioterapeutas ingleses baseiam a sua prática no que aprenderam durante a formação de base (bacharelato e licenciatura), nos cursos de formação contínua que frequentam e na formação que é realizada nos serviços onde trabalham. Na realidade, as competências que os fisioterapeutas desenvolveram ou desenvolvem durante a sua formação base, não se adequam às necessidades que encontram na sua realidade clínica, pelo que é essencial um esforço auto-dirigido de actualização permanente. Contudo, face à velocidade de publicação científica actual, nas profissões da área da saúde, o acompanhamento permanentemente actualizado dos resultados da investigação

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já se tornou uma tarefa impossível. Na área da Fisioterapia estima-se, por exemplo, uma publicação média na PEDro de 104 artigos por mês (RCTs, revisões sistemáticas e Normas de Orientação Clínica), nas diversas áreas clínicas (Moseley et al 2002; Maher et al 2008). Apesar destas dificuldades, as expectativas actuais relativamente aos profissionais de saúde implicam a adopção de uma prática clínica baseada em evidência, o que pressupõe a utilização da melhor evidência disponível, modificada pelas circunstâncias e preferências do paciente, para melhorar a qualidade da decisão clínica (McMaster Clinical Epidemiology Group 1997). Na realidade, a Prática Baseada em Evidência (PBE), sustenta as opções terapêuticas, credibilizando o profissional, ao mesmo tempo que garante ao utente o acesso a cuidados padronizados de qualidade. Neste contexto, ter acesso atempado à melhor evidência, e desenvolver a capacidade de compreender essa evidência e de a transferir para o contexto em que desenvolve a sua actividade clínica, tornou-se num desafio inevitável para qualquer fisioterapeuta. Diversos estudos (Stevenson et al 2004; Iles et al 2006; Grimmer-Sommers et al 2007; Salbach et al 2007; Francke et al 2008) se têm focado sobre as dificuldades sentidas pelos fisioterapeutas na implementação da evidência na prática clínica identificando, por exemplo, o acesso à informação; competências de leitura e análise da informação publicada; capacidade para seleccionar a informação relevante para a sua prática; capacidade para transpor os resultados dos estudos publicados para os meus utentes e a minha prática; falta de tempo para pesquisa; falta de tempo para registo e reflexão sobre cada caso clínico; falta de apoio dos colegas e superiores hierárquicos. Salbach et al (2009) investigaram os factores que influenciam a pesquisa de informação nos fisioterapeutas canadianos que trabalham com utentes com Acidente Vascular Cerebral, sugerindo que os que faziam pesquisa de informação duas ou mais vezes por mês eram maioritariamente do género masculino, participavam eles próprios em estudos de investigação, tinham acesso a bases de dados online a partir do local de trabalho, sentiam facilidade na utilização de investigação, e graduavam de elevada a sua auto-eficácia na implementação da evidência na prática clínica. Por outro lado, um estudo levado a cabo na Bélgica (Hannes et al 2009) sugere que a inacessibilidade à literatura e a sua pouca aplicabilidade à prática clínica são factores de grande impacto na não implementação da evidência científica na prática clínica. Relativamente à dificuldade de transpor os resultados da evidência para a prática clínica, há sinais encorajadores como salienta Paci et al (2009), num estudo sobre o tipo de artigos publicado em revistas de fisioterapia, onde verifica que a distribuição é semelhante à de outras disciplinas e que tem havido um aumento do número de RCTs publicado, o que na sua opinião corresponde a um movimento importante na direcção certa para a sustentação de uma prática baseada em evidência em fisioterapia. Considerando as barreiras identificadas, Hannes et al 2009, sugerem a importância das organizações disponibilizarem aos seus fisioterapeutas o acesso online a bases de dados no local de trabalho, e a filiação a associações profissionais nacionais e internacionais, bem como de promoverem o envolvimento activo e actividades de investigação como parte integrante das actividades do fisioterapeuta. A educação continua na área da PBE, designadamente no aumento da eficácia da pesquisa e utilização dos resultados na prática clínica, é fundamental para promover e motivar a adopção sistemática desta metodologia. Para concluir, as decisões clínicas devem ser tomadas com base na melhor evidência disponível de modo a que os cuidados sejam seguros e efectivos, os profissionais de saúde precisam de desenvolver competências para identificar e avaliar a informação proveniente de uma variedade de fontes, de modo a tomar as melhores decisões sobre os cuidados. Assim, o desenvolvimento pessoal e profissional constitui um imperativo ético permitindo-nos estar actualizados, e determinar a prática que melhor serve as necessidades dos utentes. É crítico para a FISIOTERAPIA que se continue a investigar quais as estratégias mais efectivas para facilitar que os fisioterapeutas na clínica assentem o seu processo de tomada de decisão nos resultados da investigação. (Schreiber J. 2009).

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