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‘E um dia, quando souberes Que este gaúcho morreu, Nalgum livro serás eu E nesse novo viver Eu somente quero ser A mais apagada imagem Deste Rio Grande selvagem Que até morto hei de uqerer!’

Cordeona

Jaime Caetano Braunn

De onde me vem, Cordeona, o formigueiro Que sinto n`alma, ao te escutar floreando? E essa vontade de morrer peleando. Será que um dia eu já não fui gaiteiro??? De onde me vem esse tropel no pulso, E esse calor de fogo que incendeia? Por que será que fico assim, convulso, E só de ouvir-te o sangue corcoveia??? É o atavismo, eu sei, Cordeona amiga, Sem que tu digas, sem que ninguém diga, Parceira guasca que nos apaixonas. E se mil vidas Deus me desse, um dia, Uma por uma delas, eu daria, Prá ter mil funerais de mil Cordeonas!!!

A La Pucha 15


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