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CAPรTULOS 1e2

Profยบ Marcio Candido

Capítulo – 1

Os Quatro Evangelhos As primeiras perguntas que se apresentam, antes de começar o estudo dos Evangelhos é esta: Por que há quatro Evangelhos? Por que não são dois, três ou somente um?

Isto pode ser explicado facilmente, pelo fato de ter havido, nos tempos apostólicos, quatro representantes do povo: Os judeus, os romanos, os gregos e a Igreja (esse corpo tomado de todas as três classes). Cada um dos evangelistas escreveu para uma dessas classes,

adaptando-se

ao

necessidades e aos seus ideais:

seu

caráter,

às

suas

Mateus Sabendo que os judeus estavam ansiosamente esperando a vinda do Messias, prometido no Velho Testamento, apresenta Jesus como o Messias.

Lucas Escrevendo para um novo culto, os gregos, cujo ideal era o homem perfeito, fez com que o seu livro focalizasse a pessoa de Cristo como a express達o desse ideal.

Marcos Escreveu aos Romanos, um povo cujo ideal era o poder e o serviรงo; ele descreveu Cristo como o Conquistador Poderoso.

João Tinha em mente as necessidades dos cristãos de todas as nações e assim apresenta as verdades mais profundas do Evangelho, entre as quais, mencionamos os ensinos acerca da divindade de Cristo e do Espírito Santo.

O referido princípio de adaptação foi mencionado por Paulo em I Coríntios 9:19 a 21, e foi ilustrado em seu ministério entre os judeus e gentios (comparem a sua mensagem aos judeus em Atos 13: 14 a 41, e a dirigida aos gregos em 17:22 a 31).

Esta adaptação é uma nítida indicação de um desígnio divino nos quatro Evangelhos. Quanto a isto, devemos lembrar-nos de que a mensagem dos Evangelhos se dirige à humanidade em geral, sendo os homens os mesmos em todas as épocas.

Os fatos anteriores revelam mais uma razão para a existência de quatro Evangelhos, a saber: Um Evangelho só não teria sido suficiente para apresentar os vários aspectos da personalidade de Cristo. Cada um dos evangelistas O vê sob um aspecto diferente:

• Mateus apresenta-O como Rei;

• Marcos como Conquistador e Servo;

• Lucas como o Filho do Homem;

• João como o Filho de Deus.

Esta visão de Cristo é como a visão de um grande edifício, visto só de um lado de cada vez. O fato dos Evangelistas terem escrito os seus relatos sob diferentes pontos de vista explicará as diferenças entre eles, as suas omissões e adições, a sua aparente contradição ocasional e a falta de ordem cronológica.

Os escritores não procuraram produzir uma biografia de

Cristo,

mas

levando

em

consideração

as

necessidades e o caráter do povo para qual escreviam, escolheram exatamente aqueles acontecimentos e discursos que acentuaram a sua mensagem especial.

Mateus, escrevendo para o judeu, fez com que tudo no seu Evangelho - a seleção de discursos e acontecimentos, as omissões e adições, o agrupamento dos fatos servissem para acentuar o fato da missão messiânica de Jesus.

Como uma ilustração da maneira em que cada evangelista

acentua

um

aspecto

particular

da

personalidade de Cristo, vejamos o seguinte: quatro autores propĂľe-se a escrever a biografia de uma pessoa que tinha adquirido fama como estadista, soldado e autor.

O primeiro, desejaria acentuar a sua carreira política, colhendo relato de suas campanhas e discursos para incorporá-los na biografia; O segundo, acentuaria os seus êxitos literários;

O terceiro, com a intenção de sublinhar as suas proezas no mundo militar, descreveria as suas promoções, suas condecorações e as batalhas nas quais se distinguiu;

O quarto, desejaria exaltar as suas virtudes, manifestadas na sua vida domĂŠstica, e relataria aqueles fatos que o descrevem como pai, esposo ou amigo.

Capítulo - 2

Os Evangelhos Sinóticos Os primeiros três Evangelhos são chamados sinóticos porque fornecem uma "sinopse" (vista geral) dos mesmos acontecimentos e tem um plano comum. O Evangelho de João está escrito em base inteiramente diferente dos outros três.

Os pontos de diferença entre os Sinóticos e o Evangelho de João são os seguintes: Os Sinóticos contém uma mensagem evangélica para os homens não espirituais; o de João contém uma mensagem espiritual para os cristãos;

Nos três vemos

o

ministério Galileia,

Seu na

mas

no

quarto, vemos de modo especial, o Seu ministério na Judeia.

Nos três sobressai mais a Sua vida pública, ao passo que no quarto é revelada sua Vida Particular.

Nos três impressiona a Sua humanidade real e perfeita; no quarto, Sua divindade impressionante e verdadeira. As parábolas dos evangelhos são uma peculiaridade dos sinóticos.

LIVRO – Págs. 14 e 15

FIM


EVANGELHOS SINÓTICOS