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JONAS

Profยบ Marcio Candido


Jonas (Jn) Autor: Jonas Data: Cerca de 760 a.C.


Um "profeta Jonas, filho de Hamitai, nascido em Gad-Heber" (na Galiléia, cf. Js. 19:13), é mencionado em 2 Rs. 14:25, referindo-se a uma predição verificada sob o reinado de Jeroboão II de Israel (783-743 a.C). Esse profeta deve ter vivido no início do séc VIII a.C., e trata-se, sem dúvida, do Jonas do presente livro.


Com isso não está ainda afirmado que o próprio Jonas tenha escrito o livro que traz seu nome. Diferentemente

de

todos

os

demais

livros

proféticos, o presente tem a singularidade de ser apenas uma........


....narração, e seu objeto não é a transmissão de uma mensagem profética, e sim apresenta, na prática, na narração do acontecimento, uma elevada lição de doutrina religiosa. Propriamente, pertence ao gênero narrativo.


Duas

coisas

ressaltam

nesta

narração:

a

mesquinhez do espírito humano (nos temores e nas iras do profeta) e a infinita bondade e clemência de Deus. Não menos importante é, porém, o universalismo religioso.


Temos o caso único de um profeta de Israel ser enviado a pregar a gentios, e vemos o Deus de Israel dispensar tanto cuidado a uma nação idólatra. Pressentimos já o conceito universalista do

cristianismo

(Rom.3:29-30;

1Co.3:11).

Largueza de espírito e de coração da segunda parte.


Outro aspecto de grande alcance na história religiosa apresenta-nos a primeira parte. No episódio de Jonas saindo vivo do ventre do peixe, depois de passar três dias ali, Jesus viu uma figura de sua ressurreição dos mortos, prova máxima da sua divindade (Mt. 12:38-40).


Daí também o renome de Jonas na literatura e na arte cristã. O mesmo divino Mestre intima os ninivitas convertidos pela pregação de Jonas, a deporem contra os judeus que não acreditam na palavra dele, que é muito mais que Jonas (Mt. 12:41; Lc. 11:52). Sem dúvida não é necessário mais do que isso para compreender a importância religiosa deste livro.


Bastaria isto também para provar-lhe o caráter histórico? Notamos que a sua finalidade é dar uma lição moral quanto à largueza de espírito e à bondade de coração. Ora, um ensinamento pode ser dado também, e não em último lugar, com uma construção imaginária.


O próprio divino Mestre disso nos deu o mais ilustre exemplo com as suas parábolas. Seria, portanto - pode-se perguntar - o livro de Jonas uma parábola, e não o relato de fatos realmente ocorridos? É o que pensam hoje muitos teólogos.


Mas não se apresentam razões decisivas para essa afirmação. Aquilo que a obra nos conta de maravilhoso, não constitui dificuldade para quem admite, como se deve admitir, a possibilidade do milagre. O fim didático funda a possibilidade, não a necessidade de uma ficção literária.


Os fatos reais têm igualmente força para instruir a mente e maior eficácia para mover a vontade. Estando assim neste ponto as conclusões, não é de prudência cristã duvidar da realidade histórica dos fatos, levada em conta pelo próprio Jesus.


fim

PROFETA JONAS  

SLIDES DO MÓDULO PROFETAS MENORES

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