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ESQUIZOFRENIA Eles também são normais INVERNO Conheça as doenças que se intensificam nesta época

CÂNCER DE PELE Tecnologia a favor da saúde da pele

Prevenir ou remediar? Descubra as melhores maneiras de se prevenir e viver bem


Sumário Entrevista

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Estilo de vida

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Comportamento

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Proteja-se

Leonardo Siqueira e Jefferson Paradello

Fabiana Bertotti

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Diagnóstico

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Fique por dentro

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Saúde Plena

Revisão de Texto: Caroline Oliveira. Foto da capa: Kurhan

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Pergunte ao médico

3º trimestre de 2011. ano 1. número 1.

Colaboradores: Cristiane Lüscher, Daniel Gonçalves, Fabiana Bertotti, Jefferson Paradello, Leonardo Siqueira, Patrícia Ferreira e Evandro Fávero. Conselho Editorial: Dionéia Dobrowoslki Kovalski, Helnio Judson Nogueira, Gerson Trevilato, João Kiefer Filho, Altiery Kümpel, Marcos Enoch da Silva, Evandro Fávero e Márcio Tonetti. Jornalista Responsável: Márcio Tonetti (MTB 51970/SP ).

Editorial

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Projeto Gráfico e Diagramação: Eduardo Olszewski.

Responsável Técnica: Dionéia Dobrowolski Kovalski (CRM/PR 14.267).

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Gerson Trevilato

Evandro Fávero

Coordenação da Rede de Hospitais Adventistas: Marino Francisco de Oliveira. Direção Executiva: Altiery Kümpel (Clínica Adventista de Curitiba) e Marcos Enoch da Silva (Clínica Adventista de Porto Alegre). Direção Geral: Davi Contri. Impressão: Gráfica Capital. Tiragem: 10.000 exemplares. A revista Estilo Saúde é uma publicação trimestral da Clínica Adventista de Curitiba e da Clínica Adventista de Porto Alegre. Comentários e sugestões: estilosaude@ adventistas.org.br ou Rua João Carlos de Souza Castro, 562, CEP 81520-290, Curitiba/PR. As informações contidas na revista Estilo Saúde têm propósito informativo e não intencionam substituir cuidados médicos, diagnóstico ou prescrição.

Clínica Adventista de Curitiba al. júlia da Costa, 1447 • Bigorrilho • Curitiba-Pr • CeP 80730-070 • Fone 41.3240-2900 • email: clinica.curitiba@adventistas.org.br

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Clínica Adventista de Porto Alegre rua Matias josé Bins, 581 • três Figueiras • Porto alegre-rs • CeP 91330-290 • Fone 51.3382-1200 • email: clinica.portoalegre@adventistas.org.br

Estilo Saúde


editorial

Prevenir sempre foi o melhor negócio levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGe) mostram que, quando o assunto é longevidade, as mulheres estão em vantagem. os estudos revelam que os homens vivem, em média, 7 anos menos que pessoas do sexo oposto.

» Ainda há muitas perguntas sobre as razões de elas viverem mais.

Mas um dos motivos já é bem conhecido: os homens não têm o mesmo hábito de frequentar o médico para exames de rotina. As pesquisas mostram que a maioria costuma procurar o médico quando a situação já se agravou ou quando já é tarde demais. Visitar regularmente o médico, entretanto, e fazer um check-up, continua sendo o melhor negócio não só para homens, mas para as mulheres também. Bom para seu organismo e para seu bolso. Você é um cético quanto à última premissa? Pois saiba que os planos de saúde no Brasil poderão dar desconto de até 30% e bonificações para pessoas que levarem a prevenção ao pé da letra. A possibilidade da concessão desse benefício já foi colocada recentemente em discussão pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). E é para que você fique bem informado sobre quais as melhores maneiras de se prevenir que lançamos a revista Estilo Saúde, um periódico que trata a saúde com um olhar clínico. Queremos compartilhar informações, falar de temas atuais, mas numa linguagem simples. Como incentivo, você também vai conhecer histórias de brasileiros que deram uma volta de 360º em seu estilo de vida, adotando práticas mais saudáveis. Saiba como eles conseguiram transformar recursos tão simples e acessíveis em mais saúde. E tem mais: a sua dúvida também poderá ser esclarecida nestas páginas. Você só precisa enviar a sua questão. O nosso corpo clínico estará ao seu dispor para sanar dúvidas. Uma boa leitura e um brinde à saúde.

Foto: Yuri Arcurs

QUEM SOMOS Presentes em Curitiba e Porto Alegre, realizamos 60 mil atendimentos por ano, entre consultas médicas, procedimentos e exames. Atendemos consultas particulares e mais de 50 planos de saúde, dentre eles Bradesco, Amil, Sulamérica, Golden Cross e Unimed (consulte a relação de planos de saúde atendidos em cada unidade). Juntas, temos em nosso corpo clínico mais de 60 profissionais de saúde. Fazemos parte, entretanto, de uma rede cuja amplitude extrapola as fronteiras nacionais. Integramos o Sistema Adventista de Saúde, que trabalha pela melhoria da saúde das pessoas em nível mundial. Esse complexo de hospitais, clínicas e outras instituições de saúde, que nasceu

pequeno, em pouco tempo obteve um crescimento exponencial. Para se ter uma ideia dessa expansão, em 1880, por exemplo, contávamos com apenas dois hospitais. Hoje, são 167. Também já são contabilizadas 351 clínicas, distribuídas em várias regiões do mundo. Oferecemos uma medicina de ponta. O sistema de saúde adventista é reconhecido por sua autoridade em alguns tipos de tratamento. O Centro Médico de Loma Linda, nos Estados Unidos, ligado à Universidade de Loma Linda, é uma referência mundial em tratamento de câncer e na formação de profissionais da saúde. Investindo em tecnologia, em capacitação profissional, cumprimos nosso objetivo de servir melhor a comunidade

e de promover o exercício de uma medicina trabalhada de uma perspectiva holística, ou seja, em sua dimensão física, mental e espiritual. Entendemos que, assim, alcançamos nosso objetivo, fazendo jus à nossa natureza que, conforme expressa em nosso slogan, é salvar. VISÃO: Ser uma rede de excelência na prevenção e cura, promovendo a saúde integral. MISSÃO: Promover a saúde física, mental e espiritual, seguindo o exemplo do Senhor Jesus, o médico dos medicos. VALORES: O amor a Deus e ao próximo tendo o paciente como o centro das atenções, o respeito aos princípios bíblicos, a ética profissional em todas as suas esferas e a qualidade na prestação de serviços. Estilo Saúde

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entrevista Por Cristiane Lüscher

”Crescer com o melhor atendimento”

De Norte a Sul a rede hospitalar adventista conta com 12 instituições no Brasil, entre clínicas, hospitais e centros de vida saudável. Em todos eles, o foco é o mesmo: prezar pelo bem-estar do ser humano por completo, nos aspectos físicos, mentais e espirituais. Com o equilíbrio dessas três áreas, a recuperação e prevenção de doenças evolui com rapidez. Quem certifica os resultados dessa filosofia de tratamento é o diretor da rede hospitalar adventista, Marino de Oliveira, que ocupa o cargo desde 2010. O administrador também fala sobre os investimentos que a rede está fazendo em todo o País na busca pela excelência no atendimento.

Qual o diferencial da rede hospitalar adventista quanto à sua filosofia de trabalho? Oliveira - Nós temos uma preocu-

pação com o todo, com o físico, mental e o espiritual. A nossa diferença está em se preocupar com o bem-estar completo do ser humano. Segundo a escritora norte-americana Ellen White, 90% das doenças têm origem nos problemas emocionais e espirituais. De forma prática, como acontece no dia-dia do tratamento do paciente essa preocupação com o todo? Oliveira - Nas primeiras horas do dia

o levamos a pensar e buscar a Deus, que é o Criador e quem propicia a paz e tranquilidade. O ser humano já foi criado por Deus com a necessidade de buscar alguém para adorar, para ter comunhão. Nossa filosofia é levar a pessoa a buscar esse Deus através da fé, para que ele tenha força espiritual, coragem e disposição para enfrentar o dia e também as adversidades e doenças. Como essa filosofia de atendimento e cuidado ao paciente contribui para o sucesso do tratamento? Oliveira - Quando você consegue

levar a pessoa a um estado de equilíbrio, de tranquilidade, calma e reflexão, naturalmente ela já 4

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Estilo Saúde

começa a se sentir melhor. Através dos anos vamos colecionando em nossas clínicas resultados positivos de pacientes que superaram doenças através da confiança em si e em Deus. Eles acabam buscando a força e otimismo em Deus, e através do crescimento da fé alcançam a recuperação completa. A rede hospitalar adventista também investe em serviços à população de baixa renda. Que tipo de projetos os profissionais desenvolvem para auxiliar a comunidade? Oliveira - Praticamente todas as

nossas unidades hospitalares têm um programa para atender essas pessoas. No Rio de Janeiro temos diversas unidades com atendimento médico e de medicamentos, inclusive com sede fixa. Em Belém, no Pará, temos unidades específicas para atendimento a idosos. Em Campo Grande e Manaus uma equipe do hospital faz essa assistência direta à população de baixa renda com dentistas, enfermeiros e médicos. No Amazonas temos uma lancha, a Luzeiro, que atende periodicamente a população ribeirinha. Nas grandes capitais como São Paulo e Rio de Janeiro temos equipes de assistentes sociais que fazem estudo prévio e planejado em localidades com foco de pobreza, e então determinam que uma equipe

de saúde preste atendimento periódico, de acordo com a necessidade. Quais são os planos de investimento na rede para os próximos anos? Oliveira - Sempre estamos trabalhando

firme em inovação tecnológica e investindo em instalações e equipamentos. Tudo para crescer com o melhor atendimento, com as melhores condições. Estamos buscando nos próximos dois anos reorganizar e estabelecer um programa de crescimento sustentado dos hospitais. Contratamos uma empresa para informatizar todos os setores dos hospitais com um software padrão. Entendemos que hoje, para ter uma boa gestão de saúde, precisase de informação online. Por isso vamos informatizar tudo, desde o atendimento médico, prontuário, laboratório, recepção e hotelaria dos hospitais. Quanto à garantia dos serviços prestados, iremos certificar todos os nossos hospitais com a Acreditação Hospitalar em cerca de dois anos, que é o padrão de qualidade internacional. Além disso, desenvolvemos, com o auxílio de uma empresa contratada, um sistema de excelência em atendimento. Criamos um manual de atendimento, treinamos os mais de dois mil servidores dos nossos hospitais, e estabelecemos comitês dentro dos hospitais para criar uma cultura de excelência em servir. •


estilo de vida

A longevidade adventista tem sido objeto de estudos científicos e tema de reportagens em periódicos como a National

Geographic e em programas como o Fantástico, da Rede Globo. Os adventistas de Loma Linda, Califórnia (Estados Unidos), por exemplo, são os campeões em longevidade no país. O segredo? Fé e esperança, aliadas à uma dieta saudável e um programa regular de exercícios físicos.

De sedentário a corredor

Foto: Martinmark

» Era o dia 4 de julho de 2006, aniversário de

minha esposa. Convidei um casal de amigos e fomos à uma pizzaria para comemorar. Após comer 1 só pedaço de pizza senti que estava mal e logo após tive um ataque de estresse. Apaguei. Dizem que minha língua enrolou e fiquei desacordado por quase 2 minutos. Quando voltei, minha camisa estava completamente molhada e meus braços formigavam. Minha esposa e filha estavam apavoradas e me levaram para o hospital contra minha vontade. Fiquei uma noite e um dia no hospital para ouvir do médico que eu precisava de 10 dias de descanso pois estava estressado. Disse

na hora para o médico que não podia e, então, ele afirmou que era um aviso de Deus; aconselhou que eu deveria viver mais os preceitos da Igreja Adventista... mesmo ele não professando a mesma fé. Quando saí do hospital decidi mudar meu estilo de vida. Comecei a dormir mais cedo, dedicar mais tempo para a família, mudei minha alimentação e comecei a fazer exercícios físicos e caminhadas e, depois de algum tempo, a correr. Emagreci 10 quilos. Hoje tenho uma ótima saúde e estou me preparando para uma grande corrida (meia maratona). • Gérson Marques é pastor em Curitiba.

Estilo Saúde

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C o M P o r ta M e n t o

eles também são normais

Portadores de esquizofrenia enfrentam um verdadeiro desafio para quebrar preconceitos e serem aceitos pela sociedade

N

o primeiro surto, em 1994, José Orsi apresentou os sintomas de uma depressão forte. Em dois meses, engordou mais de vinte quilos, o que levou os médicos a interromperem a medicação. Mesmo assim, os sintomas não pararam. Neto de avó esquizofrênica, o engenheiro logo se viu numa luta entre a sanidade mental e a loucura. Diretor adjunto da Abre, uma entidade de familiares, amigos e portadores de esquizofrenia, Orsi faz parte de uma parcela de 1% da população mundial que luta contra a doença. A maior dificuldade, porém, não é adaptação ao novo estilo de vida, mas o preconceito e o estigma. Nos seis anos de sintomas, ele sofreu quatro surtos e seis internações clínicas no Brasil e nos Estados unidos. Nesse

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Estilo Saúde

período, foi diagnosticado como esquizoafetivo, uma doença que associa a esquizofrenia ao distúrbio bipolar. Durante os primeiros anos convivendo com a enfermidade, Orsi chegou a receber o diagnóstico errado, o de bipolar. Essa confusão se dá por causa das oscilações extremas de humor, que caracterizam o transtorno bipolar. Mesmo os sintomas da depressão podem se parecer com os da esquizofrenia e vice-versa. No transtorno bipolar, o humor do paciente pode mudar de um estado eufórico a um depressivo. Já a esquizofrenia é um transtorno mental. Imagine o cérebro humano: é como se os pensamentos se desintegrassem, dividindo a mente. A própria etimologia da palavra sugere essa relação.

De origem grega, esquizio quer dizer dividir e frenia, mente. Daí a ideia de que o paciente tem dificuldades em separar o real do imaginário. “Ela é o resultado de vários fatores que vão desde problemas durante a gravidez ou parto, mudanças genéticas até situações de grande estresse”, explica o psiquiatra Deivys Rocha. Suas formas de manifestação podem variar bastante. “Algumas pessoas podem sofrer um surto psicótico. Trata-se de um sintoma da doença. Nesse sentido, as alucinações são alguns dos sintomas da esquizofrenia”, esclarece o médico. O distúrbio é um problema de saúde mundial e não tem cura. O tratamento se dá, na maioria das vezes, por meio de medicação.

Foto: Lightpoet

Leonardo Siqueira e Jefferson Paradello


Manifestação No caso do engenheiro José Orsi, os delírios visuais fizeram parte dos primeiros surtos psicóticos. “Eu achava que tinha poderes mediúnicos, paranormais. Na minha cabeça, a televisão conversava comigo, as revistas que eu lia continham códigos cifrados. Por vezes eu achava que estava sendo filmado”, lembra ao descrever uma de suas crises, quando estudava nos Estados unidos, pouco tempo depois do primeiro surto, que durou quase um ano, de agosto de 1994 até meados de 1995. Na ocasião, os sintomas das alucinações se pareciam com o de uma depressão forte. Mesmo tendo conquistado um emprego de prestígio na Microsoft, em Seatle, decidiu voltar ao Brasil por conta da dificuldade em lidar com a doença.

Estigma Jorge Cândido é o vice-presidente da Abre e assim como Orsi, ele também é portador de esquizofrenia e auxilia o Proesc (Programa de Esquizofrenia) da uNIFESP/EPM. Além disso, é conselheiro do Movimento para a Saúde

Mental Global, uma organização mundial que trabalha para promover a saúde mental nos países em desenvolvimento. Cândido acompanha vários casos de portadores de esquizofrenia desde o surgimento da Abre. A maioria deles sofre com a discriminação e o estigma. “A discriminação existe, por exemplo, em um relacionamento afetivo e até mesmo em certos lugares e circunstâncias: existem pessoas que deixam de convidá-lo só porque você tem um transtorno mental”, lamenta. O estigma pode ser entendido como um atributo ou estereótipo. Em geral, é visto e percebido de uma forma negativa. Essa visão se dá, muitas vezes, por falta de conhecimento. A partir daí, aparecem a discriminação e o isolamento social. Cândido aponta uma razão histórica para esse preconceito nas últimas décadas. “De 50 anos para cá, quem tinha esquizofrenia ia para um manicômio e ficava lá o resto da vida. Trata-se de um período muito pequeno para que se mude uma cultura e uma maneira de compreender o ser humano como pessoa em detri-

mento do rótulo, do estereótipo que se cria ao redor dela”, projeta. um artigo intitulado “Estigma e esquizofrenia: repercussões do estudo sobre discriminação experimentada e antecipada”, publicado pela revista inglesa Lancet, destaca dois problemas em relação ao tratamento dispensado aos portadores da doença: ignorância e falta de esclarecimento. A cultura do preconceito ajuda os portadores da doença a anteciparem a própria discriminação. Em outras palavras, ao chegarem numa entrevista de emprego, o paciente já imagina que vai ser rejeitado. Na visão de Cândido, a própria estrutura organizacional das instituições estimula essa visão distorcida da doença. “Hoje, a verba da saúde mental corresponde a um percentual de 2,7%, aproximadamente. é um percentual baixo, considerando que 18% da população tem algum tipo de transtorno mental. Precisamos de um investimento maior”, sugere. •

A esquizofrenia é uma doença discriminada como todas as outras doenças mentais, o que faz com que as pessoas ainda classifiquem seus portadores como loucos. ”Todos nós temos internalizado inconscientemente o medo da nossa própria loucura. Quando vemos isso nos outros, pensamos em nós mesmos. Logo, a reação é discriminar, pensando que o outro é o problema”, diagnostica a psiquiatra Flora Morsch, da Clínica Adventista de Porto Alegre. O fato de que até pouco tempo o esquizofrênico ficava isolado e ia para um manicômio faz com que hoje a sociedade fique na defensiva, já que com os tratamentos atuais é possível que o portador conviva no meio social e até trabalhe. ”Isso faz com que se entre na defensiva. É algo que nossa mente constrói”. Diferentemente do que ocorria em décadas anteriores, hoje os tratamentos realizados com medicamentos causam poucos efeitos colaterais. Por outro lado, Foto: Cammeraydave

Flora acredita que o mais importante é quando o portador consegue vencer seu próprio preconceito e busca ajuda. ”O maior problema das doenças mentais é que as pessoas escondem durante muito tempo e depois que a situação está muito dramática, aí sim buscam o profissional qualificado, porém esse estágio já torna o tratamento bem mais difícil”, defende. Estilo Saúde

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P r o t ej a - s e

Fabiana Bertotti

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Estilo Saúde

Foto: Konstantin Yuganov

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oceira, olhos lacrimejando, ardência na pele e no couro cabeludo, bolinhas pelo corpo, espirros frequentes e a caspa! Ah, tudo isto parece piorar no inverno ou escolher esta época do ano para dar as caras. Nenhuma novidade para os especialistas e se você pensar bem, perceberá que a culpa pode estar contigo. Claro que há os fatores genéticos, alergias e doenças de pele crônicas, mas em muitos casos os inconvenientes do inverno são agravados em busca de conforto. Não entendeu? Simples. A temperatura mais baixa lá fora e a tentação de ficar mais tempo no banho quente, pelando até. Mais água quente, mais sabonete para fazer uma espuma gostosa. Você sai do ambiente vaporizado e por lá também ficam as defesas naturais da sua pele, o filtro que cada um de nós tem e que, literalmente, escorre pelo ralo. Justamente por estar mais frio, a pressa para se vestir faz com que não se use hidratante e o ressecamento vai chegando. Neste cenário aparecem as coceiras insistentes e pequenas feridas. “O ideal é tomar banhos mais mornos e não tão demorados e sempre usar um hidratante para prevenir o ressecamento. Quanto mais idade, mais consistente deve ser o produto, lembrando que mais perfume também significa mais chances de reações alérgicas”, explica o dermatologista Gerson Trevilato. É, mas se a água por fora é um dos alertas, a água por dentro também é um sinal de cuidado, já que a boa hidratação do corpo começa com a ingestão generosa do líquido que é quase esquecido no meio do ano. Um termômetro do consumo correto de água é a urina: quanto mais clarinha, melhor. Se está muito escura ou com odor forte, trate de beber mais água e se isto está difícil no frio, faça chá (sem açúcar!!) e deixe por perto para não esquecer da recomendação de pelo menos dois litros diariamente. É uma maneira de tomar uma bebida quentinha e manter o consumo de líquidos. Água quente, aliás, tem sido sempre apontada como vilã quando o assunto é dermatite seborréica, a famosa caspa, que fica ainda mais evidente com os casacos escuros, também típicos do inverno. Mas ela não carrega a culpa sozinha, não. Segundo Trevilato, da Clínica Adventista de Porto Alegre, existe sim a piora do quadro no inverno e hoje a medicina associa o problema à uma menor exposição ao sol e aos raios ultravioleta do tipo B. Isto faz aumentar as bactérias e fungos do couro cabeludo, piorando a descamação e a coceira. Se a água fervendo não é a vilã no caso de aumento da caspa, pode ser coadjuvante na coceira, pois ela aumenta o fluxo sanguíneo por onde passa. Sim, é por isto que você fica vermelho depois de um banho quente!


Dicas para um inverno mais saudável * Capriche na higiene do corpo e da casa * Evite cortinas, tapetes peludos e cobertores

Por outro lado, principalmente para as mulheres que lavam menos o cabelo no inverno, a caspa pode aparecer não pelo excesso de água quente, mas pela falta de água. O ideal é continuar a lavar o cabelo, ainda que não todos os dias, mas com regularidade e usar o secador em nada interfere na seborréia. Para a saúde dos fios, basta manter a temperatura não tão quente e a distância de 15 cm das madeixas. Quanto maior a frequência com que se lava o cabelo, mais suave deve ser o shampoo e se ele for anticaspa, troque de vez em quando, pois o cabelo se acostuma com os princípios ativos e para de reagir, sendo necessário um novo estímulo.

Foto: Karam Miri

Alergias e ácaros Mas se a primavera é conhecida como nociva para quem sofre de alergias, o inverno também pode ser um inferno. Bruna Stephanie Bezerra que o diga! Hoje com 17 anos, a estudante sofre desde criança com a dermatite atópica. Só descobriu o diagnóstico depois de muito coçar e provocar feridas na pele. Em casa nada de cortinas, cobertores com pelo ou animais de estimação. E a limpeza tem que ser impecável para ela que também sofre com rinite. “Chega o inverno e tudo piora. Minha dermatite vira uma crosta e a coceira fica impossível. Tomo os remédios que o médico indica, mas aumento os cuidados com cremes hidratantes, banhos mais mornos e sabonete infantil”, enumera a garota que também vive os transtornos de uma

região com muitas queimadas. O jeito é fechar tudo e se trancar em casa. E é em casa que mora o problema, segundo a médica Rosaly Vieira, especialista em alergia, da Clínica Adventista de Curitiba. “É no inverno que as casas ficam mais fechadas e com menor exposição ao sol, o que favorece o maior contato com agentes aeroalérgenos, além de ser um ambiente mais propício para o desenvolvimento dos fungos domiciliares, como mofos e ácaros”. Ela explica ainda que os ácaros são mais frequentemente encontrados no colchão e no travesseiro, por isso os sintomas são comuns à noite ou pela manhã, pela maior exposição deste alérgeno durante o sono. Uma medida eficaz no combate do contato com os ácaros, segundo Rosaly, é encapar o colchão e o travesseiro com tecido impermeável. Vale lembrar que o sol ajuda a diminuir a quantidade de ácaros no ambiente. Ok, é inverno. Não tem problema, pois a temperatura fria também faz isto e é um terror para estes bichinhos. Colocar o colchão fora de casa em temperaturas baixas diminui a quantidade de ácaros. E não é só o caso de um pequeno incômodo. Estas doenças que se agravam no inverno podem trazer grandes prejuízos pra saúde e no caso da asma alérgica pode ser fatal se não tratada. Ainda assim, muita gente subestima a doença, apesar de 80% dos asmáticos apresentarem rinite alérgica. Limpeza adequada do lar, boa ventilação, mesmo no frio, cuidados com o banho quente, consumo de água e

* Evite banhos demorados e muito quentes * Cuidado com animais de estimação em casa * Use hidratante sempre após o banho * Beba muita água, mesmo com frio * Nunca dispense o protetor solar, mesmo no inverno * Troque regularmente a roupa de cama * Se não entra sol na casa, leve edredons e colchão para exposição regular ao sol e ao frio.

o uso de hidratantes. Viu como você mesmo pode deixar o seu inverno mais aconchegante e sem tantos incômodos? Basta colocar em prática nossas dicas e desfrutar da estação mais charmosa do ano com muito equilíbrio e saúde. • Estilo Saúde

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pergunte ao médico

Por Daniel gonçalves

Nesta primeira edição, nós fizemos as perguntas. A partir do próximo número, é você quem tira as dúvidas. Envie a sua questão sobre saúde para estilosaude@adventistas.org.br.

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Para início de conversa, consultamos uma autoridade num assunto que desperta cada vez mais adeptos: o vegetarianismo. O que é verdade e o que é mito na dieta vegetariana? Com a palavra, o médico Helnio Nogueira, da Clínica Adventista de Curitiba, um vegetariano, é claro.

Comida vegetariana não é saborosa. Mito ou verdade? Comida saudável obrigatoriamente tem que ser saborosa. é o sabor que torna a comida mais nutritiva. Se for extremamente nutritiva e não for saborosa, a única coisa que vai ficar bem nutrida é a lata do lixo. Ninguém gosta de comida sem sabor.

É possível ser vegetariano sem a necessidade de tomar algum suplemento alimentar?

O vegetarianismo é para adultos, já que as crianças precisam de carne para crescer. Isso é verdade ou mito? é totalmente mito. As crianças não necessitam de carne para crescer. O que é necessário é uma boa orientação dietética. Para isso, a mãe deve buscar orientação. Enfim, as crianças não precisam e até seria muito bom se não se acostumassem a comer carne. • 10

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Estilo Saúde

Fotos: Karol Czerwiński / Svetlana Kolpakova / Maya Kruchankova

é possível, desde que seja bem orientado. uma dieta bem planejada vegetariana pode ser suficiente sem suplementos em qualquer idade e situação, mesmo para atletas. Isso tem apoio de evidências científicas e foi publicado pela Sociedade Americana de Nutrição.


A tecnologia a favor da saúde da pele » As mudanças no comportamento

das pessoas nas últimas décadas levaram a uma maior exposição à radiação solar, o que somado às mudanças ambientais, tais como a destruição progressiva da camada protetora de ozônio da atmosfera, resultaram em um progressivo aumento dos cânceres de pele chegando a aproximadamente 140.000 novos casos no Brasil a cada ano (dados de 2008 e 2009). Vinte por cento dos casos registrados são do tipo mais grave, o melanoma, que, embora ocorra em menor proporção, tem taxa de mortalidade muito maior devido ao maior risco de disseminação para outras áreas além da pele.

As lesões de risco podem ser divididas em:

A - Lesões tipo pintas (lesões geralmente acastanhadas, embora possam ser enegrecidas ou azuladas)

B - Todos os outros tipos de lesão (com crostas ou com vermelhidão)

Isso é importante para determinar o tipo de acompanhamento que o paciente deverá fazer. Objetivando facilitar que o próprio paciente acompanhe a evolução das pintas ou nevos, após uma série de pesquisas científicas foi desenvolvido um acróstico para auxiliar esta auto-avaliação, o chamado ABCDE das pintas, conforme explicado ao lado:

A

Assimetria (irregularidade de formato = pintas que não podem ser divididas em 2 partes iguais)

B

Bordas Irregulares (aparecimento de pontas e denteamentos no contorno das pintas)

C

D

E

Cor (Mudanças de cor com o aparecimento de mais de uma cor na pinta)

Diâmetro maior do que 6 mm

Evolução (Crescimento da lesão ao longo do tempo quando inicialmente é menor do que 6 mm)

Além disso é importante estar atento para a presença de sintomas locais, tais como coceira, ardência ou sangramento. O último ponto a analisar é o local onde está situada a pinta. Se estiver em área de atrito, demanda acompanhamento mais cuidadoso (eventualmente fotográfico). Como alguns pacientes apresentam um grande número deste tipo de lesão (em alguns casos mais de 50), tem sido desenvolvido ao longo dos últimos anos o acompanhamento por meio de exame mais profundo da epiderme, com a utilização de um aparelho que digitaliza a imagem das lesões, denominado de dermatoscopia digital.

diagnóstico Este exame, por ser de natureza não invasiva, e poder ser repetido em intervalos regulares, é muito bem aceito pelos pacientes e está sendo gradualmente mais utilizado pelos médicos uma vez que aumenta a precisão diagnóstica do dermatologista de 69% para 84%. Infelizmente, por ser um tipo de análise disponível no meio médico há pouco tempo, apresenta a dificuldade de ainda não ser coberto pela maioria dos convênios. Por outro lado, mesmo que represente um custo adicional para o paciente, apresenta especialmente a vantagem de manter um registro para acompanhamento, possibilitando desta forma a retirada de lesões por etapas, o que é muito importante para os casos de pacientes com grande número de pintas ou para casos com lesões em áreas onde esteticamente seja importante intervir precocemente, ou acompanhar sem realizar cirurgias. Já os demais tipos de lesões, de outras colorações, tanto planas como as que apresentam aumento de volume, em especial se apresentarem demora na cicatrização, ou com crostas que se desprendem durante o banho e voltam a crescer, varizes que se ulceram, pseudo micoses que não melhoram com o tratamento, enfim, todo o tipo de lesão que persiste durante mais de 30 dias deve ser avaliada imediatamente por um dermatologista. Tenha sempre em mente que a saúde da pele é essencial para a saúde total. Por isso, acompanhe cuidadosamente qualquer alteração que a pele apresente, tanto individualmente como com a ajuda do seu dermatologista. • Gerson Trevilato é médico dermatologista na Clínica Adventista de Porto Alegre.

Estilo Saúde

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fique por dentro Novos profissionais integram quadro de especialistas No primeiro semestre de 2011, novos profissionais passaram a integrar o corpo médico da Clínica Adventista de Curitiba. O médico gastroenterologista Gastao José Camorin Fatuch, a endocrinologista Viviani Yumi Nakatani e a psicóloga Talita Battistella, são os novos integrantes do quadro de especialistas.

Clínicas administram vacina contra Gripe A em pacientes e funcionários

Clínicas investem em treinamento para aperfeiçoar atendimento A administração das clínicas adventistas de Porto Alegre e Curitiba está investindo em treinamento para aperfeiçoar o atendimento

Cresce anualmente o grau de participação das clínicas

aos pacientes. O 3.º Encontro de Clínicas Médicas da região Sul

adventistas de Curitiba e Porto Alegre na campanha

do Brasil, realizado no Catre (Centro Adventista de Treinamento e

de vacinação contra a Gripe A. Em 2011 foram

Recreação), em Governador Celso Ramos (SC), fez parte do ciclo de

imunizados pacientes em geral, funcionários de ambas

capacitação profissional.

as unidades, servidores dos escritórios da Igreja

Conforme tratado no congresso, as duas unidades de atendimento

Adventista nos estados de Santa Catarina, Paraná e

no sul do País visam: a obtenção da Acreditação Hospitalar -

Rio Grande do Sul e profissionais que atuam na rede

certificação semelhante à ISO, voltada, entretanto, exclusivamente

educacional adventista. Conforme adianta o diretor

para instituições de saúde; a implantação de novos recursos

da Clínica Adventista de Curitiba, Altiery Kümpel, a

tecnológicos em todas as áreas, o que inclui investimentos em

participação em 2012 será ainda mais intensa. ”Nossa

novos equipamentos para a realização de exames e diagnósticos

meta é vacinar todos os funcionários das nossas

por imagem; a expansão da estrutura física. Outra ênfase é a

escolas, além de ampliar a oferta para empresas,

padronização de ações, pautadas pelos parâmetros do Sistema

escolas, universidades, órgãos públicos, igrejas e

Adventista de Saúde. Visando essa padronização e excelência no

comunidade em geral”, informa.

atendimento nos hospitais e clínicas da Rede, foi lançado em 2011 o novo manual ”Padrão de Excelência em Servir”.

Unidade de Curitiba reativa serviço de capelania O pastor Oliveira Pires é o novo responsável pelo serviço de capelania na Clínica Adventista de Curitiba. Ele estará a disposição dos pacientes para aconselhamento em diversas áreas. A capelania é uma área presente nas instituições adventistas de saúde e educacionais a fim de promover apoio e aconselhamento estudos bíblicos ou pedidos de oração envie um e-mail para capelania.cac@adventistas.org.br ou entre em contato através do telefone (41) 3240-2900.

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Estilo Saúde

Fotos: Yuri Arcurs / Jarsy

espiritual. Para agendar um horário para aconselhamento, solicitar


População pode ter acesso à exames de audiometria

Clínica Adventista atende servidores do Estado por meio de convênio

A população de Porto Alegre e região pode procurar a

A Clínica Adventista de Porto Alegre ampliou o atendimento

Clínica Adventista na cidade para testes de audiometria.

médico aos servidores do Estado por meio de um convênio

Trata-se de um exame que mensura a audição das

entre a instituição e o IPE, o Instituto de Previdência do Rio

pessoas. Quando detecta qualquer anormalidade auditiva

Grande do Sul.

permite medir o seu grau e tipo de alteração, assim como orienta as medidas preventivas ou curativas a serem tomadas.

Desde o início do mês de julho, os beneficiários desta

O procedimento é realizado por uma fonoaudióloga em

parceria contam com uma série de especialidades médicas e

pacientes encaminhados pelo otorrinolaringologista.

podem agendar consultas na Clínica Adventista mediante a apresentação da carteirinha do IPE. A Clínica Adventista é a segunda do gênero a ser

Responsabilidade social: Serviço voluntário leva orientação gratuita sobre saúde

credenciada pelo Instituto de Previdência do Rio Grande do Sul em Porto Alegre. Segundo o diretor da Clapa, Marcos Enoch, a parceria pode beneficiar até 400.000 pessoas. ”A expectativa é

Profissionais de saúde, administradores

grande. Esta parceria vai gerar um crescimento na demanda

e funcionários das clínicas adventistas

de pacientes que preferem ser atendidos em uma clínica

participam da organização de feiras de saúde

particular de médio porte em relação àqueles que têm de se

junto à populações carentes. Nas chamadas

submeter às demandas de um hospital maior”, projeta.

Exposaúde, a população recebe orientação

Para agendar consultas, basta ser portador da carteirinha

sobre a prática regular de atividades físicas,

do IPE. O atendimento pode ser feito na Clínica Adventista,

alimentação saudável, higiene bucal e uso da

que fica situada à rua Matias José Bins, número 581,

água. São oferecidos também gratuitamente

no bairro Três Figueiras, em Porto Alegre, ou pelo telefone

serviços como: testes de glicemia, aferição de

(51) 3382-1200. [Leonardo Siqueira]

pressão, cálculo do Índice de Massa Corporal e massoterapia.

Novo instrumento atinge maior precisão no diagnóstico do câncer de pele Já está à disposição dos pacientes um instrumento que possibilita o dignóstico mais preciso de doenças como o câncer de pele. O dermatoscópio, adquirido pela Clínica Adventista de Porto Alegre, permite avaliar as camadas mais profundas da pele. O equipamento consiste num importante aliado no diagnóstico precoce, pois permite, por exemplo, identificar melanomas iniciais que não poderiam ser visualizados no exame clínico, em virtude da sua forma regular e cor homogênea. A dermatoscopia também ajuda no diagnóstico diferencial de outros tipos de câncer de pele, como o

procedimentos invasivos, como a biópsia ou a retirada

carcinoma basocelular pigmentado, além de facilitar

cirúrgica de lesões benignas.

Fotos: Aleksandar Ljesic

a descoberta de lesões benignas como a queratose seborréica, o dermatofibroma, o hemangioma eruptivo trombosado, além de outras lesões vasculares, evitando

Quando, porém, há suspeita de malignidade, a dermatoscopia mostra as lesões que precisam de biópsia ou de cirurgia. •

Estilo Saúde

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Saúde plena

Prevenir ou remediar? S

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de alimentação que um dia possamos ter tido foi substituído pela confusão e ansiedade. Como chegamos ao ponto de precisar de jornalistas investigativos para nos dizer de onde vem a nossa comida e de nutricionistas para determinar o cardápio do jantar?”2 Deus já determinou o que devemos comer e como devemos viver porque Ele deseja que tenhamos saúde 3 e porque nosso corpo é templo do Espírito Santo4. Por isso, Deus estabeleceu um cardápio composto de frutas, verduras, legumes (ervas) e

sementes, para o ser humano assim que o criou.5 Mas nós complicamos o que era simples. As pessoas comem mal, ficam doentes e então tomam medicamentos que aliviam os males, mas causam outros iguais ou piores. Viver mais e melhor sempre foi uma preocupação. Por isso, em 1958 a Universidade de Loma Linda começou a fazer um estudo com 23.000 adventistas, para descobrir do que eles morriam e se o seu estilo de vida fazia alguma diferença na saúde e no tempo de vida. Foi o chamado Estudo da Mortalidade dos Adventistas. Ao

Foto: Kurhan

eguramente você já ouviu o ditado: “É melhor prevenir do que remediar”. Ninguém gosta de ficar doente. Eu não gosto. Deus também não aprecia ver nenhum de seus filhos doente. Mas algumas pessoas, ao verem tantos doentes no mundo, acusam a Deus de negligente e omisso. Será que Ele se omitiu diante de tantas tragédias e moléstias que nos assolam? Claro que não! A Bíblia é um compêndio de saúde que revela como viver mais e melhor. Mas então por que ficamos doentes? “A doença nunca vem sem nenhuma causa. O caminho é preparado, e a doença convidada, pelo desrespeito às Leis da Saúde.”1 Uma destas leis é a orientação de Deus com respeito a nossa alimentação. “O que devemos comer no almoço? Como uma questão tão simples tem-se tornado tão complicada. Nossa cultura parece ter chegado a um ponto em que qualquer bom senso nacional a respeito

Estilo Saúde


Foto: Svetlana Kolpakova

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mesmo tempo a Sociedade Americana de Câncer fez um estudo usando uma população parecida em tamanho, nível cultural e social. Assim, foi possível compará-los e ver as diferenças entre os dois grupos. Esta comparação mostrou várias conclusões surpreendentes: Os homens que praticavam alguns princípios de saúde em relação aos que não praticavam: ▸ Viviam de 2 a 5 anos mais; ▸ Tinham 40% menos chances de câncer; ▸ Tinham 34% menos chances de infarto. As mulheres que praticavam alguns princípios de saúde em relação às que não praticavam: ▸ Viviam de 5 a 8 anos a mais; ▸ Tinham 24% menos chances de câncer; ▸ Tinham 2% menos chances de infarto. Esse estudo foi tão significativo que o Ministério da Saúde dos Estados Unidos resolveu investir recursos num novo estudo para descobrir por que a saúde dos adventistas era melhor. Esse novo projeto chamado Estudo da Saúde dos Adventistas acompanhou 34.198 Adventistas desde 1972 e periodicamente as conclusões estão sendo publicadas pela Universidade de Loma Linda. Centenas de artigos têm sido publicados na literatura médica como consequência dessas avaliações. Inicialmente foram mandados questionários com mais de 300 itens que definiam o estilo de vida dos participantes. Depois, foram observando ao longo dos anos o que o estilo de vida fazia com a saúde das pessoas. O resultado foi apresentado em três grupos distintos:

Primeiro grupo Eram vegetarianos totais Faziam exercícios por mais de 15 minutos no mínimo três vezes por semana Tinham peso ideal Comiam nozes, castanhas ou amendoim mais de quatro vezes por semana Nunca fumaram

Segundo grupo Comiam carne de vez em quando, mas menos de uma vez por semana; Faziam exercício com frequência, mas não regularmente Tinham peso médio Comiam nozes, duas a três vezes por semana Nunca fumaram

Terceiro grupo Comiam carne mais de três vezes por semana Não faziam nenhum exercício regular Tinham excesso de peso Comiam nozes, menos de uma vez por semana Fumaram no passado6

Conclusões dos três grupos: Se você pertencesse ao grupo 1 teria quatro vezes menos chances de morrer do que se estivesse nos grupos 2 e 3. Os relativamente magros vivem três a quatro anos mais. Fazer exercício físico moderado regularmente faz você viver outros três a quatro anos mais. Comer frutas e verduras regularmente garante uma expectativa de outros quatro a cinco anos a mais.7 Portanto, prestar atenção em alguns princípios simples e confiar no poder divino faz toda a diferença. Lembre que “em caso de doença, convém verificar a causa. As condições insalubres devem ser mudadas, os maus hábitos corrigidos. Então se auxilia a natureza em seu esforço para expelir as impurezas e restabelecer as condições normais no organismo.”8 Pratique isso e viva feliz. • Evandro Fávero é diretor da área de saúde da Igreja Adventista no Sul do Brasil. 1. Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver. (Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2004), 234. 2. Michael Pollan, O Dilema do Onívoro. (Rio de Janeiro: Intrínsica, 2007), 11. 3. III João 2 4. I Coríntios 3:16,17; 6:19,20. 5. Gênesis 1:29 6. Helnio Nogueira, SEE II, (Tatuí: Casa Publicadora Brasileira). 7. Adventist Health Studies (http://www.llu.edu/ public-health/health) 8. White, 127 Estilo Saúde

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“ S alvar é a N ossa N at u re z a ”

Clínica Adventista de Porto Alegre Fone: (51) 3382-1200

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Revista Estilo Saude  

Periodico das clinicas adventistas de Curitiba e Porto Alegre

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