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SPECIAL JUNTATRIBO 10ANOS

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Done #6 é uma homenagem aos 10 anos do JuntaTribo com algumas recordações de quem esteve por lá. Como existia muito o que falar e poucas páginas, nesta edição a diagramação está um pouco diferente, apenas com textos. Espero que não fiquem muito chateados por isso. Agradeço imensamente a todos que escreveram e que ajudaram de alguma forma a esse zine tomar forma (Lígia/Dênis (Fullhand - obrigadão mesmo!), Rodrigo, ET, Francesco, Debbie, Marco, Glau). Um agradecimento especial a Ricardo Tibiu pelo eterno incentivo e ajuda. Um tanks grande também ao ET pela capa e ao Dimitri por seus desenhos que povoam minha mente e minha caixa de entrada sempre (a contra-capa é dele). JuntaTribo foi isso: rock, terra, vento e muita, muita diversão e inspiração. Leiam, relembrem, conheçam e comentem. Trilha sonora da edição inteira: NewOrder

Done#6 - Edição: Márcia Raele - raeleama@terra.com.br - Rua dr. João Valente do Couto, 644 - cep 13080-040/Campinas-SP. F: 55 19 3209.0434

JuntaTribo - lindas histórias de amor, aventuras e inspiração Márcia Raele O ano era 1991. Uma amiga havia voltado da Itália trazendo três discos: Thee Hypinotics, Ride (Nowhere) e Mudhoney (Mudhoney). Trouxe apenas porque alguns de seus primos os deram para que ela conhecesse. Como nunca teve muito interesse por eles, perguntei sem hesitar: “você não quer me dar esses discos?”. E lá começava minha aventura por um mundo musical que seria chamado de grunge pela grande imprensa. Nos Estados Unidos, havia alguns anos antes, já estava fervilhando bandas e bandas nos mais obscuros porões do rock, quer dos grandes centros como Nova York, quer de cidades interioranas, como Arbedeen. E de lá para mundo uma banda chamada Nirvana chamava muita, mas muita atenção. Ninguém sabe ainda ao certo porque ela fez o sucesso que fez e terminou do jeito que terminou. Mas é sabido que depois dela (não importa que não tenha sido a primeira de sua “geração”) nunca mais os porões do rock foram os mesmos e o espírito da juventude idem. Aqui no Brasil, a intensidade dessa vez não ficou de fora. E foram dias que grande, mas grande mesmo, intensidade. Afinal, os hormônios estavam a toda em nossos inocentes organismos de quinze/dezesseis anos. “A mosquito, my libido, a denial” era repetida incessantemente e nossa livre vivência nos permitia fazer o que bem queríamos. E como foi lindo. O grunge chegou pra ficar e marcar toda uma época. Aqui no Brasil também pipocavam muitas bandas nos porões do rock. Pin Ups, Killing Chainsaw, Second Come, Safari Hamburgers, Garage Fuzz, só para citar algumas que eram referência na época. Muita coisa acontecia nos bastidores da música no Brasil, mas sequer eu podia imaginar o quanto eram boas. Um ano mais tarde, foi quando realmente comecei a ter contato com a “coisa”. Era julho de 2002, Santos. Mais precisamente 25 de julho. “Vai ter show do Pin Ups na Gruta do Rock, lá em São Vicente. Vamos?”, perguntou um amigo nosso (que já não habita mais essa terra). Com todo sorriso do mundo, respondemos: “Lógico que vamos!”. E aí começava nossa, minha trajetória por um caminho que jamais conseguiria sair. O mundo independente fervia de boas intenções e, por que não até pra rimar, boas canções. “Do you love me?”, do Tube Screamers (hoje Againe) era repetida incessantemente ao lado de “100%”, do Sonic. Por questões óbvias, a comunicação era de boca e boca e de fanzines em fanzines. Aqui em Campinas, não diferente do resto de outras cidades do interior de São Paulo, como Piracicaba (terra de Killing Chainsaw e Happy Cow), ou mesmo do resto do Brasil, tinha muita gente tocando guitarras no mais alto volume. Era o grunge, o noise, o barulho (como quer que queiram definir a música daqueles dias) tomando conta do coração e das mentes juvenis, ávidas para se expressar da forma que sempre imaginaram. Barulho. Muito barulho.

Heaven in Hell talvez tenha sido a mais barulhenta e a que mais chamou atenção por parecer tão diferente de tudo que já tinha se visto na cidade. O metal sempre teve seu espaço reservado em Campinas, mantendo-se forte ao lado de tantas outras coisas que queriam chamar de rock. Mas nunca um pedal wah-wah havia atravessado meus tímpanos nesta cidade. E foi numa exposição chamada Batz, do artista plástico Fábio Bittencourt, que presenciei a insana apresentação deste até então desconhecido pra mim Heaven in Hell. Velvet Underground era uma influência nítida, mas com muito mais distorção e microfonia e atitude rock. Quebrar tudo já havia sido praticado por alguém mais famoso e talvez por essa influência, ou não, a quebradeira também marcou esse encontro na exposição. O Heven in Hell era formado por Tarcísio (baixo), Dudu (bateria), Sérgio Vanalli (guitarra) e Ricardo (vocal e guitarra). E é por isso que contei tudo isso até chegar aqui. Sérgio Vanalli, além de estudante de Química na Unicamp e guitarrista do Heaven in Hell também fazia um fanzine chamado Bronkenstrings (cordas quebras) - nenhum nome mais propício para o momento. Seu contato com a Unicamp e com bandas do Brasil inteiro devido ao zine começou a fervilhar-lhe uma idéia: “Por que não fazermos um festival aqui em Campinas, na Unicamp, com muitas bandas desconhecidas e todas muito boas, mas sem cobrar nada por isso, e sem cobrarmos para as pessoas assistirem?”. Foi mais ou menos daí que surgiu então o tão querido e saudoso JuntaTribo. O primeiro e talvez o mais importante festival de música independente já feito no Brasil até hoje. O mais importante pelo seu certo pioneirismo, dando inspiração a muitos outros festivais que vieram pela frente, alguns existindo até hoje. Foram três dias com 17 bandas, tocando em baixo de uma lona de circo, com um vento de cortar e muito, muito pó (nos dois sentidos é bem provável, mas refiro-me ao pó da terra do chão bem abaixo da lona). Um pó tão vermelho e seco que suávamos tijolos quando chegávamos em casa. Esta talvez seja apenas uma versão que exista pra falar do surgimento do JuntaTribo e do que aconteceu por lá. Cada pessoa ali presente com certeza tem sua história pra contar. E é isso o que vale. O JuntaTribo - tanto o 1, quanto o 2, realizado um ano depois - fez jus ao nome reunindo pessoas de lugares muito diferentes e distantes. Mas isso é só o começo. O que aconteceu durante e depois dele é o que realmente importa e valeu a pena. QUEM TOCOU Numa época em que Rodolfo, ainda estava aprendendo o “Beabá” da “Negajurema”, os Raimundos com certeza foram uma grata revelação para um público que não estava acostumado a ouvir o então novato forrócore. Mas além de Raimundos, nesse JT 1, estiveram: NO UM - Muzzarellas (Campinas), Tube Screamers (SP), Safari Hamburgers (Santos), Lethal Charge (Campinas), Heaven'N'Hell (Campinas), Happy Cow (Piracicaba), Killing Chaisaw (Piracicaba), Pin Ups (SP), SKIJKKCL (Curitiba), Linguach Ula (Campinas), Waterball (Campinas), Mickey Junkies (Osasco), Second Come (Rio de Janeiro), Low Dream (Brasília), Okotô (SP) e Magazine (SP). NO DOIS - No Class (Campinas), Concreteness (Santa Bárbara D'Oeste), Anarchy Solid Sound (Rio), Garage Fuzz (Santos), Beach Lizards (Rio), IML (SP), Pinheads (Curitiba), Cervajas (Curitiba), Loop B (Campinas), Brincando de Deus (Salvador), Pelvs (Rio), Oz (Brasília), Killing Chainsaw (Piracicaba), Magog (Curitiba), Drivellers (Rio), Wry (Sorocaba), Daizy Down (S.J. dos Campos), Planet Hamp (Rio), Câmbio Negro (Brasília), Linguach Ula (Campinas), Boi Mamão (Curitiba), Little Quail (Brasília), Reles Pública (Curitiba), Lucrezia Borgia (Campinas) e Resist Control (Curitiba).


COMENTÁRIOS

ANARQUIA CORPORATION

“O festival Junta Tribo foi a maior concentração de bandas 'indies' do Brasil. [...] A variedade de gostos, estilos e origens ficava clara entre o elenco e o público. O denominador comum também: o altíssimo astral, que fez com que num evento com tanta gente, sem policiamento, e com livre trânsito de álcool e outras substâncias, não rolasse praticamente nenhuma baixaria. [...] Simplesmente não tinha clima para babaquice”, Alex Antunes na Folha de SP, em 23 de agosto de 1993, sobre a primeira edição do festival.

Por Rodrigo Lima

“Eu tocava no Trash People fazia só um ano e agente estava doido pra fazer show. Mas quando a gente viu o Killing [Chainsaw] tocar, percebemos que realmente não estávamos preparados para fazer isso”, André Biaggio (vocal e guitarrista do Raindrops e Sugar Drive). HISTORINHAS RAPINDINHO (by Flávio#5) Márcia, eu ia responder seu e-mail dizendo que eu não ia ter tempo de escrever o texto... mas veja só no que deu! O Juntatribo era grande demais e a gente era tudo novinho, com fígado seminovo e sem nenhuma razão para não acreditar que aqueles dias seriam os últimos da nossa vida. Que se foda a vida real chegando toda manhã em casa com o corpo e a alma cheia de barro, lama, microfonia, frio, calor, vento, vozes e as mais belas visões de garotas de todas as luzes, dores e aparências. Garotas de todas as cores dançando ali, bebendo ali, desmaiando ali, acordando, aiaiai, mariposas indo e voltando, estrelas em volta do picadeiro de lona cor de sol, estrelas de verdades e estrelas de mentira e de repente, pare, escute: é o Second Come, e o baixista Francisco Kraus está cantando Justify My Love, cover da Madonna... noite tanta ... respire fundo a poeira e a eletricidade, calma aí, uma viagem ruim, visão da insanidade! 50 rapazes festivos e umas 3 ou 4 malucas estão com as calças abaixadas e dançam e pulam e cospem no palco, enquanto os Muzzarellas se debatiam de alegria na última música do show - Louie Louie , é isso aí... a festa nunca termina ... e tome mais essa - lembra? Happy Cow, piracicabanos do inferno, um cover de House of Pain: abalo sísmico em Barão Geraldo.E aí, quer beber, quer namorar, quer fazer uma tatuagem, dançar até quebrar o pescoço? Chega aí...é a vez do Linguachula, Campinas-SP, quem não quer? Quem não grita, quem não ama? Hein? Então expulse Jezebel, o anjo mais lindo do Céu...aiaiai...Lotus Rock nas Alturas... olha as tranças de Londrina,casaco do sul, olhos verdes do Rio, o cigarro do norte, o salto alto de São Paulo-Capital, e show do Pinups, começa a baixaria, anarco punks versus pinups,quem dá mais? João Gordo Traidor, nem Vj nem nada, João Gordo gente boa - um baseado atrás do palco. Aiaiai, tem um cigarro aí? Puta frio, hein? Cinco da manhã? Beach Lizards, Mickey Junkies, Heaven in Hell...canções de rock, canções de amor enterradas no barro vermelho do Observatório a Olho Nu da Unicamp Cidade Universitária para sempre e hoje fechado, hoje!... tempo vai e ontem não vem, não vende mais cerveja, não tem mais show nem gatas de botas, não tem mais nada. Hoje o passado é um bife mal passado e dói feito aquela foto sua no show dos Raimundos... plena adolescência... fazer o quê? Hoje, quantos anos depois? Hoje, aqui mesmo e sempre, em Campinas-SP, não há quase nada de novo, quase nada de se fazer, só uma saudade perfeita, um desejo enorme, uma mancha de barro no coração. PS: E para o leitor do submundo de Campinas: para aumentar o pega, leia esse texto rápido e de uma vez só, como se estivesse conversando, ou melhor, ouvindo o Sérgio, the devil, numa noite dessas de animação.

Anarquia corporation indústria e comércio Acho que já sei o que você quer, Mais uma regra pra seguir, constituição anárquica feita pra outra minoria dominar não há mudança só alternância de poder discriminado hoje descriminador amanhã mudança onde? aonde cidadão Anarquia coorporation, não me diga o que seguir (pensar) Se for assim é melhor esquecer pensar direito no que venha a ser este ideal Fascismo e violência travestidos com o A Nada mais de amizade, consciência e educação Não dá pra compreender, nem me conhecer Então usarei a mesma fórmula pra viver Não quero olhar pro lado, não quero nem te ver Compartilhar pra quê? Eu sou eu, sou eu Milhares de ideologias, infinitas teorias todas parecem sempre cair no mesmo lugar lições de individualismo, sempre querendo mais, mais e mais mais.... Anarquia coorporation, por favor, não me diga o que falar Fascismo e ódio simbolizados com o A Será que o Freire vai entender ou sua proposta distorcer? Onde está o pensamento de paz e união? E sobre a revolução? Anarquia corporation.... Anarquia Corporation do Dead Fish, pra quem não sabe, foi inspirada num episódio do segundo JT - a famosa “atitude” de alguns ditos anarcopunks que queriam bater no Farofa (vocal do Garage Fuzz). Rodrigo (vocal da banda) relembra a cena: “Foi a primeira vez que vi um show do Garagefuzz, e lá aconteceu tudo daquele ano. Os punks resolveram cagar com o show do cara por causa de algo que o Farofa falou que não me lembro o que foi. Começou uma puta confusão, o chão era de terra e tava frio e muito seco. Os punks que até aquela hora estavam do lado de fora, entraram e começaram a jogar amônina e a mexer com uma bandeirona preta bem perto dos caras no palco. Estava do lado de uns caras que andavam de skt aí de Campinas, acho que um deles era o Testa, e eu e o Marcel (ex-Dead Fish e atual Zé Maria), ficamos putos porque já tínhamos conversado com alguns dos punks do lado de fora e tinham sido bastante na boa conosco. Mas dentro a coisa mudou. Lembro que tomei uma rajada de amônia na cara, e o Testa e mais um monte de nego que já estavam muito putos, partiram pra cima. Me lembro até de uma frase que o Testa falou do meu lado antes de partir pro pau - "fodam-se os cabelo em pé" e bum! O pau começou a comer, a banda não parou de tocar e lá embaixo muita confusão. Algumas pessoas meio machucadas porque os caras (punks) usavam aqueles anéis de rebite, mas a molecada começou a dar mosh em cima das cabeças deles, muitos moleques mesmo, e daí eles ficaram meio sem defesa.


Naquela noite eu voltei pra casa meio frustrado, cuspindo muita poeira preta pela boca e com um pouco de dor nas costas, daí no dia seguinte voltando pra SP já escrevemos parte da música. Eu e o Marcel estávamos muito indignados... LEMBRANÇAS by Gláucia Santinello Ele era o garoto mais punk e mais doce de toda a faculdade. Lindos cachos, lindos olhos e lindas mãos. Quando apareceu na aula de Ética vestindo a camiseta da capa do disco Dirty, do Sonic Youth... Sei lá. O cara era, no mínimo, interessante. Em quase todos os banheiros da faculdade, lá estava ele cheirando a sua cola e bebendo a sua pinga. Ficava um pentelho. Sóbrio dizia as coisas mais instigantes para uma garota com menos de 18 anos... Discutia Henry Miller, escrevia cartas loucas, gostava de Iggy Pop e, simplesmente, queria ser o meu dog. Onde eu queria estar? Tinha um sotaque horrível e nunca rolou beijos, porque os nossos amigos noiados eram um saco e não davam um tempo. Disse que iria no JuntaTribo, e a primeira coisa que pensei foi que em um daqueles dias de festival, pelo menos um beijo de língua demorado poderia rolar. Mas... não rolou. O que rolou foi um pedido de casamento. Discreto, envergonhado, risonho e inocente. Simplesmente inesquecível e uma doce lembrança. Depois do pedido, saiu correndo e nunca mais o vi e nunca mais o senti tão perto quanto naquela noite no Observatório da Unicamp. Saudades....Tenho saudades também do Zine Futio, que circulava em todos os cantos e, do show do Garage Fuzz!!! Na minha opinião foi o melhor de todos. A única coisa que eu até hoje não entendi foi a atitude de alguns idiotas que jogaram latinhas de cerveja contra o Farofa. “Vendidos”, gritavam os escrotinhos para os meninos santistas. Simplesmente uma passagem odiosa e ininteligível, mas que não estragou a noite dos caras e o show foi do caralho.Assim como o show do Killing Chainsaw, no JT 1, que como disse o Fabinho Bittencourt: “O show do Killing Xaisonn fexô!!!!!”. Muito bom mesmo. Mas o show que eu mais cantei e pulei foi o do Língua Chula, que sou fã até hoje mesmo com o final da banda. E diga-se de passagem, acho a melhor banda que Campinas já teve e ponto final. Lembro-me também no JT 2, de um show esquizofrênico, inovador, blá blá blá e MUITO CHATO!!!!! O do louco do Loop B.Por onde será que esse maluco anda? Ah, e no meu diário de JuntaTribo, não poderia me esquecer das reuniões sobre o festival na república do Sérgio Vanalli, com o Marrrrrrcelo, o cara que nasceu em Brasília, o Thiago, o Dudu e o povo que colocou a mão na massa e fez acontecer o festival. Simplesmente... Saudades boas. Por falar em saudades, o cara da faculdade resolveu sumir mesmo e agora deve estar em algum lugar da América do Norte comendo pizza. FESTIVAL JUNTATRIBO - ALGUNS DEPOIMENTOS DE QUEM ESTEVE POR LÁ por Francesco I. Coppola** Este ano completam-se 10 anos pela realização da primeira edição do festival. Neste, especificamente, eu me recordo que não pude ir pois foi realizada durante a semana, acho que na Terça, Quarta e Quinta e eu estava na Faculdade. Se minha memória não esta me pregando peças, me recordo que na edição em 1993 tocaram Safari Hamburguers, Intense Manner of Living, Lethal Charge, Muzzarelas e Raimundos. Esta última citada possuía apenas uma demo e algum tempo depois acabou entrando para o cast do selo Banguela fundado por alguns integrantes dos Titãs. Isto aliado ao vínculo de distribuição/promoção de uma grande gravadora (acho que época era a Warner) resultaram, na época, em um grande fenômeno vindo da cena independente brasileira atingindo a marca de 100.000 cópias vendidas de seu primeiro Cd.

estava no local entenderam e confundiram que a banda iria tocar um cover da banda Exploited. Pronto, estava armada a confusão. Estes indivíduos até hoje parecem odiar esta banda inglesa alegando, sem qualquer fundamento, que seus membros são do partido nazista (mesmo o baixista da banda sendo judeu) e começaram a jogar terra, vaia, xingar e tudo mais o que vocês podem imaginar durante o restante da apresentação do Garage Fuzz. Se vocês pensam que eles pararam de tocar ou se intimidaram por causa disto estão enganados. O Garage Fuzz continuou tocando e fez uma apresentação muito foda. Uma das coisas que eu nunca vou me esquecer dentro desta vida de “roqueiro” é o vocalista do Garage Fuzz, Alexandre “Farofa”, ao final de uma das músicas do set falando para os caras “vocês são uns otários”. Me lembro também de um dos guitarristas Wagner “Bola” tocando, agitando pra caralho e ao mesmo tempo levando terra na cara. Foi um fato extremamente lamentável e que, ainda bem, não tirou o brilho da apresentação do Garage Fuzz e nem do próprio festival. Mas obviamente queimou totalmente o filme dos anarcos presentes que depois da apresentação do Garage Fuzz ainda subiram ao palco e no microfone tentaram ler um manifesto ou qualquer coisa parecida, mas é claro que poucos deram atenção a panfletagem inútil por parte destes caras (pelo menos dos que estavam ali naquele dia) que ao mesmo pareciam querer pregar igualdade, paz, tolerância, mas de fato provocaram bagunça e discórdia. Foi que durante o Junta Tribo eu conheci o Rodrigo vocalista do Dead Fish. Na época ele estava lá divulgando a primeira demo tape da banda chamada de Demo Tape Número 1 e me lembro de termos conversado durante algum tempo sobre bandas em geral e ele me falou o que estava rolando em Vitória-ES na época. É claro que eu nunca poderia imaginar que anos mais tarde o Dead Fish se tornaria a principal banda do underground brasileira com 5 álbuns lançados e eu ainda hoje estando em contato com eles e até tendo uma relação de amizade e trabalho com os caras da banda, viajando junto (em algumas ocasiões) e tudo mais. O Rodrigo me presenteou com umas 2 ou 3 cópias e disto eu acabei fazendo mais algumas e tentando espalhar por aí inclusive enviando algumas para o exterior. Para quem não sabe, Rodrigo fez a música “Anarquia Corporation” que foi gravada no primeira álbum Sirva-se por causa do lamentável fato que rolou no show do Garage Fuzz ocorrido por causa do lance com os anarcos. Acabei relembrando estes fatos com o próprio Rodrigo dentro de uma entrevista que fiz com ele publicada no site do meu selo www.frecords.net aonde ele, também, conta a história do Dead Fish. Voltando aos shows...os Beach Lizards também estavam lançando seu primeiro Cd por um selo independente do Rio mas não tiveram como traze-lo ao evento pois o mesmo ainda não estava pronto e ainda se deram pior pois seu vocalista não foi teve que voltar ao Rio de Janeiro a trabalho. O que fizeram foi subir ao palco com integrantes de outras bandas e fazer uma session bem rápida só pra marcar presença. Parece me que tocaram um cover do Bad Religion, acho que foi “Along The Way”, e ficou por aí. Outra coisa que me recordo, se já não estou confundindo os fatos a esta altura do campeonato, é que o I.M.L. pegou instrumentos emprestados e daí mandaram ver. Na época acredito que a compilação Fun, Milk & Destroy já tinha sido lançada, apenas em formato de disco de vinil (anos depois apareceu uma versão pirata em Cd), e além deles também vinha com Lethal Charge, Muzzarelas, No Violence e Kangaroos In Tilt. A mesma teve importante repercussão pois tinha sido produzida pelo João Gordo dos Ratos de Porão e deve ser considerada como parte obrigatória dentro da discografia de qualquer amante de punk rock/hardcore do Brasil. A atração mais esperada da noite finalmente entrava em cena, os Pinheads. Tinham apenas um compacto em vinil de sete polegadas chamado For Fun que tinha vendido 1.000 cópias o que era um enorme feito para a época. No palco, não deixaram por menos. Fizeram um show bem agitado e que agradou muito o público. Me falaram que eles tocaram, neste dia, para cerca de 6.000 pessoas o que sem dúvida foi um grande feito. Algumas músicas do set foram “Skate Session”, “California”, “Worth It”, “It´s Is Your Hands”, “Somebody Help Me”, entre outras. Até hoje eu tenho o set list deste show sujo de terra, é claro. Um dos motivos, também, que me levaram a Campinas foi para pegar uns compactos com o pessoal dos Pinheads para enviar para Europa aonde eu tinha contato através de correspondência e trocava material de bandas e tal. Eu ainda não conhecia os caras e acabei conhecendo-os lá mesmo aonde fiz


As outras bandas, também citadas, permaneceram no underground sendo que Safari, Letal e I.M.L. não existem mais e os Muzzarelas sobrevivem até hoje lançando discos e fazendo shows dentro da cena independente. Em 1994, devido a toda repercussão em torno da primeira edição foi organizada uma nova e desta vez seria dentro de uma final de semana o que poderia trazer bem mais gente para ver os shows. Minhas atenções estavam voltadas para o primeiro dia do evento aonde predominariam muitas bandas punk rock/hardcore. As que mais me fizeram sair de casa foram No Class, Garage Fuzz e Pinheads. Ainda neste dia tocariam também Concreteness, Resist Control, Anarchy Solid Sound, Beach Lizards, I.M.L. e os Cervejas. Me lembro de estar chegando no evento no início da noite, tempo suficiente para ver o No Class encerrando a apresentação. Fiquei desapontado pois já gostava bastante da banda, conhecia o pessoal e tal, mas não deu tempo de chegar pra ver o show inteiro. Paciência. Pra mim pelo menos, muitos outros shows da banda vieram depois deste. Enquanto o No Class tocava, se formava uma imensa nuvem de poeira pois o local era meio que em um descampado cheio de terra e quando batia o vendo junto com a molecada agitando e pulando em todos shows, o resultado era uma tempestade de terra para todos os lados como se estivéssemos no deserto durante uma tempestade de areia, mas é claro que em menor proporção. Nisto muitos acabaram chamando o festival de Junta Terra. O Concreteness gozava de bastante prestígio tendo em vista, também, que os irmãos Maluf (não confundir com o político) eram proprietários do mais famoso bar underground no interior de São Paulo, Hitchcock, localizado na cidade de Santa Bárbara d´Oeste palco de memoráveis shows de punk rock desde Safari Hamburguers, Scum Noise, No Violence e passando por Kangaroos In Tilt, Muzzarelas, Pinheads, Tube Screamers, entre tantos outros. Chegou a hora de uma banda de Curitiba que foi o Resist Control. Na cidade deles os caras eram bem grandes fazendo meio que um mix de rock pesado, com vocais meio rap e tentando colocar alguns elementos mais hardcore. Neste eu me recordo que estavam fazendo uma boa apresentação até que resolveram tocar um cover do Pennywise o que fez com que uma grande parte da galera que estava assistindo ao show dos caras, subir no palco a ponto do mesmo ir ao chão. Quem acabou levando prejuízo, nesta brincadeira, foi o pessoal do I.M.L. que teve alguns instrumentos guardados em baixo do palco quebrados. O impasse ficou. Não tinha como o festival seguir naquele dia. O que ficou resolvido é que todas as bandas que ainda não tinham se apresentado, iriam se apresentar no outro dia antes das bandas já programadas para tocar. Me recordo que informaram que o bar Soho, outro lugar na época por onde passaram várias bandas independentes, iria ser palco da realização de alguns shows até para compensar a frustração de não ter mais apresentações na noite. Consegui uma carona até o local e me lembro que umas 3 bandas se apresentaram entre elas os Cervejas que estava na programação do primeiro dia. Eles também são de Curitiba e fazem Psychobilly. O guitarrista Vlad, anos depois, formou o que é hoje um dos maiores expoentes do estilo, Os Catalépticos. O jeito foi esperar até o outro dia aonde fiquei hospedado na casa de um conhecido. Chegou Sábado, o dia que estava programado para tocar bandas mais alternativas como Brincando de Deus, Loop B, Wry entre outras, mas as mesmas tiveram que esperar pois o as bandas punk rock/hardcore (e suas vertentes) ainda tinham que se apresentar... Das bandas do primeiro dia...Anarchy Solid Sound era uma grande promessa na época. Ainda estavam para lançar o primeiro álbum e em seu som tinham elementos que misturavam Punk Rock com algo de Surf Music e Alternativo o que faziam se diferenciar bastante das outras bandas. O Garage Fuzz estava lançando seu primeiro álbum pela RoadRunner (hoje conhecida como Sum Records) chamado Relax In Your Favorite Chair e havia uma grande expectativa em torno de sua apresentação pois eram praticamente uma das primeiras bandas independentes de punk rock/hardcore a lançar um Cd no Brasil e ainda por uma importante gravadora. O que ninguém esperava que fosse acontecer é que durante a apresentação dos caras, quando anunciaram uma música do Cd chamada “Explain”, um bando de anarcopunks que

amizade com o baterista Dudu (Eduardo Munhoz) que até hoje é um dos meus melhores amigos. Junto com eles estava Maurício Singer que era considerado pela banda o “quarto Pinhead” e, anos depois, junto com o próprio guitarrista Júlio Linhares montaram a gravadora independente Barulho. Depois deste primeiro contato, fui algumas vezes pra Curitiba para ver os caras em ação por lá, inclusive aonde presenciei a abertura do show para o Toy Dolls em 1995. Bem, mais uma vez Os Cervejas completaram a programação que era pra ser do primeiro dia, mas dentro do segundo. Fiquei mais um pouco por lá vendo as primeiras bandas que fariam parte da segunda noite mas não até o fim pois consegui carona para voltar a São Paulo. Cheguei em casa cansado e todo sujo. Tomei um banho e a água saia na cor marrom. Sem dúvida foram dias muitos interessantes. **Francesco I. Coppola atualmente é proprietário do selo F RECORDS www.frecords.net e colaborador das revistas Tribo Skate, Alma Surf, dos sites PUNKnet, Hardcore Brasil entre outros... ______________________________________________________

E T, M u z z a, J T e o A u t o R o c k n a c i o na l Márcia Raele Daniel Pacetta Giometti, mais conhecido como ET, baixista do Muzzarellas, além de um visionário do rock, tocando insanamente e desenhando idem, também tem o “péssimo” hábito de organizar shows em Campinas, pra a tristeza da vizinhança conservadora. De 4 a 7 de setembro, que se cuide então a vizinhança, porque o Festival AutoRock, organizado por ET, no Centro Cultural Evolução, não vai deixar (xou) ninguém dormir. O AutoRock é (foi) quatro dias com bandas tocando no mais alto e bom som, vindas de várias cidades do país. Done conversou em julho com ET, na época que ele estava fechando o cast do festival e acertando seus últimos detalhes. Entre muitas besteiras, conversamos sobre o Muzzarellas, sobre o por que de um festival agora em Campinas como AutoRock e também sobre o que significou o JuntaTribo pra época. O objetivo do AutoRock, segundo ET, é (foi) reunir muita banda, para muita diversão, além de relembrar o JuntaTribo, o que para ele significou uma “puta baladona”. Na sua opinião, por que você acha que o JuntaTribo funcionou? ET: Porque tinha uma cena que não era muito organizada. Na real tinha uma cena independente na década de 80 e estava crescendo pra caralho. Mas quebrou tudo no plano Collor. Nessa época quais estilos rolavam mais aqui em Campinas, metal e punk, ou também rolava algo mais guitar? ET: Rolava mais metal, mas tinha o Quasímodo (aquele punk estranho), o Alternative Tentáculos, As Valquírias (o primórdio do Linch Ula), mas punk mesmo não tinha muito, não. Era mais metal. E não tinha muito também. Na real o que tinha era banda tocando cover de outras bandas. Nessa época, o Muzzarellas tocava há quanto tempo? ET: O Muzarrellas começou em 91. Mas a gente já tocava em outras bandas tocava metal, tocava punk, tocava hard rock [risos]. Aí com o Muzzarellas, de 91 a 92, a gente só tocava Ramones e umas poucas músicas nossas. Tinha só 4 ou 5 músicas. Aí em 92 fizemos uma porrada de música e ficamos tocando, então, só nossas músicas. Na época que vcs tocaram no JT, vcs tinham então só uns dois anos de banda, mas tinham até um público legal, não? ET: É... tinha uma galera. Pra época era legal. Pra juntar mais de 50, 70 pessoas em um show pra ver


banda de som próprio era difícil. Como aconteceu com a gente, eu nunca tinha visto, eu ficava muito de cara. Já teve até umas bandas muito melhores que a gente - o Quasímodo, as Valquírias, por exemplo tocando com um público muito pequeno. Era realmente algo difícil. Será que não é a sonoridade “a la” Ramones dos Muzzarellas? ET: Ah, é!A gente era bem mais pop. Ainda somos, né? Pra você, o que significou o JuntaTribo? Lembra de algum fato engraçado? Tinha uma história de uma chácara, não tinha? ET: Significou uma puta baladona. Fato engraçado, claramente não me lembro [risos]. Mas essa chácara era mais pra galera que vinha de fora. Aí eles voltavam de lá falando: 'ai, meu Deus! Achei que ia morrer!'. Tinha mesmo, muita gente bêbada, vendo algo que nunca tinha visto antes, e um monte de banda tocando. Foi muito legal, porque, meu!, até dois dias antes a gente tava falando “show terça-feira na Unicamp, no Observatório, com puta frio... ninguém vai nessa porra!”. Mas aí a gente chegou no primeiro dia, e na primeira banda tinha pouca gente perto do que ia ter. Mas já era muito mais do que a gente estava acostumado a ver. E falamos: “o que é esse monte de gente aqui?!!”. Era um festival inédito? ET: até tinha uns festivais meio isolados. Mas acho que é porque fazia tempo que não acontecia. Aí funcionou legal. Reunindo muitas bandas, de diferentes lugares... ET: É... isso foi muito legal. Curitiba, Brasília... meu, Brincando de Deus, vindo da Bahia! E tudo de graça. Depois do JT 1 e 2, teve mais algum festival grande na cidade? ET: Teve sim, quando o Fugazi veio tocar aqui. Foi legal também, 12 bandas mais o Fugazi, no mesmo dia. ET, vc é uma das poucas pessoas que organiza shows aqui em Campinas, que corre atrás, etc. Por que vc faz isso ? É seu meio de sustento, é diversão, é por que vc gosta, por que precisa manter a “coisa” viva...? ET: é trabalho, precisa, é diversão e é muito bom, né? Mas tem mais gente. Tem uma molecada que já está se agilizando. E isso é bom. Vai aumentando, o público pode crescer. Não vão estar competindo, vão estar coperando. E assim vai tendo mais gente ouvindo música. Por que organizar um festival agora em Campinas, como o AutoRock? Pra reunir o que está acontecendo de legal na cena independente e para lembrar os bons tempos do JuntaTribo, já que ele está fazendo 10 anos. Tem algo mais pra falar do JT? Dá saudades? ET: Foi bom, e dá saudades como toda coisa boa. Mas também a gente não pode ficar pirando em cima disso. É uma coisa legal que aconteceu, mas podem acontecer mais coisas. Se tudo correr bem, na próxima edição AutoRock com: Del-O-Max, Lunettes, Suite #5, Thee Butchers Orchestra, Forgotten Boys, Grease, Volume, Magaivers, Carbona, Caterpilar, Djamblê, Muzzarellas, Método 3, Space Invaders, Pugna, Biggs, Garage Fuzz, The Lux, Josué, Benedita, Maguerbers, Shame, Orestes Prezza, Polara e Volume.

TBO - expandindo o independente para desafio ao mainstream por Márcia Raele Uma das bandas mais representativas do rock independente é o Thee Butchers Orchestra. Com shows absurdamente teatrais, eles conseguem expor a essência de um puro rock’n’roll muito bem tocado e cantado. Na linha de frente está Marco Butcher, uma pessoa cuja história se confunde um pouco com a do próprio rock alternativo nacional. Baterista do Pin Ups e vocalista do Garage Fuzz em anos passados, hoje Marco assume a guitarra e os vocais do Butcher fazendo da ousadia a palavra de ordem. Marco também relembra as aventuras do JuntaTribo e compara o rock independente da época com o de hoje. Vc esteve no primeiro JuntaTribo, na época como basterista do Pin Ups. Agora vc vai estar no AutoRock, que o Et está organizando e que promete ser bem legal também (na minha opinião). Queria saber, como você vê o rock independente brasileiro daquela época e o de hoje. Existe muita diferença, ou não mudou muita coisa? Vc acha que o JT ajudou a divulgar algumas bandas naquela época ou mesmo ajudou a "cena" independente? A primeira parte da pergunta sim... Acho que existe uma grande diferença na cena independente nacional de hoje, principalmente no que diz respeito a distribuição, quantidade de selos independentes que tem feito um ótimo trabalho com as bandas de rock and roll brasileiras. Qto ao JT, acho que expos a um público maior uma sonoridade que até então pertecia a um gueto, um pouco mais fechado. Pra vc, em particular, como foi ter participado do JT? Tem alguma lembrança divertida daqueles dias de muito frio? E o que vc espera desse festival, o AutoRock? Minha primeira experiência com o JT foi um pouco conturbada, pois como algumas pessoas sabem e podem lembrar, nós do Pin Ups tivemos um problema com o pessoal da técnica de palco e acabamos brigando. E no fim, nosso apresentação foi interrompida. Lembro-me que ficamos, quase todas as bandas, numa casa que era meio tipo casa de campo, totalmente mal assombrada e infestada de morcegos. Havia uns barrancos de grama que circundavam a casa, onde passamos algumas horas fazendo uma espécie de surf de barranco com as placas de fórmica que arrancamos dos armários da cozinha. Foi super legal e é uma lembrança engraçada. Quanto ao AutoRock, eu espero bons equipamentos e estar tocando com bandas que sejam inovadoras e criativas e também que as pessoas ainda mantenham a curiosidade e capacidade de abrir a cabeça, compareçam para desfrutarem de alguns momentos de rock and roll. Dos festivais que o Butcher's tem participado, como vc tem visto a estrutura e organização? Está crescendo... está, digamos.. cada vez mais "profissional"? Temos feito ótimos shows em alguns festivais, contando com bom equipamento e organização por parte dos produtores. Gostaria que nós pudéssemos contar com um circuito universitário para que organizássemos turnês por todo o Brasil. Vcs gostam de tocar em festivais ou preferem shows isolados? Temos preferência por tocar em lugares menores, até porque a nossa formação, um trio, exige que tenhamos um cuidado extra no que diz respeito a passagem de som. Mas é claro que amamos participar de festivais. É uma ótima oportunidade de fazer bons amigos, conhecer novas bandas e trocar materiais.. dar aquelas fuçadas nas barracas independentes e conferir os lançamentos. Quais os próximos shows marcados e quais as novidades sobre a banda? No dia 25 de setembro o TBO vai tocar com o Gee Strings no Outs, no dia 27 com Dance of Days e Pollara no Hangar, além dos festivais SSP no dia 3, AutoRock no dia seguinte e no dia 11 no Dynamite Ind. Festival. Em novembro vamos tocar no BA STOMP, um festival muito legal que acontece em Buenos Ayres, na Argentina. Vamos tocar com os Guitar Wolf e - acho que com - os Flaming Sideburns também. Além de shows em Florianópolis, Curitiba e Uruguay a confirmar. E um disco novo a ser gravado no fim do ano, com produção especial. Mas sobretudo, o TBO quer muito tocar sempre e cada vez mais desafiar o mainstream e expandir o independente e a coragem das pessoas em ousar buscar sonoridades diferentes.

Done #6 - Especial Junta Tribo  

Edição Especial do zine Done, produzida em 2003, quando o festival de rock independente Junta Tribo de Campinas, completou 10 anos.

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