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Contos Fantรกsticos o. 6 Ano A 2009


Queridos Leitores, Este livro é o produto do Projeto de Leitura e Escrita de Contos Fantásticos realizado pelos alunos dos 6os. Anos

de 2009 da Escola Projeto Vida, em São

Paulo. Ao longo de três meses fizemos uma incursão pelo mundo da literatura fantástica. Os alunos puderam passear pelos mundos criados por grandes mestres da literatura universal e nacional como Edgar Alan Poe, Gabriel García Marquez, Horacio Quiroga, Jorge Luis Borges, Murilo Rubião. Mas o que é o fantástico na literatura? Segundo Filipe Furtado, "o Fantástico é um gênero que questiona a razão, este é utilizado a fim de localizar o leitor em uma área flutuante, onde o sobrenatural e o insólito são potencializados não pela sua manifestação, mas pela tentativa

de

enquadrá-los

em

esferas

racionais"

(Furtado, 1980). Familiarizados e apropriando-se das características do gênero, o próximo passo foi planejar, em pequenos grupos, as histórias que os alunos queriam nos contar. Durante o processo de escrita pedimos a ajuda do professor Matheus Giovarotti, que ministra as aulas de Artes Visuais, para que ele apresentasse aos meninos o fantástico através de outras artes. Neste momento as


turmas tiveram uma aula especial sobre Surrealismo, e receberam as primeiras orientações para realizar as ilustrações dos contos. Escrever uma história não é algo simples, requer de cada um que se aventura a essa tarefa dedicação, concentração, inspiração, pensar sobre as palavras escolhidas, as imagens que desejamos formar nos leitores, como tornar a narrativa interessante. Os contos que vocês lerão são fruto de muito trabalho,

de

desafios

cumpridos,

porém

ao

nos

depararmos com o resultado final, tivemos uma sensação deliciosa de realização. Após várias escritas, reescritas e leituras chegamos aos textos que vocês terão o prazer de conhecer. Desejo a todos uma excelente leitura. Márcia Alves de Souza Ovalle Professora de Língua Portuguesa


ÍNDICE A CASA DO BOSQUE

6

• Amanda Ferreira de Souza • Mariana Falcão Merenda • Sophia Sokolowska Kluppel Acras

O CONSUMO DE CLARA

1

• Thainá de Souza Arone • Viviana Vellardi Lancetti

FÉRIAS DE ARREPIAR

19

• Felipe Yamato Deyrmendijian • Filipe de Lucca Tancredi

A GUERRA DO SÉCULO

23

• André Luiz Ferreira Rezende • Bruno Dutra

O LAGO MÁGICO

31

• Bianca Shimizu Almeida • Clara Rego Akl

A ORDEM DO REI MEDROSO E SEUS ALIADOS • Matheus Giansante Gaspar Fonseca • Pedro Flosi Trama

36


O OUTRO LADO DO ESPELHO

40

• Gabriela Rangel Eduardo Silva • Giovanna Soares Patrício

O OVO

47

• Gabriel Jardim Borges • Matheus Zanelatto Junqueira

O PORTAL PARA O FUTURO

52

• Clara Catarina Casali Gutierrez • Luana Pimentel Soares

SEM SENTIMENTOS

59

• Catarina Anton Casali Ortega • Gabriela Zeronian Miorin

UMA NOITE DE TERROR • Arthur Martin Barbosa • Matheus Jovino Gonçalves

63


A CASA DO BOSQUE Amanda Ferreira de Souza Mariana Falcão Merenda Sophia Sokolowska Kluppel Acras

Foi quando eu cheguei em casa que descobri que nós íamos nos mudar para uma cidadezinha do Texas, meu pai tinha se transferido para um novo emprego, onde teria novas possibilidades . Fiquei impressionada com a quantidade de caixas que havia dentro de minha antiga casa. Comecei a ajudar


minha mãe arrumando minhas coisas e depois as encaixotando. Só de pensar em deixar minha casa, onde vivi as minhas lembranças desde pequena, já começo a perder a graça de me mudar, perder amigos que conheci há muitos anos. Mais tarde, quando minha casa já estava vazia, chegou um grande caminhão de mudanças para levar todos os nossos objetos para a nova casa. Uns dez homens desceram do caminhão para pegar as caixas, foi tão rápido que nem percebi que já estava entrando em meu carro para pegarmos o longo caminho para aquela pequena cidade. Na estrada peguei no sono e quando acordei estava em frente de uma grande casa de madeira com janelas brancas e um jardim cheio de rosas vermelhas. Na entrada da casa havia duas gárgulas em cima de uma pequena pilastra. Era estranho, mas achei que já vira a casa em algum livro. Dentro dela havia um enorme lustre de cristal, que ficava no hall de entrada. Pequei minhas coisas e levei-as até uma suíte que parecia ter sido de uma garota. Em uma gaveta eu encontrei uma chave e algumas fotos antigas. Quem morava aqui era uma linda menina com cabelos enrolados cor de bronze, seu olhar era penetrante e profundo,


ardente e frio ao mesmo tempo, suas bochechas eram de um tom avermelhado feito maçã, sua pele era invejável pois era como uma boneca de porcelana. Estava com um vestido rosa claro, que realçava muito suas bochechas e seu sorriso era angelical na foto.Devolvi as fotos e guardei a chave no bolso.Resolvi passear pela casa. Encontrei pela saída da cozinha um grande bosque com flores de todos os tipos, borboletas voavam por cima

delas

e

as

folhas

das

árvores

balançavam

lentamente com o vento. Fui andando cada vez mais para dentro das árvores. Mais o menos no meio do bosque, vi uma pequena casinha, fui até lá, mas a porta estava trancada, nesse momento lembrei-me da pequena chave que havia guardado em meu bolso de trás, peguei-a e encaixe-a na pequena fechadura de cobre. A porta rangendo lentamente se abriu, e lá dentro em cima de uma mesa havia uma linda fada com um longos cabelos cor de bronze e eram perfeitamente enrolados, com as bochechas rosadas, com um vestido de cetim com vários tons de azul, e pequenos detalhes em branco. Era muito parecida com a menina da foto que havia encontrado

dentro

da

gaveta.

Suas

asas

eram

transparentes feito vidro, eram compridas, mas muito elegantes, como se fosse de uma grande rainha. Tinha o


pé descalço e seus olhos eram cristalinos feito água. E nela havia uma pequena corrente que havia como pingente uma pequena chave que parecia ser igual a minha. Entrei na casinha e fui para perto da fada. Ela se assustou, mas não fugiu, olhou para mim com espanto, mas

permaneceu

no

mesmo

lugar.

Mexia-se

com

delicadeza e muita elegância. Ela andou em minha direção, fique parada, mas estava assustada com sua presença. Era como se um mundo totalmente fantástico tivesse saído dos livros e viesse para meu mundo. Passaram-se cinco minutos e ela permanecia parada, sem mexer um músculo. Resolvi então perguntar-lhe seu nome. Demorou um pouco, mas ela respondeu, seu nome era: Zara Fauna e tinha uma linda voz soprano, que combinava com sua beleza. Ela me fitou de ponta a ponta, observando com cuidado cada detalhe. - O que você faz aqui?- perguntei-lhe -Sou guardiã deste bosque, mas o meu irmão malvado me aprisionou aqui, enquanto ele sai para procurar o talismã. - Que talismã?


- Ele pertenceu à minha mãe, que era rainha deste lugar, ele contém os mais poderosos poderes da Terra. Minha mãe deixou-o para nós, mas como meu irmão é muito ganancioso, quis ficar com os poderes só para ele, por isso me deixou aqui trancada. - O que posso fazer para ajudar-lhe? -perguntei. - O único jeito de impedir meu irmão, é achando o talismã antes dele, e trazê-lo para mim. - Mas se a porta está aberta por que você não sai? - Para você a porta está aberta, mas para mim que sou uma fada ela continua trancada. Enquanto o feitiço não acabar. Meu irmão e eu, apesar de não ter o talismã aqui, nós já possuímos um poder por estar no mundo mágico, tudo a sua volta tem um poder especial. Encostou-se numa mesinha de bronze ao lado de uma linda poltrona e me observou. - E para onde eu tenho que ir, para achá-lo? - Terá que procurar em todo o bosque! - Como é o talismã? -Você saberá quando vê-lo. Acenei para ela e sai à procura dele. Saí da casinha e fui em direção a uma linda árvore, toda florida em rosa, com folhas voando ao vento em todas as direções. Perto dela haviam pegadas para todos


os cantos. Como sou curiosa resolvi segui-las, quando cheguei quase no fim vi um lindo homem olhando para o horizonte, em seu pescoço havia um talismã. Cheguei bem perto, a ponto de conseguir pegá-lo, mas no mesmo momento ele se virou para mim. - Quem é você?! O que está fazendo no meu reino?!disse o homem. - Seu reino?! Eu vim em busca do talismã, e vejo que você já o encontrou para mim. - Você é comparsa da minha irmã? Como ousa falar assim comigo?! Você sabe quem sou?! Esse talismã é meu!!! -disse o homem - É seu, é?! Tem certeza?! Jurava que era dos dois ! O fitei - Que dois?! - Você e sua irmã. O talismã é dos DOIS!- Exclamei. -Da minha irmã? Aqui é que você se engana. Minha mãe o deixou comigo! E você não o pegará jamais!!!!! -ele falou e depois deu uma risada maligna. Parecia mesmo que eu estava em um livro, os personagens tinham características marcadas. Com um golpe cai no chão, levantei bem rápido para que ele não pudesse fugir. Mas que covarde, era como Zara descrevera-o.


Ele começou a correr, estendi a mão e dela saiu uma enorme faísca de luz que o chicoteou, o derrubou e o deixou inconsciente. Corri até ele e arranquei de seu pescoço o talismã. Coloquei-o em meu bolso e sai correndo à procura da casinha. Quando a avistei, vi Zara na pequena janela, a minha espera. Abri a porta e entreguei-lhe o talismã. No mesmo instante uma grande luz iluminou toda a casinha e a porta se abriu. Zara saiu correndo para seu reencontro com a natureza, e parecia que todos já estavam à sua espera. As árvores ficaram mais verdes, as borboletas mais bonitas e todos ficaram com mais vida. Tudo havia voltado ao normal. Ela se virou para mim e sorriu, com um gesto de agradecimento ela se abaixou e tocou o meu coração e suspirou . - Obrigada pela sua coragem e sua compreensão! Todo nosso povo agradece a sua ajuda! -Não tem de que, mas de onde surgiu meu poder? - Lembra que eu falei que tudo aqui é mágico?! Então, quando você entrou aqui ganhou um enorme poder,


que ficou mais forte com sua bondade. Mas o que você fez com meu irmão? - Ah, ele está desmaiado num canto, mas daqui a pouco acho bom você dar um jeito nele, pois em pouco tempo ele deve acordar! -Não se preocupe, e lembre-se, você sempre poderá visitar a nossa casa no bosque.


O CONSUMO DE CLARA Thainá de Souza Arone Viviana Vellardi Lancetti

Clara era uma menina muito bonita, consumista, amigável e metida. Ela adorava compras! Tudo o que via ela queria comprar; e seus pais davam... Clara não ia a museus e não lia muitos livros. Até que um dia ela chamou suas amigas para ir ao shopping, para fazer compras (como todos os dias). Elas, Vivi e Tha, desmarcaram o museu de arte que iriam, para fazer compras com Clara.


No shopping ela estava vendo as vitrines e encontrou uma calça que gostou muito e foi provar. Quando ela estava provando, caiu do nada em uma floresta, ela ficou muito assustada, começou a gritar, tentou ligar no seu celular, mas não tinha sinal e ela falou: - Ahhhhh.... Onde estou? - Será que estou sonhando? Depois de um tempo se perguntando como foi parar ali ela ficou com fome, mas não tinha nada para comer, então começou a gritar por socorro. Ela tentou procurar comida em outras partes dessa floresta, e achou um menino todo mal vestido, gordinho, sujo e ficou com medo dele e daquele lugar. Eles se olharam e o menino falou: - Oi - Oi - ela disse assustada. - Qual é o seu nome?- perguntou ele - Clara - Ah, meu nome é Godofredo e moro lá na esquina. - Ah - disse ela em um tom não muito entusiasmado - De onde você veio? - Be- bem- be- be- bem


- Acho que você precisa se acalmar! Você está um pouco assustada! Você não quer tomar uma água na minha casa? - Está bem !! - De onde você veio ? - Eu não sei! - Como não sabe? - Eu estava no shopping com as minhas amigas e do nada vim parar aqui! - Mas você não pode ficar aqui! - Por quê? - Porque o monstro Robert Patisson pode te pegar! Você não conhece a história? - Não! Nem sou daqui. - Tá, eu lhe conto: o Robert Patisson é um demônio que quer explorar todas as adolescentes, mulheres e crianças e por isso só os homens vem aqui (para pegar comida para sua família). - Mas isso não é lenda? - Não, não, claro que não! Várias mulheres já sumiram por causa dele! - Tá, mas onde ele mora? - Aqui. - Em que lugar da floresta?


- Lá no fim da floresta. - Ah. Você já o viu antes? - Não e nem quero ver! - Pronto, chegamos à minha aldeia. - Nossa a gente andou bastante! Mas você não errou o caminho? Aqui é horrível! - Não errei, é aqui mesmo! - Não acredito - Eu imaginava uma casa bem melhor tipo uma mansão. - O que é isso? – perguntou o menino. - É uma casa enorme tipo um castelo. - Ah …, mas o que é um castelo? - É onde princesa mora - Ahh! Não estou entendendo nada do que você está falando! - Devo estar sonhando! - Não está não , você est em um lugar em que as pessoas não são gananciosas, que não competem por objetos e só querem ser feliz com o necessário. - Mas você não tem nada que os outro não tem? - Não .Só no seu mundo que as coisas são assim. - Nossa é verdade! Para que tem 100 lapis se nós podemos tem 3 ( o necessário)!


- È isso aii! - Bom eu tenho que voltar para o meu mundo,tenho a minha família,os meus amigos, mas juro que já aprendi !(somente o necessário) -Calma só deixa eu te mostrar a minha casa . - Ta –Disse ela andando junto com ele. - Você tem brinquedos? - Sim e os brinquedos são coletivos - Que legal! -Pronto chegamos na minha aldeia! Essa é a minha casa. - Que bonitinha ! -Bom agora que eu já conheci sua casa , o seu jeito de pensar e concordei é claro ,vou ter que ir .Tchau,foi bom te conhecer! - Então foi um prazer te conhecer !Tchau. Quando ela voltou para o seu mundo as amigas perguntaram-lhe se tinha gostado da calça , mas ela disse que não, porque não era necessário ter aquela calça já que ela já tinha muitas.


FÉRIAS DE ARREPIAR Felipe Yamato Deyrmendijian Filipe de Lucca Tancredi

Bem meu nome é Benedito, tenho 12 anos de idade e eu estou de férias da escola. Nessas férias eu e minha família planejamos uma viagem para um lugar diferente, um tal lugar chamado de fazenda. Nunca fui para um lugar desses só tinha ido a Disney e para Manhathan na casa da minha tia, mas não foi uma experiência muito boa Chegou o dia, estávamos nos preparando para viajar para a fazenda de minha avó e do meu avô. Eu estava empolgado, mas com um pequeno receio das coisas não


saírem bem como eu estava planejando. Chegou a hora de sair, mas aí eu disse : - Mãe, cadê a Sophia ? (minha irmã) Minha mãe respondeu: - Não estava no carro ? Todos ficaram preocupados, pois ela não estava em lugar nenhum. Procuramos em tudo, tudo mesmo. Ela havia sumido. Decidimos cancelar a viagem enquanto não achássemos a Sophia, minha mãe pediu para que eu tirasse as malas do carro já que nos não íamos viajar por algum tempo. Depois disso decidimos nos separar para procurá-lá pela cidade, cada um foi para um canto. Minha mãe, Nicole, foi para o metrô, meu pai Filipe foi ao shopping, e eu decidi ir para o parque de diversões, mas achei que estava meio maluco, pois já eram 10 horas da noite e nenhuma menina iria ao parque de diversões essa hora. Mas não desisti, pois faria qualquer sacrifício para achar minha irmã e irmos para a fazenda de meus avôs. Comecei a andar, andar e andar. Procurei em tudo que é canto e nada. Decidi procurar na casa dos espelhos, do nada comecei a ouvir barulhos vindos de todos os lados, umas luzes iluminavam a casa. Depois de uns 5 minutos a luz apagou, vi uma menina deitada no chão, me aproximei,


mais e vi que era minha irmã, logo chamei minha mãe, na hora liguei para meus pais avisando para que viessem correndo pois tinha achado minha irmã. Enquanto eles não chegavam tentei acordá-la, mais não conseguia, ela estava completamente imóvel. Depois de uns 10 minutos meus pais chegaram, correram direto para minha direção para ver minha irmã. Todos tentaram acordá-la e nada, decidimos então levála para o hospital, do nada ouvimos um barulho muito forte tipo uma bomba. Corremos direto para ver o que era e deixamos Sophia deitada mo chão, andamos uns dois quilômetros e vimos um buraco enorme no chão. Decidimos chamar a polícia, pois as coisas estavam muito estranhas, quando os policiais chegaram disseram que era normal e nós não devíamos se preocupar. Achamos estranho os policiais falarem que é normal uma

coisa

dessas,

quando

voltamos

vimos

Sophia

conversando com um dos policiais que atendeu a gente. Ela estava chorando brava com alguma coisa. Quando um dos policias nos viu começou a correr sem parar, meu pai Fielipe começou correr atrás deles. Um ele conseguiu alcançar o outro fugiu, meu pai agarrou o pescoço do policial enforcando-o e pedindo para que falasse o que queria com Sophia. Ele não quis responder e meu pai o


deu um soco na cara, mas o estranho é que na mão de meu pai ficou um negoócio verde gosmento, o policial começou a se desmanchar virando um E.T. Começamos a correr, vimos uma viatura da polícia passando pela rua, corremos para chamá-la, eles não prestaram atenção e saíram. Não sabíamos para onde ir, eles

tinham

dominado

cidade,

todos

estavam

hipnotizados... Voltamos para aquele buraco que havíamos achado, lá vimos uma nave enorme, todos ficaram muito assustados e decidimos entrar para ver. A nave era enorme cheia de equipamentos eletrônicos, e cheia de botões, começamos a ver todas as coisas e vimos um botão escrito “ OFF “. Três E.Ts vieram correndo para cima da gente. Meu pai sem querer na hora de correr apertou o tal botão escrito “OFF”, na mesma hora os três E.Ts pararam de funcionar. Eram como se fossem robôs ao toque de um todos ficaram imóveis, então

botão eles desligavam, aproveitamos para fugir,

percebi que não iríamos mais ir para a fazenda dos meus avós. Depois de tudo isso fomos para a fazenda, lá nos divertimos muito, mas no último dia aconteceu uma coisa muito estranha. Minha irmã havia sumido !!!


A GUERRA DO SÉCULO André Luiz Ferreira Rezende Bruno Dutra

No ano de 400a.C havia dois guerreiros chamados André e Bruno, que lutavam a favor de seu rei Chulés e seu filho Isaac, nunca tinham perdido nenhuma luta com qualquer inimigo. Um dia André e Bruno estavam fazendo a ronda noturna, quando viram algo se mexer na sombra de uma moita, foram verificar o que era, viram dois olhos vermelhos e grandes que eram, eram... de um morcego.


Depois foram dormir. O rei era feio, mas era rico e fedorento, tinha o maior dedão do pé do mundo por isso virou rei. Seu reino era o mais atacado de toda a região, por isso tinha os melhores cavaleiros da região, o reino era antigo e belo e o príncipe era feio como o pai. No reino tinha um mago que estudava magia negra e queria ser rei. Uma noite ele se afastou do reino e fez um feitiço que ressuscitava as múmias de reis mortos em batalhas contra seu reino, que não gostavam do rei Chulés como o rei Arthur. Quando foram dormir escutaram uns passos vindos do quarto do rei. Quando eles foram verificar tinham duas caveiras com uma faca tentando cortar o dedo mágico do rei, quando foram cortar o dedo do rei André tinha levado um punhal e Bruno um machadinho André matou uma e Bruno matou a outra. O rei levou um susto e perguntou: - O que houve? E André falou: - Haviam duas caveiras tentando cortar o seu dedo mágico. O rei respondeu:


- André, temos que nos preparar para a guerra do século. - Bruno, prepare seu homens. - André, prepare suas armas mais potentes e de melhor desempenho em combate e fácil de manipular. André avisou a Bruno quais armas ia usar para ele avisar aos homens. André queria viajar no tempo para pegar melhores armas e pediu para o rei Chulés criar um portal para ele ir até o ano de 1940. O rei Chulés criou e André e Bruno entraram. O rei quando estava saindo da sala, tropeçou numa joaninha e caiu, quebrou metade de um dente e por isso ficou mais feio ainda. André e Bruno estavam no meio da Segunda Guerra Mundial, e encontraram o soldado Buck e perguntaram se ele sabia onde era o lugar onde guardavam as armas, o soldado falou que sabia e que ia os levar até lá. Quando o soldado abriu a sala que as armas mais potentes, André pediu para ele uma M4A1 carabine, e Bruno uma M16 coberta de ouro puro. E mais 1.000.000.000 armas e balas de cobre. O rei Chulés estava no dentista Marcos.


André e Bruno acharam um bilhete no quarto do rei que estava escrito em sangue: Haverá uma grande guerra entre o bem e o mal em 5 dias HAHAHAHAHA!! ASS:? André e Bruno foram mostrar o bilhete ao rei, e ele falou: - Já tenho uma idéia de quem invocou aquelas coisas. Foi o mago que estuda magia negra. Então André falou: - Rei, eu vou preparar os soldados, e o Bruno preparara as armas, para a guerra. Passaram-se 4 dias, só faltava 1 dia para guerra e o rei fez um pronunciamento: - Meu povo haverá uma grande guerra, por favor, fiquem em seus abrigos subterrâneos mais fundos, obrigado. No dia seguinte, o rei Chulés fez uma mágica com seu dedão para que seus soldados não morressem e saíram da cidade com o sol ao fundo. Quando

eles

estavam

quase

chegando

foram

surpreendidos por uma chuva de flechas de ossos bem afiados e com veneno nas pontas. André mandou os


arqueiros atirarem flechas com bombas nas pontas nos lugares de onde vinham as outras flechas. Quando chegaram no local viram 1699 soldados caveiras com armas até nas articulações. André falou: - Está pronto Bruno? - Estou, mas estamos com 1 soldado a mais- e André falou: - Números não vencem batalhas. Bruno falou: - Vamooooooooossssss!!! Saíram todos gritando e do outro lado todos saíram correndo de medo, então Bruno falou: - Agora estamos com 99 homens!!! E André falou: - Não, agora só estamos você, eu e o dedo do rei. Bando de maricas!! Então André e Bruno saíram em seus cavalos, o dedão de Chulés saiu pulando para o reino. Ao mesmo tempo as caveiras assassinas saíram correndo em direção a André e Bruno. Então começou a guerra. Quando eles se encontraram voaram ossos para todo lado: crânios, costelas e até os ossos do pé. Uma caveira cortou um pedaço da franja de André, ele repartiu os ossos da caveira e fez um quite de panelas


feito de ossos que duram para sempre e depois ele os quebrou. Bruno estava de costas e uma caveira saiu correndo por trás dele e André percebeu e deu um tiro no crânio dela e a matou. Bruno agradeceu e matou a caveira que ele estava lutando. Bruno matou uma caveira e o osso cortou o dedo mindinho dele. André avistou o mago e deu- lhe um tiro, mas ele percebeu e o repeliu fazendo-o voltar contra ele, André pegou um osso e defendeu o tiro, depois ele chamou o Bruno. Bruno foi para esquerda e André foi pela direita os dois deram um tiro de pistola para matar o mago e acabar com a maldição. Mas ele fez um feitiço que repelia as balas. André falou para o Bruno: - Vou lhe dar um golpe de baioneta!!!! E saiu correndo, ameaçou jogar a faca, o mago virou para Bruno enquanto isso André matou o mago e Bruno jogou uma faca no pescoço dele. No dia seguinte voltaram como heróis e sendo coroados como chefes de batalha. O rei grato ofereceulhes uma de suas colônias para eles serem reis e quando o rei morresse todas as colônias seriam deles, com a exceção desse reino que iria ficar para o seu filho Isaac.


Numa noite André e Bruno ouviram uma explosão, eles foram verificar o que tinha acontecido, foram a cavalo. No meio do caminho os cavalos se assustaram com uma cobra, André e Bruno foram derrubados. Quando eles mataram a cobra, perceberam que já tinham chegado ao buraco da explosão. Viram algo se mexer bem no fundo do buraco, perceberam que era o mago, e Bruno foi avisar ao rei e André ficou vigiando o mago para que ele não fugisse. Quando ele chegou ao reino avisou o rei sobre o incidente que havia acontecido. André estava de costas para o mago, ele muito esperto fez um feitiço e desapareceu. André se virou e falou: - Para onde ele foi? E Bruno falou: - E como é que eu vou saber? Isaac, que estava indo dormir viu um homem tentando roubar o livro mágico de feitiços do dedão do rei, ele pegou uma garrafa de Brahma e deu na cabeça do mago e depois o colocou-lhe no calabouço. Mandou seu mensageiro mais rápido avisar o rei que havia prendido o mago e que ele não ia desaparecer, porque ele tinha construído um calabouço a prova de magia.


Chulés foi até o calabouço e entrou, deu um soco no mago, ele desmaiou. Chulés se posicionou e para chutá-lo. Quando chutou o mago voou para longe e nunca mais voltou.


O LAGO MÁGICO Bianca Shimizu Almeida Clara Rego Akl

Dois irmãos, Clóvis e Vladimir, viviam em uma cidade grande chamada São José do Lago Mágico. Vladimir era um homem de bom coração, honesto e humilde. Já Clóvis era um homem mau, pão duro e mentiroso.


Sua família tinha uma grande empresa de óculos escuros. E seus pais faleceram há dois anos, por isso a fábrica tornou-se propriedade de seu tio, Antônio. Clóvis e Vladimir trabalhavam na empresa. Antonio percebeu que Vladimir se dedicou mais no seu trabalho, pois Clovis era folgado e nunca trabalhava direito. Então ele resolveu promover Vladimir para gerente da empresa. Clovis, como era ciumento e queria TUDO só pra ele, ficou furioso. Elaborou um plano para que tirasse Vladimir de seu cargo de gerente ou até da empresa. Funcionou, Vladimir foi expulso da empresa de óculos escuros e perdeu seu dinheiro, sua casa, seu carro e

seus

outros

pertences.

Virou

praticamente

um

mendigo. Um dia caminhando na floresta, Vladimir encontrou um lago. Morrendo de sede, parou para beber água e se banhar. Depois disso, lembrou-se que estava morrendo


de fome e pensou: ’’como eu queria um pão com mortadela!’’ De repente apareceu, em suas mãos molhadas, um pão com mortadela. Impressionado, não entendeu o acontecido. Mas estava com tanta fome que devorou o sanduíche em menos de um minuto e meio. Para certificar-se que não estava dormindo, deu-se um doloroso beliscão no braço. Até gritou de dor de tão forte que foi seu beliscão. Ele estava realmente acordado! Ainda não acreditando em nada, resolveu pedir outra coisa. Pediu novas roupas. E de repente, ele olhou para si mesmo e viu que estava com roupas bem modernas. Finalmente ele compreendeu que o lago era mágico. Surpreso, correu para contar a novidade para seu irmão (ele adorava seu irmão, não tinha ideia de que Clovis era ganancioso, pão duro, mentiroso e que era o responsável pela sua injusta demissão da empresa).


Chegando a casa de Clóvis, Vladimir contou tudo o que acontecera com ele. Clóvis, obviamente, não aceitou. Então Vladimir disse: - Se você não acredita, vou te mostrar. Venha comigo! Sem vontade alguma Clóvis foi atrás do irmão só para tirar uma com a cara dele quando chegarem lá e nada acontecer. Chegando ao lago mágico, Vladimir falou a Clóvis: -Entre no lago, pense em algo que quer muito e veja o que vai acontecer. Clóvis fez cara feia, mas entrou e fez o pedido: “Quero ter um cheque de mil reais em minha mão!”. De repente, apareceu em suas mãos ásperas, o cheque pedido. Surpreso, Clovis disse com sarcasmo: -Ah, sim! Sei... Você quer que eu acredite que esse cheque apareceu do nada em minhas mãos. -Mas é sério irmão, não estou mentindo.


-Prove. 窶電isse Clovis mais nervoso ainda. Vladimir agachou-se no lago, bebeu テ。gua e pediu que o cabelo de seu irmテ」o ficasse azul.


A ORDEM DO REI MEDROSO E SEUS ALIADOS Matheus Giansante Gaspar Fonseca Pedro Flosi Trama

Olá, como vão? Bem, pena que eu não posso dizer o mesmo de mim e minha família, nós somos assombrados por uma terrível e tenebrosa história que carregamos desde a Idade Média, porque nossos ancestrais falharam


no que os libertaria da sua morte vergonhasa e desastrosa do futuro. Que eles teriam pela frente, bom, a tenebrosa história vem a seguir, podem se preparar para a pior historia já contada: Era uma vez um rei muito malvado, Amidus, da terceira dinastia do reino Nomidas, que ocupou o cargo de seu irmão Aslan que foi em busca de terras novas para o reino, mas nessa viagem Amidus mandou prendê-lo e jogá-lo na floresta mais longe do reino. E com isso há 10 anos não há justiça no reino de Nomidas. Mas esse rei temia que caso seus cavaleiros se voltassem contra ele e tirassem o trono dele e trouxessem Aslan de volta ao reino. A ordem de cavaleiros nunca esteve do lado de Amidus e todas as madrugadas procuravam em todas as florestas, bosques e aldeias ao redor do reino. Apesar de nunca o terem achado, ainda por menor que fosse tinham esperança, de que um dia achariam Aslan para fazer a revolta contra Amidus. Certa noite resolveram ir à floresta Mlakleb, dizem que quem foi àquela floresta nunca mais voltou, mas desconfiavam que Aslan lá estivesse à procura do reino de Nomidas.


Combinaram de ir à noite, estavam se preparando, sairiam da ordem. Foram selecionados os seguintes cavaleiros: Sr.Matheus, o esperto; Sr.Zucchi, o traidor que nessa missão morreria por ser a isca para o monstro de sete cabeças que era o guardião da floresta; Sr.Pedro, o destemido; Sr.Matheus, o forte. Sr. Bobó, o rei das armas; Sr.Zanelato, com poderes estranhos, principalmente o de dar cura especiais sendo o mestre das

espadas;

Sr.

André,

chefe

dos

esconderijos

secretos, que jamais seriam descobertos em menos de um dia; Sr.Matheus Jovino, com o poder de ter visões e isso seria muito importante para a equipe para saber o quando dragão atacaria, e se possível salvar a vida de Sr.Zucchi, mas as chances eram mínimas de isso acontecer. Chegou o grande dia, foram todos até a floresta tinham rastros de pegadas. Pareciam de um exército, o que levou Aslan pensar que era o caminho certo, mas Sr. Jovino teve uma visão do monstro de sete cabeças, então mudaram o caminho e acharam Aslan deitado e amarrado na mesa de pedra. Mas quando o terrível monstro os pegou de surpresa e desprevinidos foi uma terrível luta, a maioria morreu, até o momento que Aslan acertou a espada no pescoço do


dragão e o matou. Porém chegaram três bruxas chamadas: Bianca, Mariana e Sophia, elas os torturaram e depois os decapitaram e penduraram suas cabeças em frente ao seu castelo e as bruxas também morreram, pois a magia foi tão forte que elas morreram três dias depois. Essa é a terrível história que assombra nossa família há séculos.


O OUTRO LADO DO ESPELHO Gabriela Rangel Eduardo Silva Giovanna Soares PatrĂ­cio

Any era uma menina muito estudiosa que adorava comprar coisas novas, mas sua caracterĂ­stica, mais forte era a de ser diferente em tudo, na escola, em casa, nas


roupas usava e até nos móveis de seu quarto. Ela queria comprar um espelho novo e escolheu ir a uma loja bem longe, para que nenhuma de suas amigas tivesse igual. Foi até uma loja que ficava em um vilarejo longe da cidade, depois de olhar todos, ela disse ao vendedor: - Eles são muito bonitos, mas queria algo muito especial. - Então vamos filha, podemos procurar outros espelhos em outro lugar? - Espera! Tenho um espelho que pode lhe interessar, mas acho que está quebrado em algum lugar, muita gente já o devolveu, gostaria de vê-lo? - Sim, eu gostaria de vê-lo! Onde ele está? - Venha comigo que eu vou lhe mostrar. Entrar dentro dele. Encontrou, lá dentro um homem sentado na calçada que parecia muito triste, ela tentou falar com o homem, mas o homem não respondeu nada. Então ela foi procurar outras pessoas, as portas das casas estavam abertas, ela entrou em todas, mas não havia sinal de vida, a não ser as coisas que se mexiam sozinhas. Ela ficou assustada e saiu correndo, enquanto corria, escutou um barulho que veio de longe e foi ver o que estava acontecendo, acabou em uma biblioteca, e viu que o que tinha caído era um livro com uma capa escrita a


mão, abriu o livro e nele estava escrito que a dona do livro chamava Belly, uma garota que morava em uma cidade onde os habitantes e eram invisíveis pelos olhos de humanos, que também não podiam ouvi-los. No livro estava escrito que quem ficasse por lá mais de 40 minutos ficaria presa naquele mundo para sempre. Any olhou no relógio desesperada e viu que estava lá a 37 minutos, o portal do espelho não era tão perto, e por isso ela poderia demorar até chegar ao portal se não saísse de lá naquele momento, e correndo! Foi o que ela fez. Chegou ao portal à toda e bem na hora, pulou em direção a ele com ansiedade para sair daquele mundo e caiu em cima da sua cama. A sorte estava com ela, pois, na hora exata em que ela caiu, sua mãe abriu a porta estrategicamente anunciando que a família faria uma viagem para Paris. - Pra onde?! - PARIS!!! - Que perfeito! Preciso ligar para a Lily para contar a novidade. A mãe saiu do quarto, pois estava ansiosa para contar para os irmãos de Any, e assim que a mãe fechou a porta, a garota pegou o telefone e ligou para sua melhor amiga – Lily. Depois de contar a novidade,


desligou sentando na cama para pensar em o que iria fazer com o espelho, poderia ser perigoso deixá-lo ali, pois ela morava com a avó, e esta não iria na viagem. Ela poderia trancar a porta, mas sua avó dormia lá enquanto Any viajava. Ela não sabia o que fazer, então teve a ideia de devolver o espelho, foi até a sala e sua mãe estava lá, então ela perguntou: - Mãe, você pode me ajudar? Eu queria devolver o espelho na loja. - Claro que posso. Mas porque você vai devolver o espelho? - Ele não ficou bom no meu quarto. - Vá chamar o seu pai para me ajudar a desmontar o espelho, e depois diga aos seus irmãos para se trocarem que nós todos vamos juntos. Any foi até o quarto do pai e perguntou: - Pai, você pode ajudar a mamãe a desmontar o meu espelho, vamos devolvê-lo? - Sim, mas por quê? - Ele não ficou bom no meu quarto. Ela chamou os irmãos e eles saíram. Ao chegar na loja, ela percebeu um movimento estranho por lá, haviam paradas na porta viaturas de polícia e muitas pessoas do lado de fora olhavam com ar de preocupadas. O pai dela


sugeriu para que só descesse para ver o que estava acontecendo. Ela aceitou e, chegando na loja perguntou ao vendedor: - O que aconteceu? - Meu irmão sumiu- respondeu ele. - Espere um momento, eu já volto. Any correu e pediu ajuda ao pai para pegar o espelho no carro, o pai tirou e a menina perguntou se ela poderia levá- lo sozinha até a loja. O pai concordou. O vendedor ajudou- a a colocar o espelho no estoque da loja, e ela disse: - Acho que sei aonde seu irmão está, mas para buscá- lo, você tem que confiar em mim. - Faria de tudo para encontrá- lo. Ela entrou no espelho sem olhar para trás, e viu exatamente a mesma paisagem que viu na primeira vez que entrou. O homem ainda estava sentado na calçada, e ela tinha certeza de que aquele era o irmão do vendedor. - Ei, moço!- Chamou se aproximando- Seu irmão está preocupado com você! O homem não respondeu, Any correu até a biblioteca onde estava o diário e folheou as páginas para ver se havia alguma dica de como tirar alguém dali, mas ficou


surpresa quando viu uma garota, humana, escrevendo no diário. Então ela perguntou: - Como tiro alguém daqui? - Se eu lhe disser, você pode tentar me tirar daqui? - Sim! É claro. - Alguém que já está aqui a mais de 3 anos, igual a mim, já pode se tornar invisível, e tem que empurrar a pessoa que está presa para fora, e depois eu pulo fora e você me da a mão - Certo. Então vamos rápido para o portal-

disse

Any - Está bem, vamos – disse a menina . Elas sairam correndo até o homen e disse. -

Eu sei como lhe tirar daqui, vamos não temos

muito tempo. Any se assustou quando ouviu o homem dizer com animação. - Vamos ! - Corre – disse a menina. Tudo foi feito como o combinado a menina empurou o homem e Any empurou a menina que segurou sua mão, levando-a junto. O vendedor os viu saindo do espelho e ficou parado com cara de quem ia chorar, quando ele disse :


- Como vocês , vocês… Ah, que saudade de você irmão. Mas, como vocês sairam do espelho ? Any explicou tudo para o vendedor e ele prometeu não vender o espelho e que Any iria todos os dias lá ver o espelho . Any estava saindo quando a menina disse: - E eu ? - Você vai morar comigo ! - Sério ! - É. E elas foram para

casa . Any estava preocupada,

pois ela morava com os pais, mas quando ela entrou no carro ela disse : - Pai, mãe ela é uma amiga e a mãe dela foi viajar ele pode ficar aqui? – perguntou Any. - Pode ! E a mãe da menina nunca mais voltou. Claro, só para os pais de Any.


O OVO Gabriel Jardim Borges Matheus Zanelatto Junqueira Astolfo era um jovem atrapalhado, com cabelo muito escuro e olhos verdes, era magricelo e extremamente alto, não gostava de nenhum esporte, só a caça, vivia com suas tias-avós numa pequena casa entre as Colinas das Chinchilas Saltitantes. Ele vivia uma vida simples e dura, sem qualquer emoção, trabalhava para as tias, que já com seus 75 anos não conseguiam nem cuidar de uma pequena hortinha no fundo do quintal. Todos os dias ele acordava de manhã cedo e ia regar suas plantas, depois ia verificar as armadilhas que armava todo fim de tarde, entrava em casa fazia o almoço e ia pescar ou vender as sobras de plantas e carne na vila, a poucos quilômetros dali. Ele tinha um pônei listrado que era seu amigo, seu melhor amigo, por mais quieto e sem noção que o pônei fosse. Um dia em quanto iam para a cidade ele conheceu um menino chamado Bart, ele era um menino legal, loiro, com

olhos

castanhos

claros

e

de

pensamentos

gananciosos, tinha problemas financeiros e por isto não


era muito respeitado por outras crianças Astolfo e Bart ficaram muito amigos Bart sempre ia pescar ou caçar com Astolfo, a quem deu o apelido de Alf. Os dois não sabiam, mas e eles iriam entrar na maior aventura de suas vidas. Uma

manhã

quando

eles

voltavam

da

caça

encontraram uma pedra grande, perfeitamente redonda e muito verde, os meninos curiosos foram examinar a pedra e Bart alertou: - Essa pedra tem um aspecto frágil demais e me lembra muito um ovo gigante - Concordo, deve valer uma fortuna. - Me ajude a levantar a essa coisa, vamos levar para a Vila, colocar em uma carroça e ir para Chinchila dos Montes, lá deve ter alguém interessado. - Acho melhor não além de este treco ser frágil para uma viagem de 100 km, em uma carroça mesmo que seja dirigida pelo pônei listrado que vai devagarzinho carroça ele tem um aspecto de conter magia, e eu não gostaria de virar sapo ou congelar ou até virar pedra! - Deixa disto, essa pedra e só algum tipo diferente de esme...ralda Naquele exato momento a pedra começou a se mexer, como se um algo estivesse querendo sair.


- Deixa isso ai, e vamos embora! - Não, isso é algo importante acho que devemos leválo conosco para analisar melhor. - Certo, mas vamos dormir na sua casa hoje não quero a minha sendo queimada por um raio cósmico... Ou sugada por um portal alienígena - Tudo bem, você dorme no sofá. Eles foram até a vila colocaram o objeto embaixo de um lampião ele esquentou até ficar vermelho ardente como metal derretido. Eles se afastaram a pedra rachou e de dentro... Saiu um cachorrinho escamoso, com asas, chifres e jeito de lagarto. - É um dragão! - Que nada e só um lagarto novo, com asas e chifres e bafo de dragão. Ta... Ta concordo que não e um lagarto, mais um dragão! Que besteira! - E o que mais seria! - Sei lá, um bicho novo. - Ah sei, claro. Então o bicho deu algo parecido com um espirro só que com labaredas de fogo. - Ele é um dragão, admito que seja a única explicação. - Ele deve ter uma mãe.


- Tem uma caverna aqui perto e já ouvi historias de um dragão enorme que solta fogo pela boca que nem este. - Certo então vamos devolver o dragão. Eles pegaram o pônei saltitante e seguiram em direção à caverna. No caminho ouviram um barulho de cascos, muitos cascos, no mínimo de 5 cavalos, mas lá não tinha estrada, nem sequer uma trilha, um atalho nada, estavam no meio da mata e ouvindo barulhos de caravanas. Foram se esconder, afinal, eles estavam com um bebê dragão, foram atrás de umas pedras e escutaram: - Este foi um bom saque, pensei que aquele banqueiro fosse desmaiar- disse uma voz grossa e assustadora- Ha ha! - São ladrões- disse Bart- estamos perdidos eles vão nos matar. - Vamos sair de fininho- sussurrou- afinal temos um dragão. Eles subiram no pônei que saiu pulando, infelizmente ele era muito estúpido e foi para frente dos bandidos. - Ei, quem é você- gritou o que parecia ser o chefePeguem-os, atirem, matem, queimem, mais não deixe eles escaparem.


O pônei saiu saltitando assustado com os tiros e foi parar em uma clareira, do outro lado da clareira saiu das sombras, uma mamãe dragão, o dragãozinho saiu voando, meio mal como se estivesse aprendendo, foi voando até a mãe que o recebeu calorosamente, neste momento os ladrões apareceram e abriram fogo na mamãe dragão mais suas escamas eram como um colete a prova de balas e segurava as balas pouco potentes dos rifles do século xv. A mãe furiosa queimou todos eles com seu fogo, e para demonstrar sua gratidão levou os meninos a salvo para a cidade (e o pônei também).


O PORTAL PARA O FUTURO Clara Catarina Casali Gutierrez Luana Pimentel Soares

Eu estava na escola, um dia ensolarado e bonito, a professora Cristina havia dado uma prova surpresa de QuĂ­mica, uma das matĂŠrias cujo eu mais dormia. Devo ter ido mal, mas depois da aula, fui pra casa e estudei. Quando percebi, tinha dormido, e acordei em cima dos livros.


- Erik! Vem jantar! - Minha mãe chamou. Eu me levantei, guardei os livros e desci as escadas cambaleando até onde ficava a mesa de jantar, a cozinha e a sala. Eu tinha acabado de me mudar, ainda não conhecia direito a casa, mas fiquei com o melhor quarto de solteiro. Diferente do da minha irmã- Kathllen -, que era pequeno e as paredes eram meio gastas. Ela já tentara disfarçar as paredes com pôsteres de artistas famosos, mas não deu muito certo. Na cozinha, minha mãe estava com uma cara de brava, bom, aposto que ela havia falado com Cristina, mas ignorei, sentei-me à mesa e me servi. Dei uma olhada nela, e ela estava com a mesma cara. Eu quase perguntei por que, mas era arriscado. Quando acabei de jantar, mamãe me chamou para conversar. Ela estava falando alguma coisa sobre minhas notas, mas eu não estava prestando muita atenção, até que ela gritou: - Erik!


Comecei a prestar mais atenção, mas aquele grito me deixou chateado, depois terminar, subi pro meu quarto e caí na cama. No meio da noite acordei com uma tempestade. Levantei da cama e olhei pela janela, e vi que minha bicicleta estava toda molhada, jogada no chão, quase sendo levada pela chuva. Desci as escadas, fui para a porta, peguei o guarda-chuva na área de serviço, e sai para a chuva em busca da bicicleta. O chão estava muito escorregadio, então acabei caindo, na chuva, sozinho. Vi um vulto passando, pensei ter batido a cabeça, mas depois, vi alguém levantando minha bicicleta. Levantei, e vi uma menina, não consegui vê-la direito, por causa da chuva, mas fiquei pensando, o que ela estaria fazendo ali, sozinha - não tão sozinha - comigo ali, mas ainda sozinha, na chuva. Ela era loira, com olhos escuros, pelo que eu consegui ver, era meio baixa, bom, mais baixa do que eu, e usava uma calça jeans e um casaco de Esquimó.


- Quem é você? Qual seu nome? - Comecei a perguntar sem parar. - Acalme-se! - A garota me tranqüilizou – não se assuste, meu nome é Eleunora Green- ela me respondeu, com um ar esquisito, tentando me tranqüilizar, mas ao mesmo tempo me assustando. Eu estava com muito sono, então agradeci sua ajuda e fui guardar a bicicleta na garagem. Deixei-a ao lado do carro. Entrei em casa e peguei duas toalhas, uma para mim e uma para Eleunora. Entramos e ficamos conversando por uns bons 20 minutos. - Ah, você não quer passar a noite aqui? - perguntei quase sussurrando. - Não posso, tenho de ir - ela me respondeu gaguejando. - Ah, eu insisto! Quando me dei conta, ela havia desaparecido na escuridão da noite.


Após 13 anos daquela noite, todos me chamavam de maluco, quando contara para meus amigos esta história, mas, numa noite chuvosa, de muito frio, ela voltou, espantado, perguntei a ela onde ela esteve nesses últimos 13 anos. Ela hesitou ao responder, mas conseguiu murmurar: - Erik, vou contar lhe uma história. Sobre o futuro do mundo. Fique observando, confuso, enquanto ela contava a história, era uma história confusa, cheia de problemas e guerras. - Havia uma menina, que encontrara a chave para a eternidade. - Ela mesma se interrompeu. - E essa menina...? – Não consegui terminar a minha pergunta, mas acho que ela entendera. - Essa menina Erik, sou eu – ela se interrompeu novamente, abaixou a cabeça e continuou: - Eu aguardei... Por 20 anos, que a pessoa certa nascesse para eu poder


voltar ao passado, até que você nasceu, e eu pude voltar, mas logo, os Grunph tomaram posse do futuro. Eu a interrompi: - Grunph...? - Sim, uma organização que vem tentando parar o uso dos portais para o passado, eles começaram devagar, criando regras para o uso dos portais, como “Você só pode voltar ao passado, com autorização dos grandes”, logo, eles criaram regras mais rígidas. “Você só pode voltar ao passado quando a pessoa que irá te guiar nascer, a pessoa certa”, mas agora, eles tomaram posse totalmente... Impedindo de qualquer um a viajar... Eu consegui viajar escondida... Mas, só de pensar que tudo isso fora culpa minha... - Culpa sua? – Eu a interrompi. - Sim. – Ela respondeu. - Como? - É uma longa história, venha, vou lhe contar. – Ela estendeu a mão para mim e eu, automaticamente a


peguei. Entramos em uma parede, e logo, estรกvamos no futuro.


SEM SENTIMENTOS Catarina Anton Casali Ortega Gabriela Zeronian Miorin

Em uma pequena cidade de Portugal, existia um posto de bombeiros. Um dia ouve um incêndio, e o posto escolheu seus melhores rapazes. Paulo foi o primeiro a entrar na casa incendiada. Esta casa era muito velha, e abandonada,

não

haviam

descoberto

como

tinha

acontecido o desastre, não tinham nenhuma pista. Paulo foi desesperadamente para o local e localizou onde estava o foco principal do incêndio na casa. Depois


que o fogo foi controlado e apagado, Paulo e seus companheiros foram embora. Em companhia de um seus companheiros, que era seu melhor amigo, conversavam, riam, discutiam sobre futebol e seus resgates heróicos. Quando chegou deu cumprimentou sua mulher e seus filhos, se aprontou para dormir e se deitou com sua esposa. À noite não conseguiu dormir, depois de umas horas pegou no sono profundo. Pela manhã levantaram e foram se trocar. Paulo desceu e verificou se todo mundo estava dormindo. Pegou sua moto e ligou o motor e saiu em direção ao posto e bombeiros para fazer seu plantão de quintafeira. Durante o caminho percebeu que o vento não batia em seu rosto, não sentia o frescor. Achou estranho, mas logo ignorou. Quando chegou ao posto, cumprimentou seus colegas e entrou na lachonete. Quando deu a primeira mordida não sentiu o sabor de queijo com presunto, que comia quase todas as manhãs no posto de bombeiros. Dessa vez já estava achando muito estranho porque já tinha acontecido uma vez. Depois de alguns meses


Paulo se internou no hospital, não sentia mais nada. Todas as manhãs os médicos lhe perguntavam o que estava sentindo e Paulo respondia: - Nada, Doutor, não sinto nada. Não sinto dor, nem alivio, não sinto fome, nem fartura, não sinto frio, nem calor,

não sinto amor, nem ódio, não sinto felicidade,

nem tristeza, enfim doutor não sinto nada. Cada dia que passava Paulo ficava cada vez mais doente, não comia e nem bebia, e não saia da cama. Os médicos já estavam sem esperanças, era um caso que nunca tinham visto em seus muitos anos de experiência na medicina. Depois de uma semana Paulo já estava quase morrendo no hospital, precisava de aparelhos para respirar, sua família foi visitá- lo um pouco assustados. Depois que sua família foi embora, Paulo, já não agüentando mais sua situação, arrancou todos os aparelhos que estavam grudados no seu corpo que o mantinham vivo. Seu corpo foi diretamente para o chão, porque seus ossos não resistiam mais ao peso de seu corpo, fechou seus olhos por obrigação. No outro dia, sua mulher recebeu um telefonema desagradável do hospital que seu marido tinha morrido.


Ela virou para seus filhos e contou- lhe com essas palavras: - Antônio, Marta recebi uma má noticia de seu pai... Ele... Faleceu. Então Marta comentou quase chorando: - Pelo menos ele morreu sem sentimentos.


UMA NOITE DE TERROR Arthur Martin Barbosa Matheus Jovino Gonçalves

Numa vila conhecida como Northam, havia uma lenda de um vampiro que aterrorizava a vida das pessoas que saiam desse lugar. Até que um dia apareceu um homem misterioso, vestido todo de preto, que vinha atrás do vampiro que morava num castelo distante da cidade onde aterrorizava suas vítimas. Poucos dias depois o vampiro conhecido como Arthur ficou furioso quando descobriu que tinha alguém atrás


dele e que não ia parar tão cedo. Então convidou todas as pessoas das redondezas para uma festa, onde ele iria tentar descobrir quem era esse homem misterioso, mas que ele apenas descobriu o nome num livro e se chamava Jovino. Todos os convidados chegaram, mas só Jovino se atrasou um pouco para que o vampiro se cansasse de ficar esperando na entrada do castelo. Quando o caçador de vampiros chegou vasculhou todo o local em busca do rastro do vampiro, e não conseguiu encontrá-lo. No fim da como festa tanto o vampiro quanto o Jovino não conseguiram encontrar nada. Então o vampiro foi pro quarto e o Jovino foi para o hotel que estava hospedado. Então quando chegou a noite do outro dia Jovino estava voltando para o hotel enquanto o vampiro seguiao, mas de repente o vampiro pulou no pescoço de Jovino para tentar mordê-lo, mas Jovino pegou sua cruz e assustou o vampiro e fez com que ele se escondesse nas sombras, então Jovino pegou sua arma e começou a atirar, mas o vampiro só sofreu um pequeno ferimento no pé esquerdo, foi rapidamente o seu castelo e Jovino o seguiu. No castelo surgiu uma grande batalha entre o Jovino e o vampiro. Só dava para ouvir o barulho que aconteceu durante horas de luta, enquanto todos da pequena vila ficavam esperançosos para que Jovino voltasse vivo. De repente viram uma pessoa vinda de longe, mas não sabia


quem era, foram atÊ ela e viram Jovino todo machucado. Ele vinha dizendo: - O vampiro morreu, agora não precisam mais temer. Podem viver em paz. O caçador de vampiros ficou muito famoso por ter matado o ultimo vampiro de toda a terra.


Contos Fantásticos do 6ºA da Escola Projeto Vida - 2009