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Infantil 1 A A sala constitui-se de 34 crianças com a idade de 4 e 5 anos, sendo que 6 destes alunos já eram do Emei Bárbara, já uma grande parte veio de casa e creches. Essa característica fez com que a adaptação fosse tumultuada, pois ora as crianças choravam, ora se esquivavam de brincadeiras propostas para o dia. Durante o semestre as arestas foram aparadas e adaptação aconteceu gradativamente, fazendo com que o grupo participasse com maior freqüência, alimentasse e não ficassem chamando por suas mães a todo o momento. Exploração da natureza e da cultura Iniciamos esta expectativa aguçando a curiosidade e a observação das crianças com histórias de nossa cultura, questionando-as e elaborando suas idéias acerca de experimentos, receitas e transformações, possíveis de serem realizados dentro de nossa sala. Enfatizamos a historia do carnaval em nossa cultura, ilustrando com fotografia e desenhos enviados pela família, gravuras recortadas de jornais e revistas, observando o tipo de fantasias, a diversidade de cores e ritmos, assim como a pluralidade em maneiras de manifestá-las. Para finalizarmos essa de maneira prazerosa e lúdica fizemos uma brincadeira carnavalesca regrada de muita água na bexiga a qual permitia brincar de molhar o amigo. A classe amou esta finalização e grande parte veio muito bem preparada, com roupas de banho adequadas para brincar. Logo ao final da semana fizemos baile com mascaras,serpentina,confetes e muita marchinha,samba enredo entre outras musicas de carnaval. Gradativamente mudamos o foco para brincadeiras e costumes antigos, as famílias sempre em parceria respondeu a pesquisas com brincadeiras que costumavam brincar e algumas foram selecionadas em sala de aula para que pudéssemos vivenciá-la e algo muito bem quisto pela sala foi à peteca, a qual confeccionamos e brincamos em quadra.


Considerando a curiosidade infantil fizemos diversos experimentos com o intuito de levantarmos e ampliarmos hipóteses, assim observando as transformações. Brincamos de aprender quente, frio,estado liquido,solido e pastoso de maneira muito significativa, ou seja, fizemos geladinho, gelatina, ovo de páscoa e concomitante a expectativa, trabalhamos com o projeto self- service, que visa à maior aceitação de legumes, com isso discutimos as propriedades dos alimentos e sua cor. Fizemos bolo de cenoura e diversas experimentações de legumes que seriam servidos no Dia. Percebemos que as crianças até experimentavam, mas na hora do almoço poucos colocavam no prato para alimenta-se. Com o intuito das crianças se apropriarem de procedimentos e medidas oferecemos muitas experimentos que por sua vez foram muito gostosos de fazer e prendiam a atenção das crianças aguçando ainda mais as curiosidades fizeram: massa de modelar, bolinha de sabão com água quente e fria e variações de canudinhos grossos e finos, terra com água, terra e areia, água com óleo, água com álcool e óleo, queda de temperatura do gelo, água fervendo e virando vapor e foi desta maneira fomos juntos construindo mais informações sobre as misturas, seu processo e resultados. Finalizamos o semestre com os fenômenos naturais, as crianças ficaram maravilhadas com imagens de arco-íris, sol, chuva, terremoto, tromba d água, tornado, tsunami, vendaval, trovão. Percebendo então que não eram mágicas, assim como alguns pensavam e que eram fenômenos que o nosso planeta apresenta em diversas regiões. Matemática Em nossa cultura as crianças lidam constantemente com situações matemáticas, seja ele explorar o espaço, questionar sobre números os quais presenciam em telefones, placas de carros, ao trocar de canal de televisão. Aproveitando o ensejo, iniciamos o semestre com brincadeiras que ofereciam às crianças a exploração do espaço; amarelinha, circuito com túnel, queimado pular corda, toca do coelho individual e coletivo, marcha do jornal, batata quente, pega e pega ladrão,


brincadeiras de roda, travessia na floresta. no inicio ocorreu um pouco de conflito,pois a falta dessas crianças correrem com segurança fez com que em parássemos as brincadeiras.pois tinham 8 crianças que si trombavam e machucavam seus rostos,ora em outro colega ora no chão.Conversamos constantemente e iniciávamos a brincadeira em um outro momento.Diminui muito as quedas mas ainda são presentes. Logo ao final da exploração de espaço, ampliamos para que as crianças reproduzissem trajetos indicados pelo professor, e assim fizemos mapa da sala, da sala até a quadra, sempre com muita observação e registro em desenho. Incluímos o uso do calendário com marcação de dia mês e ano, sempre com ênfase em datas que chamavam a atenção do grupo, como aniversariantes do mês, dia do brinquedo, dia do brinquedo teca entre outros. Em meados de março que a classe encontrava-se mais familiarizada com a matemática,trabalhamos com muita música que recitavam os números ,como galinha do vizinho,mariana,suco de limão,um dois feijão com arroz,indiozinho.Esse momento era de muito significado para os alunos que ao imitarem os gestos tanto meu quanto dos colegas iam ampliando seu repertorio em musicas.Fizemos medidas com diversos objetos,fita métrica,régua,palitos,palmas e pés.As crianças riam muito pois dependendo do material usado pra medir, usávamos pouco ou muito e isso fez com que as classificações de tamanhos fossem maior consolidada pelo grupo. As medidas também foram presentes e ao realizarmos receitas ou experimentos, pensávamos nas quantidades utilizadas e em situações que essas medidas pudessem ser trocadas. Cada um colaborava com seus argumentos enriquecendo ainda mais a aula e trazendo pra sala de aula diversa problematizações. A leitura de gráfico foi tão natural,pois construímos bimestralmente um referente ao consumo de legumes,e no final de abril um gráfico referente aos aniversariantes do ano.O qual permite com que as criança vejam a mudança de mês de forma lúdica e ao mesmo tempo associando que o seu aniversario ou já passou ou está por vir,diminuindo a


ansiedade,tão presente próximo as festas de final de mês que fazem parte do projeto “aniversariantes”.Em suma as crianças desde muito pequenas conhecem muito de matemática e percebemos que durante o semestre as crianças aprofundaram ainda mais os conhecimentos que já trouxeram de casa. Teatral Considerando que a expressividade se desenvolve através de diversas experiências artísticas, exploramos durante o semestre o espaço cênico, a presença de personagens, a dramaturgia,bem como figurino,maquiagem, objetos de cena. E desta forma o fazer teatro possibilitou que as crianças se colocassem em movimento, expressando-se, falando e cantando. Fizemos encenação de baile de carnaval para que as crianças tivessem a oportunidade de familiarizar-se com o teatro,disponibilizamos,mascaras,perucas,músicas como a cabeleira do Zezé,mamãe eu quero,corta o cabelo dele.A história de Pierro e colombina foi muito bem aceita e eles ficaram tristes com o final da história.Quando delimitamos espaço de palco para encenações grande parte das crianças tinham vergonha e receio de iniciar o jogo teatral ,porém outros mais desinibidos começaram e depois contagiou e foi uma festa as encenações. Em meados de março, tivemos o foco em teatralizar os contos de fadas, porém nossa classe ao final do mês apresentaria a todo o turno a peça do chapeuzinho vermelho e desta forma todos puderam vivenciar os papéis de chapeuzinho e sua mãe, o lobo, o caçador, a vovozinha. Também Sonorizando a historia com o refrão de música, que por sua vez foi lhe pedido bis na apresentação de tão bonita que ficou. Já com a classe com 90% dos alunos querendo encenar, fizemos outros clássicos os quais assistíamos ou ouvíamos a historia para que depois encenássemos. As historias foram, 3 porquinhos, João e Maria, Cinderela, Branca de neve e 7 anões e bela adormecida. Após todos terem experimentado esse momento de teatralizar os clássicos


infantis,confeccionamos dedoches,bonecos de sombra e fantoches dos clássicos com palito de sorvete,de churrasco,com saco de embalagens.Ao final do semestre as historias que fizeram parte de nossa rotina foram relacionadas a cultura da festa junina a qual trabalhamos com o casamento na roça,a historia do bumba meu boi e finalizamos com uma bela festa junina a qual durante os ensaios todos os alunos se expressavam através da dança e gestos criados pela a emoção da música. Verbal A linguagem verba sendo uma das mais importantes heranças culturais, foi muito vivida em nossa sala de aula. Tivemos diversas conversas em grupo dando oportunidade individuais de falarem e também ouvirem seus amigos. Descrevendo,explicando,relatando e argumentando fatos que ora eu apresentava,ora as famílias contribuíam com as pesquisas que eram lidas e familiarizadas por mim. Durante o inicio do semestre, as crianças não queriam ouvir nem o que eu tinha a apresentar, tão pouco os que os colegas tentavam se expressar, mas gradativamente foram tendo mais atenção, parando para ouvir historias os amigos e também se oferecendo mais nos momentos de roda de conversa. Noto que mesmo passado 6 meses, este é um momento muito difícil, pois alguns alunos que não conseguem ter atenção em nada que é proposto, faz questão de gritar, fazer birra e machucar os colegas, neste momento que aparentemente as crianças parecem estar mais quietas e atentas. Contudo, houveram avanços muito significativos quanto a expressão de idéias que aos poucos formam ficando mais claras e objetivas ao pronunciarem-se aos demais. Escrita Levando em consideração que a construção da escrita é longa e se inicia nos primeiros anos de vida, iniciamos o trabalho de apresentação do crachá com o nome próprio,e com ele passamos o mês inteiro brincando,adicionando músicas,


gincana, caça ao tesouro que por sua vez era o seu próprio nome, dança das cadeiras com o nome fixado na mesma, mostro do nome, construção do nome com letras móveis. Ao identificarem seus nomes, as crianças ficaravam maravilhadas e quão foi à surpresa ao verem suas fotos e nomes anexados na parede da classe. Em março ampliamos a atividade com o nome próprio, porém pesquisando o nome das pessoas da família, caça palavras com nome de colegas da classe, rimas com nomes, lista com os gêneros, bingo, ditado relâmpago e muita escrita espontânea, ou seja, escrever sem minha intervenção. Já em abril alunos com muito o foco baseava-se em formalizar as instruções de jogos receitas, procedimentos, localizando alguns nomes em lista de palavras. De maneira impar e singular,quando eu oferecia a folha,lápis de escrever e borracha,uma grande parte dos alunos passava a chorar,esconder-se embaixo da mesa e até mesmo recusar-se a fazer.No inicio as folhas voltavam comidas,babadas,colocavam a folha na cabeça pra fazer chapéu ou usavam a mesma pra fantasiar carros,bolas etc.O tempo foi passando e essas características diminuíram,mas ainda são muito presentes no momento de entrega de folhas.Finalizamos o semestre com escrita de convites,leitura de bilhetes e comunicados.Assim as crianças puderam experimentar e reconhecer características em diversos tipos de textos, como lista,convites,regras de jogos e bilhetes.Em geral ao observar as hipóteses de escrita das crianças ,percebi que grande parte dos alunos já utilizam as letras para formar seus textos e de maneira significativa ampliaram seu conhecimento sobre esse sistema. Conhecimento de si Com está expectativa desencadeamos atividades exploratórias que permitiam a ampliação da autonomia das crianças e na construção de significações, permitindo assim que os alunos pensassem sobre suas atitudes, seus hábitos alimentares, a higiene de si próprio e do local o qual está entre outros.


O levantamento de regras foi o pioneiro na expectativa e fez com que diversas questões fossem discutidas, com o que pode e não pode fazer na escola. Ilustramos com imagens da internet e anexamos em sala de aula e sempre que alguém burlava as regras, parávamos a atividade ou brincadeira para conversarmos a postura de quem estava errada. Também ao termino de uma atividade a qual as crianças se comportavam,voltamos a conversar para elogias suas atitudes. Muitos livros com boas maneiras foram vivenciados,assim como um intercalar com brincadeiras que exigiam a propriação de regras ,guardá-los após o seu uso. Assim as crianças cada vez mais se apropriavam de maneiras autônomas. Pesquisamos em revistas e folhetos os hábitos de higiene, assistimos desenho sobre higiene bucal,utilizamos o manequim dentário em prol dos alunos entenderem,como escovar os dentes.Diversas fabulas fizeram parte do nosso dia a dia,assim como a galinha dos ovos de ouro,o burro e o sal, o leão e o ratinho entre outros e as crianças discutiam muito a moral da historia.Já habituados ampliamos o trabalho com continuidade em higiene,regras,brincadeiras de tirar a roupa e sapatos e colocá-los, assim como dinâmicas e diversas leituras infantis que trata de alimentação saudável,também conversamos sobre diversas atitudes as quais as crianças se comportavam no almoço e finalizamos o semestre com ampliações desses conceitos ,dando ênfase no cuidado se si,quanto ao uso de tinta,como agir em situações de risco ou consigo ou com amigos.Concomitante a esses trabalhos,confeccionamos cartões de aniversariantes, para os crianças que completavam anos no mês e também gráfico com todos os aniversariantes do ano,dando sempre importância para a data do nascimento e o crescimento que cada ano trás as pessoas. As crianças em um modo geral foram amadurecendo muito nesta expectativa, pois ficavam menos ansiosos de quando seria sua festa aqui na escola questão de calçar-se, vestir-se era muito complicada nesta sala e eles acreditavam que eu deveria fazer pra eles, e com o tempo percebeu que cada um


consegue ser responsável por si próprio e com seus objetos e que o adulto que os acompanha na escola, tem como função auxiliá-lo e ajudá-lo quando a sua segurança e deixando-o muito mais autônomo. Linguagem corporal/ brincar e imaginar Levando em consideração que o movimento oferece as pessoas, a livre expressão corporal, essa expectativa proporciona situações em que a crianças possas correr sentarse, engatinhar, andar, saltar e dividir momentos de alegria e angustia com seus parceiros, sendo ele dupla ou grupo etc. Uni as duas expectativas para que não ficassem redundantes as brincadeiras que proporcionamos, mas que cada uma tem seu próprio objetivo próprio, o qual colocarei logo a baixo. Iniciamos o semestre com brincadeiras tradicionais, como pega, pega ladrão, duro ou mole, passa anel, brincamos embaixo da mesa, futebol, pular cela, adoleta com diversas alturas, brincamos com perucas e fantasias assim como no parque livre, jogo de construção e brinquedoteca. Este era um dos momentos mais em quistos das aulas, tínhamos poucas rejeições quanto as brincadeiras selecionadas e até o final do semestre tenho apenas um aluno que as vezes se recusa a brincar,mas que já esta bem mais familiarizado com a classe. Em meados de março, ampliamos as atividades com conceitos de frente, trás, alto baixo, dentro fora e realizamos regrada de musicas, como boneca de lata, seu burro, popy popy, musicas da Xuxa que continham esses conceitos. As crianças amavam dançar as coreografias e inconscientemente aprendiam diversos conceitos ao dançar e seguir os passos da música.Finalizamos o semestre com muitos circuitos,jogos de equipes lançamento de bola e mímica proporcionando as crianças diversos momento de brincar imaginar e lidar harmoniosamente com seu corpo. Linguagem musical


Esta linguagem proporciona as crianças a interessarem por músicas de diferentes gêneros, estilo e épocas, também ampliando seu repertorio em escuta. Iniciamos com marchinhas carnavalesca,após exploramos a bandinha e seus instrumentos musicas e após confeccionamos um chocalho(potinho de Danone) e também palhetas(cabo de vassoura) e uma viola(papel cartão) e mural com instrumentos musicais diversos,imitando seu som após sua confecção. Apreciamos forró, country, sertanejo rock e instrumental, neste momento ficavam muito claros o gosto da família, pois em alguns gêneros as crianças queriam recusar-se a ouvir, mesmo antes de conhecer. E para finalizar o semestre utilizamos a sonorização de historias infantis assim como o som da chuva,trovão e etc. Linguagem visual A linguagem visual possibilita que as crianças aprendam e reconheçam padrões de uso de cores, obras de artistas contemporâneos, suas características, assim como seu sentimento ao desenhar a obra. Nesta linguagem percebemos que as crianças ficavam muito interessadas nas cores nas obras, mas no momento de desenhar, não seguia o combinado, pois queriam desenhar, fadas, animais carros e outros objetos que não tinham nas obras, mas logo eles foram se adaptando e em meados de abril fizemos diversas releituras, de Tarsila do Amaral, como o vendedor de frutas, Abapuru, auto-retrato de Tarsila e sua vida, também tivemos foco nas cores primarias e secundarias, assim como tons de preto e cinza. Outros artistas que fizeram parte de nossos trabalhos foram,Di Cavalcante,Cândido Portinari. Durante o semestre também trabalhamos escultores e fizemos suas obras em argila e massinha, os escultores foram Rodin e Aleijadinho, o qual as crianças puderam manusear algumas mini obras que trouxe de Minas gerais e tiveram uma visão tridimensional das obras.


ficha de ed infantl  

ficha de acompanhamento

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