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empreendimento em face do risco de se limitar a intervenção artística e a qualidade do espetáculo. 4.10 Formas de aquisição e uso dos materiais Neste marco referencial, maior atenção será dada às agremiações que desfilam nas últimas divisões, pois no caso do Grupo Especial, sempre há a compra de materiais novos para a composição de novas fantasias, adereços e esculturas. Segundo Ferreira e Lobo (2012), em geral, o carnavalesco da escola de escola de samba solicita a obtenção de material a partir de um cálculo aproximado daquilo que será utilizado a partir dos desenhos das fantasias e das alegorias, descontando o material já existente em estoque e aquele que será obtido por doações. Entretanto, estes cálculos são refeitos praticamente a cada semana, pois a compra de material é feita em lojas especializadas, ateliês que revendem material não aproveitado, escolas de samba que negociam esculturas e fantasias utilizadas em carnavais anteriores, não sendo garantido que a compra planejada inicialmente possa ser efetivada plenamente. Além disso, nem sempre as doações prometidas são efetuadas. Uma estratégia cada vez mais adotada por estas agremiações é a antecipação da divulgação do enredo, para que as mesmas tenham mais tempo para negociar material a ser adquirido de ateliês e escolas de samba parceiras, antes de se realizar a compra de material novo nas lojas especializadas. 4.11 Uso de ferramentas tecnológicas O uso da tecnologia na preparação dos desfiles das escolas de samba não se faz de maneira intensiva, independente do grupo ao qual pertença. No caso das agremiações do Grupo Especial, Oliveira (2009) destaca que existem carnavalescos que já adotaram programas de computação gráfica para preparar as fantasias, enquanto outros adotam as ferramentas tradicionais de desenho em papel. Também em alguns casos encontra-se a adoção de programas computacionais específicos que permitem a simulação da composição dos carros alegóricos, conforme mostram Souza (2001) e Victorio (2010). Sobre o uso de rotinas computacionais relacionadas ao projeto e cálculo das estruturas dos carros alegórica não foram encontradas referências sobre o assunto. Hoje, com o auxílio da computação, é possível simular o conjunto plástico de toda uma escola de samba, o que permitiu por exemplo a existência das escolas de samba virtuais (MACIEL, 2007). 4.12 Ensaios técnicos Consideramos estes ensaios como a continuidade do terceiro elemento preparador de um desfile de uma escola de samba. Os ensaios técnicos são adotados como forma de simular a situação vivenciada no dia do desfile. Nestes eventos também há a captação de recursos com a venda de comidas, bebidas e material de divulgação das agremiações. Apesar de seu aspecto inicial relacionar-se a um controle das atividades praticadas durante o desfile, Magalhães (2006) ressalta que não se trata apenas de uma execução

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Elementos para o Estudo das Escolas de Samba dos Últimos Grupos de Acesso da Cidade do RJ  

Título(s): Elementos para o Estudo das Escolas de Samba dos Últimos Grupos de Acesso da Cidade do Rio de Janeiro. Autor: Júlio César Valente...

Elementos para o Estudo das Escolas de Samba dos Últimos Grupos de Acesso da Cidade do RJ  

Título(s): Elementos para o Estudo das Escolas de Samba dos Últimos Grupos de Acesso da Cidade do Rio de Janeiro. Autor: Júlio César Valente...

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