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EPISÓDIO: A HISTÓRIA DE MARIA BENEDICTA LIMA DELLA TORRE, UMA GRANDE ESCRITORA

Edição Bimestral Distribuição Gratuita

Americana, Setembro de 2010 - Edição 03 Ano 01 - 20 mil exemplares Tiragem Auditada

Sua maneira de ver

A mulher sempre foi a protagonista da sociedade brasileira, mas, no início do século XXI, ela passou a acumular funções que antes ficavam sob a responsabilidade exclusiva dos homens. Hoje a mulher é chefe em casa e no trabalho, como Lurdinha Sacilotto.

ESPECIAL

Clélia Coletti Sega

EXPRESSÃO

Jantar do Empresário

ESTRATÉGIA

Mulheres em Destaque


Destaques

14 Expresso Notícias de Americana

08 Especial Clélia Coletti Sega

Especial 08 l Clélia Coletti Sega Expresso 14 l Destaques Espetáculo 18 l Nossos Escritores

20 Estratégia Mulheres em Destaque 62 Episódio Maria Benedicta Lima Della Torre

Empresas 19 l Certificação ISO Estratégia 20 l Mulheres em Destaque 24 l Sutileza e Firmeza, Mulheres pcupam áreas masculinas Espaço 26 l Espaços externos e internos: plantas práticas

30 Estilo Peças Eternas

Estilo 30 l Peças eternas Expressão 36 l Jantar do Empresário Explorar 42 l Nova York, um lugar onde o mundo se encontra

52 Equilíbrio Moderna, mas saudável 44 Extra

36 Expressão Jantar do Empresário

58 Energético

42 Explorar

Extra 44 l Elas estão no comando Esporte 50 l Belas no esporte Equilíbrio 52 l Moderna, mas saudável Energético 58 l Onde Elas vão? Estimação 60 l No mercado da estética, os cães também são bons clientes Episódio 62 l A arte de Escrever

 l Revista Ellena


ditorial

C

ompletamos com esta terceira edição da revista Ellena, um passo de afirmação e, mais que isso, uma forma de mostrar que a cidade de Americana é fantástica de se viver, estudar e um lugar totalmente “autossustentável”. Para retratar isso, escolhemos histórias de vida das mulheres americanenses. Constatamos que a mulher nascida ou criada tem predicados em comum: a persistência, a qualidade e a preocupação com o futuro. Através da figura feminina em nossas matérias podemos afirmar que em Americana encontramos tudo do que precisamos. Às vezes, temos dificuldade de prestigiar o que é nosso e fazemos valer a velha frase: “A grama do vizinho é mais verde”. A cidade é repleta de opções e está cada vez melhorar, seja com os comerciantes locais ou empreendedores que veem nosso potencial. Nossas entrevistadas, apesar de escolhas diferentes, de estudos diferentes, de épocas e idades diferentes, mostram-nos o quanto o município é rico dos maiores patrimônios que podemos ter: histórias e realizações. Esta edição da Ellena não vem a ser a visão feminina da cidade, mas sim a visão da cidade sobre seus temas contemporizados com a posição das mulheres e, mais que isso, da família americanense.

Sua maneira de ver

ELLENA é uma publicação bimestral da PREMISSA Editoração em Veículos Impressos Ltda. Tiragem: 20 mil exemplares. Diretoria Executiva: Isabela Fonseca, Marcelo Antonio Fernandes, Marcelo Moretti. Editor de Arte: Marcelo Moretti. Diretor Comercial: Marcelo Antonio Fernandes - comercial@ellena.com.br. Editora: Isabela Fonseca. Conselho Editorial: Isabela Fonseca, Marcelo Antonio Fernandes, Marcelo Moretti. reportagem: Ariel Ferreira, Bruna Maiurro Carrara, Isabela Fonseca, Maurício Vargas, Melquesedec Ferreira. Jornalista responsável: Isabela Fonseca MTb 48545. revisão: Eduardo Massuh Cury. Projeto gráfico/Arte: Moretti Fonseca. Fotografia: Rodrigo Marcioto e Diego Domingues. E-mail: jornalismo@ellena.com.br. ELLENA não tem responsabilidade editorial pelos conceitos emitidos nos artigos assinados e informes publicitários. A revista é distribuída gratuitamente na cidade de Americana. Quem desejar enviar sugestões ou anunciar pode entrar em contato pelo telefone: (19) 3407.7342. www.ellena.com.br

Tiragem Comprovada: A tiragem dessa edição de 20 mil exemplares é auditada pela BDO Trevisan Auditores Independentes .

Marcelo Moretti, conselho editorial.

www.bdobrazil.com.br

6 l Revista Ellena


special

Clélia Coletti Sega

Lecionar e educar:

um sonho realizado por Isabela Fonseca

  Um sonho de infância que se tornou realidade. Assim é a história da vida profissional da professora e pedagoga Clélia Coletti Sêga, 65.   Nascida em 14 de abril de 1945, na cidade de Limeira, viveu na zona rural até os sete anos, onde começou a ser alfabetizada: “Minha professora vinha de trem para a fazenda e uma charrete ia buscá-la na estação; eu achava linda aquela cena. Ela foi a minha referência”, conta.

 l Revista Ellena


special

Um sonho se torna realidade   Os pais de Clélia, João Coletti e Ângela Spagnol Coletti, tiveram oito filhos, dos quais sete são mulheres: Benedito, Neyde, Nilza, Maria, Clélia, Cleide, Clebe e Terezinha. Todos nasceram em casa, assistidos por uma parteira, inclusive ela e sua irmã gêmea, Cleide: “Minha mãe só soube que eram dois bebês no momento do parto”, revela.

  Até os cinco anos de idade, ela viveu em um sítio, no município onde nasceu. Depois, quando seu pai recebeu um convite para administrar a Fazenda São Jerônimo, mudou-se com a família para a fazenda, onde iniciou os estudos: “Eu e minha irmã gêmea fizemos o primeiro e o segundo ano na escola rural”, lembra.   Foi nessa época que Clélia desenvolveu o desejo de lecionar, inspi-

rada na professora Joyce Minchin Polezel, que vinha de trem de Nova Odessa até a fazenda e era transportada da estação até a escola por uma charrete. Essa idéia fixa se concretizou em 1963, quando se formou professora. “Por coincidência, meu primeiro ano na cadeira de magistério foi lecionar na zona rural e, como eu não tinha meio de transporte, uma charrete vinha me buscar”, relata.   A realidade, segundo Clélia, era bem diferente da imagem que tinha quando criança, já que andar em veículo puxado a cavalo não era nada confortável: “Tudo aquilo que eu via com tanta mordomia não existia. Era sol, poeira e os pelos do cavalo que esvoaçavam em cima de mim”, ri. Mas, esse era apenas o início de uma carreira de sucesso. A luta pelo estudo

Clélia em sua formatura no ano de 1963, quando realizou seu sonho de criança, formando-se professora. No mesmo ano ela começou a lecionar.

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  Em uma visita à casa dos pais de Clélia, uma amiga da família, Maria Claudia de Macedo Camargo Neves, que era secretária da única escola existente na cidade, disse para seu pai colocar todas as filhas para estudar e ser professoras. “Nós a consideramos a nossa fada madrinha”, afirma.   O pai de Clélia atendeu a orientação da amiga e comprou uma casa na Rua Coroados, no bairro Conserva, para facilitar a ida das filhas à escola. Para o sustento da família, arrendou um sítio e passou a trabalhar com seu único filho homem, Benedito, irmão de Clélia. “Minha família era simples, foi bastante difícil nos manter na escola, porque só meu pai trabalhava e mamãe era uma pessoa bastante econômica, fazia tudo sozinha e delegava as funções domésticas para as filhas”, conta.   Clélia se recorda de que a diretora da escola, a senhora Aparecida Paioli, era muito exigente e premiava os melhores alunos da classe com excursões para visitar outros


estados do país. Ela participava todos os anos, mas como não possuía muitas opções de Sérgio trajes para levar na e Clélia: viagem, chegava a casados e sentir certa humiparceiros lhação diante das na vida há colegas: “Nossa 42 anos. Ele roupa era a que usásempre a vamos para ir à esapoiou em cola. O agasalho de seus projetos. inverno tinha que ser azul marinho, e esse era o único agasalho que tínhamos”.   Era uma época em que poucas mulheres estudavam, a maioria trabalhava na indústria têxtil e as que frequentavam a escola eram as de famílias com boa condição financeira. Clélia lembra de que ela e suas seis irmãs caminhavam até a escola, saindo da Rua Riachuelo, onde moravam, desciam a Rua Ari Meirelles e pegavam a Fernando de Camargo até a Rua Heitor Penteado, onde hoje está o colégio Dom Pedro, no centro. “Um dia, um verdureiro que vendia verduras de carrocinha nos parou e perguntou quem éramos e afirmou que não conhecia nenhuma família rica que morasse naquele bairro e tinha filhas que estudassem”, recorda.   Clélia estudou na escola Castro Gonçalves, no bairro da Conserva, e na Escola Estadual de Americana, que passou a ter o nome de Instituto de Educação Presidente Kennedy, e, atualmente, Escola Dr. Heitor Penteado. Desde então, foram 27 anos dedicados ao magistério, como professora e pedagoga. O maior dos sonhos   Depois de lecionar um ano na fazenda São Jerônimo, em uma escola de emergência, Clélia prestou concurso público para trabalhar em escolas estaduais. Em 1965, foi professora em Arthur Nogueira, depois em Nova Odessa e, por último, em Americana, onde ficou até se aposentar.   Na cidade, lecionou nas escolas Otávio Soares de Arruda, no bairro Nova Americana; Risoleta Lopes Aranha, no São Domingos, e no Heitor Penteado. Fotos: Rodrigo Marcioto

Revista Ellena

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special

primeiro neto”, revela. A família

Depois de sua aposentadoria, em 1990, ela foi convidada para trabalhar em uma escola particular, onde ficou por alguns anos. “O meu grande sonho era ter a minha própria escola”, revela.   Em 1995, ela convidou uma colega de trabalho, a senhora Sebastiana Paie Rodella, para ser sua sócia em uma escola infantil. O seu maior sonho se tornava

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Clélia casou-se aos 23 anos com Sérgio Sega, advogado e proprietário de um escritório de contabilidade, com quem tem dois filhos – Daniela e Renato – e quatro netos – Pedro, Felipe, ViAcima: tor e Manuela. Ela se lemClélia, bra de que o conheceu no Sérgio, footing ao redor da fonte Felipe, luminosa na praça cenDaniela, tral. “Os moços ficavam Pedro, Renato, enfileirados ao redor da Manuela, fonte, e as moças circulaVitor vam e nos paquerávamos e Karen. até que o rapaz se dirigia Ao lado: à pretendente e a pedia os irmãos em namoro”, explica. O Coletti: casamento aconteceu Benedito, realidade. “Eu dedico minhas 24 horas Neyde, depois de quatro anos de do dia para a minha escola; adoro o que Terezinha, namoro. Cleide, eu faço”, assevera.   Ela afirma que é muito   Hoje, a escola de Clélia atende desde Clebe, bem casada e que Sérgio crianças recém-nascidas até crianças da Clélia, foi seu primeiro e único 1ª do ensino fundamental. “Eu nunca Nilza e namorado. “Foi com ele Maria. tive a intenção de lecionar para adolesque eu construí a minha centes, e quando eu pensei em abrir a vida, nos entendemos muito bem”, afirescola foi na época em que nasceu meu ma. Fotos: arquivo pessoal


xpresso por Isabela Fonseca

multisserviços   A NET conta com um novo portfólio de produtos e serviços, com novidades em TV por assinatura, banda larga, telefonia fixa e no NET Combo, que reúne os três serviços.   NET Virtua possui novas velocidades: 1, 5, 10 e 20 Mega. Clientes podem optar pela contratação apenas de banda larga ou por ofertas que combinam este serviço com TV por assinatura e telefonia fixa. A NET também comemora a marca de 100 mil clientes de banda larga popular. A oferta da NET traz velocidade de Meio Mega (512 Kbps) com mensalidade de R$ 29,80. No pacote NET Fone. com, que integra internet popular, canais abertos e públicos de TV via cabo e telefone fixo por R$ 39,90. A velocidade da Banda Larga Popular passa a ser de 1 Mega.   Em TV por assinatura, a NET lançou em junho novos canais em alta definição (HD). Já está no ar o NAT GEO WILD HD e Discovery HD Theater e, nos próximos meses, estreiam os canais Megapix HD, VH1 HD, TNT HD e Space HD.   O NET Fone via Embratel também oferece novos benefícios para quem aproveitar a portabilidade. Com a promoção Fale do Seu Jeito, ao trazer seu numero telefônico para a NET, o cliente paga apenas pelas ligações que fizer. A promoção estará disponível para clientes portados que contratarem uma das novas velocidades do NET Vírtua Megaflash a partir de 1 Mega.

Café Caipira

  Organizado por um dos colaboradores da Revista Ellena, Melque Ferreira (foto), diretor da Secretaria de Cultura de Americana, o projeto “Café Caipira” atraiu mais de mil pessoas à Casa de Cultura Hermann Müller Carioba para assistir à Orquestra de Violeiros de Limeira, Orquestra Barbarense de Violas e o Grupo Violado. Parabéns ao idealizador, que trouxe para a cidade uma excelente opção de lazer e boa música.

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Sidney Reinaldo Morato de Melo, Gerente de Operações da NET Americana.

Conciliação   Desde o dia 27 de julho, a Acia (Associação Comercial e Industrial de Americana) em parceria com o Sinditec (Sindicato das Indústrias de Tecelagens de Americana e Região), disponibilizou um importante serviço para os empresários, comerciantes, colaboradores e consumidores: trata-se da Câmara de Conciliação, Mediação e Arbitragem Empresarial – CBMAE (Câmara Brasileira de Mediação e Arbitragem Empresarial). “A Câmara é aberta a todos e tem uma função social, já que vai tirar a sensação de letigiosidade das ações”, afirma Marcelo Fiorani, diretor coordenador. Os 24 árbitros que atuarão são: Adriana de Almeida Nobre, Alcides Wiezel, Ângela Maria Telles de Souza, Davi Evangelista de Oliveira, Elza Sfera Cassitas, Fernando Palomar, Frederico Guerra da Silva, Humberto Jacomin, Ivonete Antunes, Marcelo Antônio Fernandes, Marcelo Fiorani, Natalina Spagnol, Odisséia Braganolli, Paulo Duarte Gavião, Ricardo Paiuta, Rosa Maria Diniz Valente, Rosângela Gallo Lolli Agostinho, Valdir Saciloto, Valmir Barufaldi, Valmir Duarte, Valmir Frizarin, Vanderlei Barufaldi, Victor Chinaglia, Viviani Wiezel Ramos (foto).

Fotos: Rodigo Marcioto e Divulgação


Sempre melhor

Desfile

Germano e seus pais, João Batista e Leda Pavan.

A La Salete, a mais requintada joalheria de Americana, está de cara nova. Reformada recentemente, o objetivo é atender ainda melhor o cliente, que na visão da diretoria da empresa merece sempre um ótimo atendimento e um excelente serviço. Para conferir o novo espaço, o endereço é Rua Fernando de Camargo, 139, no centro. O telefone é 3461.1472.

  A modelo e miss Americana, Monike Carli(foto), participou do desfile em prol das entidades Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) e Aephiva (Associação Ecumênica dos Portadores do Vírus HIV de Americana), realizado em maio, no Salão de Festas Villa São Vito, com o apoio da Exótica Prime.

destaques   A advogada Maria de Jesus Ribeiro Gascon Os vereadores, Valdecir Duzzi e Espadinha recebeu recentemente título de ciDivina Bertalia dadã americanense pela Câmara Municipal. foram os autores Nascida em 2 de janeiro de 1946 em Monchique, do projeto que sul de Portugal, ela veio para o Brasil em 18 de homenageou Espadinha novembro de 1978. Em 1996, foi presidente da e Fanny. Comissão dos Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Americana, cargo que exerceu até o início de 2009.   Fanny Olivieri, nascida em Americana no dia 10 de agosto de 1936, foi homenageada com título de cidadã emérita. Dotada de um elevado senso de responsabilidade social, paralelamente ao desenvolvimento de seu trabalho como uma das mais competentes educadoras da cidade, sempre se colocou à disposição dos interesses de Americana, os quais assume com paixão. Revista Ellena

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xpresso sucesso

Mais uma opção

Às vésperas de completar 10 anos de carreira, a dupla Dany e Diego chega ao amadurecimento e grava um DVD no dia 18 de setembro, às 22h, na Usina Santa Bárbara. A entrada será um quilo de alimento e o evento tem apoio da Prefeitura de Santa Bárbara D’Oeste.   “É pra ninguém ficar parado”, anunciam os irmãos. O título do novo CD, já lançado, é “A Paixão me Pegou”, e chega para reforçar o carisma dos irmãos com o público, conquistado com muito trabalho e muito “pé na estrada”. A produção do DVD é do Pinocchio Music. Não dá pra perder.

A Exótica lançou mais uma loja na região. Dessa vez, o centro de Santa Bárbara D’Oeste foi o escolhido para a instalação da óptica, que tem atendimento diferenciado. Vale a pena conferir: Rua Dona Margarida, 710, Comercial Pinguim.

43 anos

Família Kresner, a frente do Grupo Exótica.

A dupla veste Aquarius. Foto tirada no Villa Scamboo.

No ar

  A tradicional comemoração da comunidade de São Domingos completou 43 anos, em 2010. Criada por Dom Paulo de Tarso Campos, arcebispo de Campinas, mais de 100 mil pessoas passam pelos eventos religiosos e sociais durante todo o mês de agosto. “Mais que um evento social, a Festa de São Domingos é ferramenta de relacionamento, evangelização e amadurecimento da fé para todos”, afirma o padre Itamar Gonçalves(foto).

  Em 150 horas de debate, as 11 comissões que discutiram os 22 diferentes temas durante o Fórum Municipal Americana 2020, organizado pela Câmara Municipal, estabeleceram 370 objetivos a serem alcançados em 10 anos. Durante os meses de março e abril, as reuniões do inédito projeto contaram com a participação de 86 pessoas, entre representantes de entidades, associações, técnicos e especialistas de diversos setores da sociedade civil.   O experiente jornalista Walter Bartels(foto) lançou um site completo e bem elaborado que aborda notícias da região. Os competentes profissionais Jairo Silva, Claudete Campos e José Carlos Naves estão na equipe do novo meio de comunicação. Para ter acesso às novidades: www.walterbartels.com.br.

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370 metas


spetáculo

Nossos Escritores por Isabela Fonseca

Carlos Basanella, 53 anos, assessor parlamentar   Escritor de poesias, lançou recentemente o livro A Poesia Como Terapia  Para  Uma  Vida  Saudável,  São  Paulo:  Scortecci,  2010,  que  reúne,  em  140  páginas,  45  poemas  de  sua  autoria.  “Quando  decidi  ser  escritor,  pensava:  escrever  o  quê?  Então  comprei  um  caderno  e  uma  caneta  e comecei a escrever tudo o que me  passava pela mente”, revela.  Onde encontrar: (19) 9839.5925.

Ana Paula Pontes jornalista e produtora cultural

OS LIVROS DA MINHA VIDA Na infância: - A bíblia da criança - Jacob Ecker (ganhei da minha avó e tenho até hoje, embora não faça tanto tempo assim) - Turma da Mônica (Gibis)

Elaine Wiezel, 40 anos, nutricionista   Autora  de  Sabedoria  Nutricional  –  A  Arte  de  Comer  Bem,  ressalta  que,  sendo  a  saúde  um  dos  bens  mais  precioso  que  temos,  é  melhor  mantê-la  do  que  recuperá-la  depois  de perdida.    Colocando os mais novos conhecimentos científi cos nutricionais junto  ao  milenar  conhecimento  bíblico,  a  autora estimula cada leitor a adotar  um estilo de vida mais saudável. Onde encontrar: (19) 3407.0032 -  (19) 3628.1538.

Na Juventude: - Feliz Ano Velho - Marcelo Rubens Paiva - O escaravelho do diabo e todos da série Vaga-Lume Na fase adulta (já apaixonada por história): - Brasil: de Castelo a Tancredo - Thomas Skidmore - Ou Isto ou Aquilo - Cecília Meireles Na fase profissional (para quem deseja saber mais sobre a produção cultural): - Gestão Cultural - Profissão em formação - Maria Helena Cunha - Guia Brasileiro de Produção Cultural - Edson Natale e Cristiane Olivieri

Ana Maria Volpato Jensen, 40 anos, bióloga e instrutora de língua italiana.   Desde  1996,  escreve  poemas  e  contos; fez parte do Espaço Literário  “Nelly  Rocha  Galassi”,  teve  trabalhos  publicados  em  jornais  e  diversas antologias poéticas.   Em  2002,  publicou  seu  primeiro  livro  infantil,  Poemas  do  Faz-deConta,  Caminho  Editorial,  o  qual  fala  da  simplicidade  das  brincadeiras  antigas  e  despretensiosas  que  traziam  sabor  à  vida,  inspiradas  na  infância da própria autora.   Em  2004,  publicou  Borboletas,  livro  de  poemas  sobre  impressões  da vida, desde a meninice à maturidade,  que  inclui  imagens  da  artista  plástica Nilsa Volpato, mãe da autora, e publicado pela Editora Adonis. Onde encontrar: (19) 8124.4043.

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Para descontrair: - Almanaque dos anos 80 (Adoro!!!) - Luiz Alzer e Mariana Claudino - Uma vida inventada - Memórias trocadas e outras histórias - Maitê Proença - A cidade do sol - Khaled Hosseini - Palmeiras, um caso de amor - Mário Prata O que vou ler agora: - A Índia que eu vi - Aventuras e histórias numa das mais antigas culturas do mundo - de João Avelar Lobato

“A cultura é como a atmosfera: não a percebemos, pois estamos imersos nela”. José Saramago, escritor fotos: Rodrigo Marcioto.


mpresas

PARQUE URBANO Os americanenses e moradores da região terão  em breve uma excelente opção de lazer. A  empresa Eco-Venture de Assessoria Ambiental,  Implantação e Operação de Atividades de  Aventura vai administrar as modalidades que  serão oferecidas aos visitantes do parque urbano,  localizado em Americana, nas proximidades da  Estrada Balsa/Rio Piracicaba e de propriedade  da Quilombo. O local já está sendo estruturado  para ser uma opção de distração e educação  ambiental.  

Uma escolha responsável   Conhecer as particularidades de cada profi ssão sem  dúvida facilita a escolha dos futuros universitários no  momento de decidir sua profi ssão. Por isso, a FAM realiza, anualmente, a FepFAM – Feira de Profi ssões.    Destinada aos estudantes do terceiro ano do Ensino  Médio de escolas públicas e particulares de Americana  e região, a FepFAM contará com a apresentação dos  cursos oferecidos pela Instituição, e será realizada entre  os dias 13 e 17 de setembro.   O regulamento do evento e a inscrição estarão  disponíveis no site www.fam.br a partir de primeiro de  setembro.

Certificação ISO Após auditoria realizada pela ABNT (Associação  ACIMA: Brasileira  de  Normas  Técnicas),  a  ECOTEC,  A equipe unidade  de  Americana,  empresa  que  trabalha  ECOTEC no  segmento  de  sanitários  portáteis,  recebeu  a  satisfeita com o ISO. Certifi cação  ISO  9001:2008,  que  estabelece  um  modelo de gestão da qualidade.  As normas da ISO estabelecem  requisitos que auxiliam a melhoria dos processos internos, a  maior  capacitação  dos  colaboradores,  o  monitoramento  do  ambiente de trabalho, a verifi cação da satisfação dos clientes,  colaboradores  e  fornecedores,  num  processo  contínuo  de  melhoria do  sistema de gestão da qualidade. 

Melhoria contínua A Farma Vida(foto) é a única farmácia de manipulação na cidade de  Americana  certifi cada pelo Sinamm – Sistema Nacional de Aperfeiçoamento e Monitoramento Magistral da Anfarmag (Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais) que demonstra o compromisso do  estabelecimento com a qualidade dos serviços e a busca pela melhoria e  qualifi cação dos processos magistrais.    “É pelo compromisso que temos com nossos clientes e prescritores que  a Farma Vida há 20 anos se mantém sempre à frente da busca do conhecimento e da qualidade contínua tantos dos processos, matérias-prima,  equipamentos e principalmente da qualifi cação profi ssional de colaboradores”, dizem as farmacêuticas Ana Maria Fabri e Eunice Fabri.  Revista Ellena

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stratégia

Mulheres em destaque por Bruna Maiurro Carrara

Uma carreira de sucesso depende de uma somatória de fatores, como capacitação profissional, desenvolvimento contínuo, atitudes, postura e metas definidas.

A

ssumir novos desafios e responsabilidades. Estas, certamente, são características que a mulher vem adquirindo há muitas décadas para conquistar seu espaço na sociedade.   As mulheres deixaram de ser “do lar” há tempos e seu avanço de posição na sociedade brasileira é intenso. Segundo a edição especial da Revista Veja, dedicada ao tema “Mulher”, que circulou nas bancas em junho deste ano, as mulheres representam metade da mão-de-obra ocidental. Só no Brasil, este fato equivale

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a 42,4%. Além disso, 35% das famílias no país são chefiadas por uma mulher.   Atrelado a esses dados, inúmeras mulheres, hoje, estão ocupando cargos que antes eram considerados exclusivamente masculinos. “A mulher não se limitou na escolha de profissões. É cada vez mais comum encontrar mulheres se profissionalizando na área de mecânica, elétrica e outras, em que predominam os homens”, afirma a Professora Célia Jussani, 39 anos, diretora acadêmica da FAM (Faculdade de Americana). Ela

ainda acrescenta que Acima a as mulheres estão Professora Célia ocupando cargos de Jussani, 39 anos, diretora alto escalão, presiacadêmica da dindo grandes orgaFAM. nizações. “A sensibilidade feminina é uma vantagem; elas sabem equilibrar melhor as relações e, por exercerem multifunções, aprenderam a ser mais flexíveis”, acredita Célia.   O “sexo frágil” realmente tem se esforçado muito para superar preconceitos, fazer valer seus direitos, demonstrar sua competência e capacidade para alcançar respeito, reconhecimento, independência e sucesso.   Segundo Célia, no perfil geral de alunos cursando uma graduação na FAM, por exemplo, as mulheres saem na frente, sendo 58% contra 42% de homens. Mas ela enfatiza que a graduação


stratégia

Rosângela Gallo Agostinho afirma que a mulher moderna precisa conhecer de tudo um pouco.

é apenas o início da capacitação profissional. “Quem quer ter sucesso na carreira não pode se limitar, é preciso buscar constantemente se especializar”, frisa. Evoluir é preciso   A empresária, proprietária da Máxima Comunicação, e diretora de Novos Negócios da Acia (Associação Comercial e Industrial de Americana), Rosângela Gallo Agostinho, 49 anos, endossa a afirmação da diretora acadêmica. “A modernidade obriga a irmos em frente, estarmos sempre nos atualizando, através de leituras, noticiários, participando de eventos e palestras. A mulher moderna precisa conhecer um pouco de tudo”, destaca.   Ela ainda vai mais além: “Ter apenas uma faculdade e saber falar ao menos um idioma fluentemente não são dife-

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renciais atualmente”, considera. Para Rosângela, ter certas atitudes também é importante para quem busca o sucesso. “É preciso dar o melhor de si, ter iniciativa, dedicação, comprometimento, saber surpreender, ser proativo, buscar inovar, ter visão empreendedora e, principalmente, ter metas, saber aonde se quer chegar, buscando sempre o melhor e, acima de tudo, gostar do que faz”, exemplifica.   Luciana Aparecida Bueno, 39 anos, da área de Comunicação e Responsabilidade Social do Conpacel (Consórcio Paulista de Papel e Celulose) e docente de cursos universitários e de MBA, também acredita ser importante o desenvolvimento comportamental. “Nossa atitude diferenciada de disciplina e responsabilidade faz toda a diferença no ambiente organizacional”, complementa. Para ela, uma das qualidades essenciais da mulher para conquistar espaço

no mercado de trabalho é a dedicação. “As mulheres, em geral, possuem uma formação continuada muito boa, mais anos de vida acadêmica do que os homens; além disso, uma potencialidade é o nosso poder intuitivo que nos proporcionam realizar boa leitura do ambiente profissional”, disse. Trilhando o sucesso Tanto Rosângela como Luciana têm currículos fortes de formação acadêmica e de experiências profissionais. Ambas também têm em comum a paixão pelo que fazem, são determinadas, motivadas, traçam metas, objetivos, desenvolvem projetos e não hesitam em assumir novos desafios. É claro que o resultado de tudo isso só poderia contribuir positivamente para conquistar sucesso na carreira e na vida pessoal, nas quais elas confirmam serem felizes e realizadas, Fotos: Rodrigo Marcioto e arquivo pessoal.


procurando equilíbrio entre a carreira e família.   Formada em Letras pela PUC (Pontifícia Universidade Católica), Rosângela também é pósgraduada em Administração de Marketing pela Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) e fez mestrado na USP (Universidade de São Paulo) em Comunicação Organizacional e Marketing Estratégico. A sua carreira começou cedo; desde os 14 anos já trabalhava e tinha como objetivo melhorar de vida. “Sou de uma família humilde e compreendi que, para ter ascensão, eu dependeria do meu esforço em trabalhar e estudar, pois sem estudo é muito difícil chegar a algum lugar”, conta. Entre suas características, ser batalhadora e persistente são as principais. “Quando traço uma meta vou até o fim, não desisto”, ressalta.   Luciana é economista, especializada em Administração Financeira e em Gestão para a Sustentabilidade, tem MBA em Gestão de Pessoas, pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e MBA em Gestão Empresarial pela FIA-USP, com extensão na Columbia University-NY, além de outros cursos relacionados à comunicação empresarial. “Cada um, ao longo de sua carreira, descobre atributos necessários para suas conquistas. No meu caso, acredito que a humildade, o desejo e a disponibilidade para os processos de aprendizagem me ajudaram muito”, explica. “Tenho sede de aprender coisas novas e me considero estar sempre em processo de construção”, completa. Inspirações   Quem almeja o sucesso costuma se inspirar em alguém e com elas não é diferente. Rosângela busca orientações em Deus. “Sempre coloco meus projetos nas mãos Dele, para que me direcione e me dê sabedoria. Meu sucesso se deve a isso”, conta.

Luciana Bueno: Especializada em Administração Financeira e em Gestão para a Sustentabilidade.

Luciana diz que vários profissionais foram fontes de inspiração e aprendizado, mas a liderança mais importante é seu pai. “Ele me direciona para o caminho da espiritualidade”, diz. Próximos passos Na vida desses exemplos de mulheres, estagnação é palavra que não existe no vocabulário. “Tenho um plano pessoal, no qual venho trabalhando nos últimos cinco anos, e aprendi que sonhos

se constroem com ações reais no hoje”, frisa Luciana.   Rosângela também tem seus planos para o futuro: “As pessoas são motivadas por objetivos, por isso sempre estabeleço novas metas”. O sucesso, segundo ela, é pessoal e relativo. “Para mim, é conseguir alcançar o que me proponho a fazer e ainda considero que ele éconsequência de ações contínuas e acertadas de situações que vão acontecendo em minha direção quando assumo cada desafio”, finaliza. Revista Ellena

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stratégia

leonor estuda marcenaria; Tallyta e Daiane fazem o curso de eletricista de manutenção e a professora Helinéia, que tem paixão por mecânica e leciona há 2 anos.

SUTILEZA E FIRMEZA mulheres oCupam Áreas masCulinas por Isabela Fonseca

Mãos  delicadas  e  fi rmes;  atenção  e  jeito.  Com  esses  adjetivo,  as  mulheres  estão assumindo profi ssões tradicionalmente  masculinas  com  uma  suavidade  inerente ao sexo feminino.   Com 10 anos de experiência na profi ssão,  Helinéia  Cristina  Tomazeli,  34,  iniciou  a  carreira  como  operadora  de  torno  CNC  (Comando  Numérico  Computadorizado); depois passou a ser  preparadora���e programadora até chegar  a  chefe  de  usinagem.  Há  dois  anos  ela  leciona para as turmas de metal-mecânica e eletroeletrônica no Senai (Serviço  Nacional  de  Aprendizagem  Industrial)  de Americana. É a única mulher professora nos cursos.   “Para  se  ter  noção  de  como  ainda  é  novidade a presença das mulheres nesse  segmento,  não  existe  a  nomenclatura no feminino, por isso, fui registrada 

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em carteira como ‘torneiro mecânico’”,  lembra a professora.    Atividades  industriais  como  controle  dimensional  e  de  qualidade;  programação e preparação de tornos e soldas,  na  opinião  de  Helinéia,  deveriam  ser  sempre assumidas pelas mulheres, porque  exige  sutileza  e,  ao  mesmo  tempo,  segurança,  características  do  ‘sexo  frágil’. “Não desmerecendo os homens, que  também têm suas qualidades, mas seria  ideal  se  essas  profi ssões  fossem  ocupadas por nós, sempre que possível”, afi rma.   Exemplo  de  que  a  participação  da  mulher  cresce  em  ocupações  masculinas,  21%  dos  estudantes  do  Senai  de  Americana  são  meninas.  Tallyta  de  Sousa, 17, e Daiane de Andrade Castro,  18, estão no terceiro semestre do curso  de  Eletricista  de  Manutenção;  Leonor 

Pereira Lobo, 16, cursa Marcenaria.   As  três  revelam  que  ser  mulher  não  atrapalha a execução das atividades. “Os  professores  falam  que  nós  somos  mais  delicadas e, por essa razão, as empresas  estão  preferindo  a  contratação  de  mulheres”, conta Tallyta. “Acredito que um  pouco de preconceito sempre vai existir,  porque  os  homens  não  confi am  totalmente em nós; entretanto, isso não atrapalha  a  minha  escolha,  vou  continuar  na profi ssão”, defi ne Daiane. “Na minha  área não vai haver difi culdade para me  estabilizar, têm muitas vagas de emprego para mulheres”, acredita Leonor.   Com  o  exercício  em  diversas  áreas,  principalmente nas dominadas por homens, e a busca pela qualifi cação e profi ssionalização,  as  mulheres  demonstram que ‘sexo frágil’ virou apenas um  jargão obsoleto.  Fotos: Diego Domingues


Sua empresa deve ter uma comunicação direta com seu público-alvo, seja ele colaborador, investidor, formador de opinião, associado ou cliente. AtravÊs de uma mídia própria (jornal, revista, informativo), com jornalismo direto, valorizando as pessoas e com design exclusivo. Invista na produção de suas notícias e divulgação das suas conquistas.

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Revista/Jornal OAB Americana

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spaço

Espaços externos e internos: plantas práticas por Isabela Fonseca

A

ideia de que um jardim requer amplos espaços e muita manutenção pode ser equivocada. A especialista em paisagismo e estudante de Arquitetura e Urbanismo, Gabriela Murayama, e a estudante de Curso Técnico em paisagismo, Alessandra Sophia, passam dicas de plantas, flores e estruturas que ocupam pequenos espaços e requerem simples manutenção.   Os buxinhos podados (buxus sempervirens) podem ser plantados no chão ou em vasos. São plantas de sol.   Algumas sugestões para uma linda textura de forração são as plantas rasteiras, como azulzinha (Thunbergia

Para se ter harmonia em um jardim é necessário combinar plantas, flores e decoração.

Acima: Jardim com palmeira pandanus; opção do uso de banco de cerâmica em jardins com mais espaço. Ao lado: Buxinhos com forração de casca pinus.

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grandiflora); beijinho ou maria-semvergonha (impatiens walleriana); grama amendoim (arachis repens); barba de serpente (ophipogon jaburan) e begônia-cerosa (begonia semperflorens), que fica entre 15 a 20 centímetros de altura. O revestimento pode ser feito também com casca de pinos, pedriscos ou pedras ornamentais.   As dicas de flores para colorir o jardim são exoria (ixora coccínea) e pentas (pentas lanceolata), as quais, se bem cuidadas, permanecem floridas na maior parte do ano. Fotos: Marina Flores


spaço

Acima: bromélia imperial com pedras; jardim com plantação de flores rasteiras, como sálvias. À esquerda: jardim com beijo alemão . À direita: pedras de caverna e palmeiras fênix decoram o ambiente.

Um boa solução encontrada pelas pessoas que possuem pequenos espaços é a composição de um jardim vertical   Para complementar a jardinagem, são usados bancos, bolas de cerâmica, uma boa iluminação, pedras de caver-

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na e, dependendo do espaço, um deck de madeira ou pergolado, utilizado, em alguns casos, como estrutura para trepadeiras: “Um jardim é essencial, pois refresca, umedece e dá vida ao ambiente”, ressalta Gabriela.   As trepadeiras mais usadas, de acordo com as especialistas, são a sapatinho de judia (thunbergia mysorensis) e a primavera (bougainvillea glabra).   As palmeiras também são ótimas alternativas para compor um jardim. Segundo Alessandra, para o sol, as espécies mais comuns são fênix (Phoenix

roebelenii) e carpentaria (Carpentaria acuminata); para a sombra, pata-deelefante (Beaucarnea recurvata) e ráfia (rhapis excelsa).   Um boa solução encontrada pelas pessoas que possuem pequenos espaços é a composição de um jardim vertical, que pode ter uma estrutura metálica na qual são plantadas as trepadeiras e colocados vasos de fibra de coco para plantar samambaias (nephrolepis polypodium), por exemplo. “A estrutura de metal pode ser opcional”, explica Gabriela.


stilo

Peças eternas

por Isabela Fonseca

É

inevitável que toda mulher, ao entrar em uma loja, busque o mais novo e moderno modelito e fique atenta a todas as novidades das passarelas. Mas, é imprescindível serem peças que combinem com todo e qualquer estilo, esportivo ou executivo, pois nunca saem de moda.   Por essa razão, Ellena consultou o estilista Totonho Azevedo (foto), 53, que há 33 anos atua no mercado da moda em Americana. Iniciou-se no segmento quando seu pai deu a ele e à sua irmã uma loja de roupas femininas para que a administrassem, a fim de pagar a faculdade. “Depois da loja, abri uma confecção com mais dois amigos, com quem fiquei sete anos”, afirma. Totonho teve ainda facção junto com o pai, e hoje é proprietário de um espaço onde reúne ateliê e boutique de diversas marcas.   Possui know-how e experiência de sobra para afirmar: “A maioria das mulheres americanenses se veste muito bem, mas às vezes comete equívocos quanto à qualidade do que está usando”.   A seguir, as peças que, segundo o estilista, não podem faltar no guarda-roupa feminino.

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fotos: Rodrigo Marcioto.


stilo

Bolsas básicas: de cores neutras e em tamanhos  médios. 

Scarpin:: de bico e salto fi no. 

Colares: sozinhos ou acompanhados, sempre  são um sucesso em qualquer época e  para qualquer idade. 

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Lenços: são excelentes coringas, podem  ser usados no pescoço ou na  cintura.

Sapatilha do tipo bailarina: sem muitos detalhes, é um acessório  indispensável, principalmente para  a mulher que tem uma vida repleta  de compromissos. 


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T-shirt: em cores neutras, como branco, bege e  preto. Complementa diversos visuais e,  por isso, é considerada um quebra-galho.

Calça jeans: de corte reto e lavagens moderadas.

Camisa branca: de modelagem clássica e mangas longas, são atemporais. “Se tiver boa  qualidade, vai ser usada durante anos”, afi rma Totonho. Ela serve para  qualquer ocasião, como saída de praia ou composição em um traje de festa.  Desde as mulheres mais clássicas às mais modernas, todas usam.

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fotos: Rodrigo Marcioto.


xpressão

Jantar do Empresário 2010

Silmara e José Camacho

Marly e Douglas Guzzo

Vanderlei Almeida e Cacilda Kacyumara

Guaraciaba Jorge da Silva, o “Senhor Guará”

Claudia e Yoshyo Yamashita

Germano Pavan Neto

Realizado em 15 de maio pela Acia (Associação Comercial e Industrial de Americana), Sincovam (Sindicato do Comércio Varejista de Americana, Nova Odessa e Santa Bárbara d´Oeste) e Sinditec (Sindicato das Indústrias de Tecelagens de Americana, Nova Odessa, Santa Bárbara d´Oeste e Sumaré), o Jantar do Empresário desse ano foi dedicado a comemoração dos 20 anos de fundação da entidade.   A Revista Ellena foi um dos apoiadores e registrou importantes personalidades que prestigiaram o evento. Confira.

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Valdecir Javarone Marcos e Fernanda Cavichiolli Melissa e Mauricio Cavichiolli

Alexandre e Karin Kresner

Mario Zanini e Vivian Botelho

Adriana e Francisco Laerte Santichio


Reinaldo e Rose Brait

Elza e José Maurício Cavichiolli Mauro e Vila Luchiari

Aristides e Vanda Forti

Daniel e Rose Reque

Jair e Celeste Curciol

Luciana e Fernando Giuliane

Wagner e Kátia de Souza

José Almir e Marli Curciol Gilcelene e Valmir Frizzarin

Vandete e Douglas Lucente

Lara Pizol

Ivo e Sidirlei Denadai Emerson e Silmara Oliveira

Revista Ellena

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xpressão

Jantar do Empresário

2010

Leal Fotógrafo Marco Antonio Alves Jorge - Kim

João e Solange Dutra

Rosana e Mauro Luchiari

Chico Sardelli

Rosa e Oswaldo Nogueira

Juliana e Diego Denadai

Vanderley e Daniela Macris

Celso Zoppi

Regina e Antonio Mentor

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Adilson Bicalho, Cauê Macris e Mário Antonucci.


xpressão

Jantar do Empresário

2010

Glaucia Guidolin e Odisséia Bragagnolli Marcelo e Luciana Assis

Eduardo Pereira e Vanise Dainese

Reinaldo e Isabel Cavichiolli

Cleuza e Vanderlei Barufaldi

Fábio e Aline Schimidt

Marta e Admilson Faralhe

Odenir e Francisco da Silva

Carol e Antonio Carlos Zuliani

Rafael Camacho e Kelly

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Duda e Luiz Carlos Camacho

Rafael Biancarelli e Carolina Garrido

Luiz e Rose Romaninho


Isa e José Carlos Garbin Aquiles e Gislaine Comelato e Lígia e José Alberto dos Santos

Flávio e Roseli Biondo

Julio Pierri e Elza Bruhn

Marcelo e Silmara Fiorani

Tania e Mário Alegre

Priscila e Allyson Muller

Diego Guidolin José Antonio e Rosemeire Garcia

Rafael e Vivian Garcia Ana e Eraldo dos Santos

Dora e Baltazar

José e Silvana Odécio

Iná e Pedro Lazani Neto

Nelson e Telma Fabricante


xplorar

Nova York Imperdível Neide Nunes ja esteve em Nova York seis vezes.

Nova York, um lugar onde o mundo se encontra Famosa pela moda, pelos negócios, pelas compras, pelo luxo e por inúmeras atrações turísticas. Assim é a Big Apple, que na percepção de cada pessoa ganha definições únicas, de acordo com o olhar, perfil e experiências vividas na megacidade. por Bruna Maiurro Carrara

P

ara a advogada Neide Donizete Nunes, 50 anos, Nova York, onde ela já esteve seis vezes, a atrai por muitos motivos. Um deles é estar próxima de gente do mundo inteiro. “É muito legal ver a mistura de raças e de idiomas pertinho de você e ao seu alcance, além disso, parece que todos ficam iguais. É um lugar onde o mundo harmoniosamente se encontra”, define.   Sentar na escadaria da Times Square ou em qual-

quer barzinho e olhar o povo circular é muito interessante, diz Neide.”Para mim, as pessoas são uma atração a parte, que nos mostram que existem diversas maneiras de se viver e encarar a vida”, conta.   Nova York tem tudo o que se possa imaginar e atender a grande diversidade de exigências de cada tipo de turista. “Tem restaurantes, hotéis e lojas para todos os gostos e bolsos”, frisa.   Segundo ela, Nova York é

uma cidade fácil para se locomover. “Você vai de ponta a ponta sem precisar perguntar nada, pois as ruas são bem identificadas por sequência numérica”. Neide explica que caminhar muito e sempre que possível é o ideal para conhecer melhor a cidade. Ela ainda acrescenta que tem ainda o metrô, que é bastante pratico. “Para quem não quer se aventurar demais, o bom é ir de taxi. Os famosos amarelinhos estão por todo canto”, destaca.

COMPRAS E DIVERSÃO   As compras, de acordo com Neide, é um capítulo específico. “A maioria das lojas em Manhattan é só para admirar e encher os olhos com coisas lindas”. Ela adora andar por todas as ruas, desde a 5ª avenida até a 9ª e em todas as transversais, mas para comprar mesmo o bom é ir para Nova Jersey. “Os preços são imbatíveis e no Jersey Garden Outlet Mall tem absolutamente todas as marcas famosas, com preços ótimos, inclusive com descontos extras para turistas e com a vantagem da taxa de imposto ser zero no caso de roupas e sapatos”, explica.   Além dos tradicionais programas de turistas, onde se conhece as principais atrações de Nova York, Neide ressalta que é imprescindível reservar um dia para ver ao menos uma peça na Broadway. “As produções são lindas e inesquecíveis”, afirma. Dica: é possível comprar entradas para teatros pela metade do preço na Times Square, em um local onde vende diariamente ticket de algumas peças.

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foto: Arquivo Pessoal.

Neide relata, por experiência, apenas algumas das atividades para se fazer em Nova York. Veja: Simplesmente andar pelas ruas; Tomar um cafezinho na livraria “Barnes and Noble”, na 5ª avenida; Conhecer a loja de bonecas “American Girls”; Sentar na escadaria da Times Square e só observar a movimentação; Passear pelo Central Park e fazer uma refeição ou tomar um café no restaurante que fica dentro desta área de Nova York; Conhecer um pub, como o “Irish Pub”, que tem em vários locais e oferece ótimo atendimento e boa comida. Uma dica: levar tênis na bagagem e ter disposição para andar


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Lurdinha Sacilotto comanda, junto com o irmão, 310 colaboradores diretos e indiretos que trabalham em unidades da empresa em 4 cidades.

Elas estão no comando por Isabela Fonseca

A

mulher sempre foi a protagonista da sociedade brasileira, mas, no início do século XXI, ela passou a acumular funções que antes ficavam sob a responsabilidade exclusiva dos homens. Hoje a mulher é chefe em casa e no trabalho; administra assuntos seus e de toda a família; organiza a vida dos filhos e do marido; vai ao salão de beleza e à academia; e tudo isso de uma só vez. Trabalho, família e beleza   Histórias como da empresária americanense Maria de Lourdes Sacilotto Scuro, 51, ilustram a mudança do comportamento feminino ao longo dos tempos diante de diversos assuntos, principalmente na vida profissional, e revelam que os avanços da sociedade têm cada vez mais um toque cor-de-rosa.

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  Nascida em Americana, Lurdinha, como é conhecida entre os amigos, teve que começar a trabalhar muito cedo. Quando tinha seis anos de idade seu pai faleceu. “Nós tivemos que nos unir muito, minha mãe tinha 41 anos e oito filhos pra criar. Da minha infância não há nenhum problema psicológico, mas trabalhamos muito, porque tínhamos uma lanchonete e tudo era preparado por nós”, recorda.   Na adolescência, foi convidada por dois irmãos para ser sócia de uma loja de produtos para higiene pessoal e equipamentos para profissionais da área de beleza, que atualmente é a Danny Cosméticos. “Eu estava cursando o terceiro ano do ensino médio e fazendo cursinho pra entrar na faculdade, e eles queriam a participação de uma mulher na sociedade”, conta.

  Ela chegou a iniciar o curso de enfermagem alto padrão, porém mais tarde aceitou o convite dos irmãos e passou a ser a responsável pelo varejo e atendimento no balcão da loja. “Eu tranquei a faculdade e fui para esse trabalho que seria o meu futuro”, revela.   Após algum tempo, Lurdinha passou a trabalhar com a divisão de beleza no atendimento aos profissionais, com produtos, cursos e eventos: “Essa área é comigo”, reconhece. Ela está à frente, há 17 anos, do Mega Evento organizado pela empresa uma vez por ano, que reúne renomados profissionais da beleza.   Junto com seu irmão, Bié Sacilotto, ela administra 310 colaboradores diretos e indiretos e exerce a função de compradora. Como chefe, Lurdinha demonstra que sua habilidade é manter sempre uma boa conversa: “Eu tenho


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bastante maternalismo; o que eu puder passar de experiência para as meninas que trabalham conosco, eu faço questão, pois, além de mais velha, eu tenho mais tempo de trabalho acumulado”.   Casada há 28 anos com Ítalo Scuro, mãe de Mônica, 26; Mariella, 24 e Ítalo, 21, Lurdinha realiza ainda as atividades da casa, faz aulas de inglês e pilates, ginástica e viaja periodicamente para as outras unidades da loja, localizadas em Araraquara, Bauru e Jundiaí. Acorda todos os dias às 6h30 e costuma descansar por volta das 23h.   Em sua vida profissional, Lurdinha declara que nunca realiza nada sozinha: “Eu falo sempre: ‘uma andorinha só não faz verão’. Então, tudo que a gente faz eu não tenho nenhum mérito, é mérito de uma equipe”. Serviço público e solidariedade   Mãe de Rodrigo, 35; Fernando, 33 e Beatriz, 29; Cecília Bryan Frizzarin, 58 anos, americanense, nascida em 15 de novembro de 1951, dedicou sua vida ao trabalho social e à educação dos filhos. Hoje, aos 58 anos, auxilia na criação de seus quatro netos: Carlos Henrique, 11; João Vitor, 5; Tiago, 3 e Eduardo, 1. Mas, não abandonou sua vida profissional.   Formada em Assistência Social na Puccamp (Pontifícia Universidade Católica de Campinas), em 1973, ingressou na prefeitura em 1977, onde permaneceu até 2008, como assistente social. “Sempre realizei minha função com muito amor e paixão”, afirma. Quando iniciou sua carreira, seu filho do meio tinha apenas sete meses e sua mãe a ajudava.   Entre 1977 e 1992, foi assistente social do Departamento de Promoção Social e Habitação, onde atendia em plantões nos centros comunitários dos bairros. Depois passou a ser chefe de divisão do departamento, onde permaneceu até 2000. No ano seguinte, o departamento foi transformado em secretaria, e Cecília passou à diretora da Unidade de Promoção Social, e entre 2005 e 2008

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foi diretora da Unidade Especial da Secretaria.   Com um extenso currículo, Cecília acumula experiências suficientes para garantir que no setor público é necessário ter caráter, saber respeitar a todos e ser transparente: “Independente da sua função, é necessário trabalhar com honestidade e ter amor naquilo que faz”, declara.   Em 31 anos de trabalho, ela foi responsável, junto com uma competente equipe, pelo desenvolvimento de importantes programas sociais para a cidade. Em 1994 participou da criação do CAM (Centro de Atendimento ao Migrante); no ano seguinte, da implantação do Centro Sol e do Conselho Municipal de Assistência Social; em 2005, da criação do Naia (Núcleo de Atendimento Integrado de Americana) e do Conselho de apoio ao Núcleo; e, em 2008, do Creas (Centro de Referência Especializado da Assistência Social). “Durante esse período supervisionei os trabalhos das assistentes sociais que atuavam nessa área. Nossa equipe era bastante entrosada”, lembra.   Ela participou ainda da equipe responsável pelo grande desfavelamento do município de Americana, ocorrido entre 1979 e 1982, e pelo surgimento de bairros como Nossa Senhora Aparecida (Profilurb), Antonio Zanaga, São Jerônimo e Mathiensen.

“A mulher em posição de comando deve ser competente, flexível e atualizada, buscando sempre aperfeiçoamento, visando a desenvolver novos conhecimentos e habilidades...” fotos: Rodrigo Marcioto.


Associação Espírita, e presta assessoria à Cooperteto (Cooperativa Nacional de Habitação e Construção). “É muito gratificante, para mim, olhar para trás e ver que sempre fui útil”, revela. Liderança e educação

Acima: Cecília Frizzarin, se dedica a mais de 30 anos ao trabalho social, e sempre dividiu seu tempo entre família e trabalho. Ao lado: Keli Graciano é coordenadora pedagógica de Educação Infantil e Fundamental, na liderança de uma equipe de 18 profissionais.

“Por outro lado, na Promoção Social, trabalhávamos as família que viviam nessas favelas, através de programas como clube de mães e cursos profissionalizantes”, conta.   Hoje, Cecília dedica seu tempo aos afazeres domésticos, ao pilates duas vezes na semana, às reuniões da

  “A mulher em posição de comando deve ser competente, flexível e atualizada, buscando sempre aperfeiçoamento, visando a desenvolver novos conhecimentos e habilidades que possam favorecer o seu desempenho diante de sua equipe. Ser criativa, inspiradora e incentivar cada membro de sua equipe a dar o seu melhor. Ter sempre objetivos claros e trabalhar para alcançá-los com sucesso”.   Essa definição é da coordenadora pedagógica de Educação Infantil e Ensino Fundamental do Colégio Estação Viver de Americana, Keli Cristina Buzati Graciano, 31, que lidera uma equipe de 18 profissionais, que trabalham diretamente com os alunos no processo de ensino e aprendizagem.   Além disso, ela é casada há oito anos com Juliano Avansi Graciano, engenheiro eletrônico, e mãe de Ana Carolina, 7. Sua rotina é bem agitada.   Levanta às 6h, acorda sua filha para escola, toma café e organiza o lanche, orienta a auxiliar em casa e chega à escola às 7h30, onde permanece até as 14h em intensa atividade. Depois, até as 17h descansa e acompanha as tarefas extraescolares da filha. Volta à escola para reuniões, onde permanece até por volta das 19h e volta para casa, onde janta, compartilha o dia com o marido e a filha, e descansa.   Para Keli, o seu maior desafio é integrar todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem e manter a excelência em educação, conhecendo as potencialidades e dificuldades de todos os alunos e profissionais que fazem parte da equipe. “Manter-se atualizado também exige bastante disponibilidade e dedicação, mas é um grande prazer estudar, conhecer e saber que podemos sempre contar com novas ideias e Revista Ellena

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melhorar o nosso desenvolvimento profissional”, afirma. Ela iniciou sua trajetória profissional em 1997, como monitora de creche; fez parte do corpo docente de unidades escolares de ensino fundamental; integrou a equipe de formação continuada da Rede Municipal de Santa Bárbara D’Oeste; foi Chefe de Departamento de Estudos e Normas Pedagógicas; professora do ensino fundamental na 1ª série; realizou um trabalho de formação continuada para Auxiliares de Desenvolvimento Infantil; atuou como Coordenadora Pedagógica; ministra cursos de formação continuada sobre os temas relacionados a alfabetização, letramento e produção textual e, em 2008, assumiu a coordenação pedagógica do ensino fundamental do Colégio Estação Viver. “Atualmente ministro cursos de Práticas de Leitura e Escrita, voltado a profissionais da educação infantil, ensino fundamental, dirigentes escolares e estudantes da área educacional”, complementa.

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Zuleide Romano, estudou 14 anos e hoje é reconhecida profissionalmente.

Cinco em uma   Quando a mulher optou por dedicar esforços à vida profissional, naturalmente ela acumulou funções. “Temos que ser mulher, mãe, esposa, dona de casa e médica. Mas, o lugar em que eu mais fico é o consultório”, diz Zuleide Romano Atensia, 43, oftalmologista.   A rotina da médica é ‘puxada’. Casada há 10 anos com Adilton Atensia, 45, e mãe de Gabriel, 7, e Pedro, 3, ela assume que necessita de uma pessoa para morar em sua casa, a fim de ajudá-la nas tarefas domésticas e com os filhos. No consultório, que divide com mais quatro irmãos, são 15 funcionários sob seu comando: “Como sou a única mulher entre os médicos, eu é que resolvo todas as questões fotos: Rodrigo Marcioto.

administrativas”, afirma.   Formada em medicina na Puccamp (Pontifícia Universidade Católica de Campinas), em 1992, Zuleide cursou residência em oftalmologia na Unisa (Universidade de Santo Amaro). Especializou-se em catarata congênita, trauma, ultrassom ocular e catarata. “Fiquei mais quatro anos na Escola Paulista. Ao todo, estudei em média 14 anos”, revela.   Antes de se estabilizar em Americana, a médica trabalhou em São Paulo e Sumaré. Atualmente mantém consultório na cidade e em Santa Bárbara D’Oeste.   O dia da médica se inicia às 6h, quando, por três vezes na semana pelo menos, ela vai à ginástica, depois arruma os filhos, leva-os à escola e vai para o consultório. “Muitas vezes o único horário que eu tenho para ir ao supermercado é no almoço. Em geral, antes das 19h eu não chego em casa“, diz.   Como profissional, Zuleide preza pela honestidade e excelência no atendimento aos pacientes, postura e atitude, que faz questão de passar as suas colaboradoras. “Eu sempre falo para as minhas secretárias que em primeiro lugar estão os clientes, que sempre têm razão; por isso, temos que tratá-los muito bem, independente da situação“, enfatiza.   Não bastasse o desafio diário de conciliar família, trabalho, saúde e beleza, as mulheres modernas estão sempre em busca de novos projetos. A oftalmologista revela que a cada época estuda um assunto diferente. “Temos que inovar para não ficar para trás. Tenho sempre um livro de medicina na minha cabeceira”, declara.   O exemplo da história de vida dessas mulheres revela que a educação e o comportamento feminino mudaram muito nos últimos anos. Assumir vários papéis pode parecer muito fácil e, na maioria dos casos, é. Entretanto, a mulher que opta por continuar uma tradição e se dedicar apenas à família não tem menos valor ou importância. Afinal, apenas a mulher tem a sensibilidade suficiente para aliar trabalho, família e cuidados pessoais, sem faltar, para cada um desses assuntos, muito amor.


sporte

Belas no Esporte por Ariel Ferreira

Belas mulheres nas arquibancadas dos estádios da Copa do Mundo na África do Sul foi o principal foco de toda imprensa mundial. Nos Jogos Regionais disputado em Americana não foi diferente: as mulheres se destacaram na torcida e também nas competições. A beleza unida à competência mostrou o poder dessas beldades. Na 54ª edição dos Jogos Regionais as “meninas douradas” mais uma vez se destacaram

Campeã Graças às medalhas conquistadas pelas mulheres, Americana não encontrou dificuldades e adquiriu seu décimo título e esse com gosto especial, pois veio dentro de casa. A Princesa Tecelã terminou o 54º Jogos Regionais com 354 pontos, Limeira conquistou o vicecampeonato somando 267 e Campinas ficou apenas na terceira colocação com 260 pontos somados.

Vôlei A equipe feminina de vôlei de Americana conquistou a medalha de ouro e com um time formado por lindas garotas. Destaque para Evelyn Formigoni (foto) de apenas 20 anos. Apesar da pouca idade, Evelyn sempre chama atenção dentro de quadra, por ser a capitã da equipe, pela garra e claro por sua beleza e simpatia. A equipe americanense teve 100% de aproveitamento na competição.

Handball Decacampeã dos Jogos Regionais, a equipe de Handball feminino mais parece um desfile de modelos dentro de quadra. Americana tem umas das equipes mais fortes no cenário estadual, sempre conquistando títulos. Para os torcedores uniu o útil ao agradável, pois além de vencedora, a equipe é colírio para os olhos masculinos.

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fotos: Divulgação


quilíbrio

Moderna, mas saudável por Maurício Vargas

O acúmulo de funções diminui o tempo para si mesma. Por isso, Ellena conversou com médicos para saber: como anda a saúde da mulher moderna?

F

oi-se o tempo em que Amélia é que era a mulher de verdade. Dos anos 1940, quando Ataulpho Alves e Mário Lago compuseram a famosa canção, muita coisa mudou. A mulher deixou os afazeres de casa, entrou no mercado de trabalho, compete com o homem por profissões que antes nem sequer pensava em exercer e ganhou seu espaço na sociedade, certo?   Bem, quase. É verdade que os avanços foram enormes, impulsionados pelo movimento feminista das décadas de 1960 e 1970, mas a mulher não abandonou o lar para conquistar o mundo: ela absorveu as tarefas de casa, cuida dos filhos e do marido, mas também estuda e trabalha – e às vezes faz até mais.   Esse acúmulo de atribuições mostra o poder do suposto sexo frágil, mas também levanta uma dúvida: será que, em meio a tantas atividades, elas estão se cuidando? E afinal, como anda a saúde da mulher moderna? Para responder a essas perguntas, Ellena conversou com médicos e constatou: a preocupação com o bem-estar aumentou, mas os problemas decorrentes de “abraçar o mundo” também. Emocional: o primeiro alerta   É uma opinião compartilhada por todos os especialistas entrevistados: quando se chega ao limite, o primeiro sintoma é psicológico. Tensão, estresse, dificuldade de concentração e insônia são os mais comuns. Nessa hora, é essencial prestar atenção aos alertas que o corpo dá, ou corre-se o risco de sofrer um colapso.   Por tudo isso, tem sido cada vez mais comum a procura por tratamento, especialmente pelas mulheres que apresentam um quadro de depressão e ansiedade – estes, segundo a psiquiatra Fabrícia

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A psiquiatra Fabrícia Signorelli afirma que as mulheres buscam conselhos profissionais.

Signorelli, os principais problemas das pacientes que buscam aconselhamento profissional.   Dra. Fabrícia diz acreditar que atende mais mulheres que homens devido à maior sensibilidade feminina. “A mulher, se já se sente um pouco mais chorosa, mais angustiada, tem problemas na relação, já procura o psiquiatra. E mulher é aquela coisa: a forma de lidar com fotos: Rodrigo Marcioto.

os conflitos conjugais, com o trabalho, é muito diferente”, explica a médica de 32 anos, formada há sete na Faculdade de Medicina de Jundiaí.   Ela mesma é um exemplo de mulher moderna: atua, desde 2007, com psiquiatria infantil na Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais); supervisiona os alunos de Psicologia da Unip, em Limeira; e está cursando especialização em psiquiatria infantil e de adolescentes na Unicamp. Para ela, a pressão a que as mulheres se submetem atualmente só tende a aumentar a busca por tratamento psiquiátrico.


quilíbrio   De acordo com Dra. Fabrícia, para evitar que se chegue a esse ponto, é fundamental separar algumas horas para cuidar de si mesma. “Pelo menos um tempinho você tem que ter pra você, aquela hora em que você se olha no espelho e fala ‘bom, agora eu vou cuidar de mim’. Cuidar mesmo, ir ao cabeleireiro, ler um livro, sair com as amigas, ficar sem fazer nada. É uma receita relativamente simples”, analisa. Ter filhos ou prosseguir na carreira?   Esta é a pergunta que se fazem dez entre dez mulheres que possuem uma profissão, e que tira o sono de todas elas. Afinal, com tantas exigências e necessidade de aprimoramento, sobra tempo para ser mãe? “Tem que sobrar”, sentencia a Dra. Neuza Watanabe Fagionato, ginecologista formada na Universidade Federal de Uberlândia.   Para ela, que já perdeu a conta de quantos partos realizou – “certamente já foram centenas em dezessete anos de profissão”, diz –, a pressão grande por resultados não pode colocar a função de mãe em segundo plano. “As pessoas às vezes têm uma falsa impressão de que, com a fertilização, qualquer momento é momento de você ficar grávida, e não é bem assim. A Organização Mundial de Saúde lembra que, acima de 35 anos, já se configura uma gestação de alto risco”, salienta.   A doutora afirma ter percebido um aumento no número de mães acima dos 35 anos. “Eu já fiz até o parto de uma gestante de 45. Nessa idade, aumentam as chances de a grávida ficar hipertensa ou diabética, bem como o risco de um bebê com má formação”, esclarece, lembrando que o planejamento familiar é a melhor saída para evitar surpresas e conseguir um espaço na agenda para o tão

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desejado filho. Doenças silenciosas   Em seu consultório, Dra. Neuza notou ainda um aumento no número de atendimentos de câncer de mama ao longo dos anos, em tendência inversa ao de colo do útero. “Quando me formei, o câncer do colo era o que mais matava mulheres, e hoje sabemos que o câncer de mama é o mais comum no sexo feminino, e o segundo que mais mata”, explica.   O crescimento dos casos, segundo ela, dá-se principalmente pela maior expectativa de vida, já que aproximadamente uma em cada nove mulheres que atingem

Neuza Watanabe Fagionato, ginecologista, tem 17 anos de profissão.

os noventa anos terá a doença. Por não apresentar sintomas, o câncer é uma doença silenciosa, cuja cura depende diretamente do diagnóstico precoce. Exames periódicos, e ao menos uma visita por ano ao ginecologista, são essenciais.   Da mesma forma, o câncer do intestino é muito mais comum do que se imagina, e afeta mais mulheres que homens. No Brasil, estima-se que aproximadamente 27 mil pessoas foram diagnosticadas em 2008 com a doença, que mata cerca de 650 mil pessoas por ano no mundo.   A Dra. Cláudia Salhab Canfour, cirurgiã-geral e proctologista, é uma das poucas médicas a atuar na área e, por isso mesmo


A Cláudia Salhab Canfour, cirurgiã-geral e proctologista, diz que as queixas mais frequentes são de cólicas menstruais.

atende em média 70% a mais de mulheres. Apesar da resistência de se procurar tratamento, ela crê que o número de pacientes que buscam atendimento tem aumentado.   “O que mudou é a informação. Hoje, a paciente chega ao consultório e já pesquisou na internet; então, ela comenta os sintomas e até tem uma suspeita do que pode ser. E essa participação é importante, porque a paciente passa a compreender a importância de se fazer aquele exame”, fala a doutora, formada em 1994 pela PUC-Campinas, e que já trabalhou por um ano na França, na área de cirurgia-geral.   Segundo ela, a taxa de mortalidade do câncer do intestino tende a cair nos próximos anos, com a popularização da colonoscopia como um exame preven-

tivo, e não mais apenas pré-operatório. “Este câncer começa como uma doença benigna no intestino; então, o diagnóstico precoce é fundamental, e deve ser feito a partir dos cinquenta anos”, complementa.   O problema mais recorrente no consultório da Dra. Cláudia é a constipação intestinal, que muitas pessoas confundem com intestino preso. Nas mulheres, as queixas são mais frequentes devido ao desconforto das cólicas menstruais e descargas hormonais oriundas da gestação. “Hoje em dia, as pessoas estão se conscientizando que ter um intestino regular é importante até para a qualidade de vida”, reflete.   Para que ele funcione regularmente, a médica recomenda consumo adequado de fibras, castanhas e azeite, ingestão de

fotos: Rodrigo Marcioto.

dois litros de água por dia, em média, e atividade física. “E, principalmente, mulher tem que parar de escolher o banheiro que ela usa. Não pode deixar passar o reflexo fisiológico, porque segurar a vontade é muito prejudicial”, revela.   Outra doença que não apresenta sintomas e que atinge grande parcela das mulheres é a osteoporose. Segundo o Dr. Ulisses Silveira, do centro Orthocare, a proporção de seus pacientes é de 60% a 70% de mulheres. “O perfil mais atingido é aquela mulher magra, de baixa estatura, com cerca de 1,60m e 50kg, a partir dos 60 anos, e principalmente de pele mais clara. Entretanto, pode atingir a todos; então, é preciso prevenção”, alerta o médico, que atua há dezoito anos e é referência na região em casos de osteoporose e também na medicina Revista Ellena

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quilíbrio ciclo menstrual dela começou a ficar irregular, se aproximando da menopausa. Com prevenção, pode-se levar uma vida normal”, completa.   Como se vê, a mulher moderna ganhou mais status, mais responsabilidade, mas também mais “dores de cabeça”. Cuidar da saúde é fundamental e deve ser sempre prioridade, ou corre-se o risco de não conseguir dar conta mesmo das tarefas mais comuns. Por isso, mulher, cuide-se! Você só tem a ganhar. Serviço Dra. Claudia Salhab Canfour Cirurgia geral e proctologia (19) 3461-1382 Formada em cirurgia-geral pela PUC-Campinas, em 1994, fez três anos de residência no hospital do Centro Médico da PUC. Trabalhou por um ano em Estrasburgo, na França, antes de estabelecer consultório em Americana. Atualmente, é uma das únicas médicas da região na especialidade a atender, e por isso muito procurada por pacientes mulheres. Dra. Fabrícia Signorelli Psiquiatria (19) 3407-4245 Psiquiatra há sete anos pela Faculdade de Medicina de Jundiaí, é natural de Nova Odessa. Possui especialização na Faculdade Estadual de Marília e começou a atuar na área em 2006, já em Americana. Trabalha desde 2007 na Apae Americana como psiquiatria infantil, área em que cursa especialização e pretende seguir. É supervisora do curso de Psicologia da Unip, em Limeira.

Dr. Ulisses Silveira, médico especialista em ortopedia.

esportiva.   De acordo com o especialista, os métodos de diagnóstico ainda não evoluíram tanto quanto o desejado, mas, como a ocorrência da doença tem aumentado, mesmo entre pessoas de menor idade, os exames preventivos são importantes. “O que eu tenho percebido é que a qualidade óssea vem se deteriorando. Antigamente se falava em pessoas com 70 anos, mas hoje já temos casos até de pacientes com menos de 50 anos”, conta.   Para se prevenir, as dicas são simples. “A pessoa tem que ter atividade física regular, como uma caminhada três vezes por semana; aumentar a ingestão de vitamina D, especialmente o peixe; e um banho de sol, de 15 a 20 minutos todos os dias”, explica Dr. Ulisses. E como a hereditariedade conta, quem já teve casos de osteoporose na família deve redobrar a atenção. “O ideal é realizar os primeiros exames assim que a mulher perceber que o

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Dra. Neuza Watanabe Fagionato Ginecologia e obstetrícia (19) 3406-7331 Formada há 17 anos na Universidade Federal de Uberlândia, mudou-se para Americana quando tinha 11 anos. Decidiu-se pela ginecologia já quando estava na faculdade, em detrimento da cardiologia e anestesia. Uma das ginecologistas mais conhecidas da região, realiza acompanhamento do pré-natal ao pós-parto. Dr. Ulisses Silveira Ortopedia (19) 3406-2559 Reconhecido regionalmente por sua especialização em ortopedia esportiva e tratamento de osteoporose, formou-se em 1992 pela PUC-Campinas. Fez residência na Escola Paulista de Medicina por quatro anos, com ênfase final em cirurgia de joelho. Especializou-se em medicina esportiva nos Estados Unidos, é formado em acupuntura pela Escola Paulista de Medicina e médico auditor da Unimed.

fotos: Rodrigo Marcioto.


nergético

Aonde elas vão por Isabela Fonseca

U

ma antiga reivindicação dos jovens americanenses é ter mais locais pela cidade para lazer e encontro da turma. Por outro lado, o que não faltam são opções de bares que oferecem música ao vivo e ambiente agradável, que acabam atraindo jovens e pessoas de todas as idades, por ser a única opção. Além disso, os adolescentes, como solução, reúnem-se aos finais de semana na casa dos amigos, clubes e cafés.   A revista Ellena conversou com duas jovens que acabaram de entrar na maioridade, as quais revelam que conhecem todas as boas alternativas de barzinhos de Americana.

O que falta   “Seria legal em Americana uma casa noturna para baladas”, afirma Juliana Tempesta, 18 anos. Mas isso não é uma desculpa para não encontrar a turma e se divertir.   Como opção, segundo Juliana, alguns bares da cidade retiram as cadeiras e mesas em alguns dias da semana, colocam bandas e DJ’s para tocar e transformam o local em uma danceteria.   Juliana e sua amiga Marina Germani, 18 anos, dizem aproveitar as terças e sextas-feiras para frequentar o happy hour oferecido pela maior parte dos estabelecimentos da cidade, que são opções para os jovens: “Às vezes o lugar não fica movimentado, mas, toda vez vamos uma galera grande de no mínimo 10 pessoas”, diz Marina. Elas revelam que, pelo menos uma vez na semana, vão a algum bar.   Aos sábados e domingos, o mais comum é a turma se encontrar na casa de alguém, organizar um churrasco ou pizzada e passar o dia: “Fazemos isso mais para reunir a galera”, diz a jovem.

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As amigas, Juliana Tempesta e Marina Germani.

Beber ou comer

“Às vezes nos reunimos em algum barzinho que transmite jogos de futebol”   Segundo as garotas, na cidade de Americana não existe uma boa alternativa para aproveitar o dia com os amigos: “Temos mais opções para a noite”, revela Juliana. Quando vão reunir apenas as meninas, elas escolhem um café para um lanche ao domingos à tarde. “Às vezes nos reunimos em algum barzinho que transmite jogos de futebol”, conta.

  “Em Americana saímos apenas para beber ou apenas para comer; os dois juntos fica muito caro”, diz as jovens. Como as opções de lazer são poucas, não existe um critério para os valores cobrados nos bares. A maioria serve lanches, saladas, pratos prontos, pizzas e porções. Para beber, chope, vinho, caipirinha e batida.   Uma regra para a maior parte dos barzinhos que frequentam, segundo Juliana e Marina, é a solicitação de documento de identidade na portaria ou na venda de bebidas: “Só é permitido para maiores de 18 anos”, asseguram. Foto: Rodrigo Marcioto


stimação

Elaine Gavassi com Gabi e Fred; Marcelo Amaral com Tody e Suellen Carvalho com Dori.

No mercado da estética, os cães também são bons clientes por Bruna Maiurro Carrara

A

relação entre homens e animais, especialmente cães e gatos, tem se estreitado cada vez mais e estes bichinhos de estimação passaram a ser considerados membros da família, por isso o mercado pet no Brasil, segundo estatísticas do setor, cresce continuamente, oferecendo inúmeras opções de produtos e tratamentos para a exigente clientela.   O esteticista canino, Marcelo Amaral, 30 anos, confirma os fatos e diz que a razão disso se deve aos proprietários, por tratarem seus animais como filhos. “Existe maior consciência das necessidades de se cuidar melhor dos animais, seja com a alimentação, higiene e até com a estética”, destaca. Ele conta que muitas pessoas dormem com seus bichinhos e os alimentam com comidas caseiras e até industrializadas, não mais apenas com rações específicas. Com relação a estética, ele afirma que a tosa diferenciada, procurada por bastantes clientes, é um exemplo de cuidado com a beleza do animal. Para Maria Lenize Pereira Carvalho, 47 anos,

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dona do Tody, um cão da raça shitizu, o jeito especial de tosá-lo chama mais a atenção e é higiênico. “Apesar de ter um custo um pouco mais alto, vale a pena, pois gosto de ver ele bem bonitinho”, diz. No frio, ela afirma que compra roupinhas e veste o Tody para protegê-lo. “Ele fica mais arrumadinho”, frisa.   A empresária Elaine Gavassi, 45 anos, dona da poodle Gabi e do vira-lata Fred, vai mais além nos cuidados com a estética dos seus dois “filhos”, como ela considera estes companheiros fiéis. Até perfumes e banho de chocolate para hidratar os pelos são itens que fazem parte do kit beleza dos seus cães, além do banho e da tosa, religiosamente, semanais. “A Gabi, que dorme comigo, é a mais mimada. Ela nem parece um poodle, pois a tosa diferenciada a deixa semelhante a um ursinho”, explica. Sobre o uso de perfumes, Elaine diz que o Fred só usa uma fragrância masculina de uma marca nacional e na Gabi ela passa um perfume específico para cães ou os importados dela. “O perfume dura

muito mais tempo e até hoje eu nunca percebi reações negativas, como quedas de pelos”, exemplifica.   “Hoje em dia, quase tudo que existe no mercado estético para as pessoas, as clínicas veterinárias também oferecem para os bichinhos de estimação”, ressalta. “Eu já vi até lugares com ofurô para animais”, relata.   Laços, roupas e coleiras coloridas e com brilho são peças do guarda-roupa do Fred e da Gabi. “Todos os tipos de laços, das mais variadas cores e formatos eu compro para enfeitar a Gabi. Já para o Fred eu compro roupinhas, mas ele só usa no inverno”, afirma Elaine, que é apaixonada por seus cães e realmente os trata de uma maneira especial. “Mantemos uma convivência mais íntima com os bichinhos de estimação hoje em dia, por isso eles precisam ser cuidados da melhor forma possível, utilizando as novidades desenvolvidas exclusivamente para os animais, e também para que eles próprios se sintam bem”, destaca. Fotos: Rodrigo Marcioto


pisódio

A ARTE DE ESCREVER Pesquisa e Texto: Melque Ferreira

Nesta edição, a Revista Ellena homenageia uma grande mulher e escritora – Maria Benedicta Lima Della Torre – e narra sua história.

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aria Benedicta Lima Della Torre é natural do município de Casa Branca, SP, onde residiu e estudou até se formar professora normalista. Licenciada em Pedagogia pela USP, lecionou Sociologia e outras disciplinas pedagógicas em várias escolas da capital e, posteriormente, como professora universitária em Sociologia, nos Institutos de Educação de Ituverava e Pirajuí, e nas Faculdades de Botucatu e Tibiriçá, em São Paulo. Em 1977, veio lecionar em Americana no Colégio Presidente Kennedy, onde se aposentou, em 1984.   Suas primeiras publicações foram três livros didáticos: “O Homem e a Sociedade”, pela editora Nacional; “O Ensino nas Constituições Brasileiras”, pela editora de Botucatu e “Caderno de Orientação de Estágios”, em parceria com a amiga Fanny Olivieri. Acima: A série de livros “Notáveis Poetas Brasileiros” . À esquerda: Maria Benedicta Lima Della Torre na juventude.

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“Desde criança eu gosto de literatura, minha mãe era professora e fazia a gente participar dos teatros, eu declamava desde pequena e sempre escrevi meus versos”


pisódio

  “Desde criança eu gosto de literatura; minha mãe era professora e fazia a gente participar dos teatros. Eu declamava desde pequena e sempre escrevi meus versos”, revela.   Em 1987, tornou-se membro do grupo Espaço Literário e passou a desenvolver mais a parte literária, a escrever crônicas, contos e poesias. Seu primeiro livro de contos e crônicas foi intitulado “Janela Aberta”, e depois escreveu o livro de poesia “O Ritmo do Tempo”. Colaborou também em outras publicações, como nas nove antologias escritas pelos membros do grupo. Ocupou o cargo de presidente do Espaço Literário durante oito anos.   Tornou-se membro da Ordem da Confraria dos Poetas do Rio Grande do Sul e foi convidada pela Real Academia para a publicação intitulada Coleção Poetas Notáveis, ocasião em que escreveu seu segundo livro de poesias, “Sonho em Versos”.   O reconhecimento da sociedade americanense à querida escritora e educadora “Ditinha”, como é conhecida, deu-se com o Título de Cidadã Americanense, conferido no ano de 2008.   Para a autora, uma das obras que marcaram sua carreira foi o livro “O Homem e a Sociedade”, escrito e lançado no ano

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de 1972, em pleno período da ditadura militar, ocasião em que os sociólogos estavam fora do país. Esta obra obteve grande repercussão e atravessou fronteiras, sendo adotada na Argentina.   Seu trabalho mais recente foi pela editora do Rio Grande do Sul, que convidou alguns autores para participar de publicação sobre o Haiti. Della Torre participou com duas poesias de sua autoria em homenagem a Zilda Arns e ao povo daquele país. Para leitura: “O Homem e a Sociedade” – Editora Nacional, SP. 15ª edição “O Ensino nas Constituições Brasileiras” – Editora de Botucatu, SP ���Caderno de Orientação de Estágios” – T.A Queiroz Editora – 2ª edição “Janela Aberta” (Contos e Crônicas) – Caminho Editorial, Americana “Ritmo do Tempo” (Poesias) – Caminho Editorial, Americana “Via Palavra” participação nas nove Antologias publicadas pelo Espaço Literário - Nelly Rocha Galassi de Americana “A Literatura Possível” – Antologia dos autores de Americana. “Vozes do Amor”, “Revelações Brasileiras” e “Antologia Poética” – Antologias pela Shan Editora, RS.


À esquerda: Maria Benedicta recebe título de Cidadã Americanense. Acima: Seu livro: “No Ritmo do Tempo”. À direita: com sua última edição; “O homem e a Sociedade”. Fotos atuais: Édy Ferreira

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