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Cautelares   Ementa  :  tutela  cautelas  ,  princípios  gerais  características  e  poder  geral  de  caltela.   Medidas  cautelares.  Procedimentos  cautelares,(  inominado)  e  específicos   (nominados),  procedimentos  especial  contencioso  e  voluntario    

Súmario   1.  Especiais  de  tutela  jurisdicionais  com  vistas  ao  CPC  .................................................  3   Cautelar  ..........................................................................................................................................  3   Procedimento  especiais  x  processo  ................................................................................................  4   Processo  Cautelar  .......................................................................................................................  4   Regras  :  .....................................................................................................................................................  4   Tutela  antecipada  .................................................................................................................................  7   Classificação  das    cautelares  art.  798  do  CPC  ...........................................................................  10   Preparatório  .......................................................................................................................................................  10   Incidentais  ...........................................................................................................................................................  10   Quanto  à  previsão  legal  art.  800  do  CPC  .....................................................................................  10   -­‐nominadas  ou  tipificada  ..............................................................................................................................  10   -­‐inominadas  ou  atípica  ...................................................................................................................................  10   Procedimento  ......................................................................................................................................  12   Fase  Postulatória.  ...............................................................................................................................  12   Contra  Cautelar  .........................................................................................................................  15   Cautelar  “Satisfativa”  ........................................................................................................................  16   Procedimento  Cautelar  Especifico  ......................................................................................  17   Medidas  de  apreensão  ......................................................................................................................  17   Busca  e  apreensão  do  art.  839  .............................................................................................  20   Questão  ..................................................................................................................................................  20   Cautelar  que  garantem  a  produção  de  Provas  .........................................................................  21   Da  Justificação  CPC  861  e  ss.  .......................................................................................................................  24   Perguntas:  .............................................................................................................................................  24   Arrolamento  de  Bens  ......................................................................................................................................  25   Dos  Protestos,  notificações  e  Interpelações  .........................................................................................  25   Interpelação  –  ......................................................................................................................................  28   Notificação-­‐  ..........................................................................................................................................  28   Posse  em  nome  do  nascituro  ..........................................................................................................  28   Deposito  CC  627/652  .....................................................................................................................................  30   Ação  de  nunciação  de  obra  nova  ...............................................................................................................  32   A ÇAO  DE  P RESTAÇÃO  D E  C ONTAS  ...................................................................................................................  33        


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1.  Especiais  de  tutela  jurisdicionais  com  vistas  ao  CPC    

Lembrando  que  a  tutela  ontem  o  significado  de  proteção,  sendo  que  no  CPC  como  ele   esta  dividido  em  cinco  livros,  sendo  o  primeiro  livro  possui  a  tutela  do  processo  de   conhecimento,  no  segundo  esta  disposto  o  processo  de  execução,  sendo  que  no   terceiro  livro  esta  disposto  o  processo  cautelar,  no  quarto  livro  esta  disposto  o   procedimento  especiais.   Sendo  assim  no  processo  civil  temos  os  3  géneros  de  tutela:       Conhecimento   Também  e  conhecimento    pelos  doutrinações  como  processo  de  acertamento,   cognição,  declamatório.   Sendo  assim  o  processo  de  conhecimento,  tem  como  finalidade  para  dar   conhecimento  dos  fatos  aos  juiz,(lembrando  que  o  direito  pode  mudar,  mas  o  fatos   uma  vez  descrito  não  será  mudado)  "teoria  substanciação"     Podemos  ainda  dizer  que  a  finalidade  do  processo  e  dar  a  prestação  jurisdicional,   sendo  que  a  finalidade  da  lide  de  conhecimento  e  a  sentença  de  mérito,  sedo  que  nada   mais  e  a  uma  declaração  de  direito.   Sentença  declaratiria  pode  ser  procedente  (  positiva)  e  a  improcedência  (  negativa)   Sendo  que  toda  sentença  de  mérito  deve  ser  declaratiria,  mas  também  pode  vir   acompanhada  do  efeitos  constitutiva  (  constitui  um  direito)  e  condenataria  (  condena   a  um  comprimento  de  uma  determinada  Ação  ou  omissão).   Quais  os  efeitos  que  pode  advir  de  uma  sentença  de  mérito?   Pode  ser  declaratiria  (positivo  ou  negativo),  condenataria  e  constitutivo,  sendo  que  a   coisa  julgada  torna  os  efeitos  da  sentença  imutável,    sendo  assim  e  uma  qualidade  e   não  um  efeito.     Execução   A  finalidade  do  processo  de  execução  é  satisfação  do  crédit.   Lembrando  que  diferente  do  processo  de  conhecimento  que  se  busca  o  título,  o   acertamento,  o  processo  de  execução  tem  como  finalidade  a  satisfatação  do  título,  seja   ele  judicial,  ou  extrajudicial,   Sendo  que  o  processo  de  execução  pode  ser  autonomo  (  fazer,  não  fazer,  dar  (  coisa   certa  ou  incerta)  pagar  quantia  certo.   Sentenças  no  processo  de  execução,  sendo  que  em  regra  todo  o  processo  tem  os   elementos  iniciais  da  petição  inicial,  citação....  e  pro  fim  a  sentença  ,  que  neste  caso   possui    apenas  o  efeito  de  finalizar  a  prestação  jurisdicional.      

Cautelar  

A  finalidade  do  processo  cautelar  tem  como  finalidade  preservar,  resguarda,   assegurar  um  direito  (  que  para  maioria  e  um  direito  processual,  mas  para  a  minoria  e   o  direito  material)  que  esteja  em  eminente  ameaça.    


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Sendo  que  o  processo  de  execução  e  de  conhecimento,  e  tido  como  processo   definitivo,  e  o  processo  cautelar  e  um  processo  provisório,  que  serve  para  os  demais,   sendo  que  a  doutrina  ainda  ressalta  que  se  somente  o  processo  cautelar  bastar,  este   embora  esteja  nominados  como  caltelar  em  verdade  este  recebeu  o  nome  errado,   pode  ser  um  processo  de  conhecimento,  outro  tipo  de  processo.    

Procedimento  especiais  x  processo  

  Sendo  que  a  primeira  vista  processo  e  um  conjunto  de  anos  processuais  interligados   para  atingir  o  resultado  que  e  a  composição  da  lide,  sedo  que  a  doutrina  moderna  o   processo  e  um  método  processual.   Sendo  que  o  procedimento  e  a  estrutura,  a  forma  pelo  qual  o  processo  desenvolve.   Lembrando  que  processo  fisicamente  ele  não  existe,  mas  sim  os  altos  dos  processos.   Sendo  por  tanto  o  quarto  livro  somente  descreve  os  procedimentos,  para  regra  e   voltado  para  o  processo  de  conhecimento,  por  dedução.   Ou  seja  na  maioria  das  causas  do  procedimento  especial  será  voltado  ao  processo  d   conhecimento.     O  procedimento  especial  leva  esta  denominação  por  ter  um  ou  mais  altos  diferente  do   procedimento  comum  ordinário.  

  Processo  Cautelar  

Busca  resguardar  o  resultado  útil  e  pratico  do  processo  principal  (conhecimento  ou   execução).       Eficácia  –  Em  regra  de  30  dias     Processo  de  conhecimento  –  tutela  satisfativa  autônoma     Processo  de  execução  –  Tutela  satisfativa  autônomo      

Regras  :     O  processo  cautelar  segue  as  regras  especificas  do  Livro  III,  mas  está  sujeito   subsidiariamente  as  regras  do  processo  de  conhecimento.     Características  do  processo  cautelar     -­‐ Autonomia  procedimental   O  processo  cautelar  é  totalmente  autônomo,  seu  procedimento  esta  descrito  no   livro  III,  que  deve  ser  observado  antes  verificar  a  regaras  gerais,  sendo  que  ele   é  autônomo,  mas  não  resistência,  pois  neste  procedimento  na  duvida  o  juiz   concede  a  cautelar,  pois  é  baseada  na  aparente  ameaça  a  um  direito  em  litigio.    


5   Ex.  art.  801  do  CPC   Art. 801. O requerente pleiteará a medida cautelar em petição escrita, que indicará: I – a autoridade judiciária, a que for dirigida; II – o nome, o estado civil, a profissão e a residência do requerente e do requerido; III – a lide e seu fundamento; IV – a exposição sumária do direito ameaçado e o receio da lesão; V – as provas que serão produzidas. Parágrafo único. Não se exigirá o requisito do n. III senão quando a medida cautelar for requerida em procedimento preparatório.

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Assessóridade  –  art.  800  do  CPC  –  a  extinção  do  processo  principal  extingue  a   cautelar.   Tem  característica  de  assessório,  principalmente  o  que  tange  a  competência  do   juízo  para  interpor,  já  que  deve  ser  observada  qual  a  competência  do  juízo  da   ação  principal       Art. 108. A ação acessória será proposta perante o juiz competente para a ação principal. Art 109 O juiz da causa principal é também competente para a reconvenção, a ação declaratória incidente, as ações de garantia e outras que respeitam ao terceiro interveniente. Art. 800. As medidas cautelares serão requeridas ao juiz da causa; e, quando preparatórias, ao juiz competente para conhecer da ação principal. . Parágrafo único. Interposto o recurso, a medida cautelar será requerida diretamente ao tribunal.

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Instrumentalidade   O  processo  cautelar  serve  como  instrumento  da  ação  principal  para  garantia  de   um  direito  a  ser  lesado.  Significa  dizer  que  não  se  discute  matéria  do  processo   principal  no  processo  cautelar,  a  lide  cautelar  somente  se  refere  a  um  direito   que  esta  preste  a  ser  violado,  sendo  necessário  que  para  efetivar  o  direito  é   necessário  a  ação  competente  para  que  este  seja  efetivado.   Obs:  A  cautelar  tem  mérito,  embora  alguns  autores  defina  esta  como  uma  ação   sem  mérito,  mas  a  sentença  da  cautelar  é  uma  sentença  de  mérito,  um  mérito   próprio  da  cautelar,  sobre  a  ameaça  do  direito  e  não  sobre  a  lide  principal.     Preventividade  ou  urgência    “periculum  in  mora”   Tem  como  essência  da  ação  assegurar  um  direito  pelo  perigo  da  demora  da   decisão  do  mérito  da  ação  principal.     Sumariedade  de  cognição  –  Julgamento  com  base  na  probabilidade  “fomus  boni   iuris”.   O  juiz  levará  em  consideração  não  a  lesão  em  si  do  direito,  mas  a  probabilidade   deste  direito  ser  lesionado  pela  demora.     Inexistência  de  coisa  julgada  material  (  em  regra  art.  810  do  CPC)  


6   Como  a  cautelar  tem  como  base  a  fomus  bon  iuris,  fica  nítido  que  em  regra  não   há  coisa  julgada,  pois  se  assim  o  fosse,  seria  uma  aberração  jurídica.  Mas   lembrando  que  a  segunda  parte  há  uma  exceção,  desde  que,  o  juiz    reconheça  a   decadência  ou  prescrição  do  direto  do  autor,  este  decisão  torna  a  decisão  da   cautelar  a  torna  imutável.     Art. 810. O indeferimento da medida não obsta a que a parte intente a ação, nem influi no julgamento desta, salvo se o juiz, no procedimento cautelar, acolher a alegação de decadência ou de prescrição do direito do autor.

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  Provisoriedade  –  art.  807  do  CPC.   Da  mesma  forma  que  a  interpretação  do  artigo  810,  temos  que  a  decisão  tem   provisoriedade,  mas  da  mesma  forma,  a  exceção  esta  quando  o  juiz  reconhecer   a  prescrição  e  decadência  do  direito  do  autor.   Art. 807. As medidas cautelares conservam a sua eficácia no prazo do artigo antecedente e na pendência do processo principal; mas podem, a qualquer tempo, ser revogadas ou modificadas. Parágrafo único. Salvo decisão judicial em contrário, a medida cautelar conservará a eficácia durante o período de suspensão do processo.

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Fungibilidade  –  As  medidas  cautelares  podem  ser  substituídas  uma  pelas   outras    

  O  Tipos  Processo  Cautelar   Todo  processo  cautelar  inicia-­‐se  com  a  petição  inicial,  passa  pela  contestação,   audiência  e  finaliza-­‐se  com  a  sentença.     Preparatório  ou    Antecedente     A  cautelar  é  iniciada  antes  do  processo  principal.       Incidental    É  realiza  no  curso  do  processo  principal,  é  requerido  junto  com  o  processo  principal.     Quando  ou  qual  momento  a  medida    “cautelar  preparatória”  pode  ser  prolatada  .   Se  o  pedido  for  liminarmente,  que  deve  ser  concedido  antes  da  citação  do  réu,  mas   caso  não  haja  o  acolhimento  do  pedido  liminar,  o  juiz  poderá  conceder  na  sentença.     A  medida  cautelar  ao  ser  proferida  se  refere  a  qual  pronunciamento  do  juiz.    Ela  pode  ser  pronunciado  em  decisão  interlocutória  ou  sentença,  sendo  que  as   decisão  interlocutório,    caberá  agravo,  mas  da  sentença  será  cabível  apelação  com   efeito  devolutivo,  ou  seja,  é  revisto  o  processo,  mas  seus  efeitos  continuam.     Art. 520. A apelação será recebida em seu efeito devolutivo e suspensivo. Será, no entanto, recebida só no efeito devolutivo, quando interposta de sentença que: … IV – decidir o processo cautelar;

 


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Medidas  de  Urgências   Cautelar    

Tutela  antecipada   Art.  273  do  CPC   Art. 273. O juiz poderá, a requerimento da parte, antecipar, total ou parcialmente, os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial, desde que, existindo prova inequívoca, se convença da verossimilhança da alegação e: I – haja fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação; ou II – fique caracterizado o abuso de direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório do réu. § 1.º Na decisão que antecipar a tutela, o juiz indicará, de modo claro e preciso, as razões do seu convencimento. § 2.º Não se concederá a antecipação da tutela quando houver perigo de irreversibilidade do provimento antecipado. § 3.º A efetivação da tutela antecipada observará, no que couber e conforme sua natureza, as normas previstas nos arts. 588, 461, §§ 4.º e 5.º, e 461-A. § 4.º A tutela antecipada poderá ser revogada ou modificada a qualquer tempo, em decisão fundamentada. § 5.º Concedida ou não a antecipação da tutela, prosseguirá o processo até final julgamento. § 6.º A tutela antecipada também poderá ser concedida quando um ou mais dos pedidos cumulados, ou parcela deles, mostrar-se incontroverso. § 7.º Se o autor, a título de antecipação de tutela, requerer providência de natureza cautelar, poderá o juiz, quando presentes os respectivos pressupostos, deferir a medida cautelar em caráter incidental do processo ajuizado.

Apresente  as  principais  distinções  e  semelhanças  entre  a  tutelar  antecipada    (cpc.  273   e  ss)  e  a  tutelar  cautelar.     Ambas  as  medidas  cautelares  deve  ter  como  objeto  da  ação  um  perigo  eminete    a  uma   lesão  de  um  direito,  o  chamado  “fomus  bon  iuris”,  como  também  o    “periculo  in  mora”   o  perigo  da  demora,  mas  na  cautelar  antecipada  há  o  pedido  da  efetiva  tutela,  ou  seja,     antecipação  da  tutela  para  posterior  julgamento,  já  a  cautelar  tem  como  objetivo   resguardar,  ou  seja,  uma  tutela  provisória.             Tutela  antecipada  art.   Cautelar   273  do  C.P.C.     Diferenças     Natureza   Satisfativa,  tem  como   Assecuratória,   natureza  da  ação,   Conservativa,  protetiva,   satisfazer  o  pedido  antes   tem  como  natureza   da  efetiva  sentença  da   proteger  um  direito  de   ação  principal.   uma  ameaça.   Provisória:  pode  ser   modificada  a  qualquer  


Autonomia   Requisitos  

Efeitos   Pode  de  oficio   É  tutela  de  urgência  

  Provisoriedade  

8   tempos   Não  possui  autonomia   por  vim  dentro  do   processo  principal   Prova  inequívoca  e   verossimilhança  e  dano   inseparável,  ou  de  difícil   reparação  ou   caracterizado  o  abuso  de   direito  de  defesa  do  réu   ou  manifesto   protelatório  (  caput  +   inciso  I  ou  II)   Declaratório,  constitutivo   e  Condenatório   Não,  deve  ser  requerido   pela  parte.  

No  processo  cautelar  há   autonomia.    “periculum  in  mora”  e   “fomus  bon  iuris”  

  Por  ser  uma  ação,  deve   ser  requerido  pela  parte   em  petição  inicial   Sim,  pois  é  um  requisito  

Nem  sempre,  sendo  que   pode  ser  uma  tutela  de   urgência  quando  baseado   no  inciso  I  do  artigo,   assim  sendo  quando  com   o  fundamento  do  inciso  II   esta  não  será  urgente.   Semelhanças     Sim  (tem  duração  até  a  prolação  da  sentença  da  ação   principal)   São  concedida  com  base  ao  juízo  de  probabilidade   Em  regra  é  uma  tutela  de  urgência    

Base  da  concessão     Regra  da  concessão     A  tutela  antecipada  é  tratada  no  artigo  273  do  C.P.C.  que  é  chamada  de  tutela   antecipada  geral,  mas  o  CPC  traz  também  a  tutela  antecipada  do  art.  461  §3o,  que  é   especifica  para  as  obrigações  de  fazer,  exemplo  o  pedido  de  obrigação  de  fazer  de  um   plano  de  saúde,  com  o  pedido  de  tutela  antecipada,  para  que  o  autor  seja  operado  pelo   plano  de  saúde.   Art. 461. Na ação que tenha por objeto o cumprimento de obrigação de fazer ou não fazer, o juiz concederá a tutela específica da obrigação ou, se procedente o pedido, determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao do adimplemento. § 1.º A obrigação somente se converterá em perdas e danos se o autor o requerer ou se impossível a tutela específica ou a obtenção do resultado prático correspondente. § 2.º A indenização por perdas e danos dar-se-á sem prejuízo da multa (art. 287). § 3.º Sendo relevante o fundamento da demanda e havendo justificado receio de ineficácia do provimento final, é lícito ao juiz conceder a tutela liminarmente ou mediante justificação prévia, citado o réu. A medida liminar poderá ser revogada ou modificada, a qualquer tempo, em decisão fundamentada.


9   § 4.º O juiz poderá, na hipótese do parágrafo anterior ou na sentença, impor multa diária ao réu, independentemente de pedido do autor, se for suficiente ou compatível com a obrigação, fixando-lhe prazo razoável para o cumprimento do preceito. § 5.º Para a efetivação da tutela específica ou a obtenção do resultado prático equivalente, poderá o juiz, de ofício ou a requerimento, determinar as medidas necessárias, tais como a imposição de multa por tempo de atraso, busca e apreensão, remoção de pessoas e coisas, desfazimento de obras e impedimento de atividade nociva, se necessário com requisição de força policial. § 6.º O juiz poderá, de ofício, modificar o valor ou a periodicidade da multa, caso verifique que se tornou insuficiente ou excessiva.

Um  exemplo  que  tem  como  fundamento  satisfazer,  exemplo  a  busca  e  apreensão  do   menor,  embora  esteja  no  procedimento  cautelar,  os  doutrinadores  traz  que  como   possui  um  efeito  satisfativa  não  é  um  ação  cautelar,  sendo  divergente  na  doutrina  a   qual  gênero  esta  ação  pertencia.     Art. 839. O juiz pode decretar a busca e apreensão de pessoas ou de coisas.

Cabe  ressaltar  que  liminar  e  um  gênero  de  um  instrumento,  o  modo  de  entrega.     Obs:  tutela  antecipada,  pode  ser  chamada  também  como  antecipação  de  efeitos  da   sentença,    lembrando  que  os  efeitos  pretendido  na  sentença  do  processo  de   conhecimento  pode  ser  constitutivo  (cria  altera  a  situação  jurídica  ex.  adoção),   declaratória:  quando  a  sentença  somente  reconhece  um  direito  que  já  existe  (   paternidade),  condenatória  que  tem  como  efeito  jurídico  de  sanção.     Lembrando  que  a  usucapião  é  uma  sentença  declaratória,  por  que  o  juiz  visualização   do  fato  que  para  declarar  o  direito  que  já  existe.     Obs  II-­‐  temos  que  nos  socorrer  ao  principio  da  congruência  disposto  no  art.  128,  que   traz  a  ligação  do  pedido  a  sentença,  ou  seja,  o  juiz  não  poderá  dar  nem  a  mais  nem  fora   do  que  foi  pedida.     Liminar:    Ver  da  palavra  limini,  que  é  um  batente  de  corada,  no  direito  a  palavra  quer  dizer  algo   rápido,  imediatamente,  sendo  que  esta  palavra  também  e  encontrada  nos  pedidos   cautelar,  por  que  se  refere  ao  momento  a  qual  ela  é  concedida,  sendo  que  quando  esta   palavra  esta  presente  no  pedido,  significa  dizer  que  o  pedido  antecipado  ou  cautelar  é   necessário  urgência,  ou  seja,  a  liminar  é  um  veiculo  o  momento,  que  pode  estar   presente  na  tutela  antecipada  ou  na  cautelar.     Art.  273  ,  II  não  é  baseado  em  urgência  sendo  uma  exceção  a  regra.   II – fique caracterizado o abuso de direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório do réu.

  Pergunta:  é  possível  ao  juiz  deferir  medida  cautelar  a  medida  requerida  incidental  no   processo  como  antecipação  de  tutela?   É  possível  com  fundamento  do  art.  273  paragrafo  7o      


10   § 7.º Se o autor, a título de antecipação de tutela, requerer providência de natureza cautelar, poderá o juiz, quando presentes os respectivos pressupostos, deferir a medida cautelar em caráter incidental do processo ajuizado.

    Para  juiz  na  pratica  pelo  grau  de  probabilidade  entre  a  antecipação  do  pedido  que   exige  prova  inequívoca  a  uma  cautelar  que  somente  requer  o  fomus  boni  iures,  é  mais   fácil  ter  uma  decisão  com  base  a  somente  a  fumaça  do  bom  direito,  pois  as  provas   neste  caso  não  necessita  uma  analise  probatória  profunda.     Obs:  a  decisão  não  fundamentada  é  nula,  até  mesmo  a  decisão  interlocutória  deve   haver  fundamento,  pois  o  art.  93,  IX  da  C.F.  toda  decisão  deve  ser  fundamentada,  é  por   ser  natureza  jurídica  de  decisão  a  sentença  e  a  decisão  interlocutório  deve,  pelo   principio  da  motivações  da  decisões,  estas  devem  ser  motivada.    

Classificação  das    cautelares  art.  798  do  CPC   Art. 796. O procedimento cautelar pode ser instaurado antes ou no curso do processo principal e deste é sempre dependente. Quanto ao momento em que são pedidas e :

Preparatório   É  aquela  que  é  requerida  antes  do  processo  principal   Requisitos:   Da  petição  inicial  do  processo  cautelar  preparatório  art.  801  +  282  do  CPC   Diferente  do  Processo  incidental  que  a  decisão  é  um  decisão  interlocutório,  a   decisão  é  proferida  por  meio  da  sentença,  que  tem  validade  de  30  dias,  sendo   por  tanto  é  uma  sentença  provisória,  que  durante  o  prazo  de  validade  da   sentença  deve  ser  interposto  o  processo  principal,  lembrando  que  no  processo   preparatório  pode  ser  dado  por  meio  da  liminar,  quando  da  recusa  da  liminar,   o  recurso  deve  ser  agravo  de  instrumento.     Incidentais   É  aquele  requerido  no  curso  do  processo,  durante  o  curso,  que  geralmente  é   requerida  na  inicial  do  processo    principal.    

Quanto  à  previsão  legal  art.  800  do  CPC   -­‐nominadas  ou  tipificada   Quando  as  medidas  cautelares  estão  prevista  na  lei.  Art.  813  a  889  do  cpp  ,  são  15   medidas  disposta  no  CPC     -­‐inominadas  ou  atípica   Quando  a  medida  cautelar  não  esta  prevista  na  lei.  art.  796  e  seguintes.  

  Requisitos:  


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 “fumus  boni  iuris”  –  aparência,  não  certeza,  a  probabilidades  (aparência  do  direito   afirmado  pelo  demandante),  a  concessão  da  medida  cautelar  não  pode  estar   condicionada  a  demonstração  da  existência  do  direito  substancia  afirmado  pelo   demandante,  o  juiz  deve  se  contentar  com  a  demonstração  da  aparência  de  tal  direito.     A  tutela  cautelar  é  baseada  em  cognição  sumaria,  e  não  exauriente  como  se  dá  com  a   tutela  de  natureza  cognitiva.  Essa  sumariedade  impede  a  formação  da  coisa  julgada.     “periculum  in  mora”:  o  perigo  da  demora,  lesão  de  difícil  reparação  que  tem  a   probalidade  de  acontecer.     Pergunta.   Plano  de  Saúde-­‐  Pretensão  da  autora  em  realizar  cirurgia  bariátrica    razão  de  exame     de  obesidade  mórbida.  Ausência  do  requisito  de  “periculum  im  mora”,  necessidade  de   se  aguardar  a  instrução  probatória  para  uma  cognição  exauriente  dos  fatos  alegados   pela  parte.  –  Agravo  desprovido.  interprete  a    ementa  acima  a  luz  de  nosso   ordenamento.   Temos  desse  emanta  o  processo  de  conhecimento  que  pretendia  a  cirurgia  bariátrica   com  o  pedido  de  tutela  antecipada,  sendo  negado  o  pedido  de  liminar,  a  qual  o   tribunal  entende  não  haver  o  perigo  da  demora,  ou  seja  não  haveria  qualquer  lesão   inseparável  se  o  procedimento  pleiteado  não  fosse  realizado  após  a  sentença  final  do   processo  de  conhecimento.     Poder  Geral  de  Cautelar  ou  Poder  especial  do  Juiz  (CPC  798)     Requisitos:  ausência  de  medida  cautelar  típica  +  requisitos  da  medida  cautelar.   Art. 798. Além dos procedimentos cautelares específicos, que este Código regula no Capítulo II deste Livro, poderá o juiz determinar as medidas provisórias que julgar adequadas, quando houver fundado receio de que uma parte, antes do julgamento da lide, cause ao direito da outra lesão grave e de difícil reparação.

    Medida  Cautelar  “ex  officio”  CPC  797  –  Só  podem  ser  concedida  quando  da  existência   da  demanda  (principio  da  demanda)   O  juiz  somente  quando  da  existência  da  demanda,  pode  em  decisão  interlocutório  sem   provocação  da  parte,  determinar  uma  medida  cautelar.  Exemplo  a  caução  que  é  um   medida  cautelar  inominada.   Art. 797. Só em casos excepcionais, expressamente autorizados por lei, determinará o juiz medidas cautelares sem a audiência das partes. … Medida assecuratoria Art. 1.001. Aquele que se julgar preterido poderá demandar a sua admissão no inventário, requerendo-o antes da partilha. Ouvidas as partes no prazo de 10 (dez) dias, o juiz decidirá. Se não acolher o pedido, remeterá o requerente para os meios ordinários, mandando reservar, em poder do inventariante, o quinhão do herdeiro excluído até que se decida o litígio. …


12   Art. 1.018. Não havendo concordância de todas as partes sobre o pedido de pagamento feito pelo credor, será ele remetido para os meios ordinários. Parágrafo único. O juiz mandará, porém, reservar em poder do inventariante bens suficientes para pagar o credor, quando a dívida constar de documento que comprove suficientemente a obrigação e a impugnação não se fundar em quitação.

  Procedimento   Assim  como  o  procedimento  do  processo  de  conhecimento  que  existe  o  rito  ordinário,   e  o  ritos  especiais,  assim  também  como  o  processo  de  execução  que  nos  termos  do   artigo  598  do  CPC,  dispões  em  seu  texto  a  aplicação  subsidiaria  aos  demais,  o  Processo   Cautelar  também  tem  seu  procedimento  comum  disposto  no  art.  802  e  o  especial   disposto  no  artigo  812  e  seguintes.   Sendo  que  o  processo  cautelar  tem  um  mistura  de  processo  de  execução  e  o  processo   de  Conhecimento.     Art. 802. O requerido será citado, qualquer que seja o procedimento cautelar, para, no prazo de 5 (cinco) dias, contestar o pedido, indicando as provas que pretende produzir. I – de citação devidamente cumprido; II – da execução da medida cautelar, quando concedida liminarmente ou após justificação prévia. Fase Postulatória … Art. 812. Aos procedimentos cautelares específicos, regulados no Capítulo seguinte, aplicam-se as disposições gerais deste Capítulo.

  Fase  Postulatória.   Propositura  da  Demanda  e  respostas  do  demandado   Petição  Inicial     Requisitos  do  artigo  801  combinado  com  o  artigo  282  do  CPC   Art. 801. O requerente pleiteará a medida cautelar em petição escrita, que indicará: I – a autoridade judiciária, a que for dirigida; II – o nome, o estado civil, a profissão e a residência do requerente e do requerido; III – a lide e seu fundamento; IV – a exposição sumária do direito ameaçado e o receio da lesão; V – as provas que serão produzidas. Parágrafo único. Não se exigirá o requisito do n. III senão quando a medida cautelar for requerida em procedimento preparatório. … Art. 282. A petição inicial indicará: I – o juiz ou tribunal, a que é dirigida; II – os nomes, prenomes, estado civil, profissão, domicílio e residência do autor e do réu; III – o fato e os fundamentos jurídicos do pedido; IV – o pedido, com as suas especificações; V – o valor da causa;


13   VI – as provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados; VII – o requerimento para a citação do réu.

  Art.  801,  II  do  CPC      “II-­‐  Lede  e  seu  fundamento  dos  elementos  da  ação  principal  cuja  efetividade  se  deseja   assegurar        IV-­‐  Requisitos  para  a  concessão  da  medida  Cautelar  “     -­‐ O  juiz  poderá  deferir,  indeferir  ou  determinar  a  emenda  da  inicial  art.  267  do   CPC.       CPC  804  –  “inaudita  altera  parte”  (  se  ouvir  a  parte  contraria)    (e  não  pars).  Se  houver   necessidade    (para  a  comprovação  o  Juiz  marcará  audiência  de  justificação  previa  (   sem  citar  o  Reu).     Art. 804. É lícito ao juiz conceder liminarmente ou após justificação prévia a medida cautelar, sem ouvir o réu, quando verificar que este, sendo citado, poderá torná-la ineficaz; caso em que poderá determinar que o requerente preste caução real ou fidejussória de ressarcir os danos que o requerido possa vir a sofrer.

  Para  interprestar  este  artigo,  temos  que  no  socorrer  a  intenção  da  ação   cautelar,  pois  não  há  nenhum  ferimentos  ao  principio  da  ampla  defesa,  pois  neste  caso   somente  se  busca  a  tutela  do  Estado  para  que  se  busca  de  provas  ou  resguardo  do   direito  de  ação.     Cabe  ressaltar  que  o  CPC  traz  as  audiência  de  Conciliação  (art.  125  IV),   Preliminar  (  art.  331)  ,  Instrução(  art.  450)  e  de  Justificativa  ex.  (art.    804)   Em  termos,  CPC  221   Art. 221. A citação far-se-á: I – pelo correio; II – por oficial de justiça; III – por edital; IV – por meio eletrônico, conforme regulado em lei própria.

    A  ação  de  despejo  tem  como  característica  ser  uma  ação  executivo  “lato  senso”,   que  significa  dizer  que  não  há  necessidade  de  uma  outra  ação  para  que  a  sentença   tenha  o  efeito  de  executar,  assim  como  a  reintegração  de  posse  e  a  remissão  de  posse.   Quando  em  uma  ação  de  despejo  o  autor  da  ação  descobre  que  esteja  havendo  uma   depredação  do  imóvel,  neste  caso  será  necessário  o  pedido  cautelar  com  uma  petição   inicial,  respeitando  alguns  requisitos  como:   A  qualificação  das  partes,  o  endereçamento,  mas  não  será  necessário,  mas  não  há   necessidade  na  ação  de  despejo  com  cautelar  expor  a  lide  o  os  fundamentos  da  ação   principal.  


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Deferir

conceder liminar sem ouvir a parte contraria

Petição Incial

Pode determinar o deposito de calção

Emendar

Indeferir

Audiencia de justificação previa

    Perguntas:   1-­‐ Indique  qual  o  Provimento  que  defere  ou  indefere  a  medida  cautelar  inadita   altera  parte  e  o  recurso  cabível?   R:  No  caso  em  que  há  o  convencimento  do  juiz  para  a  concessão  da  liminar  trata-­‐se  de   uma  decisão  interlocutório,  sendo  assim  o  juiz  ao  conceder  está  realizando  uma   decisão  interlocutório  que  pode  ser  recorrida  por  meio  do  agravo  de  instrumento,  já   quando  da  decisão  por  decadência  ou  prescrição  esta  trata-­‐se  de  uma  sentença  que   poder  ser  atacada  por  meio  da  apelação.       2-­‐ Após  a  citação  qual  o  prazo  para  o  réu  responder  na  cautelar  é  quais  as   modalidade  de  respostas  possíveis?   R:  O  réu  pode  oferecer  após  a  citação  em  5  dias  a  sua  contestação,  sendo  que  se   tratar  das  figuras  especifica  do  art.  188  e  191  do  CPC  terá  seu  prazo  em   quadruplo,  ou  seja  20  dias,    também  o  réu  pode  apresentar  a  exceção  de  rituais   bem  como  a  impugnação  de  valores  da  causa,  lembrando  que  em  causa  da   incompetência  absoluta  deve  ser  alegado  na  contestação  em  sua  preliminar,   assim  como  a  incompetência  relativa  deve  ser  arguida  na  excessão.     3-­‐ Qual  a  consequência  se  o  réu  não  contestar?   R:  A  falta  de  contestação  implicará  revelia  do  réu,  e  presunção  de  veracidade   dos  fatos  narrados  na  inicial,  salvo  nas  hipóteses  em  que  a  lei  exclui  esse  efeito.   O  juiz  poderá  então  julgar  antecipadamente  a  lide  cautelar.  Art.  803  do  CPP.     Lembrando  ainda  que  o  juiz  diante  do  caso  concreto  pode  sentenciar  a  ação   sem  a  necessidade  de  audiência  de  instrução,  a  qual  tem  como  finalidade  de   colher  mais  provas,  assim  sendo  o  juiz  convencido  do  perigo  da  demora  e  da   fumaça  da  bom  direito,  pode  após  a  citação  do  réu  e  do  apreciamento  da   contrarrazões  resolver  a  lide  por  meio  da  sentença.   Também  cabe  ressaltar  que  os  prazos  de  validade  é  de  30  dias  da  efetivação  da   sentença  é  não  da  prolação  da  sentença,  ou  seja,  o  prazo  conta-­‐se  da  aplicação  da   sentença.    


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Ainda  cabe  ressaltar  que  o  art  93  ,  IX,  traz  o  principio  da  motivação  da  decisões   judiciais,  que  traz  como  efeitos  que  todas  as  decisões  que  é  prolatado  pelo  poder   jurisdicional  deve  ser  motivado,  assim  como  no  caso  em  que  o  juiz  decidir  por  cessar   os  efeitos  desta  sentença.       A revevia, tornando como verdadeiros os fatos alegados pelo autor art. 803 CPP

Agravo Instrumento

Contestação

Deferir

conceder liminar sem ouvir a parte contraria

Petição Incial

Pode determinar o deposito de calção

Emendar

Indeferir

Citação do Réu

Audiencia de justificação previa

Exceção 301 e 305 Impugnação do Valor da Causa Prazo de 5 dias para Réu Obs: o as Figuras do art. 188 e 191 tem prazo em quadruplo (lembrando que pode ter outros prazos nos procedimentos especiais

Designa a Audiencia de Instrunção Art. 450 ss.

O juez pode sentenciar sem a audiencia de instrunção

Sentença

validade da sentença de 30 dias contados da efetivação da medida

Lembrando  que  somente  com  um  novo  fundamento  (fato)  pode  o  autor  intentar  um   novo  processo  cautelar.  Art.  808,  paragrafo  único.     Art. 808. Cessa a eficácia da medida cautelar: I – se a parte não intentar a ação no prazo estabelecido no art. 806; II – se não for executada dentro de 30 (trinta) dias; III – se o juiz declarar extinto o processo principal, com ou sem julgamento do mérito. Parágrafo único. Se por qualquer motivo cessar a medida, é defeso à parte repetir o pedido, salvo por novo fundamento.

    O  processo  cautelar  faz  coisa  julgada  (coisa  julgada  material)?   R:  Em  regra  não,  somente  quando  reconhece  prescrição  e  decadência  ,  o  que  faz  em   regra  a    coisa  julgada  formal.  Art.  808,  810  do  CPP     O  processo  cautelar  como  os  demais  deve  ser  encerrado  com  sentença.  Pergunta  qual   o  recurso  cabível  desta  sentença  é  quais  os  efeitos  será  recebido?   R:  Apelação,  sem  o  efeito  suspensivo  na  forma  do  art.  520,  IV  do  CPC,  ou  seja  somente   com  efeito  devolutivo.     Se  a  ação  principal  não  for  ajuizada  dentro  do  prazo  do  art.  806  do  CPC,  ocorrerá  a   decadência,  prescrição  ou  preclusão?   R:  Decadência,  não  é  uma  preclusão  por  que  não  ocorre  na  durante  ação,  é  também   não  é  uma  prescrição  por  que  não  esta  elencado  no  CPC     Caso  a  sentença  no  processo  principal  seja  desfavorável  ao  requerente  este  sofre   alguma  sanção?   R:  Conforme  preceitos  do  art.  811  do  CPP,  se  o  autor  da  ação  cautelar  responde  por   eventual  prejuízo    caso  a  sentença  principal  for  desfavorável.  

Contra  Cautelar     CPC  804  

 


16   Art. 804. É lícito ao juiz conceder liminarmente ou após justificação prévia a medida cautelar, sem ouvir o réu, quando verificar que este, sendo citado, poderá torná-la ineficaz; caso em que poderá determinar que o requerente preste caução real ou fidejussória de ressarcir os danos que o requerido possa vir a sofrer.

Intracautelar    ou  Caução  que  pode  ser  real  (deposito  Judicial  em  dinheiro  ou  em  bens   moveis  ou  imóveis)  ou  fidejussória  (fiança).     Assim  fica  a  critério  do  Juiz  conceder  a  liminar  mediante  caução.  O  nome  do  préstimo   de  calção  leva  o  nome  de  contra  cautelar,  que  pode  ser  realizada  por  meio  da   prestação  pecuniária  (deposito  de  dinheiro),  bem  como  por  meio  de  préstimos  de   bem.     A  contra  cautelar  tem  como  objetivo  resguardar  o  réu,  uma  vez  que  a  liminar  é  uma   decisão  interlocutório,  dado  por  meio  da  aparente  ferimento  ao  direito,  não  sendo   certeza  do  direito,  podendo  o  réu  ser  prejudicado  é  o  autor  devendo  caso  haja  um   prejuízo,  restituir  o  valores  o  prejuízo.     A  audiência  de  justificação  prévio,  tem  como  objetivo  a  demonstração  de  provas  orais,   que  são  os  testemunhos  (  no  máximo  de  10),  que  tem  como  objetivo  conceder  a   liminarmente    “inaudita  altera  parte”  sem  ouvir  réu.    

Cautelar  “Satisfativa”   Dentro  dos  livros  de  cautelares  temos  um  além  de  jurisdição  voluntario  bem  como  a   satisfativa,  que  sua  existência  na  verdade  não  cautelar,  uma  vez  que  não  precisa  de  um   processo  principal,  assim  como  a  busca  e  apreensão  do  bem  fiduciário,  bem  como  a   busca  apreensão  do  menor.     Joana  pretende  se  divorciar  de  João,  em  virtude  do  abandono  do  lar.  Joana  trabalha  e  é   independente,  e  necessita  uma  regularização  imediata  pois  teme  que  seu  marido  que  é   alcoólatra  entre  na  casa  do  casal  enquanto  estiver  trabalhando,  o  casal  tem  um  filho   menor  que  fica  com  a  babá.  Em  virtude  de  sua  defesa,  João  já  causou  vários  problemas   na  vizinhança.  O  casal  possui  um  imóvel  de  70  m2  situado  no  centro  de  São  Paulo,   diante  disso  indique:     1-­‐  a  ação  cabível  para  atender  pretensão  de  Joana   2-­‐  a  lide  e  seu  fundamento.     3-­‐  Presença  dos  requisitos  para  concessão  da  liminar.   4-­‐ as  Provas  que  serão  produzidas.     1-­‐ Ação  de  cautelar  preparatória  com  pedido  de  liminar  separação  de   corpos  para  a  guarda  do  menor  e  a  regularização  da  visita.    Sendo   uma  cautelar  inominada  preparatória,  pois  virá  antes  da  separação,   sendo  seu  endereçamento  para    o  foro  central  da  comarca  de  São   Paulo.     Art.  100  C.P.C.  (traz  a  competência  relativa,  mas  no  caso  do  foro  tem   competência  absoluta,  por  tanto  a  divisão  de  foro  embora  seja  regulado  pela  lei  


17   extravagante  por  lei  interna  dos  próprios  tribunais,  este  traz  como  o  foro  uma   competência  absoluta  que  pode  gerar  a  nulidade.       2-­‐ abandono  do  lar  por  João,  e  o  perigo  de  enquanto  Joana  estiver   trabalhando  o  menor  ser  subtraído  de  seu  lar  por  seu  pai,  que  é   alcoólatra,  sendo  que  o  casal  possui  um  imóvel  ,  será  ajuizado   posteriormente  a  ação  de  divorcio.  Sendo  que  fundamento  jurídico  é   o  direito  a  qual  esta  tutelado.  Sendo  assim  o  direito  tutelado  é  o   direito  de  familia.     3-­‐ Necessário  Prova  legal  –  certidão  de  casamento,  escritura  do  imóvel,   certidão  de  nascimento  do  filho,  Documental  com  os  comprastes  que   Joana  sustenta  a  casa,  do  loca  de  sua  residência,  e  os  comprovantes  do   período  a  qual  esta  exercendo  atividade  laboral,  é  a  testemunha  com   para  comprovação  do  estado  ébrio  do  João  é  o  abandono  do  lar.  Prova   pericial,  para  comprovação  do  estado  ébrio  bem  como  o  valor  do   imóvel  a  ser  partilhado.     Intimação    por  força  do  art.  222  ,  I  por  ser  uma  ação  de  mudança  do  Estado   (casado  para  separada),  sendo  assim  será  feito  pelo  oficial.     Sobre  o  valor  da  causa,  Lei  de  custas  11.608/73  de  custas  no  estado  de  São   Paulo,  traz  para  o  mínimo  de  5  ufesp,  e  no  máximo  3.000  ufesp     Deve  requerer  a  intimação  do  M.P.  para  atuar  como  custu  ledi,  por  ter  um   incapaz  envolvido  na  lide.  Art.  82  pois  toda  causa  que  tiver  interesse  publico  o   M.P.  terá  que  intervir.    

Procedimento  Cautelar  Especifico   (Nominados  ou  Típicos)   Os  procedimento  cautelar  possui  duas  espécies  a  nominadas  que  são  aquelas   que  estão  dispostas  no  livro  III  do  Código  de  Processo  Civil,  sendo  que  as   inominadas  não  esta  dispostas  no  CPC,  embora  por  muitas  vezes  a  doutrina   nomine  estas  cautelar,  ou  seja,  as  nominadas  devemos  nos  socorrer  aos   requisitos  específicos  dispostos  em  seu  capitulo  próprio,  mas  as  inominadas   deve  se  socorrer  nas  disposições  gerais.   Neste  sentido  para  facilitar  a  didática,  estaremos  dividindo  em  finalidades  da   cautelar  assim  temos:  

Medidas  de  apreensão   Arresto  –  Medida  constritiva  que  recairá  sobre  qualquer  bem  do  devedor  móvel   ou  imóvel.   O  arresto  tem  como  finalidade  de  assegurar  o  patrimônio  do  devedor  para  que   não  fique  inadimplemento,  assim  sendo  temos  uma  medida  assecuratória  para   a  futura    liquidação  do  titulo  executivo  ora  executado,  ou  seja,  significa  a   constrição  de  qualquer  bem    para  assegurar  a  execução,  para  poder  converter   posteriormente  em  penhora.  


18   Diferente  do  arresto  previsto  dentro  do  processo  de  execução,  que  é  uma   medida  assecuratória  mas  tem  um  motivo  é  a  não  efetividade  da  citação,  pois   também  é  executado  de  oficio,  assim  sendo  o  art.  653    do  CPC  tem  como   intenção  o  arresto  executivo  realizar  o  quitação  do  bem,  quando  não   encontrado,  como  também  o  arresto  tem  como  fundamento  a  um  direito   liquido  e  certo,  assim  sendo  a  origem  são  diferentes,  embora  o  seu  efeito  seja   muito  parecido.     Requisitos  –  CPC  813/814     Art. 813. O arresto tem lugar: I – quando o devedor sem domicílio certo intenta ausentar-se ou alienar os bens que possui, ou deixa de pagar a obrigação no prazo estipulado; II – quando o devedor, que tem domicílio: a) se ausenta ou tenta ausentar-se furtivamente; b) caindo em insolvência, aliena ou tenta alienar bens que possui; contrai ou tenta contrair dívidas extraordinárias; põe ou tenta pôr os seus bens em nome de terceiros; ou comete outro qualquer artifício fraudulento, a fim de frustrar a execução ou lesar credores; III – quando o devedor, que possui bens de raiz, intenta aliená-los, hipotecá-los ou dá-los em anticrese, sem ficar com algum ou alguns, livres e desembargados, equivalentes às dívidas; IV – nos demais casos expressos em lei. Art. 814. Para a concessão do arresto é essencial: I – prova literal da dívida líquida e certa; II – prova documental ou justificação de algum dos casos mencionados no artigo antecedente. Parágrafo único. Equipara-se à prova literal da dívida líquida e certa, para efeito de concessão de arresto, a sentença, líquida ou ilíquida, pendente de recurso, condenando o devedor ao pagamento de dinheiro ou de prestação que em dinheiro possa converter-se.

Sequestro:    medida  constritiva  que  recai  sobre  bem  certo  e  determinado.  Atende,  por   exemplo  à  execução  para  entrega  de  coisa  certa  que  pode  ser  móvel,  imóvel,   semovente,  rendimentos  etc.   Lembrando  que  para  saber  quais  são  os  bens,  este  deve  ter  como  base  o   arrolamento.   Requisitos  CPC  822     Art. 822. O juiz, a requerimento da parte, pode decretar o sequestro: I – de bens móveis, semoventes ou imóveis, quando lhes for disputada a propriedade ou a posse, havendo fundado receio de rixas ou danificações; II – dos frutos e rendimentos do imóvel reivindicando, se o réu, depois de condenado por sentença ainda sujeita a recurso, os dissipar; III – dos bens do casal, nas ações de desquite e de anulação de casamento, se o cônjuge os estiver dilapidando; IV – nos demais casos expressos em lei.

Obs:  CPC  823  –  Aplicam-­‐se    subsidiariamente,  ao  sequestro,  as  regras  do   arresto.   Art. 823. Aplica-se ao sequestro, no que couber, o que este Código estatui acerca do arresto.

Busca  e  apreensão  –  Visa  apreender  móvel  e  pessoas  


19   Aplicação  residual,  o  que  não  caber  no  sequestro  e  no  arresto,  se  aplica  a  busca   e  apreensão.     Obs:  existem  vários  espécies  de  busca  e  apreensão   Ex.    

Busca  e  apreensão  do  CPC  625   Art. 625. Não sendo a coisa entregue ou depositada, nem admitidos embargos suspensivos da execução, expedir-se-á, em favor do credor, mandado de imissão na posse ou de busca e apreensão, conforme se tratar de imóvel ou de móvel.

 Sendo  este  trata-­‐se  de  um  ato  executivo,  sendo  um  dos  atos  do  processo  de  execução,   não  sendo  por  tanto  um  procedimento  cautelar.     Busca  e  apreensão  de  bens  alienados  fiduciariamente  lei  911/69   Art. 3o “O proprietário fiduciário ou poderá bem alienado fiduciariamente a qual será concedida liminarmente desde que comprovada a mora ou inadimplemento do devedor”

  Neste  sentido  da  lei  911,  temos  um  medida  satisfativa,  não  sendo  por  tanto   uma  medida  cautelar,  assim  sendo  a  intenção  nesta  modalidade  de  busca,  somente   tem  a  intenção  que  o  bem  retorne  ao  patrimônio  do  autor.     Busca  e  apreensão  de  incapazes  –  ECA,  33   Art. 33. A guarda obriga à prestação de assistência material, moral e educacional à criança ou adolescente, conferindo a seu detentor o direito de opor-se a terceiros, inclusive aos pais. § 1.º A guarda destina-se a regularizar a posse de fato, podendo ser deferida, liminar ou incidentalmente, nos procedimentos de tutela e adoção, exceto no de adoção por estrangeiros. § 2.º Excepcionalmente, deferir-se-á a guarda, fora dos casos de tutela e adoção, para atender a situações peculiares ou suprir a falta eventual dos pais ou responsável, podendo ser deferido o direito de representação para a prática de atos determinados. § 3.º A guarda confere à criança ou adolescente a condição de dependente, para todos os fins e efeitos de direito, inclusive previdenciários. § 4.º Salvo expressa e fundamentada determinação em contrário, da autoridade judiciária competente, ou quando a medida for aplicada em preparação para adoção, o deferimento da guarda de criança ou adolescente a terceiros não impede o exercício do direito de visitas pelos pais, assim como o dever de prestar alimentos, que serão objeto de regulamentação específica, a pedido do interessado ou do Ministério Público.

 

 

Busca  e  apreensão  de  Incapazes  –  C.C.  1634,  VI   Art. 1.634. Compete aos pais, quanto à pessoa dos filhos menores: I – dirigir-lhes a criação e educação; II – tê-los em sua companhia e guarda; III – conceder-lhes ou negar-lhes consentimento para casarem; IV – nomear-lhes tutor por testamento ou documento autêntico, se o outro dos pais não lhe sobreviver, ou o sobrevivo não puder exercer o poder familiar;


20   V – representá-los, até aos dezesseis anos, nos atos da vida civil, e assistilos, após essa idade, nos atos em que forem partes, suprindo-lhes o consentimento; VI – reclamá-los de quem ilegalmente os detenha; VII – exigir que lhes prestem obediência, respeito e os serviços próprios de sua idade e condição.

Busca  e  apreensão  de  Autos       Esta  é  invocada  quando  o  juiz  de  oficio  ou  provocado  busca  os  autos  que  não   estão  sob  a  posse  do  estado.  

Busca  e  apreensão  do  art.  839   O mandato deve ser cumprido por 2 oficiais Acompando de 2 testemunhas

Requisitos

Deverá conter a descrição completa da pessoa ou bem a ser buscado e apreendido Deverá conter o local aonde o bem a pessoa se encontra

 

 

Questão   Identifique  a  medida  cabível  para  garantir  o  direito  de  guarda  de  menor  incapaz,  já   deferido  a  uns  dos  genitores  por  sentença  transitada  em  julgado  na  hipótese  de  um   dos  genitores  não  devolver  o  menor  após  a  visita.     R:  Tendo  como  dados  suficiente  para  resposta,  já  que  a  guarda  já  esta  definida   e  não  cabe  mais  discusanção,  sendo  que  a  busca  apreensão  será  necessário,  para   reaver  o  menor,  com  fundamento  ao  CC  do  art.  1634  ,  VI,  não  sendo  por  tanto  uma   cautelar,  pois  esta  é  satisfativa.     Qual  a  medida  cabível  para  garantir  a  efetividade  do  processo,  no  qual  se  discute  a   Guarda  definitiva  de  menor.   R:  esta  será  a  busca  apreensão  doa  art.  839  e  ss.     O  réu  deverá  ser  citado  para  responder  essas  medidas?  Se  afirmativo,  qual  será  o   prazo  da  resposta?  Há  alguma  hipótese  no  CPC  de  concessão  de  arresto  sem   necessidade  de  justificação  previa?   R:  Sim  deverá  ser  citado  o  réu,  uma  vez  que  é  há  um  litigio,  é  uma  medida  contenciosa.   Pois  baseado  pelo  principio  do  contraditório.  Mas  lembrando  quando  for  uma  liminar   por  “inaudita  autera  parte”,  sem  ouvir  réu,    sendo  que  a  resposta  será  a  contestação  


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em  5  dias.  Pela  previsão  do  art.  816  do  CPC  ,  pode  haver  o  arresto  sem  justificativa   previa.    

Cautelar  que  garantem  a  produção  de  Provas     Exibição  do  CPC  art.  844   Art. 844. Tem lugar, como procedimento preparatório, a exibição judicial: I – de coisa móvel em poder de outrem e que o requerente repute sua ou tenha interesse em conhecer; II – de documento próprio ou comum, em poder de cointeressado, sócio, condômino, credor ou devedor; ou em poder de terceiro que o tenha em sua guarda, como inventariante, testamenteiro, depositário ou administrador de bens alheios; III – da escrituração comercial por inteiro, balanços e documentos de arquivo, nos casos expressos em lei. Art. 845. Observar-se-á, quanto ao procedimento, no que couber, o disposto nos arts. 355 a 363, e 381 e 382.

    Conhecido  também  como  “habeas  data”  privativo  que  tem  como  finalidade  da  trazer   os  documentos  seja  de  modo  preparatório  para  uma  ação  ou  já  na  ação  para   comprovar  uma  ação,  assim  como  o  pedido  no  caso  a  qual  tenha  como  objeto  por   exemplo:  a  emissão  de  cheques  sem  autorização  do  correntista,  ou  documentos  de   exames  médicos  que  comprove  um  erro  medico  como  por  exemplo  o  prontuário  de   atendimento,  fichas  cadastrais  para  comprovar  comparecimento  em  um  lugar.\     Ao  contraria  da  busca  e  apreensão  que  tem  com  finalidade  a  busca  do  objeto   este  tem  como  finalidade  apenas  a  exibição  do  documento  sem  que  este  seja   apreendido.     Sendo  que  a  cautelar  preparatória  de  exibição  de  documentação  tem  como   finalidade  primaria  preparar  o  terreno  para  que  se  posso  embasar  a  ação  principal   como  por  exemplo  uma  ação  de  indenização,  ação  de  mau  prestação  de  serviço  do   CDC.     No  caso  de  ação  cautelar  de  exibição  dos  documentos,  não  cabe  mais  astrendes,   (4o  Turma  do  STF)  que  firmou  o  entendimento  que  é  incabível  a  imposição  de  multa   cominatória  nas  ações  cautelares  de  exibição  de  documentos.       Obs:  CPC  355   Art. 355. O juiz pode ordenar que a parte exiba documento ou coisa, que se ache em seu poder. Art. 356. O pedido formulado pela parte conterá: I – a individuação, tão completa quanto possível, do documento ou da coisa; II – a finalidade da prova, indicando os fatos que se relacionam com o documento ou a coisa; III – as circunstâncias em que se funda o requerente para afirmar que o documento ou a coisa existe e se acha em poder da parte contrária.

 

 


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Neste  caso  é  uma  ação  incidental,  tendo  como  natureza  de  ação  de  conhecimento   incidental,  sendo  que  este  documento  que  deve  ser  exibido  já  entrara  como  prova  no   processo,    assim  se  os  documentos  que  tenha  pedido  não  for  exibido  ou  não  justificar   os  fatos  alegados  serão  tidos  como  verdadeiros,  assim  prescreve  já  o  art.  332  e  ss.   Art. 333. O ônus da prova incumbe: I – ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II – ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Parágrafo único. É nula a convenção que distribui de maneira diversa o ônus da prova quando: I – recair sobre direito indisponível da parte; II – tornar excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito.

  Sendo  a  principal  diferença  esta  que  a  não  exibição  ou  não  justificar,  esta  prova  não   obtidas  torna  os  fatos  alegados  verdadeiros,  já  na  cautelar  de  exibição  não  tem  esta   qualidade,  pela  própria  natureza  da  ação.   Também  temos  o  que  não  há  necessidade  de  ser  provado  no  art.  334  e  o  363  que  traz   os  tipos  de  justificativas  para  não  exibição  da  provas   Art. 334. Não dependem de prova os fatos: I – notórios; II – afirmados por uma parte e confessados pela parte contrária; III – admitidos, no processo, como incontroversos; IV – em cujo favor milita presunção legal de existência ou de veracidade. … Art. 363. A parte e o terceiro se escusam de exibir, em juízo, o documento ou a coisa: I – se concernente a negócios da própria vida da família; II – se a sua apresentação puder violar dever de honra; III – se a publicidade do documento redundar em desonra à parte ou ao terceiro, bem como a seus parentes consanguíneos ou afins até o terceiro grau; ou lhes representar perigo de ação penal; IV – se a exibição acarretar a divulgação de fatos, a cujo respeito, por estado ou profissão, devam guardar segredo; V – se subsistirem outros motivos graves que, segundo o prudente arbítrio do juiz, justifiquem a recusa da exibição. Parágrafo único. Se os motivos de que tratam os ns. I a V disserem respeito só a uma parte do conteúdo do documento, da outra se extrairá uma suma para ser apresentada em juízo.

Cautelar  Produção  Antecipada  de  Provas  art.  846       Art. 846. A produção antecipada da prova pode consistir em interrogatório da parte, inquirição de testemunhas e exame pericial. Art. 847. Far-se-á o interrogatório da parte ou a inquirição das testemunhas antes da propositura da ação, ou na pendência desta, mas antes da audiência de instrução: I – se tiver de ausentar-se; II – se, por motivo de idade ou de moléstia grave, houver justo receio de que ao tempo da prova já não exista, ou esteja impossibilitada de depor. Art. 848. O requerente justificará sumariamente a necessidade da antecipação e mencionará com precisão os fatos sobre que há de recair a prova.


23   Parágrafo único. Tratando-se de inquirição de testemunha, serão intimados os interessados a comparecer à audiência em que prestará o depoimento. Art. 849. Havendo fundado receio de que venha a tornar-se impossível ou muito difícil a verificação de certos fatos na pendência da ação, é admissível o exame pericial. Art. 850. A prova pericial realizar-se-á conforme o disposto nos arts. 420 a 439. Art. 851. Tomado o depoimento ou feito exame pericial, os autos permanecerão em cartório, sendo lícito aos interessados solicitar as certidões que quiserem.

  Tem  como  finalidade  a  produção  da  prova,  e  a  produção  efetiva  da  prova,  já   que  no  processo  de  conhecimento  tem  a  necessidade  de  provar  ou  comprovar  os  fatos   alegados  pela  parte,  por  isso  a  necessidade  de  existência  de  prova,  assim  sendo  a   necessidade  de  conhecer  de  quem  de  provar  o  que  disposto  no  art.  333  do  CPC.     OBS:  a  falta  de  prova  pode  causar  o  julgamento  da  Lide  pelo  art.  269  CPC  (julgamento   com  mérito),  restando  somente  para  autor  propor  o  recurso  cabível,  pois  se  tivesse  o   julgamento  pelo  art.  267  cpc  (julgamento  sem  mérito)  assim  poderia  repropor  a  ação,   mas  neste  caso  em  regra  o  art.  269  e  aplicado.   Lembrando  quando  do  requisito  da  pericia,  seja  pelo  juiz  ou  pelo  autor,  o  autor  que  ira   arcar  com  os  pagamentos,  lembrando  ainda  que  na  sucumbência,  o  réu  restitui  o  autor   pelo  gastos.     Lei  1060/50  -­‐  art.4o     Art. 4.º A parte gozará dos benefícios da assistência judiciária, mediante simples afirmação, na própria petição inicial, de que não está em condições de pagar as custas do processo e os honorários de advogado, sem prejuízo próprio ou de sua família. § 1.º Presume-se pobre, até prova em contrário, quem afirmar essa condição nos termos desta Lei, sob pena de pagamento até o décuplo das custas judiciais. § 2.º A impugnação do direito à assistência judiciária não suspende o curso de processo e será feita em autos apartados. § 3.º A apresentação da Carteira de Trabalho e Previdência Social, devidamente legalizada, onde o juiz verificará a necessidade da parte, substituirá os atestados exigidos nos §§ 1.º e 2.º deste artigo.

Para  entender  quando  se  faz  o  pedido  antecipado  de  produção  de  prova,  necessário  se   faz  entender  quando  as  provas  são  produzida  em  um  processo  de  conhecimento,   assim  sendo  pode  por  exemplo  o  pedido  de  testemunha  que  esteja  em  eminente   perigo  de  vida  tomada  por  doença,  antes  da  audiência  de  oitiva,  também  podemos   exemplificar  o  exame  pericial  de  um  objeto  que  seja  altamente  perecível,  é  a  não   produção  desta  pode  acarretar  com  a  perda  da  prova.   Necessário  se  faz  ainda  ressaltar  que  os  artigos  847  e  ss.  traz  os  requisitos  a  qual  deve   ser  observado  para  produção  antecipada  da  provas.      


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 Da  Justificação  CPC  861  e  ss.   Art. 861. Quem pretender justificar a existência de algum fato ou relação jurídica, seja para simples documento e sem caráter contencioso, seja para servir de prova em processo regular, exporá, em petição circunstanciada, a sua intenção. Art. 862. Salvo nos casos expressos em lei, é essencial a citação dos interessados. Parágrafo único. Se o interessado não puder ser citado pessoalmente, intervirá no processo o Ministério Público. Art. 863. A justificação consistirá na inquirição de testemunhas sobre os fatos alegados, sendo facultado ao requerente juntar documentos. Art. 864. Ao interessado é lícito contraditar as testemunhas, reinquiri-las e manifestar-se sobre os documentos, dos quais terá vista em cartório por 24 (vinte e quatro) horas. Art. 865. No processo de justificação não se admite defesa nem recurso. Art. 866. A justificação será afinal julgada por sentença e os autos serão entregues ao requerente independentemente de traslado, decorridas 48 (quarenta e oito) horas da decisão. Parágrafo único. O juiz não se pronunciará sobre o mérito da prova, limitando-se a verificar se foram observadas as formalidades legais.

  Esta  justificação  pode  ser  utilizada  tanto  para  um  processo  administrative   como  o  caso  de  aposentadoria,  bem  como  um  processo  judicial,  como  por  exemplo  a   comprovação  da  união  estável,  sendo  que  esta  ação  cautelar  tem  como  elemento   essencial,  a  audiência,  tanto  de  oitiva  de  testemunha  como  também  do  próprio  autor.    

Perguntas:   1-­‐ Qual  a  defesa  cabível  no  procedimento  de  justificação?     R:  Somente  contradizer  a  testemunha,  já  que  não  cabe  nenhum  tipo  de  recurso   previsto  no  art.  865  CPC,  art.  212  do  CPC.     2-­‐ Bem  absolutamente  impenhorável  pode  ser  arrestado?     R:  Pela  natureza  da  ação,  somente  pode  ser  penhorados  os  bens  que  tenha  valor   econômico  e  que  possam  ser  alienados,  sendo  portanto  excluído  da  possibilidade  de   arrestos  os  bens  do  rol  do  art.  649  do  CC     3-­‐ Carlos  emite  cheque  em  favor  de  Luiz,  o  titulo  é  devolvido  sem  provisão  de   fundos.  Luiz  resolve  processar  Carlos  para  receber  o  valor  do  titulo,  mas  teme   que  Luiz  comece  a  dilapidar  seu  patrimônio.  Neste  caso  como  advogado  de   Carlos,  oriente  tudo  que  pode  ser  feito  para  que  o  credor  possa  receber  a   quantia  devida?     R:  Com  base  ao  relato  do  perigo  da  demora  que  é  a  dilapidação  dos  bens  de  Carlos,   temos  a  necessidade  de  propor  uma  ação  de  execução  de  titulo  extrajudicial  de   quantia  certa,  com  o  pedido  de  arresto  por  liminar(cautelar  preparatório),  para   assegurar  o  pagamento  do  valor  do  titulo.  


25  

  Arrolamento  de  Bens     CPC  855  CPP   Art. 855. Procede-se ao arrolamento sempre que há fundado receio de extravio ou de dissipação de bens.

Esta  Cautelar  Incide  Sobre  uma  universalidade  de  bens  com  a  pretensão  de  que  sejam   individualizados  e    classificação     Lembrando  que  arrolamento  e  inventario  são  procedimentos  a  qual  a  legitimidade  é   dos  sucessores,  para  no  caso  de  herança  vacância  (  que  não  há  herdeiro)  a  ação   principal  seria  a  ação  de  herança  jacente   Art. 1.142. Nos casos em que a lei civil considere jacente a herança, o juiz, em cuja comarca tiver domicílio o falecido, procederá sem perda de tempo à arrecadação de todos os seus bens.

  Há  de  ressaltar  que  embora  o  principio  da  inercio  do  judiciário  norteia  o  CPP,   neste  caso  temos  a  exceção  a  este  principio,  uma  vez  que,  o  juiz  em  caso  de  herança   jacente  o  juiz  pode  realizar  o  arrolamento  ex-­‐oficio.   1146,  1822,1039  c.c.     CPC  856   Art. 856. Pode requerer o arrolamento todo aquele que tem interesse na conservação dos bens. § 1.º O interesse do requerente pode resultar de direito já constituído ou que deva ser declarado em ação própria. § 2.º Aos credores só é permitido requerer arrolamento nos casos em que tenha lugar a arrecadação de herança.

  OBS:  não  só  no  caso  de  herança  e  realizado  o  arrolamento  como  medida  cautelar,  mas   pode  ser  realizado  como  “mordomo”  do  processo  de  separação,  para  localizar  bens  e   listalo.     Legitimado:  Proprietário  ou  possuidor  da  coisa.     Dos  Protestos,  notificações  e  Interpelações   CPC  867   Art. 867. Todo aquele que desejar prevenir responsabilidade, prover a conservação e ressalva de seus direitos ou manifestar qualquer intenção de modo formal, poderá fazer por escrito o seu protesto, em petição

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dirigida ao juiz, e requerer que do mesmo se intime a quem de direito

Espécie  de  carta  judicial  enviada  ao  requerido  para  que  tome  ciência  de  um  fato,   deixando-­‐o  advertido  de  que  eventuais  ações  ou  omissões  poder  acarretar   consequências  como  o  ajuizamento  de  ações.   Obs:  Notificações  extrajudiciais  enviado  por  cartório  de  títulos  e  documentos   A  pratica  traz  a  notificação  extrajudicial  como  meio  mais  pratico  para  realizar  esta   notificação.       Pergunta  :    


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  A  notificação  é  necessária  para  a  comprovação  do  interesse  de  agir?   Somente  quando  previsto  na  ação  e  no  procedimento  que  determina  a  notificação   como  meio  demonstrar  o  pressuposto  de  interesse  de  agir.       Qual  a  resposta  cabível  na  notificação?   Somente  cabe  a  contra  notificação  pois  não  há  defesa  no  caso  da  notificação  como   cautelar,  tanto  faz  pelo  meio  que  veio,  assim  sendo,  se  notificação  veio  pelo  judiciário,   podes  ser  realizado  a  contra  notificação  judicial  ou  extra  judicial.     Art. 871. O protesto ou interpelação não admite defesa nem contraprotesto nos autos; mas o requerido pode contraprotestar em processo distinto.

No  exemplo  de  um  vizinho  incomodado  com  a  obra,  pode  ser  realizado  por:   Art.  934  –  Nuncição  de  obra  nova,  que  é  um  processo  de  conhecimento,  de   procedimento  especial  nominado,    de  jurisdição  contenciosa,  que  pode  vir  com  pedido   cautelar  de  embargo  ou  paralização  da  obra.     Ou  por  cautelar  de  notificar  e  interpelação  do  CPC  867             Alimentos  Provisionais   CPC  852   Art. 852. É lícito pedir alimentos provisionais: I – nas ações de desquite e de anulação de casamento, desde que estejam separados os cônjuges; II – nas ações de alimentos, desde o despacho da petição inicial; III – nos demais casos expressos em lei. Parágrafo único. No caso previsto no n. I deste artigo, a prestação alimentícia devida ao requerente abrange, além do que necessitar para sustento, habitação e vestuário, as despesas para custear a demanda.

Diferencie  os  alimentos  provisionais  e  alimentos  provisórios.    Dentro   da   principal   diferença   entre   os   dois   tipos   de   alimentos,   são   em   principio  a  matéria  que  os  regulas,  o  primeiro  tem  natureza  de  cautelar,  as  provisórios   tem  uma  natureza    de  liminar,  de  antecipação  de  sentença.  Os  alimentos  provisórios   são  previsto  na  lei  5.478/68.     Se   a   relação   entre   autor   e   réu   for   preestabelecida   (casamento,   alimentos   devidos   aos   filho,   por   exemplo),   aquele   pode   ação   de   alimentos   com   base   a   lei   de   alimentos  (5.478/68).     Caso  contrário,  o  instrumento  adequado  será  a  ação  cautelar  de  alimentos   provisionais.   Em   qualquer   das   hipóteses   o   fundamento   será   necessidade   de   quem   pede  “versus”  possibilidade  de  quem  deve.  


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CPC  852   Por   tanto   os   provisionais   são   pedido,   quando   não   há   prova   cabal   que   aquele   que   é   o   pai,   assim   como   investigação   de   paternidade   ou   nos   alimentos   gravídicos,   visto   que,   deve   ser   cautelarmente   pedido   os   provisionais,   já   quando   existe   uma   definição   de   que   aquele   que   é   o   pai,   o   réu,   este   serão   os   pedidos   de   alimentos   provisórios.  Assim  como  em  uma  separação.     Lembrando   que   os   alimentos,   gera   uma   sentença   continuativas,   de   forma   condenatória,  ou  seja,  os  alimentos  faz  coisa  julgada,  sendo  que  para  revisão  do  ação,   será   necessário   que   haja   um   fato   novo,   outro   pedido,   assim   sendo,   são   elementos   necessários   para   revisão   um   fato   relevante   a   relação   que   possa   tornar   possível   a   apreciação  do  ação  revisionais.    

Protesto  –  

 Principal  Finalidade-­‐  Interromper  a  prescrição  –  CC  202,  II   Art. 202. A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á: I – por despacho do juiz, mesmo incompetente, que ordenar a citação, se o interessado a promover no prazo e na forma da lei processual; II – por protesto, nas condições do inciso antecedente; III – por protesto cambial; IV – pela apresentação do título de crédito em juízo de inventário ou em concurso de credores; V – por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor; VI – por qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe reconhecimento do direito pelo devedor. Parágrafo único. A prescrição interrompida recomeça a correr da data do ato que a interrompeu, ou do último ato do processo para a interrompe

Temos   aqui   um   conflito   aparente   de   normas,   uma   vez   que   o   próprio   CPC   tem   como   motivo   de   interrupção   a   citação   valida   que   interrompe   a   prescrição,   (art.   219   CPC).   Contra   o   artigo   202   do   CC.,   Sendo   que   oportuno   ressaltar   que   os   efeitos   do   citação   é   a   interrupção  que  deve  retroagir  a  data  do  despacho,  assim  sendo  a  interrupção  da  ação   ocorre  na  data  da  propositura  da  ação.   Cabendo   ressaltar   que   a   interrupção   somente   ocorre   uma   vez,   por   tanto   o   prazo   inicia-­‐se  do  zero  novamente  somente  uma  vez,  caso  o  autor  interponha  novamente  a   ação  terá  somente  a  fluência  do  prazo  restante.   Art. 219.acitação válida torna prevento o juízo, induz litispendência e faz litigiosa a coisa; e, ainda quando ordenada por juiz incompetente, constitui em mora o devedor e interrompe a prescrição. § 1 a interrupção da prescrição retroagirá à data da propositura da ação. § 2 incumbe à parte promover a citação do réu nos dez dias subsequentes ao despacho que a ordenar, não ficando prejudicada pela demora imputável exclusivamente ao serviço judiciário. § 3 Não sendo citado o réu, o juiz prorrogará o prazo até o máximo de noventa dias. § 4 Não se efetuando a citação nos prazos mencionados nos parágrafos antecedentes, haver-se-á por não interrompida a prescrição. § 5 O juiz pronunciará, de ofício, a prescrição. § 6o Passada em julgado a sentença, a que se refere o parágrafo anterior, o escrivão comunicará ao réu o resultado do julgamento.


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  Interpelação  –     Destina-­‐se  a  constituir  o  devedor  em  mora    

Notificação-­‐       Destina-­‐se  a  dar  ciência  do  atoa  ser  praticado  sob  pena  de  adoção  de  alguma  medida   judicial.     Atentado  :    CPC   879/881   –   Esta   Ação   só   é   permitida   na   modalidade   incidental   visa   coibir   a   pratica  de  ato  ilegal  no  curso  do  processo  que  venha  o  arresto,  sequestro  ou  imissão   na  posse  ou  prosseguimento  na  obra  embargado.     Tem  como  efeito  a  proibição  do  réu  de  falar  em  nos  autos.     Art. 879. Comete atentado a parte que no curso do processo: i– viola penhora, arresto, sequestro ou imissão na posse; ii– prossegue em obra embargada; iii– pratica outra qualquer inovação ilegal no estado de fato. Art. 880. A petição inicial será autuada em separado, observando-se, quanto ao procedimento, o disposto nos artigos 802 e 803. Parágrafo único. A ação de atentado será processada e julgada pelo juiz que conheceu originariamente da causa principal, ainda que esta se encontre no tribunal. Art. 881. A sentença, que julgar procedente a ação, ordenará o restabelecimento do estado anterior, a suspensão da causa principal e a proibição de o réu falar nos autos até a purgação do atentado. Parágrafo único. A sentença poderá condenar o réu a ressarcir à parte lesada as perdas e danos que sofreu em consequência do atentado.

 

Posse  em  nome  do  nascituro      destinado  a  permitir  proteção  ao  interesses  do  feto  mediante  a  prova  da  gestação,  a   fim  de  que  a  representante  do  nascituro  entre  na  posse  dos  seis  direitos.     O  interesse  nessa  ação  é  habilitar  o  nascituro  no  inventário       Legitimidade  Ativa:   Gestante   Legitimidade  Passiva   Herdeiro     Art. 877. a mulher que, para garantia dos direitos do filho nascituro, quiser provar seu estado de gravidez, requererá ao juiz que, ouvido o órgão do Ministério Público, mande examiná-la por um médico de sua nomeação. § 1o O requerimento será instruído com a certidão de óbito da pessoa, de quem o nascituro é sucessor. § 2o será dispensado o exame se os herdeiros do falecido aceitarem a declaração da requerente.


29   § 3o em caso algum a falta do exame prejudicará os direitos do nascituro. Art. 878. apresentado o laudo que reconheça a gravidez, o juiz, por sentença, declarará a requerente investida na posse dos direitos que assistam ao nascituro. Parágrafo único. se à requerente não couber o exercício do pátrio poder, o juiz nomeará curador ao nascituro.

Cabe   ressaltar   que   nosso   Código   de   Processo   Civil,   traz   algumas   medidas   cautelares   expostas  no  artigo  888       Art. 888. O juiz poderá ordenar ou autorizar, na pendência da ação principal ou antes de sua propositura: I – obras de conservação em coisa litigiosa ou judicialmente apreendida; Ii – a entrega de bens de uso pessoal do cônjuge e dos filhos; Iii – a posse provisória dos filhos, nos casos de desquite ou anulação de casamento; IV – o afastamento do menor autorizado a contrair casamento contra a vontade dos pais; V – o depósito de menores ou incapazes castigados imoderadamente por seus pais, tutores ou curadores, ou por eles induzidos à prática de atos contrários à lei ou à moral; Vi– o afastamento temporário de um dos cônjuges da morada do casal; Vii – a guarda e a educação dos filhos, regulado o direito de visita que, no interesse da criança ou do adolescente, pode, a critério do juiz, ser extensivo a cada um dos avós; Viii – a interdição ou a demolição de prédio para resguardar a saúde, a segurança ou outro interesse público.

  Questões     1-­‐ qual  a  função  genérica  do  protesto,  da  interpelação  e  na  notificação?  Justifique.     2-­‐ Caso   o   Locador   não   pretende   mais   manter   a   locação   de   imóvel   urbano,   prorrogado  por  tempo  indeterminado,  qual  medida  ele  deverá  providenciar?   A  ação  competente  é  a  denuncia  vazia  que  deve  ser  notificado.   3-­‐ Devedor  tem  o  direito  de  interpelar  o  credor  ?   Não   pode   interpelar,   já   que   a   finalidade   essencial   é   de   constituir   o   devedor   em   mora,  somente  pode  o  credor,  quem  tem  credito  é  legitimo.   4-­‐ Para   ingressar   com   ação   é   necessário   caucionar   o   Juízo?   E   se   a   parte   for   estrangeira  e  tiver  domicilio  fora  do  pais?   R:   em   regra   não   é   necessário   caucionar   a   ação,   mas   no   caso   somente   quem   tiver  fora  do  brasil,  deve  intentar  deve  prestar  a  caução,    e  não  ao  estrangeiro   em  si.  Conforme  o  art.  826  do  CPC.     5-­‐ Se   a   lei   determinar   caução   e   o   autor   não   caucionar   o   juízo   qual   a   consequência   acarreta  ao  processo?   Art.  267  ,   XI  do  CPC,  extinguem  sem  resolução  de  mérito.  O  réu  pode  arguir  em   exceção  conforme  o  Art.  301  do  CPC       6-­‐ Deferida  a  liminar  em  ação  de  nunciação  de  obra  nova  e  o  Nunciado  prosseguir   a  obrar  na  obra  embargada  comete  atentado?  


30   Se   o   nunciado   for   autorizado   por   juiz   conforme   o   art.   940   do   CPC   ele   não   comete  o  atentado,  mas  se  não  for  autorizado  ele  cometerá  o  atentado  contra  a   embargo  da  obra.       7-­‐ João  firmou  contrato  de  locação  vindo  o  seu  fiador  a  falecer.  João  não  consegue   falar  com  seu  locador  a  respeito  do  novo  fiador.  Neste  caso  qual  medida  poderá   ser  tomado  por  joão?      

Deposito  CC  627/652   Contrato   unilateral   mediante   a   qual   uma   pessoa   (depositório)   recebe   de   outrem  (depositante)  um  bem  móvel  para  guarda-­‐lo  por  certo  tempo  e  restitui-­‐ lo.   Cabe   ressaltar   que   a   regra   disposta   no   Código   Civil,   tem   como   elemento   de   validade   a   forma   escrita,   por   tanto   para   que   se   tenha   o   contrato   de   deposito   temos  a  necessidade  de  ser  de  forma  inscrita.     Depositário   infiel   é   aquele   que   viola   a   confiança.   Sendo   que   juiz   como   não   é   mais  cabível  a  prisão  civil,  será  condenado  pela  multa  art.  461  do  CPC     Ação   de   deposito,   visa   tornar   efetiva,   ao   depositante,   a   própria   coisa   e   não   o   seu  equivalente  monetário  CPC  –  901.   Art. 901. Esta ação tem por fim exigir a restituição da coisa depositada.

Se   o   réu   não   restituir   a   coisa   ou   não   for   possível,   a   sua   apreensão     (461-­‐A)     deverá  receber  o  equivalente  em  dinheiro    (475-­‐J).     Art. 461-A. Na ação que tenha por objeto a entrega de coisa, o juiz, ao conceder a tutela específica, fixará o prazo para o cumprimento da obrigação. § 1.º Tratando-se de entrega de coisa determinada pelo gênero e quantidade, o credor a individualizará na petição inicial, se lhe couber a escolha; cabendo ao devedor escolher, este a entregará individualizada, no prazo fixado pelo juiz. § 2.º Não cumprida a obrigação no prazo estabelecido, expedir-se-á em favor do credor mandado de busca e apreensão ou de imissão na posse, conforme se tratar de coisa móvel ou imóvel. § 3.º Aplica-se à ação prevista neste artigo o disposto nos §§ 1.º a 6.º do art. 461. … Art. 475-J. Caso o devedor, condenado ao pagamento de quantia certa ou já fixada em liquidação, não o efetue no prazo de quinze dias, o montante da condenação será acrescido de multa no percentual de dez por cento e, a requerimento do credor e observado o disposto no art. 614, inciso II, desta Lei, expedir-se-á mandado de penhora e avaliação. § 1.º Do auto de penhora e de avaliação será de imediato intimado o executado, na pessoa de seu advogado (arts. 236 e 237), ou, na falta deste, o seu representante legal, ou pessoalmente, por mandado ou pelo correio, podendo oferecer impugnação, querendo, no prazo de quinze dias. § 2.º Caso o oficial de justiça não possa proceder à avaliação, por depender de conhecimentos especializados, o juiz, de imediato, nomeará avaliador, assinando-lhe breve prazo para a entrega do laudo.


31   § 3.º O exequente poderá, em seu requerimento, indicar desde logo os bens a serem penhorados. § 4.º Efetuado o pagamento parcial no prazo previsto no caput deste artigo, a multa de dez por cento incidirá sobre o restante. § 5.º Não sendo requerida a execução no prazo de seis meses, o juiz mandará arquivar os autos, sem prejuízo de seu desarquivamento a pedido da parte.

  Lembrando  que  o  direito  das  obrigações,  traz  a  proibição  de  o  réu  quando   da   ação   de   deposito,   citado,   não   pode   entregar   coisa   diversa   do   que   foi   pactuado,   mas   sendo   possível   a   entrega   do   valor   pecuniário   se   o   bem   deteriorar,   por   isso   é   necessário  colocar  o  valor  econômico  do  bem  para  não  perder  tempo.     Por  ser  um  procedimento  especial,  não  é  cabível  na  teoria  utilizar  o  Juizado   Especial,  uma  vez  que  este  trata-­‐se  de  um  procedimento  especial,  mas  na  pratica,  há   ocorrências  de  ação  de  deposito  em  juizado  especial  pelo  baixo  valor,  uma  vez  que,  o   principio   da   celeridade   norteia   este   tipo   de   juízo,   ainda   oportuno   ressaltar   que   o   procedimento  é  tido  como  especial  pelo  prazo  de  resposta  do  réu  que  é  de  5  dias.     Art. 902. Na petição inicial instruída com a prova literal do depósito e a estimativa do valor da coisa, se não constar do contrato, o autor pedirá a citação do réu para, no prazo de 5 (cinco) dias: I – entregar a coisa, depositá-la em juízo ou consignar-lhe o equivalente em dinheiro; II – contestar a ação. § 1.º No pedido poderá constar, ainda, a cominação da pena de prisão até 1 (um) ano, que o juiz decretará na forma do art. 904, parágrafo único. § 2.º O réu poderá alegar, além da nulidade ou falsidade do título e da extinção das obrigações, as defesas previstas na lei civil.

    Quando  da  entrega  da  coisa  o  juiz  decide  pelo  art.  269,  II,  procedência  da   ação,  uma  vez  que  finaliza  a  lide  pela  entrega  da  coisa.       Pergunta  :   João  firmou  contrato  de  alienação  fiduciária  (art.  1351  do  CC),  em  garantia  com   a   financeira   credito   fácil,   para   adquiri   o   veiculo   na   concessionaria.   Adquirido   o   veiculo   como   ,garantia   do   empréstimo,   transferiu   a   propriedade   do   veiculo   a   financeira,    ocorre  que  ao  passar  do  tempo,  ele  deixou  de  pagar  as  prestações.   Neste  caso:   a) indique   a   ação   cabível,   para   atender   a   pretensão   da   financeira   (credora   fiduciária)?   A  ação  de  busca  e  apreensão,  que  posteriormente  pode  ser  convertido  em   ação  de  deposito.  Decreto  lei  911,  art.  3o    e  4o     Art. 3.º O proprietário fiduciário ou credor poderá requerer contra o devedor ou terceiro a busca e apreensão do bem alienado fiduciariamente, a qual será concedida liminarmente, desde que comprovada a mora ou o inadimplemento do devedor. § 1.º Cinco dias após executada a liminar mencionada no caput, consolidar-se-ão a propriedade e a posse plena e exclusiva do bem no patrimônio do credor fiduciário, cabendo às repartições competentes, quando for o caso, expedir novo certificado de registro de propriedade em nome do credor, ou de terceiro por ele indicado, livre do ônus da propriedade fiduciária. § 2.º No prazo do § 1.º, o devedor fiduciante poderá pagar a integralidade da dívida pendente, segundo os valores apresentados pelo credor


32   fiduciário na inicial, hipótese na qual o bem lhe será restituído livre do ônus. § 3.º O devedor fiduciante apresentará resposta no prazo de quinze dias da execução da liminar. § 4.º A resposta poderá ser apresentada ainda que o devedor tenha se utilizado da faculdade do § 2.º, caso entenda ter havido pagamento a maior e desejar restituição. § 5.º Da sentença cabe apelação apenas no efeito devolutivo. § 6.º Na sentença que decretar a improcedência da ação de busca e apreensão, o juiz condenará o credor fiduciário ao pagamento de multa, em favor do devedor fiduciante, equivalente a cinquenta por cento do valor originalmente financiado, devidamente atualizado, caso o bem já tenha sido alienado. § 7.º A multa mencionada no § 6.º não exclui a responsabilidade do credor fiduciário por perdas e danos. § 8.º A busca e apreensão prevista no presente artigo constitui processo autônomo e independente de qualquer procedimento posterior. Art. 4.º Se o bem alienado fiduciariamente não for encontrado ou não se achar na posse do devedor, o credor poderá requerer a conversão do pedido de busca e apreensão, nos mesmos autos, em ação de depósito, na forma prevista no Capítulo II, do Título I, do Livro IV, do Código de Processo Civil.

    b) a  propriedade  fiduciária  e  direito  real  de  garantia  que  confere  ao  credor  a   propriedade   resolúvel   do   bem,   adquirido   pelo   devedor.   Neste   caso   qual   a   condição  jurídica  de  joão  sobre  o  bem?   Ele  é  possuidor  direto  e  depositário.     c) Pode-­‐se  pretender  na  ação  de  deposito  reparação  por  perdas  e  danos?   Quando  da  não  entrega  coisa,  pode  reverter  para  valores  pecuniários.  Mas   no   caso   da   teoria,   não   possa   ser   acumulado,   somente   pode   ser   realizado   quando   o   procedimento   será   ordinário.   Por   tanto   não   será   possível   acumular  o  pedido.     Ação  de  nunciação  de  obra  nova   Ação  de  nunciação  na  verdade  trata-­‐se  de  ação  de  denuncia  que  esta  ligado  ao  direito   urbanístico,  quando  do  desrespeito  as  normas  expostas  pelo  controle  municipal,   sendo  assim  necessário  para  que  esta  ação  seja  suscitada,  que  a  obra  seja  nova,  pois  se   a  obra  for  antinga,  o  art.  295  ,  III,  caso  seja  a  obra  velha  será  ação  de  demolitória,  para   surta  o  efeito  de  embargo  da  obra.     O  pedido  é  cumulativo,  com  o  pedido  em  liminar  de  embargo  (paralização)  é  o   desfazimento  (reconstrução  ou  demolição)  da  obra,  lembrando  que  o  pedido  de   liminar  pode  ser  tutela  antencipada  (art.  273,  I,II,  prova  inequívoca  com  o  fomus  bon   iuris  e  periculum  in  mora),  ou  de  cautelar  (art.  273  §7o  ),  lembrando  que  também  no   que  tange  ao  pedido,  há  de  se  ressaltar  a  necessidade  de  ter  o  pedido  da  astrendes   multa  diária).      


33  

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CPC  934/935  –  Legalidade     CPC  937  –  natureza  jurídica  dessa  liminar   Prazo  para  resposta=  5  dias  da  citação.   Lembrando  que  é  aplicável  após  a  citação  o  procedimento  ordinário,  art.  272   A RT . 903. S E

O RÉU CONTESTAR A AÇÃO , OBSERVAR - SE - Á O PROCEDIMENTO

ORDINÁRIO

AÇAO  DE  PRESTAÇÃO  DE  CONTAS     Quem  deve  prestar  contas:  todo  aquele  que  administra  bens  negócios  ou  interesses   alheios,  deve  exibir  prestação  de  talhada  do  credito.  Portanto  se  prestação  contas   foram  prestada  de  modo  obscuro  e  não  na  forma  mercantil,  é  cabível  esta  ação,  já  no   que  tange  a  prestação  de  contas  foram  dadas  as  contas  de  forma  mercantil,  mas  não   houve  o  recebimento,  assim  sendo  se  houver  o  titulo  a  necessidade  de  ser  composta  a   ação  de  execução,  já  se  a  não  houver  o  titulo,  terá  que  buscar  o  titulo  pela  ação  de   cobrança  que  pode  ser  regido  pelo  rito  ordinário  ou  sumario,  decidido  pelo  valor  da   causa.     Ex.  banco,  imobiliárias  etc.   O  dever  pode  advir   Da  lei  ou  (legal)   De  um  contrato  (contratual)     Exs.:   Legal   tutor  cc  1755   Inventariante  CPC    991  VII   Judicial  –  Falência  Lei  11.101/05  art.  23   Sucessor  Provisório  CC  33   Testamenteiro  CC  1980  e  2020   Contratual:   Contrato  de  Mandato  CC  668   Contrato  de  Deposito  CC  625    ss.     Por  tanto  necessário  entender  que  tipo  de  obrigação  e  contratos  que  foi  acordado  pela   parte,  para    que  a  ação  cabível  seja  suscitado.   Finalidade  da  ação     914  e  ss.     Espécies  de  ação  de  prestação  de  contas:   Ação  de  exigir  contas  CPC  915  bifásica       Ação  de  dar  contas  CPC  916  monofásica    


34   Art. 916. Aquele que estiver obrigado a prestar contas requererá a citação do réu para, no prazo de 5 (cinco) dias, aceitá-las ou contestar a ação. § 1.º Se o réu não contestar a ação ou se declarar que aceita as contas oferecidas, serão estas julgadas dentro de 10 (dez) dias. § 2.º Se o réu contestar a ação ou impugnar as contas e houver necessidade de produzir provas, o juiz designará audiência de instrução e julgamento.

  Natureza  dúplice:   Intricicos  –  mesmo  que  não  haja  pedido  na  contestação  se  verificado  credito  a  favor   do  réu,  o  juiz  condenará  o  autor.   Portanto  não  cabe  reconvenção,  sendo  uma  exceção,  mas  pode  cabe  uma  reconvenção   quando  da  fuga  do  assunto  principal  que  é  a  prestação  da  ação.     CPC  915  0  Bifásico   Um  processo  com  duas  fases:   1o  obtenção  das  contas   verificar  se  a  necessidade  se  a  pessoa  deve  prestar  contar  e  como  por  meio  da   sentença.  Sabendo  que  a  apelação  deve  ser  recurso  cabível,  assim  sendo  é  recebido  de   forma  devolutivo,  e  suspensivo.     2o  Julgamento  das  contas   Nesta  faze  será  apresentado  as  contas         OBS:  915  §  2o  (48  horas)  Cumprimento  de  sentença  mandamental.   Art. 915. Aquele que pretender exigir a prestação de contas requererá a citação do réu para, no prazo de 5 (cinco) dias, as apresentar ou contestar a ação. § 1.º Prestadas as contas, terá o autor 5 (cinco) dias para dizer sobre elas; havendo necessidade de produzir provas, o juiz designará audiência de instrução e julgamento; em caso contrário, proferirá desde logo a sentença. § 2.º Se o réu não contestar a ação ou não negar a obrigação de prestar contas, observar-se-á o disposto no art. 330; a sentença, que julgar procedente a ação, condenará o réu a prestar as contas no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, sob pena de não lhe ser lícito impugnar as que o autor apresentar. § 3.º Se o réu apresentar as contas dentro do prazo estabelecido no parágrafo anterior, seguir-se-á o procedimento do § 1.º deste artigo; em caso contrário, apresentá-las-á o autor dentro em 10 (dez) dias, sendo as contas julgadas segundo o prudente arbítrio do juiz, que poderá determinar, se necessário, a realização do exame pericial contábil.

  OBS:  as  contas  deve  ser  prestada  na  forma  da  mercantil  art.  917  do  CPC   ART. 917. AS

CONTAS,

ASSIM

DO

AUTOR

COMO

DO

RÉU,

SERÃO

APRESENTADAS EM FORMA MERCANTIL, ESPECIFICANDO-SE AS RECEITAS E A APLICAÇÃO DAS DESPESAS, BEM COMO O RESPECTIVO SALDO; E SERÃO INSTRUÍDAS COM OS DOCUMENTOS JUSTIFICATIVOS.

 


35  

NA   PRIMEIRA   F ASE   O   A UTOR   D A   A ÇÃO   P EDE  P ELA  C ONDENAÇÃO   D O  RÉU   Q UANTO   D A   OBRIGAÇÃO   D E   A PRESENTAR   A S   C ONTAS .   D ISCUTI -­‐SE   N ESTA   P RIMEIRA   F ASE   A   PROCEDÊNCIA  DO  PEDIDO  DO  AUTOR  QUANTO  O  DIREITO  DE  EXIGIR  AS  CONTAS,  ASSIM   COMO   O   D EVER   D O   RÉU   E M  A PRESENTA -­‐LAS ,   A   C ONSUMAÇÃO   D O   S ISTEMA   BIFÁSICO,   DEMPRENDERÁ  D A  A TITUDE  T OMADA  P ELO  R ÉU  N O   M OMENTO   D O   O FERECIMENTO   D E   S UA   RESPOSTA .  

A) CITADO  O  RÉU  APRESENTA  AS  CONTAS,  O  JUIZ  VERIFICA  SE  O  RÉU  TEM  VALORES  A   RECEBER   C ONDENA   O   A UTOR ,   E  V IRCE   E   V ERÇA .   (SISTEMA  MONOFÁSICO)   B) A  UMA  APRESENTAÇÃO  DE  CONTAS  E  UMA  CONTESTAÇÃO,  (TAMBÉM  NÃO  HAVERÁ   SISTEMA   B IFASICO  )   C) O  RÉU  APENAS  CONTESTA  SOBRE  O  DEVER  DELE  DE  PRESTAR  AS  CONTAS,  SEM   REALIZAR   A   P RESTAÇÃO   D A  C ONTAS   (ESTA   E NTRA  N O  S ISTEMA   B IFASICO )       QUAL  CONSEQUÊNCIA  SOFRE  O  RÉU  NA  AÇÃO  DE  EXIGIR  CONTAS  SE  NÃO  PRESTA-­‐LAS  NO  PRAZO  DE   48  HORAS  APÓS  A  CONDENAÇÃO.   TERÁ   C OMO   C ONSEQUENCIA   O   I NSTITUTO   D A   R EVELIA   N ÃO  P ODENDO  C ONTESTAR  A S   C ONTAS   APRESENTADA   § 2.º Se o réu não contestar a ação ou não negar a obrigação de prestar contas, observar-se-á o disposto no art. 330; a sentença, que julgar procedente a ação, condenará o réu a prestar as contas no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, sob pena de não lhe ser lícito impugnar as que o autor apresentar


Processo Civil: Cautelares e Especial