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Vida

A história de todos os personagens da Bíblia

Quem é Quem na Bíblia Sagrada

Editado

por

Paul

G ar d ner


QUEM E QUE NA BÍ BLI A SAGRADA

Paul Gardner (editor)

Prazer; emoção e conhecimento


J J A A C O B Á (Heb. “proteção"). Lidei de um clã da tribo de Simeão. mencionado em i Crónicas 4.36, J A AL A. Um dos servos de Salomão cujos descendentes retornaram do exilio na Babilónia em companhia de Zorobabel (Ed 2.56: Ne 7.58J. JA AN Al (Heb. "ele respondeu''), Líder de um dos dãs du lribo de Gade. que vma em Basâ (1 Cí 5.12). JA ARÉ-OREGIM. Pai de Elnnfi, muni ionado como 0 que matou 'Golias. ogiteu’’ Era de Belém |2 Sm 21.191. Para tomar dôuda di* que este gigante era o mesmo que fui mortu por Davi. veja Elanã. JAARE SIA S. Um dos filhos de Jero&o e lider de (Jã. Era da tribo de Benjamim e vivia em Jerusalém (1 Cr 6.2 7 1, J A AS A l . Um dos descendentes de Bani. Após o retomo du exílio na Babilónia. Secam as confessou a Esdras que muitos homens ria lribo de Judá. inclusive des­ cendentes dos sacerdotes, linham-se ca­ sado com mulheres de outras Iribos e alé estrangeiras. Esdras e o povo se arrepen­ deram e fizeram um pauto de servir uo Senhor (Ed 10.2). Jansai é listado comu um dos judeus que se divorciaram de esposas gentias (Eri 10.37),

Abner (1 Cr 27.2! |, Pode tratar-se da mes­ ma pessoa do item u* 1

JAATE (Heb. "Deus agarrará). 1. FLLho cie Roafas e pal de Aamai e Laade, do clã dos zoratilas. du tribo de Judá. Era bisneto rle Judá e um lider en­ tro seu povo (1 Cr 4.2). 2. Neto de Lovi (1 Cr 0.4.1). Lislado como um dos ancestrais de Asafe, o líder da música no TíibernáOUlu nos últimos dias do rei Davi. .Seu uome tornou-se co­ mum entre as famílias levi las, 3. Bisneto de Levi ( l Cr 6.20). ProvavohnRnte é a mesma pessoa do item n- 2. pois supõe-se que a frase “Libui, seu fi­ lho". iof omitida oo v. 43. 4. Filho de Simei e neto dn Gérson, meudonado em l Crónicas 2 9 .1 0 .ll na passagem que descreve a distribuição das turmas de sacerdotes e levitas para o tra­ balho no Templo, nos últimos dias do rei Davi, 5. Um dos filhos de Selomole, do d ã dos izaritas. da tribo de Levi. que serviu no Tabernáculo durante o reinado de Davi Í1 Cr 24.22). 6. Do clã dos miírariía.s. da lribo de Levi. era um músico laloutosa e fiscali­ zou as reformas no Templo duranie o rei­ nado de Josias, de luda 12 Cr 34.12. onde e chamado de Joate). 7. Neto de Gerson descendente de Levi. lider de um d5. Seu pai chumavase Lilmi (1 Cr 6.20).

J A A S I E L (Heb. “feito por Deus”). 1. Listado era 1 Crónicos 11.47 como um JAAZANIAS (Heb. “Deus ouve"). 'mezobaila". era um dos famosos "heróis” 1» Ele e sua família loram testados pel< i de Davi. os quais foram valentes guerrei­ profeta Jeremias, que os levou a uma ros. câmara do Templo e ofereceu-lhes vinho. 2. Administrador do território dosEles se recusaram a fazé-lo. rrtedinnte n ale­ gação de que o ancestral deles, fonadal ie. bnniamitas p ura líder da tribo durante o reinado de Davi. Seu pai ohamavu-sp filbo de Recabe. linha ordenado que jamais 289


IAAZIAS bebessem vinbo e sempre habitassem em teurluíi. Segundo «;)eít. isso traria bênçãos para a lamiiia. A abodiência deles ao antepassado, demonstrada na recusa de beber vinho, loi usada por Jeremias como unia ilustração da desobediência dos ha­ bitantes de judá e de Jerusalém, na épo­ ca da invasão dos caldeus, Eíiquanto os recabitas proporcionavam um exemplo dit obedicnria dn longo prazo, os judeus não acreditaram nas mensagens dos profetas e desobedeceram ao Senhor; por isso, estavam sob juízo. Por outro ladn. os racnbilas receberam a promessa do Senhor dr- que "nunca faltará homem n Jonad/ilie. ÍLlJbo dt? Recahe, que assista peranle a minha face iodos os dias" (Jr .15.3,19). 2 . Urn com andante do e xército , mauciitita. que se uniu a outros oficiais om Mispa. ao ouvir que Gedubas lora nom eado govurnador p elo r*; i Nabucodonosor. da Babilónia (2 Rs 25.23; Ir 40.fi). Eles apoiaram Gedaiias, que. in­ felizmente, foi assassinado por Ismael 3. Filho de Safa, ora um dos 70 anciãos de Israol vistos polo profeta Ezoquiol om uma visão. Cada um deles linha um incensário na mão. do qual subia uma nuvem dp Incenso (Ez fl.lt). Provavel­ mente faazanias era o mais importante deles, pois é o único mencionado pelo nome. Esses anciãos estavam envolvidos em greves práticas idolátricas no Templo, "cada um uas suas câmaras pintadas de imagens“ (v. 12|. A visão loi dada pelo Senhor, para que o profeta entendesse a profundidade do pecado e da idolatria pelos quais ludá seria julgado fw, 17.18), O juízo de Deus, desta maneira, é consi­ derado fUSto. pois é enviai!o sobre os que se rei leiam e adoram oulros deuses. 4 . Fiibo de /Vzur, mencionado om Ezequiel 11.t, era um dos Líderes do povo. O Sonhor mostrou ao profeta Ezequiel que este líder, junto com outros 25. seria julgado e condenado, por fazer o povo desviar-se por meio de lalsas profecias e conselhos perversos dados aos morado­

res de Jerusalém. Além do temivei juízo que é sempre prometido nas Escrituras para os falsos profetas, que levam o povo a desviar-se da voutnde de Deus, o iuizo sobre faazanias era merecido porque fez “conforme os juízos das nações* que es­ tavam ao redor (v, 12), pare.

JAAZ IAS (Heb. “o Senhor fortalece"). Um dos filhos de Merari. líder rle mu d n da tribo de Levi. cujos descendentes são listados como servidores no Tabernáculo durantp o reinado de Davi (1 Cr 24.26,27), J A AZ IE L ( H e b " D o u s f o r t a l e c e ” ) . 1. Depois que a Arca da Aliança loi levada para Jerusalém, o culto a Deus foi adequadamente organizado pelo rei Davi. Jaazioi loi um dos membros do clã dos meraritas, da tribo de Levi. colocados como porteiros. A tarefa particular quo recebeu, junlamente com seus irmãos, foi a de tocar harpas e liras enquanto a Arca era trazida para a capital (1 Cr 15.18.20; uo v. 20 é chamado de Aziel). 2. Arqueiro ambidestTo e extrema­ mente hábil du triho de Benjamim, quo primeiro lutou uo exército de Saul e de­ pois transferiu-se para o grupo de Davi. quando este se encontrava em Ziclague (1 Cr 12.4). Foi contado como um dos “trinta" guerroiros mais valorosos de Davi Mais udianle, nu mesma passagem, parece qUe tais homens uniram-se uo rei de Israel, não apenas paia estarem do lado vencedor, mas porque "o Espírito de Deus" operara nos corações deles (v_ 23). 3. Um dos sacerdotes indicados polo rei Davi para liderar a adoração, quando á Arca da Aliança foi levada para [erusalém. Deveria locar a trombeta continua­ mente diante fia Arca. como parle do lou­ vor do povo a Deus (1 Cr 1(>,6J. 4. Levita, descondonte do Coate. ora o terceiro filho do Hebrom; participou do trabalho dos coatitas no Templo (1 Cr 23.19; 24.23). 5. Levita do clã de Asafe, era filho de Zacarias e neto de Bermia. Ficou famoso

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JABIM pelo fulo de o Espirito tio Senlior vir so­ depois de apenas um mês de remado em Samaria |2 Rs 15.10.13,14) A expressão bre ele. nuiu lempo de crise em Juda, “Salum, filho de Jabes” fv im talvez Ln duranie o reinado de Jeosafá (2 Cr 20,14). l.Tm exercito de moabilas u umonitas in­ diquo a cidade do onde ele era natural. vadira Judá, procedente do Edom, Jeosafá e seu povo estavam ussustâdos. irias u rei JA B EZ. A iril io de ludá dava sequência bUScou ao Senhor em oração e convocou à sua existência através das gerações ll a nação a unir-se a ele num jejum, enCr 4 1-8), inconscinntemHuie ubrindo >aminlio paro a coroa do sua sobrevivência qttanto esperavam a resposta de Deus. (Hb 7 14], quando um homem se desta­ Jeosafá liderou o povo numa grande ora­ ca. ao fazer uma oração â Deus (1 Cr ção de fé (2 Cr 20.1-12). Como o Senhor 4.9.10). Jabez descobriu que as necessi­ sompre prometera. ouviu os rogos de seu povo e respondeu por meio de Jaaziel. o dades pessoais, ordinárias, perlinentes ã vida diária devern ser levadas diante do qual lembrou ao povo e ao rei que a bata­ Senhor; ele "clamou ao Deus de Israel" e lha dependia do Senlior e não deles (v. 15). Portanto, deveriam assumir suas po­ "Dous lhe concedeu o que lho tinha pe­ dido". Freqíien temente ua Bibha os no­ sições nu entrada do vale o simplnsmeute mes devem ser encarados com respeilo, observar Deus fuzersun obra. Todo o povo pois, quando são dados às pessoas com louvou ao Senhor, liderado pelos sacer­ seriedade (como uesle caso. onde reflete dotes. Quando os judeus loram para a baas circu n stâncias do nascim ento) ou lalhd, clamavam e canlaivam: “Rendei gra­ conscientemente, lornam-se referências ças ao Senhor, pois o seu amor dura para sobre a pessoa em questão "Jabez" signi­ sempre". O próprio Deus colocou embos­ fica "dor, tristeza” e parece que ele vivia cadas contra o inimigo, então eles luta­ com o receio de que seu nome fosse pro­ ram uns contra os outros e destruíram-se. fético e o futuro pudesse lançar sua som O impado desie capítulo está clara­ bra sobro elo. Assim, orou sobre a ques­ mente ua evidência que proporciona, tão e o Senhor atendeu n seu pedido. Tra­ como tantas vezes é demonstrado na Bí­ tava-se de um problema herdado, mas blia, qut\ quando o rei b seu povo busca­ Deus concedeu uma solução. |abez lam­ ram sinceramente ao Sonhor e colocaram bém estava consciente de suas necessi­ a fé nele, Devib os levou à vilória (2 Cr 20.13-20). Outras nações ouviram s o b r e dades materiais: por alguma razão, pre­ cisava de mais espaço e a oração resol­ o poder do Senlior e, assim, Jeosafá tranveu isso também: “Deus lhe concedeu o qUiliyou-se (v. 30). 6 Mencionado om Esdras 8.5. este quo lhe linha pedido". Todas as nossas necessidades— indusive as materiais — são Jaaziel r t u o pai de Secanins e está listado do interesse do Senhor. Além disso, Jabez entre o n judeUs que retomaram do exilio desejava qun Deus estivesse com elo e paia Jerusalém. p.nu. orou; "Soja a tua mão romigo" — a pre­ sença pessoal do Senhor em poder — e JA BA L. Primogénito de Lamoque e do isso lamljárn "Deus lhe concedeu". "Não le­ sua esposa A la (Gu -1.20). Foi o primeiro mos porque não pedimos” (Tg 4.2). i.a.m . nômado menriouado nu Bibha: “Este foi o p/ii dos que habitam em lendas e posJABIM (Heb. “in telig en te, com suem gado". discernimento"). Este nome pode repre­ sentar um titulo real (semelhante a Faraó, JA B ES (Heb. “seco”). No término do rei­ usado no Egito), no do Norle, Sal um matou o rei Zacarias 1. Rei de Hazor, a maior cidade do nor­ e usurpou o trono pela força. Ele mesmo, te tia Palestina, o qual liderou uma aliança por sua vez. foi assassinado por Menaéin.

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IACÃ (jp príncipes contra losue (Js U .l-12), O Senil» jt, porém, raoslrnu a seu servo corno atacar a coalizão r labim foi derrotado aos aguas de Motóni. Sun cidade íoi ruptura dn e queimada e ele próprio foi morto. 2 . GuLro rei de hlazor (chamado de "rei de Canaã". em |z 4.2:). que "oprimiu durameule os EJiios dn Israel” por vinte anos. na época dos Juízas, por causa da idolatria du puvo (veja /u/zesj. Débora e

Baraque derrotaram Sísera, general de Jabim, e Libertaram Israel da tirania dele (Jz 4.2-24). Débora então cantou louvo­ res a Deus por essa grande vitória (lz 5), mencionada também no Salmo 83.9. p.n.w.

JACÀ. Líiler de sele clãs da tribo de Gadn estabelecidos na região do Gileade e Basã (1 Cr 5-13).

JACÓ Seu nascimento (Gn 25.21-34; 2 7 .1 - 4 5 ) facó nasceu como resposta d.i oração de sua mãe (Gd 25.211; nas asas rle uma promes­ sa (w. 22.23). Será que Isaque e Rebeca compartilharam os termos da bênção com os filhos gémeosj enquanto el»>s cresciam? Contaram logo no inicio i|ue. de acordo com a vontade de Deus. "o mais velho sen iria o mais uovo“? Deveriam ler r untado, mas as evidências indicam qup náo o lizeraru. De acordo com o qup aconte-ceu, o modo coroo lai:ó nasceu ("agarrado", Cu 25.261e o nome que lhe deram (Jacó. "suplantador"). por oi ui lo tempo a marr;;i registrada de seu caralér foi o oportunismo, a luta para tirar vantagem a qualquer preço e desonestamente Além disso, a própria Rebeca. diante da possibilidade de que Esaú alcançasse a preeminência, não apelou para a confiança na promessa divina, e sim para seu próprio oportunismo inescrupuloso (Gu 25.5-17), — ou seja. sendo de “taJ mãe. tal fiibo" Esaú era um indivíduo rude e despreocupado, que não levavD nnda muito a sério e quo dava iud valor exagerado aos prazere» passageiros. Jacó percebeu que essa era sua chance. Certo dia. Esati voltou (ammlo de uma caçada e encontrou a casa imersa no aroma de uma apetitosa refeição preparada por lacó. Esaú não teve dúvidas em trocar seu direito de primogenilura por uin prato rle comida e podemos imaginai um sorriso de maliciosa satisfação nos labios de Jacó pelo negócio bem-sucedido! (Gn 2 5 . 2 7 - 3 4 ) , A família petruncnl ora a administradora da bênção do Senhor para o mundo (veja Abanão, Gn 1 2 - 2 , 3 1 . o d experiência traumática de Génesis 2 2 . 1 - 1 deve ler gravado essa promessa em Isaque. Quando, porém, ele sentiu a aproximação da morte (Gn 2 7 , 1 . 2 1 — de maneira totalmente ei|uivocad.a, o que não ê raro d o s idosos (Gn 3 5 . 2 7 2 9 ) — , percebeu que era uma questão de extrema importância assegurai a transmis­ são ria bênção. Quantas tragédias seriara evitadas se vivésseuio.»; plenamente couyclcrntes das proméSSaS e da Palavra do Dous! Rebeca achava que ora sua obrigação pro­ videnciar o cumprimento da promessa feita no nascimento dos gémeos: Isaque es­ queceu lotalmenLe a mensagem. Uma terrível fraude foi praticada, e Rebeca corrom­ peu aquela sua característica positiva, que era parte de seu cliarme durante a jiiveulude (Gn 2 4 . 5 7 ) ; e |acó, por sua vez, temeu ser desr oberto> em lugar de arrepender-se do pecado que praticava (Gn 2 7 . 1 2 ) . As consequências loram a inimizade enlre os irmãos (Gn 2 7 . 4 1 ) , a separação entre Reboca e seu querido Jacó |Gn 2 5 , 2 » . 2 7 a 4 5 ) , o qual rle lato ola nunca mais viu. e. paia |acó, a troca fia segurança do lar por um futuro incerto e desconhecido (Gu 2 8 . 1 . 2 . 1 0 1 . 292


IACÒ

Um encontro com Deus (Gn 2 8 .1 - 2 2 ) Logo depois que |ar;ó sentiu a desolação que trouxera sobre si rnesmot o Senhor apare­ ceu a elo e concedeu-lho luiui viva esperança. Embora ele desejasse Conquistar a pro­ messa de Deus poi meio de buas próprias manobras enganadoras, o Senhor náo aban­ donou seu propósito declarado. A maior parte do restante da história gira em loruo dessa tensão entre o desejo de Dous em abençoar e u determinação do jacó d e consoguiT sucesso por meio da astúda. Génesis 28.13, que diz “Por cima dela oslava a Sonhor". tem uma variação dn tradução que soria maii apropriada: "Perto dele eslava o Senhor", pais a bônçoo d n Betei foi: "Estou contigo, e le guardarei por onde quer que fores’' (v. 15). Tbdo isso sugere que a escada é uma ilustração do Senhor, que desce a fim do estar com o homem a quem faz as promessas |w. 13,14). Numa atitude lipica. Jacó tenta transformar a bênção de Dous numa barganha e Ii1oralmente coloca o Senhor à prova (w. 20-22), ao reler o compromisso pessoal da fé alé quo Deus tivesse provado que manteria sua palavra. Quão maruvilhosa é a graça do Senhor, que permanece em silèndo e busca o cumprimento de suas promessas, mesmo quando são lançadas de volta om sua face! Oportunistas, entretanto, náo fazem investimentos som um retorno garan­ tido do capital! Jacó precisava Lrilhar um duro caminho, até aprender a confiai.

A história dentro da história (Gn 2 9 a 31) Génesis 29 a 31 couta a chegada de |acó à r osa de seus parentes, em Padã-Hadã. no extremo uorte, ondo ftxlestino o Mnsopolâniia se encontram, separadas pelo rio Eufrales (29.L); re­ gistra seu encontro com Raquel e sua apresentação aos lamihares da mãe dele (29.2-14); menciona como loi enganado e obrigado a casar-se com Lia e Raquel (29.14-30), formou uma numerosa famiiia 129.31 a 30,24), trabalhou como empregado para o sogro Lahão 130.25 a 31.1) e finalmente voltou para Conan (31.2-55). É uma história fascinante — o oportunista, suplantador e autoconlianti’ Jacó o o ashilo Lahão. Seu tio tramou com .sucesso paru casar a lilha Lia, que não tinha pretendentes |Gn 29.17) — interessante, aquele que alcançou a condição de primogénito por meio do ardil (25.29ss) foi enganado na mesma área, no lOOliie ã primogenitura 129.20)! “Deus não se deixa espuroecer” (Gl 6.7) — inaa, depois disso, ernhora as coisas fossem difireis (Gn 31.38-41), Jacó sempre foi bem-sucedi­ do. Ele sabia corno “passar Lahão para trás”. O sogro decidia qual partfi dn rebanho seria dada a Jacó corno pagamento e tomava as modidas para garantir a sua vantagem no acordo (30.34-30), mas o filho do Isaque sempre tinha um ou dois truques escondidos ua manga” — simplesmente tinindo a casca de alguns galhos, de acordo com a orientaçao divina! Dentro da narrativa dos galhos descascados, havia mua outra, história e Jacó comoçou a aprendere a responder a ela. O Senhor prometera cuidar dolo (Gn 28.15) o cumpriu sua palavra. Sem dúvida, lacó estava satisfeito com o resultjdo d o s galhos, mas uma visão de Deus colocou as coisas às claras (Gn 31 3,10-13). Náo loi a eugenia supersticiosa de Jacó. mas o cuidado fiel do Dous que produziu rebanhos para benefício dele. F O s l e r i o r i n e u t e elo reconheceu esse lalo, quando Labãoo perseguiu furioso por lodo a caminho atéMispa. já na fronteira com Ganaã |Gn 31.38-42). Ao que p a r e c e , euúdanto. □ aprendizado de Jacó não foi muito além da capar idade de falar u roisa certa.

A oração de Jacó (Gn 3 2 .1 - 2 1 ) Seria uma crítica injusta dizer qun Tacó ainda não havia aprendido a confiar uo cuida­ do divino, em vez de confiar no esforço humano? Duas outras questões indicam quo 293


JÀCÔ essa avaliarão e correio: por que. encontrando-se em companhia dos anjos do Senhor (Gn 32.1), jacó eslava com modo dn Esaú e seus 400 homens (vv, ti.7)? E por que. quando fez mna oração tão magnífica (Gn 32.9*12). voltou aconfiurnos presentes quo enviaria ao irmão (w. 13-21)? Foi unui oração exemplar, de gratidão pelas promessas divinas |v. 9), reconhecendo que não era digno da bênção Iv. 101, especifica em seu pedido [v. 11), e retornando ao principio, para novamente descansar na promessa de Deus Iv. 12). Seria difíciJ encontrar oração como esta na Bíblia. )aco esperava a res­ posta de Deus. mas, sabedor de que Esaú ja fora comprado uma vez par uma boa refeição |Gn 25.29ss), LratoU de negociai- novamente com o irmão. Ele ainda se encon­ trava naquele estado de manter todas as alternativas à disposição: um pouco de ora­ ção e urn pouco de presentes. Eslava, contudo, prestes a encontrar-se consigo mesmo.

Bênção na desesperança (Gn 3 2 .2 2 - 3 1 ) l Ima cena resume tudo o quo [acõ em: onviou tocki sua lamiiia pam o oulxu lado do ribeim [aboque, mas algo o releve paia trás. "Jacó, porém, ficou só. e bitou com ele um bomem até o romper do dia” |Gn 32.241. Na verdade sempre foi assim: "Jacó sosánho” — usurpando o direito de primogenitura. apropriando indevidameule da benção, medindo forças com Labão. fugindo de volla para rasa. negociando (Gn 31.44-55) 'una esfera segura de influência paia si próprio —. entretanto, é claro. ninguém negociaria a posse de Canaã! O Senhor mio permitiria isso. Portanto, veio pessoalmente upor-se a Jacó, com uma alternativa implícita muito clara: Ou vrjcõ seguo aihante dentro dos meus termos, ou Uca aqui sozinho, jacó; não estava disposto a abrir mão lai.ilmente de sua independência, e a disputa seguiu por Ioda a noile |Gn 32.241. Se ele tivesse se submetido, em qualquer momento da luta, teria termina­ do a batalha inteiro, mas o seu espírito arrogante e individualista o impeliu adiante até que, com a facilidade cuusumatia do quem é Todo'poderoso, um simples toque rle dedo deslo­ cou a coxa do Jacó (v. 251. Que agoniai Que desespero! Que humilhação saber que só con­ seguia manter-se em pé porque os bruços fortes do Senhor o amparavam! Até mesmo o oportunismo, entretanto, pode ser santificado! O desesperado Jacò cla­ mou: “Não fie-deixarei ir, se não me abençoares" |\. 201 e o grito do desesperado pela bênção transformou Jacó num novo homem, com um novo nome (v. 21$). Ele de lato tinha ‘ preva­ lecido", pois essa é a maneira de agir do Deus infinito em misericórdia: nlo não pode ser denotado pela nossa força, mos sempTo é vencido polo nosso clamor. E, assim, o Jacó som e s p e r a n ç o .saiu mancando, agora como Israel, pois tinha “vislo a face de Deus” (v. 30).

O homem com uma bênção para compartilhar (Gn 3 3 .1 a 50.13) Quando, porem, o relato <la viria de Jaco prossegue, vemos que as coisas velhas não passaram totalmente, nem todas tornaram-se novas. O mesmo homem quo “viu Deus face a face" (Gn 32.30) encontrou Esaú sorrindo para elo e toda a hipocrisia aflorou novamente: “Porque vi o leu rosto, como se tivesse visto o rosto de Deus" (Gn 33.10J! O homem que fora honesto Ipeio menos) com Deus (Gn 32.201 ainda era desonesto com as pessoas, pois prometeu .seguir Esaú alé Edom (33.13,14 - Setr) e rião cumpriu a promessa: de fato, não planejara tazé-lo (33.17). Por outro lado, estava espiritual­ mente vivo e cumpriu fielmente a promessa que tinha fojto ao declarar o Senhor de Botul (2/Í.20.21) como seu Dous (33.20). ansioso para cumprir seu voto na integra (35.1-4) e trnzer sua lamiiia ao mesmo nível d e compromisso espiritual. Em seu retorno à Cauaã. o Senhor lhe apareceu, a lim de dar-lhe esperança e reafirmar as promessas: confirmou seu novo nome (35.0,10) e repetiu a bònçáo da 294


JAEL posteridade e possessão (vv, 1 i 15). A grande misarícárdifi do Duus marcou esso navo começo. poi^ lacó precisaria do todo osso segurança nos próximos eventos: â morle do Raquel (Gn 35.16-11»), u imoralidade o desleaklude de Rúben Iv. 211. a morte de Isaque (vv. 27-29) e aquele período de anus perdidos e desolados, pioras do rjue a própria morte* quando José também se foi ÍGn J7-45). A disciplina de Deus. porem, educae santifica (Hb 12.1-11) e Jacó emergiu dela com uma vida gloriosa: a cada vnz quo o encontramos, é como um bomom quo tem uma bênção paro compartilhar — aben­ çoou o Faraó (Gn 47.7,10). abençoou José e seus dois filhos (Gn 48.15-20) e abençoou Ioda ol famiiia. reunida ar) redor do seu leilo de morle |Gn 49). Agora, seu testemunho Lambém é sem nenhuma pretensão: loi Deus quem o susientou. o anjo o livrou |Gn 48.1.r>). O antigo JacO toria dito: "Estou para morrer e náo posso imaginar o que será de vocês, som a minha ajuda e som as minhas artimanhas”. “Israel”, porém, o homem p;u-u quem Dhus dera um novo nome. disse para losé: “Eis quo eu morro mos Deus será convosco" (Gn 48 21) Um homem transformado, uma lição aprendida. L& ft

JADA (Hob. "o Senhoi cuida"). Filho de Onã. iia tribo do Judá. Mencionado om 1 Crónicas 2.28,32 como nelo de Jorameel e de sua esposa Alara. JADAI (Heb. “amado’1). Descendente de Nebo, Jadai estava entre os judeus quo se rasaram com mulheres estrangeiras, oo tem po de Esdras. após o e x ílio na Babilónia. Posteriormente, divorciou-se (Ed 10,43), JA D IEL (Heb. “Deus dã júbilo”). Cabeça do um clã e um soldado valente, da tribo de Manassés (1 Cr 5.24). JADO (Heb. “o Senhoi so alegra ). Filho de Buze híler de 11 ra cia da tribo de Gade, o qual se estabeleceu na região do Basã e Gileade (1 Cr 5.14). JADOM . Homem de Meronoie. ajudou na reconstrução dos muros de Jerusalém soli a liderança de Neemias, depois do iolorno do exílio na Babilónia (No 3.7]* JADUA. 1 . Um das lideres dos judeus que retomaram do exílio na Babilónia, Jadua loi um dos quo assinaram o pacto feito pelo povo, sol) a liderança do Neemias. de fide­ lidade ao Senhor e à suu loi (Ne 10.21) 295

2. Descendente ris Jesiin. foi um dos levitas que retornaram do exílio na Babilónia com Zorobabel. Era filho de um certo Jónatas. Foi lider rle sua família e sumo sacerdote nos dias do rei Dario, da Pérsia (No 12.11. 22). JA EL (Heb. "cabra selvagem ou da mon­ tanha". cf. Sl 104-18). Esposa tle Héber, o queueu. Ela malou a general do rei Jabim, de Hazor (Jz 4.17-22). Os israelitas, lide­ rados por Débora e Baraque, derrotaram Sisora e seu exército em “TaanaqUe. junlo às águas de Megido’’ |[z 5.19). mas o comandante cananeu conseguiu fugir a pe. Chegou ao lugar onde Héber vivia com sua família e resolveu acoitar a hospitali­ dade oferecida por Joel, pois havia uma aliança entro os quenons e o rei Jabim. Sisera. exausto da batalha, caiu no sono. escondido debaixo de unta coberta, na lenda da esposa de Héber. Enquanto dor­ mia, |ael piígou unia estaca de fixara ten­ da e cravou-a om sua tòmpora — uma •ititude muitn corajosa, pois os israelitas não línham dominado totalmente aque­ la região, de sorte que poderiam solror retaliações por parte do Jabim. Essa ba­ talha foi o ponto culminante no livra­ mento do povo de Israúl da opressão dos conan eus. Débora imoiíalizou o ato de


IA E R Á

bravura de Jael nm sua canção de vitória (Jz 5.24-27). mm

JAERÁ. Descendente da rei Saul, du tri­ bo de Benjamim. Seu pai chamava-se Acaz [ I Cr 9.42). JAFÉ. Terceiro filho cíh Noé (Cu 5.32), nasceu d o moio dfi uma sociedade peca­ minosa. já sob o juízo de Dhus (ti.rw). No enlanlo por ser filho do homem que “achou graça aos olhos do Senhar" (6.81. foi incluído na Aliança de Deus com Noé. experinienluu a salvação divina e toruouse um dos progenitores da nova geração ila humanidade (7.13: 9 1 8 ,1 9 ; 10.2-4). Poi sua reação ao lapso do pai (9.20-23). foi recompensado com a bênção divina 19.27). Até onde seus descendentes po­ dem ser identificados, sabe.-se que vivi­ am a uma cor!a distância de Israel, principalmuDle no extremo norte j.a.m.

JAFLETE. Filho de 1léber e bder de um dos clãs da tribo de Aser. Teve Ires filhos e loi um bravo guerreiro e um lider excelenle: (1 Cr 7-32,33, 40). JA IR (Heb, ‘que ele brilhe" ou "ele ilu­ mina" cf. SI 105,39). 1» Descendente de Manassés, tornou várias cidades na fronteira de Basn r» Gileado e as chamou de Havote-Jair. na conquista das terras a leste do rio Jordão sob a hderança de Moises |Nm 32.41; Dl 3.14; Js 13.30: 1 Rs 4.13; 1 Cr 2.22), 2. Foi juiz em Israel por 22 anos. A Bíbba diz que tinha trinta filhos que ca­ valgavam trinfn jumentos e foram colocados como governadores de Irinta cida­ des na região de Gilearle. chamadas de Havote-Jair (Jz 19.3-5). Sucedeu Tola como juiz, Nada mais sr sabe sobre ele. Veja /u/zes. 3. Poi de Mordaça i (Et 2.5). 4. Pai de Elanã. o qual matou Lami. irmão do gigante Golias (1 Cr 20.5). Na passagem paralela, seu nome e JaaréOregim (2 Sm 21.19), talvez para signifi­ car “entrelaçar”, ou foi inserido por um engano do copista. iui.vv.

JAFIA. 1. Governante de Laquis, res­ pondeu à convocação de Aiiofli-Zedeque para fazer parte rle uma coalizão de reis que lutariam contra os gibeonitas. os quais haviam feito um tratado dn paz com os israelitas. Quando Gibeom loi ataca­ JAIRO. Líder de uma sinagoga na região da. Israel prestou ajude e derroiou a coado mar da Calileia. e apresentado pelos llzão. Os reis tugiram para a caverna de evangelistas Mania» h Lucas corno um Maqueda. Quando losué os encontrou, homem de grande l’é (Mc 5.22,23,35-43: mandou que a entrada do timel fosse fe­ L._ 8.40-42. 49-56; e t.unbóm Mt 9.18,19, chada com grandes pedras* deixou alguns 23-26. onde náo é m encionado peto guardas e prosseguiu na batalha. Quan­ nome). Existem pequenas variações nos do os israelitas retornaram, o comandan­ detalhes enlre os relatos, mas a linha prin­ te hebreu ordenou que os reis fossem to­ cipal dos eventos é born clara. dos mortos (Js 10.3-28; 12.10-12). O Se­ Jairo insistiu para que Jesus fosse à sua nhor encorajou Josué nas batalhas, a fim Lâsa para ver suu til ha, que estava grave­ de demonstrar que oa Israelita* jamais mente enferma Cristo pôs-se a caminho, deviam temer os inimigos (Is 10.8; veja mas sua jornada íoi interrompida por uma 1.4-9). 2. Um dos lilhos do rei Davi. Depois mulher enferma que precisava de uma rura e por uma grande multidão que difique conquistou Terusalem e a tornou a irultava sua caminhada. Antes que chegas­ capital de seu reino, Davi mudou-se de sem ã coso do líder da sinagoga, alguns Hebrom para lá e tomou muitas esposas empregados vieram ao encontro de la iro e e Concubinas. Ibve rmulos filhos. entre de fesus. com a notícia de que a menina os quais )alia |2 Sm 5.15; 1 Cr 3.7: L4.6); tinha morrido. Cristo respondeu; “Não te­ P.D.G, 296


IANES

mas: crê somente” [Mc 5,36). A despeito da zombaria por f>arte daqueles que esta­ vam perlo, lesus entrou na casa acompa­ nhado por Pedro, Tiago e João, tomou a monina «le doze anas pela mão e ela loi restaurada à vida (w 40-42; nlc.)De maneira significativa, dada a gran­ de oposição que Jesus sofria por parle dns lideres religiosos, esse relato indica que muitos deles estavam prontos para ouvir o ter fé em Cristo. Em todos as registros há nrriii êniíisií na maneira como Jairo, o lider da sinagoga. "adorou" (Mt SklMJ. ou "prostrou-se" aos pés de lesus [Mr. 5.22; Lr. 8 .4 1J, TáJ fé em Cristo e seus resulta­ dos, evidentes diante dn todos os presen­ tes, deixaram a multidão maravilhada. A maneira como Jairoioia Jesus, em busca ile ajtida somente nele. tornou-se um cla­ ro exemplo de como todas as pessoas de­ vem respondei a Crislo. p.U.g,

JALÃO (Heb. “jovem"). Segundo filho de Esau i de sxia esposa Qolíbamo. o qual toniou-se líder do povo edomita IGn 38.5. 14. 18: l Cr 1.35). JALEEL (Heb. ‘espera pelo Senhor"), Um dos filhos de ZebuJom e líder do d ã dos jaleelitas (Gn 40.14. Nm 26.2b).

JALOM. Quarto filho de Ezra. da lribo de ]udã I I Cr 4.17). ja m a i (Heb. "que r> Senhor proteja'*). Fi­ lho de Tola e neto de lssacar, ara hdor de uma famiiia e um saldado valente 11 Cr 7.2). J A M B R E S . M encionado junto com lanes, supostamenle era um dos magos do Egito, na corte de Faraó, que se opuse­ ram a Moisés, quando este desejava tirar os israelitas dn escravidão e do cativeiro egípcio, a fim de levá-los à lerra prometi­ da por Deus. Canaã (2 Tm 3.I1J. Para mais detalhes, veja lanes. JA M IM . 1 . Segundo filho de Simeão. listado entro os que desceram com Jacó 297

para o Egito. Laler do d ã dos jaminilas íGn 46.10; Êx 6.15; Nm 26.12:1 Cr 4.241 2. Mencionado era 1 Crónicas 2.27, comu filho de Ráo e neto de Jorameel. da tribo de Judá. 3. Logo depois de os israelitas se res­ tabelecerem uas cidades ao redor de Je­ rusalém, pediram a Esdras que lesse para eles o livro da Lei. Jamirn foi urn dos sa­ cerdotes que estavam presentes o instru­ íram o povo sobrw o signilitadu do que fora lido sobre a Lei |Ne 8.7 J. O povo ou­ viu. entendeu e começou a chorar, Tamim e os outros levitas incentivaram os judeus a não chorar, pois aquele rlia era "consa­ grado” ao Senhor. Todos deviam adorar a Deus. “poiti a alegria do Senhor era a for­ ça deles" (v. I0J. Quanto mais entendiam a Lei, mais se alegravam. Celebraram a Festa dos lábemaculos. Então, começa­ ram a confessar seus pecados como na­ ção (Ne 0). A boa instrução é vital para que o povo cultue a Deus da maneira apropriada. Antes do exilio. os levitas e os líderes loram severamente castigados por não lazerem isso |cf. Jr 23). Forém, depois do retorno da Babilónia, fizeram o que era correto e o Senhor os abençoou grandemente. íuxu. JANAI. Mencionado na genealogia que vai de Adão a Jesus, como pai de Melqiii e filho de José (Lc 3.24).

JANES. Mrmr ionado junto com lamhres somente om 2 Timóteo 3.8. Eram mági­ co» egípcios da corte do Faraó, que se opuseram a Moisés quando este tentava tirar d povo de Israel da escravidão e do cativeiro do Egito e levado para Canaã, a terra prometida por Dous. No relato sobro o confronto de Moisés com Faraó, o rei pediu aos seus próprios mágicos que repetissem os milagres que o homem de Deus e seu irmão faziam. As­ sim os embusteiros (izeram Quando Arão lanhou sua vara no chão. ela se transform uu numa serpente Os mágicos fizeram o mesmo (F.x 7.10-121. Quando o irmão


JANLEQUE de Moisés tocou ao rio NLlo com a ponta da vara, as águas transformaram-se om sangue e os peixes morreram. Os «mbusteiros, poréni. conseguiram imitar o mila­ gre (w. 2U-24). O iulri dos mágicos conse­ guirem repetir tis obras de ,-Yráo contribuiu para que Faraó endurecesse ainda mais seu coração contra o Senhor e seu servo Moisés. O registro, porém, de que faziam mura imitação 6 dninonitrado quando a Bíblia diz que o cajado/serpente de Arão engoliu as varas dos mágicos Iv. 121, A imi­ tação deles continuou em Êxodo 8. O Cato de o apóstolo l^iulo mencionar esses nomes sem muitos explicações adi­ cionais indica. além de seu próprio coubei imenlo sobre as tradições judaicas, tam­ bém sua convicção de que seus leitores saberiam sobre quem íalava. Os nomes aparecem igualmene em vários textos axtrabíblicos, mas nenhum doles é parti­ cularmente antigo. Não são encontrados m^m nos registros de fosefo. nem nos de Filo. No Ihrgum de Jónatas sobre Êxodo 7.11. entretanto, e posteriormenle uas tra­ dições do Talinude. seus nomes aparecem como os mágicos tia corte de Faraó. O significado desses mágicos para o apóstolo dos gentios, em 2 Timóteo 3.U. é bem claro. Ao íalar sobre os problemas que a lé crislá enfrentaria "nos últimos dias", Paulo enfatiza o perigo, para o ver­ dadeiro cristianismo, dos que teriam uma aparência religiosa, mas sem possuir o poder. Tai.s pessoas fariam uma oposição tão forte à fé. que. mesmo ensinadas, “ja­ mais poderiam chegar ao conhecimento da verdade" (v. 7), O apóstolo advertiu que essa obstinação diante da verdade dn Cristo o das existências vividas para sua glória tornar-se-ía o perfil da sociedade na qual os cristãos seriam chamados a tes­ temunhar. Assim, porém, como o poder de Deus demonstrou ser muito maior do que os dos mágicos egípcios e assim como tais embusteiros foram feitos de tolos na revolução do poder du Senhor, assim acontecerá coin os que se levantarem con­ tra a verdade nos últimos dias. 0 poder 298

de Deus e a salvação de fato serão viloriosos, e a loucura dos que se opuseram será vista por todos (cf 2 Tm 4 . 1. 8). lá perto do final de sua Vida, Paulo assim estabebce o contexto da missão da Igreja. Os cristãos e o ensino da Palavra enfrentariam dificuldades, assim como os mágicos se opuseram a Moisés. A oposi­ ção pareceria extremamente poderosa, mas os cristãos não deveriam temer, pois a vitória estaria assegurada, [ã que se en­ contra nas mãos do mesmo Deus' que re­ velou o fracasso das nbras e das palavras do [anos o Jatnbres. r.D.o.

JANLEQUE |Heb. "o Senhor dá o domíuíoM|. Mencionado em 1 Crónicas 4.34, bder de um dos clãs da tribo de Sirneão, na época do rei Ezeqúiàs. JAQUE. Pessoa mencionada em Provér­ bios 30.1 como pai de Agur. o escritor de vários Provérbios destinados a Itiel e a Ucal. JAQUIM (Heb. "Deus estabelecerá"). 1. Mencionado em 3 Crónicas 8.19 na genealogia que parle de Benjamim até o rei Saul. Era filhn de Simei. 2. Um dos sarerdotes escollúdos jiara oficiar uo santuário, "de acordo caiu as últimas instruções de Davi" Uma seleçào imparcial loi feita entre os desceudenles de Eleazar e Itamar, por meio de sorteio. O 12* turno saiu para Jaquim, e esta era a ordem ua qual ele ministrava, quando entrava no santuário (1 Cr 24 12), 3. O quarto fiibo de Si meio. listado entre os que furam com Jacó para o Egito. Era líder do clã dos jaquinilas [Gn 46.10: Éx 8,15: Nm 26.12). 4. Um dos sacerdotes escolhidos para oliciui uo santuário, "'de acordo com as última* instruções de Davi". Uma seleçáo imparcial foi leita entre os descendentes de Eleazar e de llamar, por meio de sor­ teio. 0 21’ lurno saiu para Jaquim. e esta era a ordem na tjual ministrava, quando entrava uo santuário (1 Cr 0 10; 24.17).


JARDIM DO ÉDEN E A CRIAÇÃO

5. Um sacerdote, provavelmente des­ cendente do que está registrado uo itom a® 2. o qual viveu em Jerusalém dopais do retomo do exíliq nu Babilónia e serviu sob a liderança de Neemias [Ne 11.10). 6. Nomo da coluna do lado direílo. erigida no Templo de Salomão por Hirão (1 Rs 7.21; 2 Cr 3.17). A que ficava no lado'esquerdo era chamuda do Boaz. Não fica claro por que receberam essos nomes.

embora issa possa ter ralflção nom o signdicado de cada um: Jaquim - "Deus es­ tabelecerá” e Boaz —“força", f.d.c

JARÁ. Servo egípcio du Sesã, o qual é listado como descendente de Jenuneel ria tribo de Judá; tove somente filhas e. para continuar sua linhagem, deu uma delas como esposa a Jarâ. Os dois llveram um filho chamado Atai (1 Cr 2.34,35).

JARDIM DO ÉDEN E A CRIAÇÃO Que tipo de pessoas nós somos o om que mundo vivemos? Essas são perguntas extfomameute importantes, as quais lêm as respostas em Génesis 1 a 3. Empreguemos urna ilustração absurda: usamos produtos anticongelantes no motor do carro, mas náo o utilizamos em um bebê. embora este tarubem precise de proteção contra o frio. Poi quê? Porque são diferentes e requerem tratamentos diferencúidos. Em outras pala­ vras. cada coisa precisa ser “definida" segundo sua natureza individual. Se tratamos de um bebê como se losse um automóvel. vamos matá-lo: se cuidamos de um carro corno se losse um sor humano, ele* nunca vai andar. Assim, a pergunta “O que ó o homem?" do maneira alguma é irrelevante. Precisamos chegai- a uma definição corre­ ta de nós mesmos, se queremos descobrir como devemos viver e nos desenvolver adequadamente. A mesma questão aplica-se também ao mundo Vemos regiões arruinadas por re­ fugos industriais, com paisagens devastadas e rios poluídos; lemos noticias de flores­ tas que sao dumibadas desordenadamente, atitude esta que causará a esterilidade do solo e mudanças climáticas; ouvimos sobre buracos na camada de ozônio ua atmosíoru — tudo porque os precursores ria revolução industrial o seus sucessores ganancio­ sos e ávidos por lucros "definiram" o meio ambiento como uma presa que podia ser explorada à vonlade, E. conforme veremos, há também uma dimensão adicional |u qual chamaremos de "vitalidade moral’’) na definição plena do nosso mundo. A ques­ tão, porem, ft clara: sem uma definição correta, não podemos alcançar a realização pessoal uu a prosperidade ambiental. Não queremos dizer que outras questões de Génesis 1 a 3 não sejam importantes, mas como o primeiro capítulo da Bíblia rulaciona-se com a cosmogonia e a leoria da evolução? O fato de que os redutos do Génesis 1 a 3 existem piimariamenle para responder a outras questões não quer dizer que nada lenham a falar sobre esses assuntos. Eis aqui outra ilustração: suponha que um terremoto ocorrida om 2020 cLC. lenha reduzido Londres a escombros e feito o rio Tãinisa correr para o mar 50 quiló­ metros ao sul. na cidade de Briglnon, em vez de seguir seu curso normal para o leste. No ano de 5020 um arqueõlogo d e s c o b r e um documento que mostra estatísticas sobre a mortalidade infantil na antiga capital da Inglatorra e proporciona tabelas compara­ tivas no sentido norte—sul do curso do rio. Assim, tal descoberta respondo primari­ amente a uma questão sociológica, mas inrideníaknenle respondo lambém à purgou ta: “Qual era o sentido do curso do rio Tamisa?’’. É isso que anonlece com Génesis l a 3. Embora questões sobre a origem do Universo, dn evolução etc. não sejam seu obje299


JARDIM DO ÉDEN E A CRIAÇÃO tivo primário, o lexlo tem revelação divina parti oferecer t.imbem sobre essas ques­ tões. e lomaremos nota delas.

O registro da criação E muito comum alguém considerar Gêunsis 1.1-23 e 2.4-25 aomo relatos separados da criação do Deus — diferentes no estilo Literário e contraditórios na ordem dos eventos que registram: Génesis 1, por exemplo, coloca h criação do homem em ultimo lugar e Génesis 2. ein primeiro. Essa visão dos dois textos origina-se literal­ mente <lo menosprezo pela declaração que serve de elo de Ugaçâo, em Génesis 2,4' "Estas são as origens dos céus e da lerra. quando íoram criados". Esla fórmula ocor­ re dez vezes: ern Génesis (6.9; 11.10.27; 25.19; etc.) o sempre com o mesmo signifi­ cado. O vocábulo "origem" fou goraçâoj é om lermo que designa "nascimento", ou seja. uma coisa que emerge de ouba — os descendentes são originários do um an­ cestral e a história se origina de um certo início, Assim acontece aqui. L/ma "situa­ ção" foi estabelecida em Génesis 1.1-2.3 e estamos prestes a ser informados (Gn 2.4ss) sobre o que ‘ emergiu" disso, ou seja. o que aquela situação gerou. Isso expli­ ca a diferença de estilo literário dos duis textos v lambém j>or quií, ã primeira vista, eles parecem diferentes também em outros aspectos. Gõnesi* 1 .1 a 2.3 é uma decla­ ração centralizada em Deus. sobre a obru divina da criação como procndeule de suo vonlade (Gn 1 .3 ,6 ,9 .1 1 .1 4 ,2 0 .2 4 .2Bj. a fim de determ inar seu desígnio (w . 7.9,11.15.24) e estabelecer seus valores (vv. 10,12.21,25,31). Por outro lado. Génesis 2.4-25 é um relato centralizado no homem. Ê claro que Deus ainda está acima de ludo e a entrada du ser bumano em coua não diminuiu su;i soberania. Agora, po­ rem, pnla vontade do Senhor, o homem tom o domínio, trabolba sobre □ Torra, r oncede os nomes aos animais e estabelece seu lar: um mundo puni ele. uo uuul Deus vem como se atendesse a um chumado |Gn 3.8). Génesis I cria o lealro. prepara o palco e reune o elenco; Génesis 2 é o Ato 1. Cena I; Génesis 1 é uma declaração, Génesis 2 é uma história; Génesis 1 couta como o homem surgiu: Génesis 2 registra a história da vida.

Deus, o Criador O v e r b o "criar". Génesis 1.1 não diz como ‘‘os céus e <i le r r a " vieram â existência. Somente divulga q u e Deus ê anltiriO T ao Universo e este existe por seu ato de cria­ ção. Diferentemente de outras literal uras q u e usam “criai " como a capacidade do homem, bem como dn Deus, de fazer coisas, o Antigo Testamento faz do “crim” uiuu atividade exclusivamente divina. O verbo é usado para designar cirisas que por sua grandeza ou novidade (ou ambos) só sáo explicadas como um ato de Deus. Em Génesis 1.1a 2.3. o princípio de todas as coisas representava lal alo e mostra que no hebraico ”criar“ inclui u ideia da criação ex nihilo (a partir do nadai, pois o primeiro ‘■passo’* na criação foi Irazer à existência o substrato físico. ou a “matéria” do Uni­ verso (Gn 1.1), Não havia nenhuma substancia preexistente; ela foi chamada n exis­ tência por Deus. O verbo "criar” surgo na próxima vez naquele momento signUicativo quando a vida animal, orgânica, upuroceu pela primeira vez (Gn 1.20-221*. ele então se apresenta numa ocorrência tripla no auge da criação, quando d o homem a vida orgânica surge "à imagem de Deus" Finalmente, d verbo e usado retrosperlivamenle em Génesis 2.3.

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JARDIM DO EDEN E A CRIAÇÁO Criar e faz er. O estado inicial rias coisas era "sem forma b vazio". Isso quer dizer l e i , Jr 4.23-26) que não bavia nenhuma evidência dé estabilidade, vido. ordem nem ne­ nhuma indicação dn que. essas coisas eslavam potencialmente la. Desta maneira, Génesis 1 pinta d Criador como um escultor que. ao pegar um bloco de pedra sem forma o sem nenhum significado, começou a dar-lhe forma* beleza, significado b vitalidade, de maneira que o que começou "sem f o r m a e vazio" (Gn 1.1] terminou iluminado (w. 3-51. organizado e fértil (w. 6-13), com um movimento regular Ivv. 14 19). com vida abundante (vv. 20-251, coroudu com a presença do homem (w. 26-301, “muito bom" (v. 31) e completo (Gn 2.1). S o m e n te um Deus. O pequeno detalhe de que os arbustos (Gn l .12) “eram plantas produtoras de sementes” e que os frutos “tinham sementes neles" e parte do testemu­ nho de Génesis I de que todas as coisas podem ser traçadas dn volL.i alé o único Criador. Na religião de. Canaã, Baal era o deus da fertilidade. Nenhuma árvore daria fruto ou reprudirziria — nem nenhum animal ou pessoa — a náo ser que Baal se dignasse a conceder-lhe essa graça. De fato. em lodo o mundo anLigo havia uma divíndude para cada aspecto da vida. A resposia bíblica é bem diferente: as árvores são frutíferos porque no principio o unico Deus verdadeiro os fez assim As genealogias lambém têm esse asppcto como parte de sua função |Gn 5, 10 «lc.): toda a humanida­ de é traçada ale o ato micial do Criador: não um deu» para cada tribo, que gera seus "filhos" por meio de procedimentos quase-sexuais. mas um unico Deus, que criou o primeiro casal com uma capacidade inerente de se reproduzir |Gu t .26-26). O mais notável de tudo 6 que Génesis 1 registra o combate pré-criação que ocorreu entre o Criador e a oposição das "forças espirituais" do caos. Esse ora a tema principal da cosmogonia babilónica, onde Marduque náo teve liberdade para criar alé que venceu Tiamal, o mousb'0 das profundezas. Em Génesis existe apenas um único Deus, o qual faz o que lhe agrailu e tem prazer naquilo que laz. Um o b r a p e r fe i t a . A obra da criação de Deus levou seis dias do atividade u foi coroada com um sétimo dia de descanso satisfeito. Que portada pode ser entendido no termo "dia’7 Não precisamos dizer que, so o Criador decidiu assim, toda a criação teria sido leila em um período de 24 horas e na ordem prescrita em Génesis. Nesse sentido, os antigos escritores estavam certos quando diziam que a Bíblia espera o final dos processos científicos de pesquisa para então alcança-los. Esse ponto de vista serviria bem ò simplicidade, mas o uso <lo lermo “bíblico" é fluido demais. O vocábu­ lo ' dia" é usado no sentido do período da luz diária (Dt 9.18), no período dn 24 horas (Nm 20,29). um período indefinido de tempo (Sl 20.1) e um período marcado por alguma atividade significativa (Sl 11U.3, 5) — senrio que é neste ultimo sentido que Génesis 2.4 (literalmente, "no dia em que t> Senhor fez...") descreve todo o processo da criação, a partir de um delerminado "dia". Se. porem, o tempo/significado de “dias” é aberto, suo sequência e o equilíbrio delicado pelo qual a obra do Criador é completa e perfeita são plenos — uma plenitude encontrada também na narrativa básica em Génesis 2.4-25.

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JARDIM DO ÉDEN E A CRIAÇÃO

Génesis 1.1 a 2.3 A obra da Criação

Mundo Físico

Mundo Anlíttal

Génesis 2.4-25 A vida

(D Luz

Am Aguas

w. 3-5

vv. f»-fl

Í4) Luzes

(5) Peixe»

w . 14-1U

w. 2 Ci-23

(3) Térra Situaçúo: Vegetação Terra não cultivada vv. gifcis

VV. 4 - 6

ProvisQCrAdão, o agricultor w.

7-15

(61

Animai* Homem w . 24-31

Somente o liomem v. 18

Mulher casamento vv; 10-2M

O homem como criatura Nessa criação porÍDÍta o bem ordenada, o liomem tanla ê sua coroa como □ rriatum p o r fíxcolàntia. Somente o ser humano r«cebe a referência tripla “criou... criou... criou" (Gn 1.27]. O verbo usado exclusivamente por Deus refere-sa unicamente íio homem; a medida dessa exclusividade é que "Deus crjou o homem á sua própria imagem", uma ideia que não e definida em nenhum lugar no relato de Génesis, mas que proporciona amplas pistas. Essa idóiu indica principalmente que náo enco o tra­ remos a “imagem de Deus" om alguma característica particular, mas na totalidade da natureza humana. Primeiro, as palavras 'imagem” 11 Sm 0.5] e "semelhança" |2 Rs 16.10) reíerem-se à forma exterior ou à aparência e apontam em primeira instância fiara a forma física com a qual Deus criou o homem. A Bíblia, è claro, insiste em que Deus é Espirito r invisível r u i «ma essência. De qualquer modo, igualmente insistente é a idõia que, quando Ele assim decido, pode r.objír-só de visibilidade. Moisés viu "a semelhança do Senhor”.(Nm 12.8: cf. Dt 4.12J. Foi com essa "semelhança” que Delis criou u ho­ mem. a forma externa e visível apropriada para a natureza divina. Segundo, a imagem ile Deus uo liomem é matrimonial. A criação da mulher (Gn 2.21-23). rio ponto de vista rle Adão, representou a perda da plenitude. O Senhor tirou algo do homem para depois entregar-lho do volta na figura da mulher. Assim, nn casamento, o homem recupera sua plenitude e a mulher volta para seu lugar original. Génesis 5.1.2 associa essa unídade-em-diversidade com a imagem de Deus: existe diversidade» a criação distinta do homem e da mulher, mas há também a unidade ("literalmente, ‘‘chamou o nome deles homem”) — e, neste aspecto, segundo Génesis, está a imagem de Deus,

Terceiro, homem e mulher juntos reçebom o domínio. Us imperativos em Génesis 1-28 estão no plural e referem-se ao casal recém-criarlo. Assim como deviam "crescer e mulLiplícar-se" [untos, da mesma maneira precisavam "sujeitar e dominar" a Terra lambém juntos. Sabemos que os amigos reis colocavam suas imagens em iodos os lugares que dominavam. A realidade, enlrelanlo. excede a ilustração, pois uma está­ tua podo apenas registrai- a alegação da soberania em favor do alguém, enquanto o homem e a mulher são a “imagem vivo" do Deus, que não somente registra suo decla­ ração de soberania, m;is exerce o domínio cm $eu lavor. 302


JARDIM DO ÉDEN E A CRIAÇÃO Quarlo, é somente ao homem b à mulher quo v Criador se dirige pessoalmente. Em Cêm.-sis 1.22, Elu pronuncia sua bênção sobre a criação animal: “Os abençoou, dizondo-..": no versículo 28. entretanto. “Os abençoou e lhe» disse.,/’. Os .seres huma­ nos são ouvintes conscientes da Palavra de Deus. com uma dimensão espiritual de sua natureza. por meio da qual podem ouvir quando o Senhor fala. Isso nos leva ao quinto aspecto da imagem de Dous em nós. ou seja. n tutor moral. Em Ioda a criação, aponas o lioin^m vive conscientemente sob as leis de Deus. O diagrama quo apresentamos acima deixa claro: a obra da criação tratou com as esferas física e animal e com a história primitiva ria vida humana sobre a Terra, a tmi de estabelecei o homem dentro de cada um dos departamentos naquele que agora é o seu meio ambiente |Gn 2.4-17. Ifih23); em cada departamento (o Édon e sou lar). Deus impõe ao homem sua lei de vida. Adão não compartilha da .existência instintiva dos animais; o homem vive numa situação em qtm pode dizer shn/não. uma vida de es ro­ lhas morais conscientes, o reconhecimento ou a rejeição da Palavra de Deus. Finalmente. Génesis revela o homem comn possuidor da racionalidade, pois tem condições de pensar a respeito do mundo ao seu redor. Em Génesis 2.V\, Deus nota a solidão de Adão e trata de prepará-lo para a providência que seria tomada. Primeiro, é permitido que ele exercite «eus poderes do avaliação sobre os animais que estão diante dele; ele é capaz de formar os pafes, segundo as espécies, e (lar uomes apropri­ ados ao quo vê. Dessa maneira, não somente exercita seu senhorio sobre os animais; também demonstra seu poder de definir, estabelecer ( ategorias e descrever, uma tare­ fa verdadeiramente científica. No finai, também percebe sua própria solidão, pois “para o homem náo se achava adjutora que lhe correspondesse" (Gn 2.20). Posterior­ mente, contudo, ele dR.sperta do sono. paro encoutrnr a que é "seu par perfeito' (o sentido central da expressão “adjutora que correspondesse"), e ele, que é ''lsh’\ a chama de "lslro'\ su<i igual b exala equivalente feminina. Tanto a mente corno as emoções são envolvidas na glória daquele momento, em que o homem reconhece q u o náo eslava mais sozinho.

A experiência no Éden A criação do homem à imagem do Criador, com todas as suas características distintas, de modo algum comprometeu a soberania de Deus. O Todo-poderoso. que em tíénesis 1 “falou, e tudo se tez" (Sl 33,0.9). cnnLinua sua obra em Génesis 2. ao organizar o mundo, criar a Tsrra. formar Adão. planejar o Jardim do Éden, dirigir o trabalho do homem, perceber a solidão dele, providenciar-lhe uma esposa, estabelecer suas leis. Deus oontinua o mesmo Deus.

Onde? A pergunta sobro a localização do Jardim do Éden é razoa vei. mas, de acordo com as evidências apresentadas em Génesis, é impossível de ser respondida Fiou claro, pelas informações topográficas e geológicas de Génesis 2.10-14, que a intenção era demonstrar um lugar específico; entretanto, para poder usar tais informações, precisamos estai' certos quanto à identificação dos nomes e também supor que os rios, embora possam ser identificados. ainda correm na mesma direçáo e no mesmo leito, como antes do Dilúvio. Devemos evitar a especuiaçao inútil e considerai os fatos que a história confirrtia. Benevolência, abundância e obediência. Em Génesis 1. Deus é soberano na obra da criação; no cap. 3 (a despeito da grande mheltãoj. Ele continua soberano, mas 303


JARDIM DO ÉDEN E A CRIAÇÃO mediante a manifestação «lo juízo; do cap. 2.4*25. Ele é soberano na benevolência, pois proporciona um meio ambiente perfeito (vv. 4-9), Ubçrdade e abundância Iw. 15-17), companheirismo. anmr e casamento (vv. 1H-2.1) para o seu querido vire-regonte da Terra. Essn é o temo da história, urna abundância exubprante. que estabelece pròvisão para todas as nncessfdíides da vidu — e tudo pode ser exporintentado medi­ ante a única condição de um mínimo de obediência. A história proporciona um bom exemplo dp como a Bíblia relaciona amor e lei em uma mao e obediência e bênção oa outra. Primeiro, o amor de Deus apresenta a lei do Senhor. Do ponto de visla divino, n lei não é uma imposição desagradável, mas a chave que abre a porta da plenitude da vida. Segundo, do ponto do vista humano, a lei não ó uma escada para so subir, o fim de alcançar o lavor de Deus. más a forma d« vida que é dada a alguém que Já alcançou o lavor divino. Não é uma restrição cruel da Uberdade e plenitude, mas a condição mediante a qual elas são experimentadas. Posteriormente, no reJalo bíblico, depois que o pecado redesenhou o mapa do relacionamento entre Deus e o homem, o papel fundamonlal permanece o mesmo: O Senhor dá seu lei (Ex 20). uão para que as pesso­ as pOssam subir o escada da comportamento adequado atê o Livro da vida. mas por­ que Ele já as redimiu IÈx B.6J. Irouxe^as para si [Êx 19.4-6). libertou-as do cativeiro (Éx 20.2) e deseja que se alegrem com a vida. liberdade e abundância (Dl 0.1-3). As traduções mais antigas da Bíblia capIaram o espirito generoso fia história: “De toda arvore do jardim comerás livremente’' (Gn 2.10). A bandeira que tremulava sobre aquele iugor tão agradável buziu a expressão “Liberdade e Abundância*’. Depois da criação de Eva, íoi acrescentada a írnse "Real ização e Amor" E o custo em mínimo, pois Ioda □ lei de Deus resumia-se em um único preceito negativo e um positivo: manter-se afastado da arvore rio conhecimento do bem e do mal e "unir-se â sua esposa' (Gn 2.10.17, 24.25). O desafio dianie de Adão p E v a era transformar inocência em santida­ de, por meio da escolha moral. Náo sabemos o que aconteceria se tivessem permaneci­ do obedientes, e seria muita ousadia fazer algo mais do q u e simplesmente questionar. Quando elos comei,aram a vida no Eden, a Sonlior revelou-lhes tudo a que precisavam saber inicialmente. Se tivessem passado pela primeira prova, imposta pela arvore do conhecimento, sera que encarariam mais revelações da vontade de Deus. com provas adicionais? E qual seria o objetivo final? Ceriameule, serem semelhantes ao Senhor, coparticipantes da natureza divina! Embora seja difícil ver nesse lempo primitivo o trata­ mento quo Deus dispensou a essa questão mais tarde, essa õ a verdade fundamental, pois escolha ruoraJ ainda é o come do progresso espiritual (Al 5.32), a revelação divina ainda ê o meio de .seguir adiante 12 Tm 3.16.17). e o objetivo é que sejamos “participan­ tes da sua santidade" (Mb 12.10). Se Adão e Eva tivessem permanecido no caminho, teriam encarado a vida do ponto de vista de uma experiência crescente do liem, com o mal conhecido apenas por meio do contraste e corno urn agente externo, An tomar do fruto do conhecimento, o primeiro casal buscou □ sabedoria sem revelação divina e mudou sua própria natureza uo caminho inverso: a partir daquele momento, homem b mulher conheceriam progressivamente u mal por meio da experiência pessoal e o bem só seria conhecido pelo contraste, como um agente externo. O Jardim perdido A s e r p e n t e . A escolha om si mesma deveria ocasionar prontamente a resposta desde­ nhosa "de maneira nenhuma", pois em uma decisão entre a vida e u mõrte: rle um lado a alegre liberdade da árvore da vida: do outro, a mortal árvore do conhecimento do bem e do mal! E quanto á forma peja qual a tentação se apresenlou? Uma cobra 304


JARDIM DO ÉDEN E A CRIAÇÃO lalantel — uão apenas algo absurdo, que teria causado gargalhadas, era voz do <reduUdade. mas para Adão» quo recentemente exercera suu senhorio sobre as leras (Gn 2.19,20), certamente uma subversão extremamente óbvia da ordem estabelecida! Uma indicação dam do cuidado div ino ó quo todos os fatores apontavam para a recusa. O pecado ainda não residia na natureza humana; por isso. não havia meio pelo qual a tentação atingisse a humanidade internamente. Precisava ser uma voz externa o a Bíblia diz que Íoi isso o que aconteceu. O tentador abordou a mulher com uma dúvida *? nmn negação: dúvida se realmen­ te a palavra de Deus queria dizer o que fora dito (Gn 3 .1 1e a nogaçâo de que 0 castigo seria estabelecido fv. 4), Por adular esse curso de ação, -entretanto, a serpente encon­ trou uma porta já aberta. Adão e Eva já haviam corrompido a palavra de Deus — não pela subíração. mas pela adição. O Seulior disse: “dela não comerás” (Gn 2 1 7 ); eles acrescentaram: "nem nele tocareis" e deram a umu palavra humana a condição de mandamento divino (Gn 3.3). Estariam muito mais seguros se tivessem exercitado a obediência a uma simples palavra e parassem por aí! E s c o lh a e c o n s e q u ê n c ia s . A simples palavra proibitiva era toda a lei de Deus Não havia outros mandamentos ou exigências; isso foi tudo d que o Senhor determinou. Quando, porém, Eva olhou para a árvore, suas emoções se voltaram para o desejo do que Deus proibira ("boa paia se comer, e agradável aos olhos", Gn 3.6a): sua meute se opós a do Senhor, pois Ele revelara que. embora o nome da .arvore apontasse para o conhecimento, seu eleito seria morte. Eva. entretanto, avaliou a situação deutro de sua própria lógica — afinal, se a árvore era do cordiecirueulo, que mais faria além de proporcionar entendimento? (v.fib): sua vontade desobedeceu; “tomou do fruto, e co­ meu" |v.6c)kAssim, a natureza humana— emoções, meute e vontade — quebrou a lei de Deus, Consequências terríveis se seguiram: Primeiro, a sociedade loi fragmentada: o casal vivia anteriormente numa agradá­ vel abertura um paia com o outro iGn 2.25), mas agora os dois descobriram que o principal produto do pecado é 0 individualismo patológico e cheio de segredos, que fez com que se escondessem mu rio outro (Gn 3.7) Segundo, a boa consciência foi pordida c junto com ela a antiga e fácil comu­ nhão com Deus (vv. 7-U1). De fato, as coisas eram muitrt mais sérias do que o casal pensara; por um tampo se manteriam alegremente escondidos no Éden (v. 8); mas Deus porcebe o perigo do homem pecador tornar-se imortal (v. 22). Eles não podem mais ficar nu Jardun (v, 23). nem jamais podem encontrar o cominho de volta (U 24). Têiixiro. o casamento foi corrompido O homem, que estava feliz por unir-se â sua mulher (Gn 2.24), prontamente a abandonou (Gn 3.12 J e dali em diante só a aceitaria mediante o domínio dele (Cu 3.16) — uma trisle degeneração da alegre unidade de Génesis 2.23 Essa ruína do casamento é sinalizada por unta mudança do nome da mulher (Gn 3.20). Ela não é mais "ishn", o titulo pessoal da parceira que representa o "par perfeito" íGn 2.23, veia anteriormente), mas Eva. "a mãe de todós os viventes'1, uma funcionária, uma “máquina de gerar filhos"! Quarto, n base económica ria. vida estava destruída: a abundância do Jardim do Éden deu lugar a uma sobrevivência alcançada a duras penas (Gn 3.17.18), com um solo hostil e relutante na provisão do sustento. Esta ê o vitalidade moral do meio ambiente: o próprio mundo ao redor é inimigo do pecador e o homem no pecado (amais encontra facilidade económica. 305


JARfiDE S u r p r e e n d id o s p e la m is e r ic ó r d ia . A voz da loi disse: <:Na dia Rm que do la come­ res. certamente morrerás" (Gn 2.17). mas. surpreondeutomente, quando o Senhor chega, não somente impõe soberanamente sua maldição mas. da mesma forma. laJa ao casal digno de morte sobre a continuação da vida |Gn 3 151 e cobre sua condição pecaminosa, ao providenciar-lhes uma cobertura adequada (Gn J.21: cf. v. 7), Não sabemos (inielizmente) o que o Senhor disse, quando sacrificou os animais e vestiu os pecadoras. Teria explicado quo o salário do pecado oro a morte v qun ela seria executa da sobro uma ligura inocente, em lugar do culpada? Será que entrou em detalhes sobre o semente da mulher que esmagaria a cabeça da serpente |Gn 3.15J? No contexto, isso sO pode ser o que chamamos de promessa messiânica, pois os termos da história da q u ed a exigem que entendamos isso: a ferida mortal elim i­ nará a usurpação da serpente v trará o Édeu de volta. A semente da mulher seru u segundo Adão. Veja Adão e Eva. j . a .m .

J ARE DE (Heb. •descer"). Filho de Maalaleel, jarede tornou-se pai de Enoque, com a idade de 1<)2 anos. Foi um dos an­ tigos lideres de todo um povo qun vivio até os 962 unos Listado lambém na genealogia de Lucas, que vai de lesus até Adão (Gn 5,15-20; ) Cr 1.2; U 3.37). JARIBE. 1. Uiii dos filhos de Simeão, listado ontre os quo desceram (.om Jacó para o Egito (1 Cr 4.24: o mesmo jaquim mencionado em Gn 46.10; Êx 6.15; Nm 2012 ].

2. Um dos judeus, lideres entre o povo. que se uniram a Esilras no retorno do exílio Da Babilónia para Jerusalém, Ajudou Esdras <\ encontrar levilus aptos para acompanhá-los de volta a ludá (Ed R.1Ô),

3 . Descendente de lesua, estava eotre os sacerdotes que se uniram a Esdras e uo povo num ato do orrepenilimento, após o retorno do exilio. Muitos homens da tribo de Judá haviam-se rasado com mu­ lheres de outras Iribos e até de outras nações. Fizeram então um pacto de ser­ vir ao Senhor n divorciaiam-se das espo­ sas estrangeiros (Ed 10.2. 18,19). p.ti.G-

JAROA. Filho de. Gileade e descendente de Bu/., líder de urn cia na tribo de Gade que se estabeleceu ua região de Basã e Gileadi' (1 Cr 5 14). 306

J A S A R . M encionado apenas em 2 Samuel 1.18, o “Livro de Jasar’' (também chamado do “O Livro dos Justos", em Js LU 13) ura uma antiga lonte literária que os escritores de Josué e 2 Samuel consul­ taram como relerência. Não se sabe quem cm o que foi lasar, embora a palavra sig­ nifique "justo"; pode ser. portanto, uma i.ojeção rle poemas sohrn homens e mu­ lheres "justos" do passado. JASEÍAS (Heb, "o Senhor vé"). Filbo de Ticva, foi um dos pouquíssimos Líderes em Judá que se recusaram a unir-se a Esdras o ao povo, no arrependimento por ter-se casado com mulheres estrangeiras (Ed 10.15). Depois do retomo do exilio ua Babilónia. Esdras liderou o povo na busca pelo restabelecimento da obediên­ cia a lr=i do Senhor. Insistiu com os ju­ deus para que so divorciassem das mu­ lheres estrangeiras, mas Jaseías so opós a essa medida. J Â S E N . Os ‘filhos de lásen''' estão listados entre os “trinta" .guerreiros va­ lentes de Davi, os quais saíam com ele para as batalhas e lideravam o povo de Israel na guerra (2 Sm 23.32J. A passa­ gem paralela em 1 Crónicas 1L.33 refe­ re-se aos "filhos de Hasém”' . Provavelmeutn era pai de mais de um desses guer­ reiros.


JASLTBJE

JASIEL. Mencionado ftm Génesis 46,24 p I Crónicas 7.13. Veja Jazoel JA SO BEÃ O . 1 . Quando Davi lorooit-sp rei de Israel, rapidamente tratou dp con­ quistar Jerusalém. Em tudo o qup lazia. a Bíblia diz quo “o Senhor dos Exércitos era comcde" (1 Cr 11,9). Enquanto Davi se for­ talecia cada vez mais. três guerreiros po­ derosos lhe deram apoio e fasobeâo loi um deles. Nomeado o “principal dos oficiais”, IJcpU famoso por ter malado 300 boninas em urna única batalha (1 Cr 11.11). A pas­ sagem paralela om 2 Samuel 23.8 fala subre Josebe-BaSsflhelô, fiibo dp, Taque* moni. o qual malou 800 homens. Não se sabe ao certo sp os textos referem-se à mesma pessoa. 2. Um dos guerreiros da tribo de Benjamim quo desertaram de Saul e se uniram uo grupo de Davi. quando este estava em Ziclague. Todos eram amlndestros. tanto no uso do amo como da fun­ da. O grupo de fasobeão p chamado de '‘coraítas” (1 Cr I2.6J 3. Descendente de Povez <» filho de ZaJbdiel (1 Cr 27.21. Era um dos coman­ dantes do exército de Davi e eslava de prontidão com seus homens uo primeiro mês de cada ano Náo sp sabe ao certo se s^> trata da mesma pessoa moni ionuda no n® l ou 2 acima Pàxl.

tãos qun estavam presentes e os levaram diante das autoridades da cidade, sob a acusação de serem pert urbadores da ordem e desafiarem as leis de César, ao reconhe­ cer outro rei chamado Jesiis. jasom e os outros pagaram uma fian­ ça e foram soltos. Mais tarde, naquele mesmo dia, Paulo e Silas entregaram a recém-tundada igreja nas mãos de ho­ mens como |asom (Al 17.7-9) e deixaram a cidade. Este é um testemunho interes­ sante da prolunriidude da fé que era en­ contrado naqueles Cristãos que. apesar de serem recém-couvertidos. estavam pron­ tos para enírenlar a prisão p as persegui­ ções, por causa da verdade. Isso aconte­ ceu ein várias cidades onde Paulo pregou; tal lé, preparada paru aceitar a persegui­ ção, lornou-se urn exemplo para muitos cristãirs, de todas as gerações, os quais têm enfrentado situações semelhantes poT causa do Evangelbo de Cristo. 2. Companheiro judeu e pnrnnte de sangue de Panln o nm dos que estavam com ele quando escreveu sua carta aos cristãos romanos íRm 18.2!). Tuniamente com 0 apóstolo, Timóteo, Lúcio p ou­ tros. enviou suas saudações aos romanos. É provável quo touha visitado Roma. tanto a negócios como nu condição de prega­ dor itinerante. p.n.c.

JASUBE. (Heb, "ele volta”). 1 . Terceiro filho du Itóacar. fundador i ASO Ml [Gri “cura"). 1. Este jasom, que pode ser o mesmodo clã dos jasubitas. Listado eutrn os que desceram com Jocó para u Egilo (Gn do ilern nB 2 a seguir, loi anfitrião de fttulo 46.13: Nm 26.24. 1 Cr 7,1). e Silas quando visitaram Tessalônica (At 2 Listado enlre os descendentes de 17.fi). Após o apóstolo dos gentios pregar Bani. Na época do retorno do exilio ua na siimgoga, alguns judeus "creram e ajun­ Babilónia, Sncauius confessou a E»dra> taram-se coín Pauloe Silas, p também gran­ que muitos homens da tribo dn Judie in­ de mtdlidão de gregos devotos" (v, 4). Corno clusive descendentes de sacerdotes, baviacontecia frequentemente iio ministério de am-se casado com mulheres de outras tri­ Paulo, isso causou sério antagonismo por bos e ate mesmo de outras nações. Esdras parto do i srtos grupos de judeus. Esses ho­ liderou o povo numa atitude de arroponmens sairam e. reunindo "alguns homens dimnnto o todos juntos fizeram um pacto perversos dentre os vadios", criaram um pe­ de servir ao Senhor (Ed 10.2). Jasubu é queno tumulto na (idade. Foram à casa dt; mencionado como um dos que se divorci­ fasom, a procura de l-feulo e Silas. Não ds aram das esposas estrangeiras 110.29). encontrando, agarraram Jasom e outros cris­

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JATNIEL JA TNIEL. Levila, do clã dns coruítas. listado como uru dos "porteiiíis” do santuáriu. Foi nomeado nn última parle do reinado ile Davi e era o quarto íillio de Meselemlas (1 Cr 20.2). JAVÃ. Quarto filho dp. Jufé o neto de Noé (Gn 10.2,4; l D 1.5, 7)* Acrodifa-se que foi o ancestral dos “gregos" ou do povo que vivia na Uha de Chipre. Algumas ver­ sões da Bíblia substituem “gregos" ou Grécia'' por “javanilas" ou 'Milhos dn Javã" *m vários lexlos do AT. Os javanitas eram vistos como inimigos dos israelitas (veja Zr 9.13: J1 3.«d.

JAZEE L (Heb. "o Senhor distribui”). Pri­ meiro filho de N/aflaJi e líder do clã dos jazeelilas (Nm 20.48), Em 1 Crónicas 7.13 aparece como Josid. Listado entre os que foram paru o Egito uom Jacó |Gn 46.24). JAZERA. Levila, listado como ancestral de Masai. o qual serviu entre os sacerdo­ tes que viviam em Jerusalém, depois du retorno do exílio nn Babilónd (! Cr 9 .12J. Provavelmente trata-s« do mesmo Azai mencionado em Neemias 11.13. JAZIZ. Hagrila, um dos administrado­ res dos bens do rei Davi. (aziz era res­ ponsável pelo godo miúdo ( 1 Cr 27.31). JEALELEL IHeb. “louvando ao Senhor”). 1. Descendente de Calebe, fíJJio de Jefoné. da tribo de Judá (1 Cr 4.1fci|. 2. Levita, da famiiia dos mernritus. cujo descaõdente, cham ado Azarias, ajudou a organizar o culto no Templo durante o avivamento no reinado de Ezequias (2 Cr 29.12). JEATERAI. Descendente de Gérson, lí­ der de um dos clãs dos levitas. Era filho de Zerá (1 Cr 6.21). JEB ER EQ U IA S IHeb. “o Senhor aben­ çoa” I. Pai de Zacarias, o qual ora colega do profeta Isaías (ls 8.2). Ele e o sacerdo308

le Urias loram testemunhas das profeci­ as de isaías de que a Assíriu invadiria e conquistaria a Síria e a Samaria.

JE B U S EU S . Esle nome refere-se aos ha­ bitantes da cidade de Jebus (Jz 19.10,11; l Cr 11.4.5). mais conhecida no AT como Jerusalém. Embora já f o s s e chamada por esle nome (ou algum outro similar como UrasulimJ muito tempo antes da Bíblia Toforirvsô a ela como lebus. não se pode argumentai que Seu nome tenha-se tor­ nado Jerusalém. Por outro lado, lica daro lambém que não houve uma mudança de Je.rusaléiu para Jebus, A melhor expli­ cação para o uso contemporâneo dos dois nomes paia a mesma cidade é que, no lempo dos Juizes, o próprio povo da ci­ dade (isto é, os jebuseus) a chamava de Jebus, enquanto os outros-, indusive us israelitas, a denominavam Jerusalém, A Bibha identifica os jebuseus como um dos povos de Canaã (Gn 10.16; 15.21: Êx .3.8. 17) que viviam aa região monta­ nhosa. junto com os amoneus (Nm 13.29). Na época da conquista de- Canaã, a lribo de Judá não conseguiu expulsá-los de Je­ rusalém, a maior cidade deles lis 15,63). De fato, a narrativa declara que, embora Juda tivesse conquistado e queimado Je­ rusalém f|z 1.0). ela foi rapidamente repovoada pelos jobusou>. os quais os benjamitas não loram capazes de expul­ sar até a época em que o livro loi escrito (lz 1.21). Durante todo o lempo dos Juizes (cf. Jz 19.111e até o inicio da monarquia e o reinado de Davi (uproximadumenle 1 , 0 i 10 a.C.J, a c i d a d e continuava em poder dos jebuseus, independente de Israel. Quando Davi tomou-se rei de todo o Israel, resolveu transformar Jerusalém ua capital do país, devido à sua localização central e estratégica. Infelizm ente os jebuseus recusaram-se a render-se, mas. depois de uma munnhru inteligente, a c i­ dad e f o i finalmente conquistada (2 Sm 5 0-9). Ao que parece. Davi náo somente poupou-a da destruição total como tam­ bém permitiu que seus habitantes con-


JED1AEL ti uuassem vivos. Jã no término de sen mi­ nado. Davi comprou uniu área adjacente à antiga cidade, que posteriormente íoi a local onde Salomão construiu o Templo. O proprietário era um jebuscu chamado Àraúna (2 Sm 24.16) ou Omã f 1 Cr 2 1 15, ora algumas versões); esta incerteza quanto ao nome sugere sua linhagem estrangeira (talvez não-semital. Essa transação ami­ gável indica a coexistência rios jebuseus nm Israel, que d u r o u ate o retorno da exí­ lio na Babilónia (2 Cr 8.7; Ed 9.1; Ne 9.81 È.M.

JEC AME ÃO, Quarto íilbr; de Ilebrom, da Lribo de Levi. do clã dos cnatitas 11 Cr 23,1!); 24.23).

no período após o exílio na Babilónia fZc 0.10.14). 2. Filho de .Sinrl, da tribo de Simeáo, esteve envolvido em atividade.s militares contra os m ounitas. na épora do rei Ezeqniaa Í1 Cr 4.37), 3. Um dos sacerdotes que retornaram para Judá, pro< edentes da Babilónia 11 Cr 9.1(3: Ne 12.7). 4. Lider da segunda divisão de sacer­ dotes, na administração do rei Davi ( I Cr 24.7; cf. Ed 2.36; Ne 7.39). 5. Filho de Haruraaíe. foi um dos lí­ deres da reconstrução dos muros de Je­ rusalém, sob a supervisão de Neemias (Ne 10).

6. Filho de Joiaribe, foi uni dos sacer­ dotes que se estabeleceram em Jerusalém nos dias de Neernias (Ne 11.10; cf 12,0).

JECA MIAS |Heb. "que 0 Senhor esta­ b e le ^’), E.M. X. Filho rle Salum e líder na tribo de J E DE ÍA S. 1 . Filhn de Subael. descen­ ludá; era descendente dp [erameei. 2. Lislado enlre os descendentes do dente de Levi. trabalhou no Serviço do Tabernáculo no lempo do rei Davi íl Cr rei Jeoiaquim; portanto, como membro da linhagem real de Davi. retornou a |udã 24.20). 2. MeronoLila, íoi um dos administra­ depois do exilio na Babilónia 11 Cf 3.18). dores dos bens do rei Davi, responsável JE CO LIA S. Uma mulher de Jerusalém, pelos jumentos 11 Cr 27.30; chamado de Techas), que se tornou a ruão do rei Uzias (Aza­ rias). de Judá (2 Rs 15.2; 2 Cr 26,3). Era esposo do rei Amazlas. J E D I A E L . 1 . T erceiro filh o de Benjamim, tornou-se lidei de um clã (1 Cr 7.6). Seu filhn Bilá e vários de seus J E C O N I A S . Mencionado em Mateus 1.11,12, Jeconias é uma forma alternati­ netos tumbém foram líderes do clã 11 Cr 7 10.11). va do nome Jeoiaquim, rei de Judá duranto o exílio na Babilónia É listado 2. Filho de Sinri. foi um dos “trinla” como descendente de Josias. na genea­ heróis valenles de Davi. os quais lutaram ao seu lado 11 Cr 11 45). Foi um dos gran­ logia que estabelece a linhagem real de des guerreiros da lribo rle Manassés que Tesus. desertaram do exército de SauJ e uniramse a Davi em Ziclague. O texto de 1 Cróni­ JE C U T IE L (Heb, “Deus sustenta"). Des­ cendente de Ezro e líder na tribo de Judá. cas 12 deixu claro que a deserção gradual dos guerreiros de várias tribos foi dirigida ora filho rle Merede e de sita esposa ju­ pelo Espirito de D p u s . O ultimo versículo dia. Foi pai de Zanoa ( l Cr 4.181, du seçao (v. 22) diz: “Dia a dia vinham a Davi para o ajudar, até que se fez urn grunJEDAÍAS |Web.*'o Senhor conhece”). 1. Junto com Heldai eTobias. era donode exército, como o exército de Deus”. 3 . Um levila. do d â dos c orai las, do ouro e da prata dados para que se Fi­ listado como um dos “porteiros’' do sanzessem coroas ao sumo sacerdote Josué. 309


JEDEDA tuório. Foi nomeado na última portr; ria reinado de Davi e era o segundo fillio de Meselemias [ I Gr 26.2). lU.u;,

J E D I D A (Heb. “amada" ). Mae do rei Josias, de Jud.i. Era lilha de Adaías, da região ile Bozcate (2 Rs 22.1) JEDI DI AS . O nome dado ao segundo fllho de Davi e Bale-Seba. o qual sobrevi­ veu (2 Sm 12.25), Q primeiro morreu como punição polo assassinato o adulté­ rio cometidos pelo rei de Israel, cm seu dnsojo do possuir Bale-Seba. Depois da morte do menino, Davi a "consolou '. Ela em seguida concebeu e deu a lu/ Salomão (v. 24). “E porque o Sonhor o amou, man­ dou, p o r intermédio do profeta Natã, darLhe o nome dn Jedidias" (v. 25j. qne siguilit.a "amado do Senlior”. Veja Salom ão. JE DU TU M llleb. "louvor”). Levita, ha­ bitante das aldeias dos netoialilas (1 Cr 0.16), Jedutum ora músico e loi contemporàneo do Asafe (25.1,3.6). Q u a n d n a Arca da Aliança foi levada para fenisalém, por ordem do rei Davi, a íim de ser colocada num lugar preparado especial­ mente para ela. Jedutum era um dos sareidoíes que tocavam as trombetas o os cfmbalos (16.41.42) Também foi separado poi’ Davi para o "ministério da profecia" e ficou conheci* do comu “vidente”. Eslava sob as ordens diretas do rei. Foi abençoado com seis filhos (i Cr 2 5 .L.3 .Ge). Quando a Arca linalm ente fr.il levada para n Templo construído por Salomão, (edntum e seus companheiros lideraram os cânticos de louvor e ações de graças (2 Cr 5.12,13) No avivamenln que houve rio lempo de Ezequias, ò interessante notar que os des­ cendentes do Jtídulum e s t a v a m entre os primeiros levi las a se envolver na purifi­ cação e na nova consagração do Templo [2 Cr 29.14.15). Mais larde, seus descen­ dentes também estavam presentes d o avivamonlo que h o u v e no reinado do Josias. om Judá (35 15) Outros descendentes 310

também loram listados entro os primei­ ros levi las que retornaram a Jerusalém após o exílio (Ne 11.17). Seus filh o s foram porteiros no Tabernáculo e depois uo Templo (1 Cr 16.38). Alguns dos salmos do Davi pro­ vavelmente foram estritas por Jedutum e seus músicos (Sl 39: 62. 771. Este ho­ mem era o líder de uma família de levi­ tas, os quais, através dos anos. provaram uma conlmua fidelidade ao Senhor e no seu serviço. Obviamonte a música era um dom na família, o qual era utilizado com alegria no louvor a Deus. P.u.G.

JE E Z Q U E L (Hob. “o Senhor fortalece"). Um dos sacerdotes escolhidos para ofici­ ar no santuáriu, “do acordo com as últi­ mas instruções de Davi". Uma seieção imparcial foi leila. por rneio de sorieio. entre os descendentes de Eleazare llamar. O 20 » luruo saiu para Jeezquel e esta era u ordem na qual ministrava, quando entruva no santuário [1 Cr ^4.16).

JE F O N É . 1. Mencionado pela primei­ ra vez no livro de Números, como pai rle Calebe, o grande guerreiro o homem de fé (Nm 13.6; 14.6,30,3»; 26.65: 32.12: Dt I.36: Js 14.6; etc.J. Os netos do Jelonn es­ tão listados em L Crónicas 4.15 e parte de suas lerras, próximas a Hebrom, são mencionadas em 1 Crónicas 6.56. Veja C alebe. 2. Da tribo de Aser. ora um dos filhos de Juter, meudoundo como Ifdtrr na lribo e grande guerreiro 11 Gr 7.36.40) JE F TÉ . Fillio de Gileade com lima mu­ lher prostituta: “ora jeftn, o gtleadita, va­ lente e valoroso". Seu pai tinha outros lilhos legítimos, OS quais o expulsaram, de sorte que náo teve parle na herança IIz I I.1-31 Ao fugir para a lerra de Tobe, reu­ niu ao redor de si um grupo de homens guerreiros e aveulureiros. Quando os amonitas declararam guerra o Israel, os anciãos de Gileade o procuraram e pedi­ ram sua ajuda, Embora lhe promelessem


JEIEL que, mediante a vitória, seria o lider do povo, Jefle estava relutante em ajudar os que um dia o expulsaram de casa. Em si ia discussõo cotn os gileaditas, ao príncipio talou sobre o Senhor, entregando os amonitas eai suas mãos fv. 9). Antes d»> afeitar a tarefa, orou a Deus “e repetia Iodas as palavras” dos anciãos fv. 11). Jafté era um líder inteligente r práti­ co- Primeiro lentou negociar e evitar a batalha Apresentem um histórico tia ler­ ra <|iie era disputada pelos amonitas, mas mdo em vão. Quanto ma is se aproxima­ va o momento da batalha, mais elo purei;iu confiar no Senhor. Finalmente,. disse ao mi tle Amora: "Eu nâo pequei contra ti. mas tu fazes mal em peleiar contra aúrn. O Senhor, que é juiz, julgue boje eutre os Lilhos de Israel e os filhos de Amoiu" (v. 27). "Então n Espírito du Se­ nhor voio sobre |efté...E Jeflé fez um voto ao Senhor: Se totalmente entregares os filhos de Amom uas minhas mãos. qual­ quer que, saindo da porta da minha casa, me vier ac encontro, voltando eu vitorio­ so dos filhos de Amom, esse será do Se­ nhor, e o oferecerei em holocausto" Ivv. 29-3 I). Com a ajuda do Senhor, ele ven­ ceu a batalha Iv. 32); ao retomar para casa. a primeira pessoa que viu foi sua única filha saindo ao seu encontro, tocando ins­ trumentos e dançando :(v. 34). llm voto signiiic avu um sinal de sub­ missão a Deus pela fé. Esta; porém, náo era a natureza do que fez Jefté. Para ele, consiituta-se em uma barganha com o Senhor. Não era um voto de submissão, mas uma disposição de sofrer inutilmen­ te, o que foi provado pelo falo de Deus lhe conceder a vitória A Irisleza que leite experimentou, ao ver a filha |v. 3:7). ê unia indicação clara do que aconteceu a se­ guir. As ofertas sempre «Tom dedicadas ao Senhor com alegria, mas não foi este o caso. Jeíté ainda possuía um entendimen­ to errado sobre Deus, adquirido na socierladií pagã na qual vivera. Por seu amor e graça. Yahwfíh livrou os israelitas dos ini­ migos pelas mãos de Jefté. mas não por 311

cansa do voto. Ele achou que ora possí­ vel comprar a misericórdia do Senhor. 1-Iá discussão sobre se Jefté realmente queimou a própria filha em holocausto. O fato de que sua virgindade foi especialmpntp lamentada, portanto jamais teria filhos, indica quo foi banida da comuni­ dade dos israelita* e obrigadu a viver no deserto, ou talvez tenha-se Iornado um das mulheres dedicadas ao serviço (lo Se­ nhor. no Tabernáculo Depois deste incidente Jefté guerreou contra os oiTaimitas. e Deus novamente Lhe deu a vitória. Julgou Israel por seis anos, alé a morte, e loi sepultado em Gileade (Jz 12..1-7). Como tantos outros antigos heróis da fé, Jeflé possuía uma confiança gunuina no Senhor e mesmo a^sira pecou profundamente. No final de sua vida. Samuel lembrou como Deus usara leílé e m favor do seu povo 11 Sm 12.111: no Novo Testamento, o escritor aos Hebreus menciona Jeflé entre os grandes homens o mulheres do passado cujn frt deveria ser imitada [Hb 11.32). p.ru;.

JEÍAS (Iltíb, "o Senhor vive"). Um dos porteiros ria Arca da Aliança, quando foi levada para Jerasalém polo r*'i Davi (1 Cr 15.24). JE IE L (Heb. “que o Senhor viva"). 1. Após a Arca da Aliança encontrarse em Jerusalém, o culto ao Senhor foi devidamente organizado pelo rei Davi Jeiol foi escoliddo como um dos músicos e locou lira enquanto a Arca era condu­ zida (1 Cr 15,18,20: US.5J. 2 . Filho de L.adã, docládosgersonilas, da tribo de Levi; as tarefas dessa família foram determinados pela rei Davi. já uo final de sou reinado* antecipando a pre­ paração para a construção do Templo. Esse Jejel cuidaria das pedras preciosas que seriam le\ adas como oferta ao tesou­ ro do Tabernáculo (1 Cr 23.8; 29.8). 3. Mencionado om l Crónicas 27.32. era filho ■le Hacmoni. Foi assistente dos filhos do rei.


JEIEL 4. Um dos filhos cio rei Jeosafá, de Juda. Era irmão de Jbrâo. o qual «nicedeu Jeosafá do trono (2 Cr 21.21 Jorão eslabetaceu seu trono e então mandou matar todos os seus irmãos lv. 41. 5. Mencionado em 2 Crónicas 29.14, era um dos filhos de Hemá e serviu do Templo duranie o avivamento quo hou­ ve no minado de Exéquias (para mais iJ»Ttallitrtí. veja Hemn). Provavelmente era descendente do personagem registrado no item 2. pois lambém foi responsável pe­ las ofertas entregues ao tesouro do Tnmplo (2 Cr 31.13). 6 Provavelmente esse leiel era des­ cendente do personagem registrado no ilem 2 ou 5. Duranie o avivamenlo que houve no reinado de Josias, o rei provi­ denciou ovelhas e outros animais pura os sat ri liei os Jeiel, da tribo de Levi, Junta­ mente com outros “chefeô dn casa de Dem;", também deram vnlurt timamente muitos animais para os sacrifícios do povo (2 Gr 35.0). 7. Um das judeus qup retornaram com Esdras a Jerusalém, depois do exílio na Babilónia. Ero pui de Oliadias [Ed 8.9). 8 . Pai do Secania*, descendente de Elão. Sècanias coniessou a Esdras que muitos homens de Judá tinham-se rasa­ do com mulheres rle outras tribos e até de outras nações. Esdras levou o povo ao arrependimento e fizeram um pacto de servir ao Senhor (Ed 10.2). Provavelmente é o mesmo Jeiel "dosíiihos de Elão", men­ cionado no v. 26, como ele próprio pos­ suidor de uma esposa estrangeira. 9. Esse Jeiel era descendente de Harim e uru dos judeus que tinham-sn casado com mulheres esbangeiras. no tempo de Esdras (Ed 10.21:}* PD C. 10. Lider de um clã da tribo de Rúben. Vi via em Aroer Durante o reinado de Said. sua família foi responsável pela derrota dos hagarooos. dos quais tomou o territó­ rio e habitou nele, hem como das terras a leste de Gileade. alé perto du rio Euhales, "porque o sen gado se linha multiplicado na terra de Gileade" (1 Cr ã.7-10).

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11» Um dos ancestrais do rei Saul. na genealogia dn tribo de Benjamim. Vivia em Gibeom. ou linha um filho chamado Glbeom. ou era o líder da região com este nome. Sua esposa <bamavn-se Manca e seu primeiro filho foi Abdom jl Crtí.29. 9.351. 12. Ele e seu irmão Sama. ambos fi­ lhos de Hotão. o aíoerila. pertenciam ao grupo dos "Lrlma" guerreiros valentes de Davi, os quais iam com ele para a batulha e lideravam o povo de Israel na guerra (1 Cr 11,441. O fato do Aroer ser mencionadu talvez indique uma ligação familiar com o item 2. 13. Um dos membros do clã dos meraritas. da tribo de Levi, os quais eram porteiros. Depois: quo a Arca da Aliança estabeleceu-se em fertLsaJém. o m ito a Deus foi adequadamente organizado pelo rei Davi. Enquanlo a Arca era conduzida. Jeiel e seus irmãos íoram encarregados de locar harpas e liras d ian te dela (1 Ct 15.18.21; 10.5). 14. Levita, do clã fie Asafe e ances­ tral rle Jaaziel (2 Cr 20.14). o qual ficou conhecido pelo fato de o Espírilo do Se­ nhor repousar sobre ele, durante a crise em Judá no reinado de fosafá. 15„ Secretario d or"i LTzias, mantinha um registro de todos os "homens destros nas armas” e organizava-os em divisões nas batalhas Í2 Cr 26,11). 16. Levila, descemleule de Elisafã, mencionado na lista dos que ajudaram a purificar o Templo durante o avlvomonto uo reinado de Ezequias (2 Cr 29.13). 17. Duranie o avivamenlo que houve no reinado de Josias. o rei providenciou ovelhas e ouiros animais para ser sacrifi­ cados pelo povo. Jeiel. um dos lideres dos levitas, junto com outros comandantes, também ofereceu volunturiamenle mui­ tos animais pata os sacrifícios |2 Cr 35.91. Pode tralar-se do mesmo Jeiel menciona­ do no v B. 18. Descendente de Nebo, foi um dos judeus que sm casaram com mulheres es­ trangeiros no lempo de Esdras |Ed 10.43). p .n .c.


JEOACAZ JEl ELl (Heb. "que meu Deus viva"). Des­ cendente de ladn. pertencente ao clã dos gersonitas. Essa família era responsável polbs tesouros do Templo, guando o rei Davi dividiu as tarefas dos levilas (1 Cr 20 .21 .221. JE1ZQUIAS. Filho de Salum. da tribo dn Efraím, loi um dos homens que persuadirum os israelitas, nos dias do rei Peca. de Israel, a libertar os homens de ludá que tinham levado cativos depois de uma batalha (2 Cr 28.12). JE MIM A. No final dfí sua vida depois d e todas as tragédias e provações que en­ frentou. ]ó loi novamente abençoado par Deus, Além dos filhos que lhe nasceram, coma parte da bênção, teve também três filhas, entre as quais lemimu, a primeira (JO 4 2 .1 4 ). Era considerada de exlraordináriu beleza, bem Como suas duas irmãs, e recebeu parle da herança dopai (v. 15). J E M U E L . Primeiro fiibo de Slmeno, listado entre os que desceram com Jacó para o Egito (Gn 46 10: K\ 6.15). Chama­ do de Nemuel em Números 26.12 e 1 Cró­ nicas 4.24. Foi lider do clã dos nennieliias. JEOACAZ (Heb. “o Senhor possuirá”). 1 . Em 2 Crónicas 21.17 e em pelo menos dois outros lugares na Bíblia. Acazias, o sexto rei de ludá. é chamado djè Jeoacaz. Algumas versões mais moder­ nas não usam esse nome, para evitar as confusões: empregam upnnas o nome de Acaz ias Veja A cazias, item 2. 2. Pilho de Jcú lornuii-se o 1l #m de Israel, o reino do Norltí. Governou em Sumaria por 17 anos, inclusive como co-regenle iun lo com o pai pelos tTês primeúos anos (814 a 797 a.C ), Herdou o reirio nurna situação dssosperadora |2 Rs 10.32,35. onde é chamado de Toacaz; 13.1,4,7). Hazael. rei da Síria, oprimia Israel há anos. Tal siluaçâo fora permiti­ da por Deus como juízo sobro a infideli­ dade religiosa do povo paro com YaJtwr.h.

ao vollar-se para os deuses pagãos [2 Rs 13.3.221 O próprio Jeoacaz lambém “fez 0 que era mau aos alhos do Senhor", até que percebeu o quqnto sua siluaçâo era séria e “então suplicou diante da lace do Senhor, a o Senhor o ouviu" I v. 4|. Deus então providenciou um salvador a Isra­ el. na lorma de um ataque assírio sobre a Síria fv. 5). Somoniu quando o filho de JeoaCaz, fooás. assumiu ao trono, o Se­ nhor permiliu que Israel assumisse a ofensiva « reconquistasse O lerrilOrio to­ mado poi f-Iazael |v. 251. Quando mor­ reu. Jeoacaz foi sepultado em Samaria 1 vv, 6-10). 3. Outro rei looucaz, filho do rei Josias. Tinha 23 anos de idade quando i offieçou a reinar era Jerusalém, mas per­ maneceu no irono apenas três mese» (609 a.C.I. Sua mae cliaraava-so Humutal. fi­ lha de Jeremias de Ubnn (2 Rs 23.30.31). Seu pai. Josias. insensatamente leni ara opor-se a Faroó-Neco. em sua marf.ha rumo ao Norte para lazer guerra contra os caldeus: Josias loi morto pelo rei egíp­ cio na batallia dn Megidu. Jeoacaz “fez o que era mau a o s olhos do Senhor" e foi capturado poi Fataó-N cco e levado acorrentado para o Egito. setn dúvida Como castigo de Deus fv. 321. O rei egíp­ cio impôs um pesado tributo sobre fuda e colocou Eliaquim, outro filho de Josias. no trono, m udando-lhe o nome para Jeoiaquim. Tempos depois. Jeoacaz mor­ reu no Egito (2 Rs 23.34: 2 Cr 36.2-4). Esses úllimos anos de ludá. o reino do Sul. foram ião lamentáveis quanlo os úl­ timos de Israel, o reino do Norte. Repeti­ damente os escritores dos Livros de Reis e:Crónicas nor. lembram o motivo de tudo isso: os reis e o povo não se arrepende­ ram nem confiaram uo Senhor, apesar dos proíelds lerem alertado sobre tais acon­ tecimentos. Causadores de uma brecha ua aliança, Deus não mais lhes ofereceu proteção contra os inimigos e ale mesmo usou os adversários como parle de seu juízo sobre o povo 12 Cr 36,15-23).

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i\n.c.


fEOADA

JEOADA. Filho de Acaz e pai de Alemeto (1 Cr 8.3fi). Era da tribo do Honjamim, descuudimte rio rei Suul JE O Á S . Filho do rei Jeoacaz (Jeoacaz, item 2). tornou-se o 12* rei de Israel, o reino do Norle, em 7U7 a.C. Reinou Ui anos em Samaria (2 Rs 13.11,10)» (Em al­ gumas versões seu nome é traduzido como Joás O original Itebraíco usa am­ bos os nomos. porém as versões mais modefaas simplificam a questão e dão mais coerência ao relato. É algo muito interessante, poi.s o reinado de Jeoás, dc Israel, é simultâneo ao de “Joás". de JudálJ Hazael. mi da Síria, subjugava Israel há vários anos. Tinha capturado pratica­ mente tudo o território ilo reino; embora no governo de Jeoacaz Deus tivesse im po dido a destruirão final da nação, somente quando Jeoás subiu ao trono o Senhor sus­ pendeu seu juízo « permi Liu que Israel assumisse a ofensiva, reconquistando par­ te do terriiorio. Hazael morreu e seu filho Ben-Hadade o sucedeu no trono. Nesse meio tempo, a Síria foi atacada o quase totuimaiite destruída pela Assíria. Dessa maneira Deus tirou a pressão que ela fa­ zia sobre Israel. Nessa época, o profeta Eliseu jd eslava no final de sua vida. O rei Jeoas o procurou, a fim de implorar pela nação “Meu pai. mou p a i,' urros de isi-ael. e «eus i avaleiros I” (2 Rs 13.14). Prova­ velmente Jucás estava mais preocupado com a perda do homem deDeus. com seus poderes miraculosos, do que com o Deus de Eliseit. O profeta mandou que o rei ati­ rasse uma flecha pela janela aberta e lhe disse que as armas iJe hrael denotariam os sírios. Então mandou que o rei atirasse as flechas para o solo. feoás alteou apenas lrês. como indicação de certa relutância e falta de fé em Eliseu, om suas palavras e no Senhor, O profeta então lhe disse que venceria os sírios apenas lrês vezes )2 Rs 13,15-19). Posleriormonle Jeoás reconquis­ tou muitas cidades de Israel dominadas pelos siriose vem eu três grandes batalhas contra eles (v. 25).

Lamentavelmente, durante o reinado de Jeoás. o rei Amazias. de Judá. atacou Israel. Esle iniciara seu reinado desejoso de servir ao Senhor e iora abençoado, ao derrotarmuitos de seus inimigos nas fron­ teiras do país, tornou-se contuílo. arro­ gante e esqueceu-se da fé. inclusive le­ vando para fu.da alguns dos deuses dos povos que conquistara. Embora os prolelas o alertassem sobre os perigos do suas ações, ele os ignorou. Furioso por saber que mercenários de Israel laziam incur­ sões e saqueavam as cidades na frontei­ ra. Ama/ias declarou guerra contra Isra­ el leoás não desejava o confronto, mas foi obrigado a lular e venceu facilmente, ocasião em que marchou uté Jerusalém e derrubou grande p a rle dos muros da c i­ dade |2 Rs 14.1-14; 2 Cr 25 5*241. leoás reinou com certo sucesso, em­ bora lenha íeilo muitas maldades. Foi vi­ torioso em muitas batidhas o final menti: morreu, sendo sepultado em Samaria. Seu filho. Jeroboão B. minem em seu lugar 12 Rs 13.11-13: 14.16,17). Seu nome é men­ cionado em Oséias 1.1 e Amos 1.1. pois esses dois profetas foram contemporâne­ os de seu filho Jeroboão II. p.u.c.

JEOIADA (Heb. *'o Senhor conhece"). 1. Pai de Benaia. o qual loi um dos companheiros de Davi e grande guerrei­ ro; unlu-se ao lilho de Jessé depois de de­ sertar do exército de Saul. Permaneceu liei «o rei Davi por toda sua vida (2 Sm 8.18:20.23;23.20.22: 1 Rs 1.8,20.32; elc.J. Benaia também lutou no exérullo do rei Salomão (1 fís 2.29,34. etc.; veja também t Cr 11.22,24; 18.17). 2 . Depois da monte dn Aitofel, o sa­ cerdote Jantada, filbo de Benaia. tomouse um dos conselheiros mais íntimos rle Davi (1 Cr 27,34). 3. O mais famoso Jeoiada loi uni sa­ cerdote que viveu durante os reinados de Acazias, Atah a o Toâs, em Judá. Ele permanoccm fiel ao Senhor num dos perío­ dos mais difíceis da história do reino do Sul. O rei Acazias fora morto por Jeu, como

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TEOJAQULM parle do cumprimento (Jo juízo de Deus .sobre a oasa dn Acabe (1 Rs 21.21,22). Quando sua mue, a rainha Ataiia. recebeu essa noticia, tomou posse do Ixono de Tudá e mal cm sistematicamente Iodos os netos. O povo de Judá ficou furiosa com as ações dela. No sélim o ano de seu reinado, leoiada, como sumo sacerdote, liderou uma rebelião dos comandantes do exérci­ to contra Ataiia e apresentou-lhes um dos lilhos de Acazias. chamado |oás. o qual ele escondera no Templo para que náo fos­ se morto pela rainha Os comandantes fi­ zeram uma aliança com Jeoiada e coroa­ ram |oàs rei de Judá (2 Kí= i 1.9: 2 Cr 231. O menino fora levado a Jeoiada pela esposa dele. leoseba Ilambem chamada de leosebeate), filha do rei Jorão. irmã de Acazias, e foi criado pelos dois nas. de­ pendências do Templo f2 Cr 22.111. Quando Jeoiada apresentou o garoto publicamente, os comandantes e lodo o povo o proclamaram rei, com grande «legria (2 Cr 2.1.11,12). Alalia rapidamente fugiu para o Templo, luas foi agarrada, levada para forn n tixeculoda (w. 13-19). Joós. colocado no trono sob u tutela de um sumo sacerdote sábio e íiel ao Senhor, fez com que Jeoiada liderasse os judeus muna nova consagração a Deus, numa ce­ rimonia de renovação da aliança O povo saiu, derrubou o templo rle Baal e des­ truiu os altares pagãos f2 Cr 22.17,18). Seguindo as instruções de Jeoiada e andando nos caminhos do Senhor, "tez Joas o que era rei o aos olhos do SRnhor, todos os dias do sacerdote Jeoiada" Í2 Cr 24.2). Joas então ordenou que jeoiada fizesse uma reforma no Templo (w. 4-14). O reluto de 2 Crónicas 2.1 enfatiza a participação de Jeoiada na restauração das alividades dos sacerdotes e levitas no Templo e na n a ç ã o . Sua vida é resumiria, com muita bonra, nu declaração: *‘E con­ tinuamente ofereceram holocaustos na casa ilo Senhor, todos os dias de Jeoiada'1 Í2 Cr 24.141. Seu filho Zacarias também loi fiel ao Senhor e o espírito de Deus eslava sobre ele (v. 20). i>.u.c. 315

JE OI AQ U IM fHeb. "o Senhor esiabel«ce”)i Um dos reis de Judá. Depois da morte do bom rei Josias, runna batalha, um de seuc quatro filhos. Jeoacaz. o su­ cedeu uo trono (2 Rs 23.301 e reinou por apenas três meses (v. Tl |. Jeoacaz foi rá­ pida mente capturado por Faraó-Neco, rei do Egilo; o mesmo que derrotara e maiara seu pai. Nessa epoca (009 a.C.) o Egito dominava u Palestina, depois da bulaiha de Carquemls, entretanto, o po­ deroso Império Babilónico expulsou os egípcios e ocupou a Palestina, inclusi­ ve Judá. Enquanto isso, Jeoiaquim. uni dos ir­ mãos mais velhos de Jeoacaz, sentou-se uo trono de Davi (2 Rs 23.30). Original­ mente cbamario de Eliaquim. Jeoiaquim recebeu o nome peio qual é mais conhe­ cido, de Faraó-Neco; o motivo da mudan­ ça de nome não é cloro, mas tornou-se assunto para especulações fv. 34). Por vá­ rios anos. Jeoiaquim o Judá mantiveramse relativamente livres de interferência externa. Mas depois da derrota de FaraóNeco dianle de Nabucodonosor, om 005 a.C., o rei dn Babilónia anexou Judá ao seu império n tornou Jeoiaquim um reivassalo (2 Rs 24.1). Jeoiaquim submeteu* se por trés anos. mas nos últimos oito anos de seu reinado rebelou-se sistematicamenle contra a Babilónia, ns vezes im­ punemente e outras ocasiões com sérias retaliações (2 Cr 36.5-8). Morreu "por causas naturais", polo menos de acordo com o registro de 2 Reis 24.6 e de 2 Cró­ nicas 36.8. o que era raro em sua época. Jeremias, porém, sugere um finuJ multo trágico paia o perverso rei. Embora não descreva exp licitam en te a morte de Jeoiaquim. declara que "em sepultura de jumento o sepultarão, arrastando-o e lançandoHi para bem longe, fora dus portas de Jerusalém” (|r 22. t9). Seja ou não a indicação de assassinato ou rle outro tipo de marte violento, certamente indica 0 destino humilhante de um soberano, da linhagem de D avi o qual, por sua impie­ dade contra o Senhor, estaria destinado


JEOIARÍBE a ser sepultado fora da c ida do santa (cf. 2 Rs 21.18,26). iuvl

JE OIAR ÍBE . Um dos sai erdoles esco­ lhidos para oficiar no santuario, de acor­ do com as ultimas instruções de Davi”. Um seleção imparcial foi feita. por meio de sorteiG, entre os dosr.cndentes de Eleazar e de llamar. O primeiro turno saiu para leoiaribn, e esta era a ordem na qual ministra va, quando entrava no santuario (1 Cr 24,7) Sua lamiiia ú mencionada entro os primeiros judeus que rotornuiam do exilio na Babilónia e se estabeleceram em Jerusalém 11 Ct 9.10). JEORÁO (Heb. "o Senlior p eExallado"). J - Rei dn Judá, d qual não dr.vR ser confundido com o rei Jorão de Israel, do quum foi parente a contemporânea. Ê lambém chamado de Jorão em algumas versões bíblicas. Jeorão loi sucessor do pai fosafá no Lrouo de Judá, em 84» a.C,. e reinou por oito auos. até 841 a.C. (J Rs 22.50; 2 Re 8.16,17-, 2 Cr 21) U verodJIo dos escrito­ res é que foi um mau rei. incapaz de re­ presentar a dinastia de Davi |2 Rs 818). Não há dúvida de que o seu casamento com Ataiia, filha dos perversos Acata e Jezabel. de Israel, foi um rios fatoras que Lontribuiram para isso (2 Rs 8.18,26,27). O resultado de Lal matrimónio foi o pa­ rentesco de Jeorão, rei de fudá. com Jorão, filho de Acabe e seu sucessor no trono rle Israel, de quem tornou-se cunhado, E interessante notar, entretanto, qun o Se­ nhor permaneceu fiel à sua aliança com Davi (2 Sm 7.12-14) e não destruiu o rei­ no (le ludá, a despeito da perversidade rlesse rei (2 Rs 8.19; 2 Cr 21,7|< Depois de mna snrie dn desastres, es­ pecialmente a rfvolta de Edom uontra o controlo dn Judá, Jeorão morreu relativa­ mente jovem. com 40 anos de idade. Seu epitáfio. laiTientavelmente, decJèua: "An­ dou no caminho dos reis de Israel’’ (2 Rs 8.18), Seu lilho Acazias prosseguiu com o minado dn perversidade (w. 25-27). A 316

filha do Jeorão. entretanto, chamada Jeoseba, esposa do sacerdote Jeoiada, aju­ dou o marido a restaurar o trono a um rei fiel ao Senhor: Joás (2 Rs l l . t 2 ; 2 Cr 22.11). E-,M.

JE OS EB A . Filha do rni Jeorão, do Judá. e esposa do sacerdote leoiad.i |2 Rs 1 1.2; 2 Cr 22.11. chamada de Jeosebeale). Seu irmão Acazias íoi morto por leu, em sua tentativa de fazer uma reforma em Israel e Jndã o acabar com a adoração a deuses pagãos. Ataiia, mãe do rni Acazias, ado­ radora dn Raal. ficou particularmente fu­ riosa. Quando leu morreu, ela decidiu assassinar ioda a família real. íeoseba, entretanto, pegou o filho mais novo de Acazias, chamado Joás. *e o furtou den­ tre os filhos du rei, uns quais matavam, e pos a file ti à sua ama. nurna recamara, e o escondeu de Alalia. de sorte que não loi morto". A própria Alalia esteve no poder por seis anos e durante esse tempo 0 menino foi mantido escondido no Tem­ plo (2 Rs 113). Quando Joás estava com sete anos de idade, fnoidda o levou ao pátio, fortemente protegido por guardas; o povo, juntamente com os oficiais do exército, o proclamaram rei. Imediatameute, Jeoiada n a» tropas saíram e derruharam os aliares o ostãtuas dn Baal Criado no Templo poi Jeoseba e seu marido. )oás posteriormente ordenou a reíorm a do Santuário e durante seu reinado muitas coisas positivas foram fei­ tas para restaurar a adoração ao Senhor (2 Rs 12). luxo. JE O ZA D AQ UE (Heb. "o Senhor é jus­ to"). Pai de losué, o sumo sacerdole que viveu no período após o e x ilio ua Babilónia [Ag 1.1,12.14; 2.2,4; Zc 8.11); ole próprio ora um sacerdote na época dn exílio í 1 Cr B. 14.15). Era filho do sumo sacerdole Seraias. JERÁ (Heb. “lua"). Listado em Génesis 10.26 ti t Crôuicas 1.20 coma descendente de Som; seu pai foi Joctão.


JEREMIAS. O PROFETA

JE R AM EE L (Hob. “Deus terá misericór­ dia”). 1. Primeiro Hlho de Hezrom e bisneln de Judá. Foi um anligo lidei da lribo judaica (1 Cr 2.S».25,27,33,42). Suu espo­ sa ch am av a-se A lara (v. 26) Seu s descendentes eram conbecidos corno jeraineelitas, m encionados lanlo nas genealogias de l Crónicas com onos dias de Davi quando houve uma menção ao " sl l ! dos jerameelilas". para imiir.ar a ex­ tensão de lerra que lhes pertencia (1 Sm 27.10), 2 . Um dos descendenies de Merari, da tribo de Levi. Era niliu de Quis e líder de uni clã. Serviu no Tabernáculo ua épo­ ca do rei D avi (i Cr 24.20). 3 . Oficial mililar que serviu Sob as ordens dn rei leoiaquim, com quem pos­ sivelmente tinha algum parentesco (009 a 508 a.C.). Da época de Jeremias. Jerameel recebeu ordem do rei para prender o pro­ tela e seu escrivão Baruque (Jr ífi.261. leoiaquim eslava com um rolo o qu;d con­ tinha as profecias do Jeremias concernentes ao futuro do reino e de Jerusalém. Jemmins provia que os caldeus conquislalos-iti e o exílio viria logo depois O rei rejeitou as prolecias, pois considorou-as perigosas jiara o âniino u a couíiança que

lentava transm itir ao povo. Quandu Jerameel e os outros oficiais saíram para prender Jeremias o Baruque, não os en­ contraram. pois a Bíblia diz que “o Se­ nhor os havia escondido" (v. 26]. O juízo que viria sobre Judá jã fora predilo muilas vezes por Deus e seria ocasiouadn pela rebelião contínua do povo contra o Senhor. O exilio eslava prestes a acontecer e a simples prisão do profeta náo mudaria os eventos que esta­ vam determinados. Jerernios loi escondi­ do por Deus porque ainda tinha muito o que lazer uo sentido de ajudar a nação « entender o que acontecia. p.n.c.

JEREDE. Descendente de E/ra e lí.der ua tribo de |uda; filho de Merede p de suu esposa judia Era pai de Gedor (1 Cr 4.18). JE R E M A I. Descendente de Hasum, vi­ veu no tempo de Neemias (Ed 10.33). De­ pois que Secanjas confessou a Esdras que muilos homens da tribo de Judá tinhamse casado com mulheres do outros tribos e de outras rincões, esse sacerdote levou o povo ao arrependi mento e lodos fize­ ram um pacto de servir ao Senlior (Ed 10.2). leremai foi um dos judeus que se divorciaram das esposas estrangeiras.

JEREMIA S, O PROFETA O ministério de Jeremias O AT fala bastante s o b r e a vida e o ministério do pioíela Jeremias. Nasceu ern Anatote (Ti 1,1), uma pequena vila rerco de 5 quilómelros ao norte de Jerusalém. Seu pai c h a m a v a - s e Hilquias. um sacerdote Inão confunda com o Hilquias que serviu no l e m p o do rei Josias: 1 Rs 22.8). provavelmente descendeu te do sumo sacerdote Abialai, a quem o rei Salomão baniu para Analnte (1 Rs 2.20). Jeremias nunca se casou (Jr 16 L.2) e dedicou Ioda sua vida adulta ao ministério prolélico. Seu trabalho estnudeuse por quatro décadas p passou por muitas situações diferentes. Ê conveniente dividir seu longo ministério ern quatro estágios principais. O primeiro esIágio do ministério de Teremias foi durante o governo de Josias (030 a 600 a.C,), Ele viveu aproximadamente na mesma epocn do referido rei e entrou no ministério profético no 13° ano desse reinado (Jr 1.2) Seu trabalho começou quatro anos antes de as reformas atingirem «eu ponto culminante, em 022 [2 Rs 22.3 a 23.23). 317


IEREMJLAS. O PRO FETA

2 Crftnicas 35.25 menciona que feremias lamentou a morte do rei. Concluímos, por­ tanto. que o proíela provavelmente teve-o apoio e o compromisso desse monarca na reforma religiosa. Duranle o reinado rle Josias, o profeta condenou abertamente a injustiça p a idolatria da nação e advertiu contra n falsa segurança íJr 1 a 201 Concor­ dou com sua colega o contemporânea, u profetisa fluida |2 Rs 2 2 .I5-20J. que Judá e Jerusalém seriam destruídos por causa dos pecados de seus moradores. A morle prematura de Josias. em 609 a.C.. levou ao segundo estágio do ministério de Jeremias. Jeoacaz l<liamado de Salum p u i Jeremias 22,11), lillin de Josias, tornouse rei, mas governou somente trés meses, Faraó-Neco, rei do Egito, o romoveu do trono por rocusur-se a pftgai tributo, levou-o para o Egito e em sen lugar instalou Jeoiaquim (009*—59» u.C ) como seu vassalo em Jerusalém 12 Rt> 23.31-351, Nesse período, Jeremias predisse qne Jeoacaz não retomaria do Egito íjr 22.11,12), conde­ nou os pecados e injustiças rio reinado de Jeoiaquim ílr 22.10-23) e também predisse que Toaquim. o próximo rei na linhagem de Davi, seria levado cativo para a Babilónia |fr 22,24-30, chamado de Jeouias) Os reis. oficiais da corta e inúmeras pessoas entre o povo s r opuiiiiam a Jeremias, pois consideravam sua mensagem muito negativa. O quarto ano ilo reinado de Jeoiaquim (605 a.C.) íoi um tempo particularmente importante para Jeremias. Nabucodonosoi derrotou os egípcios em Carquemis, de­ pois assumiu o controle de Turiá e removeu Iodos os membros da nobreza para Babilónia. O profeta anunciou que esses eventos oram o inicio de um exílio quo «lura­ ria 70 anos ||f 25.1-141. Jeremias união elaborou um registro escrito de .suas predi­ ções, com a ajuda do seu secretário Baruque (Jr 36.1-8). O conteúdo do rolo deixou o roi jeoiaquim tão furioso que ele o queimou fJr 36.9-26). mas o profeta corajosamente escreveu tudo novamente, e ainda acrescentou mais palavras rle condenação contra o rd (|r 36.27-32J. O terceiro estagio do ministério do Jeremias loi durante o reinado de Zédequias (597— 586 a.C.), o ultimo rd de Judá. Os cnJdeus o instalaram no fronn como vassalo deles Mlevaram Joaquim para a Babilónia 12 Rs 24.17.181. Seus conselheiros, entre­ tanto. o aconselharam a se rebelar contra Nabucodonosor Ur 34.1 71 Os falsos proletas Hananias fJr 28.1-4) e Semaias (Jr 29.24*28) lambém proclamaram que os caldeus náo constituíam ameaça, leremias, porém, insistia em que Judá deveria submeter-se u eles (Jr 21.1-7; 27.17-21; 38.7*28). Zedequias rejeitou o conselho de profeta o rebelouse contra os caldeus em 589 a.C. Como resultado, Nabucodonosor sitiou Jerusalém. Durante esse terrívol cerco, os oficiais de Jerusalém prendaram Jeremias (jr 37.1 I21); o profeta foi sdvu du morte graças ã bondade de um eunuco etíope, chamado Ebede-Meloqus (Jr 38.1-13). Em 506 a.C- os caldeus invadiram lenisalém e destruí­ ram o Templo, conforme Jeremias bavia predito. O quarto estágio do ministério de |em mi as aconteceu depois da destruirão do Jerusalém. O profeta encontrou o favor dos oficiais caldeus o decidiu ficar om Jerusa­ lém. O rei Nabucodonosor nomeou Gedaiias como governador de Judá (Jr 40,1-6). mas ele Ioga depois loi assassinado por um grupo de Judeus. Temendo represálias, as rebeldes fugiram para o Egito e levaram Jeremias com eles, como refém (|r 42). O proíela insistiu para que iicassein em Judá. mas eles se recusaram e foram parn Tafnes, no Egito. Pouco se sabe sobre o linal da vida dn Jeremias. O último oráculo registrado em seu livro foi feito uo Egito (Jr 44.1-30). E provável que tenhâ morrido ali. sem jamais rntoruar n sua terra nalai.

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JEREMIAS, 0 PROFETA

A mensagem de Jeremias O Senlior chamou Jeremias para proclamar duas mensagens: “Võ. ponho-te hoje so­ bre as nações, e sobre ds reinos, para arrancares e do m i bares, para destruíres e arru­ inares. e para edificares e plantares” Ijr MU). Conforme esta comissão indica, o mi­ nistério dn profeta era tantu do destruição como de edificação, Jeremias falou sobre as nações an redor de Israel (Jr 40 a 51J. mas a ênfase central de seu chamado foi o reino do SuL Ele falou primariamente sobre a queda de Juda e sua posterior restaura­ ção. leremlas proferiu mensagens diferentes. para diversas épocas, mas óert padrão básico permaneceu com a mesma consistem ia. pois se baseava lortemeule na lenlogia du aliançp do Deuleronômio. Som dúvida o profela tinha familiaridade com asdeis do Moisés, as quais tiveram um importante papel nas reformas do rei losias (2 Rs 22.8), Ele formulou a ênfase e a es Irui ura de sua teologia, de acordo com aquelas

normas. O livro de Deuleronômio desurevá o relacionamento eutre Deus e seu povo e usa a analogia rios tratados o alianças internacionais do Antigo Orienle Médio. O ‘fl)dopoderoso era o supremo senhor feudal, ou Imperador, e Israel era seu vassalo, ou nação serva. A benevolência divina lormava a base do relacionamento da aliança. Deus tinha tirado o povo de Israel dn Egito (Cf. Dl 4.20), deu-lhe a Loi IDt 4.5-13) o o levou a terra de Canaá ÍDI 4.14), Em resposta a essas bênçãos, os israelitas deviam demonstrar gralidão, por rneio de um compromisso oxr Iubívo com o Senhor e suas Leis (Dl (>.1-8). Esse relacionamento não era um arranjo de salvação pelas boas obras, pnis Israel não mereoero o livramento do Egito Pelo contrário, a obediência tinha de ser o rosuitado dn apreciação das bênçãos jã recebidas, pela graça. Além disso, o aliança de Deuleronômio oferecia dádivas adicionais para os que obedecessem à Lei e maldições para os que deliberadamente desobedecessem (Dt 27—2) A obediência fortalecia o relacionamento; u desobediência refletia ingratidão e violava a aliança. Esse padrão de bênçãos •' maldições da aliança formou a estrutura lundamenlal das várias mensagens de Jeremias. Dnutoronõrnio 4.25-31 resume convenientemente o duplo aspecto du mensagem de joramias. Primeiro. Moisés advertiu que maldições seriam lançadas contra Israel quando as fultiras gerações provocassem u ira do Senlior (Dt 4.25). Náo experimenta­ riam paz na terra (Dl 4.26J, mas seriam levados para o exílio (Dt 4.27.28J. Alinhado com essas perspectivas. Jeremias gastou mui Lo lempo a lim de insistir que a aliança de Israel era condicional Os falsos protelas tinham popularizado a idéia que n alian­ ça de Drus com os Israelitas assegurava-lhes total segurança (Jr 28.1-17). Jerusalém nunca serra destruída: 0 Senhor protegeria seu Templo da devastação (Jr 7.1-29). Poi outro lado, 0 profeta frequentemente apoutuva os graves pecados cometidos pelo povo. principalmente a idolatria (cf, Jr 16.10-13,20; 22.9: 32.29: 44.2.31. Anunciou que a devastação de Jerusalém g o rxíIío eram inevitáveis, porque o povo violava conlinuarnente a aliança (Jr 6 1-30; 13.15-27: 251-141 Teremias viveu para ver suas predições sobn o juizo de Deus tomar-se realidade, q u a n d o os caldeus destruíram Jerusalém, em 58fi a.C, Segundo, a aliança de Deuteroriõriuo rnantinhu a esperança para o povo de Deus, mesmo depois que sofresse o castigo do exilio. Moisés prometeu que Deus perdoaria r levaria Israel de volta à Canaã. se os exilados retomassem aa Senhor em arrependi­ mento (Dt 4.29.30). Deus não esqueceria ds promessas lei las aos antepassados; seria misorioorrlioso mais uma vez fDl 4.311. Por esta razão, Jeremias também proclamou 319


JEREMIAS, O PROFETA esperanço paru Israel, nn íuturo. Garantiu ao povo qtíe o .Senhor algum dia estabele­ ceria uma nova dispensação |Jr 30.1 <i 33.26), O Todo-poderoso levaria ambos. Israel a Judá, de volla à lerra da promessa [Jr 30.3.4J. O proíela comprou um terreno em sua cidade natal paia demonstrai a certeza que linha uo futuro (Jr 32.1-44). Anunciou uma renovação da aliança (Jr 3 1.31-14) e a restauração do trono de Davi 1Jr 33.15). Da perspectiva do Jeremias, o rotorno tinal ora tão corto como as leis lixai, que governam o dia e a noite (Jr 33.25,26). A mensagem de restauração de Jeremias era especialmente importante para os escritores do Novo Testamento. Três vezes a ‘dovb aliança" (ou a “aliança renovada", como pode ser traduzida) de Jeremias 31.31 é identificada como a novu aliança em Cristo (2 Co 3,3; Mb 8.8-12; 10.16). As palavras do profeta muilas vezes são mui inter­ pretarias. como uma predição de que Jesus Iraria algo inteiramente novo ou diferenie da aliança prévia de Israel com a Senhor. O contexto rie Jeremias 31.31-34. enlre tan­ to, upoulii numa direção dderente. A nova aliança será diferente «laqueia leila uo passado porque a realizada com Moisés se degenerou e tornou-se umu fachada de religião exterior, graças à desobediência [Jr 31.32.33). \ nova aliança, por outro Indo. Seria uma restauração ao padrão original de Diaiteronòmio rle devoção do coração [Dl 6.4; 30 11-14). Os escritores do Novo Testamento ensinaram que esta reuovação da aliança aconteceu enlre os seguidores de Cristo, o qual é o Mediador de um novo e mulhot pado.

O caráter de Jeremias Sabemos mais a respeito do caráter de feremias do que sobre a maioria dos outros prole­ tas ua Bíblia. Dois aspei.1os de sua personalidade se destacam nos registros do livro. Poi um lado, muitas de srnis profecias e tis narralivas sobre sua vida revelam a lorça de sua devoção jío Senhor. Os pronunciamentos de condenaçao leitos por ele encnntKimm mui­ ta resistência no reino do Sul, Sua pregação uunca loi popular. A despeito destas dlíii.uldades, 0 proíela continuou a anunciar ousadamente que o.-; pecados de Judá tinham condenado Jerusalém a destruição e sua população iria para o exílio. Por outro lado. entretanto, o livro de Jeremias apresenta um quadro de um homem com prolundas lutas interiores. Ele era atormentado pelo complexo rle inferioridade, depressão, dúvida e falta de esperança. Numerosas passagens (frequentemente cha­ madas de “confissões, de |efemias") revelam graves conflitos interiores. O profeta lamentava a traição rle seus amigos e familiares (J t 1 1 1 8 a 1 2 . 6 ) Perguntava-se sobre o propósito de seii ministério (Jr J 5 . 1 0 - 2 1 ) Ficava impaciente, no a g u o r d G do cumpri­ mento da palavra de Deus (Jr 1 7 1 2 - 1 8 ) . Orou pela vingança do Senhor conira seus oponentes (Jr 1 8 16-23J- Em suu ultima lamentação registrada (Ir 2 U . 7 - 1 8 ) , clamou uo Torio-podwmso: “íludiste-me. ó Senhor; iludido fiquei" (Jr 20J ) e amaldiçoou o dia do seu nascimento |)r 2 0 , 1 4 - 1 8 | . Essas revelações demonstram importantes dimensões do caráter de Jeremias. Ele luia\ a contra o desânimo por um ministério que não linha boa aceitação por parle do povo. Várius vezes sofreu por causa tia mensagem e poucas vezes recebeu incentivo. Em todas as suas provações, entretanto, ele encarava sua miséria com urna honestida­ de admirável. Não traLava suas dificuldades superficialmente, mas sentia o expressa­ va profundamente seu desencorajamenlo. De. qualquer maneira, luromias demons­ trou ser um homem de íé. e levou suas perguntas o perplexidades diante tio Senhor em oração. Buscou consolo uo Deus que o ha viu chamado para pregar. Veja Profetas é l*roffícin, r.p. 320


JERTAS

J E R EM IA S. Nome comuta nos lempos bíblicos, embora .seu significado não soja ( lano, Os leõlogos tem sugerido: “u Se­ nhor estabelece"; “o Senlior e x a l t a ° o Senhor solta” e "o Senhor arremessa". Qualquer que sojuocaSK). Jeremias era um nome que expressava louvor ao Deus de Israel. Conforme os registros, nove pes­ soas possuíram esse nome uo Antigo Tes­ tamento: 1. Veja jffjvmiaB. u pruleta. 2. Líder de um clã e soldado valente da tribo de Manassés II Cr 5.24). Ele p seu povo. entretanto, ‘foram infiéis ao Deus de seus pais. e se prostituíram, se­ guindo os deuses dos povos da torra, os quais Deusdestruíra diante deles” l v. 25). Como castigo, o Senlior lançou juízo so­ bre a tribo, por meio do rei da Assíria (v. 26). 3. Um soldado ambideslro, dn tribu de Benjamim, perito uo manejo do arco. Lutou primeiro no exército de Saul e de­ pois uniu-se ao lilho de lessé em Zidague í 1 Cr 12.41. Foi relacionado entre os 'trinla” guerreiros poderosos de Davi. Mais larde. na mesma passagem, a Bíblia dó a impressão rle que tais bomnus transferi­ ram sua lealdade a Davi não simplesmen­ te para estar no lado vencedor, mas por­ que o Espírilo de Deras operava entre pies (v. 18). 4. Mencionado em 1 Crónicas 12.10. loi o quinto entre vários guerreiros da tri­ bo dp Ca de que desertaram dos tropas de Saul p se uDiram ao filho de Jessé em Zklague. Esses homens foram descritos como os melhores guerreiros, mais tortés da que cem homens. “Seus rostos eram como rostos de leões, e eram ligei­ ros n»mo corças sobre os montes” (v. 81. O v. 22 deixa claro que a adição rle ho­ mens como aqueles no exército de Davi era vista como obra de Deus. Os valentes do rei aumentaram, “ate que se fez um grande exército, como o exército de Deus’*. 5. Mencionado como o 10* guerreiro fia tribo de Gade. na mesma lista do item 3.

6. Pai de Hamutal, mãe do rei Jeoacaz, de Judá. n esposa do rei [osilis. Também ora mãe dé Zédequias. o qtral. lempos depois, tornou-sé rei 12 Rs 23.31: 24.18). 7. Pai de laazaniase fillio de Habazinias, da lamília dosrocabitas. Para mais detalhes, veja Hfíatbr e JnazanJas, item t. 8 . Um dos judeus que retornaram do ■<xílíu nn Babilónia com Neemias e que se uniram para assinar um par.lo de ado­ ração exclusiva ao Spnhor e obediência à sua lei. Provavelmente, era um dos "líde­ res de Judá' e tomou parte na dedicação dos muros de Jerusalém (Ne 10.2: 12.341. 9. Um dos lideres dos sacerdotes que retornaram do exilio na Babilónia com Zorobabel (Ne 12.1). p. d.g. JE R EM O TE . 1. Filho de Bequer e neto de Benjamim 11 Cr 7 .8 1. 2. Um dos filhos de Berias e lider ua lribo de Benjamim, vivia em lerusaiém e esta listado na genealogia do rei Saul (1 Cr 8.14). 3. Listado ontne os descendentes de Buni. Após o retorno ilo exilio na Bat úlónia, Seuanias confessou a Estiras que muitos homens, inclusive descendentes dos sacer­ dotes de Judá, tinham-se casado com mu­ lheres de outras tribos e até de auUas na­ ções. Esdras levou o povo ao arrnpendimento p fizoram unj pado de servir ao Senlior (Ed 10.2). Jeremote é mencionado ern Esdras 10.20 corna um dos que se divorci­ aram das esposas estrangeiras. 4. Descendente de Elõo, também men­ cionado entre os judeus que se divorcia­ ram dns esposas estrangeiras (Ed t0.2C|. 5 . Descendente de Zalu. lambem men­ cionado como um dos Judeus que se divor­ ciaram de esposas estrangeiras (Ed 10.27) 6. Desceurleute de Bani, também men­ cionado como um dos judeus que se divor­ ciaram de esposa» estrangeiras (Ed 10.29). p.o.c. JERIAS (Heb, “o Senhor vê"). 1. Descendrute de Coré da Lribo de Levi, primeiro fillio de Hebrom: lomou

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JERIBAJ Tabernáculo durante o reinado de Davi. parte nas tarefas rios eo raítas uo quando a Arca da Aliança foi levada paia Tabernáculo o posteriormente no Templo Jerusalém e colocada num lncal perma­ (1 Cr 23.19; 24.23). Na última parte do nente [i Cr 23.23; 24.30). reinado de Davi íoi feita uma pesquisa 4 . Um dos lilhos rle Hemá, listado tios registros genealógicos, para estabe­ ontre os que toram separados para o mi­ lecer as famílias dos sacerdotes que mi­ nistério da profecia e da música, do rei­ nistrariam no Templo. Descobriu-se que nado de Davi. Hemã era o "vidente" do Jerias oru o principal dn seu clã e linha rei. lei imole e seus parentes receberam o 2.700 parentes que eram líderes de lamí15® turno de serviço dq santuário í I Cr lias. Esse clã recebeu a responsabdidade 25.4.13), rle fiscalizar o eullo a Deus e os negócios 5. Filho de Azríei, foi um o Dciai mili­ do rei enlre as tribos de Rúben, Gade e tar sobre a lribo de Naftall, durante o rei­ Manassés (1 Cr 2(5.31,32} 2. Filho de Selemias, capitão da guar- nado de Da\ i (1 Cr 27.19|. 6 . Fiibo de Davi e de sua esposa du, o responsável pela prisão dt leremias. Abiaii. O rei Roboão, de ludá. casou-se quando este se encontrava na I^rta de com sua filha Ma ala te (2 Cr I l.lií). Benjam im , na época da invasão dos 7. Mencionado em 2 Crónicas 3 L O . caldeus. Cl profeta foi preso sob suspeita trabalhou no Templo duranle o avivameude tentar fugir para unir-se aos invasores 10 no reinado de Ezequias (para mais de­ (Jr 37.13,141, talhe, veja Hpmã). Ajudou nu adminis­ tração dos tesouros do Templo. r.u.c. J E R I 6 A I . Ele e seu irmão Josavias, fi­ lhos de Elnaão, perlenciam ao grupo dns J E R I O T E . Da tribo de ludá, era uma das trinta" guerreiros valentes de Davi. os duas esposas de Calebe, filho de Hezrorn quais saíam cgm ele para a batalha e li­ 11 Cr 2.18). A outra chamava-se Azuba. deravam os Olhos de Israel na guerra (1 Cr 1 1.4fiJ. J E R O Á O . 1. Do triho de Eíraim, pai de Elcona e ovõ rle Samuel 11 Sm t 11. leroão, J E R I E L |Heb. “Deus temguardado"). Um enlre tanto, é listado na genealogia da Iridos filhos de Tblu e drío de Issaoar; ora bo de Levi, em 1 Crónicas 6 27,34. Isso líder de famíliu o um Mildado valente (1 pode significar que simplesmente vivia Cr 7.2). na região de Efraim ou que o período dos Juizes foi marcado por muitos casamen­ J E R I M O T E . 1. Filho de B elae neto de tos entre pessoas de tribos difei-entes. o Benjamim U Cr 7.7). que gerava mui!as confusões. Provavel­ 2. Guerreiro da tribo de Benjamim mente era um levita que jamais exerceu ainbí destro o perito no manejo do arco e qualquer alividade sacerdotal. lleuhu: lulou primeiro no exército de Saul 2. Da tribo de Benjamim, foi um Lirler e depois uniu-se ao filho de lessé em do clã, cujos filhos vi viam em Jerusalém. Ziclague |1 Cr 32.5). Fez parte do grufio Seu nome aparece na genealogia do rei dos "Irinla" guerreiros valentes de Davi Saul (1 Cr 8.271, Mais adiante, ua mesma passagem, a Bí­ 3. Pai de Ibnéias, mencionado «m 1 blia dá a impressão de que tais homens Crónicas 0 8 . Depois do exilio, Ibnéías uniram-se uo n o v o rei não apenas para estavu CQtre ns primehos judeus da lribo estarem do lado vencedor, mas porque “o de Benjamim que retornaram a Jerusalém. Espírito de Deus“ operava no coração de­ 4 . Pai de Adaias, um sacerdole men­ les |v. 10]. cionado em l Crónicas 9.12 e Neemias 3. Um dos lilhos de Mu si, da lribo de 11.12. Adaias serviu uo Templo após o Levi.. Era líder de uma lamiiia. Serviu no 322


JEROBOÃO severa política dos (rabalhnc forçados de seu pai (1 Rs 12.1-24). Depois de lrfts dias de discussão. Roboão recusou o pedido e inseusalaméDle ameaçou seus trabalha­ dores com condiçfies ainda piores. Como resultado, Jeroboão liderou uma rebelião <ontra a casa de Davi e tornou-se rei so­ bre as dez tribo» do Norte. A Bíblia não condena Jeroboão por essa rebelião. Na verdade, o relato bíbli­ co Indica que ele Unha moliyos. devido as ameaças de Roboão de acr«sceutar mais dificuldades aos trabalhadores. O troao de Jerusalém tinha violado tão pro­ fundamente sua> prerrogativas que se tornara um governo Ilegítimo. Em duas ocasiões o Senhor aprovou explicitamen­ te Jeroboão como rei das tribos do Norte, ProiriRteu-lhe especificamente uma druastin tão duradoura quanto a da linha­ gem de Davi, des do que permanecesse lie! ( I Rs 11.38). Além disso, quando Roboão reuniu suas tropas e preparou-se para ata­ p .n . G . car Jeroboão, o profeta Semaías ordenou em nome do SeuLioi quo voltassem 11 Rs JER O B O Ã O . Dois reis de Israel tinham ) 2,24). este nome: 1. Jnrobnâo I (030-909 a.C.). Os regis­ Mesmo assim, os problemas logo surgiram para Jerobuâo. Ficou preocupado tros subm Jeroboão aparet em em i Reis com a possibilidade de seu povo voltai1 1 26 a 11-20 e 2 Crfinieas 10.1 a 13.20, se para a casa de Davi, se frequentasse o Era nm homem proeminente da tribo de Templo em Jerusalém para adorar ao Se­ Efraim. a quem o rei Salomão colocou n h oril Rs 12.26.27) Por essa razão, inau­ corno supervisor de lodo o trabalho for­ gurou dois cenlros de culto alternativo, çado Essa nom eação real colocou um em Betei, alguns quilômeU^os ao nor­ Jeroboão no centro de um conflito poltlile de Jerusalém, e o outro no extremo co entre us tribos do Norte e as do Sul, norle de Israel, na região de Dá. Essa ati­ As esposas estrangeiras de Salomão o le­ varam a adorar falsos deuses í I Rs 11.1tude não foi simplesmente contra Roboão, mas também um desafio conlra o Senlior. 13 J e o Senlior levantou mui los adversá­ que esliiiiHlecera o Templo era Jerusalém rios contra ele [vv. 14*25). Jeroboão loi o maior delçs. O profeta Aias anunciou que como o lugar de sua presença especial e 0 Unico local de adoração (1 Rs H.27-:i0), Deus dividiria o reino e daria a este súdi­ Além disso, Jeroboão misturou o ado­ to dez das doze tribos (w. 20-39). Essa ração a Deus com o culto u Baal. Erigiu divisão loi adiada, enlrelanto, quando bezerros de ouro em Betei e Dã e pronun­ Salomão tentou matar Jeroboão, o qual ciou essas palavras, reminescenles de fugiu para o Egito (v. 40). Arão (Êx 32.4.5): "Vês aqui teus deuses. Depois da morte de Salomão, Jeroboão 6 Israel, que le lizeranj subir da terra do sd uniu a uulros Representantes das Iri Egito" (1 Rs 12,28), Elu também construiu bus do Norle. os quais pediram a Roboão altares em vários lugares ultos por todo (sucessor do rei Salomão) que aliviasse a relomo do exilio ua Babilónia, dos rl ias de Neemias. 5. l^i de Joela r Zabadias, esle jR ro ã o era de Gedor e da tribo de Benjamim (1 Cr 12,7). Seus dois filhos estavam entre os guerreiros que desertaram de Saul e uniram-se a Davi em Zk.lague. Todos eram ambid estros e perilos no uso do arco e dn (unda. 6. Pai de Azarei, o qual loi adminis­ trador do território ria lribo de Dã e Ifder na lribo duranie o reinado de Davi 11 Cr 27.22!. 7. Pai de Azarias, o qual viveu no tem­ po do sarerdote Jeoiadu (2 Cr 23.1). Azarias foi um dos i amandonles da exércilo que obedeceu â convocação de Jeoiada e ajudou a depor a rainha Atalia. Em seu lugar, colocaram no trono Joás, que tinha sele anos cIp idade e que posleriorinente serviu ao Seuhpr e fez uma reforma uo Templo (2 Cr 24 1-16).

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TERUBAAL 14.25J. O Senhor usou esse governante reino. Nomeou seus sacerdotes e para salvar Israel de anos de dificulda­ criou suas próprias festas de adoração |! des e problemas (2 Rs 14.27). Rs 12.31-&3). A falsa mligião criada por Jeroboão A |irosperidadú do reino dt? Jeroboão, entretanto, levou a muitos males. Aroós suscitou <1 ira (1b Dguí» contra ele. Um pro­ condenou a grande lacuna que havia en­ lei a anónimo anunciou que um rei cha­ tre os ricos e os pobres (Am 2.6,7): de­ mado Josias uni dia destruiria o altar de nunciou os rituais religiosas vazios (Am Betei f l Rs 13.2,3). Essa predição se cum­ 5.21-24) e a falsa segurança (Atn B.'L*8), priu quando este monnrúa estendeu sua Esses e outros pecados levaram o proíela reforma religiosa lambém a Israel, o rei­ a predizer a queda de Israel fAm 6.8-14 J. no do Norte (2 Rs 23.15). Alem disso, u Jeroboão e seu povo re< usaram-se a dar próprio proíela Aias, que proferira boas ouvidos as palavras de Amos (Am 7 10palavras a Jeroboão (1 Rs 11.29-30), anun­ 17) e em 722 aJC. Sumaria Caiu iJianle do ciou que as açoes do rei trariam desastre exercito assírio. sobre sua dinastia (1 Rs 14.l-.lf3l, Essa O reinado de Jeroboão II é uma ad­ profecia cumpriu-se quando Baasa assas­ vertência sobre quão facilmente a pros­ sinou o filho de Jeroboão. Nadabe. n o peridade leva a corrupção. Embora Dous reslo de sua família IL Rs 15.27.28). tivesse abençoada a nação de muilas A Idolatria do rei Jeroboão tornou-se maneiras, a bênção do Senhor tornou-se um padrão pelo quaJ o escritor dos livros ocasião pura n desobediência e a destrui­ dos Reis com parou todos os demais ção decorrente rlela. r .p . governantes do Norle. Freqiientemente mem: ionava que o rei "andou em todos JERUBAAL. Veja Gideão, O nome sig­ os caminhos de Jeroboão" (1 Rs ifi.26. 2 nifica "que Baal contenda”. Foi dado a Rs 14.241. Assim como Davi era o niodfi­ Gideão por seu pai Joás e pelos homens lo do rei integro, Jeroboão era o modelo da vila de Ofrn (Jz 6.32]. quando este ser­ do monarca ímpio. Essa lembrança cons­ vo de Deus quebrou os aliares de Baal e tante de seu pecado indica a maneira lutou contra a Idolatria dos israelitas (Jz como o Senhor tratou contra a idolatria 6 a 8). Posteriormente, quando o ataque duranle a história de Israel. 2. fetxfboõo 11 (7<).'{ a 752 a.C.) Filho de Gideão ao paganismo estava ampla­ mente semeado no país e havia muita de leoas, loi o quarto rei du dinastia de "vergonha"1 ligada ao nome de Baal, o Jeú. Seu longo reinado sobré Israel Iquanome "Jerubosete". o qual significa “que reuta o um anos] recebeu uma atenção a vergoaha contenda", começou a ser usa­ relativamente pequena uos registros de 2 do |2 Sm I 1.21: veja lambém l Sm 12.11). Reis |2 Rs 14.23-291, mas foi aívo de mul­ tas profecias nos livros de Amos e Oséias. J E R U B ES ET E. Veja Gideão e fembául. Jeroboão II liderou Israel numa época “Terubaa!" foi o nome dado a Gideão quan­ rle prosperidade sem precedentes. A do destruiu os ídolos de Baal. Este termo Assíria havia enfraquecido a Síria', que significa "que Baal contenda" Posterior­ dessa maneira não representava mais umu mente. quando os israelitas perceberam ameaça para Israel. Os próprios assírios muita "vergonha" uo nome Baal. releríestavam preocupados com a guerra na ram-se a Gideão como "Jerubosete". o qual Arménia. Conseqiientemente, leroboão significa "que a vergonha contenda'’ (2 leve liberdade para executar uma agres­ siva expansão de seu território. O profe­ Sm 11.21), ta lonas predissera que ele restauraria as JER US A (Heb. “possessão" nu “heran­ fronteiras dos dias de Salomão e realmen­ ça'!. Filha de Zadoque e mãe do rei Mão. te o rei alcançou esse objetlvO (2 Rs sr u

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JESSÉ dn Judá. Era esposa do rei Uzias. Seu tilho ILniia 25 anos de idade quando -subiu ao trono (2 Rs 15.33; 2 Cr 27.1J. Seguiu o pai e “fez o que era reto aos olhos do S e­ nhor" (2 Rs 15.34). Veja Jotãú.

J E S A Í A S . 1. Um dos dois filhos de Hananias. descendente do rei Davi e de Zorobabel. Era da tribo do Judá e só é mencionado na genealogia de 1 Crónicas 3.21. 2 . Um dos filhos rle Jedutum, listado entre os que foram separados para o mi­ nistério da proíeda e da niúsiça, durauto o reinado de Davi. Jedutum. Asafe e Hamã estavam sob a supervisão dirota fio rei (1 Cr 25.3. 61 Josaías era o lider do oitavo g r u p o de músicos levitas e componentes do coral que ministravam no Tabernaculo 11 Cr 25.15), 3. Descendente de Eliezer, da tribo do Levi e membro do uma família que tinha responsabilidade pelos tesouros do Tem­ plo (1 Cr 26.251. Era pai de lorão. 4. Filho de Al ai ias. retornou do exi­ lio na Babilónia com Esdras (Ed 0.7). Era descendenle de Elão. 5 . Levila, descendente de Merari. Esdras eslava preocupado, pois não ha­ via levitas no grupo que relornava a Jeru­ salém. após o exilio ua Babilónia, J e s a í a s e outros levitas apresentaram-se para ir com eles e Esdras viu isso como “a boa mão de Deus" sobro eles (Ed 0.19). Veja S ejeb ias. 6- Pai de Itiet. da lribo de Benjamim. Mencionado em Neemias 11.7; seus desoendenles seeslabelei eram em Jerusalém a p ó s o exilio n a Babilónia. i*íD-g . JE S A R E L A . Lider rio sélimo grupo de músicos levilas e do coral que ministra­ vam no Itemp 1.0 l l Cr 25.14). JE S E B E A B E . Um dos gacordotes esco­ lhidos para ministrar no santuário, "de acordo com as úllimas instruções dó rei Davi" Uma seleção imparcial loi leila. por meio de sorteio, enire os desceudoo325

tes de Eleazar e Itamai O 14® lurno saiu para Jesobeabe, o esta era a ordem na qual ministrava quando enlrava no santuário (1 Cr 24.13).

JE S E R . Filho dp Calebe o dn sua esposa Azuba. na genealogia da tribo de Judá |1 Cr 2,18). J ESI Ml EL. (Heb. “Deus estabeleça"). Li­ der de um cia da tribo tle Simeão, menci­ onado em 1 Crónicas 4.36 JESISAI (Heb. “Um filho idoso") Neio de B iiz e l idei de um clã cia tribo de Gade, o qual eslava estabelecido na região do Basã e Gileade (1 Cr 5.14J. JE SO AÍ AS. Lidei de nm clã da lribo de Simeão, mencionado em i Crónicas 4.36, J E S S É . Fdho dc Ottede e neto de Boaz e Rute; era o pai de Davi. o qual ouidavu das ovelhas (Rt 4.17,22) Pertencia à tri­ bo de ludn e vivin Da cidade de Belém 11 Sm 16-1). Q uando Deus oídenou a Samuel que tosse à casa de Jessé, para ungir o próximo rei de Israel, o profeta supÓS que o mais velbo fosse o escolhido do Senhor. Passaram os selo primeiros fi­ lhos de |nssé. um por um. diante de Samuel, mas o Senhor declarou que ha­ via rejeitado todos; Davi foi trazido dian­ te do profeta R. segundo orientação divi­ na, foi ungido rei (1 Sm 16.3-1 t) Samuel e o povo de Ispaol aprenderiam que “o ho­ mem olha paru o que está dianle dos olhos, porém o Senhor olha para o cora­ ção" l v. 7 1. Jessé tornou-se um grande ami­ go de Saul, quando Davi foi chamado para locai harpa na presença do rei (vv. 1820], O monarca até mesmo pediu permis­ são ao belernita para manter o filho dele consigo no palácio, para acalma-lo quan­ do o espirito maligno viesse sobre elo (w. 21-23). Em outra ocasião, Jessé enviou Davi para levai' alguns víveres aos outros filhos que estavam na guerra contra Os filisteus. Foi por ocasião desia viagem que


JESUA Davi enfrentou e malou o gigante Golias 11 Sm 17). Posteriormente, quando Saul ficava furioso com o joveui harpista, chamava-o simplesmentn do “'filho de Jesse” ( I Sm 20.27. 30.31: 22: tile. veja também J Cr Ui 14: 12.1 0 : 29.26: etc], U profeta Isaias, ao conieroplar o fu­ turo, quando mu novo rei sentar-se-ia no tremo de Davi, talou profeticamente que “do tronco du Jessé brotará um rebento, r. «4ss suns raízes um renovo frutificará... naquele dia as naçftes pergunfarao pela raiz de lesse7’ fts :t 1.1,10). Essa profecia foi tomada por l^ulo e aplicada a Jesus era Romanos l r>.12. Por ser pai do rei Davi, é cloro qun Jessé também é mencio­ nado nas genealogias de C risló. em Mateus 1.5 e Lucas 3.32. rJi.a. JESU A [Heb, "'o Senhor salva"). 1 . Sacerd o te que serviu no Tabernurulu durante 0 reinado do Davi. Era o responsável pelo 9® turno dt servi­ ço 11 Gr 24.111 2. Duranle o avivamenlo que houve no decorrer do reinado de Ezequias, o povo voltou-se novamente para o Senhor d muitos levitas assumiram tarefas espe­ cíficas no TempJo. Jesua foi um dos que receberam a larefa de ajudar Co ré, filho de fuma, na distribuição das ofertas da­ das pelo povo pelas cidades dos sacerdo­ tes, “segundo as suas turmas” (2 Cr 3 1.151 3. Hm dos líderes i loi> Israel ilas que retornaram com Zorobabel para Jerusa­ lém, depois do exílio na Babilónia (Ed 2.2; Ne 7.7). 4 . Descendente dn Paate-Monbe, al­ guns de seus familiares mtornaram do exílio na Babilónia (Ed 2.6. onde 6 chamafJLo de Jesua-loabe: Ne 7.11J. 5. Ancestral de uma família de sacer­ dotes que retomou do exílio ua Babilónia com Zorobabel e outros (Es 2,36: Ne 7.39). 6 . L.,‘vita cujos descendentes lambém retornaram do exílio na Babilónia |Ed 2.40; Ne 7.43). 7. Pilho de lozadaque, era um sacer­ dote que retomou com Zorobabel do exi­ 326

lio ria Babilónia. Estava entre os primei­ ros qun regressaram e construíram um altar para os sa< rilícios (Ed 3.2) Também ajudou na reconstrução do Templo (Ed 3.0.9; 5,2). Sua posição de liderança ua comunidade é vista no falo de estar entre os que confrontaram os opositores do projeto de reconstrução (Ed 4.3; 12_7| Alguns membros de sua família se casa­ ram com mulheres estrangeiras e liveram de se divorciar [Ed 10.161. Chamado de Josua, em Ageu 1.14; 2.2; etc. Neemias 12 tO,20 provavelmente rnfere-se a ele. 8. Píii de Ezer. o qual foi um rios que ajudaram na niconstrução dos muros de |erusalém.após0 exilio na Babilónia (Ne3.19) 9 . Logo depois que os Israelitas se es­ tabeleceram nas cidades ao redor de Je­ rusalém, após o exílio nu Babilónia, pe­ diram a Esdras que lesse paro eles o livro da Lei. Jesun era um dos levitas presen­ tes e que mais tarde "instruiu" o povo so­ bre o significado da Lei, ao interpretá-la para eles (Ne 0.7) Todos ouviram e co­ meçaram a charur. n medida que escuta­ vam i mensagem Jesua e os outros levi­ ta*. disseram para que não chorassem pois aquele dia "era consagrado" ao Se­ nhor. Deviam adorar a Deus. “pois a ale­ gria do Senhor é a vossa força” (v. 10). Quanto mais entendiam u Lei. mais so alegravam Liderados pelos levitas, come­ moraram a Pesla dos Tabernáculos. Enlão confessaram seus pecados como na­ ção (Ne 9.4.51. A boa inslrução para o povo era vital, para que todos pudessem adorar conforme o Senhor requeria, An­ tes do exílio, os levitas e os lirleres foram severamente castigados o o t Deus. por não ensinar ao povo (cf. ]r 23). Mas agora fa­ ziam o que deveriam ler realizado sem­ pre e g Senhor trouxe grande bênção so­ bre tiles. Provavelmente este Jesua é o lilho de Azaniasi o qu.ii loi nm dos que assinaram o pado feito pelo povo de ado­ rar somente ao Senhor e obedecer ã sua lei iNe 10.9). Veja também Neemias 12.H. 10.24. que provavelmente também se referem a este mesma Jesua p-d .c .


JESUS (CRISTO. O SENTI OTO

J ES UR UM (Heh.“honrado"). Nome sim­ bólico usado para o povo e a nuçâo judai­ ca. Utííteado somente om paisagens poé­ ticas « em eônl.âxlos nos quais Detis con­

fronta Israel coroo o Senhor da aliança, a fim de aleriar quanto ao juízo ou prome­ ter bênçãos paru o povo escolhido fDl 32.15: 33.5.2(3; Is 44.2).

JE SU S (CRISTO, O SENHOR) O nome de Jesus lesus é a lorma grega do termo hebraico "Josué'', que significa ‘Yahweh (o Senhor) salva”. Sem dúvida o nome Josué era bem popular nos dias de Jesus e isso explica o uso ocasional da expressão “Jesus de Nazaré” (para dlferenciá-lo d« outros com o mesrno nome; veja Mt 26.71 e mais 13 referências). Jesus (de Nazaré) é u figura prin­ cipal dus evangelhos (Mateus. Marcos, Lucas e Jbão) e. om muitos aspectos, também do restante do Novo Testamento. Quando os cristãos estudam o NT. observam que Jesus representa Lambém o cumprimento de tudo aquilo para o qual o AT apontava. Jesus, também chamado de Cristo, ou Jesus Cristo, é visto como o Messias há muito esperado e lambém é considerado o “filho de Davi’ (veja Cristo e Senhor). Podemos ler sobre o significado desso nome nm Mateus 1.21; um anjo aparcicou a José poxa anunciar o nascimento e dbsn: "E lhe porás o nome de Jesus, parque ele salvará o seu povo dos pecados deles"- Pode parecer, entretanto, que as pessoas rara­ mente se dirigiam a Jesus como "Salvadof Em sua caução de gratidão pelo nasci­ mento de Jesus. Maria disse: "E o meu espirito se alegra em Deus meu Salvador" (Lc 1.47): mas, com essas palavras, provavelmente referia-se de maneira geral á obra de Deus. que enviou Jesus para salvar. Os unjo# disseram especificamente nos pastores; “Na cidade do Davi vos oascou hoje o Salvador, que é Cristo, o Sonhor" (Lr 2.11 Jr os samoritanós, os quais creram que Jesus era o Messias, reconheceram. "Este é verda­ deiramente o Salvador do mundo'’ fjo 4.421, Esta denominação, coulurio. refieliu-se sobre a vida de Jesus, sua morte e ressurreição, suas palavras e açôes, e Ipvou os discípulos, guiados pelo Espirito Sanlo, a entender que Jesus verdadeiramente era o Salvador que seu nome, dado por Deus, indicava. Este artigo pude apenas olaborar i l o i quadro muito limitado de Jesus, mas traz I u t : sobre alguns aspectos muito impor­ tantes. ou seja, qu*m ale é, sua vida e missão.

A vida de Jesus Existem poucas evidencias da vida de Jesus fora do registro bíblico. O historiador romano Tácito menciona os cristãos quo foram chamados desta maneira por segui­ rem u Cristo, o qual foi morto por Pôncio Pilatos, ua época do Imperador Tibério Iveja Lc 1.1). S e u t o n i o mencionou alguns judeus que discutiam é criavam tumulto em Roma. instigados pot um certo Crestos, Sua referencia muito provavelmente era so­ bre Crislo e os cristãos, Essas discussões, segundo ele, ocasionaram a expulsão dos judeus de Koma Jveja Al 18.2). Existem numerosas alusões a Jesus foi tas por rabinos que viveram oro períodos posteriores, ;dguns dos quais dizem que se t r a t a v a de um mágico ou feiticeiro. Uma reforôncia feita por Joselo, u historiflilor judeu que escre­ veu paia os romanos fala que Jesus r e a l i/ou "obras maravilhosas" e que er a "o Cris­ to": foi morto por Pilatos e apareceu no terceiro dia depois de sua morte para os que 327


JESTJS ICRÍSTO, O SENHOR I o amavam. Tosefo vai além e (iiz que até agora, “u raça dns cristãos" ainda não morraic Alguns suscitam dúvidas se esta seção dos escritos de Joselo é roulmenle genuína ou se íoi acrescentada depois por historiadores cristãos. Qualquer que seja a conclusão, entretanto, sobre quais partes são ou não genurnat., certamente existem evidências suficientes em oiitras fontes que comprovam ser lesus realmente o Cristo e que os efeitos de seu ministério se espalharam, desagradaram seus oponentes o foi mortn por ordem de Pôncio PUatos. 0 Novo Testamento, todavia, é sem dúvida a principal fonte de informação. Os autores dos evongelhos dão muita ãníase aos eventos concernentes à vida do fesus, na formo de uma explicação cuidadosa, dirigida aos que desejam conhecer melbor o Filho de Deus

O nascimento e a infância de Jesus Os evungelhos falam muilo pouco sobre 3 infância de Jesus Mateus e Lucas relatam certOS eventos sobrenaturais que anunciaram e acompanharam seu nascimento. Um anjo apareceu a Maria e ao seu esposo em diferentes ocasiões. Foi dito a José para que continuasse mm sua esposa, embora ela estivesse gravida e ele não fosse o pai. O menino Jesus nasceria da virgem Maria, "porque 0 que uela loi gerado õ do Espírito Sunto" (Ml 1.201. Lucas relaciona essa concppçáo ao poder do Espirito, pelo lato de Jesus ser chamado de “Fiibo de Deus" (Lc L.:i5). Por meio do Jesus, o Senhor fazia algo novo para a salvação do mundo. A humanidade ora incapaz de alcançar a própria redenção. Todos pecaram e aguardavam o juízo, mas a intervenção divina proporcio­ nou perdão t>salvação. Maria demonstrou captai’ essa verdade, ao proferir palavras as quais enfatizavam que a salvação em Jesus era inteiramente obra de Deus, A salvação de Jesus era "misericórdia " para os pecadores e não um direito há muito merecido pelas pessoas justas íLc 1.46-50,08,71.72; 2.29-32). O fato de que Jesus era também o Messias espirado ou o filho de Davi ‘ungido", o qual herdaria 0 trono, é enfatizado em todoj> os registros de sua infância, principalmen­ te 110 evangelho de Mateus. Os reis magos, ou "sábios", vieram do Oriente para encon­ trai "aquele que ó nascido rui dos judeus”. Aqueles homens, os quais nao eram israelitas, íoram visitá-lo. dirigidos por Deus por melo de uma estrela, a fim de mostrar que a salvação de Jesus e seu reinado teriam um alcance muito além das fronteiras dn povo judeu. O fato de Herodes ter ordenado a morte de todos as crianças na área de Belém, numa tentativa dp evitar a competição pelo trono, demonstra como as autoridades leva­ ram a serio o nascimento de Jesus (Ml 2 1-1 7: lambém Lc 1.32,33: 2 .11). O anjo também Indicou a divindade de Jesus, quando dissp que Ele seria chamado “Emanuel" — que significa "Deus conosco" ÍM( 1,23). João 1.1-4,14 mostra quo Jesus era verdadeiramente humano e ainda assim preexistente r divino. De acordo com a tradição, Jesus loi apresentado no Templo quando era bebé. Nova­ mente f>importante notar que este incidente é narrado náo simplesmente como a histó­ ria de urna infância agradóvol, mos devido ao seu significado para a identificação de Jesus como Salvador e Kodentor e devido ao que foi falado na ocasião sobre seu chama­ do e sua missão. $lmeão identificou Jesus como a "salvação” dp Deus e “luz para ilumi­ nar os gentios", enquanto a idosa Ana viu o menino e falou ria redenção que tinha chegado a Jerusalém (Lc 2 .29 -3 2 ,36-38), Quando Jesus cresceu, a Bíblia diz que "se forlaieria, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele" (v. 40). O único evento mencionado sobre a inJõncia de Jesus reíere-se à visita anual que seus pais faziam a Jerusalém e ao Templo e a uma clara indicação da consciência que Elo tinha de que era “O Filho de Deus ', com uma missão específica. Quando eslava 328


JESUS (CRISTO, O SENHOR I com doze anos de idade, Jesus foi com seus pais ao Templo, mas na volta eles o perderam. Encontraram-no no Templo, dias depois, diante dos Jídures religiosos, sur­ preendendo a lodos com sua sabedoria e at> parguntas que fazia. Ao responder às interrogações preocupadas dos pais. disse: ‘ Por que é que mu procuráveis? -Não sabeis que mi; convém Iratai dos negócios de meu Pai?“ |Lc 2.41-51).

A vida adulta de Jesus Podemos especular que Jesus cresceu o trabalhou como carpinteirei junto com seu pai adotivo (Mc Os escritores dos evangelhos demonstram maior inleresse em seu ministério púbhco. que começou quando loi batizado por loâo Balista |na verdade é onde Marcos inicia seu evangelho). Ao submeter-se ao halismo, Jesus identificou-se com os homens e mulheres pecadores e com prometeu-se publicamente numa aliança de fidelidade e. obediência ao J^ai. Foi ungido publicamente pelo Espírito Santo, o qual desceu sobre ele coino uma pomba. acompanhado de uru pronunciamento pú­ blico do céu: "Tu és o meu Filho amado nm quem me comprazo*’ (Mc 1.10,1 I I. Aqui. uni verso sobre o Messias, uo Salmo 2.7. une-se com uma parle de Isaías 4 2 .1. que è uma profecia sobre o. servo de Deus que viria. Assim, exafamenle no inicio de seu ministério, a missão de Jesus loi enfatizaria pelo Pai. pois seria o caminho do rei e lambém a trilha da obediência e do serviço a Deus que culminaria com a morte na <ruz pelo pecado da humanidade. “Imediatamente” depois do batísmo, o Espírilo conduziu Jesus ao deserto, onde íoi leolado por Satanás, de uma maneira semelhante a tentação dos israellfas uo de­ serto, na época de Moisés. Onde os hebreus fracassaram tantas vezes, Jesus, que aoaliura rle se identificar com seu povo, venceu, pois não pecou. Rejeitou a tentação de aceitar o reino do Messias nos termo*; definidos por Sutunãs. Anulou a tentação de fazer as coisas "da maneira mais fácil". Para Jesus, ser o Messias significava seguir a vontade do Raie foi a palavra de Deus na Bibha que Ele usou para relular Satanás (Ml 4.1 -11 etc.). Sua total submissão às palavras e à vontade do Pai seria o caminho esco­ lhido por Ele. mesmo que no linal o levasse ã cruz. Apôs a lerilação. o ministério de Jesus inicia-se. Primeiramente, com uma breve manifestação na Judéia, mas, depois da prisão de João Batista, Mateus. Marcos e Lucas registram que Ele se dirigiu ao Norle, para a região da Galiléia. Marcos resumiu a mensagem de Jesus: “O tempo está cumprido, e o reino de Deut- está próximo. Arrependei-vos e crede no evangelho" |M< 1.151. Duranie esse período de proclama­ ção, os evaugelislas conslrulram um quadro das alividades de Jesus; Envolvia uma sequência quase incessante de pregações, conversas, curas e expulsões de demónios. Foi lambém durante esse período que Ele escolheu seus discípulos, os quais o acom­ panhariam duranie todo seu ministério (Mc 1.Ki-45: Lc 5. etc.), Uma vez que o nume­ ro de discípulos eslava completo, ou seja, doze, Jesus os designou "apóstolos' (Lc 6,32-1(3). No meio de tanta atividajJe, era muito difícil não se encontrar sempre cerca­ do rle pessoas, mas EJe insistia em tei um tempo a sós com o Pai, para orar. Muilas vezes só podia fazer isso quando sai a no meio da noite para algum lugar onde não fosse pert urbado. Mesmo assim, frequentemente -os discípulos saiam à sua procura e o traziam de valia ao Irabaiho, pois afirmavam que muitos o esperavam por causa de suas obras miraculosas (Mc 1 :t5-37). As obras e as palavras de lesus provocavam uma resposta imediata por parte rle muitos, onde quer que Ele fosse. As pessoas ficavam maravilhadas e mesmo assim muitas vezes uão sabiam como responder. O povo de Nazaré, a cidade onde Jesus lora 329


IEv S US (CRJSTO, O SENHOR) criado, rapidamente o rojeitou quando Elo leu uin texto iIh ísôías t-, declarou que aque­ la profecia f?p cumpria dianle deles (Lr 4. 16-30). Enquanto viajava. as multidões o acompanhavam, ansiosas pela realização de muitos milagres. Os líderes religiosos ficavam .cada ves? mais preocupados, pois viam o povo seguir Jesus em número cada vez maior e percebiam o desafio fundamentai qun o Filho rle Deus fazia às tradições defendidas por eles. Por exemplo, perguntavam por que Ele curava as pessoas no sábado (Mc 3.t-fi. 20-30; Mt 12.I-H). Os discípulos e alé mesmo a própria família de Jesus demonstravam o quão pouco entendiam sobre tudo o que acontecia (Mc 3.3134; 4.10-20; 7 1.7-23: 7.1-13). O empenho de lesus. nessa época, não se limitava apenas ao povo judeu. No evangelho de João, ohsenamos um incidente ocorrido bem no início de seu ministé­ rio, provavelmente quando se dirigiu ao Norte, fiara a Galilóia, d e p o is do batismo. ocasião em que pregou para os samaritanos. Depois de ouvir u mensagem de Jesus, muitos deles ficaram maravilhados com seu ensino e responderam com um entendi­ mento que não era visto enlre os próprios judeus: "Agora nós mesmos o ouvimos falar, e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo" (Jo 4 42; veja Mulher S a m a rila n ti). Mais tarde, durante o ministério n a Galilóia, quando cresceram a> pres­ sões -contra ele por parfp dos lideres religiosos, Jesus partiu paia a região de Tiro. no território dos gentios. Seu encontro eom n mulher siro-fenícia. durante essa curla viagem, 6 especialmente sigrrilii ativo. Ela tinha uma filha possuída por demónios. Emboru fosse gentia, implorou para que Jesus expelisse os espíritos imundos daquela criança. A resposta de lesus deu a entender que sua missão era exclusiva ao povo de Israel. A mnlhttr. eniretanto, insistiu, e demonstrou um notável nível de fé o de enten­ dimento sobre a missão e o poder de Jesus. Elo curou sua filha e revelou novamente que embora sua atuaJ missão fosse com o povo de Israel, as boas novas do Reino de Deus e da salvação de fato «ertóm para todas as pessoas, e nao somente para uma raça. Enquanto sua vida prosseguia. Mateus. Marcos e Lucas registram o próximo pouto importante no ministério de Jesus. Em suas viagens. Ele chegou também à cidade de Cesareia de Filipe. Nessas alturas, os discípulos já tinham recebida uma boa dosa­ gem de ensino e visto muitos sinais operados por Ele. Assim. Jesus lhes perguntou: "Quem dizem os homens quo eu sou? Responderam eles: João Batisla; outros: Elias; e ainda outros; Um dos profetas. Então lhes perguntou; Mas vós quem dizeis que eu sou? Respondendo Pedro, lhe disser "í\i és o Cristo'* (Mc 8.27-29). Mateus lft.17 regis­ tra a resposta de lesus a Pedro: "Bem-aventurado és (u, Simão Barjonas, pois oão loi carne e sangue i|uem to revelou, mas meu Pai que esta nos céus" Os discípulos pelo menos entenderam algo sobre a verdadeira posição de lesus. Daquele niomenlo em diante, os escritores dos evangelhos nos dizem que Ele começou a caminhar em direçáo a Jerusalém e a ensina)' que era necessário solrer e morrer. Em outras palavras, após ouvir a resposta certa dê Pedro (Jesus é o Cristo ou o Messias), tratou de redefinir aquele entendimento contemporâneo sobre como deveria ser o Messias. Pedro foi totalmente incapaz de aceitar a explicação r. objotou fortemente Sofreu uma repreen­ são extremamente severa do Senhor; "Para trás de mim. Salanáò! T\i me serves de pedra de tropeço; não compreendes as coisa*, que são de Deus, e, sim, as que são dos homens" (Mt 16.23) A diferença enlre o entendim ento que Jesus linha sobre seu chamado para ser o Messias e a opinião geral, tornou-se mais p mais pronunciada ã medida que Ele se dirigia a Jerusalém. Ao entrar na capital, foi saudada como o Messias pela mesma multidão que poucos dias depois desejava a sua morte. Os discípulos fiéis fugiram e o abandonaram, quando o sofrimento e a perseguição atingiram o grande clímax duran­ 330


JESTJS (CRISTO, O SENHOR) te suas ullimas horas de vida. No final, Jesus cumpriria sua missáo— lodo o propósito de sua vida adulla — totalmente sozinho na cruz, r carregupia sobre si todo o castigo dos homens pecadores, quando até mesmo seu Fiai celestial pareceu abandoná-lo.

O ensino de Jesus O ensino de lesus cobriu quase iodas as áreas da existência humana. Alguns deles loram dirigidos someufe aos discípulos e outros, ao povo em geral. Alguns luram proferidos num ambiente de confronto com os lideres religiosos do época o outros loram ministrados a título de interpretação dos milagres que operava. Jesus ensinou por uinio dn palavras o do ações. A seguir citamos brevemente quatro das áreas mais importantes de seu ensino e mencionamos o uso que fazia das parábolas.

Sobre si mesmo O ensino de lesus sobre si mesmo era dado por meio do palavras o ações. Desde o início. Ele estava consciente de sua missão o sou propósito na vida e na morte. Rapidamente demonstrou um relacionamento único com Deus. Do incidente aos doze anos de idade, onde revelou muila sabedoria e a necessidade de estai "ria casa do seu Pai", alé a Insistência em que as palavras que proferia e as obras que fazia eram as palavras e obras do Pai (Jo 14 10; ele.), tudo o que disse apontava para sua posição unica como “o Filho de Deus”. O Senhor ora seu Pai ■elestíal, de quem linha um couiiecimento íntima o pessoal. Suo grande oração pelos discípu­ los o por todos os que posteriormente creriam nele. registrada em loâo 17. nova­ mente demonstro a profundidade de seu relacionamento com o Pai e a unidade de propósito e de vontade entre ambos. A posição de Jesus como Filho de Deus tam­ bém é visia ua grande autoridade que revelava. Tinha poder para expelir demóni os e iTalar com o mundo dos espíritos malignos simplesmente mediante u fala. Antes que as multidões entendessem. os demónios reconheceram que Jesus era 0 Pilho do Dous. com poder sobre eles (Mc 3.11: 5.7). Ele lambém controlou a tem­ pestade violenta com um simples comando e mostrou sua autoridade sobre o mundo da criação IMl 0.24-27]. Enquanto revelava esse relacionamento com o Pai, Jesus ensinou seus discípulos mais profundamente sobre quem Ele era. Os apóstolos precisavam aprender qun ern Crislo podiam coohene.r Deus. Em urna ocasião, Ele se voltou para Filipe e disse: "Há lanto tempo estou convosco e não me conheces. Filipe? Quem me vê, vè o ftli. Como dizes tu: Mostra-nos o Pai? |Jo 14.9). Depois continuou e disse: “Não (.rés Ui que eu estou no Pai e que o Pai es la em mim? As palavras que eu vos digo. não as digo por mim mesmo. Anies. ê o Pai que está em mim quem faz as obras" (v. 10). Jesus nunca demonstrou orgulho pelo fato do sor Deus: roas quando seu ensino sobre si mesmo é examinado e os versículos como os mencionados acima são vislos □o contexto, a conclusão de que Ele ensinou ser o próprio Deus em suas palavras e obras parece inevitável (pelo menos para os que confiam nele e aceilam a palavra dos □póslolos e a interpretação deles sobre esses eventos). A ênfase sobre ser o “Filho do Deus". “envíado“ por Deus e possuidor da autoridade como “lilho de Davi' , sua acei­ tação do lilulo de “Cristo” dado por Pedro, seu ensino em João 14 a 17 sobre seu relacin-uainento intimo (e preexistente: Jo 17.5, 24) com o Pai. tudo isso proporciona nm acúmulo de evidências de que Jesus ensinava sobre sua divindade, pelo menos no circulo mais intimo de amigos e discípulos. 331


JESUS (CRISTO, O SENHOR) A reação dos líderes roligiosos, entretanto, indicava que também começavam a assimilar algo tias extraordinárias alegações de Jesus sobre sl mesmo, quando em várias ocasiões o acusaram de blasfémia. Por exemplo. João te laia o seguinte confron­ to: “Tesus lhes disse: Meti Pai trabalha até agora, e eu trabalho também. Por esíe moti­ vo. os judeus ainda mais procuravam matá-lo: nao só quebrava o sábado, mas tam­ bém riizia que Deus era seu próprio Pai. fazondo-se igual a Deus" (Jo 5-17,18). A resposta de Jesus t inha o objetivo de levar ú ensino sobro si mesmo mais adiante. Ao referir-se a si mesmo como ”0 Filho”, disse que nada fazia por conta própria, "mas somente o que viu o Pui £&zendo'\ Falou sobre o amor do Pai pelo Filho e como Deus podia ressuscitá-lo dos mortos e que o Filht» também podia dar a vida a quem quises­ se |vV. 12-21) . Jesus atribuía a si mesmo prerrogativas divinas e prosseguiu, incluindo junlõ com elas o lato de que o Pai lhe dera o direito do julgamnnlo: "Pfciru que Iodos honrem o Filho, como honnun o Pai" ív_ 23). Uma das expressões mais claras dessa alegação da divindade sáo as assim chama­ das declarações “Eu Sou". Quando Jesus declarou que existia ames de Abraão e disse M antes que Abraão nascesse, eu sou!‘\ releria-se a si mesmo como Yahweh firo &u' o q u e so#.’’*. É x 3.14). Os líderes religiosos novamente viram isso como uma blasfémia e leni aram apedrejá-lo. Jpsus também fez com que as pessoas pensassem nele Como o Messias. Desde sua pregação sobre o cumprimento da profecia de Isaias. na sinagoga, até a realizarão de milagres maravilhosos tudo fazia com que o povo judeu comum o encarasse como urn/i figura messiânica, entretanto, passo a passo, Ele também ensinou que o enteudimenlo geral de que 0 Messias seria um guerreiro político que derrotam os romanos e governaria em Jerusalém não era parle de seu chamado. Em suas conversas com os discípulos, concentrou-se em revelar-se como o servo sofredor de seu povo. Alguns estudiosos sugerem que sua preferência por referir-se u si mesmo como "o Filho do homem” foi dolibèroda, pois podia usá-la como sua própria definição de seu pappl comei o Messias que sofreria e morreria. Depois da confissão de Pedro, de ser Jesu* o Cristo, lemos em Marcos 8.31: “Então começou a ensinar-lhes que importava que o Filho do homem sofresse muitas coisas, foss» rejeitado poios anciãos, pelos princi­ pais sacerdotes e pelos escribas, fosse morto e que depois de três dias ressurgisse' |veja também I0.4f>). O uso da expressão "Filho do homem" por Jesus, contudo, tam­ bém carregava em si a grande autoridade celestial que nos faz lembrar rio Filho do homem que esteve na presença de Deus na profecia de Daniel |Dn 7 L3). Talvez fosse aquele quadro que lesus tinha em mente quando disse aos líderes judeus, no sou julgamento: "Mas de agora em diante o Filho do homem se assentará ò direita do Deus 'Ibrlo-poderoso" (Lc 22.69). Quando Jesus demonstrava e talava sobre sua autoridade, sempre era a do lipo mais elevado possível. Seja falando sobre a autoridade que o Pai lhe dera para julgar o mundo (Jo 5.27). seja tratando de sua autoridade sobre os demónios (Mc 1.27) e a criação (Lc 7.8) que demonslrava possuir nas obras miraculosos que operava entre o povo. Ele claramente provava que nenhum outro homem a possuía pois originava-se apenas uo céu Quanto mais o ensino de Jesus sobre si 6 examinado, mais inevitável se torna a conclusão de quo so tratava de um homem perfeiló que também era Deus. A lé e a confíançâ em Jesus. Deus e liomem. em suas palavras, obras e ensinamentos, tornamse a base do cristianismo,

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JESUS (CRISTO. O SENHOR)

Sob te Deus, o Pai Temos visto comu Jesus falou sobre sua comunhão íntima com n T*ai: mas Ele ensinou muito mais solne o próprio Dous, O f-Vii é o criador do mundo (Me 13.19), o qual 'conti­ nua. em sua Providencia. a sustentar e cuidar de Iodas as coisas [Mt 10.29). A vontade* do Pai é soberana e deve ser obedecida por lodos, inclusive pelo próprio Jesus (Mt 26.391. Somente o fòi conhece o dia do retomo de Cristo (Ml 24.36). lesus, porém, ensinotii sobre a paternidade de Deus sobro indivíduos e não somente em uru sentido geral como o Pai do povo de Israel. Os hebreus certamente entenderam a paternidade de Deus oeste último sentido, rmis a insistência de lesus sobre a possibilidade de uma comunhõo individual com o Pai foi bem enfatizada. Isso, claro, é bem expresso na primeira frase da orarão do Senhor: "foi nosso que eslas nos céus" (Mt fi.fí). Mediante o que lesus ensinou foi possível conhecer o Pai. por meio do conheci­ mento de Crislo (lo 14.6.7). Quando falou com Maria, depois da ressurreição, Ele se referiu ao “ i u p u Pai e vosso Pai” (Jo 20 17), O cuidado direto de Deus peto crente individualmente foi ensinado por Jesus em várias ocasiões. O Pai lem lanio interesse pelas necessidades de seus filhos, alé mesmo na questão de comida e bebida, que Jesus os incentivou a uão se preocupar com o dia de amanhã (Mt 6.31-34). Jesus também ensinou que existe uma relação especial entre o Senhor i oino "Pai" e o reinado de Deus. O Pai, que preparou o reino para os discípulos de Jesus "desde a criação do mundo", cumprirá esta promessa Os justos entrarão nesse reinado e her­ darão suas bênçãos (Mt 13 43; 25.34: t-c 12.3I.32J.

Sobre o Reino O ensino de Jesus sobre o reino de seu Pni. o reino de Deus, tom provocado debates consideráveis entre os estudiosos, embora ninguém duvide da extrema importância do assunto (Ml 4.17; Mc 1.15; Lc 4.43). Os roferir-se tanto ao "reino dos céus" (no evangelho de M.iteus) como ou "reino dc: Deus", Jesus ensinou que esse reinado esta­ va presente. “próximo” e direlamente relacionado com o seu advento: “Mas. se eu expulso os demónios pelo Espirito de Deus, certamente ê chegado a vós o reino de Deus” (Mt 4.7: 12.28; 21.31; Mc 1.14.15: Lc 11.20; 17.20.21. etc.); entretanto, Jesus lambém ensinou que seria um evento futuro e que o reino seria herdado pelos seus discípulos (Mt 25.34; Lc 1 1 .2 ; 22.18). O “reino de Deus" é primariamente uma descrição do governo dinâmico de Deus sobro esto mundo, visto especialmente nas boas novas do advento do Redentor, isto é. Jesus. N u v i d a e no ministério de Crislo, esse governo foi dirofameute experimentado e revelado para os que tiveram olhos para ver quem cru Josus. Nem todas as pessoas foram capazes de ver a verdade dn reino. De fato. o usa que Cristo fez das parábolas para ensinai sobre o ramo deixa claro que o ontendimenlo veio por meio da revelação (Mc 4.10-12). Jesus, o rei. e s t e v e presente entre os judeus e gentios e ensinou que tinha todo autoridade e poder até mesmo sobre os demónios. A entrada e a possessão ilo reino, entretanto, e o diraito a iodas ais suas bênçãos são limitados aos que reconhecem Jesus como Senhor, podem perdão a Deus pulos pecados e se comprometem a servi-lo do todo o coração. Cristo deixou isso bem claro para os lideres religiosos da época, quando lhes disse: “Em verdade vos digo que os cobradores de impostos o as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus, Pois João vaio o vós a fim de vos mostrar o caminho da justiça, e não crestes nele, mas os cobradores de impostos e as meretrizes creram. Vós, porém, mesmo vendo isto não 333


JESUS [CRISTO. O SENHOR) vos arrependestes para crerdes nele" [Ml 21.31,32). Entáo transmite uma parábola a qual moslra como os lideres rejeitavam o Rei que havia chegado, exatamenle como seus ancestrais tinham rejeitado os profetas. A natureza “presente" do reino ó tal quo oporo om silêncio entre os homens, quando as pessoas chegam a reconhecer o Redentor. Ao mesmo tempo, entretanto. Jesus olhava adiante em seu ensino. Um dia. esse governo de Deus seria revelado a todos os homens. É importante notar aqui que Jesus nunca reduz a soberania plena de Deus sobre todas as pessoas, quer reconheçam a Cristo como Seuhor quer Dão. entretnnlu, a "parti­ cipação" du reino e a oportunidade de experimentar a bênção de ser membro delo, por moio da fé em Cristo, é 1iniítnrLi ao povo de Deus. No começo du "era vindoura", entre­ tanto. que começará quando Cristo Voltai, como diz o apóstolo Paulo: "Ao nouie de Jesus se dobre todo joelho (los que estão nos ccus, na lerra e debaixo da lerra" (Fp 2.10) Naquele tempo, quando Cristo se revelar .totalmente para todas as pessoas, será visto como um Rei liei ao sou povo r julgará os ímpios com a condenação etorna Os que tiverem rejeitado a oferta do reino por mein du advento de Jesus Crislo e virado as costas paxu o amor dé Dous que Lhes foi oferecido ficarão debaixo do juízo tio Rei. Repetidamente, quando Jesus ensinava sobre o reino, advertia quantD ao dia do futuro julgamento e à diferença entre a experiência do justo, naquele dia, e a daqueles que nunca sp voltaram para Cristo,(Ml 13.37-43; 25-34. -41: e.lc.). O Antigo Testamento olhava para a frente, para o tampo em que Dous estabeleceria seu governo sobre a Terra Seria um governo perfeito, que dator-minaria uma ordem totalmente nova. O Sonhor redimiria seu povo Israel e castigaria toda a maldade. Jesus ensinou que o Todo-poderoso agia como o Deus Salvador e Redentor, pois a era messiânica havia chegado para eles. Ele era o Messias. Jesus convidou as pessoas a aceitar o Rei e seu reino, quando as chamou ao arrependimento dos pecados e h volta pura Deus. A consumação Ciual daquele reino e a herança plena do todas as suas bênçãos estariam reservadas somente para d rotoruo tio Cristo em glória (Ml 24,30.31). Os seguidores de Cristo orarão: “Venha o leu reino" (Mt 6.101. pois olham adiante, paia o rei orno do Rei. para o dia em que tile se revelará totalmente a iodas as pessoas. Anseiam pela revelação plena da glória dt? Cristo, pela herança cias promessas da vida eterna, mas também pela total libertação do mal e dt) pecado. O ensino de Jesus sobre o reino de Deus não se limitou apenas o longas sessões didótirns ou parábolas onrle essa frase era utilizada, mas também evidenciava-se nas obras que fazia eiri seus milagres, nu maneira como expelia demónios e, acuna de tudo. em sua autoridade para perdoar pecados (Lc 7.4» a 8,1, 0.20,24-20; etc,).

Sobre o Espirito Santo A obra do Espírito Santo ó claramente vista por toda a vida de lesus. Foi concebido pelo Espírito (Lc 1.15); o Espirito veio sobre Kle publicamente no batismo (Lc 3.22 J; o Espirito o levou ao deserto, onde íoi tentado pelo diabo (Lc 4.1j; o Espírito ungiu-o para pregar as boas novas ILc: 4.10): e 0 Espirito deu-lhe poder para expelir os demó­ nios |Ml 12.281, lesus, porém, ensinou mais sobre o Espirito Santo. Três dos Evangelhos relatam uma ocasião em que Jesus foi acusado de expelir demómos pelo poder de Iielzobu (Mt 12.22-32: Mc 3-22-30: Lc 11.14-23). A seguir Cristo declarou quo a blasfémia cpnlra o Espirito Santo era um pecado imperdoável. O pronunciamento específico de Jesus está diretamenle ligado a expulsão dos demó­ nios. Suu obra de estabelecer o governo de Deus, vista tão claramente no poder que 334


JESUS (CRISTO, O SENHOR) tinha sobre os demónios, ê mostrada-aqui como a manifestação dn Espírilo Santo ("Se eu expulso os demónios pelo Espírilo <le Deus. certamente e chegado a vós o reino de Deus”, Ml 12.28). De ia lo, a obra do Espanto ê essencial para o reino de Deus. E pelo poder do Espírito Santo q u o os espíritos malignos e os demónios sáo derrotados e a obra de Cristo segue adianle. Jesus lambém ensinou que o Espírilo Santo opera a regenerarão na vida do crente, a fim de que possa entrar no reino de Deus Ilo a.51. Ensinou que o Espírito ajuda o cristão tt adorar adequadamente, em espirito e em verdade (|u 4 .2 4 1. O Espirito tam­ bém inspira as Escrituras (Mc 12.36) e capacita o cristão a falar ousadamente sobre sua fõ |Mt 10 . 19 . 2 U). Jesus também emanou quo os i rontes receberiam o Espirito Santo imUvidualmente. depois que E1r losse glorificado (lo 7.38.39). Havia, portanto, uma distinção entre a maneira como 0 Espírilo Sanlo eslava presente no ministério de Jesus e na proclamação do reino de Deus ecom o estaria presente depois que Crislo voltasse para a glória. Em Toão 14 o 16, Jesus refere-se a Ele coino “o Espirita da verdade" e o “Consolador". O Espirito ò o "outro Consolador” o vive para sempro (cf. Jo 14.'J5-t7). Desta maneira, o Espírito é o q u e convence o mtmdó dia após dlíie ainda pnnnnneee com o cristão, n.i liderança e na proleçâo da verdade e interpretando as Escrit uras Ijo 1B.8-13J. fesus ensina que será prerrogativa do Espirito Sanlo glorificar d Crislo e fazê-lo conhecido nas 1u(uras gerações das pessoas que náo lerão visto Jesus em carne e osso |jn 10.12-161. Eica claro, pelo ensino de Jesus, quo em todas as *uas várias obras o Espirito Santo testemunhará sobre Jesus o glorificá-lo-á. Fará isso por meio do novo nascimento, a fim de testificai e explicar sobre-n verdade de Cristo fjo 14,2f3| e conceder podei aos cristãos para testemunhar de fesus (15.26.27). O Espirito Sanlo seria concedido pelo Filho 115.213: 16.7) e pelo Pai |14.16,26).

O uso das parábolas por Jesus Jesus usou as parábolas om aproximadámente um terço de sen ensino nos evange­ lhos. Fosse ili.mte das multidões, com seus discípulos ou com os lideres religiosos, esta forma de instrução era utilizada regularmente IM» 13.341. Trata-se de histórias tiradas ria vida normal, as quais eram aplicadas para apresentar verdades espirituais. Muilas parábolas que lesus coutou mencionavam aspectos «la vida local que atraínm a atenção de sua audiência. For «exemplo. quando Jesus contou a parábola do somou' dor, a figura sorin um lugar comum, de fato talvez houvesse algum agricultor que trabalhasse utirn campo próximo ao local onde eslavam (Mt 33.3-131, As parábolas raramente eram alegorias Os detalhes das histórias uáo eram significativos, pois elas enfatizavam apenas um ou dais pontos principais. Embora sem dúvida a intenção losse captar o interesse das pessoas no que era dito. as parábolas de Jesus náo snrvium para que todos entendessem imediatamente o que Elo ensinava E lu Mateus 13.10-17 (também Mr 4 10-12; L t 8.9.10) Jesus la* al^uno comentários notáveis* sobre a inteligibilidade de seu ensino. Depois da Pctróhola do Sem eador, Ficou claro que a mensagem não fora captada nem mesma pelos discípulos. Pergunta» ram-lhe por que usava parábolas e Jesus respondeu: "Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes ê dado. Ao que tem .se lho dará. o terá em abundância. Ao que uão lern, até aquilo que tom lho sorá tirado. Por isso lhes falo por parábolas: Porquo elos, vondo, náo vêem: ouvindo, não ouvem nem compreen­ dem E h o I b s se cum pre ti profecia de Isalas Certam ente uuvireis. mas não compreendereis. Certamente vereis, mas não percebereis. Pois o coração deste povo

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JESUS (CRISTO, O SENHOR) está endurecido, o ouviram de mau grado com seus ouvidos, e fecharam s h l i s olhos,

para que não vejam com os oliios, Oiiçam com os ouvidos, compreendam com o cora­ ção, so conviriam e eu os cure". Esses estranhos comentários devem ser vistos à luz do ensino dp Jesus sobre n mino de Dpu s . Muitas parábolas na verdade eram usadas para ensinar sobre um as­ pecto da natureza desse reinadu. O problema com a compreensão rias parábolas não estava tanto d o caso do a i histórias serem ilustrações boas ou ruins, mas sim na verdade qun Jesus ensinava. Os segredos do reino de Deus. agora revelados pela pró­ pria pessoa de Crislo. por seus ensinamentos e suas obras, exigiam uma resposta e uma mente aberta para ver. crer e comprometer-se com este “mistério0 revelado. Para os que não respondiam adequadamente, as parábolas serviam apenas para obscure­ cer ainda mais a natureza do reino de Deus. Desta maneira, existB um senso de urgência nas parábolas, que requer uma res­ posta da audiêucia. Os ouvinles precisam decidir e abrasar esse reinado Oorn sua alegria e suas bônçâOs. poífl o reino dr Deus é como tim tesouro enterrado ou como uma pérola de grande valor, a qual é tao valiosa que vale a pena vender tudo u que se tem para obtè-la (Ml 13-.44-40). Mais du que isto, entretanto, o reino breve virá em Ioda a sua plenitude, no “final dos tempos". Quando isso ocorrer, será corno uma rede de pesca, que apanha toda espécie de peixes, quando è trazida à superfície: os bons serão separados dos maus e uma "fornalha de fogo" aguarda os perversos |M( 13.4750|. Assim. Jesus apresenta uma situação ile crise. O governo de Deus. manifestado em Cristo e em seu ministério, aparentemente é pequeno no momento, mas crescerá dramaticamente, como indicou a Parábola dn Saw^nte dm M ostarda (Mt 13.31-32; etc ). Em parábolas como essas. Jesus revela ~ua convicção pessoal rio sucesso de seu ministério, apesar do o <aininho pura a realização total necessariamente passar pela cruz. A maior dificuldade para os judeus dos dias dp lesus não era r;ompreender que o reino de Deus viria em poder. Há muito tempo acreditavam nisso e esperavam. PeJo contrário, o probjema deles residia nesta revelação do "mistério" do reino: era o von­ tade de Deus que esse reinado se manifestasse no adveoto do Senhor Jesus Cristo, não em poder, mas paro servir e sacrificar sua vida. A obra de Cristo, com um começo aparentemente tão pequeno e insignificante, que parecia terminar no sofrimento e na vergonha da crtiz, era. na verdade, a precursora essencial do revelação completa do reino em todo o seu poder e plenitude, que ocorreria num» data posterior (o dia da volta de Cristo). Abraçar o reino, portanto, significava udotur um entendimento lotalmente novo dos propósitos do Senhor para este mundo. O governo de Deus não seria imposto sobro ninguém, mas era oferecido ao mundo, na pessoa de Cristo. Tomar-se “lilho do reino” (Ml 13.3H 1 envolve crer na revelação de Deus em Jesus e recebfír a direyão do seu reinado em humildade e confiança, “'como uma criança" (Mc Hl. ] 5; veja também Mt 5.$-10).

As obras de Jesus Os milagres Os milagres de lesus lambém revelavam multo sobre quem Ele era e a natureza de seu reinado. Podemos ver o operador de maravilhas, o homem de grande amor o compai­ xão. u homem que veio de Deus e cumpriu o desejo de seu Pai. Aqui lambém é teve-

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JESUS (CRISTO. O SENHOR) lada a autoridade; e o sonho rio de Jesus: sua autoridade sobre ati enfermidades. nos milagres de cura (Mt 8.1-4); suu autoridade sobre os gentios (Ml 8.5-13); sua autorida­ de sobre n restante <i» criação, como. por exemplo, .sua capac idade fiara acoimar a tempestade (Ml 8.23-271; sua autoridade sobre o mundo espiritual, nu maneira como era capaz de expelir demónios com apenas uma palavra (Mt «.28-34); e. mais surpre­ endente de ludo. sua autoridade sobre a vida e o morte (Ml 9.18-26). Ta) autoridade não deixa duvidas sabre a divindade de Jesus, mas também demons­ tra novamente que n reino de Deus havia chegado. Os que presenciaram e experimen­ taram os milagres estavam diante do que “é maior dn que Jonas” (Lc 1 1.32) o, como na caso das parábolas, encontravam-se diante da n e c e s s i d a d e de dor uma resposta, Eles viram a mão de Deus no que era feito e responderam com lé? Contemplaram a “glória” de )esus? Perceberam que OS milagres- eram “sinais" (uma palavTa usada especialmente no evangelho de João), que apontavam para g reino e o Rei? Praticamente em todas as manifestações vemos exemplos de diferentes respostas. Depois do primeiro milagre, quando as águas se transformaram em vinho, no casamento ern Canà, a Bíblia diz que o sinal revelou a glória de lesus “e seus discípulos creram nele” [Jo 2.111 Alguns individuos demoristravam fé em |b s u s antes du realização do milagre (Ml fl.5-1 :t|; em algumas ocasiões, mostravam depois (Jo 2 .1 1J; outras vezes simplesmen­ te não demonstravam qualquer tipo de fé ( M l 1 3 . 5 3 - 5 0 1 - M u j U i S consideravam Jesus como um operador de milagres, mas mesmo assim não procuravam olhar mais pro­ fundamente. para aprender sobre Ele e crer nele. É interessante que mesmo os próprios irmãos de Jesus gostavam da idéia de que fosse um operador de milagres (|o 7 . 3 . 4 | . embora a Bíblia diga que "ale os sous irmãos não criam nele’ (Jo 7 . 5 ) . A resposta de fé e confiança aos milagres em. na verdade, uma aceitação do remo de Deus entre eles. Os milagres oram uma parte do advento do reinado, e representa­ vam as obras do Rei, o próprio Messias. Dai a revelação da ‘■glória" mencionada om loâo 2 J 1 o o relalo sobre os milagres leitos por Cristo, a fim de que “creiais que Jesus é o Cristo, o filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome" (Jo 20.31). Quando Pedro creu em lesus e andou em «ua direçáo sobre a água. mesmo com uma fé mudo deficiente, recouhncou no andar do próprio Crislo sobre a água que estava na presença do “Filho.de Deus" (Mt 14.33). A resposta oposta era uma indicação direta da relação entre os milagres e o reino. Quando Jesus olhou para cidades como Corazim e Betsaida, nas quais realizara muir los milagres, viu a falia de arrependimento. Então comparou-a* com .Sodoma e ai advertiu sobre o horror que as esporava no dia do juízo (Mt 1 1.20-24J.

A obediência de Jesus ao Pai Enviado pelo Pai (Jo 3.34: etc.), amado pelo Pai (5.20; etc.) e dependente do Pai (14.28) — os evangelhos mostram que a obra de Cristo envolveu a revelação da menle e da vontade do Pai que eslava no ceu. S o m e n t e o próprio Jesus conhecia perfeitamente a meute do Pai e cumpria perfeitamente a vontade dele (Mt 11.25-27; Mc 1.11; jo 5.30; 10.18). .As mensagens que proferiu eram sumenle as palavras que o Pai lhe dera e eslavam direlamento ligados àjs obras que fazia, as quais também lhe foram dadas paia realizar pelo Pai: "Não crês lu que eu estou uo Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo. não as digo por mim mesmo. Antes, ó o Pai que es lá em mim quem faz as obras" (Jo 14.10). As obras que Jesus lez e as palavras proferidas por Ele eram aquelas que cumpri­ am os propósitos do Pai (Jo 15 15); por isso suas mensagens podiam ser identificados 337


JESUS (CRISTO. O SENHOR] com as palavras do Ru (Jo 14.241. Mesmo quando estava no Jardirn Getsémani, pouco antes de sar preso e crucificado, fesus orou: ‘‘Meu Pai. so possível, passe do mim este cálice! Todavia, não soja como nu quero, mas como tu queres” (Mt 26.39). lesus. o Filho etomo, sabia que sua missão foru dada pelo Pai e entendia que sua tarda era cumprir esta missão, que envolvia sua vinda para "buscar e salvar o que se havia perdido” (Lc 19.10) e o levaria à cru?..

A caminhada de Jesus em díreção á cruz Jesus revelou tnuilo sobro si mesmo por mnio do sou ensino, suas obras miraculosas o sua obediência ao Pui Seu ministério, entretanto, bem como suas obras, revelaram muitas vezes como Ele entendia qual seria o linal, desde o principio, Ele viera “paia salvar o seu povo dos pecados deles" fMl 1.21). Todas as pessoas precisam da salva­ rão. ou enfrentarão a ira de Deus. no julgamento do pecado. Em omitas ocasiões, lesus chamou a atenção rio povo paia a necessidade do perdão. Perdoou 0 pecado com autoridade (Lc 7.47,48); Mt 1ti.24,25). Advertiu os que não respondiam aos mila­ gres ç ao sen ensino A maior, porém, de todas as suas obras, a da salvação, acontece­ ria quando Ele sofresse e morresse na cruz. Tudo o que fez de uma maneira ou outra ajudou em sua caminhada em direção a cruz. Jesus considerava esta missão como o cumprimento das Escrituras (Mr 9.12; Mt 2H.24; Li 24.25-27), Gentilmente, e diante de alguma oposição, mesmo por parte dos discípulos, Elo ensínan quo aquele quo retonhecium como o Messias teria de sofrer e morrer (Mc 8.29-33), Sois dius depois de Pedro ter confessado que fesus era o Cristo, aconteceu a Transfiguração. O Filho de Deus foi revelado em sua gloria, conversando com Elias e Moisés (Mc 9.2-12). Lucas registrou que o assunto fia conversa, nu pre­ sença de Pedro, Tiago e João, foi a morte iminente de Jesus em Jerusalém (Lc 931). Quando Cristo soube que já era o tempo, de acrrrdu com a vontade do Pai, eucamínhou-flp resolutamentç para Jerusalém, nnde sabia que o aguardavam muitas prova­ ções |Lc 9.51; 17 11), Explicou essa jornada aos discípulos em lermos de cumprimen­ to das Escrituras (Lc 18.31-33). Quaudo chegou perlo da cidade santa, novamente a natureza deliberada da missão de lesus loi vista, quaudo mandou trazer uin jumenlinho, sobre o qual entrou em ferusalém (Lc 10.28-44). Mateus 21.5 mostru esse evento como o cumprimento das Escrituras. O ato de expulsar os cuinbLstas e outros vendedores du Templo também era uma ação destinada a determinar a diferença ontre o Evangelho de Crislo e as pnílicas dos judeus, consideradas aceilaveis naque­ les dias. Nada mais provocaria uma reação tão clara fMl 21.12-17, 2:1-27). A obra de fesus Cristo só estaria completa quando ele fosse levantado nu cruz, o peso do pecado, lançado sobre seus ombros, o preço, pago o a salvação, e le tiV a d a . Assim, suas palavras "está consumado** eram mais do quo uma simples aceitação da m o rte ; eram também um reconhecimento de que aquela parte do trabalho eslava concluída o Ele realizara a vontade do Pai a té o final (Jo 19.30),

A morte de Jesus A grande obra de Jesus na cruz precisa ser examinada, se desejamos saber mais sohre quem e Ele p o que tem feito pelos que confiam nole. Conforme disse o apóstolo Paulu. “mas nos pregamos a Cristu crucificado"! t Co 1.23). E essa obra permanece como o coração do compromisso cristão e da fé em lesus; é na cruz que os propósitos de Deus paia a salvação são realizados e onde verdadeiramente vemos fesus como o "Salvador”. 338


JESUS (CRISTO. O SENIIORJ A crucificação Os romanos condenaram lesus a morrer crucificado, urn evento registrado em todos os evangelhos (Ml 27.35-37; pl/..). Esta morte extremainoDte desagradável o dolorosa era nmplumente usada naquelas dias i! f o i cnceculado após ) r s l u í ser severumênln espancado e torturado (Ml 27.28-31). Os j*rocedimentos iniciais contra ele foram con­ duzidos pelos judeus. Estavam com medo de seu poder e autoridade sobre o povo e também temerosos dp seus ensinamentos, os quais desabavam totalmente a aborda­ gem deles sobre Deus. em praticamente todos os pontos Depois de urna audiência diante dn Sinédrio, ua qusd a acusação prini ipal ora a dn blasfémia. quo exigiu a pena de morte (Mt 26.37-6»). lesus loi levado diante da corte romana, presidida pelo gover­ nador Pònciw Pilatos (Ml 2Z.U-31J. Ali. as acusações mudaram. Sem dúvida, para conseguir a pena de morle. os judeus acusaram lesus de ler-se proclamai jo "rei dos judeus", em nitida rebelião montra Roma. lesus não uegou essa acusação (w, 1 1-14). Finalmente, devido a enorme pressão feita peleis Líderes religiosos e pela multidão que se juntura a eles para apoiá-los, e upamnlomonte contra a julgam nn tu pessoal dn Pilatos. Jesus loi condenado à morte Como já vimos anteriormente* Jesus sabia que iria morrer. O relato dos evange­ lhos sobre a cruciiicação enfatiza a volunlarieríadr Ha morle de Crislo lEle foi para a cruz por vontade própria e deu sua vida por seu amigos. Jo 10.18; 15.13) e a neerssidadp de seu padecimento, dentro dos planos de Deus. Por exemplo, quando Pedro sacou a espada e. feriu um dos homens qun foram prendò-lo. Jesus o lembrou de qnr se quisesse, teria pedido ao Pai ceiesUaJ que enviasse legiões de anjos em sua defesa: mos as Esc ri furas precisavam cumprir-se. mediante a .sua morle (Ml 26.53,54, veia também Io 19.28: etc.). lesus morreu entre dois criminosos Durante feodo o longo e doloroso tempo em que permaneceu na cruz. até sua morle, a multidão o insultava (Mt 27.41-44); ainda assim. Cristo demonstrou «ia prerrogativa divina, ao uunuednr o perdnn a um dos ladrões uo seu lado. quo demonstrou sincero ane|>endimtínlo |Lc 23.39-431.

Um sacrifício pelos pecados A morte de Jesus na cruz íoi sacrificial, um falo que Geou evidente, de acordo com o evangelista João. logo no começo dn ministério «le Cristo, quando o Batista referiu-so a Ele como "o Cordeiro de Deus. que tira o pecado do mundu" (Io 1.29). A evidência mais clara de qun |esu> eucarava sua própria morle com naturalidade está no relalo da última Ceia. Ali. Crislo estabeleceu nm pano de fundo do AuLtgo Teslamento, quando passou o pão e o vinho ao redor: 'Enquanto comiam, Jesus Inmou o pão e, abençoando**!, partiu*o e o deu aos discípulos, dizendo: Tbmai, comei; isto é o meu corpo, Então ele lomou a cálice, e, tendo dudu graças, deu-o aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos. Isto ó o meu sangue, o sangue da nova ab.inço. que é derramado por muitos, para remissão do pecados" (Ml 26.26-28). No AT. o sangue dos animais sacri­ ficados era derramado quando se íaziam abanças entre Deus e o seu povo ou quando eram renovadas (Gn 15: Éx 24: ele.). Na morle dp lesus. para a qual o pão p o vinho apontavam, uma nova aliança íoi estabelecida entre o Senlior e seu povo, pela qual todos conheceriam a Loi interiormente u p-\perimo atariam a presença de Deus com eles de uma maneira d o v o e mais pessoal (Jr 31.31, H b 8J. A relação entm a mnrtc do Jesus e a remoção dos pecados leva a um enlrndimento du um sistmn.i sacrificial do AT, no qual diferenle*; sacrifícios eram feitos paia diver­ 339


JESUS (CRISTO. O SENHOR) sas» necessidades; os estritos apostólicos consideravam a obra redentora de Cristo na truz rouio o cumprimento dn lodo esse sistema sacrificial (Rm 6.10: Hb 7.27; 9-12; 1 Pa 3.1$; etc.). Jesus morreu como um sacrifício de expiação, feito de uma vez por Iodas (Rm 3.25). Trouxe reconciliação entre o homem pecador eoP ai IRra 5.11:2 Co 5 .18,'19|. Nii mm. 0 Rei Tesns. como representante de seu povo. morreu para trazei- salvação (Gl 2.201 Em sua morte, Cristo colocou-se no lugar do homem pecador, como Redentor (Mc 10.45). Cumpriu o julgamento legal sobre o pecado paia Iodos os qun têm fé nele. Devemos notar aqui que Lucas re íe re -s e a lesus morrendo ‘ num modo iro". Provavel­ mente usou essa palavra deliberadamente, para lembrar aoti leitores que Jesus, dessa maneira, morrera sob a maldição da lei (At 5.30; 10.39; 13.29: veja Dt 21.23). Esse argumento lambem è usado por Paulo, o qual ensinou que. sobre a cruz, lesus mnrreu "lazendo-se maldição por nós", para nos “resgatar da maldição da Lei” (Gl 3.13). Pua considerar o sacrifício de Cristo o cumprimento rle toda a lei sacrificial do Antigo Testamento, o tempo de sua morte náo deve ser ignorado. Jesus morreu duran­ le a Páscoa, sugerindo que Ele também é considerado a realização do sacrifício pascoal (Le 22.15). Provavelmente era isso que João Batisla linha em mente (To 1.29) e Iambem. com certeza, o que Paulo pensava em 1 Corintios 5.7 "Pois Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por uns".

Vitória sobre a morte e Satanás A vitória sobre Satanás e suas forças demoníacas é clorumoute demonstrada na paixão h morto de Crislo E)e reconheceu isso quando se dirigiu aos que foram enviados para prendêdo e disse; Esla, porém, é a vossa hora e o poder das trevas" (Lc 22.53). Jesus, porém, lambém sabia que sua crucificação ocasionaria a queda de Satanás; "Agora é o lempo do juízo deste mundo: agora será expulso o príncipe deste mundo’’ (Jo 12.3:1). Ao lomar sobre si mesmo o juízo de Deus sobre o pecado. Cristo removeu o medo do julgamento e da condenação eterna de todo o que se submete ã sua autoridade. Essas pessoas estão assim livres da ‘‘escravidão” causada pelo “medo da morte’J |Hh 2,15). De fatõ, como ser humano, Jesus compartilhou as experiências de todos nós, “[«ara que pela morte aniquilasse o que tinha o império da ra o rle , isto o. n diabo" (v. 14) A morte entrou no mundo como castigo de Deus sobre os que seguem o Satanás, Desta maneira, ela ó a evidência mais clara da pecaminosidade do homem e lambem torna-se uma clara evidência do poder do diabo. A remoção do juizo da morte e do medo que a acompanha nos dá uma prova clara da derrota de Satanás. Ao tomai- a morte sobre si, em seu aulo-sacrifício Jesus morreu no lugar dos que mereciam a condenação. Porém, os que coníiam nele e o servem nao precisam mais temer a mor­ te. pois reconhecem que a poder de Satanás foi quebrado de uma vez por todas na cruz. A morte não podia reler Jesus. Por isso, o Pai o ressuscitou dentre os mortos e o exaltou em glória. Como diz 0 apóstolo Paulo: i:E. tendo despojado os principados e as potestades, os expôs publicameoto ao desprezo, d deles triunfou na cruz" (Cl 2.15). Rara lodo o que cré em Cristo, ocorreu uma transferência; “(O pai) nos tirou do poder das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor" (Cl 1.13).

A ressurreição de Jesus A Bíbbu também ensina que fesus ressuscitou dentro os mortos por Deus Pai. Os evangelhos nos dizem que o milagre da ressurreição aconteceu "no terceiro dia". isto é. depois da crucificação, cedo. na manhã do primeiro ília da semana, que agora 340


JESUS (CRISTO. O SENHOR) chamamos dp domingo, Não há nenhuma descrição da maneira como Jesus ressusci­ tou. Dn fato, embora a perlru que fechava o túmulo lenha sido removida por um anjo do Senhor (Mt 28.2). elo apenas revelou que a ressurreição jã havia ocorrido. Os soldados romanos que guardavam o sepuJcro. para que o corpo Dão fosse roubado, " I r e m eram de medo deie. e ficaram como mortos’' (v. 4J. As mulheres que foram ao sepulcro, logo ao amanhecer do dia, simplesmente íoi dilo; "ODe não está aqui: já ressurgiu... e vai adiante de vós para a Galiléia" fv. 0). Quando reiornavam. para contar aos discípulos, Jesus saiu-lhes ao eucouLro o elas o adoraram (Ml 28.4-0). Cada um dos evangelhos relata eventos diferentes ocorridos naquela manhã. Muitas tenta­ tivas foram feitas para reuni-los e explicar a ordem exala dos nconlocimentos. Náo sn sabe. porém, se isso seria possível ou náo. com as informações limitadas dadas pelos escritores. Cada uni deles, entretanto, conta o falo da ressurreição. Jesus fora sepulta­ do, mas depois foi visto vivo novamente (veja lambém Mc 18: Lc 24, [o 20). O assumi iroso fato dn ressurreição deixou muilas dúvidas nu mente dos discípu­ los. O próprio Jesus explicou u dois deles, que se diriguim para Emaús. quo fiua morte íora necessária. Crislo explicou que Indo ocorrera daquela maneira paro que as Escri­ tu ra s se cumprissem- Ao q u e parece, os olhos deles estavam deliberadamente fecha­ dos; por isso. não reconheceram o Senhor até que este orou com eles e partiu o pão: naquele momento, então, ‘‘ele desapareceu de diante deles” (Lc 24.13-35), O ciirpo de Jesus, após u ressurreição, era s-nficientemeute real; mas. mesmo as­ sim. ora diferente daquele que fora tirado da cruz. As marcas dos pregos ainda esta­ vam lá n o Cristo ressurreto movimentava-se à vontade, aparentemente poi todns as partes, sem ser visto, pois andava de um lugar para outro (To 20.271. João sugere isso. ao descrever que no cenáculo onde os temerosos discípulos estavam escondidos, com medo dos judeus, Jesus simplesmente chegou e pós-se no meio delf* fv. 19). Talvez seja a mesma ocasião em que Luras descreveu; "Jesus se apresentou no meio deles, b ...eles, espantados e atemorizados, pensavam quo viam um espírito’’ (Lc 24.36.37jj. Crislo mosirou-lhes suas cicatrizes, para qne enteudessem ser Ele mesmo. 0 Mestre que eles tanto estimavam A natureza extraordinária deste milagre lambém é vista nas dúvidas demonstradas por Tomé, o qual recusou-se a acreditar alé que viti por si mesmo as cicatrizes. Quando contemplou Jesus e o reconheceu,-a resposta dele manifestou a enorme impaclo que tivera em Ioda a sua maneira de pensar Simplesmento olhou para CriMo, atribuiu-lhe a divindade e disse: "Senhor mou p Deus inou!” (Jo 20.28). Embora estivesse noutro estágio, a ponto de ser reconhecido como Deus. Jesus áinda era humano e possuía Urn corpo material, pois podia ser locado (Lc 24.39; 1 Jo 1 t. 3), ouvido, p comeu junlo com eles (Lc 24.41,42, Jo 21.12). Em varias ocasiões Crislo aparece, para enfatizar que u ressurreição aconteceu segundo os Escrituras.

As testemunhas da ressurreição Os escritores dos evangelhos demonstram claramente o interesse que têm em eslabeleoer a veracidade histórica da ressurreição. Falam sobre muilas testemunhas. O tes­ temunho das mulheres que primeiro foram ao lumulo. cedo de manhã, p relatado com pouquíssimas variações nos detalhes nos quatro evangelhos. Havia testemunhas de que o túmulo estava vazio entre os iliscípulos. como Podr< i o João, o entre os solda­ dos romanos que ficaram aterrorizados e temeram pela própria vida (Ml 28.1 1-15): testemunhas ouv irarn as palavras do anjo: viram Jesus conversar no caminho de Emaús: contemplaram-no no cenáculo, entre os discípulos; presenciaram-no comer com os 341


JESUS fCRISTO, O SENHORJ disc ípulos na praiíi da Galiléia (Jo 21.10-14), e muitas outras O apóstolo Paulo mendotifi. posteriormente. sobre a importância dessas testemunhas oculares para rs se evenlo que transformou o mundo, um 1 Coriulios 15.5-8. e cila que em uma ocasião lesus apareceu paia maia do 500 pessoas ao mesmo lempo.

O significado da ressurreição A ressurreição de Jesus vindicou Ioda a missão quo o levara 8 ".sti lazer carne" (Jo 1.14(. viver, sofrer e morrei pui obediência ao Pui. paru a salvado da humanidade. O Messias sofredor, o que morreu pelo pecado loi revelado como vilorioso sobre a morle e os poderes rio maligno. A ressurreição lambém moslrou a aceitação de Deus do sacrifício expiatório de Crislo e atestou o cumprimento du muitas promessas dn Antigo Teslameuto (Rra 6.8-10: Ap 1.10: etc.). A ressurreição tísica de Jesus tornou-se o centro da pregação d o cristianismo, por todas as razões já mencionadas n lambém porquo assegura a salvação e o perdão dos pecados, por meio da fé: “Logo. muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele sulvos da ira Poi* se nós. quaudo éramos inimigos, fomos reconcili­ ados com Deus pela morte de seu Filho, muilo mais, estando já T o c o n c ilía d o s . sere­ mos salvos pela sua vida” (Rm 5-9.101. Além disso, a ressurreição tomou-se a garantia de que também os cristãos, por meio da fé em Cristo, um dia ressuscitarão no corpo e receberão a vida eterna fAt 4.2; 28.23; 1 Cu 15 12-34: etc.).

A glorificação de Jesus O vocábulo “glorificação” e usado correlamente para descrever toda a obra tia salva­ ção alcançada por Jesus por meio da cruz, ressurreição, ascensão e do envio do Espírifo Sanlt). Parece que o apostolo |o§c« falou sobro a glória de Cristo de uma maneira inclusiva Uo 12.16, 23, 28; 13,34; 17.1). Essa glorificação, entretanto, descreve mais espec.ifieamenle sua ascensão ao Cóu d sua exaltação (Jo 17.5; 1 Pe 1,21). Depois de uru período em que Jesus viveu sobre a lerra p muitas pessoas testemu­ nharam que Elo havia ressuscitado Cristo finalmente retomou ao cóu A ascensão, que aconteceu perlo tle Belânia. é registrada em Lucas 24 50-53 e Aios 1.9-11. D.sse aconlerimeuto descreve o retorno de Jesus à gloria (para a presença do Pai no céu) e sua exaIlação por Deus. O lato de que foi encoberto pur uma "nuvem" (Al 1,9) prova­ velmente lambém indique esta “glória”, pois no Antigo Teslameutn Deus revelava sua “gloria” numa uuvom (Èx 16 10; 24.16J. A ascensão lambem cumpriu parcialmente a oração de. Jesus em João 17.5.24. na qual pediu que os discípulos vissem sua glúria. Essa glória foi vísLi primariamente na exaltação de Jesus em sua posição de suprema autoridade, à mão direila do l^ai, onde foi coroado como Rei dos reis iFp 2.9-11: Cl 3.1: Ap 17.14: 19.16). Do céu, Cristo governa não somente a Igreia. mas Iodos os povos e nações. Também será de lá que Ele um dia voltará para lulgar (At 1.11; Hb 9.28: 2 Co 5.10; 2 Tm 4.1; Ap 1.5; etc.). A ascensão de Jesus, porém, não siguitlca simplesmente que Ele se tornou Rei dos reis, mas lambém o qualificou para cumprir sou único papel como sumo sacerdote. Isso significa que Ele, como as primícias da ressurreição, leve acesso ao céu para Iodos os creales ( I Co 15.20) e pôde enviai- o Espiri to San lo, a fim de estai- cora seu povo (Jo 7.39: Al 2.331

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TESUS íCRISTO, O SENHOR) A obra continua de Jesus A Bíblia ensina que lesus eslã vim. boje, no c.éu, onde exercf* uma soberania pluna, como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Ele vigia os nações, seu povo e lodo o cosmos, Como Senhor exaltado, quo subiu aos céus nu presença de seus discípulos. Elo distribui as bênçãos do sou Reinu. que podem ser resumidas ua palavra "vida" |2 Tm I 1.10). Jesus Lambém cumpra seu papel de Sumo Sacerdote. Como Mediador entre Deus e os homens, Ele eniTou nos céus, e levou consigo lodos os pecadores arrependidos a presença do Senhor. EJe se encontro no Souto dos Santos, nn presença do fiai. De lá do trono de Deus, Cristo intoroede ora nosso favor: como ser humano na presença do Sonhor, Elo permanece como representante du humanidade ua glória. Ao fazer isso, completa o obra du redenção que se inicia naqueles que crêem (Rm 0.34; Hb 6 19.20: 9.24J. lesus intercede por seu povo, com base no sacrifício feito de uiua vez por Lodas pela humanidade, capacitando-a assim ao recebimento do pardân Embora entronizado no céu coirio Senhor da glória, lesa» também continua a operar no meio de seu povo na torra, por meio do Espírito Santo. Os que pertencem a Ele pela fé são controlados pela terceira pessoa da Trindade, que se constitui em sinal i ío js que pertencem a Crislo: "Mas. se alguém não lem o Espirito de Crislo, esse tal não 6 dele” [Rm 8.9: vefa Espírilo Santo).

Conclusões Acima, mencionamos alguns dos ensinos da Bibha sobre Jesus. Quanto mais eslmia­ mos as evidências bíblicas, mais JSca claro que os autores do NT observavam lodo o AT cumprir-se do nascimento, vida. morte, ressurreição e exaltação do Senhor Jesus Cristo. PorlanLo. em Cristo Deus veio a esle mundo, verdadeiramente humano mas sem pecado. Jesus é visto corno Deus. embora lenha temporariamente rolocado de lado algumas de suas prerrogativas, a fim de spt o Mediador do grande amor e da misericórdia do Senhor para i om o homem pecador. Em sua vida. s u h incrível auto­ ridade como Filho de Deus foi vista quando curou, expeliu espuitos malignos, anun­ ciou o reino do Deus e fez com que ate mesmo a natureza lhe obedecesse. Sua capa­ cidade de perdoar pecados, de ver o coração de uma pessoa e conhecer sua monte, tle confrontar a hipocrisia e a falta de enteudimeulo rios líderes religiosos da época. Inrlo isso levou muitos a considerar quem realmente era Jesus No find, tudo isso loi de­ mais para eles. SnuLirom-.se ameaçados e foram incapazes de ver que Crislo era o ram inho, a verdade e a vida. o por isso pediram sua crucificarão. Nesse aio, entretanto. residia o último cumprimento do grande e eterno plauo de Deus: a salvação pela graça. Jesus ofereceu o sacrifício definitivo pelo pecado, ao mocrer na cruz; assim, complclou a obrada salvação e redenção de lodo o que tem fé nele Sua ressurreição demonstrou que Deus aceitou lal sacrifício e. a seguú, suu verdadeira condição de Rei dos reis e Senhor dos senhores loi revelada em sua exaltação à destra do Pai. Confor­ me os cristãos primitivos entenderam rapidamente, a única resposta apropriada e o louvor a Cristo: ''Proclamando com grande voz: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber poder, e riqueza, e sabedoria, e lorça, e honra, o glória, o louvor'' (Ap 5-12). i*.n.r«

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JESUS JUSTO JE S U S JUST O. Veja Justo. JE TER (Heb. "abundância "J, 1. Filho primogénito de Gidéèrt. rece­ itou Ardem rio pai para inalar os reis Zeba e Zulmuna a espada. Ambos os monar­ cas eram midianitas. capturados pelos israelitas lideradas parGidfão. Jetei. enIretanto, leve medo, pois era apenas um garolo. O próprio Gideão então os malou (fz 8.20). 2. Pai de Amasa. um ismaellta a ((uem Absalão nomeou com andante de seu exército uo lugar de Joahe. Jetor rasou-se com AbigaiJ, irmã dn Davi \2 Sm 17.25. onde é chamado de lira; veja lambém 1 Cr 2.17) Posteriormente; Amas a foi morlo por Joabe, contra a vonlade do rei, o quai 0 alertou de que o Senhor o castiga­ ria por aquele sangue derramado desne­ cessariamente (1 Rs 2.5,32). 3 . Filho de Jada, da tribo de Judá, e descendente de ]«rameel 11 Cr 2.32). 4 . Primeiro filho de Ezra, da tribo de Judá (1 Gr4.l7|. 5. Da tribo de Aser, foi um bravo guer­ reiro e um excelente bdeT Teve três fi­ lhos (1 Cr 7.38). p.d.c. J E T E T E . Descendente de Esaú. era líder de d& entre os edomilas (Gn «6.40; 1 Cr 1.51). J E T R O (Hob. “excelência"). Sogro de Moisés, Eru “sacerdote de Midiã'1 e tam­ bém conhecido como Keuel. Moisés» de­ pois que lugiu paraio deserto, ajudou as sete fiilias dele a dar aguu aos sous reba­ nhos r> tornou-se um amigo chegado da família. Jetro deu-Lhe sua tiiha Zipora em casamento. Moisés permaneceu muitos anos com os midianilas e trabalhou como pastor de ovelhas, alé que finalmente relorOGU ao Egito. para enfrentar Fíirao lEx 2.15-22; 4.18), Qunndu físnlmente os israelitas saí­ ram do Egito, atravessaram o mar Verme­ lho e seguiram pelo deserto, letro levou Zipora e os lilhos dela ao encontra de 344

Moisés (Éx 18.1-27). Ele íoi encorajado pelo que ouviu sobre o que o Senhor fi­ zera em favor dos israelitas; claramente, sua (é em Yahweh cresceu, pois disse: "Agora sei que o Senhor ó maior que Io­ dos os deuses, pois fez isto aos que bala­ ram a Israel com arrogância" (Éx 18.11). É particularmente interessante nolar que letro era realmente um sacerdote de Yahweh. Num ato dn gratidão, no qual muitos hebreus estavam presentes. Intro ofereceu o sacrifício e depois o próprio Arão e ot. demais lideres do povo come­ ram pão com ele (v. 12 1. Durante sua permanência no acampa­ mento dos israelitas, Jebo preocupou-se com a sobrecarga de Moisés. Temeu que o gemo não aguentasse por muito tem­ po Nuniu grande demonstrarão de sabe­ doria. ele aconselhou que seu genro esta­ belecesse uma liderança compartilhada, na qual Moisés ficaria com a tarefa prin­ cipal de Lr diante de Dous. enquanto ou­ tros lidares “r apazes”, lementes ao SenboT e confiáveis, seriam seleefonados para julgar as pequenas causas entre o povo. Somente os casos mais graves e difíceis seriam levados a Moisés lvv)726). Este homem sábio e piedoso reconhe­ ceu li grande fidelidade do Senhor e aju­ dou o povo de Deus a apTender a gover­ nar mediante uma liderança descentrali­ zada. P.D,C.

JETUR. Filho delsniufil è neto de Abraão e Hagar (Gn 25.15: I Cr 1,31) O nome ocorre novamente coma membro da fa­ mília dos hagarenos (descendentes de Hagar e de Ismael), os quais foram derro­ tados por unia coalizão mil itar das Iribos de Rúbnn, Gade e Manassés f I Cr 5.l9)i

JEÚ (Heb. “do Senhor"!. 1. Filho de Haaani. foi profeta em Is rael. o reino do Norte. Falou contra Bnosa. devido ao seu comportamento perverso e idólatra Previu d destruição da íamília desse rei. o que se cumpriu posieriormen-


JEUDI tti nu massacre executado por Zinri ( l Rs 16.1.7.12), Ele lambém profelizou nos dias do rei Josafá, dp Judá, condenando* o por ier leito uma aliança com o rei Acalm, do Israel (2 & 19.2) Pnisume-se que também fazia registros sobre os reis de Israel 12 Cr 20.34). 2 . Pai de Azarias e lilho de Obede, foi um lider na Lribo de Judá (1 Ct 2.38). 3. Pilho de Josibias. era lider de um clã dn tribo de Simeão (i Cr 4.35). 4. Anatolila. foi um dos guerreiros da tribo de Benjamim que desertaram do exército de Saul e uniram-se a Davi em Zidague. Todos eram ambidestros o pe­ ritos no u.so do arco e du funda (J Cr 12.3) 5. Filha do NLnsi, foi o 10* rei de Isra­ el e governou po'r 28 unos 1842 a 814 a.C.), Deus dissera a Elias. 0 profeta, que un­ gisse Jeú, um comandante do exército, rei sobre Israel (1 Rs 19.16,17). Sua primei­ ra larefa, indicada por Dous. seria matar Acabe e sua família. pela perseguição que infligiram aos verdadeiros adoradores rio Senhor. A unção de Teu finalmente foi realizada pelo profeta Eliseu, o quul en­ viou um de seus auxiliares a cumprir u tareia (2 Rs 9.2, 5-15). Quando os outros uficiais do exército, colegas de |eú. viram o quo o profela fizera, apressaram-se e o proclamaram rei, Jeú enlão conspirou contra Jorão, que, ferido numa batalha contra os sírios, recuperava-se em fezreol, onde Acazias. rei de Judá, foi oncontiarse coru ele. |eu foi alé lã e encontrou os dois monarcas, ocasião em que matou lorãu |2 Rs 9.17-26). Os homem de Jeú perseguiram Acazias e também o feriram gravemente, o que provocou a sua morto logo depois [2 Rs 9.27-29; 2 Cr 22.7-9), Jeú retornou a Jefcreél e ordenou a morte de Jezabel. esposa de Acabe. Os cães lamberam o sangue dela. exalamente como Elias profetizai-a anos antes (2 Rs 9.34-37). Em várias ocasiões, o escri­ tor do livro de 2 Reis doixa bom duro que ludo o que 0 novo roi fazia naquele mo­ mento ora o cumprimento dos manda­ mentos do Senhor e das profecias contra

a maidades feitas durante o reinado de Acabo 0 Jezabel Nenhum sobrevivente foi deixado com vida naquela dinastia 12 Rs 10.11.17). Jeú deliberadamenie con­ trastava sua fidelidade aos mandamenlos do Senhor com as maidades dos dias de Acabe (w. t ij-191. Convocou utna gran­ do cerimónia om homenagem a Baal. cerUficou-se de que não havia nenhum se­ guidor do Senhor presenie e então orde­ nou que todos fossem mortos (vv, 20-28). Essa fidelidade foi recompensada polo Se­ nhor. por meio da promessa feita o Jeú do que seus descendenies ocupariam o tro­ no de Israel alé <1 quarla geração (2 Rs 10.30. 15.12). Quase imediatamente, entretanto. Jeú desviou-se do Senhor (2 Rs 10.31). Como resultado, a Síria se fortaleceu e o tama­ nho do território de Israel gradualmente diminuía à medida que Ilazael prevalecia sobre Jeú, Quando Jeú morreu, loi sepul­ tado em Samarifi (vv. 32-36). Seu filho Jeoacaz reinou «m seu lugar (2 Rs 13- i ). Lamentavelmente, o reinado de )eú não terminou como começara. Possivel­ mente o poder que adquiriu ou a força dos invasores que estavam ao redor fizeram com que se desviasse de «eu zelo para com o Senhor. Sob o remado de Joú, Israel foi poirpado do juízo pelos pecados de Acabe e de Jezabel, mus o povo e seus Lideres uão se arrependeram totalmenle nem abando­ naram as práticas pagãs. p.n.c.

JE UBÁ. Mencionado como um dos fi­ lhos de Semor. um guerreiro valente e "chefe de príncipes", na tribo tle Aser (1 Cr 7.34). JE U D I. Filho de Netanias, foi enviado pelos oíit iuis de Jnrusalóm o Baruque. a fim do trazer o rolo com as profecias do Jere m ia s, para que pudessern exam in á-las (Jr 36.141. Mais tarde. Jeoiaquim pediu que levassem o refe­ rido lexlo até eln. Quando |eudi 0 leu. o rei o queimou totalmenle. pedaço por pedaço (w, 21.23).

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JEUEL JE U E L . 1 . Mencionado em 1 Crónicas 9.6 como líder dos zerailos. Depois do ©cílio na BabUftnúi. Jeuel eslava enlre os prinu>iroij membros da lribo de ludá que retornaram paia Jerusalém. 2 . Reloraou do exilio com Esdras (Ed 3.13; chamado dejeiel). Era descendente d« Adtmicâfj <5 retornou com rnais sessen­ ta homens

Jezabel devotou-se a implantação da adoração a Baal e a sua deusa consorte Aserá (ou Aslarte.) em IscaeL Controlou 450 profetas de Baal o 400 profetisas du Aserá (1 Rs 18.19; onde Aserá é traduzida como posle-idulo) e perseguiu os profetas do Se­ nhor. inclusive ELIas 11 Rs 19.1-9). Também expandiu sua religião e violou o concuito de Israel do Umitar o podei da monarquia (Dl 17.14-20). Q u a n d o Nabole recusou-se a vender ao rei Acabe a herança que llie tora dada por Dpus (1 Rs 21 ..q, Jezabel Iramou para que fosse executado, uo contralar alguns homous que o acusaram falsa­ mente de blasfémia (1 Ri. 21.8-16). A atiludu desaf iadora de Jezabel para com Deus le\ou Elias a profetizar que o corpo dela seria devorado pelos cães (1 Rs 21.23). Embora tenha vivido polo me­ nos d*:z anos depois do morte de Acabe, ela i UQITOU ■onformo o pmfela ha\ria predito. quando Jeu ordenou que fosse ati­ rada por uma janela 12 Rs 9.32.33], Os cães a devoraram na rua. e deixaram ape­ nas seu crânio, os pés e as [lolmas das móos (2 Rs 9.34-37). 0 caráter e as tições de Jezabel ganham um significado simbólico no Novo Testa­ mento. Apocalipse 2.20 refere-se a uma falsa crente ua igreja de Tialira como ‘Jezabel. mulher q u o se diz profetisa", para indicar que n ira de Deus seria cuntro ela. ptir seus falsos ensinos e suas in 10raLidades. r. p.

JE U S (Heb. "que ele prole ja”]. JL Primeiro filho de Esaú e sua espo­ sa Oolíbama. Nasçou em Canaa n Iornou se bder entr© o» edomilas |Cn 36.5. 14. 16. 1 Cr 1 35). 2. Bisneto de Beujajnim e filho de Bilã U C r 7.10).

3 . Segundo filhn do Enoque lisUidn enlre os descendontes do Benjamim e do roi SapJ 11 Cr 8.3»). 4 . M encionad o em 1 C rónicas 23 10.11 como filiio de Simei. da tribo de Levi. Pertencia ao clâ dos gersonitas. Nem ele nem seu irmão Ba rias tiveram filhos o, por isso, nas escul&s paru o sei viço no adoração, eram contados como uma só família. 5. Filho do rei Roboáo e sua esposa Maalale [2 Cr 11.19). JE U Z . Listado na genealogia de Benjamim, que vai alé o rei .Saul: era fi­ lho de Saaraim com sua esposa Hodes e lider de uma lamiiia. Nasceu em Moabe (l Cr a io ) . JE Z A B E L . Filhn de Elbaal. rei de Tiro e Sidom Foi esposa do rei Acabe (le Israel |874 a 853 a.C.) 11 Rs 16.311, No hebraico bíblico seu nome significa "não bá nobre­ za ‘ Esie nouie provávelmonte é uma distorção intencional do seu verdadeiro significado, "onde esfá o príncipe iBaalf ou ‘ o príncipe IRaal) existe’ . a lirnde lou­ vai* o deus dela. o Baal fenício. O escritor ilos livros dos Reis dislorceu o rioiun de Jezabel, para mostrar seu desprezo por sua ação e religião. Desta maneira, caracteri­ zou a rainlio como ioleiramenle perversa.

JEZANIAS [Heb. “o Senhor ouve"). Um dos oficiais do exército que foram deix.idos erri Jerusalém nos últimos dias do cerco dos caldeus. Era filho de Hosaias. Os judeus estavam a ponto de ir paia o Egito. a fim de escapar da morte que já cousideravani certa, ás mãos dos caldeus Num ato final e desesperado, pediram a Jeremias que intercedesse a Deus en» fa­ vor deles e inquirisse o Senhor sobre o que deveriam lazer (Jr 4 2 .1 1. O profeta saiu e consultou a Deus, o qual Ibe disse que persuadisse o povoa permanecer em Jerusalém, onde todos seriam protegidos

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jtDLAFE pelo Senhor. S b fossem parti ú Egito. en­ tretanto. todos iri.im morrer "ò espada, à fume. e tle pesle'1 lv, 171. Os oficiais oão aceitaram as palavras de iBreniias., «la mesma maneira qun lodos os membros da corte e os t b ís as rejnit.iram uo lougo dns anos, "Em desobediên­ cia à vo7 do Senhor", foram ]jara o Egito (Tr 43-7). A 1‘uga dos judeus, enirelanlo. teve curttí durarão. Em Tafnes, para onde leremias também fora levado. D«us Lhe mostrou que os caldeus invadiriam o Egifo « destruiriam tanto os egípcios como os israelitas que ló estivessem l)i 441 O juizo de Deus jã estava determina­ do e não havia lu^ar para onde pudes­ sem escapar. Em vez de aceitarem o cas­ tigo como disciplina do Senhor para seu povo. se arrepeuderem e voltarem para Dons. adoraram os deuses egípcios llr 44. L7 18). Desta maneira. suas açõescon­ firmaram o juízo divino e levaram ás con­ sequências i neviláveis Veja lambém Jaazaiiios. item 2. õqual jurou lealdfide a Gedalias: provavelmen­ te tratá-se da mesma pessoa. mi.g,

J E Z R A ÍA S . Levila, participou do coral que caniou duranie a lesta de dedicação ria muralha dp Jerusalém A cidade e seusmuros foram destruídos pelos caldeus, quundo levaram os judeus para o exilio. Dá Babilónia. Sob a direçáo de Neemias. a muralha loi reconstruída, no meio de muitos louvores a Deus (Ne 12.42). JE Z R E E L [Heb. -‘Deus planto"). 1. Primeiro fillio rle Oséias Com sua esposa adúltera Gômer (Os 1.4). O nome foi dario ao menino por Deus e referia-se à lerrível destruição da easa de Acabe, efeluadn por jeú, nn cidade de Jezreel (2 Rs 10.11). O Senhor disse n Oséias: Põellie o norni! de fezreel, porque daqui a pouco visitarei o sangue de jezreel sobre a casa dê Jeú. e (arei çessar o reino du t asa de Israel. Naquele diu q u o b r a r e i o arrn de Israel no vale de íezreel” (Os 1.4,5). ,Vinda assim, a esperança pairava no horizonte, porque o Seulior permane­ ceria fiei às suas promessas. Essa espe­ rança ê contemplada no v, 11, «ride há um jogo de palavras com o -«ignifii ado lilnral de ‘‘lezree.r. Deu-i uma vez mais “plantara". Depois do juízo sobre Israel, o Senhor larã com que novamente haja frutificação (Os 2.21-231. Como acontecia frequentemente nutre OS profetas do Antigo Testamento, OsóinS loi chamado para pronunciar o juízo de Deu*. mas também para lem brar os Israelitas da necessidade dn arrependi­ mento. bem Como e da lidelidade do Senhor a aliança de seu amor pelo povo. Essa mensagem foi vivida poi Oséias na pará­ bola de suu própria vida- Os nomes de seus filhos ajudaram a ilustrar a mensagem pro­ fética. Veja também UhAaú e Lo‘fíuam n. 2. Um dos filhos de Elá. da lribo de |udá. Líder de seu povo e irmão du Isma p Idbas. Sua itmã chamava-se Hazetelponi (1 Ct 4.3)’. p.d.c,

J E Z E R . 1 . Terceiro lilho de Naftali, lí­ der do clã dos jezentas (Nm 20.40, \ Cr 7.13). Listado enlxe os que dôsceram com Jacó paru o Egitu ÍGn 46.24). 2 . Forma dim inutiva de Abiezer. Membro da lribo de Manassés, descen­ dente de Gileade, foi o progenitor dn um dos clãs da tribo (jezeritasj (Nm 26,30). J E Z IE L . Um arqueiro ambideslTO e ha­ bilidoso da tribo de Benjamim que pri­ meira lutou no exército de Saul e depois transferiu-sr para o grupo do lilho de lesse, em Zirlague. |unU> com seu irmão Pelele (1 Cr 12.3). Foi um dos "trinta" guerreiros valentes do Davi: era filho de Azmavete. Na mesma passagem, mais adiante, a Btblia da a entender qup lois homens iransferiram sua lealdade ao uovi >rei, uão apenas para estarem do ladi> vencedor, mus porque o Espírito de Deus operara no cotação deles.

J ID L A F E (Heb. choro"). Filho de Naor

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e Milca: portanto, era sobrinho dc Abraão (Gn 22.22), Veja Betunl.


I[GDALIAS

JIGDALIAS (Heb. "o Sunhor é grande”). Pai de Haiiã, o homem de Deus e)ue tinha câmaras ua área do Templo em Jerusalém (|r 35.4) Tai.s localidades posteriormen­ te foram usadas por Jeremias. JIGEAL. Um dos doze homens enviados pur Moisés. do deserto de Parà. para es­ piara lerra de Caaaã (N'm 1.1.7). Foi esco­ lhido um representante dc (-ada tribo e Jigeal, lilho de |ose, representou íi de Issnciu; Paru mais detalhes sobre a mis­ são deles. veja Suldiiiú ,

J IS BA QUE . Um dos lilhos de Abraão COm sua esposa Quetura |Gn 2Í7.2). Apare­ ce numa lista dos dascemleriles de Abraão, formando um elo de ligação, na nairativiB du Génesis 24 e 25. e n tre a morte de Sara e &de Abraão (lambém em 1 Cr 1.32). JIZAR. Filho de Coate e neto de L.evi (Èx 6.18; 1 Cr 6.2,1«,38; 23.12). Era um líder do clã entre os coatitas (Nm 3.19). Seus lilhos foram Corá. Nrlegue e Zicri (Ex 6.21: Nm I6.1J. O primeiro liderou uma rebelião <ionU® Moisés. Em 1 Crónicas 23.18. Selomole é mencionado como o primqgênilo de Jizor.

JÓ Este é o nome do personagem central do livro de Jó, o qual conta suas experiên­ cias em meio aos problemas e sofrimentos mais terríveis da existência humana. Quem ele era. quando viveu ou mesmo a época em que foi escrilo tem sido alvo de muito debate e até o momento aluda não st? chegou a nm consenso Alguns argumentam que a descrição de Jó como um homem rico. que possuía milhares de ovelhas, camelos etc, e grande número de servos sugere um lempo ua história próximo ao período era que Ahraão viveu. Outros, entretanto, situam Jó numa época bem posterior no lempo do rei Salomão, durante o período do exilio ou ainda mais tarde, talvez no século IV a.C. O próprio Jó é considerado um homem justo. Ele conhecia o Senhor como *>eu Deus, a quem adorava fielmente e sabia que finalmente seria vindicado. Oferecia sacrifícios regularmente por seus pecados e até mesmo demonstrava «erta preot upação com a vidn espiritual dos lilhos. pois oferecia constantemente sacrifícios em fa­ vor deles, ao pensar que talvez iivessem“pecado, e blasfemado contra Deus dg seu coração’ (Jó 1.4.51. A inlegridade de Jó era lauta que toraou-se assunto de discussão enlre o Senlior e Satanás. O Todo-poderoso o descreveu como "homem ínlegro e reto. que teme a Deus e se desvia dn mal" (v. 6), Satanás argumentou que. se Jó perdesse todas as suas bênçãos, amaldiçoaria a Deus. O Senhor concedeu ao diabo uma certa liberdade paia Ies lar sua teoria. Satanás lançou contra Jó uma calamidade após outra. Seus filhos e filhas foram mortos quando a casa onde estavam reunidos caiu sobre eles e todos as suas posses íoram destruídas ou roubadas por saqueadores. Tudo o que Jó possuiu foi-lhe tirado e ainda assim não blasfemou, de maneira que Satanás alacou o próprio Jó. com feridas e enfermidades. A despeito da sugestão da própria esposa, parti que amaldiçoasse a Deus e morresse, vemos que sua resposta foi a de um homem cuja confiança perma­ neceu no Senhor: "Em tudo isso não pecou Jó com os seus lábios” (Jó 2.10). Em meio a tal Iragédla, a maior parte do livro descreve a maneira como Jó lidou com sua vida e sua íuteTação com Itíís amigos, os quais buscavam coníorlã-Io de diversas maneiras diferentes (para mais detalhes sobre as diferentes respostas deles aos argumentos de |ó. v«ja Elifaz. Bfldâde a Zofar). 348


Dois aspectos da reação dè Jú á sua situação são vistos em detalhes nos capílulos seguintes. Por ura lado, ele defendeu a si mesmo das alegações dos amigos, ao consi­ derar-se "inocente”. Enquanto seus companheiros raciocinavam deutro da equação simplista de que tal calamidade provavelmente era o rastigo do Deu» sobro Jó, este sabia que não pecura de tal maneira que merecesse aquele sofrimento. Subia que fora liei ao Senhor. For outro Indo. ele também objelava com Deus sobre o que acontecia era sua vida. Subia que as respostas dadas pelos amigos eram simplistas demais e inadequadas, embora nao soubesse o que sucedia. Sua honestidade e sinceridade itianle do Todo-poderoso proporcionam um exemplo comovente de um homom ínte­ gro que discute sobre sua vida, seus tamores e mesmo suu r.úvu com seu Deus. O grande dilema para |ó sra u questão do sofrimento. Como Deus poderia ser soberanamente bom, diante Ho sofrimento de pessoas aparentemente inocentes e da prosperidade dos perversos? Gradualmente ele aprendeu que ua verdade era sua obri­ gação servir ao Senhor. Reconheceu sua indignidade na presença de um Deus tão grandioso, embora ainda se recusasse a aceitar a equação simples de que o sofrimento r sempre consequência do pecado LodividuaJ (Jó 29 a 31). Aprendeu que precisava aceitar Deus como Ele é e sabia que. embora sempre pudesse abrir seu coração para 0 Senhor, não podia responder ou argumentar com Ele 110 40.1-31. No bvro. Deus laia diretamenle com Jo IJó 38 a 4 1 1. Primeiro, o Senhor lhe mos­ trou que realmenle ê difícil o homem compreender os caminhos dc Deus. O grande poder e sabedoria do Todo-poderoso, manifestados na criação, são suficientes para expor a falta do entendimento do homem. Segundo, o Senhor mostrou que. em últi­ ma análise, continuava no controle de todas as coisas, até mesmo sobre as criaturas mais temíveis, como o Leviatã. que enchem a humanidade de tenor (Jó 41 1. A este discurso de Deus. Jó novamente respondeu em fé e submissão à sua soberania. Jó não tinha idéia sohre o desafio entre Deus e Satanás que acontecia no céu. Não conhecia o propósito supremo do Tbdo-poderoso uo que se realizava em suu vida: por meio rle seu sofrimento, revelar-se-ia que Satanus estava errado e seria desonrado e humilhado. No finai do livro, |ó foi colocado no lugar em que estava no principio. Ao passar por uma crise inimaginável, chegou a uma posição onde podia expressar con­ fiança na soberania divina e arrependimento por ler ousado questionar as ações de Deus: ‘Eu sei que tudo podes: nenhum dos teus planos pode .ser impedido. Quem o aquele, perguntaste, que sem conhecimento encobre o conselho? Certamente lalei do que não entendia, coisas maravilhosas demais paru mim, a que eu oão compreendia Por isso me abomino, e me arrependo nu pó e na cinza" (Jó 42.2.3.6). O I í v t o termina com a benção de Deus novamente solrre |ô, mas tambem com a pro­ posta «le castigo sobre os lrês amigos do pa Irtorra, pelo entendimento ernido que t i n h a m das obras do Senhor. No entanto, recebem ordem para pedir a |ó que orasse o fizesse sacrifícios em favor deles; a Htblia diz que “o Senlior aceitou a oração de ló" (Jó 42.0). Numa época em que as pessoas huseam respostas simples sobte Deus e querem responder a todas as questões concernentes às suas vidas, especialmenle no que diz respeito a saúde e prosperidade, é hom lembrar que o Senhor è Deus e o Todo-pode­ roso; seu povo precisa ser sincero e honeslo diante dele em seus pedidos o questionamentos. ainda assim, devemos saber também que muilas vezes não alcan­ çamos as respostas facilmente, pois a humanidade jornais conhecerá totalmente a meute de Deus. A despeito de tudo isto, uma pessoa integra que olha para o Senhor em lé e oração, pode confim nele, sabedora de que Ele Iara o que é justo e trabalhará em seus propósitos para o bem dos que o amam e são chamados segundo seu propó­ sito (Rm 8.28). p.n,G. 349


|0A JO A . 1 . Um dos til tios do Berias e líder portões do Tabernáculo, na administra­ benjamita, mear iouiido tia genealogia de ção fio rei Davi ( l Cr 26.4). Benjamim que vai al.é o rei Saul |1 Cr 3. Fdbo dn Zimo b pui de Ido e de 8.161» Éden. da tribo de Levi: descendente de 2. Filho de Sinri, um fizita /la lribo Gérson, nm Iider de um dos clãs dos levi­ tas e ajudou ua purificação do Templo nns de Manassés; era um dos '‘trinta heróis" dias do rei Ezequias (1 Cr 0.21; 2 Gr de Davi, um grupo d" guerreiros valentes 29.32). Provavelmente é um descendem que lutavam ao lado do rei 11 Cr 11.451. te do personagem do item 2. Fazia parte dos guerreiros valentes que 4. Fillio de Joaca2 . era ’*crorúsla‘' nos desertaram do exército de Saul e uniramdias dn rei loslas, Foi comissionado a aju­ se aogrupo de Davi, em Ziclague. A pas­ dar nos reparos feitos uo Templo em Je­ sagem em 1 Crónicas 12 deixa cloro que rusalém (2 Cf 34,8). p.o.c. a deserção gradual de tais guerreiros, provanientes de várias tribos. íoi dirigida JO A BE (Heb, *‘o Senhor ú seu paP|. pelo Espirilo de Deus. O último versículo L Filho da irmã de Davi Zeruia, e Co­ do lexto (221 diz: “Dia a din vinham a mandante do exército. |tmlo com seus dois Davi paía o ajudar, até quô se fez um irmãos. Abisai e Asael. era um poderoso grande exército, como o exército de guerreiro e por muito anos permaneceu Deus”. fiel ao novo rei de Israel (1 Gr 2.16). Tor­ nou-se comandafite logo no inicio do reiJOÁ (Heb. “o irmão do Senhor'). nadu de Davi. quando este decidiu alacar 1. No confronio entre o rei Ezequias. Jerusalém e tomá-la dos jebuseus. O rei de luda, e o rei da Assíria, Joá, fiLho do prometeu que quem Liderasse o ataque çronista Asaffi, saiu junto com outros li­ seria nomeado comandante e chefe do deres da corte para se eocontrâr com o exercito (l Cr 11.6; 2 Sm 8.16). comandante das tropas assírias 12 Rs Joabe é mencionado novamente quan18.18.26.37: ls 3.0.3 11). Eles ouviram do cnfrenlou Abner. comandante das tro­ enquanto (í general assírio desafiava o rei pas de Is-Bosele, o qual, como descen­ Ezequias e leniava destruir a i onlionça dente do rei Saul, reivindicava o tronu do p o v o no Senhor. A uma certa altura. que lora de seu pai. Abner. apés sei der­ Joá e spus companheiros pediram ao co­ rotado pelas tropas de Davi (2 Sm 2). renmandante quu falasse em âramaico e não dt7u-se e peihu a paz. ocasião em <|Ue sua om hebraioo. para que os judeus que es­ vidu foi poupada. Em seguida, ele se de­ tavam sobre os muros não entendessem, sentendeu com Is-Boseie. procurou Davi Essas palavras incitaram o comandante a em Hebrom e íeg um tratado rom o novo lalar ainda mais alto em hebraico. A men­ •rei. Quando Joaba voltou para Hebrom e sagem da iminente destruição íoi levada descobriu que sou tio não capturara ao rei Ezequias por Joá e os demais mem­ Abner. mas o deixara ir embora em paz. bros da delegação, ficou furioso: chamou aquele comandan­ Ao ouvir as ameaças, Ezequias orou te dc volla e 0 matou traiçoeiramente (2 ao Senhor 12 T<s 1*1.14-19). pur meio de Sm 3). Davi ficou desgostoso cum essa uma profecia, pronunciada por Isaias. atitude e amaldiçoou a família d<? fuube D hus prometeu (jtie Jerusalém não seria (2 Sm 3.29) O rei também acompanhou tomada (w. 20-34). O Senhor eu Ião cau­ o lunerol de Abner. Sem dúvida, essa loi sou uma terrível desiruiçáo no acampa­ uma ação com objetívos políticos, pois o mento assírio (vv. 35,36) rei queria assegurar que as nações do Nor­ 2 . Terceiro íilho de Gbode-Edom, da te vissem que ele nada li vera que vcrr com tribo de Levi. era descendente de Coré. a morte de Abner. oférn disso. Davi prerasponsável pelo atend im en to nos

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IOADÁ

lenclia 'demonstrar u grande difetença que havia entro elo o Joabe e qun st; Bvidencirtria também nos futuros eventos, loabe sempre desejava a vingança e buscava a morle de qualquer inimigo. Ficava exas­ perado por ve/ que Davi. seu tio, sempre eslava disposto a perdoar e ficavo p ro íundaruRute triste quando seus adversá­ rios eram mortos. A habilidade de Toai»e como comandantedas tropas era notável; além da des­ treza. era temente ao Senhor e buscava a ajuda de Deus antes dus guerras. 2 Samuel 1L) descreve uma famosa batalha, na qual Joabe vlu-se cercado entre os nmordias e seus aliados, a s sírios. Ele enviou seu ir­ mão Abisai. com uma parte dos soldados coutra os amonitas, o, após escolher al­ guns dos melhores homens, enfrentou os sírios. Joabe confiava que o Senhor daria a vitória aos israelitas: "Só forte e reja­ mos corajosos pelo nosso povo, e pelas cidades de nosso Deus. Faça o Senhor n que bem parecer aos seus olhos" (2 Sm IO. 12). Os israelitas, liderados por Joabe. ajcanç.iram uma vitóri.i memorável, mes­ mo contra as probabilidades. Após Absalão malar seu próprio imião Amuam e tugir da presença de Davi. Joabe lutou para promover uma reconciliação enbe pai e fillio. Por meios fraudulentos, conseguiu peio menós port e de seu objetivo e Absalão foi autorizado a voltai para Jerusalém: contudo, estava proibido de comparecer perante o rei. seu pai. .Absalão convidou loabe para visitá-lo, mas nsto se recusou. Ele então ordenou que seus ser­ vos atoassem fogo nas plantações de seu primo, o íim de ohrigã-lo a vir. Novamente Joabe toi ônvíarlo ao rei. em busca rle uina restauração totaJ ern favorde Absalão. Davi aceitou r» fillio de volta, mas imediatamen­ te AbsaJão conspirou contra o pai até que finalmente o rei teve de fugir de Jerusalém para salvar sua vida (2 Sm 14 e 151, loabe o acompanhou e Uderou a batalha contra os rebeldes. A despeito da ordem do rei do que seu filho fosse poupado. Joabe deliberadamente matou Absalôi i Í2 Sm 181.

Novamente. Joabe não entendeu a generosidade de Davi e sua tristeza pela m orte rle alguém que lhe causara tantos problemas. Enquanto o rei la­ mentava a morte do Absalão, Joabe o re­ preendeu sr veramente (2 Sm 18.33 a 19.7). Talvez devido a essa atitude rude para com Davi. ou á sua falta de compre­ ensão para com o rei. quando este retornou a Jerusalém, tirou Joabe do co­ rnando do exército e i olocou Abisai em seu lugar Joabe senliu-se humilhado e uniu-se a Adonias e aos seus seguidores, quando Davi envelheceu e ficou impossibilitado de reinai’. A instrução clara do mi foi que Salomão seria o herdeiro do trono. Davi jã tinha alertado este filho a respei to de loabe o da maneira como ele liavia matado Abner e Amasa 11 Rs 2.5), Quando a rebelião de Adonias finalmente foi sufocada. Benaia perseguiu Joabe e o matou por sua des­ lealdade paru i om Davi, seu lio. Joabe era uma mii>tura de grande guer­ reiro. bom estralegista e. às vezes, um servo liei do Senhor. Fra também um homem intensamente passional. vingati­ vo e amargo. Essas característica* contras­ tavam probindamenle com o interesse que Davi demonstrava pelos inimjgos. algo que loabe considerava uma fraque­ za em um rei. 2. Descendente de Paate-Moabe; mui­ tos dos seus próprios familiares retorna­ ram rio exibo riu Babilónia com Zorobabel o outros líderes (Ed 2.6, chamado de lesua-Joabe; 8.9; Ne 7.111. 3. Filho de Seraias, da tribo de Juda, este Joabe era artífice ( t Cr 4.14). i jj.l..

i O A C A Z (Heb. "seguro pelo Seidior"). Pai de Joã. o qual era "cronista" no reina" do de Josias, de ludá. Joá foi enviado para ajudar nos reparos feitos no templo do Senhor (2 Cr 34.8). JOADÃ. Esposa do rei Joés e mãe do rei Amazias. de luda, Era de Jerusalém (2 Rs 14.2; 2 Cr 25.11.

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IOAN A JO A N A . Esposa dn Cuza, procurador do roi Herodes; foi curada por Jesus. Juntameutr com outras mulheres. tod/is discípulas de Crislo, ajudava no sustento financeiro de fesus e seus discípulos (l-c 8.2>3). Pro­ vavelmente acompanhou Cristo cia Galiiáia a Jerusalém, no final do ministério terreno do Pilho <1r Deus, Som dúvida era uma das que estavam presentes quando lesus foi sepuJtudo (Li 23.55.56) e que visitaram o túmulo no domingo da ressurreição. No sepnk ro, íoram confrontadas por dois an­ jos, os quais lhes disseram q u o Cristo ha­ via ressuscitado dentro os mortos, Joana e íis outras foram e contaram aos apóstolos o que tinham visto (Lc 24.10 J, *U).c JOANÃ |Heb. “o Senhor é gracioso"), 1. Sexto filho de Meselemias. do clã dos coraítas, da tribo de Levi. Listado como um dos "porteiros” do santuário. Foi nomeado no último período do rei­ nado de Davi (1 Cr 26.3). 2 . Da lribo de |udé, um dos oficiais do exército do rei Jeosafá, Tinha 280.000 homens sob suas ordens (2 Cr 17.15). Pro­ vavelmente era o mesmo ]uanã raencioDurlo como pai de Ismael, o qual ajudou o sacerdote Jeoiada a colocai Joás no trouo de Judá. quando a rainha Ataiia foi tnorla (2 Cr 23.1 - cliamado dâ feoanã). 3. Pai do -Azarias, um dos homens da tribo do Efraim que aconselharam o rei Peca e seus soldados a libertar os cativos judeus que íoram levados poreies de Juda 12 Cr 28.12). Para mais detalhes, veja fínrequuis. item 5. 4. Filho do Eliasibe. proprietário da Lâ.su piua onde Esdrus se rei irou para um tempo de oração e jejum e onde chorou pela falta de fidelidade dos judeus que retomaram do exílio na Babilónia. Estiras estava especialmBiito preocupado pela maneira como tantos judeus haviam-se casado com mulheres estrangeiras [Ed 10-6J- Talvez seja o mesmo sacerdole Joanã mencionado em Neemias 12.22. 5. Hm dos descendeutes de Bebai. Depois do retorno do exílio na Babilónia,

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Socanius confessou a Estiras que muitos homens de Judá. inclusive alguns descen­ dentes dos sacerdotes» tinham-se casado corn mulheres de outras tribos o alo mes­ mo rle outras nações. Esdras levou o povo ao arrependimento e todos fizeram um pacto du servirão Senhor [Ed 10.21. Joana está lislado em Esdras 10.26 como um dos judeus que se casaram com mulheres es­ trangeiras. 6. Filho de Tobias, que s e casou com filha de Mesulõo, filho de Burequias. Tobias. amonita. tentou sistematicamente alrapulhar os planos de Neemias de re­ co ustruir os muros de Jerusalém (Ne 6.18). 7 . 1Jm dos sacerdotes de Jvn lá nos dias de Joiaquiiu, ua época da reconstrução de Jerusalém, depois do exílio Da Babilónia. Era o bder tia família de Amarias iNe 12.13). 8. Levita que tomou parte do coraJ que cantou na festa de dedicação dos muros de Jerusalém. A referida muralha foia destruída poios ■aJdeus. quando levaram OS judeus para o exílio na Babilónia. Sob a liderança de Neemias. os muros íoram finalmente inaugurados, em moio a mui­ tos louvores a Deus (No 12.42). k d j„ 9 . Hui dos ancestrais de Jesus, listado ua genealogia que vai de Cristo a Adáo. Eli: provavelmente era avõ de Zorobabel, embora náo seja mencionado no An ligo Testamento fLc 3.27). 10. Filho de Careá (Jr 40.8,13,15,16; 2 Rs 25.23), viveu no tempo do profeta Jeremias, quando Gedaiias governava so­ bre Judá. como governador intfieado pe­ los caldeus Joanã eslava entre os oficiais do exercito que, ao tomar conhecimento da indicação de Gedaiias, uniram-se a ele em Mispa, onde o alertaram que Baa lis. rei dos amonitus, enviara Ismael, filho de Netánias, para assassiná-lo. Gedaiias nao acreditou em Joaná, o qual apresentou-se como voluntário para ir ao encontro do Ismael e mata-lo, u fim do evitar quo o governador fosse assassinado; sua propos­ ta. porém, não foi aceita (Jr 401 e realmen­ te Gedaiias foi morto por Ismael (fr 41).


JOÂO, O APÓSTOLO Toanãeos outros oficiais ouviram que Gedalias lora assassinado e Ismael volta­ ra para o território do Amom com muitos cativos. Então reuniram suas tropas e fo­ ram em perseguição do assassino: aicanyamm-no “ao pé das muitas aguas que há emGibeom" lír 41.12]. Resgataram osprisioneu-os, mas Ismael tugiu coin mais oito homens (v. 15). Joanii. os oficiais e os pri­ sion eiros sulioe foram pura G eruteQuimó, perlo drt Belém, com o objetivo de seguir dali para o Egito. a fim de esca­ par dos caldeus. Ali, perguntaram a Jeremias o que Deus planejara paio eles ||r 42,1-6) Prometeram obedecer ao que o Senhor lhes dissesse Quando. porém. Deus lhes falou por meio do profela. que permanecessem em Juda (Jr 42.7-22), dis­ seram que Jeremias havia mentido e fo­ ram para 0 Egito, levando o profeta com des íJr 45.2,4*7). O epitáfio do loanã, li­ lho de Careá, foi: “Não obedeceu loanã. filho de Comã. nem nenhum de todos os oficiais dos exérdtos. nem todo o povo. i» voz do Senhor, para ficarem ua terra de ludá” (v. 41, 11. Listado entre os descendentes de Davi. Filho mais velho do rei losias 11 Gr 3. J 5). Aparentemente não foi o sucessor do pai no trono, a náo ser que se chamas­ se lambém Jeoacaz (2 Rs 123.30,31) 12. Um dos sete filhos de Elioenai, fazia parte da linhagem real do ludá de­

pois do «xilio; portanto, descendente do rei Davi (1 Cr 3 .2 4 1 13. Filho da Azarias, da lribo de Levi: ele também teve um filho cham ado Azarias ( I t> 6.9,20], o qual serviu corno sacerdote no Templo de Salomão. 14. Arqueiro ombidestro e habilido­ so. da tribn de Benjamim, primeiro lutou no exército de Saul e depois transferiuse para o grupo de Davi, em Zialague (1 Cr 12.4|. Foi contado entre os "trinta" va­ lentes do novo rei de Israel. Na mesma passagem, a BibLia dã a idéia de que tais homens uniram-st; a Davi não somente para estar no lado vencedor, mas porque "o Espírilo de Deus" operou no coração deles. 15. Famoso saldado du tribo de Gade que desertou do exército do rei Saul e uniu-se a Davi, ein Ziclague. É o oitavo nome numa lista que descreve um grupo de soldados de maneira vivida como guer­ reiros muito valorosos. Foram comandan­ tes que deram um notável apoio a Davi e-m suas batalhas II Cr 12.12). 16. Filho de Calã. foi um dos lideres de famiiia que retomaram da Babilónia para Jerusalém com o proleta Esdras, Le­ vou consigo 110 homens (Ed 8.12). 17. Filho de Eliasibe. loi um proemi­ nente levita, líder fie famiiia, no tempo de Neemja*, duranie o reinado de Dario, o persa (Ne 12.22.231. P.O.C,

JOÃO, O APÓSTOLO João. filho de Zebedeu e irmão de Tiago, foi um dos doze discípulos escolhidos por lesus, que posteriormente foram chamados de apóstolos IMt 10,2-4). Quase com cer­ teza v a mesma pessoa mencionada no evangelho fie João como “o discípulo a quem Jesus amava" (Jo 13.23: etc.): mencionado frequentemente nos evangelhos junto com o irmão Tiago. Os dois. por sua vez. são mencionados junto com Pedro Os trés já se conheciam antes tle se tomarem discípulos de Jnsus, pois eram companheiros de profissão (Lc 5.10; etc.). O pai deles pussuía um barco, no qual João e Tiago estavam quando foram chamados por Jesus pura serem seus discípulos (Ml 4.18-22). Pro\ avelmente suu mãe ern Salomé, a qual uniu-se a outras mulheres para levar imguenlos ao túmido de Cristo, depois da crucificação (compare Mc 16.1 e Mt 27.56). Jesu* apeli­ dou Tiago e João de "Boanerges". que significa “filhos do trovão” (Mc 3.17). Não está 353


JOÃO, O APÓSTOLO bem daro por que os chamava assim, mas ò provável que o nome reflila o lemjieramento impulsivo que tinham ou o compromisso zeloso. que possuíam para cora Cristo. O relacionamento profundo e pessoal entre Jesus e João é observado em várias páSságens nos evangelhos. Joâo fazia parte do <ltcuIo mais intimo dos d is c íp u lo s que acompanhavam Cristo em uumeroflaâ ocasiões. A profuntlidátle du comunhão de Tesus com ele, entretanin. é visto mais. clamiuentn na cruz. Foi a João que Gristo dmgiuse dn maneira mais destacada.e disse: "Eis a lua mâe". Então a Bíblia diz: "Dessa hora em diante o discípulo a recebeu (Maria) etn sua casa" (Jo 19.27"). João e Jesus foãO obedeceu ímedialampnle quando lesus o cbomou paru segui-lo como disc ípulo e p destacado especialmente como integrante do pequeno grupo composto por ele pnv prio, Pedro e Tiago, os quais foram separados por Crislo para estai presentes »om Ele nm uumemsas situações muilo signifitalivas, A formação do grupo jn oru vista em Marcos 1.29. quaiido Tiago e João foram com Jasus ua visita à sogra de Pedro. qtie estava enferma. Cristo a curou e imediatamente a mulher levantou-se e começou a sen i-los ÍMi 1.29-31). Em outra ocasião, fesus foi çhamado ã casa do líder da sinago­ ga, chamado feiro, para curar suo filha. Antes de chegar lâ. os amigos de lairo foram ao encontro do grupo paia informar que a meuina havia morrido. Cristo prosseguiu até u caso, acompanhado apenas por Pedro, Tiago e João. Uma vez lá. ressuscitou o menina dentre os tilorlos (Mc: .1.37-43; Lc 6.51). O terceiro e mais importante nveuto testemunhado por João. iimlamettte com Pedro e Tiago, loi a Transfiguração. Nesta ejttiaordinária ocasião. lesus e os três discípulos subi­ ram "a um ailu monte:\ onde Cristo “foi transfigurado dianip deles". Três evangelhos rngistram "St< evento (Mt 17.1-9: Mc 9.2-13: Lc 9.26-36). Não se sabe ouui certeza qual a localização da montanha, mas acredita-se que seja o monte líermom. josus subira àquele lor;al v.om eles. a lim de orar (Lc 9.28). Sem dúvida, ao niastar-se tanto das cidades.mais próximas, buscavam uni pouco de sossega, a fim de não serem importunados pelas mul­ tidões. Enquanto oravam, a face ile fesus mudou "e suas vestes ficaram brancas p res­ plandecentes”. Então apareceram Moisés e Elias, era glorioso esplendor e “falavam da su.i morte (do fesus); o qual havia de cumprir-se em Jerusalém" (w 29-3 t). Todos os escritores enfatizaram a intensa brancura e a glória daquela manifestação. Esla breve presença do poder de Deus em fesus e o falo da qun Moisés o Elias foram vistos ao lado dele levaram Bulro a precipitar-se e dizer que talvez fosse bom construir um tipo de babílação onde tal glória fosse preserv ada dn alguma maueira. Rapidamente, porém, urna nuvem envolveu toda o cena 'Ilido, portanto, era uma evidência da presença gloriosa do próprio Deus (Êx 16.10: 24.101. Quando foram envolvidos. |oãoe os outros ouviram o voz da Senhor que disse: "Este é 0 meu amado Filho: a ele ouvi" fv. 35). Para entender m elhoro que aconteceu na Transfiguração, ê importante nolar que os três evangelhos relataram a confissão de Pedro de que Jesus era "o Messias (o Crislo)". Esla declaração, snm dúvida, lambém dirigida a loáo e aos demais discípu­ los, significava mais um avanço no entendimento deles sobre quem era Cristo. Jesus, entretanto, imediatamente aproveitou a oportunidade— para o desapontamento de Fodro— a fim de mostrar que sofreria e Finalmente morreria. O caminho deste Mes­ sias não seria o esperado pelos judeus, ou seja, ser glorificado pela nação cm tomar-se 0 rei de Israel. A Transfiguração, portanto, ensinou a João e aos outros rlois discípulos uma importante lição: ranhora não parecesse correto ter um Messias que caminhava para a lunrtu. o Messias seria glorificado por meio daquele evento. Jesus preparava 354


)0AO, O APÓSTOLO seus disdpulos paia seu sofrimento p- morle, e mostrava que soria apenas por um curto tempo que sua verdadeira glóriu so esconderia do mundo. Eles fesleimuiharam unia cevei ação da gloria de Cristo e agora sabiam que. embora Livesse de expenmeular a morte, Ele nra superior em glória e auloridade a Moisés, o legislador, e ao profeta Elias A voz do Sonhor novamente assegurou a todos os que a ouviram, como aconte­ cera uo balis mo do lesus. que ali eslava de lato o verdadeiro filho do Deus. que seria ouvido, pois seguia um caminho determinado. Tal revelação de Cristo ern sua glória sen) duvida a|udou João em seus escritos posteriores, nos quais colocou muita ênfase na “glória’’ de Jesus Cristo ||o 1.11; 2 .1 1: 11.40: eap. 17: elc.l, A despeito de sua posição privilegiada naquele circulo mais inlimo, haviu muitas çoisas t]ue João não compreendia com relação a missão de Jesus. Certa vez elu informou h Crislo que descobrira certa pessoa que usava seu nome para expedir demónios e ordenara que parasse, “porque náo nos segue” (Mc 9.38). Esle incidente é relatado logo após a discussão dos discípulos sobre quem seria o maior uo reino de Deus! lesus. ê claro, respondeu quu tal pessoa náo devia ser proihida. pois trabalhava em nome de Cristo © "quem não ê contra nós, é por nós” (v. 40).

Numa outra «ilitude igualmente impetuosa. João e seu irmáo Tiago, tulvuz instiga­ dos pela mãe. pediram a lesus que> após a chegadu dó mino. recebessem lugares de honra, ou seja. posições privilegiadas (Mc 10.351. Tklvez por sa lembrarem -da Trans­ figuração, o pedido deles referiu-se à "glória" de Jesus: 'Concede-nos que na tua glo­ ria nos assentemos, um à tua direitu. n o oUIro d lua esquerda". Novamnule jesus ensinou que seu reino não ara desse tipo. O Pilho do Mornem v»;io poro servir, e loJ dominio sobre outras pessoas não correspondia de maneira ulguma à natureza do reino de Criblo, A Bibha diz que os outros discípulos ficaram indignados quando, souberam do pedido dos dois irmãos (Mc Ut.35-45). Lucas também relata que Jesus, ao passai* poi uma aldeia de samarilanos, em seu caminho para Jerusalém, não foi bem aceito. João e Tiago disseram: “Senhor, queres que Luandumos que desça logo do céu e os consuma.-assim como fez Elias?" (Lc 9.54). Cristo, naturalmente. não desejava isso, mas talvez esse incidente indicasse duas coisas que aconteceram depois da Transfiguração. Pur ura ludo. a fé de |oão e de seu irmão Tiago em lesus e em sua glória aumnntou considerável mente. Criam que, corno discípulos de Jesus, podiam ordenar que caisse fogo do céu e sabiam que haveria uma glória, da qual eles próprios seriam participantes. Por outro lado. juntamente uom issu, havia também uma arrogância pecaminosa e uma surpr«u-mdeote incapacidade de se ulinhnr com u visão do sofrimento e da atitude de se n o . A comunhão que havia entre João e Jesus é vista também em nutras ocaniótis, Mar­ cos 13<3 registra a presença do discípulo amado numa conversa com Cristo sobre os sinais do firn do mundo. Lucas 22.8 menciona que. Pedro e loâo receberam instruções para o preparo da Páscoa, no final do ministério de Cristo. Se a suposição de que João era "o discípulo a quem Jesus amava” estiver correta, então foi Ele quem se reclinou sobre o ornlm» de Jesus durante a última reléiçáo e perguntou-lhe qual seria o traidor Uo 13.23.24). Pouco lempo depois> Pedro, Tiago * João é que loram separados para acom­ panhar lesus ao lardim Gelsémani. e foi a eles que lesus revelou a profundidade de sua angUstia e o pavor que experimentou anléS du prisão e crucificação (Mc 14,33).

ioáo no livro de Atos Ê interessante notar que no livro de Atos é João. e uão Tiago, quem assume uma figura prueminenle. juntamente com Pedro, E iistudo depois de Pedro quando os discípulos

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IOÁO. O APÓSTOLO be reuniram nu Cenáculo, em Atos 1.13. Depois do dia du Pentecostes, foram os dois que mais se destacaram na operação dos milagres IAI 3.1-5. 111. Assim, eles lam­ bém tornaram-se alvo do anlagonismo das autoridades judaicas e fnram presos (At 4). Os lideres do Sinédrio ficaram especialmente impressionados com os dois após­ tolos; "informados de que oram homem sem letras e indoutos, se maravilharam, e tinham conhecimento do que ©1b» haviam estudo com Jesus" (At 4. L3), Esse teste­ munho constante de Crislo. mesmo diante das perseguições, rapidamente tornouse a marca do ministério apostólico e a força da lê quê o apóstolo João demonstrou (Al 4.19, 21-2JI. João e Perlro lambem foram enviados juntos para ver o que se passava nutre os samaritanos que se converteram a Crista. Ambos impuseram as mãos sobre aqueles novos convertidos, de maneira que os que tinham fé em Jesus receberam o Espirito Santo, exalamenle como os judeus convertidos em Jerusalém experimentaram no dia de Peule< osles (Al 014.17,251.

Os escritos de ioáo Hn constantes debates sobre quais Livros do Novo Testamento foram escritos pelo apóstolo João. Tradicionalmente, contudo, o evangelho e as epistolas joaninas são atribuídas a ele. O maior debale é quanlo ao Apocahjjse. pois alguns acham que loi escrilo por outro Joâo. Adotamos aquia suposição de que oapósiolo foi o responsável por esse livro. É importante destacar, embora bem rapidamente, alguns de seus escri­ tos,

O evangelho O evangelho de Ioáo é surpreendentemente diferente dos Sinóticos |Mateus. Marcos e Lucas), Por exemplo, so esle livro dá a entender que Jesus leve um ministério de aproximadamente Irôs anos. Ele registra lougas discussões entre Cristo e os judeus da época, com detalhes que não são vistos nos sinóticos. João não menciona as nxjjulsões do demónios e , embora em seu evangelho observemos que fesus usava d s mil t i ­ gres como parábolas. por meio das quais ensinava lições, não há menção das narrati­ vas curtas e objetivas como as parábolas do reino de Deus em Mateus 13. O prólogo, em Joâo l. não encontra jmralelos nos sinoticos. Enlretanlo, este livro menciona ou­ tros incidentes e oferece analises profundas e reflexões sobre o ensino de Cristo. Para muitos especialistas, as diferenças entre João e os outros três evangelhos, a reflexão aparentemente mais profunda sobre cjuem é Jesus e alguns dos temas particulares que o apóstolo desenvolve têm levado a creT que o seu evangelho foi escrito bem mais tarde, depois de 90 d.C. Outros estudiosos, entretanto, discordam e sugerem uma data anterior. Embora não possamos entrar nesta discussão aqui, existem boas razões para su­ por que foi u apóstolo quem escreveu este evangelho, o qual demonstra evidências da mão de uma testemunha ocular e de alguém que conhecia muito Liem os costumes judaicos, bem como as práticas e u geografia da Palestina. Vários motivos são sugeridos sobre por que razão João escreveu esle evangelho, mas o cap. 20.31 proporciona uma indica».,ão claríssima solire o que o apostolo tinha em mente: "Estes (sinais), porém, foram escritos para que creiais que )esus é o Cristo, o filho de Deus, e paia que, crundo, tenhais vida em seu n o n i n " . O evangelho enfatiza os u ume rosas “sinais”. Estes milagres foram especialmente swleciouados por João, 356


JOÀO. O APÓSTOLO por causa da que ensinavam sobre lesus. Às vezes eram acompanhados por um "dis­ curso", no qual Crislo utilizava o milagre como base do ensino. Por exemplo, a rura do homem no tanque de Betesda. no cap. levou ar> ensino de que Jesus fazia as mesmos obras que o Pai realizava (vv. 17,10-23). A mensagem final íoi sobre u necessidade de crer na palavra dn Jesus e no Pai quo o enviou para receber a vida eterna (w. 24-30). A alimentação de quase 5.000 pessoas. por meio da multiplicação miraculosa dos pães, no cap. 6. luvou ao ensino de que lesus é “o par) da vida" |v. 35). Este tema é desenvolvido amplamente, a íim de mostrai ás pessoas que elas precisam Lr a Jesus e responder a Ele pela íé. Os que fazem isto receberão a "vida eterna” (veja abaixo). As palavras de Cristo, bem como seus ensinos, sáo “pão” e "espirito vivificante" (vv. 33.63). No cap. y, si cura do homem cego levou n discussão do problema da cegueira espiritual. Os fariseus objetoram veementemente contra o claro ensino de lesus de que eles eram as pessoas espiritualmente cegas, pois se ret usaram a crer nele (w .35-41). Provavel­ mente João tencionava dizer que a ressurreição foi o ponto culminante em suu lista de “sinais”. Seu maior desejo era que as pessoas tivessem fé om Jesus, o Messias, experimeulassem o perdão dos pecada? e tivessem a vida eterna. João 2 0 .3 1 provavelmente traz a seguinte mensagem: “estes (sinais) loram escritos paTa que vocês possam crer que Jesus é o Cristo" ou "estes fsinais) foram escritos para que vocês continuem crendo que Jesus ó o Cristo"; ambas demonstram que o interesse do apostolo era que as pessoas saibum quem é Jesus, creiam nele e recebam a vida eterna. O evangelho de João lamhérn contrasta a verdadeira fé com o que ó chamado de sabedoria humana. Em varias ocasiões as pessoas colocaram Jesus num nível materi­ al e literal, quando Ele falava om nfvois mais profundos e espirituais. Ao fazer este contraste. João demonstra a uecessidade da mudança uo coraçao e o desejo da opera­ ção do Espírito Santo na regenerarão, para que um indivíduo entenda e reconheça a verdade. Por exemplo, em João 3, Jesus ensinou que Nicodemos precisava nascer de novo, a fim de dizer que o Espírilo Santo precisava operar om sua vida; Aquele mestre achava que a pessoa necessitava retornar ao venbe materno (w. 3 .4 1! A mulher samaritana ouviu quando Jesus lhe ofereceu a "água viva", a qual, quando expprimeritada por uma pessoa, esta jamais leria sede. Ela imediatamente desejou tal agua. para quo nõo caminhasse mais alé o poço. Cristo, uo entanto, falava-lhe sobre a água que levava à "vida eterna lv\ 13-151. Mesmo quando Jesus expressou-se sobre o pão tia vida em João 0. como Nicodemos em João :}. os lideres iudeu> só conseguiam interpretar literalmente. Lembravam-se do milagre ila provisão de pão que aconteceu na época de Moisés, uo deserto, mas lesus lalava sobre o pão na forma de palavras que levavam h vida eterna (veja Dl 8.3). O evangelho de João também chama a alençào para a oração du Jesus, no final de seu ministério terreno, registrada no cap. 17, nela, aprendemos sobre os que aceitari­ am as boas novas, nas futuras gerações. A preocupação r l e Cristo, conforme orou. era que eles também conhecessem u glória dele e a sua relação com o Pai Este ó apenas parte do conteúdo désle evangelho (veja "o ensino de João”, a se­ guir), o qual provoca sérias reflexões sobre quem é lesus, a natureza da vida eterna o, acima de tudo, a necessidade da fé.

As Epístolas Exislem três epistolas escritas por João. Embora ele nunca se identifique claramente, na segunda e na terceira e l e so refere a si mesmo como "o presbítero”. Alguns especialislas, portanto, sugerem que este João náo era d apõslolo. mas outro, cognominado

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JOÃO. O APÓSTOLO de "João. q presbítero". Desde os tempos primitivos da Igreja, entretanto, as pessoas concordum quo o autor das epistolas é o apóstolo, Provavelmente ! João loi escrita para unia audiência mista de judeus e gentios convertidos. Pode ser que, se ele viveu em Éfeso no final de sua vida» como os antigos escritores cristãos sugerem, então estu epístola teria circulado eulre us igrejas daquela região 1 Ioáo incentivava a comuniião e a alegria ua igreja e buscava encorajar a congregarão a ler segurança na fé. João. entretanto, também tr.itou do problema de certos ensinos falsos que surgiram entre os crentes. Dois temas-chave que são discutidos ria epístola provavelmente in­ dicam as duas Áreas uas quais o íalso ensino se baseava. João ensinou sobre quem é Jesus. Enfatizou que havia visto Crislo p testem unhado os eventos q u n são a base flu mensagem do E v a n g e l h o | t Jo l.t-4). Afirmou que fesus é o Filho de Deus ( J Jo 1.3: 2.22; 5.5. 11) e lembrou seus leitores de que Cristo é preexistente (vivia eternamente com Deus antes de v ir T e r r a , t Jo 2.13.141. João lanibéni ensinou que l e s u s - voltará, que Eli é justo e perfeito c que realmente manifestou-se em fornia humana. Em se­ gundo lugar. enfatizou a ética, ou seja. como os cristãos dev^m coro portar-se. pois possuem um Senhor maravilhoso. Os cristãos devem viver oom integridade ( t lo t.R a 2.r*. 15-17; 3.4-10), Precisam amar uns aos outros como Crislo os amou (1 )o 4-19; 2.7-11; etc.,). As o u t r a s duas epístolas de João desenvolvem lemas similares, com uma grande ênfase no amor limlerno. ti apresentam a verdade como a Cínica resposta ade­ quada para o», falsos mestres. 3 João provavelmente foi dirigida a tuua dispula uclesiáslica particular e. ainda assim, a ênfase é sobre a verdade (3 Jo 3,4.12): a falta de amor também ê destacada (w. 9.10)

O livro de Apocalipse O livro de Apocalipse é um dos mais lindos da Bíblia; poucos também têm causa­ do tonla polémica, pois as pessoas lutam para entender as figuras utilizadas na maior parte de seus escritos. Esle livro claramente loi redigido já perto do final da vida do apóstolo, duranle um período dn intengn perseguição; alguns especialis­ tas sugerem o tempo hlu que os cristãos foram perseguidos pelo imperador Nero (54 a OH d.C.I, Outros acmdilam que provavelm ente foi escrilo na época de Domiciauo (81 «t 96 d.C.). Não Importa o quão difíceis sejam alguns conceitos n ensinamentos do livro, exisle um claro sentimento, por todo o lexto, de um pastor que escreve para um povo sofredor, por causa das umitas perseguições »•: da infil­ tração do falso ensino. A despeito dus circunstância». João náo demonstrava pes­ simismo com relação ao mundo. Para ele, a vitória já estava ganha no Cordeiro (Jesus) qun foi morto úóiMo sacrifício pelua pècados e que já derrotou a Satanás (Ap 5). A vitória du Crislo na cruz agora aluava no mundo por intermédio da Igre­ ja Pode-se encontrar vilòria ate mesmo no martírio, desde que taJ testemunho da verdade de Cristo (.que tem autoridade e já se muuiínstou) demonstra a vitória de Deus (Ap 1 2 .11). Parle do estilo do Uvto é chamado de apocalíptico, mas é impor­ tante p e r c e b e r que nle foi escrito de maneira similar às profecias do Antigo Testamouto. Existe umo autoridade no ensino de Toão que é distintamente profética e apostólica O livro descreve a maldade de Satanás e suas forças e o poder que lêm neslo mundo, mas registra também a coufiança que João linha na soberania de Deus, a qual leva inexoravelmente para o grande dia da volta dn Cristo, quando novo céu e nova terra serão estabelecidos e Satanás e o mal serão banidos para sempre. Naquele tempo a morte e o choro, o sofrimento e a dor desaparecerá o e Deus estará no meio do seu povo (Ap 21 3,41. 3S8


JOÁO. O APÓSTOLO O ensino de João Si» podemos resumir aqui alguns dos aspectos mais importantes do ensino de João. Sun ruflexão, sob n direçáo do Espirito Santo, sobre qupm é Jesus e o relacionamento do crente com esle mundo, oom Cristo e eorn o r e s to da Igreja cristã õ ampln e d e ta ­ lhada.

Sobre Jesus O primeiro capítulo do ovungnlbo de João laia bastante do pensamento do escritor sobre Jesus. Ele reconhecia Cristó como Deus Joao 1.14 resume- bem o que o uutor queria dizer: "O Verbo se fez carne, e habitou eutre nós. Vimos a sua glória, o glória como do unigénito do Pâli, cheio de graça e de verdade" Ao utilizar a figura do Tabernáculo no Antigo Testamento, na qual a glória de Deus era vista simbolicamente no meio do povo ua forma da coluna do fogo ed a nuvem. JoSo diz que o Verbo (|esus) veio tj “àrmou seu tabernáculo” entre nós. Jesus tornou-se homem e. assún, loi pos­ sível ver nele .1 glória que pertencia unicamente a Deus (veja Êx 40..<4: Nm 16.42: Jo 12.4 I : etc.), [oão ensina que Cristo leva as pessoas á udoração do Sonhor. quando lhes revela a glória doPai. mas esta majestade pekenco tiambóm ao Filho (Jo 8.50-54:11,4.40* 42; 14.13; elc.|. Jesus já possuía a glória do Poi antes d<< nascer e recebeu novamente a plenitude da majestade, quando subiu ao Céu e loi exaltado á direita de Deus (Jo 17 5, 24). João tumbém ensina que. ussim como Cristo ho mo 11 o Pai e tem sua própria gloria, n Espírilo viria e glorificaria o Filho lio 16.14) Provavelmente a preexisléncia de Jesus é mais claramente ensino da nos escritos de fotlo do que em qualquer outro lugai do Novo Testamento. Ele existia desde a eternidade e não simplesmente a partir dó momonlo em que encarnou tio 1.1.4.14. 3.1.7; 17,5,24; 1 Jo 3,8; 4.9). Também esteve diretaraente envolvido na pmpria criação, pois "todas as ooisas ióram leitas por meio dele... nele estava a vida" (Jo 1.3.4J. Jesus “se manifestou" |l |o 1.2) e íoi "enviado" por Deus Pai, com quem mantinha uma comunhão muito especial com o Senlior (Jo 8.42; 11.42; 1 Jo 4 14) Esta t ondição de "Filho de Deus” também é um tema importante no evangelho de João. pop meio do qual a comunhão entro 0 Pai « 0 Filho é demonstrada em destaque. Na verdade, o próprio objetivo do evangelho, segundo João ÍJo 20.311. e "que creiais que Jesus é o Cristo, o fillio de Deus, e para que, crendo, tenhais vida ern seu nome". O autor afirma que o que Jesus disse destacava sua condição única do "Filho de Deus". Por melo da insistem ia de Cristo de qu« as palavras que proferia e as obras que realizava eram provenientes do Pai (Jo 14.10; otc.) e em suo oração (Jo 171 vemos repetidamente sua comunhão com o Pai e a importância deste relacionamento uo nosso entendimento sobre quurn Ele é. É João quem relata a ocasião em que Jesus voltou-se paru Filipe e disse: "Há tanto tempo estou convosco e uão me conheces, Filipe? Quem me vê. vô 0 Pai. Como dizes tu Mostra-nos o Pai?” (Jo 14.9), Cristo prosseguiu: "Não crês lu que eu estou no Pui. e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, nas as digo por ruim mesmn. Antes, h o Pai que está em mim quem faz as obras” fv. 10). Era importante para |oão que seus leitores aceitassem a deidade de Jesus. A ênfase na autoridade de Cristo, como "Filho de Deus", no fato de ter sido "enviado” par Deus o sei o Messias (Jo 1.41: 4.29; 20.31; etc.), seu ensino '?m João 14 a 17 sohre sua comunhão preexistente com 0 Pai, tudo isso p r o p o r c io n a um acúmulo de evidências de que Jesus e Deus. Para João, este ensino é resumido em declarações como as que

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JOÂO. O APÓSTOLO são encontradas em João 1.14 t: 20.31. O autor também chamou a atenção pura as -numerosas ocasiões em que lesus fez declarações relativamente explicitas de que era Deus, as quais imediatamente fizeram com que os lideres religiosos o acusassem de blasfémia. As mais importantes destas afirmações uidutam o uso da expressão "Eu sou” em certos contextos que o identificaram como Yahweh, o Deus “Eli SOU" (veja Ex 3.14). Por exemplo, em Joio 8.58. lemos; "Respondeu Jesus; Era vordade, em ver­ dade vos digo que antes que Abraão nascesse, eu sou!". Essa parece ser ta n ta urna declaração de preexistência como de divindade, pois assume o nome de Deus. 0 ensino mais distinto dê João sobre Jesus é a descrição dele como "o Verbo" (gr. Logos) Embora haja debate sobre o pano de fundo do qual n autor extraiu esla descri­ ção de Cristo, alguns pontos podern $er estabelecidos No cap.l, “o Verbo" eslava com Dous, era Dou* e criou todas as coisas Em Génesis 1 Deus falou o o mundo foi criado. No Salmo 33.6 diz que "pele palavra do Senhor foram leitos os céus", A palavra de Deus é ativa no AT. Quando o Senhor tala, algo acontece. Certamente este pano de lundu do Antigo Testamento esta por trás de parle do que )oão ensinou, ao chamar Jesus de "o Verbo" fou "a líalavra”!. Talvez ele lambem pensasse num contraste entre Cristo e a Lei do AT, u qual é chamada de “ u P a l a i T a " de Deus. Esta comparação é feita om João 1.17. no final da seçõo na qual Jesus, “o Verbo", ê apresentado. O interesse principaJ de João ura que seus leitores conhecessem Jesus como a Palavru criadora e reveladora, que veio da glória no Céu. tornou-se completa e genuinamente humana e viveu neste mundo, O Deus verdadeiro. Criador e preexistente Lomou-se homem, pôde sentir tome como qualquer ou Iro ser humano e experimentou genuinamente o sofrimento. Este Jesus, tão glorioso em I o d a a sua v e r d a d e e perfeição, póde ser visto, tocado e ouvido (1 Jo 1.1). Por mojo da fé nele e somente nele. é possível, seguudo o eusino de João. que todas as pessoas recebam o perdão dos pecados e a vidu eterna. Jesus, o sacrifício pelos pecados, trouxe salvação e libertação, a fim de que ninguém "pereça*’ sob o juízo de Deus IJo 3.16.171. Qual maior amor pode haver, pergunla João. do que este demonstrado por Deus, que enviou seu único Filho como 'propiciação" pelos nossos pecados? (1 Jo 4.9,10),

Sobre o pecado e o mundo Isso nos leva à visão rle João sobre este mondo e o pecado O termo “mundo" pode referir-se ao mundo geográfico ou a todas as pessoas do mundo; entretanto, é usuda freqíien tem ente por ÍDào para descrever as pessoas que não reconhecem Jesus como o Filho de Deus e estão em rebelião coutra Ele (Jo L.10; 14.17: 1 Jo 2.15-17; Ap L2.9í etc.). Cristo “e a luz que resplandece nas trevas, e as trevas náo prevaleceram sobre ela" (Jo 1.5) Satanás é descrito como "o príncipe deste mundo" (Jo 12.31). quo esta cheio de trangressão e um dia será julgado. Os falsos proíelas são apenas nm sinal da grande extensão do pecado [1 Jo 4.1-6J. lesus precisou vir para trazer salvação ao mundo que estava sob o juízo de Deus e João mostrou que de faio Cristo venceu (1 Jo 2.13: 5.4; Ap 17.14: etc.). Sua vitória sobre o pecado, sohre o mundo e sobre Satanás íoi conquistada ua cruz e será finalmente revelada em sua segunda vinda (Ap 21: etc.).

Sobre o Espírito Santo João lambém escreveu baslanie sobre o ensino de Jesus concernente ao Espírito San­ to. A terceira pessoa da Trindade desceu sobre Cristo no momento em que Ele foi 360


IOÂO. u APÓSTOLO batizado pelo Batista, Somente João. entre os escritores dos evangelhos. Telaciona esto batismt) com o (alo de que o próprio lesus não balizará somente com agua, mas com o Espírito Santo (|o 1.31-34; veja Lc 3.10), Provavelmente João olhava tanto para o dia de Pentecostes como para a experiência uo Cenáculo, após a ressurreição, quan­ do Jesus surgiu entro os discípulos e disso: "Rucobei o Espírilo Santo. Aqueles aos quais perdoardps os pecados, são-lhos perdoados: aqueles aos quais oão perdoardes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 2Ú22; veja tainbfím 7.39). Em JoâO 3, o escritor laia sobre o encontro de Jesus com Nicodemos, A obra do Espírito Santo nu salvação e na provisão da vida eterna é enfatizada, quando Cristo mostrou ao mestre de Israel que ele precisava “ruiscer de novo” e ‘‘nascer do Espírilo”. A completa liberdade que o Espirito Santo exercita nesta obra de regeneração lam­ bem foi evidenciada (Jo 3..'1,8,8). O ensino mais interessante sobre o Espírito Santo nos escritos de loão, e lambem o mais amplo, ocorre em João 14 a 10. Em cinco ocasiões 0 Espírito e chamado pelo termo grego “Paracleto” (o Consolador). Esle vocábulo significa “aquele qu* Oca ao lado", mas também inclui a idéia de um representante legal ou advogado que urgumenta em favor de alguém. Em João 14.16.17 “o Espirito da vordáde” é chamado de “outro Consolador”, Ele viria para as pessoas quando o atual conselheiro, Jesus Cris­ to, losse glorificado, ou seja, depois que retornasse ao céu. Sua presença permanente seria conhecida por todos OS discípulos e pelos crentes e, assim, o próprio Jesus con­ tinuaria presente entre seu povo. por intermédio do Espirito. Além da obra do Espíri­ to Santo como Deus preseule enlre seu povo, E1p lambém ensina sobre Jesus. Prova­ velmente. numa referência direta ao ministério apostólico de interpretar a vida. mor­ te e ressurreição de Cristo para o mundo. Jesu> disse aos discípulos: “Mas o Consolador, o Espirito Santo, que o Pai enviará em meu nome. vos ensinará todas as coisas e vo-s fani lembrar dt» tudo o que vos lenho dito" |Jo 14.20). Sem dúvida esta declaração teve uma importância particular para João, que mais tarde escreveu paru muitos, om diversas ocasiões. a lim de explicar que Jesus era o c a m in h o da salvação, também porque, durante a vida de Jesus, conforme já vimos antes. ele não compreendeu ple­ namente qual era a missão de Cristo. João destacou, além disso, o ensino de Jesus de que o Espirita Santo daria poder aos crentes para serem testemunhas [Jo 15.26.27). Mais do que isso, entretanto, esses versículos destacam que. em tudo o que o Espírito San to faz, Ele testifica sobro Jesus e o glorifica. Em João 16.5-11 a obra do Espirito e mais detalhada. Sua utuaçâo trará convicção de pecado ao mundo e a advertência quanto ao julgamenlo de Deus e lem­ brará as pessoas da vitória dB Cristo sobre Sutanús. Novamente, a obra do Espírilo ú vista como uma continuação da do próprio Crislo: entretanto, lambem se desenvolve­ rá a partir do quo Jesus foi capaz de ensinar aos discípulos. O Espirito iria “guiá-los em toda a verdade" e lambém revelaria mais sobre a verdade sobre Jesus, para a glória de Cristo (Jo 16,12-151 loão ensinou que o Espírito Santo esté intimamente envolvido na obra de evangelização. Convence as pessoas do pecado, opera dentro delas para que possam nascer de novo, revela a verdade de Cristo e permanecerá com os convertidos alé a volta de Jesus. Sua obra revelii Cristo para as pessoas e as leva até Ele.

Sobre a vida eterna A vida eterna é um lema importante no evangelho de João. Enquanto Mateus. Marcos e Lucas ensinam sobre o remo de Deus (ou do céu). elB usa a expressão "vida eterna", 361


JOÁO BATISTA a qual ocorro 22 vezes era seu evangelho o era 1 João. Pára o apóstolo do amor. d vida etenw rOsume Iodas as bênçãos herdadas pelos que crêem e ião salvos por Cristo. O conceito surge do ensino de que em fesus bá vida, que começa em João l (Jo 1.4: 5.21. 20; ei(..|. As pessoas podem permanecer nas trevas e sob o juizo ou podvm crer em lesus e no Pai e receber a vida eterna. Aquele quo arei ta a mensagem do Evangelho “passou ila morte pura a vida” (Jo 5.2-1.-0.12: I fo 5 13), Quando os j u d e u * pensaram que. possuíam vida eterna por meio da obediência às Escrituras, fesus demonstrou que a Paluvra de Deus apontava para Ele próprio. em quem ha\ ia vida Ijo 5.39.40: I ío 5 .11. 20). Intimamente ligado a este ensino sobre a vida elerna esla o fato de que Crislo morreu como um sacrifício eni favor de outros, Ele renunciou ã sua vida pnra que os que cressem pudessem viver etRmamonte (Tc> 1U.10-1Ô, 28). Assim a \ida eterna é um dom de Deus recebido polon quo nascem de trovo pelo Espírito (Ap 22.17|. Existam muitas bênçãos e alegrias presentes, relacionadas ao ensino de Joâo sobre a vida eterna. Embora todas as satisfações aguardem a plena realização na volta ( I r Cristo, db qualquer maneira a experiência presente da vtda elerna é suficientemente real. O medo tia mo rle e do fuizo não mais permanece sobro 0 ciente, pois o rordadoi ro amor de Deus já opera em nós (Jo 3.1*'. 17. 3fi). Jiá alegria em compartilhar a vida «terna curu outros e ora conhecera Cristo. que é a vida |Jo 4.36; 5.241. Ha a alegria de i onhecei d Deus Pai o o Deus FUJio (|o 17.3. 6.7) e existe o grande conforto de receber a unção do Espirito Santo. qUe habíla no crente 11 Jo 2.25-27). Finalmente, o mais importante para João é que o propósito da vida elerna redun­ dará na presença dos r rentes num novo céu e numa nova terra, diante de Deus e t e r n a ­ mente. A vida elerna, que começa iigorn por moio da obra do Espírito Sanlo nos corações, leva a este glorioso ã p i r e , quando " e l e s serão o seu povo. e o próprio Deus msttaríi com eles, r será o sen Deus" lAp 21.3) Naquele Ciltimo dia, embora se iam perseguidos no presente, os cristãos receberão "a coroa da vida" (Ap 2.10). Embora tão pressionados neste mundo, serão “vestidos de vestes brancas’’ e seus nomes ja­ mais serao riscados do bvro da vida (Ap 3.5, ele.),

Conclusão 0 mais im pT ossinuantR do ensino de João é o seu compromisso-com lesus. Seja du­ rante o período da vida de Cristo. seja lo»o depois do Pentecostes, durante as perse­ guições. seia posteriormente, quando es* reveu seu evangelho, suas epístolas n o Apocalipse, seu desejo mais premente era ver as pessoas crendo em fesus e seguindo a Crislo por Ioda a vida. Desejava ver todos conhecendo ao Jesus que ele próprio conheceu, ouviu e tocou. Não 6 de estranhar quo lanto-o seu evangelho como o livro do Apocalipse terminem com um apelo à fé, '‘Estes, poreni. íoram escritos para que 1 raiais qne Jesus é o Cristo, o filho de Deus, e para que, c,rendo, tenhais-vida em seu nome' fjo 20.311. ''O Espirito e a noiva dizem: Vem. Quem ouve, diga: Vem. Quem tem sede. venha; e quem quiser, tome de graça dn água do vida" (Ap 22 17) i-.o.t,.

JOÃO BATISTA De acordo com o primeiro capitulo do evangelho de Lucas, o nascimento de João Ra lista — ijue aconteceu cerca de três meses antes do de Jesus — foi resultado do intervenção divina direi a e assinalou ura importante ovontn nu história da redenção humana Um sacerdote chamado Zacarias o sua esposa Isabel o qual era estéril. viVi362


IO Ao BATISTA um nu região montanhosa ao sul da Jenlsalém. Eram amlxis hem idosos e tinham uma vida devotada aos muiu la men Los de Deus. Durante uma das semanas nas quais Zacarias ministrava em Jerusalém, recebeu o raro privilégio de oferecer incenso uu Templo, um alo que simbolizava as orações dn povo judeu. Enquanto Zacarias cumpriu sua tarefa, um a n jo lbe apareceu e anunciou que suas orações haviam sido respondidos, pois Isabel teria um filho. O lexto não diz explici­ tamente quo o casal pedia nm lilho, embora seja razoável pensar que sim, Lucas, entretanto, menciona que o povo do lado de tora du Tteraplo orava, e sabemos q u e um dos elementos nials ímportãflle na oração do povo judeu era a esperança de que Deus liies enviaria a salvação. As palavras que o anjo proferiu a seguir deixaram claro quB Deus eslava prestes a atender a ambos os pedidos. Com efeito, seria mediante um fillio dado a tacarias e a Isabel que o estágio final do pláno da salvação seria colocado em andamento. Quando o anjo explicou que o menino converteria o coração dos pais aos filhos e prepararia ao .Senhor um povo bem disposto, indicou que. por meio do ministério de João. a U1lima proferia do Anltgo Testamento esluva prestos a ss c umprir [MJ 4). Esta verdade íoi reforçada pouco tempo depois do nascimento do menino, uo momento dp suu cim indsão. Zacarias, que não fora uapaz de falar desde o momenlo em que recebera u visão (Lc 1.201. subitamente ficou liberto daquela afbção u. uo poder do Espirito Santo, louvou a Deus por trazer a salvação ao seu povo. O Senhor se lnmbrara de sua aliam,d i om Abraão e loão iria adiante rle Deus. a fim de dor ao seu povo "conhecimento da salvação, na remissão dos seus pecados" (Lc 1.67-79). O priineúa capitulo de Lucas termina dizendo que: João Balisla "viveu nas desertos até o dia em que havia de mostrar-se a Israel" (v. 80). 0 ministério de João Bali.sla é descrito brevemente nos quatro evangelhos, A uarrativu dos chamados siilóticos é bem similar, pois apresenta João como um pregador do arrependimento, que utilizou como lema as palavras de Isaías 40.3 “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Sonhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus" (veia Ml 3 1-3; Mc 1.2-4; Lc 3.3-6), Por esta passagem ter desempenhado urn importante papel oa comunidade qun preservou os rolos do mar Morto (isto é. em Qunrã. que ficava próximo íio local oode JoãO ministrava), alguns teólogos especulam qun lofio foi membro deste grupo, os chamados essenios. É claro que não é passível provai ou descartar esta teoria, embora duvidemos tle que João tenha Lida qualquer lamiiiaridade com es tu grupo. O que sabemos, entretan­ to, £ que os pontos característicos do sua mensagem eram lulatmente dilereutes dos que foram encontrados nnbes os escritos da comunidade de Qunrã. O uso de Isaras 40.3 refletia a separação deles da nação de Israel, a qual consideravam apóstata. De lato. preparavam o caminho do Senhor mediante a rejeição da nação e a ida para o deserto, a lim de formar o que consideravam urn novo Israel. Ern contraste — talvez numa oposição direto aos membros da comunidade de Qunrã — João utilizou lsaias 40. i com um propósito evangelislico. Com certeza, ele falou severamente para aqueles cujo comportamento era repreensível e peusavam quo nuda procisavam lomer. simplesmente parque eram descendentes de Abraão, Piaa tais pessoas, o ministério de loão — simbolizado pela figura de um machado dirigido ã raiz da arvore que #*stá prestes a sei- cortada — era um prenúncio de Juízo (Ml 3.7*10; Lc 3.7-91 Ainda assim, mesmo para essas pessoas, ele pregou sobre arre­ pendimento e a promessa de perdão e restauração. A confissão dos pecados» leite pelo povo. bem como o arrependimento e o perdão eram ratificados pelo batismo. O uso dG ntual da agua era comum no judaísmo (in-

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fOÂO BATISTA dusive ua comunidade de QunrãJ, A limpeza das impurezas du pecado certamente ora uma daí idéios incluídas nesta cerimónia. Par meio das associações com o Dilú­ vio nos dias do Noé e a destruição dós egípcios ao mar Vermelho. o bulismo de João lambém lencionava lembrar ao povo que o pecado merece um castigo fcí. 1 Pe 3.20.21: veja lambém a conexão entre o batismo e o ritual sangrento da circuncisão em ('I 2.11-15, o qual destaca que o juízo foi recebido por Cristo). O próprio João Batista entendeu e deixou cloro que sua pregação e seu batismo tinliani como objetivo preparar o cominho para o Senhor: “Eu vos batizo com águu, para arrependimento. Mas após mim vem aquele que é mais poderoso do que eu. cujas sandálias uão sou digno de levar. Ele vos balizará com o Espírito Santo e com logo" fMl 3 .1 1. c.f. Mc 1.7,8: Lc 3.16). Crislo. aquele que foi chamada para carregar sobre si os sofrimentos do povo, submeteu-se ao batismo de João, quando uma voz dt» céu e a descida do Espirito Santo deixaram claro que Jesus era aquele para quem o caminho era preparado (Mt 3.13-17; Mc 1.9-11: Lc 3 .2 1.22). João Batista anunciou o advento do Messias, enfatizado especialmente pelo evangelista João (veja especialmente Jo 1.19-34), Quando íoi questionado sobre se ele mesmo era o Messias, utígou veementemente; pelo contrário, apontou Jesus para as pes­ soas. a quem descreveu como "o Cordeiro de Deus. que tira n pecado do mundo" (v. 29). Mais tarde, no mesmo evangelho, menciona u seguinte frase sobre Cri «sto; “É necessá­ rio qun ele cresca, e que eu dim inua” (Jo 3.30). Em outras palavras, a aparição pública do Smihai, para quem havia preparado o caminho, marcava o estágio final do minis­ tério rio João. Este ponto deve ser bem enfatizado. O período de servida do Batista é liem curto, e esle lato nos ajuda a enleuder o significado teológico de seu ministério (como o lexto a seguir indica). Logo depois do batismo de Jesus, João loi preso por ter repreendido Herodes Antipas, governador da Judéio e Peréin fMt 4.12; Mc L.14; Lc 3.19,20). .Algum tempo depois, as notícias sobre o progresso no ministério de Jesus chegaram d João. o qual enviou dois de seus discípuJos a Crislo. com a seguinte pergunta: "És Ui aquele que havia de vir. õu devemos esperar outro?” (Mt 11.3: Lc 7.18.19). Alguns leitores que­ rem complicar demais a aparente dúvida que João Batista expressou com relação a Jesus. Estava desanimado ou atravessava algum tipo de crise espiritual? O texto nada diz a respeito, mas uma explicação razoável serhi que João havia esperado um Messi­ as que pegasse o machado, o qual já estava posto nu raiz dn árvore, e Irouxesse o juízo sobre os perversos. Desde que Jesus nada laziu quanto a isso. Joáo precisava de unja garantia, ou pelo menos um esclarecimento sobre o papel do Messias. A resposta de Jesus, com eteílo, demonstrou como as obras do Messias eram rea­ lizadas, conforme foram preditas em Isaias 81.1 (Mt 11.4-6; Lc 7.21-23). O que nos interessa aqui, entretanto, é u sequência do incidente, pota Cristo aproveitou a opor­ tunidade para falar subre o significado do trabalho de João Batisla (Mt 11.7-19; Lc 7.24-35) Por meia de uma série de questões retóricas, lesus demonstrou que João não era um homem delicado ou qUe pudesse ser intimidado com facilidade, nem era do tipo que eslava interessado em cair nas boas graças dos poderosos Pelo contrário. João pra um profeta — de lato, seu ministério linha um significado muito maior do que o dos demais profetas, pois era o “Elias’’ que fora prometido em Malaquias 3.1. o mensageiro que prepararia o caminho do Senhor. Foi neste contexto que Jesus foz o comentário memorável: "Em verdade vos digo que. enlre os que de mulher lèm uascido. Uão apareceu alguém maior do que João Balista: contudo, o menor no reino dos céus é maior do que ele" (Mt 11.11; Lc 7.28, onde diz no reino de Deus"). Naturalmente Cristo náo estava insinuando que Joâo

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JOAO Balísld oão entraria oo céu. O pontoera que ele. que anunciara o adve.nlo do Reino, não leve a oportunidade (1p experimentá-lo, porque pertencia a uina ora anterior. Por óutro lado, <15 que receberam as boas uovas do Messias e dessa fornia toriiarani-s« participan­ tes, pula fé, das hênçãos trazidas por Cristo, pertencem a uma nova e diferente dispensação Mal eus nos ajuda a entender que as palavras de Jesus tém um significado ^escatológico' (quer dizer, referem-se ao cumprimento das promessas do Antigo Tes­ tamento ua pessoa do Messias, nn final do» lempos), quando registra outra declara­ ção: "Desde os dias dn João IJati.sla até agora, faz-se violência ao reino dos céus. e pela lorça apoderam-se dele. Pois todos os profetas e a lei profetizaram até loâo" (Ml 11.12,13: Lucas registra o inesmo conteúdo básico, mas de unia forma diferente: ‘A lei ú os profetas duraram aLé João. Desde então é ammciado o reino de Deus, e todo homem emprega íorça para enlrar nele”: Lc 16.10). Embora seja uma declaração muito difícil, e os teólogos nõo concordem qu.into a algims detalhes importantes, a idéia central ó suficientemente clara. João Batista ocupa uma posição única na historia da redenção humana. E o último dos profetas do Antigo Testamento o como tal pavimenta o caminho para uma nova dispensação. ou soja, o tempo do cumprimento do Reino, Portanto, não devemos ficar surpresos se o ministério de Jesus parece bem diferenle do de João Batisla (Ml 1 1.1M.19). Em outio contexto, perguntaram n |esus por que sons discípulos Dão jejuavam, embora os seguidores de João (e dos fanseus) o fizessem A resposta de Crislo incluiu uma comparação interessante: “Ninguém põe remendo de pano novo em vestido ve­ lho, puis semnlhunte remendo rompe o vestido, e faz-se maior a rotura. Nem se põe vinho novo em odres velhos. Do contrário, rompem-se os odres, entorna-se o vinho o os ódres se estragam. Mas póe*se vinho novo em odres novos, e umbos se conservam” (Mt 9.16.17: M< 2.21,22; Lc 5.36-39). Novamente, uestes textos. Jesus deixa claro que, em comparação com a obra de João Batista, sua obra distinguia-se pela sua novidade. Seria um grande erro rejeitar o ministério de Jesus com base d o fato de que era diferente do de João Batista. Aliuid. |oõo não era a verdadeira luz, mas apenas uma testemunha dela IJo ] ,8). Por outro fado. Dão podemos diminuir o significado de seu ministério profético. Não e de surpreender que a inftuânçxa de João tenha-se esten d i­ do além do lempo de sua morle (sua infame decapitação, para atender ao pedido de Salomé, é relalada em Mateus 14.3-12; Mc fi. 14-29). Esta influência não se linútou apenas a Palestina. De acordo com Atos 19 1-7, havia em Efeso. por volta do ano 30 d.C., um grupo rJe 12 homens que se consideravam discípulos de João Batisla. Quan­ do receberam, por meio do apóstolo Paulo, a instrução apropriada sobre o ministério distinto de Cristo, foram balizados em nome de Jesus e receberam o Espírito Santo Aquele incidente marcou, de maneira dramática, o lamiprimento do desejo de João: "É necessário que ele cresça, e que eu diminuo” (Jo 3.30). M.S.

JOÃO. 1. Veja /<ui</. o apóstolo. 2. Veju Jo ã o Batista. 3. Pai de Simão Pedro e de André (cha­ mado de lonas em algumas traduções: Mt 16.17). Era um pescador quo vivia nn re­ gião da Culiléíu. É uil.oress<mle notar que as três ocasiões registradas nos evange­ lhos em que Jesus chamou Pedro pelo

nome completo, “Simão filho de João (ou Jonas)", loram iriomintos que marcaram poDtos cruciais na viria desse apóstolo Nu primeira ocasião. André apresentou seu irmão Símôo ao “Messias", Jesus. Cris­ lo olhou para Simão e anunciou profeti­ camente: “Tu és simão, filho dô João. Tu serás chamado Celas (que qner dizer

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JOÂO MARCOS Pfídrn|" (Jo 1.42)- Daquele momento em cado em liberdade, recebendo uma gene­ diante, Sitnâo Prtdro pasáou h seguir a rosa pensão do rei e até mesmo uma cer­ Cristo. Na segunda ocasião em que o ta autoridade (2 Rs 25.27-30; d . Jr 52.31nome. inteiro dele foi usado* ele havia 34). Depois disso nao se sabe qual fui seu acabado de respondei uma pergunta de destino, embora seja provável que tenha lesus. dizendo: “Tu és o Cristo, o Filhn morrida nu Babilónia du Deus vivo" (Mt 10.16). O significado O que se sabe com certeza é que. em­ desta identificação do J&sris como o Cris­ bora loaquim tivesse filhos 11 Cr 3.17). to era Ião grande que Jesus disse: "Bemnenhum deles o sucedeu no trono. As­ aventurado és iu , Siinâo Barfonas, pois sim. ele foi considerado "sem herdeiro*", não loi oame e sangue quem to revelou, do sentido do que o reino de Davi n ão mas meu Pai que está nos céus" (Ml pai.sou por elo, mas. au que parece, por 16.17). A última ocasião foi depois da res­ um de seus irmãos (Jr 22.24-301. Compa­ surreição, quando Cristo leslou o amor rações entre várias genealogias bíblicas dn Pedro por Ele e o comissionou com as (] Cr 3.16-19; Ed 3.2; Ml 1.12; Lc 3.27) palavras: "Simão. filho de João,.. . Apas­ sugerem que Sealtiol provavelmente era um filho adotivo de Joaquim, do modo centa os meus cordeiros” (Jo 2 1 . 1 5-t7J. 4. foao, um parente do sumo sacer­que o sucessor davídieo Zorobabel. lilho dote Anãs; õ mencionado apeuas em Aios de SealLlel. não seria um descendente fí­ 4.6. Era um d o s anciãos « líderes diante sico de Joaquim, mas descendente de outro ancestral da linhagem real. dos quais os apóstolos Pedro e Ioáo fo­ A rejeição de Joaquim polo Senhor ram levados para serem imerrogados, A Uão interrompeu a Linhagem messiânica pregação deles começava a aborrecer pro­ fundamente os lideres e por isso ttinta­ enbe Davi e Jesus Cristo, pois a linha ram silenciá-los. Os apóstolos disseram apenas desviou-se dele, embora com lim­ que oram obrigados a obedecer a Deus e asse ininterrupta. Desta maneira, e pos­ sível demonstrar o principio teológico de não aos homens lv. 19J- Finalmente, sen­ qup o s propósitos do Dous s ã o estflbeletindo o peso da opinião publica, os cidos, embora os meios humanos para anciãos decidiram libertai’ os dois. p .h . g . alcançados ocasionalmente sejam colo­ JOÃO MARCOS. Veju Marcos. João. cados de lado. e. m .

JOAQUIM |Heb. "o Senhor sustenla'). Joaquim , lam bém co n h ecid o com o Jeconias (1 Cr 3.16) uu Coniôs (Jr 22.24. apenas em algumas versões), era lilh o de Jeoiaquim o Deto de Josias 12 Rs 24.6: cf, 23.34: 1 Cr 3.15.16). ambos reis de Judá. Joaquim sucedeu seu perverso pai no trono de Davi em 597 a.C., com a ida­ de de 1K anos. e governou apenas trôs meses (2 Rs 24.1Í). Também foi mau e, por causa de sou pecado e ria transgressão do povo, foi capturado pelos caldeus e leva­ do calivo para Babilónia, como prisionei­ ro de guerra. De 597 até 560 a.C., perma­ neceu em prisão domiciliar. Quando, porém, Evil-Merodaque começou a mi­ nar sobro a Babilónia. Joaquim loi colo­ 366

JOÁS (Heb, “o Senhor tem dada”). 1 . Fiibo do S e q u e r e noto de Benjamim (1 Cr 7.8). 2. Mencionada em 1 Crónicas 4.22. como líder na tribo de Judá. lunto com outros, é listado como membro do grupa de oleiros que viviam em Moube. 3. O abiozrita. Um anjo apareceu a Gideão, sou filho, quando esle trabalha­ va no lagar, perlo do "carvalho que eslá em Ofra“ fiz 6 .1 1).. AL. o referido jovem foi desafiado a liderar os israelitas na vi­ toria contra os midianitas. Joás inlerviu a favor do lilho, quando Gideão destruiu um altar dedicado a Baal. Obviamenle ele era um homem que permanecera liei ao Senhor e ficou atónito* quando preseu-


JOÀS í iou os homMfls do BoLial na propósito lie ruatiu seu filho, pot desejar obedecer a YaJnwh (w. 20-31). A fé demonstrada cm sua resposta à muJlidao hostil é im­ pressionante: "Contendereis vos por Baal? Livrá-lo-eis vós- Qualquer que por ole contender. ainda esta maniió sorá morto. Síl é deus. par si mesmo contenda quan­ do ulguém lhe derrube o seu altar'' (v. 3 1 1. Gideão prosseguiu em sua missão, até que finalmente tornou-se um dos maiores juizes de Israel. 4. Arqueiro hábil e ambidestro. da li íbo de Benjamim; Eilho de Semaá. Primei­ ro lutou d o exército de Saul e depois uniu-se a Davi era Ziclague fl Cr 12.:q, 5. Um dos superintendentes durante o reinado de Davi. Era responsável pelos depósitos de ozoite ( l Cr 27.28). 6. Rei de Judá, tinha sete anos de ida­ de quando chegou ao trono, em 835 aX , Era lilho do rei Acazias e sua máe cha­ mava-se Zibía (2 Rs 11.2; 12,1). Quando seu pai loi morto por Jeú. Atalia sua avó. usiirpuu o podor. Mandou matar todos os descendentes da família real. leoseba, pnrém, tia do garoto, o escondeu no Tem­ plo. onde seu marido Jeoiada era o sumo sacerdote. Naquele local, o menino foi hem criado e conheceu a Lei do Senhor, ate q u e Jeoiada decêliu que já tinha ida­ de suficiente para *er apresentado 30 povo e assumir o trono, com o apoio de alguns oficiais do exêreilo (2 Cr 24.1-3). 'Foilão Jeoiada fez aliança entre o Se­ nhor e o rei e o povo. que seriam o povo ilo Senlior. Fez lambém aliança enlre o rei e o povo" (2 Rs 11.171. Os judeus en­ tão derrubaram o templo dedicado a Baal Enquanto Joás crescia e governava a uaçáo. o escrilor dos livros dn Reis comen­ ta Tez Joás o que era reto aos olhos do Senhor todos os dias em que o sacerdote jeoiada o dirigiu" (2 Rs 12.2J. Durante o tempo em que loi influenciado pelo sumo sacerdote. Joás ordenou que o Templo fosse reformado. Decidiu estabelecer um imposto para este propósito, como Moisés fizera d o deserto (2 Cr 24.91. mas os levi367

las náo implemen taram o prajelo imedia­ tamente 12 Rs 12.7; 2 Cr 24 ->-0). PosleriOrmenle. niuilo dinheiro e diversos tesou­ ros loru m doados pelo p o v o e o Templo foi totalmente reformado e remobiliadu. Enquanto Jeoiada viveu, os sacrifícios fo­ ram oferecidos regularmente no lemplo do Senhor (2 Cr 24.13- te»). Durante esse período |oás casou-se com duas mulheres e leve vários filhos 12 Cr 24 3)u Lamentavelmente, assim que o fiel sacerdote Jeoiada morreu, o rei íoi influenciado por outros líderes e não pe­ los sacerdotes e, como seus antecessores, envolveu-se com os cultos pagãos (2 Cr 24.17,18) O Suiihiirnnviuu protelas para adverti-lo sobre os perigos de seus atos. m aselenâo deu alenção. Um desses meusageúos foi Zacarias, filho do sacerdote leoiada. O Espirito do Senhor desceu sohre elo. o qual talou a o s judeus, a lim de advertir que o povo e o rei desobedeciam aos mandamentos de Deus. Por isso. o Senhor os abandonaria* (2 Cr 24.20), Ao inves dft se arrependerem, apedrejaram Zacarias ate a morte, no próprio átrio do Templo; o rei Joás foi responsabilizado ele mesmo pot esta ação |vv. 21,22). Con­ forme registra o escrilor de Crónicas; "Por­ que Judá havia deixado o Senhor, Deus de seu pais. Assim executaram os sírios os juizos de Deus contra |oás" [2 Cr 24.24). Dentro de um ano os sírios inva­ diram Judá. Durante algum lempo o rei manleve-se Xota de um oonllilo direto, pois enviou diversos presentes uo rei da Siria (2 Rs 12.17,18), mas finalmente foi morto por um grupo de oLiciuis de Jeru­ salém, depois quo muitos tesouros íoram mandados para Damasco. Os oficiais o mataram porque havia ordenado a morte rio profela Zacarias f2 Cr 24). Talvez mais do que com qualquer ou­ tro rei, a influência de um sacerdote fiel ao Sen h or sob re a nacáo e seus governantes loi revelada nos primeiros anos do reinado de Joás. leoiada cumpriu tudo o que Deus esperava dele como sumo sacerdote. Instruiu fielmente o jo­


JOBÁBE vem rei nos caminhus rio Senhor e Liderou a nação, dos bastidores, m im a adoração Hei a Deus. liHa deveria ser d fundão aonilBtta dos sacerdotes: mas, assim como os reis. eram íaliveis e, após a morte de. jeoiada. parece que uán havia ninguém que o subs­ tituísse, em termos de influência espirituui na corte real. loás e r a facilinenle inHuendavol. Talvez fosse demasiadamen­ te dependente de Jeoiada, e foi colocado no trono ainda muito criança. Ou talvez sua fé nunca tenha sido baseada num compro­ misso pessoa] i ora o Senhor. Sem um rei ou um sacerdote fiel. o juízo de Deus sobre a nação veio rapidamente. As últimas pa­ lavras de Zacarias, .mies de morrer, "O Se­ nhor 0 verá, e o requerera" (2 Cr 24.221 fo­ ram proféticas e se cumpriram logo depois. A p u s um reirun l u de 4 1 ) anos, Joás mOrreu de forma ignominiosa em 796 a.C. 7. Em algumas versões da Bíblia o 12* rei de Israel Ijeoásl é lambém chamado de Joás. Para mais detalhes, veja Jdoús. 8 . Fiiho du rei Acabe, de Israel: foi o responsável pelo local onde o profeta Micaías ficou preso |1 Rb 22.2(3: 2 Cr 18.25). P.U.G.

J0 8 A B E . 1. Descendenle de Sem e fiLho de Joclá (Gn 10.29; 1 Cr 1.23). Muitos semitas tornaram-se Lideres de cias na Arábia. 2 . Filho de Zerá. o qual vivia em Bozra. lornou*sp. rei de Edom. no lugar de Bela (Gn .16.33,34; 1 Cr L.-M.45). VIveu e reinou num período anterior à munarquia em Israel (Gn 3 6 .3 1J. 3. Um dns reis do norte de Canaã. derrotado por Josué quando os israelilas invadiram a len-a Lis 11.1). Reinava riu Cidade de Madoru e junbui-se a coalizão de monarcas cenanetiK, liderados por Jubim, rei de Jlozor. O Sonhar prometeu a Josué uma grande vitória, a qual real­ mente íoi conquistada em combate: to­ dos os cananeus envolvidos foram mor­ tos (vv. 0-15),. 4 . Filho de Saarim d de sua esposa Hades, da tribo de Benjamim, era líder 368

de uma lamiiia. Nasceu em Moabe e é listado na genealogia que leva ao rei Saul II Cr 8.9,10), 5. Mencionado em 1 Crónicas 8.1M era filho de Etpaal e líder henjamila. Vi­ via em Jerusalém e surge na genealogia de Benjamim <|ue leva ao rei Saul (1 Cr 8.1B, 28). p.ur.,

JOCSÃ. Um dos filhos de Abraão crim sua esposa Queima (Gn 25.2.31. Mencio­ nado numa lista dos descendentes de Abraáo que aparece como elo, na narrati­ va de Génesis 24 e 25, entre a morle de Sara e a de Abraão (veja 1 Ct 1.32). Seu s filhos foram Sabá e Dodá JOCTÃ. Filho de Éber. descendente de Sem. Pai de 13 filhos, cujos nomes foram dados a vários clãs que habitaram "nas montanhas do oriente" (Cn 10.25,26,29: 1 Cr I.19.2U.23). Posteriormente, esses grupos tomaram-se tribos árabes. JO D Á . Um dos ancestrais de Jesus, men­ cionado na genealogia que vai de Adào alé Jesus. Ao que parece, era bisneto de Zorobabel. embora nãò seja citado no AntigoTestamento (Lc 3.26J. JODAI (Heb. “O Senhor guia”). Descen­ dente de Calebe. da tribo de Judá, menci­ onado em I Crónicas 2.47. JO ED E (Heb. "o Senhor é testemunha"]. Da tribo de Benjamim, pai de Mesulão. Mencionado em Neemias 11.7, como an­ cestral de um grupo de judeus que se oslabeleceu em Jerusalém dopais do exílio na Babilónia.

JO E L . 1. Além de sua iilenliíi cação como ‘ filho de Petuel” (Ji 1 .1). nada mais se sabe sobre este profeta, nem mesmu sua genealogia. Dif erente da maior parle dos outros homous de Deus. ele não vinuula seu ministério ao governo de ne­ nhum rei; só se faz algum )ulgamenlo sobre sua proveniênc ia com base em evi-


IOEL déncias internas e muito subjetívas. PorPor outro ladn, o Novo Testamento usa o tonto. alguns teólogos consideram Joel sentido mais comum do Antigo Toslumonlo, de ira e juíza (Ap 9.2-9. cí. Jl 2.2-10; Ap como um ilos protelas mais antigos; uns 14.15; 18.20; 19.15: cf. Jl 3.13). di/.em que ele. viveu antes de U00 a.C.. embora outms apontem algumas pravas 2. Um dos dois filhos do profela de que surgiu upós o exibo ua Babilónia. Samuel mencionados pelo nome; servi­ ram como juizes, mas oram corruptos o FnLizmente, a dala afeta muito pouco as não contavam com a apoia o o simpatia grandes assuntos abordados por foel. do povo ( l Sm 8.2-5; t Cr 6.28. 33; 15.17). Se a dala e incerla, a audiência pri­ É lamentável que neste aspecto Samuel mária não é: Joel dirige sua meusagem a lenha seguido pelo menos parcialmente ludá, o reino do Sul. conformo registram n exemplo de Eli, pois não controlou seus muitas referências (fl 1.14; 2.1.15,23.32; 3.1,2,6,14-17, 19-21). É provável, portan­ íilhos (veja Hnfiv e Finêias). A desobedi­ ência de Joel o a maneira como perverteu to, que ele seja natural de Tudá, indepena justiça foram us causas de os " anciãos" denlenienle da época em que ministrou. de Israel se precipitarem e exigirem que Sua mensagem é dura, de ua o juízo Iminentes, o que constantemente descre­ Samuel lhes constituísse um rei. 3. Lider de um dos clãs da tribo do ve com o "o dia da Senlior' (Jl 1.15; Simeão, tomou parto nas campanhas nu­ 2.1.11.31; 3.14). Este termo, encontrado blares nos dias do rei Ezequias 11 Cr 4.35. também em outros livros proféticos, em­ 41). bora bem mais raramente |Is 13-0, 9; Ez 4. Descendente de Rúben. conhecido 30 3; Am 5.1». 20; Ob 15; Sf 1.7, 14; Zc apenas como o pai de Semalas (1 Cr 5.4), 14.1), relnTe-.se particularmente à guerra, ou Sema fv. 8). nomo atostam as ocorrências do mesnio 5. Um dos líderes da lribo do Gade; nomo om outros idiomas do Anligo Qriprovavelmente viveu no século IX a.C. eutu Médio. Quando o Senhor se mani­ (1 Cr 5.12, 17). festar "naquele dia", vira como g u e rre iro 6 . Anceslral de Heroã, do clã dos e juiz, para derrubar os governos du Terra coatitas, dá lribo de Levi, Iíslado entro os e estabelecer seu próprio reino. Isto suge­ músicos do Templo. Identificado somenre que “a dia do Senlior" tem lambém tun le corno pai do um certo Elcana 11 Cr 6.36; aspeoto brilhante, pois a derrota do mal cf. v.331. torna possível o Iriunfo da lustiça. Portan­ 7. Descendente de lssacar. a Ira vês de to. sara também nm dia de renovação e Tola e Uzí: era Lider de uma famiiia (1 Cr alegria, pois o Espírito dt; Dous se maniiestará abundantemente sobro todos ut> 7.2.3). 8. Um dos chamados “guerreiros va­ seu.s remidos (II 2.28-32): a Tferra lambem lentes" do roi Davi; era irmão de nm cer­ se tornarã luxuriante e produliva (2.21-25) to Natã [1 Cr 11.38). e o povo estará bem alimentado (v. 26). 9. Líder de um d ã dos descendenies Ironicamente. o dia, que é caracterizado de Gérson, da lribo de Levi, no lempo do pela guerra e pelo derrumamonto de san­ rei Davi. Foi indicado para ajudar a levar gue iJl 2.3-11; 3.1-3, 12.13), levará a um a Arca da Ah onça para lerusalóm (1 Cr período de paz sem precedentes na histó­ 15,7, 11.12; cf. 23.8; 26.22); n ã o deve ser ria da humanidade (fl 3 9-11,17-211. O "dia do Senhor" mencionado por Joelconfundido com o levila Joel menciona­ do em I Crónicas 6.36 (item 61, (oi inlerprelado por Pedro como o num10. Oficial do exército de Davi, coprirneulo em parte do que aconteceu no man.danie das tropas da meia tribo de dia do Peutecostes. em Jerusalém. quando Manassés; descrito apenas coma filho dn os discípulas de Jesus loram cheios do Pedàías (1 Ct 27.201. Espírilo Santo (At 2.17-21; cf. Jl 2.20-32). 369


TOELA 1JL Leviia Ho clã Hos c a tita s , filho: de Azarias, fez parte do grupo incumbi­ do di* purificar o Templo, no reinadu dn Ezequias 12 Cr 29.12). 12. Dtísoeníjijnlf! He Nrho. foi um dos judeus que se casaram com mulheres es­ trangeiras. apos o exílio, e íoram forçados por Esdras a se separa» delas (Ed III 43). 13. Lidèr d«> uma provínciav na época de Neemias, responsável por um grupu d(; 928 pessoas Ha lribo de Benjamim, após o rei orno do exílio na Babilónia (Ne 11.91.

E.M.

JO E L A . Um dos guerreiros Ha tribo de Benjamim que desertaram do exártílo do rei Saul b se uniram a Davi. em Ziclague. Eram amhídestros uo uso do ansde da fure Ha. loela íoi uj« “homem valente", contado entre os famosos "triota heróis" de Davi, os quais oram guerreiro» poderosos (1 Cr 12.7).

JOIAQUIM íHeb. "o Senhor eleva "). Tor­ nou-se sumo sacerdole depois da recons­ trução do Templo, no período após o exjLio na Babilónia. Eto o pai do sumo sa­ cerdote Eliasihe » filho rle JriSun (Ne 12. II*. 12,261.

JOIARIBE (Heb. “o Senhor contende"), 1 Lídor entro, sou povo o homem sã bio loi um do5 judeus que retornaram para Jerusalém com Esdras, depois do exíliu ria Babilónia. Ajudou Esdras a en­ con trar lev itas cap acitad o s para acompanha-los de volta a Judá (Ed 8,16). 2. Pai de Adaias o filho do Zacarias, era descendente de Peroz. du tribo de Judá, Seus familiares se estabeleceram em lerusalém depois do retorno du exilio na Babilónia |Ne 11.5). 3. Pai d e Jedflías, e s l e Jo ia rib e era urn s a c e r d o t e , mujo filh o t a m b é m r e t o r n o u p ara leru sú Jém

JOE ZE R. Urn dos -guerreiros du tribo de Benjamim qite desertaram do exércilo do rei Saul t? se uniram a Davi. em Ziclague. Eram ambidestros no uso do arco e Ha funda. Joezei foi um “homem valente”, contado entre os famosos "trinta heróis" de Davi. os quais eram guerreiros pode­ rosos 11 Cr 12.61. JOGLI. Pai de Muqui. mencionado r u i Números 34.22, líder dn Lribo do Dá o es­ colhida por Deus para ojud.ir Moisés a distribuir a terra de Canuã enlre as tribos de Israel, JOIADA (Heb. “o Senhor sabe"). 1. Fiibo de Pasiiã. foi um dos judeus que retomaram do exilio ua Babilónia e ajud.iram a reconstruir os muros de 1e.ru.salètn. Com outros companheiros, repa­ rou a Poma Velha f.Ne 3.6). 2. rilho de Rlfasilw e pai de lónatas. Eliosibe foi um dos sumos sacerdotes nos dias He Neemias Neemias foi obrigado a afastar um dos filhos de Joiada de perto de si. por ele ser este «u-a genro de Sambalate ÍNe 12.10.11.22; 13.28). 370

í Ir o o í s

do exílio

aa

B a b iló n ia (N e 1 1. iU: 1 2 .« ).

JONAOABE |Heb. ‘oSenhor ègeuern.so"), 1. Filho de Sinieia e sobrinho He Davi. ‘Era... homem muito sagaz” (2 Sm 13.3, 51 Ajudou Aruuom .■ convencer Tamar a ít ao seu quârlo. onde a estuprou. Tem­ pos mais tarde, quando Absalao assassi­ nou o irmão, o rei Davi pensou logo uo pior. Jouudabe, entretanto, assegurou ao rei que só urn tora morto e não "todos os príncipes" (w. 32,35). 2. Filho de Recabe. era líder do clã dos recabltas. Mencionado em feremias 35,6.6,10 etc. Apoiou |eú em sua luta con­ tra Acabe. Ao demonstrai grande zelo pela Senhor, ambas muturam todos os profofas de Baal (2 Rs 10.15.16.23-281 e lizei.ini muito em prol dá verdadeira ado­ ração em Israel. Para mais detalhes sobre seus descendentes, o estilo de vida rígi­ do que levavam e o respeito quo tinham pelu Lei, veju RrCfjbe, item 3- Por cause dn compromisso dos descendentes de Jonadube com uma vida piedosa é do exemplo que deram para ludá. feremias transmitiu a eles uma palavra do Senhor:


JONAS, O PROFETA '‘Nunca faltará homem a Jonadahe, fillio de Recabe, que assista perante a minha lace todns os dias” (Jr 35.19). p,n.c.

JO N À . Mencionado na genealogia que vai de Jesus até Adão, corno pai de José e filho de Eliaquim (Li 3.30).

JONAS, O PROFETA Com o significado de “pomba”, no hebraico, o uorae do Jonas parece ser singularmen­ te írôuico, por um lado, ã luz du teimosia e do espírito recalcitrante do profeta, e. por outro, o dureza de sua meusagem para os habitantes de Ninive. O nome pode reiletír O desejo dos pais paru que tosse uma criança dócil e pacífica, ou lalvez seja um epíteto aplicado a ele mais tarde, devido ao seu chamado para levar a mensagem do Senlior a uma terra distaule. Identificado coino "filho de Anulai" (Jn 1.1). Jonas era natural da pequena vila de Gate-Hefer (2 Rs 14.25) no distrito da tribo rle Zebulom (Js 19-13J, alguns r[uilòmetros ao norte «la região da Galiléia; a área era conhecida desde os lempos anteriores ao cristianismo, por sua grande população dê diversas nações lis 9.1). Talvez fista seja uma (ias razões peias quais Deus o chamou para ministrar na cidade pagã de Ninive, pois se houvesse um profeta qualificado para tal tareia, seria um jã familiarizado com O pensamento e os costumes estrangeiros. Kruhora geralmente se pense que o ministério de Jonas em Ninive Foi um fracasso, pelo menos nm termos fia maneira como respondeu ao chamado e foi moldado por ele. é importante nolar que o profeta foi um instrumento importante no processo d»' expansão das fronteiras tle Israel dos dias do rei leroboão II (793 a 753 a.C.), um fato mencionado em i Reis 14.25, Ao que parece, foi por meio de suas palavras de incen­ tivo que Jeroboão recuperou os territórios perdidos anteriormonte paia os sírios (cf 2 Rs 10-32,33) e trouxe de volta um pouco da glória dos dias dos reis Davi e Salomão (cf, I Rs 8,65). A relação de Jonas com Jeroboão 11 proporciona no mínimo uma estrutura c r o n o ­ lógica geral para o seu ministério. A abrangõncia se limita urn pouco quando as datas da regência única de Jeroboão (782 a 753 a.C.) são consideradas. Lima dala mais Ou menos uo meio de seu governo seria 76» a.C.. compatível com u situação d e s c r ita no livro de Jonas e oro documentos dn Antigo Oriente Médio. Mais especificamente, a n a r r a tiv o laia da resposta favorável que o povo de Ninive deu à mensagem do profeta, a qual se manifestou na forma de um arrependimento tolal, desde o rei até o cidadão mais humilde lln 3.5-91. Independeulemenie fia natureza do arrepoudimonto — so era genuíno ou apenas superficial — ou de sous efeitos a longo prazo, ele darameute seguiu algum tipo de predição anterior o rnfietiu de alguma maneira nos aconteci­ mentos da época. Do todos os documenlns relevantes daquele periodo (isto é. rle 7R2 a 753 a.C.). as Listas Assírias são os mais esclarecedores no que concerne a este assunta. Esses lexlos consistem em listas de lodos os anos do Império Neo-Assírio, do 892 a 848 o_C,. a.*, quais menrionatn o oficial cujo nomo. è dado ao ano e geralmeuto rata algum evenlo significativo E interessante observar que a Assíria foi abalada por revoltas e pragas em cada ano, do 7ti3 a 758 a.C, Esle período foi durante o reinado do rei Assur-dã LU (773 a 756 a.C.). um tempo de tamanha instabilidade que dificilmente algum docu­ mento seria preservado para atestar qualquer sucesso. È tentador, portanto, visualizar o ministério dé Jonas contra este pano de fundo sócio-político. 371


IONAS Independentemente dás evidêndas históricas, cosluma-se di/nr que n rdato do [uoiis o a <»dstêiicia (lo próprio profeta são fictícios. Na melhor das hipóteses, alguns teólogos argumentam, o livro é uma alegoria ou uma parábola destinada a ensinar algumas lições, lalvez que o Deus de Israel é o Sonhor de todos os povos, ou que Israel, como louas, lora engolido pelos nações e depois foi regurgitado como uma nação mais quobrautada e disposta a servir ao Senhor, Esle não parece ser o ponto de vista do próprio Uvro, pois afám da feita de qualquer pis la mais concreto quo confir­ me esta visão, o Novo Testamento deixa d aro que Jesus entendeu ser este Uvro histo­ ricamente verídico. Ao lalar anincipadamentR sobre sua morte e ressurreição. Cristo disse: "Pois como Jonas esteve três dias o lrês noites no ventre do grande peixe, assim estará o Pilho do homem três dias e trés noites no seio da lerra" (Ml 12.40). Tkmhám reíenu-se á atitude dos oinh itas como um incentivo ao arrependimento do povo de sua próprio época (v. 41) e. de maneira mais notável, mencionou o próprio fonas como um sinal para Ninive (Ml 12.39; et. L». 11,30). Tudo isto sugere que a bmlição do Novo Testamento pelo menos cousiderava osla narrativa historicamente verídica. Jonas* como um "'sinal", podo implicar mais do que meramente a ualureza sobre­ natural da sua salvação do mar e, finalmente, sua chegada à praia. Pode rellotir lam­ bem antigas lendas assírias, como a fundação da cidade de Ninive por Oannes, a lorma grega para o nome acadiano Ea. Ele è descri lo em textos antigos como metade homem o metade peixe: de fato. o sinal cuneiforum para o nome Ninive (NiUua ou Nina. em aSSÍrioj consiste numa combinação de dois sinais: KTI (‘‘peixe1"J e ES í"casa" ou "lugar”), Isto daria a “Ninive" urn significado como “lugar do peixe" ou algo seme­ lhante. È claro que a conexão do Jonas com um grande peixe não passaria despercebi­ da pelos moradores de Ninive que conheciam as lendas concernentes à fundação da cidade. De qualquer maneira. Jesus mencionou lonas como una sinal para a conver­ são de Ninive o então disse aos seus críticos que não teriam um sinal diferente daque­ le, ou seja. sua própria morte. sepultam*’-nto e ressmmcríção. Lamentavelmente, po­ rém. Jesus antecipou que aquole sinal não sería efelivo em incentivar a fé naqueles que náo estavam dispostos a cror (Mt 12.41: cf. Lc 16.31). A despeito do aparente sucesso de sua missão, Jonas falhou couio homem de Deus, polo monos no que diz respeito ao relalo canóuico. Pregou uma mensagem de juízo (Jn 3 4), mas ficou amargamente desapontado quando os destinatários da men­ sagem se arrependeram e loram poupados da ira divina |]n 3.10 a 4.2). Na verdade, chegou a implorar a Deus que permitisse sua morte. O embaraço por ter proferido uma palavra que depois foi suplantada pela intervenção divina em graça e misericór­ dia. era mais do que o profeta podia tolerar l)n 4.3,8). O “fracasso" do Jonas representava o sucesso de Deus. pois a conversão de uma cádade pagã demonstrava a verdade teológica central do livro — e de fato. de toda a BíbUo — de que o Senhor e um Deus de infinito amor, que não deseja que ninguém pereça, mas encontre nele o perdão e a vida (Jn 4.11). em .

Zebulom e supõe-se quo a profecia foi pro­ JONAS. 1. Voju lonas. o profeta 2. Jonas. filho de Amilai. o profeta de ferida no início do século VTU a.C. 3. Jonas. o pai de Simão ppdro (Ml 16.17 Gate-Hefer. é mencionado apenas uma vez onde om nossas versões é chamada de na Bíblia em 2 Reis 14.25. Creditado como Barjonasl: lambém chamado de João. Jonas o que predisse, no remado do Jeroboão II. é a forma hebraica para o nome. Era pai rle a devolução das fronteiras de Israel pelos Simão Phdro e de André Veja João. item 3. sírios. Gate-Hefer ficava no território de 372


lí!) NATAS

JÒNATAS (Heb. "o Senhor tem dado"). vamente foi Jônatas quem tomou a inicia­ 1 . 0 primeiro Jônatas mencionado na Bí­ tiva: acompanhado somente por seu leal blia é o jovem levita de Juizes 17 e Ui escudeiro, escalou uma perigosa encosta que, durante aqueles dias em que "não de montunha, para Surpreender um posto havia rei em Israel; cada qual fazia o que avançado dos fílisimis. O ousado assalto parecia direito aos seus olhos” (fz 17.61. do filho do rei foi tão bem-sucedido que o deixou sua residência em Belém, aparen­ pânica se espalhou desde aquele local até temente em busca de pastos mais ver­ o principal acampamento (1 Sm 14.1-15). des. onde pudesse exercer sua profissão p quando Saul entrou em cena os filisteus |]z 17.7.8). inicialmente foi empregado estavam tão coufusos e aterrorizados que de uni homem da tribo do Iífraim cha­ mataram uns aos outros (v. 20). mado Mica. .serviu como seu sacerdote Assim, nessas primeiras aparições. pessoal a ministrou n.o santuário feito em Jônatas já se destacou como um herói e um homem de fé |1 Sm 14.61 e conquis­ sua casa l)z 17.4.5.10*13). Ele, entretan­ to, logo encontrou uma chance de trair tou grandes vitórias; esla impressão ini­ seu patrão, quando se uniu a um grupo ciai de maneira alguma diminui no trans­ de homens da Uibo rle Dã que migravam correr do sua história o na sua inferução com Davi. Em numerosos pontos e de em direção ao norte, paru Lais. e rouba­ ram os ídolos da casa de Mica (Jz 18.14várias maneiras, as qualidades de Jônatas, 2G). Quaudo a cidade de Lais. pacifica e sua fé e seu caráter contrastam com a fal­ ta destas virtudes em seu pai. Enquanto desprevenida. foi tomada e seu nome foi Saul. depois de sua rejeição finai como mudado para Dá. os danitas uão perde­ roi em 1 Samuel 15, virtualmente ficou ram tempo em instalar seus ídolos e co­ louco, ao tentar obstruii o decreto divino locar o jovem levito como »□< erdote (Jz 18.27-311. Somente neste ponto da nar­ de acordo com o qual seria substituído rativa bíblica o nome do levita 6 menúpor um homem escolhido por Deus (“O Senhor já buscou para si um homem se­ onado: "Jônatas, lilho de Gérson, filho gundo o wu coração, o já Um ordenou quo de Manassés" Ijz 16.301. 2. O segundo Jônatas mencionado nnsoja príncipe sobre o sett povo": 1 Sm 13 14J, Jônatas. o segundo na linha de Bíblia é sem duvida o mait; conhecido, ou seja, o lilho do rei Saul e o amigo mais sucessão, espontaneamente transferiu a Davi o direito ao trono (1 Sm 1B.1-4). leal de Davi. Nada sabemos sobre sua in­ Embora o texto uão faça nenhuma decla­ fância; quando aparece pela primeira vez ração explicita, provavelmente foi a sub­ já é um adulto com capacidade para co­ missão dele a rejeição divina da casa de mandar tropas militares, em l Sm 13. Saul que causou sua lalta de envol­ onde lemos como incitou urna guerra entre Israel e os filisteus e atacou a guar­ vimento diante da ameaça dos filisteus f 1 Sm 17), o que contrasta efun suas ou­ nição deles em Geba 11 Sm 13.3). Esta sadas façanhas mencionadas anterior­ ação acionou uma convocação geral e mente om t Samuel 13 o 14. uma reunião pré-arranjada entre Said y Quando foi obrigado a escolher enlre Samuel, em Gilgal (cf .1 Sm 10.7,8) A o pai ou Davi, Jônatas ficou ao lado do falha do Suul «m esperar a chegadf» d<; amigo, o qual reconhecia como o esco­ Samuel causou uma ruptura entre o rei e lhido do Senhor (1 Stn 23.17). Apesar o profeta e deixou Israel sem direção di­ disto, estava disposto, como um filho IboI. vina para a batalha que se aproximava (1 a acompanhai o pui ao cru >nle Gílhoa para Sm 13.7-151. 0 monopólio qup os filisteus uma batalhu final e desastrosa contra os exerciam sobre a mariuffltura do ferro filisteus. Ali. juntamente com seus ir­ dou-lhes uma vantagem tecnológica mãos. perdeu a vida nas mãos do inirni(w. 19-23). Nesta situação terrível, no­ 373


JÔNATAS go, enquanto o rui Saul. gravemente ren­ do. lirou a própria existência. quando se jogou sobre sua espada 11 Sm 31.1 -<>). No inicio rle 2 Samuel, Davi elogiu n bravura de Saul e de Jôiiatas, mas reserva as pala­ vras finais para expressar sua tristeza pela parda do companheiro, uo qual chama de "meu irmão”, e para enaltecer a qualida­ de altruísta do amor e ria fidelidade do amigo (2 Sm 1.20). Ebstericurmeãlte, Jônatas foi sepultado no túmulo de seu avô em Zela, na região dn Benjamim (2 Sm 21.141. 3 . O terceiro Jonalas era o filho tle Abiatar. sumo sacerdote durante o reina­ do de Davi. Na época da revolta do Absalão, depois de íugir de [emsnlém. o rei enviou Abiatar e Zadoque de volta à cidade para obter informações^ Os respec­ tivos fillios deles. Aimaás e Jônatas, os acompanharam como mensageiros (2 Sm 15.27.35,36). Mais tarde, este inesmo Jònalas levou a notícia da i;oroação do Adonias para Salomão, e terminou assim com o complò do primeiro para usurpar o trono (1 Rs J.42-50). 4. "Filho de Siméia, irmão de Davi” (2 Sm 21.21; I Cr 20.7). Lutou ao lado de seu lio rontra os filisteus; om uma baUIha malou um gigante, descendente de Raia. o qual títiIih seis dedos em cada mão e seis artelhos em caria pé. B possí­ vel que seja a mesma pessoa do item 5. 5. Um dos "trinta" guerreiros valen­ tes de Davi, o qual lutou ao seu lado Era lilho dt) Sama (Sage. em t Crónicas), o hararita (2 Sm 23.32.33; 1 Cr 1 1.341. 6. Filho de fada e pai de Pelele e Zaza, da Lribo de ludá, e d escen d en te de Jerameel 11 Cr 2,32). 7. Filho rle IJziiis, era suporLntendeute durante o reinado de Duvi, responsável pelos “tesouros dos campos, das cidades, das aldeias, das torres' fl Cr 27.25|. 8. Tio de Davi, “era do conselho, ho­ mem prudente e escriba ". IVovuvebnente era responsável pela educarão dos fi­ lhos do rei. Veja /e/c/ (1 Cr 27.321. 9 . Descendente de Adim e pai de Ebede. o qual era um «los lideres de famí­

lia que retornaram do exibo na Ilabilõnia com Esdras. Cinquenta parentes seus vol­ taram com ele (Ed 0.6). 10 - F ilh o de Asael. um dos pou­ quíssimos líderes dos judeus que se re­ cusaram a ouvir Esdras quanta ao arre­ pendimento pelo pucado do casamento com mulheres estrangeiras (Ed 10.15). De­ pois do retorno do exilio ua Babilónia, Esdras liderou o povo na busca jjelo restabelecimento da obediência à Lei (Ir Deus. Insistiu para que os euipados so divorciassem de tais m ulheres, mas Jóuntas so opôs a esta decisão. 11- Filho de Joiarlu e pai de Tadua. era levita e descendente de Jesua; retornou com Neemias e Zorobabel do exilio ua Babilónia (Ne 12.11). 12. Líder da família sacerdotal dc Maluque, nos dias de Joiaquim e Neemias. depois do retomo dos judeus para Jerusa­ lém. após o exibo na Babilónia |h'e 12.14). 13. Pai de Zacarias, sacerdote que aju­ dou com a música, ria adoração, durante n festa de dedicação dos muros de TerusaJém, quando foram reconstruídos, nos dias de Neemias. depois do exilio ua Babilónia iNe 12,351. 14. Secretario em Jerusalém uos dias de Jeremias, Foi em suu casa que o profe­ ta foi preso pela primeira vez acusado falsam ente de desertor |J t 3 7.14.15). Jeremias predissera, para desgosto dos lideres de Jerusalém, que o Senhoi traria juízo sobre a cidade por causa do pecado do povo (vv. fci-lOJ. Tratava-se de uma prisão particularmente cruel « severa, pois. quando o profeta foi levado à pre­ sença do rei Zedequias. implurou para não retornar à casa de fúuatas, ou morre­ ria ali ||r 37.20: 38,20). 15. I im dos filhos de Careá (Ji 10.8). viveu na epoca de Jerem ias, quando Gedalias governava Jerusalém, controla­ do pelos caldeus. Eslava entre os oficiais do exército que. ao ouvir falar sobre a nomeação de Gerlabas, uniram-se n ole em Mispa. Pára mais detalhes, veja/oanã.

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r.n.c.


jORÁO

16. Da tribo do Levi, vivou nos dias do rei |ensaia, rle |udá. que, duranle os prBneiros anos du seu reinado, serviu ao Senhor e enviou sacerdotes e mestres para ensinar os judeus sobre o Lavro da Lei. |nnatas loi um desses mestres (2 Cr 17.fi). 17. Líder du íamiiia de Semaias, aju­ dou no serviço du Templo, nâ época de Neemias |Ne 12.19). J O Q U E B E D E (Ileb. "o Senhor çgltfria”). Descendente de Levi, nasceu na époda em q u e os israelitas e s l a v m n nn Egilo. Foi esposa de Anrão e mãe de MLriã, Arão e Moisés |Êx 6,20). Seu filho caçula nasceu na época em que Faraó decretara a morte de todas as crianças israelitas do sexo masculino (Éx 2). Ela guardou 0 lilho por q u a s o t r ê s meses, até quo ele ficou muito grande e nno linha mais onde escondê-lo em casa. Joquébede enláo adquiriu um cesto feito de juncos, o qual caialetnu corn hei ume e piche; colocou o menino den­ tro, levou o cesto a margem do riri JNLlo e dêpoHitou-i i entre a vegi;rtação. t\ filhn do Faraó desceu ao rio para banhar-se e encontrou o liebê; ao perce­ bei que se iratava de um hebreu, ficou com pena dele (Èx 2.5.0). Miriã. irmã de Moisés, recebera in s tr u ç ã u puxa vigiar o cesto; ciente do que acontecia, correu alé a princesa e apresentou-lhe Joquebede, a própria mãe do menino, para cuidar dele e amamentá-lo! "Sendo o menino ja gran­ de, ela o trouxe ã filha de Faraó, a qual o adutou. Cia lhe pós o nume de Moisés, e disser Dus águas o Iinti" [Êx 2.10). JO Q UIM (Heb. "o Senhor exalta"). Men­ cionado em 1 Crónicas4.22. Líder na tri­ bo de |udá e filho do Sela. Jnnto coro ou­ tros. é listado nu grupo de oleiros quo moravum ein MoabeiO R A . Líder de família. cujos desceudentes foram contados entre os judeus que. no lempo cie Esdras, retornaram dó exílio na Babilónia com Zorobabel e

Neemias. O grupo era composto por 112 pessoas (Ed 2.18).

JORAI. Líder de clã. portanto, o cabeça de ura dos sete grupos du lribo de Gado quo se estabeleceram na região de Cileade e Basã ( I Cr 5..13). JORÃO (Heb. “o Senhor é &\altado“). X. Descendente de Eliezer. da Lribo de Levi e membro do uma família responsá­ v e l poios tesouros do Templo ( 1 Cr 2 6 . 2 5 J. Era pai de Zicri. 2 . Filho de Tou, rei de Hamate. Quan­ do Davi derrotou Hadadezer, Toii enviou o filho lorão (chamado de Hadorão em 1 Cr 18.10) “para o saudar, e paru o felicitar pur haver pelfijudo i.onlia Hadadezer e por Lê-lo destruído”. Jorão levou mui los pre­ sentes de melais preciosos (2 Sm 8.10). Davi, coerente com sua profunda fé « sua gratidão pelas várias vitórias que conquis­ tara. dedicou todos as presentes ao Senhor. 3. O nono rei de Israel, filho de Aca­ bo e Jezabel (em algumas versões da Bí­ blia seu nome é traduzido como Jeorão). Reinou em Samaria por d o z e a n o s , do 852 a 8 4 1 a.C (2 Rm 1.17: 3.1). Foi sucessui do seu irmão Acazias nu trono (2 Rs 1.1,7). Acabe subjugara os moabitae e obrigou* os a pagar tributo, Mas quando Jorão su­ biu ao trono, aproveitara® a oportunida­ de para se rebelar Ele mobilizou todas a? suas tropas e chamou os reis de Edom e fOsafó. de Judá, paru o ajudar. Os três marcharam juntos ulruves do deserto e atacaram Mesa. rei de Moabe. Ficaram sem água e aptiaram para Eliseu. a fim de que orasse ao Senhor em favor deles. O profeta concordou, mas disse que só o faria dovido ò presença du rei Josafá. U pecado a o paganismo de Jorão, o qual seguia os mesmos passos de Acabe, sou pai, levaram Eliseu a declarar quo nada faria em seu favor. LTm g r a n d e milagru aconteceu, O profeta ordenou que so ca­ vassem vários covas a no dia seguinte o vale estava cheio d' água. Os moabitas loram derrotados em batalha, mas os ali­

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JGRIM a dos não conseguiram manter a vitória e posteriormente fugiram f2 Rs 3). Duranto o reinado de )orão, Eliseu profetizou e trouxe a palavra do Senlior para o rei e a nação, 2 Reis fi registra al­ guns dos milagres operados pelo proleta e Como ele frequentemente informava ao monarca de Israel sobre os planos do rei da Síria, de niâneiru que furão sempre conseguiu 41 vitória. É quase Inacreditável que esle monarca tenlia testemunhado u.s obras maravilhosas de Deus em seu fa­ vor e ainda assim permanecesse nos ca­ minhos da idolatria. Sua contínua rebe­ lião coutra o Senhor finalmente causou sua ruína A Síria invadiu Israel, sitiou Samaria n criou uma situação Ião grave na cidade, de tome e miséria, que che­ gou o momento no qual as mães matavam os proprios filhos para comer Em­ bora o Senhor teuhu terminado com o cerco do unm maneira miraculosa, a na­ ção conlimiou na idolatria (2 R.s 7) Alguns anos mais tarde. Jorâo envol­ veu-se em ou Ira aliança com o rei de ludá. que ca época era Acazias, Desta vez fize­ ra m guerra coutra Hazael, rui du Siria. em RamntB*G£ioade. Nesta batulka. Jorâo, ferido, foi recnperur-s»* eni fezreel (2 Rs 0.28.29: 2 Cr 22.5-71. Acazias foi até lá encontrar-se com ele. Como pane do juízo de Deus sobre Is­ rael. Acazias e Juda, Eliseu ungiu a Juú como rei de Israel Esto então liderou uma conspiração contra Jorão e. íoi a Jezreel para vê-lo. Acazias e ferrâo subiram em suas car­ ruagens para ir ao encontro de leú. forão perguntou-lhe se a visila era rle paz. ao que o coituiníluflíe replicou "Que paz. enquan­ to as prostituições d.j tua moe Jezabel o as suas feitiçarias são tantas?” (2 Rs 9.221 Jeú atingiu Jorâo com uma flecha e o matou. O juízo de Deus contra loráo demons­ trava a severidade com que o Senhor de­ sejava Uatar com a feitiçaria e u idolatria. Também loi o cumprimento da profecia de Elias sobre a casa de Acabe, que se se­ guiu ao terrível pecado que esle rei come­ tera coutra Nabote (1 Rs 21.191. p.d .g .

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4. Sacerdotei viveu nos dias do re Josafá, de ludá Durante os primeiros anos de seu reinado, Josafá serviu ao Senhor e mandou vários sacerdotes o mestres para ensinur ao povo de ludá sobre o Livro du Lei. forão foi um dos enviados (2 Cr 17.8).

JORIM. Mencionado na genealogia que vai de Jesus até Adão; pai de Eliezer e filho de Mata (Lc 3,21)). JORQUEÃO. Filho de Raão. descenden­ te de Calebe, da tribo dé Judá f i Cr 2.441 JOSA (Heb. "presente dn Senhor"}. FiLho do Amazias. mencionado em 1 Cró­ nicas 4.34: líder rle uni dos dás da tribo de Simeão durante o reinado de Ezequias, de Judá. JOSAFÁ (Heb. "o Senhor tem julgadu,r). J Roi de Judá Descrito coma o que ‘Tez o que era relo aos olhos do Senhor" 1 1 Rs 22.43.: 2 Cr 20.32: também era chamado de Jeosafal, sucedeu seu pai Asa no tro­ no de Davi. em 870 a.C.. depois de lrês unos de vice-regêuciu (1 Rs 15-24: c f vv, y . 10 ). Suu reputação, entretanto, não loi totalmenle irrepreensível. pois foi con­ temporâneo do perverso Acabe, rei rle Israel [874 a 853 a.C.1, e varias vezes fez alianças profanas com ele (1 Rs 22.441. Lhn dos resultados lamentáveis dessu fraternidade foi o casamento da fifhn de Acabe. Atalia. com Jeorão, Rlho de Josafá (2 Rs 0 I8.20.27j. um relacionamento que lrouxe terríveis consequências para a vida espiritual, social e política rio reino de Judá (2 Rs 8.27: 9.27: 10.14: 1 1.1-20: cf. 2 Cr 22.2,3). Provavelmente foi umu des­ sas alianças entre os dois reinos que im­ pediu Josafá de acabar totalmente com lodos os vestígios da idolatria que loram deixados pnr seu poi Asa i I Rs 22.43; cf. 15.14). Esses detalhes, entretanto não com­ prometem a imagem geral de Josafá, que emerge do registro sagrado, especialmen­ te de 2 Crónicas 17 a 20. como um ho-


JOSÉ, O FILHO DE JACÓ mera piedoso e dedicado aos propósitos da aliança do Senhor "Não buscou aos baalins. Anles buscou ao Deu.s rlp sen pai, e anilou nos seus mandamentos, e não segundo as obras de Israel" (2 Cr 17.3,4).O resultado loi a benção pessoal o naciouai, Oíi formo de riqueza, honra e poder (vv. 5.11-13). Preocupado náo so­ mente com ludá. m a s também noru Isra­ el, estabeleceu juizes por toda n teria (2 Cr ío 4-7) e lambém deu instruções nos levitas e sacerdotes pai a ouvir o povo e julgar as questões concernentes aa Se­ nhor. islo é. que estivessem relaciona­ das tom o c u l t o e com as causas civis (vv. 6-11), Provavehueute o molhor momento de Josafá seja o da questão da campanha militar de Lsrael e Judá contra os sírios, em Ramote-GUeade II Rs 22.1-3G; 2 Cr 18.1-341 Embora posteriormente fosse repreendido por buscar amizade com Acabe, considerado um inimigo de Deus (2 Cr 19.2), josafá insistiu que nenhuma ação fosse feita anles que o .Senhor fosse consultado (2 Cr LP.4I Quando Acabe trouxe Seus próprios profetas contratados para proferir suas mensagens. o rei josafá rei usou-se ouvi-las e insistiu nm que um verdadeiro homem de Deus fosse trazi­ do. Seu pedido íoi atendido, com a apre­ sentação do corajoso proíela Mleaias (2 Cr 18.6,0). Salisfeilo de que o $euhor pelo menos livesse falado, Josafá seguiu odiante e, a despeito du derrota da coalizão, foi preservado milagrosamente, por Deus (v. 31). A história parece sugerir uma fra­ queza nm relação ao conformismo, m a s também revela uma convicção interior

inabalável, que chegou ao ponto de levar a uma decisão radical 2. Filho de Ailude. foi um '‘cronista", na administração dotei Davi |2 Sm M.lli; 20.24: 1 Cr 18.151 e na do rei Salomão ( I Rs 4.3). O trabalho, ao que parece, relacio­ nava-se com u registro oficial dos even­ tos de interesse nai. ional 3. Filho de Raruá. foi siiperinlendenlo de uma província no distrito de Is.sacar. responsável pela provisão de alimentos para o governo central de Salomão, durarile um mês u cada ano (1 Rs 4 17) 4. Filho de Ninsi, era rnaii, conhecido como o poi do rei Jeú. de Israel (2 Rs 0.2,14). embora geralmenle Jeú seja men­ cionado como “filho de Ninsi": portanto, e omitido o nome de Josafá (2 Rs 0.20: cf. 1 Rs 19,16)., e .m . 5. Mitnita. era nm dos “trinta" guer­ reiros valentes de Davi. que lutavam ao seu lado (1 Cr 11.43). 6 Sacerdole cuja larefa era tocar trombela diante da Arca da Aliança, q u a n d o foi levada paro Jerusalém pelo rei Davi (1 Cr 15.24).

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JOSAVIAS IHeb "o Senhor tem estabe­ lecido" I Um dos filhos dp Elnuáo, foi um dos trinla" guerreiros valentes de Davi. que lutaram ao sou lodo (1 Ct J 1.4BI. JO SB ECA SA . Um dos filhos de Hemã, o vidente do rei, listado entre os levilas que Íoram separados para o ministério da protecia e da musica durante o reinado do r<i Davi () Cr 25 4) Líder do 17® gru­ po de músicos e compoilenles rio coral que ministravam no Templo 11 Cr 25.24).

JO SÉ, O FILHO DE JACÓ José, cujo nome provavelmenle significa "que Deus acrescento", era o décimo primei­ ro filho do patriarca Jacó. Seu nome reflete o papel de sua vida ua nação de Israel: foi o agente de Deus ua preservação e na prosperidade de seu povo no Egilo, durante o período de fome ua terra de Conun. Essa prosperidade levou os hebreus a condição de naçáo, 4UU anos mais tarde, no Êxodo. 377


JOSÉ. G FILHO DE JACÓ

O nascimento e a escravidão de José O nascimento iJ p |osé é narrado em Génesis 30.22-24 Nasceu ua época em qun Jacó ainda trabalhava para Labão, seu sogro. Foi o primeira fiihn de Raquel, como prova do fim da uslnrilidade dela. O nome que sua mãe lhe deu refere-se, no contexto imediato. ao desejo dnla do ter outro filho, o que aconteceu no nascimento de Benjamim (Gn 35.17). Onnm e. entrelanto. lambém prefigurava o amplo papel que d filbo de­ sempenharia no progresso da fui ura nação. O lexlo que irala da vida de José é Génesis 37 a SO, que abrange cerca de um lerço do livro. A historia começa com ele aos dezessete anos de idade, revelando atitudes que contribuíam muito para uma amarga rivalidade entre ele e os dez irmãos mais velhos Costumava contar paia d pai as coisas erradas que eles faziam |Gn 37.2). Em uma ocasião, contou uos familiares dois sonhos que tivera. os quais prediziam que um dia seu pai e seus irmãos se inclinariam diante dele (w. õ-l(l). Todos ficaram ressentidos com a atitude de lose e profundamente enciumados pelo tratamonto pre­ ferencial que recebia do pai (v. 4). Quando |acó enviau-o para supervisionar o traba­ lho «los irmãos, sem dúvida eles se lembraram dos in< identes anteriores e conspira­ ram contra ole (w. Iflss). Determinaram matá-lo, maii loram dissuadidos por Rúben. o mais velho, que chegara após a decisão tomada (w.21,22), Ele convenceu os irmãos a jogar José nu (na- cisterna vazia, pois tencionava resgatá-lo mais tarde. Os irmãos arrancaram de lose o símbolo do favoritismo do pai. uma túnica mullicolnrida (Gn 37.23) e, sem o cooborimento do Rúben, venderam o rapaz para uma caravana de comerciantes de escravos (w. 25-28). Numa mudança irónica, a vestimenta que represenlava o favoritismo de Jaió por José foi embebida com o san­ gue de um cabrito e apresentada ao patriarca como sinal de que seu filho amado fora morto jior animais selvagens. A Ironia maior e q u e os próprios irmãos agiram como animais ferozes, ao conspirar paia assassinar José b seutundo-se para satisfazer seus apeUtes, enquanto o garoto permanecia prostrado, despido 0 sedento na cisterna (w. 24,25). A narrativa continua em Génesis 39. depois da injustiça de Judá para com Tamar, sua nora. Neste episódio, as palavras hebraicas para “mão“ lyiwi) e "prosperar" (tsa/arh) são utilizadas numa relação sutil para projetar o tema mais amplo du liistória de José. Potifar comprou-o das "mãos'* dos comerciantes de escravos (Gn 30 1). O Senhor "estava’’ com José (v. 2), du maneira que aqueli! egípcio percebeu d prosperidade alcançada por meio d e l e fv. 3). Como resultado. Polifar colocou tudo o que possuía sOb o controle de José [literalmente, "nas mãos d e l e ” , v. 4 1 . Sob esse arranjo, seu senhor prosperou dramaticamente. Depois de reiterar o falo de que Iodas as coisas estavam uns “mãos” de José (Gn 39.li), a narrativa descreve a tentativa feita pela esposa de Potiiar para seduzi-lo. O jovem recusou suas insinuações, na base dn confiança que $ôu senhor depositara nele (literalmente, ”nas m in h as mãos" v. 8). |ohõ via a concretização de tal ato como uma quebra de confiança o um pecado contra Deus lv. 91 Esta atitude indica que conside­ rava sua mordomia sobre as respousabilidades lerrenas como uma função religiosa. As tentativas de sedução continuaram e chegaram ao clímax mim dia em que não havia ninguém na casa alem de José « a esposa de Potiiar. o que provavelmente significa que ela própria providenciou paru que lodos os demais empregados saís­ sem. a fim de conseguir seus propósitos. José resistiu e fugiu; ao fazê-lo, ela o agarrou pelas roupas: depois, chamou testemunhas e inostrou a vestimenta do rapaz, primei­ ro para os empregados e depois para o próprio Potiiar, quando e s l e voltou para casa. 378


JOSÉ. O FILHO DE JACÓ como uma evidência de que |osé tentara seduzi-la. Novamente uma poça du roupa daquele jovem foi utilizada coma testemunho contra ele — nu primeira, testemunhou q u e estava morto b na segunda. testemunhou qu« ‘ estaria melhor morto" [Veja Putifar e Espusn dti Potifar|. José então encontrou-se muna circunstância similar, ou até pior, a que se encon­ trava nu Inicio do episódio. Novamente era prisioneiro, quando Potifar ordenou que fosse lançado no cárcere (Gn 39.20). O uso da frase “u Senhor era com ele" (v, 21). repetição de “O Senhor estava com José" (v. 2), indica □ bênção de Deus sobre o jovem, de maneira qun eucontrou favor com o novo senhor (v. 21: cf. v. 4J. )osé con­ quistou u confiança rio carcereiro de tal maneira que todas as tareias da prlsao fica­ ram em "nas mãos” deJe (v. 22), O texto novamente nos diz que o Senhor fez com que ele prosperasse (v. 23; cf. w. 2.31. Neste único episódio, vemos o tema dominante du vida de José demonstrado dn forma vivida — Deus providonciulmente presorvavu sua vida, a despeito das tribula­ ções e injustiças qun enfrentava o por meio delas. Não importava em que "mãos” sua vida estava colocada: no final era a mão de Deus que o livrava e o fazia prosperar. Portanto, a providência divina estava por Iras de todos os eventos que levaram à elevação de José para a posiçào de autoridade e influência como conselheiro dn con­ fiança do Faraó Neste ponto, notemos quo muitos comentaristas crêem que o conteúdo de Génesis 38 estn fora de lugar, bum no meio da história de José. Depois de uma leitura superfi­ cial, esse relato do tratamento injusto que Judá dispensou a sua nora Tamar parece fora de posição. Este episódio, entretanto, serve a duas funções importantes. Primei­ ro, relata a origem da historia da Uibo de Judá. Segundo o mais relevante pnra o estudo de fose. proporciona um agudu cou traste entre os dois irmãos. Enquanto Judá abandonou u família e a torra natal por escolha (Gn 3 8 .1). Josè foi deportado contra sua vontade. Enquanto Judá voluntari.imente se associou a uma mulher não israelita. José resistiu a tal tentação. Judá envolveu-se em imoralidade sfscual. vitimou uma mulher indefesa e. por isso. incorreu no juizo de Deus José resistiu á tentação t; foi vítima de uma mulher influente; como resultado, uo final o Soahor preservou seus interesses, ludá foi acusado com justiça por uma mulhor, enquanto José loi acusado falsamente. Cm ambos os c usos, um artigo pessoal — um cajado e uma peça de roupa, respectivamente — foi apresentado como testemunho contra eles. Esses extensos contrastes/paralelos servem para estabelecer a diferença entre o caráter de Judá e o de José. Desta maneira, o oiais novo dos dois é apresentado dramaticamente como um homem de virtude, o qual olhava para Deus que governava soberanamente seu desti­ no. O relato de Génesis MHp essencial para estabelecor todos esses contrastes. A elevação de José ao poder A elevação de José ao poder íoi o resultado de sua habilidade especial que o levou tanto a ter benefícios como a enfreniar diversos problemas — a capacidade concedida por D e u s de inleqjretar sonhos. A manifestação inicial desta habilidade gerou ciúmes por parte de seus irmãos (Gn :i7.õssj, Quando se encontrou uumn prisão egípcia, a habili­ dade tornou-se sua importante aliada, que facilitaria <i sua libertação do cárcere. Dois funcionários do Faraó, o copeiro-chefe e o padeiro-chefe. estavam na mesma prisão (Gn 40 3). Não eram apenas empregados da cozinha do Faraó, mas conselheiros do mi quo. poT algum motivo, caíram em desgraça; As Interpretações dos sonhos do padeiro e do copeiro cumpriram-se dentro do prazo determinado por José fGn 40.21,22). 379


JOSÉ. O FILHO DE JACÓ Dois aiios mais tarde, Faraó Iwe dois sonhos qm> o angustiaram mui lo. O copeiro* chefe, então, lembrou-se de |osé. o qual foi convocado para inlerprela-los (Gn 4 0 .14,23 J. Exutamente como falara aos homens na prisão, José disse ao Faraó que a habilidade de interpretação vinha du Deus ÍGn 40.tt; 41.1B). O jovem hebreu interpretou corretamenltt os sonhos, ao íaiar ao rei que viriam sete uuos de abundância, seguidos por mais sete de fome (Gn 41.2Uss). Acrescentou ã interpretação um sábio conselho lv, 331: Pãraó deveria preparar-se para os anos de fuine, mediante a nomeação de supe­ rintendentes quo armazenassem alimentos durante os anos de abundância» para que o Egito pudesse suportar os anos de escassez de alimentos. O rei. impressionado com a sabedoria com a qual Deus investira |osé. o nomeou como superintendente sobre lodo o reino (v. 39ss). Numa reviravolta completa de sua sorte, o jovem hebreu desco­ briu que lodo o reino do Egito estava em suas mãos, o que era evidenciado pelo anel que passou a usai, dado pelo próprio Faraó (v. 42). No espaço de 13 anos (cf. Gn 41.40; 37,2), |ose passou da posição de prisioneiro para a de primeiro-ministro e teve um sucesso espetacuJaj Da administração dos negócios egípcios (Gn 41.47-57). A partir deslt? ponto, o que resta da historia de José é o encontro com seus irmãos (Gn 42 a 47) e as bênçãos variadas que Jacó proferiu sobre seus doze filhos (Gn 48 a 50). Em busca de alívio para a fome que assolava também a região de Canaã. Tacó enviou dez dos seus filhos ao Egito para comprar grãos (Gn 42.1.2), .Somente Benjamim, 0 mais novo u agora o mais querido (pois o patriarca pensava que José estivesse morto), ficou em casa com o pai (v. 4). Eliís, naturalmente, negociaram com o novo governante do Egito. o qual não reconheceram, pois u ã o esperavam encontrá-lo nova­ mente após Lantos anos [v. R|. A partir dai. José dedicou-se a usar uma série de subter­ fúgios. com os quais não teucionavu enganar seus irmãos, mus sim testar o caráter deles (vv. 15.19). fazer com que sentissem convicção pela violência que comei eram contra ide (v. 21) e Iniciar o processo para a migração deles para o Egito (quando pediu que Benjamim losse levado a ele, v. 20J. Esta louvável intenção é revelada aa reaçâo que teve em particular devido ao dilema deles lv. 24). Quando regreíisoium para Gaiiaã, Simeão íoi manlído como prisioneiro, para garantir que os outros nove cumpririam as determinações do governador egípcio Jacó não permitiu que levassem Beuj.unim (Gn 42.38J, mas. quando terminou o estoque de alimentos cedeu (Gn 43.13). Ironicamente, os presentes que instruiu os filhos a levar incluiam ilnns que provavelmente loram usados corno pagamento na vondu de |o.se ao» ismuelltas lei, Gn 3,7.25; 43.11). O profundo amor que o governador linha pelo seu único irmão por parle de mãe fui revelado tanto nu exigência que fez aos dez de que no retorno ao Egito o trouxessem junto, como por sua reação quanda o viu [Chi 43.30). Ele demonstrou bondude e hospitalidade duranie o banquete que ofereceu, não somente para com Benjamim, mas para com lodos os irmãos. Percebeu em cada atitude deles u temor de Deus e o desejo de agir com -honestidade para com ele. o que preparou o cenário para a revelação de sua identidade. José, por meio de angusíias pelas quais fez com quo passassem, elevou o drama do reencontro e o lomou um momento alegre, dn alivio, depois da proluuda tristeza que sentiram pelo que. fizeram com ole anos ;mles. Quando o governador revelou sua identi­ dade. mostrou também seu caráter. pois confortou os irmãos, ao explicar-lhes os propósi­ tos soberanos de Deus. que estavam admu das aliludes erradas deles — foro levado uo Egito paru salvar a vida de Ioda a íamilia (Gn 45.5-8). Obedientemente, os irmãos loram busca] )ucú ^ Iodei sua casa e os levaram p a ia o Ecpto. onde loram preservados da lome. Os irmãos não estavam totalmente convenefe/os í/as in ten ções i/e fo$é. pois. quando Jacó morreu, tinham certeza de que ele então se vingaria deles (Gn 50.15). Mas o 380


JOSÉ DE NAZARÉ caráter forjado na pnsão rio Egito era Ha rnelhui jju alidade e José repetiu o certeza que o sustentou durante o? anus oiais tenebrosos: "Vós, nu verdade, íàtenlastes o mal contra ruim, porém Deus o tornou om bem. para fazer turno se vê neste dia. para conservar muita geule com vida” (Gu 50.20). O h I c í I o rlesta migração da família de Jacft ao Egito não seria simplesmente para que suas vidas tossem poupadas da fome. O patriarca, em Génesis 46*3, reconheceu que se Iralava de uma jornada divinamente ordenada e que. no finai. Israel tornar-seia uma grande nação em terra egípcia. Além disso, tnrmm o presença divina no meio deles, a qual constituía a essência da aliança ahraãmica (Gn 15.1; 28. 151. Deus usou José comu o agente primário n o cumpri mento desta promessa.

A tribo de José Enquanlo os filhos de |aeó proporcionaram o patronímico para dez das doze tribos que herdaram Canaã (a de Levi é contada separadamente, pois ft a tribo sacerdotal), dnis filhos de José toranram-sc os progenitores das dtias restantes — Efraim e Manassés. Jacó fez uma reivindicação especial, pois eles nasceram no Egilo antes de ele próprio mudar para la (Gn 48.5). A herança desses dois foi concedida diretanrente pelu uvô (Gn 48.yss|. De falo. 0 palriarca deu a José uma porção dobrada da herança, que ora reservada apenas ao filho primogénito (v 22). O significado desta atitude è ainda mais profundo quando o cronista, de sua perspectiva do período pós-exílíco. levou esle fato em couta, ao relatar o constituição dn nação de Israel (1 Cr 5,1,2). Os eventos na vida de José mostraram sua lorça de maneira vivida. Tal capacida­ de entrelanlo. derivava da confiança na providência divina; fosse ela agradável ou não. estava na raiz de iodas as açôes dos homens e linha como propósito final o bera dos filhos de Deus. Ern nenhum outro lugar isto ó descrito de maneira Ião bela quanto nas palavras proferida* por Jau» em «eu leito de morte: “José £ um ramo frutífero, ramo frutífero j u n t o 0 fonte. cujos galhos se estendem sobre o muro. Os Uecheiros lhe deram amargura, e o fle< baram e perseguiram. O seu arco. porém, permanece firme e os seus braços foram fortalecidos pelas mãos do Poderoso de Jacó. o Pastor, o Rochedo de Israel" (Gn 49.22-241. José constituí uma das figuras principais da história da re­ denção identificadas por Estêvão em Atos 7. Na visão do primoiro mártir do cristia­ nismo, esle lilho de Jacó foi uma das primeiros ilustrações da sua mensagem de oposição aos fariseus. Au argumentar contra a faJsa noção de que a bênção e a presen­ ça de Deus estavam relacionadas com o Templo, de maneira irrevogável, Estêvão estabeleceu o princípio do "Emanuel”, quando falou que Deus estava presente com seu povo muito lempo antes da construção do Santuário. Neste contexto, simples­ mente disse sobre José: “Mas Deus era com ele” [At 7,*1J. Voja Emunwil, Jtifíó etc. M.o.

JOSÉ DE NAZARÉ Esposo de Maria, mãe de Jesus; portanto, o pai adolívo de Cristo. Seu uome só é mencionado na» narrativas sobre o nascimento de fesus. em Matou* 1 o 2 e Lucas 1 e 2, bem como na árvore genealógica, em Lucas 3.23. Muito pouco se sabe sobre a vida de José, esposo de Maria. Inquestionavelmente, pertencia a "casa e familia de Davi” (Lc 2 4) a linhagem do Messias (2 Sm 7.12,101. Náo está totalmente claro, entretanto, qual das duas genealogias de Cristo apresenta­ das nos evangelhos (Ml 1.1-16: Lc 3.23-38) traça sua famdia, A possibilidade mais 381


JOSÉ DE NAZARÉ provável é que n dn Maleus so relacione com José. pois parece estabelecer uma genealogia estilizada. quo garante o direito legal de Jesus ser Rei. José não é o pai biológico de Jesus (Ml 1.22-25); apenas tornou-so o poi ndotivo do Salvador. Nesta condição. era seu pai legal, o que colocava Cristo ua linhagem dos descendentes de José e sua família, bom como na do Maria (a qual. ao que parece, está relacionada nm Lucas 3.23*38). Alguns teólogos alegam quo esta linhagem dupla foi necessária devido a maldição imposta a Jeoiaquim, o último rei da casa de Davi, em ludá, uo inicio do exílio na Babilónia (Jr 22.30). Se esta sentença for interpretada no sentido futuro, que "ne­ nhum da sua linhagem prosperará, para se assentar no trono do Do vi. ou reinar de novo em Judá” fv. 30). ambas as genealogias são essenciais. A árvore genealógica de Mateus ainda provaria o direito legal de lesus ao trono de Davi. embora, devidn a maldição, sua capacidade para "sentar" e "reinar" (Jr 22.3(1) viesse pela descendência alternativa de Davi (por meio de outro filho, Nalã; Lc 3.33), vista ua genealogia apre­ senta dn por Lucas Além de sua árvore genealógica, os únicos outros aspectos conbei idos. tia vida de José sáo o seu casamento com Maria, suu residência e profissão. Embora fosse da tribo de Judá, não residia na região da Judéia (Lc 2.41. Pelo contrário, era de Nazaré, na Galiléia (v, 4). Naquela cidade, trabalhava como carpinteiro (Mt 13.55), um ofício que aparentemente ensinou a Jesus ÍMc 6.3), Não há como saber a idade de José, comparando-se com o de Maria, ou as circuns­ tâncias especificas em que se conheceram o fjcarain noivos A ausência do seu nome em Maleus 13.55 e João 2.1, passagons ondo se esporaria que estivesse presente, se estivesse vivo, implica quo ele om bem mais velho do que elae já havia falecido quando Jesus iniojou sou ministério público (ou logo depois, Lo 3,23). De acordo com a cultura de Israel, o noivado e o casamento de José p Maria provavelmente foram arranjados poios* país. embora a soberania de Deus dirigisse as escolhas do todos os envolvidos, conforme indicado pelas árvores genealógicas o poios sonhos de José. em Mateus I e 2. O foco da narrativa dn nascimento de Jesus em Lucas 1 e 2 concentra-se em Maria, enquanto a seção paralela om Mn (bus 1 e 2 proporciona 0 vasto escopo de informa­ ções quo reOetom o caráter de José e seu papel no nascimento e nos primeiros anos d© vida de Cristo. Lucas 2. entretanto, proporciona alguns detalhes adicionais suhre /is ações de José relacionadas com a infância de J e s u s , bem como alguns vislumbres dos eventos duranie o período uo quaJ Cristo crescia ua companhia de Joaé e Maria. Em lermos de caráter pessoul. Mateus afirma que José era "justo" (v. 19) e compas­ sivo. Sua i n L e g r i d n d e som dúvida tinha que ver com o cumprimento da Lei. mas pelo mocos om parte lambém á sua obediência direiarnente ao Senhor (v. 24J. Sua compai­ xão é demonstrada ao descobrir que Maria estava gravida (v. 18): decidiu divorciar-se dela em segredo, ao invés de expó-la à condenação pública, conforme a Lei lhe per­ mitia (Dt 22.23,24; 24.1). LTma notável sequência de sonhos marcou o papel inicial de José como pai adotivo do Filho de Deus. Inicialmente foi instruído a não divorciar-se de Maria, “porque o que nela loi gerado é do Espirito Santo*' lv. 20J. Conforme o costume daquela soci­ edade, José rni.ebeu a incumbência de colocar o nome no menino: Jesus (v. 2 1 1. Ao acordar, ele obedeceu ao Senhor (vv, 24,25). Logo -depois do nascimento d»? Cristo, José teve um segundo sonho, no qual loi orientado a pegar Jesus e Maria e ir com eles para o Egito. para protegê-los de Herodes, o Grande, quo planojava matar o Messias (Ml 2.13). Novamente, ele fez conforme o Senhor lhe ordenara (v. 14J. 382


JOSÉ 0 terceiro sonho de José, quando estava no Lgitn, o enviou de volto a Israol, junto com sua família, depois da morte de Herodes fw. 19,20). Em seguido foi instruído num ullimo sonho a so estabelecer em Nazaré e não na Judèía |v. 21). o que ele fez iv. 23). Em todos os casos, de acordo cora a vontade da Senhor, José agia em lotai obediência; José lambém é visto diante das revelações concernentes a Jesus, proporcionadas por Deils por meio de outras pessoas. Na ocasião da circruncisâo de Cristo, ele e Maria ouviram as profecias de. Siirieão (Lc 2.2U-32. 34,35) e de Anu (v. 3BJ. Também se maravilharam com os palavras do próprio Jesus, ditas no Templo quando linha dOZP anos de idade (vv, 48-50). Depois que a família regressou a Nazaré, apôs a celebração da Páscoa (v. ã l), uào ha mais nenhuma menção explícita dp José no Novo Testamento. O nome ’‘José:i em Maleus 13.55 e Marcos (J.3, usado em relação à família de Jesus, refere-se a um fiibo mais novo do casal, qun aparentemente recebeu o mesmo nome do pai. Não há coruo sabermos quando ou como José morreu ou quais foram as circuns­ tâncias. O fato de que Jesus é menuonado como "o-carpinteiro", em Marcos 0,3. pode significar que Ele assumiu o lugar do pai adolivo, após a morte de |osé, alé n Inicio de seu ministério publico. Por oulro lado, tal vez queira dizer apenas quo Jesus aprondeu o ofício e trabalhava junlo com o pai como carpinteiro. Levando-se ein conta que José nm nenhum aspeUo ó considerado um bder enlre o povo de Deus, ele demonstra ser uma das figuras mais piedosas mostradas nas Escri­ turas. De tudo que se sabe sobre ele. é um homem que obedecia ao -Senhor. Era tam­ bém um marido e pai exemplar. Além de sua consideração sobre a possibilidade do divoraiar-se de Maria ames de receber a direção de Deus uo sonho e sua aparente contusão diante do ensino de Jesus nu Templo, quando tinha doze ano.s. não liã ne­ nhuma indicação de um comportamento que uão estivesse de acordo com a vontade de Deus. José realmente ora um homem '‘justo" |Ml 1.19) e foi bem escolhido, na soberania de Deus, para ser o marido du Maria e pai adotivo de lesus. Neste papel, aparente­ mente foi muito bom para o Deus-homem- Assim, sobre Cristo, há muito mais aspec­ tos significativos ua vida do Salvador do que sou direito legal ao trono de seu antepassado, o rei Davi (v. 16). &.B.L.

J O S É . 1 . Veja [ose, o filho de Jacó. 2 . Veja José He Nazaré. 3 . José, o pai de ligeaJ, da tribo de Issacar. ligeal loi ura dos doze homens enviados por Moisés do deserto de Para para espiar a lerra de Canaã f.Nm 13.7). 4 . Mencionado em 1 Crónicas 25.2, era um dos lilhos de Asafe. Imediata­ mente abaixo da liderança de seu pai e sob os ordens dirotas do rei Davi (v. I ). estava enbe os levitas que profetizavam e lideravam 0 ministério da música rios cultos no Templo. F‘oi o bder do primei­ ro grupo de músicos levilas e compo-

onntes do coral quo ministrott tio Tem­ plo (v. 9). 5. Um dos descendentes de Bani. Após o exilio na Babilónia, Seca ui as confessou a Esdras que muitos homens da lribo de Judá. ate mesmo descenden­ tes dos sacerdotes, linham-se casado com mulheres de outras nações. Esdras levou o povo ao arrependimento e fez Com os judeus um pacto de obedecer e servir ao Senhor (Ed 10.2). José é men­ cionado em Esiiras 10 42 como um dos que se divorciaram das esposas estran­ geiras.

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JOSEBE-BASSEBETE 6 . Líder da casa de Sebanias, uma fa rnilia sacerdotal do tempo de Neemias (Ne 12.14). 7 . A ncestral d t lesus. listado na genealogia que vai de lesus alé Adão. Era filho de Matatias e pai de (anai (Lr. 3.24), 8 . Outru ancestral do lesus, listado na m e s m a genealogia. Era lilho (1b Jonâ e p a i de Judá |L.: 3.311). 9. Utu dos irmãos de Jesus, é mencio­ nado pelo nome em Marcos 0.3 e na pas­ sagem paralela Rm Mateus 13 ..15. Na riarraLiva, Crislo havia chagado a Nazaré e começado a ensinar na sinagoga. Ambos o» evjiD gelhos registram a surpresa da mult idão diante da sabedoria demonstra­ da por Jesus. As pessoas estavam parti­ cularmente atónitas porque todos conhe­ ciam sua família, que até aquele momontu ainda estava entro elos. tinlão pergun­ taram: "Não é este o filho do carpinteiro? E não se chama sua mãe Maria, e seus irmaos Tiago, Jose, Slmao e ludas? Não estão entre nós todas as suas irmãs? Don­ de. pois, lhe veio tudo isto? E escandali­ zavam-se nele" (Mt 13.55-571. Lamenta­ velmente. devido à falta de lé deles. Je­ sus não fez muitos milagres na cidade e declarou que o profela não tem honra uo meio de seu povo. Pnra mais detalhes sotcre os irmãos de Cristo, veja Simão. f.n.c. 1 0 . José do Arimaléín era um mem­ bro do Sinédrio que se tornou discipido de )esus. Depois rjue Crislo íoi crucifica­ do, ajudou a tirar seu corpo Ha cruz e permiliu que fosse sepultado uum túmulo de sua propriedade. Todos os evangelhos mencionam o seu nomo apeuas uma vez. nus passagens referentes ao sepid lamen­ to de lesus. Ele era da cidade de Arimatéia, na I udéia | ’L< 23.51). .Alnru de ser rico (Mt 27,57), era também um membro influen­ te do concílio de lidoros judaicos (Mc 15.43); entretanto, desejuva o Reino de

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Dous (v.43) e opòs-so ao veredito do Sinédrio contra Jesus (Lc 23.51). Esle "homem bom e justo'" (Lc 23.5D1 superou seu medo (}o LU.38). declarouse publicamente discípulo de Jesus Cris­ to e pediu seu i.orpu a Pôncío Pdatos; generosamente, pmparou-o para o sep al­ tamente (vv. 39.40)e e n lã o o CGtlooou nu m túmulo recentemente aberto n u m iardlm (vv. 41.421. de sua propriedade. Essas circunslãncias cumpriram a profecia de que o Messias estaria "com o rido na sua mor­ te" (Is 53.9). A.8.L. 11,r/osé. chamado Barsabás. que t nha por sobrenome o Juslo". Candidato ã vaga de ludas Isi,anotes entre os apósto­ los; perdeu para Matios (At 1.23). Veja lambém Justo. 12. Voja Barnabáé José era um levita de C hipre, geralm enle cham ado de Barnabé, nome que lhe foi dado pelos apóstolos. Chamado de José somente um Atos 4.3ft. 13. Mencionado somente om cqnoxão com sua mãe Maria, a qual eslava pre­ sente na crucificação e no sepultamenlo de Jesus, Era irmáo de Tiago, o menor fMl 27.56: Mc 15.40. 47). 14. Mencionado na genealogia quo vai de Jesus até Adão. nomo pai de Semoi e filho do lodá (Lc 3.26J.

J O S E B E -B A S S E B E T E . Quando Davi tornou-se rei de Israel, rapidamente mu­ dou-se para Jerusalém. Quando se lez mais e mais poderoso, três homens va­ lentes o apoiaram de maneira especial, e [osebe-Bassebele. l ilho de Taquemoni, loi um deles. Apontado como "lider dos três". íicou famoso por tnr ma lado 800 inimigos em uma única batalho (2 Sm 23.8). A passagem paralela em 1 Cróni­ cas 1L. 1 1 tala sobre Jasòbeão. que [iro vavelmenle tratava-se da mesma p es­ soa.


JOSIAS. REI DE |UDÁ

JO S IAS , REI DE JUDÁ losias (Heb. “o Senhor o .sustenta”) ío i o rei de Judá no período de 640 o 609 a C, (2 Rs 22 e 23: 2 Cr i4 e 15). Seu avò, o perverso rei Manassés, reinará por 5fi .ino.s: perse­ guiu as pessoas pledoáas e reprimiu a verdadeira religião em ludá. Seu pai. Aiíiom. governou apenas 2 anos (2 Rs 21.19-26; 2 Cr 33.21-231 e deu continuidade as praticas malignas de Manassés; seu reinado foi interrompido por intrigas na corte que culmi­ naram com seu assassinato (2 Rs 21.24). Nessa época difícil, josias chegou ao trono, com apenas 6 anos de idade, Sua mãe era Jodída. filho de Adaias, do BozCeto (2 Rs 2 2 . 1J. Judá e Assíria O reinado de Josias concedeu a Judá nm certo alívio da pressão assíria, que durante um século controlou a política, a r e l i g i ã o r a vid;i social dos judeus. No tina! do século VII. o extenso Império Assírio foi ameaçado pelos caldeus, quando Nínive não teve forças para enfrentar Nubopolassar, rei dá Bâhilftnia (625 a 605 a.C.) Por isso. entrou em colapso após a queda de suu principal cidade, Nínive (612 a.C,). O vácuo político foi preenchido pela elevação dè Judá* sob o remado de Josias, e do Egito. sob o governo de Faraó-Neco. A rivalidade entre essas duas potências levou Josias a leni,ar impedir o avanço egípcio. ua batalha de Mugido, onde perdeu a vida em 609 a.C. Reformas religiosas A perspectiva da situação sócio-polliica não explica totalmente as transformações religiosas iniciadas por Josias. De acordo com 2 Reis. ele era igual a Davi, uo sentido de qué "fez 0 que era reto aos olhos do Senhor, e andou em todo o caminho de Davi, sen pai. e náo se apartou dele nem para ri direita nom para a esquerda'" (2 Rs 22.2). 2 Crónicas vai além e explica que "t omeçou a buscar o Deus de Davi. seu pai'* (2 Cr 34.3!). A busca a Deus por parte do jovem rei era evidência da obra do Espirito Santo em s.ua vid.i Quando tinha 16 anos de idade (632 a.C.I, erradicou sistematicamente o paganismo, em todas as suas lormas sineréiicas, começando por Jerusalém e Judá, e estendeu suas reformas até o território do reino do Norte. Aos 20 anos (62H a.C.), acabou com n profanação du terra e a purificou, quando destruiu os lugares altos, os postes-ídolos (imagens de Aserá). as imagens de eseulluTa e de fundição. Os túmulos dos sacerdotes idólatras foram profanados e seus ossos, queimados sobre os altares pagãos 12 Cr 34.3-7; t;f. t Rs 13.2). Josias nos livros dos Reis No coração dos livros dos Reis está a Lei. O autor está preocupado com a obediência do rei — ou u falta dela — â Lei (especialmente Deuleronômio), O autor destes livros avalia cada rei como íntegro ou ímpio, baseado em sua fidelidade para com as leis de Deuteronómio. losias era um rei íntegro; por isso, o escritor enfatiza o fato de que o livro da Lôi foi encontrado como elemento motivador de todas as reformosCom 26 anos de idade (622 a.C.). Josias levou a cabo seu piano de purificar a terra por meio da restauração do Thmplo, sob a direção de Safã, Maaséias. loii e HUquias. o sunvo sacerdote. Deram autoridade aos levitas para que supervisionassem a obra e 385


JOSIAS, REI Í)F. JUDÁ

pagassem (js trabalhadores com os recursos financeiros do Santuário. Durante a lim­ peza do Templo, o sumo sacerdole Hilquias encontrou um livro, o qual eutragou a Safâ, o secretário. Este o levou ar> rei. quando compareceu diante dele, a Sm de fazer o relatório sobre a obra de reconstrução, e o leu diante de losia.s. Ao ouvir as palavras da Loi de Deus, o rei rasgou suaá vestes, como umu expressão pública de profundo pesar Ficou ctxjn o coração dilacerado pela história de rebelião do povo de Israel contra o Senlior e pelo iminente juízo mencionado na Lei. Uma vez que o livro da Lei fora encontrado, o rei Josias buscou umu palavra do Senlior, por meio da profetisa llulda. Ela condenou a idolatria de Judá e profetizou sobre o exílio que se aproximava, enquanto falava sobre o graça de Deus. que se esten­ deria pelo reinado de Josias. Isso encorajou o rei a realizai a grande reforma. Renovou a nlinnr.ii, destruiu os centros do culto pagão, reinstituiu a lesta da Páscoa em Jerusalém e expurgou a terra do paganismo (2 Rs 23.4-20|. Embora a reforma tenha sido um gran­ de sucesso, o verdadeiro teste chegou com o falecimento do n'i. Depois de sua morte, nas mãos de Fáraó-Neco, o povo voltou aos seus caminhos idolá tricôs e pagãóSio sia s nos livro das Crónicas A ôniuse nos livros das Crónicas é diferente do registro nos dos Reis. Enquanto estes se preocupam principalmente com a I.e» e a fidelidade do rei a ela, aqueles interes­ sam-sa pelo ideal messiânico e a relaçao de Josias com este Roi. A referida reforma leve três estágios, No oitavo ano de seu reinado, |osias “começou u buscar o Deus de Davi, seu pai”. No 12* ano. começou o expurgar Jerusalém e Judá dos lugares altos e dos falsos ídolos. Finalmente, no sou 18’ ano como rei. ordenou que o Templo fosse reformado. Durante os reparos, o livro fia Lei foi encontrado e apresentado a el«, Depois de ler o lexlo, Josias buscou uma palavra do Senlior. Enviou mensageiros à profetisa Hulda, a qual o ínfonnox de que Deus amaldiçoaria Judá "com todas a« maldições do livro", por causu do pecado de idolatria, mas pouparia a nação durante o tempo do vida do roi. Depois dessa advertência profética, los ias continuou as refor­ mas com vigor redobrado. Leu a Lei para Lodo o povo de Israel e todos renovaram a aliança com Deus. Estendeu o expurgo das aiividades idolátricas ate regiões que per­ tenciam a Lsrael. o reino do Norte. O povo reuniu-se em Jerusalém, junto com os sacerdotes e levitas. A Lei toi lida pubbcamente e, sob a piedosa liderança de Josias. o povo se comprometeu a renovar o compromisso de fidelidade á aliança de Deus com Israel. Como uma expressão coucrela da união de lodos na aliança do Senhor, 0 roi decretou uma celebração da Páscoa em Jerusalém- Deu atenção cuidadosa a cada detalhe estabelecido na Lei de Moisés (2 Cr 35.ft.121, bem nomo ás tradições assoaiadas a Davi e Salomão (v. 41. O» sacerdotes e levitas oficiaram o. juntos com os auxili­ ares. foram bem supridos. O rei e seus ofii iais contribuíram voluntariamente com 37 1*00 ovelhas e cabritos o 3.800 cabeças de gado, O lotai de animais sacrificados foi tão grande que quase dobrou o número utilizado na grande celebração da Páscoa feita pelo rei Ezequias (2 Cr 30.24). O envolvimento do povo, dos sacerdotes e levitas também toi tão grande que a festividade loi comparada favoravelmente com as que eram realizadas na época tio profela Samuel (v. 10).

O livro da Lei Os a u t o r e s de Rois e Crónicas não especificam muito bem a natureza do livro da Lei. Conteria todo o Pentateuco. o u apenas parle dele? Sena o livro do Deuteronôrnin 386


JOSIAS, REI DE JUDA completo, ou apenas uma parle dele? Parece provável que se tralava de Indo i> livro de Deuteronômio. devido às especificações do lugar central de adoração, a destruição de iodos os lugares altos (Dl 12), maldições resultantes da desobediência (Dl 27 e 28), a çelebração da Páscoa (Dl 16J e u cerimónia d a renovação da aliança (Dt 27; 31; cf. 2 Cr 3 4 .5 0 - 3 2 . 2 R.s 23.2 ).

A vida de Josias é cuidadosamente padronizada de acordo com dois outros reis. Primeiro, o atilôr de Crónicas inclui atividades e eventos similares na vida de Ezequias e lo.sias. Ambos destruíram os lugares allos onde eram realizados cultos pagãos aiu ludá e em Israel (2 Cr 31.1.2: 34.3-7). .Ambos instituíram a Páscoa depois de anos d e negligência (2 C r30.13ss; 35. l.sjq. Segundo, as vidas tanto deEzeqttiâs como de Josias insinuam que ambos eram semelhantes ao sen "pai" Davi \2 Cr 34.2.3). Como Davi. Josias recolocou a Arca da Aliança no Templo (2 Cr 35.31, Além disso, deierminou que os músicos, descendentes de Asaíe, vollassem ao Templo, "segundo o m a n d a d o de Davi” (2 Cr 35.15). O propósito para este padrão distinto é claro. Crónicas ajuda o leitora Identificar Josias com o ideal messiânico. Ezequias Foi apresentado como um novo Davi; mas morreu, e a pnrspnc tiva passou para o perverso Manassés. Josias é apresentado como um mi •ãmilur tanto a F.xequias como a Davi: mas. apesar de iodos os seus esforços, também faleceu na guerra e seu povo linalmente foi para o exílio. Após ser elevado a Ião alto nível nas expectaiivas do leitor. Josias demonstrou que náo era o Messias, pois morreu devido às suas ambições políticas. Quando Faraó-Neco atravessou Canaã enj seu caminho fiara lutar ao lado tia Assíria contra a Babilónia. Josias o interceptou em Mugido ( 2 Cr 3 5 2 2 ) . RiraóiNeco o a d v e r t i u de que aquela inter­ ferência resultaria em juízo de Deus conlra ole (v. 21). Ele. entretanto, recusou-se a dar ouvidos. N u m a cena que lembra a morte do rei Acabe ( 1 Rs 2 2 . 3 0 - 3 4 ) , Josias entrou na batalha disfarçado, mas foi atingido pelos .arqueiros e morreu em Jerusalém. Os últimos dias Mão está claro o que aconteceu entre a celebração da Páscoa Í622 a.C.) e a morte de Josias om Megido (600 aC .), A queda de Nínive (612 a.C.) sem dúvida encorajou Josias a despontar no cenário internacional Suas ambições políticas, entretanto, tam­ bém o arruinaram, Quando Faraó-Neco passou por Judá com o intuito de enfieatar os caldeus em Carquem is, losias. marchou com seus exércitos para encontrar-se com ele em batalha. Não se sabe ao certo por que fez isso. Talvez desejasse assegurar a inde­ pendência de Judá e n t i e as noções. Se tivesse permitido que os egípcios passassem, com certeza soria considerado um colaborador na lula contra os caldeus. Faraó-Neco llcou aborrecido Com a recusa de Josias. Enviou uma mensagem a ele, com uma conotação religiosa. Disse que fora instruído por Deus pura marchar rapida­ mente. que as ações hostis do rei de Judá eTarn uma ameaça para a realização da vontade do Senhor e que. ele seria punido por isso. Como Acabe fez antes dele. losias dislarçou-se e eufrnuton o in im ig o no campo de batalha: loi atingido por uma flecha atirada ao acaso e foi retirado da lula. Ele não morreu em combate; mas, levado ás pressas, faleceu em Jerusalém |2 Cr 35.20-24). Sua morte foi uma grande perda para Judá. O profeta Jeremias liderou o povo num lamento (2 Cr 35.25). Além disso, repre­ endeu 0 lilho de Josias, chamado Jeoacaz (SaliimJ. ao comparar suas ambições com as de seu pai, o qual '‘exercitou o juízo e a justiça. Por isso lho sucedeu bem. Julgou a causa do aflito e do necessitado e por isso lhe sucedeu bem’ 11r 22.15,10). Dai em dionto, Judá alustou-so cada vez mais du Senhor e euvoiveu-se na lentaliva de sobre­ viver nas rápidas mudanças do jogo de poder no Oriente Médio. vua.vc. 387


ÍOSLAS

JO SI AS . 1. Veja Josias, rei d e Juda. Simeão, o qual, nos dias do rei Exéquias, 2. Um dos judeus que, depois do exí­envolvou-se nm atividades militares con­ lio uu Babilónia contribuíram com ouro tra os conaneus e os meunitas fl Cr 4.37). e prata pm-a as coroas dt; sacerdote Josué. Identificado como filho de Sofouias em J OSI FI AS (Heb. "que u Senhor acres­ Zacarias 6.10; provavelmente é o mesmo cente'). Um dos lideres de família que "liem , filho de Sofonias", do v, 14 retornaram para Jerusalém depois do exí­ lio na babilónia, com Esdras. Era descen­ JOS IBIA S (Heb."oSenhorestabelece") dente de Bani e pai de Sei omite; retornou Filho dé Seraias e pai dé Jêú. da tribo de com um grupo de 160 homens (Ed 8.10}.

JOSUÉ, FILHO DE NUM Embora Josué, filho dB Num, seja o personagem central do bvro que levu seu nomi;, era conhecida por Moisés muito antes de ser escolhido como seu sucessor. Num certo momento, o grande legislador determinou um homem da tribo rle Ebalm, cujo nome ora Oséias. Mudou seu nome para losue |Nm 13. lt>; ef. Dt 32.44). Oséias signi­ fica “Salva!”; Josué quer «íízot “Yahweh é salvação". Este ato refletiu o discernimento de Moisés om reconhecer seu sucessor a figura cujas habilidades militares seriam o símbolo ria bbertação que Yúliweh (o Senhor Deus) daria a Israel quando lutassem conLra os inimigos em Canaã. O nome Josué aparece pela primeira vez num contexto militar. Poi muna batalha travada pelos hebreus depois que saíram do Egito. Os amalequitas ameaçavam os israelitas. O filho de Num foi o guerreiro que levou o povo á vitoria, quando lutou em favor de Moisés lEx 17.8-1'i). Ele selncionou o exército, batalhou e venceu o inimigo. Eepresenlava todo o Israel, quundo liderava o povo na batalha. De fato, o exército em si é mencionado apenas uma vez (Êx 17.11J. Como “servidor" de Moisés, subiu com ele ao monle Sinai lÈx 24.131 e alertou o legislador sobre o alarfdo que vinha do acampamento (Nm 32.171, Fhi-lhe dado um lugar na Tenda da Congregação. Sua pre­ ocupação quanto ao bem-estar de Moisés o manteve afastado dos conflitos movidos por ciúmes e inveja que c e rr aram o grande legislador durante os anos no deserto. Em Números 1 t.28 essa preocupação fez com ele protestasse contra alguns israelitas que profetizavam sem o reconhecimento de Moisés. Josué loi um dos doze espias enviados para conhecer Canaã ÍNm 13.16). Dez deles vollaram com um relatório uegativo, de acordo com o qual seria impossível o povo conquistar a terra. Somente Josué e Calebe disseram que o lugar era bom o possível de ser conquistado. Uma praga coifou a vida dos dez espias incrédulos. Josué o Calebe Joram os únicos do toda aquela geração de israeUtas, que receberam uma promessa rle entrar na ten-a e receber uma herança ali |Nm 14.6.30.38). TSsta bênção, bem como a associação prévia com M oisés, proporcionaram o pano de fundo para as referências remanescentes d e |osué no Pfenlateuco. Ilido isso eniari/a o papel dele, como suces­ sor fie Moisés, na Uderança do povo na Terra Prometida. Essa sucessão foi comissionada oficialmente em Números 27 18-23, onde Moisés impôs publicamente as mãos sobre Josué. As res ponso bilida des dele determinavam u sua permanência diante do sumo sacerdote Eleazar. o qual discerniria a vontade de Deus pot meio do uso do Urim. Lncluíam lambém a liderança do povo e o comando das forças militares. Junlos, Josué e Eleazar receberam instruções concernentes a

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IOSUÉ. FILHO DE NIÍM distribuição das torras rln lado oriental do Jordão, entre as tribos (Nm 32) Esse evento proporcionou um exemplo de como ele agiria como sucessor de Moisés ua distribui­ ção de toda a terra a oesle do rio Rntre as tribos (Nm 34.17). Deus deu ordens a Moisés para "fortalecer" Josué (Dl 1.38) e “encorajá-lu" (Dt 3.28). Estes dois verbos, “esibrçars e ' e “animar-se”, formaci a substância da responsabilidade que Moisés e Deus entre­ garam lí Josué, repetida trés vezes puxa aumentar a ênfase fDl 3 J.6.7.231.

O s pa pé is d e se m p e n h a d o s por Jo su é Contra este pano de fundo, os papéis desempenhados por |osué tomam-Sfc claros. Era o gueireiro que lideraria os israelitas na vitoria contra snus inimigos. Era o representan­ te do povo diante de Deus e do tomo f?acordato Eleazar (osuê supervisionou a distribui­ ção dos territórios às tribos. Era o sucessor de Moisés. Nenhuma outra figura na Bíblia teve este papel especial. Para cumpri-lo. ele dirigiria o povo como Moisés fizera e os israelitas (feriam experiências similares às que obtiveram sob a liderança dp Moisés.

Líder espiritual e militar Como líder espiritual e militar do povo. Deus falou direitamente com ele. com as mesmas palavras quo Moisés lho dissera: "Esforça-te. e tem bom ânimo" ítrês vezes: Js 1.6-9). Liderou o povo na Iravessia do rio lordão IJs 3 e 4). executou a circuncisão e celebrou a Páscoa (Js 5). liderou o exércílo na conquista de lericó (Js 6). identificou e puniu o pecado de Acã (Js 7), liderou a vitória sobre Ai (Js 8), sobro a coalizão do sul (Js 10) e do riorie ||s 111.

Representante dos israelitas Como representante do povo diante de Deus. somenle Josué recebeu as instruções divinas pera a organização do povo (Js 1.1-91, a travessia do rio Jordão (Js 3.7,8; 4.13.15.161, a eonquisla de Jericõ (Js 6.2-5). a identificação da ■ulpa de Acã (Js 7 10-15), a conquista de Aj (Js 8.1.2, 18), a derrota da coalizão do norte f|s 11.6), a distribuição da terra (Js 13.1-7) e a designação das cidades do refugio (Js 20.1-61 As cerimónias religiosas concernentes à travessia, ã circuncisão e à Páscoa ja foram mencionadas. Além disso, |osué liderou o povo na aliança de dedicação (Js 8.30-35) e na rRnovação da aliança (Js 24). Também representou o povo diante do sumo sacerdote Eleazar om pelo menos dois incidentes. O primeiro loi quando determinaram qual pecado acarrelara a derrota no primeiro assalto contra Ai (js 7.14-18), Eleazar náo é mencionado no texto, e n t r e t a n t o , o uso du Urim era o único método apiovado paia determinar a vontade de Deus. Portanto, é provável que Josué lenha recorridG ao sumo sacerdote. O segundo incidente relaciona-se com a distribuição das terras enlre as tribos As que receberam as glebas a leste do Jordão estavam satisfeitas. As terras a oeste do Jordão foram determinadas por meio de sorteio, de acordo com a direção de Josué p. líleuzai Ijs 14.1.2: 15.1, 16.1:17.1; 1 8 . 1 - 1 1; 19.1.10.17,24,32.40.49).

O sucessor de Moisés Foi o papel do losué como sucessor de Moisés que melhor ilustrou o caráter do ho­ mem como um servo fiel de Deus. Como seu antecessor, ele teve um começo incerto. Enquanto Moisés preocupava-se com sua habilidade para lalar em público. Josué 389


IOSUÉ, FILHO DF. NTJM pensava em como: assumir o lugar deixado por uma pessoa de Ião elevada estatura, o servo do Senhor [Êx 3 e 4; |s l|. Muitas das instruções iniciais de Deus para Josué tinham o propósito de dar-lho segurança nesta questão. Na época da travessia do rio Jordão, a Senhor lhe disse om partiLTular: "Hoje começarei a engrandecer-te peranlp os olhos dt? lodo o IsraeL paru que sail.»am quo, assim como fui com Moisés, assim serei conl igo” (Js 3.71. Isto cumpriu-se conforme o registro de Josué 4.14. Como Moisés, ele começou sua liderança com uma estafanie lula por reconhecimento. Como Moisés* Deus interferiu e confirmou sua escolha. Muitas das atividades quo Josué deserupeuhuu seriam encaradas como imagens num tíípolha das ações anteriores do grande legislador. Como Moisés, ole enviou "espias" para investigar a lerra prometida (Nm 13: Js 2). Como Moisés, liderou o povo através de uma imponente corrente de água. que se abriu miraculosamente diante deles ÍÊx 13.17 a 15.21; ls 3 e 41. Como Moisés, testemunhou a circuncisão de todos os israelitas do sexo masculino que estavam com ele (Êx 4.24-20; |s 5.2-91 e celebrou a Páscoa com Israel ÍÊx 12; Nm 9.1-4; Js 5,10-12), Como acoutm uj com Moisés, uma figura aproximou-se dele. quando estava sozinho, e dou ordem para que tirasse o calçado. em reverência ã terra santa em que se encontrava |Kx 3.1-5: |s 5.13-15). Como Moisés, liderou o povo em importantes conquistas militares lÈx 14 e 15: Nm 2 1; 3 1 e 32: Dl 2.20 a 3.11; Js 6; 8; 10 a 12) e identificou as impurezas entre o povo ÍÈx 32; Nm 15.32-36; 16; 25; Js 7). Como Moisés, construiu um altar, escreveu as palavras da Lei de Deus e deu-as ao povo como uma aliança entro elos e o Senhor (Éx 24.3-18; Js 8.30-35). Como Moisés,, permitiu que os estrangeiros fizessem parto da comunida­ de da aliança (Êx 12.38: |s 6.22-25: 9). Assim como Moisés começou. Josué completou a tarefa de distribuir a lerra de Canaã como herança para as tribos de Israel iNm 32; Dl 3.12-20; Js 13 a 19), ao conceder uma propriedade a Calebe (Nm 14.24; Dl 1.36; |s 14.6-15), confirmar as heranças das filhas de Zeloleade (Nm 27.1-11:36.1-12; |s 17.36), estabelecer as cidades de refúgio, 'lar aos levitas suas cidades (Nm 35; Js 20 e 21J e confirmar a continuidade do relacionamento enbe as tribos de ambos os lados do rio Jordão (Nm 32; Js 22). Moisé» apresentou um discurso de despedida para o povo e Josué fez o mesmo (Dt l ; Js 23). Moisés renovou a aliança de Deus com o povo e Josué também fez isso (Dl 29; |s 24). Embora as mortes de ambos serem dilerent.es, a men­ ção da passagem dos dois é feita em detalhes (Dt 32.48-52; 34; Js 24.29-31). O líder da aliança O discurso final de Josué, em Siquém, é d(t grande interesse. No cap. 24. ele revê a aliança enire Deus e os israelitas. Josué prossegue descrevendo a necessidade da obe­ diência ao Senlior e chama testemunhas para ouvir a declaração de lealdade para com Deus por parte do povo. Em muitas formas, esle pacto encontra paralelos com o que Moisés foz com o povo em Deutoronômio, Ambos começam com uma recapitula­ ção da história de Israel e com a maneira pelo qual o Senlior providenciou a provisão para cada necessidade e fez com que eles tivessem sucesso na» batalhas (Dt 1 a 3: Js 24.2-13 J Ambos então desafiaram o povo a servir somente a Deus, Em Deuleronômio, estas declarações preenchem a maior parle do livro (islo é. Dt 4 a 30). Em Josué 24. ocupam apenas os w 14.15. As bênçãos para a obediência e as maldições para a deso­ bediência. que aparecem em Deutoronômio 28. são encontradas como advertências em Josué 24 19,20. Em Deuteronômio 30.19, o céu o a lerra são chamados como teste­ munhas da aliança entre Israel e seu Deus. Em Josué 24.22 o povo concordou em testemunhar conUa ele próprio. Nos w. 26,27 Josué lambém erigiu uma pedra ern 390


JOSUÉ. FILHO DE NUM Siquém, p declarou que ela serviria camn testemunha contra a nação. As dderenças na seleção dus testemunhos refletem o papel adverso que o povo desempenhava em Siquém Em Deuteruuòrmtj náo houve resposta por paru? do povo à aliança. Em vez. disso, o.s israelitas íoram instruídos para recitai as bênçãos e as maldições de Deuteronôruio 27.12*26 sobre os montes Ebal e Gertzim. quando entrassem ua Terra Prometida. Josué supervisionou psta utividodo (Js 8.30-35) O povo completaria as tarefas ordenadas por Moisés. Quando terminasse, responderia ã aliança oferecida a eles por Deus. Assim, o compromisso deles com o Senhor, em resposta ã aliança (]s 24.16-24). formuva uma conclusão do relacionamento <|ue Deus estabeleceria com a geração da conquista. Como a geração rio Êxodo, a aliança íoi-lhes oferecida — o eles a aceitaram lÊx 2 4 1. Lamentavelmente, como a geração anterior, logo transgrediram (Èx 32: \Z 3.5.6), Josué, entretanto, não estava mais vivo paia ver esse Iriste final das promessas do pacto que o povo fizera. Aparentemente, o testemunho dele e dos anciãos seus con­ temporâneos era forte o suficiente para evitai’ o pecado durante o tempo em que viveram, mas não nos anos seguintes [Jz 2.6-13). 0 texto indica que este proceder foi um dos maiores atos de Deus. Josué, como Moisés antes dele. liderara o povo na direção do Senhor. Espiritualmente, a experiência do travessia do Jordão e da consa­ gração havia removrido de sobre eles “o opróbrio do Egilo". o qual os israelitas carre­ garam consigo devido ò rebelião fios pais e ao pecado de Baal-Peor (Nm 25; J.s 5:9). Po li tii amen Ir Deus usara Josué, a fim de colocar Israel numa posição ideal para a segurança e o crescimento. Um grande lemor do Deus de Israel caíru sobre todos os habitantes de Canaã (Js 2.9; r>.l; 9.24; 10.2). Esto medo surgiu devido às vitórias que Os israelitas conquistaram desde a saída do Egito, inclusive a derrota de Ogue e Siom, a leste do rio Jordão. A conquista fora alcançada graças a esle medo, o qual preparou o caminho para que os cananeus ficassem inseguros quanto ã própria capacidade de enfrentar o inimigo comum e duvidassem da proteção de seus deuses, losue testemu­ nhara isto. bem como vira a mão de Deus agir e colocar abaixo os muros de fericó IJs 6). bem como realizar os maravilhosos milagres nos céus quando o sol e a lua íoram usados pelo Senhor como um sinal contra os inimigos (Js 10.12-14). O que os cananeus cultuavam como divindades, por inein tia oração de Josué, tornou-se adversário dos devotos. Até mesmo Baal. o deus das tempestades, não pôde protegê-los contra a chuva de saraiva que o Deus de Israel lançou contra eles do céu (Js 10.11). Desta maneira, os milagres divinos cooperaram cora as fiéis tições de [osué e de lodo o Israel, com o propósito de derrotai’ os inimigos. No AT, Josué so e mencionado novamente em 1 Reis 16.34. quando uma maldição, pronunciada por ele contra qualquer pessoa que tentasse reconstruir Jericó. leve seu efedo. No NT, é citado em Atos 7.45 e Hebreus 4.8. Sua té é mencionada uo capitulo sobre os maravilhosos exemplos das pessoas que confiaram ern Deus; MPela fé caíram os muros de Jericó. depois de rodeados por sete dias” (Hb 11.30). Josué loi lembrado como 0 exemplo formidável de um lider escolhido poi Deus e que exercitou a fé de acordo com a vontade do Senhor. Como tal, pôde representar o povo diante de Deus e liderar os israelitas numa nova terra e na aliança renovada. É bom observarmos q u e Jesus é o equivalente grego do nome hebraico losue, No sentido de um líder que mostrou ao seu povo o caminho da íé e o levou à aliança com Dnus, a vida de Josué loi uma prefiguração da do Filho de Deus. K.H.

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JOSUÉ JO S U É . 1 . Veja/osure, Filho d e Num 2. Josué, filho dn fçiozadnque Era o sumo sacerdote um Judá dftpois do extíio na BabUônia; junto com Zorobabel, loi o responsável pelo restabelecim ento do lém plo e do culto, de 530 a 516 a.C. [Ag 1.1,12,14: 2.4; Zc 3.1,3,6, «.0: 6.111, Sou nome é dario t omo Jesuo era Esdras 3.2 e Neemias 12.1,8. 3. Cidadão do Bete-Semes. cidade que tomou conta da Arca da A lia n ç a depois que íoi lomada pelos filisteus e posteriormenlp devolvida, nos dias do Samuel (1 Sm (í. 14,10). 4. Prefeito da cidade (te Jerusalém. Oficial da tarte no lempo das reformas do rei Josias. no final do século VT1 a.C. (2 RS 23.Mj;:

G.M,

JOTÃO (Heb, “o Siíuhoi é porteito") 1 . Fillio do roi IJzias e sua esposa Jerusa. Tinhui 25 anos de idade quando canueçou a reinar e governou de 74U a 736 a.C. (2 Rs 15.33: 2 Cr 27.11 Seguiu o pai, ao lazer “o que era reto aos olhos do Se­ nhor" (2 Rs 15.34); mas. mesmo assim, não erradicou completamente o culto pagôo realizado nus "lugares altos”. Tal­ vez achasse que não seria bom polilicamente acabar dom a adoração pagã, Ião popular entre o povo. ‘lolão se toruou poderoso, porque di­ rigiu os seus caminho» na preseuça do Senhor seu Deus" (2 Cr 27.6|: subjugou as amanitas e recebeu altas laxas e tribu­ tos deles durante os primeiros anos de seu reinado |v. 5). Governou em Jerusa­ lém por 16 anos. Couslruiu um "portão superior" uo Templo e vários defesas ao redor do reino (2 0 27 3.4). Lamentave Lmente, seu filho Acaz afastou-se do Senhor e seguiu as práticas dos reis de Israel. Assim como abençoara Jotão poi sua obediência e fidelidade, da mesma maneira o Senhor castigou Acaz e todo o povo de Judá. por causa de seu pecado [2 Cr 26; veja Is 7 1). Os profetas Isaías, Miquéias e Oséias desenvolveram seus ministérios durante 392

0 reinado de Jotão (Is 1.1; Os I . I ; Mq I. J ). Foi ancestral de Jesus, mencionado na genealogia que demonstra sua linhagem real. em Mateus 1.9. 2. Filha de Jodai e descendente de Juda e do Calebe. mencionado em 1 Cró­ nicas 2.47. 3. Fillio mais novo de JerubaaJ iGideâoJ, mencionado em Juizes 9.5.7,21. Foi o único que escapou do massacre da fam iiia praticado poios hom ens de Siquém Assim que Gideão morreu, os israelitas voltaram ã prática da adoração a Baal e recusaram-se a demonstrar qualquer generosidade para com laniília dele e seus descendentes (Jz 0.34,35). Abimeleque, filho dti Gideão com uma concubina, foi para Siquém 0 conseguiu apoio para si, Com o dinheiro que lhe deram, contratou um grupo de bandidos, os quais sob suas ordens mataram todos os filhos de seu pai. Jotão escapou e subiu ao monte Garizini. próximo de Siquém. e de lá transmitiu uma parábola para os habitantes da cida­ de. A narrai iva falava sobre várias árvores que queriam ungir um rei sobre elas: as árvores úLeis, contudo, recusaram a hon­ ra. Finalmente, o espinheiro aceitou. Jotão relanonou Abimeleque com aquele espi­ nheiro. a iim de claramente indicar que no futuro ele se tornaria uma maldição para os habitantes de Siquém. Abimeleque governou aquela cidade por trés anos (Jz 9.22); depois, porém, "enviou Deus um espirito mau entro Abimoleque e os cida­ ilãos do Siquém. os quais procederam aleivo-somenle contra Abimeleque. para que a violência praticada contra os seteuta Filhos de Jerubaal, como tamhém o san­ gue deles, recaíssem sobre Abimeleque” (w. 23,24). A parábola de Jotão se cum­ priu, PJXG.

JO ZA B A D E lHeb. "o Senhor lem dado"). 3L Lisl ado como um dos guerreiros:que se uniram a Davi, em Ziclaguo (1 Cr 12.4). 2. Da tribo de Manassés. também listado eatri-í os guerreiros que se uniram a Davi. om Ziclague 11 Cr 12.20).


ÍUDÁ

3. Descendente de Manussês. serviu JU C A L (Heb. 'o Senhor é poderoso’1). Fi­ lho de Selem ias, ioi enviado pelo rei como um rios guerreiros de Davi, em Z ed equ ias. ju u to com o sacerd ote Ziclague |! Cr 12.20). Sofonins. o jeremias. O monarca queria 4. Serviu como supervisor nos depó­ sitos do Templo durante o reinado de que o profeta interçedease pelo povo de Ezequias [2 Cr 3 1.13). Jerusalém, para que fosse salvo do exér5. Líder ua Lribo de Levi. fez parle do cilo dos caldeus (Jr 37.3). O rei fez este pedido, a despeito de não ouvir as profe­ grupo dos que fizeram doações genero­ cias de Jeremias! (v. 2). lucal era um dos sas de animais [tara serem sacrificados duranle a grande celebração cia Páscoa, oficiais de Zedequias, mencionados em leremias 38.1, que ouviram a mensagem no reinado de losias (2 Cr 35.7-9). do protelo de que os que permanecessem 6 . Uni dos Líderes dos levitas, presi­ em Jerusalém seriam destruídos e os que diu o trabalho externo uo Templo, no fossem para o exilio ua Babilónia viveri­ período upós o exilio na Babilónia |Ne li . 16). Provavelmente, urata-se ila mes­ am. Os oficiais informaram oo roi sobre essa mensagem o argum tintaram que ela ma pessoa mencionada em Esdras 8,33. desoninuiría os soldados e os obrigaria a 7. Descendente de Rsisur, foi um dns desertar. Zedequias então permitiu que sacerdotes que se casaram com mulhe­ eles prendessem feremias e o colocassem res estrangeiras, depois do retomo do denU‘o de uma cisterna sem água, no pá­ Ôjdiío u.i Babilónia (Ed 10.22,23). S«<X lio da casa da guardo. Não sabemos ao 8 . Servo do rei Joás. de luda. Foi um certo se Jucal teve participação ativa nes­ dos homens envolvidos na morte deste sa ayão cootra o profeta. E claro que a monarca. Posteriormente loi morto por mensagem de leremias era realmenle a Amazias, f i lh o de Joás e seu sucessor d o palavra do Senhor e posteriormente pro­ trono, por ter tomado parte nesse complô vou estar correta. f .d .o , (2 Rs 12.21; 2 Cr 24.26: 25.31, 9Segundo filho de Ubede-Edom. JU D A . 1. Nascido em Padã-Arã. era o descendente de Corê, responsável pe-lo quurto filho de Jacó e Lia (Gn 29,35; trabalho nos portões do Tabernáculo. na 35.23). Tornou-se u progenitor de uma das aíhninistrayãij de Davi fl Cr 26.4. cha­ doze tribos de Israel. Pouco se sabe sobro mado do Jeozabado). 10. Da tribo de Benjamim, era um dos ele; quando os irmãos decidiram matar José, Juda faiou cnm eles o recusou-se a principais oííciais do exército do rei participai do assaí-sinoto de alguém de Josafá. Tinha 180.000 homens sob suas sua própria carne e sangue, sugeriu que ordens (2 Cr 17. VI) o vendessem como escravo para Os mer­ cadores rnidianilas (Gn 37.26,27). JO Z A D A Q U E. Roi de Jesua o qual, t:omo Em certa ocasião. Judá saiu paru pas­ sacerdole no tempo titi Zorobabel. leve iun sar uns dias com seu amigo Hiro, nm papel importante no restabelecimento do AtfuJão, onde conheceu e casou-se com culto entre os judeus que retomaram paia uma mulher filha de um cananeu chaludá depois do exilio na Babiiôriia. Alguns m.ido Sua. Teve vários filhos com ela (Gn de seus descendentes casaram-se com mu­ 30.1-1 i| Um deles, rham ado Er, oro lheres estrangeiros (Ed 3 2,0; 5.2:10.18: Ne ímpio e loi morto pelo Senhor (v. 7). A 12.26). Tulvez seja o mesmo leozadaqua, esposa dele, cujo nomo ora Tomar, foi dada o sou irmão Onã. o qual recusou-se JU B A L. Segundofilho de Lameque e sua a tor filhos com ela. Ele também íoi mor­ esposa Ada (Gn 4.21). Foi o primeiro mú­ to. por não obedecer ao Senhor nesta sico mencionado na Bíblia: “Este foi o poi questão. Em vez de dá-la ao seu terceiro de todos os qub tocam hojpa e Uaula". 393


IIJDAS ISCARIOTES fillio, ludá mandou-a para a <asa de s«u pai e lhe disse que levasse umu vida do viúva. Algum tempo depois, a esposa do Judá morreu e ele foi novamente visitar seu amigo HLra. Tamar. usando do uni e.sIralagema, seduziu o próprio sogro e engravidou. Quando soube do tudo, Judá reconheceu c|ue uão a tratara com justi­ ça; por sor viuva, levou-a paia suu coso, o lide cuidou dela Quando deu á luz. Tamar leve gémeos; Perez e Zerá (Gn 38.26-30; 46,12). Má um grande çon traste entre a pocado sexual rle Judá, ao aproximar-s*' dn uma mulher quo se fazia passar pur prostitula (Cu 38J. o a fidelidade de José. o qual recusou-se a deitar com a esposa de Potifar. Todo o relato sobre ludá é narra­ do pelo escritor bem no moio da história do snlrimôuto do José. na prisão, devido ao seu comportamento integro (Ga 37; 39 iê 40). ludá aparece novamente em céna quando os irmãos viajaram pela segunda vez ao Egilo, a fim de comprar alimen­ tos, durante a fome que assolava a huma­ nidade. Ele lembrou ao pui que o primeiro-minislro do Egilo avisara que não os receberia a menos que levassem o irmão mais novo, Benjamim, Junto com eles (ainda náo sabiam que era José, desejoso de ver o irmão). Judá prometeu ao pai quo ele próprio se ofereceria como relém para que Benjamim regressasse do Egito em segurança. Sem dúvida, lawlo Jacó como Judá percebiam que havia possibilidade de perderem mais um membro du famí­ lia (Gn 43.6). rtireçe que ele se tomou o lider dos irmãos, nos conto tos que tive­ ram com losé (Gn 44.14-34). Finalmente, o governador revelou sua identidade e

trouxe todos eles, inclusive Jacó. para viver na Egito. Judá levou todos os fami­ liares para a terra de Góseu (Gd 46.28). Quando eslava próximo da morte. Jacó abençoou seus filhos e profetizou que Juda seria a maior de todas as tribos. Predisse que o cetro (símbolo da realezaJ jamais se apartaria de sua mão (Gn 49.8-10). Quando a torra do Canaã foi distribu­ ída entre as tribos, no lempo de Moisés e de Josué. Judá recebeu como herança a região ao redor de Hebrom, ao sul de Je­ rusalém, A hêução de Jacó sobre este fi­ lho provou ser correta e duradoura. Judá permanocou a tribo abençoada por Deus e, depois da invasão de Israel pelos assírios, tornou-se o reino abençoado por Deus. O rei Davi era descendente de Judá e entre os seus filhos, no futuro, estaria o Salvador Jesus Desta maneira, o cetro séria osl.ibelocido para sempre entre os descendenies de ludá (Lc 3.331. 2. Um dos levilas que se casaram com mulheres estrangeiras depois do retorno do exilio du Babilónia (Ed 10.23). 3. Filho de Senua. da tribo da Benja­ mim. foi colocada como segundo supe­ rintendente da cidade de Jerusalém, após o exilio na Babilónia (Ne 11.9), 4 . LTm dns levitas que ajudaruni no ministério da música no Templo, após o retomo do exilio nu Babilónia (Ne 12.8). 5 . 1 Jm dos lideres «la tribo de Judá que participaram do culto de dedicação dos muros rle Jerusalém, quando a obra de re­ construção foi concluída, ua época de Neondns (Ne 12.34). 6 . Outro envolvido na celehmção tia lesta de dedicação dos muros de Jerusa­ lém. sob a liderança de Neemias |Ne 1 2 .3 6 ).

p.d.g.

JUDAS ISCARIOTES Judas Isearioles foi um dos doae apóstolos de Cristo, mas praticamenle nada se sabe sobre ele. excelo qile traiu e entregou o Filho de Deus ás autoridades, Ate mesmo o significado do nome “Isranotes" é incerto. Alguns comentaristas o relacionam com a 394


[TIDAS ISCAR10TES palavra “sicário’', ou seja ‘o homem da adaga", a fim de* especular que provavelmente fez parle do partido revolucionário dos zelotes. Outros propõem significados como “u falso". “aquele-quo-livra”, "homem da cidade” (isto é. Jerusalém) etc. Uma Interpreta ção mais antiga e a mais amplamente acoita 6 “o homem de Queriole", que tonto se referir a uma cidade no região de Moabe. nomo a u nu) pequena vila no sul tia Judéia: entretanto. mesmo essa proposta é totalmente incerta. Os trés evangellios sinótieos apresentam basicamente o mesmo proc eder rle Judas. O de Mareos. considerado o mais antigo, registra a descrição mais simples. Ele é mencionado pela primeira vez ua lista dos apóstolos (Mc 3.19), ando é citado como “judas Iscar íoi es, que o traiu". Todas as outras referêuci as estão no capitulo 1*1. no relato sobre a traição: ludas fez um acerlo com os cheles dos sacerdotes, os quais concordarato em dar-lhe dinheiro (w. 10,11); fesus releriu-se a ele indiretamente durânle a Última Ceia Ivv. U>2l|; imedie lamente depois da agonia de Cristo, no |ardim Gelsémani, ludas r.hegou com uma rnultidão, deu-Lhe um beijo lo sinal combi­ nado), e fesus foi preso (w. 43-46). Todu este relato tem um paralelo nos evangellios du Maleus e Lucas. Cada um d£»les, en tratante, reflete uma perspectiva distinta, às vezes com d inclusão de. ouiras informações. Maleus. pta exemplo, acrescenta o detalhe de que os chefes dos sacer­ dotes pagaram a ludas .10 mr>edas de prata (Ml 26.15). Não é uma quantia muito grande rle dinheiro: por isso, alguns comentaristas especulam que ae tT u tava apenas de uni sinal, ou seja, parte tio pagamento. Outros argumentam que este detalhe não é histórico* mas apenas o resultado do desenvolvimento redacional. Maleus lambém é o único evangelista que meucionn n remorso de ludas. o qual o levou a cometer suicí­ dio (M t 27.3-5). Além disso, acrescenta que os sacerdotes recolheram o dinheiro que loi devolvido por Judas e compraram um campo destinado à construção do cemitério para estrangeiros; este evento confirma o cumprimento das Escrituras (Ml 27 6,7, com citarão de Zc 11.12,13). Lucas, poi sua vez, distingue-se por fazer um comentário inicial de que Judas lez um acordo com os. sacerdotes, porque Salanas entrara nele (Lc 22.3). Também relata de forma um pouco difeTenle a referência indlrela que Jesus lez a Judas durante a Ultima Ceia (Lc 22.21-23) e abrevia a narrativa da própria traição (Lc 22.47,48). Nu livro de Atos. entretanto, Lucas registra algumas informações inéditas. Pedro, ao falar aos crentes aJgLun lempo depois da morle «5 ressurreição do Jesus. destacou qun a traição e a morte de Judas cimipriram as palavras de Davi (Al 1 15-20: SI fi9.25: 109.8). A passagem de Atos inclui um relato das ciicunslãneias tjue cercaram a morle de judas que difere da narrativa de Mateus. Várias sugestões são aprasentailas sobre a possível harmonização das duas pas­ sagens: mas é difícil a reconstituição dos detalhes com certeza. Em contraste com os sinótieos, o evangelho de João destaca-se pot enfatizar ua ca­ racterísticas negativas de judas em vários pnntos da narrativa. B interessante notar que. uo relato da própria traição, João oão registra nenhuma ínteração enlre Jesus e )udas (não faz menção ao beijo, era particular) No capítulo 6. entretanto, no contexto de uma discussão sobre o verdadeiro e o lalso discípulo, loa o registra as palavras de Jesus: “Não vos escolhi eu aos doze? Contudo, um de vós é um diubo” (Jo 6,70). No versículo se­ guinte, (oão explica que lesus se referia a Judas, que logo depois o traiu. Desla maneira, o autor levanta explicitamente um problema teológico qne cada leilor dos evangellios eulreota: como Tmias lbi escolhido por Jesus, para em seguida ser o traidor? O rotrato negativo que João faz de Judas lambém e óbvio no relato sobre a unção de Jesus, feita por Maria (Jo 12 .1 -8). Devido ao íato de ela derramar um perfume caríssimo nos pés de Crislo, Judas reclamou que o purfnme ora valioso e, se veudido, 395


JUDAS ISCARIOTES o dinheiro seria útil aos pobres. João. entoo, comenta: "Ele disse tsso. náo pelo cuida­ do que tivesse doS pobres, mas porque era ladrão: lendo a bolsa, tirava o que nela se lançava" (v. II). Os. evangelhos Siuóticos não Jazem nenhum comentário d«ste tipo sobre Judas e por isso a autenticidade histórica desses relatos é questionada por al­ guns comentaristas, mas sem razão suficiente (mesmo os tsólogos mofe cóticos reco­ nhecem que O evstugelho de João preserva tradições históricas nõo registradas nos sinóticos). Nos evangelhos sinólieos. o félato da predição de lesus sobre a Lraição de ludas, durante a Úllima Ceia. é semelhante; contudo, é expandida em (oão 13. Logo no início da passagem, a Bíblia diz: "Durante a ceia. tendo já o diabo posto no coração dn ludas Is< aríetes, filho de Simão, que o traísse...” (v. 2 ). No v. 1 8 , João levanta n o v a ­ mente o problema teológico que envolvia o est olha de Judas: “Não falo de todos vós: ou conheço os que escolhi. Mos Isto é paia que cumpra a Escritura: O que come o pão comigo, levantou contra mim o seu calcanhar*' Icílação do Sl 41.9J. Somente João vai adiante e diz que “lendo Jesus dito isso, perturbou-se em espirito, e afirmou: Em verdade, em verdade vos digo que um do vós me trairá" (v. 21). Cristo identificou o traidor como aquele para quem desse um pedaço de pão: "Então, molhando o pedaço de pão, deu-o a Judas Iscarintes, filho de Simão Assim que Judas lomou o pão. entrou nole Satanás” fw. 26.27), João também rnlala que Jesus disse a Judas: "O que eslás prestes a lazer, faze-o depressa" (v. 27) e depois disso Judas saiu da sala. O parágrafo termina com as palavras tsugeslivas: "E era noite'1 |v. 30). Finalmente e mais significativo, João relata que no Contexto da assim chamada oração sacerdotal. Jesus releriu-se a traição de Judas: “Estando eu com eles uo mun­ do. guardei-os no nome que me deste. Nenhum deles se perdeu, senão u lilho da perdição, para que se cumprisse a Escritura" ||o 17.121 Aqui. o enigma sobre |udas torna-se oirula mais complicado, porque relaciona-se com a proteção rle lesus sobre os discípulos. Como seria possível que alguém, escolhido por Cristo para lazer parte do grupo dos doze, fosse destruído? A questão talvez seja vista de outro ângulo-, como Jesus o escolheu, ciente de que ele seria destruído? A resposta dada na própria passa­ gem soa dHS profundezas dos mistérios divinos: fie acordo com as Escrituras. Judas destinava-se 5 destruição Para a mente moderna, tal resposta de maneira alguma proporciona uma solução. De fato. através dos séculos a figura de ludas lem fascinado muitos pensadores, os quais leniam dar um explicação para o seu comportamento. A abordagem mais co­ mum é a sugestão de que e le foi compelido polo amor ao dinheiro. Essa proposta parece ter algum apoio nos comentários du João 12.6; m a.s é inleressunte nolar que este evangelho n fin foz menção do arranjo financeiro feito entre Judas e os sacerdotes. Além disso, n quantia de dinheiro, considerada relativamente pequena, dificilmente motivaria uma ação de tal magnitude. Pelo fato de o texto bíblico náo proporcionar nenhuma outra informação, qualquer tentativa adicional para explicar o c o m p o r ta m e n to de Ju d a s envolve muita e s p e c u la ­ ção: inveja dos outros discípulos, amargura por ver suas esperanças materiais se desva­ necerem. medo das repercussões políticas etc. Uma téoria que conseguiu atrair alencão sugere que Judas tentava forçar os acontecimentos. Em outras palavras, por meio da traição, Jesus seria coagido a assumir seu papel messiânico e entrar ern ação (alguns vêem aqui alé mesmo um reflexo da tentação de Cristo, onde o diabo desejava que Ele demonstrasse seu poder de forma inadequada; veja Mt 4.1-11; Lc 4 1-13; cl. |o 6.14.15). Dificilmente alguém conseguirá provar que qualquer uma dessas hipóteses esleja certa ou errada, embora seja possível que alguns desses fatores tenham influenciado 396


IUDAS 0 pensamento de ludas. Nenhum deles, entretanto, proporciona base suficientemente forte para justificar unis atitude tâo hedionda como trair o próprio Filho de Dous. Por «jsta razão o evangelho do fòão õ do especial valor, quando pensamos nesta questão foão. o último a escrever seu evangelho, frequentemente proporciona reflexões teo­ lógicas dirulat. sobre uma variedade de temas, os q u a is os s in ó tic O s tratam apenas de forma descritiva, mas que levantam questões Das mentes dos leitores atentos. Um des­ tes (emas d a soberania do Senhor na obra da salvação. A tensão aparente qun existe entre o poder de Deus e. a vontade humana e como umu corrente submersa na maioria das narrativas bíblicas, a qual vem ã tona cm numerosas passagens. Noto. por exemplo, a declaração de Jesus do que Deus ocultou .-aia sabedoria de algumas pessoás e revelouh / i outras (TVll 11.25-27 e textos paralélosj. ou sua garantia de que a sal vai; ão ê impossí­ vel aos Uomens. m a s oão para o Senhor (Ml 19.26 e textos paralelos]. É algo geralmente reconhecido que o evangelho do João destaca a verdade da incapacidade humana, portanto nossa dependência da vontade e do poder do Dous para o salvação (cf. Jo 1.12.13: 3.3-9. 6.44). Em vista denta ênfase oão á dé surpreen­ der que o quarto evangelho dê uma atenção especial ao enigma de ludas. Com elei­ to, o traidor personifica, de maneira dramática, o que geralmente consideramos “o problema da mal'1. Se o evangelho, entretanto, uão Ignora o problema, tampouco proporciona o que seria considerado uma solução "racional" islo é, respostas que satisfaçam nossas mentes; antes, apenas minimiza um polo ou outro do paradoxo (ou seja, "Deus faz tudo o que lhe apraz, partâíiío fudas não era responsável péla traição ” ou “Judas era responsável, portanto Dous apenas previu, mas não predeterminou a traição"). A narrativa bíblica náo deixa sombra de dúvida de que ludas era um agente hu­ mano responsável —•o que ele fez, fez porque quis, e não pelo fato de ter sido impe­ lido a fazê-lo, mesmo contra sua vontade. Por nutro lado, João 17.12 deixa claro quo explicações psicológicas uão atingirão a raiz do ato da traição. A própria vontade de Deus engloba tddaa história, que inclui até mesmo o pior pecado da humanidade (Al 2.23). Com nbsdluta certeza. Deus não é o autor do pecado — aqui reside o mistério que envolve o problema do mal — mas seus propósitos nunca são frustrados (Pv 19,21. Is 4 6 .101. A figura de fudas s^rve como um lembrete de que o pecado é algo terrível, mas a morle de Cristo é o poder de Dous para efotuar a salvação de seu povo. M.S.

irmãos de Cristo “não criam ueln" PostoriJU D A S . 1. Veja ludas Iscanotes. 2. Pilho de Tiago, é mencionado em ormsnte, entretanto, creram quo lesus era o Fillm de Deus e estavam presentes no Lucas 6.16 e Atos 113 como um dos doze Cenáculo, depois da ressurreição, no grudiscípulos esciilhídos por [esus para sHrem po de írmàos que "perseveravam unanime­ apóstolos. Nos listas de Mateus 10.3 e Marmente em oração'1, ao lado dos apóstolos e cos 3.18. no lugar do nome ludas. encon* algumas das mulheres que estiveram com Ua*se Tadeu. Talvez trate de outro teimo Cristo (At 1.14). Na epístola de fudas (v. D. paia a mesma pessoa, a fim de não ser con­ elu se intitula o "irmão de Tiago" e é muito fundido com o fudas que traiu jesus. João provável que o autor da epistola na verda­ 14.22 provavelmente rafere-se a ele. 3. 0 meio irmáo de |esus (Mt 13.55. Mc de losse este ludas. irmáo de Jesus. Geralmente é aceito que o menciona­ 6.3). Provavelmente rtãõ taaa parte do grudo em Judas l era o irmão do Tiago (meio po dos apõstoíos, pois foão 7.5 diz que os 397


JUDEU/JUDEUS mo. procedentes do judaísmo, e os r.onverlidos entre os gentios. Estes deviam adotar a circuncisãoY IJesdam guardar a Lrí do Moisés? (Al 15.5.19.20). Quando o» lideres decidiram qual curso de ução seria adolado. ou seia. que os gentios fos­ sem reconhecidos como ixistãos comple­ tos. sem necessidade da circuncisão, enviarrnn unja carta com delalhes sobre a decisão para a igreja de AnLioquia ludas o Silas, "homens distintos entre os ir­ mãos' iAt 15,22). receberam a tarefa de levar aquela correspondência. Os cristãos de .Antioquia ficaram ani­ mados com o conteúdo da carta e com a explicação e a confirmação do que fora escrito, dadas por ludas e Sdas. Ambos eram proibias e pncorajarum e fortalHceram os irmãos (vv, 27,32). c.n.C.

irmão <le Jesus) Iveja Mc <>,3). Existe pcmca informação na carta que possa indicar quando fiidas a escreveu, mas 9U d.C seria a dubi ideal. Nesta carta. o autor encoraja sous destinatários, ao enfatizar n graça de Deus k sua fidelidade em guar­ dar seus filhos da queda (Jd 1,241 Tam­ bém desafia os cristãos a batalhar pela lé (v. 3). Ele demonstrou, por meio das Es­ crituras, 11ij.it os problemas e as maldades que 08 cristãos enfrentavam na socieda­ de não eram novos. No passado. Deus julgou sistematicamente os qun ensina­ ram 0 mal e faria isso novamente. O gran­ de consolo para todo» as cristãos que euIrenlam as berosius é que o Senhor cuiila dos seus e com certeza os guardará P.D.i

4 . "Judas. o galilpu", ineui ionudo em Aios 5.37 pelo rabino Gamuliel. Foi um judeu zeloso e patriota que se rebelou contra o censo ordenado pelo impera­ dor Quirino. An sugerir a libertação dos apóstolos recentem ente presos pelos saduceus. Gamalie! argumentou que outros homens surgiram no passado apa­ rentemente corno líderes do povo Se lais pessoas fossem realmente dirigidas por Deus. o trabalho delas sobreviveria; se não, term inaria como o de Juda», o galileu. que “levou muito povo após si. Mas também este pereceu,e todos os que lhe deram ouvido» (oram dispersos". 5. Cristão procurado por Saulo (Pau­ lo) após sua experiência na estrada de Dumasco. Anauias foi instruído por Deus a visitar a casa de ludas. na rua Direita, era Damasco, para conversar com Saulo sobre sua recente conversão â té e orar por ele (At 9,11). Veja Anuiuas. 6 . Judas Bursabás, um dos cristão» mais respeitáveis presentes no assim cha­ mado "Concílio de Jerusalém”, em Aios 15. Nesta assembleia dos líderes da Igre­ ja recém-fonnada, numerosas quesiOesteológicas loraru discutidas, a maioria das quais surgidas ria igreja de Antioquia. A questão principal era referente à relação entre os novos convertidos ao cristianis­

JU D EU /JU D EU S. Este lermo étnico toruou-se um meio rnuilo comum de se roferir aos israelitas que faziam parte do mino do Sul de Israel, durante o período do exilio na Babilónia Sua primeira men­ ção e em 2 Reis 1B.6 e 25.25. em associa­ ção com a permanência do povo de Deus na Caldóia. Servia lambem para descre­ ver qualquer israelita, no período após o exílio, em contraste com os gentios. Apa­ rece frequentemente com esse sen lido em Esdras, Ester e Jeremias e um pouco mais raramente em Daniel e Zacarias. Ester, Mordeeai. Sadraque. Mesaque r AbedeNftgo são personagens proeminentes, identificados explicitamente como judeus no Antigo Testamento (livro de Ester. Dn 3.12). O contexto cultural misto de suas história» torna o uso do termo bastante adequado. Este lambém e um lermo reli­ gioso. para se referir a quem aderiu n re­ ligião dos hebreus. Os judeus que viviam na Palestina preferiam referir-se a si mesmos como membros de Israel. Para muitos israelitas, “Judeu” era o meio pelo qual o s de fora se dirigiam a eles. O contraste entre os líde­ res judaicos que escarneciam de lesus, quaudo o chamaram de "Rei de Israel", e

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MJÍZES □ titulo zom beteiro dado a ele pelos romanos. "Rei dos judeus", ilustra essa diferença de perspectiva iMc 15.32; cf. w. 2.9.12.18,26). Esse seusn de ‘‘p-les’’ também surge uo Novo Testamento. mas de maneira diferente. Os judeus são vislos como um grupo que se opõe u lesus. a fim de ques­ tionar d sua doulrina. ou cuias praticas diferem das dos cristãos com respeito a coisas como alimentos puro» ou impu­ ros ou a guarda do sábado (Mt 2H.15; Mt 7,3; lo 2.18.20; 5-10.16.18; 7.1; 9.22; 10.31; 19.38: Al 9.23; 12.3; 14.19: 17.5: 18.12). Às vezes, o lermo é uma descri­ ção n e\ Jtra daqueles que pedem um fa­ vor a Jpsus ou estão outre os quo res­ pondam o Eli' (l.c 7.3; Jo 11.31-33. 45; 12 11; At 13.43; 14.1: 21.20). Assim. OSte nome não é usado unicamente de lorma hostil. Em Toão 4.9. Crislo é iden­ tificado como judeu, em contraste com os sam arilanos. O mesmo aconteceu com Puulo o seus com panheiros (At 16.20 22.3.12), bom como com tis cren­ tes Á q u ila . A poio e A u an ias lAt 18.2.241. Assim, os cristãos de descen­ dência judaica são chamados de judeus i'. ao mesmo tempo são distintos deles. Paulo ó destacado como alvo da oposi­ ção deles (At 1 8 .1 2 :2 1 .2 7 :2 2 .3 0 :2 3 .1 2 . 27: 24.9: 26.7; 2 Co 11.241.

Na» epistolas, o Iistmo aparece mais Ireqúenlemenle uas cartas do apóstolo Paulo, na maioria das vezes para estabe­ lecer um contraste étnico com os gentios ou grègOF (Rm t.16; 2.9,10; 10-12; 1 Co 1.24; 10.32; 12.13; Gl 2.14.15; 3.28: Cl 3.11: o único uso lot a das carias de Paulo é em Apocalipse 2.9; 3.9). Em alguns desses contextos, ba uma hosiijidade implícita para com as práticas judaicas, quando comparadas com as cristãs (Gl 213.14). No relação judnn-gentio, 0 ar­ gumento geralmente reflete um desejo de mostrar o alcance da salvação que é ofe­ recida a todas as raças. d.b.

JU D IT E . Filha de Bneri. o betou, casouse com Esaú, fillio de Isaque. quando ele linha 40 anos de idade. Provavelmente devido à sua procedência canantta. a Híbba diz que lauto «la como a outra esposa dele (Basrnale). lambém de Canrtâ, “foram para Isaque e Reboca uma amargura dt» CSpiritn" (Gn 26 34.35). Esses casamentos foram outra demonstração na vida de Esaú de sua negligencia para coro o Spnhor e sua disposição para associar-se com os povos pagãos. Ua um grande contraste nesse aspecto entra ele e Jacó, o qual via­ jou alé a Mesopolamia (Padã-Arâl para lomar uma esposa, em vez de casar-se com as mulheres cananitas (Gn 28.6-81.

JU IZES O período dos juizes voio após a conquista de Canaã sob a liderança de Josué, o que trouxe relativa paz o estabilidade para os israelitas (Js 21.43-451 A geração seguinie, onlrelanlo. fracassou em assegurar as bênçãos de Deus e falhou em expulsar as na­ ções remanescentes em Canaã. A consequência deste fracasso toi um euiraquBcimento crescente na vida de Israel, marcado por conflitos entro as tribos, sin erotismo reli­ gioso <: a derrota diante das unções estrangeiras. A resposta de Dnus para a desobedi­ ência e u idolatria de fsranl loi o juízo sobre a nação, ao permitir que sofressem derro­ tas nas máos de uma sucessão rle inimigos |)z 2.12-151 — sírios 13.81. moabitas (3.12). filisteus (3.31: 13.11. cananeus |4.2). midianitas (6.11 e amojiilas (10.9). Os juizes eram homens levantados pelo Senhor \\t 2.16) para livrar n nação da opressão estran­ geira e restaurar a adoração a Deus, Em tndns os casos, entretanto, depois do livrameulo conquistado pelo juiz. o periodo quo se seguia á sua morlo resultava numa delerioração ainda maior do compromisso do povo com o Senhor (Jz 2.19). 399


JUÍZES Características dos Juizes O titulo "juiz" vem de Juizes 2.16: “Enião levantou o Senhor iuizes. <jue Os livraram das mãos dos que os despojavam”. Esle lermo, entretanto, carrega mais do que uma conotação meramente jucilcliiJ. Duranie o Exodo, Moisés nomeou juizes, quo íum aunavam çomo Seus delegados, com autoridade para aplicar a Palavra de Deus em situações quo reque­ riam um julgamento legal ÍÊx 18.13-27): o papel judicial deles continuaria depois que 0 povo se estabelecesse em Canaã [Dl 16.10). Nos tempos de opressão nacional, entretan­ to, a função dos iuizes era a de ser os instrumentos usados por Deus rm Livramento do povo. NTum tempo fie apostasia, eram capacitados pelo Todo-poderoso de maneira so­ brenatural para libertar Israel, no nome do Sonhor (Jz 3.10, 28; 7.15; etr .J. nnquantu nas épooas de paz aparentemente exerciam o papel de líderes (Jz 12.8*13) O caráter daqueles homens levantados pelo Senhor para Ihrrar Israel ora variado. Otniel. sobrinho de Calebe. apresenta-se como um iui/, exemplar. Chamado por Deus. recebeu o poder sobrenatural do Espírito San(í>» derrotou o opressor de Israel em batalha e trouxe um período de paz (Jz 3.9,10J. Cada juiz que se seguiu, enlretanto, foi marcado poi ambiguidades deliberadas de caríUra. Eúde. o canhoto, triunfou por meio do engano e do assassinato (Jz 3.15-26) Baraque relutou em obedecer ao Senlior, ao insistirem que Débora [ti juíza) o acompanhasse Ijz 4.8J: desLa maneira, a honra pela morte do general inimigo loi de uma mulher, lael. esposa de Héber. o queneu (V. 2 3 ). Gideão precisou de repetidas garantias para acreditar que o Senhor estava com «le (Jz 6.15, 27,36-40; 7.10) e, uo final de sua vida, levou Israel de volta ã idolatria |Jz: 8.27), O passado duvidoso de Jofté, filho de uma prostituta, loi confirmado pela insensatez do voto que foz (Jz 11-30,31), numa tentativa de manipular a vontade do Senhor Sansão quebrou repetidamente a Lei de Deus. ao tocai* e comer coisas proibidas a um nazireu fiz I4,8ss; veja 13,7) e em envolvimentos sexuais ilícitos ()z 14.2,3; 16.1.4ss), Este padrão persistiu no livro de 1 Samuel. Eh, chamado de juiz ft Sm 4.18), honrou os filhos rebeldes mais do que ao Senhor I t Sm 2.29). Até mesmo Samuel, que com­ binou as funções de profeta, sacerdote e juiz ( t Sm 7.15-17). teve filhos desobedien­ tes (1 Sm 8.5). Em cada um dos casos, os juizes apresentavam muitos dos defeitos que eram ti picos da nação naquela época. Funcionavam como uma figura de Israel, ou seja. israelitas típicos equipados para o serviço do Senhor unicamente por sua graça. A implicação do livro é que o Senhor é o verdadeiro juiz (Jz 11.27), e os instrumentos humanos da salvação são chamados e preparados de forma sobrenatural, usados em sua graça para aliviar o sofrimento rle sen povo. Os juizes prefiguravam a igreja: imperfeitos no caráter. mas mesmo assim comissionados pelo Senhor para levar bua mensagem a um povo rebelde. Por isio, Hebreus 11.32 menciona vários juizes pelo nome. como exemplos de ié. Nu seu Lido de que Deus é quem levanta os governam es de seu povo. o período dos juizes marcou mais o governo imediato do Sonhor do que o tempo da monarquia que se seguiu I1 Sm 8.7.8; ls 1.26). Assim, as intervenções miraculosas de Deus durante esle período estavam associadas aos juizes, ao passo que. no decorrer da monarquia, os profetas eram o foco desses sinais. Características do povo Israel foi obediente ao Senhor, sob a liderança de Josué, e obteve muitas vitórias diante dos inimigos, conformo Deus prometera (Js 21.43-45). A questão subentendida 400


JUÍZES no livro de Juizes e o não cumprimenta da promessa do Senhor aos putriarcfis de dar toda a terra de Canaã a Israel Juizes l registra a continuação da campanha de Josué contra os cananeus. iniciaJmente com sucesso (Jz 1.4-20). A total confiança no S o nlmi. entretunto, deu lugar a alianças com os moradores da terra (Jz 1.23*201, as quais foram proibidas por Deus (Èx 23.321; as campanhas seguintes não loram finalizadas |Jz !.27-331 ou fracassaram |v. 34). O cumprimento da promessa era visto como con­ dicionado à obediência de Israel aos mandamentos de Deus. O Sonhar permitiu qur: alguns cananeus sobrevivessem, para testar a nível do compromisso de ISrael com Ele (Jz 2.21 u 3.4). devido à desobediência da geração que se levantou após fosué. A desobediência nas campanhas militares eslava associada com a persistente apostasia do povo. Aparentemente, depois de se estabelecer ua terra, os israelitas iniciaram urn síncrelismo religioso, pois adoravam o Senhor e lambém os deuses locais da fertilidade (Jz 2 .11-13). A amplitude desta apostasia 6 indiciada polo lato do o pai de Cideão ser um sacerdote de BaaJ o de Aserá (poste-ídolo) (Jz 6.25) e pelu idolatria aborta mencionada em fuizes 17. a qual envolveu urn sacerdole levita, e a aparente mistura da adoração de Baal e do Senhor da Aliança de Israel, ria criaçao da adoração a Baai-Berile (lileralmeule, ‘Ba&l da Aliançal, em Juizes 8.33. Esta apostasia provocou o juízo de Deus contra seu povo (Jz Z. 12- lr>; 3.7; 6.10). a fim de trazê-lo de volta para si. A repetida desobediência o a apostasia proporcionam o padrão da narrativa da maior parto do b'vro rio luizes. Há um padrão comum que se repete: 1. Israel faz o que é mau (Tz 2 .1 1. 3.7. 12; 4.1; 6.1; Iti.t»; 13.1). 2. O Senhor enlxega o povo na mão dos inimigos (Jz 2.14; 3.fl, 12; 4.2; 6.1; 10.0; 13.1). 3. Israel clama ao Senhor (Jz 2,18; 3.9,15; 4.3; 6.6; 10 10; significativamente. Isso não ocorre rio episódio de Sansão). 4. O Senhoi envia um libertador (Jz 2.16: 3.9.15: Lmplicito em 4.4: de maneira significativa, nntretanto, um profeta é enviado primeiro em 6.»; inicialmente. Deus recusou-se a salvar o povo em 10.13; e o resgate linha "apenas começado” com Sansão em '13.5). 5. O resultado e vitória o paz (Jz 3.10, 30: 4.23; 8.28: 11.33; contudo, não há decla­ ração fie paz depois de Jefté nom do vitória depois de Sansão). As mudanças no padrão da narrativa refletem a declaração de Juizes 2.19 cie que. depois da opressão de um inimigo e ria libertação providenciada por Deus, o povo voltava para um estado pior do que o anterior, A desobediência e apostasia seguiam uma espiral descendente e não simplesmente a repetição de um fracasso Portanto, esle período apresenta similaridades com a época anterior ao Dilúvio (antes de Noé). quaudo o Senhor permitiu quo as consequências do pecado do homem crescessem. Aqui. a permissão de Deus na multiplicação da maldade è com pensada pela sua obra ile liburtação pela graça, à luz do arrependimento do povo, uias |uízes 6.8 e 10.13 demonstram que a contrição não era genuína, Esta apostasia crescente estabeleceu o pano de fundo para a próxima grande revelação da história da salvação associada com os reis e profetas de Israel. As consequências práticas da desobediência e da apostasia de Israel são ilustra­ das no término do Uvro. Juizes 17 e 18 lalam sobre a idolatria ai';eila entre o povo (17): uma dns tribos de Israel adotou um sacerdócio idólatra (18.1-20) e abandonou a terri­ tório que Deus lhe entregara, para se apossai cie maneira violenta de outra área (18.2731). Tuizes 19 a 21 registram a degeneração moral de Israel, o pecado dos benjamitas. mais sério que a transgressão de Sodoma (19). O esforço para reparar esle erro quase 401


JUÍZES levou á aniquilação de uma tribo (2í)j e a uma sério de deo&ões extreJaamento duvi­ dosas, nn tentativa de corrigir o r i t o (21). A desunião entre as tribos ora um problema oouatanto (jz 5.17; ft. lss: 12.lss; 21); a unidade do povo da aliança, pela qual Deus os levou à Canaã- estava ameaçada, porque eles se afastaram do Senhor A desobediên­ cia e a apostasia levaram a uma deterioração ria moral e ao aumento da violência, juntamente com uma avaliação distorcida — baseada na vontade humana e não ria do Deus — uo estabelecimento do certo e do errado (Jz 17,6; 21.25). Contra este pano de fundo, o governo de um rei foi antecipado (Jz 19.1; 21 25) como o ponto central paia a responsabilidade do obediência de Israel a aliança. C aracterísticas de Deus A verdade repelida em todo o livro é o direito soberano dn Sonhor e seu poder para execular juízo sobro o povo du aliança. A justiça de Deus ê vista ua suu ira causada pelo pecado (Jz 2.14). A transgressão à vistu cúmo desobediência à alian­ ça |v. 20). O Sonhor é revelado como aquele que não lolera a quebra do compro­ misso para com Ele: por isso. disciplina continuamente seu povo, para levá-lo ao arrependimento, Tunlamente com o terna da justiça de Deus está a revelação de sua misericórdia para com seu povo, quando está sob juízo. Ao levantar os juizes para resgatar Israel, o Senhor demonstra seu amor e íideUdade à aliança. Qu.rado o Todo-puderoso levava o povo do volta à dependência dele. respondia com amor o qual. entretanto, vai além do desejo do hnmem por salvação: em iuizes 10.16. depois de ameaçar não mais salvá-los. ‘o Senhor não pôde mais suportar a angústia de Israel” Era Juizes l ‘t a 16, aparentemente não há clamor ao Sonhor por livramento dn opressão dos filisteus. É como se a nação não desejasse mais u Uberdade; mesmo assim, Deus tomou a inicia­ tiva v enviou Sansão como juiz. O quadro da espiral descendente do pecado reflete a corrupção total do homem e a urgência da obediência de lodo o coração ao Senlior, por parto de seu povo; entre­ tanto. ao levanlar os jtuges, apesar do corrupção deRs. Deus demonstrava sua sobera­ nia sobre o pecado e como, em sua providência, fazia o bem a partir do mal Finalmente, esle período da lústoria israelita revela a dopendêndu que o povo de Dous precisava ter de seu Senhor, para cumprir as promessas. A santidade de Deus não admite a apóstasia, embora o seu amor nunca cesse de prover o caminho da salvação para seu povo, Por trás dos juizes humanos, eslava o verdadeiro Juiz |Jz 11.27), o Senhor Soberano, que levama na coes para disciplinar seu povo, o Deus cujo poder capacita um homem a derrotar mil (Jz 15.15]. A historio dos juizes revela o Senhor de toda a Historia, o qual permite que sou povo experimente a derrota para levada no arrependimento, mas que sempre proporciona u caminho da salvai,ão aos que se voltam para EJe. O periodo dos juizes é uma trisle espirai do pecado, a despeito do privilégio do povo de ter o próprio Deus como governante por meio de seus servos, O fracasso desse período, entretanto, em produzir obediêucia ã aliança, apontava para além, o uma nova revelação dos propósitos salvadores do Senhor, não por intermédio dos juízos, mas por moio da responsabilidade rio Rei escolhido por Deus, O fracasso dos juizes estava uo fato do povo não cõnsiden&r a autoridade divina deles, atitude obser­ vada na rapidez com que rejeitavam aO Senhor depois da morte do libertador; o rei seria um símbolo permanente do direito que Deus tem de governar e uponta para a única esperança de salvação: o advento do rei humuno-divino Jesus Cristo k. m . 402


JUSTO 4

JULIA. Uma cristã que vivia em Roma e recebeu uma saudação do apóstolo Paulo (Urn 16.15). Seu nome esta ligado ao de Filólogo. Prova vi •!mento eram parentes, mas não so tem certe/a quanto a isso. O reconhecimento « o cuidado pessoal dePaulo por muitos Indivíduos, em diferen­ tes localidades, é algo que se observa ua maioria de suas epístolas.

que pode significar quo realmente eram parentes de sangue do apóstolo ou ape­ nas identificados por ele umio judeus. Converteram-se ao cristianismo antes de Paulo e eram seus “companheiros de pri­ são". O apóstolo disse que oram "bem conceituados entre os apóstolas" Isto sig­ nifica que tinham uma boa reputação nutre Os discípulos ou eram considera­ dos por eles próprios i.omo apóstolos; neste caso, o lermo ‘ apóstolo" seria usa­ do aqui no sórdido mais amplo, corres­ pondente ao que bofo r.hamamos de ‘'mis­ sionário" fveja 1 Co 15.7. lambém sobre Barnabé em Al 14 14). Se esle for o caso, então a maneira como são cilados juntos pode signilicar que eram marido e mu­ lher |veja Priscila r Áquila. I Co 16.19).

JÚLIO. Conhirião romano, foi encarregadn du escoltar Patilo deCesaréia alé Roma. onde seria julgado pelo imperador. Perten­ cia á "corte augusta" e demonstrou uma clara simpatia pelo apóstolo (A t 27 1,3) Quando aportaram nm Si dom, ele permi­ tiu que Paulo fosse ao encontro de seus amigos, os quais o confortaram e supriP.D.C. ram com alimentos. O conturiao, enLrelanto. não deu atenção ao apostolo quando J U S A B E H E S E D E (Heb. "que o amor esle o advertiu do que uão deveriam na­ vegar polo mar Mediterrâneo naquela épo­ (ou a aliança I constante retorne”). Um dos vários filhos de Zorobabol, descendente ca do ano. Durante uma terrível Lempesdo rei Davi Pertencia u tribo de Judá e é lade, Paulo assegurou a |úlio que todos se mencionado apenas na genealogia de 1 salvariam, pois era a vontade de Deus que Crónicas 3.20. ele chegasse a Roma paia o julgamento. Naufragaram perto do Malta, n u i« I dcI o s JU STO. 1. Sobrenome de JoséBarsabás. sobreviveram; finiihnente, o apóstolo che­ Foi indicado, juntamente com Mal ias, gou são e salvo a l iipital do império. O controle de Deus é visto duranle para substituir Judas Iscariotes no colé­ gio apostólico (Al 1.23). Foi discípulo de todo o tempo em que Paulo esleve com fesus duranle todo o seu ministério pú­ Júlio, o qual passou a cordiar uo apósto­ blico. desde o lempo de João Batista. Tam­ lo, Em certa ocasião, o cenfuriãó impe­ bém testemunhou a ressurreição e a as­ diu que os soldados matassem Paulo e os censão; portanto, possuía as qualificações demais prisioneiros (At 27.12.43) Era a necessárias para sor um apóstolo (vv. vontade de Deus que o apóstolo testemu­ 21.22). Dnpois de orarem em busca da nhasse de Cristo em Roma. diante de direção divirta, Malias foi o escolhido, por César |Al 23.11). e Júlio foi usado polo meio de sorteio |w. 24-26|. Senhor para a realização desto propósito 2 Tilo luslo. morador do Corinto, (Al 27,23.24; 2U.2U-3U). p .n .u . mencionado em Atos 18.7 como “homem te m e n te a Dous”. om cuja casa Paulo se JÚNI A. Saudaria por Paulo em Romanos hospedou depois de ser proibido ile pre­ J6.7. Houve algumas sugestões, ao longo g a r na sinagoga, que ficava exalamente dos séculos, de que |úuia provavelmente ao lado de sua casa. O abrigo que ele con­ era uma mulher Trata-se de um termo cedeu ao apóstolo provocou considera­ latino o podo sor a oontração do nome velmente os judeus. Como de costume, a m asculino lunianus ou do fem inino abordagem de Paulo visava primeíramen* Tunia Ajdtirânico e Júnfa são menciona­ to aos israeblas e. em seguida, aos gemidos por Paulo como “meus parentes”. o

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JUSTO os. quando os judeus nao queriam mais otivfr. Tilo Jttôfca provavelmente era uiri cidadão romano e começou a arlorar a Deus sol» a influência do eusinn judoico. Suo hospitalidade proporcionou a JW Io um loc/il relativamente seguro, de onde pôde prosseguir com se ti minisierio na cidade.

' 1

3. lesus |usto uniu-se a Paulo ua sau dação aos colosseuaés (CJ -1.11 J. Foi um dos amigos pessoais do apóstolo durante sua primeira prisão em Roma. Paulo cha­ ma d atenção para o laln do que ele era um judeu convertido, o que llie propor­ cionava um conforto especial em meio â tribulação. P-D.g.

N.is vursõtó da RlbUa em português esta e>pr<?ssao. “íílbos dp |4stui“. foi truduzidu nomo nomo próprio, "limiH-JáíiKu" (Notn do Tmdulur). Idem,

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L LA ADE (Heb. "lento*’). Filho de laate. erà um dos descendentes de Judá. Junto com seu irm ão -Aumai, formou o clã dos zoratitas (1 Cr -4.2).

descendentes eram responsáveis pelo re­ cebimento das pedras preciosas dadas como olerra e seu armazenamento no te­ souro do Santuário (1 Cr 23.7-9; 20.21).

LABÃO. Cilado várias vezes nas narrati­ va* dns casamentos de Isaque e Jacó ( G j i 2 4 .2 9 ; 2 5 .5 -2 9 1 . Cl motivo da inclusão de seu nome na Bíblia é q conflilo enfcre o oportunistii rr inosi rupuloso fillio du isaqun (<jn 25 27-34; 27 19) e alguém ain­ da pior do que ele (29.22*27: 30.3 1-36). Embora |acó se iludisse, pois achava que passara o sogro para trás (Gn 30.37-4.11, desrobrui apenas que era o Senhor, semprn vigilunle. quem intervinha e guarda­ va seus interesses (31.6-12). Labõo funda­ mentalmente luziu ludn por dinheiro (G d 24.30.3.11 e é evidente que sua filha Ra­ quel aprendeu com ele a manter os olhos sempre abertos para as oportunidades (31.19), pois os “ídolos do lar” possivel­ mente Unham algum significado nu quesISo da herança. O unico envolvimento de Lahão com a religião foi demonstrado numa aliança que firmou com Taeó, para proteger sua “esfera de interesses1' ÍGn

LAEL. Pui do Eli asafe, da tribo de Levi, nomeado líder do clã dos gersonilas (Nm 3.241. os responsáveis pelo cuidado de parte do Tabernáculo.

31.51-54). T-A.M.

LADA. Mencionado em l Crónicas 4.21. pai rle Maressa e uelo de Judá. Fra líder do clã dos homens que Irabalhavam com linho e viviam em Bde-Asbéin. LADÀ. 1. Filho rle Taã e pai de Amiúde, perlencia à lribo de Efraim e era ancesiral rle (osuê (1 Cr 7.261, 2. Levila do clã dos gersonilas; as ta­ refas desle grupo loram determinadas pelo rei Davi nn lérmino rle siru reinado, a lim dt; anlecip.ir a organização do ser­ viço no Templo d ser construído. Seus

LAÍS. Pai du RaUi (também ch am u d o de Paltiel), natural rio t idade ile Gaiim. Mical. lilha do rei Said. foi entre gilfí o Palll, embora fosse casada com Davi. Pos­ teriormente. Is-Hosele devolveu-a ao seu primeiro marido, o que muito angustiou Pulti 1.1 Sm 25.44; 2 Sm 3. 15,16), LAM EQUE . Doi*homens muito diferen­ tes um dooutro são chamados de Larneque: um deles (Gn 4.10-24J oferece uma prova da presença o da abrangéneia dn pecado, n outro (Gn 5,25-30; I Cr 1.3) é um profela que traz palavras de conforto e «le esperança. 1. Lam eque, filh o de M elu sael Génesis 4 desenvolve a historiada queda do homem (Gu :i) e mostra algumas de suas eonseqoêndas. I ) relalo sobre L.ameque mosbu o per xido como o destruidor da ordem estabelecida por Deus para a sociedade, insaciável em suas exigfincias. E o primeiro poligamo mencionado ua Bíbba. Mm dos resultados do pecado foi um desentendimento (Gn 3.12) entre o primeiro casal e a corrupção fundameulal do próprio casamento (Gn 3.16-20). A poligamia de Lameque revela uma espiral descendente constante. cada vez mais distanle dn ideal divino. Além de seu dnmínio sexnnl sobre a mulher. Lameque demonstra lambém um espirito selvagem de arrogante egocentrismo, a principal

405


LAMI característica do pecado: por tão pouco como um "ferimento" e um “pisoo” deciiitúu a morle de dois homens e anunciou que uma vingança mídtiplicada por sete seria a lei de sua vida. Um dia. porém, a I hí da vingança do pecador suna sobrepu­ jada pula medida da lei do pendão ©ífirmda pelos pecadores remidos IMI 18.22). 2. Lameque. pai de Noé. A que(ia des­ truiu a base económica da vida [Gn 3. 17* J 9J. Minguém mais iria "corner livremente de toda árvoru do jardim”; polo nuntiãrio. haveria uma batalha interminável ontre o homem e u maio ambiente, uni­ camente pela sobrevivência. Parece que Lameque ansiava pelo dia em que essa maldição leria fim; confiante em que rsso dia ja estavu próximo, chamou seu lilho de " N ob”, um nóme reLaclonado com o verbo “descansar". Por intermédio dele. realmente um "novo mundo” leve inicio (Gn 8.15), sob a bênção divina (Gn 0.1) e o sinal de uma aliança (9.17); mas Noé não era o “lilho” do quo o mundo corrogado dii maldição precisava (9.20). Essa tareia seria realizada por urn Filho imen­ samente maiorí i.a.m. LAMI (Heb. "guerreiro”), limão do gigan to Golias, o giteu; ele mesmo era muito alto, e sempre carregava uma Iam,a "cuja haste era como o eixo do Lear” (1 Cr 2 0.51 Um dos grandes guerreiros de Davi, cliamado Elanã. o matou numa batalha entre israelitas e filisteus. Veja ElúJtô.

LAPIDOTE (Hei.. “ltit:h..s”J. Marido da profetisa Débora. liderem Israel duranle o período dos juizes í)z 4.4). Menciona­ do apenas uma vez. Alguns julgam que Lapidote era o lugar onde ela nascera ou residira. Voja Débora. LÁZARO. 1 . Em Lutas 10 19-3.1, Lázaro ê o uome de um mendigo, numa parábo­ la conlada por Jesus. Foi o lirue.o person íig em mencionadopolo nouin, provavel­ mente porquo "Lázaro" ó uma abreviação da expressão hebraica "aquele que Deus 406

ajuda", justameuti: a idéio eufatizada nesla narrativa.

Na parábola, asituação calamitosa do lázaro, de pobreza, enfermidade e fome e claramnute contrastada com a vida opu­ lenta do homem rico, que vivia na fartura e uo luxo, em cuja porta mendigava o po­ bre. Depois da morle, porém, revelou-se que Lázaro era um genuíno memhro do povo da aliança, quando foi recebido pe­ los anjos num lugar de honra ao ludo de Abraáo, num banquete nu réu. O liomem rico morreu e. n.i agonia do juízo de Deus. percebeu as consequências da ialLa de ar­ rependimento: suplicou euláo ao seu an­ cestral Abraão que enviasse Lázaro para aliviar seu sofrimento, mas depois da m orte ii juízo era definitivo e o conluio, impossível. O homem nico então pediu que ele lósse enviado para advertir seus irmãos ainda vivos da realidade eterna que os aguardava; porem a rejeição deles à Pala­ vra de Dous proferida por meio de Moisés e dos profotus indicava qun nem mesmo a ressurreição de um morto os persuadiria ao arrependimento. A parábola ensina, por meio do exem­ plo de Lázaro que a humilhação lerrenu podo ser a promessa du glorificação eter­ na para os que sõo fiéis à Palavra de Deus; os que fracassam em praticar as responsabilidades da aliança rle exercer a mise­ ricórdia e u amor eníre.ntaráo a punição eterna. A referência à ressurreição era uma antecipação irónica da reaçãa céli­ ca que o ressurgimento de Jesus provo? caria nos lariseus a quem dirigiu a pará­ bola (Lc 16.14), 2. Lázaro, em [oão 11.1 a 12.10. era o irmão de Maria e Marta, os quais viviam om Potánia. Jesus muitas vezes hospedouse na casu deles (Lr 10.38-421e Iinha uma profunda afeição pelos três irmãos (Jo 11.3.5.33,35). Lázaro ficou gravemente enfermo, e suas irmãs enviaram unia mensagem u Jesus, a fim dn qun Elo viesse Curá-lo Ao receber <» noticia, Cristo falou que aquela eníennidade não resultaria na morte de


LEG1Â0 LázaJT), mus sim ua revelação du glória prefigurou sua autoridade sobre a promes­ sa geral da ressurreição. Lázaro, entretan­ do Deus (Jo 11.41. Assim. apesar de sua to, ressuscitou apenas para uma uovn vido preocupação. Jesus. eni obediência a von­ física, enquanto o posterior ressurreição de tade do Senlior, retardou a ida para Cristo lonnou o protótipo du ressurreição BpJania por dois dius. Ciente de que Lázaro estava morto. Cristo anunciou sua que os cristãos aguardam. r.m. intenção derntnrnar a Betâriíu. para "des­ LEBANA (Heb. ‘‘branca"). Lider de uma pertar" o amigo lv. 111. apesar de saber das famílias de serviçais do Templo. Seus que na Judéia correria risco de vida. S p u s descendentes retornaram do exilio ria discípulos não o compreenderam (w . Babilónia nos dias de Esdras e voltaram 12. 13J, mas Jesus antecipou quo a r e s s i i T a servir no Santuário (Ne 7.48). Em Esdras reição de Lázaro os levaria a uima genuí­ 2.45, seu Dome é pronunciado Lebaná. na fé nele (v. 15). Depois de unia longa jornada (|o 1 i .171, Jesus foi recebido por Marta qua­ LEBANÁ. Encontrado era Esdras 2.45. Voja Leban a. ueima tro dias após o sepultam™lo de Lázaro. Sua confiança no Mastro, apesar do oureLECA. Mencionado em l Crónicas 4.21, ditar que. se Elo eslivesse presente, seu fillio de Et e ueto de Judá. Era líder de Irmão não leria morrido, ocasionou a um dã especialista no trabalho com li­ auto-revelação de Jesus: 'Eu sou a res­ nho que vivia em Bete-Asbéia, surreição ea.vida“ (v. 25). Isso confirmou para Marta sua identidade messiânica (v. LEGIÃO. Nome geralmente aplicado a 27), Depois que Maria foi chamada o en­ uma tropa militar romana, composta por controu-se com Cristo, esle. ao viVla cho­ 4,000 a 5.00U soldados. No Novo Testa­ rai. lii.ou profundamente angustiado (v. mento. significava hostes do seres espiri33 — implica lambém ira, e não apenas 1uais (Mt 26.53). Em Marcos 5-9 e Lucas empali.il com o eleito do pecado e da 8.30 Jesus depara com um homem pos­ Ktorte na mundo. Jesus dirigiu-se ao sesso de uma legião de demónios. Mar­ túmulo u ordenou que u pedia quo selava a entrada fosse removida. Pela fé. apesar cos 5.15 refere-se ao geraseno como "o endemoninhado, o que tivera a legião”. do mau cheiro, obedeceram, e Cristo orou Este terrou, portanto, significava o granem voz alta para que a ressurreição do número rle demónios que ele possuía. miraculosa de Lázaro inspirasse a fé nus Com vívidos detalhe*. Marcos 5 des­ pessoas. Com uma palavra do comando, creve u incidente no qual Jesus curou o dirigida para dentro da túmulo, Lábaro retomou ã vida e j.aiu do lúmtdo. endemouiuliado. ao expelir dele a legião O milagre de Jesus Inspirou a fé em de demónios. Ele tinha um comportamen­ to totalmente selvagem e vivia entre os algumas pessoas (Jo 11.45). mas a nobe ia sepulcros, na província dos gerasenos. As provocou um oompló no Sinédrio para pessoas tentavam acorrenla-lo. mas ele matar o Filho de Deus fv, 53), bem como simplesmente quebrava as correntes, pois Lázaro (Jo 12.10). A plena recuperação do demonstrava uma força tísica anormal. Os irmão do Morta e Maria Aenfatizada pelo demónios que o possuíam identificaram falo de que Jesus jantou na companhia dele Jesus como "o Filho do Deus Altíssimo" (Jo 12.2); urna grande multidão foi atraida e. de maneiro iniplicila. reconheceram o pela curiosidade ív. 9), a qual aumentou □ direito que Cristo linha de julgados, le­ especulação popular «obre se Jesus era re­ sus os expulsou, mas permitiu que en­ almente o Messias fw. 12-15.17). trassem numa manada dp porcos, os quais No nrissurgimenlo de Lázaro, Jesus de­ <orreram e s p precipitaram no lago. onde monstrou seu poder divino de dar a vida p 407


LEMUEL laria da comunidade por um determinado período de Lempo Às vezes esse isolamento durava alguns anos. S»; os sinto­ mas desaparecessem com o tempo, a pes­ soa voltava à vida normal, mas somente depois du verificação do sacerdote, o qual dava a palavra final nesta questão. No Novo Testamento, varios leprosos encontraram-se com Jesus. Assim como fazia com outros grupos marginalizados. Cristo os aceitava, conversava com eies e os curava (Mt B.2.3; 17.2; 2G.6; Mc 14.3: Lc 7.22; olc. 1. O unico leproso d lado pelo nome foi Simâo (Mc 14.31. o qual pro< porciona um ínieressante exemplo de como Crislo era inteiramente capaz do aceitai as pessoas socialmente despreza­ das Mateus e Marcos registram qun le­ sus jantou nu casa dele IMI 26.6.7: Mc 14.3 J; Veja Simão, o lvproso. f.u.c.

todos so afogaram. Isto lez com que os moradores da região pedissem a Crislo que se retirasse du meio deles. Jesus dis­ se ao homem que fosse para casa e çonlasse à famtlia como o Senhor tivera mi­ sericórdia dele, Neste incidente. novamente o direito do Filho de Deus de julgar e seu podei sobre as forças espirituais mandes Iaramse diante dos que estavam presentes. Fica clarn que os demónios eram reais, pula habilidade deles om discernir quem ora Jesus, algo que as pessoas em juízo purfeito ainda não tinham assimilado, lima vez curado, o ex-endemoninhado procla­ mou a obra do Senhor na região de Decápolis "e Iodos se maravilhavam" (Mc

3 .20 ).

pjú.Cu

LEMUEL (Heb. "dedicado a Deus"). Au­ tor de Provérbios 31.1-9. Alguns erudilos id en lifican i-n o com o o próprio Salomão. mas isto é muito improvável É chamado do "rei de Massá”, no v t. tal­ vez paru significai que eru um rei árabe. Os provérbios foram ensinados a ele por sua mãe e relacionam-se Com adverién cias sobre os perigos de gastar tempo p energias com bebidas e mulheres. Tam­ bém é aconselhado a defender a justiça e os direitos dos menus favorecidos. Não se sabe com certeza se o restante do capi­ tulo. o qual descreve a esposa ideal, tam­ bém foi escrito por ide. LEPRA. Doença quo ataca ,i pele das pes­ soas; embora soja curável em nossos diits. é uma moléstia grave e apresenta-se em diferentes fornias. Nos tempos bíblicos, não havia iraiamento disponível para esta enfermidade. que causava sérias desfigu­ rações no físico dos infectados. Geral­ mente os sinais da doença apareciam pri­ meiro no rosto. No Antigo Testamento, os leprosos eram isolados. Levilico 13 oferece descrições detalhadas de alguns dos sintomas das enfermidades i onsideradas “impurezas cerimoniais" De acnrdo com os sintomas, a pessou ficava iso­

LEVI. 1. Terceiro filho de Jacó com pua esposa Lia. Os teólogos discordam quan­ to ã sua etimologia, pois sugerem .*>er uma derivação do nome da mãe (o qual signi­ fica 'vaca selvagem") ou do lermo ‘‘rei­ vindicar’'. Entretanto, seu significado fica claro no relalo de seu nascimento. Quan­ do elo nasceu. Lia pmclamnu: 'Agora esla voz se unirá meu marido comigo |Cn 29.34). Ao loitnar um jogo de palavras, baseado no verbo "unir-se “. declarou o nome do lilho. No contexto imediato, este termo refletia u rivalidade continua en­ tre ela e sua irmã Raquel (cf, v. 30). domo epônimo da tribo dos levitas, o nome de Levi lem uma conotação com Israel, a audiência original, pois eles desempenha­ ram um papel significativo na preserva­ ção da unidade (aliança) entre Dous o a nação. Somente dois episódios nas Escrilurus citam o nome de Levi explicitamen­ te. O primeiro, em Génesis 34, relata çomo ele e seu irmão Si meão vingaram o estupro da única irmã deles, Diná. De­ pois de i onvencer os moradores de Siquém a se circuncidar, como parte dos arranjos para que Siquém. lilho de I-tamor.

408


LEVITAS E SACERDOTES pudesse casar-se com ela. os dois irmãos tftacamm a cidadã enquanto os homens se recuperavam da operação e massacraram todos os moradores do sexo masculino. Einhora o alo fosse condenado por Jacó (Gn 34.30) e tenha-so tornado a razão pnr que elo os reprovou nu benção patriarcal (Gn 49.5), tiindaasslm existe algo positivo nisso. Esse alo de vingança foi similar ao zelo mortal demonstrado pelos levitas (Êx 32.2529; Nm 25.(5-13). Com relação nos morado­ res de Siquém, um hom resultndõ foi al­ cançado — os hnbitailtes de Canaã passa­ ram a temê-los n os deixaram em paz (Gn 35.5). Para a audiência original, essa ação teria inspirado um pouco de medo dos le­ vitas, os quais eram encarregados de guar­ dar o Tabernáculo o os utensílios sagrados e inspirar a santidade entre o povo. A dJtima menção de Levi. filho de Jacó. foi na "bênção” que recebeu junto com Simeão, quando o pai deles estava no lei­ to de morte (Gn 49.5-7). Israel demons­ trou seu desagrado com o ato dn vingança

dos dois, que demonstrou mais interesse pessoal do que preocupação com a Justiça divina (cí. Gn 35,30). Esta interpretação é reforçada pela possibilidade de que os “touros” referídtòtón Génesis 49.ti (en) al­ gumas versões no singular) representem o próprio )a<;:ó, O zelo de Levi e Simeão 'jarretou'*, ou seja. colocou a vida do pa­ triarca em risco. Veja lambém Levitas. 2. Mencionado na genealogia aposen­ tada por Lucas, que vai de Jesus alé Adão (Lr. 3.24J. Era filho de Melqui e pai de Matã, provavelmente avó de |osé. 3. Outro nome citado na genealogia apresentada por Lucas. Era filb o de Shu"ão o pai de outro Matn (Lc 3.29). 4. Nome dado em algumas ocasiões ao apóstolo Maleus (Mc 2.14) Depois dp ou­ vir o chamado rle lesus para segui-tu, Levi deixou seu trabalho e obedeceu. Logo de» pois ofereceu um grande banquete aos culegan cobradores de impostos, a fim de apresentar-lhes o Crislo (Lc 5.27-291. Para mais detalhes, veja Maleus. r-.n.c.

LEVITAS E SACERDOTES Os levitas descendiam do Levi. terceiro filho de Jacó e progenitor de uma das doze tribos da nação do Israel O nome deles, como o do epônimo, dava a ideia de unir ou aderir. Em Números 18.2. Moisés fez um jogo de palavras com o verbo “unir1* em suas instruções aos levitas. De acordo com o texto, deveriam se juntar ao serviço de Arão. o qual era lambem levila. para a administração du Tabernáculo |Nm 18.6: E\ 38.211 No compromisso inicial deles, dc preservar a sanlidade rio acampamento, eram vistos como o rpouimo. no zelo para com Deus (Ex 32,27.28; veja Gn ;*4.2530; 49.5). Assim como Deus reivindicou todos os primogénitos em seu juizo sobre o Egito na noile da Páscoa, solicitou todos os primogénitos de Israel para seu serviço |Ex 13.2). O meio. entretanto, para se efetivar o desejo divino, loi a escolha de toda uma tribo para esse fim (Nm 3,i2ss). Por isso. os levitas nãO receberam herança tribal, pois 0 Senhor seria a herança deles (Dt 10.9). Pelo contrário, por meio do sustento dns dízimos e das cidades que receberam em Ioda a nação, sobreviveriam, sustentados diretamente pelas mãos de Deus (L,v 27.32ss; Nm 18.21,24; 35.1-8), O significado desta substituição era que os levitas uão ugiriam estritamente como rima classe clerical profissional, mas como representantes do cada famiiia de Israel. Embora tivessem certas funções que Lhes eram reslritas. os leigos deveriam buscar meios de imitar as funções dos levitas em suas próprias áreas de responsabilidade. 409


LEVITAS E SACERDOTES

Havia Ires classes distintas entre os levitas. A identidade mais ampla pertencia aos designados "levitas". inicialmente. constituia-se do todos os memliros da tribo, e suas responsabilidade, gerai* relacionavarn-se ao Tabernáculo (Nm 3.6ssJ- Depois da cons­ trução do Templo, suas obrigações íoram adaptadas para atender aos cultos no Santuá­ rio (1 Cr 23.24 ss). Dentro da uibo tiavia os descendentes (le Arão. denominados “sacer­ dotes" (Êx 28,1; 30.30; 40.15J. Suas obrigações relacionavam-se com a oferta do,? sacri­ fícios e com (j próprio serviço nu santuário — isto é, o lugar santo 1'Lv 1 a 7). Esto privilégio, entretanto, náo era reservado perpétua nem automaticamente para a lamiiia de Aráo, como sn observa quando Ezequiel promoveu os descendentes de Zadoque a essu condição fEz 44.15.L6J. devido á infidelidade implícita dos descendentes dele. Dentre os sacerdotes, havia o usumo sacerdole". Devia ser descendente de Finéias. neto de Arão. e exercia 0 cargo de torma vitalícia (Nm 25.I0-14J. Eles vestiam os trajes de Arão (Êx 28), os quais eram uni padrão do Tabernáculo, pura signifii ar que o próprio sacerdote era urrai morada sagrada de Deus. Desempenhavam a função especial dé lazer a oferta expiatória anual no Santíssimo Lugar, no Dia da Expiação (L\ 16). Os levi Las exerciam seu ministério em duas direções. Em alguns aspectos, represen­ tavam o povo diante de Deus; em outros, eram os reprasenlanles do Senhor diante do povo. A primeira posição é ilustrada na cerimónia das olerlas e a segunda nu determi­ nação das restrições para preservação du santidade ao redor do Tabernáculo. Ambas aí. dimensões do trabalho dos levitas estavam relacionadas com a hunção primária deles — promover a santidade do povo. Tinham de cumprir as implicações da determinação de Deus de que o povo devia ser santo como Ele próprio é santo |L\ I t.44,431. O trabalho dos levnas também é visto em termos das similaridades e diléTeuça com o povo de modo geral. Eram diferentes em termos da posição única que ocupa­ vam e das 1unções peculiares que exerciam, isto é, o trabalho no Tabernáculo/Tem­ plo, e a oferta dos sacrifícios, respectivamente. Também tinham de cumprir elevai las exigências de perfeição pessoal (Lv 21.18-231. Precisavam guardar a presença santa, mediante a manutenção dos leigos afastados |Nm 1.53; 3.101. Neste último aspecto, tinham a função bem conhecida no antigo Oriento Médio de sacerdote/soldado que guardava o templo/palácio dos deuses. Ern seu papel único, os levitas serviam paru lembra]- a Israd q u e Dous é santo. Os levitas, porém, oram semelhantes ao povo no .sentido de que Israel devia ser um reino dc sacerdotes e uma nação sanla (Êx 19.5.6J. Suas funções sacerdotais eram um paradigma para as pessoas comuns imitar. Por exemplo, assim como os levitas desfasam qualquer presença impura nas imediações do Tabernáculo, da mesma forma o povo do Israel devia impedir qualquer presença impura na esfera rle açào deles — a naçáo como um lodo (exemplo, os falsos profetas em Dl 13.5 ou a guerra santa em geralJ, Este prindpín de imitação é simbolizado na maneira como as prissoas usavam um cordão azul na roupa (Nm 15.38), como um lembrete de sua função paralela à do sumo sacerdote lÊx 28.31J. Em suas responsabilidades mais amplas, os levitas lambém eram encarregados do ensino (Dl 32.10; Ml 2.5-7), das questões judiciais |2 Cr 19.M.11) e do discernimento (Dl ,n ,8; l Sm 23,0-12). Tudo isso com o objetivo de que Lsrael lusse uma nação distinta i? separada, ou sejn, santa, como povo de Deus, não só na vida religiosa, mus em todos o s aspectos da condula nacionalNo Novo Testamento. particularmente no livro de Hebreus, vemos os creui.es em Cristo atingir a condição plena ilo reino .sacerdotal (Ap 1.6; 5.10). pnr meio rle Jesus, nosso Sumo Sacerdote (Hb 7 e 8). O que o sacerdócio levilico nunca fciria (Hb 10.4). embora tudo apontasse para Cristo (Hb 0.ít.9), Jesus realizou de uma vez por todas e para Ioda a humanidade (Hb 9.11.12). ú lc .

410


LIA. Eclipsada pela irmã (Gu 29.17), ca­ sada por rneio dt* uma fraude (29.22-26), dtesprezada polo marido, ató mesmo sua morte rt sepul lamento íoram menciona­ dos por acaso muilo tempo depois (4 9 .3 1 ). Consciente de sua posição desfavorável Í29L3U -33), Lia i? uniu das figuras mai* tristes da história bíblica. Dnus> porém, em mua grug.j. deu-lhê compensações e. emhora con h ecesse as Indignidades concernentes á poligamia (30 14-1 6), ela encontrou realizarão na maternidade (30.13) e ocupou urri lugar único nos pmpósiloh divinos, como a principal lundadorn do povo de Dous (Kl 411). Algumas versões registram Léia. I.a.m.

LIQUI. Lidnr na Lribo de Manassés num dos filhos de Sem ida fl Cr 7.19J. LISANIAS. Mencionado em Luras 3.1 como parte do contexto histórico e polí­ tico da época do nascimento de loão 11.itista. Era "tetrarca dit Altilene". Veja tam­ bém H erodeà e Filipe. LÍSIAS. Veia Cláudio Lísias, Estp tribuno romano comandava o destacamento do lerusalòm na época em que Patilò foi pre­ so [At 23.26). Mais tarde, durante o jul­ gamento do apóstolo perante Félix, as audiências loram adiadas até que Lísias chegasse (Al 24.22),

LÒ. Como órfnn (Gn 11 27.28). primeiro LIBNI. 1. Filho dt? Gérspn e irmão de fez parle da famiiia do avó 111.3! I e de­ Simei Foi lider do clã dos libnitas. Era pois 112.51 acompanhou o lio Abraão em neto de Levi (Êx 6. 17; Nm 3.18, 21; 26.58: sua jornada para Canaã. Por esta época, 1Cr 6.17, 20). 2. Levila. de-scendente de Merari, era ele já possuía sua própria lamiiia e pro­ priedades (Gn 11.5) e. numa terra já de­ filho de Mali (1 Cr B.29). masiadamente puvaodu (13.7). o convivio euhe os dois grandes grupos lornouLÍDIA. As duas referências u essa mu­ se impussivel. surgindo conflitos mevilher piedosa estão om AtôS 16 14.40. láveis. Por sugestão de Abraão, L.õ fez urna Descrita como um/i cristã tem enle a esrolba decisiva e latal (v. 8). Em essên­ Deus. foi a primeira a aceitar a mensa­ cia, íoi a escolha da prospnridade (v 10). gem de Paulo, assim que ele chegou à com o risco da perda dos valores morais Macedônia. Era da ridadp de Tiatira; fa­ e do lavor divino (v. 13). Depois dislo, a bricava p. vendia roupas feitas de púr­ história de Ló segue um gráfico descen­ pura, umn ocupação que sugere que sua dente: ‘até Sodoma” (Gn 13.J2)...; "habi­ clientela pertencia à ulla sociedade. Foi tava em Sodoma" (Gu 14.12).,.; “sentada um exemplo de hospitalidade, pois re­ à porlu de Sodomn" (Gn 19 1), Dasepuracebeu o apósloln Paulo em sua casa logo çáo do povo de Deu.-s IGn 12.4.5) alé o apôs o batismo dela. Mais tarde, hospeestabelecimento em Sodoma íoram três dou-o novamente, durante outra do suas estágios. O apostolo Pedro »LLz que Ló enviagens missionárias. contrava-se em constante conflito de consciência (2 Po 2.7,8), porque vivia LI NO. Um dos amigos de Paulo que en­ sempre situações comprometedoras-, que viaram saudações a Timóteo, uo final da o envolviam rapidamente (Gn 19.81: sasegunda carta do apostolo a esln discípu­ hia o que era certo diante de Deus (2 Pp lo (2 Tm 4.21), Pfiulo a escreveu da pri­ Z.7.B), mas, mesmo sob a ameaça de juízo, são um Roma e mundana Pudente. Cláu­ apegava-se a Sodoma (Gn 19.16); tinhadia, Èubulo e "todos os irmãos”, as quais se identificado demais cora a cidade lambém mandaram lembranças a Timo* escolhida, a fim de dar um testemunho teo. Irineu e Euzéhio disseram que Lino i ornou-se o primeiro bispo de Roma, do­ eíethai idi (vv. 9.14); tinha deixado sua ló sem uso por lanto lempo que não podia pais da morte do apóstolo Paulo 411


LO-AMJ exerci tá-la quando precisou (w. 18-20); sua tamília não o apoinva mais uas coisas concernentes a Deus Ivv. 26.30-361. O co­ ração de sua esposa eslava em Sodoma e suas filhas tinham apenas o podei o do iiTuudo para seguir (v. 3 1J — mas conhe­ ciam o própnu pai suficientemente para tramai contra seus valores morais com a confiança de que ele havia perdido seu ca­ ráter de tal maneira que não resistiria. Lò, entretanto. não loi esquecido pelo Senhor (Gn 10,29; 2 Pr 2.9). Nn época do juízo contra Sodorua, dois anjos Íoram onviados à cidade condenada para tirá-lo de h». junto com qualquer parente Cjtie o at ompanhasse. A corrupção moral daque­ le lugar loi evidenciada (Gn 111.5) pela atilude rios moradores, determinados a su­ jeitar os rccênw hegados a práticas sexu­ ais: a degenerarão pessoal rle Ló também foi demonstraria cru sua disposição de sa­ crificar as próprias filhas, para proteger seus hospedes (vv. 0-8). Não e de estra­ nhai' que seus concidadãos e os futuros genros (w. H.M) o viam apenas como um intrometido e uma piada sem graça! O envolvimento, no qual entraram com tan­ ta facilidade, trouxe consigo a perda do caráter pessoaJ e da Influência. Ainda assim, mesmo paia um candidato fáo relutnnt" a salvação ív. fti), a misericórdia so­ berana prevaleceu e o incidente perma­ nece como um exemplo brilhante da graça de Deus. O fato de que Deus lembrouse de Abraão, e tirou a Ló do mmo da des­ truição" (v, 29J demonstra o princípio de que a família permanece no centro da ope­ ração da aliança divina. LO-AMI [Heb. "não meu puvo"). Nome cheio de significado profético fornecido pelo Senhor, para que O sê ias colocasse em seu terceiro filho com sua esposa Gómer (Os 1 9). O primeiro deles. um menino, receberá o nome de Jezreel. pois o Senhor disse; 'Põe-llie o nome de Jezreel, porque daqui a pouco visitarei o sangue de jezreel sobre a casa de Jeú. e faiei cessar o reino da casa de Israel Na­ 412

quele dia quebrarei o arco de Israel uo vale de Jezreel" (w. 4,5). O segundo lilho do casal, uma menina, foi chamada de Lo* Ru ama (Heb. “desfavorecida”). Por meio das palavras do profeta o das cir­ cunstâncias do sua vida lamili.u, Deus moslrava a Israel que uma vez após a outra o povo fora infiel a Ele. Por isso, castigá-lo-ia em breve. A desobediência do povo faria com que o Senhor não mos­ trasse mais misericórdia a Israel, o reino do Norte, e nem mais perdoasse (Os l.fij. O Senhor então ordenou que Oséias cha­ masse seu terceiro filho, um menino, de Lo~Ami: “porque vós não sois meu povo. nem eu serei vosso Deus'' (vv VI), Apesar dessas duras advertências. Oséias também proponioariu ao puvo a promessa da lutura restauração; "No lu­ gar onde se lhes dizia: Vós não sois meu povo. se Lhes dirá: Vós sois filhos do Deus vivo" fv. 10j. Esta foi a bênção muudouuda pelo apóstolo Paulu em Komanos 9.25,2ti Aii, ele aplicou a promessa de esperança à sua própria época e ao ad­ vento do Evangelho de Crislo aos judeus e gentios que tivessem fé. O cumprimen­ to da mensagem de Oséias, port.mta, foi visto no vindo de Jesus como Salvador Cristo trouxe a misericórdia e o perdão de Deus e fez para si mesmo um povo que seria chamado "íillios do Deus vivo'’. P.D.G-

LÓIDE. Avó de Timóteo [2 Tm 1 5), Pro­ vavelmente Lóide e Eunice. a mãe deste jovem. converlerani-se ao cristianismo ua primeira visita de Paulo a Lislra (Al 14.02 0 1, pois Timóteo demonstrava estar a par das perseguições que Paulo sofreu quan­ do esteve lá 12 Tm 3. Ll. At 16.1), Embora se saiba muito pouco tanto sobre Lóide como sobre Eunice. a influência das duas, ao levar Timóteo a conhecer e amar ao Senhor rias Escrituras, era considerável e foi elogiada pelo apóstolo Paulo (2 Tm 3. L4-lb|. O conhecimento rias Escrituras levou Timóteo ao entendimento da sal­ vação por meio da ié em Cristo e serviu


LUCAS como a base que o preparou Ião bem para 0 ministério de evangelista, para o qual o Senhor o chamara por meio de Paulo. Numa época r.ru que a idéia sob to a famiiia quase não existe mais na maioria dos patseS ocidentais, é extremamente importante observar como uma avó e uma mãe crentes conseguem influenciar a vida de lima criança, ao vê-la crescer e. tornarse um cristão sincero. Tal encorajamento à fé. através das gerações, é frequente­ mente visto nu Bíblia. O falo de que cer­ tamente Timóteo tinha um fiai não-crisláo serve de esperança e consolo paia os que se encontram em situação semelhan­ te boje. Avôs uistãos que vêem os netos r rescer sem recohor um ensino bíblico rlevcm reconhecer o impado de lal acon­ tecimento. Por isso. devem eusinar-lhes a Palavra de Deus. e jj.G .

I.o-Ruama estava cheio de significado pro­ fético. O Senhor disse que ela seria cha­ mada assim, ‘‘porque eu u.io tornarei mais a compadecer-me da casa de Israel. mas tudo lhe lirami" |Os 1.6.8). Os nomes dos filhos de Oséias demonstrariam o quadro da rejeição da alituiça por parte do povo de Israel, em vista da contmua rebelião e desuhedjéncia. Deus estava prestes a sus­ pender seu amar e sua misericórdia. O primeiro lilho do casal, um menino, foi chamado pelo Senhor de Jezreel, “porque daqui a pouco visitarei o sangue de lezreel sobre a casa de Jeu, e farei cessar o mine da rasa de Israel. Naquele diu quebrarei o arco de Israel no vale de Jezreel" (w. 4,5). O terceira ti lho. lambém menino, foi cha­ mado de Lo-Ami. que significa Inão meu povo), “porque vos não sois meu povo, nem eu serei vosso Deus” (v. 9).

LO-RUAMA (5Inb. “desfavorecida”). Fi­ lha dn profeta Oséias com sua esposa Gómer. recebeu este nome. do Senhor. Veja também como são chamados os outros fi­ lhos do casal: Lo-Ami e Jezreel. O lermo

LOTÁ. Filho de Seii. o horeu. n chefe en­ tre seu povo. que vivia em Edom (Cn 36,20, 29: I Gr 1.30)- Sua irmã chamavase Timna; seus filhos foram Hori e flerná (Gn 36.22: 1 Cr I.30J.

LUCAS Lucas, que talvez seja um apelido carinhoso para o nome Lúcio. foi um dos lideres da igreja primit iva e acompanhou Pdido em varias viagens missionarias (note o pronome "nós” em Atos HM 0-17: 20.5 a 21.18; 27.1 a 28.16), Ambos eram amigos, «* o apoio de Lucas íoi um encorajamento para o apostolo. Tradicionalmente, Lucas é considerado o “médico amado” (Cl 4.14), e algumas faculdades católicos de medicina o homena­ geiam uas comemorações do dia de São Lucas. Existem, entretanto, apenas três referências específicas a Lu< as no Novo Testainenlo. Ao escrever para Filemom. Paulo daramenle n mencionou, junto com Mar­ cos, Aristarco e Demas. como "meus cooperadores” (Fm 24). De acordo com 2 Timó­ teo. o apóstolo mencionou com uma atitude de apreciação a presença de Lucas, quan­ do disse. “So I ucas está comigo" (2 Tm 4.11). Desde que seu Dom e é mencionado numa passagem de Colossenses depois de todos ok obreiros judeus, geralmente se conclui que era gentio (Cl 4.10-14). O Prólogo Anlimarcíonila declarava que Lucas era nativo de .Antioquia ria Siria, que jamais se casou e morreu em Boeotia |um distrito da Grécia antiga), com 84 ano» de idade. Alguns reforçam esla hipótese, ao mencionar suas referendas detalhadas sobre Antioquia em Atos 0.5; 11.10-27; 13.1; 14.26; 15 22-35. Qualquer que seja o c a s o . Lucas era um discípulo dedicado e demonstrou grande interesse pela fo rm a çã o e pelo desenvolvimento da Igreja. 413


LUCAS Embora pouco se saiba sobre o passado de Lucas, descobre-se muilas coisas sobre seus interesses e preocupações quando se lè os dois livros do NI* de sua autoria — o Evangelho do Lucas o o Iívto dp Atos. Os dois juutos constituem cerra de 27% do Novo Testamento. C e r l n m m itn a perspectiva de Lucas sobro a vida do Cristo o a ori­ gem do cristianismo é extremamente importante para a boa compreensão da mensa­ gem do NT. Destacamos nove aspectos dessa perspectiva, Lucas, o historiador Deve-se prestar uma atenção esperial ao prefácio do evangelho de Lucas (Lc 1.1-4) Ele. ao seguir a s convenções dos historiadores gregos de s u «j época, resumo seu méto­ do histórico: (1) reconhece que outras pessoas tentaram estabelecer a origem históri­ ca dir cristianismo ames dele; 12) reconljece o valor du uso tias evidências proporcio­ nadas pelas testemunhas oculares originais e pelos ministros da Palavra: (3) acredita que existia a necessidade dn uma “descrição ordenada" das origens do cristianismo, us quais ele podia providenciar; (4) declara quo investigara todas as coisas cuidadosa­ mente ilesde (/ principio: (5) menciona Teófilo como o destinatário de sua obra (cf At I.1): e (»)J apresenta seu maleriaJ para que seus leitores |Teófilo e Outras pessoas inte­ ressadas! tivessem “plena certeza” das coisas nas quais foram ensinados. Em outras palavras, Lucas tencionava apresentar um r e la to das origens históricas do cristianismo que tivesse um elevado grau de credibilidade (nole seu uso dn termo grego iokm ería que significa “provas infalíveis", em At 13). Desta manoira. deu cui­ dadosa atenção à confiahílidade histórica e á considerado o historiador por excelên­ cia do Novo Testamento. Deixou claro que o cristianismo deve ser compreendido contra o pano de fundo tanto da historia judaica como romana (Lc 2.1; 3.1,2; Ai 30.1: II.1 9 ; 26.201. laicas, o artista literário Felizmente, a preocupação de Lucas quanto ao mélodo histórico, sadio e preciso não foi salisteila ã custa de um bom estilo literário. Era seu evangelho, fez vividas descri­ ções de Zacarias, Maria, Isabel, Ana, Herodes Aniipas, o centuríão romano presente nu cena da crucificação e o lameulo das mulheres de Jerusalém. Semelhantemente, em Atos, hã relatos comoventes de Ananias e Safira, Estêvão. Filipe, o eunuco etíope, Entico. Lidia, barnabé, Elirnas, Pedro e Paulo Lucas usou com v.mta.^em seu talento para faiei’ uma descrição convincente em ambos os livros. Essa maneira leve de apresentação não eslava limitada apenas à narrativa histórica. Era evidente também nas fiarábolas contadas por lesus. A maioria das narrativas mais conhecidas chegaram a nos por meio de Lucas: ‘‘o rico insensato" (Lc 12.16-21), '‘a figuei­ ra estéril” (13.6-9), "a grande ceia” 114.1$-24). “o mordomo infiel" (16.1-9) e “os sorvos Inúteis" (17.1-10) Alguns exemplos encontrados exclusivamente em Lucas são inesque­ cíveis, como as parábolas do 'bom samaritonu" e do "filho pródigo” 110.25-37: 15.11-32), Lucas era iu u poderoso comunicador e seus relatos de acontecimentos arrepian­ tes. livramentos uo meio da noite, intervenções sobrenaturais e memoráveis fugas da prisão tornam a leitura cativante, Usa uma variedade de materiais, como registros históricos, tradições orais, parábolas, pregações de antigos cristãos e lembranças de leslemunhas oculares paru compartilhar sua mensagem sobro Cristo e a surgimento da comunidade erislã. Fez isto de maneira tão atraente que seu evangelho é conside­ rado por alguns eruditos como “o mais belo livro do mundo”. 414


LUCAS Lucas e o uso do louvor e dos cânticos espirituais Intimamente relacionado com o laiento artístico de Lucas estó o uso que fazia rios hinos. Era seus escritos, registrou as origens ria hinologia na Igreja primitiva. Seu relato da natividade ò purticulanueul« rico, p<»is uns da a "canção de Maria" \Magnificai, Lc 1.40-55 j, a “canção du Zat arios” IBon&díctus, U 1.68^79), o "canção das hostes angelic ais” [Gloria in Èxcetâis, Lc 2.14J e a "canção dn Simeão” (Nunc Dimittis, Lc 2.28-32). O louvor a Deus ura claramente importante pura Lucas « é um aspecto proeminenIp lanto no seu evangelho com em Aios (Lc 2,13.30; 10.43: 24.53; Al 2.47: 3.8.9). O “glória a Drus” cantado pelos anjos loi repelido pelos discípulos ua entrada triunUI de Jesus em Torusalém: "Toda a multidão dos discípulos, rego/ijando-se, comegou a dar louvores a Deus em alta voz, por todas as maravilhas que tinhum visto” (L< 19,37), Semelhantemente. em Atos. Lucas notou quo, depois da cura miraculoso do mendigo COXO. 'lodos glorificavam a Deus pelo que acontecera" (Al 4.21). Um dos exemplos mais notáveis de louvor ocorreu quando Paulo e Silas oravam e cantavam hinos tarde da noite, na prisão riu Filipos |Al 10.25),

A ênfase de Lucas na alegria Este tema iá Cora sugerido nas canções que marcam a história iJa natividade. O anjo que anunciou o nascimento de João Batista disse que ele seria motivo de "prazer e alegria" para seus pais e muilas pessoas se alegrariam uo seu nascimento |L«. 1.141. Da mesma maneira, o anjo que anunciou o nascimento de lesus disse: “Eu vos trago novas dn grando alegria, qup o será para todo o povo" (I.r. 2.10J. O advento de Crislo como Salvador e Senhor íoi associado ô alegria.

Esle tema repele-se por todo o seu evangelho e no livro do Ato* (Lc 8 13; 10.17.21; 24.41,52; At 13.52: 15,3) É impressionante como frequentemente ele usa o verbo "alegrar-se" M oiro), para descrever a diferença que Jesus fazia ua vida de seus seguidores (hc 6.23; 10.20; 13 17; 15 5,32; 19.0), Lucas acreditava que a fé i.ristá tencionava trazer nõo somente o perdão dos pecados. ma» lambém a alegria e o regozijo à vid.i diária. A condição necessária para alcançar isto era o o it o pim demen­ to — uma tristeza genuína pelo pecado o uma volta honesta para Deu», om busco do perdão e purificação |Lc 13.3.5: Al 2,38: 3.19: 17.30). Portanlo. não é de surpreen­ der que Lucas tilasse as palavras de lesus na conclusão da parábola da ovelha per­ dida: “Digo-vos que elo mesmo jeito haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa o nove justos que não uneessilain de arrependimenlo" fU 15.7; cf. v.IQ: 10.17*20), Em Aios, a recepção ilo Evangelho de Crislo Lambém era acompanhada peln ale­ gria. Isto ficou evirlenle quando Filipe proclamou a lesus e teve uma resposla favorá­ vel em Samaria: Havia grande alegria naquela cidade" l Al B.8|. Da mesma maneira, o eunuco etíope, depois de sim conversão e sen batismo, “'jubiloso, continuou o seu caminho" IAt 8. J9). Outro exemplu tocante é o carcereiro de filipos, cuja conversão lrouxe iima nova vida: "E na sua crençu nm Deu* olegrou-a® tom toda a sua coso" (At 16.34). A alegria dessa nova vida em Crislo .capacita os crentes a enfrentar as experi­ ências difíceis rle maneira vitoriosa. Assim, quando os apóstolos foram severamente repreendidos e receberam ordem para não falar mais no nome de Jesus, “retiraram-se do presença do Sinédrio regozijando-se, porque inibam sido julgados dignos de pade­ cer afronta pelo nomo de Jesus" (At 5.41). Uma fé ousada o alegre não poderia ser silenciada por moio de ameaças ô intimidações. 415


LUCAS A ênfase de Lucas na oração Lucas é chamado rle "o evangelista da oração". Embora todos os evangelhos revelem lesus como urn hotnem de oração e afirmem a !unção quo ela exerce, Lucas demons­ tra com maior ênfase a importância da oracão na vida de Crislo e na Igreja cristã. Isso fica claro tanto no rico vocabulário empregado para a oração ( utiliza pelo menos nove lermos diferentes) coma pelo grande uiimero de incidentes quo envolvem as súplicas registradas em seu evangelho exio H v to do Atos

No evangelho de Lucas, Jesus orou em cada decisão importante e em todo mo­ mento decisivo de sim viria. Orou tio batismo (Lc 3.21), antes de escolher os discípu­ los 16.12), em Cesaréia de Filipe (9.18), no monte da Transfiguração (0.28,29), uo jardim do Geusêmani (22.39-46) e na cruz (23,34,4GJ. Lucas a p r o n ta o ensino de Jesus sobre oração na “Oração-Modelo" (L> 11.1-4; cf. Mt 6.0-13) e lambém inclui varias parábolas sobre o assunto (Lc 1 1.5-8; 18.1-14) Jesus foi transfigurado, enquan­ to omva (Lc: 9.29), e Lucas ensinou aos discípulos cristãos que a oração faria uma grande diferença também em suas vidas, Esta dimensão fica clara em seu relato sobre o jardim Getsêmani. onde menciona a admoestação de Jesus aos discípulos para que orassem, a oração e colocada como o meio divinamente estabelecido paru esc apor de "cair em tentação” (Lc 22.40,46). Lucas mantêm seu interesse pela oração, uo H v to de Al.os. onde encontramos muitos elementos da súplica, inclusive adoração [27,35: 28 15), confissão de pecado 119-181 petição (9 I I. 13-16: 10.31: 22.10) e intercessão (7.60; 12.5; 27.23-25; 28.8). De lato. Atos contém cerca de 25 exemplos específicos de oração. O nascimento da Igreja foi resposta da oração (Lc 24.49; Al 1.4,5; 2.1-13). A escolha dn Matias, como substituto de ludas Iscariotes, foi feilu depois de intonsa oração (At 1.12-26). Os no­ vos crentes “perseveravam na doutrino rios apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações" (2.42; cf. 1.14), Portanto, a oração tinha parle aliva na vida da Igreja (14.23; 20.36; 21.5). Quando surgiram os tempos dibceis. eram enfrentados com ora­ ção unida, frequentemente seguida pox demonstrações convincentes do poder de Deus 14 .2.4 -3 1 ; 6,1-7; 16.25-34). Lucas era enfático em insistir sobre a importância da ora­ ção no ministério de Jesus r ua comunidade cristã Em sua visão. Deus usava a áúpilca fiel fie seu povo para estabelecer seu reino na Terra. O interesse de Lucas pelo Espírito Santo O Espírito Santo ocupa uma posição proenunente nos escritos de Lucas. Em seu evan­ gelho. Ele tem parle aliva na concepção (Ir Cristo (Lc 1.35). durante todo seu ministério e no período após sua ressurreição, quando prometeu aos discípulos que receberiam u Espirito para executar o serviço com poder (Lc 24.49: Al 1.8). lesus íoi revestido com d Espírito (Lc 3.22), testado pelo Espírito (4.11 ungido pelo Espírito (4.14,18) e ensinou aos discípulos sobre sua importância (Lc i 1.13; <:í. Ml 7 .1 1). Semelhantemente, vário* oulros personagens no evangelho de Lucas foram recipientes do Espírito Santo, inclu­ sive João Batista |L( 1.15), Maria (1.35), Isabel 11.41), Zacarias (1.67) b Simeão (2.2527). Jesus não somente se alegrou no Espírito, mas tmnbêm instruiu seus discípulos sobre a ajuda do Espírito em situações de crise (Lc 10.21: 12.12J. Embora fosse possível receber perdão por palavras proferidas couLra o Filho do homem, “ao que blasfemar contra o Espírito Santo, não llie será perdoado'"ILc 12.10: cf Ml 12.31) Muito mais é dito sobre o Espirito Santo no livro de Atos, onde seu poder è enlatizado (Al 2.1-4; 4.31) e sua personalidade ó reconhecida (5.3.9,32: 15.28). bem

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LUCAS

como sua diroçáo (10.10; 1 1 12; 13 2,4; 16.H.7). Em Alos, uma grande ênfase édada ao leslemunlio externo rio Espirito Santo Os sinais e maravilhas operados pelos apósto­ los e seus cooperadores eram uma expressão desse testem unho- Pedro e loão, no poder rio Espirito Saulo. curaram a coxo (At 3.1-10; 4.22; cf. 5. JZJ. e obras maravilho­ sas foram realizadas por Estêvão (6.8), FUipe (8.6.7.13). Pedro (9.33-42) e Paulo (19.11,12). Outra forma desse testemunho inspirado pelo Espirito era a ousadia da pregação oposto lira. O Espírito tomou aqueles que anteriormente íoram fracos e sem poder b deu «lhos “ousadia” para falar corajosamente sobre Jesus. Isso íoi verdade >om relação a Pedro « loão (Al 2.29; 4 9,111.13), Estevão (6.10), Filipe (6,30*35], Barnabé e Paulo (13.46: 14.31 eo s apóstolos em geral (4 33: cf. vv. 29s], Lucas enfatizou a impor­ tância do Espirito Santo no seu evangelho e no livro de Aios do uma maneira inquestionável. A convicção universal de Lucas Lucas tinha uma forte convicção do que- a mensagem do cristianismo não deveria limitar-se apenas a um povo ou a uma região. Isso o levou a enfatizar a natureza universal do Evangelho de Cristo. Ele acreditava que era umn mensagem para as pessoas de iodas as raças. Expressou essa convicção em seus dois livros. No seu evangelho, Lucas teve o cuidado de int luir a vida de Cristo no contexto mais amplo do império (Lc 2.1-3; 3.1.2). Viu u salvação divinamente preparada como algo que Deus providenciara “perante a lace do todos os povos", inclusive os gentios (Lc 2.31.321 Embora outros evangelistas também citassem Isoía», somente Lucas in­ cluiu as palavras: “E ioda a humanidade verá a salvação de Deus" fLc 3.4-6: cf, ls 40.3-5; Mc 1.2,3; Ml 3.3), Outras indicações dessa perspectiva mais ampla incluem o samarilano a g ra d e c id o (Lc 17.15,1(5), a condenação da parcialidade e do preconceito 19.50), a posição contrário ã discriminação étnica [ lo 33-37) e o destaque na resposta pessoal, em vez do privilégio naoiòD al (13.28-30). Luras referiu-se favoravelmente à fé do centurião romano e ao comentário notável de Jesus: “Digo-vos que nem ainda em Israel achei tanta fé" (Lc 7.9; M! 8.10). P mesmo interesse universal, por todas as pessoas, é encontrado em Atos. lesus visualizara um ministério mundial (At 1,8). Quando o Espírilo loi. derramado no dia de Peniecõstes> os convertidos naturalmente levariam a mensagem do cristianismo para seus patses de origem (cí. 2 5), O curso dos eventos TegisLrados em Atos indica a expansão gradua! do Evangelho às regiões dos gentios, A perseguição que so levantou contra a Igreja após a morte de Eslêvão serviu paia dispersar os crentes por Ioda Judéia e Samaria (At 8.11. Filipe levou a mensagem do Evangelho para Samaria l w. 48); o ounuco a levou para a Etiópia (vv. 20-39). A conversão tle Saulo 6 contada lrês vezes em Atos, paia euíatjzar a importância de seu papel na disseminação do Evangelho Deus disse ao çótico Ananias: ‘‘Este õ para mim um vaso escolhido, para levar o meu nomn perante os gentios, os reis o os filhos de Israel" (Al 9.15; cf. 22.21: 26.17). O caminho do cristianismo eslá aberto para todos: "Todos os que nele créem receberão o perdão dos pecados pelo sen nome" (At '10.43; cf. 4.12). Assim. Paidn pôde dizer ao carcereiro filipense: "Cré no Senlior Jesus Cristo, e serás salvo, tu o a tua casa" (At 16.31). A Igreja espalhou-se rapidamen­ te para Antioquia, Chipre. Ásia Menor. Matedònia, Acaia s Itália, r alcançou desde a capitai religiosa dos judeus (Jerusalém) alé a capílul pobtica dos gentios (Retruil O Evangelho destiuava-se a todas as pessoas, e Lucas linha prazer em apresentá-lo como uma mensagem para todos os povos, independem emente de rar;.a ou língua. 417


LUCAS A com paixão de Lucas intimamente relacionada cóm a preocuparão de Lucas por todos os santos e Iodas as classes estava sua compaixão. Via Jesus de Nazaré como um homem profundamente preocupado t om os desfavom: idos. os explorados o os margina­ lizados. No quadro que apresenta do Cristo, observasse uma janela para o pró­ prio coração da evangelista. Jesus era sensível aos problemas dos pobres fLc 6.2H-25), dos leprosos [5 12-14), das viuvas (7.11-10). dos enfermos (5.17-26; 14 1-4) o das crianças ( IfJ. 15-'J7 )i Corno seu Senhor. Lucas demonstrava unia preocupação especial para com as mulheres- (7.36-50; 6.1-3: 10.38-42: 13.10-17: 21.2-4). Seu evangelho expressa a com paixão e a bondade de Dous de forma notável. Náo è surpresa quo tenha descrito lautas cenas de banquete, pois a mesa da refeição ora a expressão perfeita do amor e da aceitação (Le 7.36-50; 10 38-42. 11.37-54: 1 4 .M 4 M 9 .1-10). Semelbantomonle. Atos mostra a mensagem do cristianismo que alcança os samarilíuios (Al 8.25). as mulheres (5.14; 8.3,12; 13.50; 10 1, 13,14: 17.4,12,34). os explorados ( 1í>. 16-21, cf. 10.23-27), os oficiais romanos, como o conturiâo Cornâlio. o procônsul Sérgio Paulo (At 10 e 11. 13.0.7.12) e os pessoas imorais de nma cidade portuária como Corinto (18.1-11; c t 1 Co 6.9-1 IJ. Lucas acreditava que havia uma amplitude nu misnrieániia de Deus", e esla dimensão se refletia em sua graça e mise­ ricórdia que alcançariam Iodos os que respondessem a elas, A ênfase de Lucas em Cristo como Salvador e Redentor Finalmente, ha uma grande ênfase na salvação, nos escritos d e Lucas, lesus íoi anunciado polo anjo. na natividade, como o Salvador prometido e identificado como "Cristo, o Senhor" (Lc 2.11). Foi reconhecido pela profetisa Ana, no Templo, como a criança dn promessa "a todos os que esperavam a redenção d e Jerusalém” (2.38); Esla redenção não se restringiria apenas ao povo judeu, pois abrangeria toda a fa m í­ lia humana (3.61. O advento de Cristo desafiou as pessoas a se arrepender, se qui­ sessem experimentar o perdão (5.321, lesus, como o filho do homem declarou lera a u to r id a d e paia prorjaunu esse perdão (5.20-26). Se os homens não desejassem o arrependimento, pereceriam (13.1-5). A salvação pela graça de Deus não seria trata­ da levianamente, pois os que a rejeitassem seriam "lançados Fora" (Lc 13.28). Poi outro lado. "há alegria diante dos anios de Deus por um pecador que se arrepende" fLc 15.10). Assim, quando Zaqupu se armpondeu fesus lhe disse: “Hoje veio a salvaçao a esta casa, porque também esto é filho de Abraão" (Lc 10.91. A mensagem “crislocêrifrina" proclamada por Lucas é resumida de Forma muilo bela no linaJ do seu evangelho (Lc 24 45.46). Aios anunciou poderosamente esla mensagem de re d n u ç á o . que ã repetida várias vezes Tia pregação aposlóhca dos grande sermões de Atos (Al 2 e 3: 7; 10: I 3: 17: 22: 2 0 1 Pedro, por exemplo, declarou: “Em nenhum outro há salvação, pois lambém de­ baixo do cóu nenhum outro nome há. dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos" (Al 4 12; cf. 2.30). Os apóstolos e seus cooperadores estavam ocupados "anun­ ciando a paz por Jesus Cristo (este é o Senhor de todos)" (Al 10.30). Esla m e n s a g e m íoi Invada, em circules cada vez mais amplos, ate o s confins da Terra, e as pessoas se convertiam das Uevas para a luz. “e do poder de Satanás □ Deus" (Al 20.18). Esla alerta maravilhosa de nova vida foi extensiva aos gentios e muitos responderam a ela com fé e obediência (At 11.18. 21. 15.19).

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LU D E

Os dois livro» escritos por Lucas abordam muitos temas. AJém de exceleste escrilor e historiador finl, elo ora taínbém um bom teólogo, que percebeu o plano e o propósito de Deus o tentou deixar isso claro aos seus leitores. Cumpriu essa ta re ia muito bont a jlt.

um dos que estavam com ele quando es­ LÚCIO. 1. Lúcio di» Cireno é monõíti* creveu sua caria aos Romanos (Rm lf>.21). nado comÇi irni dos "profetas ri mestres'' Lúcio enviou saudações aos irmãos jun­ que participavam da igreja em Antiotamente com Paulo, Timóteo n outros. quia ila Síria (At 'I3.1L Depois de um Provavelmente visitara os cristãos em período de jejum e oração, o Espirito Roma quando ali esteve muna viagem de Santo revelou aos lideres da igreja que negócios ou como um pregador itine­ separassem Saulo e Barnabó à obra para rante. É bem possível q u e seja a mesma a qual o Senhor os chumavn (vv. 1-3), pessoa registrada no item 1 (u>.c„ Os dois partiram para Chipre, onde pregaram ò Evangelho. A igreja de AnlioLUDE. Um dos filhos tle Sem e neto de quia. da qual Lúcio fazia parle, é descri­ Noé (Gn 10.22; l Cr 1.17). Ancestral dn ta em Atos 11 Ele provavelmente este­ povo que habitou no pais que possuía seu ve entre os cristãos judeus de origem nome. É possível que esteja relacionado grega que foram espalhados pela perse­ com a Lidia, uma nação que ficava na guição e, an chegar àquela cidade, pre­ região oeste da As ia Menor. Lude é mengaram aos gregos as boas novas sobre i iooado em Isaias 66.19. junlo com ‘Ilibai lesus Cristo IAl 11.20). Quando Barnabé i! Javã. as quais tornam tal identificação foi enviado para Antioquia pelos lide­ correta. Outros eruditos, porem, sugerem res da igreja em Jerusalém, para ver o que se refere a uma nação situada no norte que acontecia, “viu a graça de Deus” ope­ da África. Em algumas traduções, tam­ rando nli (v. 23). 2. Provavelmente um companheiro bém é identificado em Ezequiel 27 10 Ino lugar de "M ios"). judeu ou parente de sangue de Paulo; foi

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M MA AC A. 1. Filho dt? Naor (irmão de Abraão) e sua concubina Reumá [Gn 22.24). 2 . Mãe rle uni dos filhos do rei Davi nascidos om Hebrom, chamado Absalão. Era filha do roi Talrnai, de Gfísnr (2 Sm 3.3. 1 Cr 3.2). 3. Pai do Filisb?u Áquis* rei de Gale 11 Rs 2.39). 4. Filha de Absalão, foi esposa da rei Roboão, de juda. e tornou-se a mãe de sou sucessor Abias (I Rs 15.2). Roboão amava Maaca mais do que suas outras esposas. Por esta razâo. nomeou Abias príncipe, preparou-o para a sucessão e enviou lodos os oulros flibí»s para outras c idades f2 Cr ] 1.20-23; 13.2). Abias rapi­ damente tornou-Se um mi perverso, que não se devotava ao "Senlior sen Deus" ( I Rs 15.3). Uhviariienie. Maaca seguia o fiLho na idolatria. Quando seu neto. Asa. chegou ao trono, foi um bom rei e dedicou-so ao Senhor; devido à sua idolatrio. Maaca foi dcslilnida de sua posição de rainha-mãe 11 Rs 15.10.13; 2 Cr 15. 10). 5 . Concubina de Calebe. filho, de Hezrom. Deu-lhe qualro filhos (1 Cr 2.18, 48). 6 . Mencionada om 1 Crónicas 7 15.16 entre o* descendentes de Manassés. Seu marido foi Maquir. embora seja mencio­ nado que ele era seu irmão no v. 15 íem algumas traduções). Teve urn filho cha­ mado Pfirez. 7. Esposa de íeiol. o qual viveu em Gibeom e ê listado ria genealogia que parte de Benjamim ao rei Saul 11 Cr 0.29; 9.35). 8 . Pai de Hanã, o qual era um dos "guerreiros valentes" do rei Davi (1 Cr 11.43). 9. Pai de Sefutias, o qual foi oíiCrial na lribo de Simeão dur ante o reinado de Davi ( t C r 2 7 , 10J.

P.D.G.

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MA AO A l. Descendente de Bani. viveu na êpoca de Neemias |Ed 10.34). Depois que Set anias confessou a Esdras que niuitos homens du tribo de Judá linham-se casudo com mulhnms de outras tribos e de di­ versas nações-. Esdras levou o povo ao ar­ rependimento e ao pacto de servir ao Se­ nhor fEz 10,2). Maadai foi um dos t]tie se casaram com mulheres estrangeiras. MA ADI AS (Heb "o Senhor promete") Levila. lid er dos sacerd otes que retomaram para Jerusalém junto com íesua e Zorobabel. depois do exílio na Babilónia (Ne 12,5). MAAI. Líilet de ludá c sacerdote, tocou instrumentos musicais na dedicação dos muros de Jerusalém, depois que foram reconstruído? sob a liderança de Neemias (Ne 12.36). MA ALÁ. 1. Uma das cinco filhas de Zelofeude. da tribo de Manassés. o qual não leve filhos. Elas se casaram com pri­ mos. da mesma iribo do pai (Nm 26.33; 27.1 36.1-12; Js 17.3). Maalá e suas ir­ mãs tiveram de lutar nm prol de sua he­ rança, pois nornmlmente a posse da terra passava para os filhos homens. Pediram orientação a Moisés sobre a questão, na poria do ‘Ibbernácuio, e soli­ citar am-lhe que interviesse, para (]ue ti­ vessem permissão de tomar posse da ter­ ra que seria do pai, pois não era justo que o nome dele fosse apagado da memória de seu puvo, Moisés consultou a Deus sobre a situação e uma nova lei foi pro­ mulgada. a qual permitia que as filhas herdassem a terra do pai. Posteriormen­ te. os lideres da lribo apelaram paru Moisés sobre o caso, mediante à alega­ ção de que, se tais mulheres decidissem


MAASÉ3AS metida" e de que Abraão e seus descen­ dentes não deveriam associar-se com os povos pagãos que estavam sob o juízo de Deus por meio do casamento. 2. Filha de Jermiote, filho de Davi Casou-se com o rei Roboão (2 Cr 11-18).

casar-st* com homens cIp outras tribos, a (erra delas não serio mais considerada como parte de M anassés Unia emenda foi acrescentada ò lei. a Rm dfi ordenar que as mulheres herdeiras se casassem com homens da mesma tribo que o pai. ou perderiam o direito á herança (Nm 3(5). Desta maneira, as filhas de Zeloíeade se casaram com primos, a Hm de cumprir u lei do Senhor QuandG finalmente os israelitas en­ traram em Canaa e o território íoi dividi­ do entre as tribos. as mulheres recebe­ ram a parte que lhes cabia (Js 17 3,4). 2. Filho du irmã de Gileade, Hamolequete. Pertencia à tribo de Manassés 1.1 Cr 7.18),, m c

l'.T).G.

MAALI. 1. Um dos lilhos de Merari; por­ tanto. neto de Levi, Toruou-se o líder do çlá ilos malilas (Êx 0.19; Nm 3.20; 26 58; 1 Cr 6.19, 29, 47; 24.26. 28). O grupo dos meraritiis. do qual seu próprio clã fazia parte, era responsável pelo transporte dos objêtos do Tabernáculo: as tábuas, os va­ rais, as estacas, as cordas etc. (Nm 4.2933). Os descendentes de Mnali tinham responsabilidados no Tabernáculo nos dias do roi Davi e. posteriormente, du­ rante o reinado de Salomão, serviram no Templo 11 Cr 23.2 1). 2. Levita, um dos três filhos de Musi e nelo de Merari, da lribo de Levi Í1 Cr 0.47; 23.23; 24.30).

MAALALEEL. 1 . Filho deCainã. era um dos antigos lideres do principio da hu­ manidade; viveu 895 anos Foi pai de jaredô. Também é listado na genealogia apresentada por Lucas, que vai de Jesus a AdãO (Gu 5.12- J 7: l Cr 1.2; Lc 3.37), 2. Ancestral fie Ataías, um líder de província que viveu em Jerusalém no tem­ po de Neemias. Pertencia à tribo de Judá o era descendente de Perez |Ne 11.4).

MA A L A T E . 1. U ma das esposas de Esaú, o qual se casara com mulhores t.ananilas coritra a voDtadn expressa de Isaque e Rebeca. Quando viu que o irmão Jacó obedecera ao pai e viajara para PadãArã. na Mesopotâmia. em busca de uma esposa, Esaú decidiu casar~se com uma mulher ciom quem tivesse parentesco, com o propósito de reconquistar a apro­ vação de Lsaque. Casou-se com Maalale, filha de Ismael, filho de Abraão, e irmã de Nebaiote. O casamento de Esaú com as mulheres cananllas íoi um desvio da promessa que Eliézer fizH ra a Abraão rle que procuraria uma esposa entre os pa­ rentes do seu senhor, na Mesopotâmia. para Isaque Esse criado assim procedeu e trouxe Rebeca para ser esposa do filho de seu amo (Gn 241. Isso serv ia como um memorial de que Canaã eru a “torra pro­

MAARAI. Neloíatlta. era um dos trin­ ta’' guerreiros do rei Davi. Como coman­ dante do exército, ficava fie prontidão com seus homens uo 10* mês de cada ano; tinha 24.000 homens sob suas ordens (2 Sm 23.28; 1 Cr 11.30: 27.13J. MAASEI AS (Heb. ua obra do Senhor"). 1. Depois que a Arca da Aliança foi levada paru Jerusalém, o culto ao Senhor foi adequadamente organizado pelo rei Davi, Maáséias íoi um (.los porteiros, per­ tencentes ao clã dos meraritas, da tribo de Levi. Excelentes músicos, ele e seu ir­ mãos receberam a incumbência de tocar harpas e lhas adiante du Arca. quando ela foi levada paia a cidade sanla ( I Cr 1518.20). 2. Um dos comandantes do exército, com quem o sumo sacerdole Jeoiada fez aliança. Comandava uma unidade de 100 homens (2 Ci 23.1). Líder militar tlegran­ de influência, ajudou Jeoiada a colocar loas no trono, como rei. 0 sumo sacerdo-

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MAÀTE le, juntamente com sua esposa, esconde­ ra o filho dn Acazias no Templo, para evi lar que fosse morto por Atalia (mãe de Acazias. que se apossara do Irono) Quan­ do o meniuo estava com oilo anos, foi apresentado ao povo e coroado rei, Maaséias e os outros comandantes se en­ carregaram dè fnatar Atalia. joás, que cla­ ramente loi influnnciado por Jooiadí. om seu reinado, reiormou o Templo e resta­ beleceu o culto ao Senlior. 3 . Urn dós ofic iais da corte do rei Uzias. Era responsável, sob a direção de Hurtâníns, pulo planejamento e a organi­ zação do exército (2 O 2 6 ,1 1) 4. Filho do rei Acaz. de Judá: íoi morto mima guerra enlre seu pais e uma aliança forrn/ida por Israel ç a Siria (2 Cr 28.71. 5. Governador ria cidade de Jerusa­ lém durante o reinado de Josias. Foi in­ cumbido pelo rei de começar a fazer a reforma do Templo, junto com outros ofi­ ciais (2 Cr 34.81.; 6. Pai do sacerdote SolonJas, o qual foi uma figura proeminente nos dias do proleta Jeremias. Ero filho de Salum o ti­ nha um importante compartimento na área do Templo IJr 21 1; 29.25:35.4: 37.3). 7. Pai de Zedequias, o qual também viveu nus dias de Jeremias. Zedequias loi condenado pelo profeta Jeremias, por pro­ fetizar rQBtitiras ao povo fjr 29.21). 8 D escendente de Jesua, este Maaséias eslava enlre os sacerdotes que se uniram a Esdras e ao povo no arrepen­ dimento por lerem-se casadoçom mulhe­ res de outras tribos o uações. Fizeram um parlo de servir ao Sonhor (Ed 10.2) o os culpados dlvordaram-se de suas esposas estrangeiras lv. 181. 9. Descendente de Harim. lambém se casara com uma rauiber esl range ira e acoitou o divórcio (Ed 10.21). 10. Descendente de Ptisur, lambem se divorciou da esposa estrangeira, no lem­ po de Esdras (Ed 10.22). 11. Dpscendente de Paale-Moabé, também se divorciou da esposa estran­ geira. nos dias de Esdras (Ed 10.30).

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12. Pai de Assarias, o qual coIal»orou na reconstrução dos muros de lerusalém. uos dias de Neemias (Ne 3.23). 13. Um dos levitas que ficaram ã direila de Esdras sobre um púlpito, quan­ do o livro da Lei foi lido publicamente para a muilidâo. Depois da leit ura. o povo adorou ao Senlior, confessou seus peca­ dos © reafirmou o compromisso de dedi­ cação a Deus (Ne 8.4). 14. Outro Levila que se casara com uma mulher estrangeira. Depois do retor­ no do exílio na Babilónia, mediante a oríentaçao de Esdras. decidiu divorciar-se. Também ajudou a ensinar a Lei de Deus e selou o pacto do povo de servir ao Se­ nhor e obedecer à sua Palavra (Ne u.7. 10.25), 15. Filho de Baruque, da tribo de Judá: estava entre os primeiros judeus que se restabeleceram em Jerusalém depois do exilio na Babilónia (Ne 11.5). 16. Pai de C olaías da tribo de Benjamim, era ancestral de uma famiiia que retornou do exílio na Babilónia e es­ tabeleceu-se em Jerusalém (Ne 11.7). 17. Líder de uma famiiia de levitas aos dias de Neemias (Nt 12.41). Tocou trombeta durante o culto de dedicação dos muras de Jerusalém, após sua recons­ trução. 18. Levita, fez parle do coral que can­ tou durante o culto de dedicação dos muros tle Jerusalém. A cidade e os mu­ ros loiam destruídos pelos caldeus, e os isra e lita s, co n d u zid o s ao e x ílio na Babilónia, Sob a direção de Neemias. os muro» foram restaurados e, após a con­ clusão ria obra, houve uru grande culto de louvor a Deus (Ne 1242] p.n.i;. 19. Avô du Baruque. o escriba e. do S era ias, oficiai da corte. Ambos ajudaram o profeta Jeremias, pouco antes da queda de Judá, o reino do Sul (Jr 32.12; 51.59). O filho de Maaséias chamava-se Nerius. M A A TE . 1. Líder do clã dos coatitas, da tribo de Levi. lis lado ria genealogi a dos sacerdotes que trabalharam como nruisi-


MAEK-SALAL-HAS-BiAZ cos no tempo do rei Davi, Era pai de Elcauíi t; filho dp. Amasai f l Cr 6.35) 2 . Também pertencente nn clã dos c o a tita s. da tribo de Levi. Filh o de Am asai. Ajudou tio trabalho de purifi­ cação do Templo durante o avivameuto que houve uo reuiudo de Ezequias (2 Cr 2f).l2). Tombem Lrabalhou sob a super­ visão de Conanías e fie Simei na prepa­ ração dos depósitos especiais para nuardar as ofertas dadas pelo povo (2 Ct 31.131. 3, Mencionado uu genealogia apresen­ tada por Lucas, que vai de Jesus a Adão fLc :L26) Etu pai dtí Nugai e lilho de Matatias.

tos como grandes guerreiros, mais fortes do que com homens e "ligeiros como corças sobre os montes".

MACBENA. NetodeCalebe e sua concu­ bina Muacu. Seu pui chamava-se Seva. da tribo de Judá fl Cr 2.49). M A C N A D B A I. Descendente rle Bani. Logo depois do retorno do exílio na Babilónia, Sei anias confessou a Esdras que muitos homens da tribo de Judá, inclusive descendentes d ri sacerdotes, ti­ nham-se casado com mulheres de outras tribos e de divecsas nações, Esdras levou 0 povo ao arrependimento e ao pacto de servir ao Senhor u obedecer ò sua lei (Ed 10.2). Maonadbai é listado entre os judeus que se divorciaram das esposas estran­ geiras (v. 40).

MA AZ. Mencionado r-m I Crónicas 2.27, era filho de Rõo o oeto de Jeraineel. da tribo de judá.

MADAI. Ter<;eiro filho de Jafé; portunto, ueto de Noó (Gn 10.2; t Cr 1.5). Tradlcdonalmente è considerado como o progeni­ tor dos medi o h (também chamados me­ dos).

MAAZIAS. 1. Um dos sacen.lol.es esco­ lhidos para oficiar 00 Templo, "'le acor­ do 1:0 rn as últimas instruções de Duvd". Uma seleção imparcial foi foi tu nntre os descendentes de Eleazar o de Itamar. por meio de sorteio (3 24® turno saiu para Maazías e esta era a ordem Da qual mi­ nistrava quando entrava no santuário ji Cr 24.18). 2. Um dos sacerdotes que selaram 0 pacto t om Neemius de adorar somente ao Senhor e obedecer à sua lei |Ne LO.fi). M AA Z IO T E. Um dos lilhos de Hemã. Listado entre os levitas que foram sepa­ rados para o ministério da profecia e da inúsii a durunte o reiuudo de Davi. Hemã ern o vidente do rei. Maaziote e seus companheiros íoram indicados para o 23® turno de serviço no santuário 1 I Cr 25.4,301. MACBANAI. Mencionado em 1 Cróni­ cas 12.13, ocupava o 11® nome numa lis­ ta dos valentes tia tribo de Gade que de­ sertaram das tropas do rei Saul e se uni­ ram a Davi, quando este estava 11a cidade de Ziclague. Tais soldados foram descri­

MADALENA. Veja M ana. MADMANA. Neto de Calohe e sua concuhina Maaca. Pertencia à tribo de Judá e seu pai chamava-se Saale (1 Cr 2.401. M AE R -S A L A L - H A S - B A Z (Hub.“Rápi­ do despojo, presa segura"). Nome simbó­ lico dado a uru rios filhos dn profeta Isaíus (Js 8.1.3). Esla expressão apontava para a iminente destruição do rei Peca, de Isra­ el. e do rei Re^lm. da Siria, que cairiam nas mãos do rei da Assíria, quando Deus trouxesse juízo sobre Israel, o reino do Norte Inicialmente o termo loi escrito num grande rolo. na presença de duas tes­ temunhas lieis, ou seja, Unas, o sacerdo­ te, e Zacarias. Isso foi leito antes mesmo da criança ser concebida. Quando a des­ truição finalmente chegasse, aquele rolo seria o testemunho da verdade das pala­ vras do proíela e do pecado de Ata/., rei

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MAGDIEL d t ludá, e. dos outros que se recusavam a ouvir ds palavras da Senlior. por ineio daquela profecia. w.s<

deles. Provavelmente fossem dn Arábia, embora a Pérsia lambém seja uma forte possibilidade. É razoável supor que hou­ ve uma linha de transmissão das proieciMAGDIEL. Desceudeule de Esaú, era um as mes-siânicas desde os tempos de Daniel, dos príncipes de Edom, mencionado em onde so sabia quo havia “homens sábios" conexão com írâ (Gn 36 43: 1 Cr 1:54). na área geográfica (Dn 2.12.13), bem como verdades bíblicas disponíveis por rneio MAGOGUE. 1 . Segundo filho de Jalé e dos iudeus exilados na Babilónia. neto de Noé (Cd 10.27 1 Cr 1.5). Ele e seus Muitos desses homens sábios eram descendentes eram conhecidos opino lambém astrólogos: desta maneira, o fato de que seguiam uma estrela (Mt 2.2) guerreiros valentes. provnvalmentfi para justificar o uso d o nome coulorme men­ aponta na direção de pelo menos uma cionado no ileiri 1 abaixo. lonte aslrológica parcial, embora a trans­ 2. Meocionado em Apocalipse 20.8 missão das profecias bíblicas jamais deva como Lider simbólico das forças reunidas ser ignorada, especialmente a luz da men­ para a batalha contra Cristo. Em Ezequiel sagem de Balaão, em Números 24.17. 38 r 39 o o nome. do torra governada por Qualquor quo soja a fonte de informação Gogue. Para mais dolalhes. veja Gogue. deles, ern claramente limitada em seu escopo. Os magos pediram orientação em M AGO R -M IS SA BIB E (Heb.‘'terror por lerusalêm (Ml 2 1.2], Suas perguntas qualodos os lados”). Nome dado por [«remias se permitiram que Herodes, o Grande, a Pasur |filho dp hnerl (Jr 20.3). Quando determinasse com exatidão o locaJ onde eslava o bebé. O magos, entretanto, fo­ este ouviu uma das mensagens do profe­ ta. achou que o povo ficaria desanimado ram advertidos pelo Senhor, por meio de c o m a q u e la s p a la v Ta s de juízo e de derro­ um sonho, a não retornar ao palácio real |w. 7.8.12). Essa atitude resultou na fu­ ta: mandou então que Jeremias losse es* pancado e preso num cepo na área do Tem­ riosa decisão do rei de malar iodos os plo (v. 2). No dia seguinte, acreditando que meninos com menos de dois anos. na ci­ dade de Belém o uos arredores (w.16-18). Jeremias havia aprendido o lição, mandou Depois que os magos saíram da pre­ que fosse solto O profeta então Lhe disse: sença de Herodes. foram guiados pela "O Senhor não chama o leu n o m e Pasur. estrela dlé Belém, onde encontraram José. m a s Magor-Missabibe'-. O le r m o significa “terror por lodos os lados” e era um jogo Maria e o menino Jesus (Mt 2.9,101. Eles o adoraram e lhe deram estranhos pre­ de palavras com o npme daquele lider ju­ sentes pura um rei (v. 11). A referência diai íw. 3-6). Especificamente, o profeta anunciou qun a própria lamília do Pasur aos objetòs (ouro, incenso e mirra) levaseria levada para o exilio. onde ele morre­ nos à conclusão geral de que eram Ires ria. Para mais detalhes, veja fíiaur. item 1. magos. Não há. entretanto, uma base con­ creta para determinar quantos eram eles MAGOS, OS. Transliteração do vocá­ e muito menos para afirmar se eram reis. Poi meio da generosidade que demons­ bulo grego nvtgoi, provavelmente melhor traram. contudo, certamente foram os traduzido como “hom ens sáb io s". benfeitores que financiaram a fugada fa­ M eneio-nados na Riblia apenas em Mateus 2.1-12. Desde que tudo o que as mília para o Egito e a permanência de Escrituras dizem sobre os magos e que Jesus lá (w. 13-15)., *.a.t. viajaram "do Oriente” ã procura do rei MAGPIAS. Uru dos lideras entre os ju­ dos judeus recém-nascido (vv. 1,2), e im­ deus (Ne 10 20). Sob a liderança de possível sabor com certeza qual a origem 424


MALAQIJIAS Neemias, assinou o pac to feito pelo povo de obedecer à Lei do Senhor e adorar so­ mente a Deus,

MALAQUIAS (Hob. "mcm mensageiro”), O nome desse último proíela do Antiga Testamento é objelo de discussão, pois muitos eruditos sugerem que se traia ape­ nas do epíteto de um profeta anónimo; outros dizem que de fato é um nomo pró­ prio. Frequentemente, sabe-se que pais humanos não c h a m a r ia m o filho dt? “meu mensageiro'': porém, se o nome fosse uma forma abreviada da frase hebraica "men­ sageiro de Yah [o Senhor]”, ou algo pare* eido, a dificuldade desapareceria. Desta maneira, o uuine provavelmente signifi­ casse "mensageiro de Yahweh'’ tt somen­ te depôs foi vocalizado para meu men­ sageiro \ A data em que o profeta viveu e escreveu seu fivro lambém é incerta. O que parece claro é que muitas daí questões tratadas no livro, tais como a corrupção no sacerdócio [Ml 1.6-14), o divórcio le­ viano de esposas israelilas (Ml 2 10-lfi) e o casamento misto com mulheres pagãs, lambém toram abordadas por Estiras (Ed íl.l-4; 10.1-4| e Neemias (No 10.28-31; 13.10*14. 23-37), Isso quer dizer que E s d r a s e Neemias íoram precedidos por Maiaquias e não esle por aqueles; se não fosse assim, alguem descreveria as relonnas de Esdras e Neemias corno um fra­ casso tolal e completo. A chegndu d e Esdras a JeT usalém em 458 a.C. colocaria o ministério d e Maiaquias um pouco an­ tes disso, talvez em 470 a.C. As preocupações de Maiaquias. rxmlorme ja mencionamos. centralizavam-se nos pecados da religião e da vida soe ial, os quais permearam o v id u da comunjfia­ do de Jerusalém e de Judá no período após o exilio. Embora os exilados leiiham sido castigadose loialmente purgados de qual­ quer inclinação para a idolatria, seus lí­ deres e eles próprios voltaram puru a ter­ ra natal com u desejo ardente rle refor­ mas lambém om oulras áreas. O Templo

fora reconstruído meio seculo antes ria data provável do ministério de Maiaquias; seus sacerdotes, porém, j.i haviam cor­ rompido os servidos, com o intuito de obter vantagem da função sagrada. O povo leigo lambém era culpado, pois cada um buscava seus próprios interesses, maltratando e prejudicando uns aos ou­ tros, A avaliação de Maiaquias da situa­ ção como um tudo ó que tudo constituiu violação da Aliança de Yahweh (Ml 2.8. 10). um pecado que atrairia as inevitá­ veis maldições atadas àquelas transgres­ sões (Ml 2.2; 3,9b MaJuquins pediu ao povo que se ar­ rependesse (Ml 3,7; 4.2, 4). especiolm enlc à luz do advento do mensageiro de Deus UI. I I. aquele que precederia e anunciaria a vinda do Senhor e seu juízo (3.1; 4 1-6). Esse mensageiro, se­ gundo <i Novo Testamento, foi Jrino Batistu, precursor c anunciador de Jesus Crislo. o Senhor (Ml 11.9-14J. Desta maneira o livro de Maiaquias. o Ultimo proíela do Antigo Testamento, foi ma uma ponte muito apropriaria eutre a esterilidade da vida e do culto no AT, realizado apenas pro formo, e o Messias do NT cujo advento tornou possível uma nova vida e um novo relaciouamento com o Senhor por meio do Espi­ rito Santo (Jo 4.24). A mensagem do livro de Maiaquias apresentava a flagrante incoerência en­ tre a identidade ria comunidade judaica como o povo de Deus e a prática de tudo o que essa condição exigia ileles. Eles não precisavam reconstruir o Templo *■' a ci* dade sanla, pois tudo já estava pronto; pelo contrário, o problema deles em u questão da vida santa e do serviço sagra­ do. no final de Iodas as realizações exter­ nas. .Maiaquias, apesar de morto, ainda fala ao mundo moderno sobre a necessi­ dade de manter o desempenho alinhado com a convicção Sua mensagem, portan­ to. ú atual, especialmente à luz do advento daquele sobre quem o proíela falou Ião eloquentemente. e .m .

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MALCÃ

MALCÁ. Filho de Sauraim o de sua esposu Hõites, da lribo do Biínjantini Era iíder de uma família e está listado na genealogia que vai de Benjamim até o rei Saul (1 Cr 8.9) MALCO. Moncionndo em João 18.10, tira servo fio sumo sacerdote, na época em que Jesus foi traído e preso. Ntima atiiu d e desesperada para proleger a Mestre, no momento da prisão do Filbo do Dons, Pedro tirou a espada da bai­ nha o cortou a orelha de Molco. Jesus imediata mento o repreendeu e. do acor­ do <;om o texto de Lucas 22 50, curou aquele servo. Cristo náo se manifestou como o Messias que muilas pessoas es­ peravam. ou seja, um roi que viera para conquistar (veja Lc 22.52). Pelo contrá­ rio. apresentou-se como uma ovelha sendo levada ao matadouro (Is 53.7). que se dirigiu a morte deliberadamente, para cumprir a vontade do Pai e salvar seu povo dn pecado. Mais tarde, outro servo do sumo sacerdote, um parente de Malco. confrontou Pedro e pergun­ tou-lhe se não estivera com Jesus no Jardim das Oliveiras. Pedro, pela tercei­ ra vez naquela noite, negou conhecer u Cristo. p.díG. MALOM. Filho de Eli me leque e Noemi e irmão de Quiliom, Viveu nos dias dos Juizes. Devído a uma grave forne em Judá, seu pai deixou sua cidade, Belém, r estabeleceu-se cora toda Familiu em Moabo (Rt 1 1.2). Depois da morte dn Eliméleqiie. os dois filhos cuidaram de Noemi, Tempos depois, eles morreram, embora o livro de Rute náo registre o motivo. Os dois. entiRtanto, urum casa­ dos com mulheres moabitaR. as quais permanet eram no coThjianhia de Noemi para ajudá-la IRI 1.3-51. A efipOSa de Quiliom chamava-se Orfa. Rute, a espo­ sa de Malom, decidiu morar com a so­ gra e posteriormente veio com ela para Belém, onde conheceu Boaz e casou-se com ele. Como parente remidor. ele. com­

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prou de Nooroi tudo o quo pertoneio aos falecidos (Rt 4.9.101. v.n.c.

MALOTI. Um dos filhos de Hemá, o vi­ dente do rei. da tribo de Levi: listado eu•re os que furam separados para o minis­ tério da profecia e fia música durante o reinado de Davi (1 Cr 25.4J. Era líder do 19® grupo de músicos que mmislravam no Tabernáculo fl Cr 25.2f>), MALQUIAS. 1. Am estrai de Asafe Í1 Cr 6.40). 2. Um dos sacerdotes escolhidos para oficiar no Templo, “de acordo com as Ul­ timas instruções de Davi". Uma seleção imparciaJ foi feita onde os descendentes rle Eleazar e dc Itamur, por meio de sor­ teio. O 5e turno saiu pura Malquias e esta era a ordem na qual ministrava quando entrava uo Santuário (1 Cr 24.9). 3. Ancestral de um sacerdote chama­ do Adaías, o qual estava entre os primei­ ros membros rias famiiius sacerdotais a voltar e se estabelecer em Jerusalém, após o exílio na Babilónia (l Cr 9.121, 4. Filho do rei Zedequias, dono da cis­ terna sem água, porém, com muita lama. na qual Jeremias foi colocado por seus inimigos "Jeremias se atolou na lama" (Jr 38.6). Foi colocado ali pelos oficiais da norte, porque se recusaram a aceitar sua profecia do que os caldeus venceriam a guerra contra Judá. Acliavam que suas palavras oram ameaçadoras e desenco­ rajariam os soldados e o povo em geral: por isso. queriam matá-lo. 5. Pai tle Pasur, o qual era servo do rei Zedequías (Ir 21.1; 3B.1); íoi enviado a Jeremias para perguntar sobre OS planos de Dous (Jr 21). O profeta falou que o povo fie Judá em breve seria levado para o exi­ lio e punido de acordo com suas obras. Em Jeremias 38.1-fl, Pasur p seus amigos buscavam um meio para matar Jeremias. 6. Um ' los sacerdotes quo selaram, o pacto feito por Neemias e o povo de ser­ vir ao Senhor e obedecer à suu Lei (Ne 10.3J.


MALUQUE 7. Dois descendentes de Parós são chamados de Mal qu ias, embora o nome provavelmente se|a duplicado e so refira apenas a uma pessoa. Estavam entre os judeus que se divorciaram das esposas estrangeiras em obediência à Lei deDeus e á orientação de Esdras (Ed 10.25), 8 Descendente de flarim, lambém se divorciou da esposa estrangeira, em obe­ diência a orientação de Esdras, Provavel­ mente trata-se do mesma homem que coluburou na reconstrução de uma se<,ão du muro de Jerusalém (Ed 10.31; Ne 3 -J1). 9 . Filho de Kecabe, trabalhou na re­ construção da parle do m u ro de Je ru s a ­ lém onde ficava a Poria do Monturo. Eru maioral do distrito cio Bete-Haquerém (Ne 3 14), 10. Filho de um ourives; lambem co­ laborou uo trabalho de reconstrução dos muros de (erusalem, “até a ca.su dos servidores do Templo e dos mercadores, defronte du Porta da Guarda, e até .■ câ­ mara superior da esquina" (Ne 3.’3 I). 11. Eslava enlre os que se colocaram ã direita de Esdras. sobre o púlpito de madeira, quando a livro da Lei foi lido publicamente para todo o povo. Apôs o t é r m in o da leitura todos confessaram 3eus pecados, adoraram ao Senhor e fi­ zeram um novo compromisso de consa­ gração ao seu serviço (Ne ».4j. Provavel­ mente é a mesma pessoa do item 9 ou in acim a. 12. Amestrai de Adaias, o qual era o lider de uma lamiiia de sacerdotes que trabalhou na reconstrução dos muros de Jerusalém, no lempo dp Neemias (Ne L'J .12 | 13. Levita que Fe?, parte do coral que c a n t o u durante o festa de dedicação dos m uros de loiu salém . A cidade fora destruída pelos caldeus, quando invadi­ ram Judíi e levaram o povo para a Babilónia. Sob a liderança de Neemias, os que retornaram dn exilio reconstruiram os muros e no final fizeivim um cul­ to Dm ação de graças ao Senhor (Ne 12.42 J. ’ P .aç.

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MALQUIEL (Heb. “Deus é rei"). Neto de Aser e filho de Berias, foi lidei do clã dos malquielitas; estava eutre os que desceram com Jacó paia o Egilo (Cn 4 6 .1 7 ; Nm 2 6 .4 5 ). Era o pai de Birzavite (1 Cr 7.311 MALQUIRÀO (Heb “meu rei ê exalta­ do”). Listado entre os descendentes do rei Jeoiaquim; portanto, fazia parte da linha­ gem real de Davi que retomou do exílio na Babilónia 11 Cr 3.16). M A L Q U I S U A . M en cio n ad o em 1 Samuel 14.49. era um dos lilhos do rei Saul. portaulo irmão de Jônatas e de fsvi |l Cr 6 .3 3 ; 9 .3 9 1. Posteriorm ente, loi morto pelos filisteus. junlamenle com o pai e Jônatas, numa terrível batalha travadu no monte ÇíiJboo í i Sm 31.2; 1 Cr 10.2). MALUQUE. 1. Pai de Abdi e lilho de Hasabias; foi ancestral de Elá, um levita musico que viveu uo lempo do rei Davi (1 Cr 6.44). 2. Descendente de Bani. Na época do retorno da Babilónia para Jerusalém, apôs o ex ilio . S ecan ias con fessou a Esdras que muitos homens da tribo de Judá, inclusive descendentes dos sacer­ dotes. tinham-£>e rosado com mulheres de outras tribos e de diversas nações Esdja.s levou o povo ao arrependimen­ to e ao pacto de servir ao Senhor (Ed 10.2), Maluque è mencionado entre os que se divorciaram das esposas estran­ geiras (v. 29). 3. Eslavo entre os descendentes de Harim. Também listado enlre os que se divorciaram das esposas estrangeiras (Ed 10.321. 4 . 1hn du* sacerdotes que retornaram do exílio na Babilónia para Jerusalém e selaram um pad o com Neemias para adomT somente ao Senhor e obedecer ã sua U i (Ne 10.4; 12.2. Hl, S. Lider do povo que também assinou o pado com Neemias (Ne 10.27). rui.u.


MANAATE

MANAATE. Descendente de Esaú, filiio de Sobal, o qual era um lídur de uru cln entTe os edomitos (Gn 30.23; 1 Cr 1,40). MANAÉM. Mencionado como um do.s "profetas e mestres" da igreja em Aidioquia (At 13.1J. Fora (.ria do junlo com Herodes, o tetrarca Depois de uiu perí­ odo do jejum e oração, o Espirito Santo revelou aos líderes da igreja que .sepa­ rassem Saulo e Barnabé para o campo missionário (vv. 1-3]. Os dois partiram para Chipre, onde pregaram o Evange­ lho. A igreja em A ntioquia, da qual Manaém fazia parte, está descrita em Atos 11. Elo provavelmente esteve en­ tre os cristãos judeus de origem grega que foram espalhados pela per­ seguição ê.ao chegai a Antioquia, pre­ garam aos gregos as boa» dovas sobro Jesus Cristo (At 11.20). Quando Barnabé toi envio do para ló pelos lideres da igre­ ja em Jerusalém, a fim de observar o que se passava, ‘viu a graça de Deus" em plena operação ali |v 23). p.b.i;. M AN ASS ÉS (Iieb. "fazendoesquecer"). 1. Fillio do José, portanto neto de Jacó. Depois du ser honrado com um elevado posto na corte egípcia. José casou-se com Asenate, filha do sacerdote de Om, com quem teve dois filhos (Gn 41.50). Cha­ mou o primogénito de Manassés, pois havia esquecido as trágicas circunstân­ cias que o lavaram ao Egito. Clhamou o segundo tilho de Efraim. que quer dizer "frutífero", pois o Senhor não apenas o livrara dos perigos, mas o fizera prospe­ rar além da medida (Gn 41.51,52). Quando Jacó estava às portas da mor­ te, |osé pediu-the que compartilhasse com seus dois filhos a bênção patriar­ cal. Ao apresentá-los ao pai, de acordo com a ordem da priinogenitura, losé colocou a mão direita de Jacó na cabaça de Manassés e a esquerda, na de Eiraim. O patriarca, leimosa e deliberadamente, inverteu a posição das mãos. Desla maneira, concedeu os direitos de primo428

genitura u Efraim e não a Manassés (Gn 48). Esse ato alinhava-se com um tema comum na Bfbliâi Deus. em sua graça, escolhe para a salvação e para seu servi­ ço Os que de acordo com a Lradtção hu­ mana são desprezados (rf Gn 25.23; Rm 9.0-12). Efraim, portanto, foi abençoado e tor­ nou-se progenitor de uma tribo que do­ minou Israel, no reino do norte (veja Efraim). Manassés. entretanto, de manei­ ra alguma foi ignorado. De fato, a lribo que fundou dividiu-se posteriormente em duas portes: uma delas ocupou um vasto território na Tmnsjordânia (Nm 32.33-42: Js 12.1-0) e a outra uma im portante região ao norte de Efraim, que se esten­ dia do mar Mediterrâneo até o rio Jordão (Js 17.1-13), Essa prosperidade refletiu a bênção pronunciada por Jacó para as tribos, quando falou sobre Efraim e Manassés na pessoa de José (Gn 49.222(5). Semelhantemente. Moisés descreveu a bênção dos dois em termos de prospe­ ridade e poder (Dt 33.13-17), 2. I^lai de Gérson, é mencionudo ape­ nas em Juizes 18.30: provavelmente, trata-se de uma substituição feita posteri­ ormente por um escriba, pois lalvez o nome original fosse “Moisés*' O propó­ sito da mudança aparentemente foi sal­ vaguardar Moisés do ser lembrado como avó de Jônatas. o primeiro sacerdote do culto apóstata de Dá. 3. Filho de Paaie-Moabe. loi um dos judeus que retornaram do exílio na Babilónia para Jerusalém e se casaram com mulhares estrangeiras (Ed 10.30). 4. Descendente de Hasum. foi lam­ bém um ilos judeus que se casaram com mulheres estrangeiras, após o retorno do exílio m Babilónia (Ed 10.33], 5. Rei de Judá. Gov ernou diuante 55 anos (606 a 642 a.C.). Subiu ao trono com 12 anos de idade, após a morte de Ezequias. seu pai. Sua mãe chamava-se Hefziba. O relato de seu reinado encon­ tra-se em 2 Reis21.1-18 e 2 Crónicas 33.120 Lamentavelmente, sou governo não


M ANOÀ

começou ria mesma maneira que o reina­ do cio pai, com um grande avivamento. 2 Reis 2 1,2 afirma: “Fez o que era piau aos olhos do Senhor”. Essa maldade incluía idolatria e práticas pagãs, aprendidas c m outras nações. .Manassés não se limitou simplesmente a deixar a nação desviar-se. mas desempenhou um papel ativo na res­ tauração dos cultos pagãos, abolidos no Unido do reinado de- «eu pai (2 Cr 3X1,3), Erigilí altares pagóos na área do Templo o chegou a sacriticar um dos filhos no logo |v. 0), Adorava as estrelas e envolveu-se com a feitiçaria, muna afronta direta ãs leis de Deus. Recusou^se termmanlemeute n dar ouvidos aos profetas enviados pelo Senhor, os quais o alertavam do que Deus enviaria uma terrível devastação sõbre Je­ rusalém. par sua causa íw. 10-15). Tanto a Bíblia como as inscrições assirias revelam que, durante a maior parte do tempo do seu reinado, Manassés esteve subjugado ao poder esmagador dos assírios. Finalmente, como juízo sobre ele. Deus permitiu que a Assíria invadis­ se novamente ludá. “Pelo que o Senhor trouxe sobre eles os comandantes do exer­ cito do rei da Assíria, os quais prende­ ram a Manassés, colocaram um ganchn no seu nariz, amarraram-no com cadeias de bronze e o levaram para Babilónia” (2 Cr 3 3.111. A partir deste pomo, o cronista registra que Manassés se arrependeu, o Senhor ouviu seu c Iamor e o reconduziu a Jerusalém, para o seu mino. ,fEntâo co­ nheceu Manassés q imo Senhor ura Deus" (2 Cr 33.12.131, Depois que retornou à cidade sanla, destruiu os aliares pagãos e os ídolos e insistiu com o povo para adorar somente ao Senhor (vv. 15-17). O relato do Crónicas indica a profundidade da graça rle Deus. ao perdoar um homem Ião ím pio como Manassés. quando se ar­ rependeu sinceramente de seus pecados. A tradição di/ que Isaias loi moTto no reinado de Manassés. Gertarnunlp ele profetizou nos rlias de Ezequias; por isso, provavelmente tornou-se mártir por ler protestad o co n tra o paganism o de

Manassés. no inicio de seu reinado. De­ pois de tudo isso. esse rei voltou para os caminhos «le Deus e levou o povo consi­ go. Não sabemos cam clareza o que real­ mente mudou ua nação e quanto lempo Manassés viveu após seu retorno do exi­ lio. Provavelmente ele experimentou ape­ nas um arrependimento superficial, pois seu filho Amom também foi um rei ímpio (v. 22) e. quando Josias subiu ao trono, apenas alguns unos mais tarde, havia pouquíssima adoração ao Senhor ao país. RO.tí.

MANOA (Tieb, “lugar de descamo“)i Da tribo de Dã, morava na cidade de Zora. Viveu na época dos juizes e toruou-se pai de um dos niais famosos libertadores e lí­ deres de Israel — Sansão. Sua esposa eru estéril. mas um anjo apareceu a ela e lhe disse que daria à luz um lilho (Jz 13.2,3). O menino seria na/.ireu. ou seja. uma pes­ soa consagrada ao serviço dn Senhor; ge­ ralmente muitos faziam um voto de con­ sagração. para dedicar-se por um período deiernmiado de Lempo. Sansão. contudo, seria nazireu por Ioda sua vida. a serviço de Deus; deveria obedecer às normas e regulamentus apUcaveis nos consagrados ao Senhor. Essas regras incluíam não ras­ par ou cortar os Cabelos, não beber bebida alcoólica e seguir algumas leis cerimoni­ ais de purificação dos sacerdotes jveja Nazirew, lambem Nm 6). O anjo também disse ã mulher que o menino livraria os israelitas da opressão dos filisteus |Jz 13.5). Ela l unlwn ao marido o que acontecera e a resposta dele mostra sua fé em Deus: orou para que o Senhor envi­ asse novamente seu mensageiro, desta vez para ensiná-los n criar o uieuino correiamente. Quando o anjo apareceu pela se­ gunda vez. Manoá conversou com ele e lomou conhecimento de tudo (v. 12). Ofere­ ceu uma refeição ao mensageiro de Deus. que não a afeitou, mas pediu quo ofereces­ sem um holocausto no Senhor. Ao que pa­ rece, Manoó pensâva qui o anjo fosse um homem, talvez um profeta, e poi isso per­

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MANRE guntou seu come (v. 17). Quando o .sacri­ fício era oferecido, o mensageiro do cóu subiu na labareda. Diante disso, Manoá percèbeu que eslava diante de um anjo-e inclinou-se. em adoração. Mo tempo de* terminado, Sansão nasceu e "o Espírilo do Senhor começou a incitá-lo” (w. 24,25). Após suo morte, loi sepultado no túmulo do Manoá. entre Zora e Estuol (Jz 16.31). Esta obra de Deus ocorreu no lempo em que os israelitas faziam "oque era mau aos olhos do Senhor" e estavam debaixo rio domínio filisteu (Jz 13.1). Numerosos juizes nõu mencionados pBlo nome govern a ra m s o b r e parles limitadas do lerrilório de Israel antes desses acontecimenlos; mas o pecado do povo e sua rebelião contra Deus eram iruuto grandes. Portan­ to, foi polo intervenção do Senhor, somen­ te por meio de sua graça. quo os Israelitas Fnram restaurados das consequências de seus pecados, A história de San sáo rnosLra que Deus jamais permite que seu povo seja destruído ou subjugado pura sempre pelos inimigos, O Sonhor permaneceu fiel à> promessas do sua aliança. Feitas a A b ra ã o e Moisés, é fez com que nascesse alguém que um dia resgataria seu povo das mãos dos filisteus. A confiança tle Manoá provavelmente mostra que algu­ mas pessoas cm Israel ainda permaneci­ am fiéis a Deus. U falo de quo a esterili­ dade de sua esposa era Conhecida tam­ bém mostra a soberania do Todo-podero­ so no que concerne ao seu povo. Como aconteceu com Sara, esposa do Abraão, o com Isabel, mãe do joão Batista. a esteri­ lidade dessa mulher serviu paro mostrar a mão de Deus em açáo para a salvação dos judeus. P.D.C..

MANRE. Amigo de Abraão que o aju­ dou quandp esto enfrentou os reis da Mesopotâmía Nosso patriarca havia estabelecido seu acampamenlo próximo a Manje, que era amorreu e vivia perto de Hebrom. Seus irmãos. Escol e Aner, tainbeni sáo mencionados. Abraãi i apre­ ciou muito a ajuda deles na butulha e as­ 430

segurou-lhes que seriam recompensados com os espólios conquistados do guerra [Gn 14.13.241. Provavelmente ele emprestou seu nome não apenas aos 'carvalhaisde Manre", onde Abraão se estabelucriu, mus também a Ioda a óroa ao redor ÍGn 13.18; 18 1, 23.17). P.na. MAOL ÍHeb. “dança”!. Pai dos sábios Hernà. Calcol e Da rda Quando a Bibha descreve msabedoria de SaJomáo. diz quo era mais entendido quo todos eles, Alguns teólogos sugerem que o termo "Maol" aqui tem que vei com as pessoas que com­ põem uma orquestra. Ao que parece lajs homens eram considerados extrema­ mente sábios p sem duvida tomaram por­ te nas contribuições musicais dos cultos I I Rs 4.3 3J. MAOM (Heb. *'habitação'1). Citado em l Crónicas 2,45, era filho de Sainai e “poi de Bete-Zur". Esto última frase significa que ele foi o fundador da cidade ou que seus descendenies viviam ali Juizes 10-12 menciona um povo chamado de "maonilas" embora não seja provável que tivessem alguma relação com esto Maom, descendente cie Moabo MAOQUE. Mencionado em I Samuel 27.2. era pai de Áquis. rei de Gaie, na épo­ ca em que Davi era perseguido por SauJ e ref ugiou-se por um lempo com ele. Prova­ velmente trata-sci da mesma pessoa cha­ mada de Maacd em 1 Reis 2.39. Veja Aquis. MAQUI. Rú rle Guel, da lribo de Gade. um dos doze hom ens enviados por Moisés do deserto de Pará para espiar Canaã (Nm 13.15), Foi escolhido um represeulanle de cada uma (las doze tribos de Israel, Para mais detalhes sobre a mis­ são deles, veia Sm nua.

MAQUIR (Ileb. "valoroso”) 1. Mencionado pela primeira vez n Bíblia ern Génesis 50.23. quando seus fi­


MARCOS. JOÃO lhos foram abençoados por José, « osie barro e alimentos variados para o rei e jó estava bem idoso. seus homens (2 Sm 17.27). Vè-se dai-aEra filho dt! Manassés t? st ta r.oticnhinn mentii que se tratava de um homem hon«iria: foi progenitor do cia dos ma quiri tas rado e compassivo que loi usado por 1'Nm 21».29: 1 Cr 7.14) Sua esposa era Deus para que Mefibosete fosse aiiiparairmã deHupim eSupim [1 Cr 7 .ts). Seu do, Davi e seus homens sobrevivessem e filho. Cileaíle, também se tomou hder de o rei fosse restiluido ao trono. p.n.c. um clâ (Nm 27 I; 1 Cr 7,17) Seus des­ cendentes conquistaram a terra que fi­ MARA. Nomtí pelo qual Noemi pediu cou conhecida como Gileade. de onde paia ser chamada ao retornai à cidade de expulsaram os amorreus fNm ^2.391. Os Belém, depois de suas experiências em maquiritas eram “grandes guerreiros", Moabe (Et 1,20). O nome significa "amar­ ga". A vida dela, até aquele poulo, dn fato f< os gileadltas receberam ofii ialmimte a torra quando foi feita a distribuição fora marc.ida péla tragédia. Elu e o mari­ de Canaã por Moisés e Josué (|s 17,1; do E limei eqtte saíram de Israel e fortim para Moabe. com o intuito de fugir da 13.31: W. 5,14: Dt 3.15: 1 Cr 2.21-23) Os descendentes de Maquir envolveram-se fome que assolava a lerra. Naquele país, rnuna interessante questão sobre os di­ seus dois filhos casaram-se com mulhe­ res moabitas. Primeiro Elimeleque mor­ reitos legais da herança rle uma família undo liaviu somente lilbas mulheres. reu e logo depois os dois filhos lambém Um bisneto du Maquir (veja Z&iof&ade\ faleceram, deixando-a viúva, numa terra estranha e sem família para suporta-la. tinha somente filhas e Moisés consultou Voltou para Belém junto com Rule, unia a Deus, a fim de resolver aquela questão da herança da torra (Js 17,3; «1c:.) das noras: por liulo isso, pediu para ser 2. Filho de Amiol. vivia na região dochamada de Mara, que era o aposto do GUediJe e provavelmente recebeu o euhsNoemi |heb."ugradóver’)mo nome dó líder tribal mencionado aci­ H digno de nota que esle nome tííio íoi dado como uma descrição de como ma. Hospedou em sua casa o fiibo aleijado de Saul. Mefiboaele, quando Davi su­ ela se sentia, mas sim como uma narrati­ biu ao trono. O novo rei informou-se com va do* acontecimentos em sua vida. Dt» fato, Noemi n5o estava amargurada, o snu* otiuai* *e havia algum descendente da case de Saul a quem pudesse demons­ despeito das í.ircixustõncias umarg<ts pe­ trai favor e cumprir a aliança que fizera las quais pasôara. Confiou no Senhor no com TOnaias: falaram-lhe sobre Maquir de meio de todas as adversidades e sua fé Lo-Debar |2 Sm 9.4,5), Posteriormente finalmente demousbou estar bem firma­ da, ua maneira como Deus a preservou e esle tf«ve oportunidade de ajudar o pró­ prio Davi quando este rei fugia du filho .i levou do volta a Belém, onde vivim soh a proteção du Rule e de Bua/. r.n.c. Absalão. Providenciou camas, vasilhas do

MARCOS, JOÃO Referências no Novo Testamento A p rim e ira re f e rê n c ia a este Marcos no Novo Testamento apaTtíce no relato da liberta­ ção miraculosa de Pedro da prisão em Jerusalém, onde fura colocado por ordem de Herodes Agripa |44 d.C.; At 12.6-111 Após sei liberto pelo anjo. este apóstolo dirigiuse "à casa de Maria, mãe de João, que tinha por sobrenome Marcos" |v. 12). Como 431


MARCOS. JOÃO

muitos outros judeus daquela época (corno SauJo. lambém chamado de Paulo; At 13.9). ele linha um nome hebraico (João, que significa “Deus é gracioso'’] p um roma­ no (Marcos, que significa "grande martelo”). O fato ( I r s r u pai não ser mencionado em conexão c o t o a famiiia o a r.asa provavelmente significa dizer que já havia falecido. Sua residência possivelmente era um local de reuniões regulares da Igreja. Por isào, Pedro dirigiu-se até lá assim que foi solto pelo Senhoi. Tralava-se lambém tle uma casa de considerável importância na comunidade. A seguir, Marcos é associado cnm Barnabé p Pauto, os quais levaram uma ajuda financeira da igreja p-m Antioquia para os cristãos da Judéia que passavam necessida­ des devido a forno na região (4fi d.C ; At 11.29.301 De acordo com Colossensos 4.10, Marcos eru sobrinho tle Barnabé. Sem maiores detalhes, a narrativa de Aios registra: “Barnabé e Saulo. havendo terminado aquele serviço, voltaram de Jerusalém, levan­ do consigo a João, que tem por sobrenome Marcos” lAl 12.25). Em Antioquia. outra missão foi confiada aos três, Barnabé e Saulo loram designa­ dos pf»la Igreja a realizar uma viagem missionária (47 diC.J, n qual começou em Chipre, onde Barnabé havia murado (Al 4,36). EJes, porém, levaram Marcos na companhia deles. "Chegados a s alamina, anunciavam a palavra de Deus nas sinagogas dos judeus, e tinham a João como auxiliar' (At 13.5). A palavra "auxiliar -, usada para descrever o papel <1p Marcos na missão, fc usada por Lucas em outros textos, para referir-se aos que eram “ministros da palavra" (Lc 1.2). O termo é aplicado também ao assistente ua sina­ goga judaica (Lc 4,20). cujo trabalho incluía o ensino das crianças. Embora foão Marcos fosse um assistente dc trabalhos gerais, provavelmente um dos aspectos de sua contri buição na equipe missionária era a participação em alguma lorma de ensino. Sua participação, entretanto, nessa primp-ira viagem missionaria apare o lem ente teve curta duração. Depois de ministrai em Chipre, os Ires navegaram para Perge da Rm filia (At 13.13). Quando chegaram la, João Marcos decidiu abandonar a equipe. O relalo de Atos uão informa o motivo de sua decisão. O nomo dele é mencionado novamente quando Paulo e Barnabé planejaram nina segunda viagem para visitar todas as igrejas fundada* na primeira viagem (Al 15.3131. Barnabé queria incluir )oão Marcos novamente, "mas a Paulo não parecia razoável- que levassem aquele que des­ de I^anfilia se linha aparlado deles e não os acompanhou naquela obra" (v. 30). A disputa sobre a questão causo u a separação dos dois, e Paulo escolheu Silas como companheiro para a segunda viagem (48 d.C.; v. *10). Barnabé, por sua vez. "levando r onsigo a Marcos, navegou para Chipre" (v. 39), a áreu oude seu sobrinho servira tão bem na vez anterior. Alguém lalvez julgue que a firmeza de Paulo em náo permitir a participação de loão Marcos na segunda viagem missionaria significaria o fim de qualquer ministério juntos no futuro. O caso. porem, não ioi esse. Cm duas dp suas cartas (60 a 02 d.C.), provavelmente escritas enquanto aguardava o primeiro julgamento om Roma. dnpois do completar sua terceira viagem missionária, o apóstolo refere-se a ele de forma aprecia ti va. Na carta aos Colossenses. Marcos é mencionado com ou tros cooperadores de Paulo como alguém que fora "uma consolação" para ele (Cl 4.10,11), Na carta a Filemom. novamente p descrito (junto com Lucas e outros) como "cooperador” (Fm 24). Finalmente, em sua última caria, escrita u Timóteo (c. 04 d.C.), Paulo lhe dá instruções: ‘‘Toma a Marcos, e traze-o contigo, porque me é muito útil para o ministé­ rio” (2 Tm 4,11). A referência final a loâo Marcos no Novo Testamento ocorre numa das cartas de Pedro. Ele foi mencionado pela primeira vez em conexão com a libertação desle apos­ tolo da prisão em Jerusalém. Pedro encontrava-se em "Babilónia” (uão se sabe ao 432


MARCOS, JOÂO

certo .se eru uma região ou uma cidade] (64 d.C.) e Marcos u-slava com file. A proximidade da comunhão entre ambos é indicada pelo tratamento ilo apostolo: “mou filho'’ (1 Pe 3.13). Dr acordo com Papias de Hierápulis (130 d.C.; citado por Eusébio na História Eclesiástica 3.39.15), Marcos prosseguiu no ministério com Pedro em “Babilónia”, tomo sen “intérprete" e r ompilador de Seu ensino sobre "as coisas ditas e feitas pelo Senhor" Estu última frase è uma descrição resumida do evangelho de Marcos. O testemunho de Papias sorve para validar a utilidade e a autoridade do relato do Mar­ cos para a Igreja primitiva. Marcos lambem es lá relacionado com a estabelecimento de igrejas em Alexandria (Eusébio. H.E,, 2.1(i. 1). Segundo a lradii,ão. loi martirizado lá {A Crónica Prisca]], e seus restos mortais poslerioruiente íoram transportados para Veneza, Itália. Características e teologia do evangelho de M arcos Embora todos os evangelhos compartilhem um propósito similar, ou seja, proporcio­ nai- aos leitores um rela lo sobre o ensino e o ministério de fesus, os escritores que escreveram cada evangelho lambóm trouxeram à obro conceitos e pontos de vista particulares, tanto pastorais como teológicos. Neste aspecto o relato sobro a vida e obra de Cristo ó romo um quadro pintado, que não somente reproduz o modelo, mas também revela algo sobre a pessoa que o compôs. Lido com isso em mente, algumas das características do evangelho de Marcos são entendidas ã luz do breve esboço de sua vida, proporcionado pelas referencias a ele no Novo Testamento (citadas anima).

O fracasso dos discípulos Embora os evangelhos, cada um â sua maneira, relatem a lula dos discípulos com o entendimento da mensagem o do ministério de fesus, o retraio de Marcos do fracas­ so e da falta de entendimento demonstrada constantemente pelos seguidores de Cristo é pintado de maneira mais contundente do que os outros. Ele mostra que os discípulos invariavelmente não entendiam as parábolas de Josus (Mc 4.13; 7 .1 0 ), suas declarações (1 0 .1 0 ] e suas predições sobre sua morle iminente (9.10.32). Fa­ lharam em entender o significado de suas obras poderosas, como acalmar o mar 14.40.411. andar sobre o água (6.40-52] e finalmente o abandonaram em sua maior angústia e dor 114.50). Marcos inclusive Concluiu seu evangelho com urna nota de fracasso. As mulheres que foram ao túmulo de fesus e o encontraram vazio receberam a seguinte instrução: “Mas ido, dizei a seus discípulos, e a Pedro, que ele vai adiante cie vós para a Caliléia" (Mc 16.7). Marcos, porém, escreveu: “Tremendo e assombradas, as mulheres saíram, e fugiram do sepuli.ro Nada disseram a ninguém, porque lemiam" (v. 8). Esse estra­ nho final levou os copistas posteriores a providenciar uma i onclusão mais semelhan­ te aos oulros evangelhos (isto é. w. 9-20J, mas a abrupta (.onclusão de Marcos é coe­ rente com o triste quadro dos seguidores de Jesus que caracterizou Ioda sua apresen­ tação do evangelho. Em parte, a ênfase de Marcos serve como um lembrete salutar de que os propósi­ tos de Deus são realizados por pessoas falíveis. O p r ó p r i o evangelista decepcionou na primeira viagem missionária, ao deixar Paulo e Barnabó sozinhos na Panlília. Embora não se saiba o molivo, a indisposição de Paulo em levá-lo novamente sugere que no mínimo considerava a atitude de Marcos indesculpável. Mesmo assim, as referendas 433


MARCOS, fOÁO posteriores do apóstolo sobrtt ele demonstram que houve umti reconciliação e quo Paulo não so aceitou seu envolvimento no nimistério como o solicitou.

O avanço do reino Marcos resumiu a mensagèm da Jesus no inicio de seu evangelho: "O tempo esta cumprido, eu reino de Deus esta próximo. Arrependei-vos e crede no evangelho” (Mc 1.151. ( 1O1110 os OLilTOS evangelistas, ele mostru que o reino tom umbus os aspectos, lanto presente como futuro, correspondentes òs suus dimensões espiritual e univer­ sal. A salvação o a soberoniu de Deus .são experimentadas por todos os que respon­ dem ã mensagem du Cristo. O Evangelho e g Reino são comparados a sementes que são espalhadas sobre a ttírra ÍM< 4.14. 26J. Seu inicio dificilmente é observado, mas seu final é incomparavelmente notório (4.30-32), A consumação do século está ligada ã íudura vinda de lesus "com graude podei e glória" (13.26) e ò antecipação da comu­ nhão com Ele no Reino de D^us (14.25). Marcos foi testemunha do Inicio da IgrejH primitiva, desde seu nascimento em Jerusalém, quando s e reunia em sua própria casa, alé a extensão dos empreendimen­ tos missionários que alcançaram iodo d território d n Império Romano. Anos mais tarde, como companheiro de Raul o e Pedro, observou o notável crescimento que re­ sultou da ampla proclamação do Evangelho. Ainda ns&im. sempre lembrava a seus leitores que isso era obra do Deus. Quando os discípulos perguntaram a Jesus: "Então quem poderá salvar-se?" (Mc 10-26), a resposta foi: “Para os homens e impossível, mas não para Deus; pura Deus todas âs coisas são possíveis" (v. 271,

O auto-sacrfficio de Jesus e sua vindicação Marcos não deixa dúvidas aos leitores sobre o principal assunto de seu evangelho, quando declara ua primeira linha do sous escritos: ' Principio do evangelho de lesus Cristo, Filho do Deus'r (Mc 1.1). No curso de seu livro, entretanto, demonsira como o entendimento do significado dessas declarações -sobre Jesus diferiam d ramo ti ca men­ te d.i expectativa popular. Muitos judeus esperavam o advento do Messias que liliortarla o povo-do Deus de seus opressores. O» discípulos oompartilhavam esta esperan­ ça e discordavam das declarações de Jesus do que a missão para a qual Deus u chama­ ra o levaria ã morle (Mc 8.31. 9.31 , 1 0 23), Quando Pedro tentou dissuadido. Jesus lhe disse: "Não pensas nas coisas de Deus. mas. sim. nas dos homens" (Mc $.33). O pudrõu da vida de |esus que Marcos coloca diante dos discípulos loi resunudo desta maneira: ‘Pois o Filho do homem não veio para ser servido, mas paru servir e dar a sua viria em resgate por muitos” (Mc 10.45). Cristo, na condição de Filho de Deus. mostrou a vitalidade desse relacionamento, quando seguiu n caminho da obediênria que o levou até a cruz. Sua oração submissa a Deus foi: "Não seja, porem o que eu q u e r o .s i m , o que tu queres" (Mc 14.301. Da mesma maneira, os discípulos sáo chamados para lomar a cruz e seguii após Ele (0.34J. Marcos revela que esle era- o plano (le Deus para Jesus por meio riu confissão do centurião que estava presente na crucificação: ‘‘Verdadeiramente esle homem era o filho rle Deus!“ (Mc 15,39), O relato da ressurreição (16.1-0) toma-se a base paia a promessa do retomo glorioso de Cristo (8 38: 13.20; 14.62) e a vindicação à vida de abnegação para a qual os discípulos lambóm são Chamados (10,20,20). d.k.i.-

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MARIA, MÃE DE JESUS

MARESS A (Heb. ‘ topo da colina'*) L. Hm dos filhos dç Catqbe. sobrinha do jorameel. Foi pai de Hebram 11 Cr 2.421.

2. Menciouado «na 1 Crónicos 4.21, era lilho dt: Lada e neto rio L,em. da tribo de ludá. Era lider do clã dos homens que traba­ lhavam com linho e viviam em Bete-Ashéia.

MARIA, MÁE DE JESU S Mariu. mãe de lesus. é iima das figuras mais proeminentes da Bíblia, Sua vida foi caracterizada pula fò, humildade e obediência à vontade de Deus. Ela lambém ocupa uma posição imita na história humana. como d mulher escolhida peio .Senhor para conceber lesus, o Salvador do mundo. Esla jovem é quase tão bem conhecida hoje como a criança divina que nasceu dela. É amada e admirada por milhões do pessoas em Iodo o mundo. Maria era descendente do rei Davi. Muitos erudilos argumentam que a genealogia de Lucas 3.23-37 é dela e a de Mateus 1.1-16 é de José, C claro, portanto, que Jesus era descendente de Davi e herdeiro legitimo dn Lrouo. Quando a apóstolo Paulo Tala sobre Crislo sei a semente deste rtíi (Rm I 3 :1 Tm 2.8). provavelmente refere-se à liuiiagem de Maria. Maria vivia numa vila chamada Nazare, localizada nas planícies do sul da Baixa Caliléia. Era noiva de José. mu homem fiel e lemente a Deus Ele também vivia em Nazaré (Mil 1.18). O anjo Gabrial aparecei) àquela jovem e anunciou que ela concebe­ ria e daria ã luz um lilho Essa criança seria chamada de Filho de Deus e receberia o trono de Davt, seu pai [Lc 1.26-33). Maria, par ser virgem, quest ionou Gabriel sobre como isso acon teceria, O an jo lho disse que o Espirito Santo viria sobre ela e realizaria a com epi.ào de farina sobrenaturàl. Assegurou-lhe que para Deus nada •ra impossh el. Gabriel revelou lambém que Isabel, uma parenle dela já bem idosa, estava grávida. Maria, então, numa surpreen­ dente demonstração de fé. afirmou ser uma serva do Senhor e humildemente subme­ teu-se ã sua vontade ÍLe 1.34*38) Maria foi imediatamente vísilar Isabel, a futura mãe de (oão Ba lista. Assim que aquela prima ouviu sua voz, o bebê ern seu ventre, pulou de alegria. Isabel louvou o Datis dn Israel porque llie fora divinamente revelado que Maria daria a luz o Salvador do mundo. Ela era a bom^iveuturada. escolhida paia ser a mãe do Filho unigénito >le Deus fLc 1.39-451 Naquele momento. uma canção de louvor e açoés de graça* brotou no coração de Mania (Lc. 1,46*55), Esle belo hino, conhecido como "O Magnificai”, é semelhante em muitos aspectos a antigos cânticos hebraicos encontrados na Antiga Testamento (como a oração de Ana, 1 Sm 2. l-lii, e a caução de Davi. 2 Sm 22..1-51). O louvor e exaltação a Dous (Lc 1.46-49), sou cuidado providencial para com os que o temem |v 501 é os temas da guerra (vv. 51,52) são apenas alguns dos aspeclos que esle hino tem em comum com seus predecessores. A canção é messiânica no sentido de que Maria ve na chegada de seu Filho a preocupação de Deus puro com Israul e sua misericórdia, conlorme prometera ao ancestral deles, Abraão Ivv. 54,551. Maria íicou três meses com Isabel e depois voltou para Nazaré fLc 1.56). Quando JOôé. seu noivo, descobriu sua gravidez, planejou divorciar-se dela em segredo, para não humilha la (nos dias de Cristo, os judeus consideravam noivado e casameulo a mesma coisa). O Senhor, porem revelou-lhe por meio de um sonho qun aquela critim 435


MARIA. MÃE DE IESTJS ça fora concebida pelo Espírilo Sanlo e o exortou a tomar Maria como sua esposa José. um homem integro, obedeceu a Deus e <asou-se com ela (Mt 1.18-25). Quando César Augusto ordenou que se fizesse uni recenseamento em todo o mun­ do romano. Jíisé e Marta dirigiram-se d Beleni da judéia. Ambos portem.iam íi linha­ gem de Davi o precisavam comparecer ua <idade onde nasceram (Lc 2.I-5J. Enquanto estavam lá, chegou o momento de Maria dar à luz. Não havia lugar para eles na estalagem; por isso ela leve seu lilho primogénito. Jesus, numa estrebaria e o colocou dentro de uma manjedoura (taliulBiro onde se põe comida para os animais] (Lc 2.b,7). A despeito deseo uusi imen to humilde, a presença desse uovo Rei oão seria mantida em segredo. Um grupo de pastores, os quais foram visitados por uma hoste celestial que lhes falou sobre o nascimento de Crislo. procurou-a para adorá-lo. Espalharam as boas notícias da presença do Salvador por toda a terra, e Maria guardava todas essas coisas no coração (Lo 2M'~20). No Oitavo dia após o uascimonto de Jesus. Maria e José o circuncidaram. De acordo com a Let de M oisés, 33 dixes após a circuncisão do memno eles subiram ao Templo para a cerimonia du purificação de Maria ••a apresentação de Crista a Deus (Lv 12.1-tí; Nm 18.15; Lc 2.21-241. Enquaiito estavam lá. um homem justo e dedicado ao Senhor. chama­ do Simeão. falou profeticamente sobre o futuro de lesus como o Messias fLc 2.25-32). Simeão também rlirigiu uma advertência es])ecial a Maria, pois disse que ela tam­ bém teria seu coração trespassado por causa de seu filbo (Lc 2.34,35). Ela estava alOnila pelas coisas que eram ditas sobre Ele. No principio, nem mesmo ela entende­ ra plenamente o destino do Filho de Deus. A proletisa Anu também falou sobre a redenção de Israel, que seria eletuada por meio dolo (L< Z.36-38). Depois que se cumpriram todas as exigências no Templo. José e Maria voltaram para casa. Os magos do Oriente, que viram um sinal nos Léus. saíram para encontrar o menino Jesus e adorado. Primo iro loram a lerusalem, e perguntaram onde o Rei dos judeus havia nascido (Mt 2.1,2). Quando o roi Herodes soube da chegada deles e das perguntas que fâ/iam. ficou profundamente perturbado. Pediu que os magos procurassem o menino e o avisassem quandò o localizassem. Eles seguiram a “estrela" (urn sinal no céu), a qual finalmente os levou até o destino procurado (Mt 2.3-10). Quando chegaram ã casa unde estavam Maria e José, adoraram o menino Jesus e ofereceram-lhe presentes. Advertidos umu sonho sobre as intenções malignas de Herodes, os magos não o procuraram mais. I^eio conUúrio, voltaram imediatamente paru o Oriente seguindo outro caminho (Ml 2.11,12). José também teve um sonho, uo qual foi alertado que Herodes planejava matar Jesus. Ele lomou Maria e o bebê e foi para o Egilo. onde permaneceu até a morte desse perverso rei (Ml 2.13-15). Existo um debate eulre os teólogos sobre o data certa da morle de Herodes; a maioria, porém, com orda que ele faleceu no ano 4 a.C. Isso significa dizer que José e Maria ficaram pelo menos um ano no Egiln. Depois da morto de Herodes, )osé recebeu outra mensagem, por meio de um so­ nho. para que voltasse a Israel. Quando chegaram á Palestina, descobriram que Arqnelau. filho de Herodes. reinava na ludéia. Alertado sobre isso em outro sonho, José eslabeleceu-se em Nazaré, na Galiléia. Juntamente coro a esposa e o menino lesus IMI 2.19-23; Lc 2.30) |osé e Miuiu subiam anualmente a Jerusalém, para parti» ipar dn Festa da I^iscoa. Numa dessas ocasiões, quando voltavam paia cnsa, descobriram que lesus, que com­ pletara doze anos de idade, não eslava no grupo de parentes. Voltaram a lerusalem o n encontraram no Templo.

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MARIA Ansiosamente, Maria questionou o filho sobre seu c o m p o r l.u n u n to e E1h respon­ deu qun precisava ocupar-se com os negódos ile seu fiai, EJa náo entendeu o recado, mas guardou o incidoule no c o r a ç ã o . Esle é n u tr o exemplo de sua fé inabalável e de sua submissão e entendimento do vontade de Deus (Le 2.-41 '52). A próxima vez que encontramos Maria é duranle o ministério de Jesus, que com»?* çou quando ele linha cerca de 30 anos de idade (Lc 3.23). Foi nessa ocasião qun ficou realmente daro quo Maria uão bav ia enlendido por completo a idenlídado ou a mis­ são do Fiilio. Como aetmtocou com os discípuJos, sua pessoa e propósito só foram revelados plenamente-a ala dopois da ressurreição. Houve um casamento em Caná. nu Gol i leia, 0 Maria estava ua festa, iunto corn Jesus, Acabou o vinho e ela. desejosa de poupar a família qun promovia a festa ria vergonha de uão ter mais vinho para os convidados, falou com o filho sobre o assunto (Jo 2.1-10). Maria sabia que Jesus laria algo para salvar a situação: mas. ainda assim, não enlomlia tobdmentu a extensão do poder de salvar que Ele possuía. Em outra ocasião, quando Jesus ministrava para tuna grande multidão. Maria e os oulros Dlhos foram qu estioná-lo. pois pensavam que Ele ficara lo u co (Mc :t.20,21.J1.32|. Embora esl»; inddeule novamente demonstre a fulta de enleudunento deles quanto ã missão de. Cristo, mostra também o cuidado e u preocupação que ti­ nham para com Ele. Parece que Maria e os lilhos temiam que a sobrecarga do Lrubalho pudesse ah;lar a capacidade mental de Jesus, Maria lambém estava presente durante o sofrimento e a orucifioaçãode Jesus (Jo 19.251 Fii>ou l>em perlo da cruz e observou dolorosamente u angústia r h tortma do lilho. Crislo notoi 1 a presença dela e a colocou sob os cuidados de |oào. seu dis< ipulo anuu lo (Jo 10.26.27). Ao quo parece, José já havia morrido e uão havia ninguém para tomar canta dela. A Ultima referência a Maria na Bíblia encontra-se depois da ressurreição de Cris­ to. F.lii, seus outros filhos, os apóstolos e muitos discípulos (aproximadamente 120 pessoas) estavam todos reunidos no cenáculo, numa reunião de oração (At 1 I4| Aquela que carregou Jesus nos braços e cuidou dele como sua mãe agora eslava pron­ ta para servi-lo como seu Senhor e Salvador. k. mcr.

M A R IA . 1 . Veja Marhh m ãe d e fesa s.

2. Maria, mâe de Tiago 0 de José. Pro­ vavelmente era irmã da oulia Maria, mãe fie Jesus, o esposa de Clopas (|o 10.25; veja Clopas). Foi testemunha da crucifi­ cação iIr Cristo (Mt 27.50; Mc 15.40, 47) e estava presente uo túmulo, na manhã clepois tia ressurreição. Junlo com outras mulheres, levou a noticiada ressurreição para o.s discípulos (Ml 28.1; M». 16.1; Lc 24. J0). k.MCJí. 3. Maria Madalena. discípula de Je­ sus Crislo. Não se sabe 90 "Madalena** era seu nome de família, ou se mpresenlava sua cidade natal (Maria, de Magdala). A segunda possibilidade é mais provável. 437

Jesus expeliu sete demónios dela |Mc 16.0, Lc 6.2), Duranle o ministério terre­ no do Cristo, Maria, junto com oulras mulheres, também o seguia e cuidava de suas necessidades (Ml 27 55; Mc 15.41). Acompanhou 0 julgamento e os sofrimen­ tos de Cristo (Mt 27.45*56) e eslava perlo delq na liora rle sua morte na cruz (Jo 10.25). Tombum foi a primeira a vê-lo depois da ressurreição (Jo 20.15.16). A devoção de Maria Madalena pelo Senhor íi(;a evidente pelo serviço cons­ tante dedicado a Ele. Cuidou de Jesus alé mesmo depois da morte. Enquanto os disdplilôs l ugiam e so escondiam, ficou para trás para observar ourle José de Arimatõia o sepnllaria. Depois do descanso do só-


MARLA

comum (At 2.*14.45) Por onlro lado. essa senhora de família rica (seus servos sáo mencionados no v. 13) colocara sua resi­ dência ã disposição dos irmãos, a dos pei­ No terceiro dia após a crucificação, to do grande perigo que <*la e sua família Maria d os ouira* mulheres retoruaram corriam, por causo das autoridades fVeja ao lucal onde Jesus fora sepultado e fica­ tumbõm M an os, Jo ã o e fíudu}. ram surpresas. ar.i ver que a pedra, a qual 5. Maria, de Betânia. era irmá de Mar bloqueava'a em rada da gruta, eslava dis­ ta e Lázaro ||o l l . l ) . Os três irmãos esta­ tante (|o 20,1) Madalena e as outras cor­ vam entre o» amigos mais próximo* de reram do volta para a cidade, a fim de lesus. A BibLia descreve três evento» nos uontar ú lis discípulos (|o 20.2J. quais ela estevo envolvida. O primeiio Maria Madalena voltou sozinha ao eni.ontra-.se em Lucas 10.38-42. Maria e túmulo e chorou pelo Senhor. Dnis anjos Marta receberam Cristo em sua casa e a apareceram e lhe perguntaram qual a ra­ Bíblia dLz que Maria, “assentando-se aos zão das lágrimas (Jo 20.111-13). Subita­ pés de lesus, ouvia a sua palavra" (v. ). mente. nu momento de seu maior deses­ Isso deixou sua irmã preocupada, pois pera, Cristo «pareceu, mas ela uão foi Marta em amigara-se sozinha de todo o rapaz dn reconhecê-io. Ao pensar que se trabalho ua cozinha e dos preparativos tratava do jardineiro, perguntou-lhe so­ para receber os hóspedes Quando ela ‘su­ bre o corpo de lesus (Jn 20.14,15). Cristo, geriu a Crislo que mandasse Maria ajudáentão, gentilmente chamou-a pelo nome la uo trabalho doméstico. EJe respondeu: r Madalena o reconheceu IJu 20.16). Ela ' Marta, Marta, estás ansiosa >■ preocupa­ voltou aos discípulos e confirmou o que da com multai» Loisas ma» uma sõ é ne­ tinha visto: "VI o Senliol" (ÍO 20.18). cessária Maria escolheu a boa parte, a Maria Madalena era uma mullier ex­ qual não lhe será lirada' (w. 41.421. Essa traordinária, amável w dedicada ao So­ lorte declaração do direilo da mulher de nho i em sua viíla. morto e ressurreição. ouvir o ensino do Senhor e de interessarK.MCR. 4. Muria, a móe de foão Marcos, ese por assuutos espirituais dá uma clara indicação de qut; o Reino de Deus per­ mencionada pelo nome apenas em Atos tence a lodo o que ouve e crê em Jesus. O 12,12. Pedro fora lançado ua prisão por evangelho de Lucas ireqiien temeu le meuHerodes, mas um anjo do Senhor inter­ ciona que pessoas de todos os tipos e do veio p. o libertou miraculosomonle. O ddérentes origeus — inclusivo grupos apóstolo então dirigiu-se à casa dessa minoritários — precisavam ouvir o Evan­ irmã em Cristo. O lato de que havia um gelho do Reino de Dous. Aqui estó uma bom número de cristãos reunidos ali que das mais r.luras declarações de que Cristo oravam pela Libertação de Pedro u de quo tencionava que as mulheres também re­ loi o primeiro lugar paia onde ele se iliricebessem de seu ensino e senhorio. giu depois que foi solto sugere que pro­ 0 segundo incideato ónarrado em João vavelmente trata vu-se de uma casa espa­ 11.1 -47. Lázaro, irmão de Maria, ficou gra­ çosa. que possivelmente era o local de vemente B i i l é r m o e as duas irmãs envia­ reuniòes regulares de uma das “igrejas" ram uma mensagem a Jesus para que fos­ em lerusalem. A soberania de Deus. ao se a Betânia. a fim de curá-lo. Cristo enlão cuidar de Pedro e protegê-lo ilaqunlu ma­ declarou que a enfermidade de Lázaro era neira, com certeza foi motivo dc inuila ' para a gloria de Deus. para que o Filho de .degriu. F.sta casa pertencia a Maria, o que Deus seja por ala .glorificado" (v. 41. talvez indique que nem lodosos cristãos Os mensageiros com certeza retoriideriram ao movimento depois do Pen­ naram sozinhos, pois Jesus ainda espetecostes de vender os bens e ter tudo um bado. planejava vollar ao tíimulo. para ungir o corpo de Cristo com especiarias e perfumes (Lr, 23.56).

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MARTA tou dois

dias antes de se dirigir a Betánla. No caminho, disse aos disripulos: "Lázara astu morto, h mi:! alegro, por vossa i uusa. d« quo lá não estivesse. para qun possais crer” iv. I4|, Os líderes religiosos daque­ la região buscavam um prelexln para malar Jesus e por isso Tomé respondeu ironicamente: “Vamos nns também para morrer com eJo" (v. 16). Jesus o os disupulos chegararij o Betfiniu i> descobriram que Lázaro já estava morto há quatro dias. Maria saiu para encontrar-se com Cie e lançou-se aos seus pés. para adorá-lo. Demonstrou sua lê, quando disse que. se Jesus estivesse presente, seu irmão não teria morrifln. Obviamente ela e seus ir­ mãos eram queridas e respeitados na co­ munidade, pois havia "m uilos judeus' presentes, com o propósito dc conlortar ii fuiuiLia. Todos choravam o a Bíblia diz que “Jesus chorou" (v. 35). Jesus foi ao túmulo e ordenou que removessem d pedra. Houve algumas objeções. pois determinadas pessoas alega­ ram que o corpo já eslava em estado de decomposição. A pedra, entretanto. foi removida, o Jesus orou ao Hai celestial para que as pessoas que estavam pritsentes cressem- Lntão ele disse: "Lázaro, vem para fora!" (v. 431 e “o morto saiu. tendo as maos e os pês enlaixados, e o rosto envolto num lenço. Disse Jesus: Desataiu e deixai-o ir” (v 44) A oração dt) Crislo íoi respondida, de maneira que "muitos dos judeus que tinbam ido visitar a Ma­ ria, e Unham visloo que Jesus fizera, cre­ ram nele" (v, 45). Pouco tempo depois desto grande mi­ lagre. o evangelho de Joâo conta outro incidente que envolveu Maria deBetãnia. Um jantar foi oferecido em bomeuagem a Crisio, ocasião em que Marta o servia; Lázaro estava á mesa com Jesus. “Então Maria tomou uma libra de um mu rio puro. um perfumo muito caro, ungiu os pés iJh Jesus e. os enxugou com os seus cabelos. E toda a casa se encheu com a Iragrãncia do perfume” J o 12.1-1; ci. 11.2). A des­ peito da critica leila por Judas sobre 0 439

desperdicio de dinheiro. Crislo calma­ mente recebeu o geslo de bondade e o ideutificou como um sinal de sua morte iminente na cruz, quaudo seu corpo seria ungido com perlnmes e colocado no túmulo De lato. a passagem termina com a menção de que as judeus buscavam não somente a morte de Jesus, mas também a de Láziiro, pois acreditavam que por sua influência muitas pessoas acreditavam em Cristu (w. 7-11). Maria é descrita na Bíblia como uma mulher mnitu dedicada ao ministério de Jesus, que sem dúvida era um amigo mui­ to chogado de ►•'ua fomiJia. Era lambém luu-i discípula com uma prolanda fé no Senhor. Embora seja mencionada apenas nesses irês incidentes, é vista como uma ouviule atenta dos ensinos de Cristo e que se prostrou a seus pês em adoração, em duas ocasiões. Jesus afirmou que seu en­ sino e trabalho eram dirigidos n pessoas como Maria, que criam e confiavam nele. Veja lamhem Meula e Laxam. 6. Às vezes conhecida como Maria de Roma, foi saudada por Paulo no final de suo carta aos Romanos O apóstolo de­ clarou: "Saudai a Maria, que trabalhou muito por nós” (Rm 16.6). Uivei1a fim de mdicar que ela trabalhava fora de Rama pela causa do Evangelho. p,n.c.

MARSENA. Um homem sábio e versa­ do etn legislação. con.snliado pelo rei Assuero {Et 1.1 4 1. Para mais detalhes, veja Mnrnucõ. MARTA. Mom ionado nos evangellios de Lucas i! iie João Era um a ihsupuln h »6r guidoru fiel de Cristo, muito estimada poi Ele (Jo 11.5). Marta vivia com seus dois irmãos. Maria e Lázaro, na pequena vila chama­ da Bútânia (Jo i 1.1), localizada nas en­ costas ao leste do monte das Oliveiras: Jesus os visitava frequentemente, quau­ do eslava em Jerusalém (Lc IU.3R). De lalo. esteve com eles na semana antes de ser preso é crucificado (Mt 2 1 .17),


MASAI Marta é bem onfihtâiida como aque­ la que eslava sempre envolvida e sobrecarregada com os afazeres diários. Ê por isso que muilas pessoas se identificam com ela. Quando recebia lesus nm sun casa. ficava táo atarefada i om os traba­ lhos domésticos qile perdia ns bons mo­ mentos de comunhão com Ele que seus dois irmãos desfrutavam |Lc 10.39-42: Jo 12.2). Apesnr disto. Marta oão devo ser criticada por seu t ompúrtomento. Suas atitudes revelavam sua lealdade para cuni 0 Senhor Jesus. Seu caráter sincero é de­ monstrado por sua fé bonesla e fifline. Quando sou irmão ficou gravemente ertferrno. «ia h a irmã enviaram uma men­ sagem a Cristo. para que viesse à i asa deles com urgônt.ia fjo 11.31. Jesus. en­ tretanto. não atendeu de Imediato ao pe* dido e Lázaro morreu Iw 6-15). Ouando o Senhor finalmente rbegon a Betânia, Marta foi honesta cnm Elo ao dizer-lho que, se tivesse vindo imediatamente, seu irmão estaria vivo: mas lambém exercitou uma íê extraor­ dinária. ao idenlificar Crislo como o Filho de Deus o crnr que Ele tinha grando poder (vv. 21-27). Jesus honrou sua lé e ressuscitou Lázaro, ê fim do mani­ festar desta maneira a gloria de Deus I3M-44L Marta era uma seguidora leal de Je­ sus. cria nele e o servia cnm devoção e zelo. K,MiTR. M A S A I, Filho de Adiei, loi um dos pri­ meiros sacerdotes a se restabelecer em Jerusalém após o exilio na Babilôma fi Cr 9.121, M A S S Á . Neto do Abraáo, filho de fsmael: foi um líder tribal [Gn 25.14: I Cr 1 l3 0 ):

M ATÃ (Fleb. “presente"]. JL Sacm lule de Baal, om Judá. uo tem­ po de Jeoiada. Apôs o paganismo prati­ cado pela rainha Atalia. o sumo sacerdo­ 440

te [Jeoiada J iniciou a rèslauraçào do cuF to a<i Senhor. Orientou o príncipe loás nos caminhos do Senhor e o colocou no Iro­ no de Judá. Liderou os judeus na renova­ ção da aliança com Dous. Como resulta­ do, destruíram o templo de Baal e assas­ sinaram Mate (2 Rs 11.18; 2 Cr 23.171. No reinado de Joás. inidou-se uma refor­ ma no Templo |2 Rs 12). 2» Pai de Sefatias, um dos oficiais, durante o reinado de Zodequia*. quo ro­ jei larani as pafavnts de Jeremias de que os caldeus invadiriam e destruiriam Jildá e Jerusalém, mediante a alegação dé que tal mensagem desencorajaria os soldados (Jr 3tU). 3. Um dos ornes trais de Cristo, m en­ cionado na genealogia apreseiubida por MateuS IMI 1.15). Foi avô de José, mari­ do de María. Listado lambém etn Lucas 3.24. 4. Ancestral de Cristo, listado ria gem-afogia apresentada par Lucas, qun vai de Jesus até .Adão. Era filho de Levi e pai dé Jorim (Lc 3 .291> M A TA N IA S fHeb. “o presente do S e­ nhor”). 1. Um dos fiihos de Homõ. listado entre os levitas que loram separados para o ministério da profecia e da mú­ sica. duranie 0 reinado de Davi. flemâ era o vidente dn rei Matanias e seus companheiros eram responsáveis pejo 9® turno de serviço no Santuário fi Cr 25.4.161 2 . Levita, descendente de Asale. mencionado na lista dos que ajudaram a purifú ar o Templo durante o avivaiHPiito no reinado de Ezequias |2 Cr 29.13). 3 . Terceiro filho do rei Josi.is. de fudá. Matanias era o nome original rio prínci­ pe que foi coroado por Nabucodonosor, rei da Babilónia, cujo nome mudou paia Zedequius [2 lis 24.17. 1 Cj 3.15). Tinhn 21 imos di' idade quando Joi nomeado rei em lugar do sobrinho Joaquim, levado cativo para a Babilónia. Veja Z&dHquias,


MATENAI (MATNAI) 4 . Levita mencionado em 1 Crónicas 9.15 como descendeu te dp Asafe e 1'iiiio de Mica. Estava entre ns primou os judeus que retomaram du exilio nu Babilónia. nn lempo de Zorobabel. Esle Malanias é mencionado lambem como ancestral de Jaaziol, o homem sobre quem o Espírito de Dous desceu numa época de crise om Judá. no reinado de joosafn [2 Ci 20.14). Elo era uma figura proeminente entre os homens que ajudavam no minislério da musica no Templo, e foi o responsá­ vel pelos cânticos de ações de graças (Ne ! i 17. 2 2 : 12.8). Suas outras funções pro­ vavelmente incluíam o cuidado p e lo s de­ pósitos do Templo ÍNe 12.25). 5. Listado em Esdras 10.26 entrfe í js descendem es rle Elão. Logo depois do re­ torno do exilio na Babilónia, Secanias confessou a Esdras que muitos judeus» inclusive descendentes dos sacerdotes, tinham-se casado com mulheres de oulras tribos e de diversas nações. Esdras levou o povo ao arrependimento e ao pacto de servir ao Senhor (Ed 10.21. Matanias é mencionado como um dos que se casaram com mulheres estrangei­ ros . 6 Descendente de Zatu. também se casou com mulher estrangeira (Ed 10.27 1 7. Descendente de Paate-Moabe, tam­ bém casou-se com mulher estrangeira (Ed 10.30), 8 Descendente de Bani também se casou com mulher estrangeira, no lempo de Esdras lEd 10.371. 9. Filho de Mieaias e ancestral de um certo sacerdote chamado Zacarias, o qual ojrijt.ieu a tar efa do tocar trombeta ua fes­ ta de dedicação dos muros de Jerusalém, na época de Neemias (Ne 12.35). 1 0 . Levita, avô de Hanã. considerado muito liei, era o responsável pelos depó­ sitos e pela distribuição de suprimentos aos levitas (Ne I-3.1.T). p .d .c .

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MATATÁ. 1. Um dos ancestrais de Cris­ lo, listado na genealogia apresentada por Lucas, que vai de Jesus a Adão. Era nelo do rei Davi o Filho de Natfi (Lc 3,31). 2. Descendente de Haaum. viveu no lempo de Neemias IEd 10.33). Depois que Secanias coníessou que muitos ho­ mens rle ludá linham -se casado com mulheres de outras Iribos o dp diversas nações. Esdras levou o povo no arrepen­ dimento e ao pacto de servu ao Senhoi (Ed 10.2). Ma tatá está listado entre os judeus q u e se casaram com mulheres estrangeiras. M AT ATI AS (Heb. "um presente de Deus”). 1. Ancestral de Cristo, listado na genealogia apresentada por Lucas, que vai de Jesus a Adão. Era pai de |osé e filho de Arnós. ua sétima geração antes de Cris­ to (Lc 3.25). 2. Outro ancestral de Jesus Cristo, lislado na mesma genealogia. Era filho dfe Seinei e pai de Maale [Lc 3.28). MATENAI [MATNAIj (Heb. “presente"), 1. Descendente rle Hasum, que vi­ veu no lempo de Neemias (Ed 10.33). Depois que Secan ias confessou que muilos homens de ludá tinham-se ca­ sado com mulheres de putras tribos e de diversas nações, Esdras levou n p o v o ao arrependimento o ao pacto de servir ao Senhor (FJd 10.2). Matnai está Lisl/ido entre os que se casaram com mulheres estrangeiras. 2. D escendente de Bani. também Listado entro os iadeus que so casaram com mulheres estrangeiras, posterior­ mente. divorciou-se (Ed 1,0.37). 3. Lider da família de íolaribe. aju­ dou no serviço do Templo na época de Neemias, no per iodo em que Joiaquim foi sumo sacerdole (Ne 12.10). p . d .c .

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MATEUS

MATEUS O apóstolo Urn dos doze apóstolos escolhidos por lesus, ex-coleloi’ de impostos Maleus 9.9-13 descreve a maneira pela qual ele foi chaniudo u a reação que causou nas pttssoas. Cristo o viu quando ele estava em sou local de trabalho, “assentado na coletoria” (Lc 5,27). da periferia de Cafama um, onde recehin as luxas ou ímposto.s comerciais dns mercadores que chegavam de fora. provavelmente passageiros dos barcos que trafe­ gavam através do niar da Galiléia. Como a maioria dos ou lios discípulos. Maleus obedeceu imediatamente quando Jesus o chamou para segui-lo Logo depois, ele ofe­ receu um jantai- para Cristo e convidou vários dos seus “queridos" amigos v colegas de trabalho, marginalizados por causa do serviço que prestavam paru o governo ro­ mano. Os líderes judeus se ofenderam devido a essa intimidade com os párias da sociedade, mas Jesus defendeu sua ação com o (arnoso provérbio: "Não necessitara de médico Os sãos, mas, sim, os doentes" (Mt 9.121. Disse que viera não para chamar os que se consideravam justos, mas os que reconheciam ser pecadores (v. 13), Marcos e Lucas descrevem essencialmente o mesmo chamado n a mesma respos­ ta, mas relerem-se a Mateus como Levi (Mc 2.14 Lc 5.25,27), Naquela época, era comum os judeus lerem dois nu alé três nomes. "Levi" relaciona-se ao nome do let­ reiro filho tle Jiicó |Gn 29,34). enquanto "Maleus” deriva do aramaico para "presente de Deus”. Provavelmente ele era mais conhecido nomeio crislâo pelo nome de Mateus, islo é, durante seu próprio ministério depois da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Marcos 2.14 acrescenta que ele era filho de Alfeu. o qual aparentemente não em o mesmo pai do Tiago, o menor (veja Tiago, filho d e Alfeu). Mateus é mencionado nas qualro lislas dos doze apóstolos (Ml 10.2-4: Mc 3.18: Lc l>.15: Al 1.1:1). sempre coloca­ do junto com Tomé ou Bartolomeu. Cobrador de impostos, Mateus era relat ivamenle próspero paia os padrões da época. Não se sabe se seguia a prática comum de muitos tia suu profissão de cobrar mais do que eru exigido leguhneule, para ter um pequeno lucro adicional, contudo, é razoável supor que também ulilfza\a tal expediente. Portanto, deixar tudo para acompanhar Jesus muna viria rle iliscipulado itinerante provavelmente exigiu mais sacrifício para Mateus do que para alguns dos ouU os discípulos. Somenle algumas tradições mencio­ nam algo sobre sua vida e seu ministério depois da ressurreição de Cristo. Nenhuma delas esta autenticada com algum grau significativo de ncurãcm, excetn su d associa­ ção com a composição do evangelho que leva sou nome.

O Evangelho Seus antecedentes De acordo com Papias, um escritor t rislao que viveu em c, 1 5 0 anos d .C ., c ila d o por Eusébio, “Maleus compôs seu evangelho nu língua hebraica e todos o truduziram da maneira em que foram capazes". Não existe, entretanto, nenhuma cópia antiga do evangelho de Mateus em hebraico ou aramaico. Seu texto mostra sinais de dependên­ cia do de Marcos e um estilo grego melhor do que o seu predecessor. Muitos eruditos modernos, portanto, não consideram o testemunho de Papias. Não é algo inconcebí­ vel, porém, que Mateus lenha elaborado urn “primeiro e s b o ç o " do s e u evangelho, mediante o uso de uma língua semítica, e mais tarde ele próprio ou outra pessoa o 442


MATEUS tenha traduzido e/ou expandido para formar a edição que conhecemos hoje. a partir do evangelho de Marcos. E muito pouco provável que esse primeiro esboço de Maleus estivesse de alguma forma alinhado com as linhas de "Q" |a fonte de material dos discursos comuns a Mateus o Ludas reconstituídaj. Outros sugerem que as palavras de Pupiris deveriam ser interpretadas como "Mateus compôs seu evangelho num (tsti­ lo hebraico", o que seria correto com relação a i ertas porções, principalmente onde cila fis palavras tí ensinos de Jesus; entretanto, a tradição de que Ma teu* escreveu alguns textos numa língua semítica era bem difundida entre os antigos escritores cristãos, de modo que um ou dois evangellios apócrifos, atribuídos ao meió judaicocristão, parecem sor pouco rnai* do qun revisões e corrupções da narrativa de Maleus. Os estudiosos modernos frequentemente perguntam se a associação tradicional deste evangelho tíom o apóstolo Mateus ■* justificada- Hoje em rhu ha uma concordân­ cia bem difundida de que o autor do livro era urn judeu cristão com um cerlo nível de conhecimento da literatura grega, e isso encaixa-se na possibilidade de um judeu coletor de Impostos de uma região cosmopolita como a GalUéía, mas por que um apóstolo tornuria como base o evangelho de Marcos, que não íoi escrilo por um dos doze discípulos? Uma resposta plausível seria que o próprio Marcos, conforme suge­ rem as antigas tradições, coleto.it a maior parlp de suas informações de Pedro. Dada a autoridade deste apóstolo na Igreja primitiva e sua participação em certos eventos (junto dom Tiago e [oão|. nos quais os outros novo discípulos não estiveram presentes (por exemplo, a Transfiguração e o Gelsémanil, é inteiramente compreensível que Mateus desejasse obter uma narrativa do ministério de lesus do ponto dn vista de Pedro e seguida onde fosse apropriado para seus propósitos.

Os propósitos do Evangelho Os propósitos proxavelmente estejam bgados com a comunidade formada pela maio­ ria de judeus cristãos para n qual Mateus dirigiu seu evangelho- Entre várias alterna­ tivas. o destinatário mais provável seria uma congregação recém-formada, que se tinha desligado da sinagoga há pouco lempo e ainda estava ern vigoroso debato com elo O s antigos escritores muitas vezes sugerem que esta igreja localizava-se na Pales­ tina: eruditos modernos acham que ela ficava em Antioquiu da Síria, abrigando um grande número de judeus e pnsleriormente de judeus cristãos. A verdade é que não sabemos com certeza. A natureza da comunidade, entretanto, é mais importante do que sua localização. A hipótese de uma congregação que, devido a unia ruptura, apre­ sentava feridas que ainda não haviam cicatrizado" e ainda mantinha a discussão e até mesmo a polémica com "3 sinagoga do outro ladn da rua”, da qual havia se separado, justifica a mistura de parlicidarismo v u n iv e r s u lis m o nesse evangelho.

Mateus, o Judaísmo e o mundo Em outras palavras, Maleus combina de forma única um intenso interesse poios ques­ tões pertinentes aos judeus com uma igual ênfase na hostilidade de fesus para com os líderes judaicos. Assim. Maleus é o único evangelho o qual menciona a proibição que Cristo fez aos discípulos de sair fora duf= limites de Israel durante o ministério inicial deles (Ml 10.5,6»|. mas também è o único documento que registra a lamosa Grande Comissão de Jesus, depois de sua ressurreição, quando ordenou aos discípulos quefossem por todo o mundo e pregassem o Evangelho a todos os grupos étnicos (28. lfi20). Somente em Maleus há â menção de que o próprio Cristo inicialmente recusou443


MATEUS sé a curar a filha da mulher leniria, porque ela não era israelita (15.24); porém, ape­ nas Mateus inclui, na parábola dos lavradores muus, as palavras de Jesus que suge­ rem que o Reino seria tornado de Israel e dadu a uma igreja multirracial (21-43). Somente Mateus preserva n lembrete de Cristo da consLante necessidade de nvungelizur os judeus 11CI.23). ainda que somente Mateus lambem antecipe g juízo de Iodas as nações do mundo com base na resposta que deram aos mensageiros de Jesus (25.31-46).

Mateus e o Antigo Testamento .Assim, Mateus é tumbém o nvangoLbu coat duas vezes mais citações du Antigo Testa­ mento do que qualquer outra e com o maior interesse na relação de Jesus com a Lei; mesmo assim, quando vemos o relacionamento de Cróto com a Lei neste evangelho, percebe-se que é uma relação mais de contraste do que de. continuidade (cf. Mt 5.1740, texto clássico). Mateus é extremamente severo em suo polémica coutra os líderes judaicos; Mateus 23 chega mais porto de um anti-semitisuio do que lalvez qualquer outra porção dos evangeLhos. emhora pare um pouco antes de chegar nesse extremo (rf também 27.25). Maleus claramente desejava convencer sua comunidade fe ajudála a convencer aqueles com quem estava em debatei que lesus era o comprimeuto de todas as esperanças de Israel, a despeito da crescente rejeição que demonstraram a Cristo durante sua vida.

Mateus e Jesus A perspectiva distinta de Mateus sobre Jesus o apresenta como impecável em suas credenciais judaicas — é um verdadeiro Olho de Davi e de Abraão e, portanto, qualifi­ cado para ser o Messias (Ml 1,11. Entretanto, recebeu adora��ão dos magos gentios p não dos governantes judeus (2,1-12), para prefigurar a aceitação maior que teri.i entre os povos, após sua morte e ressurreição. Suu gemeulogiu inclui cinco mulheres, todas elas. justa ou injustamente, suspeitos dé concebor filhos ilegítimos (1.1-12). a fim de anteciptn o ministério do Messias uos marginalizados pela sociedade, os quais os judeus ortodoxos rejeitavam. Maleus revela Crislo como essencialmente um Mestre, particu­ larmente por meio de longos blocos de sermões (Mt 5 a 7; 10; 13; 10; 23 a 25). Alguns tém visto nisto o desejo de Mateus de pintar Jesus como um novo Moisés, a fim de interpretar com autoridade, mas também transcender, o significado das Leis do que chamamos de Antigo Testamento. Alguns estudiosos até mesmo fazem um paralelo enlrn os c im o principais sermões de Jesus e os cinco Iívtos de Moisés, a Torá. Para Mateus. Jesus é também o Filha de Deus. de acordo com os textos-chave da narrativa (Ml 2.15; 4.3.0; 14.33; 16.10; 20.63; 27,40.43). ou. mais especificamente, a "Emanuel" — Deus conosco (1.23; 20.20). E a personificação da Sabedoria, o qual dará ao. seu povo urn jugo mais suave e descanso para as almas cansadas 111.25-30). Ele é o Senhor — mestre d Deus. digno de adoração, capaz de operar milagres que só a divindade pode efetuar (Mt 8.2.6.25; 9.20J. E o Rei dos Judeus 127.11. mas não no sentido nacionalista ou militarista. Ele é o Filho do homem (veja especialmente 20.64), mas. a despeito das interpretações distorcidas, este termo uão se refere primariamen­ te à sua humanidade, e sina ã sua condição exaltada de Messias, alguém que iim dia retornará entre as nuvens do céu (cf. Dn 7.13.14).

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MATEUS Mateus e a Igreja Além de tudo isso. Mateus o único que sp preocupa com a natureza da comunidade crista — o discipulado e u Igruja. E o unico evangelista que usa a palavra "igreja" — trés vezos (Mt 10.18; 10.17. duas vezes). A maior parte do ensino de fesus em Mateus consiste em instruções dadas aos dlôcípulos sobre como se relacionariam com a co­ munidade depois de sua partida Visualiza os sábios, prafetils e escribas cristãos 110,4042| e adverte contra os falsos mestres e profetas, principalmento os de natureza antinomiana. que posteriormente se infiltrariam na comunidade cristã (7.15-23). Maleus descreve os discípulos de maneiro mais positiva do que Manias (cf- 8.2b com Mc 4.40), embora eles ainda sejam caracterizados como homens de pequena fé" (Mt 8.26; 14.31; 1G.8J. Maleus inclui cinco referências a Pedro nus capítulos centrais dr seu evangelho que não encoutram paralelos nos outros (Mt 14.28-31; 15.1f>, 1f>; 16 1623: 17.24-27; 18 21.22). Tradicionalmente, essas passagens — principalmente 16.1620 — são tomadas como base para a primazia de Pedro e pare uma crescente institucionalização da Igreja ajustando-se'às linhas do catolicismo emergente. Mateus, entretanto, em outros lexlos oferece pouquíssimas evidências de tuna comunidade institucionalizada e as circunstâncias embaraçosos nas quais Pedro é mencionado (principalm ente 16.21-23) sugerem que este evangelista tentava justam ente desmlstificar uma visão exaltada demais de Pedro, já corrente no cristianismo daque­ les dias.

Data Um consenso de eruditos atiialmente data o evangelho de Mateus em uma das déca­ das entre 70 * 100 d.C. No início do século ÍI. escritores como Inácio e obras como a D íduquã começavam a citar Mateus, de forma que esse. livro provavelmente foi con­ cluído naquela época. Alguns vêem o rompimento Com o judaísmo, implícito nesse evangelho, como um indicador de que provavelmente ele foi escrito depois de 85 d.C,, quando as relações dos judeus com os cristãos tomaram multo difícil para qual­ quer pessoa que cresse em Jesus frequentar as sinagogas. É nesse período que muitos datam a birkuth hn-minim. uma maldição sobre todos os hereges que se introduziram na liturgia judaica. Poi outro lado, e cada vez mais questionado so qualquer edito imperial baniu os cristãos das casas de adoração judaicas. Desde* 40 d.C , o livro de Atos mostra Paulo expulso Mstematicameute das sinagogas por causa do sen ensino “inflamado'’, de maneira que lais tensões uão so restringiram ao final do século I. Outros eruditos vêem em lexlos como Maleus 22.6,7 uma clara referência à destrui­ ç ã o de Jerusalém pelos exércitos romanos em 70 d.C.. por isso datam o evangelho de Mateus pelo menos depois daquele ano. Este argumento, porém, só funciona se Jesus uão pudesse preilizer genuinamente eventos futuros ou se assumirmos quo esses versículos realmente se referem ã queda de Jerusalém. A linguagem utilizada de fato é rerninescenle de muitas descrições judaicas do julgamento de Deus sobre seus ini­ migos e não corresponde na realidade aos eventos ocorridos rrn 70 d.C. (na maior parte somente o Templo foi queimado e não toda a i idade), de modo que é muito difícil colocar tonto peso sobre um argumento para a data deste evangelho baseado unicamente nesses versículos. O antigo escritor do século II. Irineu. atribui a composição do evangelho de Mateus ao período "em que Paulo pregou o evangelho e organizou a igreja em Roma'1, o qUe sugere uma data uo começo dos anos 60. Se Marcos, ontret.into, é datado no meio 445


MATEUS desta referida década, roam muitos dizem, lalv e;/ devêssemos imaginar uma data apenas lBvemente mais adiante. Certas referências — às taxas do Templu (Ml 17.2427), às ofertas rle sacrifícios (5.23,24) e uos rituais do t uJto (23.16-22) reforçam essa identificação. já que depois da destruirão ilo Templo, em 70 d.C., tais íalos não foram mais praticados ou deixaram de ser relevantes.

Um resumo do conteúdo

Os propósitos de Mateus eram a instrução, u orientação pastoral e a apologia. Seu estilo é biográfico, do acordo com as convenções dn boa literatura judaica e grocuromana daqueles dias. A despeito do Ireqiienle cepticismo em certos círculos, suu conliabilidade histórica é aceitável. O plano de sua uarraliva apresenta-se em três estágios: Mateus 1.1 a 4.16 proporciona urna introdução aominislerio de lesus. Maleus 4.17 a 16.20 descreve 0 desenvolvimento desse ministério. por meio de amostras da pregação do Cristo (Mt 5 a 7) e dos milagres de cura (8.1 a 9.341, a fim de predizer o ilustrar a oposição ao sem ministério (9.35 o 12.50), is explicar e Danai a polarização progressiva da resposta positiva e negativa à sua obra 113, t a 18.201 r\ terceira seção. d clímax, Iraça a fornada de lesus. literal e fignradamente, para a cruz e além dela (16.21 a 28.20) Nesta seção, Maleus enlatiza primeiro o ensino de Cristo sobre sua morte iminente, bem nomo suas implicações para o discipuJado e a Igreja ( l(>,21 a 18.35). Jesus ontõo concentra-se em sua jornada final o fatídica para Jerusalém e pre­ diz o juízo snhre lodos os que o rejeitassem (Ml 19 u 25). Finalmente, esle evangelho encerra com a narrativa do sofrimento e da morte de Crislo. Ainda assim, o final náo é trágico, mas triunfal, quando Deus o ressuscita dentre os mortas, vindicando seu ministério e suas declarações, dando poder a Ele e aos seus seguidores para a \ evangelização mundial (Mt 28). Pode-se e s t a b e lD c o r uma subdivisão mais detalhada de cada uma dessas soçôes Nos capítulos introdutórios, aprendemos sohre as origens de Jesus (Ml 1 « 2), por meio de um cabeçalho (1.1). a genealogia (1.2-171 e cinco citações do Antigo íesla* menlo que se cumpriram (1.1» a 2.23). Maleus enlão pula para o início do minislerio adulto de Cristo, começa com a pregação do seu precursor, João Batista (3 1-12), movese pina o batismo do próprio Jesrus (.5.11-17), continua com a tentação |4.1-111 e cul­ mina Gum seu estnbelecimenlo um Cuíaraaum (4.12-1 fi) Maleus 1.17-25 inaugura o grande ministério de Jesus na Galiléia. O Sermão do Monte começa com as bem-aventuranças e os conselhos relacionados (5,1-16); manlém como base a justiça maior exigida dos seguidores de Jesus (5.17-48); ilustra essa tese sob lrês tópicos adicionais: verdade versus hipocrisia (6.1-18), riqueza r ansieda­ de (6- lL'-34) e como tratar as outras pessoas (7.1-12). A conclusão desafia a audiência de Jesus a aceité-lo. ao invés do rejoitá-lo (7 .13-27J Maleus 8 e 9 Uuslro a autoridade de Crislo sobre as enfermidades tísicas em três ciclos de tríades de milagres (8.1-17: 8.23 a 9.8: 9.18-231 entre as quais são interpostas as implicações resultantes do discipuJado (8.18-22; 9.9-17). O sermão de Jesus sobre a missão dos discípulos (Mt 10.5-42 J é introduzido colu uma declaração sobro a necessidade de mais trabalhadores o a lista dos doze apósto­ los (9 36.37; 10.4). O serrnno um si rlivide-so em duas partes principais: a Iareia imt*diata (10.5-16) e as perspectivas futuras que olham adianle. para a missáo dos díscíptdos depois da morte de lesus (10.17-42). Os caps. 11 e 12 lambem se subdividem em duas parles; oposição implícita (11) e exphcila (12) Maleus 13.1-52 explica a polarização progressiva da resposta à mensagem de Jesus por meio de suas parábolas.

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MATITIAS Os quo demonstram receptividade á sua pessou e a soa mensagem recebem maior iluminarão; os outrossão simplesmente deixados de lado. Mateus 13.53 a 10.20 ilus­ tra essa põlarização quando Cristo (domo JoãoJ não é compreendido em Israel, o que prõvoea um oouflilo cresceute com os lideres judeus 113.53 a 1S.Z4). ao mesmo tem­ po em que é cadu vez mais aceito pelos gentios duranle sua joruuda principal pelo território deles, sendo identificado correiamente por Pedro como o Crislo. o Filho do Deus vivo, 0 qual Calava em nome de seus segmdores mais próximos (15.25 a 16.20). Mateus 16.21 a 17.27 inicia a terceira o última snção deste evangelho interpondo as predições sobre o sofrimento de |esus no meio do ensino que corrige o eulendimento errado sobre a natureza da missão do Messias. Maleus 18 frequentemente é chamada de Discurso da Comunidade, pois concedo aos doze apóstolos instruções sobre como deveriam viver como uma igreja e enfatiza principalmente lemas como a humildado (vv. 1-14I e o perdão fw 15-35). Alguém intitula Mateus l'J.1 a 22.46 corno “verdadeiro disoipulado versns co ode nação mais severa para os líderes judeus". Esta scçâo inclui instruções adicionais aos discípulos e respostas as perguntas fritas pela multidão, quando Jesus viajava para a íudéia {19.1 a 20.34), liem como o juízo sobre o Templo em Jerusalém e sobre os lideres de Israel em parábolas expressas por meio dn ações ( 2 1 . 1-22) e em ensinos controvertidos (21.23 a 22.401. Mateus 2:1 a 25 apresenta o último bloco de discursos de Jesus, com suas advertências contra a hipo­ crisia de vários escribas e fariseus (23) e suas predições sobre a destruição do Templo, seu próprio rei orno e o juigumnoto de todas as nações (24 e 25). A narrativa da paixão é descrita em Maleus com cenas sucessivas da LUtirou Ceia. a traição, a prisão o o juigumento conduzidos pelos judeus (Ml 26), a audiência diante do governador romano. PUalos. a subsequente crucificação (Ml 27) e a gloriosa se­ quência de .sua morle ignominiosa — sua ressurreição e u comissão final aos diseqmlos ( Ml 28J. c,a.

MATIA5. 12* apóstolo, colocado no lu­ gar de judas Iscariotes |At 1.23,26). Em­ bora muitas pessoas argumentem que na verdade Paulo e o autêntico substituto, não existe nenhuma indicação disto no livro de Atos, desde que a única vez em que ole é chamado de apóstolo é junto com Bamabê (At 14.4.14), oode o lermo tem um significado menos técnico, ou seja. uma pessoa ‘‘oficialmente comis­ sionada". De fato, n escolha de Matias, conform e registra Lucas em Atos, foi mediante oração e exposição das Escri­ turas u quando os discípulos obediente­ mente aguardavam a descida do Espírito Santo, em Jerusalém, conforme Jesus or­ denara. Como a maioria rios doze dis­ cípulos, sabemos muito pouco sobre ele, além do suu eleição. Veja lambém Justo. n.D.

MATITIAS (Heb. "presenie do Senhor ). 1. Após o estabelecimento da Arca riu Aliança em Jerusalém, o culto a Deus loi adequadamente organizado polo roi Davi. M atitias era membro da fam ília dos meraritas. da lribo de Levi. os quais eram porteiros Quando a Arca foi conduziria a Jerusalém, eles aluaram como músicos, tocando harpas e liras adiante dela. Malilias era Ilibo de Jedutum e posteri­ ormente tornou-so líder do 14® grupo de músicos levitas que ministravam no Ifeniplo (1 Cr 15.18.21; 16.5; 25. .1,24). 2. Levita do clã dos coatitas o primei­ ro filho de Sal um, Sua função no Tem­ plo. depois do rotorno do exilio ua Babilónia, ora fazer pão para as ofertas [ I Cr 9.31). 3. Um dos líderes mencionados em Esdras como culpados pelu efotuação de

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MATREDE casamentos mistos cora mulheres estran­ alguns israeUtas foram estabelecidos em geiras (Ed 10.43). cidades dos medos (2 Rs 17.0; 18.13), O 4. Levita, eslava entre os homens que profeta Isai os previu o dia em que o Se­ ficaram ao lado de Estiras, sobre o púlpi­ nhor usaria Os medos e outros povos para to, quando o livro da Lei íoi lido publica* derrubar o Império Babilónico (Is 13.17): mento porante a imdtidão. Depois da leilerem ias predisse a mesma coisa (Jr 51 lura, 6 povo confessou os pecados, arlo1 1.20J. Essas nações seriam usadas como rou ao Senlior e fez um novo poeto do porto dos planos de Deus para destruir os dedicação a Deus |Ne 8.4). p.d.í ;. que levaram seu povo ao cativeiro. As pro­ fecias se cumpriram quando o poder com­ M A T R E D E . Filiia de Me-Zaabe. era a binado dos medos e dos persas subjugou mãe de Moetabel, esposa do rei Hadar, n Império Babilónico. de- Edom (Gn 36.39. 1 Cr 1 50] Dfista maneira, os medos sáo lambem conhecidos na Bíblia polo frase “medos e M A T U S A L É M lHeb. possivelmente ’'o persas", qun aparece quatro vozes no li­ homem da lança"). Filho de Enoque, fi­ vro de Daniel [Dn 5.28: 6.8.12.15). Esta cou (arnoso por ser n homem registrado interessante expressão revela a influènrui Bíblia que mais viveu sobre a face da cíb das leis dos medos mesmo nos dias Terra: 969'anos. Tbrnou-sepai do Lameque do Império Persa. Aparentemente tais quando tinha 187 aúos e depois avô de leis. uma vez promulgadas, não podiam Noe (Gn 5.21-27; l Cr 1.3|. Mencionado seT revogadas lT)n 0.12). na genealogia que vai de Jesus a Adão, em Há uma referência em Aios 2.9 aos Lucas 3.37. "medos” entre os milhares de pessoas que ouviram o evangelho em sua própria lín­ MEBUNAI. Um dos "trinta” guerreiros gua. no dia de Pentecostes. imiíG. valentes de Davi: era h usa ti la (2 Sm 23.27). Veja lambém S ibecai►que provavelmente M E E TA B E L (Heb. “Deus faz o bem") era a mesma pessoa: talvez a similaridade 1. Esposa do rei Hadar, de Edom. e dos dois nomes era hebraico lenha causa­ filha de Malrede (Gn 36.39; 1 Cr 1.50), do confusão pura os esc ribas. 2. Avô de Samaias e pai de Delaías (No 6.10). Somaías era uni faJso profela M E D A D E . Mencionado era Números que viveu no tempo de Noemias e foi usa­ 11.26-29. Veja Eldade. do por Sambalatc- muna tentativa de as­ sustar o homem de Deus e os Judeus que M E D Ã . Terceiro filho de Abraão e sua tralraihavam com ele na reconstrução dos esposa Quolnra (Gn 25.2). Aparece nn lis­ muros de JorusaJéra. ta dos descendentes deste patriarca e faz uma ligação, na narrativa de Génesis 24 M E F I B O S E T E . Há um grande debate no e 25, entre a morte de Sara e a de Abraão que diz respeito tanto ao significado como (1 Cr 1.32). a derivação desse nome. A opinião majo­ ritária ê que o elemento ubosete“ (que sig­ M E D O S . .Antigo povo quo viiia uo mo­ nifica "vergonha ’] é uma distorção inieuderno A/.erbaijão e d o nordeste do Irá. No donal do originai '‘baol” (quo significa "se­ século Vil a.C. íoram absorvidos pela ex­ nhor": note quo o filho do rónatas, que dq pansão do Império Persa. A referência bí­ m aioria dos textos aparece com o blica a esta nação ocorre duranie o lempo Mefibosete, é chamado de Meribe-Baal em em que os impérios assírio e babilónico 1 Cr 0.34; 9.40). POr esse raciocínio, o nome sucessivamente invadiram Israel. Na dis­ Mefibosete provavelmente significa algo como nda boca da vergonha”. Outros nopersão do mino do NortO pelos assírios,

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MELQ1JI mes que exibem a substituição de Baal par "vergonha" induem Is-Bosete (2 Sm 2.8; cf. Bsbn/tJ em l Cr 8.33) e (urubesele (2 Sm 11.21; cf. Jerubual om ]z 6.321. Ê inte­ ressante notar que a Septuagiiita traduz “profotus da vergonha” onde se 10 “profe­ tas rle Baal” [1 Rs 38.19,251. Urna opinião minoritária sustenta que “Ijo&eto” origindmeute dava a idéia de algo como "potên­ cia (sexual)" e oss-im fui substituído por fiiial, o deus cananeu da fertilidade, e somenle mais tarde significou “vergonha”. Na Bíblia há dois indivíduos cotu este nome; 1. O mais conhncidi >dos iiois é o filho de Jônatas o neto do rei Saul Na época da morto do avô e dn pai Mefibosete linha dnco anus de idade, Sua ama ouviu a trá­ gica noticia e. ao tentar tugir, o derrubou, o que lhe (_ausou um grave problema ruis pés que o levou a mençai ate quando udullo [2 Sm 4.4). Posteriormente. Davi tralouo com bondade, uo cumprir o juramento quo fizera a fônulas: levou-o para a corte, onde foi tratado como “um dos filhos do rei" (2 Sm 9.1-11). Na época da rebelião de A hsaláo. o adm inistrador de Mefibosete, chamado Ziba, acusou-o de ImiçãQ contra o rei Davi 12 Sm 10, 1-4). Tempos depois, Meíihosete foi pelo menos parcialmente vindicado (2 Sm 19.24-30). embora a decisão do rei de “di­ vidir os cam pos” eu Lro osae lilho de Jônatas e Ziba (2 Sm 19 29) sugira uma certa incerteza poi purte de Davi sobre em qual dos dois confiava. 2. Filho de Saul com sua concubina Rispa 12 Sm 21.8), foi entregue por Davi aos gibeonitas, que exigiram uma reslituição. pois o rei anteriur. ao quebrar o juramento feito pelos israelitas no tempo do Joeué. tentou massacrá-los. Houve um período de três anos de fome em Israel d Deus falou que a causa era a traição que

Saul cometirra contra os gibeonilas, o que levou Dnvi a agir, Mefibosete, junto com outros seis descendentes de Saul, todos do se\o masculino, foram executados pelos gibeonitas o expostos diante do Senhor em Cibeá dt- Saul. Deus somente respondeu as orações e agiu em favor da tuna depois que Davi mandou recolher os corpos das sete vitimas, bom romo os ossos de Saul b de Jônatas. e deu-llies um sepultamonto udequadn |2 Sm 21.I-J4I Veja também Rispa. P.L. MEÍDA. lider de uma tamilia de servi­ çais dD Tem plo, çu jos descendentes relornaram do exilio na Babilónia nos dias de Esdras e voltaram a Irabalhar no San­ tuário t?m Jerusalém (Ed 2.52; Ne 7.54).

MEIR. Filho de Quelube e pai de Estom 11 Cr 4.11). Pertencia à tribo de Juda MEL ATIAS (Hnb, ”o Senhor livra"). Um dos homens de Gibeom que ajudaram na reconstrução dos muros de Jerusalém* sob a liderança de Neemias (Ne 3.7), M EL EÃ . Um dos ancestrais de Jesus, listado ua genealogia rle Lucas, que vai de Cristo a Adão. Era pai de Eliaquim e lilho de Mená (Li 3.31). M ELEQ UE (Heb. “rei”). Segundo filho dp Mica. da tribo dn Benjamim; portanto, urn dos descendèntes do rei Saul |1 í ,r 8.35; 9 41). MELQUI. 1. Ancestral de Jesus. listado ua genealogia de Lucas, que vai de Crislo ate Adáo. Era poi de Neri e filho de Adi (Lc 3.28). 2. Outro ancestral de Jesus, hslado ua mesma genealogia. Era pai de L*nn e fi­ lho de Janai (Lc 3.24).

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MELQlllS EDEQ1.JE

M E LQ U IS E D E Q U E Em hebraico, seu nome significa "rei rir: justiça" ou “meu rei e insto"; no lextn grego do Novo Testamento, foi apenas transi iterado. Es lo vocábulo aparece numa seção histórica (Gn 1 4 ), mim texto poético |S1 1 LO) e na parle doutrinária de uma epístola do Novo Testamento (H b 5 a 7 ), A primeira menção deste termo esla d a ta d a em a p ro ximadamente dois m ilénios anta^ dn Crislo. a segunda em aproximadamente nm mi­ lénio e a terceira na segunda motode do século í depois do nasc imento de Cristo (Gn M 1 « ; Sl 1 0 4 .4 ; H b 5 .6 . LO; G .20: 7 .1 . II). I 1 ,1 5 .1 7 ) .

Abraão e Melquisedeque (Gn 14.17-20)

Quedorl.iomer. roi do Elão (moderno Irá), e roais irés aliados declararam guerra con ­ tra cinco reis que governavam os territórios próximos do mar Morto. A confederação estrangeira venceu a guerra. Seus soldados saquearam as cidades de Sodoma eGomorra e levaram os moradores como prisioneiros. Entre os cativos encoulrava-se tambem Ló. sobrinho de Abraão, e sua família (Gu 14 .1 -1 2 1 .0 patriarca, com 318 homens bem treinados» perseguiu, atacou e derrotou as forças invasoras, resgatou Ló e «eus paren­ tes e apossou-se de todos os bens que foram levados fvv. 1-3-16). Quando Abraão retomou da batalha, foi saudado polo rei de Sodoma (v. 17). o qual Lhe oíereceu os espólios recuperados. O patriarca recusou-se a Umiai qualquer objeto que fosse do espolio, para que o rei não dissesse depois que o enriquecera. Abraão fez um jura­ mento om nome do Deus .Altíssimo. Criador do céu e da terra (w . 22-241 o. assim, se Sepafòu du adoração politeísta praticada pelos reis que viviam na área du mar Morto. De Melquisedeque, entretanto, recebeu pão e viniio e uma bênção no nome do Senlior, Criador do céu e da terra. Este homem «jora rei de Salem (Jerusalém, veja Sl 76.2) e sacerdote do Deus Altíssimo; Abraão deu-lhe o dízimo de tudo (Gn 14.18-20). Melquisedeque conhecia a Deus por meio de unta tradição que se espalhou apos o Dilúvio ou devido a uma revelação sobrenatural. Percebeu que Abraão servia ao mes­ mo Senhor fv. 221. O patriarca, por sua vez. reconheceu Melquisedecyue corno sacerdole de Deus. íiit^no de receber seu dízimo (v. 20.1 Embora a referência ao rei de Salém em Génesis seja breve aparece num contexto que o retrata como uma figura histórica. I ím documento encontrado em Qnnrá considerava Melquisedeque. um ser angelica que ministrava o juízo de Deus. Nos primeiros sâfculos da Igreja cristã, era comum ser desc rito romo um anjo encarnado, no lempo de Orígenes. Jerônimo p Agostinho. Outros o têm relacionado com Sem. filho rle Noé. e até mesmo com o Messias. Tbdiis essas teorias, porém, são especulativas. O escritor da epistola aos Hebreus, entretan­ to. contrastou o sacerdócio permanente de Melquisedeque com o serviço sacerdotal da ordem dos levilas. o qual era constantemente interrnmpido pela morte dos ofici­ antes. Descreveu Melquisedeque como contemporâneo de .Abraão, e sabem os que ambos estão fundamentados ua Historia.

O escrito de Davi sobre Melquisedeque (Sl 110.4) Aproximadamente Um milénio depois de Abraão, Davi compôs uni Salmo no qual retratou seu "Senhor” como rei e sacerdote. No primoiru verso do Salmo o S ewiiok convidou o Senhor de Davi a senlar-.se à sua destra em esplendor real. No quurto verso, o S enhor léz um juramento e disse ao Senhor de Davi: "Tu és sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque-". 0 juramento ê irrevogável, porque o SENHOR

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MELQUISEDEQUE jamais muda de idéia. A pessoa mencionada neste salino tomu-se rei e sacerdole. No Templo, ele nuncB cumpriria as funções sacerdotais reservadas apenas aos descen­ dentes de Levi. ALnda assim, de acordo com o modelo de Mulquisedoquo. desempe­ nharia lanto as funções reais como as sacerdotais. Davi falou profeticamente sobro um sacerdócio que era mais elevado do que o de Arão e seus sucessores. Jesus esclareceu as palavras du Salm o 110 l ao identificar o Senhor de Davi como o Messias (Ml 22.41 -40), o qual funcionava como rei Ao a p lic a i esse salino a si mes­ mo. ensinou que o relerência “meu Senhor" faiava sobre alguém superior a Davi. De qualquer maneira. Cristo não tm qualquer alusão ao sacerdócio de M e lq u is e d e q u e , mencionado na segunda porte do Salm o n u .

Hebreus e Melquisedeque (Hb 5.6,10; 6.20; 7.1,10,11,15,17) O escritor da epistola aos Hebreus é o único autor do cânon dn Novo Testamento que estabelece n doutrina do sacerdócio de Crislo. Paulo lez uma râfhrênda indimtu a esse assunto (Rm 8.341. Escreveu que Jesus está sentado à direita de Deus (como rei), o intercede por seu povo (como sacerdote). O escritor aos Hebreus, por outro lado. devo­ tou quase toda a epístola pura [alar sobro o sacerdócio do Filho de Deus. Cristo purifica seu povo dos pecados (Hb 1.31. £ o Sum o Sacerdote misericordioso e fiel, que faz expi­ ação pelos pecados do povo (2.17) Foi designado por Deus como inten-essor segundo a ordem de Melquisedeque (5.10 0.20) e tomou-se sacerdote por meio do juramonlo do Senhor (7.21), Jesus entrou no Santíssimo Lugar de uma vez por ludas. (9.12,24.26) o sentou-se à direita de Deus, após oferecer um sacrifício definitivo pelus pecados 110.12). O escritor aos Hebreus exp õ e a superioridade do .sacerdócio da ordem rle Melquisedeque sobre o sacerdócio levílico especialmente no capítido 7, Melquisedeque ora o governante de Salem e sacerdote do Deus Altíssimo (v. l), o que significa ser rei da JusLiça (zedeque) ©da paz (Salem). Além de governar como monarca, Melquisedeque era um sacerdote som genealogia. A s palavras “sem pai, sem mãe" (v. 3| significam que não tinha linhagem com a qual identificar-se. Não existem referências ao seu parentesco, nascimento Ou morto. Rnquanto os descendentes de Levi precisavam m ostrar sua linhagem para servir no TUbernáculo e. posteriormente, uo Templo, por um período relativamente curto de suas vidas. M elquisedeque. mesmo sem linha­ gem, leni um sacerdócio que permanece para sempre Iv. 31. O escritor aos Hebreus declara que uão é o Filho de Deus que se assem elha a M elquisedeque, mas sim Melquisedeque que ê semelhante ao Filho de Deus, o qual e eterno |v. 31. Assim, esse sacerdote real serviu corno uma figura de Cristo e prefigurou a fustiça e a paz, que sao as características do Messias. Da passagem de Génesis, o escritor aos Hebreus demousbou que M elquisedeque, o sacerdote do Deus. ora superior a Abraão, 0 pai dos crentes. O patriarca deu o dizimo ao rei de Salem e recebeu dele uma b ê n ç ã o espiritual. O senso comum ensina que a pessoa que recebe o dizimo e abençoa o que o dá e o maior dos dois. Assim. Melquisedeque é superior a Abraão, pois recebeu o dizimo alé mesmo de Levi. repre­ sentado figuradamente pelo patriarca iH b 7.4-10). Isso deixa d aro que o sacerdócio da ordom de Melquisedeque é superior ao sacerdócio levílico. Ao estabelecer as nor­ mas. Deus limitou o serviço sacerdotal aos levitas e excluiu Iodas as demais tribos de Israel. Essa lei em nada aperfeiçoava o foi portanto, anulada, O Senhor, entretanto. Confirmou o sacerdócio rle Melquisedeque por meio do um jurameulo que garantiu sua eternidade. Portanto, por causa desse juramento, Jesus é sacerdole para sempre, na ordem de Melquisedeque (w . 11-22). s . i. k .

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M EM U C Á

do Davi eslava uo auge du popularidade depois que derrotou o gigante Golias e co n q u isto u v árias v itó ria s co n tra os filisteus Saul ofereceu-a a ele como ospDsa (1 Sm 17.25; 16.17J. Davi, porem questionou quo não ora digno de casar-se com alguém ria famiiia real 11 Sm 10 18, 23], Sem ritlvida em parle devido a essa atitude, mas principalmente por causa da inveja que Saul tinha da projeção de Davi diante do povo, Merabe Toi do da a outro homem, a Adriel. o merol/ilita fv. 10). Muitos imos depois, quando Davi já era rei. os gibeonilas exigiram vingança contra a casa de Saul. o qual matara muitos deles, <luebrando o juramento feilo pelos israelitas no lempo dn jowué. Entre os homens des­ c e n d e n te s de Saul que Davi entregou aos gibeonitas estavam cinco filhos de Meral>e eseu mando Adriel 12 Sm 21.8). p.d.<..

M E M U C À . Aparentemente o lider de um grupo de "sele prfndpes dos persas", os mais i hegados ao rei Assuero (Et 1.14-21). Depois que a rainha Vasti recusou-se a obedecer à ordem do rei para comparecer diante dele, esses homens sábios e conhe­ ce d o re s das le is lo ram cô n su l lados. Memucã disse que, para que Iodas as muIheres continuassem a obedecer e respellar seus maridos, o rei deveria banir a rai­ nha de sua presença. O conselho loi aco­ lhido e, sob a providência de Deus, levou è introdução de Èster na corte real, quan­ do os oficiais procuraram uma moça for­ mosa para substituir Vasti. tvn.c. M EN Á. A ncestral riu lesus, listado na genealogia de Lucas, que vai de Crislo a Adão. Em fillio de Malatá e pai de Meleá (Lc 3 .3 1 1. MENAÊM [HhIx“conforto")-FilhodeCadi, tornon-sa monarca de. Israel |o reino do Nor­ te). depois de assassinar o rei Sal um e usur­ par seu lugar; remou na mesma época de Azarias, rei de ludá |2 Rs 15.14). Governou em Samaria por dez unos (v. 17). Sua gtuoIdade r ilescrita om detalhes nn v. 16. Foi um rei perverso durante todo o lempo rle seu reinado, Levou ioda a na­ ção à apostasia e jamais voltou-se poro Deus. Conforme a profecia, o Senhor per­ mitiu que a Assíria invadisse Israel, como julgamento por causa dn pecado. Manaém evitou o desastre lotai, ao pagar grandes somas de dinheiro ao rei Tiglate-Pileser (cham ado de Pui, no v. 10). Deu aos assírios I.O00 talentos de prata (quase 40 toneladas); levantou essa quantia ao im­ por pesados impostos sobre seu próprio povo. Quando morreu, foi sucedido pelo filho Peca i a s (v. 22). P.d . g .

M E O N O T A I. Um dos filhos de Otniel e neto de Quenaz, da tribo de Judá Foi pai de Ofra (1 Cr 4.13,14).

M E R A B E . Filha mais velha do rei Saul e sua esposa Ainoã f 1 Sm 14.49). Quan­

M E R A Í A S . Nos dias do sumo sacerdote loiaquim, Me roías ora o lider da família de Se raias e ajudou no séíivii.O do Tem­ plo depois do retomo do exilio na liabilQflía fNe 12.121

M E R A I O T E . 1 . Filho de Zeraíus e pui de Amarias, mencionado du Lista dos des­ cendentes de Levi em 1 Crónicas 6.6.7,52. Foi ancestral de Esdras (Ed 7.3). 2. Filho de Ailube-e pai de Zadoque. Aitube era um dos oficiais do Templo. Meraiole loi ancestral de Azarias, o qunl estava entre os sucordotes quo se resta­ beleceram em lerusalem na época de Neemius (1 Cr 9.11; Ne 11,3 1 1. M E R A R I. Um dos filhos de Levi. tomouse bder do clã dos meraritas. Seus lilhos íoram Maaii o Musi |Gu 4 6 .11; Êx 6.16.19: Mm X 17,20.33.35; I Cr 6.1.19.29: 23.21; 24,26). O clã dos merarilas foi indicado por Moisés para ler a seu cuidado “as tá­ buas do laberriat ulo, os seus varais, as suas colunas, as suas bases, todos os seus utensílios com todo o seu serviço'' iNm 3.36; 4.29-33; 10.171. Naquela épo<:a, o número de merarilas que trabalhavam no

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MERO DAQUE-BALADÁ serviço da lenda «la Congregação ora de 3.200 homens ÍNm 4 43-451. Todos «fervi­ am sob as ordens de Arão, mas o Líder direto deles ora Zmiel. As doze cidades en­ tregues aos moraritnfi fiçavam nos terrilorios rias tribos de Rúhen, Gade o Zebulnm (Js 21.7.34-40; 1 Cr 6.63.77). As funções dos meraritas foram definidas novamente no tempo do rei Davi ( I Cr 6.44-46), e os descendentes de Merari são mencionados om numerosas ocasiões em relação ao trabalho que faziam rio Tabernáculo ou no Templo (i Cr 9.1 4; 15,6; 17; 20.10.19; 2 Cr 29.12: 34.12: Ed 8.19).

M E R E S , Homem sábio e versado em leis, consultado pelo rei Assuero [Et 1.14) Para mais do talhes, veja MtmttCã.

M E R I B E - B A A L (Heb. "Bani contende"), Mefibosete, neto do rei Saul. originalmeule chamava-se M eribeBaal. Era lilho de Jônatas e pai de M ica 11 Cr 8.34: 9.40). È provável que “bosete" ("vergonha") lenha sido colorado uo lugar de “Baal" pelns escribas, para não pronunciarem o norue da divindade canauita. Veju Múfihosetn.

M E R O D A Q U E ( M A R D U Q U E ) . Um dos deuses da Babilónia, mencionado Das Escrituras apenas om Jeremias 50.2. Nes­ se texto, o proíela proclama aos judeus que riram parentes e amigos ser levados como prisioneiros pelos caldeus que um dio Deus destruiria a Babilónia e suas d iv in d ad es. O povo de Isra el en tão retornaria a fudá e adoraria o Senhor, Criador do céu e du lerra (v. 4) A passa­ gem reforça o monoteísmo e afirma que o Deus du aLiança de Israel era mais po­ deroso do que todos os das outras nações. O texto declara, também os propósitos do Senhor para com sou povo, que voltaria arrependido a Canaã e novamente adora­ ria a Deus (w. 4-7). O Código de Hamurafn informa que Merodaque fni considerado o Deus cria­ dor. o principal do panteão babilónico.

P.D.G.

M E R E D E (Htib. “rebelião"). Segundo fiIlio de Ezra. du tribo de Judá (1 Cr 4.17). Casou-se com a filha de um dos laiuós, chamada Bitia, e leve muitos filhoS, en­ tre p I r s Miriã, Samai e Isha (1 Cr 4.1 ?. 16). Tbve também uma esposa israelita. M E R E M O T E . 1 . Filho du sacerdote U rias, retornou do exílio na Babilónia com Esdras. Foi o responsável pela con­ dução dos artigos sagrados de praia e de o u ro . que perten ciam ao Tem plo, da Babilónia para Jerusalém, Também aju­ dou na reconstrução dos muros de lerusalem (Ed 8,33; Ne 3.4.2 IJ. 2 . Urn dos sacerdotes que selaram o pacto feito pelo povo, sol) a liderança de Neemias. de serv ir somente ao Senhor e obedecer às suas Leis (Ne 10.5). Prova­ velmente é a mesma pessoa relacionada no item 1. 3. Descendente de Bani, viveu no tem­ po de Neemias (Ed 10.36). Após Secanias confessar qun muitos homens de Judá Linham-se casado com mulheres de oulras tribos v de diversas nações, Esdras levou o povo ao arrependimento e ao pacto para servir « o Senhor (Ed 10-2). Meremole íoi listado entre os que se casaram com mu­ lheres estrangeiras. 4. Sacerdote, listado entre os judeus que retornaram do exilio na Babilónia com Zorobabel [Ne 12.3). p . tj.c..

r .D .o .

M ERO D A Q U E-BA LA D Á (Ileb Merodaque leu> dado um fiib o '’). Filho de Buladã rei da Bubilónia, o qual reinou na mesma época de Ezequias (703 a.C.). Astutamente, leve ai :esso ao Templo e aos depósitos do palácio em Jerusalém, ao enviar cartas e presenies b g rei de Judá. que estava doente (2 Rs 20.12, ls 39.1). Isaias repreendeu severamente a Ezequias por conceder aos estrangeiros acesso aos lesouros do Senhor e predisse que um dia os caldeus levariam todos aqueles nbjetos paia Babilónia (Is 39.3-7). O Senhor esperava que os reis e seu povo confias-

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MESA (OU MESfiAJ sem exdusivam ente nele poro prol «Oão o cuidado. Ezequias, ao receher o» estran­ geiros rj tentar obter o lavor deles, propíi:iou uma brecha uos propósitos de Deus para Israel. T\n.u

M E S A (OU M E S S A ) . (Heb. "salvação”]. 1. Mesa. rei do Moatm. é mencionado oru 2 Reis 3.4. Em 2 Samuel fi.2 lemos que. HO reinado de Davi, os moabitas fo­ ram conquistados e pagaram tributos a Israel. Depois da divisão dos remos de Israel « de Juda, eles tentaram rebelaT-se: mas. no reinado dn Acabe, rei de Israel. Musa sujeitou-se novam ente. Q uaado Jorâo |filho de Aiahe) subiu ao trono, os moabitas Imaginaram q u e « 8 possível re­ belar-se e ser bem-sucedidos Em 2 Reis 3.4 vemos o grandB tributo que eram obri­ gados a pagar a IsraeL Incluía cern mil cordeiros e eem mil carneiros com a lá. lorão pediu ajuda ao reis de Edom e de luda, para sulorar a rebelião (v. 7). Os três reis. junto com suas tropas, fizeram um ram inho mais longo. Deram a volta pelo deserto, para náo serem de­ te cta d o s e. a ssim , s u rp re e n d e r os moabitas; entretanto, ficaram: sem água. Jeosaíá sugeriu que encontrassem um profeta. Procuraram Eliseu, o qual lhes disso que a única razão para ajudá-.los era u presença do rei de luda [Jeosafá| lorão era um rei perverso. <iue náo seguia os caminhos do Senhor, v. 3, Por meio de uma intervenção divina. Deus dou-lhes água no deserto e uína grande Vitória so­ bre os moabitas. Missa ficou tão pertur­ bado que sacrificou 0 próprio lilho muna tentativa de conquistar o lavor dos deu­ ses que adorava |v. 27). Existem algumas evidências externas dessa guerra, como o registro na famosa “Pedra Moabila". Nesta inscrição, alguns dos lugares que Mesa capturou eslão listados, embora não haja registro dessa vitória de Joráo. 2. Primeiro filho de Calebe e pai da Zile (1 Cr 2,42; chamado de “Mossa"!. 3. Nascido nu terra de Moabe. lilho

de fie do rei

Saaraim e sua esposa Hodes, da lribo Benjamim |1 Cr 8,9; lambém cham a­ de Messa). Listado ua genealogia do Saul. i>.n.r;.

M E S AQ U E . O nome significa algo como “quem é como AJcuV" lAku, deus da Lua), Foi 0 nome dado ao amigo dn D aniel. M isael, pelo chefe dos eunucos do rei Nabucodonosor. Este vocábulo é encon­ trado 1-1 vezes em Daniel J a 3. Mesaque. assim como Daniel, I lanam as e Azarias. fora levado cativo pelos caldeus. Ènquanlo eram preparados para aparor er na c.orte rea l recusaram-se a ptuliripar da refeição real n alimentaram-se apenas com legumes e. como liquido, somente com água iDn I.12), O Senlior honrou a deter­ minação deles em náo comer o considera­ do alimento impuro pelos judeus. No tinal, a aparência deles estava mais saudá­ vel do que a dos outros jovens. Deus deu a Mesaque e aos outros "o conhecimento e a inteligência em ioda cultura e sabedoria" [Dn 1,17). O rei não encontrou outros que possuíssem as mesmas qualidades dos qua­ tro jovens, os quais logo loram promovi­ dos a posições de autoridade e de influên­ cia. sob a liderança de Daniel. Mais tarde, quando Mesaque e seus dois amigos recusaram-se a inclinar-se diante da estatua de ouro que o rei Nabucodonosor erigira ua planície de Dura, foi lançado numa fornalha. junto com Hananias e Azarias. Os lrês tinham la! confiança uo Senhor, que disseram ao rei: “O nosso Deus, a quem nós servimos, pode Livrar-nos dela’ (Dn 3.17). Quando foram jogados no fogo. o Senhor interferiu e Nabucodonosor viu os três totalmente ilesos no meio da forna­ lha, Umu quarta Figura estava presente, a qual o rei disse que tinha o aspecto '‘seme­ lhante ao filho dos deuses" (v. 25). Parece que ocorreu um tipo de toolania. Imediata­ mente Nabucodonosor ordenou que os três jovens fossem retirados da lomalha. resti­ tuiu-lhes os cargos e adorou o Deus verda­ deira, o qual “enviou o seu anjo, e livrou os seus servos, que confiaram nele" (v. 28). O

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MESULÃO rei. impressionado com o porlor salvador do Deus dos hebreus, derrei un qun todos os seus súditos q reverenciassem. Mesaque e seus companheiros possu­ íam uma fé inabalável em Deus. poi ISSO livrtattm-se de tão grande perigo. Tal con­ fiança fui Itísltjmunhadu dianie dos pa­ gãos da forma mais convincente possível, Essa fé>«cilada em Hebreus i 1.34. lornase um exemplo para os cristãos de iodas as é p o ca s que Confiam no Deus de Mesaqite. ,\.o.i- o r.n.r;,

M E S E L E M I A S (Heb. "o Senhor retri­ bui") ttu de Zai arias. o qual íoi porteiro da Tenda da Congregação nos dias do rei Davi Portem ia no clã dos coalijfcas, cia tri­ bo de Levi (1 Cr 9.21. 2(5.1 JZ. 9). MESEQUE

| M e b ." a ll0 " ).

1 . Sexto filho de lafé. portanto. neto do Noé (Gn 10.2; 1 Cl 1.5). Acredita-se que foi o fundador de um pais na Ásia Menor, mencionado junto com Thbal e )avá (ouGrécia) em Ezequiel 27.13; 32.26 E ssa s n a g ô es eram co n sid e ra d a s o epttome das forças do enai reunidas con­ tra o povo de Deus em Israel (Ez 38.2,3; 39.1; SI 120.5-7). 2. Uni dos quatro lilhos semitas de Afã. listados em Génesis 10.23 (chama­ do de Mas) e 1 Crónicas 1.17. Ará era fi­ lho de Sem , portanto, nelo de Noé. Os m eihnrrs m anu scritas hebraicos de 1 C rõnitas 1 1 7 não separam os filhos de Sem dos rle Ara.

M E S E Z A B E L íHeb, ”Deus salva"]. í - Avó de Mesulão, o qual colaborou ua reconstrução dos muros de lerusalém depois do retom o da Babilónia [Ne 3.4) 2. Pai de Petaías, ageule intermediá­ rio do re i da Pérsia depois do retorno dos exilados para Jerusalém. Pertencia à tri­ bo de ludá (Ne 11.24), 3. Urn ilos ‘‘chefes do povo", assinou 0 p acto q u e os judeu.s fizeram com Neemias de obedecor ao Senhor b seguir suas Leis [Ne 10.21].

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M E S I L E M I T E . M euiJonado em 1 Cró­ nicas 9.32. Veja M esilemote. M E S I L E M O T E . 1. Pai de Berequias. um dos homens da tribo de Efruim que, durante o reinado de Peca. persuadiram os soldados israelitas a libertar os cati­ vos levados de judá, após vencerem uma batalha (2 Cr 28.12). 2. Ancestral de uma das famílias da tribo de Levi que se estabeleceram em jerusalém apos o exdio ua Babilónia. Era pai de Azai e filho de Imer [Ne 11.13). l£m 1 Crónicas 9.12, o nom e Mesdemite parece reforir-su à mesma pessoa.

M E S O B A B E . Mencionado em 1 Cróni­ cas 4.34 como lider de um dos clãs da tribo de SiiTieáo durante o reinado de Ezequias. Esses grupos encontraram pas­ tos pura seus rebanhos na região de Cedor (v. 39), M E S S I A S . Veia Cristo. M E S U L Ã O . 1. Avó de Safn. o secretá­ rio do rei josias (2 Rs 22.3), 2. Filho de Zorobabel. listado como membro da linhagem real de Judá depois do exdio ua Babilónia f l O 3.19). 3. Membro da Lribo de Gade que vi­ via em Basâ (1 Cr 5.13). 4. Filho dr Elpaol, listado entre os des­ cendentes de Saul. da tribo de Benjamim (1 Cr 8.12-17). 5. Pai de Saiu. benjamila, 0 qual esta­ va entre os primeiros membros de sua Lribo qi ie se restabelecerem "m Jerusalém depois do exílio na Babilónia (I Cr 9.7, Ne 11.7). 6 F ilh o de S e fa iia s , tam bém benjamila, o qual se estabeleceu em Je­ rusalém depois do exílio (1 Ci 9.8). 7. Filho rle Zadoque d pai de Hilquias, Listado em 1 Crónicas 9.11 como mem­ bro de uma lamiiia de sacerdotes da Lri­ bo de Levi (Ne 11.11|. 8 . Listado em 1 Crónicas como filho de Mesilemite; portanto, membio do urna

.


táESULÉMETE família sacerdotal da tribo dp L rví (1 (Jr 9,1 D* 13). 9. Levita o músico talentoso, ajudou na Supervisão dos trabalhadores n,i reforma do Templo no reinado de Josias 12 Cf 34.12.131 10. L id er e n tre os ju d eu s que retomaram uom Esdras do exilio para |en isolem. Ajudou a encontrar lovitus para a serviço no Templo (Ed fi. 16). 11- (untou-se a Jôualas e a Jasei as na oposição contra a determinação de Esdras de que os homens casados com mulheres eslrangeiras deviam iJlivonáflJ^Sp (Ed 10.15). 12. Descendente do Bani, viveu no teinpa i le Neemias (Ed 10.29). Depois que Set.íiniaà confessou que muilos homens da tribo de luda linham-se rasado cotn mulheres de oulras tribos e de diversas nações, Esdras levou o povo uo arrepen­ dimento r ao pacto do servir ao Sonhor (Ez 10.2). Mesulão foi um dos que I inhamse casado com mulheres estrangeiras. 13. Filho de Bereqiiías, foi um dos israelitas que ajudaram na reconstrução dos muros de Jerusalém depois do exílio ua Babilónia, nas reformas realizadas por Noemias (Ne 3.4,30). 14. Filho de BesodéiaS. trabalhou na reconstrução dos muros de Jerusalém, na seção perto da Porta Velha (Ne 3 6). 15. Ficou ao lado «le Estiras durante a leitura do livro da Lei (Ne 8.4), Provnvelmonte ó um dos citados nesta lista. 16. Uni dos sacerdotes que selaram o pacto feito peló povo, de servir a Deus, depois do retomo da Babilónia (Ne 10.7), 17. Outro chnfe do povo que também colocou seu selo sobre o pacto dos judeus de servir ao Senhor [Ne 10.20). 18. Nos d ias do sum o sacerd o te Joiaquíin. era o d ie íe da família sacerdo­ tal de Esdras (Ne 32.13). 19. Chefe da iam ilia sacerdotal de Gin et om, no tempo do sumo sacerdote Joiaquim (Ne 12.16). 20. Um dos porteiros que guardavam os depósitos do Tem plo, na época do sumo sacerdote Joiaquim (Ne 12.25).

21. Participou da celebração na dedi­ cação dos muros de Jerusalém, quando ■>s trabalhos de reforma foram conclu í­ dos (Ne 12.331. s.c. M E S U L E M E T E . Mencionada em 2 Reis 21 .1 9 , ern esposa do rei M anassés, de Judá, e moo de .Amom. o sucessor no tro­ no. Era filha deHaru/.. proveniente de um lugar chamado lolbá. M E T U S A E L . Um dos descendentes de Caim, filho de Moujael o pai do Lameque Mencionado em Génesis 4.18. mna passagtun qun mostra como os descendentes de Caim se espalharam pelo mtmdo de­ pois que o juizo de Deus caiu sobre elp. Alguns teólogos acreditam que seja ou­ tro uoino para o personagem Matusalém; mas isso é pouco provável, dadas as diferímças mis genealogias de ambos. M E U J A E L íHeb. ‘'ferido por Deus"). Neto de Enoque e bisneto de Caim. S hu pui ch a m a v a -se Iia d e . M e n cio n a d o em Génesis 4.18. uroo passagem que mostra como os descendentes de Caim se espa­ lharam por todo 0 mundo, depois do juizo de Detis sobre ele.

M E U M Ã . Um dos sote eunucos que sor­ viam ao roi Assuero (Xerxns) (Et 1.10). Veja VasU. M E U N I M . Lider de uma das famílias di? serviçais do Templo cujos descendentes retornaram do exílio Da Babilónia nos dias de Estiras e também trabalharam no Santuário (Ed 2.50: Ne 7.52).

M E - Z A A B E (Heb. “aguas de ouro”), ftii de Matrede. a qual loi mãe de Meetabel, que por sua vez foi a esposa do Hadar, mi do Edom (G d 36.39; 1 Cr 1.50)

M I A M I M . 1 . Sacerdote que serviu no Tabernáculo durante o reinado de Davi. Era responsável pelo H* turno de serviço (1 Cr 24.9).

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M1CAEL

2 . Dascominute rle Parós, íoi um dos judeus qrn*. .so casaram m m mulheres esLrattgeiras nos dias do Esdras (Ed 10.25). 3. Um dos sacerdotes que selaram o pacto feito pelo povo e por Neenúas de adorar .somente ao Senhor e obedecer à sua Lei (Ne 10 8). 4. Levita n uni dns lideres dos sacer­ d o tes qui: re to m a ra m do e x ílio na Babilón ia com Jesua o Zorobabel (Ne 12.5). Possivelmente é o mesmo rolai ionado no item 3,

consagrou o dinheiro ao Seidior ()z 17.31, mas separou 200 peças de praia com as quais fez uruu imagem i* deu-a ao filho, para que a colocasse om sua casa, junto com um aestola sacerdotal (vv. 4,5). Mica desejava lei seu próprio sacerdote para ministrai diante dos seus deuses domés­ ticos. Deparou com um levila de Belém, que vagava pelas montanhas (17.U). eontratou-o e levou-o para sua casa. Um gru­ po de danitas passou pela rosidôm iu de Mica e. por meio de ameaças e ofertas ten­ tadoras. levaram o levila com eles para sua nova colónia (18.25-27). Ironicamen­ te. o sacerdote de M ica não era outro se­ não o próprio neto do Moisés (algumas versões escrevem MariasséS), diam adu lóualas 118.30), 5. Fiibo de Sim ei D escendente de Rúben por moio de Joel, Se malas e Gogue. Era líder de um d ã ( l Cr 5.3-5). 6 . Membro do clã. dos coatitas, da tri­ bo de Levi; porlanlo. descendente do quarto filho de Coate, Lziel (1 Cr 23.20: 24.24,25). 7. Pai de Abdom. ÇirJadao de judá. cujo filho (Ahdom| ajudou o rei Josias a interpretar o significado do rolo eucontrado no Templo (2 Ci 34.20-22). Prova­ velmente (rata-se da mesma pessoa moncionada em 2 Reis 22.1 2 como Micaíus. K.M.

Ml B AR . Um dos “trinta" guerreiros va­ lentes de Davi. cujo pai é listado como Hagri í 1 Ci 11.38). Na pas&agem paralela em 2 Samuel 23.36. seu nome não é p e n ­ d o nade. M IB S Ã O . 1. Quarto filho de Ismael, deu seu nome u uma tribo árabe (Gn 25 13: I Cr 1.29). 2. Mencionado em I Crónicas 4.25, era filho de Sal um e pai de Misma Per­ tencia ã lribo «"le Simeão.

MI B Z A R . Descendente de Esaú, loi lí­ der de um d á dos edomitas (Gn 36.42; I C r 1.53). MI C A . 1. 2 Samuel 9.12 menciona um filho do Mefibosete [Meribe-Baal|, cujo nome era Mica. Também citado em 1 Cr 0,34. 2. Levita, pai de Matonias o descen­ dente de Asafe ( I Gr 9.15; Nu 11.17, 22). 3. Um dos levitas que se uniram a Neemias, depois do exdio na Babilónia, como testemunhas de uma aliança solene feita pelo povo, o qual prometeu adorar e obedecer ao Senhor (Ne 10.11). iuj.g, 4. Kfraimita foi a ligura principal na história de migração da tribo de Dã de seu território original para um local ao norte do mar da Galilóia (Jz 17.1a 10.311Ele abraçara abertamente a idolatria Koubou dinheiro da própria mãe, a qual, sem saber, amaldiçoou o ladrão. Por isso. Mica devolveu tudo e a mãe o abençoou; ela

M IC A EL . (Web. “quem e como Deus?”), 1_ Pai de Se tu r. um dos liomens envi­ ados por Moisés para espiar a terra de Canaã (Nm 13.13). 2. Lider do clã, loi chefe de um dos sete grupos da tribo de Gade que se esta­ beleceram na região de Gileade e Basã (1 Cr 5.13). 3. Ancestral do personagem registra­ do no item 2 acima, lilho de Jesisai 11 Cr 5.14J. 4. Filho dn Baeséias, da tribo de Levi; íoi ancestral de Asalo (1 Cr 6.40). 5. LTm dos filhos de fzraias. da tribo de ls,sacai, ua qual foi um dos chefes (1 Cr 7.3).

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MICAi AS

6 . Uni dos filhos de Berias: porlanlo. um dos lideres na Lribo rle Benjamim. Vi­ via em Aijalom eestá listado na genealogia do rei Snul fl Cr 8. t(>|. 7. Listado como um dos guerreiros de Davi em Zlcifflgue. pertencia à lribo de Manassés |1 Cr 12.201. 8 . Pai de Onri, um dos oficiais da tri­ bo de lssacar, durante o reinado dé Davi

sem dúvida cientes de que ern isso qui* o rei desejava ouvir, jeosafá, entretanto, porcebeu a diferença entre aq u ela profetas e os verdadeiros e peTguntou se não havia "algum proleta do Senhor” ÍI Rs 22.7). A resposta do rei Acabe demonstra o quanto Israel se afastara da adoração de Deus. Ao falar sobre Micaías. elo disse: “Aindu há um homem por quem podemos consultar au Senhor: porém eu o odeio, portpje nunca (1 Cr 27.10). 9. Um dos filhos du rei Jeosafá. de profetiza o bem a meu respeito, mas so­ mente o mal" |v. 8J. Micaías foi consulta­ ludá Era irmão de Jeorão. o quáf. ao su­ do Primeiro, disse a Acabe o que elo que­ ceder o pai no Irono |2 Cr 21.21, mandou ria ouvir; mus o mi, ao percebnr seu sarcas­ matar lodos os irmãos (v. 4). 10. Pai dp um osrto Zebadias, o qual mo, pediu-lhe que dissesse a verdade (w. 14-lfi). □ proleta erilâo falou: ‘Vi lodo o retornou do exilio flfl Babilónia com 8 0 Israel disperso pelos montes, como ovelhas m em bros dB sua fa m ília, ju n to com que não têm pastor, e disse o Senhor: Estes Esdrus fEd 8 .0 ). WJ,G. não têm senhor. Tome caria um e m paz para sua casa” 11 Rs 22.171 MIC AIAS (Heb. ‘‘quem écom oo Senhor?]. I Filho de Inlã. transmitiu a palavra Micaías prosseguiu e descrôV6U uma cena na qual. no céu. o Senhor pergun­ do Senhor pura os reinos de Israol e ludá tou quem faria Acabe tr a guerra. Final­ durante o reinado de A cabe a Jeosafá 11 mente, “saiu um espírito, e s p apresonRs 22 8-28: 2 Cr 18.7-271. Provavelmen­ tou" e disse que induziria aquele roi, pois te era a mesma pessoa m encionada em L colocaria uru "espirito mentiroso" na boca Crónicas 17.7, enviada pelo rei |eosafa, de seus profetas. junto com um grupo de levitas, para en­ Por essas palavras. Micaías foi lança­ sinai' o povo de Judá sobre o Senhor En­ quanto isso, no reino riu Israel. Actibe do na prisão. Apelou para a I p í dos profe­ tas. Se sua palavra não se cumprisse, o “fez mui lo mais para provocar ã ira o Senhor uão tnria raiado por intermédio Senhor Deus de Israel do que todos os dele fl Rs 22.28: veja Dt 18.22). A m en­ reis de Israel que loram antes d ele1’ (1 sagem do profeta, entretanto, se cumpriu Rs 15.33), Porlanlo. não deve ser surpre­ e o rei A cabe foi m orto em Ram olesa que uni verdadeiro proleta do Deus Giluade fl Rs 22.34-37). i undonasse o t ri tira sse seu governo. A al n a ç ã o dos profetas que diziam as Acabe sabia disso e preferia não consu l­ pessoas o que elas desejavam ouvir con­ tar M icaías. porque só recebia mensa­ tinuou tanto em Israel como em fudá e gens negativas (I Rs 22.8). representava um sintoma de como o povo A profecia narrada nu Bíblia demonsse atastara do Deus verdadeiro. O proble­ tra claramente u existência dn verdadeiros ma. entretanto, permaneceu atp mesuin e falsos profetas om Israel, os quais convi­ na l g T e j a do Novo Testam ento. Paulo viam lado a lado. mesmo nos dias de Aca­ alertou Timóteo sobro os mostres que di­ be. O rei decidira reconquistar parte de seu riam às possuas o que elas leriam "cocei­ território, tomado pela Siria. Apelou para ra nos ouvidos' para ouvir 12 Tm 4.3). O jeosafá, rei de |udà. fiara quo se unisse a perigo para o povo de Deus. através dos ple muna expedição contra os sírios Este séculos, é que freqiieulemente muitos não nontordou. mas queria primeiro consultar goslam de ouvir advertências ou desuJiao Sunhcir. Todos os profetas do Acabr* con­ os por parle do Senhor cordaram que seria uma boa campanha.

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M IC A L

2. Pai de Acbor, um Uns Aliciais da corte do rei losias (2 Rs 21.12). 3. Filho (Ir (Amarias, ouviu a profecia dp Jeremias quando B aru q u e iou a r« ilo fjr 3 fil 1J. A mensagem advertia sobre o imi­ nente julgamento tle Deus sobre Judá. por causa dos pecados que o povo cometia (Ir 35). Micaías ordenou que o rolo losse lido para os outros lideres de Judá (Jr 3 6 .13J. 4. Filho de Zacur e ancestral de um corto sacerdote chamado Zacarias, rei:«beu a tarefa de locar a trombeta na festa de dedicação dos muros de Jerusalém, nos dias de Neemias fNe 12.35). 5 . Cl)ele de uma lamiliu sacerdotal, no tempo de Neemias (Ne 12.41) Tam­ bém tocou a trombeta durante a festa de (Jedicaçâo dos muros da cidade, i'ii.c.

MIC AL. Aptesenladaem 1 Samuel 14.49 como a lilha mais uova do rei Saul. Mical — cujo nome provavelmente soja uma tur­ ma abreviada de M icael (que significa "quem é como D eusTj — tornou-se espo­ sa de Davi |l Sm 18.37). Nãopra, porem, a primeira a ser oferecida ao filho de Jpssé. I'ara cumprir a promessa de que duria suu lilh a ao h o m e m que matassB o gigante Golias í 1 Sm 17.25), Saul primeiro ofere­ ceu a Davi a mais velha. Merabe. sob a CoudiçáO de que conllnuas.se a lutar con­ tra os inimigos do rei Na verdade, tinha esperança de que os fihsteus o matassem, livrando-o assim de alguém que ele c o ­ meçava a voe como um rival perigoso 11 Sm 1:8.17: lalvez o ‘melhor do que lu" em 1 Sm J5.28). Quando Davi deolarou-se in­ digno de casar com a filha do rei, Saul uão perdeu tempo em dur Merabe para outro homem (1 Sm 18.18,19). Posloriomumle. 0 rui soube do amor de M ical por Davi e viu isso como uma segunda oportunidade para preparar uma armadilha ao seu su­ posto rival (1 Sm 18.20.21), Desta vez, o rei exigiu um dote exorbitante, estipulado om vidas humanas (1 Sm 17.25) P ro v a ­ velmente raciocinou que a hesilação de Davi em aceilar Merabe o tinha isenlacio de cumprir sua promessa. O sucesso de

Davi; ao pagar o dobro do preço aslabelecido. além da continua afeição que Mical tinha por ele, confirmaram as suspeitas de Saul do que “o Senhor era com Davi". Por Isso. aumentou seu medo e sua animosi­ dade para com ele 11 Sm 18.29). Como seu irmão Jõnalas. Mical leve chance de proteger Davi dos alentados de Saul contra a vida dele. Em 1 Samuel 1ÍJ, cia alertou seu esposo de quo o pai dela enviara alguns homens para matfc-Jo e o ajudou a escapar através de uma peque­ na (anela. Atrasou os perseguidores, ao colocar urna estai ua com um pedaço de pele de cabra na cabeça debaixo das co­ bertas. j fim de parecer que Davi estava dei tudo — doenle. segundo ela. Quando Saul descobriu a haude. Mical justificouse. an dizer que Davi a ameaçara, caso não o a judasse. Duranie a longa ausência de seu esposo, causada pela r.ontínua per­ seguição iie S«uul, Mi c.il foi dm la em ca­ samento a outro homem. Palti. fillio de Laís 1 1 Sm 25,441. Depois da morte dn rei Saul. Almei. seu antigo general, era o úni­ co homem reahueule com poder no rei­ no enfraquecido de Is-Bosete. fillio de Saul. Esle comandante aproximou-se rle Davi com a proposta de enlregar-lhe tis dez tribos do norte; como primeira roniliçáo pai a o acordo, o novo rei exigiu que Mical lhe fosso restituída (2 Sm 3.13,14), Para desgosto de Palti, Ls-Bosote concor­ dou com rf exigência de D avi. Náo se sabe ao certo se tal exigência foi motivada pelo aielo de Davi por Mical ou por razões políticas; de qualquer m a­ neira, a união de ambos trouxe pouca ale­ gria. Na época em quo a An o da A lia n ç a foi conduzida para Jerusalém. Mical pre­ senciou Davi "bailando e dançando <lianle do Senhor" 12 Sm fi. 1fi). Como demons­ tração de que pouco considerava a Arca. como seu pai fizera durante seu roinado (veja 1 Cr 13,3). Mical desprezou Davi em seu coração e aproveitou a primeira opor­ tunidade que surgiu para dizer-lhe o que pensava. Quando o rei voltou para rasa, ela o saudou ( om sar< asmo; “Q u ã o hou-

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MJCLOTE rodo foi o rei de Uraci, descabrindo-so boje aos olhos dos servas de seus servos, com o sem pejo se descobre um vadio qualquer" [2 Sm 0 20). Davi náo linha esse mesmo espírita critico e Insistiu que "foi perante n Sonhar" *|ue celebrara aquela fe-sta (2 Sm 6.21) De fato, expressou dis­ posição para “ainda mu is se envilecer" (ou seja. traduzindo literalmente, "vou luimiLhiu-ine. considerar-me ainda menor do que tsso": 2 Sm 6.22). Diierenlemente de EU e seus fiibo* (1 Sm 2.29,30) e do pró­ prio pui de Mícal í t Sm 15.12, 30). d rei estava disposto a se diminuir, puro que o Senhor recebesse <i honra devido a Ele. A atitude de Mical sugere que ela, como seu pai. uão linha muila simpatia por esse espirito de h urnildade r dp submissão que Davi demonstrava. Entretanto, era exatamente isto que o Senhor requerio dos reis de Israel (UI 17.16-20: 1 Sm 12.13-15. 1 1 1 31. Ao concluir sua resposta á repre­ ensão de Mical, Davi repeliu as mesmas palavras sarcásticas (2 Srn 6.20), mas com outro sentido; “Quanto a? servas, de quem íolafde. delas serei bonradu". A noção de que. se ele se humilhasse aos seus pró­ prios olhos, seria honrado por aquelas pessoas com mais discernimento do que Mical está de acordo com o ensino bíbli­ co de que na economia do Deus “o hu­ milde será exaltado e o qui: se exalta seró humilhado'* [Ez 21.26: cf. 1 Sm 2.7.8: Mt 23 ,1 2 ; Lc 1 4 .l0 > il; 18.14). O episódio acima lermuia com a som­ bria unlíria: “E Mical. filha de Saul, não teve filhos, até o dia da sua morto" [2 Sm 6.23). O texlo uão responde a questão se a esterilidade dela foi resultado de uma decisão de Davi ou um castigo de Deus, embora a segunda alternativa seja a mais provável; em I Crónicas 26.4,5 os oito filhos de Dbedo-Edom são mencionados como um sin.il do bênção de Deus sobre 0 homem que recebeu a Arca com honra. VJL

M I C L O T E . 1. Lider dos hom ens de Dodai, comandante do exército de Davi 460

que licava de prontidão com seus solda­ dos no segundo mês de cadu ano (1 Cr 27.4). 2. Um dos filhos de Jeiel e sua esposa Maaca; foi ancestral de Quis. pai de Saul (1 Cr 0.32; 9.37.38), Pertencia ã lribo de Benjamim . vivèu perto de [erusalóm o foi pai de Siméia M IC N É IA S (Heb. o Senhor possui"). Após a Arca da Aliança ser levada para Jerusalém, u culto ao Senhor foi adequa­ d am en te o rgan izad o p e lo re i D avi. Micnéiatí foi um dos porteiros. pertencen­ tes ao clã dos meraritas. da tribo de Levi. Excelentes músicos, ele e seu irmãos recebRrarn a tarefa de tocar h a rp a s e liras diante da Arca, quando foi conduzida para o capital (1 Cr 35.18,21).

MIC RI. Mencionado em 1 Crónicas 9.8 como avô de Elá e pai de Uzi. Depois do exilio ua Babilónia, Ela estava entre os primeiros Judeus da tribo de Benjamim que mtoraaium a ludá. M IDIÁ. Quarlo filho de Abraão com sua esposa Quetura (Gn 25.2). Aparece numa lislfi de descendentes deste patriarca que. ria narrativa de Génesis 24 e 25, faz uma ligação entre o m orte do Sara e a do Abraão (tamhára 1 Cr 1.32). Foi pai dos bem conhecidos midiamtas.

M I G U E L ( M I C A E L ) . Nome dado a um arcanjo quâ timi um cuidado especial pela nação de Israel. E chamado de “um dos primeiros príncipes" fi “o grande príncipe que protege os filhos do leu povo'’ (Dn 10 33.21; 12.3). Na visão de Daniel, Miguel é revelado como o que fazia guerra em fa­ vor do povo de Deus c o u t r u as forças satâ­ nicas em operação uo Pérsia e mais lorde, nu Grácia. Agia em nome do Senhor, para proteger lodo aquele cujo nome se achar escriio no livro" e observava o trabalho das nações, a fim de que os propósitos de Deus pura seu povo fossem realizados na história humana (12.1)


MIQLTEIAS É mencionado aovainente p u i Judas 9 e Apocalipse 12 7. onde luta especifi­ cam ente com Satanás. Na primeira refe­ rência, Miguel "disputava a respeito do corpo de Moisés" com o diabo, Náo está claro a que exatainente Uso se refere, «ias é mem Louada numa passagem que taia sobre pessoas bliislemadoras, que difa­ mam os setes celestiais. Moisés era lidar do povo de Deus: porlanlo. era objeto de ataques direios de Sal anás. A despeito de seu poder, Miguel é visto como o que se subnrrlLna ao Sonhor, e no final julgará o diabo. De acordo com Apocalipso 12.7, esle arcanjo e suas forças lutaram contra Satanás no céu e o lançaram na lerra. de maneira que ele não pode mais acusar o povo de- Deus diante de seu Irono. P.D.G.

M I L A L A I . Sacerdote e

sassem com homens de outras tribos, a terra delas não seria mais considerada como parte de M anassés. Uma emenda loi acrescentaria à lei. a fun de rielermlnar que as herdeiras deveriam casar-se com jovens da mesma tribo que o pai, ou perderiam o direito a herança (Nm 36). Desla maneira, as fllbas de Zeloleade se casaram com primos do lado paterno, a fim de cumprir a lei do Seidior. Quando linalmentn os israelitas en ­ traram na lerra de Canaã e o território foi dividido entre as tribos, as mulheres re­ ceberam a parte que lhes cabia (Is 17.3.4}. p.o.fc.

MINIAMIM (Heb. "afortunado”). 1. Durante o avivamenlo no reinado de Ezequias, muitos levitas receberam ta­ refas especificas no Templo. Miniamim foi um dos que receberam a tareia de aju­ dar Coré no distribuição das ofertas do povo entre u* cidades rios sacerdotes, “se­ gundo as suas turmas'' [2 Cr 3 1.14,15], 2. Chefe de uma família de sacerdo­ tes, mencionado e.m Neemias 12,41. Poi um dos tocadores de trombeta durante a festa de dedicação dos muros de Jerusa­ lém.

de Judá. tocou u m in s t T u m c D lo musical na festa d e dedicação «los muros de Jerusalém, de­ pois que foram reconstruídos [Ne 12.36). lld o r

M I L C A . 1. Filha du Arã, irm ão de Abraão; casou-se com Naor (Ca 11,29; 22.20J. Teve muitos fillios e turnou-se avó dfi Rebeca (Gn 22.23: 24.15.25.471. 2. IJma das cinco filhas de Zeloleade. da tribo de Manassés, o qual não leve filhos. Elas se casaram com primos, da mesma Lribo i lo pai (Nm 26.33; 27.3; 36. t 12. |s 17.3). Milca e suas irmãs Rnireutaram uma grande dificuldade com relação á herança, pois normal men le a posse da torra passava para os filhos homens. Elas procuraram Moisés, na poria do Tabernáculo, o pediram lbe que intervi­ esse. para que tivessem permissão de to­ mar posse da terra que seria do pai. pois não era Justo que o nome dele fosse apa­ gado da memória de seu povo. O grande legislador consultou a Deus sobre o as­ sunto e. mediante a resposta dn Senlior, unia nova lei foi promulgada, u qual per­ mitia que as Umas herdassem a terra do pai. PosUiriormenie, os líderes da lribo de Manassés lambem procuraram Moisés e disseram-lhe que, se tais mulheres se ca­

M IQ U E IA S , o proleta. Seu nome, em h e b ra ico , s ig n ific a "Q u em é com o Yahw oh?”. Um n om e s e ra e lh a n le é NUcael: "Quem 6 como Elohim?”. O nome é adequado paru O bumem que pergun­ tou: "Quem. ú Deus. é sem elhante u ti, que perdoas a iniquidade, e le esqueces da transgressão do reslanle da lua heran­ ça?” (Mq 7.18), Cl Deus de Israel e incom­ parável, e essa idéia proporciona a base para o pensamento e a proclamação do prolela em lodo seu livro. Existem poucas inform ações rema­ nescentes sobre Miquéias. Alem da pe­ quena introdução do livro (Mq 1.1 ), só é m encionado em Jerem ias 26.1 8 , onde certos an ciãos cilaram M iquéias 3.12, uma palavra de julgamento contra Jeru­ salém nos dias do rei Ezequias. Um sécti-

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IVflQUÊLAS Iq m ais tarde, ao mencionar ci arrependimento que ocorreu emTudá depois ria ad­ vertência de M iquéias. pediam aos pró­ prios. contomporòneos qun ouvissem as palavras do Senhor proferidas por intermétlio de Jeremias. lerem ias e a iitfrodutjão de M iquéias o descrevem como “m oraslita”, ou seja, cidadão de M orçsate, localidade que fi­ cava alguns quilóm etros o sudoeste de Jerusalém. Ao lazer um jogo de palavras coto o nom e de sua i idade natal, a pro­ íela prediz que a derrolada Laquis con­ ced erá um presente a M oresete-Gate, Cuja raiz significa "possessão11 ou “pre­ sente” (muras u). A s referências o Laquis c M oresete-Gale ajudam ua localização cronológica do rain iílério de Miquéias. Ele próprio indica que recebeu seu cha­ mado durante os reinados de Jotão (75ii a 73 1 a.C.J. Acaz (735 a 7 1t) e Ezerpiias (729 a 686), reis du Judá. do maneirn qt.ie seti m inistério foi exercido entre 735 e 715 a_G. Isso, é claroi o torna co n ­ tem porâneo de Isaias (740 a 6fU?);,um a leitura cuidadosa dos respectivos livros doixo r.líiro que se conJaeciam m utuamonte e Ju ivíu uma dependência entre eles (Mq 4 .1 -3 : CÍ. Is 2 .2 -4 .1 2 : 4.7; 5.(3. 7.18: cí- Ls 37 32). A antecipação da con­ quista de Laquis e outras i idades pelos assírios (Mq 1.10-10) exige uma data anterior a 70 1 a.C , quando Senaqueribe realm entn varreu toda a região numa cam panha violenta de destruição e pi­ lhagem (cf, Is 36.11. Sam aria, conludo. ainda perm anecia intacta na época do p rim e iro o rá c u lo de M iq u é ia s tM q 1.1.5-8). de m aneira quo provavelm en­ te ele ocorrou untos de 722 a.C.. data em que os assírios capturaram Sam aria A referência a Laquis e a outras cidades significa uma revelação profética r / o u sim ples interpretação do resultado linal dos sinais rios tempos.

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A despeito de Miquéias referir-se a si mesmo como moras ti ta. ele parece estar bem familiarizado com a política, u cidtura e a religião de lerusalém (Mq 1.9; 3,012: 4.9— 5.1: B .6-t6j. Em nenluim outro lugar isso fica táo claro como nos assim chamados "textos de advertência", aque­ las passagens onde Yahweh diz que ini­ ciou um processo ju d icial contra seu povo. por causa da desobediéucia dele ò aliança [Mq 1.2-7: 3.1. 9: 6.1-5). Isaias e Teremias também utilizam essa forma le­ gal e ambos, é claro, residiam em Jerusa­ lém, local onde ficava a suprema corte da nação, onde as ações judiciais eram realiza d; ls- Do falo. Miquéias demonstra lanld familiaridade com a linguagem e os procedim entos relacionados com tais ações judiciais que alguns eruditos acre­ ditam que provavelmente ele pertenceu a um dos círculos dr; anciãos referidos em Jeremias 26.17.18. Embora não haja nenhuma forma objeliva de provar isso. a reaçâo geralmente forte que Miquéias linha diante da injustiça pode oferecer corto apoio a essa hipótese (cf. Mq 2.1.2; 3.1-3,5-12; 6.6-8,10-12). O desanimo de Miquéias quanto à li­ derança de Israel e Judá não é sem espe­ rança, pois ele antecipa o dia quando o tão esperado descendente de Davi virá de Belém, um insignificante vilarejo na­ queles dias (Mq 5 2: cf. Mt 2 6) Ele se­ ria o meio da efeluaçãu da paz entre o Senhor e seu povo |Mq 5.5). Deus. que naquele momento eslava prestes a tra­ zer o julgamento, traria, no dia da salva­ ção, a renovação da aliança e o cum pri­ mento de todas os promessas foilas na antiguidade aos patriarcas iMq 7.18-20). Desta maneira. Miquéias faz uma ponte de ligação enlrp o pessim ism o compre­ ensível de sua época e o glorioso futuro da redenção e reconciliação por meio do M essias. &j»l


M1SPERETE 1. Chefe de um dns clãs da Lribo de Levi, M IR IÃ . 1 . hmã de M oisés e Arão. filha de Anrao e loquebede (Nm 2f».59; 1 Cr na época do Êxodo (Êx 6.22). Em Levílico 10.4 está registrado com») primo de Arão. ii.3). Era profetisa e tornou-se também líder do povo de Israel Embora não seja 2. Um rios companheiros de Daniel menciono du pelo nome. ajudou a prote­ [Dn 1.6.19: 2,17). Embora não seja men­ cionado pelo nome, sua atitude de fé, uo ger Moisés do massacre dos meninos, no desobedecer ao re i Nabucodonosor. é Egito. Vigiou o bebê. apôs ele ser coloca­ honrada no Novo Testamento em Hebreus do no rio Nilo, dentro de um cesto do jun­ co, Depois que a filha de Furao o encon­ 11,34. Para mais detalhes, veja M esaque, tro u , ela correu e foi ch.imar sua própria 3. Mencionado apenas em Neemias 8,4. esteve ao lado de Esdras no púlpito, mãe. paru am amentar o menino, contra­ na Porta das Aguas, om lerusolém. a. h.i ,. ta d a pele princesa egípcia |íix 2.4,7). É mencionada pela primeira vez pelo MISÁ. Um dos lilhos de Elpaal e lider nome quando, tocando seu tamborim e na tribo de Benjam im Viveu pui Aijaiom dançando, liderou os mulheres de Israel e ajudou na construção das cidades de no louvor no Senhor depois cia travessia iio mar Vermelho |Éx 15.20,21: veja Mq Quo e Lode (1 Cr 8.12). 6-4|wO fàto de ser chamada “profetisa” M ISM A . 1 . Um dos filhos de Ismael, pude indicar que compôs parte do luuo foi lider tribal [Gn 25.14; 1 Cr 1.30). de louvor encontrado ern Êxodo 15. Seu 2. Descendente, de Simeão, filho de dom profético provavelmente é meneioMibsão 11 Cr 4.25,20) uado novamente em Números 12.1-4. quando, junto com Arão. questionou M ISM AN A . Um dos famosos guerreiros Moisés por seu comportamento, ao deci­ da Lribo de Gade qué desertaram das tro­ dir casar-se com inna mulher etiope. Os pas do rei Saul e se unham a Davi em dois enfatizaram que o Senhor também Zldague. Mencionado em 4 * lugar numa falava por moio deles e destacaram seu lista em que caria componente é descrito dom profético Parece que houve certa in­ assim : “Seus rostos oram como rostos de veja pur porte dela. devido à posição pri­ leões, e eram Ligeiros como corças, sobre vilegiada de Moisés. O Senhor, contudo, os montes". 11 Cr 12.UI, Eram comandan­ deixou bem claro que, embora ela o Arão tes e deram um grande apoio a Davi nas ouvissem a voz de Deus. na condição rle batalhas. Na mesma passagem, a Bíblia profetas, com Moisés EJe falava “boca a dã a ideia de que tais homens não se trans­ boca. à ' i lar as. e não por figuras” (V. 8). 0 feriram para a tropa de Davi apenas para castigo do Senhor sobre a arrogância de estarem do lado vencedor, mas porque o Míriã. ao lalar asperamente com Moisés, Espírito de Deus operava enire eles. O foi o de ficar leprosa por sete dias (Nm novo exército de Israel cresceu e to rn o u 3 2 .lu -15; veja Dt 24.9). Elu morreu om se "como o exército de Deus” (v, 22 [ Cades, perto do deserto de Zim (Nm 20.1), 2. Miriã. filha du Merede. da tribo de M IS PA R. Um dos liderôs dos israelitas Judá 11 C r 4.17). p .d.c. que retornaram ilo exilio na Babilónia r.orn Zorobabel. para lerusalem (Ed 2.2). M IR M A . Listado na genealogia que vai de Benjam im ate o rei Saxd, era chefe de M I S P E R E T E . Um dos israelitas que família e filbo de Saaraim e de sua esposa retornaram para Jerusalém loeu Neemias Hodes. Nasceu em Moalie (1 Cí B.10], r Zorobabel. depois do exilio na babilónia [Ne 7 7). ProVHvelmenle e o rnesmo M ISA EL |Heb. "quem é o que o Senlior Mis pur (Ed 2 .2 1 éV|.

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M1TREDATE M ITREDATE (Persa,"presenterle Mitra"! 1 . Nome persa relacionado com dois homens no livro de Esdras. O primeiro, mencionado om 1.8. era tesoureiro do rei Ciro. da Pérsia, durante os 12 meses ini­ ciais de seu reinado. Naquele anu, esse governante fez um edito que permitia que os hom ens de ludá e Benjam im retor­ nassem para a Palestina. ‘Bimbém infor­ mou uns ju d eu s que Deus o bavia comissionado para reconstruir o Templo em Jerusalém O Senhor preparou o co­ ração dos líderes dos judeus para retorna­ rem e dirigirem a reconstrução do Santu­ ário. Quando estavam prontos para par­ tir. muilos vizinhos lhes deram presen­ tes. O próprio rei Ciro convocou o tesou­ reiro e ordenou que encontrasse os uten­ sílios do Templo que foram tirados de Je ru sa lé m e d e v o lv e sse tudo para Sesbazar, príncipe de ludá. Esse capítulo inicial de Esdras não deixa dúvidas para o leitor de que os propósitos de Dous pura seu povo realizavam -se literalm en te, mesmo por intermédio de um rei pagão. Todo o episódio do início do retorno era o cu m p rim en to de uma p ro fecia de feremias (Ed 1.1, vojá Jr 30 a 13, imperial­ mente 33.7-1 I lambém ls 44 e 45): Deus moveu o coração do rei Ciro. preparou seu povo para retornar e fez com que muitos voltassem (Ed 1.1-11). 2. Juntamente com Bislão e Tabeel, e s le Mitredate escreveu uma curta ao rei Artaxerxes, a fim de acusar o p o v o judeu envolvido na reconstrução rio Templo depois do exílio na Babilónia (Ed 4 .7 1. Provavelmente, esses Lrês homeus eram oficiais persas qiae viviam em Somaria. Temiam que a nova Jerusalém se 1(ornas­ se uma base poderosa paru os judous e posieriormente fosse usada para quebrar com pletam enle a suprem acia persa na região. Sem dúvida, estavam preocupa­ dos também t om o dinheiro que ganha­ vam com a arrecadação de impostos (v. 13). A denuncia deles ocasionou a inter­ rupção das obras uo Templo até que D.irio subiu ao trono (v. 24). p j j .g .

M IZÁ. Noto de Esaú e Basemate, era fi­ lho de Reuel e cheio do um clã edomjta (Gn 36.13. 17: 1 Cr 1.37) M IZ R A IM . Um dos quatro filhos deCão. Ele teve no mínimo sete filhos, a maioria dos quais estão listadus como progenito­ res de diJirrentes tribos b povos. Mizraim é o lermo hebraico usado geralmente para o Egilo: os egípcios, portanto, são consi­ derados descendentes de Cão (Gn 10.6. 13; 5 0 .1 1; 1 Cr 1.8,11). MN A S O ML Na h trai de Chipre, foi um dus "diseiplik» antigos" de Jerusalém. Isso podo significar que se converteu no dia de Pen­ tecostes. ou naquelas primeiras semanas. Portanto, provavelmente é um dos que proponiíouaram a Lucas muitas informações sobre os primeiros dia.', do cristianismo, as quais foram registradas no livro de Atos, Quando f\ndo e outros discípulos de Cesaréia chegaram a lerusalém. hospeda­ ram-se ua casa dele. O propósito deles era o de entregar nos crentes pobres da fudéiâ d oferta que coletaram om outras igrejas (At 21.16). É possível que Mnasom seia um dos cristãos mais influentes em Jerusalém naqueles dias. No Uvro de Atos o na maioria dos escritos do Novo Testa­ mento. há uma .grande ênfase à hospita­ lidade. a qual era considerada uma mar­ ca registrada do amor cristão r do s e r v i ­ ço ao Senhor. i».n.c. M OABE (Heb. “do meu pai"). Tõmou-se progenitor dos moabitas. Era filho de Ló com sua filha m a is velha (Cu 10,37). De­ pois da destruição de Sodoma, ã quaJ íiomente três pessoas sobreviveram, as duas moças ficar am preocupadas com a coniinuidade do nome da família: por isso, embebedaram o próprio pai, tiveram re­ lações sexuais com ele e a m b a s ficaram grávidas. Parece significativo que elas, que relutaram em sair de Sodoma. conlinuassem a manifestar sérios problemas na área sexual, pelou quais, ao que tudo indica. Sodoma ora famosa. Certamente.

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MOISÉS apesar dp estar fura daquela cidade, não houve um uovo começo puro Ló. Ele e as filhas foram salvos» por Deus unicamente

devido ao parentesco que tinham com Abraão, com quem o Seuhor fizera sua aliança (Gn 19.29), vdw.

MOISÉS Moisés *»ra filho de Anrão (da Lribo de Levi] «■ JoquebedR; era irmão dc- Arão •• Miriã. Nasceu dnranti: os terríveis anos Rm que os egipdos decretaram que lodos os bebés dn sexo masculino fossem mortos ao nascer. Seus pais o esconderam em casa e de­ pois o colocaram no meio da vegetação, na margem do rio Nilo. dentro dè um cesto de iunco. A descoberta daquela criança pela princesa, Pd lia de Faraó, foi providencial e fila salvou a vida do menino. Seu nome. que significa "aquele que lira” é um lembrete desse com eço obscuro, quando sua mãe adOliva lhe disse: “Eu o tiroi dos ágUíis”. Mais tarde, o Senhor o chamou- para ser lider, por meio do qu<tl falaria com Faraó, tiraria seu povo do Egito e o levaria ã Terra Prometida No processo desses evenios. Israel sofreu uma transformação. pois deixou de ser escravo de Faraó para ser o privo de Deus. Os israelitas formaram uma comunidade, mais conhecida com o o povo da aliança, estabelecida pela gruça e pela soberania de Deus (veja /Uiunça). O Antigo Testamento associa Moisés com a aliança, a teocracia e a revelação no monte Sinai. O grande legislador toi o mediador da aliança m osaica [do Sinai| I.Èx 19.3-8: 20.18.19), Esse pacto íoi uma administração da graça e das promessas, pelas quais o Senhor consagrou um povo a si m esm a por meio da promulgação da Lei divina. Deus tratou com seu povo com graça, deu suas promessas a todos que confia­ vam nele p os consagrou, para viverem suas vidas de acordo com sua santa Lei. A administração da aliança era uma expressão concreta do reino de Deus.. O Senhor estava presente com seu pova e estendeu seu govornu especial sotae ele. A essência da aliança é a promessa: "Eu serei o vosso Deus o vós sereis o meu povo" (Ex 8.7; Dl 29.13: Ez 13.20). M oisés foi exaltado por meio de sua comunhão especial com o Senlior (Nm 12.68, Dl 34.10-12). Quando Arão e Miriã reclamaram contra a posição privilegiada que rIp ocupava, como mediador entre Yahweh e Israel, ele nada respondeu às acusações (Nm 12-3). Pelo conlràrio, foi o Senhor quem se empenhou em defender seu servo (Nm 12.6-8). O Senlior confirmou a autoridade de Moisés como seu escolhido, um veicido de com unicação: “A elu me tarei conhecer... falarei com ele..." (v. 6; veja Dt 18.18), Suparou-o c-omo “seu sorvo" (Êx 14.31: Dl 34.5; Js 1.1,2) — uma comunhão de grande confiança o amizade entre um superio) p um subalterno, Moisés, de maneira sublime, permaneceu como servo de Deus. mesmo depois de sua morte: serviu r.omo “cabeça" da administração «la aliança alé o advonto da Nova «iliança no Senhor Jesus Cristo (Nm 12.7; veja Hb 3.2, 3). De acordo com esle epitáfio profético de seu ministério, Moisés ocupou um lugar único como amigo cie Deus. Experimentou o privilégio da comunhão íntima com o Senhor; "E o Senlior falava coui M oisés” (Ex 33.9). A diferença fundamental entre Moisés e os outros profetas que vieram depois ileJe está na maneira direta pela qual Deus falava com este seu servo. Ele foi o primeiro a receber, escrever e ensinar a revelação do Senlmr. Essa mensagem esleudeu-se por lodos os aspectos da vida, Inclusive as leis sobre santidade, pureza, rituais-, vida fami­ liar, Lrabaiho e sociedade. Par meio de Moisés, o Senhor planejou moldar Israel numa

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MOISÉS “Comunidade separada”. A revelação de Deus os tornaria imunes às práticas d«testá­ veis dos povos pagãos, inclusive u adivinhação e a magia. Esla palavra, dada pelo poder do Espirito, transformaria Israol num filho maduro. A posição e a r e l a ç ã o de Moisés prefiguravam a posição única de fesus. O grau* de legislador serviu ao reino de Deus com o um "srrvo fiel" (Hb 3.2,5), enquanto Cris­ lo é "o Filhe de Dous” eurarnado: “Mas Crislo. como Filho, sobre a sua própria casa" IMl:» 3.tjJ. Moisés, r orno o Senhor Jesus, confirmou a revelação do Deus por uirío de sinais e maravilhas (Dl <4.12: veja também Êx 7.14 a 11.8: 14.5 a 15.21) Embora Moisés ainda nno conhecesse a revelação de Deus em Crislo. viu a "gló­ ria” tio Senhor |Êx 34.29-35). O apóstolo Paulo confirmou a graça de Deus ua aliança mosaica quando escreveu a igreja em Roma: "São israelitas. Pertencem -lhes a adoção de filhos, u glória, as alianças, a lei. o culto e as promessas. Deles são os patriarcas, e deles descende Cristo segundo a carne, o qual é sobre todos, Deu* br-ndito eterna­ mente. Amém" [Rm 9.4.5) Moisés, rj maior de todos os profetas antes da enraniação dn fesus, lalou sobre o ministério de outro profeta iDl 18.15-22). Foi testemunhu de Deus para Israel de que um cumprimento ainda maior ns aguardava: "Moisés, na verdade, foi fiel em ioda a casa de Deus, como sorvo, para testemunho das coisas qun se liaviam de anunciar" íHb 3.5). A naltjté/a desse futuro uão era nada meuos do que o resto que viria (Hb 4.1 13) em Cristo, por causa de qui*m Moisés lambem sofreu |Hb 11.26). A esperança esraloíógicu da revolução mosaica não é nada menos do que a presença do Deus no meio de seu povo. A escatologia de Israel eomuça com as alianças do Se­ nhor com Abraáo e Israel. Moisés — o servo de Deus. o intercessor, o mediador da aliança — apontava paia além rle sua administração, para uma época de descanso. Ele falou sobre este direito o ordenou que todos os membros da cem unida de dn aliança ansiassem pelo descanso vindouro nu celebração do sábado lheb. "descanso”), o sinal da aliança (Èx 31.14-17) e da consagração de Israel a uma missão sagrada (Êx 31.13), a fim do serem abençoados com todos os dons de Deus na criação (Dl 28.18.19; 28.3-14J. Moisés percebeu dolorosamente que o povo não eutraria naquele descanso, devi­ do à sua desobediência e rebelião (Dl 4.21-25). Ainda assLm falou sobre uma nova dispensação. aberta pela graça tie Deus. da liberdade e da fidelidade (Dt 4.29-31: 30.5-10: 32.39-43). Ele olhou para o futuro, para uma época de paz. tranquilidade o plena alegria na presença dô Deus, de bênção o proteção na Terra Prometida IDt 12.9.10: 25.19- Êx 33,14, |s 1.13). Essa esperança, fundamentada na fidelidade de Dhus (Dt 4.31), é expressa mais claramente no testemunho final de Moisés, "o Hino do Testemunho" (Dl 12J. Nele. o grande legislador recitou os atos du amor de Deus em favoi de Israel (w .l- 1-t). adver­ tiu contra a rebelião e o sofrimento que isso acarretaria |vv.t5*35) e confortou os piedosos com a esperança da vingança rio Sonhor sobre os inimigos e o livramento do remanescente de Israel e das nações [w. 36-43). Fez utn tuna alusão á grandeza do amor de Deus pelos gentios! (vv. 30-43: Rm 15.10.1. (J significado esoat d lógico do Ilino de Moisés reverbera nas mensagens proféticas de juízo e de esperança, justiça e misericórdia, exclusão e inclusão, vingança a livra­ mento. A administração mosaiiu. portanto, nunca tenuonon ser um fim em si m es­ ma. Era apenas um estágio na progressão do cumprimento da promessa, aliàs. um estágio i mpo rt an lissi mo! Como precursor da trarlição profética, Moisés viu muis da ruvnlaçã/i da glória de Deus do. quo qualquer outro homem no Antigo testamento (Êx 33 18. 34.2ÍÍ-35J. Falou sob a autoridade de Deus. Qualquer um que o questionasse desafiava a autoridade do

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MORDECAI Sonhor. Israel om ontrava conforto, graça e bênção, poxque em .Moisés se reuniam os papóis rle. mediador da aliança o intercessor (Èx M, l a 34.10: Nm 14 13-25). Ele orou poi Israel, falou ousadamente uim o seii odvogado diantn do Senhor e uricorajou o povo a olhar além dele. próprio, para Deus (veja Pwltítas e Profrdas). w .a v c

MO LI DE. Filhn de Abisur e sua esposa

tão notório que fai usado por Estêvão com o exem pla de rebelião e p ecad o, quandò pregou o Evangelho às multidões em Jerusalém íAt 7 431. .'Vlém da serieda: le da adoração a uma divindade paga. é claro que um culto tão brutal, que envolvia sacrifícios de crian­ ças, em especialmente abominável a Duus e aos israelitas. Não é de estranhar, por* tanto, que tenha permanecido como um exemplo da abominai, ão do culto pagão, mesmo uo tempo do Novo Testamento

Abiail: era líder na tribu de Judá ( I Cr 2.29),

M O L O Q U E . Um deus pagão, cuio nome an tm orm ente significava “rei", embora não h aja certeza entro os estudiosos. Normalmente, está relacionado com os amonitas 11 Rs 11.5.7 — também chama­ do de Míleom). Pelas advertências que foram feitas aos israelitas quanto à proi­ bição de adoraram esse deus, acredita-sp qun s b u i ullo envolvia sacrifícios huma­ nos. princípalnmte de crianças (Lv 18.21; 20.2-5). Devido ao fato da Lei de Deus ser IãO severa na condenação dessa religião pagã, era algo p articu larm en te grave quando os próprios reis de Israel adotavam osse culta. Os últimos unos du m i­ nado de Salomão foram muilu diferentes dos primefros, quando n mi n o povo se­ guiam ao Senhor Deus em todos os seus caminhos. Posteriormente, desviaram-se em direção a outros deuses e não obede■ aram m ais á L ei. Por cau sa d essa aponlusi.i. quondu até Moloquo foi a d o ­ rado. a nação dividiu-se e dez tribos se separaram de ludá formando o reino do Norce |J Rs 11.33). Quando |osias subiu ao trono de Juda, como ficou conhecido o reino do SuJ. voltou para o Senhor e profanou u altar de Moloque em Tofete, a fim da que não fosse mais usado para sacrifícios huma­ nos (2 Rs 23.10.13). Jeremias referiu-se a essa perversa adoração, realizada no vale dn Bon-H inon (Jr 3 2 .3 5 ; veja também 49 1-3; Is 57 9). O profeta Sofonias lam­ bém alertou o povo sobre o dia tio S e­ nhor. quando o juizo viria sobre os que lenlavam adorar a Deus e a Moloque ao mesmo lempo (Sf 1.5 — cham ado de Milcom). O culto a esse deus tomou-se

P.O .li.

M O R D E C A I. 1. Listado em Esdras 2.2 e Neemias 7.7 como um dos israelitas que retornaram para lenisalém com Neemias depois do exilio na Babilónia. 2. Da tribo de Bonjoraim, filho de Jair, pai adotívo de Ester, também ó chamado de Mardoqueu em algumas versões bíbln^as (veja Zssíerl. Vivia na fortaleza de Susã du­ ranie o exilio do povo judeu, no reinado de Assuero (Xerxesj, ondii criou aquela linda jovem como so fosse s u ;i própria filha. Depois de u n iii s é r i e de acontecimentos. Es­ ter tomou-se romba u Mordecai distinguiuse, quando denmudou um coniplò prepa­ rado para assassinai o rei. ^As dificuldades começaram paru ele quando se recusou a inclinar-so diante de Hamá. o mais alto ali­ ciai da corio. o qual Eicon furioso e desen­ volveu um plano para inalar lodos os ju­ deus do mundo. Com a ainda da rainha Ester. Hamn íoi denunciado ao rei e morto, o Mordecai recebeu o corgo mais elevado no serviço do mi. Por meio de um decreto, os judeus puderam defender-se e lodos lu­ ram salvos. A fidelidade de Mordecai para uom seu próprio povo e seu com prom isso com a soberania do Deus nas questões

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MOZA de seu povo sáo vislas claramente na res­ posta que deu a Ester, ao teniar persuadi-ia a ú dianle do rei pai'a inten eder pelos judeus: “Pois se de todo te calares agora, socorro e livramento doutra por­ te virá para os judeus, tu n a casa de teu pai perecereis. E quem sabe se não foi para tal tempo como este que che­ gaste ao reino?" (El 4.14). s.ç.

M OZ A. 1 . Mencionado em 1 Crónitas 2.4tt, era filho de Calebe e sua columbina. Efá, da tribo de Judá. l^areceque teve dois irmãos por parte de pai e mãe. chamados Harõ e Gaze/. 2. Filho de Zinri. da Lribo dó Benja­ mim, descendente do rei Saul: foi pai de Bineâ f 1 Cr 8.30,37; 9.42,431.

MULHER SAMARITANA O relato sobre a samaritana junto ao poço íle laoô som ente é encontrado no evangelho de João. O encontro de Cristo com esla m ulher estrangeira é parte Integrante do propósito lundainmilal dos escritos deste apóstolo: provar que fesus é dn fato o Filho de Deus o que a fé n ele levu à vida eterna A procedência da mulliBr o a conversa que ambos Liverom tnoslra a habilidade sobrenatural de Cristo de perscru­ tar os corações. O encontro também confirm a sua missão, ou seja. recebei e salvar todo o que crê nele (Jo L.12). Não foi por acaso que loão colocou o encontro de Jesus com a samaritana exatam enle apôs a conversa noturua Coru o respeitável fariseu Nicodemos; Cristo dissera ao distinto bder religioso que Dous nmou ao mundo de tal maneiro que deu seu Filho unigénito IJo 3 16J. Assim, n apóstolo mostra aos leitores gentios que este “mundo" incluía também os samarilanos. um povo odiado pelos judeus, os quais os ev itavam de Iodas as maneiras possíveis. r*ara mais detalhes, veja Sumantanos. Portanto, é suficientem ente significativo que Jesus tenha o p ta d o por viajar através da Samaria, em vez de escolher a roto ailerautivo “aconselhável'’, no longo do rio Jordão. Entretanto. talar com uma samaritana (nenhum rabinô conversava aberta­ mente com unia mulíior) sígjtífieava ultrapassar Iodos os limites! Seu comportamen­ to excêntrico certamente deixou seus dis< ípulos chocados e confusos fjo 4.27). Aquela miillier, porem, precisava ouvir a mensagem transformadora rio Salvador. Quando entendeu as boas novas, ela rreu e imediatamente colheu os benefícios celestiais. Talvez nunca imaginasse que o cam inho que u conduzia até o poço de Jacó um dia a levaria à* portas do Reino de Deus A rotina diária de apanhar água Lrunsform o u -s e no agente pelo qual sua vida foi totalmente mudada. Ela era de Sicar. uma pequena vila perto de Siquém. O poço de Jacó ficava a aproximadamente quinhentas melros de sua casa. Era costume das muilieres da vila irem Iodas juntas ao poço, diariamente, a unia certa hora. Ela, entrelanto, foi soziiriia, num horário quB uão era usual (a “liora sexta4*, quase meio-dia). Quando a rnulbei chegau ao poço, encontrou Jesus seu ta ri o junto ao mesmo. Sem dúvida, ficou surpreSa por ver um judeu em território samaritano. Cristo enviara os discípulos para comprar comida, ae modo que os dois estavam sozinhos. Ironica­ mente. foram necessidades físicas fsede e falta de descanso, Jo 4.4-8) que colocaram o Ftllio de Deus e a mulher samaritana no mesmo lugar. Esse encontro serve como uma bela Ilustração da encarnação. A divindade e a humanidade juntas para suprir a necessidade humana Jesus pediu água à mulher. Sua resposta frívola revela claramente a tensão que existia entre judeus e samarilanos I v, 91, Cristo, por sua vez, ofereceu-lbe "água viva'1

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MULHER SAMARÍTANA (v. 10), Tal oforta surpreendeu ti mtllher. ao percebei que Ele uão tinha meios para tirar água do poço. Suas mãos vazias e a olerta generosa fizeram com que ela questionasse sua iden­ tidade. Ela lhe perguntou se Ele era maior do que o patriarca Jacó (o qual elu chamou de "nosso pai”, talvez para reconhecer os ancestrais do ambos os povos), que cavara o poço e bebera ele mesmo do sua água fw. 11.12). A réplica de Cristo foi ainda m ait intrigante. A água viva que oferecia saciaria a sedB dela para sempre. De falo. a sua água. de ualureza espirilual, flui de denlro da pessoa para a vida elem a. Ela não precisaria trabalhar por essa água, pois ela correria livrem ente em seu inlerior (w. 13,14). Naturalmente, a mulher uão entendeu que esse dom da água viva nada linha qup ver com o material, mas sim o espiritual. EJa pensava apenas em lermos de sua sede física. Isso está evidente em sua resposta. Queria a água viva para não ler mais sede nem precisar mais caminhar alé o poço (v. 151. Jesus enlão lhe fez um pedido igualmente pe< uliar. Solicitou-Lhe que voltasse à cidade e chamasse seu marido (v 1(3). Provavelmente, fez Uso por duas razões. Pri­ meiro, era apropriado que um homem conversasse com uma mujhnr ao lado do mari­ do dela. Segundo, esse podido exporia a condição espirilual da mulher e suas mais profundas necessidades. Isso lambém daria a Jesus uma opurlunidade de revelai sua verdadeira identidade como o Messias, o Salvador dn mundo. A samarilana pronlamenle informou a lesus que não tmha marido. O Senhor re ­ conheceu que lal declaração era verdadeira «, de maneira sobrenatural, revelou a sórdida história pessoal dela. Falou s o b r e seus relacionam entos anteriores fracassa­ dos e seu aturtl estado de adultério (w . 17,181- Essa referencia ao seu passado vergo­ nhoso, feita pelo Salvador, certamente fez com que ela enrubescesse. Jesus náo linha intenção de ser grosseltt* ou desdenhoso. Apenas mostrava a ne­ cessidade dela da verdadeira água viva. A samarilana tinha urna sede que era muito mais intensa do que a física e somente Ele linha os meios do aliviar tal anseio. Obvia­ mente, ela estava carente dc amor, mas tinha visto seus desejos so despedaçar sobre as rochas dos relai ionomentos quebrados. Crislo lhe oferecia uni novo começo, por meio da água viva da existência elem a. Apoiado no argumento fundamental de seu livro IJo 20.31). |oão uiostra que o Messias lluha a habilidade sobrenalural de sondar o coração das pessoas, a fim de expor-lhes seus pecados e suas necessidades. O apóstolo também demonstrou que Cristo tem os meios e u autoridade para conceder u vida eterna. A sumuriiami ficou tão perturbada pela revelação de sua vida que até mudou do assunto! A parentem ente, tentava desviar a a tenção de lesus de sua vida p esso­ al e entrou no assunto da religião, Por isso, perguntou sobre o lugar certo du ado­ ração. Ds iudeus insistiam .que a adoração era uo Templo do Salomão, em Jerusalém. Os sainarilaiios. por outro lado, afirmavam q u e o verdadeiro centro tle. louvor era no m onte Gerizim. (o poço de |aró estava localizado no sopé desta nionianha). Os samaritonos a p o ia v a m essa pressuposição nuin mandameulo que Moisés dera ao povo de Lsrael anles de entrar na Terra Prometida. Depois que atravessassem o rio Jordão, seis tribos ficariam ao pê do monto Gerizim para abençoar o povo. As outras seis ficariam no monto Ebul. para pronunciar maldi­ ções (Dl 27,12,13). Os samuiitanos concluíram que esle evento estabeleceu o monte Gerizim como o local da adoração a Deus. fudeus e samarilanos constantemente vivi­ am em discórdia por causa rlessa queslão.

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MUP1M

Jesus, entretanto, não entrou em lal debate. Pelo contrário, revelou à samaritana uma verdade profunda spbre a nalur^za de Deus. O Senhor — que <; Espirito e não está confinado a um lugar — não podo ser adorado uponas ern um d ir le r m inado local. Em vez disso, deseja que seus vurda du Lros adoradores tonbam uma atitude determi­ nada Devem adorá-lo em espírito e em verdade (Jo 4.21-24). Os verdadeiros ai lôradores, sejam judeus ou samarilanos. devem ser abertos e boneslos pára com Deus. De acordo com fesus. a verdadeira adoração vem do coração. Deus exige honesti­ dade i! transparência por partp do adorador. Até esse ponto, a muLher samaritana escondia seu coração de Deus. Nesse mnmento, ela responde a essas profundas ver­ dades com uma outra declaração teológica DLssr a fesus que o “Cristo” estava próxi­ mo a Chegar, e então ensinaria Iodas as coisas |> 2 5 J. Com uma afirmação simples, lesus revelou que era o Cristo, o qual ela esperava (v. 20), A resposta imediata da mulher a essa revelação não é registrada, mas suas uções mostram que fora profundamente tocada. Deixou o jarra de água, correu de volta paru a i idade e t ontou arn amigos sobre o q u c o u U o q u e teve com Cristo (v, 2»). É interessante notar o que ela disse uo povo. qu.mdo voltou ã cidade EJn recebera muitas verdades espirituais em seu encontro com fesus: a verdadeira natureza de Deus. a verdadeira natureza da adoração e a identidade de Jesus como o Messias. O que ela proclamou para lodo» na cidade, enlrelaulo, foi a verdade sobre si mesma. A samaritana implorou para que tossem ao por;,o e vissem o homem que lhe disse­ ra turli i sobro sua vida. Depois, falou sobre a identidade dele c o m o o Cristo fv, 29). Parece que a habilidade de Jesus de súndar o coração dela fo i o que causou a impressão mais duradoura Por meio de seu encontro com Cristo, ela percebeu suas p r ó p ria s necessidades. Este foi seu lestenmnho, o qual impeliu o» samarilanos a ir ao encontro do Senhor (v. 30), Os sam aiitanos insistiram para que Jesus ficasse mais tempo o Cristo permaneceu com eles por mais dois dias. Inicialmente, as pessoas creram nele por causa do teste­ munho da mulher. Mas. quando ouviram suas palavras, muitos creram que Eli' ora o Salvador do mundo Ivv. 39-42). O poulo principal do evangelho de João. no relato sobre a mulher samaritana. tem dois aspectos: I ) o Messias, que é o Salvador do mundo, possui a habilidade divina de sondar o coração lmmauo « revelar a verdade de Deus; 2) os que adoram ao Seulior. LndoprndentemBnto do grupo étnico a quo pertencem, devem fazê-lo em espirito e em verdade, exigências que apoiam todo o propósito fundamental de João: provar quo Je­ sus é 0 Filho de Deus e que a vida eterna é alcançada por meio da fé nele. k mc.h.

MU P IM . Oitavo lilho de Benjamim, des­ ceu para o Egito com Jacó e tornou-se bder de um clã (Gn 46.21 J. Provavelmente irala-se «la mesma pessoa « bamada Suiã, em Números 20,39. e Sefufã, em 1 Cróni­ ca* 0 .r>, M U S I. U m dos lilhos dt: Merari. portan lo. nelo de Levi. Tornou-se lidei do c lá dos musilas lÊx 0.10; Nm 3.20; 20.50; 1

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Cr 6 .1 0 . 4 7 ; 24 .2 6 . 30). No tempo de Moisés Os meraritas. grupo do qual sou clã fazia parte, eram responsáveis pelo transporte dos com ponentes do Taber­ náculo, as colunas, os varais etc. (Nm 4,29-33), Os descendentes de Musi rece­ beram funções no Tnbornái nlo nos dias do rei Davi o muis tardo no Templo, du­ ra n le o rein a d o de S a lo m ã o |I Cr 23.21.23).


N NAAMÁ (Urth ‘'agradável”). 1 . Irm ã ele T u bu l-C aim , HItia cio Lameque e Zilá (Gn 4.22). 2 . A m o n ita, c a s o n -s e com o rei Salomão* Foi a mãe de Roboão, o qual se tornou rei cio Judá (1 Rs 14.21. 31; 2 Cr 12.13). NAAMÁ. 1 . Fillio dé Benjamim e nulo da Ja có e R aqu el, fu nd ou o c1§ dos naam uuilas; desceu com o avó paru o Egllo (Gu 40.21; Nm 2(5.40; 1 Cl tf.4|. Em Números e 1 Crónicas é listado como fi­ lho de Bela fi neto rio Renjamim. Embora seja ptíssivel que se trale de duas pessoas com o mesmo nome em duas gerações sucessivas, n similaridade do que ocorre com oulro* nomes sugere que a reíerên* cia de Gêuosis omitiu uma geração, como frequentem ente ocorro na* genealogias hebraicas. 2. Descendente de Eúde. da lribo de Benjamim, o qual foi d iele de uma íanrrtIia om Goba (1 ( !r H.7), 3. Comandante do exército da Siria I Ará) que era leprosa 2 Réis 5 relata que esse grande lider entre seu povo conquis­ tara uma vitóiia com edida pel«» Senlior (v. 1J, Sua lepra, entretanto, o separara da comunidade e ele desejava muito livrat-so daquela enfermidade. Sua esposa linha uma serva israelita, capturada numa incursão feita pelos sírios em Israel. A garota sugeriu que Naamã visitasse o pr< >fnta Eliseu em Samaria. D rei da Siria. que provavelmente era Uen-Hadade (2 I<s 8.7J, otincoxdou e permitiu que o seu eomandante viajasse para Israel. Quando Naamã chegou com uma i orla de reco­ mendação de seu governante para o rei Jorâo (2 Rs ,'l.l), esle acreditou que se tratavo de uma provocação de guerra, pois a lepra era uma doença incurável (2 Rs 5.7)

Clisevi pediu que o sírio fosso enviado alé ele. Quando o comandante chegou ã i asa do profeta com sua c<unitiva. Eliseu sim ­ plesmente enviou um mensageiro o qúal Uie disso que Fosse e se lavasse sele vezes no rio Jordão. Naamã ficou profundamen­ te olendido devido a esse tratamento, mas seus servos 0 persuadiram a fazer o que o profeta dissera; assim, ele mergulhou sete vezes nas aguas do rio lordao e ficou to­ talmente curado da lepra. A resposta rio Naamã a essa cura leve um significado profundo: “Agora conhe­ ço que em toda a feira náo há Deu* seuáo em Israel... pois nunca mais olerecerã este teu servo holocausto nem sacrifício a outros deuses, s e n ã o ao S en h o r" [vv. 15.17). Sua afirmação do poder e da misen< Ordia de Yalinvh (o S en h o jj levou-o uão só a adorar ao Senlior. mas lambém a pedir-llie perdão. Nu v. 10, ele pediu perdâo pot ser obrigado a acompanhar o rei da Síria aa tomplo de Rimam e ajoelharse com ele diante do imagem, pois o rei apoiava-se em seu hmço. Percebera, por­ tanto, que o Certo ora adorar apenas a unico Deus verdadeiro. A resposhi do Eliseu foi: "Vai-te oro paz" |v. 19). O fata do Deus curai’ alguém que náo era israelita e esta pessoa reconhecer que Yahweh era o Senhor que devia ser ado­ rado lambém na Síria chama a atençâa para alguns ensinamentos básicos na Bí­ blia, Primeiro, há apenas um Deus ver­ dadeiro no mundo. Segundo, somente Ele pode salvar e perdoar. rtJgo que ale os pró­ prios israelitas às vezes, esqueciam. Ter­ ceiro, o Senhor é livre para Operar segun­ do sua vontade. Quarto, o Todo-poderoso é misarii xird ioso e perdoa quali juer um que s b voltu paru Ele, sem se importar com suu nacionalidade ou seus antece­ dentes.

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MAAMANI A passagem também dá mnn indica­ ção da atlludc que deve ter o que deseja receber miserictSrdia e perdão. Nesta pas­ sagem Naamã experimentou uma grande transformação: de um comandante arro­ gante, venerado por muitas pessoas em seu próprio país e incapaz de con&idtírár a possibilidade de lavar-se nas águas su­ jas de um rio eslrangeho, tornou-se um liainem humilde diante do Senhor. a fim de obtei ajuda '■ perdão. Voltou ao seu pais náo somente curado da lepra, mas com a paz do Senbor sohre ele. A importância desta passagem no en­ tendimento de que Deus oferece salva­ ção e perdão segundo sua vontade é Ião grande que Jesus referiu-se a ela bem no in ício de sou m in istério p ú blico, em Lucas 4.27. Quando pregoe na sinagoga de Nazaré, expôs Isaias ti l 1,2. a fim de revelar sua própria presença entre eles. Ciente de que rejeitariam sua mensagem o seria um "profeta sem honra” eub’e seu próprio povo. Cristo "colocou sai na feri­ da deles", ao informar que o Evangelho seria dado a outros povos. Assim como muitos leprosos em Israel uo tempo de Naamà oão foram curados, e sim um es­ trangeiro, da mesma forma o povo veria a misericórdia e o pardão de Dous ofere­ cidos a outros por meio do Evangelho. Os que desejassem receber essas coisas seriam colocados diante de um Senhor soberano que mostraria misericórdia sem acepção de pessoas, A multidão Grou “fu­ riosa uo ouvir isso” o demonstrou i>uu re­ jeição a Jestis e ã sua mensagem, ao leular matá-lo, Entender a Uberdade que Deus leni para levar misericórdia, amor e perdão a Iodos os pecadores é funda­ mentai paia u j u entendimento bíblico da próprio natureza do Senhor. Veja também o artigo sobre Geazi, o qual extorquiu um pagamento de Naamá, após o profeta Eliseu recusar-se a rece­ ber uma oferta desse com andante. Em coQsoqnèmca disso. Geazi foi atacado polu mesma moléstia que tanto afligira o general sírio. jmi.C-

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N A AM A NI (Heb. “o Senhor conforta”). Um dos israelitas que retornaram para Je­ rusalém com Neemias e Zorobabel. após o exilio na Babilónia (Ne 7.71. NAÃ (Heb.“conforto"). 1- Mencionado em 1 Crónicas 4.15, como o terceiro filho de CaJebe. filho de jefnné. da tribo de Judá, na qual era um dos líderes, 2 . Irmão da esposa de Hodias, um dos lídteres da Lribo do ludá l'! Cr 4 .1G).

N A AR Á . Uma das duas e.sposas do Asur S e u s filh o s A uzáo. H efer. Tem em e Haastari foram líderes na tribo de ludá (1 Cr 4.5,0) N A A R A I. M encionado em 2 Sam u el 23.37 e ] Crónicas I '1.39. loi um dos “trin­ ta" guerreiros valentes de Davi. que luta­ ram ao seu lado, Naarai e m endonado particularm ente com o o escud eiro de loabe. comandante do exército de Israel.

NA AR I. Filho deEzbai. perlera ia ao gru­ po dos ' trinta'' guerreiros valentes de Davi, os quais saiam com ele paia a bata­ lha e lideravam o povo de Israel na guer­ ra 11 Cr 11.37). Na passagem paralela, pro­ vavelmente é uhamado de Faarai. o orbita (2 Sm 2 3 .3 5 1. N AÁS llieb. serpente"|.

1. Lider amonila que tentou oonquistur o subjugai- os israeblas. uo levá-los a exigir um re i Essa exigência ora proibi­ da. pois comente o Senhor aluava i.omo soberano sobre eles fveja 1 Sm ti.0.7 12.12). O a iaque de Naás contra a cidade de Jabes-Gileade na verdade serviu para que Saul fosse confimiudo como rei de Israel (1 Sm 11) Quamlo Naas sitiou a cidade, os moradores d« Jabeh-Gileade len iaram fazer um acordo de pa*. O amunjta eslava disposto a aceitar o trata­ do desde que Iodos os homens da cidade furassem o olho direito. Os líderes pedi­ ram lun prazo de sete dias para tomar


NABAL uma decisão e aproveitaram para enviar te este foi o primeiro marido da mãe de mensageiros por lodo o Israel nui busca Davi; portanto, essas m ulheres seriam de ajuda. Saul nu viu n notícia quando aca­ irmãs dele somente pelo lado materno. bava do vnllíu riu campu o n d n l r ;i b ;d h niY< UD.Gcom seus bois. Imediatamente "o EsprriNA AS SO M . Filho de Aminadabe e pai 10 de Deus se apoderou de Saul- e acen­ deu-se sobremodo a sua ira'“ l 1 Sm 1 L.CSJ. de Saimorn, ancestraJ de Boa a e do rei Convocou 3 3 0 .0 0 0 hom ens, atacou os Davi; portanlo, m encionado na genea­ am onitas e matou praticam ente todos logia de Jesus Cristo, no Novo Testamen­ eles. to (Rt -1 20; 1 Cr 2 .1 0 .1 1; Mt t 4; Lc 3 32). Quando Saul íoi nomeado rei publi­ Era lider do povo de )ndá na época de cam ente |1 Sm 10), algumas pessoas fi­ Moisés e foi o representante da tribo uo censo (Nm 1.7). Quaudo os israelitas re­ zeram objeção quanlo ao seu direito de ocupar o trono e ele claramente não teuceberam instruções a respeito da p o siçã o tou se impor, mas continuou o sou traba­ em quo cada Lribo devia acampar em vol­ lho norm alm ente em sua casa. Esta vitó­ ta do Tabernáculo (a Tenda da Congrega­ ria valeu como uma afirmação pública do ção). Judá lo) designada a ficar a leste. <;om Naassom á frente de uma divisão de seu reinado, em Gilgal |t Sm 1 1.5). Nes­ 74.600 pessoas (Nm 2.3,4) Na época da se primeiro estágio rle seu governo. Saul buscava ao Senhor e Ie ve sucesso nas dedicação do Tabernáculo, ele levou as ofertas, do Judá, no primeiro dia da cele­ batalhas. Agrndeceu a Deus pola vitória bração INm 7.1 2 , 17) Quando os isra e lita s sobre os amom tas, quando disse: "Hoje afinal partiram do monte Sinai, Naassom ninguém será múrlo, pois neste dia o Se­ novamente eslava à frente de sua lribo nhor operou um livramento em Israel" (v. 13). LamenIavelmenIe, tempos mais tar­ (Nm 10 14] Sua irmã Eliseba casou-se com Arão (Êx 6.23). p.nr,. de ele se afastou completamente tio Se­ nhor o o Espírito de Deus o abandonou NAATE. 1* Neto de Esaú e Basemale. (J Sm 16 14) era lilho de Reueí; foi chefe de um clã do Mais tarde. ern 2 Samuel 10.1.2. le­ povo edomifa (Gn 36.13, 17: 1 Cr 1.37). mos sobre a morte de Naás Ilambém em 2. Descendente de Coate, da Lribo de f Cr 19.1,2). Fica claro por este texto que Levi. Era filho de Zofai e pai de Eliabe. Davi r e la c io n a v a -s e medhor co m os Ancestral do profeta Samuel (1 Cr 6.26) am onitas do quo Said. Posteriormente, o 3. Um dos levitas encarregado» da novo rei de Israel quis demonstrar bonsupervisão dos dízimos e das ofertas da­ dade para com o filho de Naás. chamado das pelos judeus. Como resullado tio ex­ H aaum . Tal gentileza fo i rejeitad a e traordinário avivamento que aconteceu deflagrou-se a guerra, a qual o povo de durante o minado dn Ezequias, o povo Deus venceu. Em outra ocasião, outro fi­ levou tantas ofertas ao Templo que foi lho de Naás. chamado Sobi. demonstro*) necessário construir armazéns especiais. bondade para com Davi quando este fu­ N-aate íoi ura dos levitas escolhidos para gia dê Absalão |2 Sm 17.27). 2. Pai de Abigail, a qual se casou com organizar o estoque das doações, sob a liderança de C on aoias e Sim ei (2 Cr letei. Ela ê identificada com o a irmã de Zeruia. mãe de Joabe. Jeter era pai de 31.13). Am a s a , co m a n d a n te das tro p as dn NABAL fHeb. "tolo"). O significado do seu Absalão (2 Sm 17.25), Em i Crónicas nume (1 Sm 25.25] era particularmente 2 .1 6 .1 7 . as duas m ulheres são id en ti­ adequado, dada sua lola recusa em tratar ficadas com o irmã;» de Davi, mas o pai Davi, o futuro rei de Israel, com o devido dele era Jessé e não Naás. Provavelmen­

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NABI respeito Era descendenlB du Calebe, demonstrou muito pòuCO do disciplino ou sabedoria do ancestral (1 Sm 25v3,30). O relato sobre a insensatez de Nabal nm l Samuel 25 e temperado corri a sabe­ doria de Abigoil, que mostrou a cortesia i! o bondade devidas uns homens de Davi. Nabal não leve qualquer lealdade paru com o-futuro rei e nada sabia sobre o S e­ nhor (vv. 1 fi, 11). Recusou ^se a ajudar Davi e seus companheiros. a despeito (le ser um homem R xlo m o m eu to rico (v. 2), Por onLro lado, Abigail evidentemente tinha um lé genuína no Senhor e agiu com sa­ bedoria (vv. 26-34). U íuluro rei prepara­ va-se paia marchar contra Nabal com 400 homens, mas sua fúria foi aplacada pela hospitalidade de Abigail. A m orte de Nabal. du um a Iaque cardíaco ocorrido após ouvir o que a esposa fizera, Ilustra o lati) <le tpie 0 fira do pecado, é a morle, A idlima insensalez de Nabal loi a dp náo recon hecer que a esposa Abigail agiu mai« sabiamente fi cem mais graço do que ele. Somente ela pedira perdão a Davi e reconhecera a presença do Senlior em tudo o que ele lazia (vv. 28-31). sa.

NABI. V rn dos doze homens euviados por Moisés ilo deserto de Parã para espi­ ar a tuna de Canaã (Nm 13.14}. O grande legislador escolheu um representante de cada tribo de Israel e Nahl, filho de Volst. foi o escolhido de Nafta li Para mais de­ talhes sobre a missão deles, veja Saimia. NABOTE. Viveu no lempo do rei Aca­ be. de Israel (074 a 852 adC.J. O relato de sua morle está registrado em 1 Reis 21. N a b o -fe, p r o v e n ie n te da reg ião de Jezreel, possuía uma plantação de uvas próxima ao palácio real. O monarca íez uma proposta para Iro cá-la por uma maior em outro Local. Nabote recusou, ao alegai- que a vinha fazia parle da he­ rança de sua família. Seu apelo para o Senlior (v. 1) provavelmente domoriátiu que tinha em mente a proibição de tais transações de venda pela Lei de Deus [Lv

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25.23-28). Quando Jezabul, a esposa do rei. viu que seu m ando eslava aborreci­ do devido a esse incidente, idealizou um plano perverso para que o rei conseguis­ se a vinha. Organizou uma lesta r fez com que Noboti se sentasse num lugar rle honra. Duná hiSb-munhns falsas esta­ vam assentadas ao lado dele e o acusa­ ram de ler amaldiçoado a Deus e ao rei. Nabole foi levado para fora da cidade r apedrejado alé a morte, juuto com os fi­ lhos (1 R s 21.13,14: 2 Rs 9.26). Depois da morte de Nabole. Jezabel incentivou Acabe a tomar posse da planlação. Ao chegai- à vinha, encontrou-se cora Elias?, enviado pplo Senhor, 0 profe­ ta então falou: ‘Assim diz o Sonhor: Mo lugar em que os ■áes lamberam o sangue de Nabole, lamberão o léu sangue, o leu mesmo" (I Rs 21 191. Elias lambém pre­ disse a destruição lolal de Acabe e sua casa. Como resultado disso, o rei hum i­ lhou-se (v. 29) e o Senhor abrandou suu ha. promiitRudo quo 0 desastre Seria pos­ tergado. A palavra do Senhor se cumpriu quando Acabe loi morto na balalha em Ramole-GIIeajde II Rs 22.34-.J8J e seu corpo foi levado de volta para Samaria onde “os cães lamberam-Lhe o sangur*” (v. 38i. Posteriormente, )eú m alou Jorâo. .fi­ lho tle Acabe, e levou seu corpo para a vinha de Nabole, a fim de se cumprir mais uma parte da profecia contra o rei e sua lamilia (2 Rs 9.2(5). EIp lambém loi ao palât io e matou Jezabel, ordenando qun fosse atirada par urna das janelas. Quan­ do foram enlerrá-la. os cá es a tinham de­ vorado, de maneira que os homens dis­ seram: "Esla é a palavra do Senhor, a qual falou por intermédio de Elias, o tisbita, seu servo: No campo de )ezrnul os cães com eria a carne rle Jezabel" (v. 3fiJ. A natureza do juizo de Deus sobre os que quebram sua Lei ou matam seus ser­ vos pode ser vista em vários lugares nas Escrituras, mas om poucos lugares os detalhes do cumprimento do juizo divi­ no sãO Ião explícitos como nesle triste episódio. O relato serve nomo um lem­


NABUCODONOSOR brete para os israelitas sobre o juízo do Senhor, ou seja. sua defesa dos direitos d«» pobre e do humilde e, acima de tudo. da permanência e da verdade de sua pa­ lavra. que sempre se cumpre. p .i m í

N A B U C O D O N O S O R (Aram. e Heb. “Oh Nahu (divindade buLulónica). proteju uma filho (ou m inha fronteira)"). Foi o seg u u d o e o m aio r rei do Im p ério Babilónico. Seu nom e é encontrado na Bíblia tios livros de 2 Reis, 2 Crónicas, Esdras. fe-remias. Ezequiel e Daniel. lira ti lho de Nabopolassar (cujo nome não e mencionado nas Escrituras), fundador da dinastia babilónica que eclipsou o Impé­ rio Assíriò. em 612 a.C. Nabucodonosor foi coroado príncipe e comandante do exercito caldeu que derrotou as torças de Faraó-Neco, do Egilo. Em 605 a.C,. na época em que seu exercito invadiu Judá. quando capturou lerusalém. tornou-se rei, após a morte de seu pal. Provavel­ mente governou como príncipe regente antes desse penodo. Como rei, Nabucodonosor governou alé 562 u.C.. por mais da metade do perío­ do de dominio babilónico (6 1 2 a 539 a.C.). Era um grande administrador, e muilo do esplendor da cidade de Babilónia deviase a ele, inclusive os Jardins Suspensos, uma rias sete maravilhas fio mundo anti­ go. Depois do sua morte, o poder do Impériu Babilónico declinou, até que final* mente foi den-otado pela aliança medo* persa em 5^9 a.C. As referências ao nome de Nabucodonosor nas historias paralelas em 2 Ríeis 24 e 25 e 2 Crónicas 36 rolaiiionum-.se com as várias fases, da conquista e deStruiçSo de Judá 1605. 597. 586 a,C.), A descrição do ataque finai menciona que os utensíli­ os do Templo foTam saqueados e levados para a Babilónia e o p róp rio Santuário foi queimado (2 Cr 36.18,19). Excoto os que morreram, a maioria d o s judeus foi depor­ tada para a Babilónia [v. 20). O nome de Nabucodonosor aparece duas vezes no livro de Jeremias (25,9-11;

27.6) em profecias sobre o exilio dp Judá Da Babilónia; sua duração específica é determinada: 70 ano« (25-91. O nome lam­ bém aparece em Jerem ias 39. que Jala sobre a decisão de Nabucodouosor dê deixá-lo em lerusalém (vv. 1.5,1.1), Todas as relerêu cia s a N ab u co d on o so r biu Ezequiel tôm que ver com as pn ífoclus das sua* vitórias sobre Tiro fEz 26.7; 2 9 .18) e o Egito (2 9 .19: 30.10). Em todas eSsas uti­ lizações históricas e proféticas, está claro que m esm o um g ov ernan te com o Nabucodonosor foi usado pura cumprir os propósitos soberanos do Senhor Deus ua História, especialm ente seu juízo. A ilustrarão bíblica mais clara da per­ sonalidade de Nabucodonosor e sua re s ­ posta ao Senhor e vista no livro de Daniel. Som ente as narrativas dos caps. L a 4 ocorrem durante a vida dele, embora haja referências posteriores em Daniel 4 e 5. O quadro que surge é de um monarca ex­ trem am ente in telig en te e so fisticad o (1 .1 8 -2 0 ), mas igu alm ente um tirano iracunda (2.12; 3 .1 3 ), ru jo ego oro tão enorme quanto seu poder (4.30). Provavelmente N abucodonosor tor­ nou-se crente no Senhor Deus no final de sua vida. A promoção de Daniel e seus amigos, Hananias Misael e Azarias, foi seguida por louvores a D eus com o o "revulador dos mistérios" [Du 2.47). De­ pois do eptsôtlio da fornalha ardente. 0 rei novamente expressou louvores ao Se­ nhor e decretou que ninguém devia falar confia o Deus dos judeus (Du 3.29J Fiualm eute, após .ser arom etido pôr um acesso de loucura por causa de seu orgulJho (Dn 4.32). Nabucodonosor foi restau­ rado fv. 34), reconheceu que o Senhor era 0 Rei sobre o céu e a lerra e o glorificou (vv. 35-37) Se Rsta progressão não repres«ata uma conversão, pelo monos con­ trasta nitidamente com o orgulho e a ce­ g u eira e s p iritu a l do ú ltim o rei da Babilónia, Belsazar (Dn 5.18-23). Na sequência histórica, a última refe­ rência a Nabucodonosor é em Esdras 5.12. Nesse toxto, uma carta do governador

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NACGM medo-persa releru-se a "Nabucodonosor, rei de B abilón ia, o cald eu ". O lerm o "caldeu" provavelmente refere-se á ori­ gem geográfica de sua família, no sul do Mesopolàmia listo è, a Caldéia; vejo (Jn

prometer a santidade de Deus era a mor­ le. Como nenhum dos dois tinha filhos, "somente Eleazar p Itamar exerceram o sa­ cerdócio diante de Arão, sou pai" (Nm 3.4 1. 2. Filho di: Jeroboão 1. rei de Israel, 112.0). .uj-ti. governou apenas dois anos (1 Rs 15.251, antes de ser assassinado por Baasa (01D a.C.). Foi o segundo governante do reino NACOM (Heb "oorreUTj. Proprietário(ie do Norte depois da divisão da monarquia; uma eira pela qual a Arfia da Aliança pas­ tão mau quanta seu pai, andou no mesmo sou quando era conduzida de Baalim para caminho de idolatria (v. 26). Baasa alacou Jerusalém. Os bois que puxavam a c a r r o ­ e malou Nadabe quando este liderava os ça que conduzia a Arca tropeçaram (2 Sm israelitas num cerco a unia cidade chama­ 6 .6 ). Uzá, um dos d ois filh o s de da Gibelom, dos filisteus (vv 27,28). Em­ A bim dabe qun dirigiam a carroça, es­ bora o Seubor o usasse pura cumprir seu tendeu a tnão para ampará-la e locou nela. juízo sobre a casa de Jeroboão, por causa algo que era terminantemente proibido ila pavorosa idolatria e dos pecados que Como resultado. “Deus o feriu ali por esta praticavam, mesmo assim Baasa não se­ irreverência, e m oneu ali junto à arco de guiu a Deus, mas fez o que era “mau aos Deus" fv 7), olhos do Senhor, e andou no caminho do Jeroboão e uo seu pecado coin que tinha NADABE (Heb. "disposto”!. 1. Primeiro filho de Arão e sua espo­feito Israel pecar" (v. 34). 3. Um dos filhos de Samai e irmão de sa E lise b a : seus irm ãos foram A biú. Abism Pertencia â tribo de Judá e é men­ Eleazar v ítamar (Êx 6.23: Nm 3-2: 26.60: cio n a d o na g en ealo g ia de Jeram eel, I Cr 6.3; 2A 1,2). Na época da confirmar Seus lilhos foram Selede e Apaim f l Cr ção da Aliança do Senh or com Israel, 2.28,30J, Nadabe eslava entre os 70 anciãos que 4. Mencionado em I Crónicas 8.30 e "viram o Deus de Israel", quando acom­ 9.36, era um dos filhos de Jeiel e sua espo­ panharam Moisés parto do caminho até sa Maaca. da tribo de Benjamim. Listado o monte Sinai (somente Moisés aproxi­ na geuealogta que parle de Benjamim até mou-se dt i Seuhor: Êx 24.1. 9: etc.). Junta­ Saul. P.D.G. mente com o pai Aráo e seus irmãos, íoi apontado como sacerdote para servir ao N A FI S . Filha de Ismael, portanto nelo Senhor e receheu trajes especiais para esse de Abraão e Hagar; fof líder de um clã fim (Êx 26.1,2). Como oficiante, devia ser ÍGn 25.15; 1 Cr 1.311. Este nome também santo e separado para esse serviço. foi dado a um dos membros da família Frequentemente na organização do dos hagarenos (desceu dentes de Hagar e sacerdócio, a ‘‘santidade” era enfatizada de Ismael), os quais foram derrotados por como a essência da adoração israelita. uma coalizão das tribos de Rúben. Gade Deus era "sanlo'’, portanto as pessoas não e Manassés 11 Cr 5.191. podiam aproximar-se deLe. Qualquer cul­ to no Senhor era realizado em resposta NAFTALI (Heb. "m inha lula"). Segundo aos seus mandamentos e como cumpri­ filho de Jaco e BiJa, serva de Raquel De mento dos requisitos de santidade. La­ acordo com a narrativa bílilica (Gn 30,6), m e n ta v e lm e n te , tem p os m ais tarde ele recebeu esle nome porque Raquel viu Nadabe e Abiú morreram por lerem ofe­ om seu nascimento um sinal de que Deus recido "fogo estranho perante a face do llte dera uma vantagem em sua luta com Senhor, o que ele não lhes ordenara'’ (Lv a rival, sua irmã Lia. Depois do uascimen10.1; Nm 26.61). A penalidade por com ­

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NATÃ. 0 PROFETA l.o de Naftalí. Raquel concebeu e deu à luz seus próprios filhos lose e Benjamim, Naflali nunca mais íoi mencionado, exceto nas bouçãos pioforidas por Jacó d Moisés e só uumn patronímico da tribu que recebeu seu nomi*. Israel, de uma manei­ ra um tanto obst ura, relere-se a ele como 'uma gazela solla" (Gn 49.211, enquanto Moisés, ao íalaj da prosperidade e do fa­ vor que a tribo experimentaria. especifica que sua localização tenitOffiiíil seria ao "sul do lago” (1)1 33-23J. A herança que a tribo recebeu posteriormente indica que o lago em questão era o da Galiléia, onde Naítali se estabelecera ao norte e noroeste dnle Isaías, em tmia de suas mais gloriosas profecia8 niiíssiíimcas. olhou para nm tem­ po quando o desânimo e a tristeza seriam substituídos pela luz radiante das boas novas «la salvação (Ls 0.1*7). A terra de Zebulom e de Naflali seriam «spei iolmeole beneficiadas e não se pode ignorar o sig­ nificado do vido e do trabalho tle Crislo naquela região como cumprimento da es­ perança profética (cí Ml 4.12*10.1i-:.w,

N A G A Í . .Ancestral de lesus. listado na genealogia que vai de Cristo até Adão. Era filbo de Maate o pai de Es Li (Lc 3.25). NÁ O - A M A D A . Veja Lo-Ruama. Esta é a tradução (não se encontra na Versão Com lemporànea)douomeLo-Ruama (Os 1.0,#; 2.23), traduzido como "desfavorocida” nm outras versões em português.

N Ã O - M E U - P O V O Veja Lo-Am i (Os 1.9.10; 2.23: Rm 9.25,20).

N A O R . 1 . Fillio do Serugue. Com 29 anos de idade. Iornou-se pai de Terá; por­ lanlo. era avô de Abraão (Gn 11.22-26; I Cr 1.26). Nenhuma informação adicional é dada sobre ele, mas «nu nome aparece novamente na genealogia apresentada por Lucas 3.34. que vai de Jeôus e José até Adão. 2. Irmão de Abraão, era neto de Na«r (Gn 11.271, Mui lo pouco se sabe «obre de. exceto que se casou com M ilra (v 29) e viveu nn Mesopotámia onde seus filhos n.iscefem (Gn 2 2 .2 0 -2 4 : 2 4 .1 0 ). Tinha lam bém uma c o n c u b in a ch am ad a Retimá. Abraão e Naor aparenternBute sempre se comunicavam (Gn 22.20*24). p o is uo ínm po o p o rtu n o o servo de Abraão pro< urou uma esposa para Isaque. nn fam ília de Naor [ou seja. Rebeca, 24 15.24) e posteriorm ente Jacó fez o mesmo (Raquel e Lia. Gn 29.5). Génesis ,i 1,53 sugere que Naor compartilhava com Abraão a mesma lé no Deus verdadnho. j. Á .M .

N A R C I S O . Cidadão romano ment ionadn por Paulo em Rm 10.11, onde sua fa­ mília recebe uma saudação do apóstolo O falo de q u e eln mesmn não é saudado individualmente lalvez informe que so­ mente outros membros da família ou alé mesmo alguns escravos eram cristãos.

NATÃ, O PROFETA O profeta Nalã serviu ao Senhor durante o reinado de Davi e faleceu durante o gover­ no de Salomão. T ev e uma participação proeminente em lrês eventos importantes ua Vida de Davi. Na primeira passagem 12 Sm 7: veja também 1 Cr 17), Davi acabara de construir seu palácio. Fora grandemente abençoado por Deus e decidiu que a Arca da Aliança, a qual se encontrava numa tenda, teria uma casa permanente. O rei consultou Na|:ã, o qual concordou que o Senhor estava com ele: por isso. Davi faria o que desejasse. Talvez Nato estivesse acostumado a ver a bênção de Deus em tudo o que o rei fazia. No entanto, ua noite seguinte a essa conversa, o Senlior lhe falou que Davi não ero a

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NATÃ, O PROFETA

pessoa indicada paro construn □ Templo e quo jamais pedira (a) construção [2 Siri 7 5-7) A mesma profecia, entretanto, trouxe ao rei □ declaração da aliança de amor de Deus com ele. na qual o Senhor lhe promel«u que seu nome seria grande Iv. 9). seu povo Leria paz e seu filho edificaria "unis casa ao meu nome”. O trono e u reino de Davi e de seu filho seriam estabelecidos perpetuamente Iv. 13). No v. 14 o Senlior disse: “Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho'’. Deus tambern disse que seu amor permaneceria sobre a casa do Davi e seu T*ino para sempro (w . 15.1R). Es tu mensagem tina lmente st* tornou a base da expectativa messiânica e 6 conhe­ cida como “aliança davidica". As gerações posteriores aguardaram o advento de um rei eufa trono seria estabelecido para sempre (veja. por exemplo. Is 9.6.7: 11.1-3: Jr 23.5,6: etc.). Finalmente, o cumprimento desta promessa íoi visto nas Escrituras com o advento de Jesus como o Messias e “o Filho de Davi" (Mt 1,1; 12.23; 22,42; Mc L2 35; Rm 1.3. Ap 5.5; 22. 16; etc.j. Para Davi. que não poderia ver nem parte da glória que estuva reservado, ainda assim a promessa parecia esmagadora, e sua oração do gratidãoe louvot pela mensagem levada pelo profeta Natá esta registrada em 2 Samuel 7.18-29. Lamentavelmente, o próximo encontro registrado eulre Davi e Natá não foi tão agradável (2 Sm 12). Recentemente, o rui havia adulterado com Bate-Seba e provi* dcmciado a morte do marido dela, Urias. Natã loi enviado pelo Senhor até Davi, com a seguinte paráholn: Llm homem pobre possuia apenas uma ovelha. Um rico tinha um grande* rebanho de ovelhas. Um viajante chegou ã casa do poderoso, o qual mandou que pegassem a ovelha do pobre e preparassem uma reíeiçáG para o amigo que chega­ ra de viagem, 0 rei ouviu a história e depois disse a N'atã; “Tão certo como vive o Senhor, digno de morto é o liomem que foz isso” (v. 5). “Então disse Natã a Davi: Tu és esse homom" fv. 7). O julgamentn de Deus sobre o roi, pronunciado por Natã. foi que suas esposas soriam tomadas por outro homom e a criança que nasceria de sua união com Bale-Séba morreria. Além disso, a casa de Davè enfrentaria guerras constantes. O rei reconheceu a lição da parábola: a despeito de tudo o que possuía, tirara a esposa de um homem que tinha Ião pouco. Arrependeu-se de seu pecado (2 Sm 12.13; veja SI 5 1 1. O Senlior o perdoou (2 Sm 12.13), mas, C O ulO conseifuéncia de sua transgressão, a criança que Bate-Seba dera à luz morreu (v. 15). O sinal de que Davi foi perdoado veio mais tarde, qu,mdo leve outro Filho com a mesma mulher, o qual recebeu o nome de Salomão e lornou-se herdeiro das promessas de 2 Sam uel 7. Natá trouxe uma palavra do Senlior que o menino seria chamado ledidlas 12 Sm 12.251, porque o Se­ nhor o amava. A terceira vez que Natã teve outro papel im portante foi no final da vida do Davi (1 Rs 1] Deus deixara claro que Salomão seria o sucessor de Davi no trono do Israel, Quando Adonias, nulro filho do rei. tentou usurpar o trono. Natã apoiou Salomão. Informou Baté-Seha sobre o complò |w . 8.111 e a aconselhou sobre o que lazer, para assegurar a Salomão o direito à sucessão |vv. 12-141 Natã foi chamado a presença de Davi e instruído paTa ungir Salomão como xei. Ele assim fez e o ato íoi proclamado diante do povo (vv. 22-45). Outra informação que temos sobro o profeta 6 quo mantinha os registros dos even­ tos nos reinados de Davi e Salomão (1 Cr 29.29: 2 Cr 9.29) e provavelmente deu algumas instruções concernentes à música do culto, no Templo (2 Cr 29.25)

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NATANAEL NATÃ (Heb. "presente"). 1 . Veja Notõ, o profeta. 2. Fiibo do rei Davi. nascido om Jeru­ salém . Sna mãe fui B.ité-Sua, filha de Amiel 12 Sm 5.14; i Cr 3.5; 34.4U Ele é mencionado novamente numa passagem m essiânica ein Zacarias 12.12, a qual re­ vela o dia em que os descendentes de Davi o de Natã, chorando, buscarão o pordãú do Senhor pela maneira como o trespas­ saram, Nalá lambém é listado como filho de Davi oa genealogia apresentada por Lucas, que vai de fesus ate Adao (Lc :t,:t IJ. 3. Natã, de Zobá, piij de (gol. um dos "trinta" guerreiros valentes de Dúvi {2 Sm 23.36). 4. Provavelmente é o mesmo relacionado uo item 2. Era irmão dp Iop I, um dos "trinta" guerreiros valentes de Davi (1 Cr 11.38). 5. Pai de dois importantes oílciais da corte de Salom ão; Azarias, cliefe dos intendentes distritais: e Zabudi\ minis­ tro e amigo do rei 11 Rs 4.5). Esla lisla de oficiais enfatiza a estabilidade o a grau de/.a de Israel sob o reinado de Salomão. 6 Mencionado em 1 Crónicas 2,36. ora pai de Zabado e filho de Alai. Perten­ cia à tribo de ludá. 7. Um dos judeus, chefe eutre o povo. que se uniu a Esdras uo retorno do exílio na Babilónia paru Jerusalém e ajudou a e n c o n tr a r le v ita s q u a lific a d o s para acompanhá-los até Judá (Ed 8.161. 8 Mencionado eutre os descenden­ tes de Binui Na época do retorno do exilio, na Babilónia, Secanias confessou n Esdras que muitos homem- de Juda. in­ clusive descendentes de sacerdotes, ha­ viam-se casado <om mulheres de outras tribos e de diversas nações. Esdras levou o povo ao arrependimento e ao pac.to de servir ao Senlior (Ed 10,2J. Natã está listado em Esdras 10.39 com o um dos judeus que se divorciaram das esposas estrangeiras. p.u.g.

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NATA-M ELEQUE (Heb. “o rei da"). OBcral da corte no reinado dr josias. de Judá.

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TLnha uma câmara perto da entrada do Templo (2 lis 2 3 .1 t1. Durante o avivamento e o retorno da v urda do ira adoração, o rei Josias mandóu remover e queimar as estátuas de cavalos e carruagens que fo­ ram dedicadas ao Sol pelos |ierversos reis que o antecederam. Tais imagens íoram colocadas próximas à câmara de NntõMelequo. NATANAEL (Heb. “presente dp Deus” ).

JL M encionado somente no evange­ lho de João. loi um dos discípulos que seguiram Jesus desde o início de seu mi­ nistério público. João 21.2 diz que em pro­ veniente de Caná da Galiléia e o mencio­ na entre as testemunhas da ressurreição de Cristo. )r>ào 1.45*40 uarra como loi le­ vado a Jesus por Filipe. A primeira reuÇão dele ao sabor qual era a cidade natal de Cristo, loi perguntar se alguma coisa boa viria de Nazaré. Quando lesus o viu. disse: ‘Aqui está um verdadeiro israelita, em quem uao ha nada falso" (v. 47J. Ime­ diatamente Natanaol percebeu que Jesus o conhecia o porguntou-lhe como íoi pos­ sível isto. Tesus lhe respondeu. "AnleS que Filipe le chamasse, le vi quando estavas debaixo da figueira" (v. 48). Á cena que $e segue é surpreendente devido a sua falta do explicação ou de detalhes. A res­ posta de Natanúel foi extraord in ária: “Rabi. tu és o Filho de Deus. tu és o Rei de Israel!'* Iv. 491. A breve exp licação dada para esta demonstração de sua fé e.m Cristo é eucontrada em Jrifio 1.30. Jesus disse: "Por­ que te disso quo 1o vi dflhaíxo da figueira, cnis? Coisas maiores do que esla veras" Náo Lemos informações sobre a experi­ ência de Natanael debaixo da figueira ou por que. o cunhei emento de fesus sobre isso teve um impacto Ião torto sobre ele. Algum sugerem que Crislo lalou sobre uma passagem messiânica das Escrituras eu mesmo sobre a historia de Jacó e a escada com os anjos, uma reierêuc ia que Jesus utilizou no v, 5 1. Mas talvez soja nnm combmuçãú — sabor que |esus ti­


NAUM nha um conhecim ento sobrenatural so­ bre elo como pessoa e a apresentação de Filipe: "Achamos aquele do quem M oisés escreveu na lei. e a quem se reler ira m os prófelas: Jesus de Nazaré, fillio de José'\ Ou lalvez houvesse m ais elementos en­ volvidos em sua conversão do que somos informados. Qualquer i ] u k soja o motivo ou oí. antecedentes desta doclaraçâô ex­ plícita de íé. feita por Natanael. o escri­ tor do evangelho a utiliza Oorno um exenv pio claro do tipo de conlissáo que dese­ java que lodos os seus leitores conheces­ sem . Por todo seu o v an g elh o . João enfutiza a necessidade da verdadeira fé em Jesus, a qual envolve compromisso para com Ele. como "o Filho de Deus ‘ (veja |o 20.31> onde loão declara sua ra­ zão paia escrever O evangelho; também J 1.27). Natanael é a primeira pessoa quo a Bíblia diz que “creu" e a segunda a cha­ mai Jesus de "Filho de Deus” |a primeira loi João Batista Jo 1.34); desta maneira, lornou-se o exemplo da resposta que se esperava de urn judeu devoto, confronta­ do rom seu Rei Messias. TentaLivas do id e n tifica r N atanael como um dos doze discípulos, conheci­ do em outros lugares por um nome dife­ rente, são, oa melhor fias hipóteses, sim­ ples especulação. p. d . c . 2 Filho do Zuar e iídnr de lssacar, no tempo de Moisés: portanto, o represen­ tante da tribo ditranle o censo (Nm 1.8). Quando foram dadas as instruções sobre como e onde cada grupo IribaJ acampa­ ria, em relação ao Tabernáculo (a Tenda da Congregação). lssacar foi esta boleei do ao leste, perto da tribo de Judá, com Nalanael à frente de 54.400 pessoas (Nm 2.5 ,6 1 . Na (esta da d e d ic a çã o do Tabernáculo, ele levou as ofertas de sua lribo no segundo dia d«» culebração (7,18, 23). Quando os israelitas fingimento par­ tiram do Sinai, novamente Nalanael es­ tava à frenle de seu povo 110. 15). 3. Quarlo lilho de lessé (1 Cr 2.14). Quando Samuel foi ungir o novo rei. o velho belernita fez com que todos os seus

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filhos so apresentassem dianie do profe­ ta. a partir do primogénito, om ordem do idade. Davi foi o sétimo. 4. Sacerdote mija larefa foi a de locar trombeta adiante da Arca da A liança, quando foi levada para lerusalem pelo roi Davi (I Cr 15.24 —também chamado de Notaneel). 8. Levila, pai do escrivão Semaías (1 Cr 24.61» o qual registrava o nome e a fun­ ção dos sacerdotes e levitas, apôs o rei Davi organizai a adoração na Teuda da Congregação. 6 . Quinto filho de Obede-Edom, descondnnto de Coré. responsável pelo aten­ dimento uos portões do Tabernáculo, na adm inislracão do rei Davi ( l Cr 26.4). Possivelmente é o mesmo idenlificado no item 4. 7. Um dos oficiais do rei Jeosafá. en­ viado no terceiro ano fie sau reinado para ensinar o povo das cidades de ludá sobre o Senlior e sua Lei (2 Cr 17.7). 8 Durante o avivamenlo pspirilual, o rei Josias doou ovelhas e outros animais para os sacrilú ios oferecidos pelo povo Este Nalanael foi uni dns lideres dos le­ vitas que. junto com outros com panhei­ ros, também doaram voluntariam ente muitos animais para os holooaustos (2 Cr 35.0). 9 . Descendente de Pasur. foi um dos judeus que se casaram com mulheres es­ trangeiras na época de Esdras IEd 10.22) 10. Lider da fam ília sacerdotal de Je d a ia s , estava en tre os ju d eu s que retornaram do oxílio na Babilónia com Zorobabel (Ne 12 21 - lambém chamado de Netaneel). UL Provavelmente o mesmo relacio­ nado no item 9, era um lider na lribo de Juda e sacerdote que tocou instrumentos m usicais na festa de dedicação dos m u­ ros de Jerusalém (Ne 12-36 - também chamado de Netanel J. p.n.r;.

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N A U M . 1. O nome vem dn vocábulo hebraico “conforto, confortado/*, que de­ riva do verbo "arrepender-se’' Esto bo-


NAZARENO mem de Dous, q u ase d e sco n h e cid o , exceto por moio do testemunhei da com­ posição literária que Iraz r> setl nora©, é descrito como ‘a clco sila" (Nu l .I j, nu seja, um nativo da vila de Elcos. Inielizmento. a despeito de varias hipóteses quanto à identificação do locai, náo foi possível dessxjbtír com certeza osso lu ­ gar. Parece razoável presumir que a cida­ de ficava na região de ludá. pois o profe­ ta demonstra couhecer bem ludá (e Jeru­ salém). o ipie indica uma certa proximi­ dade dos locais (Na 1.12,13,15). Naiun ídèn ti fica-se com Jonas. pois seu orá( uki náo foi dirigido d ire lamento a Israel ou fudá, mas a Ninive (Na 1.1,11: 2.1; 3 . 1). Entretanto* não há indicação de que ole tenha viajudo até lá. para trans­ mitir s«u oráctila do juízo. A Ihblia uao relata como sua nmusagean chegou ate os moradores de Ninive |se. de lato, Isso aconteceu). Talvez o propósito mator fos­ se u assimilação do povo local, fiara im­ primir uo coração do profeta e dos leitore.s que o Senhor Yàhtveh o soberano sohre todas as nações, mesmo as t}ue são poderosas e ameaçadoras. Embora a dala do ministério de Naum seja muito discutida, algumas evidências no próprio livro sugerem o período dos anos 663 a 612 a.C. Ninive claram ente ainda existia no lempo de Naum. embo­ ra sua destruição estivesse próxima (cf. Na 1.15; 2.1,3-131. A cidade caiu nas mãos dos caldeus em 612 a.C,; assim, se o livro for visto como profético. Naum coro cer­ teza escreveu antes dessa data. Por outro lado. o profeta refere-se u conquista de Nó-Amora (Tebas l pelos assírios como um exemplo do destino que aguardava a pró­ pria cidade de Ninive (Na 3.8|. Esse fato ocorreu om 663 a.C. e talvez tenha suce­ dido num lempo bom distante da época do profeta. Uma data entre 615 e 612 a.C. parece provável. Outra diferença entre a mensagem para N in ive ou cou cernente a ela por Jonas e Naum, respectivam ente, é que essa cidade arrepondeu-so nu época do

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primeiro profeta l ln 3.5-10). mu* não hou­ ve arrependlmenio por meio da pregação do segundo. Do fato, não existe indica­ ç ã o ilo quo tal fato aconteceu, pois 0 li­ vro termina com uma notn sombria rle que a condição de Ninive ora irremediável n sem esperança (Na 3.18.1*1). Em ambos os casos, entretanto, o Senhor mostrou sou domínio sobre as nações da Terra, lauto em sua subm issão como era sua transgressão e consequente destruição.

r..M. 2. Menciouado aa genealogia de Je­ sus Cristo, apresenlada em Lucas 3.25. Era filho de Esli pai de Amós. NAZARENO. Esle nomo aparece trés ve­ zes nos evangelho» e refere-se a Jesus (Mt 2.23; Mc 14.07; 16.6). Em Atos 24.5 loi usado pelo orador Tprtulo, no julgamen­ to de Paulo d ia n te do governador Pelix, a fim de descrever a seita que o apóstolo suposlamente liderava, ou seja, paranpresenlar o próprio cristianism o. A origem da palavra continua em de­ bate, Provavelm ente a resposta é bem sim ples, porque Jesus era co n h ecid o nomo proveniente da cidade de Nazaré, expressão *fde Nazaré", paru so referir a Cristo ocorre com m aior Irequêut. iu (17 vezes nos evangelhos e Atos). O fato de quo Nazaré era uma cidade um lauto des­ prezada naquela época talvez indiqup o desdém que-se vinculou à palavra uo fi­ nal do ministério de |esus, no seti uso, por exemplo, em Marcos 16.6. Provavel­ mente isso ajuda a explicar o uso deale termo ern Mateus 2.23. onde o evangelista diz que rumprirain-ae as Escrituras no sen tid o de que Josus seria ch am ad o "Nazareno". Mateus descreve a maneira como Je­ sus foi desprezado pelas pessoas que o cercavam (Ml 11.16-ltt; 12.14.24; 15.7,8). A associação com Nazaré, o lugar despre­ zado onde Cristo fora criado, provavel­ mente ajudou esse escrilor a ver mais pro­ fundamente o cum prim ento de todas as profecias que sugeriam um Messias des­


NA2IREU prezado e rejeitado (por exemplo. Is 49.7: õ$.3; SI 22.6.7 etc.|. Ainda com relação uo cumprimento das mensagens proféti­ cas. não é que necessariamento os profeIas dissessem que o M essias virio de Nazaré, mas. sim. quo seria dosp reza do, como acontecia rom as pessoas proveni­ entes de Nozuré nos dias de Maleus. PJi.G.

N A ZIREU íHob. “consagra do1’). Termo aplicado a um liomem ou uma mulher que assumia alguns votos particulares "de separação ao Senhor". Números 6.1-21 descrevi: tais propósitos (;om alguns detalhes.A pessoa pre< ísava abster-so do be­ bidas alcoólicas o de qualquer alimento derivado da uva. Nenhuma navalha po­ dia tocar sua cabeça e seus cabelos devi­ am cresenr livremente, como testemunho de sua separação ao Senhor. O nazirou não podia aproxim ar-se nem tocar em algum cadáver. Também havia regula­ mentos para que, se ele so contaminasse acidentalmente, soubesse o que precisa­ va olerccorcomu propiciação. Um nazireu só dedicava ofertas especiais ua Tenda da Congregação (no Tabernáculo). Quaudo term inava seu período de dedicação, apresentava novamente uma oferla espe­ cial e tosquiava o cabelo de forma ceri­ monial. quando oferecia o próprio cabe­ lo cortado. Depois dessa cerim ónia, o nuziteu estava livre para tornar hnbidu alcoólica novamente. O propósito do voto sem dúvida era oferecer um serviço mais sério e ( Ompro­ metido ao Senhor por um periodo deter­ minado de lempo, talvez como partr da apresentação de um pedido a Deus ou parte de uma oferta dr ações de graças por suas bênçãos. De qualquer maneira, o voto sempre eslava relacionado com a basca du bênção de Deus sobre o indiví­ duo ou a comunidade. Nào ha m u ita s re fe rê n c ia s aos nazireus no Antigo Testamento O mrlhoi exemplo de todos foi Sansão. designado por Deus paro ser separado desde o nas­

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cimento. É interessante notar que n pre­ sença do Espírito do Senhor sobre ele estava dirotoinenUi relacionada ã sua obediêucia às regras do voto [fz U i.5,7,25; 16.171. Só foi capturado pelos filisteu^ após eles cortaním suas sete tranças Posleriormente, quando seu cabelo cresceu novamente o Sansão orou ao Senhor, sua força voltou (|z 16.22.26). O p ro feta Am ós o lh ou para os nazireus como grandes homens levanta­ dos por Deus, porém pervertidos pelos Israelitas, que os forçonun a beber vinho. Em outras palavras, a perda dos nazireus e a perversão de seus valores e de seu com prom isso tom aram -se sintom as da rejeição de Israel poi pinte de Deus (Am

2 J 1.12), Embora a palavra "noziieu' nào seja usada com reloção a Sam u el ao que pa­ rece ole também- como Sansan, foi dedi­ cado pela mãe para ser separado por toda a vida 11 Sm 1.11|. Embora não identifi­ cado como nazireu, João Batisla prova­ velmente lambem foi oferecido por seus pais. pela maneira em que vivia; como tal. sou comportamento contrastava viva­ mente cora o de lesus, que bebia vinho livremente (Mt 31.18,19). O apóstolo Pau­ lo provavelmente terminava urn voto de nazireu, quando cortou os cabelos em CeniTróiã (Al 16.18J. p.o.Cr.

N E A R IA S . 1. M encionado em t Cróni­ c a s 3 .2 2 ,2 3 co m o d e s c e n d e n te do Sec anias e filho de Se ma ias Pertencia ã linhagem real que viveu depois do exílio na Babilónia. Teve IrêS filhos; Elioenai, Ezeqiuas e Azricão. 2. Pilim de lsi, da tribo de Simeão, vi­ veu no tempo do rei Ezequias, do Judá. Partii.ipou de uma invasão ua região mon­ tanhosa de Sob ía leste do mar Morto), onde os remanescentes dos amalequitas loram mortos. Depois disso, seu povo es­ tabeleceu-se naquela região 11 Cr 4.42.43) N EBA I. Líder de uma família que retor­ nou com seus descendentes para [erusa-


NEBtTZARADÁ cidade de Jerusalém quando, finalmen­ te. foi leila uma brecha no muro e os babilónios mvaduam a cidade. Juntamen­ te com seus companheiros, recebeu ins­ truções do tuí para assegurar a idoneida­ de física do profela |Ore mi as. Por isso, os oficiais o colocaram sob os cuidados ilo governador Gedalias [Jr 39.13).

lém, depois do exílio na Babilónia. Sob a direção dp Neemias, foi um doa que ussiiiaruni o pacto leito poJo povo tle obede­ cer à Lei do Deus « adorar som enle ao Senhor (Ne '10.191. N E B A I O T E . F ilh o pr iiu o g ên ilo do Ismael r hder tribal (Gn 25.13; l Cr 1.20). lim a do suas irmãs», chamada Maulale. casou-se com Esaú |Gn 28.0: veja também 36.31. Na profecia de baias sobre O luluro glorioso «lo povo de Deus (ls 00.7). as o v elh a s e os c a rn e iro * d»1 Q uedar e Nebaiote. filhos de Ismael, seriam levados para o serviço do Senhor como oíertas, om cumprimento às antigas profeci­ as de que os descendentes de Ismael ser­ viriam aos rle Isaque. N EBA TE. Puj rle Jeroboão 1 seu nome aparece varias vezes om 1 e 2 Reis e 2 Crónicas, por meio du expressão ‘Jeroboão. lilho de Nebate". provavelmente usada para distinguir Jeroboão I (primei­ ro rei tle Israel depois da divisão do rei­ no) de Jeroboão II. filho de Joás o o I3S rei do Israel. N E B O . 1 . Um dos dois deuses mais ímportanles da Babilónia nos dias du profe­ la Isaías e posteriormente na época ila invasao de [udã pelos caldeu*. Fora lam­ bém deus dos assírios e ora considerado como a divindade da sabedoria »■ da lite­ ratura. Em Isaías 46.1. O profela retere-se à huagena de Nebo ' abaixando-se", a fim de utilizar essa expressão como figura da fuliLra quedtí do Jmpério Babilónico. 2. Seus descendentes estavam entre os judeus que retornaram do exílio, na Bahilfmia. Alguns deles haviam-se casa­ do com m ulheres estrangeiras e, sob a direção de Esdras, decidiram divorciarse (F.d 10,43). N EB U SA Z B Á (Heb. "Nabu (divindade babilónia] me livra"). Um dos oficiais do rei Nabucodonosor, da Babilónia. Estava entre os oficiais caldeus que ontraram na

N E B U Z A R A O Á (Heb. '‘Nabu tom dado descendentes"). Comundanlr: da guarda ímporiol sob o governo do rei Nabuco­ donosor. da Babilónia (2 Rs 25.8). Foi encarregado da destruição final dn Jeru­ salém, ocasião em que queimou o Tem­ plo, as casas e derrubou os muros da til­ dado. Dopais deportou a maior parte dos habitantes para a Babilónia Levou-os ã presença do rei Nabucodonosor em Ribla (st/. 9,12,20). O relato sobre a queda do lerusalem e a participação de Nebuzoradã também é meucionado om Jeremias 39.813 e 52.12-27. Uma rias suas tarefas íoi assegurar a proteção do proleta Jeremias. Colocou-o sob a custódia de Gedalias, o governador de fudá nomeado pelo roi da Babilónia (Jr 39.13,14). Jeremias 40 registra queNobuxaradà encontrou Jeremias, acorrentado e o li­ bertou. Q tratam ento dado ao proleta foi notável, lalvez devidn ao fato de que proletizara sobre o que aconteceria o ad­ vertira o povo n aceitar a deportação para a Babilónia (fr 38.17-28). Os even­ tos. entretanto revelam também a so­ berania de Deus p ela m aneira com o usou os caldeus Dão som enle para custigar seu povo, m as também para pre­ servar seu proleta du morte. Talvez o própriu Nobuzaradâ percebesse que o Senhor escolhera a ele e a seu exército para esse fim |Jr 40.2-51. Nessa primeira investida de Nebuzarada em Jerusalém, os mais pobres en­ tre o povo foram deixados na terra para cuidar dos i ampos o dus vinhas 130.10). Quatro anos mais tarde ele voltou e le­ vou mais 745 pessoas para Babilónia (Jr 52.30). P.0.&

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NECO N ECO. Fhraó-Neco. rei do Egito. é m en­ cionado na Bíblia em 2 Reis 23 e na pas­ sagem paralela em 2 Crónicas Aõ e 36. Foi o 2® rei da 26a dinastia. EmfiOíi a.C □ extensão da influência de Neco no Norte, a partir dn Egito. era considerável. 2 Reis 23 29 registra que ele fez uma jornada por todo o cam inho até u riu Eulrates, a fim de ajudar o rei da Assíria a vencer os caldeus. Foi nostu viagem que o roi Josias, do ludá. li deru u suas Iropas para impedir a passagem de Neco em Megido, O cronisla registra que este laraó não d esejava lular con tra Josias e disse ao rei de judá que náo o atrap alhasse, pois, conform o julgava, es l avo alí o serv id o de D eus (2 Cr 3 5 .2 1.22J. losias náo atendeu ao seu ape­ lo e foi morto ua balalha que se seguiu. Jeoacaz, seu lilho. foi coroado rei. Dife­ rentem ente de seu p a i. que serviu ao Seuhor “do todo o coração" (2 Rs 23.25). Jeoacaz "fez o que era mau aos oULtos do S en h o r" e. to m o castig o da parte de Deus, foi leilo prisioneiro e levada para o Egito, onde morreu [vv. 31-35). Neco lom ou ou Iro dos filh o s de Jo s ia s, Eliaquim (Jeoiaquim)i. o o fez rni-vassalo, exigindodeln pesados impostos .-sohre |orusaJém e ludá. Em R05 a.C., Nabucodonosor, rei da Babilónia, derrotou Neco em Carquemis. uo rio Eufrates. Esto incidente é m encio­ nado em leromias 46.2. no início de uma profecia contra o Egito na qual o profeta previu a derrola de faraó nas mãos dos caldeus. Depois disso, Jeoiaquim passou a pagar tributos a Nabucodonosor e não mais ao Egito (2 Rs 24.1). Em sua profe* r;ia concernente ao juízo de Deus sobre os filisteus. Jeremias la m b é m reteria-se ao ataque de Faraó-Neco contra Gaza e

Ascalom (jr 47.1-6).

kq.g.

NECODA. 1 . Lider de uma das famílias dos serviçais do Templo cu jos doscrmdenles retornaram riu exílio na Babilónia nos dias de Esdras e voltaram a trabalhar no Templo |Ed 2.48; Ne 7.50).

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2 . Os descendentes de Necoda estão listados em Esdras 2.60 e Neemias 7.62 entre os judeus que retornaram para Je­ rusalém com Neemias e Zorobabel. de­ pois do exdio na Babilónia; entretanto, não puderam provar que suas luradias eram de orígein israelita. N ED A BIA S (Hebr. “o Senhor «em sido generoso'’), Listado entre os descenden­ tes do rei Jeoiaquim; portanto, faz parte da linhagem real de Davi. Ao que parece retomou para ludá depois do exílio na Babilónia (1 Gr 3.18). N E E M IA S . (Heb.‘'Yahweh (o Seuhor| tem compaixão”). Antigamonto. om Isra­ el. os pais colocavam este nome nos li­ lhos. para louvar ao Senlior por sua mise­ ricórdia em suas vidas. Três personagens no Antigo 1 estamento liveraiu esse nome. 1. A referên cia m ais antiga sobre Noemia> id e n tific a um hom em que retornou do ex ílio na B abilón ia com Seshazar (Ed 2.2; Ne 7.7). 2 . Neem ias, filho de Azbuque, ío i maioral da rnntadp do distrito de Bete-Zur e colaborou na reconstrução dos muros de lerusalém. 3 .0 mais importante dos Neemias na Bíblia foi o governador de Judá após o exílio na Babilónia. Era filho de Hacalias (Ne 1.1) o irmão rle fianani (N ij 1.2; 7.2), e foi nomeado governador om Jerusalém. O próprio Neemias ocupou posições elevadas durante o reinado do imperador persa A rlaxerxes (464 a 424 a.C |. Era chamado de "copeiro do rei" (1.11)* <arga de confiança que envolvia a tareia de provar o vinho antes do roi beber, para garanlir o sen não-enveuHniimento. Ge­ ralmente os copeiros eram eunucos* em­ bora náo se lenha certeza se esle era o caso de Neemias. De qualquer maneira. Rstnva numa p osição suficien tem ente próxima do rei. o que lho garantia falar livrem ente com elu quando precisava 12.1-10). Como resultado de seu ralar iouamento com Arlaxerxes. Neemias tur-


NEEMIAS uou-se o instrumento ern pn.il da recons­ trução doa rumos de Jerusalém e da re fonn;i civil. no período pòs-exilico, O programa de reconstrução. O traba­ lho de Neemias em Jerusalém começou logo apos seu irmão Hanarri visitá-lo na fortaleza do Susà. O homem de Deus per­ guntou sobre tis condições dos judeus que retomaram; soube então rjuft as pessoas estavam com problemas e os muros i la ci­ dade encontravam-se em ruína, D«pois de orai' & jejuar, aproximou-se do rei e pediu permissão para rot onstruir a muralha de Jerusalém A permissão loi concedida e Neemias viajou com os decretos reais que autorizavam a obra |Ne 1 .1 9 2.J0J. Neemias enfrentou muita oposição 110 Irabaiho de reconstrução dos muros de Jerusalém. A resistência surgiu das na­ ções vizinhas, de dentro da própria comunidude judaica e uo vãmente dos po­ vos que viviam ao redor, Primeiro loram os governadores das províncias adjacen­ tes que causaram problemas u Nnemias. S am b alete, governador de Sam aria. e Tobias. de Amom. zombaram do homem de Deus e de seus trabalhadores, Também levantaram a acusação politicamente gra­ ve de que Neemias se rebelara contra Arlaxerxes (Ne 2.10.10,20) O servo do Senhor resistiu aos esforços deles para desanimá-lo por aieio da oração e do tra­ balho cada vez mais árduo 14.4-bJ. De­ pois que os ataques verbais falharam . Sarabalale e Tobias planejaram utilizar a força (4.8J, Mesuin assim, Neemias orou e preparou snus trabalhadores para se de­ fender. A segunda onda de resistência veio dé dentro da comunidade judaica. Mui­ tas pessoas reclamaram que eram maltra­ tadas pelos ricos, A usura era um hábito muito difundido era ludá. Neemias aca­ bou com essa prática (Ne 5,1-131 e de­ monstrou grande generosidade para com os pobres. Conseguiu o lavor do povo o a reconstrução continuou (w . 14*19). M ais uma oposição à reconstrução veio novamente por parle de Sambalale.

Ele. Gesém, o árabe, e outros inimigos tenlaram enganar Neemias e tirá-lo de Jerusalém (Ne 0.2). mas este se recusou a ir. Gesém então o acusou rle Iraição (v. 6). mas Neemias resistiu a lal acusação (v. 8J. O livro menciona, lambém Noadias e oulros profetas que tenlaram intimidar Neemias. o qual, entretanto, supierou to­ das as suas tentativas (v. 14). Como re­ sultado da persistência. Neemias e seus trabalhadores lerminaram a obra (Ne 0.15 a 7.3). Jerusalém estava novamente segu­ ra coutra os inimigos. A devoção de NMemias à obra de re­ co n stru çã o dos m uros de Jeru salém perm anece como um exem plo para os crentes de todas as épocas. Ele conseguiu unir de maneira consistente oração dili­ gente e Irabalbo duro. Totalmente cons­ ciente de suas limitações diante da obra grandiosa. Neemias vollou-se repeti.damunte ao Senhor e pediu ajuda. ConscieuOi também de sua responsabilidade humana, implementou um programa prá­ tico que culminou com a finalização do projeto. As reformas. Neemias não se preocupou apenas cora a reconstrução dos muros de Jerusalém; devolou-se lambem ás refor­ mas rel igiosas de ludá. Com a assisto ncia do escriba Esdras, renovou o compro­ misso da com unidade pós-exílica para com o Senhor. As reformas aconteceram era varias áreas. Neemias nomeou oficiais para li­ derar o povo. Providenciou para quo to­ dos fossem ensinados na Lei de Moisés. Supervisionou a leitura da Palavra de Deus durante 0 Festa dos Tabernáculos, quando o povo prometeu nao se envol­ ver mais com nasamenlos mistos, guar­ dar o sábado e apoiar os serviços do Tem­ plo (Ne 8 a 10), Ern -133 a.C.. N eem ias retornou ã Pérsia, onde permaneceu por um ano (Ne 13.6). Ao regressara Jerusalém, descobriu qu e T o b ias. seu au lig o ad v ersá rio dinomta, alcançara o lavor do sumo sa­ cerdote Eliasibe e morava no Templo.

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NEFEGUE Neemias o expulsou cia província, Alem disso, loi infarrnndo do qun muitos judeus tinham-se casado novamente com mulhe­ res estrangeiras. com o íntuilo de prepa­ rai o cenário para a apostasia I vv. 23 a 27). Em resposta. Neennas repreendeu se­ veramente os infratoíes (vv. 4-7J. Em toda* essas reform as N eem ias níostrou ser muilo maLs do que um polí­ tico competente. Reconhecia que a con­ formidade externa com as leis de Deus uão era sulieienle. A reconstrução (los muros do Jerusalém precisava ser acom­ panhada por uma reforma do estilo do vida. Desta maneira, ele lembra a Iodos que a verdadeira devoção ao Senlior atin­ ge náo apenas •» «xierior, mas principal­ mente o coração de seu povo r_p . N E F E G U E (Heb "broto'').

1 . Um dos lilhos de Jtfear o nelo de Coale. Era bisneta de Levi lÉx 5 .2 1 1. Seu irmão Coré liderou, uma rebeUâo contra Moisés. 2. Filho de Davi. Depois que conijujstou lerusalém e m udou-se do Hebrom para lú. o novo rei tomou m nilas espo­ sas e -concubinas. N efegue kA um dos seus m uitos lilhos |2 Sm 5.15; 1 Cr .1.7; 14.0)'. N E Fl LI M . Esse povo só o menrionado um Génesis 6.4 e Números 13-33 (na maio­ ria das versões em português aparecem com o 'gigantes"). A origem da palavra não.é muito clara, mas ao que parece era um povo antigo, de grande esta lura. Ern Nrimeros 13.33, quando os doze espias retornaram a Moisés, após espiai a terra de Canaã. relataram que haviam vislo os nefilins. Um parêntese no lexio explica que os descendentes de Euaque pertenr iam a esse povo. Os enaquíns, por sua voz. oram considerados gigantes. Certa­ mente a estatura deles .ipavorou dez dos espias. Som ente Calebe e Josué, ao de­ monstrar grande fe na Senlior, creram que tal povo seria facilm ente derrotado (Nm 14.a).

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N E F U S I M . Lider de uma das famílias

do servidores do Templo cu jos descen­ dentes retornaram do exílio ua Babilónia nos dia* dirEsdras e voltaram a trabalhai no Santuário lEd 2.50: Ne 7.52). N E M U E L . 1 . PnmeiTO filho de Ebabe.

listado oiri Números 20.11. Era descenden­ te do Rúbi*n e irmão de Dntã e Ablrâo, os quais se rehelarain contra Moisés e Arão e participaram da revolta de Coré. 2. Llm dos lilhos de Simeão e fundador do clã dos nemuelilas (Nm 20,12: I Gi 4.24), Talvez seja outro nome para Jemuol, filho primogénito de Simeão e um dos que desceram com Jar ó para o Egito (Gn 48.10: Èx 6.15). NER (Heb. “lâmpada ) ftn de Abner, da tribo de Benjamim, o c o m a n d a n te do exér­ cito de Saul. Era lilho de Abiel: portanto, irmão de Quis. pai ile Saul (1 Sm 14.50 51). M encionado em numerosas passagens, geralmenie em conexão corno íilho Abner 11 Sm 26.5. 14; 2 Sm 2.8. 12. 3.23; etc.). Em 1 Crónicas Nor é listado ua genealogia do S a u l. o quo demonstra c e rta confusão com relação ao relálo de 1 Samuel. Em 1 Crónicas 8.30 e 9.36 Ner 6 mencionado como filho ou descendente de Jeiel e vi­ via perto de Jerusalém. Em 8.33 e 9.39 a Bíblia diz que Ner eru o pai de Quis. Alé o presente momento rsso contradição não foi:resolvida. Ê possível que uma ou outru genealogia tenha simplesmente omitido um nome ou uma geração, mas os esfor­ ços para harmonizar os lextas ainda en­ volvem muita especulação. N E R E U . Um crislãn que vivi.-i ern Roma e foi saudado pelo apóstolo Paulo (unto com sua irmã |Rm 16.55,1. O reconheci­ mento pessoal ri o cuidado de Paulo por tanta* pessoas de diferentes congrega­ ções é algo constante uo maioria de suas cartas. NE R GA L . Uma divindade adorada pelo

povo de C uia. na região noroeste da


NTBAZ

Babilónia (2 Rs 17.30). Êtíse loi um rins vários grupos é tn ic õ s co lo ca dos em Samaria pelos assírios. Cada einia tinha seus próprios- deuses lv. 30). A uedilavase que esln losse a divindado das doen­ ças e das catástrofes. N E R G A L -S A R E Z E R iBab. "Nergalpre­ serve o féi"). Um ah» oficial de Nabucodonosoi, rei da Babilónia. Estava entre os comandantes que outraiain om Jerusalém quando finalmente se ubriu uma brecha nos muros e as Irnpas dos caldeus inva­ diram a cidade Ur 39.31 Junlo coru seus companheiros, posicionou-se na Poria do Meio e recebeu irisU 'U çóes dn rei Nabuco­ donosor para que nenhum mui losse lei­ to uo profeta Jeremias. Par Isso, os ofici­ a is o colocaram .sob ns cuidados dt» go­ vernador G edalias (Jr 39.131. O lexlo hebrait ;o náo é muito claro com relação aos nomes dos oficiais: por isso. existem variações em diferentes versões da. Bibha N E R I. Mencionado na genealogia apre­ sentada por L.ucas que vai de Jesus e Tosé alé Adão íLc 3.27|. Era pai de Salatiel e filho de Melqui.

N E R IA S (Heb. “o Seuhor 6 luz"). Filho de Maaséias (fr 32.12: 51.591 Ficou c o ­ n h ecid o por ser o pai de Baruque e Seraias. ambos servos do profeta Jeremias duranU- os Uhinins anos do mino de Judá r no decorrer da queda de lerus&lém, quando da invasão dos caldeus (Jr 32.16: 36.4. 8. 14. 32: 43.3. 6: 45,11.

anos de seu reinado, este monarca serviu ao Senhoj e enviou vários mestres e levilas para ensinai o povo das cidades de |udá sobre o hvrn da Lei. Netauias foi um destes mestres \2 Cr 17.8). 3. Pai de Jeudi um dos oficiais da cor­ te nos dias do rei Jeoiaquim. de fudá (Jr 36.141. 4 . Pai íie Ismael, um oficial do exerci­ to e desceudoule da linhagem real que sorviu sob a liderança de Gedalias. go­ vernador de |udá. Posteriormente ele se envolveu no assassinato de Gedalias 12 Rs 25,23,25; Jr 40-8, 14; 41:1,2, 0-18). l'JJ.0.

NE UM. Um dos israebtasqueretoruaranr

para Jerusalém com Neemias e Zorobabel depois do exílio na J3abiíônia (Ne 7.7). N E U S T A (Heb. “s e rp e n te 0). Filha de

E ln atâ, de Je ru sa lé m , fo i esp osa ou concubina da rei Jocmiquim. d« Judá |2 Rs 24.8|. Junto com seu filbo Joaquim, rendeu-se ao rei Nabucodonosor, quan­ do este sitiou Jerusalém; foi deportada co m Joaqu im e se u s o fic ia is para a Babilónia Iw. 12-15). N EZ IÁ . Líder de unaa família de servi­ dores do Tem plo cu jo s d escen d entes retornaram do exílio ua Babilónia uns dias dp Esdras e voltaram a trabalhar no Santuário (Ed 2.54; Ne 7.56)

NIB A Z . Depois que os assírios invadiram

Israel. 0 reino do Norle, os israelitas loram dispersos para outras regiões rio im­ pério. OuLros grupos étnii;os larom esta­ N E T A N IA S JíTeb. “o Senhor tem dado "). belecidos om Israel o Samaria, ocasião em JL Mencionado em i Crónicas 25.2, que levaram com eles seus próprios deu­ era um dos filhos do Asafe. Sob a direção ses. 2 Reis 17.24^11 registra esse movimen­ direta rio pai e do rei Davi (v. 1). estava to de pessoas e a introdução de divinda­ entre os que profetizavam e lideravam o des estranhas em Israel A Bíblia diz que m inistério da música na adoração. Era os aveus foram os responsáveis pola In­ líder do 5® grupo de músicos levitas e trodução do Nibaz e de Tnrlaque. dois no­ m em b ro do co ral que atu ava no mes que lalvez representem seus deuses. Tabernáculo (v. 12). A passagem bíblica descreve como esses 2. L evila, viveu no lem po do rei povos e seus descendentes tentaram ado­ Jeosafá. de Judá. Duranie os primeiros

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N1CAN0R rar suas próprias divindades e aquele que perceberam sei’ o Dous iI r seu uovo país — YahMih (v, 12). Tal aclaração certamen­ te ia contra a Lei do Senhor, a aliança e u verdade do monoteísmo, láo fimdomen* lai para a fé de Israel |w. 34-41). kd.g. N I C A N O R (“con qu istad or"), Tim dos seífl diáconos indicados para ajudar os apóstolos, que julgaram n trabalho admi­ nistra li vo da Igreja primibvã em Jerusa­ lém um fardo m uito pesado fAt 6.5), Muitas pessoas convertiain-se ao Evan­ gelho. Os novos cristãos de origem grerojudaica ret lamnrom que suas viuvas eram desprezados pelos judeus na hora da dis­ tribuição dMiia' dos alimentos. Os após­ tolos perceberam que gastavam tempo de­ masiado na solução desse tipo de proble­ ma fv. 2) e negligenciavam o ministério da Palavra de Deus. Portanto, sete homens foram indicados e escolhidos entre aque­ les reconhecidos como "cheios do Espi­ rito Santo e de sabedoria \ Os apóstolos Oraram e impuseram as mãos sobre eles, encarregando-os das questões do dia-ndià da igreja. Esto incidente é uma interessante in­ dicação de quão cedo na vida da Igreja houve uni reconhecimento de que Deus dá diferentes "m inistérios'' e diversos dons para muitas pessoas. Este fato refle­ te também □ posição da igreja de que o* que são chamados para o ministério da Palavra de Deus (v. 2) não devem ler ou­ tras preocupações. O v, 7 indica o suces­ so dessa divisão de tarefas: “De sorte quR crescia a palavra de Deus, e em Jerusa­ lém se multiplicava rapidamente o nú­ mero dos discípulos. " p.n.c.

N I C O D E M O S (“conquistador do povo1'). M encionado som ente no evangelho fie João, Nicodemos era fariseu e membro do concilio de líderes judaicos (Jo 3.1), Sou e n co n tro com fesu s é reg istrad o det/ilbadamente em João 3. Claramente interessado no que ouvira a respeito dp Cristo, Nicodemos resolveu procurá-lo

paia conversar a sós com Eli* e foi ao seu encontro om segredo durante a noite — provavelmente, paro evitar os com entá­ rios dos colegas. Começou a conversa com uma demonstração de grande respeito e consideração p o T lesus. cujos milagres comprovavam seus ensinos, recouliocondo-o como procedente dn parte de Deus [v 2). Cristo respondeu qun os que deseja­ vam "ver o reino de Deus’* precisavam "nascer de novo" fou nascer "do alto"), Nico-demos inlerpretou a mensagem lite­ ralmente e não conseguiu eatendar como se processo um segundo nascimnuto. le­ sus então lhe explicou sobre a necessida­ de da operação do Espirito Santo na vida do indivíduo que deseja ver o reino de Deus. Essas palavras contrastariam corn a crença judaica de que o nascimento íísico em de grande importância — o finto de seT descendente de Abraão. Nicodemos esta­ va perplexo pelas coisas que ouvia e Jesus destacou, ironicameme. que ele. apesar de ser lider em Israel, não era capaz da en­ tender aqueles ensinamentos. A verdadei­ ra pedra de tropeço para ele não viria pe­ las coisas que são entendidas (“coisas terrenas”!, mas sim pelas "coisas espiritu­ ais". Quão difícil seria para Nicodemos crer no Filho de Deus. em sua crucifica­ ção e sua rnurte! (Jo 3.13,14). O texto não esclarece se Nicodemos creu em Cristo, embora posteriormente o lenha defendido. Quando alguns dos fariseus procuravam um meio para <xtndenar fesus, ele perguntou: “Condena a uossa lei alguém sem primeiro ouvi-lo para desi obrir o qun faz?" (fo 7 50 51). Após a mor­ te de Cristo, Nicodemos uniu-se a fosé de Arimatéia e ajudou a tirar 0 corpo do Filho de Deus da cruz e colocá-lo uo sepulcro. Providenciou perfumes caros, como indi­ cação rle que ora um homem rico (19.39) Esta última nsferêncía talvez indique que ele se lenha tomado secretamente um cren­ te em fesus. Como Nicodemos, que íoi ao encontro de Cristo protegido pela noite (v. 301 >losé de Arimateia era “discípulo de le­ sus, mas em oculto, por temer os judeus"

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NICOLAITAS, OS (10. ?8). Thlvey os dois so idcutilicassam nu fõ e no modo dos judeus. João usa o encontro de Nicodemos com lesus para desenvolver outros temas im­ poriam issimos sobre o Fillio de Deus. Pri­ meiro, existe a questão do relai ionamenlo dos judeus com Cristo. São vislos como pessoas qui Dão entenderam qual era realmenle a mensagem de Jesus ou quem Ele realmente era. Segundo, a imagem do novo nascimento em loão 3 e apenas ama das várias instâncias uo evangelho oní que as pessoas nõo entondom as palavras du Cris­ to, a fim du interpretar literalmente o que Fie tencionava que fosse loinatio num n í­ vel espiritual mais profundo. Em João 4, a mulher samarilana primeiro interpretou Literalmente a promessa de Cristo dB pro­ porcionar uma água que acabaria definiti­ vamente com a sede dela. Em Joáo 6. as pessoas procuraram um pão literal, quan­ do Jesus oferecia um que acabaria definilivamente com a fome espirilual. Em to­ dos os casos O isto referia-so á necessida­ de essencial de lima operação do Espirito Santo na vida de cada um deles l Jo 3.5-8: 1.23.24: 6.63: 7.37-39: etc.l. Terceiro, loão demonstra ser essencial "crer" em Jesus, e muilos não creram: por isso, não verão o reino de Deus nem herdarão u vida B terua. Os (emas du vida eterna e da fé são darumonte destacados nesta passagem (3.12-151. Provavelm eute é algo significativo para João que Nicodemos, o qual procu­ rou Jesus ua calada da uoito, vejo lam­ bem i!tii trevas de entendimoolu. A ênlase sobro Jesus como "luz" nos versículos seguintes e a contraste com os que amam a escuridão é explícita (3.19). loão, po­ rém, mostra com o as trevas espirituais poijem ser remediadas — por moio da fé riii Cristo, a luz quo veio ao mundo (lo 3.16-21; 1.6-9: 8-12; 9.5), p .íl.G . N ICO L AÍ TAS, O S . Grupo herético que entrou em inlímo coitfato com algumas das igrejas da Asia Menor no final da Era Apostólica. Essa soita 6 m ennonada di-

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reta m en te ua B ib lia ap en as em Apocahpse 2.6,15. As tentativas para determinar u sig­ nificado do nome "nicolaíta" náo são Erutiferas o causbfuum apenas especulações. Existe uma tradição persistente que rela­ ciona a origem do grupo com Ni cola u, um dos sele diáconos escolhidos para ajudui os apostolos em Atos 6.5. Se isso for ver­ dade, o cenário provável envolveria suu trarnsferênciu para /i -Ásia Menor, prova­ v elm en te com fo ão . o e s c r ito r do Apocalipse (Ap 1.4J. Em algum ponto, Níicolau se desviou da fé cristã ortodoxa, conlorm e é indicado pela ira de Deus contra as obras do grupo (Ap 2.61. Pouco st* sabe exalam ente sobre as convicções e us práticas dos nicolailas. Se a heresia deles |Ap 2 .1 5 1for conectada "com a doutrina de Balaáo" (v. l-l). na vi­ zinha igreja de Pérgamo, com certeza tfies estariam envolvidos com elementos de idolatria o imoralidade sexual. Alguns de­ claram que Lais práticas (los "seguidores de Jezabel" na igreja de Tiatira (v, 20) in­ dicam que também eram nicolaltas. Qualquer que seja a natureza dtt he­ resia, era desprezada p ilo Senhor. Em­ bora Cristo repreenda a igreja de Éíeso por ler abandonado o primeiro amor. o que provavelm eule sigrnfica o manda­ mento duplo de amar ao Senlior h ao pró­ ximo (Mt 22,36-39)— espe dólm an te ou­ tros cristãos (Gl 5.13,14), o Senhor a elo­ gia por sua perspectiva com relação aos nicolaiLas (Ap 2.6) Parece que, a despei­ to da séria queda espirilual e da necessi­ dade de arrependimento daquela igreja |v. 5), seu erro uãu era nem de porto tão grave quanto os pontos de vista e o com­ portamento dos nicolailas (v. 6). A situ ação ê sim ilar na igreja de Pérgamo. Novamente, o Senhor glorifica­ do elogia a firme posição daqueles irmãos para cora Ele o u firmeza deles em face dos sofrim entns causados por Satanás (2.13) Ainda assim, havia uma infiltra­ ção significativa do ensino nicolaíta na congregação (v. 15). A ordem de Cristo


NICOLAtr teneia ao judaísmo. Parece quo a igreja deliberadamente lentou escolher repre­ sentantes dos dois grupos. Tais homens, "cheios do Espirito Santo", seriam capa­ zes de unir os dois lados por meio do sprviyo ao Senhor. O v, 7 indica u sucesso dessa divisão do tarefas: "De sorto que crescia n palavra de Deus. e em lerusa­ lém se multiplicava rapidamente o nú­ mero dos diSCjpulOS...". IM3.6.

paia que se arrependessem do monstra n quão sório ora para Eln taJ envolvimento, mesmo por parte de unia minoria na igreja local ív. 161 Um fascin an te elem ento adicional dessas duas referências claras ao r-nsinu nicolaíta tom que voi com o aparento con­ trasto ontre a heresia e a promessa de Crista para os que "vencessem '. A íalsa doutrina é mencionada bem próxima da promessa (Ap 2 .5 ,7 .1 5,17). m as parece que há um deliberado jogo di» palavras enfre "nicolaíta" lgr-"NikoIuiti^\ o "vnoOèr" ( g r " N / W ), Deste ponto de vista, parece que a po­ sição nicolaíta é praticamente a anlilese da lè e do comportamento cristão ortodo­ xo Certamente oão é demais acrescentai quo os quo sucumbem ao ensino horético ou tomam parle em práticas idolufricas ou de imoralidade sexual i>áo tudo. menos os "vencedores" que Cristo determina que seu povo seja. a . b . i ..

N Í G E R , Profeta e m estre na igreja Hm .Antioquia (At 13 1) Veja S i w p ú o , N IN F A. Pessoa saudada pelo apóstolo

Paulo ern Cl 4.15, em cuja casa uma igre­ ja se reunia para os cultos. Supne-se que se tratava d'? uma mulher, ombora náo se possa determinar com certeza. N I NR OD E . Filho de Cuxe. descenden­

te de Cão e conhecido como “poderoso caçador" (Gn 30.0.9; t Cr t,10J. Sua pericia com o caçador gerou um ditado: "Como Ninrode, poderoso caçador dian1.0 do S e n h o r ' fGn 1 0 .9 J. G ô n e sis 10.10.11 descreve com alguns detalhes com o seus descendentes e seu governo se estenderam através da Babilónia até a Assíria. O profeta M iquéias igualou a torra i le Nlnrode ã dos assírios e. numa passagem messiânica, advertiu-os de que um dia Israel ficaria livre de toda e qual­ quer invasão fMq 5.6).

NICOLAU (“conquistador do povo"). Um

dos sete diáconos indicados para ajudar os apóstolos, os quais julgaram que o tra­ balho administrativo da Igreja primiliva em lerusalém tornara-se um fardo muito pesado (At 0.5), Diariamente as pessoas aceitavam a Cristo. Os novos convertidos de origem groco-judaica recLunaram une suas viúvas oram desprezadas pelos ju­ deus cristãos na hora da distribuição di­ ária dos alimentos. Os apóstolos perce­ beram quo gastavam lempo demasiado ua solução desse, tipn de problema ív. 2) e negligenciavam o m i n i s tério dn Palavra de Deus. Portanto, sete hom ens foram indicados e escolhidos entre os reconhe­ cidos como “cheios do Espírito Santo e de sabedoria". Os apóstolas oraram o im­ puseram as rnnos sobr* eles e os nomea­ ram para í uidar dos problemas sociais do dia-a-dia da Igreja, Dado o conflito parti­ cular que ocorria na comunidade, 6 inte­ ressante notar como uma atenção espe­ cial foi dada ao falo de que Micolnu nra “prosélito de Antioquia", ou seja, já per-

N I N S I . Pai de josafá o avó do Jeú. o qual se tomou rei de Israel, meuciouado so­ m ente em conexão com os dois |1 Rs 19,10: 2 Rs 9,2 14. 211; 2 Cr 22.71 Dado ao fato de que leu em alguns textos è refe­ rido como "lilho dn Ninsi”, provavelmen­ te seria certo supra que a expressão signi­ fique simplesmente "descendente de". N I S R O Q U E . Nome do deus que o rei

S e n a q u e rib e da A ssíria adorava cm Nínive, quando foi assassinado por dois de seus filhos (2 Rs 19 37; Is 37.38) Sua morte loi atribuída á obra do Senhor, o

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NOÉ. O FILHO DE LAMEQUE qual prometera aú roi Ezequias. cie fudá. que os assírios não invadiriam Jerusalém 12 Rs 19.32*341, Nenhuma identificação posil iva sobre esse deus foi leita por meio de outras fontes. NOA. Uma da* cioco filhas de Zeloleade.

du lribo de Manassés. o qual não teve iilhos. Elas se casaram com primos, da mesma linhagem do pai (Nm 2 6 .3 3 :2 7 .1 ; 3(». l-1 2; Js 17.3). Noa e suas irmãs enfren­ taram a questão com relação ã herança, puis normalmimle a posse da lerra pas­ sava para os filhos homens. Procuraram Moisés para iratar da questão» na porta do Tabernáculo, e pe­ diram-lhe que interviesse, para que tives­ sem permissão de apossar-se da terra que seriu do pui. pois não era justoque o nome dele fosse apagado da memória de seu povo. Moisés consultou a Deus sobre esta situação e. como resultado, uma nova lei íoi promulgada, u quo! permitia quo as filhas herdassem o tarra do pai. Posteri­ ormente. os lideres da lribo.de Manassés Ira taram com Moisés sobre esle caso, e afirmaram que, se Iais mulheres se casas­ sem com homens de outras tribos, a terra dnlas uão seria mais considerada como porte de M anassés Uma em enda foi acrescentada u lei. a fim de ordenar que us olulheres herdeiras se casassem corri homens da lribo do próprio pai, ou per­ deriam o direito à herança (Nm 36). Des­ ta maneira, as filhas de Zclofeade se ca­ saram coni primos paternos, em cumpri­ mento à lei do Senhor. Quando finalmente os israelitas en­ traram na lerra de Canaã e o território foi

dividido enlre as tribos, essas mulheres receberam a parte que lh es cabia (Js 17.3.4),

p-u.o.

NOÃ (Heb.“descanso") Quarto filho de

Benjamim, n qual lornou-se uni líder em sua tribo (1 Cr 8.2). Seu nome é omitido na lisla dos filh o s de B enjam im , era Génesis 46.21NOADI AS [Heb. "encontro com o S e­

nhor" |. X. Filho de Biuui. da iribo de Levi. retomou da Babilónia com Esdras. Aju­ dou a pesar e conferir os tesouros do Tem­ plo quando chegaram a Jerusalém (Ed 8.33) 2. Profetisa que liderou um grupo de profetas qu* tentaram atrapalhar o traballio (Je Neemias e do povo de Jurla na re­ co n stru ção «los m uros de [orusalém . Uniu-se u Sambalato e Toblns na tentativu de intimidar os homens que trabalha­ vam na reconstrução (Ne 6.14). NOBA. Perlencento a tribo de Manassés,

foi creditado como o conquistador da cidadn de Quenote. ã qual deu seu próprio nome, Noba (Nm 32.42). Esta localidade è mencionada em Juizes 8.11 e ficava na região de Gileade (a região dn Transjordánia, ao norte do mar Morto). N O D A B E . U m dos nom es das fam ílias

dos hagarenos |descendentes de Dagaj e de Ism ael), os qu ais foram derrota­ dos por uma co alizão form ada pelas tribos de Rúbe-n, Gade w M anassés (1 Cr 5.19).

NOÉ, O FILHO DE LAMEQUE A história de Noé (Gn 0*5 a l».28) lem um prólogo (6.5-6) que estabelece o pano de fundo; a narrativa principal, que conta sobro a arca (6.9 a 0.18) e a alionga (8 19 a 9.17); p um epílogo (9,18-28) de degradação e morte. O prólogo menciona como No6 tornou-se um homem do destaque: a nurralivu principal revela o resultado dessa dis­ tinção, e o epílogo inostra que não ele era suficientemente diferente dos demais.

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NOÉ, O FILHO DE LAMEQUE Graça Trés verdades da abrangê-ncia universal sâo mencionados na primeira referência a Noé: a maldade do bomom. arrependeu-se o Senhor de liaver feito o homem... destruirei., o homem que m iei...” (Gn 6.5-7'J. Essas verdades náo admitem exceções. O “homem" engloba todos os seres humanos: todos os indivíduos são igualmente ímpios (v. 5). a oausa da trisieza divina (v. H| e o alvo da destruição totaJ (v, 7). O Novo Testamento (Ml 24.37ss; Li 17.26.ss) usa «sses versículos pnra descrever o mundo para o qual o Senhor Jesus um dia voltara. Nesta época, como aconteceu nos dias de Noé. não havnrá salvação por nenhum outro meio a uão sei pela graça. A tradução de Génesis 6.8 é exala: "Noé. porém" (isto é. ao contrário do que seria de se esperar, pois Iodos os homens mereciam condenação), achou graça/1'avor". A frase ocorre 40 vezes no Atítigo Testamento. Às vezes nada mais indica senão uma gentileza (1 Sm 20.29). mas mesmo em lais casos implica um favor uimrerido on que poderia sor suspenso. Quando, porém, é usada de maneira mais disiinta (Rt 2.2,10.13) e certamente onde o homem e Dous estão envolvidos (Jz 6 1 7 ). eoínliza um ato de pura graça, não mereci­ da nom provocada. Assim aconteceu com Noé. A tradução "Noé achou graca" p exala, mas o verdadeiro significado è expresso pela ordem inversa: “A graça achou Noé". Numa situação de juízo total, o Senhor agiu com uma livrp manifestação do graça imerecida.

A arca Génesis 6.0 iJLLz: "São estas as gerações de Nóe”. O termo "gerações" significa “aquilo que ornci^e de": eventos anteriores "gerando" fatos posteriores. No Uvro de Génesis, essa fórtnula marca um novo começo, Estamos prestes a aprender sobre a vida distin­ tiva que "emergiu/nasceu" da obra inicial da graça (Gn 6.8). Noé tinha três caracterís­ ticas (v. fl): no caráter, era justo: entre as pessoas do seu tempo. Integro; e linha c o m u n h ã o com Deus. Entretanto, uma característica da vida da graça é destacada de m aneira particular: a obediência detalhada e (mediata a palavra do Senhor — ao receber a ordem para construir a arca íGn 6.14-16). “assim fez Noé conforme a tudo o que Deus lhe mandou (6.22; c f 7.5,9,16). Não entrou na arca enquanto o Senhor não ordenou 17.11 nem saiu deJa enquanto Deus não determinou (8.15,16) |embora sou­ besse que o Dilúvio já bavia terminado). Esta é a característica de Noé destacada em Hebreus 11.7: "avisado" significa “tendo recebido uma palavra divina" (Mt 2.12.22; L l 2.26; At 10,22): "sendo temente a Deus" significa "sensibilidade espiritual á PaJavru de Deus" (Lc 2.25: At 22.12: Hb 5.7) — em outras palavras, aceitação reverente das Escrituras, seguida pela obediência da fé.

A aliança Génesis 9,11 diz (literalmente): “Eftaheleçõ convosco a minha aliança’’ A promessa retorna ao passado, para Génesis 6.8. O Senhor tomou uma iniciativa de graça para com Noé. Em consequência, considerava-se preso por uma "aliança", uma promessa incondicional, dada voluntariamente, de maneira que, quando o justo castigo chegas­ se. o patriarca seria preservado na segurança du arca. Não estaria imune ao castigo, mas este viria de tal maneua que Literalmente o levaria à salvação — exaLamenle a nossa posição ern Cristo, simbolizada pelo batismo (I Pe 3.20.21). Depois do Dilúvio, a aliança do Senhor com Noé foi elaborada em três. formas que anteciparam o desen-

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NUM vnlvimento dos pnctos eoru Abraão er Moisés e posteriormente. a Nova aliança. Pri­ meiro. houve uma consagração responsiva (Gn 8.18-20), Numa atitude de gratidão pela salvação mediante u graça, Noé consagrou»;» sem reservas (cf. Gn 22.2,12) a Deus. Segumlo. ao liomem que íora salvo pela graça. o Senhor estabglBOeu as lei* para uma “vida obediente" fGn 9.1-7). 'terceiro (Gu 9.8-17'J. a continuidade do relaci­ onamento do Senlior ram Noe foi confirmada por um sinal da aliança. Se antes do Dilúvio houvesse algo semelhante ao urco-iris, o Snuhor então teria tomado a figura íumiiiur e Lhu dado um novo significado — como i u . uk tarde faria ' om o pão e o vinho. A palavra traduzida “arco-íris" de falo é "arco" — a arma. É como se Deus dissesse: "Vejam, acabou a guerra: vou pendurar meu arco". Dali um iliuníe. sempre que surgisse uma ameaça. Noé veria lambém o "sinal" de que nenhuma ameaça o atingiria novamente: o Senhor prometera.

O homem inadequado Poi meio de Noé. a humanidade teve um novo início uma segunda chance. Por isso. Génesis 9.1.7 introduz rem iniscências do Jardim du Éden (cf. Gn 1.28). Lamentavel­ mente, entretanto, apesar da graça, Noé continuava pecador: embora fosse o funda­ dor de tuna nova humanidade, como seu antepassado Adão, seria capaz de gerar somente filhos á sua própria imagem (5.3). Essa situação permaneceria até que um homom maior nos restaurasse o reconquistasse seu úouo de alegria (Is 9.1-17; Ap 22.U 5J.

N O E M I . Tradicionalm ente conhecida como a sogra de Rute (Rt 1). Ern casada com Elitneloque. com quem leve dois fi­ lhos: Maloin e Qulliom. Durante um periodo de fome em ludá. seu esposo levou a família para morar em Moabe, a fim de sobreviver. Com a morte de Elimeleque, Noemi e os dois filhos permaneceram ein Moabe, onde os jovens se uasaram com duas moabitas. chamadas Rute a Orla. Depois de viver era Moabe por cerca de dez anos. Malom e Quiliom lambém mor­ reram; Noemi ficou so, sem rnarido e fi­ lhos. Não conseguiu vislumbrui nenhu­ ma lísporança de felicidade adiante dela; por isso. decidiu vollar para Jtjdá. Seu desejo foi que as duas nora*, Rute e Orfa, voltassem para as casas de seus pais. mas a primeira não aceitou tal plano, Pelo con­ trário, apegou-se a Noemi, o fez esta su­ blime declaração que já ouvimos tantos vezes: "Não me instes para que le deixe, e me obrigues a uão seguir-te, Aonde quer que fores irei, e onde quer que pousares,

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ah pousarei O leu povo será o meu povo. e o teu Deus será o meu Deus" lRt 1.16). Noomi aceitou u devoção do Rute e ime­ diatamente as duas partiram para Judó. ao campo de Boaz. com quem mais tarde esla moabita se casou. Boaz "redimiu" a herança a qual Noemi linha direiio e Rute deu à luz um filho que se tornou o pai de Jessé o avó de Duvi Noomi oa verdade leve esperança e Deus foi fiel Voja Rute 1 d 4. Veja tainbém Muno. fíutu e Bunz. NOGÁ |IIeb.“brilho','|. Dm dos lilhos de

Duvi. Depois que conquistou Jerusalém e tnudou-se de Habrom para ld. o novo rei tomou miulas esposas e concubinas Nogá foi um de seus muitos filhos 11 Cr3.7:14.6|. NUM iH elVpeixe"), Membro da lribo de Efrairn e pai do Josué (o qual também é chamado de Oséias; Nm 13.U, 16; 1 Cr 7.27). Seu nomi: sempre aparece na ex­ pressão "filho de Num" (Ex 33.11: Nm 14.6. 30; Ne 8.17; etc.).


o OADE. Terceiro Pilho de Simeão, listado no grupo de pessoas que desceram cora far/.ó para o Egilo ÍGn 46,10; Êx 6. 15) O BA D IA S iHfili “servo do Senhor '). 1. Obadias. o profelu. Escrilor do li­ vro mais curto do Antigo Testameulo, lem om com um com outros dois profetas I Jonas * Naum| o íato de enviar sua mousagem não paia Israel nem para Judá. mas exclusivamente para uma rtaçãt) estran­ geira (ou a respeito delal Nesle caso. Obadias lula sobre o julgamento vindou­ ro áobrè Edom. a nacão siluada ao leste n ao sul du mar Morto e que teve suas ori­ gens em Esau, irmáo de Jacó (Ub 6. 8-10. 18,10, 21: cf. Gn 36 1-8). A razão para a ameaça da m ina de Edom é sua violência rontra seu irmão Jacó fv. 10); devido ao fato de que a rela­ ção dessa nação com Israel foi caracteri­ zada pela violência por quase todo o pe­ ríodo do Antigo Tfestamento. é impossivol e s p e c ifita r a que aco n tecim en to Obadias se refere e. porlanlo. delenninar a dalíi de seu minislerio. Além disso, ote uada íala sobre sua famiiia, sua residên­ cia ou onde escreveu seu livro. Talvez a referêuna n Sarepta (v. 20] favoreça uma data relativamente recente, especialmen­ te se essa cidade relacionar-se a Sardes, na região da Média. O principal ponto teológico quo pude des lacar-se com relação a Obadias e seu minislerio é o interesse universal do Se­ nhor paru com lodos os povos, tanto para salvação como para julgamento, e sua so­ berania absoluta sobre ioda a famiiia da* nações lv, 21). 2 Cputemporâneo do proleta Elias, mordomo do palácio du rei Acabe. Era um hoteem muito lemenie ao Senhor p salvou 100 proíelas de Deus das perse­

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guições de Acabo í 1 Rs 18.3-16). Não deve ser confundido com o relacionado no item 1. 3. Um dos membros da linhagem real de Davi que viveu depois do exilio na Babilónia. Sua origem foi tragada através dê Hanonias. Zorobabel e leoiaquim (l Cr 3.21} 4. Filho de Lzraías, da tribo de lssacar. Descendente de Tola e Uzi (1 Cr 7.3). 5 . F ilh o de A zei. da tribo de Benjam im . Descendia do rei Saul. atra­ vés de seu filho fõnatas e de Meribe-Baal |Me£lbosoté] (1 Cr 8.38: 9.44), 6 Filho de Semaías, foi lider da co ­ munidade de levitas em Jerusalém, após o exilio na Babilòuia. Fortencia ao clã dos meraritas. Provavelmente esteve entre os porteiros do Templo e os guardas dos depósitos nos dias de N eem ias (Ne 12 J " . 7. IJm dos chefes du tribo de Gade que se tornou o segundo no comando das tropas de Davi, ouquanlo este aiudd vi­ via nrn Ziiiague (J Cr 12.9). 8 . Seu lilho. Ismaias, liderou a tribo de Zebulom durante o reinado de Davi (1 Cr 27.191. 9 . Um dos chefes da lribo de Juda enviado pelo roi Jeosafá junto tom os le ­ vitas para ensinar o povo das cidades de Judá sobre a Lei do Senlior |2 Cr 17.7). 10. Levila do clã dos meraritas, su­ pervisionou o.s obras no Templo durante as reformas do rei Josias Í2 Cr 34.121, Não deve ser confundido com o relacionado no item 6. 11. Lider de uma famiiia que retornou a Jerusalém cx>m Esdras, após o exílio na Babilónia [Ed 8.9J. Talvez seju o mesmo que assinou o pado de renovação feito pelo povo no tem po de N eem ias [Ne 10.5). E.M.

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OFTR

OBAL. I islado tanto em Génesis 10.28 como >'m 1 Crónicas 1.22 como descen­ dente do .Som. Sun pui foi Joctâ.

OBEDE. [Heb. adorador"). t Filiio de Boaz e Rute e pai d* Jessé (Rl 4.17.21,22; 1 C j 2.1 2). Posteriormen­ te. é m encionada nos relatos do* evange­ lhos (Mt 1.5; Lc 3.32). 2, Listado entre os filhos de Tudá ff Gr 2.37,38). 3, Guerreiro valente de Davi_ Seu mune esbj regiílrndo rm t Crónicas l 1.26-47. 4 , Hm dos filhos do Stímoias, da tribo de Levi, pertencia ati olá dos coraltas. era p o rte iro do Tem plo nos d ias do rei Salomão (1 Cr 26.7|. 5 , Pai de Azarias (2 Cr 2n,i), c:c»rrifindante dó exército que ajudou o profeta Jeoiada ua remoção de Ataiia do trono de Judá. í>jC. 6 , Pai de Azarias, profeta duranle o reinado de Asa; o Espirllo de Deus veio soirre ele (2 Cr 15.1) e proclamou ao rei Asa: “O Senhor está convosco, quando vos estais com ele. Se o buscardes, o achareis; porém, se o deixardes, ele vos deixará” Iv. 2). Algumas versões dão a impressão de que o próprio Obede era o profeta, embora o contexto demonstre cla­ ramente que isso é impossível.

O B E D E - E D O M . 1. Depois que Llzá íoi morto, por ter tocado ua arca ria Aliança. Davi ficou Lom medo de leva-la para |erusaJéiu; preferiu deixá-la ua casa de Obede-Edoui, o geteu. Esto a guardou duranle três meses o loi abençoado por Deus, quando o rei finalm ente tleckliu concluir seu traslado (2 Sm 6.10-12; 1 Cr 13.12-14; 15.23-391. 2. Um dos levitas escolhidos para ministrai' diante da nrra da Aliança, to■ando trombeta (1 Cr 15.24). 3. Chefe de uma família da tribo de Levi. líd er de 62 hom ens do d ã dos coaliias, os quais eram porteiros e traba­ lhadores diligentes durante o reinado dt* Davi (1 Cr 26.4).

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4. Servo du Deus; cuidou do uuro, do pratu e dos demais artigos encontrados no Templo quando leoas, rei de Israel, derrotou Amazias na guerra conira ludá e invadiu Jerusalém, levando todo o sa­ que para Somaria (2 Cr 25.24). s.c. OBIL (Heb."condutor de cam elo”), Det>cendenle de Ismael, era responsável por iodos os camelos do rei durante o rema­ do de Davi |1 Cr 27 10).

OCRÃ (Hob "problema”). P.ii do Pagiel, lider da tribo dn Aser, composto de 41.51)0 pessoas; ua época do censo, quando os israelitas estavam no deserto do Smai fNm 1.13; 2.27). Como representante de sou povo. Pagiel levou as ofertas na festa de dedicação du 'Ihbemár ido (Nm 7.72.77J. Liderou a lribo quaudo os israelitas íindlmente partiram do Sinai fNm 10.26 |, O D E D E (H eb.“restau rad o r”). Profeta que m inistrou nos dias do rei Acnz. do Judá, e Pocu rei do Israel (2 Cr 28.9). Acaz "andou nos cam inhos dos reis de Israel*; portanto, não proredeu com o Davi (v. 2]. O Senhor, por causa disto, permitiu que os sírios e o reino do Nnrto [Israel] derrotassem Judá oa guerra (vv 5,6) Qu.mdo os israelitas voltaram para Samaria. com o saque e os prisioneiros judeus. Odede saiu ao encontro dos sol­ dados. Mostrou a eles que comet iam um grande pecado; porlutíto, deviam liber­ tai os rativos de Judá Os soldados ouvinuu a mensagem v sol Iara m os prisio­ neiros (w . 12-151. P.DX.

OEL (Heb.-tfrada"). Um dos vários fiJhos de Zorobahol, portanto descendente do rei D avi. Perlem ia ò tribo de Jlidá e S Ó è men­ cionado na genealogia de 1 Crónicas 3.20.

OF IR . Listado em Génesis 10.29 f» em 1 Crónicas 1.23 rom i■descendente de Sem; seu pai loi Jo ctã Possivelmente foi o pri­ meiro habitante de Olir. uma região que


OFRA ficou famosa por suas reservas dc ouro. localizada du parto sudoeslo da Arábia.

O F R A (Heb. “corça"'!. Filho de Meonotai e um dos Lideres ua lribo fie fudá (1 Cr

4-14). O G U E . Nome do rui amorreu de Basã, que habitava em Astarote (Dl 1.4; 4.47), Quando os israelitas caminhavam, após sair do deserto do Sinai, através da e.v tradu do rei até Canaã. pediram permis­ são para a tra v e ssa r n te rritó rio dos amomiiLs, a Ijesle do mar Morto. Eles não permitiram; o rei Seom e seus soldados Foram derrotados na batalha que se se­ guiu (para mais detalhes, veja Soam). Os próximos adversários de Israel eram li­ derados por Ogue, rei di: Basã. o qual tam­ bém saiu com suas tropas e enfrentou Is­ rael em Edrei (Nm 21.-13*35: Dl 3.1-13; 29.7,8). Assim COB1G 0. Senhor auxiliara o povo na batalha contra Seom, novamen­ te disse «os Israelitas que nau temessem, pois entregaria também Ogue eivi suas mãos. Na batalha que se seguiu, o referi­ do rei foi morto, bem como seus filhos e todas as suas tropas. Posteriormente, sou território foi dividido entro as tribos de Gade, KúLien o Manassés (Nm 32.33: Js 13 12, 30,31; 1 Rs 4.19). O relato em Deuleronômio 3.11 diz que Ogue era descendente dos rotains, a fim de informai que era mu homem d»? grande estatura (considerado ‘‘gigante”; veja Js 12.4 J- Sua enorme cama ficou fa­ mosa e sem dúvida foi conservada como snvenir! As noticias sobre essas vitórias espaIharam-se rapidamente e o medo lomou couta dos corações dos moradores de Canaã. Raabe, a prostituta de Jericó. es­ tava convencida da que o Senhor linha poder para destruir alé mesmo cidades fortificadas, porque l inha ouvido falar das vitórias dos ifa-aelitas sobre Seom e Ogue (Js 2.10; veja também 9.9.101 Moisés usou as vitórias p<Lra encorajar os israelitas, quando o.s entregou aos cu id ad os de 496

Josué, já prestes a entrar na Terra Prome­ tida |Dt 31.4). A demonstração da fideli­ dade de Deus para com seu povo, ao der­ rotar Seom e Ogue, foi mencionada nos louvores ao Senhor por muilas gerações (Ne 9.22; Sl 135.11: 136.20), JUfcG.

O LIMPAS. Cristão que vivia r i u Roma e foi saudado pelo apóstolo Paulo junto rom Filólogo, [úlia. Neree estia irmã (Rm 16.15) O recon hecim ento pessoal e o cuidado que o apostolo demonstrava a muitos cristãos em diferentes congrega­ ções é algo notório em suas cartas. OM (Heb.•■força") Filho de Pelete. da tribo de Kúben. Jtmlo com Datã. Abirão e Coré. Instigou a rebelião contra Moisés, ao liderar um grupo de 250 pessoas que desafiaram a autoridade do homem de Deus (Nm 16). Esse desafio a Moisés e Arão represeutoe um insulto aos líderes escolhidos poT Deus. porlanlo um des­ respeito à própria santidade de Deus. Embora Om nao esteja mencionado, su­ pomos que lambém loi destruído pelo Sonhor junto com Data e Abirão, q u a n ­ do o terra se abriu e os "tragou... e lodos os -sotis bens" (Nm 16.23-35) Posterior­ mente. esse julgamento de Deus serviu como memorial para os filho* de Israel de que deviam amar ao Senhor e guar­ dar seu s m an d am en tos (Dt 1 1 .6 ; Sl 1116.17). O M A R . Lider edomUa, nelo de Esaú e sua esposa Ada Im ulher cauanita); era lilho de Eliíaz (Ga 36.11.15; 1 Cr 1 3 6 ).

ONÃ (Heb. "forte"). 1* Descendente de Esaú, era lilho de Sobal e lider de um dos «dás dos edom.it as (Gn 36.23; 1 Gr 1.40). 2. Filho de Jerameel e sua esposa Ala­ ra. da tribo de Judá. Foi pai de Samaj e Jada (L Cr 2.26. 2 8 1. 3. Segundo filho de Judá com a filha de um cananeu chamado Sua (Gn 36.4; Nm 2 6 .19 1 Cr 2.3). O irmáo mais velho


ONÉSIMO de O n ã, ch am ad o Er. c a so u -se corn Tamar. Ele morreu ppr causa de suei ini­ quidade diante do Sonhor e Judá orde­ nou que Oun tomasse a cunhada como sua esposa, Essa forma d e casam ento, co n h ecid a com o leviralo, tiuha com o propósito permitir que a linhagem e a herança do falecido tivessem continui­ dade. Q primeiro filho da viúvo seria considerado como pertenceu le ao irmão falecido, a fim de preservar sua heran­ ça. Onã sabia que, se Tamar ficasse grá­ vida "a descendência uão s e ria dele” (Gn 3ft.9); por isso. Iodos as vezes que linha relações s e x u a is com ela “derramava O sémen na terra para náo dar descendên­ cia a seu Irmão'’ (v. 9). '‘O que ele fazia era mau aos olhos do Senhor, pelo que também o matou" (v 10: Gn 4(i.l2). Antigamente, essa história era tjLSada para mostrar que a masturbação era uma prática errada aos olhos de Deus, Essa. entretanto, de maneira alguma é a ques­ tão tratada no lexlo, Na verdade, Onã prabcava algo chamado de coitris intem iptus — ua esperança do que fosse um método contraceptivo eficiente. Dado o contexto particular e o propósito do leviralo, esse de lalo era um pecado gravíssimo,

O N E S Í F O R O (Gr.“aquele que traz lu­ cro”). Esto cristão freqxioutemente de­ monstrou bondade pura com Paulo em sua segunda prisão em Roma e foi quem o procurou diligentemente para descobrir ouile eslava preso (2 Tm 1 .1C>-1 fsj. Tam­ bém ofereceu urna grande ajuda, quando o apóslolo esteve em Efeso. Paulo rlestacou como Ouusífnro demonstrou clara­ mente sua coragem, pois foi um dos poucoa que não se envergonharam de suas algemas, A oração pessoal do apóstolo por este discípulo no v. íH é realm ente de ações de graças a Deus pulo que Qnesíforo fizera e para quB seu serviço fosse r e c o nhecido pelo Senhor no dia do julgamen­ to. O fato de que não eslava na compa­ nhia de FVmlo quando a carta foi escrita e que somente “sua casa” foi saudada em 2

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Timóteo 4.151 provavelmente indica que Onesíloro se encontrava em viagem por outras partes do império, Não hã razão para crer. como alguns dizem, que esti­ vesse morto; portanto, 2 Timóteo 1.1# uão e um a n tig o exem plo de oração pelos mortos. A principal razão de Paulo, ao chamar a atenção p a ra esle fiel com pa­ nheiro. era proporcionar um exemplo de fé aos nutros (^islãos. pjj.g.

O N É S I M O (Gr.“átiTJ. Escrava que se tor­ nou conhecido no meio cristão pnr causa ria carta d® Paulo a Filem om . um dos Cooperadores do apóstolo e um companhei­ ro fiel (Fm 1.5). Por meio desta correspon­ dência, fica evidente que Qflésimo fugira du sua posição do servo e encontraia -sè com PauJo dunmte o período em que este en­ contrava-se preso, provavelmente em Roma (émbora alguns sustentem que fui durante sua prisão em Éieso). Existe alguma indi­ cação de que nsse escravo tenha fugida dn sen senhor e talvez até levado algum di­ nheiro i onsigõ. Paulo disse a Filemom que. se Onesimo tivesse causado algum prejuí­ zo. que fosse colocado em sua conta |de Paulo] fv 16|. Pode ser. entretanto, quo esse escravo simplesmente tenhn sido enviado por Filemom para ajudar Paulo e permane­ cido ausente mais tiampó do que haviam planejado originalmente. Enquanio esteve em conlato com Pau­ lo. Onesimo converteu-se a Crisfto r tor­ nou-se '‘urn irmão do Senhor” (v. 16), Es­ pecialm ente muito útil ao apóstolo, fica cloro que Paulo o desejava de volta para continuar seu trabalho. O apóstolo até mesmo fez um Lrocadilho com o nome de Onesimo, a fim de dizer que OUtrorn fora “inútil", mas agora ora "ú til” para am­ bos, como sugerindo que Filemom o en ­ viasse da volta para ele (w . 11,1 rt). O ape­ lo de Paulo para que Onesimo náo fosse tratado com severidade, mas como um ir­ mão em Cristo (vv. 10,17). ê uma obraprima dn exortação pastoral. Ouésimo também é mencionado em Colossenses 4.9. onde é descrito como


ONRJ companheiro ds Tíquíco. ntima viagem <i cidade de Colossos, a fim de levar as últimas notícias sobre a prisão de Paulo Novamente a recomendação do apóstolo anerra o ox-escruva foi efusiva - "Amado » fiel Lrmãn, quo é um de vós". Fste último comentário indica que Onésimo era na­ tural de Colossas. A caria a FUemom continua muito esludada, s e m p r e um relação às possíveis atitudes dos cristão» com respeito n nsiro vidão. Ela diz pouco sobre o assunto e pressupõe que era correio O n éstao vol­ tai para seu senhor e reassumir sua posi­ ção como escravo: entrelanlo, a cadeia de eventos finalm ente levou os cristãos a acreditar que a escrav idão era uma práti­ ca errado, de acordo com o tratamento de Pauto para com Onésimo. O apóstolo disse que era "pai" do escravo. Disse que ele era um “irmão" realmente valioso e confiou nele como coopnrador numa mis­ são a Colossos. Paulo o enviou de volta a Filem om "não ju comu escravo, antes, mnis do que escravo, como irmão am a­ do" (Fm 10). O cristianismo claramente fazia com que a relação entre senhores e escravos fosse reexaminada. Não existum evidências concretas so­ bre o que aconteceii com Onésimo depois disso, exeeto que aproximadamenie 50 anos mais tarde Inácio escreveu sobre alguém com o seu nome que era bispa em frleso. É berri passível quo 50 tratasse do jovem escravo. ngora idoso, com Cer­ ca de 70 anos: no entanto, nau podemos ter certeza absoluta, (Ui.c. O N R I. 1 . Sexlo rei de Israel (reino dn Norle). o qual governou pnr \2 ano?;, de 88.'> a 87 5 a.C. As prinr ipais informações sobre seu nnnado oncontram -seem l Reis lfi.15-28. Chegou ao irono numa época de instabilidade em Israel. TLrza era a ca pilai do reino do Norte, onde EJá, filbo de Baasa, reinara por apenas- dois nnos. Ao (|ue parece, este tinha rHputação de bêbado (v 9) o talvez issu u lenha levado li deposição por um de seus oficiais —

Zinri (v. 11.1). que usurpou o Irono e m a­ lou tnda a iam ilia de Baasa. em cumpri­ mento dn palavra do Senhor por todos os seus pecados [w . 12.13). Onri. o coman­ dante do exército de Israel, encontravase com suas tropas perto de Gibetom. uma Cidade dos filisteus: sem dúvida prepa­ rava-se para atacá-la quando ouviu as notícias il'1 que Zinri assassinam liló e assumira 0 Irono. Os oficiais do exército proclamaram Onri com o rei. voltaram e siliaram T irza. A pós sete dias co m o governante (v. 15). Zinri suicidou-se e Onri tornou-se 0 rei. Parece, entretanto. que nem todos os isruulJlíis seguiram imediatamente a Onri: metade tio povo apoiou Tibni como rei (v. 21). As tropas de Onri. porém, eram m ais fortes — Tibni foi morto e Onri en­ tão reinou absoluto sobre todo o Israel, quando restaurou parcialmente a lei e a ooJem e acalmou a nação. Onri com prou a colina de Sam aria. de S e m e r Ipara m ais d e ta lh e s veja Sem er). e ali construiu a capital do país. o n d e m ais lardf* foi se p u lta d o (vv. 2 4 ,2 8 ). A força dos fortificações da c i­ dade ira legendária e exigiu três anos pára ser conquistada pelos assírios. Pou­ co se sabe sobre esse rei. e.xcelo qun foi m ais perverso “aos olhos dn Senlior" do que todos os que foram antes dele, até m esm o Jeroboão. filbo de Nribale. Ado­ rava i- encorajava a adoração de Ídolos, um ponto que foi lembrado na profecia de M iq u êias I6.li»]. A mã in flu ên cia dessa dinastia afelou alé mesmo o rei­ no do S u l A cazias, de Judá, era filho de Atalia. neta de Onri. Sob a influên­ cia da mãe. ele também ' fez o que era mau aos olhos do Senhor" 12 Cr 22.2-4; 2 Rs 8.20). Finalm enle. Onri morreu e seu filho A cabe o sucedeu no trono do Lsrael (1 Rs 10.28-Jll). Esta dinastia du­ rou quase 50 anos. 2 . F ilh o de B e q u e r e n eto de Benjamim 11 Cr 7.6.81 3 . M encionado em 1 C rónicas 0.4 como filbo de lnri e pai dp Amiúde, por-

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ORKA

O O L I B A . Nome sim bólico usado por lantO. descendente de Pfirez. Depois do exilio na Babilónia, estava tmlre os priEzequiel paia descrever a i idade dn Jeru­ m eiros membros da tribo de ludá que salém (Ez 23 4 11.22,36.441 Para mais detalhes sobre es la alegoria, veja Oolá. retornaram paru Jerusttlóm. 4. Fillio de Micael. íoi administrador na tribo de lssacar duranie o reinado de OO L ÍB A M A i Heb. lenda do lugar eleva­ do”). Davi ít Gr 27.1ftU p.d^j. 1 . Uma das esposas cananitas do Esaú, 0 0 L A . N ■imo s im b ó lic o usado pcu lilha de Anã o nela rle Ziboão u beveu Ezequ iol para d escrev er a cid ad e de Foi mãe da feús. la Ião e Coré. os quôís nas­ ceram em Canaá Cada um iie seus filhos Sumaria íEz 23.4.5.30.44). Era a irmã mais velha de Otilibá. que representava |erutornou-se chefe de uma lribo erlomila (Cin 36.2, 5,14,18,25). saJéin. A alegoria era parle da mensagem 2. Descendente de Esaú. foi lider di de Ezequiel, destinada a levar os israeliíns um clã rios edomita.s (Gn 36.41: I Gr 1.32J. dos seus dias no arrependimento. O pro­ tela lambém procuíéva explicar por que O R E B E . Um dos dais lideres midlanuas Deus lançara juizo lauto sobre Israel derrotados pelos israelitas bderados por como sobre ludá. Gideão, Numa extraordinária demonstra­ A alegoria de Ezequiel 23 começa com ção do confiança na obediência a Deus. as duas irmãs comu "filhas de uiua mtwele atacou o acampamento desses inim i­ mn mãe", as quais rapidamente tornaramgos com apenas 3 0 0 homens llz 7| Os sij prostituías no Egito. Com imagem se­ xuais muilo vívidas. Ezequiel dtíScrôVe. a midianilas fugiram na escuridão e Gideão convocou os homens de várias tribos de maneira c o i d o se p ro s tilu ia iT i coro outros Israel pura persegui-los. Orebe foi captu­ deuses, embora pertencessem ao Senhor. rado b morto numa rocha que recebeu seu Uolá "enamorou-se dos seus umanles, as nom e. provavelm ente cham ada asalm assírios" (v. 5) e dou prosseguimento no para comemorar a \iloria |v. 2F>j. O bder qUo com eçam no Egito Por cau^a dessa de Israel eslava consciente de que uma Idolatria. Deus lanhou juizo sobre ela e a conquista daquela magnitude ura obra de entregou nas mãos dos assírios — uma Deus (JzH.'i|. As gerações posteriores conreferência à invasão de Israei pela Assiriu e à dispersão dos israelitas |rainn do Nor­ tomplaram esta vitória como uma indi­ cação do que o Senhor luz em lavor do lei (w . H.10). Após Deus castigar o reino do Norte. povo que confia plenamente em seu po­ der |SI 83.31; ls 10.26), Uullbá ainda se prostituiu. primem» com as assírios e. depois com os babilónios. OR E M. Terceiro filho 'le Jerameel e liTamhem se envolveu com a idolatria, tez der na tribo de |udá |1 Cr 2.25). tratados com os caldeus e finalmente es­ tes invadiram Jerusalém (w . 14-17) ilido ORFA. Ela e sua palricia moabila Rute isso i n l m i n on com o pronunciamento de Ezequiel quanto ao julgamento do Senhor eram c a sa d a s re s p e c tiv a m e n te com Q uiliom e M alom , filhos dos judeus sobre lerusalem., quando todos os seus Elimeluque e Noeini (Rt 1 1-31 Quando amanles vo Ilar-se-iam coutra ela e u in ­ os maridos das lrês morreram, as duas vadiriam Eles seriam usados por Dous noras resoh eram acom panhar a sojtra para punir Oolihá. Da mesma maneira para Judá, mas ela Lusisiiu em que vol<orno Oolá fora levada assim acontece­ lassem para suas próprias cidades. Rute ria uom Oolihá, quando Deus derramas­ permaneceu coui Noemi e voio com ela se seu juizo lambem sobre ela |vv. 32para B elém mas Orla licou em Moahe. 35,46-49). i\n.c. 499


OSÉIAS sofrimento, porém, não se tratava de mera O S É IA S .(Heb. “ajuda" ou "salvação”). 1. Provavelmente o nome trata-se (le enuenoção, pois envolvia seu casamento « sua vida lamiliar nos mais Íntimos e um hipocorístico para Y'hoshua (Josué), c j u b signifir u "Yahweh é salvação'. Oséias. elevados lermos em ocionais. Uma das melaforas mais comuns para dasertrver o o proíela. t- a única pessoa noAntigO Tes­ relacionarru nto do aliança de Yahwoh tamento com esse uome em pari leular. em­ i;om Israel é o Losameuto. De fato. quan­ bora mui los outros personagens tp-nham do Deus escolheu os Israelitas como par nomes rom o termo “ysb” (salvação). ceiros da aliança. celebrou com eles um Pouquíssimo se saiu- sobre os ances­ '■casamento’’ fcí. Ez 18.6-14) e, quando Is ­ trais do profeta- íi não ser que era lilho rael provou ser desobediente, a Bíblia diz de Beeri lOs 1.1], Profetizou aos dias de que agiu como prostituta e cometeu adul­ Uzias (790 a 739 a.C.I, jotáo (750 a 73 L). tério (Ez 23.3,5.11,37,45: ct. Jr 3.9J. Acaz |735 a 7 r*| e Ezequias (720 a 886). O lem a cen tra l da m ensagem de iodos r e is de Jud á, e nn rein ad o de Oséias é a Infidelidade de Israel ã alian­ Jeroboão II. to í de Israol (793 u 75:5). Seu ça, descrita corno adultério (Os 4.10; 9.1). m inistério publico. assim, cobriu 0 esA reação bumnna normal a tal infideli­ paço tio mínimo de 755 a 715 a.C. Isso dade poi partn dn uma esposa é o divór­ torna Oséias contem porâneo de Isaias cio. umu mndidii sancionada pela própria |7;í9 a <»«0) e possivelmente também de Lei. por ser umd transgressão tão séria (Dt A mós (765 a 755) r>Miquéias (735 a 700). 24.1-4: cf. Mt 19.7-9). O próprio Yahweh Como Am Oh, Oséias dirigiu sua mensa­ ameaçou se par ar-sp do Israel infiel e to gem primeiro mente ao reino do Norte, mar um novo povo, uma nova noiva Israel, provavelmente, a maior parle de cumo sua "esposa" (Êx 32.7-11: Dt 9.14. seu trabalho terminou anies de 722 a.C., 25-29; Os 9.14-17). Entretanto, sua pro­ 0 ano ila queda dn Samaria diante dos messa aos patriarcas de fazer uma alian­ assírios. ça perpélua com eles e com seus descen­ Talvez Oséias fosse cidadão de Israel dentes tornou lal atitude im possível o, e não de Judá. devido ao profundo senti­ assim, o Senhor graciosamente perdoa­ mento e conhecim ento concernente ao ria a nação perversa e com paciência a reino do Norte. Sua mensagem é repleta restauraria para si (Os 11.8-111. O que a de referem ias a lugarps e eventos que restauração lalhou em realizar na histo­ somnnte alguéui que pertencesse a Israel ria foi p ro m etid o para uma ep o ca conheceria (ct Os 8.8). ou daria olenção escaiològíca, quando Israel .seria o povo a eles (7.1; 8.5,6; 9.15: 10.5: 12.5.12; 14.11, de Deus, redúiúdo o restaurado (Rm i 1 Dirigiu-se quase exclusivam ente a Israel 25-32). (2.1.2; 4.1,15; 5.1.0; h. 1,4; 9.1.5,7, 10.9.12; Paru que a mensagem de Oséias sobre 11.8; 12.9; 13.4,9-13; 14.1,8) e demons­ o adultério de Israel e a graça restaurado­ trou relativam ente pouca preocupação ra de Deus tivesse d máximo de impacto, para com o reino do Sul (6.4 I 11. A refe­ 0 proíela recebeu ordem do Senhor para rem. ia aos quatro reis de Judá. seus con­ ca.sar-se com "unia mulher de prostitui­ temporâneos. foi somente para demons­ ções" n ter “‘filhos de prostituição" (Os trar sua convicção na legilimidnde da di­ 1 2). A questão morul de Deus ler pedido nastia davídica e confirm ar sua sucessão ao profeta para envolver-se num relacio­ continua, Como um verdadeiro profeta, namento tão maculado leva muitos teó­ mesmo do reino do Norte, lal posição náo logas a interpretar a ordnm (e todo o re­ deveria ser surpresa. lato do casamento e do nosrimento dos Um a característica quase única fie filhos em Os 1 a 3) como uma alegoria OU Oséias é o uso que faz do drama para parábola. Não existe, porém, nenhuma Lransmillr sua mensagem profética. Seu

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OSÉIAS pista literário ou contextua] para apoiar lal iIncisão. Unia leilura nhjeliva e m inu­ ciosa cia história uão deixa dúvidas deque Oséias realmente casou-se com (ai mu­ lher e Ieve as crianças mencionadas. O dilema moral, entretanto, perm a­ neci.:, puis suscito a h ip ótese do que Gômei. u espúmi de Oséias. somente re­ velou sua infidelidade depois tio ca sa ­ mento. O profeta enlão escreve rle lor­ ma prolêprica, depois do «vento, mas çomo s " ainda nau tivesse acontecido. Eiu era adúlteru uo Sentido de qint era Isso o que aconteceria ínais> landa. Seguese enlão que "os Jilhos de pcosiiiuição" sáo assim porque loram fruto de um ad u ltério. O que deve ser destacado, porém, são os numes dos fillios, i ada um deles com um significado profético e te­ ológico. O primeiro, um menino, rece­ beu o nome >le lezreel ("Delis planta"!, chamado dessa m.me ira porque o juizo de Deus sobre a dinastia du Jmi, pelo mussu' r" nm fezreel (2 Rs iU. 1-141. estavn prestes a aconlocw [Os 1.4,5) A re­ al men le sb cumpriu com a morte do rei Zacarias, em 753/52 a.C, (2 Rs 15.R-12). le/.reel lambem fala da colheita abun­ dante qun Deus Iraria uo ilunJ dos tem­ pos (Os 2.21-23). O nome da filha loi LoRuama (“não amada"). puis o Senhor não amaria mais Israel listo é, não demons­ traria mais o lavor da aliança, Os 1.01. O segundo lilh o ío i Lo-Am i ("não meu povo"), pois os pecados de Israel o ti­ nham removido desse relacionamento. Depois de cusor-so com Gômer e ler filhos com ela. Oséias testemunhou sua infidelidade, quando ela saiu para envol­ ver-se com os amantes (Os 3.11 Deus en­ tão desafiou o profeta a lazer algo ainda mais d ifícil; trazê-la do volta para si redimir e perdoo-la (Os 3.1-3). O proleta assim feze. ao realizar isso. deu um exem­ plo do amor e da graça do Senhor, que ío­ ram tão efeilvosem lavor de Israel que LoRuama (“não amada”) tornou-se Ruama Camada”) e Lo-Arui (“não meu povo") tnrnou-so Ami (“meu povo") fOs 2.1).

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A mensagem da gra(,.a redentora esta no coração do Iívto de Oséias (Os 4 a 141. O Movo Ute lãmetlto lambém destaca esse tema e cila os textos que esclarecem o signdicadu do Evangelho. Tanto Paulo como Pedro falam dos gentios com o o "não povo" que se lem a o povo de Deus e enoonlra a misericórdia salvadora fl Pe 2.10; Rm 9.25,26; c f. Os 1.0.9; 2.1.23). Mateus estabeleceu um elo eulre n visita do menino Jesus ao Egito o o Êxodo de Israel, um ato que demonstrou o amor de Deus ("Ml 2.15; t:f. O s 11.1). Finalmente. Paulo (,'omparou a ressurreição dos sanlos com a renovação do Israel do Antigo Testamento, uma restauração da morle para a vida (1 Co 15.5^; cf. Os 13.14). Desta maneira, Oséiús faz sua parle e a realizou muito bem. pois. por palavras e obras, demonstrou a mensagem da graça ilivina que Iranslorma as \idas. e..m. 2 . EiLbo de Num, foi cham ado de Josuò por Moisés, ao ser enviado para espiar a terra de Canaõ como represen­ tante da tribo de. Efraim iNm 13./3. Iti: Dl 32.441 Veja fosué. 3 . Filho de Ela. conspiroucontra peça. lilho de Remalias. asFassinou-u e lorrionse rei dn Israel (2 Rs 15.30; L7.1). Peca declarou guerra contra o A ssíria e em consequência perdeu parle do terrilúrki de Israel paia o rei Tiglate-Pilèser. Prova­ velmente foi devido ao declínio do po­ der da nação sol? sua Liderança qup a re­ belião aconteceu , m as é provável que Oséi.is tenha o Liti ilo o apoio rios assírios. Ele reirnju em Samaria por nove anos. e chegou ao irono era 732 a.C. (2 Rs 17.1). Pratica men le a única parle do reino do Norte, Israel, que uão fura conquistada naquele momento era a própria capital Samaria e parte de Efraim ; porém, mes­ mo assim. Oséias náo era mais do que um Vassalo do rei assírio. Tinha de pagar pe­ sai las laxas ao sucessor rle Tigiale-PiJeser, Sal ma n eser que su b ira ao trono da Assíria em 727 a.C. (2 Rs 17.3) Oséias declarou a independência do pais. deixou de pagar as laxase pediuaju-


OTNI da ao Egilo, Quando Salm aneser soube, in v ad iu a lerra n o v am en te e s itio u Samaria por três arios. Oséias foi iapturado e. finalmente. um 722 a.C., a cidade cílíu o lis israelitas luram deportados para a Assíria |2 Rs 17.4). O escritor de 2 Reis deixa bem claro que a destruição final do reino do Noite loi decorrenle do juízo de Dous sobre a naçâo, por iau*a da idolatria e do peca­ do [2 Rs 17 7 -2 3 :1 8 .1 0 ). Muitos profetas predisseram a queda da nação. se coulinuassem a adorar deuses pagãos |2 Rs 17.13; veja Os 7.11 H»), mas o povo não se arrependeu e o juízo do Deus finalmen­ te veio. Tinham quebrado a aliança 12 Rs 17.15: 18.12) e. assim, as maldições do paclo caíram sohre eles, exalam enle da m aneira que o Senhor prometera que aconteceria. 4. Durante o reinado de Davi. Oséias, filha de Azazias, eru um oficial na tribo de Efraim (t Cr 27.20). 5. Líder dos judeus e um dos que. no lempo de Neemias. assinaram um pacto feilo pelo povo dp adorar ao Senhor b obedecer ãs suas leis (Ne 10.23), f>o.i>. OTN I. Filho de Semaías. Ilslado enlre os porteiros do Tabernáculo no iPinpo do rei Davi l i Cr 26.7). OTNI E L . Filho de (juenaz, o qual era o irm ão m ais novo d»? Colobo, lilh o de Jofonê, da tribo de ludá I Js 15.17: ]t 1 13), Viveu em um tempo de transição na his­ tória de Israel e participou da conquista de Canaã, sob a liderança de Josué e de seu lio Calebe; com muito posar, teste* munhou os primeiros sinais da quebra da aliança do povo com Deus. Olniel destacou-se como lidei na ba­ talha para capmrar Quiriate-Seter (chama­ da posteriormente de DnbirJ, tuna cidadã localizada oo sul de ludá. na extremidade do Neguobe (Js 15.15-17; J2 1.11-13). Como rocompensa por sua vitória, recebeu a fi­ lha de Calebe. Acsa. como esposa. Suas açóes e seu casamento eníat izaram que ele

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nra um israelita Del, o qual seguiu o exem­ plo de Josué Olniel sobreviveu â geração que li­ derou os israeliias na conquista da terra <le Canaã p viu a quebra da aliança por causa da desunião entre as Lribos do sincretism o religioso e ria falha nu exe­ cução du erradicação completa dos po­ vos cananeus que estavam sob o juízo de Deus A resposla do Senlior a essas atitudes de rebeLiào foi trazer juízo so­ bre seu próprio povo Juizes 3.7-11 re­ gi stTa como o rei da Mesopotâmia. CusãRisafaím . derrotou e subjugou os isra­ elitas por oito anos, Olniel liderou seu povo contra essa opressão estrangeira: ch eio do Espirito dp Deus, derrotou o inimigo, libertando os israelitas e tornunrlo-se um líder em Israel, ou seja. o pri­ meiro "juiz". Seu mais importante papel íoi o de ser apresentado como modelo de um uutênUco juiz. Sua posição como um ver­ dadeiro israelita era bem deíiuida e. di­ ante da opressão de seu povo. levantou se e assumiu a liderança (Jz 3.9) Rece­ beu a unção do Espírito Santo tanto para lid e ra r com o para lu tar co n tra os mesopolâmios. sobre os quais saiu vito­ rioso (v. 10J. Prevaleceu sobre os inimi­ gos e estábelocou um periodo de paz (v. 11). recebido como uma grande bênção do Senhor sobre seu povo. Todos os seus sucessores fracassaram em seguir de ma­ neira significativa e s te modelo de como um juiz devia proceder, tanto por fraque­ za de caráter, como pelos mélodos duvi­ dosos ou desobediência. Olniel personilicou um ideal, pois íoi um líder escolhido por Deus e mediante 0 qual o Senhor governou seu p o v o A m stituiçáo dos juízas, entretanto, fracas­ sou devido à constante desobediência dos israelitas. Tal forma de governo foi subsliluída pelo direi lo do Senlior go­ vernar, ou seja, mediante a instituição da m onarquia. O lniel foi um m odelo também para os reis. Era liei nu lideran­ ça. dirigido pelo Espírito e guiado pelo


0ZN1 Snuhoi paia lidcrrar o salvai sou povo. Veja tombóm Ju izes. um.

O Z N I. Fundadoi do clã dos o zn itas (Nm 26.36). Em G ônesis 46 16 (5 cha­ mado de Es bom e listad o com o quinlo O Z É M . 1 . Quarto Ellio de lerameej e lilho de Gade. n elo de JacÔ e Zilpa: fez parte do grupo que desceu com Jacó líder na Lriljo de fudá [1 Cr 2.25). 2. Sexto filho de Jespé. portanto irmão para o Egilo. do rei Dnvi ( I Ci 2.15).

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p PAARAI. Urn dns “trinla” guerreiros va­

te partiram do Sinai, Pagiel novamente eslava a frente fie sua tribo (10 20).

lentes dn Davi, os quais lutavam ao seu lado. Mencionado c.omot iun d a s “arhila£" [2 Sra 23.38). possivelmente Irala-se do mesmo Naari filho de Exbai do J Cróni­ cas 11.37,

P A A T E -M O A B E . Chefe de uma família enjoa descendentes íoram contados en­ tro r»s judeus que relomararu cio exilio ua Babilónia com Zorobabel o Neemias. For­ mavam uin grupo de 2.812 pessoa* (Ed 2.li; H.4. Ne 7,11) Proviivelmenle íoi ele ou um de smis descendentes com O mes­ mo nome que selou o p a d o feito pelo povo, sob a liderança de Neemias, de servir ao Senlior e nbedocor às «uai Leis (Ne 10.14}. Alguns de seus descendentes são mBnnionodôs na LísIh dos judeus qlie so casaram com m ulheres es trauge Iras; um de seus familiares colaborou na re­ construção do» muros de lerusalém [Ed iq.:*0; Ne 3.1 L). PADOM. Lídfltr de uma das famílias de sorvi dores do Templo cujos descenden­ tes retornaram do exílio ua Babilónia nos d íeis de Esdras e voltaram a Iraballiar uo Sanluario (Ed 2.44; Nr 7,47),

PAGIEL. Filho de O í rã, tia tribo de Aser. ■la qual íoi líder nos dias de Moisés; re­ presentou seu povo duranle o censo fNm 1.1-3) Quando os Israelitas receberam instruções sobre a local em que cada tri bo acamparia ao lado do Tabernáculo (a Teruln da Congregação}, Aser loi eslabftInt ida no nórte, ao lado da Lribo de Da, com Pagiel na liderança de 41.500 pesso­ as (Nm 2.27.201. N.i lesta da dedicação do Tabernáculo, e|e levem as ofertas de seu povo no 1 l fi dia de c e le b ra ç ã o (7,72,7/1. Quando os israelitas finalm en­

PALAL (Heb. “juiz’> Filho de Uzai. foi um dos trabalhadores que colaboraram na reconstrução dOs muros de lerusalém. depois do retorno do exilio ua Babilónia (Ne 3 .2 5 1. PALTI (Heb “o Senlior livra"). Filho de Rufu, nm dos h om en s en viad os por Moisés do deserto de Pará para espiar a terra de Canaã |Nm 13.9). Designou-se um representante de cada tribo de Israel e l^alli foi o escolhido de Benjamim Para mais detalhei» sobre ,i missão deles, veja Sam ua. PALTI EL (Heb. 'livramento de Deus,r). 1. Filho de Azá. era lider entre os descendentes de Issacur. O Sanhor dis­ se n M oisés que escolhesse hom ens de cad a uma das trib o s de Isra e l para ajudá-lo na divisão da lerra de Canaã e PallieJ foi o representante de seu povo iNrn 34.20). 2. Filho do Luís, da r idade do Calim. foi marido de M ical, filha de Saul 11 Sm 25 44 - em algumas versões é chamado de PáltíJ. O rei prometera dá-la em casanienio a Davi. caso ele pagasse o dote. exigido (a morte de 100 filisteus): em ­ bora o filhó de jessé houvesse pago o com binada, om suú fúria e inveja. Saul tomou-a r: deu-a a Paltiel, Posfe.riormente. após tornar-se rei de Israel, Davi pe­ diu que Is-T.iosete lhe devolvesse Mical. Quando isso foi leito, seu marido, que aparentemente não te v e participação na intriga de Saul ''partiu com ela e a se­ guiu chorando alé Baurim 1'. quando o co­ m andante lhe disse que voltasse para casa (2 Sm 3.15.16). r.n.r,.

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pasí m

PA LU. Segundo liLho do RubeD o ciiBle

PARÒS. Líder de uniu famíha cujos des­

iJn uma famiiia uuh ficouconhecida como

cendentes foram coutados enlre os judeus que retornaram do exílio na Babilónia com Zorobabel e Neemias. Formaram um grupo de 2.172 pessoas (Ed 2.3; M.3 Ne 7.8). Provavelmente foi ele ou um des­ cendente i nm o mesrnu nom e que selou o pado feilo pelo povo. sem a orientação de Neemias. de servir isomeíite ao Senhor e obedecer às suas leis [Ne 1U.14|. Alguns de seu« laniihares também se casaram com m ulheres estrangeiras; um deles, chamado Pednías, eátava entre os judeus que ajudaram na reconstrução dos mu­ ros de Jerusalém (Ed 10.25; Ne 3.25).

u clã dos paluítas. Seu filho íoi Eliabe ÍGn 40.9: Éx fi. 14: Nm 2t>.5, 0: 1 Cr 5,3), PARMA STA . Men/, :ionudo < mu Ester 0 !J como um das fiihos dn HamS mortos pe­ los iuduus na lúrlaieza do Susá. (Algu­ mas versões escrevem iurmriskc I PAR ME NA S. Um dos sele diáconos in­ dicados pura ajudar os apóstolos, os quais consideraram o trabalho administrativo da igreja primitiva títu Jerusalém nm lardo muito pesado lAl (3 51 A cada dia. muitas pessoas tornavaimse cristãs. Os novos convertidos de origem grega recla­ maram que suas viúvus t raio despreza­ das pelqs judeus cristãos, na hora du dis­ tribuição diária dos alimnnlos. Os após­ tolos perceberam que gastavam lempo demasiado na solução (lesse problema |v 2); por isso, negligenciavam o ministério da Palavra dn Deus, Portanto, sote homens furaru indicados o escolhidos entre os reconhecidos comu "cheios dn Espírito Sanlo i! de sabedoria". Oraram, impuse­ ram as Jãâos sobre os sele e os nomea­ ram para lidar com as questões do dia-adia da Igreja. I ís t r incidente é uma Interessante in ­ dicação do que muito cedo ria vida. da Igreja houve um reconhecimento de que Deus dá diferentes "ministérios" e dons para diversas pessoas, Este fato reflete também a certeza *le qui os chamados paia n m inistério da Palavra rle Deus (v 2] não devem ter outra> ocupações. O v. 7 indica a sucesso dessa divisáo de Iare­ ias: "De sorte que crescia a palavra de Deus. e em Jerusalém se multiplicava ra­ pidamente o número dos discípidos,..".

PAR SA ND AT A. Meuciouudo em Ester 9.7 nomo um doK filhos de Hamá mortos pelos judeus na fortaleza de Susã.

PARUÁ. Da lribo tle lssacar, pai de Josafá. o qual foi governador distrital de sua re­ gião na época do rei Sidomáo e tinha a lo-sponsabibdade do suprir as necessida­ des do palácio real por um mês. anualmenLe (i Rs 4.171. P AS AQ UE . M encionado em t Crónicas 7 ‘ci como filho do Jafleto, da tribo de Aser. Foi um bravo guerreiro e chefe de uma família.

PASEÁ (Heb, “súplica"l. 1- Um dos lideres da lribo de Judá. Seu pai foi Estom; ele e suo famiiia vivi­ am om Reca ( L Cl 4 12) 2 . Lider de uma tias famílias de servidures do Tem plo cu jo s d escen d entes retornaram do exílio na Babilónia nos dias de Esdras e voltaram a trabalhar do Santuano (Ed 2.49; Ne 7.51). 3. Pai do foiudu o qual ajudou no reprrro dos portões da cidade de Jerusalém na época de Neemias. depois do exilio na Babilónia [Ne 3.6).

P-D.fj.

P AR NA QUE . Pai de Elizaíã (Nm 34.25). o escoLhido por Moisés como lider da Lri­ bo de Zehulom que ajudou na distribui­ ção do território herdado por sou povo ontre as suas famílias

PASUR. 1 . Filho do Imer. o sacerdote "presidente da cosa do Senhor" no lem­ po em que Jeremias pronunciou o julga­

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PÁTROBAS Jeremias. O profeta foi preso e lançado mento d»- Deus sobre Jerusalém (Jr 2Ú.1). dentro do uma cisterna, de onde depois Quando Pasur ouviu a mensagem du pro­ loi resgatado. Quando íiualntente chegou feta, achou que u povo ficaria desmorali­ aquele momento, o juizo de Deus loi ter­ zado i:om lai* palavras; por Isso. oídenou rível e aterrador para Zedequias o os de­ quo Jeremias fosse castigado e amarrado mais oficiais. Os caldeus invadiram o to­ n uru cepo. no pálio do Tom pio Iv. 2), No maram Jerusalém e, ao que parece. Pasur di.a seguinte, .utente ile que o profeta já loi levado junto com os outros morado­ havia aprendido a lição. ele o libertou, res para Babilónia. Um descendenie de jeremias então thç disse: “O Sonhor nau 'Pasur íilha de Malqui.is" é listado eu.tre chamu o teu ttomo Pasur. mas M-jj4oiMissubibe’’. EfiSí: nome significa "terror os primeiros sacerdotes que so estabele­ ceram em Jerusalém depois do retorno do por todos os Iadaf>“ |vv. 3-01. ■Especifica­ exílio, iiuta-se de Adaias. cjue colaborou mente, o profeta falou qup a família dp Pusi.ir iria para o exilio o do próprio mor­ na reconstrução do Templo |Ne J 1.12; 1 Cr 9.121 e eia descendente de Jmer p lí­ reria lá Junto çom elo lalecerium todos os seus amigos, paru os qiiáts (alara mender de uma lamiiia. 3 . Ancestral de unta dns fam ílias do lirus ou -sHjai que a* coisas não estavam sacerdotes qui- retoratuam drj exilio «.om Ião más para os judeus, quando a vida Zarobabel e se estabeleceram em lerusaern Judá e Jerusalem ia de mal a pior. No lém. Talvez seja o mesmo relacioDado no momento em qur- os caldeus invadiram item 2 Um grupo de 1.247 descendentes Jerusalém e deportaram □ maior píirtn de d*: Pasur retornaram da Babilónia. Alguns seus habitantes, >em dúvida R isut « sua deles loram culpados poT terem -se casa­ lnnitli/i Inmbém loram levados para f>exí­ do to m m ulheres estrangeiras; dnpois. sob lio na Babilónia. 2. Fílho. de MáJquias (náo é o mesmoa o rien tação de Esdras, d IVofriaram -se dessas esposas (Ed 2.3ÍI; 10.22: Ne 7.41). dn item anterior) (jr 2 i . l ) . Foi enviado a 4. Participou do p ad o solene íeito Jeremias pelo rei Zedequias numa époia pelo pcrvo em lerusalém de obedecer ãs om que parecia sor apenas uma questão Leis dp Deus (Ne J0.3J. de dias a chegada do momento em que 5. Pai do Gedaiias, fáí um rios prínci­ Jerusalém seria lolaimente arrasada pelo pes do Judn que se uniram a Pasur filho Téi. Nalmcoilonqsor. InuUimenhj ulguns de .VlalquidS. para prender o profeta ainda liuharn esperanças de quo o Senlior operasse as maraviLhas que lo/Ja dos liiinJeremias fjr 3 8 .1 1. lui.G. pos passados (v 2}. A resposta du proíela P Á T R O B A S . Quarto nome dn um gru­ foi quo o juízo era inevitável e o próprio po de cristãos de Ri itnusaudados por Pau­ Deus lutaria contra eles (w. 5,0) Poslerilo em sua epistola aos Romanos (16.14), ormente. em lereinias 3{J. 1, lemos nova­ O cuidado pessoal e a preocupação pas­ mente sobre esto mesmo Pasur, o quul toral pelos (rentes, demonstrados oas car­ tentou silenciar o que considerava pala­ tas desle apóstolo, é algo digno >1" nota. vras do deseucorajamento por parte de

PAULO Introdução e antecedentes Judeu, fariseu, encontrado pela primeira vez nu livro de Atos com seu nome hebraico — Saulo (At 7.56; 13-9). Nasceu em Ttirso. Cilicia, cidade localizaiia na Asia M enor (atuàimeule sul du TurquiaI Provavelmente nasceu uns de/ anos depois de Cristo.

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PAULO

pob é mencionado cuirin "um jovem", na ocasião do apedrejamento dn Estêvão (At 7.581. Seu pai sem dúvida era judeu, mas comprou ou recebeu cidadania romona. Por ossa ra2ão, Pauio mais tarde utilizou-se dns fie direito por nascimento. Por isso. apelou para ser julgado em Koma péli' próprio imperador César IAl 22.25). A despeito de sua cidadania, nl« foi criado numa família judaica devotada da tribo de Benjamim. Rece­ beu uma instrução cuidadosa na lei judaica e tornou-se la ri seu ‘làmhém descreveu a sl mesmo como "hebreu de hebfôus" Foi criado de acordo com u judaísmo e i ircuncidado nO oilavo dia de vida; portanto, era zeloso ria obediência rle cada ponto da lei mosaica iFp 3.5,(Vl. Ptmlo era Lio zeloso 'la Lei o dn sua le qun. em c«rta época de sua vida provavel­ mente no inicio da adolest õniia, viajou para Jerusalém, otide foi aluno do mais lamoso rabino dn *uu época Posteriormente, disse aos lideres judeus: “K nesta cidade criado aos pés de GamaLiéL instruído ronforme a verdade da li i de nossos pais, zhlu­ so de Deus. como todos vós hoje sois" I At 22.3), Todos os m estres indairos exerciam determinada função para sobreviver; por isso, oito á dn admirar (]ue osso líder religioso idlamenle educado aprendesse tam­ bém uma profissão cora seu pai. Paulo era fabricante de lendas fAl 18.3) e ocasio­ nal monte i Brbliu menciona coinr; exerceu essa função para se susteutar (1 Co -1 12; 2 Ts 3-8: etc.). Existem amplas evidências nessas e ern outros passagens de que «le trabalhava, para BâO impor um jugo sobro as pessoas ontre as quais desejava prot larrtar o Evangelho de Cristo (l Co 9.10-10). Aléro disso, dada a maneira como os professores itinerante* e filósofos esperavam ser sustentados pelas pessoas com alim entos v finanças, Paulo provavelmente não desejava ser considerado mais um aventureiro í 'i Ts 2.3-6).

A vida e as viagens de Paulo Com a educaçlo que possuia e a profissão de aceitai,õn universal, é bem provável que Paulci ja tivesse viajado bastante antes dn Sn tomar crlstâO, Com certeza era fluente nas línguas gnígq, hebraica hilina e anuuafca É meucionado pela primeira vez nm Atos, como responsável pelas vestes das multidões que apedrejaram Estêvão atõ ò morte por cansa da sua fé e seu compromisso com Cristo e o desejo de promovei* o Evangelho. "Também Saulo consentia na morto dele (At 8.1).

P e r s e g u id o r d o s c r is tà o s . A partir ria morle rle Estévâô, unta grande perseguição sp levantou noutra os seguidores dn Cristo. As atividades zelosas de Saulo, como judeu, levaram-no a unir-se aos perseguidores, Não precisou ser forçado, ruas ofnreceu volunl.iriami.-nte seus serviços aos líderes judaicos de [erusoJõm. Sun pBn>oguíçáo foi Ião violenta que a BlbUa diz: “Saulo assolava a igrnjn, entrando pelas casas e. arrilslamlo homens e mulheres, os encerrava na prisão" (Al 8 3: I Co 15.9: Fp 3.6). Em Atos 9.1, lemos que: “Saulo, respirando ainda ameaças e mortes i outra os discípulos do S en h o r’: pndiu ao sumo sacerdote que lhe desse carias, para que as levasse às sinagogíjs de Damasco, na Síria, a fim de lambém estabelecer a p e r s e g u iç ã o naquela cidade.

A c o n v e r s ã o d e P aulo. A caminho de Damasco, uniu luz muilo forte brilhou tio ceu ao redor dele, p fez com que eln cafesu por terra e ficasse cego Enquanto isso. uma vuz lhe disse: “Saulo, Saulo. por qun me persegues'" Atônilo, ele perguntou: "Quem és tu, Senhor?” A resposta que recebeu deixou-o realmente surpreso e apavorado: “Eu sou Jesus, a quem tu persegues' (Al 9.4,.t). Cristo então lhe disso quo entrasse em

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PAI tLO Damasco e aguardasse outras instruções. Saulo esperou três dias, sem comor m m beber, uíi cosa du Judas, onde aguardou a visita de .Inanias (vuja Ananias} Esse tem­ po som comer num beber prúvavsimtmle foi um jejum de arrependimento. pois a Bíblia diz. qun. quando o servo de Deus chegou, enconlíou-o orando Iv 11|. Auanias impôs as mãos sobre ele, ocasião em que su.i visão foi restaurada. Imedia­ tamente ele recebeu o Espírito Santo e foi balizado Saulo ainda fico» vários dias ua companhia dns cristãos de Damasco, sem dúvida para aprender o máximo que podia sobre Jesus. Entretanto, esse processo do aprendizado não demorou muito lempo: ,rE logo, nus sinagogas, pregava que lesus «ira o Filho dn Deus" (v. 20). Seu extraordinário entendimento Ieológico somado à mudança lotai de sua perspectiva sobre Cristo, permitiu que contundisse "os iudeu.s que habiiavam em Damasco, provando qup Je­ sus era o Crislo" iv. 22), Provavelmente, depois de um tempo considerável como pregador naquela cidade, os judeus decidiram silemiur a mensagem dele. ao planoitu assassiuá-lo. Ele escapou durante □ noito •>voltou paru lerusalém. onde descobriu que era difícil unir-se aos demais dist.ipulos de- Crislo. pois naturalmente todos ti­ nham medo dele. Barnabé levou-o à presença dos apóstolos, os quais llie deram sua aprovação. Paulo pregava e discutia abertamente com os judeus, ale que novamente sua vida loi ameaçada: os discípulos o levaram para Cesareia, oude emborcou num navio para Tarso (Al 0.29,30; Gl 1.18-24). A extraordinária rapidez da mudança nu coraçfio de Pinlo e □ veloridade rom que iintendeu as Escrituras sob uma nova luz e começou a piogur o Evangelho de Crislo proporcionam a mais dramáLu a evidência da obra do Espírito Santo em sua vida. depois do encontro que teve Com Gnsio na estrada de Damasco, Ele próprio contou sobre sua experiènicja de conversão ern duas ocasiões posteriores. Na primeira instância, em Aios 22. quando foi preso em |erusalem e pediu para falar a multidão. N*a segunda, om Aios 26, quando fazia sua defesa diante do rei Agripa. C h a m a d o p a r a o s g e n t io s * A rapidez com que Paulo dedicou-se a viajar pelos terri­ tórios gentílicos é mais uma indicação de que o Espirito Santo o guiava em direção ao seu chamado, ou seta, ode apóstolo enlre os geutios. ICIr menciona euj suas cartas seu compromisso especial com Deus, para sei um mini*toi entro os povos (Rm 11 13: Cl 2.K; l Tm 2.7). Embora Pedro Fosse chamado paru os Judeus e Paulo para os gentios (Gl 2.H), sabemos que ambos prcgáivom om qualquer lugar onde tivessem uma oportu­ nidade. Saulo. de lato. primeirairienle visitava a sinagoga em qualquer cidade era que. Chegasse. AU ele pregava, oude havia nuutas conversões, até sei expulso pelos judeus que se opunham (desta maneira, praticava o que ensinou em Romanos 1.16; 2.9.10: etc.), Urn dos primniros trabalhos de Paulo entro us gentios, apôs ser aceito pelos apóstolos ern Jerusalém (Gl 1). loi iniciado poi Barnabé. o qeaJ o levou de Tarso para ii • idudn de- Antioquiu, situada uo norle da Síria. A igreja tá eslava estabelecida naquela cidade e sem duvida o amigo o envolveu naquele irabaLho, devido ao ensino que ele era capaz de ministrar (Al 11.19-301. O trabalho da igreja ali iniciara-se entre, os judeus e posteriormente espalhara-se aos gentios (gregos),<’ a habilidade de Paulo para debatei e o que já fizera previamente sem dúvida o ajudaram, Enquanto estava em Antinquin, o profeta Agabo advertiu sobr um iminenlfi .período ile fome nu região du judéia. di- mannúa que aquola igreja l<ícai concordou em levanlaj fundos pára ajudar os irmãos carenles em Jerusalém, env íaram o diubeiro por intermedio de Pau­ lo e Barnabé Iv. 30J. Ê muito .difícil estabelecer uma cronologia exata da vida de Paulo nessa época, pois Atos e Gálatas dão informações parciais; o ministério entre os gentios çonlxtdo. 508


FAULO já eslava estabelecido e o papel principal de l^vilo íoi visto quase imediatamente no Irabaibo em Antioquia. Ele e Barnabé deixaram a <idade dirigidos peio Espirito Sanlo |Al 13.2) Desse momento nm diante u vidu duJe é vislu constantemente em pleno morimonln pur todo o império. As vezm. permanecia mais tempo om certa cndode n em outras ocus iões fica v<i upmrias por um período bem curto dt: lempo: na maioria das vezes viajava de acordo com sua própria vontade: entretanto, especialmente nas tdlimas viagens. Irequeniementp era escoltado por guardas a raminho da prisão» dos julgamentos e finalmente de Roma,

A primeira viagem missionária. As viagens i I r Paulo sáo gmolinento chumadus dp “viagens missioDárias". A primeira. n:alizàr.la provavelmente entre Os anos 47 e 48 d.C. inicion-se na lerra natal de Barnabé. a illia de Chipre; Atravessaram lodo o território, anunciando o Evangelho. Quando chegaram a Paios, Paulo leve oportunidade de pro­ clamar a Palavra de Deus ao procônsul romano Sérgio Paulo (veja Sérgio Rrulo). “Então o procônsul creu, maravilhai lo du doutrina do Senlior’ (AI 13.12). Esta conversão re­ presenta u eunlirmaçâo Gnal poro Raul o da que ole realmente contemplaria gentios influentes tornar-se cristãos por meio de seu ministério. Talvez. seja significativo 'que a partir desse momento Saulo começou a ser chamado poi seu nome latino, Paulo |At 13.9). Dé Chipre, ele e Barnabé navegaram para Perge. na Ásia Menor fatual Turquia). Quando-chegaram lá. João Marcos, que estivera com eles desde Arilioquiu, deixou o grupo ií retornou a Jerusalém. Dali viajaram paru o Norle. " passaram por Antioquia du Piâídia o Ii.ônio. u leste, e Listra e Derhi-, ao sul. Voll.irnni pula mesmo caminho e navegaram riu volta para Antioquia da Síria, partindo de Atalia. Os resultados do traba­ lho deles durante essa viagem variaram de lugar para lugar; ioda a viagem esta regisirada em Atos 13 e 14. Os benefícios, entretanto* íoram consideráveis, pois a segunda viagem envolveu a visita as igrejas t|ue haviam fundado, “coniixuiando os ânimos dos disr ipidos, exorlando-os a permanecer firmes nu fé” (At 14.22). Também advertiram nsnovos cristãos "que por muitas tribulações nos é necessário entr.u oo rftino dt; Deus”. Paulo ► i seus rompfttíheiros experimentavam essas tribulações em suas viagens, por mmo do antagonismo uão somente por parte dos gentios, mas lambém dos judeus, os quais criavam sérios problemas e diversas dificuldades, Mesmo assim, as igrejas foram bem estabelecidas poi Raulo p Barnabé, fortes o suficiente para rio mear bileres em Cada uma, á medida que os missionários seguiam adiante. Quando voltaram u .Antioquia. alguns mestres chegaram da ludnia <om o argu­ mento de que a vurtiudeira salvação dependia da circuncisão. Paulo e Barnabé eliseu* firam acaloradamente com eles sobre a questão. '\ igreja da Antioquia decidiu eutfto envtar os dois a Jerusalém para se reunir com os outros apóslofos, onde a questão seria lralada. O Concílio de Jerusalém. Os apóstolos e os líderes cristãos compareceram a laJ reunião que ficou conhecida como o “Concílio de Jerusalém” (Al I5.i~35l. Prtineiro ouviram os relatórios de toda a obra de evangelização que era desenvolvida na Ásia Menor, em Antioquia e enire os genllos de modo geral e houve nruito louvor a Deus. Alguns crisiãos. entretanto, que anles foram fariseus, argumentaram que o s couverhdos enlre os gentias deveriam ser circuncidados |Ai 15.51. SegUiu-se demorada dis­ c u s s ã o . alé quH Pedro so levantou para lalar n assembleia. Em sua declararão, presumivelmente hem iceila pelos lideres (Tiago fe os demais apóstolos), ele le?, algu­ mas ol iservaçõtss interessantes. Destacou <|ue ele próprio loi o pruneiro a levai o Evangelho para os gentios (ao relerir-se ao episódio dn visáo que teve e da viagem à

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PAULO casa de Cornólio. Al 1 0 ) . Depois apoiou para o Falo de q u n “Deus, ( ) u r conhece os cotações, deu testemunho a favor deles, concedendo-llies o Espírito Santo, assim corno lambém a nós" lAl 15.8|. Em outras palavras, assim como a presença do Espíri­ to San lo fora "manifesta” aos apóstolos no dia dfe Pentecostes em Jerusalém, quando lal aram em línguas e louvaram a Deus (Al 2.4, 47), assim a presença do Espírito foi ■■manifesta” novamente entre os gentios, quando também Ja taram em outras línguas e louvaram u Deus. Naquela ocasião. Lucas registrou especificamente que «quilo acon­ tecera para surpresa dt* Iodos oscrontes circuncidados (At 10.45,46). Para Pedro, esla evidência fora suficiente para se tomar a iniciativa de balizar esses novos cristãos, não como alguma forma de comunidade cristã de segunda classe, mas na lé cristã plena, na qual os próprios apóstolos foram balizados fAl 10.47,48). Desrlo qun Dous “não fez diferença alguma entre eles e nós” arguinenlou Pedro (Al 15.9-11), seria totalmente impróprio insislir em que os convertidos entre os geulios fossem circuncidados. A circuncisão claramente não era uma exigência parn al­ guém ser um cristão, pois a real masca do crente era a possessão do Espirito Santo. A salvação operava inteiramente pela fé na graça do Senhor lesus Crislo (v. 11|. Paulo e Barnabé também participaram da discussão e destacaram a grande obra da graça que se maniíostava entre OS gentios e os milagres que Deus operava entre eles. Tiago, enlmlanlo. teve a sublime 1'eLialdade de dar a palavra finai. Tiago levanlou-.se. expôs as Escrituras e mnslrmi como os profetas falaram sobre o lempo em que os gentios se voltariam para Deus. Concordou que os novos converti­ dos não eram obrigados a circuncidar-se. mas deviam demonslrar seu amor pelos cristãos judeus, ao abster-se da rarne sacrificada aos ídolos e fia ÚTioralidade sexual (At 15.13-21). Desdo que essa decisão não envolvia qualquer questão de principio, todfis concordaram r uma corta foi enviada às igrejas gentílicas, a lim de iníurmar SObre a decisão do concilio. O grande significado dessa reunião loi a maneira como se estabeleceu definitivamente a legítima aceitação dos gentios como filhos de Deus. A defesa de PaiUo da universalidade da mensagem do Evangelho prevalecera. A s e g u n d a e a t e r c e ir a v ia g e n s m is s io n á r ia s . A segunda viagem durou de 4‘J a 52 d.C. (Al 15.36 a 18.22). Ela foi miuto importante, pois espalhou a Evangelho de ma­ neira ainda mais ampla, lanto pela Ásia Menor como pela Europa Infelizmente, po­ rém, começou cam uma diferença de opinião enlre Paulo e Barnabé. O segundo que­ ria levar |oào Mar< os novamente com eles. Talvez o jovem tenha reiornado a Jerusa­ lém ua primeira viagem devido ás suas dúvidas sobre a pregação entre os gentios, nms não podemos determinar com certeza Paulo achava que oão deviam levá-lo; por isso Barnabé o João Marcos foram para Chipre, a fim de consolidar o trabalho oh. p Paulo loi para o Norle. Na companhia de Silas, passou por Tarso, na Cilicia, e visitou uovameale as igrejas recém-tundadas em Derbe. Listra e Icònio. Em Lisira, Paulo foi apresemado a um jovem, convertido ao cristianismo, que se tornou urn de seus melhores arnigos — Timóteo. S ru pai era grego, porem sua mãe ero judia. Ofl helenas da igreja em Ustro insistiram para quo Paulo o levasse consigo n “davam bom testemunho dele" (Al 16.1.21. Pertencente a uma lamiiia grega, isso sig­ nificava que Tímóleo não era circuncidado. Devido ao fato de sua mãe ser judia, Paulo achou que seria melhor para o ministério de Timóteo entre as comunidades judaicas se ele losse circuncidado. Sob a orieulação do apóstolo. Timóleo passou pela cerimónia da circuncisão I.Al 16.3j. Aqui não ha conflito no pensamento de Paulo com o antagonismo quo demonstrou para com a circuncisão em sua carta aos Gaiatas. Um judeu ser circuncidado para alcançar melhor seu próprio povo era umu coisa 510


PAULO ma» obrigai Os gentios a se cúruncidar corn base n u m entendimento equivocado de que precisavam, ser ''judeus" paia receber a salvação era nutra coisa bem diferente! A próxúna etapa da viagem foi em um territórin uovo. Fizeram uma caminhada por terra até Trôade, onde foram orientados "pelo Espirito de Jesus" para nao traba­ lhar naquela região [At 16.7). Enquanto pregavam naquela cidade, numa uoile, Paulo contemplou numa visão alguém i|ue o rliamava para ministrar a Palavra dn Deus nn Macedònia. Concluindo que era uma direçáo divina jiara a próxima etapa da viagem, atravessaram dp barco para a província grega do Macedònia, onde pregoram em Meájiolis, Filipos, Tessalnrnca o Boréia. Dali. navegaram para o sul e pregaram em Atenas e Corinto (onde ficaram poi 18 meses), antes de atravessarem de volia para Efeso, nu Asia Menúr, a de lá navegarem para Cesareía. lerusalem e finalmente Antioquia, local de partida. A obra de evangelização expandiu-se rapidamente durante esta viagem As Lgrejus estabelecidas na primeira viagem estavam bem firmes b cret>ciam cada vez mais em numero |At 16 a 19). Havia muito encorajameuto. mas também multa perseguição. Tbulo testemunhou o estabelecimento bem-sucedido tle muitas outras igrejas. Também viu os resultados da mensagem do Evangelho na vida de homens e mulheres que. sem duvida, tnrnaram-se amigos especiais da equipe de missionários. Em Filipos. conhece­ ram uma muiber de negócios chamada Lidia, que se converteu e hospedou o grupo em sua casa. Também testemunharam a incrível conversão do carcereiro, quando foram presos em Filipos fveja Qtrcamifn FUípense) Em Téssalónica testemunharam conver­ sões corno a de Jasom. o qual foi preso pela causa do Evangelho, Apreciaram imensa­ mente a recepção que tiveram dos 'nobres" moradores de Bereia, "pois de bom grado receberam n palavra, examinando cada dia uas Escrituras so estas coisas nram asalm" I At 17.11J, Paulo « seus companheiros \iram como a mensagem do Evungefho locava os corações e as vidas de pessoas fie diferentes ilasses sociais, quando “creram mui los deles, e também mulheres grega* de alta posição, e não poucos homem' |v. 32). Ern Atenas. Paulo testemunhou pelo menos algumas conversões, quando debateu com alguns dos maiores filósofos da época. De volta a Corinto, ele desenvolveu uma .grande amizade com um casal de judeus que lambém fabricavam tendas o tornaramse grandes oooperatiores na obra de Cristo, ou seja, Aquila e Priscila (At 18.1-3). Os dois o acompanharam na viagem do Corinto a Efeso, onde ajudaram Apoio a entender mais claramente a verdade do Evangelho. Este enlão foi enviado <i Grécia e desenvol­ veu seu ministério em Corinto. Enquanto isso. Paulo fez uma parada rapida ein Efeso e logo retomou a Cesaróia e Jerusalém, onde saudou a igreja e em seguida subiu paru Antioquia. Em cada udade em que pregava, Paulo encontrava severa resistem ia ao Evange­ lho. Eni Filipos, foi preso junto com Silas por causa do aulagonismo da multidão e só loram sollos depois da intervenção sobrenatural do Deus. a qual levou ã conversão do carcereiro. Em Tessalônicu nu dns irmãos loram presos porque o apóstolo não fni encontrado, quando o procuraram. Em Corinto, ajiesai da soltura imediata, Paulo foi atacado poios judeus e levado diante do tribunal presidido por Gálio (veja Cólio). Paulo passou algum lempo <am Antioquia antes do embartar para a lortetra via­ gem missionária, realizada uo período entre os anos 53 e 57 d.C. |Al 18.23 a 21.161. Nesta viagem, o apóstolo novamente dirigiu-s e ao norte e oeste, por lerra, e visitou outra vez us igrejas na Coláciu h Frigia [Derbe. Listra, leõnio e Antioquia tia Pisídiu). Quando finalmente chegou em Éfeso. lemos que Paulo encontrou ''alguns disi ipulos". Eles linbam recebido apenas o batismo dn |oáo e. quando o apóstolo lhes falou sobre Jesus Crislo e o Espirito Santo, foram imediatamente balizados "em uome do 511


PAIJLO Senhor Jesus" e o lsp írito dtesceu sobreeles I Al 19.1-7). Esse episódio dn uma indica­ ção (leque 0 trabalho do Batista Iivera um alcance muito rauis amplo do qun o rola to dos evangelhos poderia sugerir Ao começar novamente u pregar na sinagoga. Paulo loi ©ípulso i: pregou para os gentios no cidade do Éfeso por dois anos (v. 1D). Fica claro quo muitos milagres acom­ panharam u proclamação do Evangelho, e unw breve menção disso é lei la n«» v. 11. Um grandeninnero de pessoas se converteu, quando muitos mágicos e pessoas adap­ tas da ieitiçaria se converteram e entregaram seus Livros de magia, ob quais loram queimados publicamente, O v. 20 resume esse período de ministêriu: "Assim .j pala­ vra do .Senhor rreôOia poderosamente. e prevalecia" Foi durante esse período que oeonmi um grande tumulto em Éiesoi V ( idade era famosa pelo templo da deusa Arte mis Iveja Álití/nJs e .■■\Jexani1rel O livro de Atos náo relata em detalhes a perseguição que Paulo experimentou ali, mas provável manto íoi considerável Iveja Km 16.3,4: l Co 15.32; 2 Co 1.8-1l). 0 apóstolo entnu enviouTimó­ teo e Eras 10 adiante dele para a Mucedõnia. Expressou sua intenção de viajai para lerusalém via Maoedóniu e Acaiu (Al 19.211 o informou às pessoas qtie desejava mui­ to ir até Roma. Foi durante essa viagem que Paulo se preocupou em angariar dinheiro para ajudar os crentes mais polires de lerusalém. Deu instruções ás igrejas para que se unissem a ele uéssa campanha, pois observava nisso urn sinal dn unida do da igreja e Rspncialtttenh* entre os convertidos judeus e gentios (Rm 15.25-32) l^aulo navegou para n Macedónin o repetiu sou trajelo anlurior por Filipos. Tessalúnica o Bereia. a fim de encorajar os crentes. Unta rápida estadia na Grécia, talvez ero Atenas, levou a mais perseguições: por Isso, ele retomou á Maijedônia antes de embarcar e navegar novamente para Tróade, onde continuou a pregar. Num ao ligo oxGmpJo dn reunião e culto no primeiro dia da semana (domingo), lemos quo Paulo pregou depois que partiram o pão juntos. Lnsinou até taido da noite, pois partiria no dia seguinte. Devido ao calor tia sala lotada e à hora avançada, um jovem chamado Eólico adorme­ ceu sentado numo janela e caiu do terceiro andai’, sendo levantado morto. Paulo o restaurou novamente á vida e continuou sua pregação (Al 211.7-12). Na manhã seguinte Paulo viajou e passou por várias cidades po rtuárias uo cominho para o sul, Ln< lusive Milelo, onde se encontrou cojh os lideres da igreja em Eieso. Ali (alou-lhes sobre os perigos do,s falsos ensinos e a necessidade de vigiurom por si mes­ mos e pelo rebanho. EnLommduu-os o Deus o dissé-Uies que era compelido pelo Espi­ rito Santo u ir até Jerusalém A tristeza da despedida é descrita dramaticamente. quan­ do todos se ajoelharam para orar juntos e perceberam que não veriam novamente o amado apóstolo (W. 36-30). O resiante 'la jornada é descrito rapidamente por Lm a> em Atos 2 I.M 7 . A única parada mais signiíicativa loi eui Cesnrtôin, onde o profeta Agaho advertiu Pardo de que a perseguição o esperava nm lerusalém. Talvez seja importante notar que a declaração anterior de Paulo, qua era compelido polo .Espirito Santo a visitur a cidade santa, tevn prioridade sobre a advertência de Agabo para ntão ir. Ao que pareu:, enlbora a profecia estivesse correta, sua ínierprelaçao eslava equivocaria. O protela claramente esperava que Paul o desistisse de ir a Jerusalém, mos foi para la que o apóstolo se dirigiu,-0 que culminou com sua prisão. An fazer isso. o apostolo mostrou que eslava pronto a rnorrer por Cristo. s»- fosso necessário (v. 13) Essa terceira jornada contemplou muilus pessoas coo vertidas e experimentou muito mais oposições e perseguições: mas lambém loi um tempo de grande encorajamento Piiulo leve oportunidade de conhecer muitos lovens envolvidos uo ministério da Pa­ lavra da Deus. Entre os que loram mencionados durante essa viagem, estavam pesso­ 512


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a& coma "Sópatro ile Boréia* lil.hu de Pirro: e dos de TkssâJônica. Aristarco e Segundo: Guio df! Durhií e Timóteo: e dos da Ásia. Tiquieo e Trólimo" (Al 20.4|. Apesar de o apóstolo nunca mais rei ornar a mui los daqueles lugares, sabia qun o trabalho conti­ nuaria nas mãos da nova geração de missionários " pastores fiéis ao Sonhor. A p r is ã o e o ju lg a m en to . Assim que PnuJo chegou a JerUSalém. a pruí et ia de Ágabo so cumpriu, Os judeus instigaram a oposição e o apóstolo Ibi preso para sua própria proteção, no meio de um tumulto coutra ele que quase leyou-o a morte (Al 21,27-36) Paulo pediu permissão ao comandante romano para falar à multidão e aproveitou a oportunidade para mais urna vez pregar o Evangelho dn )osus, i|uundo talou sobro suu própria conversão e chamado ao minL-tério para os gentios. Quanrlo mencionou a salvação dos povos, novamente a Lurba st: alvoroçou e o apóstolo Loi conduzido com segurança à lortaleza. Foi obrigado a apelar para sua cidadania romana, a Urn de não ser chicoteado. No dia seguinte o comandante romano convocou o Sinédrio p PauJo defendeu-se diante de seus acusadores (Al 23). Inteligentemente, o apóstolo i-umou uma divisão entre seus arusadores. ao alegar que nra julgado porque acreditava du ressurreição. Os fariseus, que também acreditavam* discutiram com ofcsadUceus. que uão aceitavam tal doutrina Novameule. para tua própria proleção. o apóstolo loi levado à lortaJoza. Naquela noite o Senhor lhe apareceu e o encoralou, ao dizer-lhe que deveria ir a Roma para testificar do Evangelho (Al 23.11). Foi descoberto um compló para malar Paulo e o comandante do destampmanto romano, Cláudio Lísias, decidiu transferi-lo para Ce^aréia. onde seu >aso seria exami­ nado pelo govecaador F'elix O capitulo 24 de Atos descrevo o julgamento tio apóstolo diante de Félix. quo pareceu interessado uo que ouviu de Paulo acerca do "caminho", mas quo, erm deferência aos judeus, manteve o apóstolo preso por mais dois anos. Quimdo Pómio Festo assumiu o governo da província, os lideres judaicos lhe pedi­ ram que cuidasse do caso de Paulo. O uovo governador iez menção de entregá-lo aos judeus, mas o apostolo, sabedor de que não teria um julgamento justo nm ferusnlóm considnrando a palavra do Senhor dn que deveria Lr o Roma. apelou para ser julgado pelo Imperador César. Essa atitude de falo livrou-o lotai men te do sislema legal judai­ co. Logo dopóis orei Agripa visitou Cesaróia e Feslo pediu-lhe que ouvisse o caso de Paulo. Novamente o apóstolo contou sobre sua conversão e testemunhou do Evangellio de lesus Cristo. Enquanlo Festo pensava que Paulo estivesse louco, Agripa pare­ ceu locado pelo que o apostolo dissnra, e ato inusmo insinuou que por pouco uão se (ornara rristáo (At 26.28), A conclusão de Agripa foi qun Paulo linha ludo. para ser solto, se uão tivesse apelado para Roma (v. 32|. Paulo foi nntao transportado para Roma na condição de prisioneiro, sob a custó­ dia de um centurião chamado lúlio (.para mais detalhes, veja Agripa, Fnsto, Félix e liilio). Depois de um naufrágio na ilha de Malla, o qual Paulo usou COmó uma oportu­ nidade para pregar o Evangelho, finalmente o grupo chagou a Roma, onde o apostolo loi colocado num regime de prisão domiciliar e tinh.i permissão para recebei' visitas (Al 29J, Durante dois anos vivendo nesse sistema (provavelmente por volla de 1*1— i>li d.C.), Paulo continuou "pregando o reino de Deus e ensinando com toda a liberdade as coisas pertencentes ao Senhor J'*sus Crislo. sem impedimento algum” (At 28.31). A m o r te d e Paulo. Existem poura* judh ações sobre o que úcantecnu ilupois desse penedo de prisão domicilhu* om Roma. E cloro que Paulo aproveitou a oportunidade da melhor maneira possível paia pregar o Evangelho, mas Lutas encerra seu livro neste ponlo. ao estabelecer o direito legal para que a Palavra de Deus losse proigada uu 513


PAULO capital dn império. Existe muita discussão entre os estudiosos sobre o que aconteceu. Desde que as epístolas pastortiís (veja ab&íxoj relerem-se a eventos ua vida do apóstolo que uão são mencionados em AtOs, pft:ssupoe-se que Raulo realmente as escreveu. Então, muitos chegam a sublime conclusão «le que o apóstolo foi declarado inocente das acusações e colocado em liberdade. Ele próprio dã □ eolendnr isso em Filipenses 1, 19.25; 2.24. Provávelmente após sua absolvição ele acalentou o dese jo de ir à Espanha (veja Rm Í5.24.2H). Este período também seria a época em que as certas a Timóleu e Tito loram escritas. Quando o cristianismo íoi considerado ilegal. Paulo foi preso novamente e levado de volla a Roma, onde escreveu 2 Timóteo. Seu período de liber­ dade provavelmente durou ale poi volta de (52 a (>(j d.C. 2 Timóteo 4 n então o triste palato do que certamente foi o julgamento 1'inaJ do apóstolo, no qual íoi condenado ã morte |v. IK ). M esm o nesse triste capítulo, entretanto. percebe-se q n ii Paulo aproveita todas as oportunidades parn pregar 12 Tm 4.17.181. A tradição diz eme morreu em Romo, i omo mártir nas tnãos do rmperador Nero. por volla do ano r>7 d.C. Os escritos de Paulo O legado de Paulo para o mundo e enorme. Além do fato de ter levado o verdade rio Evangelho a praticamente lodo o inundo conhecido daquela época, também escreveu cartas m uito significa ti ves, as quais chegaram até nós como parle dó cânon do Movo Tbstamento. Tais documento» são cheios de exposições sobre lesus, o pecado, a salva­ ção. a vida uríslà. o íulurO e a natureza da Igreja. S u a s cartas não podem ser examina­ das detalha dam ente aqui e o resumo apresentado a seguir não faz justiçu â profundi­ dade dos ensinamentos que cada uma contêm, mas talvez aguce o apetite fio leitor tt o leve a examiná-las mais detidamonte Era muitos aspectos as epístolas paulitias têm proporcionado o perfil para a Igreja através dos séculos Embora sempre haja alguns críticos que questionem se o apóstolo realmente escreveu iodas as epístolas atribuí­ das a ele. existem 13 escritas por Paulo no Nnvo 'ítestamenlo. Por conveniência, vamOS dividi-las em ires grupos. As e p ís t o la s m a io r e s e m a is a n tig a s . Incluem Gidalas. I e 2 Tessalonicenses. I e 2 Corlntios e Rnmniios A primeira é a única carta na qual Paulo nào tiiiba quase nada de positivo o dizer aos destinatários. Escreveu devido a sua grande preocupação, pois muitos gaiatas já seguiam "outro evangelho''. O apóstolo tenda pela salvação deles e pela p u m a da doutrina da viria eterna someute pela graça, por meio da fé. \n que parece, os que argumentavam que o cristão precisava primeiro tomar-se judeu para ser salvo tinham grande sucesso na difusão de suas ideia». Defendiam a necessidade da circuncisão, a guardo da Lei de Moisés e do snbado; Essas ideais iam direiameole conlru o ensino de Paulo de que os gentios tornavam-se cristãos e eram ‘‘justificados” (declarados não culpados dianle de Deusi por meio ria fé em Jesus Crislo o ainda continuavam gentios IGl .5.8,11.24: 5 4| Paulo disse aos gõlutas; “Se alguém vos anun­ ciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema” íGl 1.9). Declarava que eles eram Iodos filhos de Deus “pela fé em Gristo fesus... desia forma não ha judeu nem grego, não titi servo nom livre, não há macho nem fêmea, pois Iodos vos sois um em Cristo Jesus. E. se sois de Cristo, enlâo sois descendentes de Abraão, e herdeiros conforme a promessa’' (Gl 3.26-291. lesus livra da Mra da lei r da «mu punição, pois assim declarou Paulo: Estou crucificado coni Cristo, e ja náo vivo, mas Cristo vivo em mini. A viria que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Fiibo du Deus. que me amou e a si mesmo se entregou por mim" (Gl 2.201. Esla existência em lesus é uma vida 514


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composta de uma nova natureza, agora dirigida peto Espirite do Cristo e conduzida ao objetivo da vida eterna (Gl 5. lfi.22.2ii; (*.81. Paulo afirmava que essas verdades eram para todos os que crêem em lesus Cristo, qualquer que fosse a nacionalidade, sexo ou t lasse sor ial. O cristia n ism o nunca snria meramente uma facção do judaísmo. O fato de que as derisões do Concílio do Jerusalém oão fazem parlt* das argumentações e do ensino rio Rnllo leva alguns a crerem que provavelmente a carta aos Cálates loi esr rila antes desta reunião (lalvez em 49 d.C.). Outros colocam n data bnm depois. As epístolas de 1 e 2 Tessalonicenses são bnm conhecidas pelos ensinos que con­ têm sobre a segunda vinda de Cristo. Do fato na primeira das duas Paulo gasta um lempo considerável nm orajando os cristãos na fé. na vida cristã e ao testemunho (l Ts 4). Dã graças a Deus por eles. especialmente pela maneira como aceitaram a prega­ ção nn inírio, "não comu palavra de homens, mas fsegundo é, na verdade] como palavra de Deus. a qual lambém opera em vós. os que credes" 11 Ts 2.13) O apóstolo apelou para que continuassem na fé. principalmente à luz da \inda de Crislo, a qual lhes proporcionaria grande esperança e alegria Deveriam encorajar uns aos outros 11 Ts 4.18) coro a certeza de que Jesus voltaria e não deveriam lamentar pelos que mor­ ressem, como se fossem iguais ao resto do mundo sem esperança (1 Ts 4,1'!). A segun­ da opislola provavelmente foi escrita durante a permanência de Panln na r idade de Corinto. Novamente dá graças a Deus pela perseverança dos cristãos. pela té e pelo amor que demonstravam uns aos outros [1 Ts 1.3-12). Parto da carta, entretanto, é escrita para corrigir algumas ideias equivoí.adas sobre a volta de Cristo. Um fanatis­ mo desenvolvera-se. o qual aparentem òrite levava as pessoas a deixar de iraballiar. a Lim de esperar a iminente volta do Senlior Í2 ts 2). Paulo insistiu em que os irmãos deveriam levar uma vida crista normal, mesmo diante rias dificuldades e perseguiyões. O Fato de que Deus os escolheu e salvou por meio da operação do Espírito os ajudaria a permanecer firrues na le (2 Ts 2.1 ’M 5), As epistolas aos Corini.ins provavelmente foram escritas durante a longa perma­ nência de P anln ua cidade de Efeso A primeira caria trata de uma variedade de pro­ blemas que a igreja enfrentava. O apóstolo demonstrou preocupação pela mannim comu os cristãos Se dividiam em facções |1 Co 1.12) Lembrou qun não deveriam ir djanlr dos tribunais seculares para resolver suas diferença* (I Co fi|. Ensinou-os sobn? a importância de uma vida m o ralm en te pura e lembrou que seus Gorpos eram santuário de D p u s e o Espirito de Dmis habitava neles 11 Co 3 16; 5 .1 -lJ). Tratou da questão prática sobre se deveriam ou não comer carne previamente oferecida a di­ vindade» pagãs o também discutiu sobre a maneira conto os dous espirituais deviam ser usados Da Igreja, ou seja, para a edificação o a rnani/estação do verdadeiro amor cristão uo meio da comunidade 11 Co 12-14J A ressurreição física de Crislo lambém é amplamente discutida em 1 Coríntios 15. Na época em que P a u lo escreveu a segunda carta aos Coríntios. as supostas divi­ sões na igreja estavam cada vez mais patentes. Ele. porém, preocupou-se com o seu próprio relacionamento com a igreja e dls< illiu sobre isso. E claro qun alguns irmãos da comunidade o desrespeitavam, talvez m ediante o argumento 'In que não era mais espiritual do que os líderes lo cais, os quais Paulo i hama de "excelentes apóstolos ‘ (2 Co 1 l 51. Nesta carta, Ruilo demonstrou como deveria ser a vida do verdadeiro cristão. Ao tomai sua própria vida comu exemplo, mostrou que sofreu terríveis perseguições e dificuldade* por cousa de Crislo (2 Co 10 a 12). Talvez não fosse o mais eloquente dos oradores, m.is fora chamado para d ministério do Evangelho e Deus tinha honrado seu trabalho. Muitas vezes sentiu-se enfraquecida e derrotado, mas a fé no Senhor 515


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Jesus Crislo e o desejo dn enmplotar seu chamado fizeram-no seguir adiante fvuju especialmenle 2 Co f e 5; 7]. Lembrou os leiLores sobre a gtória ilo Evangelho |2 Co 3J e os encorajou a serem generosos na oferta para os pobres de Jerusalém (2 Co 01 A carta aos Romanos provavelmente íoi redigi «la na decada de 50 d.C, É uma epístola esi lita a uma igreja que o-apóstolo d unca visitara. É cheia de louvores pela le e pelo compromisso deles uom Cristo. Seu toma principal enfoliza que u justifii ação se opera pela fó em Jesus, lanlo para os judeus como para os gentios. Existe alguma, discussão sobre o molivo que levou Paulo a escrever esta caria. Alguns dizem que eslava consciente das divergências euire os convertidos Judeus e gentios na igreja e a necessidade que Unham de uma ajuda pastoral. Oulros alegam que a caria formou a baso teológica para Sun estratégia missionária de levar o Evangelho uos gentios e que o apóstolo esperava n apoio dos cristãos rle Roma uo *eu prujeto de viajar a Espanha Exislem outros motivos alegados. A própria curta enfatiza que Iodas a_s pessoas, tanlo judeus como gentios, lém pecado iRm 1.10; .3.10.11: etc J. A salvação, entretanto, veio para todo-o que tem lê em lesus Cristo, “sem distinção". Embora todos lenham pecado, os que crêem “sáo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção quo há ern Cristo lesus" (Rm 3.23.24]. A razão para esta possibilidade de salvação para todos é vista, na natureza vicária da morte de Cristo (Rm 3.24-26: veja Jesus) Judeus e gentios igualmente são herdeiros das ricas bênçãos tia aliança de Deus. por­ que o Senhor é íiel em cumprir suas promessas. A justiça de Deus ê vista na absolvi­ ção dos que são salvos pela graça, mas lambem na maneira como cumpriu as promes­ sas feitas a Abraao, o .grande exemplo de justificação pala lê (Rm 4). NeSta epistola, Paulo di-si utiu também sobrn a vida i ristá debaixo da direção do Espírito Santo, ou sobre o privilégio da adoção du liibos de Deus e a segiumtçâ eterna que ela proporei ona (Rm 8]. PaulO mencionou também como a nação de Israel encaixa-se no grande plano rle salvação de Deus (Rm 9 a 111 e enviou instruções sobre como os cristãos devem viver para Cristo, como “sacrifício vivo. sanlo e agrada\el a Deus" (Rm 12.1.2).

As epístolas da prisão. Exsas nartas loram redigidas na prisão, Há alguma discus­ são sobre se todas foram escritas durante o lempo em que IViulo esteve preso em Roma ou durante um período.em que fitou detido em Cesarésa. Se Iodas são do lem­ po da prisão na capital do império, elas loram elaboradas entre 02 e 03 d.C. Aqui eslãn in» lindas as carias aos Efésios. Filipenses. Colosseuses e f ilemom (para mais detalhes sobre Filemom. veja Filem mn e Onésimo), A carta aos Efósio* se inicia com uma das mais gloriosas passagens das Escrituras, pois descrevo as grandes bênçãos que os cristãos «xperimenlam por estarem “em Cristo”. Tais promessas loram planejadas por Deus desde anles da criação tio m undo, Incluem o perdão dos pecados, a adoção para os que se tornam filhos de Deus. a alegria da gloria de Deus e a posse do Espirito Sanlo como garanlia da redenção e da pleua berança da vida eterna (El L). A epistola medita sobre essas bênçãos r. o mara­ vilhoso am o i de Deu* por sen povo, amor este que leva ã grande demonstração tia graça na salvação dos uue têm fé em Jesus |JEf 2). A Igreja é o Corpo de Cristo, unida t i o chamado e no propósito (Ef 2 , 1 1 1 2 ] . Portanto, o povo de Deus deve viver como liibos tia luz. andar cheios do Espirito Sanio. ser imitadores de Deus e testemunhas dele no meio tias trevas do mundo ao redor (El 4.1 a 5.21). Paulo prossegue e expõe como certas relacionamentos especificas refletiriam o amor de Deus por suu povo (El 5 .2 1 a 0 .10 ), Depois insistiu em que os cristão s permanecessem firmes na fé e colo­ cassem todil a armudiua de Dous. liderados pelo Espírito e o bedientes u Palavra do Sfinhor lEf t>. 1-18).

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PAULO Filipenses ê uma caria de agradecimento. O apóstolo escreveu pura agradecer aos cristãos de Filipos nela recente ajuda financeira que lhe enviaram (especialmente Fl 1 e 4.H>20J. Os raenies (laqueia cidade aparentemente eram mantenedores fiéis do ministério de Paulo, e sua gratidão a Deus pelu vidu deles brilha por tnda a carta Os comentários pessoais sobre Epafrodito b sua enfermidade reOelom o relacionamento pessoal que o apóstolo mantinha com esses irmãos. Pltulo advertimos tom relação aos iudaizantos ÍFI 3.1-11) e o* desafiou a permanecer firmes e continuar a viver vidas "dignas de Crislo’*. qualquer que fosse a siluaçâo que tivessem de eufreuiar (Fl 1.27«30: 2.12* UV, :1.12 a *1.1). A passagem teológica mais notávej pode ser encontrada em Filipenses 2.1-11. O texto 1'alu sabre a humildado d« Cristo, uma característica que ninguém uo mundo antigo o mujto menos uu moderno realmente aspirai Esta humildade demonstrada pur lesu.s. que acompanhou seu chamado até a cruz, pro­ porciona a base e u exemplo ao apelo de Paulo para que os filipenses continuassem unidos em humildade, sem murmurações, enquanto cumpriam o próprio chamado. Esla vocação é resumida por Paulo em Filipenses 2 14-17 Deveriam resplandecer "como astros rio mundo, retendo o palavra da w lu Os cristãos de Colossos provavelmente eram. du maioria, genlíos. portanto, loram os primeiros a se converter uo Evangelho por inlemiéfllo do mimstéi io de Epafras (Cl 1.7; 2.13). Pelo que Paulo diz. os eruditos inferem que. íio escrever esta rarta, ele eslava preocupado com algumas doutrinas falsas que haviam entrado ua iginja. Tal­ vez o ensina herétà o lenha diminuído a importância de Cristo, pois enlutizavu de­ mais a sabedoria humana, Tulvez insistissem na adoção dn certas práticas judaicas como a circuncisão r o guarda do sábado. A adoração de anjos provavelmente fazia parte das idéios u possivelmente havia também uma ênfase lio misticismo e nas revelações secretas. Etti resposta a tudo isso. Paulo falou sobre a preeminência de Jesus sobre todas as coisas. Somente Ele é o cabeça da Igreja. É o Criador preexistente e o primeiro a ressusrilar dentre os mortos (Cl 1.15-23). Foi em Cristo que aquelas pessoas haviam morrido para o pecado 0 ressuscitado por Deus para um a nova vida. Foi “ntile" que foram perdoadas “Em Cristo" as leis do sábado e sobre comidas e bebidas foram consideradas redundantes, pois eram apenas "sombras" que espera­ vam /1 manifestação do Pilho de Deus tCl 2 . 10-19). O desafio para esses cristãos «ara que não se alas lassem de Jesus, em busca de experiências espirituais por moio de anjos ou da obediência a preceitos legais; pelo contrário, conforme Paulo diz, "pensai nas coisas que são de cima. e uão nas que são do terra Pois morrestes, t: a vossa vida está oculta com Cristo nm Deus' (Cl 3.2,3). Deveriam viver como escolhidos de Deus e filho* 1 onsagrudos, <1 fim de que a palavra de Crislo babilasse neles abundantemen­ te (Cl 3.15-17).

As epistolas pastorais. Essas carta* sno 1 0 2 Timólnn »_■Tito. São trudicíonalmenle t hamadas de ‘ pastorais" porque incluem instruções para os jovens pastores Timóteo e Tito, na liderança da igreja primitiva. Paulo desafiou esses líderes a eslar vigilantes 1 ontra o falso ensino que rapidamente surgiria nas igrejas IL Tm 1.3-20: 2 Tm 3;Tt 1.10* 10: etc.). O apóstolo os exortou quartio ã oração pública e deu instruções sobre 0 tipi■de pessoa adequada para ocupar »argos de liderança nas igrejas (1 Tm 3.1-13: Tl 16-11) Paulo também desejav a que eles soubessem o quo ensinai h como lidar com diferentes grupos de pessoas. O ensino de v o ria ser dt; at nrdo com a> Escrituras e nào comprome­ tido por causa do pessoas que nem sempre gostavam do que ouviam (2 Tm 11.'14 a 1.5. Tl 2; etc.) A mensagem também precisava exortar cónUa as clissensóes e a apostasia que seriam os sintomas dos "úlliiuos dias' (I Tm 4.1.-16; 6.3-10; 2 Tm 2.14 a 3.4); etc..). 517


PAULO O ensino de Paulo Apeijas alguus dos easinamenlos de Paulo foram mencionados aqui. O que motivou o apostolo em seu ensino foi sua experiência pessoal na estrada de Damasco. Enquanto refletiu subre d que acontecera ali, chegara a conclusão dp qun aquela luminosidade o deixara cego o íim de que pudesso contnmplar o puder dn Deus. Jesus tlaba essa glória, portanto, era Sun tua. uni ponto qun enfatiza várias vozes, inclusivo ao aplicar a Crislo declarações e ideias atribuídas a Yahweh no Antigo Testamento. O apóstolo reconheceu qup. embora losse judeu, precisava de salvação e perdão do pecado, e tais dadivai só podiam ser encontradas no sacrifício de Cristo, que morrera em seu lugar na cruz. Esta grande meusngum era paru Iodas as pessoas, independentemente de raça ou antecedentes. Todos p e c a r a m . Esse assentimento da situação difhil do homem serve.comu base da grande convicção que Paulo Unha dp que todas as pessoas precisavam ouvir o Evan­ gelho. Em Romanos 1 a ele demonstra que os gentios los pagãos), serão considerados culpados d" rejeição para com Dous com baso Rm sua revolução por meio da criação. O apóstolo argumenta assim: "V ii lu que 0 que dn Deus so podo conhm or, neles so manifesta, porque Deus lhes manifestou. Pois os atributos nn isivnis de Deus. desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se enlendem. e claramente se vêem pelas coisas que foram criadas, de mudo que eles sáo inescusáveis" (Rm 1.19,20), O pecado tem levado a mais transgressões, pois as pessoas s p ai as Iam do Dous om rebelião, de maneira quo o Senhor as entrega n práticas infames que desejam realizar. 0 lim delas está i l.irameote determ in ado: "M as, segundu a tua dureza de coracãu impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira t; da manifestação do juízo de Deus" (Rm 2,5). Paia o apóstolo, entretanto. Calar de tal profundidade do pecado ontre os gentios era uma coisa; mas ele prossegue e argumenta que os judeus estão 11a mesma situação, pois "para m m Deus nao ha acepção de pessoas" fRm 2.11). A Loi de Moisés nãn pude salvar o Paulo aryurnontn quo o verdadeiro judeu è o que o é interiiirmente: “Ma* é judeu o que o é no interior, e circuncisão a que ó do coração, uo espirito, não na letra, e cujo louvor não ptovéni dos homens, mas de Deus" (v. 29). A vantagem do judeu reside uo falo de que tem a Palavra de Deus. a Lei e as Escritu­ ras do Antigo Testamento (Rm 3.2), ainda que essa mesma Lei aponte para a justiça de Deus p o ju iz o sobre o pecado. A Lei revela como os bomens e as mulheres realmente são pecadores (Rm 3.20). As conclusões do Paulo, baseadas no quo ó ensinado uesses capílulos, são resumidas muna i itaçãu de vários livros da própria Loi na qual os judeus achavam que podiam confiar. "Não há um justo, nem um sequer: não há nínjíuém que entenda, náo há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram,e juulamente se fizeram inúteis. Nao há q u e m faça o bem, não há nem um sn" (Rm 3.11M2; veja Sl 14. l-:<; 53.1-31. Portanto, o resultado desse pecado universal é cloro, pois ninguóm escapará da ira (do justo julgamento) de Deus. Por isso, n problema enfrentado poi toda a humanidade é temível. Seja judeu ou gentio, o Senhor não lará distinção entre os pecadores. C risto c r u c ific a d o . Para o apóstolo, havia apenas uma resposta para essa questão, e ele a encontrara na pessoa de Jesus. Aonde quer que losse, Paulo proclamava a Cristo, O Filho do Deus era a resposta para a situação de todas as pessoas, nãu su monte para os judeus, mus também os gentios, lodos estão debaixo rio julgamento de Deus e pret isam de salvação, redenção e perdão. O Senhor, eutrelanto. jamais ignoraria sua 518


PAULO justiça, ou seja, não expressaria amor por meio da supressão ria jusliça Iveia Deus, Jpsus). Deus é amor, mas é lambém justiça. I^ulo aprendera qua, em Cristo, a justiça perfeita de Deus Foi revelada, mas n grande boudade. o amor, a misericórdia e □ graça do Seulior lambém se manifestam om Jesus. Em Rnmcmos 3,21-26 Paulo expôs que essa jusliça de Deus è "pela té em Jesus Cristo para todos os que crêem (v. 22J Precisamente pon|ue O Senhor não tem favo­ ritismo. "pois todos pecaram", homens e mulheres de iodas as raças são ' justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Crislo Jesus” (v. 24) Jesus foi apresentado por Deus como sacrifício. A fô em Crislo significa entondfr que sua vida foi dada como um sacrifúno do expiação pulo» pecados e quo, deslu maneira, Deus permanece justo — o castigo pelo pecado íoi pago na cruz. Paulo refere-se a esse sacrifício de maneiras diferentes era outros textos, Por exemplo, viu o saiaificio como "aquele que não conheceu pecado, eje d fez pecado por m is . para que nele fôssemos fellos justiça de Deus” (2 Co 5.21). Também contemplou Jesus «la seguinte maneira: "Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós” (1 Co 5.7). O argumento de Puulo de que Judeus e gentios oncúntrnv.ini o salvação da mesma maneira está baseado no Falo de que “há somente um Deus” para todos. Portanto, desde que Ele é justo e não faz dislinção, a salvação será pela í ê em lesus Cristo para lodo o que crer (Rm 3.29,301. Para o apóstolo, o adv ento de Crislo cumpriu o propósito de Deus parn a salvaçSo: "Mas. vhido a plenitude dos tempos. Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nuscido soh a lei. para resgatar os quo estavam debaixo da lei. a fim de recebermos a adoção de filhos” (Gl 4.4,5). Soh a Lei. Crislo recebeu a puniçáo sobre .si e resgatou as pessoas da '‘maldição da lei. lazendo-se maldição por nós“ (Gl 3.13). 0 sacrifício de Jesus na cruz r a redenção que pagou para nós com seu próprio sangue tornaram-se o ponto prmdpal da pregação de Paulo. Essas eram as boas novas: Jesus trouxe o per­ dão c recebeu a punição pelo pecado. O apóstolo assim resume sua pregação: "Mas nós pregamos a Crislo crucificado" (1 Co 1.23). Sun mensagem era “u palavra da cruz' fl Co 1.18). J u s t i fi c a ç ã o p e la g r a ç a p o r m e io d a f é . O aceso a essa obra salvadora de Cristo na cruz era. para o -apóstolo, inteiramente pela graça de Dous. Se a redenção fosse alcançada por meio da obeíbêuciu ã Lei. seria possível que as pessoas se orgulhassem de ter alcan­ çado a própria salvação; Paulo, porém, linha plena convicção de que era obra de Deus por sou povo « umn demonslração da sua graça (seu amor e misericórdia imerecidos) em lavor do seu povo (El 2.91, Várias vezes d apóstolo insiste em que todos terão de comparecer dianle do trono de Deus, e a unica esperança dn veredicto de ‘‘não culpa­ do” |de justificado), quando enfrentassem o julgamento justo de Dous, estava na sua graça. Assim, a redenção veui pela graça e o indivíduo pode upropri.ir-se dela pela fé, que envolve um i ompromisso com a justiça de Deus e com seus caminhos justos em Cristo A fé olliti somente para Deus em busca da salvação e, desia maneira, o homem admite a própria incapacidade dianle do Senlior. reconhece o pecado e a necessidade de perdão, e olha para Deus como o único que o pode perdoar. Essa justificação è conquistada à custa da morte de Cristo, e li pagamento da dívi­ da foi confirmado poi Deus nu ressurreição du seu filh o (Rm 4.25: 5.16.18. etc,). Nenhum outro custo é exigido. Os pecadores são justificados "gratuitamente pela graça"; “Pois é pela graça que sois salvos. por meio da fé — e isto não vem de vós. é dom de Deus" (Rra 3.24: Kl 2.5. 8; elc.J. Desde que a obediência ã Lei nào proporcio­ nou a salvaçao. novamenle 1'aulo mostra que os gentios também estão incluídos Eles

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PAULO podem Ler lé: “Ora, lendo a Esc ril.uia previslo que Deus havia de justificar pela Ir os gentios. anunciou primeiro a evangelho a Abraão, dizendo? Em li serão benditas to­ das as nações" (Gl H.8] ttiulo não ensina somente sol»'! a justificação pela fé om Cristo comi) meio para alguém se tomar cristão Dous solva a todos pola graça com um propósito: “Que nos salvou, o chamou oom uma santa vocação; não segundo as uossas obras, mas segundo o sou próprio prOpõsílo e a grai,d que nos íoi dada em Crislo Jesus untos dos tempos «lemos" (2 Tm l 91. Essa rusiifâcação pela graça signi­ fica que os que crêem têm acesso a todas as bênçãos que o Senhor prometeu ao seu povo, resumidas nas palavras “vida eterna*: “A fim dp que justificados por sun graça, sejamos leitos seus herdeiros segundo a esperança riu vida eterna” (Ti 3.7).

A vida n o E sp irito. De acordo com os escritos de Pdiilo. a operação do Espirito Símlo permeia Gatia área ela vida Cristã e da Igreja. Ele primeiramente se manifesta na pro­ clamação do Evangelho do Crislo crucificado. A pregação do apostolo levava as pes­ soas à conversão porque, segundo ele, "a minha palavra, e a ruinUa pregação, não consistiram em paJavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espirito e d«poder" (1 Co 2.4). Esta obra dn Espírito, segundo HhiiIo. era para que a fé se apoiasse inteiramente no poder de Deus (v. 51, "de sorte que d fé vem pelo Ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus" (Rm 10.17: 1 Ts 15). O Espirito, entretanto, es In aiivo tíimhém na vida da pessoa que ouve a mensagem» pais o homem naluraJ não coitipreende as coisas do Espirito de Deus. pois lhe parecem loucura, e náo pode entendêlas, porque elas se disc ernem espiritualmente” 11 Co 2.14). Assim, o Espírito de Deus esla alivnmenlp presenli* nu pregação do Evangelho e nu vida du que ouve e se volla para Cristo, Os quii exercem a lê são redimidos e justificados e sabem que não sã»* m.ils cnucle* nados por Deus. "Portanto, agora nenhuma-.condenação ba para os que estão em Cristo lesus” [Rm 8.1). A evidência que eles lém da obra de Deus em suas vidas, segundo Paulo, está na posse do Espirito Santo A vida nu Espirito desta maneira traz uo crente muitas bênçãos e muitos desafios. Todos os que perlent em a Jesus possuem o Espiri­ to de Cristo, e isso significa que são controlados pelo Espirito |Rm 8.9). É Ele quem garante a uma pessoa que ela pertence a Deus, De lalo. esle é o selo de posse” de Deus, “n qual também nos selou e deu o penhor do Espirito em nossos corações" (2 Co 1.221. Esse aspecto cia função do Espírito como “um selo rle garantia" é uiem ionudo em numerosas D ca sió e s. especialmente quando Paulo pensa sohre a futuro quando leria de enfrentar a morte, ou sobre a herança que nm dio os cristãos receberão do Senhor (2 Co 5.-1.5; Ef 1.14; etu). O Espírito Santo auxilia as pessoas ãa oração e leva as suplicas dos crentes tracos e falíveis dianle do Pai (Rm 8.20.271. Desde que a vida crista e vivida em comimidadn. o ¥splriiò também ajuda na vida corporativa da Igreja. Segundo Paulo, cada cristão recebe algum ''dom. do Espirito" com o qual ajuda outros- crentes ern seu progresso espiritual. Esses dons serão úteis ua edificação de outras pessoas d» lé. de maneiras variarias. 0 apóstolo uão 'lã uma lista exaustiva de tais dona. mas menciona diversos, como demonsUu hospitalidade, falar em línguas, ensinar, repartir com liberalidade, profetizar e administrar |1 Co 12.4-11: Rm 12,f»-íq. Intimamente ligada a esse traba lho que capacita todos os urenies a ler uma plena participação na vida da Igreja está o trabalho de promover a unidade cristã, frequentemente Paulo enfatiza nssa tarefa do Espirito Santo. A unidade entre os crentes não é um a» ossório opcional, mas a essência da fé cri<tã, pois ola é proveniente da própria natureza de Devts: "Pois todos nós fomos balizados em um Só Espirito, formando um só corpo, quer judeus,

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quer gregos. quer servos, quer livres; e i todos nós foi dado beber dn uni só Espirito" (1 Co 12.13), Desta maneira. ó tarefa do cada cristão procurar “guardar a unidade do Espírita nn vinculo da paz", porque "há um só corpo e um só Espirito, como também losIes chamados biu uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo: um sõ Deus e pai de iodos, o qual ê sobre Iridos, e por lodos e em todos*' |Ei 4.3-r>|. Um importante aspecto da operação do Espírito Santo na vida dn crente é o de produzir a consciência do pecado, a necessidade do perdão e ajudar o indivíduo a viver em santidade e Integridade para a glória de Deus. Esse processo eietuado pelo Espírito leva ao crescimento e é t; Liarriado de "santificação’. Ê papel do Espirito sepa­ rar o crenle da pecaminosidade e operar nele. para que ele produza uma existência cada vez mais semelhai)te ã rle Crislo, Em 2 Tessalonicenaes 2.13 Paulo diz. “Mas devemos sempre dar graças a Deus por cós, irmãos amados pato Senhor porqut: Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação pela santificação do Espírito e lá na verdade" (veja também 1 Co ti. 11). E esse trabalho do Espirito que os cristãos igno­ ram. para a própria perdição. O apóstolo insiste em que lodos devem 'viver no Espi­ rito" e dessa maneira serão protegidos do mal que os cerra e do pecado: “Digo. porêui: Andai no Espirito, e não satisfareis a concupiscência da carne. Pois a carne deseja o que é contrario ao Espirito, e o Espírito o que e contrário à carne. Estes- opõem-se um an nutro, para que não inçais o que quereis" (Gl 5.16.17; Fim 8.13-151. Quando lemos ns escrilos de Paulo, observamos que é difícil encontrar uma obra do Espírito que nos deixe tão empolgados do que a que concede ao crenle o direito de ser "Cilho de Deus”. Isso darainente tem que ver com o fato de sermos herdeiros- de todas as bênçãos do Senhor, rnns lambem com o relacionamento novn o pessoal com o Pai. "Porque sois Olhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito rle seu Fillio. que clama: Aba, Pai" (Gl 4.6; veja Aba) Essa convivência è maravilhosamente libertadora; “ Pois não recebestes o espirito de escrav ldâo paia outra vez estardes em temor, mas recebestes o espirito de adoção. pelo qual clamamos: Aba, Pai" (Km 8. 15), De acordo com Pau Io, o Espírilo Sanlo e essencial para a própria existência do cristão. Ele inicia, i onfirma e desenvolve a lé. estabelece a unidodo, vivo no interior rio (rente, promove a santificação, garanto o futuro, possibilita a vidu em comunidade e cumpre muitas nutras tangas alám dessas Seu objetivo ê cumprir a plena vonLade de Deiis aa vida rio cristão individualmenln i ua vida da Igreja tle Deus, A vida d e p o is d a morte. Paulo Unha plena convicção da vida após a morte, Pressu punha que um dia iodas as pessoas testemunhariam a volta do Senlior o eniruntarium seu julgamento (Rm 2.5; 14.10; Fp li. tOJ. N aq ue le dia haverá umu separação entre as pessoas, que não dependerá de suas boas obras ou más ações. mas da experiência da graça de Deus que Uvorum em sua> vidas, pela lê [Rm 5.1; fi. II. lima das maiores alegrias que Paulo demonstrava como cristão era 0 falo de não terrier a morte, pois cria quo lesus conduziu seus pecados sobre st na cruz, onde pagou por eles (Rm 8.15I7|. De fato. o apósiolo Unha plena confiança uo Futuro. So morresse ou permaneces­ se vivo, estaria com o Senhor e continuaria a glorifica-lo (2 Co 5.6-91. De Iodas as pessoas, Paulo estava oonscjunte da fragilidade da vida humana. Em muilas ocasiões esteve próximo da morte o muitas vezes íoi espancado e apedrejado 12 Co 11.23-2*)!. Folnu om “gemer'' e carregar um fardo nesse corpo, mas mesmo assim perseverava, ciente de que um dia o que é mortal sera absorvido peia vida (2 Co 5.4J. Novamente o apósiolo voltou-se para o Espirito Santo dentro dele pura a confirmação e a garonlia dessas promessas futuras (v. 5) 521


PAULO

Embora Paulo deixasse ciam que preferia esiar com o Senhor do que sofrer perse­ guições jjo r causa da fé, nunca .se preocupou com o que viria depois da morte. Pelo epntrãrio, sua absoluta convicção de qun um dia, corno Crislo, ele ressuscitaria den(rn os mortos e herdaria a vida eterna deu-lhe um propósito pura a existência. Deus o chamara paru pro< lamar as boas novas de que Jesus morrem d o lugar dr.; todo o que cresse nele e ressuscitara dentre os moitos, sendo "as primícias ’ dos que dormem. A volta de Cristo e a ressurreição dos mortos levarão a uma mudança radical do corpo (1 Co 15.20,35-441. Isso levou o apostolo a declarar: "Mas a nossa pátria esta nos céus, de onde esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Crislo, que transformará o nosso corpo de humilhação, para snr conforme o sou corpo glorioso, segundo o sou eficaz pader do sujeitar também a si todas os coisas” (Fp 3.20.21). Existe muita discussão sobre o que Paulo Imaginava <i respeito do tempo da morte e o da ressurreição geral, na vinda rle CrisiD. Será que o apósiolo acreditava em algu­ ma íorma de “sono da alma", no qual as pessoas entrariam em um lipo do inconsciên­ cia. uo aguardo da vinda dr’ Cristo? Ou swa que acreditova na possibilidade do o espíi-ilo humano ir imediatamente à presença do Senhor? Não tomos espaça aqui paru lixamlnur o eilsino de Paulo rietulhadameíiIe. rnas existem passagens que deixam claro o seu ponto de vista: após a morte, o homem interior lalma e espirito) e imedi* alamente condtcddo â presença do Senhor. Ao falar novamente sobre seu desejo de servir a Deus, ao mesmo tempo em que desejava estar com Ele na eternidade Paulo disse: ‘Mas de ambos os lados estou em aporto, feudo desejo du partir o estar com Cristo, o que é muito melhor” (Fp 1 23, voju também 2 Co 5 3) Apesar de todos as su<is implicações. para o apóstolo a morle significava ' glória eterna": "estar com o Senhor": "vida’': "da parle de Deus um edííiciOi uma casa... eterna, nos céus” 12 C o 4 17:5.1,4.8), Não é de estranhar, portanto, que pudesse declarar: "Por­ tanto, nos nào ateulamos nas coisas que se vêem, mas nas que não se vêem. Pois as que se véera são temporais, o as que não so véem são eternas” (2 Co 4.'181. Conclusões Certamente Paulo Foi o maior mestre du Té cristã depois do próprio Senhor Jesus Crislo. Chamado e dirigido pelo Espírito Santo para proclamai u Evangelho aos gentios, esse grande teólogo expós as profundidades da f é cristã de uma maneira que se mostra fundamental para a Igreja rle Jesus através dns séculos. Seu total compromisso com o Evungelho do Cristo cracifií ado permaneru como um exemplo para todos os crentes do lod.is as ópocas. Seu desejo ile preservar a verdade contra todas às heresias nu qu.dquer coisa que tentasse desfazer o dlrello à salvação so­ mente peia graça brilha através de todos os seus escritos. Seu profundo zelo pela aplicação da verdade do Evangelho na vuia do crente levou-o a escrever páginas sobre como se deve viver o auléntic o cristianismo no meio de uma sociedade pagã. Tudo isso só seria alcançado por meio do Espírito Santo, quo vive no interior do crente para rt-ulizar os pTopósitos do Pai Seu profundo amor pelos irmãos mi Tn e a maneira comó sofria n entristeciurse com os pecados e sofrimentos deles são \Istos iião somente no modo como escreveu sobre os crentes, ou seia, com grande <arinho e encorajamento; mas lambém em suas repetidas referências ás orações que fazia por eles. Sua profunda convicção do que todos pecaram o estão debaixo do julgamento de Deus r sua preocupação para cjue homens e malliunis ao íredor do mundo encontrassem a &alvação de que precisavam tão desesperadamente levaram Paulo a responder ao ( hamado para pregar o Evangelho aos gentios. T*ara o apúslnlo, Cristo era a única resposta. 522


PECA Ele ern o foco e n poder tia vidii de Pdulo.e, acima de ludrj. aquele quo- morreu para qun olfe rocebesse o perdão e encontrasse a justificação e a vida eterno no último dia. imj.c.

PECA iHeb. "'ele lem aberlo"). Filha de Remuliâà. foi rui de Israel ireino do Nor­ te), de a 732 a.C. Chegou ao Irono por causa do assassin ato de seu anlecessor, o rei Pecuías Í2 Rs I5.25|. Comandante do exército, reuniu um grupo de 50 húmens da região de Gileade. i nnspirou contra o rei e o matou. Prova­ velmente seus cúmplices eram todas ofi­ ciais graduados e la/iam p u le do grupo de homens "ricos e poderosos" (v. 2UJ que uão estuvain dispostos a pagar as pesa­ dos taxas exigidas pelo rei via Assíria, Tiglale-Pdesér No entanto, <>rei Menaém n depois seu sucessor Pecaias eram favo­ ráveis ao pagamento. Parece que Poca preparou-se durante algum tempo para ofeluar o golpe rle es­ tado Provavelmente já liderava o povo na região de Gileade e aparentemente ja havia Leito um lipo de aliança com Kezim, rui da Sina. Essa é a solução mais prová­ vel para o intrincado problema da dura­ ção du sou reinado 2 Rei.s 15.27 diz que governou 20 anos e subiu ao trono uo -i i B ano du remado de Azarias, rei de Judá. Cronologias comparativas entre as datas da queda de .Samaria e as do reinado dos reis di* |uda confirmam claramente ds datas mencionados ar ima. límilando des­ sa maneira o periodu de seu reinado a oito ou no máximo dez anos. Entretanto, so o autor do livro de Keis soubesse quo Puca fora o líder em grau de parle ilo território de Israel por um período rle tempo, prin­ cipia leu ente na regióo de Gileade, na Transbordam a, antes de capturar Samaria. d referência a 20 «mos de reinado estaria correia, como uma descrição do tempo durante o qual ele manteve uru poder considerável e liderou o país. No v. 29 há uma ciará indicação do poder de Tiglate-Pileser ÍI1. d qual, dunuile í > reinado rle Peca. capturou .^an­

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des extensões do território ao norte o les­ te de Israel, inclusive u própria fortaleza do rei om Gileade e a cidade fortificada de Hazoi. qtle protegia a iunc;ào de duas Importantes rolas comerciais. Também transportou muitos israelitas daquelas regiões para a Assíria A resposta de Peca loi aliai-se a Rezim. rei da Siria. para juntos construírem uma grande fortaleza ua Palestina. Os dois ata­ caram o rei Acaz, de Judá, por ter-se re­ cusado a participar da aliança (2 Cr 28.521}. Os israelitas infligiram uma severa derrota aos judeus, na região ttorte <!o reino rJo Sul. e levaram muitos prisionei­ ros. “Peca, LiLho de Remaiias. matou num dia em ludá cento e vinte mil, lodos bumen.s valentes, porque haviam deixado o Senlior, Dhus de «eius pais" (v. G). Cíle.gáram ate mesmo .1 sitiar Jerusalém (2 Rs 16.5). Acaz pediu ajuda aós assírios 12 Rs J6.7: 2 Cr 2 8 .10). Quaudo o rei da Assíria 1 hegou. símplesmeníe causou ainda mais problemas a Acaz. embora tenha cajiturado Damasco e feito com que o cerco de |erusalêm losse suspanso lis 7; 9.8-211. Posteriormente Peca loi assassinado por Oséias, o qual era a favor de uma aliança com a Assíria (2 Rs 15.30). No relato do reinado de Peca o livro de Reis documenta n declínio de Israel e a aproximação do Juízo inevitável de D eus. Com uma sucessão de reis que su­ biam ao Irono por rneio do crime e assas­ sinai o, observa-se a degeneração de uma nação que se recusava a voltar para o Se­ nhor. Mesmo quando Peca deu demons­ trarão de que derrotaria Tudá, íoi apenas por um breve momento. no qual Deus o usou paia executar juízo contra o snu povo judeu e coutra Acaz. que ironica­ mente estava agindo como os reis de Isruel o fazia o que era mau aos olbos do Senhor Í2 Rs 10.2.31. Enquanto em Judá


PECAÍAS

havia épocas om qun os mis sp. arrepen­ diam e o Senhor os poupava do castigo, como, por exemplo, d o lempo dos reis Ezequias e Josias, lais arrependimentos a lo aconteciam «111 Israel. Em lermos de obra de Deus, portanto, o juízo virio om breve. Sob a liderança do rei da Assíria, lal julgamento coméçotl dúraâite 0 reina­ do de Peca e íoi concluído uo governo de seu sucessor, Oséias, o último rei Hb Israel (2 Rs 17.7-23). Para maiores detalhes sobre estes acontecimentos. veja A>.uz,

Odede e liezim, RECAÍAS IHei» "o Senhoi lem aberto”). Fillio do rei Menaem, de Israel. Recaias reinou em Israel por apenas 2 unos (74 t a 740 a.C.). Como seus antecessores. "fez o que era mau «os oLhos do Senhor” 12 Rs 15.22-26). Provavelmente, pagou tri­ butos ao rei da Assíria. <omo fizera seu pai (w. 19,20), Esse lato possivelmente causou a rebelião encabeçada pelo seu comandante Peca, filho de Remalias. que subiu ao trono após assassiná-lo. Tiidr» indica que o novo rei de Israel fez unia aliança com o governante sírio (v. 37; 2 Rs 16). PEDAEL (Heb. "Deu* livra"). Filho de Amiúde, ora o líder entre os descenden­ tes de Naítali. Deiis ordenou que Moisés escolhesse homens cajíazes de todas as tribos j>ara ajudar na divisão da terra de Canaã, e Pedaias íoi o representante de s«u povo fMm 34.28).

2 . Piii de Jtjul, o lider da lribo de Manassés dtmmie 0 reinado de Davi (1 Cr 27.20). 3. Listado entre os descendentes do rui Jeoiaquim; portanto. fazia parte da Li nhagem real de Davi, Parece ter retomado para Judá após o exílio na Babilónia. Foi pai de Zorobabel (I Cr 3 . 1 B, 191. 4. Filho de Rmis, estava enlre os ju­ deus que no laboraram na recoustrução dos muros de Jerusalim. após o exílio na BahUónia (Ne 3.25). 5. Um dos judeus que ficaram em pé ao lado de Esdras sobre um púlpito, quan­ do o livro da Lei foi lido publicara ente para os israelitas, Depois da leitura, 0 povo adorou ao Senhor, confessou os pe­ cados e renovou o compromisso de ser­ vira Deus |Ne 8.4). 6 Filho de Colaias e pai de Joede. tia l ribo de Benjammi. íoi ancestral de alguns dos judeus que se restabeleceram em Je­ rusalém após o exílio ua Bahilònia (Ne 117). 7. Levita que viveu na época de Neemias e foi considerado particularmen­ te fiel e digno de confiança; fez parte do grupo responsável pelo cuidado dos de­ pósitos dn Templo, onde eram armazena­ das os ofertas do povo (Ne 13-13). p.n.r..

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PEDAZUR. FVii ile Gamaiiel, o bder da lribo de Manassés duranle o censo reali­ zado por Moisés no deserto do Sinai. Seu grupo totalizou 32.200 pessoas (Nm L10: 2,20). Como representante de seu povo. G am aiiel levou as oferlas quaudo o PEDAIAS (Hòb. “o Senhor tem redimi­ Tabernáculo íoi dedicado )NTm 7.54. 59) do"). e liderou sua tribo quando os israelitas 1. Pai de Zebida, a mãe do rei finalmente partiram do Sinai paia suas peregrinações pelo deserto (Nm 10.23). Jeoiaquim, de Judá (2 Rs 23,36)

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PEDRO

PEDRO Antecedentes O rig in a lm e n te chamado ile Simão, era filho dp João (jo 1.42) n irmao dp André (Ml 4.1fi; |o 6.8). PbcIix> era casario e suu esposo o orompunhnu om suns viagens fMI 8.14: 1 Co fl.5). Antes de sor chamado por ft?sus. trabalhava com <>eii pai como pescador (Mc 1.16-20). Pfedro nõo fora educado religiosamente e possuía fbrle sotaque da região da Galilõia (Ml 26.33). Era. portanto, considerado como ignorante e sem estudos pelos líderes fiidalcos de Jerusalém (Al 4.13],

A vocação de Pedro Pedro sotnpro et&naboça a Ustu dos discípulos dc Jesus. não porque leniia sido o pri­ meiro o sor chamado, m as— como as discussões nas seçòes seguintes indicarão — devido ao fato de ser lider entre os discípulos. Ern Mateus 10.2 lemos; “O primeiro, Simão. chamado Pedro" (lambém em M< 3.16; Lr o. 14). Fazia porte dn círculo mais mlima dos discípulos de Cristo, uo qual encontravam-so lambém Tiago e João (Mc 5.37?9.2:13.3; Lc 8.51). Fiwlro era um discípula dediafldo, que lníscava exercit.tr a fé embora demonstras­ se um pouco de volubilidade, como revelou o incidente em que lesus andou sobro a água (Ml 14.281. Ele adntlUa sua ignorância e a própria pecaminosidade (Mt 1^.15. Lc 5.8: 12.411 e. quando tinha dúvidas, fozia muilas perguntas (Jo 13.24) Apesar de receber uma revelação divina a respeito da idnntidado ilo Jesus, rejéílou qualquer noção quanto á sua morte, uma otitudo quo Gris to atribuiu ao próprio diabo. A moti­ vação dolo foi considerada do origem terrena, isto ó. seu conceito do Messias era que se tratava do um governador terreno, em cujo reino talvez imaginasse a si mesmo no desempenho dtí um papel imporiam e (Ml lf>.2 t: Mc 8.33) Esle ve prosente com Tiago e loão na Transtiguiação (Mc M.?: L< 9.28) e ouviu a voz de Dous confirmando que Jesus era seu Filho amado (um incidente do qual deu testemunho em 2 Pe 1.181 e exigindo obediênda aos ensinos de Cristo (Mt 17.1-6) Pedro aprendeu a imporiam.ia fie os discípulos do Jesus pagarem os impostos uos reis terrenos, uão porque ilvessem a obrigação, raos porque o não pagamento causaria uma dificuldade para a promoção do Evangelho (Ml 17.27). Queslionou sobre o perdão e foi advertido a respeito do que uconiflíceria com o discípulo que não perdoasse e a tortura que oxperimeutariti (Ml I8,2l-3fi| Foi rápido ao lembrar a Jesus que os discípulos abandonaram tudo para segui-lo e recebeu a promessa de que os doze se sentariam em Ironos paia julgar Israel (Ml 1U.27-3U; Mr 10.28: Li 18 28). Irridálmente náo permitiu que lesus lavasse «eus pês e depois pediu que banhasse lambem suas mãos e sua cabeça, como sinal dé limpeza (fo 13.6-101. ífcdro é lembrado por conlradizer lesus quando esle falou qiie os discípulos o nega­ riam. Assim como os outros, replicou que estava disposto a niomtr e jamais negaria o Mestre |Mt 26 33-35; Mi: 14.29: Lr 22.34; fo 13 36-38). Falhou em vigiar e orar junto com fesus, apesar do aviso de que o espírilo eslava preparado, mas a carne era fraca (Ml 28,37-44; Mc 14.33-41). No momento da prisão de Cristo, uuma atitude impetuosa, cortou d orelha rle Malco. einpregado do sumo sacerdote (Jo 18.10). No pátio da casa rle Caifás. a determinação de I^dro entrou em colapso, uão diante, de nm tribunal, mas tia pergunta de uma Jovem empregada. A enormidade do muo negação, em cumprimento à

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PEDRO profecia cie Jesus de que ela aconteceria anLes do amanhecei do dia seguinte, fez iom que ele chorasse amargamente [Ml 26.58.69-75; Mc 14.54.60-72; Lc 22.54-62: Io i«. 1518. 25-27|. Diante do túmulo vazio, as mulheres receberam instruções de dizer aos discípulos e a PRdro que veriam Jesus na Galiléia (Mc 16.7), Foi «le que a seguir correu ao túmuifl vazio e teve dúvida sobre o que tudo aquilo signifleuva (Lc 24 12; |o 20.2-10). Quando estava do lago de Genusaré. ctim nlgnns tios outros discípulos. Jesus apareceu* lhes e mostrou (|ue eslava vivo. Pedro, que na ocasiâó eslava no mai. lançou-se ua água quando João identificou que era o Senhor e foi em direção ao Mestre. A instrução que lesus deu da praia sobre o locai onde deveriam atirar as redes resultou mima pesca abundante. Depois fia refeição, Cristo questionou Pedro sobre o nivol du seu amor por elo. Diante da afirmação de sua lealdade. Pedro recebeu a ordem de cuidar do povo de Deus e alimentá-lo espiritualmenle. Na mtsma ocasião ele foi informado sobre a lorma de sua própria morte — por melo da qual Deus seria glorificado (Jo 21.191, Segundo a tradição, lal lato ocorreu em Roma.

O apostolado de Pedro Depois da pergunta leita por Jesus. sobre como as pessoas o viam o o que os próprios, discípuios pensavam dele. Pedro foi o primeiro a confessar que Crislo era o Messias prometido iio Antigo Testamento. Além disso, reconheceu que era o Filho do Deus vivo e que linha as palavras de vida elema (Ml 16.16; Jo 6.68). Essa verdade não se desenvol­ veu por dedução ou poi algum meio humano, mas como revelação do Deus Pãi D p acordo com Jesus, esse entendimento de Pedro seria uma grande bênção não somento porque constituía a verdadeira base do Evangelho pura eatoD der quem 6 Jesus m as também porque esta seria a mensagem que ele proclamaria (Mt 16.17-19|. Num jogo cie palavras, Crislo disse a Simão que seu nome seria mudado paia "Pedro", para descrever seu papel como apóstolo, lesus disse que seria “sobre esta pedra" que sua Igreja seria edificada (“Sobre esta pedra" é uma tradução equivocada da frase. Na construção origi­ nal ern grego o verbo v seguido por tun particípio que. neste caso, o usado no sentido do construir algo em frente de o não sobre algo). Seria “diante desla pedra" (/>efm*d que Jesus edificaria sua igreja (assembleia). Israel havia-se reunido numa assembléia solene diante do monte Sinal para ouvir a Palavra de Deus, islo é. "o Livro fia Aliança", lido por Moisés. Os israelitas endossaram a Jeilurae foram formalmente constituídos como povo de Deus, depois da salvação do Egilo (Êx 24.1-11). Assim também a Palavra de Deus, isto é, o Evangelho ua boca de Pedro, serra o moia peio quaLos judeusquo abra­ çassem a salvação Oferecida por losus eonstilanriam o povo de Drus naquela assem­ bleia. lesus. nnlrelanfo. disse a Pedro que “as portas do inlemo". isto é. as hostes raalig* nas. jamais prevaJeceriam contra a Igreja, pois lal é o poder concedido por Jesus. Pedro foi o apóstolo dos judeus na Paleslina, possivelmente em Corinto |1 Co 1.12) e lambem na Babilónia (que a tradição diz ser Roma) (2 Pe 3.13). Dp fato vnmos esla promessa de lesus crumprir-ae com Atos. pois foi Pedro quem proclamou o Evangelho no «liu de Pentecostes, quando aproximadamente 3.000 judeus de Jeritéaiémt v. da diáspora foram salvos. Seu discurso demonstrou seu conheciraísnlo do Antigo Testamento, quando citou loel 2.28-32 como explicação para o fenómeno de judeus de diferentes partes do lmperio Romano ouvirem as "grandezas de Deus", islo e, o Evangelho, proclamadas em sua própria língua materna. No mesmo discurso, fie mencionou também o Salmo 16.8-11, para mostrar que a morte jamais alcançaria vitó­ ria sobre Jesus p que o derramamento do Espirito Santo era a prova de que Jesus fora exaltado como Senhor, conforme o Salmo 110.1 dizia que Ele seria lAt 2.1-42J, 526


PEDRO Novamente Pedro foi o pregador que explicou à mulUdão que o milagre da cura do roxo na Poria Formosa não fora operado por ele, mas pelo poder do Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Foi esse Senlior que glorificara seu servo lesus cujo sofrimento fora predito por todos os profetas Pedro proclamou que Jesus era aquela sobre o qual Moisés falou um Detifert mômio 18.15-19 e que os que se recusassem a aceitá-lo seriam destruídos, Ele declarou que a bôaçào sobre todas as famílias da 'lerra, conformo predito nu promessa abraàmica em Génesis 12.3, agora realizara-se nn morte e ressurreição de Cristo, Os fudeus, porlanlo, eram os primeiros a ter a oportunidade de recebei essa bênção, por meio dos arrependimento dos pecados. Em lace do interrogatório por parle dos líderes judai­ cos. Pedro dedurou que o milagre lura operado no nome do Senhor Jesus, o Messias ressurrèfilo. a pedra rejeitada <|ue e mencionada no Salmo 118.22, n única em que ;j salvação eslava alicerçada. A tentativa do? lideres de silenciar Pndro fi loão falhou quan­ do ambos declararam que uão podium ficar em sflândn, pois o papel deles como apóslo* los os compelia a dar testemunho do que tinham visto e ouvido (Al 3.1 a 4.221 Cornélio, um homem temente a Deus. foi o primeiro gentio a ouvir o Evangelho, por moio do pregação de Pedro. TaJ palavra loi declarada como a mnnsugom da paz enviaria por lesus. o Messias, que se tornou Senhor do todos, apôs suo morte e ressurreição. Crislo deu aos discípulos a tareia «le testemunhar que Ele em o que Deus apontou como Juiz dos vivos e rios mortos. Jesus linlia assegurado a remissão dos pecados para lodo aquele que cresse nele, c o t t i o todos os profetas lesliiícaram que aconteceria (At 10.34-44). Foi Pedro tumbém quem declarou aos lideres da Igreja na Judéia que Deus conc:edera o salvação Lambém aos gentios mediante a pregação da Palavra de Dnus, ofereci­ da por Jesus Cristo. -Sua relutância natural ern levar-lhes o Evangelho, pois era judeu, foi vencida pela visão divina p as circunstâncias miraculosas pelas quais os mensa­ geiros de Cornélio loram dirigidas até a casa onde ele estava hospedado (Al 10.1 -23: 1 l-l-llO- Aconselhou a assembléia reunida em Jerusalém a disCuiLr a questão polémi­ ca do circuncisão dos novos cristãos e da obediência deles ás leis judaicas. Segundo Pedro, uão deviam tentar a Deus, ar) colocar sobre os gentio* convertidos o (ugo da bei que nem os próprios judeus conseguiam carregar. Declarou que os gentios loram sal­ vos pela graça de Deus, da mesrrsa maneira que os judeus cristãos IAI 15.7-l i I. Foi Pedro quem liderou os procedimentos para a eleiç ão rle Mal ias (Al 1.15-2(0. O livro de Atos mostra também que ele tomou a iniciativa e falou conlra a fraude de Ananias o Safira (At 5 1-4). Foi liberto da prisào e ria morte certa de rnaneúu sobrena­ tural ern Atos 12.1-20: na cidade de Jope, um milagre foi operado por meio dele, ou seja. a ressurreição rle Dorcas IAl 1U.3H-43).

Os escritos de Pedro De acordo com Papias, um escritor cristão do século II. o evangelho de Marcos reflete o ensino dn Pedro, Realinentn. de acordo com a tradição, este jovem evangelista [Mar­ cos] atuou como escriba, pois registrou tudo o que este apóstolo ensinou. Certamente existem incríveis paralelos emre este evangelho e as linhas gerai* da vida e do minis­ tério de Jesus na pregação de Pedro ao centurião Coruébo. Em Man os. o Evangelho tle Jesus começa na Galiléia, depois da pregação de João Ratisla e da unção do Espí­ rito Sanlo O ministério de Cristo foi descrito a Cornélio em termos de fazer o bom. curar os oprimidos pelo diabo, a crucificaçSb e a ressurreição IAt 10.36-43). Certameuto o sermão de Pedro, o qual é apenas um resumo geral em Atos forma um para­ lelo surpreendente com ns eventos narrados no evangelho de Marcos. 527


PEDRO

1 Pedro descreve seu autor como "Pedro, apõslolo de fesus Crislo" e "testemunha das aflições- de Cristo” |1 Pe 1.1: 5.1): a carta ó endereçada aos cristãos dispersos na região que a lealmente e o norle da Turquia. Foi escrita por Silvano (3 Pe 5.12; paru mais detalhes, veja Silos, SjJvtino). Uma das caracter is ticas dessa carta ó o uso do Antigo Testamento: Pedro náo so­ mente citou passagens especificas corno escolliou situações idênticas àquelas enfren­ tadas poios cristãos, paru apoiar seus argumentos. Ele laz a mesma uoisa em seus discursos om Atos De luto. ao começar esta carta. declara rjue os cr islãos são os "eleitos" dn Deus dispersos, uão na Babilónia, como os israelitas ficaram enquanto aguardavam o rei orno para Jerusalém, mas espalhados pelos províncias do império Romano, alé que recebessem a herança eterna no cóu. Numa forte introdução triniiariana, Pedro descreveu a obra do Pai. e do Filho e do Espirito tiantu, quo «íssoguravu a salvação 11 Pe 1.2J. Depois, explicou sistematicamente u manniro como cada membro da Trindade contribuía nessa obra (1 Pe 1.3-12). Esse fundamento da lé capacitaria os «. rislâos a esperar com confiança pela herariçu uo céu. Pedro falou ao povo disperso de Deus sobre o uumÍus ílvendi. em fuce da suspeita e tio antagonismo. Assim como Jeremias 29.7 descreve em uinu situação similar, ja­ mais deviam ser aulo-indulgentes, mas sim buscar o bem-estar da cidade em que vivessem, So fizessem isso, apresentariam um estilo de vida de boas obras, o qual confirmaria o Evangelho quando fosse pregado para os outros |1 Pe 2.11.12] Com esse tema principal. Pedro examinou sistematicamente varias esferas dn vida. o em cada uma delas exortou os crentes a lazer o bem — ou soja. nu vida civil, nas sihuições doméslicns, no casamento e ua sociedade em geral (1 Pe 2.13 a 3.121. Pedro deu grandíj ênfosn à obra do Cri>lo como exemplo de amor e vida cristã 1 1 Pe l.lftss), Basoou-se nos sofrimentos de Jesus, a fim de demonstrar que ninguém deve desistir diante das presetiles adversidades mas. sim. sempre lazer o bem, o verdadei­ ro significado da vida cristã ( I Pe 3.14 a 4.2). Era a vontade de Deus que assim fosse, ou seja, que silenciassem as acusações sem fundamento lançados contra eles e enco­ mendassem a alma ao Todo-poderoso fl Pe 2.15; 4.19). Num mandamenfo quo lembrava a comissão de Jesus — "apascenta minhas ovelhas' (Jo 21.15-17), semelhantemente Pedro convocou os lideres cristãos a exert er o ministério, náo contra a vontade ou poi ganância, nem como um mein de dominar outras pessoas, mas. sim. liderar pelo exemplo e ser assim recompensados pelo sumo Ríistor j( 1 Pe5 1-41 Os membros mais jovens, berti como toda a congregação, foram exortados a se humilhar sob a poderosa mão de Deus, a fim do recebei n promessa do que a ansiedade tí o sofri­ mento são dossa maneira suportados. O Senlior sempre usa taisâdversidades para desen­ volver maior estabilidade em suas vidas cristãs (J Pe 5,5-111 1 Pedro é referida como a carta que fala sobre a verdadeira graça de Deus (cf A l J5111 na qual os cristãos são exortados a permanecer firmes (1 Pe 5.12), a despeito das dificuldades e da discriminação que sofriam. Não deviam cedfer às indulgências da natureza humana, porque tais a tiv id a d e s du final seriam julgadas (.om impar* ia li dade pelo Pai (1 Pe 1.17; 2.11, 4.3.4), 2 Pedro foi escrita paia os cristãos descritos corno os que obtiveram uma té idên­ tica à rfos apóstolos, por meio da "justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo' (2 Pe I I). Os destinalários foram os mesmos da primeira caria, ccofprme Peiho diz: "Esta 6 a segunda carta que vos escrevo” (2 Pe 3.1). Sua ênfase é sobro o crescimento na vida cristã e a importância tio registro do seu testemunho nos eventos da vida de Cristo para refutar o falso entendimento. A declaração feita sobre a morle sugere que sua vida terrena estava próxima du fim |2 Pe 1.14,t5;.eí. Jo 21.19,20). 528


PELAIAS

A CDnfiabil idade das “grandíssimas e preciosa?, promesáas de Deus1* seria a base da confiança do