Issuu on Google+

2

SALVADOR SEGUNDA-FEIRA 9/4/2012

André Fofano / Divulgação

MÚSICA Pacotaço inclui CD, DVD e LP, em show gravado na capital pernambucana

Nação Zumbi ao Vivo no Recife marca os 15 anos da banda MARCELO ARGÔLO

O Marco Zero é como um habitat natural para as bandas e para o público de Recife. Os grandes shows abertos, inclusive no Carnaval, acontecem nessa praça. É, segundo Jorge Du Peixe, cantor da Nação Zumbi, o palco necessário. Diretamente desse palco necessário da Manguetown, ou seja, da praça do Marco Zero em Recife, que saíram os sons e as imagens que formam o projeto Nação Zumbi ao Vivo no Recife, que está nas lojas em CD, DVD e LP. Jorge Du Peixe (voz), Lúcio Maia (guitarra), Dengue (baixo), Pupillo (bateria e percussão), Gilmar Bola 8 (alfaia e voz), Toca Ogan (percussão e voz), Gustavo da Lua (alfaia) e Marco Matias (alfaia) tocam 15 músicas que passeiam pelos sete álbuns da banda, lançados nos últimos 15 anos. Gravado em 2009, durante a Feira Música Brasil, em Recife, evento organizado anualmente desde 2008 pelo Ministério da Cultura e Fundação Nacional de Artes (Funarte) em diferentes cidades, o CD, DVD e LP precisaram de financiamento público, captado através de edital, para chegar às lojas. “Gravamos na Feira [Música Brasil] lá em Recife, porque, se a gente fosse levar uma estru-

Novo trabalho traz músicas que passeiam pelos sete álbuns da Nação Zumbi, lançados nos últimos 15 anos

a escolha dos convidados.

Cena manguebeat

A Nação Zumbi faz parte de um conjunto de bandas do Recife que surgiram no início da década de 1990 e criaram o movimento que ficou conhecido como manguebeat. Este grupo, que tinha, dentre outras, as bandas Mundo Livre S/A e Eddie, baseava-se no manifesto Caranguejos com Cérebro, escrito em 1992 por Fred 04. Jorge revela que não foi exatamente um manifesto que 04 pensou em escrever: “Na verdade, foi um release para uma festa e acabou se mostrando como manisfesto”. Contudo, até hoje as ideias presentes nele baseiam a produção da Nação Zumbi. “A gente mantém a mesma postura, calcada ainda no pensamento inicial. As pessoas às vezes dizem que não é mais aquilo, mas nada será sempre o mesmo. Mudanças ocorrem no caminho e a gente acaba adquirindo influências novas. Não tem só influências de música para música: tem influência de cinema, literatura, quadrinhos, e tudo isso se reflete em cada disco. A ideia é se renovar a cada disco”, afirma.

AO VIVO NO RECIFE / NAÇÃO ZUMBI

DECKDISC / CD: R$ 23,90 / DVD: R$ 34,90 / LP: R$ 64,90 / WWW.DECKDISC.COM

Show em Salvador

tura própria, ia complicar. Aproveitamos a ocasião, com uma estrutura boa, pra gravar. De lá pra cá, houve alguns problemas financeiros para pagar a equipe toda. Conseguimos, no ano passado, colocar em um edital e acabamos aprovando”, conta Du Peixe. “Alguns problemas burocráticos no caminho inviabilizaram

o lançamento antes. Depois, tivemos todo um trampo de pós-produção, porque foi gravado em espaço aberto”, conta Jorge Du Peixe, sobre os motivos que atrasaram o lançamento, que incluem todo o trabalho de edição de áudio após a gravação. “O produto final superou nossa expectativa e veio na hora certa”, conclui, referin-

do-se aos 20 anos da banda e aos 15 do primeiro disco, Da Lama ao Caos.

Convidados

Das 15 músicas do show que entraram no CD, DVD e LP, quatro têm participações: Trincheira da Fuloresta com Siba e a Fuloresta; Rios, Pontes & Overdrives, com Fred 04, da Mundo Divulgação

AXÉ BALADEIRO

Livre S/A; Antene-se, com Arnaldo Antunes; e Manguetown, Paralamas do Sucesso. “São convidados mais do que especiais: todos eles conheceram Chico [Science] e, ao longo desse tempo, a gente vem desenvolvendo trabalhos juntos, fazendo conexão, e achamos importante trazer isso também”, diz Jorge Du Peixe, sobre

A turnê deste trabalho já começou. “Eu posso dizer que o lançamento oficial foi no show do Carnaval no Marco Zero; não tinha sido lançado [o CD, DVD e LP] ainda, mas já estava na boca do forno”, diz Jorge Du Peixe. Sobre show em Salvador, promete novidades: “Tivemos há pouco tempo em Salvador, mas ainda não foi com este show. Mexemos no repertório e já estamos tocando duas músicas do próximo disco. Na próxima ida a Salvador, elas estarão no repertório com certeza”, adianta.

LITERATURA

Jammil na Real traz CD e DVD com variados estilos musicais

Aline Castelo Branco lança livro que discute relações amorosas

GABRIEL SERRAVALLE

MURILO MELO

Há duas semanas, chegou ao fim a novela Fina Estampa, da Globo. Mas muita gente ainda guarda na mente versos da música Colorir Papel, da banda Jammil e Uma Noites, que fez parte da trilha sonora e virou hit em todo o Brasil. Agora, a canção pode ser conferida no CD e DVD Jammil na Real, que já está na praça. Além da composição que fez sucesso na novela das nove, o CD traz novas canções, sendo a maioria com participação do vocalista Levi Lima ou do baixista Manno Góes na autoria. No repertório, predominam as músicas com a pegada da axé-music, mas algumas sofrem outras influências, como é o caso da levada pop romântica Você é Tudo ou das faixas Dom de se Dar e Banho de Amor, que usam elementos do reggae. Jammil na Real também conta com algumas participações especiais. Na música O Povo In-

3

O CD tem 13 faixas, três a mais que o DVD, com extras. Um dos bônus é o documentário Estrada Real: Adrenalina a Mil Pelas Trilhas do Brasil

Levi Lima e Manno Góes, os rapazes da Jammil: CD e novidades

teiro, uma mistura de funk carioca, dance music e axé, Ivete Sangalo canta com Levi. Outro dueto acontece com Daniela Mercury, em Tapa Pandeiro. Já em Terra da Paz, o vocalista se junta à dupla sertaneja César Menotti & Fabiano para fazer uma celebração a Bahia e a Minas Gerais. O CD tem 13 faixas, três a

mais que o DVD, que, por outro lado, traz um material extra. Um dos bônus é o documentário Estrada Real: Adrenalina a Mil Pelas Trilhas do Brasil. No filme, com quase 50 minutos de duração, a banda homenageia o público e o estado de Minas com uma expedição pela histórica Estrada Real. Além disso, entre os extras do

DVD está o making off da gravação dos clipes e do documentário. Lá, o fã encontra algumas cenas dos bastidores, momentos de descontração no camarim ou no estúdio e erros de gravação. CD E DVD JAMMIL NA REAL / WWW.PORTALDOJAMMIL.COM.BR / R$ 14,90 (CD) E R$ 19,90 (DVD)

Romance que narra os sentimentos de uma amante e contraria a mocinha tradicional resume o texto de inspiração do livro Eu Confesso – Revelação de uma Amante, escrito pela professora e jornalista Aline Castelo Branco. “Escrevi o livro justamente para contar o que é ser amante e contrariar a lógica social que estabelece o rótulo de preconceito’’, comentou, sobre a ideia. Sua literatura de estreia, que chega às livrarias neste mês, é uma obra que, segundo conta a autora, levou um ano para ser feito, numa trama que mescla amor, infidelidade e depressão. A escritora conta que foi sob o comando do Confessionário, programa de rádio que relata casos amorosos e situações na intimidade, que ela utilizou ingredientes fundamentais de amor e sexo para escrever a publicação. Para ela, as confissões dos ouvintes de seu programa

foram a grande inspiração para escrever o livro. “Certa vez, estava discutindo sobre infidelidade e o mito da preferência de mulheres solteiras por homens casados e fiquei comovida com o relato primoroso de amor incondicional da minha ouvinte por um homem casado. Era algo simplesmente divino. Vi que ali daria um livro e segui em frente”, revelou a escritora. A publicação traz cartas amorosas e uma linguagem poética popular, narra o romance escondido e intenso de Branca e Juan que, no desenrolar da trama, passam do amor à depressão em um piscar de olhos. Eu Confesso ainda é marcado pela presença garantida de depoimentos de artistas baianos como Alinne Rosa, Claudia Leitte, Carlinhos Brown, Saulo Fernandes, dentre outros. LANÇAMENTO DO LIVRO EU CONFESSO – REVELAÇÃO DE UMA AMANTE / HOJE, 19H / LIVRARIA CULTURA, SALVADOR SHOPPING

CURTAS Ensaios de São João começam dia 13 A partir do dia 13, começam os Ensaios da Estakazero. Na quinta edição do projeto, Estakazero e Cangaia de Jegue comandam a festa que marca a abertura dos festejos juninos e reúne cerca de 3,5 mil pessoas por noite. Até o dia 1º de junho, animação e muito forró estão garantidos em todas as sextas do Bahia Café Hall Paralela, a partir das 22 horas. Este ano, o projeto homenageia o rei do baião Luiz Gonzaga. Ingressos à venda nos shoppings, Ticketmix, agências Veromundo, Pida e Lojas South.

Laboratório da Notícia / Divulgação

Leo Macedo, vocalista do grupo de forró Estakazero

Museus do Pelô homenageiam os índios Para comemorar o mês do índio, entre os dias 11 e 26, o Solar Ferrão e o Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica, no Pelourinho, promoverão atividades que valorizam a herança musical dos povos indígenas, a partir do seu contexto histórico e social e de sua importância no cenário da música contemporânea brasileira. Nos dias 11 e 12, no Espaço Multiuso do Solar Ferrão, a etnomusicóloga, compositora e diretora musical Emília Biancardi e a musicista Lalá Evangelista realizam um bate-papo sobre a história dos instrumentos mu-

sicais indígenas que fazem parte da Coleção Emília Biancardi. As atividades ocorrem das 10 às 11h e das 14 às 16 horas.

Nos dias 11 e 12, no Solar Ferrão, haverá bate-papo sobre a história dos instrumentos musicais indígenas

Escola do Realengo em especial na Band

Uneb promove feira de livros técnicos

Amanhã, às 22h15, na Band, o canal apresentará um especial sobre o massacre de Realengo, um ano após a tragédia em escola municipal do bairro carioca. O ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira invadiu o prédio armado, matou 12 crianças e feriu outras 12, matando-se em seguida com um tiro na cabeça. Uns falam que o rapaz sofreu bullying na infância; outros, de transtorno psiquiátrico, mas ninguém sabe ainda ao certo. O programa A Liga mostra como anda a vida das pessoas, um ano após o incidente.

A fim de contribuir com a proposta da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), estimular a leitura e se aproximar da comunidade unebiana, a Editora da Uneb realizará a II Feira do Livro Universitário da EdUNEB. O evento acontecerá entre os dias 23 e 27, das 9 às 16 horas, em frente à Biblioteca Central da instituição, no Campus I, em Salvador. A feira terá dias temáticos, como saúde, educação, meio ambiente e cultura, bate-papo com autores, lançamentos de livros e sorteios de brindes etc.


Nação zumbi