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BATISMO NAS ÁGUAS


BATISMO NAS ÁGUAS

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

BATISMO NAS ÁGUAS PROFESSORES: Pb. Marques Pb. Roberto Januário Soares DIAGRAMAÇÃO: Raissa Specian EDIÇÃO FINAL: Ministério Ágape de Comunicação RESPONSÁVEL: Pb. Marcelo Araújo

Publicação pertencente a Igreja Batista Ágape, para utilização na Escola Bíblica Dominical.

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TEMA: O BATISMO NAS ÁGUAS

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OBJETIVO Estudar com maior profundidade o significado do batismo nas águas através do que a Palavra de Deus nos revela sobre essa ordenança do Senhor Jesus Cristo.

INTRODUÇÃO Toda pessoa que nasceu de novo pelo Espírito Santo é gerada para uma vida vitoriosa através da salvação recebida em Cristo Jesus. Através do batismo nas águas o crente inicia uma vida de completa remissão dos seus pecados conforme está em Tito 3.5; Efésios 5.26,27 e Colossenses 2.12. O batismo nas águas é o meio pelo qual a pessoa ingressa na Igreja do Senhor Jesus Cristo aqui na terra. Por essa razão, passaremos a ver com maiores detalhes o significado do batismo nas águas para as nossas vidas

DESENVOLVIMENTO 1 – A importância do Batismo Alguns ensinam que o batismo não salva. Isto é verdade. O batismo não pode salvar uma pessoa, porque quem salva é o Senhor Jesus. É o seu Espírito operando em nós que nos salva das paixões da carne. A água não purifica ninguém dos pecados, então por que ser batizado? Muitos não compreendem o significado do batismo nas águas e, por isso, não dão o devido valor e obediência ao mandamento bíblico. O batismo é o principio de uma vida nova com Cristo Jesus, nosso Senhor. A remissão dos pecados (Marcos 1.4; Lucas 3.3; João 1.33; Romanos 6.4), significa libertação plena dos mesmos. Nós já passamos da morte para a vida. Jesus Cristo é quem salva e o primeiro testemunho desta salvação é o batismo nas águas. O que as pessoas não entendem, é a importância do batismo. Se ele não salva, então porque é necessário ser batizado? A palavra de Deus diz: “Aquele que crer e for batizado, será salvo;” (Marcos 16.16). “Crer e for batizado...” fica claro, nesta frase, que crer requer obediência, é preciso continuar o processo no evangelho. É isto que confunde as pessoas. As pessoas falham muitas vezes em não compreender que o batismo é o primeiro passo de obediência daquele que professa sua fé em Cristo Jesus. A fé em Jesus Cristo é suficiente para a salvação de uma pessoa, isto é verdade, porém, esta fé em Jesus, é manifestada a começar pelo batismo. O batismo é uma iniciação do crente em uma nova vida. É o primeiro passo para que as demais revelações

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BATISMO NAS ÁGUAS aconteçam e libertem o individuo. Pessoas que se convertem e não se batizam, não crescem na fé e não se firmam na Palavra. Por quê? Porque o batismo é o

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testemunho visível da circuncisão do coração. Vejamos como Deus agia no Antigo Testamento, a fim de podermos entender o processo no Novo Testamento. Deus falou com Abraão sobre a benção de nele serem benditas da terra. Abraão, ao receber tal promessa, creu em Deus. Assim, o Senhor falou a Abraão: “Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós e a tua descendência: todo macho entre vós será circuncidado.” (Gênesis 17.10). No verso 14 do mesmo capítulo, o Senhor acrescenta: “o incircunciso que não for circuncidado na carne do prepúcio, essa vida será eliminada do seu povo; quebrou a minha aliança.” Não era o bastante crer em Deus. A pessoa tinha que se circuncidar, a circuncisão era a guarda da aliança. Era a marca visível da separação do o povo judeu dos demais povos. Era a Mara que a unia a “igreja” do deserto. Sem a circuncisão, a pessoa não podia fazer parte do povo. A circuncisão do prepúcio dava o direito de participar do convívio com o povo de Deus. No Novo Testamento é revelado que a circuncisão de Cristo é a do coração. O apóstolo Paulo escreve aos Romanos: “e a circuncisão, que é a do coração, no espírito.” (Romanos 2.29). A circuncisão, portanto, no Novo Testamento é feita no coração, isto significa que o nosso coração é circuncidado do mundo. A aliança de Deus em Jesus Cristo é selada pela circuncisão do coração. Mas como veria o homem tal circuncisão? Daí a palavra de Paulo aos Colossenses “Nele, também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo, tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual fostes igualmente ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que O ressuscitou dentre os mortos.” (Colossenses 2.11, 12). O sangue de Jesus é a nova aliança conosco representada pelo batismo. O batismo nas águas, portanto, é a representação desta aliança. Por isso, nós cremos que é o meio de entrar para o povo de Deus. Somente os que são circuncidados de coração fazem parte da Igreja de Jesus Cristo. O batismo é o ato de fé em Jesus, é como se apresentássemos o nosso coração para circuncisão a Deus, mas como não podemos fazer, porque isso ocorre em nosso espírito, então, entramos na água para a remissão de pecados. Na verdade, o arrependimento ocorre num coração circuncidado do mundo. Este processo é seme-lhante ao processo de conversão pela fé na crucificação de Jesus. Nós não temos que morrer numa cruz para sermos salvos, ao invés disso, entramos n água, ou seja, morremos e ressuscitamos com Cristo pelo batismo. É como se tivéssemos morrido na cruz. A nossa fé na morte de Cristo é representada no

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BATISMO NAS ÁGUAS batismo. Se não há morte para o mundo, não há ressurreição para Cristo. Da mesma forma como o povo de Deus, no Antigo Testamento, não

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podia fazer parte da comunidade de Israel, se não fosse circuncidado, o povo de Deus não pode fazer parte da Igreja, se não for batizado. A aliança de Deus com o povo era selada pela circuncisão. A aliança de Deus com Sua Igreja é selada pelo batismo. Por isso a bíblia diz: “Se creres e fores batizado.” Cortar o prepúcio não era a fé, mas era a fé que levava à circuncisão. Batizar-se não é a fé, mas é a fé que conduz ao batismo. Se não somos batizados, não somos membro do Corpo de Cristo. A benção é para a Igreja, somente se formos membros da Igreja é que seremos abençoados pela aliança com Ele. É por isso que ensinamos que somente os que são batizados devem tomar a Ceia do Senhor. Temos que discernir o Corpo, senão seremos culpados da morte de Cristo. O batismo nas águas não salva. Pelo fato de estarmos salvos pela circuncisão do coração é que somos batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Não há meio de fé e o batismo estarem separados. Se cremos, somos batizados. Se cremos somos batizados no Corpo de Cristo, que é a Sua Igreja. Nenhum crente deve deixar de ser batizado nas águas. Se não somos batizados, não fazemos parte do Corpo de Cristo. Podemos até dizer que cremos, porém o processo da santificação é interrompido. O batismo nas águas é para remissão de pecados e remissão de pecados é o processo de libertação pela lavagem da água. A Palavra de Deus agindo no homem. O primeiro passo de fé é o batismo. Diante disso, é importante que todos obedeçam a essa ordenança do Senhor com relação ao batismo nas águas, pois ele é essencial para o crescimento espiritual do crente. Vamos obedecer a Deus. Por isso é que dissemos que esse passo de fé é fundamental para uma vida espiritual vitoriosa. Ele abre o caminho para a libertação plena em Jesus Cristo. Não é possível a vitória sem que haja circuncisão do coração. Se há circuncisão, então há batismo nas águas.

2 – Complementando o entendimento sobre o batismo nas águas O batismo nas águas possui significado oferecido por mais duas figuras do antigo Testamento, que são: O dilúvio (1 Pedro 3.19-21-A) O mar vermelho (1 Coríntios 10.1, 2) Essas duas figuras, também referem-se de modos diferentes à Aliança Divina, ao seu cumprimento provisório num ato divino de julgamento e de graça e ao cumprimento vindouro e definitivo do batismo na cruz. A ligação entre a água e a morte e a redenção, é essencialmente apropriado no caso destas duas

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BATISMO NAS ÁGUAS figuras. O aspecto de Aliança é mais especificamente enfatizado na circuncisão, conforme já foi descrito no item 1 deste estudo, no entanto quere-mos

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acrescentar o seguinte: Deus diz a Abrão: “Anda na minha presença e sê perfeito” (Gn 17.1) A promessa: “Pai de nações” (Gênesis 17.4) O Selo da Aliança : “Circuncisão” (Um sinal no corpo – Gênesis 17.10-13)

2.1 – Quando devemos ser batizados? Aqui também existe muita polêmica, mas a Palavra de Deus é muito clara neste ponto. É necessário que a pessoa tenha uma profunda consciência do seu estado de pecado, e que sinta um arrependimento motivado pela ação do Espírito Santo e que creia no nome poderoso do Senhor Jesus Cristo. Vejamos alguns exemplos: No mesmo dia (Atos 2.41; 8.36-38) Quando crê (Atos 8.12, 37-38) Na mesma hora (Atos 16.33) A nossa confissão de fé em Jesus Cristo é o que nos qualifica para o batismo. Os vícios serão vencidos pelo poder de Deus, através da ação do Espírito Santo em nossas vidas. O crente em Jesus não deve ter vícios, porém os mesmos não devem ser obstáculos para o batismo nas águas. O batismo abre caminho para que o Espírito Santo liberte o crente do obstáculo dos vícios. Exemplo bíblico: Simão o mágico (Atos 8:9-25) 2.2 – Em nome de quem deve ser feito o batismo? O batismo deve ser realizado em cumprimento ao que diz a Palavra de Deus, isto é, em nome da trindade Eterna: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.” (Mateus 28.19) 2.3 – Outras considerações O batismo nas águas simboliza o começo de uma nova vida; a morte do velho homem e a ressurreição de um novo homem (Romanos 6.4, 5), em identificação com a morte e a ressur-reição do Senhor Jesus. O batismo nas águas é o primeiro ato público do crente, que resulta nos seguintes benefícios: Capacita-o a participar da Ceia do Senhor; Liga-o ao Corpo de Cristo, A Sua Igreja (Gálatas 3.27-29; 1 Coríntios 12.12, 13); Integra-o à Igreja como membro adorador, filho de Deus (Atos 2.41); O batismo nas águas não salva, porém se faz necessário para cumprirmos a ordenança do Senhor Jesus Cristo, para a libertação do nosso crescimento espiritual em Cristo, para testemunho público da nossa fé. Qual é o

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BATISMO NAS ÁGUAS texto bíblico sobre salvação, sem que houvesse o batismo nas águas? O ladrão na cruz (Lucas 23.43)

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O Batismo realizado pela Igreja Batista Ágape é o por imersão, conforme nos ensina a bíblia nas seguintes passagens: Mateus 3.16; Atos 8.38; João 1.31; 3.23. Por que imersão? A palavra no grego é “batptisma”, que significa batismo. Esta palavra vem da raiz grega “baptizo”, que traduzido é: cobrir com água, mergulhar, submergir, isto é totalmente molhado. Logo, batismo deve ser por imersão e deve cobrir toda a pessoa com água. Visto que o batismo é uma representação visual espiritual daquilo que ocorre em nosso coração. Paulo, escrevendo aos Colossenses, o batismo é o sepultamento e ressurreição em Cristo. Nada mais claro é que o mergulho e a saída da água representem essa verdade espiritual. Por isso, cremos que o batismo deve ser por imersão.

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TEMA: A CEIA DO SENHOR

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OBJETIVO Outro fundamento para uma vida vitoriosa é a Ceia do Senhor. Quanto mais os crentes entenderem sobre a mesa do Senhor, mais benefícios poderão extrair desta importante ordenança. Em muitos lugares ela tem se tornado uma mera formalidade religiosa, uma cerimônia sem sentido ou um culto memorial. Tem sido tirado da Ceia o seu significado real para o povo de Deus. Vamos procurar restaurar o seu significado e importância para a Igreja de nosso Senhor Jesus.

DESENVOLVIMENTO A Ceia do Senhor foi instituída pelo próprio Senhor Jesus e também por seu exemplo, na noite anterior a sua morte. Cristo reuniu seus discípulos para comer com eles a refeição da Páscoa (Mateus 26.2629; Marcos 15.22-25; Lucas 22.17-20). Tendo em vista que a Ceia foi realizada na Páscoa judaica, podemos presumir que o pão seria sem fermento. Jesus agradeceu – eucaristheo, de onde vem à palavra “eucaristia” que significa refeição, comunhão. O fato de a instituição da Ceia do Senhor estar ligada a refeição da Páscoa, está evidente na expressão “depois de haver ceado” (1 Coríntios 11.2) o jantar da Páscoa. É revelar também que, o significado de Jesus ter escolhido esta refeição (a da Páscoa) para instituir A Sua Ceia, nos traga a mente um paralelo real com a Páscoa judaica, quando os judeus relembram a sua saída do Egito de servidão. A Páscoa cristã traz o significado de libertação do pecado através da morte e ressurreição do Cristo. Esse memorial é instituído também, com relação à Ceia, onde o pão simboliza o corpo e o vinho o sangue de Jesus. 1 – Títulos desta ordenança Os nomes dados à Ceia do Senhor na bíblia são variados. Ela é chamada de Ceia do Senhor (1 Coríntios 11.20). Paulo assim a chamou neste versículo das escrituras. O povo da Igreja primitiva se reunia para cear juntos. Tudo indica que era uma refeição completa. No versículo 21, Paulo menciona o fato de que alguns comiam antecipadamente a ceia sem esperar pelos demais. Esta atitude privava os demais de comerem ao ponto deles ficarem com fome. A ceia era assim chamada porque reunia os irmãos em Cristo ao redor da mesa da comunhão. O termo “do Senhor” era atribuído ao fato deles a comerem no templo junto com os irmãos. Paulo os repreendeu quando estes não discerniram o propósito

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BATISMO NAS ÁGUAS da ceia, desta forma: “Não tendes, porventura, casa onde comer e beber”? Ou menosprezais a Igreja de Deus e envergonhais os que nada

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têm? (1 Coríntios 11.22). O que caracterizava a Ceia do Senhor era a comunhão, daí o nome; Ceia do Senhor. Este nome era dado àquela refeição especifica onde todos e reuniam para comer, celebrando a santidade e purificação dos santos em Cristo Jesus. A Ceia também é chamada de “A Mesa do Senhor” (1 Coríntios 10.21). A reunião dos santos à mesa era uma reunião santa. Se observarmos o verso anterior, verificaremos que Paulo a compara com os sacrifícios do povo de Israel no antigo testamento. Aqueles que participavam dos sacrifícios e comiam da carne sacrificada ao Senhor participavam das bênçãos de Deus para o povo. A Ceia do Senhor é um sacrifício espiritual oferecido a Deus, onde o cordeiro é Jesus Cristo e a comunhão dos que comem de Sua carne, a união entre Deus e Sua Igreja. A Ceia é santa para Deus, ela deve ser comida somente por aqueles que participam do altar. A Mesa do Senhor é um atributo dado à ordenança de se tomar a refeição em santidade de vida e comunhão com Deus e com os irmãos que estão à mesa preparada para este fim. A Ceia é ainda mencionada como a “Comunhão dos Santos” com o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo (1 Coríntios 10.16). O pão que partimos e o cálice que bebemos são mais que meros elementos; eles representam algo espiritual muito forte e maravilhoso. O pão representa o corpo de Jesus; representa a nossa comunhão no Corpo. Isto significa que estamos com Cristo e com seu povo. O vinho é a comunhão com o seu sangue. Sangue nos revela a aliança que Deus fez com Sua Igreja. Estamos em aliança com Deus e com os irmãos. Comunhão é reunião dos Santos à mesa do Senhor. Existe um significado supremo na Ceia, ela é tão importante, que Jesus revelou a Paulo os resultados da negligência a esta comunhão: “Eis a razão porque há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos os que dormem.” (1 Coríntios 11.30). Não discernirmos a profundidade da comunhão entre os irmãos que formam o Corpo vivo de Jesus Cristo, tem sido a causa de muita fraqueza espiritual e morte na Igreja. O julgamento que se manifesta na Igreja é o oposto da comunhão e amor fraternal. Quando julgamos, estamos divididos. Esta é uma verdade que muitos não querem admitir e, por isso, estão fraquejando na fé e sofrendo males desnecessários. Diante deste quadro tão lastimoso da Igreja de Jesus, não enxergamos mais que a vida é ordenada na comunhão da Mesa do Senhor. O cordeiro é o que comemos representado pelo pão e pelo vinho. Somente o corpo do cordeiro e a aliança do seu sangue

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BATISMO NAS ÁGUAS podem nos vivificar em espírito. Muitos crentes hoje não entendem esta verdade e tomam a Ceia em julgamentos e desavenças com os irmãos. É

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por esta razão que muitos estão sofrendo. A fé tem se esvaído dos seus corações e não existe arrependimento nos corações, pois suas próprias mentes estão cauterizadas para a verdade. Os significados dos nomes dados à Ceia avançam o limite do natural; eles enfatizam verdades espirituais e desobedecê-las, tem sido a causa de muitos sofrimentos entre os crentes no Senhor Jesus. A Ceia é chamada de seis maneiras diferentes no Novo Testamento: Ceia do Senhor - (1 Coríntios 11.20) Mesa do Senhor - (1 Coríntios 10.21) Partir do Pão – (Atos 2.42; 20.7) Comunhão – (1 Coríntios 10.16) Eucaristia “dar graças” – (1 Coríntios 11.24) Festa do Amor – (2 Pedro 2.13; Judas 12) 2 – A Ceia foi instituída por Jesus Cristo Todos sabem desta verdade. Será que todos participam desta ordenança em devido temor a Deus? Estar presente ou não na Ceia, significa algo importante na vida dos crentes hoje? Creio que esta consciência tem sido enfraquecida pela indiferença às coisas de Deus. O próprio Senhor Jesus instituiu a Ceia, na ocasião da celebração da páscoa com os seus discípulos (Mateus 26.26-29). “Tomando Jesus o pão, o partiu e disse: Isto é o meu corpo...” Jesus ali, instituía a Santa Ceia. Isto, referindo-se ao partir do pão, era o seu corpo. Comer do pão é comer da carne de Jesus. Sem recebermos a carne de Jesus, não podemos alcançar a estatura dEle. Ele é o pão que veio do céu. Ele é o alimento que precisamos para uma vida de santidade diante de Deus. Ao comermos o pão, estamos recebendo uma intervenção divina em nossas mentes. O Espírito Santo nos restaura a santidade da mente. Paulo em Romanos 12.2, revelou o seguinte: “mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Todo crente em nosso Senhor Jesus Cristo,depende deste discernimento da vontade de Deus, para uma vida vitoriosa. Este discernimento depende de nosso culto racional a Deus, não nos conformando com o mundo. Veja o que a Ceia do Senhor Jesus opera na mente do crente: em 2 Pedro 1.4-11, o apóstolo nos revela que o poder para a entrada para o reino e vitória constante em Jesus, está na presença de algumas virtudes na vida de cada crente. Se estas coisas estiverem em nós e em nós aumentando, não seremos infrutuosos no

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BATISMO NAS ÁGUAS pleno conhecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, o conhecimento ocorre em nossas mentes, por isso, a Ceia é em memória dEle. A

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negligência ou ausência destas coisas em nossas vidas culminam em: “...cego, vendo só o que está perto, esquecido da purificação dos pecados de outrora.” (2 Pedro 1.9). O esquecimento também se processa na mente. “Fazei isto em memória de mim”. Quando nossas mentes forem unificadas pelo poder de Jesus, veremos unidade no Corpo. Estarmos unidos no amor de Jesus é tomarmos a Ceia de modo digno. De outra sorte, somos culpados do corpo e do sangue de nosso Redentor. Veja como isto é sério! Estamos realmente, vivendo uma vida de amor e unidade no Corpo, a Igreja do Senhor? “Igualmente Ele tomou o cálice, dizendo: este cálice é a aliança no meu sangue...”. A aliança sempre envolve sangue. Abraão teve que se circuncidar para que pudesse firmar uma aliança com Deus. Todo o povo macho teve que circuncidar-se para firmar aliança com Deus. Sangue é essencial para firmar a aliança. Jesus disse que o cálice era a sua aliança com a Sua Igreja, porém, quando o sangue era derramado de um animal defeituoso ele trazia maldição para o povo. Da mesma forma, quando o cálice é tomado com defeito, isto é, fora da unidade e comunhão fraterna entre os participantes, ele traz disciplina e não benção como gostaríamos. “porque se julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados, mas quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo”. (1 Coríntios 11.31 e 32). Todos nós fomos alcançados por Deus, pela Sua graça infinita. Ninguém tem o direito de julgar o outro em quaisquer circunstancias. Fazer isso nos coloca em pecado e o sangue passa a ser de um sacrifício defeituoso e não agrada a Deus. Jesus é o instituidor da Ceia. Ela revela o poder da comunhão que o Espírito gera em nós. Não podemos participar dela de qualquer forma, devemos participar esperando uns pelos outros. Isto significa que devemos esperar a obra do Espírito Santo na vida dos irmãos e nunca julgá-los. Por isso, Jesus revelou este mistério a Paulo em sua revelação da Ceia. Paulo recebeu a mensagem reveladora da Mesa do Senhor, que foi entregue pelo próprio Jesus a ele (1 Coríntios 11.23). Paulo foi usado para ensinar à Igreja que ela deveria comer a Ceia do Senhor. Esta mesa onde são postos os elementos da Ceia é uma ordenança de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ela não pode ser negligenciada, por isso temos dito que ela é um fundamento para a vitória do crente. Sem ela é impossível ser abençoado com vida espiritual. Esta vida é fundamental para prosseguirmos rumo ao nosso alvo supremo, a estatura de Nosso Senhor

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BATISMO NAS ÁGUAS Jesus. Ao participar com os discípulos da Ceia, Jesus plantava a

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semente da verdade para o Seu povo. Pelo seu sacrifício o homem poderia receber remissão dos pecados. Pelo Seu corpo sacrificado no madeiro Ele nos daria a plena salvação. A celebração da Ceia revela o poder desta semente em nossas vidas, uma semente de vida que nos leva a anunciar que Ele morreu para proporcionar o sangue que selaria a aliança perpétua de Deus e Sua Igreja. Os próprios discípulos não entendiam o verdadeiro significado disto, até que Paulo revelou à Igreja. Nós somos privilegiados em Cristo por podermos participar deste sacramento. Deus em Cristo continua Sua obra de plena remissão de pecados a cada Ceia vivida pela Igreja. Ao anunciarmos a morte de Jesus na cruz, o poder de convicção de perdão de pecados é liberado para a Igreja, é por isso que temos a convicção de nossa salvação. 3 – Os símbolos e seus significados para a Igreja do Senhor A Ceia do Senhor é representada por elementos simbólicos importantes para a Igreja. Um estudo destes símbolos nos ajudará a resgatar seu verdadeiro significado. 3.1 – A Mesa (1 Coríntios 10.21; Lucas 22.30), A mesa é o lugar da comunhão. Os momentos mais significativos na vida de uma família são vividos associados às refeições. A mesa é lugar de benção. O Antigo Testamento retrata bem o significado espiritual da mesa. Era de ouro puro a mesa que ficava perante o Senhor no tabernáculo terreno. Os pães eram enfileirados sobre a mesma como porção memorial, isto é, uma lembrança diante de Deus, de que Ele estava em aliança com o povo. Os pães eram um sacrifício agradável a Deus. Da mesma forma, toda a Ceia é um memorial. O pão era posto sobre a mesa representando o memorial de que Deus estava em aliança com Sua Igreja. Às vezes pensamos que memorial se refere a lembrarmos do sacrifício de Jesus; sim, de certa forma também, mas o sentido mais profundo, é um memorial perante Deus, que o lembra de Seu concerto firmado no sangue do Cordeiro. No céu ambos os elementos estão presentes: O Pão vivo – Jesus Cristo – e o sangue no Santo dos santos. Como eles não podem estar nas mesas de cada Igreja, eles são representados pelo pão e vinho. No entanto, no céu Deus vê o Seu Filho, o Pão da Vida, e o sangue da aliança. A mesa da Ceia é uma representação física do que está no céu; assim como o batismo é uma representação da morte e ressurreição em Cristo. A Ceia é um memorial, ela lembra a Deus as Sua aliança conosco (Levítico 24.5-8).

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BATISMO NAS ÁGUAS Ela reflete o que Deus vê no céu diante de Seus olhos. Assentar-se à mesa aqui na terra é como se estivéssemos nos assentando com Cristo

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no céu. Por isso Ele disse: “E verdade vos digo que jamais beberei do fruto da videira, até àquele dia em que hei de beber, novo, no Reino de Deus.” (Marcos 14.25). Jesus sabia que subiria e se assentaria à direita do Pai. Ele não participaria desta ordenança até que nós subíssemos com Ele para o céu. Porém, devemos, enquanto vivermos na terra, comer da Ceia como um memorial do que Ele nos falou e prometeu. Deus se lembrará de Sua promessa e nos conduzirá para a Ceia celestial. Ele se lembra de Sua aliança conosco. A Ceia é, portanto, uma lembrança, um memorial vivo da aliança perpétua. 3.2 – O Pão Representa o corpo partido por nós na cruz do calvário. No corpo de Jesus estava o sangue da aliança. O sangue não contaminado pela desobediência humana, sem pecado algum. Sem o corpo de Jesus Cristo não haveria remissão de pecados (Mateus 26.26) “Isto é o meu corpo”. Não é o pão que é o corpo, é o partir do pão que é o corpo. Muita ênfase se dá aos elementos em si e não a obediência e consciência do corpo de Cristo. Para que o sangue fosse derramado, era preciso partir o pão. O Pão representa o corpo de Cristo, mas é o partir do pão que é o importante. Nesta ação de tomar e comer é que se realiza a bênção. É a obediência e submissão à ordenança que libera o poder do sangue de Cristo. Sem partir o corpo não haveria sangue. De igual modo, senão partimos o corpo e dele comermos, não haverá o poder do sangue em nossas vidas espirituais. Ceia é mais do que um memorial para os homens, é um memorial para Deus. É feita freqüentemente como uma constante lembrança de nossa reunião com Ele, e não somente isso, pois o pecado nos separa de Deus e dos irmãos, mas o poder do sangue libera a unidade na Igreja. 3.3 – O Vinho Representa o sangue da aliança. O sangue nos purifica do pecado. O poder liberado pelo sangue é a comunhão com Cristo. A expressão visível desta comunhão com os irmãos (1 Coríntios 10.16). Este sangue foi o preço necessário para o nosso resgate do pecado. O sangue oferecido na cruz resgatou a comunhão com Deus. Assim como Deus selou aliança com Abraão pelo sangue derramado na circuncisão, Ele firmou com Sua Igreja pelo sangue de Seu Filho derramado no calvário. Não há mais necessidade de circuncisão da carne, porque o sangue oferecido é o de Cristo Jesus. Ao tomarmos o vinho estamos lembrando nossa aliança com Deus. O sangue que está diante do

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BATISMO NAS ÁGUAS Senhor no Santo dos Santos no céu é representado pelo vinho na mesa da Ceia.

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Quando estudamos os sentidos verdadeiros de cada símbolo, vemos o cuidado de Deus em nos lembrar de uma aliança firmada. Por que é preciso isto? Por que Deus não nos lembra em nossa mente de uma forma direta? É por estarmos com nossas mentes tão ofuscadas pelo pecado. É necessário sermos purificados pelo sangue de Cristo. Este poder de purificação da mente é liberado mediante a obediência ao mandamento da Ceia. Não podemos diminuir o significado da Ceia. Não devemos deixar que nossas mentes se esqueçam de que devemos amar a Deus e serví-Lo em novidade de vida. Deus se lembra de Sua aliança conosco ao mirar o Filho e o Seu sangue e nós somos lembrados desta aliança pelos elementos sobre a Mesa do Senhor (1 João 5.7, 8). 4 – A Ceia do Senhor Um memorial celebrado pela Igreja primitiva significando a morte sacrifical de Cristo pelo pecado do homem. Memorial é algo que lembra o que já foi feito. Esta observância foi estabelecida pelo Senhor Jesus na ultima ceia, quando simbolicamente, Ele se ofereceu como o Cordeiro da expiação. Sua morte no dia seguinte deu-se em cumprimento ao que Deus havia profetizado. A Ceia, portanto, é um memorial para que possamos receber a graça da comunhão. A Ceia do Senhor versus Idolatria: Em seu ensino à Igreja em Corinto, o apóstolo Paulo menciona a idolatria como a grande responsável pelas más condutas dos homens. Vemos que quando é mencionado que o povo se entregava aos prazeres da carne, eles antes se assentavam para comer juntos. Esta era uma prática do povo que não agravada o Senhor Deus: “Não vos façais, pois, idolatras, como alguns deles; portanto está escrito: o povo assentou-se para comer e beber e levantou-se para divertir.” (1 Coríntios 10.7). Tudo indica que o povo daquela época se ajuntava para refeições conjuntas com o propósito de se deliciarem nos prazeres das orgias. “E não pratiquemos imoralidade, como alguns deles o fizeram, e caíram, num só dia vinte e três mil. Não ponhamos o Senhor à prova...nem murmureis...Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa...” (1 Coríntios 10.8-11). Note que a Ceia era um inicio de orgia neste contexto. A idolatria é celebrada com comida e bebida, segundo o apóstolo Paulo. A Palavra nos ensina que não devemos nos tornar idólatras. Todas as vezes que uma refeição leva os participantes às praticas carnais, ela é mesa de demônios. Existe uma advertência muito forte por parte do apóstolo Paulo para que a Igreja fuja da idolatria (1

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BATISMO NAS ÁGUAS Coríntios 10.14). A idolatria é serviço ao diabo, é comunhão com trevas. O apóstolo Paulo deixou bem claro que o povo ao sacrificar alimentos

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aos ídolos e participar dos banquetes oferecidos a ídolos, estava na realidade sacrificando e cultuando a demônios (1 Coríntios 8.7-11). A comida em si não representava o problema, era apenas um alimento qualquer, mas eram as praticas pecaminosas que marcavam a idolatria. A Ceia do Senhor era a ocasião em que os crentes se reuniam para comer juntos. Eles se ajuntavam no templo para as refeições como Jesus fizera com os seus discípulos. Da mesma forma como Jesus comeu com os seus discípulos e ordenou-lhes que fizessem isso sempre, até que Ele voltasse, os crentes começaram a se ajuntar no templo para a Ceia. Porque esta Ceia era celebrada na casa do Senhor no primeiro dia da semana (Atos 20.7), ela recebeu o nome de Ceia do Senhor. O significado Espiritual da Ceia: ela não é um mero ritual. A Ceia é uma ordenança divina para um propósito divino: “O senhorio de Cristo na vida dos crentes”. Cristo é o Cordeiro Divino, Ele é o pão que desceu do céu. Ele deu o Seu sangue que nos livra da idolatria. A Ceia é o momento de comunhão com o Senhor. Comunhão é intimidade com Deus: Se estivermos em intimidade com Deus, com certeza estaremos em intimidade com os irmãos. Ceia reflete o amor fraternal tanto quanto o amor ágape. Por isso o apóstolo Paulo instruiu a Igreja com tanto amor e sinceridade quanto ao não participar da Ceia na prática de certos padrões de comportamento. Existem dois ensinos fundamentais que se tornam básicos para que o crente não tome a Ceia indignamente. 1º) Isento de fornicação: Antes de o apóstolo Paulo entrar no assunto da Ceia como uma revelação dada pelo próprio Senhor Jesus, ele nos passa um ensino sobre hierarquia divina para a vida conjugal do homem: “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.” (1 Coríntios 11.1). Jesus foi puro, isento de pecados e de promiscuidade. Imitá-Lo significa viver dentro dos mesmos padrões de vida. A hierarquia divina é: “...Cristo o cabeça de todo homem, e o homem, o cabeça da mulher, e Deus, o cabeça de Cristo.” (1 Coríntios 11.3). Ao lermos os capítulos anteriores nós vemos que os idólatras praticavam a poligamia. O sexo ilícito era praticado logo após as refeições. Deus não aprova a poligamia, na Mesa do Senhor Jesus não há lugar para a fornicação, o adultério ou qualquer participação na promiscuidade. Foi isso que levou o povo de Israel à morte no deserto. O apóstolo Paulo revelou aos Romanos, que Deus entregou os homens às praticas inconvenientes, ou melhor, os entregou a Satanás, que levou o homem à

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BATISMO NAS ÁGUAS prática da fornicação. Não podemos associar a Mesa do Senhor com tais práticas. Os que comem a Ceia do Senhor nesta situação crucificam o

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Filho de Deus. O casamento foi instituído para a santificação da Igreja. Quem não for casado, deve se dedicar a oração e ao serviço a Deus. Se não pode conter-se que se case. 2º) Isento de julgamento: Todo julgamento leva a divisão. O apóstolo Paulo salientou isso na Igreja em Corinto: “Porque antes de tudo ouço que, quando vos ajuntais na igreja, há entre vós dissensões; e em parte o creio. E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós. De sorte que, quando vos ajuntais num lugar, não é para comer a ceia do Senhor.” (1 Coríntios 11.18-20). As divisões são produtos dos julgamentos. As fofocas, falatórios, reclamações e murmurações são frutos da raiz do julgamento. Quando participamos da Ceia do Senhor nestas condições, não somos beneficiados pelo Senhor e sim corrigidos, para não sermos condenados com o mundo (1 Coríntios 11.31, 32). O julgamento fere o amor de Deus. Ele é contrário à edificação na Palavra, pois procede do diabo. Por isso o apóstolo Paulo fala da idolatria antes de adentrar na revelação da Ceia. A nossa associação com demônios é que nos leva ao julgamento malicioso. Devemos ter muito cuidado com a língua para não sermos condenados com o mundo. Quando o crente participa da Ceia do Senhor, ele participa da comunhão com o Senhor Jesus. O Espírito Santo ama e manifesta seu amor pelos crentes. A Ceia do Senhor é a manifestação desta comunhão. Aquele que se assenta à mesa em fornicação e divisão com os irmãos se assemelha a Judas Iscariotes, que era avarento, amava o dinheiro, era idólatra e Satanás entrou nele para trair Jesus, entregandoo para ser crucificado. Ele não comungou no amor com os outros discípulos, mas, deixou a comunhão de Jesus e dos demais e foi buscar os que prenderam ao Senhor para a crucificação. Amados irmãos no Senhor Jesus; cuidemo-nos para não praticarmos as mesmas coisas que os nossos antepassados praticaram e não agirmos como agiu Judas. O amor à fornicação e ao dinheiro com certeza nos levará à traição e nos arrastará a duas coisas desastrosas: 2.1 - Afastamento dos santos O pecado da prostituição nos leva para o mundo. Toda fornicação deve ser tratada com a excomunhão (1 Coríntios 5.9 e 11; 6.9-20). Somos ensinados que os fornicadores devem ser postos de lado na comunhão. Quem fornica não está em comunhão com o Senhor. A Ceia é a reunião dos santos ao redor da Mesa do Senhor. Esta celebração

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BATISMO NAS ÁGUAS deve ser feita em santificação de vida. Quem se assenta à Mesa do Senhor vive para Jesus e entrega-se a seu cônjuge ou vive isento do

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mesmo. Deus não se agrada da fornicação e não aprova a prostituição. Portanto, quem pratica estas coisas está em idolatria e não em comunhão com o Senhor. Ao assentar-se à Mesa da Ceia não participa do Corpo, ele crucifica o Filho novamente. 2.2 - Fraquezas, doenças e mortes É isso mesmo que a Palavra diz: “eis a razão porque há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos os que dormem” (1 Coríntios 11.30). A Falta de amor e dedicação aos irmãos provoca: fraqueza, doenças e morte. Não somos ensinados que todas as doenças, fraquezas e morte sejam resultantes disso, mas somos ensinados que resultam estas coisas, se julgarmos aos irmãos. Devemos viver em amor uns para com os outros. Graças a Deus porque Ele nos manda auto-examinarmos, isto significa que podemos ser perdoados por Ele. Deus não deseja a nossa fraqueza, doença ou morte, mas sim, que vivamos por Ele, para que, sejamos agraciados pelo poder do Seu Sangue. Ao nos autoexaminarmos, somos confrontados com o pecado. A Palavra de Deus nos ensina que, se pecarmos, temos um advogado que nos purificado do pecado. Sempre devemos nos examinar para sermos perdoados por Deus. Por isso diz o verso: “examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim como do pão, e beba do cálice.” (1 Coríntios 11.28). Se comermos a Ceia em pecado, somos disciplinados pelo Senhor. Quando não nos examinamos, nem sequer temos consciência do pecado. Estamos com a mente cauterizada para o Espírito Santo, quando participamos da Ceia sem esse cuidado, ficamos expostos ao pecado. Não devemos andar em pecado. Quando estamos isentos destes pecados somos abençoados por Deus e saímos melhores do que entramos. O importante é que, de uma forma ou de outra, estejamos, sendo tratados por Deus: ou com Sua benção ou com Sua disciplina. O fato é que somos perdoados por Ele quando há uma reflexão profunda sobre como andamos no nosso cotidiano. A Ceia do Senhor é, portanto, o momento de nos confrontarmos com a nossa realidade de vida. Quando nos assentamos à Mesa do Senhor, devemos fazê-lo em consciência do Corpo. Nós somos o Corpo de Cristo templos do Espírito Santo, não podemos prostituir o templo e não devemos dividir o Corpo. Estas coisas são resultantes da idolatria. Devemos buscar o perdão de Deus para as nossas vidas. A Ceia é a comunhão do sangue e do corpo que se manifesta entre os irmãos em amor fraterno e amor ágape. Aleluia!

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BATISMO NAS ÁGUAS

Tema: Os dízimos e as ofertas alçadas

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OBJETIVO Conhecermos e entendermos à luz da Palavra de Deus a ordenança do Senhor com relação à entrega dos dízimos e das ofertas, bem como a ordem financeira estabelecida pelo Senhor no Velho e no Novo Testamento.

INTRODUÇÃO Todo membro da Igreja deve compreender o sistema financeiro que o Senhor Deus estabeleceu para a Sua Igreja. Tornando-se membro através do batismo nas águas, deve tornar-se um dizimista. O dízimo é o meio pelo qual Deus é o dono, possuidor e doador de todas as coisas ao homem, e os crentes em particular são os recebedores e, portanto mordo-mos de tudo que possuem. Eles são responsáveis e devem prestar contas de tudo a Deus.

DESENVOLVIMENTO 1 – Mordomia É definida como a pratica sistemática e proporcional de dar o tempo, habilidades e posses materiais baseado na convicção de que estas coisas são dadas por Deus para serem usadas no Seu serviço e em beneficio do Seu Reino. Existem cinco áreas importantes da vida pelas quais todo o crente é responsável e deve prestar contas diante do Senhor. Deus deseja desenvolver este relacionamento de Senhor e mordomo entre Ele e o Seu povo: A vida – A que recebemos dEle; O tempo – o que nos foi designado por Ele; Os talentos – Os que nos foram dados por Ele; As posses – as que nos foram confiadas; As finanças – o que ganhamos pelas forças dadas por Ele. Tudo isto nos é dado, Deus é o doador, o possuidor, o dono e o galardoador. O homem é o que: recebe, é o mordomo, o responsável e o que deve prestar contas de tudo. (ler Lucas 16.1-13). 2 – Advertências contra a avareza Existem alguns fatos interessantes na Bíblia com referência a dinheiro. E por que o dinheiro causa reações negativas nas pessoas? Em

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BATISMO NAS ÁGUAS 1 Timóteo 6.10 a Palavra diz: “O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males.” Isto Poe levar o homem a destruição e perdição. Vejamos alguns

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exemplos bíblicos: Judas o filho da perdição, desejou o dinheiro e morreu. Ele não viveu para gastar o dinheiro que ganhou por ter traído Jesus. **O primeiro pecado na Igreja primitiva estava relacionado a ofertas ao Senhor. O coração de Ananias foi tentado por Satanás, a mentir sobre a quantia a ser oferecida à Igreja (Atos 5.1-10) **Os evangelhos têm mais advertências sobre dinheiro e seu uso indevido do que qualquer outro assunto. **Um verso de cada quatro versos em Mateus Marcos e Lucas trata de dinheiro. **Um verso de cada seis versos no Novo Testamento como um todo, lida com ou faz referencia a dinheiro de uma forma ou de outra. **Quase que metade das parábolas de Jesus fazem referencia a dinheiro de uma forma ou de outra. Geralmente advertências sobre a avareza. ** extraído do livro “A Igreja do Novo Testamento” de Kevin Konner).

3 – A ordem financeira do Antigo Testamento Dízimos e ofertas compreendem o único sistema financeiro que Deus ordenou e abençoou para sustento de Sua obra, e mesmo assim, muitos fracassam em observá-lo como sendo um principio divino para o crente. O padrão das finanças da Igreja, portanto é visto no Antigo Testamento, especialmente exemplificado em Israel e estes princípios básicos são transportados para o Novo Testamento e o sustento da Casa de Deus é portanto viabilizado pelos dízimos e ofertas. (Ler Malaquias 3.6-12). O dizimista Abraão O primeiro registro de dizimo na Bíblia é o de Abraão (Genesis 14.18-20). Ele dizimou a Melquisedeque e recebeu vinho e pão. Notemos algumas coisas interessantes ligadas a este registro: Abraão é o pai de todos os que creem (Romanos 4.11) Abraão deu o dízimo a Melquisedeque, sacerdote do Deus todo poderoso (o dízimo de tudo) Abraão dizimou antes da existência da aliança da Lei. Logo o dízimo não está ligado à Lei. O dízimo foi o resultado da fé e gratidão a

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BATISMO NAS ÁGUAS Deus pela vitória sobre o inimigo. Melquisedeque é o príncipe da justiça e paz (Hebreus 7.1-3)

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Melquisedeque abençoou Abraão. Portanto, o primeiro registro que temos de dízimo, é com Abraão e Melquisedeque. Os livros de Romanos e Hebreus revelam que os crentes são sementes de Abraão, através de Jesus, e que estão debaixo do sacerdócio conforme a “Ordem de Melquisedeque, como Reis e Sacerdotes com Cristo Jesus”. O nosso Rei estabeleceu a Ceia do Senhor e nela estão contido o pão e o vinho. Se comungarmos do pão e do vinho, elementos dados a Abraão e os seus, também devemos comungar nos dízimos e nas ofertas, pois, estamos ligados a um mesmo sacerdócio, o de Melquisedeque em Jesus Cristo que vive eternamente. O dízimo existia antes da Lei, ele não é da Lei. O seu sacerdócio permanece para sempre. Podemos dizer que somos filhos de Abraão, e que participamos da Ceia do Senhor, e fazemos parte de sacerdócio de Jesus, e mesmo assim negligenciarmos na entrega dos dízimos e ofertas, neste relacionamento de aliança? O dizimista Jacó O Senhor disse: “Eu sou o Deus de Abraão, Isaque e Jacó.” (Êxodo 3.6). O próximo relato que temos sobre dízimo é o de Jacó. Este está ligado a Betel (a casa de Deus). Vamos salientar alguns pontos (Genesis 28.10-22): Jacó tem um sonho dado por Deus de uma escada que vinha do céu a terra. Os anjos de Deus subiam e desciam por esta escada. O Deus de Abraão confirma as promessas abraâmicas a Jacó. Jacó unge a pedra de Betel, chamando-a de “Casa de Deus”. Jacó faz um voto de dar o dízimo de tudo que recebesse de Deus. Jesus interpreta esta escada como sendo ele mesmo, “O Filho do Homem” (João 1.51). Portanto, Jacó recebe uma visita de Deus (adoração) e indiscutivelmente manteve o seu voto dos dízimos. Notamos também que este voto foi feito antes da entrega da Lei. A experiência de Jacó no encontro com Deus foi tão profunda e a primeira atitude dele é lembrar-se do dízimo. Parece que o dízimo na vida destes homens de Deus era de vital importância e expressava a adoração de seus corações. Aqueles que recebem o Deus de Jacó, como o Deus de Abraão, também devem manter os votos de entrega dos dízimos e devolver ao Senhor o primeiro décimo de tudo o que Ele lhes

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BATISMO NAS ÁGUAS der. Isto é feito em Betel, a Casa de Deus. Os anjos, como espíritos ministradores, ministrarão aos herdeiros da salvação, assim como,

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fizeram com Jacó (Hebreus 1.13, 14). O dizimista Israel A revelação mais completa sobre a ordem dos dízimos é encontrada na nação de Israel. O dízimo aqui, ainda que não pertencesse à Lei, foi confirmado na Lei, então, devemos lembrar que o mesmo não foi originado na Lei. Dentro do sistema dos dízimos em Israel portanto, vemos o seguinte: O primeiro dízimo ou dízimo do Senhor: Levíticos 27.30-33; Números 18.21; Neemias 10.37. As doze tribos de Israel dizimavam ao Senhor e estes dízimos do povo eram entregues à tribo sacerdotal dos Levitas. Números 18.24-32 precisa ser estudado com bastante cuidado por uma razão especial: os Levitas não receberam terras por herança, mas foram mantidos pelos dízimos do povo. Onze tribos dizimavam para o sustento de uma, isto era chamado de o dízimo do Senhor (Levíticos 27.30-33). Eram designados para os levitas, os ministros da congregação (Números 18.21-24). As pessoas em Israel não tinham controle neste assunto. Eles não recebiam nada de volta, a não ser, os serviços espirituais dos sacerdotes, que recebiam tais dízimos para seu sustento. Na restauração do templo, depois da Babilônia, os dízimos foram novamente restaurados e dados aos Levitas. Israel dizimava de todo o aumento a cada ano (Deuteronômio 14.22). Se alguém usasse estes dízimos para si mesmo, pagaria então 20% ou 1/5 de juros ao Senhor, por ter usado Seu dinheiro (Levíticos 27.30, 31). Os dízimos dos dízimos: Números 18.25-32. Não somente as onze tribos dizimavam para os Levitas ou tribo sacerdotal, mas esta tribo dos Levitas entregava em retorno os dízimos dos dízimos. Isto nos ensina que os ministros eram ordenados a dizimarem tanto quanto o restante do povo. Nesta ação vemos que os dízimos não são entregues para as pessoas, e sim, ao Senhor. Como podem os ministros ensinar o povo a dizimar, se eles mesmos não dizimam? Portanto, Arão e seus filhos recebiam os dízimos e dizimavam. Nos tempos da restauração, depois da Babilônia, os dízimos eram dados para os filhos de Arão também (Neemias 10.38-39). Os dízimos eram colocados nas câmaras. O principio é que o dízimo dos dízimos da Igreja local devem ser guardados para o sustento da casa e compartilhado com ministros que ministram na Igreja local e os visitantes (1 Coríntios 9.7-14; 1 Timóteo 5.17-19). O segundo dízimo: (Deuteronômio 12.5-14 ; 14.22-26). Este

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BATISMO NAS ÁGUAS segundo dízimo era uma espécie de sistema orçamentário. Este dízimo era para o individuo e sua família cobrirem as despesas das festas

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nacionais, era entregue para o desenvolvimento espiritual do homem e de sua família. O mesmo consistia do décimo de suas sementes no campo, milho, vinho, óleo e rebanhos. Era para ser levado ao lugar escolhido por Deus, para a casa dEle e não podia ser consumido em suas próprias casas. O propósito deste dízimo era para que eles pudessem participar das festas do Senhor, não de mãos vazias, mas aptos a se regozijarem e cultuarem a Deus com os seus dízimos. Eles comiam destes dízimos com muita alegria (Deuteronômio 12.7, 12, 18; 14.1426). Havia uma razão especial pela qual eles não podiam comer destes dízimos em suas próprias casas: “Guarda e cumpre todas estas palavras que hoje eu te ordeno, para que bem te suceda a tié e a teus filhos de pois de ti, para sempre, quando fizeres o que é bom e reto aos olhos do Senhor.” (Deuteronômio 12.28). Aqui vemos uma ligação entre o dízimo e o bem estar da família. No verso seguinte; “Quando o Senhor eliminar de diante de ti as nações...”, vemos também que o dízimo esta relacionado a vitórias sobre os nossos inimigos. Babilônia, os dízimos eram dados para os filhos de Arão também (Neemias 10.38-39). Os dízimos eram colocados nas câmaras. O principio é que o dízimo dos dízimos da Igreja local devem ser guardados para o sustento da casa e compartilhado com ministros que ministram na Igreja local e os visitantes (1 Coríntios 9.7-14; 1 Timóteo 5.17-19). O terceiro dízimo: (Deuteronômio 14.28, 29; 26.12-14). A cada três anos um décimo da prosperidade de cada individuo durante aquele período deveria ser entregue para o levita, o estrangeiro, os órfãos e as viúvas. Tudo era armazenado e ao final de três anos eram trazidos e distribuídos com os mencionados acima. Eram “santificados” porque haviam sido designados para este propósito (Deuteronômio 26.13). A razão para estes dízimos era que os necessitados não fossem esquecidos. O Senhor, por sua vez, abençoava esta obediência (Deuteronômio 14.29). Isto era um tipo de fundo de reserva para o alivio dos necessitados. Colocados à parte para serem distribuídos com os que estavam sem trabalho, doentes, viúvas, órfãos, etc. Nos tempos de hoje, tal procedimento muito ajudaria aos necessitados de nossa igreja Esta prática também era vivida pelos cristãos do Novo Testamento (1 Timóteo 5.10; Atos 11.29; 2 Coríntios 9; Romanos 15.26). O dizimo do governo: (1 Samuel 8.10-22). Quando Israel escolheu um rei para si, eles adicionaram outro dízimo-imposto para a

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BATISMO NAS ÁGUAS manutenção do reino e sustento do mesmo (2 Reis 23.35). O imposto era determinado pelo rei. Este dízimo-imposto era cobrado além dos

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demais, pois eles haviam escolhido ter um rei sobre eles. As ofertas: Os israelitas não somente dizimavam, mas também, entregavam suas ofertas. O segredo desta liberalidade era devido à “benção do Senhor”. De acordo com a bíblia a pessoa que não entrega o dízimo está roubando o Senhor, pois o mesmo não é da pessoa para retêlo, ele é do Senhor. Se a pessoa entrega o dízimo e não dá ofertas, na realidade ela não está dando nada para Deus, pois o dízimo já é dEle. As ofertas são dádivas voluntárias que expressam nosso amor por Ele. Ofertas vão além do dever, elas são fruta da nossa adoração e amor por Ele. Os dízimos também são expressões desta adoração e amor, mas já pertencem a Deus por estatuto. Poderíamos dividir as dádivas de Israel em sete grupos, como seguem: Oferta queimadas (Levítico 1.1-3). Ofertas de sacrifício por si mesmo. Ofertas de sacrifício (2 Samuel 24.24; Lucas 2.24; 17.16; 1 Pedro 2.5-9; Romanos 12.1, 2; Hebreus 13.13-16) Oferta de manjares (Números 18.8-29) dízimo dos dízimos Oferta de votos: promessas condicionais (Deuteronômio 12.6, 11; 1 Samuel 1.11; Salmo 22.25) Ofertas de dádivas (Levítico 23.38) Oferta das primícias (Êxodo 34.22, 26; Números 10.37; Provérbios 3. 9, 10) Ofertas voluntárias (Levítico 23.38; Êxodo 36.1-7; Deuteronômio 16.10; 1 Crônicas 29.9-19) Obs.: É interessante notarmos que os dízimos não eram usados para a construção de templos físicos. O tabernáculo de Moisés e o templo de Salomão foram construídos com ofertas voluntárias trazidas pelo povo. O sustento ministerial no Antigo Testamento Nós já respondemos a pergunta referente ao que acontecia com os dízimos no Antigo Testamento: quem os recebia? Isto já foi discutido e resumimos o assunto assim: Melquisedeque, o Rei sacerdote recebeu de Abraão (Genesis 14.18-20). Cristo é o nosso Melquisedeque, portanto os dízimos devem ser entregues a Ele (João 8.52-59; Hebreus 6.20; 7.1-28). Abraão foi abençoado por Melquisedeque porque dizimou. A tribo de Levi recebia dízimos das demais tribos e ministravam

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BATISMO NAS ÁGUAS perante eles em suas funções ministeriais no tabernáculo e ao povo. As doze tribos foram instruídas a não se esquecerem dos levitas (Números

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18.25-32; Neemias 10.28, 39). A tribo de Levi entregava os dízimos ao sacerdócio de Arão, ou a casa do sumo sacerdote (Números 18.20-24; Hebreus 7.5) Portanto os dízimos eram estritamente para o sustento ministerial. Este era o principio de Deus no Antigo Testamento, dentro das alianças com Abraão e Moisés. Poderia ser diferente na Nova Aliança? A resposta é não, pois a Nova Aliança é o cumprimento da aliança com Abraão e foi tipificada pela Aliança Mosaica. O ministério da Nova Aliança é sustentado nos mesmos moldes que no Antigo. Os levitas recebiam os dízimos de seus irmãos. Eles eram consagrados para o serviço do templo para ministrarem às 11 tribos (Números 1.2, 3; Deuteronômio 18. 1-8; 2 Crônicas 15.3), eles ensinavam a lei do Senhor (Deuteronômio 33.8-10; Números 10.37; 12.44; 13.5-14). Eles também recebiam casas para que pudessem morar. Estas casas não eram vendidas ou alugadas, mas sim, dadas a eles (Números 35.1-8). Este era o sustento dos levitas, Deus tornou essa nação em uma nação de sacerdotes e dentre eles escolhe a tribo de Levi para ser a tribo sacerdotal (Êxodo 19.1-6; 40.13-15). Hoje, todos os crentes são sacerdotes (1 Pedro 2.5) mas, Deus escolhe alguns para serem ministros do corpo sacerdotal, a igreja é quem os sustentam financeiramente. Deus separou tais ministros para ministrarem diante do povo (Efésios 4.11-16). Estes homens são presentes de Deus para equipar a Sua Igreja. Eles estão na casa de Deus para ministrarem diante do Senhor em favor daqueles que Deus salva através de Jesus Cristo. Eles não devem estar ocupados com outra coisa, senão na comunhão com o Pai e servindo a Ele na preparação do Corpo para o ministério diante de Deus. O sustento destes ministros deve vir dos dízimos do Senhor. Suas mentes estão a serviço de Deus para o bem de Seu povo, logo, devem comer do que é trazido para a casa de Deus. A Casa do Tesouro Algumas pessoas pensam que, porque entregam o dizimo do Senhor, podem escolher o destino deste dinheiro. Um certo pastor, que não estava pastoreando uma igreja própria, percorria alguns negócios de homens crentes, coletando os dízimos para o seu próprio sustento. Ele alegava que os dízimos eram do Senhor, e por isso deviam ser entregues aos servos de Deus. Portanto, estes homens sem entenderem a instrução de os levarem para a casa do tesouro, fielmente os davam ao pastor. Os negócios destes homens, mesmo que estivessem entregando

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BATISMO NAS ÁGUAS os dízimos, não prosperavam. Quando eles procuraram o pastor da igreja a qual congregavam e lhes deixaram ciente do que estava acontecendo,

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foram instruídos a levarem os seus dízimos à casa do tesouro, então, seus negócios começaram a prosperar. Isto é coincidência? Claro que não. O Senhor através de Malaquias instruiu o povo de Israel que trouxessem os dízimos para a “Casa do tesouro” (Malaquias 3.8-10). O que e onde é a Casa do Tesouro? Onde se originou isto? Certamente não teve sua origem no monte Sinai. Os dízimos já eram trazidos para o tabernáculo e ao sacerdócio antes disso. Os dízimos eram trazidos para o lugar que o Senhor Deus escolheu. Quando o Senhor separou o Seu povo, os instruiu como deveriam proceder com os dízimos (Deuteronômio 12.4-6). Deus ordenou a Israel que trouxesse os seus dízimos e ofertas para o lugar onde o Seu nome seria posto. Este lugar era o tabernáculo do Senhor, onde a presença de Deus estava. Os dízimos eram para serem levados para o lugar desta presença. Hoje, o tabernáculo e templo de Deus está em Jesus Cristo, é nEle que o nome de Deus está posto. Nós levamos e entregamos o dízimo para Ele (João 1.14-18; 2.20, 21). No entanto agora, a Igreja é o templo do Senhor, por isso devemos entregar os nossos dízimos e ofertas para a igreja onde o Seu nome reside (Mateus 18.18-20; 1 Coríntios 3.16). A Casa do Tesouro teve sua origem com o rei Ezequias. Esta casa era a “Casa do Senhor” (2 Crônicas 31). Durante o reinado de Ezequias houve um avivamento em Israel, e a restauração do entregar os dízimos e ofertas para o ministério. Note como isso foi feito para que os mesmos fossem distribuídos com o ministério em todo lugar e não apenas com aqueles que ministravam no templo: Os próprios levitas tinham que ministrar e distribuir os dízimos (2 Crônicas 31.12-20). Os que traziam os dízimos não opinavam sobre o que se deveria fazer com os mesmos, ou como eles deveriam ser distribuídos. Os dízimos não eram racionados ou distribuídos em porcentagens. Todos recebiam abundantemente do que era trazido ao templo. O templo era usado como um armazém dos dízimos e dali eram distribuídos. O propósito disto era que os levitas tivessem seu sustento e ministrassem a lei do Senhor para o povo (2 Crônicas 31. 2-4). O propósito disto era que os levitas tivessem seu sustento e ministrassem a lei do Senhor para o povo (2 Crônicas 31. 2-4). Isto provia “o mantimento, alimento na minha casa” (Malaquias 3.8-10). Os dízimos eram para serem usados e não guardados em um cofre ou conta especial,

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BATISMO NAS ÁGUAS e sim para o usufruto dos ministros. Portanto, o templo ou a Casa de Deus, onde os sacerdotes e

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levitas ministravam a Palavra de Deus, era a casa do tesouro, para onde o povo trazia os seus dízimos e ofertas. O mesmo principio é transportado e cumprido no Novo Testamento, ao trazermos os dízimos e ofertas ao lugar, onde somos espiritualmente alimentados, afim de que os ministros possam estudar a Palavra de Deus e consequentemente possa alimentar o rebanho do Senhor. Benção ou maldição? (Malaquias 3.8-10). É aqui que os crentes falham no entendimento dos dízimos e ofertas. Eles creem que o entregar o dízimo é uma questão de interpretação. A benção ou a maldição automaticamente segue os dízimos e as ofertas do Senhor. É o que Deus diz que conta, não as nossas opiniões ou interpretações dos mesmos. Aqueles que afirmam não ter condições de dar o dízimo são os que deveriam deixar de entregá-lo. Se o homem não tem condições de entregar ou pagar o seu imposto de renda, ele o faz assim mesmo, porque sabe que será penalizado com um débito ainda maior. O principio é o mesmo. A ação de dar o dízimo e suas consequências está revelada na Sua Palavra. Deus pode fazer com que R$ 9,00 (nove reais) vá mais longe do que os R$ 10,00 (dez reais) se nós não o roubarmos. Ele promete repreender o devorador segundo a nossa obediência. Caso não O obedeçamos, o devorador irá consumir os nossos bens. Nos tempos de Ageu o povo colocava dinheiro em “sacos furados” (Ageu 1). A Palavra nos diz: “daí, e dar-se-vos-à, boa medida, recalcada, sacudida e transbordante, generosamente vos darão; porque com a medida que tiveres medido, vos medirão também” (Lucas 6.38). Isto é um principio divino. A maldição não vem sem causa (Provérbios 26.2). Muitas vezes, essa causa, é a falta da entrega dos dízimos do Senhor, o pecado de roubar a Deus.O Senhor diz que Ele não muda (Malaquias 3.6). Alguns tentam mudar Deus dizendo que os dízimos não são para hoje, mas, como já mencionado: “O Senhor não muda.” Isto nos é revelado pelas escrituras. Cristo Jesus possui um sacerdócio eterno e: “é o mesmo ontem, hoje e eternamente”. (Hebreus 13.8). Israel foi acusado de ter roubado Deus nos dízimos e nas ofertas alçadas. A Palavra de Deus diz que nenhum ladrão pode herdar o Reino de Deus (1 Coríntios 6.10). A ignorância não foi desculpa para Israel. Eles perguntaram em seus corações: Em que te roubamos? Na realidade queriam uma desculpa através da ignorância.

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BATISMO NAS ÁGUAS Toda a nação de Israel foi amaldiçoada; a causa foi não trazer os dízimos à casa do tesouro.

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Estas bênçãos deveriam vir sobre a terra de onde eles tiravam o seu sustento. O devorador não teria poder sobre as mesmas quando eles dizimassem a Deus. 1 – A ordem financeira no Novo Testamento Os crentes da igreja primitiva eram convertidos ao judaísmo e já conheciam os princípios sobre os dízimos e as ofertas. Portanto, não havia necessidade de instruí-los novamente. O principio dos dízimos e ofertas não foram pregados na cruz, eles continuaram fazendo como era do seu conhecimento através da confirmação mosaica na estruturação financeira de Israel e que deveria ser obedecida por todos. Os dízimos e ofertas vieram antes da lei mosaica, mas foram aprimorados e organizados nela. A aliança dentro da qual os dízimos e ofertas foram estabelecidos continua através da aliança abraâmica sob o sacerdócio eterno de Cristo, a semente de Abraão. O Senhor profetizou desta Nova Aliança em Jeremias 31.31; 2 Coríntios 3.3-14; Hebreus 8.2. Agora, se o dizimo tivesse se originado sob a Antiga Aliança, e esta aliança foi abolida, cancelada, então poderíamos dizer que os mesmos foram abolidos. Mas o dizimo se originou com Abrão e do único sacerdócio que ele conhecia, o de Melquisedeque. Nós os crentes no Senhor, estamos sob a Nova Aliança, e sacerdócio de Melquisedeque, e somos a semente de Abraão através de Cristo. Portanto o dizimo continua na comunidade da Nova Aliança. Existem os que dizem que o dizimo e ofertas não são ensinados no Novo Testamento. Pelos motivos já expostos isto é verdade, porém, eles não são condenados ou cortados, pelo contrário, eles são ratificados em muitas passagens do Novo Testamento como sendo de suma importância para Deus e o sustento de Sua Obra. Jesus ensinou que devemos dar dízimos: Jesus exaltou os fariseus por todos os dízimos trazidos, mas condenou pela negligência e omissão nos assuntos de igual importância: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas!” (Mateus 23.23). Os fariseus pagavam o dizimo de tudo, eles não foram condenados por isso, mas por suas posturas hipócritas. O Senhor nos ensina que a nossa justiça deve exceder em muito

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BATISMO NAS ÁGUAS a justiça dos fariseus. (Mateus 5.20). Isto é, também deve exceder no que diz respeito aos dízimos e ofertas ao Senhor. (Lucas 18.12).

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Jesus também ensinou que devemos dar a César o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus. O que é de Deus? O assunto se referia a dinheiro. A pergunta feita a ele tinha a ver com os impostos. O que ele respondeu? “Dê a Cesar o seu imposto e a Deus o Seu dízimo.” O dízimo é de Deus e o imposto de Cesar. (Lucas 20.25). Nunca esteve no pensamento de Jesus ensinar a eliminação dos dízimos e ofertas. O que Ele fez foi corrigir os corações daqueles que os entregavam. Deus sempre se agradou no dar e deseja que os seus filhos sejam como Ele – fiéis no dar. Jesus ensinou o dar: Jesus nos ensinou que deveríamos ajuntar tesouros no céu (Mateus 6.19, 20), este ensino também se refere a dinheiro. Não devemos acumular riquezas nesta terra. Jesus elogiou a viúva por ter dado tudo o que tinha (Lucas 21.1-4). Que episódio foi este? “Estanto Jesus a observar, viu os ricos lançarem suas ofertas no gasofilácio” (Lucas 21.1). Os ricos tinham muito e nunca sentiram salta do que haviam dado, a viúva deu tudo o que tinha e não ficou com nada. Jesus viu a atitude daquela mulher quando entregava a sua oferta e a elogiou. Esta atitude de Jesus demonstra que Deus se agrada de nossas ofertas e dízimos. Por estas e outras razões podemos ver que Jesus nunca esteve contrário aos dízimos e ofertas. Ele apenas corrigiu alguns erros cometidos na entrega dos mesmos. Dizem as escrituras sagradas: “De maneira que a lei nos serviu de aio (instrutor) para nos conduzir a Cristo, a fim de que fossemos justificados pela fé” (Gálatas 3.24). Se a lei nos conduziu até Cristo, e Cristo aprova os dízimos e ofertas, logo entregar os dízimos é algo que procede do coração para Deus e não obrigação da lei imposta sobre nós. A carta aos Hebreus nos ensina sobre os dízimos: Os dízimos são novamente confirmados na epistola aos Hebreus. No capítulo sete, há a questão dos dízimos novamente. Ele é mencionado em conexão com Abraão, Melquisedeque, os levitas que recebiam e entregavam os dízimos, e então ao fato de que Cristo vive no poder de vida eterna e recebe os nossos dízimos. Verificamos que os capítulos seis e sete lidam a respeito da aliança com Abraão. Os dízimos não podem estar separados das relações de alianças. Ele é encontrado em Abraão, depois com Moisés e estende-se até a Nova Aliança e seu respectivo sacerdócio. O autor da carta aos Hebreus enfatiza que o sacerdócio de

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BATISMO NAS ÁGUAS Melquisedeque é eterno e deve ser sustentado pelos filhos de Abraão (Hebreus 6.20; 7.1-11, 17, 21). Ao sacerdócio levítico (que estava sob a

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lei) foi ordenado que recebessem os dízimos de seus irmãos, mesmo daqueles que tivessem descendido de Abraão (Hebreus 7.5). Se nós descendemos de Abraão como eles (Romanos 4.16), então estamos sob a mesma obrigação que eles, o de entregar os dízimos. Como sabemos, Melquisedeque recebeu os dízimos de Abraão (Gênesis 14.18-20), se Abraão voluntariamente lhe entregou os dízimos, então sua semente natural e espiritual deveria continuar entregando os dízimos dentro deste sacerdócio que tomou o lugar do sacerdócio de Arão (Hebreus 7.912). Deus porventura não requereria os dízimos deste sacerdócio de Cristo, como fez no sacerdócio de Melquisedeque? Estamos sob a dispensação da Graça, e isto não nos isenta da responsabilidade de sustentarmos a casa de Deus, pelo contrário, a aumenta! Em Cristo Jesus nós participamos da comunhão do pão e do vinho em memória do seu trabalho redentor. Logo, iremos eternamente entregar a Ele o dízimo de tudo o que Ele mesmo nos tem dado. Abraão é o nosso pai na fé e nós seguimos os seus passos de fé e obediência no dizimar ao Senhor. O apóstolo Paulo ensinou sobre o dízimo: O apóstolo Paulo também confirmou o principio do dízimo em 1 Coríntios 9.1-14. Ele nos mostra que até os que estavam sob a Antiga Aliança, aqueles que ministravam no altar, eram sustentados pelas coisas do altar. Ele usa a lei para estabelecer que os ministros deveriam também como os levitas, viverem do evangelho que eles ministram. Ele apoia inteiramente o fato de que os levitas eram sustentados pelos dízimos dos israelitas que traziam seus dízimos e ofertas ao altar e diz que o princípio do Antigo Testamento deveria ser aplicado à Igreja do Novo Testamento também. Ele refere-se às ofertas dos Filipenses que eram como um aroma suave e agradável a Deus (Filipenses 4.10-19). Com referencia à coleta para os santos, ele ensina que as mesmas deveriam ser recolhidas no primeiro dia da semana (1 Coríntios 16.1-4). Isto pode ter sido uma alusão ao terceiro dízimo para os mais necessitados. O apóstolo Paulo ensinou que os mesmos fossem entregues semanalmente, sistematicamente, proporcionalmente, com alegria. Em 2 Coríntios 8.9, encontramos o mais notório ensino do apóstolo Paulo sobre a questão do dar.A Igreja da Macedônia, que no meio de muita prova de tribulação e pobreza, foram fiéis na entrega dos seus dízimos e ofertas ao Senhor. Porque na medida de suas posses e

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BATISMO NAS ÁGUAS mesmo acima delas, se mostraram voluntários no dar. E não somente o fizeram como os apóstolos esperavam, mas deram-se a eles mesmos,

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primeiro ao Senhor, depois aos apóstolos, pela vontade de Deus (2 Coríntios 8.5). O sustento ministerial no Novo Testamento: Alguns acreditam que os ministros deveriam trabalhar em outros empregos como qualquer outra pessoa e não deveriam ser sustentados pela Igreja, ou melhor, pelos dízimos e ofertas. O Novo Testamento sustenta o fato de que, se possível, o ministério dever ser sustentado para que o mesmo ministre o evangelho sem nenhuma carga financeira sobre si. Todas as coisas escritas no Antigo Testamento foram escritas como sombra e modelos para o Novo Testamento. Foram registradas para a nossa admoestação e ensino (Romanos 15.4). Como sacerdotes e reis do Antigo Testamento foram sustentados pelos dízimos e ofertas do povo, isto é sombra dos princípios do Novo Testamento em relação ao seu ministério. Este sustento não foi anulado ou pregado na cruz (Colossenses 2.14-17), além disto temos os seguintes ensinamentos: 1.Jesus disse aos doze discípulos que deveriam confiar em Deus para o sustento deles (Mateus 10.7-14; Lucas 9.1-6; Lucas 22.35). 2.Devem ser considerados merecedores de dobrados salários os presbíteros que presidem bem. O trabalhador é digno de seu salário (1 Timóteo 5.17-19). De onde vem esse salários? Dos dízimos do Senhor. 3.“Porque na lei de Moisés está escrito: Não atarás a boca ao boi que trilha o grão. Porventura te Deus cuidado dos bois? Ou não diz certamente por nós?...” (1 Coríntios 9.9, 10). O principio da Lei é honra dobrada. O ensino novamente é que os ministros devem ser sustentados pela Igreja. Como? Pelos dízimos e ofertas. 4.“Se nós vos semeamos coisas espirituais, será muito recolhermos de vós bens materiais?” (1 Coríntios 9.11). A que está se referindo o apóstolo Paulo? Ao sustento financeiro entregue pelos irmãos da Igreja, ou seja, dízimos e ofertas. 5.“Não sabeis vós que os que prestam serviços sagrados do próprio templo se alimentam? E quem serve ao altar do altar tira o seu sustento? Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho; “ (1

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BATISMO NAS ÁGUAS Coríntios 9.13, 14). Como viverão estes ministros? Dos dízimos e ofertas trazidas à casa do tesouro.

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Existem outros exemplos de sustento ministerial no Novo Testamento que atestam a veracidade e necessidade dos dízimos e ofertas (1 Coríntios 4.2; 2 Coríntios 11.9; Filipenses 4.15-19). Todos esses ensinamentos nos revelam a verdade dos dízimos do Senhor. Concluímos, portanto, dizendo o seguinte: Se nós, quando fazemos parte de um clube social qualquer, somos fiéis no pagamento das mensalidades, por que não entendemos que a casa de Deus é sustentada pela contribuição de todos? O dízimo do Senhor não é uma opção, mas sim, uma obrigação de todos. Se Deus realmente habita em nosso espírito, então haverá fé para entregarmos os dízimos. Deus nos escolheu para Ele mesmo. Ele que instituiu o sistema financeiro para o seu povo. Todos devem obediência a Ele. Os dízimos fazem parte de nossa responsabilidade para com Deus. Não entregá-lo é roubo, falta de fé em Deus e abre o caminho para o devorador. Através de nossa fidelidade para com os dízimos é que Deus repreende o devorador. É tempo de darmos ouvidos aos ensinamentos bíblicos, Deus deseja que sejamos abençoados. Todas as primícias pertencem a Ele.

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Tema: Membresia

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OBJETIVO Toda pessoa que recebe verdadeiramente ao Senhor Jesus Cristo como Senhor e Salvador, tem o novo nascimento e é batizado. Daí em diante o que acontece? É isso que veremos nessa aula.

INTRODUÇÃO Como é importante para a vida pessoal de cada um de nós, pertencemos à membresia da igreja e, conseqüentemente ao Corpo de Cristo como nos é ensinado pela Palavra de Deus. Essa lição é para nos preparar para conquistar grandes vitórias em todas as áreas da nossa vida.

DESENVOLVIMENTO 1-Membresia A membresia se limita aos que se dispõem a viverem uma vida de responsabilidades conforme os itens anteriormente ensinados nessa disciplina e também se propõem a cooperar e estar em plena comunhão com os princípios e visão da igreja. O ingresso de um membro na igreja local está sujeito à aceitação do mesmo por: batismo, transferência, aclamação e reconciliação. Todo comportamento contrário à Palavra de Deus deve ser corrigido. A disciplina deve seguir o seu curso bíblico e procurar a restauração do crente. Resistência ou rebeldia pode acarretar em desligamento do rol de membros da igreja. Caso seja necessário, o membro pode ser suspenso de suas funções na liderança até que sua vida cristã seja restaurada diante do Senhor. Somente os membros batizados e devidamente registrados como membros da igreja podem votar nas assembleias da igreja. 2-Eu, você e a Igreja Chegamos agora ao final desta parte doutrinária. Eu e você fomos chamados para fazer parte da Igreja do Senhor Jesus Cristo. Concluímos, portanto, que existe um propósito divino para a Igreja e assim resumimos: a) Ministrar ao Senhor. O propósito supremo para a Igreja é o de glorificar e cultuar a Deus. Todas as coisas foram criadas por Deus para o Seu prazer. (Apocalipse 4.11).

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BATISMO NAS ÁGUAS b)Ministrar aos santos. O segundo propósito para a Igreja é ministrar e edificar uns aos outros. Este é o ministério do

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Corpo que se edifica e cresce em amor (Efésios 4.9-16; 1 Coríntios 12). c)Ministrar aos não salvos. O terceiro propósito para a Igreja é ministrar aos não salvos. Quanto melhor o nosso ministério a Deus, melhor será para os santos e melhor será para alcançar os nãos salvos. (Marcos 16.15) d)Ministrar a vitória sobre Satanás. O quarto propósito para a Igreja é o domínio completo sobre as forças do mal e subjugá-las ao Senhorio de Cristo Jesus. (Mateus 16.18, 19; Efésios 3.10-12) Para isso existimos como Igreja do Senhor Jesus Cristo: · Para ministrarmos a Deus em culto, devemos fazê-lo em harmonia, unidade, pelo vinculo do amor. · Para ministrar aos santos devemos levar uma vida de santidade e comunhão com Deus em Sua Palavra. · Na pregação do evangelho, devemos fazê-lo em verdade de vida. · E para conquistarmos os principados e potestades, devemos fazê-lo em total obediência. Nós existimos para viver a Palavra, para amar os irmãos, compreendê-los sendo pacientes e vivermos em paz e harmonia com todos os que estão na Igreja. 3-As responsabilidades dos membros · Batismo nas águas: Todo crente, para ingressar na Igreja do Senhor, deve ser batizado nas águas. Este batismo é o testemunho vivo de Cristo operando salvação na vida do mesmo. É a entrada de todas as pessoas na Igreja após serem salvas pelo grande amor de Deus. (Marcos 16.16; Atos 2.38; Romanos 6.3, 4; Gálatas 3.27). · Vida intima com Deus: Os nossos relacionamentos na Igreja dependem de nossa vida intima com Deus. Toda pessoa membro da Igreja deve se conscientizar que da maneira como ela vive fora da Igreja afeta diretamente a comunhão do Corpo. A vida de oração devocional é fundamental para o crescimento e intimidade do crente com Deus (Mateus 6.6-15). Cada um deve buscar o Senhor com amor e dedicação (Salmo 105.4). · Amor aos irmãos: Amar os irmãos é um mandamento importante deixado por Jesus. Cada um deve amar os irmãos da Igreja. O amor é indispensável para uma perfeita unidade e

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BATISMO NAS ÁGUAS comunhão. · Ser fiel nos dízimos e ofertas: Cada pessoa deveria ter uma

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consciência de que os dízimos são do Senhor e deveriam ser trazidos à casa do tesouro. As ofertas são voluntárias e devem ser dadas por convicções que somente o Espírito de Deus põe em nossos corações. Quando não entregamos os dízimos e ofertas, nos tornamos pesados aos irmãos. Usufruímos o que a igreja oferece, mas não contribuímos com as despesas que tais serviços geram. · Obedecer aos pastores e lideres: Todo membro da Igreja deve obedecer a seus lideres. Isto faz parte do chamado cristão: “Amar os pastores e orar por eles” (Hebreus 13.17). Todo ato de desobediência é rebeldia, sendo essa ultima considerada como pecado de feitiçaria (1 Samuel 15.23 a) e por isso deve ser evitado a todo custo. · Participar dos ministérios: A obra de Deus compreende tudo aquilo que podemos fazer em prol do seu evangelho e ajuda cristã aos irmãos. Se dividirmos as cargas elas se tornam mais leves para todos (Gálatas 6.2). Por isso cada um deve se envolver numa obra ministerial da Igreja. · Participar da Ceia do Senhor: A Ceia do Senhor é uma das ordenanças para a Igreja e de fundamental importância para a comunhão dos santos. · Participar dos cultos: disse o grande rei Davi: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor.” (Salmo 122.1). Esta deve ser a atitude de todo crente, ter alegria em ir à Casa do Senhor. Os cultos são manifestações coletivas de alegria e adoração a Deus. O membro da Igreja deve sempre estar presente aos cultos. Quando existem muitas pessoas no culto, ele se torna mais alegre e produz muito ânimo para a Igreja. 4-Os serviços do crente na Igreja Todo recém convertido chega à Igreja cheio de duvidas e questionamentos que, por muitas vezes, tem seu fundamento no chamado “inconsciente coletivo”. Uma dessas questões é a famosa: Me converti! E agora o que faço? Primeiramente, devemos encarar a realidade, muitos pensam que experimentar o novo nascimento os remeterá a uma compreensão imediata dada sua nova vida em Cristo, no entanto, isto não é necessariamente o que ocorre. Para todos aqueles que chegam à Igreja,

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BATISMO NAS ÁGUAS ou mesmo para muitos que já estão nela há algum tempo, a Igreja é um lugar para ir aos domingos, quando se está disposto, ou quando não há

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uma viagem marcada. Isto é reflexo da cultura pseudocristã oriunda do catolicismo romano praticado no Brasil. Por anos fomos acostumados a participar de cultos, missas e reuniões onde a participação da Igreja resumia-se a meros recitais de homilias, liturgias ou textos em boletins, além de cânticos exaustivamente entoados e religiosamente decorados. A Igreja primitiva, que serve como base ou projeto piloto daquilo que veio a se tornar a Igreja atual, praticava reuniões dinâmicas e participativas, onde havia ensino, compartilhamento, comunhão, operação de milagres, curas, libertações, enfim, tudo o que se de poderia experimentar do poder e do mover de Deus acontecia no meio das reuniões da Igreja (Atos 2.42-47). Logo, percebemos que não estamos num lugar comum, não estamos num lugar onde cabe a apatia, o marasmo. Estamos na “Congregação dos Santos”, onde o Altíssimo e Todo-poderoso opera através da Sua Igreja. Portanto, cada um deve tomar o seu lugar, o seu dom ou dons, o seu talento ou talentos e fazêlos produzir, para dar crescimento espiritual e material que o Senhor separou para si. É isto que encontramos no texto bíblico de 1 Coríntios 12.12-31. Quando ingressamos à Igreja do Senhor, ingressamos em uma comunidade ativa, dinâmica, que precisa e requer de seus membros a participação ativa e constante, visto que o crescimento, aperfeiçoamento e edificação que o Senhor Deus opera em nós, não ocorre em uma ilha, onde poderíamos estar isolados, mas se dá na comunidade, e é nela que se encontra o terreno fértil para a operação plena de dons e talentos dados por Deus ao Seu Corpo que é a Igreja do Senhor Jesus. Cada um de nós recebeu segundo a porção destinada a nós pelo Espírito de Deus: dons, talentos e fé, por isso, tudo e todos os esforços devem ser aplicados em função do Corpo. Na Igreja do Senhor não cabe ociosidade, não cabe a inatividade, porque todos precisam operar plenamente; logo, há muito que fazer e muitas pessoas a atingir. O serviço do crente, seja ele de qualquer natureza, deve ser realizado com alegria, como para Deus (Colossenses 3.23), dando a Ele graças por tudo (1 Tessalonicenses 5.18). Que o Senhor nos abençoe e nos dê graça para prosseguirmos sempre e cada vez mais firme no propósito de edificar o Corpo de Cristo através

de

nosso

trabalho

e

dedicação.

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BATISMO NAS ÁGUAS BIBLIOGRAFIA · Manual de doutrinas – Pr. Roberto Martins de Sá

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Anotações

· Apostila sobre ordenanças – Ministério Ágape · Apostila de Integração – Ministério Ágape

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Batismo nas águas  

Apostila de batismo nas águas

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