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RIO DE JANEIRO >

O DIA I TERÇA-FEIRA, 17.4.2012

Milhõesdemerenda parafantasmas União repassou R$ 23 milhões para 160 mil alunos inexistentes MARIA LUISA BARROS mluisa@odianet.com.br

governo federal gastou R$ 23 milhões com a meO renda de 160 mil alunos que não existiam na rede pública do estado do Rio. O gasto se refere ao ano passado. A descoberta dos estudantes fantasmas foi revelada pelo secretário estadual de Educação, Wilson Risolia, em entrevista a O DIA, domingo. O repasse é feito com base nas informações contidas no Censo escolar. Até 2011, a alimentação de cada estudante saía por R$ 0,40 por dia. Este ano, o valor foi reajustado para R$ 1,12. Além do recurso para ali-

mentação, as unidades que participam do programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) recebem verba extra do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FN-

Quantidade de estudantes por escola é o que determina o total de verba enviada DE) para despesas de custeio, manutenção e pequenos investimentos. O total de alunos matriculados impacta diretamente no valor distribuído aos colégios. Se uma

escola, por exemplo, tiver até 50 estudantes receberá R$ 500 por ano. Já nas unidades com mais de duas mil matrículas, a verba federal aumenta para R$ 14.500. De acordo com o FNDE, cabe às secretarias estaduais fiscalizar os gastos e acompanhar a prestação de contas que deve ser feita no ano seguinte ao repasse. “O problema já foi corrigido no sistema. Se há menos alunos, investimos mais nos que estão de fato na rede, oferecendo merenda e uma escola melhor”, diz Risolia. Segundo ele, com a medida foi possível aumentar o investimento anual por aluno no estado de R$ 2.700 para R$ 4.062.

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NO QUADRO-NEGRO

R$ 14.500

1 MILHÃO

Valor repassado anualmente pelo Governo federal às escolas que tenham mais de dois mil estudantes matriculados

Número de estudantes de escolas estaduais fluminenses. A maior parte (468 mil) está matriculada no Ensino Médio

R$ 1.100

60 MIL

Total pago a colégios com até 99 alunos. A verba serve para custeio, manutenção e compras de equipamentos permanentes

Total de tempos vagos nas escolas da rede. A maior carência de professores é de Matemática e Química

Para deputado, o inchaço de matrículas é “muito grave” > O presidente da Comissão de Educação da Alerj, deputado André Lazaroni (PMDB), afirmou que o “inchaço” de matrículas deve ser coibido. “Pode ter sido falha de planejamento ou má fé do diretor para aumentar as verbas. As duas hipóteses são muito graves”, afirmou.

Para a presidente da União dos Professores Públicos do Estado (Uppes), Teresinha Machado da Silva, o erro no repasse de informações não foi proposital. “Os profissionais estão sobrecarregados, com acúmulo de funções. Muitos alunos se matriculam e largam o curso”, pondera.

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Jornal O Dia 17/04/2012  
Jornal O Dia 17/04/2012  

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