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O DIA I TERÇA-FEIRA, 17.4.2012

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FOTOS DIVULGAÇÃO/JOÃO XAVI

■ CONSIDERADO o precursor do movimento, o vídeo do ‘Passinho Foda’ foi postado no YouTube em 2008 e hoje tem 4 milhões de exibições. “Eles iam aos bailes e viravam referência. E aí contagiaram garotos que também dançavam aquela dança e acreditavam que podiam fazer melhor. Vários meninos começaram a se filmar com o celular e botar na Internet”, descreve Emílio Domingos. Além de ter se propagado através da Internet, o passinho tem como outra característica básica reunir diversos gêneros. “Eles assimilam muitas danças. É funk, break, capoeira, frevo, kuduro, em um minuto você vai ver vários estilos apresentados por um garoto, numa sequência muito lógica

de movimento”, conta o cineasta e antropólogo. “Numa batalha, projetei imagens dos sambistas dos anos 60 e os movimentos eram muito similares aos dos dançarinos do passinho. Acho que eles herdaram isso da família”, acredita Emílio, que diz ter visto “meninos de 3 anos até senhoras de 50 anos na batalha”. No dia 1º de janeiro, o movimento (e o filme) sofreram um enorme baque: o assassinato de Gualter Damasceno Rocha, o Gambá, 22 anos, ao sair de um baile funk, até hoje sem solução. “Ele tinha um estilo próprio que se destacava”, diz. “Só em homenagem a ele, existem mais de cem vídeos de outros meninos”.

ISABELA KASSOW

UM BAQUE E MUITAS HOMENAGENS

Inicialmente pensado como curta-metragem, ‘A Batalha do Passinho’, dirigido por Emílio Domingos (à esq.), ganhou fôlego, virou longa e será finalizado até junho

Jornal O Dia 17/04/2012  

Jornal O Dia 17/04/2012

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