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Luz, câmera, ação! Juliana Paes e Sonia Braga revelam o segredo do sucesso na IBM

janeiro/fevereiro 2009

Liberdade para inovar Software de código aberto proporciona mais eficiência nos projetos

As mulheres mostram sua força na IBM e na vida pessoal

IBM de saias

Mulheres conciliam trabalho com vida pessoal e ampliam seu espaço

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Carta do presidente Olá, IBMistas e familiares! Apresento a vocês o primeiro número de 2009 da nossa revista O IBMista. Confira as matérias desta edição: - O mundo está cada vez mais conectado e com menos barreiras geográficas, mas estar conectado não é suficiente. Temos que utilizar a tecnologia de um modo totalmente eficaz para o mundo passar a funcionar de forma mais inteligente. É o que na IBM chamamos de Smarter Planet. Leia mais sobre este conceito na página 7 e veja que já temos inúmeros exemplos de como estamos usando os sistemas para fazer o mundo funcionar melhor, como a solução inovadora de portabilidade numérica no Brasil.

seu talento, sua liderança, balanceando trabalho e dedicação à família. Veja como isso é possível nas páginas 10 e 11. - E nesta edição apresento a vocês Luiz Bovi, responsável pela área de General Business na IBM Brasil. Ele mostra, em sua entrevista nas páginas 4 e 5, como a IBM está perto do dia a dia de pequenas e médias empresas. Boa leitura!

- As mulheres têm garantido cada vez mais espaço na IBM. O grupo de Diversidade com foco nas mulheres tem o desafio de estimular nossas IBMistas a trazerem à tona

Ricardo Pelegrini Gerente Geral da IBM Brasil

“As vendas de produtos e soluções para pequenas e médias empresas têm crescido bastante. Este segmento faz parte da estratégia da nossa empresa de estender a sua presença para todos os cantos do país.” Leia a entrevista com Luiz Bovi nas páginas 4 e 5

Você Sabia... ... que há 15 anos consecutivos a IBM é a empresa com o maior número de patentes registradas? ... que a IBM tem 8 laboratórios e 3000 pesquisadores pelo mundo?

O IBMista está diferente. A partir desta edição O IBMista segue os critérios da reforma ortográfica da língua portuguesa. São hífens que pularam de paraquedas das palavras, acentos que fizeram um voo para

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o nada e tremas que não aguentaram e caíram por terra. Mas fique tranquilo, com as alterações nas regras sua leitura fica mais leve. A ideia é simplificar!

... que IBMistas já ganharam 5 prêmios Nobel?

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IBMistas famosos

Algum dia você se perguntou como é a rotina de pessoas como Juliana Paes, Tony Ramos, Roberto Carlos e Sonia Braga? Pois ela é bem parecida com a sua, IBMista. Todas as manhãs eles tomam café e vão para a IBM. Ter o mesmo nome de alguém famoso não é fácil para Juliana Paes, da área de planejamento em Pasteur. A confusão começou em 2000, quando a homônima famosa fez sua primeira novela de sucesso. “Depois do carnaval, me ligaram de madrugada dizendo que tinham me conhecido no sambódromo”, conta a Juliana IBMista. Quando percebeu a confusão com a atriz, tirou seus telefones de cadastros na internet, mas de vez em quando ainda recebe alguns telefonemas por engano. Outro dia, em uma clínica, teve seu nome anunciado por microfone para se dirigir à sala. “Imediatamente várias portas se abriram e apareceram médicos para ver a Juliana Paes. Eu fico muito sem-graça com isso, porque o desapontamento ao me verem é terrível e acabo pedindo desculpas”, diz rindo. Já Tony Ramos, da área de vendas do banco IBM no Rio de Janeiro, só usa o nome artístico no trabalho – a família o chama de Antonio. E acredita que ser xará do ator ajuda a descontrair o clima com os clientes. “Eles brincam que estavam esperando o Tony

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global”, conta. Apesar do nome, nunca foi confundido na rua. “Eu sou o Tony Ramos depois da depilação, sou careca.” A IBMista Sonia Braga Alves, de processamento de dados, também da IBM Rio, já notou que seu nome abre portas. “Às vezes ligo para algum local e, ao falar meu nome, as pessoas resolvem meu problema com agilidade”, afirma. A filha dela é quem tem, por vezes, de convencer as pessoas de que não é parente da atriz. “Alguns insistem que ela está mentindo para ficar no anonimato.” Homônimos de estrelas um pouco “fora dos holofotes”, Elis Regina, de manutenção em Brasília, e Roberto Carlos Grings, de Serviços em Porto Alegre, não têm problema com o nome. “No máximo as pessoas comentam e brincam”, conta Roberto, cuja mãe nega a homenagem ao cantor. Já Juliana Paes, a IBMista, parece que não terá sossego tão cedo, pois a atriz está cada vez mais em evidência. “Minha empregada chegou rindo ao meu quarto outro dia dizendo que o entregador da loja não ia embora até ver a Juliana Paes. Lá fui eu aparecer pra decepcionar mais um”, diz a não-famosa.

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Entrevista

IBM

sob medida

Os novos clientes e as pequenas e médias empresas recebem um tratamento todo especial de Luiz Bovi e sua equipe. Bovi é o responsável por General

Business, chamada de GB. A área tem braços de atuação em todo o país, seja diretamente pela IBM ou por Parceiros de Negócios. “Levamos produtos e soluções para clientes de todos os tamanhos e de todas as regiões do Brasil”, contou Bovi na entrevista ao IBMista que você lê a seguir. O que faz a área de General Business? Garantimos a presença da IBM em empresas de todos os tamanhos por todo o país. Para isso, atuamos em três frentes. A primeira é a de mid market, que atende pequenas e médias empresas. A segunda é o time de large enterprises, que atende as grandes contas de GB e conquista as empresas grandes da concorrência para a IBM. A terceira é a geografia, onde através de 8 filiais regionais cobrimos todo o território nacional. Como é sua equipe? Quantas pessoas trabalham com você? Estamos divididos em atividades. Suportando o time de vendas distribuído nas filiais, temos

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um grupo que se relaciona com os parceiros, outro na área de marketing para estudar os segmentos de indústrias com as quais lidamos e outro para serviços. Somos em GB uma equipe de mais de 100 pessoas, à qual se somam os times de hardware, software e serviços e as mais de 600 empresas que são nossos Parceiros de Negócios. Desde quando a IBM tem interesse em pequenas e médias empresas? Compensa investir nelas? As pequenas e médias são as empresas que mais crescem no Brasil e no mundo todo. Para a IBM, representa a maior oportunidade de expansão

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de negócios. Há muito tempo nós vendemos para esse mercado, mas recentemente, investimos para entender as necessidades, desafios e oportunidades desses clientes, adequando nossos produtos e formas de atendimento para melhor servi-los. Como a IBM chega às pequenas empresas? Chegamos a esses clientes tanto através de parceiros como pela internet. Os parceiros estão espalhados pelas principais cidades do Brasil, e trabalham localmente para oferecer a melhor solução IBM. Pelo nosso site (www.ibm.com/

br), é possível encontrar detalhes sobre produtos para cada tamanho e ramo de atividade, e até pedir um orçamento. Como garantir que os parceiros prestarão atendimento com a mesma qualidade da IBM? Temos foco especial em nossas parcerias e investimos para estreitar cada vez mais esse relacionamento. A IBM divide esses parceiros em três níveis: member, advanced e premier. Essa classificação se dá pela qualidade de serviço do parceiro, como o número que ele tem de profissionais certificados. E, para que subam na classificação,

oferecemos capacitação a todos eles, seja para venda, solução ou manutenção. A IBM não tem interesse em ampliar sua presença em outras cidades? A ideia é sempre trabalhar com parceiros? Continuamos contando com a rede de parceiros e, para ampliar a abrangência regional, teremos também vendedores adicionais em novas cidades, como Joinville, Londrina, Caxias do Sul, Sorocaba, Uberlândia e Belém, por exemplo. Nossos vendedores sempre atuarão em conjunto com os parceiros locais.

Conheça melhor nosso entrevistado Nome: Luiz Eduardo de Bovi Idade: 44 anos Família: Casado com Cristina, é pai do Luca, de 16 anos, e do Leandro, de 13. Hobby: Música e fotografia, juntos: montar álbuns de foto com músicas e criar playlists. “Tenho um repertório pronto para cada situação e ambiente”, conta. Formação: Engenharia Elétrica Trajetória na IBM: Diretor de General Business, está há 20 anos na empresa. Já passou pelas áreas de vendas, marketing e canais. Luiz por Luiz: “Para mim, não tem nada mais importante do que curtir a família no final de semana. Estamos sempre fazendo coisas juntos, seja ir para o sítio no interior, seja pegar um cinema em São Paulo”.

Bovi desfruta seus fins de semana ao lado dos filhos e da esposa

Luiz Bovi: “Nossa verdadeira força está na integração com as outras áreas da IBM e com nossos Parceiros de Negócios”

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Cidadania Corporativa

Toneladas de

solidariedade Carona para mantimentos, férias para voluntariado e servidores para reconstrução. Não faltaram solidariedade, alimentos e roupas doados pelos IBMistas às vítimas das enchentes que provocaram morte e destruição, com muitos desalojados em Santa Catarina e no Rio de Janeiro. A IBM Rio mobilizou seus esforços para a região do norte fluminense e Tatiana Neves, da área de finanças em Pasteur, se disponibilizou a levar as doações até os bombeiros com seu próprio carro. “A situação das famílias desabrigadas ainda era muito ruim e continuamos com a arrecadação. Não coube só no meu carro, precisei de ajuda”, conta. Todos os prédios da IBM em São Paulo e Hortolândia arrecadaram 10 toneladas de produtos. “Tivemos um problema muito bom para resolver, que era onde armazenar tudo isso”, diz Bruno Rondinella, da área de Cidadania Corporativa. Segundo ele, juntar a força de várias áreas da IBM impulsionou o sucesso da campanha para Santa Catarina. “O

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pessoal de RESO, que administra os prédios, nos ajudou a reunir tudo em um depósito e o time de Logística fez o transporte”, explica. Além disso, a IBM doou dois servidores para a prefeitura de Blumenau. “Com eles, será possível rodar softwares para desenhar o mapa cartográfico da região”, conta Luciano Idesio, da área de vendas de São Paulo.

doação ainda maior. Dedicou 13 dias de suas férias para ajudar os centros de distribuição de donativos em Blumenau. Em 2008, ele teve uma doença neurodegenerativa chamada Síndrome de Guillain-Barré e ficou, por alguns meses, com dificuldade de locomoção. “Eu subia com muita dificuldade as escadas do metrô de São Paulo e ninguém nunca se ofereceu para me ajudar. Aí percebi que eu também era assim, nunca tinha oferecido ajuda a ninguém”, explica. E foi lá em Blumenau, ajudando na triagem das doações que chegavam de todo o Brasil, que descobriu que há muita gente generosa. “Recebemos uma bola de futebol repleta de mensagens dizendo para o povo de Santa Catarina manter a esperança. Foi um dos momentos mais emocionantes”, relembra.

Brunno Campos Pessoa, de marketing, em São Paulo, resolveu fazer uma

Brunno Pessoa teve o apoio da empresa que administra os prédios da IBM SP e do time de Logística para armazenar donativos

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Planeta Inteligente

Fazendo um planeta

inteligente

Está claro que o mundo é muito diferente do que era há 20 anos. Certo, a internet ampliou o acesso à informação, conectou todos os cantos do planeta e até 2011 dois bilhões de pessoas estarão na rede. A tecnologia permite que as pesquisas nos mais diversos campos de estudo avancem e está presente no dia a dia em bilhões de aparelhos eletrônicos, carros e serviços. Mas apenas estarmos todos conectados não é suficiente. Para termos um planeta cada vez melhor, com menos desperdício e mais eficiência, é preciso que essa conexão seja feita de forma inteligente e a tecnologia é uma das principais ferramentas para isso. Cada um de nós tem um papel importante nessa jornada para fazer do mundo um “Planeta mais Inteligente”. Ajudar o mundo a funcionar de forma mais inteligente significa desenvolver e implementar soluções que aproveitem melhor e de maneira sustentável os recursos naturais disponíveis; facilite a vida das pessoas; promova o

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desenvolvimento econômico; e distribua de maneira igualitária e com mais qualidade serviços básicos como educação, saúde, transporte e energia. Os exemplos práticos são inúmeros. Estima‑se que haja uma perda de 40% a 70% da energia produzida no mundo, pois os sistemas não são eficientes. Alguns países como Estados Unidos, Dinamarca, Austrália e Itália já estão construindo redes digitais para monitorar em tempo real os sistemas, o que não apenas ajudará a combater o desperdício, mas melhorar a distribuição. Na saúde, sistemas que integrassem dados de vacinação, exames e fichas médicas não só diminuiriam a fila de espera de atendimento, mas certamente contribuiriam com uma melhora na qualidade. Nos Estados Unidos, uma rede conecta clínicas e fabricantes de vacina, agilizando o fluxo de medicamentos para mais de dois milhões de pacientes em 38 estados.

O trânsito ganharia muito com sistemas inteligentes. Em um bairro comercial de Los Angeles, no período de um ano, carros procurando vaga para estacionar fizeram o equivalente a 38 viagens ao redor do mundo, queimando 178 mil litros de gasolina e emitindo 730 toneladas de CO2. Já em Estocolmo, na Suécia, o sistema de transporte público inteligente diminuiu o tráfego em 20%, reduziu 12% na emissão de carbono e ganhou 40 mil novos usuários por dia. No Brasil, já podemos identificar como a tecnologia está ajudando a fazer o país funcionar melhor. Veja por exemplo a solução inovadora de portabilidade numérica para os celulares, que irá gerar melhorias nos serviços e preços cada vez menores para cerca de 70% dos brasileiros. A IBM entende que ter um planeta mais inteligente é perceber o que está acontecendo no mundo. E com isso, usar a tecnologia para fazer o planeta funcionar melhor.

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Open Source

Liberdade para todos Software livre: melhor para seu bolso e sua necessidade Você sabia que quando adquire um computador está na verdade pagando tanto pela sua parte física (o hardware), quanto pelos softwares e aplicativos que fazem tudo funcionar? Esse é o chamado sistema operacional. Ele é quem faz funcionar o seu editor de texto, e-mail, navegador de internet, bancos de dados e outros programas. Mesmo pagando pelo sistema operacional, as pessoas não podem modificá-lo de acordo com suas necessidades, pois eles têm o código fechado – que é a “receita” de como são feitos e funcionam. Para ter a liberdade de adaptar as funções de um programa para que ele pudesse ser refeito sob medida para qualquer negócio, Linus Torvalds, ainda quando estudante na Finlândia, foi auxiliado por programadores voluntários ao redor do mundo para criar, em 1991, um sistema operacional de código aberto, o Linux. Representado pelo simpático pinguim Tux, ele simboliza a filosofia do software livre, ou seja, sistemas operacionais e softwares com código aberto para que qualquer um o explore, modifique e distribua gratuitamente. A evolução

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John “Maddog” Hall, especialista em Linux: “O Brasil é uma estrela brilhante no céu do software livre” dessas adaptações e mudanças aprimora a qualidade dos produtos resultantes e a capacitação dos profissionais envolvidos.

A IBM logo identificou uma grande oportunidade no movimento. Passou a oferecer soluções de código aberto em 1999 e hoje 600 profissionais desenvolvem software para Linux em 40 centros do Linux Technology Center da IBM em todo o mundo. Eles não estão sozinhos. Atualmente, no mundo, quase 2 milhões de pessoas, com diferentes objetivos e profissões, produzem, em colaboração mútua, 140 mil softwares de código aberto. Por ser software livre, podem criar à vontade sem preocupação nem riscos de se envolverem em problemas judiciais ou de direitos autorais. Assim que cada novo aplicativo fica pronto, é disponibilizado na internet e pode ser usado e modificado

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por quem quiser. “Esse viés colaborativo permite à IBM desenvolver produtos com mais eficiência para nossos clientes”, afirma Jovanco Alcantara Correa, da área de desenvolvimento de Linux. O americano John “Maddog” Hall, um dos fundadores do movimento Open Source International (código aberto internacional), considerado um dos grandes especialistas no assunto, é consultor da IBM e, embora reconheça que o software livre faz mais sucesso no ambiente corporativo, diz que todos os aplicativos podem ser substituídos por equivalentes em código aberto. Em entrevista ao IBMista, Maddog, apelido ganho na juventude, contou que o Brasil é bastante engajado no software livre. Não é para menos, pois nos últimos anos o país pagou cerca de US$ 5 bilhões em

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royalties pelo uso de software proprietário. “Esse dinheiro poderia ficar aqui e ser aplicado em pesquisa e desenvolvimento”, defende. Maddog aponta que o software livre está nos bastidores de muitos serviços usados pelos brasileiros, e já mostrou seu valor diferencial. “Cada jogo de loteria, que demorava mais de nove meses para ser feito – entre compra de direitos de software e desenvolvimento – depois da implementação de um sistema open source leva apenas três semanas para ficar pronto”, explica. Ele também lembra que em janeiro entrou em vigor uma lei que determina que, antes de comprar licença de software, os gestores do serviço federal devem procurar um software livre. “O Brasil é uma estrela brilhante no céu do software livre, porque conta com a colaboração de governo, empresas e cidadãos”, afirma o expert.

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Diversidade Conjugar trabalho e vida pessoal é um dos grandes desafios da atualidade. Se ainda forem acrescentados filhos e curso de pós-graduação, então parece quase impossível. Mas não é, garante Deborah Fagundes, gerente de finanças da IBM Tutóia. Ela é mãe de uma menina de pouco menos de dois anos, não tem babá e faz MBA. Em 2008 assumiu a liderança do grupo de mulheres ligado à área de Diversidade, hoje com 24 pessoas, dois deles homens. O grupo que Deborah coordena é um dos quatro trabalhados pela IBM Brasil na área de Diversidade (mulheres, GLBT – gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros, afrodescendentes e pessoas com deficiência). Assim é possível identificar as dificuldades que esses grupos têm para se desenvolver profissionalmente. No caso das mulheres, o desafio é promover um ambiente em que se sintam estimuladas a assumir posições de liderança e ampliar sua inserção na área técnica. “É importante para o negócio da IBM. Para atrair clientes refletindo o mercado, precisamos de todos os perfis”, explica Deborah. A primeira barreira a quebrar é a ideia de que as mulheres não querem ser líderes porque temem prejudicar a vida pessoal. “Temos uma pesquisa que

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Dentro da IBM,

29%

Líder no trab a

da força de trabalho global é composta de mulheres.

e na fam

mostra o contrário. As mulheres querem ascender na carreira. O importante é fornecermos meios para isso”, diz Deborah. Um dos objetivos do grupo, portanto, é divulgar os programas de flexibilidade da IBM, como jornada de trabalho individual, semana de trabalho comprimida (na qual não se trabalha às sextas-feiras) e home office. Claudia Biondi, gerente de projetos da IBM São Paulo, mãe de um casal de gêmeos com um ano de idade e grávida novamente, trabalha parte do tempo em casa. “Assim consegui trabalhar até o nascimento dos gêmeos. E hoje, se um deles fica doente, fico por perto e ao mesmo tempo cumpro minhas tarefas profissionais”, conta. Outro conceito que o grupo de Mulheres defende é que elas podem ocupar cargos de Manzar Feres: “Desenvolvemos uma capacidade adicional de realizar tarefas simultaneamente”

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As mulheres ocupam

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rab alho

família liderança sem perder a feminilidade. Manzar Feres é a líder do setor de Comunicações para a América Latina e diz que a IBM cria um ambiente propício para que as mulheres sejam elas mesmas. “Muitas vezes atingimos nossos objetivos de maneira diferente dos homens. Talvez porque desenvolvemos uma capacidade adicional de realizar muitas tarefas simultaneamente”, afirma. Nesse sentido, Manzar diz que se sente privilegiada pelas oportunidades que teve e que soube aproveitar sem mudar seu jeito de ser. “Acredito nessa combinação de oportunidade e de vontade como fator de sucesso”, conta. Carmem Távora, gerente de software para o governo, na IBM Brasília, mudouse de Fortaleza a convite de seu exgerente. Por reconhecer a importância do networking, otimiza tempo levando os Claudia Biondi, gerente de projetos, grávida e mãe de gêmeos, trabalha parte do tempo em casa e concilia maternidade com vida profissional

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dos postos de trabalho no mercado de TI.

A multi-mulher Deborah Fagundes é mãe, não tem babá, faz MBA e ainda é gerente de finanças da IBM Tutóia

colegas para sua casa. “Sou torcedora do Flamengo, então reúno todo mundo para ver o jogo”, conta a mãe de quatro meninos – os caçulas de oito anos são trigêmeos. Apesar do foco do grupo serem as mulheres, a intenção não é formar um “Clube da Luluzinha”. Por isso Deborah convidou dois homens para o time. “Com isso descobrimos que muitas preocupações, como dar mais atenção à vida pessoal, são comuns a ambos os sexos”, confessa. José Carlos Milano é um deles. Líder da Comunidade Técnica da IBM Brasil, ele é responsável por desenvolver profissionais da área técnica para ocuparem cargos de liderança. “É incrível como o olhar muda. Hoje, quando faço eventos, me incomoda a pouca presença de mulheres e confesso que antes eu não tinha essa preocupação”, diz. Por isso, este ano Milano lançará um projeto tendo como foco as mulheres, que representam 34% da população da IBM Brasil.

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Artigo

Saúde: bom de ter mas... às vezes, meio chato de conseguir

Estou feliz em estar aqui no espaço do IBMista dedicado à saúde! É bom dizer que antes de me entregar à paixão pela Informática, me graduei em Medicina, em que trabalhei por 11 anos. Desta trajetória meio incomum consegui aprender algumas coisas relacionadas à saúde. Em resumo, é assim: saúde é legal de ter, mas meio chato de conseguir. Exige cuidados permanentes e até certas restrições. Coisas do tipo “não coma muito disto”, “não exagere naquilo” e por aí vai. Sem contar que a prevenção de doenças nos dias de hoje exige alguns desconfortos, como jejum e “picadas” para colher sangue, apertos e torções para certos exames radiológicos e a permanente invasão da privacidade

representada pelos limites do corpo. Se você é mulher, os melhores exemplos desta invasão são os exames de prevenção de câncer ginecológico e de mama. E se você é homem, o exame de prevenção de câncer de próstata ilustra bem este desconforto. Sabendo que saúde é assim mesmo, encarei de frente uma situação que eu jamais pensei que iria acontecer comigo. Afinal, a gente pensa que doença é algo que só acontece com os outros mas... aconteceu comigo! E eu só me dei bem porque fui muito insistente, muito persistente, chato até! Tudo começou com um pequeno desvio em um exame laboratorial, destes que a gente faz na avaliação periódica. Nem os

médicos deram lá muita bola para a alteração. Mas eu fui atrás! E fui insistindo até descobrir que tinha um câncer de próstata. Surpreendido bem no início, o tal câncer era muito pequeno. Tanto que fui operado e apenas a cirurgia foi o suficiente para que a Medicina me considerasse curado. Estou feliz! Mas vou ficar ainda mais feliz se puder dividir com vocês a lição que eu aprendi. É assim: para seguir saudável, tem hora que é preciso ser insistente, persistente, até meio “chato”. Vá lá e seja um chato com bastante saúde! Fábio Gandour é Cientista Chefe da IBM Brasil.

Ajuda em conjunto Conheça entidades que oferecem apoio para pacientes de doenças crônicas:

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Graac (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer) www.graacc.org.br

Abem (Associação Brasileira de Esclerose Múltipla) www.abem.org.br

Unaccam Liberdade (União e Apoio no Combate ao Câncer de Mama) www.unaccam.org

Abraz (Associação Brasileira de Alzheimer) www.abraz.com.br Abre (Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Esquizofrenia) www.soesq.org.br

Abra (Associação Brasileira de Asmáticos) www.asmaticos.org.br E informe-se sobre todos os tipos de câncer no portal do Inca (Instituto Nacional do Câncer) www.redecancer.org.br

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Otimismo pode ajudar na cura Acreditar na própria cura e ser otimista pode ajudar no tratamento de pacientes com doenças crônicas como o câncer, por exemplo. O psiquiatra Maurício Tostes, do serviço de Psiquiatria e Psicologia Médica do Hospital Universitário da Universidade Federal do Rio de Janeiro conversou sobre o assunto com O IBMista.

Qual a importância do otimismo e do bom humor na cura de doenças crônicas? É difícil quantificar, mas alguns estudos e a minha experiência como médico mostram a importância de uma atitude positiva e ativa perante os problemas da vida em geral. Isso inclui as doenças e seus tratamentos.

Curado de um câncer de próstata, Fábio Gandour é um “chato” assumido no que diz respeito ao seu bem-estar e à sua saúde

O limiar entre o “otimismo com a cura” e a “negação da doença” é muito próximo? Certo grau de negação pode ser útil, ninguém aguenta estar o tempo todo em contato com a realidade. O problema é quando a negação interfere com o diagnóstico ou com o tratamento. Não existe um comportamento ideal perante a doença, o médico deve ser capaz de entender e lidar com as características de cada paciente, inclusive seu grau de otimismo e pessimismo. Ninguém é totalmente otimista ou pessimista e os extremos podem dificultar a busca de solução para os problemas de saúde.

A atitude da família do paciente também interfere no tratamento? Na maioria das vezes a família auxilia muito no tratamento. E quando não ajuda, precisamos intervir para estabelecermos essa parceria, que certamente beneficiará o paciente, a própria família e os profissionais de saúde envolvidos no tratamento. Quais mecanismos cerebrais são acionados e interferem na cura de acordo com o estado psicológico de um paciente? A maioria deles é desconhecida. O pouco que sabemos guarda certa correlação com os mecanismos envolvidos com os quadros depressivos. Inclusive esse é um aspecto a ser assinalado. Pacientes muito pessimistas podem estar deprimidos e podem se beneficiar de tratamento específico, mesmo quando têm uma doença grave e em fase avançada.

Maurício Tostes, psiquiatra do Hospital Universitário da Universidade Federal do Rio de Janeiro, acredita que otimismo e apoio de familiares ajudam no combate a doenças

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Achados e Perdidos Sabe aquele chaveiro que você simplesmente não tem ideia de onde colocou? E perdê-lo foi uma dor de cabeça, pois você teve que fazer cópias da chave do carro e de casa? Talvez ele esteja bem guardado na sala da equipe de Segurança, no andar térreo da IBM Tutóia. Quase todos os dias funcionários e visitantes perdem pelos corredores da empresa carteiras de identidade, CPF, documento de carro, chaves, bolsas, agendas, talões de cheque, aparelhos celulares e até sapatos. “Como alguém volta pra casa sem a chave do carro ou sem sapatos, eu não sei”, diz brincando José Ricardo Hecksher, líder do departamento. Quando alguém encontra um objeto e leva para o pessoal da Segurança, ele é catalogado e fica aguardando o dono vir retirá-lo. Se o objeto tiver nome, ou for um documento, alguém da equipe de José Ricardo tenta localizar o proprietário e avisálo por telefone ou mandando uma mensagem. Nem sempre é possível encontrar o responsável e o resultado são as incontáveis chaves, centenas de documentos, brincos, anéis, óculos e outros objetos acumulados. Há

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documentos até de IBMistas de outros países como Peru e Chile. O campeão do “abandono” são os celulares, mas esses são retirados logo. “Normalmente o dono vem desesperado procurar no mesmo dia”, conta José Ricardo. E os esquecidos não são apenas os IBMistas. Os visitantes também vivem abandonando seus documentos na portaria e quase nunca voltam para buscá-los. Até uma carteira de trabalho – em branco – já foi encontrada. “Cheguei à conclusão de que há muita gente tranquila por aí que prefere tirar um documento novo a ir atrás de possíveis lugares onde encontrar o que perdeu”, diz. Uma das coisas mais curiosas guardadas pela equipe de Segurança é uma receita de remédio controlado. Ninguém foi procurá-la e não foi possível desvendar a letra do médico para saber o nome do paciente. Ela está lá na pasta junto a comprovantes de financiamento de imóvel, recibo de pagamento de IPVA e outros papéis. Ali nada é jogado fora. Portanto, se der falta de algo, antes de prometer três pulinhos a São Longuinho, vá à sala do térreo verificar. Aliás, aproveite e dê uma olhadinha nas fotos que ilustram essa reportagem. Quem sabe você não reconhece algo seu?

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Operações Prediais

IBM em

boas mãos Os IBMistas do Brasil podem não se dar conta, mas cerca de 750 pessoas trabalham diariamente para que eles tenham um ambiente de trabalho limpo, iluminado e com alimentação equilibrada nos restaurantes, entre outros detalhes administrativos, como pagamentos de contas de energia elétrica e água. O departamento de Operações Prediais é quem toma conta da administração dos prédios da IBM, e os números com os quais eles lidam são comparáveis aos de cidades. Quer um exemplo? Alessandra Bueno Sanches, responsável pelo serviço de transportes e alimentação, cuida, entre muitas outras coisas, para que

funcionem 133 linhas de ônibus fretados ligando o condomínio onde está a IBM Horto até o centro da cidade e outros municípios próximos. Para ter uma ideia da quantidade, em Osasco, São Paulo, há cerca de 100 linhas disponíveis para a população local. Já Dirceu Scheffer, responsável por Tutóia, destaca, entre seus desafios diários, os cuidados para que o estacionamento funcione bem. São 30 mil carros manobrados por mês. “Felizmente os incidentes são muito raros”, conta.

Na IBM Pasteur, no Rio de Janeiro, com 2 mil pessoas, um dos focos de Décio Pedro e Rafael Santana é o abastecimento de água. “Não é fácil manter duas torres com 10 andares e 44 banheiros, 20 bebedouros, mais restaurante, lanchonete Carros manobrados e outros departamentos Atendimento a usuário funcionando Manutenções Preventivas realizadas perfeitamente”, Quantidade de refeições servidas diz Rafael. Malotes manuseados

Acima: peças de comunicação do time de Operações Prediais; ao lado, da esq. para a dir.: Alessandra (responsável por serviços de transporte e alimentação), Marcos (gerente de Operações Prediais) e Dirceu (responsável por Tutóia)

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Não são apenas os locais com grande número de funcionários que recebem os cuidados de Operações Prediais. “Se há dois ou três IBMistas trabalhando em algum escritório da IBM no Brasil, teremos pelo menos uma pessoa nossa lá”, conta Marcos Bedendo, gerente da área. Comunicação é outro ponto em que a equipe de Operações Prediais investe bastante. Para os IBMistas saberem a quem recorrer em caso de dúvida, sugestão ou reclamação, sempre há cartazes de campanhas pelos corredores da IBM, como a de economia de energia. O funcionário que tiver sugestões ou ideias que possam ser implementadas na empresa pode entrar em contato. “O snack office (carrinho que passa pelas baias vendendo guloseimas) foi sugestão de um IBMista”, conta Alessandra.

360.000/ano 27.600/ano 18.000/ano 1 milhão e 600 mil refeições/ano 27 ton/ano

Quantidade de pessoas transportadas

1.908.000/ano

Quantidade de impressões

36 milhões/ano

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IBM Club

Cartas

Uma Feliz Páscoa

com descontos!

Você pode resistir o ano inteiro, mas na Páscoa renda‑se ao chocolate. E pague mais barato! Para ganhar desconto nas lojas abaixo, basta apresentar o badge. Brasil Quituterrie Giovanna Menucelli: Além de diversos modelos de ovos de páscoa, a confeiteira prepara artesanalmente trufas, colomba pascal, bolos e docinhos. Embora esteja localizada em São Paulo, dependendo da encomenda, é possível recebê-la via correio. O desconto é de 20%, mais frete. Informações e pedidos: www.myspace.com/quituterrie quituterrie@gmail.com Telefone: (11) 4330-9777 Rio de Janeiro Bombom Mousse: Original de Campos do Jordão, vende bombons finos e ovos de Páscoa.

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Ubiratan Mayas, aposentado Parabéns à equipe pela edição de dezembro. Está ótima! Fiquei feliz em ver algumas pessoas que trabalharam comigo na Fábrica Sumaré, em Hortolândia. Tive a honra de ser IBMista, de 1970 a 1995, nas áreas de Qualidade e Compras. O Rudá (Orsini, aposentado IBM), trabalhou comigo em Compras e é uma pessoa magnífica, com um coração enorme. Também fui muito amigo do pai e do irmão de Jean Lazaridis, “seu” Fassolas e Jorge, “o Grego”. Só trago boas lembranças da IBM. Os exemplos profissionais que tive ainda marcam minha vida. Deixo um forte abraço a todos os ex-colegas. Ubiratan, É bom saber que através do IBMista você pode encontrar pessoas importantes para a sua vida. Agradecemos o carinho.

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