ED.UEMG - Relatório de Sustentabilidade 2011

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administração

MENSAGEM.da

Caro leitor, A publicação do Relatório de Sustentabilidade

da Escola de Design apresenta o resultado do

trabalho de uma instituição que, desde 2006, tem procurado conduzir ações que permitam uma mudança de mentalidade e comportamentos. É um passo importante. Uma escola que prepara profissionais para atuar, nos mais diversos segmentos, não pode ignorar

os apelos da sociedade por um mundo mais sustentável. Nem pode esmorecer frente aos obstáculos.

É, portanto, com satisfação e orgulho, que entregamos à c omuni dade ac adêm i c a e

sociedade, o 1º Relatório de Sustentabilidade da Escola de Design, fruto de um trabalho de equipe do qual participaram professores, alunos e funcionários.

Continuaremos nesse caminho!

Profª. Jacqueline Ávila Ribeiro Mota Diretora da Escola de Design


Em 2011 formou-se a primeira turma do Mestrado em Design, Inovação e Sustentabilidade da Escola de Design da UEMG.

Este momento marcou a

MENSAGEM.da

coordenação

concretização de um sonho construído ao longo de anos, a formação Strito

Sensu em Design em uma das mais antigas Escolas de Design do País. Ao mesmo tempo a inclusão do grupo da Agenda Socioambiental ao CEDTec – Centro de Estudos em Design e questões sobre

Tecnologia e a presença recorrente de

a sustentabilidade no PPGD – Programa de Pós-Graduação

da ED/UEMG nos levaram a busca de uma metodologia que permitisse avaliar, mensurar os esforços dessa comunidade na busca de caminhos mais sustentáveis.

Após assistirmos uma palestra sobre GRI, o grupo de alunos presentes

questionou a possibilidade de usarmos essa metodologia na nossa escola.

A ideia foi muito bem aceita por outros membros da comunidade e no início

de 2012 propus uma matéria optativa, Relatório de Sustentabilidade, onde os alunos matriculados foram convidados a participar de um grupo que tinha como

proposta estudar a metodologia da GRI e como trabalho final deveríamos, em equipe, desenvolver um relatório com base nos dados do ano anterior.

Apresentamos, portanto, o fruto do trabalho dessa equipe. Este primeiro relatório é resultado de 7 meses de busca de dados, adaptações a realidade

universitária, algumas frustrações e muitas recompensas ao longo do percurso. A realidade nem sempre aquela sonhada nos dá novo impulso para seguirmos em frente e melhorarmos a cada ano. Esperamos que este

seja o primeiro de uma série de relatórios e que possamos a cada ano

aprofundarmos

Convidamos

vocês

nossa

a

análise

partilhar

nosso

e

melhorar

orgulho

de

nossa

sermos

performance. a

primeira

universidade pública a publicar um relatório de sustentabilidade no Brasil.

Rita Engler, PhD Coordenadora do GT

Boa leitura!




como

LER o

relatório

mensagem da administração

mensagem da coordenação sobre o relatório perfil da ed/uemg governança pública gestão da informação gestão ambiental conquista e desafios lista de siglas índice remissivo GRI informações complementares




sobre o relatório O relatório de sustentabilidade ou balanço socioambiental é uma ferramenta elaborada para

oferecer transparência e visibilidade das atividades instituídas e em desenvolvimento em uma

empresa, instituição, fundação, ONG, órgão governamental ou entidade que opte por utilizá-lo. Busca ampliar o diálogo entre a instituição e a sociedade, e atender à crescente necessidade de expor os sucessos e os desafios da mesma para uma sociedade ávida por informações

e transparência. A perspectiva do desempenho acadêmico é transdisciplinar, empregando estratégias eficazes, com ações socioambientais e contexto ético. Portanto, a inclusão do

relatório de sustentabilidade em instituições de ensino deverá se tornar prática corrente nos próximos anos.

Trata-se de um documento anual ou bianual, produzido voluntariamente pela instituição, após um esforço para instituir uma auditoria interna, para mapear seu grau de responsabilidade

social. Esta auditoria busca entender a gestão do Plano de Metas, avaliá-lo de acordo com os conceitos: ambiental, social e econômico, em vários aspectos: políticas de governança, valores, visão de futuro, avaliação de desempenho e desafios.

Para a vice-presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), o relatório de sustentabilidade é:

[...] uma ferramenta de comunicação do desempenho ambiental, econômico e social. Mas é também uma ferramenta de gestão, de acompanhamento e

avaliação da eficiência de seus negócios por meio de indicadores que podem ser

comparados ano a ano ou mesmo com indicadores de outras empresas. A partir disso, a empresa pode identificar tendências de ação, redefinir metas e evitar

retrocessos da companhia dentro do conceito de desenvolvimento sustentável (BULHÕES, 2012).*

O relatório de sustentabilidade, ou Resumo Anual das Atividades de Responsabilidade Social e Ambientais, retrata os dados quantitativos e qualitativos, mostrando o andamento das

atividades da instituição no ano anterior, para orientar o planejamento para o próximo ano. É um documento que mostra um “retrato” da instituição para a sociedade, expondo como a

*BULHÕES,

Beatriz. O que deve compor um Relatório de Sustentabilidade.


mesma

se

relaciona

com seus

funcionários,

professores,

alunos,

visitantes,

colaboradores, instituições parceiras, fornecedores, órgãos de fomento, governo e sociedade

em geral. Este instrumento relata o que a instituição realiza em relação aos impactos causados​​ por suas atividades ou relacionadas aos procedimentos no ambiente físico, ou seja, no seu

espaço arquitetônico. Procura estabelecer um paralelo com o ambiente local, na mesma

comunidade, descrevendo quais são as diretrizes para as relações com seu publico interno e externo Este instrumento se propõe a dinamizar a identidade da instituição: Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade, no ensino acadêmico, público e gratuito, nos cursos da Escola de Design – unidade da Universidade do Estado de Minas Gerais. Relatório de Sustentabilidade da Escola de Design - UEMG Exercício 2011


perfil da ed-uemg contexto da região A Escola de Design da UEMG situa-se no Bairro São Luiz, Pampulha, em um dos poucos

edifícios alto da região, atualmente ocupa um terreno 2444 m² na Av. Antônio Carlos 7545, próxima ao Campus da UFMG e ao aeroporto da Pampulha, com área construída de 7045 m².

A Pampulha é uma região com vocação residencial apesar de contar com algumas empresas,


a legislação municipal (Lei de uso e ocupação do solo urbano) não permite a construção de

edifícios no entorno da lagoa (a verticalização da Pampulha é tema recorrente nos noticiários

locais e diversos grupos tem se manifestado a favor e contra o projeto da prefeitura municipal). A lagoa foi criada pelo então prefeito JK, que promoveu todo o conjunto arquitetônico projetado

por Oscar Niemayer. A Lagoa da Pampulha é uma das principais atrações turísticas dessa cidade.

Próximo à mesma localizam-se os estádios Governador Magalhães Pinto (Mineirão) e Jornalista Felipe Drummond (Mineirinho) e diversos clubes. Anualmente é disputada a Volta Internacional da Pampulha, na Avenida Otacílio Negrão de Lima, que contorna a lagoa. Também na virada do ano acontece o maior show de fogos do Estado, reunindo cerca de 300 mil pessoas no entorno.


estrutura fĂ­sica


estrutura administrativa A Escola de Design é composta por funcionários concursados e contratados, além dos docentes

(efetivos, efetivados, e designados) e os discentes dos diversos cursos. O corpo administrativo

é conduzido pelo mesmo setor administrativo que funciona na reitoria, no prédio da nova sede administrativa do Estado de Minas Gerais, e atende a todas as unidades da UEMG.


LA1 - total de trabalhadores, por tipo de emprego, contrato de trabalho e região Consta do quadro de pessoal da UEMG – data base 11/07/2012: 212 servidores: 165

professores, 20 técnicos administrativos e 27 terceirizados. Em alguns casos, as transferências e deslocamentos temporários, podem ser permitidas pela direção da Escola. No entanto,

somente o setor administrativo, na reitoria da UEMG, poderá efetuar as transferências, que devem ser comunicadas à SEPLAG - Secretaria do Estado de Planejamento e Gestão.


LA2 – número total e taxa de rotatividade de empregados, por faixa etária, gênero e região O índice de rotatividade é abaixo de 5%, porque todos os empregados são servidores públicos e possuem estabilidade, ou seja, na teoria existem critérios para o desligamento do funcionário

público, porém na pratica, pelo menos, nesta unidade, não houve nenhum caso em 2011. Os funcionários designados tem contrato por tempo determinado e, portanto, não podem ser considerados em índice de rotatividade. Mas, é importante ressaltar que a maior parte dos

designados (>80%) é reaproveitada até abertura de concurso tornando-se servidores, quando

aprovados. Para atender aos setores de funções administrativas como as secretarias da instituição, biblioteca, laboratório de informática, audiovisual e outros, são mantidos anualmente

20 funcionários. Os serviços de manutenção do prédio são efetuados por empresa contratada, que mantém uma média de 27 contratados.


LA3 – benefícios oferecidos a empregados de tempo integral, que não são oferecidos aos empregados temporários, ou em regime de meio período descriminados pelas principais operações O sistema de dedicação exclusiva permite aos professores que trabalham em período integral, na universidade, a realização de pesquisas cientifica e/ou projeto de extensão, mediante a alocação de horas para esse fim além de conceder mensalmente uma gratificação pela sua dedicação à instituição. O regime da UEMG é 40 horas para técnicos administrativos e para

professores 40Hs ou 20Hs, sendo que, para as designações temporárias, mediante a Lei 10.254/90 a carga horária é variável, de acordo com a necessidade de cada unidade acadêmica;


processo seletivo A Escola de Design realiza o processo seletivo para ingresso de novos alunos, uma vez

por ano. São distribuídas 280 vagas para os cursos de nível superior, na sede em Belo

Horizonte, objeto deste relatório. O processo seletivo abrange conhecimentos do ensino médio e o ingresso dos alunos é realizado por sistema de classificação. O candidato que apresente resultado nulo em qualquer prova é desclassificado.

cursos artes visuais - licenciatura

design de ambientes - bacharelado design gráfico - bacharelado

design de produto - bacharelado

vagas

duração manhã

tarde

4 anos

40

40

4 anos

40

40

4 anos

40

4 anos

40 40

turno

40

noite 40 40 40


A Escola de Design, com unidade da UEMG destina, em cada curso, uma cota de vagas para os candidatos que se enquadrarem nas categorias seguintes - com os respectivos percentuais de reserva, Consoante Lei Nº 15.259, de 27 de julho de 2004, a conforme o que se apresenta abaixo:

Categoria I – afro-descendentes, desde que carentes: 20% (vinte por cento) de reserva em cada curso.

Categoria II – egressos da escola pública, desde que carentes: 20% (vinte por cento) de reserva em cada curso.

Categoria III – portadores de deficiência e indígenas: 5% (cinco por cento) de reserva em cada curso.


governança pública A estratégia de trabalho adotada pela instituição dirigida pela diretora, Jacqueline Ávila Ribeiro Mota, e vice – diretora, Simone Maria Brandão Marques de Abreu, tem como finalidade traçar as diretrizes para o próximo mandato da direção da Escola de Design da Universidade do

Estado de Minas Gerais, período de 2012 a 2016. A nova direção assumiu em junho de 2012, porém a atual diretora era vice-diretora em 2011 (ano base desse relatório) e seu plano diretor tem como base o da equipe anterior:

O objetivo principal da atual direção é incentivar e promover o compartilhamento de ideias visando o intercâmbio de saberes e a integração das diferenças e competências.


perspectivas da instituição O Plano de Trabalho em vigor destina-se a delinear orientações elementares para o próximo mandato da direção da Escola de Design da Universidade de Minas Gerais, período 2012-

2016 e foi elaborado pela direção. A missão mantêm-se como responsabilidade em formar profissionais críticos e criativos que busquem soluções inovadoras para os problemas cotidianos

nas áreas do Design e da Educação em Artes. Procura-se incentivar e promover o intercâmbio de ideias, do conhecimento, das habilidades e da diversidade.

Em consonância com o Plano de Gestão da atual direção da UEMG, o escopo de trabalho

também se destina à melhoria e desdobramento dos cursos de Graduação e Pós-Graduação, à capacitação dos docentes e técnico-administrativos, assim como à efetiva atenção à pesquisa e extensão.

O processo de Avaliação de Desempenho da UEMG é aplicado para 690 servidores. Desde que foi estabelecido pelo Governo do Estado de Minas Gerais, durante a gestão Aécio Neves,

o programa de prêmio de produtividade para o funcionalismo público, que é baseado na analise individual de desempenho, assim como, no desempenho global da unidade, 100% dos funcionários passaram a ser analisados pelo menos uma vez por ano.


metas Ampliar em até 30% as atividades de ensino, pesquisa e extensão oferecidos pela Escola de Design.

Fortalecer os órgãos Colegiados e Conselho Departamental, estimulando a ampla participação da comunidade visando um posicionamento político da Unidade frente às suas necessidades específicas;

Promover a atuação efetiva das chefias de Departamento como forma de fortalecer a estrutura acadêmica da Unidade;

Consolidar a Avaliação Interna de Desempenho de Docentes como uma ferramenta para a melhoria dos cursos;

Fortalecer os centros, núcleos e laboratórios da unidade por meio do apoio às suas atividades e projetos;

Avaliar de forma sistêmica os Centros, Núcleos e Laboratórios da Escola de modo a promover maior integração e interdisciplinaridade entre as competências específicas;

Otimizar as atividades da Secretaria Acadêmica para maior eficiência nos processos de registro de informações dos alunos, para ganho de agilidade e segurança no armazenamento de dados;

Integrar os níveis de capacitação - graduação e Pós Graduação - através de atividades conjuntas;

Valorizar os espaços de uso e convivência da Escola por meio da manutenção

mais efetiva e constante das áreas, revitalização visual dos principais pontos de acesso, adequação sanitária dos banheiros e melhoria do sistema de informação - internet;

Fortalecer e estimular a participação discente nas decisões colegiadas da unidade por meio de apoio institucional ao diretório acadêmico;

Manter a Biblioteca atualizada e identificar novas tecnologias para os serviços de documentação e informação;

Melhorar a comunicação e divulgação da Escola, evidenciando o Design como um processo integrado e multidisciplinar;

Pesquisar e viabilizar novas demandas de cursos de Graduação e de PósGraduação, com propostas temáticas diferenciadas;


Aumentar o universo das parcerias institucionais, com objetivo de fomentar o

Design; ampliar as atividades de pesquisa e extensão da unidade por meio da identificação de oportunidades de fomento, consolidação dos procedimentos de institucionalização dos projetos e estimulo aos docentes e discentes para participação;

Divulgar os resultados dos projetos de pesquisa e extensão, através de seminários, mostras, exposições e publicações;

A presente proposta de Plano de Trabalho não se encerra em si mesma. Ela é flexível para absorver e contemplar novas demandas. A proposta deve ser entendida como uma ação aberta, durante toda a gestão, à participação da comunidade acadêmica, seja por meio de questionamentos, solicitações ou sugestões.


EC3 - cobertura das obrigações do plano de pensão de benefício definido que a organização oferece Os benefícios oferecidos aos funcionários e pensionistas da UEMG se dão através do plano

de saúde do IPSEMG – Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais

e tem como função assegurar e prestar serviços integrados de atenção à saúde e de concessão e manutenção dos benefícios previdenciários de forma regionalizada, com qualidade e sustentabilidade.

LA10 - média de horas de treinamento por ano, por funcionário, discriminadas, por categoria funcional No ano de 2011 os professores tiveram, em média 12 horas de treinamento oferecidos pelo

Programa Educação. Os servidores técnico-administrativos possuem treinamento esporádico que não foi contabilizado.

LA14 – proporção de salário base entre homens e mulheres, por categoria funcional Não esxiste diferença salarial entre homens e mulheres. O estatuto que rege a Universidade

do Estado de Minas Gerais, de acordo com a legislação vigente, não permite discriminação por questão de sexo, raça, religião e orientação sexual. Todos os funcionários recebem

remuneração equivalente em função do cargo ocupado, da titulação e em casos de funcionários contratados na antiga legislação, por tempo de trabalho. Como servidores públicos a legislação estadual garante o mesmo salário para servidores que exerçam a mesma função.




um breve relato histórico da instituição A Escola de Design se originou de uma longa trajetória relacionada à produção de conhecimentos

em Artes. Foi no final de 1953, que a Sociedade Mineira de Concertos Artísticos e a Sociedade

Coral de Belo Horizonte, se associaram, à Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, para fundar

a Universidade Mineira de Arte - UMA. No ano seguinte, foi criada a Escola de Música. Em 1955, foi criada a Escola de Artes Plásticas, ambas subordinadas a UMA, conforme Fundação João Pinheiro (1991).


Em 1956, a Escola de Artes Plásticas instala um curso preparatório, realiza seu primeiro

vestibular e entra em pleno funcionamento no ano de 1957, com sua primeira turma de alunos. Aqui nos cabe ressaltar que a FUMA foi a primeira Escola de Design do Brasil (1957), mas só foi reconhecida como curso superior pelo MEC em 1965, três anos portanto depois da escola. Na época, conforme registros da Escola de Design, seus cursos eram inéditos: Artes Plásticas

(habilidades de Pintura, Escultura, Gravura); Licenciatura em Desenho; Desenho Industrial e Comunicação Visual e Decoração.

Em 30 de dezembro de 1963, a Universidade Mineira de Arte foi transformada em Fundação e agregada à Secretaria de Estado do Trabalho e Cultura Popular, passando a denominar-se Fundação Mineira de Arte - FUMA. Sua denominação foi novamente alterada para Fundação

Mineira de Arte Aleijadinho, em 13 de maio de 1980, pelo Decreto n.º 7693. A primeira sede da instituição foi na Avenida Augusto de Lima, prédio que foi demolido para a construção do Fórum Lafayette.


Em 1990, a Fundação Mineira de Arte Aleijadinho fez sua opção pela incorporação à recémcriada Universidade do Estado de Minas Gerais. A UEMG, em Belo Horizonte, formou-se através da incorporação de tradicionais instituições de ensino, muito conceituadas não somente

no estado de Minas Gerais, mas, em todo o Brasil como o Curso de Pedagogia do Instituto de Educação de Minas Gerais, a Fundação Mineira de Arte Aleijadinho – FUMA e a Escola Guignard.

A UEMG foi criada pela Constituição do Estado de Minas Gerais de 21/09/1989 (CE-MG/89)*. Incorporadas à UEMG, as quatro instituições que participaram da formação inicial da Universidade, passaram às seguintes denominações: Faculdade de Educação (FAE/UEMG), Escola de Música (ESMU/UEMG), Escola de Design (ED/UEMG) e Escola Guignard.

*Artigos

81 e 82 do Ato das Disposições Constituições Transitórias (ADCT) e Art. 199 da CE-MG/89


da horizontalidade para a verticalidade A Fundação Mineira de Arte Aleijadinho - FUMA funcionava na Avenida Amazonas, número 6252, ao lado do Parque da Gameleira, em Belo Horizonte. O terreno da instituição foi incorporado

ao complexo da Expominas, construído pelo Governo do Estado, levando a mudança para o

prédio da Pampulha. Durante muitos anos a instituição se manteve na estrutura horizontal. Este perfil possibilitava maior encontro entre a comunidade acadêmica.

A FUMA possuía um pátio interno, que possibilitava a realização de jogos esportivos, sob a

coordenação do Diretório Acadêmico. Também realizava seus eventos no pátio interno, como: oficinas de arte, calourada, festas junina, festa a fantasia, shows, desfiles e outros. Possuía uma relação transdisciplinar com o ambiente das oficinas de marcenaria e serralheria.



As oficinas abrigavam, além das atividades práticas, o desenvolvimento dos projetos extensionistas

e de pesquisa. As carrocerias dos veículos do “Projeto Sabiá” foram desenvolvidas em horários extras, com a participação de professores e alunos. Outro exemplo foi o Projeto “Teatro na

Oficina” que, no período de 1997 a 2005, como atividade prática no final no ano letivo, para os alunos do curso de Licenciatura em Desenho e Plástica. Este evento transformava o ambiente de oficinas em um teatro, usando as bancadas de trabalho, como palco.

Além dos eventos, a horizontalidade da instituição permitia o contato com a vegetação, como as

árvores plantadas durante o Terceiro N-Design, em 1993. Havia uma área para estacionamento de veículos dos professores outra dos veículos de alunos. A cantina ficava na entrada, que

possibilitava o diálogo da comunidade. Mas, o prédio, original sofreu inúmeras alterações na planta original, nem sempre bem planejadas. Apresentava problemas nos pisos que afundavam,

paredes que trincavam e uma grande dificuldade na manutenção dos telhados, principalmente

em períodos de chuva. As salas de aulas se localizavam abaixo do nível da rua, ocorrendo constantes alagamentos. As condições eram muito precárias: instalações elétricas, rede de esgoto, equipamentos, etc.

A mudança da instituição em 2006, foi aceita com entusiasmo pela comunidade acadêmica.

Pois, não havia espaços livres para funcionamento dos núcleos, centros e consequentemente, para atender às aulas práticas e teóricas. A transferência da Escola de Design da região Leste para a região Norte da cidade, foi considerada fator positivo, devido ao aumento da área

construída, à proximidade com a UFMG e outras instituições e empresas conceituadas, dos pontos turísticos e de lazer.


Porém, a mudança da horizontalidade para a verticalidade da instituição, modificou o comportamento dos alunos, professores e funcionários também. Poucos são os encontros

nos corredores e menos ainda em horários de lazer. Esta nova formatação e a diferença de horários pelo deslocamento e transito local, dificultou as relações interpessoais. O edifício é bem localizado, mas, as atividades são isoladas e concentradas nos centros e núcleos.

Houve uma acentuada expansão na composição de Centro e Núcleos. Os projetos expandiram, participando mais ativamente da comunidade em torno da instituição, como o Projeto Ampliando Espaços e Artesanato Solidário e ED nos Parques, em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte.

O público não se encontra em pontos comuns, a não ser no primeiro andar, no ambiente da cantina. As horas de lazer podem ser compartilhadas neste andar, próximo ao DA, onde existe uma mesa de sinuca.


São somente dois elevadores (8 passageiros), para atender nos três turnos a aproximadamente

1.000 pessoas, causando uma grande espera em horários de entrada e saída dos turnos. Os

mesmos são ultrapassados e necessitam de manutenção constantemente. Assim mesmo, os alunos se divertem entre nas subidas e descidas das escadas.

O ambiente carece de reformas estruturais para segurança contra incêndios, funcionamento das janelas, parte hidráulica e elétrica, além da dificuldade em manter o sistema de rede em web, suficiente para toda a estrutura. Carece de computadores para atender a alunos e professores, além de equipamentos nas salas como equipamentos de multimídia.


a escola de design no contexto atual A Escola de Design da UEMG é reconhecida pela sua identidade e tradição no ensino superior. São 58 anos de funcionamento, prestando valiosos serviços à sociedade, tanto na formação acadêmica, quanto em projetos de pesquisa e extensão. Sua é meta é acima de tudo, preparar e fornecer profissionais com competência em Design e Artes Visuais, ao mercado de trabalho.

A competência dos professores, os prêmios nacionais e internacionais

alcançados, devem-se ao esforço continuado e crescente do corpo docente, do corpo técnico-administrativo e de nossos alunos que, com grande entusiasmo, mantêm em pleno funcionamento os Centros

de Estudo, as linhas de pesquisa e os trabalhos de extensão ora em atividade na Escola e que contribuem efetivamente para a

maior conscientização do público quanto à otimização dos resultados advindos de projetos adequadamente pensados e coordenados/ gerenciados (MOTA, 2012).*

A Escola de Design, desde a sua criação, mostrou expressivo crescimento de suas atividades

acadêmicas, de pesquisa e extensão, contribuindo para o desenvolvimento da cultura e de produtos e serviços, principalmente para o Estado de Minas Gerais.

*MOTA,

Jacqueline Ávila Ribeiro. Plano de Trabalho da Candidatura da Diretoria da Escola de Design 2012/2016


O Art. 1º, do estatuto da Universidade do Estado de Minas Gerais – UEMG, estabelece que a

mesma é uma autarquia estadual de regime especial, dotada de autonomia didático-científica,

administrativa, financeira, patrimonial e disciplinar, personalidade jurídica de direito público, prazo de duração indeterminado, sede e foro na Capital do Estado. A instituição possui isenção estadual, e CNPJ: 65.172.579/0001-15. Estes dados são aplicados em quaisquer atividades administrativas e contábeis da Escola de Design.


gestão da informação PR5 - práticas relacionadas à satisfação dos clientes, incluindo resultados de pesquisas que medem essa satisfação

legenda

comunidade externa


aluno


aluno egresso

professor


professor


coordenador


servidor tĂŠcnico - administrativo


o ensino O ensino de educação superior da Escola de Design é formado pelos cursos de licenciatura

em Artes Visuais e graduação em Design de Ambientes, Design Gráfico e Design de Produto. Oferece também os cursos de Pós-Graduação Lato Sensu em Gestão do Design, Design de Gemas e Joias e Design de Móveis. A Escola também oferece Pós-Graduação Stricto Sensu

em Design, Inovação e Sustentabilidade. São oferecidos também à comunidade, sem seleção prévia, os cursos de extensão gratuitamente.



graduação artes visuais [licenciatura] O curso de Licenciatura em Artes Visuais formam professores que irão atuar no ensino de Artes Visuais nas escolas do nível fundamental e do nível médio. Alicerçado em uma tríade

conceitual e prática que se traduz em três verbos – INOVAR, FORMAR e INVESTIGAR – o

curso evidencia o desenvolvimento de atitudes, valores, sensibilidades e conhecimentos que

propiciarão as bases para a formação do futuro docente em artes visuais. A estrutura do curso se divide em três módulos compostos por conhecimentos contextuais, estruturais e integradores. A instituição possui estrutura para atender a 160 alunos e licenciar 40 alunos por

ano. No entanto, mantiveram-se matriculados 129 alunos, licenciando 16 professores em Artes Visuais, no final de 2011.*

*

Os dados fornecidos pela Secretária da Escola de Design, foram Desconsidera-se os formandos e matriculados no início do ano letivo.

obtidos

no final do ano de 2011.


design de ambientes [bacharelado] O Design de Ambientes é um curso que desenvolve conhecimentos que dizem respeito às relações entre o homem e o espaço (interno e/ou externo) no mundo contemporâneo. O curso prepara o profissional para perceber e solucionar problemas oriundos das relações entre homem e espaço em residências, escritórios, instituições, empresas, espaços comerciais e industriais. Para tal, o curso oferece conteúdos e práticas relacionando várias áreas do conhecimento. Ao final do curso, o designer de ambientes estará preparado para exercer sua função social para atender, de forma inovadora, às necessidades do mercado, além da capacidade de atuação no campo da pesquisa, produção e gestão do conhecimento. A instituição possui estrutura para manter 320 alunos, graduando 80, por ano. Em 2011, foram matriculados 252 alunos e 36 estudantes se tornaram bacharéis.


design de produto [bacharelado] O curso de Design de Produto forma o profissional que irá atuar na criação e desenvolvimento

de produtos – objetos, utensílios, joias, máquinas, equipamentos, ferramentas, mobiliários, etc. Contemplando conteúdos teóricos, técnicos e práticos ministrados em salas de aula e oficinas,

o curso oferece conhecimentos que irão desenvolver um olhar para o ser humano e suas

necessidades, além dos conhecimentos relacionados à área de planejamento estratégico das empresas responsáveis pela produção e lançamento dos produtos no mercado. O Designer de Produto pode atuar no planejamento, projeto, desenvolvimento e gestão de produtos em

pequenas, médias e grandes empresas, bem como atividades acadêmicas relacionadas ao

ensino e à pesquisa. A Escola de Design pode atender a 320 alunos, graduando 80, por ano. Em 2011, matricularam-se 257, graduaram em Design de Produto 39 profissionais, na unidade de Belo Horizonte.


design gráfico [bacharelado] O curso de Design Gráfico fornece conhecimentos que envolvem a criação, a consolidação e a comunicação da imagem na atualidade. Abrange também a área de comunicação da imagem

de uma empresa e seu respectivo público. O designer gráfico analisa, avalia e relaciona: técnicas, métodos, materiais, tecnologias, custos para a produção e manutenção de imagens requisitadas pelo mundo contemporâneo. O curso capacita o aluno a solucionar problemas de

design e proporciona uma visão multidisciplinar de atividades relacionadas a projetos gráficos.

Ao transitar, durante o curso, por práticas e conteúdos que evoluem da menor para maior complexidade, o aluno pode optar por uma área específica pela qual possui maior domínio ou identificação. A estrutura da instituição pode atender a 320 alunos, graduando 80, por ano.

Em 2011, foram matriculados 291 estudantes, graduaram em Design Gráfico 30 profissionais.


pós - graduação [latu sensu] gestão do design O curso foi desenvolvido para formar Especialistas em Gestão do Design nas Micro e Pequenas

Empresas, com a compreensão das peculiaridades da realidade estrutural e concorrencial

desse segmento e capacitá-los com ferramentas de gestão da atividade projetual para a implementação de políticas e programas de utilização do design como diferenciador competitivo de produtos e empresas. São abertas 40 vagas por ano.

design de gemas e jóias A experiência da Escola de Design na formação de profissionais de Design e a particular

vocação do Estado de Minas Gerais para o setor de gemas e joias conformaram o curso de pós-graduação em Design de Gemas e Joias. O curso visa capacitar profissionais para o setor de gemas e joias na área do design, contemplando todos os níveis e aspectos envolvidos no processo integrado de concepção e desenvolvimento do produto. São abertas 40 vagas por ano.

design de gemas e jóias O curso visa à formação de Especialistas em Design de Móveis buscando atender a demanda

por profissionais comprometidos com a inovação de produtos e processos (produtivo e gerencial) para o setor moveleiro. São abertas 40 vagas por ano.


pós - graduação [strictu sensu] design, inovação e sustentabilidade A proposta do mestrado Strictu Sensu em Design está baseada no tripé Design, Inovação e

Sustentabilidade, sua área de concentração, e diz respeito às questões e aspectos que se

relacionam ao desenvolvimento sustentável do design no mundo globalizado e tecnológico.

Seus estudos consideram as grandes transformações em curso na sociedade, que emergem tanto dos setores produtivos como do meio social, interrogando-se sobre o papel do design

no atendimento às demandas por inovação, em equilíbrio e harmonia com o meio circundante.

Com duas linhas de pesquisa, Design, Cultura e Sociedade e Design, Materiais, Tecnologia e

Processos, o Curso de Mestrado formou a primeira turma em 2011. Foram abertas oito vagas e todos cumpriram o curso. O curso obteve 100% de aprovação.


a extensão A extensão universitária é uma forma de interação que deve existir entre a universidade e a

comunidade na qual está inserida; uma relação dialógica pela qual trocam conhecimentos. Na Escola de Design as atividades extensionistas acontecem por meio de todos os seus Centros,

intermediadas, quando necessário, pelo Centro de Extensão. Este funcionou até agosto de 2011, mantendo as atividades de seus núcleos que foram extintos, juntamente com o centro.

Os núcleos do Centro de Extensão eram até agosto de 2011: Núcleo de Educação Ambiental, Núcleo de Responsabilidade Social e Núcleo de Práticas Pedagógicas. Os Centros de pesquisa

da escola também realizam trabalhos de extensão. É uma opção para manter os alunos em

contato direto com a sociedade e uma experiência enriquecedora, que permite uma prática pouco provável de ser transmitida dentro de salas de aula e laboratórios. Extensão foi substituído pela Coordenação de Extensão.

O Centro de


a pesquisa A Coordenação de Pesquisa da Escola de Design é a instância responsável pelo estímulo e

apoio a todos da comunidade acadêmica que tenham interesse em desenvolver atividades de

pesquisa. A pesquisa desempenha um papel importante na produção de saberes científicos,

tecnológicos e culturais, pois representa um dos pilares da tríade que norteia a universidade pública brasileira trabalhando em conjunto com a extensão e o ensino de forma indissociável.

É a partir das pesquisas que são produzidos novos conhecimentos, bem como consolidados

ou refutados conhecimentos pré-existentes. As pesquisas são realizadas em sua maioria nos diferentes centros da escola pelos docentes, mas uma grande parte é conduzida pelo corpo discente com orientação dos professores.


prêmios A Escola de Design oferece, desde a sua criação, os cursos superiores com boa avaliação

do MEC, conforme publicações do mesmo; e excelente desempenho de alunos e professores,

no desenvolvimento de projetos constantemente reconhecidos por meio de premiações nacionais e internacionais.

Prêmio A Batalha de Conceitos Natura Alunas dos cursos de Design de Ambientes, Gráfico e Produto da Escola de Design foram vencedoras do concurso ocupando os 1° e 4° lugares. Prêmio Concurso Design Universitário Madeirense Alunos da Escola de Design foram premiados na categoria Home Office. Prêmio Ecofuturo de Educação para a Sustentabilidade A professora da Escola de Design, Nadja Mourão, foi semifinalista do 2° Prêmio Ecofuturo

de Educação para Sustentabilidade com projeto “Ensino de Design Sustentável: Inclusão das Questões Ambientais”.

Concurso Estilista Revelação A designer de produto Juliana Cruz, ex-aluna da Escola de Design, foi finalista do concurso Estilista Revelação 2011, promovido pelo programa TV Xuxa em 2011. Concurso Swarovski O designer de produto Edson Xavier, formado pela Escola de Design, fará parte do catálogo de tendências da Swarovski para 2013 com a jóias-suporte para mp4 player. Prêmio Melhores Ambientes O projeto do designer e professor Alencar Ferreira da Escola de Design foi eleito o ambiente mais criativo da edição de 2011 do Morar Mais por Menos de Belo Horizonte. Prêmio Francal Top de Estilismo Aluno do curso de Design de Produto da Escola de Design foi vencedor da 17° edição do Prêmio Francal Top de Estilismo na categoria bolsa. Concurso Love Design Shoes Aluna da Escola de Design foi finalista do concurso Love Design Shoes promovido pela empresa Tendenzia de Novo Hamburgo.


Salão Design Casa Brasil 2011 A empresa Notus, graduada pelo programa de incubação da D. Incubadora de Empresas e

Negócios de Design, da Escola de Design, recebeu Menção Honrosa no Salão Casa Brasil. O produto premiado foi a linha Farroupilha – poltronas e bancos em madeira certificada e estofado em manta reciclada. Concurso Tanara Cool Aluna do curso de Design de Produto da Escola de Design foi uma das vencedoras do

Concurso Tanara Cool, realizado pela empresa Dakota Calçados. O modelo escolhido pela empresa recebeu o nome de Tropical Summer.

Melhores Práticas 2011 em APLs de Base Mineral A Unidade de Inovação Tecnológica de Gemas e Joias de Teófilo Otoni, na qual a Escola

de Design atua por meio de seu Centro de Estudos em Design de Gemas e Jóias, ganhou o 1º lugar no Prêmio Melhores Práticas 2011 em APL de Base Mineral. Prêmio Suvinil de Inovação Alunas do curso de Design de Ambientes da Escola de Design foram vencedoras da 3°

edição do prêmio Suvinil de Inovação 2011, ocupando os 2° e 3° lugares. Os projetos “Fosco Brilho” e “Efeito Cárstico” foram desenvolvidos nos temas Métodos de Decoração e Efeitos Decorativos.

Prêmio Cidadania sem Fronteiras O Programa Minas Raízes, ação extensionista da Escola de Design, recebeu o 1° lugar, na categoria Cultura, do Prêmio Cidadania sem Fronteiras 2011. Prêmio Ambientação O Núcleo de Educação Ambiental da Escola de Design foi vencedor do 3° Prêmio Ambientação 2011, ocupando o 1° lugar nas Categorias Gestão de Resíduos, Consumo

Consciente Copos Descartáveis e Consumo Consciente Energia Elétrica, e o 2° lugar na Categoria Consumo Consciente Papel A4. Concurso Novos Talentos 2011 da ABD Aluna do curso de Design de Ambientes da Escola de Design foi finalista da 15° edição do Prêmio Novos Talentos 2011.

Concurso Universitário Faber Castell de Design Alunos do curso de Design de Produto e Design Gráfico foram premiados pelo 2° lugar na 3° edição do Concurso Universitário Faber Castell de Design 2011.


gestão ambiental Na busca pela melhoria ambiental e qualidade de vida a Escola de Design trabalha iniciativas que divulgam e promovem a educação ambiental nas suas dependências.

Além da proposta de desenvolver o ensino superior no design e nas artes visuais, a escola tem como objetivo promover os conceitos de sustentabilidade no ensino através dos princípios éticos trabalhados na educação ambiental. Para isso foi criado o Núcleo de Educação Ambiental

da Escola de Design/UEMG, no ano 2000, com o objetivo de estimular ações ambientalmente corretas dentro da escola e promover a consciência criticas sobre a sustentabilidade nas disciplinas oferecidas nos cursos.

O Projeto Revestir foi o primeiro projeto desenvolvido pelo Núcleo de Educação Ambiental, onde foi trabalhada a sensibilização em relação às potencialidades dos materiais alternativos

e recicláveis para criação de produtos e figurinos. O projeto foi coordenado Professora Anna Khatarina Aleixo Schmal. Essa ideia foi muito bem aceita, em doze anos de atividade foram

desenvolvidas dez edições que foram apresentadas em eventos nacionais e nos shoppings de Belo Horizonte.


O Projeto Revestir foi um grande sucesso, mas com o passar dos anos a iniciativa deixou de trabalhar a mudança comportamental dentro da escola e passou a ser apenas uma

propaganda da instituição, por isso o Núcleo buscou novas referências para implantar um projeto de educação ambiental na Escola de Design que motivasse a mudança de paradigmas do público interno.


Ainda na busca por novas iniciativas, a Escola dá inicio ao ciclo de eventos do Núcleo de Educação Ambiental e lança o Primeiro Seminário de Educação Ambiental no ano de 2005.

No ano de 2006, foi apresentado à escola de Design o Programa AmbientAÇÃO. O AmbientAÇÃO é um programa de comunicação e educação sócio ambiental, cujo objetivo é promover o

consumo consciente e efetivar atitudes ambientalmente corretas. Ele busca a mudança de

comportamento, no cotidiano dos funcionários da administração pública do Estado de Minas Gerais.

O Programa é constituído de duas linhas de ação: Atitude Consciente e Qualidade de Vida no Trabalho. Nesse sentido, desenvolve campanhas relacionadas ao consumo consciente, coleta

seletiva, comportamento no trânsito, arrumação e limpeza, saúde do corpo, redução da poluição sonora, antitabagismo entre outras.


No ano de 2007 a Escola de Design representada pelo Núcleo de Educação Ambiental

estabelece uma parceria junto a Fundação Estadual do Meio Ambiente – FEAM para criar táticas de desenvolvimento do Programa Ambientação na escola.

No ano de 2008 a Escola de Design adere ao Programa Ambientação efetivamente e passa a trabalhar as ações pré-estabelecidas pelo projeto, entre elas estão o convenio com a COMARP – Comunidade Associada para Reciclagem de Materiais da Região da Pampulha, que acolhe os resíduos dos materiais reciclados da escola.


O meio mais utilizado pelo Núcleo de Educação Ambiental para apresentar o programa foi

através de Boletins Informativos, que explicavam suas ações, campanhas e expunham maneiras de trabalhar a sustentabilidade no cotidiano para a comunidade acadêmica. Os boletins eram

expostos de diversas formas, seja nos quadros de avisos espalhados pela escola, ou em desenhos informativos afixados nas paredes dos banheiros e salas de aula, ou pela internet, meio mais fácil de atingir toda a comunidade.

CONHECIMENTO NÃO É NADA SEM ATITUDE!!!

Apague as luzes e desligue os ventiladores ao sair.


EN22 – peso total de resíduos, por tipo e método de disposição Método de caracterização de residuos: identificaçao de plásticos, metal, vidro, pilhas e baterias, material não reciclável e orgânico. Total de 6.095 kg no ano de 2011.


EN3 – consumo de energia direta discriminado por fonte de energia primåria Total de 177.075 watts no ano de 2011.


EN8 – total de retirada de água por fonte Total de 2700m³ no ano de 2011.


EN26 – iniciativas para mitigar os impactos ambientais de produtos e serviços e a extensão da redução desses impactos Coleta de dados por meio de amostragem visual de cada pavimento e suas características.

Estudo de ações e campanhas que se enquadrassem ao perfil dos estudantes e funcionários levando em conta faixa etária, nível social e outros fatores. Informativos sobre resíduos sólidos recicláveis.

Pesquisa de satisfação com as funcionárias da limpeza.

Acompanhamento dos resíduos recicláveis para a COMARP (Cooperativa de Materiais Recicláveis da Pampulha).

Realização de questionário do Programa AmbientAÇÃO para verificar o conhecimento dos alunos sobre o projeto.

Incentivos ao reaproveitamento de papéis, disponibilizando coletores nos centros.

Desenvolvimento do “projeto dos bloquinhos”. Foram distribuídos para os centros da Escola de Design os bloquinhos que reaproveitavam papel e foram confeccionados pelos alunos voluntários do NEA.

Disponibilização de um fim correto para as pilhas e baterias descartadas pelos alunos.

Realização de Campanhas das datas comemorativas.

Realização de apresentação durante o cine ED do documentário Lixo Extraordinário.

Comemoração da Semana do Meio Ambiente: distribuição de canecas para os funcionários dos centros da ED, em comemoração à Semana do Meio Ambiente.

Realização da Feira do Intervalo com os alunos de Licenciatura em Artes Visuais.

Desenvolvimento de matérias para as campanhas de EA e dos informativos;

Desenvolvimento de oficinas para estimular novas propostas de aproveitamento de resíduos;

Divulgação de material gráfico para instrução de alunos para o descarte correto dos resíduos nas lixeiras de coleta seletiva;

Capacitação das novas funcionárias da cantina, quanto à coleta seletiva.


Dentre as ações trabalhadas estão a distribuição de caixas coletoras para a coleta seletiva em

cada ambiente, junto com campanha de conscientização a fim de informar e contribuir para uma boa utilização das caixas coletoras. O núcleo capacitou os funcionários apresentando importantes ações eles devem realizar diariamente para contribuir com a melhor ambiental.


EN1 – materiais usado por peso e volume Papel A4: 170 pacotes de 500 folhas no ano de 2011. A partir das folhas A4 jå utilizadas

foram feitos blocos de folhas reaproveitadas e distribuĂ­das nos centros de estudo da Escola de Design.

EN2 - percentual dos materiais usados provenientes de reciclagem Foram produzidos 500 blocos de folhas A5 no ano de 2011.


O grande sucesso do programa na escola foi reconhecido junto ao premio Menção Honrosa

recebida no 1° Fórum Interinstitucional Ambientação – FIA no ano 2008. A continuidade das ações possibilitou a premiação da Escola de Design no 2° Fórum Interinstitucional Ambientação – FIA com o primeiro lugar na categoria avançada como a instituição que melhor trabalhou

o programa. Em 2011, o Programa Ambentação da Escola de Design conquistou 3 primeiros lugares e um segundo lugar, no Prêmio Ambientação - FIA 2011,


conquistas e desafios A implantação da Educação Ambiental na Escola de Design partiu da vontade acadêmica das professoras do Núcleo de Educação Ambiental, dos alunos voluntários e da vontade

institucional da Diretoria da Escola, desejosos de uma instituição acadêmica modelo em

Educação Ambiental. Circulam pela instituição 140 professores, 1.500 alunos, em diversos cursos, e três turnos, com perfis diferentes. Além destes, ainda contamos com a participação

de 200 funcionários internos, e mais os visitantes e 150 alunos participantes de cursos extensionistas. Temos, portanto um grande potencial que ainda está sub-aproveitado, talvez

por falta de divulgação ou conscientização da população. São poucas pessoas na Escola de

Design que manifestam interesse com o ambiente, e poucos funcionários preparados para ações ambientalmente corretas.


sustentabilidade no ensino, pesquisa e extensão Premissas do Relatório de Sustentabilidade ED-UEMG para um resultado transparente e de credibilidade:

Apresentação dos ganhos e das perdas da instituição durante o exercício em relação às atividades sociais, ambientais e econômicas.

Visualização dos objetivos previstos como atingidos ou não.

Comunicação transparente quanto à coerência entre a política de sustentabilidade institucional e o cumprimento das ações no período. Definição dos indicadores por relevância.

Boas práticas e números positivos que demonstrem o comprometimento com a Responsabilidade Socioambiental.

Divulgação dos dados, como os riscos inerentes à atividade do negócio e instrumentos disponíveis na instituição para lidar com esses problemas.

Relato das exigências legais que a instituição deve cumprir, bem como das atividades relevantes que podem ser consideradas diferenciais.

Apresentação das intenções da instituição para os anos seguintes. Engajamento com os principais públicos da empresa.

Consciência de que cada leitor do relatório tem um interesse específico em relação a ele.

Linguagem simples, clara e objetiva para ser de fácil compreensão a todo público de relacionamento da empresa.


listas de siglas CEBDS - Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável CEDTEC – Centro de Estudos em Design e Tecnologia CEP – Código de Endereçamento Postal CNPJ – Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas COMARP – Comunidade Associada para Reciclagem de Materiais da Região da Pampulha DA – Diretório Acadêmico EA – Educação Ambiental ED – Escola de Design ED – Escola de Design ESMU – Escola de Música s FAE – Faculdade de Educação FEAM – Fundação Estadual do Meio Ambiente FIA – Fórum Interinstitucional Ambientação FUMA – Fundação Mineira de Arte GRI – Global Reporting Initiative GT – Grupo de Trabalho JK - Juscelino Kubitschek MEC – Ministério da Educação N-Design – Encontro Nacional de Estudantes de Design NEA - Núcleo de Educação Ambiental ONG – Organização Não Governamental PPGD – Programa de Pós-Graduação em Design SEPLAG – Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão UEMG – Universidade do Estado de Minas Gerais UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais UMA - Universidade Mineira de Arte


Ă­ndice remissivo gri LA1

18

LA2

19

LA3

20

EC3

27

LA10

27

LA14

27

PR5

40

EN22

63

EN3

64

EN8

65

EN26

66

EN1

68

EN2

68


informações complementares Durante o ano de 2011, a Escola de Design passou por uma reforma de sua fachada, em

função do desgaste das cerâmicas que cobriam a parte interna do prédio. Como consequencia

desta reforma, houve um aumento de consumo de água e energia elétrica. Também ocorrem mudanças nos pontos dos coletores de resíduos e nos horários de atividade da cantina.

No final de 2011, o Centro de Extensão tornou-se Coordenação de Extensão, extinguindo

os núcleos de Educação Ambiental e de Responsabilidade Social. As demais mudanças de centros e núcleos e suas atividades foram registradas e publicadas no site da Escola de Design e serão apresentadas na próxima edição.

Agradecemos a todos os professores, alunos, funcionários e amigos da ED/UEMG, que colaboraram para a execução deste relatório.

Muito obrigado!


ficha técnica grupo de trabalho

projeto editorial

coordenação

organização

Equipe

revisão de texto

rita engler daniela martins leandro rocha marcela melo marcello tostes max cavallin nadja mourão thabata brito

rita engler glauco teixeira orientação técnica

daniela martins direção de arte

antonnione leone diagramação

antonnione leone marcello tostes fotografia

arquivo cedi arquivo cedtec arquivo ed arquivo nea josé luiz do carmo