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Maranduba, Agosto 2017

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Disponível na Internet no site www.jornalmaranduba.com.br

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Ano 8 - Edição 99

Projeto de reurbanização da orla da Maranduba é apresentado para moradores da região Sul


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Editado por: Litoral Virtual Produção e Publicidade Ltda. Fones: (12) 3849.5784 (12) 99714.5678 e-mail: jornal@maranduba.com.br Tiragem: 3.000 exemplares - Periodicidade: mensal Editor: Emilio Campi Jornalista Responsável: Ezequiel dos Santos - MTB 76477/SP Editora de Variedades: Adelina Fernandes Rodrigues Consultor Ambiental - Fernando Novais - Engº Florestal CREA/SP 5062880961 Consultor de Marketing - Luiz Henrique dos Santos - Publicitario Consultor Jurídico - Dr. Michel Amauri OAB/SP 324961 Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião da direção deste informativo

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Projeto de reurbanização da orla da Maranduba é apresentado para moradores da região Sul Cerca de 150 pessoas compareceram ao local para saber mais detalhes sobre mudanças

COMUNICAÇÃO PMU Na noite da última quinta-feira, 27, moradores e empresários compareceram a uma reunião em que foi apresentado o projeto de reurbanização e revitalização da orla da Maranduba, região Sul da cidade. Cerca de 150 pessoas estiveram presentes e acompanharam a exibição de vídeos e do projeto técnico, explanado com detalhes pelo secretário adjunto de Habitação e Planejamento Urbano, arquiteto Antonio Cesar L. Abboud. Em sua fala, Abboud abordou vários aspectos técnicos, tanto sobre a execução como sobre as fases do projeto. Ele comentou sobre a necessidade de ordenar os espaços (estacionamento, sistema viário e comércio) e que essa ação traz consequências positivas para a economia, além de proporcionar uma visão melhor da paisagem não só para o turista, mas também, para a população local. “É possível valorizar e mudar conceitos”, garantiu. Fases O projeto acontecerá em duas etapas. Porém, antes disso, algumas ações que vão contribuir para a melhoria do local, previstas em convênios, foram retomadas. Já está em processo de licitação a pavimentação da avenida marginal Tenente Manoel Barbosa da Silva, prevista pelo Convênio 171 de 2016. Também, a iluminação da orla com lâmpadas de led já está garantida por meio do Convênio 232/ 2014 , que prevê aplicação da verba do Departamento de Apoio ao Desenvolvimen-

to das Estâncias (Dadetur), iniciativa que trará mais segurança e valorização para a região. Para o projeto de reurbanização, também com utilização de verba proveniente do Dadetur, a primeira etapa conta com a instalação de canteiro central e iluminação desse canteiro, cujo início está previsto ainda para este ano. Já a segunda, prevê a revitalização junto à orla, com previsão de início no segundo semestre de 2018. “Sabemos que existe o período de temporada, mas o cronograma físico financeiro, que traz a divisão da obra conforme pagamento, traz a possibilidade de desacelerar as obras nesse período e acelerar depois do Carnaval. É possível delinear sem causar transtornos”, frisou o arquiteto. Abboud acrescentou que, para questões pontuais, serão realizadas reuniões setoriais com artesãos, comerciantes e donos de quiosques para regularizar e organizar a adaptação desses grupos. Em sua fala, o vice-prefeito e secretário de Cidadania e Desenvolvimento Social, Jurandir de Oliveira Veloso “Pelé”, valorizou o trabalho da equipe que desenvolveu o projeto. O prefeito Délcio José Sato (PSD), agradeceu a presença de todos e fez uma breve retrospectiva da situação em que encontrou a cidade e comentou que, com coragem, abraçaram o desafio de uma forma criativa. “Tínhamos o sonho de criar um departamento de projetos, convênios e contratos, que captasse recursos e emendas.

Hoje, temos a melhor equipe do Litoral Norte, que já transformou muitos lugares por onde passaram. São detalhes e é um trabalho incansável, que se transforma em beleza. Vamos despontar com trabalho e criatividade”, afirmou. Avaliação O projeto foi bem recebido pela maioria dos presentes. Foram sanadas algumas dúvi-

das, porém, o arquiteto se colocou à disposição para atender os munícipes. Rejane Gomes de Carvalho é moradora de Valinhos e possui uma casa de veraneio na Maranduba há muitos anos. “A casa é minha então, preciso lutar pela região. Criei meus filhos aqui e vim para saber sobre o investimento. Essa é a primeira vez que es-

tou sentindo firmeza no Governo. Estamos começando uma nova era em Ubatuba”, salientou. Para o comerciante Luiz Henrique Pereira da Silva, a avaliação do encontro também é positiva. “O mais importante é avisar a comunidade sobre o que está sendo feito. Esse debate é sempre positivo”, concluiu.


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Antiga casa de pau-a-pique pega fogo no bairro Rio da Prata

Na tarde do último dia 2 de agosto, uma antiga casa de pau-a-pique pegou fogo ainda sem explicações oficiais. Bombeiros, vizinhos e conhecidos tentaram apagar imediatamente as chamas, mas sem sucesso. Segundo populares um pequeno cachorro foi encontrado queimado dentro da casa. A correria foi grande na tentativa de retirar o maximo possível de móveis e outros pertences para fora da residência. A casa já foi usada para várias finalidades. Antiga porque foi de um dos primeiros moradores da localidade e que, ao seu redor, ainda é possível encontrar vestígios de infraestrutura como a captação de água que existia desde o século passado. Até o fechamento do jornal não havia comunicado oficial sobre as causas do incêndio. Nas redes sociais foram muitas as manifestações de apoio a família que lá residia e tristeza pela perda do símbolo construtivo e histórico de uma época do Brasil aqui na região.

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Moradores são atraídos por produtos de qualidade Considerado produtor familiar, o agricultor Ademildo Domingos (Milton), 57, nasceu na roça literalmente e há 22 anos vem produzindo na região. Entre os Sítios Cambuci e do Bigode tem colhido os frutos de sua sobrevivência. A produção fez a diferença, nos períodos de pior crise foi a salvação da lavoura. Na área possui bananas, frutos cítricos, galinha caipira, até um açude, que parece estar desativado, é possível observar no local. O que chama atenção é a qualidade da terra, que tratada pelo produtor, alavanca os bons frutos colhidos. O espaço é motivo de curiosidade entre moradores que se encantam com as plantas todas organizadas naquele solo. A paisagem ganha um ar de nostalgia para uns e beleza para outros. Uma parte é ven-

dida “pra fora”, diz Ademildo, mas também tem os que procuram adquirir na roça mesmo por conta da qualidade dos produtos. Não há quem não se encante com este e com as demais roças do lugar. Mesmo com o difícil trabalho de recuperar o solo o esforço vale a pena, diz o produtor. Ao redor partes da mata atlântica protegem aves e outros bichos que, vez por outra, aparecem na roça para encantar o trabalhador e sua família. Também servem como quebra vento para proteger a produção. O agricultor explica que “até em pequenos quintais é possível plantar, basta ter vontade. Depois que a pessoa colhe o que plantou não para mais. Quem não vai querer comer o que plantou, ainda mais com uma qualidade superior”, finaliza Ademildo.


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Projeto de meio ambiente com aulas de campo é finalizado na roça No último dia 27, alunos da escola municipal Virgínia Lefevre da Maranduba finalizaram importante projeto de meio ambiente com aulas de campo no Sitio Recanto da Paz no Araribá. Os alunos se deliciaram com a vivência local e com as aulas que receberam em campo que é parte integrante do projeto escolar aplicados nos últimos dois anos. A finalização do projeto aconteceu no sitio onde tudo começou quando da capacitação dos professores. O tema escolhido na propriedade do Araribá foi a roça de gengibre perto da floresta – produção e preservação juntas. Segundo os professores a proximidade com os espaços de vivencia deram resultados positivos nas salas de aula. Na escola estão dispostos os trabalhos realizados após as aulas de campo. Além da roça estão os trabalhos sobre mata atlântica, trilhas, animais marinhos, praias, lixo no mar. Os alunos utilizaram redes no sentido não pescar os peixes e sim os lixos que são jogados

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ao mar, maquetes, registros fotográficos, desenhos, fichas de visita, relatórios entre outras abordagens. Aula Na oportunidade os alunos receberam aulas do professor doutor Antonio Teixeira Guerra da UFRJ nos mesmos moldes aplicados com crianças inglesas pelo acadêmico na universidade de Wolverhampton. Também aulas sobre os espaços geográficos na propriedade, importância, saúde e ação de chuvas no solo e tudo sobre o projeto de pesquisa da estação experimental de erosão de solo vinculada ao Laboratório de Geomorfologia Ambiental e Degradação dos Solos (LAGESOLOS), e ao Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFRJ, ligado ao projeto de pesquisa do Doutorando Leonardo dos Santos Pereira. Ao professor da UFRJ foi dirigida varias perguntas bem formuladas e inteligentes sobre o aprendizado do dia tendo em vista o interesse do educador e educandos sobre o tema

abordado na roça. Os alunos surpreenderam a proprietária do sítio com elogios. Um aluno a felicitou com parabéns e agradeceu pela recepção e trabalho junto a parceiros pela oportunidade vivenciada pelos educandos, uma experiência única, engrandecedora e inesquecível que é divida com o corpo docente escolar, pais e alunos, parceiros, colaboradores das propriedades e apoiadores.

Instituto da Árvore planta mudas frutíferas no Fórum de Ubatuba Jovens da capoeira do IA e funcionários do judiciário se envolveram no plantio de mudas da Mata Atlântica

A área externa do Fórum de Ubatuba vai ficar mais arborizada. Na sexta-feira, 28 de julho, foram plantadas vinte mudas de árvores frutíferas nativas da Mata Atlântica no gramado do entorno do prédio. As mudas foram doadas pelo Instituto da Árvore (IA) e produzidas a partir do Projeto Viveiro IA, patrocinado pela Petrobras. Jovens que participam da capoeira no instituto realizaram o plantio junto com funcionários do Fórum. Os próprios trabalhadores cuidarão das mudas para que elas cresçam e se desenvolvam. Eles receberam do IA uma ficha com informações sobre a espécie que plantaram e como cuidar delas. As espécies escolhidas foram araçá vermelho, ameixa nativa, grumixama, uvaia, cambucá, cabeludinha, juçara e tarumã. O plantio fez parte da primeira ação do projeto cultural chamado “Artistas em Movimento – Despertando Sentimentos”, que aconte-

ce até dezembro no Fórum de Ubatuba. O projeto busca mudança de paradigmas, trazendo ao ambiente forense movimentos culturais que deixem o local mais leve e agradável aos funcionários e usuários. Além do plantio das mudas, a estreia do projeto contou com um tour pelo interior do Fórum onde os jovens do IA puderam aprender mais sobre o trabalho do poder judiciário. Depois, uma roda de capoeira agitou a área externa.


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GT realiza levantamentos no percurso da trilha da Água Branca

No primeiro dia de agosto, uma equipe do Grupo de Trabalho Água Branca, ligado ao Conselho do Parque Estadual da Serra do Mar e a comunidade local realizaram um dia de campo levantando dados históricos, culturais e ambientais, além de outros possíveis atrativos, pontos sobre segurança e infraestrutura a serem aplicados futuramente na trilha foram observados para atender uma demanda de uso público com o ecoturismo organizado, por exemplo. Alguns pontos, onde existe sinal de telefonia móvel e de relevância histórica e cultural, pontos das últimas roças também foram registrados. A segurança foi bastante estudada no percurso. No ponto central do atrativo vários questionamentos e possibilidades foram amplamente discutidos a fim de proporcionar índices de segurança elevada a visitantes. Os dados serão levados a conhecimento do Conselho para discussão e deliberação de suas competências. Existe entendimento de levantar oportunidades a comunidade local, já que estão mais próximos da história e do atrativo e se sentem parte deste

processo, além de possuírem responsabilidades diversas, principalmente do pertencimento sobre o bem natural que também é da comunidade antes mesmo de virar Unidade de Conservação Estadual sem o conhecimento ou participação da população na época.

Limpeza de praias da região sul de Ubatuba

No último dia 30, aventureiros da equipe Tango Vertical (grupo de pessoas amantes das atividades de aventura e ao ar livre), tomaram frente de uma importante atividade em beneficio do patrimônio turístico e ambiental da região. Foi realizada uma ação de limpeza das praias desertas da região sul do município. Contabilizados 14 sacos de 100 litros de lixo retirados das praias Ponta Aguda, Mansa, Costão da Ponta Aguda e Praia da Lagoa em um único dia. A ação teve apoio da Caiçara Ecoturismo, Escola Agostinho dos Santos e do Ubatuba SIM. Os mais variados tipos de resíduos foram encontrados, por exemplo, restos de churrasco, petrechos de pesca amadora, garrafas pet e de vidro. A grande maioria deste lixo foi lançada pelo homem ao mar e as marés se encarregaram de trazê-los as praias. Segundo os voluntários, neste dia o ponto de maior coleta de lixo foi o costão rochoso da Ponta Aguda, lugar muito frequentado por pescadores amadores de final de semana. A ação visa, além da “limpeza da praia” propriamente dita, a conscientização de turistas, moradores e usuários a cuidar destes ambientes naturais. Também foram abordados

temas sobre a importância do convívio mútuo (lazer e proteção), incentivo a manutenção e os devidos cuidados com a utilização do bem ambiental e cultural local. “Manter as praias sempre limpas e bem cuidadas faz bem a todos”, comentam os organizadores da ação. O grupo pretende alcançar um grande número de voluntários e colaboradores para as atividades futuras. As ações pretendidas estão previstas para acontecer ao menos uma vez por mês e o foco principal serão praias de difícil acesso. Tango Vertical agradece o apoio dos comércios locais e entidades que colaboraram com o sucesso da ação através de doação de material utilizado no dia - Super Tem Tudo, Pronto Atendimento Maranduba, Administração Regional Sul D´Menor, Caiaques do Valtera e Sr. Manézinho da Lagoinha. A lém de participar de uma boa aventura, conhecer praias quase desertas, integrar-se a um grupo com objetivos claros e definidos o participante ajuda a fazer a diferença na região, manter o meio ambiente limpo e organizado às presentes e futuras gerações. “E aí quem se habilita?”. Maiores informações pelo fone 3849-5739 e Whats: 12-99604-6255.


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Agosto no programa de parcelamento de débitos em Ubatuba

Contribuintes podem regularizar débitos com descontos até o dia 30 de agosto COMUNICAÇÃO PMU Tem início em Ubatuba nesta terça-feira, 1, o Programa de Parcelamento Incentivado (PPI) oferecido pela Prefeitura Municipal de Ubatuba. Os contribuintes terão a oportunidade de regularizar débitos como IPTU, ITBI, ISS e outros débitos, como multas, alvarás, ocorridos até 31 de dezembro de 2016. Para ofertar mais oportunidades ainda aos contribuintes, a Prefeitura fará plantões descentralizados durante o período sempre aos sábado. De segunda a sexta-feira o atendimento ocorre Prefeitura, das 9 às 16h, no Fácil. Também foi disponibilizado o telefone (12) 3834-1012 para mais informações sobre o programa de parcelamento. O contribuinte terá redução de 100% do valor de juros e multas para o pa-

gamento em parcela única. Já para o pagamento em até oito parcelas, a redução é de 80% de juros e multas. O desconto será de 60% para quem optar pelo pagamento em até 13 parcelas. E, na última opção, o contribuinte terá 50% da incidência de juros e multas para pagamento em até 18 parcelas. As parcelas não poderão ser inferiores a R$ 80,00. Confira os locais dos plantões aos sábados:

05/08 EM Virgínia M. da Silva Lefèvre - Rua Cabo Luís G. de Quevedo, 445, Maranduba 12/08 EM Maria da Cruz Barreto Rua Pedro Cabral Barbosa, 248, Perequê-Mirim 19/08 EM Mário Covas - Rua da Cascata, 781, Ipiranguinha 26/08 EM Honor Figueira - Av. Itamambuca, 101, Itamambuca

Brasil, porém sempre sofreu em sua infraestrutura, saúde, educação, social, obras e respaldo ao turista. Bairros como Estufa, Pequere-Açú, Maranduba e outros estão entre aqueles que precisam urgentemente de uma atenção especial do poder executivo. Grande oportunidade para a gestão atual arrecadar fundos e colocar em prática os serviços e obras em favor da população. O Contribuinte só terá que tomar cuidado com a prescrição e decadência que são modalidades de extinção do crédito fiscal, assim estabelecidos no artigo 156 do Código Tributário Nacional, in verbis:

Artigo 156: extinguem o crédito tributário “... V- a prescrição e decadência” Ou seja, o contribuinte tem prazo para cumprir espontaneamente seus débitos juntos aos órgãos, caso não cumpra, a prefeitura e órgãos terão o prazo de 05 (cinco) anos para constituir o crédito tributário, tornando-o líquido, certo e exigível, apto a ser executado judicialmente. O Órgão não fazendo isso poderá o contribuinte valer-se das vias administrativas ou judiciais pedindo a extinção das dívidas. Na dúvida consulte sempre um advogado (a).

Atenção e cuidado do contribuinte na hora de parcelar impostos

Michel Amauri OAB/SP 324.961 Entra em vigor no mês de agosto a lei municipal de regularização de débitos junto a prefeitura, oportunidade para regularizar a situação fiscal e cadastral de IPTU, ITBI e ISS ocorridos até o final de dezembro de 2016. A prefeitura dará isenção de até 100% de juros e multa para aqueles contribuintes que realizarem o pagamento em parcela única, 80% em até oito parcelas, 60% em até 13 parcelas e 50% em até 18 parcelas. Vale destacar que Ubatuba é uma cidade paradisíaca considerada uma das mais lindas do

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Paróquia Nossa Senhora das Graças na Semana Nacional da Família 2017 Entre os próximos dias 12 a 20 de agosto paroquianos da região sul de Ubatuba participará de intensas atividades da Semana Nacional da Família 2017. Organizadores, Padre Daniel e paroquianos convidam a todos para este exemplar evento onde seus participantes possam vivenciar um grande momento familiar. Programação 12-08 Comunidade de São Sebastião no Bonete as 10 horas 12-08 Comunidade Santa Cruz na Maranduba as 19:30 horas 13-08 Com. Nossa Senhora das Graças no Sertão da Quina as 8 horas 13-08 Comunidade de Santa Filomena no Araribá as 17:30 horas 14-08 Comunidade de São Maximiliano na Lagoinha as 19:30 horas 14-08 Comunidade de Nossa Senhora de Fátima na Tabatinga as 19:30 horas

16-08 Comunidade de São João Batista na Fortaleza as 19:30 horas 17-08 Comunidade São Pedro na Praia Dura as 19:30 horas 18-08 Com. Nossa Senhora Aparecida no Sertão do Ingá as 19:30 horas 19-08 Matriz Cristo Rei na Maranduba as 19:30 horas 20-08 Comunidade de Nossa Senhora Aparecida na Caçandoca as 10 horas A partida da carreata será no Posto de combustível da Maranduba

Festa de São Maximiliano Maria Kolbe na Lagoinha ANUNCIE 99714-5678

Dias 04 e 05 de agosto. Contamos com a tua presença!


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Pesquisadora caiçara apresenta tese de doutorado na UFRJ sobre potencial geoturístico e estratégias de geoconservação em trilhas na região A caiçara Maria do Carmo Oliveira Jorge do Araribá apresentou no último mês sua tese de doutorado em uma renomada bancada na Universidade Federal do Rio de Janeiro. O trabalho apresentado servirá como parâmetro de uso, manejo e conservação em áreas de potencial geoturismo no território nacional. Trocando em miúdos trata de desenvolvimento economico e sustentabilidade ambiental, principalmente às comunidades locais. O trabalho propõe como objetivo avaliar o potencial geoturístico da região sul de Ubatuba, a partir do inventário do patrimônio geológico-geomorfológico, e propor ações que visem à promoção e geoconservação desse patrimônio. O intuito também é de valorizar as comunidades que se encontram no entorno destes patrimônios. Geoturismo A pesquisadora, Dra. Maria do Carmo, informa que esta atividade vai além do turismo e aponta os elementos físicos da natureza como fonte de informações e conhecimento. Trata-se de uma forma de desenvolvimento sustentável com foco nas feições geológicas da terra e numa visão cultural, de conservação e buscas de benefícios à população local. “Esse turismo prevê a apreciação, interpretação das informações e conscientização sobre a importância dos elementos naturais e sua conservação. Para despertar o interesse dos turistas e trazê-los aos

locais é imprescindível tornar tais atrativos visíveis, acessíveis e passíveis de interesse e entendimento”, explica a doutora caiçara. Esta atividade tem caráter cientifico, didático, social, histórico, turístico, economico e ambiental. Saber Os Geoparques ou Geosítios não necessariamente devam ser transformados em Unidade de Conservação, mas podem estar dentro de uma UC ou não. Nos países europeus e na China tem sido cada vez mais estimulado a criação de atividades econômicas baseadas na geodiversidade da região com o envolvimento das comunidades locais. Segundo a pesquisadora, “a participação dos comunitários tem sido de grande valia, pois o saber popular aliado ao científico tem dado bons resultados”, reitera Maria do Carmo. Trilhas A pesquisadora explica que no caso as trilhas podem exercer muito mais do que a função de uma simples via para se chegar a um determinado destino. Elas também possuem valores e necessitam de cuidados. São nestas vias que um outro elemento a geodiversidade se faz presente – o solo – embora não faça parte dos roteiros turísticos é essencial para a passagem no leito da trilha, para sua manutenção e equilíbrio do sistema. Os estudos foram baseados nas informações colhidas na trilhas Sítio Recanto da Paz e Lama Mole (Araribá), Sete Praias

(Lagoinha e Praia Grande do Bonete), do Quilombo Caçandoca e da Água Branca (Sertão da Quina). Destaca-se informações sobre a formação dos solos na região, os tipos de rochas

e até onde se encontram as jazidas de granito Verde Ubatuba, que segundo a pesquisadora se formaram a cerca de 400 milhões de anos. O trabalho lança um olhar da geografia nos seg-

mentos turísticos como o ecoturismo, turismo de aventura, turismo rural, observação de fauna e flora, observação de aves e turismo pedagógico no desenvolvimento das regiões.


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Geoparques no mundo são uma marca atribuída pela Rede Global de Geoparques (GGN), sob os auspícios da UNESCO Os geoparques no mundo são uma marca atribuída pela Rede Global de Geoparques (GGN), sob os auspícios da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) a uma área onde sítios do patrimônio geológico (geosítios) representam parte de um conceito notável de proteção (geoconservação), educação (geoeducação) e desenvolvimento sustentável (geoturismo e desenvolvimento territorial). Estes geoparques são considerados patrimônio da humanidade. A América do sul possui apenas dois representantes – Uruguai e Brasil. No Brasil apenas a cidade de Araripe, Ceará, possui esta atribuição. Guardadas as devidas cautelas, pelos dados e parâmetros nacionais e internacionais colhidos preliminarmente pela pesquisadora a Água Branca e o Corcovado poderiam pleite-

ar o título de geosítio nacional, itens como infraestrutura e acessibilidade são os que impediriam o recebimento desta marca. O trabalho foi muito bem elaborado, tendo em vista a facilidade de entendimento e o fácil despertar pelo interesse em patrimônios ambientais, culturais e turístico da região sul de Ubatuba. O estudo conta com a participação dos professores doutores Antonio José Teixeira Guerra (orientador) e Michael Augustine Fullen da Woverhampton University da Inglaterra como co-orientador. A tese foi apresentada através do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza do Departamento de Geografia através do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFRJ. Literalmente mais uma “filha da terra” que retorna com boas notícias em prol da comunidade onde nasceu.


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16 de agosto de 2017 - Dia em que os quilombos poderão deixar de existir

No próximo dia 16, será julgado pelo Supremo Tribunal Federal a pedido do DEM - Partido Democratas - uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 3239/2004 questionando o decreto 4887/2003 que regulamenta a titulação das terras dos quilombos no país. O julgamento se estende desde 2012 e conforme decisão da corte suprema brasileira poderá anular o futuro de milhões de quilombolas e assim, de forma análoga, apagar parte da história da formação do processo civilizatório nacional onde os quilombos foram fundamentais nesta formação de povo e nação. A história do Brasil e a dos quilombos se confundem. É sabido que o país seria outro se não fossem os cativos escravos que, contra sua própria vontade, atravessaram um oceano, sofreram na carne e no espírito para atender aos caprichos de ricos, poderosos e brancos na história nacional. No país cerca de seis mil comunidades aguardam o reconhecimento de seus direitos. Lembrar também que muitos destes cativos eram reis, príncipes, princesas em sua terra de origem quando capturados e vendidos. Outros fins

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Atualmente o preconceito e valoração excessiva de seus territórios para fins especulativos, imobiliários e econômicos são os maiores obstáculos para a uma reparação histórica, manutenção da biodiversidade e qualidade de vida de seus integrantes. Áreas quilombolas são consideradas Unidades de Conservação já que preservam o meio ambiente, a cultura e a história de forma integrada e sustentável. Segundo Denildo Rodrigues de Moraes, coordenador nacional da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas em entrevista ao Instituto Socioambiental (ISA) diz que “nossos antepassados vieram para cá contra a vontade. Mas, em algum momento, começaram a reconhecer como sendo sua terra o lugar onde viviam em liberdade. E a amá-la. O quilombo refazia vidas, porque essa liberdade não lhes era dada, mas conquistada... lutamos para assegurar o direito às terras que eles fizeram por merecer. Dependemos delas para sobreviver física e culturalmente”, desabafa. Quase 75% da população quilombola vivem em situação de extrema pobreza. São descendentes de pessoas que não nasceram aqui, che-

garam ao Brasil acorrentadas em porões de navios enfrentando tudo e todos para que sua futura geração desfrutasse de uma vida digna. “Portanto, não consideram nossos direitos originários, como os dos povos indígenas. Mas eles são garantidos por uma série de dispositivos. O principal é o Decreto 4.887, que regulamenta o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos. Mas também temos o Artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias e 215 e 216 da Constituição da República, a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, de 7 de junho de 1989, o Decreto Legislativo no 143 de 20 de junho de 2002, o Decreto 5.051 de 19 de abril de 2004, a Instrução Normativa no 49 do INCRA e a Portaria n.o 98 da Fundação Cultural Palmares”, explica o representante da Coordenação. Nas redes sociais os vários movimentos em favor dos quilombos disponibilizam uma campanha e petição online intitulada “O Brasil é quilombola! Nenhum quilombo a menos!” contrario a solicitação do DEM.

Camping Selvagem em meio a Mata Atlântica

Jaqueline Martins A Pousada das Cachoeiras disponibiliza espaço para camping selvagem em em seu espaço com cachoeiras exclusivas e infraestrutura completa. Barracas, barracas de teto automotiva, carretas, reboques, trailers, mini-trailers (teardops), motor home, truck home, campers, trailovers e trailers dobráveis são aceitos com preços promocionais. Além da hospedagem o local oferece monitores para trilhas e esportes de aventura, passeio à cavalo, restaurante com café da manhã, almoço

e jantar, módulos com pontos de energia (110v), chuveiro quente, lava louças, churrasqueiras, esgoto para despejo, atividades para escoterismo, palestra de cultura indígena com pajé e historiadores locais. A Pousada das Cachoeiras está localizada na Rua Benedito Antonio Eloi 935, Sertão da Quina, Ubatuba. Mais informações com Jackeline (12) 3849.8244. Whatsapp: (12) 99606.9908 ou (12) 99783.8023. Jaquemartins09@ hotmail.com - reservas@pousadadascachoeiras.com.br


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Inspiração genuinamente caiçara: artesanato Natural da Lagoinha, Amadeu Alves Reis, 48, é um daqueles que tiveram infância de verdade, daquelas com sabor de aventura e liberdade. Lembra dos avós paternos e maternos que ultrapassaram a barreira de um século de vida. Foram muitas experiências adquiridas, conta o artesão. Sorridente e com um ar de “criança arteira” ele exibe os quadros que fez a mão livre. Fala das pipas que faz questão de fazer as crianças da localidade. O mesmo em dias de vento acompanha as crianças a “empinar pipa” como parte da recordação de infância. Qualquer pedaço de madeira vira arte. Ele até produziu um helicóptero em peça única com um pedaço de jaqueira que jogaram fora. Pretende agora fazer um ônibus de passageiros da Expresso Rodoviário Atlântico que possuía carcaça da Ciferal. Sua inspiração, principalmente dos quadros, vem dos tempos de liberdade quando nadava nos rio da Lagoinha quando limpos, dos quintais a beira mar como a de seu Constantino, das redadas de peixe, da roça de mandioca, dos bananais das canoas e dos barcos de pesca no lagamar, da floresta viúva e dinâmica no entorno da antiga casa.

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No seu espaço de trabalho o portão é conjunto de lápis de cor, lá se pode ver berimbau, arcos e flechas. As raízes geralmente viram cobras que por aqui são encontradas. Material que jogam fora ele aproveita, vira arte, as recordações de infância viram quadros. Bom ainda é a conversa de

como a região era na sua visão, para isso uma tarde de prosa é pouco e vale a pena. Por tudo isso e sua vivencia história podemos afirmar que Amadeu Alves é mais uma caiçara com inspirações vindas do DNA resultado do processo civilizatório nacional colocado em prática nesta atualidade. Virão outros!

Desânimo

Eric F. Scarabelin Por tantas vezes somos acometidos pelo desânimo, proveniente de diversas causas e motivos, tentando frustrar a nossa vontade de empreender a batalha diária e sugar todas as nossas forças. A inveja consome através de falsidade o pouco de bondade que resta no ser humano, o querer sem trabalhar, o desejar sem produzir e o cobiçar sem se sujeitar as dificuldades diárias. A cada manhã uma nova batalha se inicia, novas decisões a serem tomadas e problemas a serem solucionados, tudo contribuindo para uma labuta árdua e estressante e consumindo grande parte da tua energia diária. Aos olhos estranhos é mais fácil dizer que alguém teve sorte do que assumir o seu papel familiar e social, iniciando o dia toda manhã antes mesmo do sol nascer e o encerrando muito tempo após o mesmo se por.

Coisas, fofocas e situações que nos derrubariam são as pedras que usaremos como alicerce para construir a nossa morada, palavras falsas, mesquinhas e ardilosas são a certeza de que estamos no caminho certo. Enquanto colocarmos sempre Deus à frente em nosso caminho e a nossa vida em tuas mãos, nada poderá abater a nossa força e luz espiritual, a luz que provém do Criador a nós como seus filhos. Como no conto do vaga-lume que era perseguido pela cobra, ao indagar ao seu perseguidor porque o perseguia, o mesmo respondeu que o brilho do vaga-lume o incomodava. Lembremo-nos, dentro do propósito e da verdade de Deus, até mesmo o mau segue seu desígnio tentando atrapalhar e acaba por ajudar. Um abraço fraterno e fiquem com Deus.

Jornal Maranduba News

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Agosto 2017

Jornal MARANDUBA News

Atividade física sob medida

Para quem deseja uma vida saudável em um corpo em perfeito deve se dedicar a atividade física apropriada a seu biótipo, idade, etc. Na região sul de Ubatuba, mais precisamente na Maranduba a Parnaso Academia e Estética oferece um centro de integração física e mental que proporciona um equilíbrio nas energias e melhora a qualidade de vida. Contando com piscina aquecida para as diversas modalidades de hidroginástica, natação infantil e para bebês e acqua zumba, também oferece musculação, circuit training, pilates, ioga, judô, krav maga, muay-thai e zumba. Também conta com um centro de estética com serviços de cabelereiro, manicure, pedicure, esteticista e acupuntura, além de lanchonete aberta ao público. A Parnaso Academia & Estética fica na Av. Marginal 422 na Maranduba. Tlefones (12) 3843.3050 e 3843.1055. facebook.com/parnasoacademiaeestetica

Dedicação mantém praia limpa

Curtir uma praia com um visual como o da Maranduba em um ambiente limpo, sem sujeira é outra coisa! A municipalidade se encarrega de fazer a limpeza da praia de uma forma geral mas o diferencial se nota nos quiosques onde cada um capricha na limpeza de seu entorno, proporcionando um chamariz adicional para os visitantes. Foi o que notamos no último dia 25 em frente ao quiosque

Ilha Vitória, na Maranduba. Todo seu entorno estava impecavelmente rastelado e limpo sem nenhum vestigio de qualquer natureza. As únicas marcas eram as poucas pegadas de quem havia passado pelo local. Um belo exemplo a ser seguido pelos demais permissionarios para que a praia continue a ser uma opção aos turistas e veranistas que visitam nossa região.

Com um novo visual, o “trem” do ambulante Hugo Churros, oferece novidade aos frequentadores da praia da Maranduba: pizza de tapioca. São várias opções de recheios

sobre uma deliciosa massa a base de tapioca. Essas e outras iguarias podem ser degustadas no trenzinho que fica próximo ao quiosque Milenium, na Maranduba.

Novo visual com novidades


Agosto 2017

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Jornal MARANDUBA News

Aves da nossa Mata Atlântica – Trovoada Foto: Antonio de Oliveira “Tio” /PROMATA

Esta sim pode se considerar como uma ave particular da Mata Atlântica. Vive em casais no sub-bosque da floresta, em um micro-hábitat bem particular. Portanto, a destruição e fragmentação da Mata Atlântica podem afetar a espécie que é dependente da integridade desses micro-ambientes para sobreviver. Pequena no porte - com até 14 centímetros - é potente na sua vocalização. Esta beleza de penas costu-

ma se alimentar de aranhas, centopéias e lacraias, lagartas e insetos, por exemplo. Aos nativos de nossa região ela é chamada popularmente de “Pituí” (mais comum), outros a chamam de “Dituí”, uns de formigueiro-trovoada ou simplesmente trovoada. Esta pequena ave chama atenção pela combinação de sua plumagem e sua “cara de sério”. Parte de cima do corpo preto e branco, região acima da cauda castanha, parte de

baixo do corpo cor de ferrugem. Asas pretas com pintas brancas, cauda preta com a ponta pintada de branco. Lista branca acima e abaixo da região dos olhos. Seu nome científico - Drymophila ferruginea – vem do (grego) drumos = floresta, madeira; e philos = aquele que gosta, afeiçoado a; e do (latim) ferruginea = cor de ferrugem, ferruginoso. (Ave) cor de ferrugem que gosta de floresta.

Em Inglês é conhecido como Ferruginous Antbird. Apenas por conta da pronuncia nossa ave pode ser confundida com uma ave nativa da Nova-Guiné onde o som de seu nome parece com o nosso português brasileiro. Lá a ave se chama “pitohui” considerada a única ave venenosa do mundo. Na realidade da nossa ave Tupiniquim pouco se sabe, mas o que se conhece é bastante para saber que ela é muito importante para nossa Mata Atlântica.

“Pitui” também é apelido de um observador de aves da PROMATA que aniversariou – pra não dizer que ficou mais velho - no final deste mês de julho. * * * Fonte: Promata, Ubatubabirds, WikiAves, http://blog. institutobrookfield.org.br, avescatarineneses, Aves do Brasil - passarinhando.com, casadospassaros.net, pensamentoverde.com.br * * *


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Agosto 2017

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“Chacina na Ilha Anchieta - Tiroteio na invasão e retomada da Ilha” Parte 38

Jornais da época enviaram seus melhores repórteres para descrever a maior rebelião do planeta que aconteceu em nossa região, sobreviventes ajudam a contar a história.

Ezequiel dos Santos “Diário da Noite”, com os repórteres Evaldo Dantas Ferreira e Alcides Leonel, enviados especiais a época noticiavam na 2ª edição do jornal de 21/06/1952. Depois de falarem dos vândalos reclusos naquele “inferno”, trataram também sobre a revolta contra o regime, possivelmente contra a má alimentação e contra os maus tratos que vinham sofrendo. O texto continua levantar as dúvidas possíveis à época por quem acompanhava o levante. “Mas, finalmente, depois de uma luta que ainda não parece ter chegado ao seu término, pode ser, agora, embora com algum sacrifício, fazer-se um balanço geral da situação criada pela terrível e sangrenta rebelião dos presos. E o balanço sobre os acontecimentos é o mais trágico, de vez que cerca de 100 pessoas neles perderam a vida”. Os questionamentos dos repórteres refletiam as duvidas da população sobre saber ao certos os motivos e a forma do inicio do sangrento levante daquela fatídica sexta-feira. Tudo começa por conta das informações desencontradas ditas por funcionários civis e militares do presídio correcional. Já os capturados afirmavam que mais cedo ou mais tarde o evento iria acontecer, dada a situação de miséria e maus tratos que sofriam nos últimos cinco meses. Embora as autoridades policiais e militares afirmassem a tranquilidade e a ordem em curso, era comum o relato de moradores se armarem com o que tinham: espingardas velhas, roçadeiras, facões, foices, pedaços de pau, tudo na tentativa de prepararem-se para

algum ataque. Destaque ao relato de um soldado que dizia ter sobrevivido ao inferno. A reportagem ouviu o soldado Jose Maria, que servia naquele presídio há sete anos. Ele contou aos repórteres que havia conseguido escapar dos presos e alcançar uma lancha rumo ao continente. Pouco depois consegue chegar ao continente o Cabo José Sudário que atravessou o “boqueirão” a nado rumo a terra firma. Emocionado, José Maria, conta aos repórteres - “Devia ser mais ou menos 8:30 horas da manhã. Eu, e alguns companheiros descansávamos no alojamento, quando percebemos uma gritaria infernal. Nem bem nos pusemos de pé, o alojamento foi invadido pelos detentos em revolta. Estavam armados de mosquetão, metralhadoras e pedaços de lenha. Eu e o cabo Sudário conseguimos escapar em direção a praia. E tivemos muita sorte de não sermos perseguidos. É

que os presos não deram pela nossa fuga. Apanhei uma barca e não vi o cabo. Só mais tarde, já aqui no continente, o encontrei. Ele tinha feito a travessia a nado”. José Maria contou ainda que o armamento e metade da munição existente no presídio estava em poder dos detentos naquele momento. Calculava-se na época cinco metralhadoras automáticas, 50 mosquetões, 35 Winchester, 30 revolveres e grande quantidade de granada de mão, as de efeito moral. No outro lado da cidade, na capital paulista, outro repórter levantou que havia uma movimentação para abastecimento de armas, munição e pessoal com destino a Taubaté. Eram reforços da Força Pública chefiadas por um jovem oficial que a reportagem identificou como tenente Cabetti. “Sob sua guarda estavam duas “peruas”, uma camionete, e um “jeep”, a fim de que as forças

já sediadas nas localidades do litoral possam se locomover em perseguição aos detentos evadidos. Nada menos do que três dezenas de metralhadoras, cinco caixas de munições e centenas de granadas foram enviadas a Taubaté, localidade onde o tenente Cabetti estabelecerá contato com o comando das guarnições da Força Publica sediadas no litoral.” A reportagem apurou ainda que além desse material, levaram a turma de abastecimento

bombas de gás e mascaras. O jovem oficial disse também que todo o material estava bem guardado devido ao risco do equipamento cair nas mãos dos foragidos. Sua missão só estaria concluída quando todo o armamento for entregue em Taubaté. Ele termina a reportagem afirmando que ele e os comandados estão dispostos a dar o máximo para o bom êxito de sua missão, inclusive a vida se preciso for.


Agosto 2017

Jornal MARANDUBA News

Coluna da Adelina Fernandes

Receita de Família

Família é prato difícil de preparar. São muitos ingredientes. Reunir todos é um problema, principalmente em datas especiais. Pouco importa a qualidade da panela, fazer uma família exige coragem, devoção e paciência. Não é para qualquer um. Os truques, os segredos, o imprevisível. Às vezes, dá até vontade de desistir. Preferimos o desconforto do estômago vazio. Vêm a preguiça, a conhecida falta de imaginação sobre o que se vai comer e aquele fastio. Mas a vida, (azeitona verde no palito) sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite. O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares. Súbito, feito milagre, a família está servida. Fulana sai a mais inteligente de todas. Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade. Sicrano, quem diria? Solou, endureceu, murchou antes do tempo. Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante. Aquele o que surpreendeu e foi morar longe. Ela, a mais apaixonada. A outra, a mais consistente. E você? É, você mesmo, que me lê os pensamentos e veio aqui me fazer companhia. Como saiu no álbum de retratos? O mais prático e objetivo? A mais sentimental? A mais prestativa? O que nunca quis nada com o trabalho? Seja quem for, não fique aí reclamando do gênero e do grau

comparativo. Reúna essas tantas afinidades e antipatias que fazem parte da sua vida. Não há pressa. Eu espero. Já estão aí? Todas? Ótimo. Agora, ponha o avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados. Logo, logo, você também estará cheirando a alho e cebola. Não se envergonhe de chorar. Família é prato que emociona. E a gente chora mesmo. De alegria, de raiva ou de tristeza. Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco. Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que quase sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao paladar tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa. Atenção também com os pesos e as medidas. Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto, é um verdadeiro desastre. Família é prato extremamente sensível. Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido. Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional. Principalmente na hora que se decide meter a colher. Saber meter a colher é verdadeira arte. Uma grande amiga minha desandou a receita de toda a família, só porque meteu a colher na hora errada. O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita. Bobagem. Tudo ilusão. Não existe Família à

Oswaldo Aranha; Família à Rossini; Família à Belle Meunière; Família ao Molho Pardo, em que o sangue é fundamental para o preparo da iguaria. Família é afinidade, é “à Moda da Casa”. E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito. Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas. Há também as que não têm gosto de nada, seriam assim um tipo de Família Dieta, que você suporta só para manter a linha. Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir. Enfim, receita de família não se copia, se inventa. A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia. A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta, e outro aqui, que ficou no pedaço de papel. Muita coisa se perde na lembrança. Principalmente na cabeça de um velho já meio caduco como eu. O que este veterano cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça, por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que experimentar e comer. Se puder saborear, saboreie. Não ligue para etiquetas. Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, no alumínio ou no barro. Aproveite ao máximo!

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Jornal Maranduba News #99  
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Notícias da Região Sul de Ubatuba

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