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Maranduba, Abril 2017

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Disponível na Internet no site www.jornalmaranduba.com.br

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Ano 8 - Edição 95

Foto: Jorge Inocêncio Alves Junior

15 de Março - Dia do Caiçara


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Últimos dias para inscrição de cursos gratuitos na Ong Ubatuba em Foco

A Organização Não Governamental “Ubatuba Em Foco Região Sul” ainda possui inscrições abertas para cursos gratuitos a moradores da região. São as últimas inscrições para cursos de elétrica, manicure, corte e costura, auxiliar administrativo, RH, cuidador de idosos, capoeira, TaeKewondo, Kung Fu, violão, alfabetização, pintura em tecido e artesanato (bordado em

chinelo, confecções de bolsas, fuxico, tricô e crochê. A Ong fica no bairro do Sertão da Quina, próximo a padaria na Rua da Cachoeira – Benedito Antonio Elói esquina com a Rua Roberto Antonio do Prado. Os interessados devem trazer cópia de RG e CPF e comprovante de residência. Já o menor de idade deverá apresentar, além de seus documentos pessoais e

comprovante de residência, cópia de documento dos pais, declaração escolar, assinatura de termo responsabilidade. Atestado médico é necessário apenas para os cursos de tae Kwondo, Kung Fu e Capoeira. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 9 ao meio dia e das 14 as 17 horas. A organização possui um brechó e bazar da pechincha onde todos são bem vindos.

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Editado por: Litoral Virtual Produção e Publicidade Ltda. Fones: (12) 3849.5784 (12) 99714.5678 e-mail: jornal@maranduba.com.br Tiragem: 3.000 exemplares - Periodicidade: mensal Editor: Emilio Campi Jornalista Responsável: Ezequiel dos Santos - MTB 76477/SP Editora de Variedades: Adelina Fernandes Rodrigues Consultor Ambiental - Fernando Novais - Engº Florestal CREA/SP 5062880961 Consultor de Marketing - Luiz Henrique dos Santos - Publicitario Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião da direção deste informativo


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Projeto TAMAR apresenta documentário sobre a saga Caiçara No dia 1º de abril o projeto TAMAR apresenta, com entrada gratuita, um dos projetos mais esperados pelas comunidades tradicionais a beira mar. Trata-se dos 35 minutos da mais pura alma da vida dos povos que formaram o processo civilizatório nacional a partir deste litoral paulista e o sul carioca. O projeto “Caiçaras - Às margens do Brasil” é uma obra de Guilherme Rodrigues, renomado produtor audiovisual e consiste na elaboração de um documentário audiovisual e tem como tema a vida e a cultura da população caiçara que reside no litoral sudeste e sul do Brasil. Além disso, irá identificar e mostrar os fatores que estão colocando suas manifestações culturais e tradições em risco, como o turismo excessivo, a especulação imobiliária e a implantação de parques de conservação em locais habitados tradicionalmente por este povo. Este trabalho já rodou em vários circuitos importantes e foi alvo de elogios de publico e critica. “Existem três tipos de homens: os vivos, os mortos e os que vão para o mar”. Victor Hugo Para os povos do mar, os valores são outros e que a ciência atualmente entende como sendo a ideal para um bioma tão sensível e importante a manutenção da vida. A interação entre homem e natureza nesta região é endêmica deste litoral, quer dizer só existe aqui e faz com que o equilíbrio sociedade e natureza possa se manterá varias gerações. O documentário busca retratar um modelo de vida secular típico de algumas regiões do litoral sul e sudeste do Brasil. Um povo sem voz, envolto em diversos conflitos de terra e que

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vê suas tradições se perderem ou serem diluídas face aos encantos da sociedade moderna,

mas que em meio a todos estes desafios ainda luta na intenção de manter sua cultura viva.

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Fortes chuvas não atrapalharam ação social Bingo beneficente supera as expectativas

No último sábado dia 18, uma força tarefa de comunitários, amigos, familiares, comerciantes e voluntários realizou no Frango Frito (Nivaldo) uma ação social em beneficio a uma moradora Suzane Liptczinski - que foi prensada por uma Kombi dirigida por uma menor em plena temporada na Praia da Maranduba quando trabalhava. A moradora não perdeu a vida, passou por poucas e boas, mas em recuperação está impossibilitada de trabalhar e continuar temporariamente sua vida normal. Suas imagens sobre a cama e sua determinação bombou nas redes sociais. Ela concedeu varias entrevistas com resultados práticos ao perigo deste tipo de irresponsabilidade e ainda impunidade. A semana da ação social foi de chuvas torrenciais que assolaram vários locais no litoral norte paulista. O fator climático havia colocado em dúvida a possibilidade de colocar o planejado em

risco e não acontecer, porém as chuvas, raios e trovoadas não desanimaram as pessoas tendo em vista o grande sucesso do evento e a vontade de ajudar. Foram realizados bingo, havia comes e bebes, doces, salgados, brinquedos para as crianças e salão lotado de pessoas. Foi uma noite de festa e o mais importante não faltou - solidariedade autentica. Parentes e amigos informam que, mesmo com todas as dificuldades de locomoção e financeira, ela esta se recuperando e até pode arriscar os primeiros passos num andador. Em sua página em rede social ela tem recebido enxurradas de mensagem de apoio e fé. Sua gratidão é revelada por um farto sorriso, que acabou sendo sua marca registrada. Por tudo que passa e passou isso sim é um exemplo de mulher de fibra e muita garra! Muita gente esta na torcida por sua rápida recuperação e a que a justiça no seu caso seja feita!


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Projeto de escola primaria inglesa sobre parcelas de agricultura adaptada a realidade brasileira é aplicada no Araribá/SP pela UFRJ No último dia 3/3, o Sítio Recanto da Paz recebeu alunos e professores da Escola Sebastiana Luiza do bairro do Araribá para aplicação de um projeto de extensão as comunidades rurais e urbanas, com objetivos de produzir alimentos a baixo custo e com um bom conhecimento de algumas propriedades químicas e físicas dos solos. Tudo para que não haja prejuízo financeiro, nem perda de tempo no processo agricultável. Embora pareça, em primeiro momento, de difícil aplicação, as crianças realizaram o projeto com excelência, entendendo claramente a importância dos solos para as muitas atividades agora e ao longo de suas vidas, principalmente no entendimento e aplicação a produção de alimentos. O trabalho, que na versão inglesa é intitulado Projeto Hanover e Wolverhampton, tem como autores os pesquisadores Keptreene Finch da Hibiscus Housing Association e o Professor Michael Fullen, ambos da Universidade de Wolverhampton - Reino Unido junto com alunos da escola pública primária Woden em conjunto com seus professores. No Brasil o projeto esta sobre a coordenação do Professor Antonio Jose Teixeira Guerra e Ms. Maria do Carmo Oliveira Jorge da UFRJ do Laboratório de Germofologia Ambiental e Degradação dos Solos – LAGESOLOS-UFRJ, cuja tradução e adaptação foi aplicado na pratica no interior da propriedade no Araribá. O projeto contou com a participação dos geógrafos Aline Muniz Rodrigues e Leonardo dos Santos Pereira, ambos

doutorandos do Programa de Pós-graduação em Geografia, da UFRJ orientados pelo prof. Dr. Antonio Guerra-UFRJ. De tamanha importância a região estiveram no evento representando a prefeitura Claudio dos Santos, Secretario Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento e os coordenadores Bruno Amauri dos Santos, de abastecimento e Gilson Cardoso da Silva do fomento a agricultura. Da Câmara Municipal esteve o vereador Claudinei Xavier. Com os alunos do 5º ano as professoras Maria de Fátima da Costa e Cristina Durão. Erick da Silva representou a PROMATA. Emilio e Adelina Campi o Jornal Maranduba News. Descobertas Após a explanação teórica, tanto professores quanto os alunos foram a campo realizar a pratica proposta. Alguns alunos se descobriram na atividade, a curiosidade e a vontade de aprender falaram mais alto pelo fato de morarem no bairro e que o contato que tinham sobre o solo era o de caminhar sobre ele e observar áreas de agriculturas na região e nunca o de tratar sobre o tema diretamente, principalmente abaixo da linha do solo. Foram realizados quatro testes: como descobrir que tipo de solo você tem, O teste da percolação (infiltração), O teste das minhocas e o teste de pH (nível de acidez). Os alunos utilizaram planilhas, medidores de pH, colocaram a mão na massa - quer dizer solo, contaram os seres vivos, visualizaram o tipo de solo coletado, o tempo que água leva para ser absorvida pelo solo e também particularidades de

um solo sadio e um danificado. Após voltarem à sala seus relatórios foram lidos a todos. Para os pesquisadores Antonio Guerra e Maria do Carmo “esse é apenas um exemplo de como podemos colocar o conhecimento científico, através de projetos de extensão, para que as comunidades rurais e urbanas possam produzir alimentos, a baixo custo e com um bom conhecimento de algumas propriedades químicas e físicas dos solos, de forma que não haja prejuízo financeiro, nem perda de tempo”, concluem. A pesquisadora Maria do Carmo fala com propriedade e

Poema VIDA É uma enciclopédia de amor E de tragédia, Tem a escravidão e a ilusão. E quando todos se forem “apretarei” meu coração. Giulia Jann - 09 anos

com certo orgulho desta devolutiva a comunidade, pois nasceu neste bairro e conhece sua realidade e transformação. Ao final a proprietária Dona Annie - e funcionários do sitio, ofereceram aos presentes um café regional, com bolos, quitutes, suco e sorvete de gengibre, entre muitas outras delicias. O evento começou as 8:30 e terminou as 11:30hs com um gostinho de querer mais. A expectativa é que trabalhos desse porte possam ser realizados com maior freqüência em parceria com a PROMATA junto com professores e alunos das escolas da região.


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Museu Histórico de Ubatuba recebe o Acervo Memória Caiçara Imagens, filmes, impressos e áudio de depoimentos integram o conjunto FUNDART Para celebrar o Dia do Caiçara, 15 de março, o Museu Histórico “Washington de Oliveira”, vinculado à Fundação de Arte e Cultura de Ubatuba (Fundart), recebe permanentemente o Acervo Memória Caiçara. O Acervo Memória Caiçara é resultado do trabalho de pesquisa da Profa. Dra. Kilza Setti realizado com as populações litorâneas desde meados dos anos 60. O acervo apresenta registros sonoros – depoimentos, festas e peças musicais que foram digitalizados na íntegra, além do registro de imagem fixa (fotos, mapa da região estudada) e em movimento (filmes em DVD), manuscritos, impressos e publicações. Tanto a consulta presencial ao acervo quanto a consulta online da base de dados permitem conhecer trechos musicais, fotos e depoimentos sobre a vida e a cultura caiçara, que envolvem temas relacionados à visão de mundo, consciência de preservação ambiental e cultural, consciência das perdas de espaço e território, acesso aos bens naturais, questões religiosas, repertórios e atividade musical, mudanças na vida caiçara e outros assuntos de interesse geral. Acesse: www.memoriacaicara.com.br O acervo completo, bem como o equipamento adquirido para o projeto está sob a guarda da Fundart desde 2008, ano de finalização da primeira fase de pesquisa. O diretor presidente da Fundart Pedro Paulo Teixeira Pinto destaca a nova instalação do projeto no Museu Históri-

co: “Em 2008 instalamos na FundArt o Projeto Acervo Memória Caiçara, da Profa. Dra. Kilza Setti, sua tese de doutorado da USP – Universidade de São Paulo. Em 2012 o Projeto de Pesquisa Bibliográfica e Documental e de Exposição “Ubatuba, o redescobrir da história” da pesquisadora Cintia Bendazzoli. Ambos de grande importância para o conhecimento de nossa história e cultura caiçara e estavam carecendo da visibilidade necessária para o benefício de todos. Cabe aqui lembrar a frase da nossa primeira escritora, Idalina Graça: “Povo que não tem memória não tem nada para contar.”” O Museu Histórico “Washington de Oliveira” tem como acervo principal a Exposição

“Ubatuba, o redescobrir da história” resultado da pesquisa bibliográfica e documental realizada pela pesquisadora Cintia Bendazzoli. SERVIÇO Museu Histórico “Washington de Oliveira” – Acervo Memória Caiçara e Exposição “Ubatuba, o redescobrir da história” Endereço: Praça Nóbrega, 8 – Centro, Ubatuba-SP Funcionamento: De segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h. Entrada gratuita. Para consultas ao acervo presencial e visitas monitoradas para grupos escolares é necessário realizar o agendamento através dos telefones: (12) 3833-7000 l 3833-7001 ou pelo endereço eletrônico: contato@fundart.com.br


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Moradores abatem serpente que circulava em quintais Erick da Silva No último dia 10, no bairro da Lagoinha, nos arredores do campo de futebol, moradores foram surpreendidos por uma serpente que diziam estar circulando pelo local. Com medo e apreensivos as pessoas se armaram com o que podiam para espantar a tal serpente. Não demorou muito para que a imagem de uma serpente Caninana (Spilotes Pullatus) pendurada num galho ao lado de um morador local estivesse circulando nas redes sociais. O medo, mais ligado ao desconhecimento sobre o réptil, fez com os moradores o abatessem. Sobre seu peso e tamanho não foram passadas alguma informação o que seria de grande valia para a ciência, o setor de saúde e proteção de animais. Grande, porém não venenosa Geralmente preta e amarela, a Caninana é uma serpente característica da América Central e América do Sul. Ela pode atingir cerca de 4 metros de comprimento e é bastante rápida, ágil e agressiva, sendo uma das cobras mais rápidas do mundo. Em alguns casos, ela se alimenta de animais vinte vezes mais pesados que ela mesma. Temida pelos homens, esta serpente não é venenosa (peçonhenta). É uma cobra de hábitos solitários. Alimenta-se principalmente de roedores arborícolas e pequenas aves. Costuma como forma de defesa erguer a parte anterior do corpo, inflar o pescoço e investir contra sua presa ou o agressor. Alimenta-se principalmente de ratos e pássaros. Sua reprodução é ovípara, ou seja, coloca ovos. Pode colocar entre 15 e 18 ovos por vez. Possui dentição áglifa (tipo de dentição característica das serpentes sem aparelho inoculador de peçonha. Os

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dentes são maciços e sem canal inoculador de peçonha), sem presas de inoculação de veneno e é uma serpente que prefere ficar acordada durante o dia. “Cobra Feroz” Assim como outros da fauna e flora do país, esta também possui outros nomes e diz a lenda, ou a história, um deste é “arabóia, cainana, cobra-tigre ou jacaninã”. Arabóia que provavelmente surgiu de “Araribóia” que na língua Mãe tupi significa “cobra feroz” ou “cobra da tempestade”, nome dado a um famoso caci-

que da tribo dos Temiminós, do grupo indígena Tupi, em meados do século XVI. Este cacique praticou muitos atos de heroísmo. Entre eles conta-se que atravessou a nado a baía da Guanabara para liderar o assalto ao Forte Coligny e incendiar o depósito de pólvora da fortaleza, que os franceses ali haviam construído em 1556, logo em seguida à tomada da ilha na baía de Guanabara. Existe, em homenagem a sua bravura uma estatua do Cacique Araribóia em Niterói - Rio de Janeiro.

“Procuro fazer da escola extensão da minha casa”, diz novo diretor do Áurea em entrevista ao JMN

Na manhã do último dia 28, o novo diretor do colégio Áurea Moreira Rachou, Sertão da Quina, falou em entrevista ao JMN de respeito, fortalecimento da comunidade, visão de trabalho, portas abertas a comunidade, caráter em formação e apoio da comunidade. Meia hora antes Natural de Franca/SP Nilton Beloti, gosta de conversar, é funcionário público há 26 anos, chegou a Ubatuba em 2010 e já gostou da cidade. Sobre o bairro disse que foi muito bem recebido pela comunidade escolar e pelos pais. Moradores tem relatado ver Nilton chegar meia hora antes ao colégio para receber os alunos na porta da escola com boas vindas. Já na primeira reunião com os pais de alunos mostrou a que veio e deixou bem claro que “os pais que se sentirem na necessidade de vir à escola serão bem vindos”, comentou. Visto com bons olhos pelos pais e comunitários que o observam o diretor tem tido apoio irrestrito dos moradores e lideranças. Diz sempre estar preocupado com o bem estar das crianças e as condições de trabalho da equipe escolar. “Sinto que a comunidade comunga da mesma idéia e procuro fazer da escola extensão da minha casa”, reitera o diretor. Diz Trabalhar com dois grandes valores: caráter e respeito, este último de forma bem ampla. Costuma conversar com alunos sobre a forma que o mesmo gostaria de ser tratado para que trate da mesma forma seu semelhante. Diz tentar nunca cometer uma injustiça, principalmente com as crianças que estão com caráter em formação. Profissional que recebe grande apoio de seus superiores, que aos subordinados trata-os respeitosamen-

te, haja vista a volta do sorriso e satisfação dos funcionários do colégio, “a satisfação de todos facilita muito o trabalho”, diz Nilton. Comenta ainda que já visitou alguns moradores do bairro e que foi informado das belezas que o local possui. Comunidade solidaria ao Colégio Quanto ao vandalismo ocorrido no colégio na noite de 23 último, existe uma sensação de “já passou” e que isto não interferirá nos trabalhos presentes e futuros do colégio. O ato foi condenado pela comunidade em redes sociais, reuniões e rodas de conversa pela região. A equipe gestora comenta que lamenta o ocorrido, tendo em vista que em pouco tempo conquistou-se reciprocidade no carinho e respeito entre escola, comunidade e principalmente alunos junto à gestão do colégio. O que mais revoltou os comunitários foi a vandalização do alimento dos alunos. Alguns equipamentos e produtos foram danificados, mas a força tarefa escolar realizou a limpeza e manutenção em dois dias, colocando tudo em ordem. Pais e responsáveis entrevistados pelo JMN dizem estar de olho e são unânimes em dizer que o novo diretor é bem vindo.


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Missa em memória de vítimas da Catástrofe de 67 emociona fiéis em Caraguatatuba

DIOCESE CARAGUÁ A Diocese de Caraguatatuba realizou uma Missa em memória às vítimas da Catástrofe de 1967 em Caraguatatuba no último sábado (18/3), data em que a tragédia que vitimou oficialmente 436 pessoas e arrasou o município completou 50 anos. A celebração foi presidida por Dom José Carlos Chacoroswki, bispo diocesano e contou com a presença de parte do clero e autoridades, como o prefeito de Caraguatatuba, Aguilar Junior, a primeira dama, Samara Aguilar e a presidente da Fundacc, Silmara Mattiazzo, entre outros. Dom José Carlos lembrou as vítimas falecidas, mas também destacou a importância das pessoas que sobreviveram à fatalidade e ajudaram a reconstruir Caraguatatuba, reunindo todos os esforços possíveis para que hoje a cidade fosse reconhecida como a “Princesinha do Litoral”. A Diocese homenageou o médico Keiiti Nakamura, que vivenciou a tragédia e ajudou a salvar muitas vidas. Também foi homenageada a irmã Maria Neusa Sudário dos Santos, superiora da Santa Casa, que foi de extrema importância para prestar socorro aos feridos, mesmo em meio à lama e muitos

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escombros. Irmã Maria Neusa leu a ata relatada pelas religiosas da Congregação das Pequenas Missionárias de Caraguatatuba que atuaram no atendimento às vítimas da catástrofe e emocionou os presentes com os relatos. A celebração foi encerrada com uma oração escrita especialmente para a ocasião pelo padre Mauro Ramos, pároco da Paróquia São João Batista, do bairro do Poiares. Memorial Também foi entregue na ocasião uma placa simbólica do Memorial do Cinquentenário, uma iniciativa da Diocese em parceria com a Prefeitura, que deverá ser entregue oficialmente ao município junto com a revitalização da Praça da Bíblia durante as comemorações do aniversário de Emancipação Político-Administrativa de Caraguatatuba no mês de abril. Dom José Carlos, o prefeito Aguilar Junior e demais autoridades também fizeram o plantio de uma muda de pau-brasil nas dependências da Santa Casa de Misericórdia, em alusão à encíclica do Papa Francisco e da Campanha da Fraternidade, que estimulam o cuidado com a Casa Comum, ou seja, o planeta.

Portal da Maranduba é revitalizado

COMUNICAÇÃO PMU A entrada de Ubatuba para quem chega pela praia da Maranduba está ficando mais bonita. Desde o início de março, uma equipe está trabalhando na revitalização do portal. Essa foi uma das ações solicitadas pelo prefeito Délcio José Sato (PSD), visando o cuidado com a cidade e a recepção das pessoas que chegam ao município. O arquiteto Cesar Abboud, secretário adjunto de Habitação e Planejamento Urbano, possui uma vasta experiência com projetos de urbanização, principalmente, implantados por meio de pleito de convênios. Essa experiência foi compatível com o sonho do prefeito de criar uma equipe específica para cuidar de convênios e projetos e, então, a partir das demandas, os processos estão se desenvolvendo. Após a criação deste setor, o segundo passo foi iniciar a revitalização do portal da Maranduba. “A intenção de repaginar o portal surgiu do desejo de cuidar de Ubatuba, porém, trabalhando com detalhes, não sendo necessárias grandes mudanças na infraestrutura”, explicou Abboud. Ele completou, dizendo que a intenção é realizar coisas simples mas interessantes, como no caso do portal, onde foi feita a pintura,

a retirada de lona e cobertura e que ainda serão feitas, como a iluminação e o paisagismo. “Não poderíamos deixar a porta da entrada da cidade da forma como sempre ficou, abandonada. Hoje nossa entrada está mais bonita e limpa, sendo elogiada por todos que por ali passam. Ainda faremos muito mais, mas já estamos melhorando o que está aí”, assegurou o prefeito. No entorno do portal, a equipe da administração Regional Sul promoveu a manutenção e limpeza do local, realizando melhorias como capina, roçada, pintura nos pontos de ônibus entre outras. Mesmo com a execução desses serviços, o trânsito na região, que está com um pequeno desvio para a conclusão da reforma, não ocasionou grandes impactos no tráfego. A obra foi executada com recurso da iniciativa privada- patrocinada pela empresa Atmosfera. O arquiteto ainda comentou que o objetivo da administração é que seja instalado um portal em cada entrada da cidade. Por isso, já existe um projeto em andamento para a entrada da rodovia Osvaldo Cruz, que também deve ser executado com verba da iniciativa privada, e um na região da

Picinguaba, que ainda não foi detalhado. “Ubatuba tem a iniciativa privada muito presente. É muito importante que os comerciantes e empresários possam nos ajudar e que consigamos valorizar isso, afinal, todos ganham com esse tipo de investimento, pois a tendência é aumentar o número de visitantes”, enfatizou Abboud. A próxima ação prevista para a região da Maranduba é a revitalização da orla, cujo projeto final deve ser apresentado pelo prefeito no dia 9 de abril. A iniciativa será realizada com verba proveniente de convênio e está orçada em cerca de R$ 3 milhões. “Os convênios existem para investimentos específicos. Não podemos utilizar uma verba destinada para essa categoria e aplicar na saúde, por exemplo. Então, já que existe a disponibilidade de recurso para investimento na estrutura da cidade, vamos utilizar”, esclareceu. Segundo Abboud, será feita a ordenação das vias e comércios para que o fluxo e as atividades fiquem mais organizadas. No local, ainda haverá melhorias na iluminação e paisagismo, assim como no portal. A previsão é que a obra tenha início no segundo semestre.


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Peregrinação da Folia do Divino na Praia do Bonete em fim de semana Bonete é primeiro bairro a receber grupo de foliões

O Bonete, na região sul do município, nos últimos dias 18 e 19 foram o primeiro bairro a receber a centenária e histórica Folia do Divino. O ponto de encontro da folia foi ao lado esquerdo da praia do Bonete, por volta das 8 horas da manhã. O evento tem o apoio cultural da Prefeitura de Ubatuba, por meio da Fundação de Arte e Cultura (Fundart). Trazida pela Rainha Isabel de Portugal no séc. XVII, a Festa do Divino Espírito Santo é uma das mais antigas manifestações religiosas do Brasil. Em Ubatuba, essa manifestação ocorre de Norte a Sul há mais de dois séculos, segundo antigos caiçaras. No passado, até a década de 50, a Festa do Divino Espírito Santo era a mais respeitada e valorizada. As comunidades das praias e sertões se preparavam com antecedência para receber a Folia do Divino, que com seus foliões, visitava a casa dos devotos com suas violas, rabecas e caixa seguindo a bandeira sagrada. Nesses últimos 50 anos a Folia do Divino de Ubatuba vem sofrendo muitas alterações devido à atuação de vários fatores adversos, mas nunca perdeu a essência da fé e coletividade de nossa cultura. Atualmente a Folia é composta por pessoas de várias extremidades do município, como Almada, Ubatumirim, Promirim, Praia Vermelha e Itaguá. Filhos e netos de antigos foliões, essas pessoas levam consigo a arte e a cultura de um povo que resiste a tantas mudanças, a Cultura Caiçara. Fonte: Fundart e Secretaria de Comunicação Social / PMU

Presidente da bancada jovem do partido do Vice-governador de SP visita Ong Ubatuba em Foco No último dia 26, Cleiton Peniche, Presidente da bancada Jovem do partido do Vice-governador do Estado Marcio França-PSB, visitou a Ong Ubatuba em Foco no bairro do Sertão da Quina. A visita se deu a convite de seu organizador Bruno César. Na realidade é a quarta vez em que Peniche visita a organização e desta vez traz um compromisso de colaborar com as ações

sociais e educacionais no sentido de ajudar a equipe a fortalecer e ampliar a demanda a comunidade. Peniche é educador, foi vereador e candidato a vice-prefeito em registro/SP e veio ouvir a ONG sobre a possibilidade de estender as atividades através de uma secretaria estadual de assistência social da juventude na região do Litoral Norte e vale do Paraíba, onde o nome indicado a assumir a pasta poderá ser do litoral.


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Dedicação e paciência na restauração de imagens da capela do Araribá Ainda do período em que a fotografia não existia, vários trabalhos esculpidos nos mais variados materiais eram realizados como lembrança ou guarda de memória, assim o fazemos com as fotos que tiramos. No caso do cristianismo existe a confusão ente a idolatria (culto que se faz a ídolos) e a veneração (respeito inspirado pela dignidade, talento, poder etc. de alguém ou algo; admiração, consideração, reverência). Vale lembrar que a imagem é um objeto que apenas lembra a pessoa ali representada, como a foto de uma pessoa querida, já o ídolo, por outro lado, “é o ser em si mesmo”, uma falsa divindade. Respeito O respeito tem que haver em todas as religiões, cada qual da sua forma busca um ser Supremo. A igreja Católica explica que para Deus, e somente para Ele, a Igreja presta um culto de adoração (“latria”), no qual reconhecemos Deus como Todo-Poderoso e Senhor do universo. Aos santos e anjos, a Igreja presta

um culto de veneração (“dulia”), homenagem. Já a Nossa Senhora, por ser a Mãe de Deus, a Igreja presta um culto de “hiper-dulia”, que não é adoração, mas hiper-veneração. A São José “proto-dulia”, primeira veneração. A palavra “dulia” vem do grego “doulos”, que significa “servidor”. Dulia, em português, quer dizer reverência, veneração. “Latria” é adoração, vem do grego “latreia”, que significa serviço ou culto prestado a um soberano senhor. Em outras palavras, significa adoração. Então, não há como confundir o culto prestado a Deus com o culto prestado aos santos com idolatria. Veneração, adoração e idolatria tem objetivos, ramificações históricas e significados distintos e que facilmente são confundidos, principalmente aos que não conhecem, entendem ou pregam as segundas intenções. Dedicação Em tom de respeito ou admiração ao representado, o morador Xerses Lopes Lima, do Araribá, restaurou três

imagens que haviam sofrido algum tipo de “acidente” na manutenção, reforma e caminhadas realizadas por paroquianos da capela de Santa Filomena. Foram horas de

TaeKewondo do Sertão da Quina representara a cidade em campeonato Brasileiro

Alunos da organização UBATUBA EM FOCO serão os únicos a representar Ubatuba no XVI Circuito Pereira de TaeKewondo e o 4º Campeonato Brasileiro- FBTO desta modalidade que acontecerá em America/SP no próximo dia 07 de maio. O convite partiu da Federação Brasileira de TaeKewondo Olímpica – WTF. O convite informa que tal atividade tem o propósito de divulgar e fortalecer o esporte em todo país, de foram a tornar a modalidade mais conhecida, além de trocar experiências entre técnicos e alunos.

Turma do TaeKewondo que recebeu o convite, todos tem aulas com mestre Carlos aos sábados.

dedicação aplicando material por ele mesmo custeado e que o resultado ficou aquém do esperado. Ele conta que até pino colocou para que o reparo ficasse próximo ao perfeito.

Assim o morador pode colocar em pratica suas habilidades tradicionais que já faziam parte dos primórdios da história humana e que tinha muito valor- o artesão.

Prefeitura de Ubatuba visita Aldeia Renascer

A Prefeitura de Ubatuba, representada pelo secretário municipal de Habitação e Planejamento Urbano, Wilber Cardozo, reuniu-se no dia 21 de março com lideranças da comunidade da Aldeia Renascer e técnicos da Fundação Nacional do Índio (Funai), para ouvir suas demandas. Entre os pontos conversados, estão melhorias no posto de saúde, bem como na estrada e na iluminação dentro da aldeia, localizada no bairro Corcovado. Outro

assunto tratado é a construção do Centro de Formação Agroecológico, a ser utilizado como recepção, espaço de reuniões e dormitório para alunos e pesquisadores. Como forma de apoiar o trabalho realizado pela Funai na aldeia, Suelen Gonçalves, Mauricio Menegatti e José Marques Mendes, da equipe da secretaria de Habitação e Planejamento Urbano, realizaram medições nos espaços para a elaboração de projeto para busca de recursos.


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Sul de Ubatuba e norte de Caragua sofrem com as chuvas

Nos últimos dias 14 e 15 de março o litoral norte sobreviveu a fortes chuvas que assolou esta região paulista. Nas redes sociais foram inúmeras imagens dos estragos causados ao meio ambiente pela intervenção humana, onde as últimas chuvas potencializaram os estragos. Ao menos o registro de escorregamento de terras foi em poucos trechos, já os de enchentes foram observados em todo mapa regional. O Morro Santo Antonio próximo ao centro de Caraguatatuba sofreu com as chuvas, a face do morro desceu com as fortes chuvas descaracterizando o ponto turístico e atingindo casas que estavam abaixo. No Massaguaçu relatos de moradores que chegaram a pescar em plena rua, outros se lamentavam pela manha das perdas materiais. A rodovia ficou em partes debaixo d’água, uma fila de veículos aguardou as águas baixarem para seguir viagem. Na região sul de Ubatuba, os pontos mais atingidos foram os bairros da Folha Seca e Praia Dura, onde o rio do bairro transbordou atingindo algumas casas e trechos do acesso. Vários barcos que atracados na margem do rio Praia Dura foram levados pela correnteza. Em solidariedade a Caraguatatuba, a prefeitura de Ubatuba se colocou a disposição para qualquer eventualidade, segundo a secretaria de comunicação social, a Administração Regional Sul, por meio da secretaria municipal de Serviços de Infraestrutura Pública também colocou à disposição duas pás carregadeiras, quatro cami-

Rodovia SP-55 (Caraguá-Ubatuba) ficou interditada na altura do bairro do Getuba, em Caragua.

Na Folha Seca e Praia Dura o rio do bairro transbordou

nhões, um supervisor e seis braçais, que permanecerão em prontidão para qualquer emergência nas áreas críticas entre Getuba e Maranduba. O coordenador da Defesa Civil de Ubatuba, Guaraçay dos Santos, esteve em contato com o coordenador da Defesa Civil e também vice-prefeito de Caraguatatuba, Campos Junior, colocando a equipe de Ubatuba à disposição para qualquer eventualidade. A Prefeitura de Caraguatatuba está pedindo a doação de água, roupas, colchões e produtos de limpeza. Foram montados 10 postos de arrecadação: Sabesp, Associação Comercial e Industrial de Ubatuba (ACIU), Supermercado Paulista, Igreja Exaltação à Santa Cruz, secretaria municipal de Cidadania e Desenvolvimento Social, Prefeitura de Ubatuba, Calçadão do Centro (base da

Polícia Militar), Terminal Rodoviário Urbano, Supermercado Maximus e Administração Regional Sul. Um vídeo da AVP – Vídeo Produções circula nas redes sociais mostrando o que de fato aconteceu nestes dias. O trabalho mostra a dimensão exata dos estragos acontecidos, principalmente, no entorno do Morro de Santo Antonio. O trabalho remete a outros já executados que tratam dos ocorridos com o município desde 1693 - um violento surto de varíola que vitimou parte da população da vila, ficando então o local conhecido como a “vila que desertou”, até esta recente tragédia causada pelas chuvas, passando pela catástrofe de 18 de março de 1967. Em todas elas vale lembrar que seu povo corajosamente se reergueu, para isto contou com a solidariedade de anônimos e famosos.


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Turistas e moradores reclamam de material jogado direto na rua Água escura escorre a céu aberto e causam fortes odores, danos a saúde e ao acesso as cachoeiras

Ao final do trecho asfaltado da Rua Benedito Antonio Elói (Rua da Cachoeira) no cruzamento com a Rua da Laje, Sertão da Quina, tem recebido maior atenção de moradores e visitantes quanto a água escura que escorre a céu aberto há tempos. O material em dias de muito sol exala um cheiro insuportável, dizem os moradores. Outra preocupação é com a saúde tendo em vista que se o odor já é ruim, o que teria em sua composição. Pelo trecho passa muita gente que visita as cachoeiras e sua grande maioria caminha descalço pelo lugar. Também o numero de crianças que brincam pelo local, ou ao menos passam

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por lá para acessar os rios. Outro fator é com o desmantelamento do asfalto que existe, ou resiste, no trecho. Com o maior fluxo de veículos a água ajuda a desgastar o asfalto causando buracos e danos aos veículos e as pessoas. Alguns moradores colocam material nos buracos a fim de minimizar os danos, porém basta vir às chuvas que volta tudo ao normal. O que preocupa mesmo é o mau cheiro em dias de sol e os danos a saúde que pode causar as pessoas e animais, além de degradar a imagem do local frente as belezas que existem no lugar – as cachoeiras.

Nova gestora do PESM – Picinguaba participa de reunião no Sertão da Quina para continuidade do GT Água Branca

Na noite de domingo, último dia 12, a recém empossada gestora do Parque estadual da serra do Mar - Núcleo Picinguaba, Cláudia Camila Faria de Oliveira, esteve na sede da PROMATA no Sertão da Quina para se apresentar e dar continuidade aos trabalhos do Grupo de Trabalho que trata da trilha da cachoeira da Água Branca. Em alguns trechos a conversa tornou-se truncada quando falado sobre as prováveis

melhorias da trilha que estão condicionadas a algumas negociações com a SABESP. Algumas dúvidas foram levantadas e a resposta foi evasiva por parte da gestora informando que ainda não tomou total conhecimento sobre o caso e o que sabe é o que foi passado a ela nos procedimentos de transição de cargo. Na oportunidade foi escolhida, de forma unânime, a guia de turismo e educadora física Jéssica dos Santos, como in-

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terlocutora sobre o GT entre a comunidade e o PESM. Informações sobre a reunião anterior de trabalho foram discutidas, sendo agendadas algumas ações a cargos de voluntários da comunidade. A equipe se articula pelas redes sociais para otimizar os esforços e apresentar algo substancial no próximo encontro. A reunião contou com um café típico regional, muito bom por sinal, segundo os participantes.

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Prefeitura de Ubatuba, Petrobras e pescadores discutem dragagem de foz do rio Maranduba Fase final envolve licenciamento e estudos para entrada em operação

Comunicação PMU O licenciamento e início de operacionalização de draga para o desassoreamento da foz do Rio Maranduba foi o tema principal da conversa realizada na manhã de sexta-feira, 10, entre a Prefeitura de Ubatuba, a Petrobras e a Associação de Pescadores da Barra da Maranduba e Região Sul. O assoreamento da barra do rio Maranduba é um problema que aflige há muito tempo a comunidade de pescadores da região, que tem seu acesso ao mar impedido pelos bancos de areia quando a maré está baixa, o que reduz a possibilidade de obtenção de renda com a pesca ou com o turismo e mesmo a saída de embarcações para operações de resgate. A draga foi entregue em novembro de 2016 à comunidade como parte do Programa de Ação Participativa para a Pesca (PAPP) da Petrobras e é uma compensação à instalação do Sistema de Produção e Escoamento de Gás Natural e Condensado do Campo de Mexilhão (PMXL-1). Durante a reunião, a equipe da Petrobras apresentou o histórico de todo o processo do PAPP, que se encerrou no último dia 7 de fevereiro. Além da draga para a comunidade pesqueira da Maranduba, os projetos de compensação ambiental em Ubatuba incluíram a aquisição e reforma de imóvel para a Colônia de Pescadores Z-10, a construção de rancho de pesca no Saco da Ribeira e aquisição de veículo adaptado para transporte de pescado, a realização de cursos profissionalizantes de mecânica de motores de embar-

cações e consultoria e aquisição de equipamentos e materiais para criação de grupo produtivo em corte e costura na Vila de Picinguaba. Próximos passos O processo de licenciamento ambiental do sistema de dragagem da foz do rio Maranduba vem se desenvolvendo há cerca de 10 anos. Para que a draga entre em funcionamento, a secretaria de Meio Ambiente irá emitir o licenciamento final para dragagem e a secretaria de Infraestrutura de Serviços Públicos irá fazer o termo de referência para operacionalização, que envolve tanto o treinamento de funcionários da prefeitura para uso do equipamento quanto a logística de depósito e transporte da areia extraída. Conforme acordado durante as negociações prévias, como contrapartida da parceria com a Prefeitura de Ubatuba, a areia extraída da dragagem será totalmente destinada ao poder público, não podendo ser comercializada. “A iniciativa tem todo o nosso apoio”, destacou Virgilio Barroso, secretário de Meio Ambiente. “Sabemos que a operacionalização não é simples e tem custos, mas vamos fazer todos os esforços para iniciar o mais brevemente possível a dragagem pois o sentido maior é a preservação da comunidade caiçara”, enfatizou Pedro Tuzino, secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos. “A draga pertence à comunidade da Maranduba mas, desde o início dos diálogos, há compromisso de uso múltiplo do equipamento, ou seja, de que ele possa ser utilizado pela Pre-

Vinicius Vendramini, da Petrobras, apresenta aos participantes o histórico de ações desenvolvidas pelo Programa de Ação Participativa para a Pesca (PAPP)

feitura de Ubatuba para solucionar problemas de assoreamento também em outras regiões da cidade, mediante acordo com a associação e licenciamento prévios”, explicou o biólogo Vinicius Vendramini, da Petrobras. “Agradecemos à Petrobras e à

Prefeitura de Ubatuba pelo empenho em fazer o equipamento entrar em operação, o que vai ser de muita importância para a geração de emprego e a sobrevivência da comunidade”, finaliza Mauricio Romão, presidente da Associação de Pescadores da

Barra da Maranduba e Região Sul. O relatório completo das ações do PAPP está disponível online no link: http://www.comunicabaciadesantos.com.br/ sites/default/files/relatorio_situacao_papp_-_2016.pdf

Comunidade celebra aniversário de Padre Daniel No último dia 23, o pároco Daniel Inácio realizou na capela de Nossa senhora das Graças uma celebração de aniversario natalício. As comunidades se organizaram para este importante momento, cada um que pode trouxe um algo para celebrar a data festiva. Uns leram, outros cantaram, outros tocaram, enfim cada comunidade se fez representar de alguma forma como agradecimento e felicitação pelo aniversario do padre que completa 41 anos de vida.

O sacerdote gostou da participação da comunidade e ao final da celebração ganhou um quadro ao qual na imagem o religioso se mostra adorando o santíssimo, registro este realizado por Rogério Manoel para arquivo e registro da paróquia. Ao final todos puderam partilhar a festa de aniversario. “Como o padre se sente como um pai, cada comunidade pode partilhar, neste momento, como filhos junto a mesa”, disse Pe. Daniel aos presentes.


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“Carramanchão” e “Joãodia” pela “préia” do “Mar Grosso” Há 48 anos, no tempo de “Dante”, a região estava já em transformação, o tal “progresso” imobiliário colocava suas mãos, quer dizer suas maquinas pra funcionar. Algumas memórias, embora simples e fragmentadas, ainda contam o que de fato “era” o lugar, que se não desfigurasse tanto por conta de outros valore$, poderia ser de fato considerada a pérola do Atlântico. Hoje todos sabem que é possível desenvolver e proteger, pena que é tarde demais. Bom! Então com 14 anos, o caiçara Antonio Antunes de Sá e seu saudoso pai Ezídio Antunes caminham pela “préia” da Maranduba pra chegar a Lagoinha para trabalhar no jardim do Dr. Walter Tendá. As mudas das gramas eram produzidas de forma sustentável, isto é, o gramado fornecia as próprias mudas, que reaproveitadas, eram colocadas em sacos de linho e vendidos aos jardineiros depois plantadas em “eito”. Não era novidade, todos o faziam. No meio do caminho era comum observar varias aves ainda no Jundu e no abricoeiro da praia. Diz que, na “épa” (época), capturava alguma por entre a mata que existia ao final da faixa de areia onde começava o bairro, tudo para prover a casa de alguma proteína. Nesta caminhada por vezes observava aqueles “cumpadres” meio carrancudos, sérios, concentrados e em silencio absoluto com linhada na mão. Tudo para pescar algum cação “Joãodia” que vinha, pasmem quase a linha da areia. O silencio era parte do processo de pesca. O tal cação conseguia identificar o menor ruído diferente e “sovertia” (sumia) pro fundo. Quando isso acontecia era comum reclamarem: “Ah! Home! “Quidéle” (cadê) o bicho? Arrelá! Lá se foi nossa mistura, “marde-

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Regional sul recebe primeira reunião com lideranças comunitárias

Moradores e turistas no Jundu da praia na decada de 1950, O Cruzeiro ainda em seu ponto original.

Pesca comunitaria comum na década de 1960 - sustentabilidade.

loado”! Hum! hum! hum! “Cê” besta lhéi só! “Bóis” (você) fugiste agora, mas inda te pego desgranhento!”. O lugar de pesca era o “perau” (depressão, cova ou buraco que surge subitamente no leito da praia) nesta praia de tombo, cujo chão não era de areia, era “topetado” (entapetado=tapete) de conchas, principalmente o trecho entre o Hotel Porto do Eixo e o Casarão. Segundo Antunes, havia “sapinhoá” e “pegoava” aos montes, bastava passar o pé na areia ou nas conchas para que eles aparecessem. “Hoje vemos só lixo, mau cheiro na areia senão outras coisas que o progresso traz”, desabafa o morador. Esse mesmo trecho era conhecido como “Mar Grosso”, por conta das características deste tipo de mar bravo.

Voltando ao jardim, é que certo dia eles chegaram pra trabalhar e Seu Ezidio explicou para que seu filho tomasse cuidado com o “carramanchão”. Ao observar a estrutura com mudas de Primavera (Bougainvillea glabra) recém plantadas no chão Antunes achou que o pai falava da planta com espinhos fincada perto da estrutura. O que de fato todos imaginam e associam diretamente a palavra em ser a planta da Primavera o “carramanchão”. Só depois, na época, de muito observar é que percebeu que se falava da armação por onde a planta iria “caminhar” e não a planta “fincada” no jardim. Isso porque a conversa era só sobre o tal “Carramachão” e acabamos de saber como era o trajeto da época. Ainda há muita coisa boa pra contar.

Como parte de uma programação para o mês de março, a prefeitura de Ubatuba iniciou no último dia 21, pela região sul do município, um primeiro ciclo de reuniões com lideranças comunitárias das varias regiões de Ubatuba. Segundo a PMU “o objetivo é fomentar as organizações da sociedade civil para desenvolver o trabalho coletivo em diferentes bairros e regiões”. A prefeitura informa ainda que as reuniões são abertas à participação de lideranças comunitárias de associações de bairro, organizações da sociedade civil, entidades de classe, grupos e outros coletivos que atuam na defesa e garantia de direitos socioeconômicos, ambientais ou culturais. Ao menos 70 lideranças participaram do encontro. Vários assuntos foram abordados, desde praças, cursos, IPTU, esporte, educação, usucapião, comércio, ambulantes, deslocamento de pacientes, pontos de ônibus próximo de algumas escolas, passando por segurança pública, fiscalização, melhorias, manutenção de acessos, lixeiras,

de pessoas que realizam ações voluntarias, agricultura, chegando a elogios ao regional que tem atendido, na medida do possível e dentro do orçamento vigente, a maioria dos reclames da população. Também foi apresentada a recém nascida associação de guias de Ubatuba. Os professores que lá estavam explanaram do panorama das escolas que tem realizado algumas parcerias com a comunidade em seu entorno no intuito de colaborar na melhoria do ensino-aprendizagem dos alunos quanto a abrir as portas à comunidade. Ao final foram passados alguns informes de interesse e sobre a importância e o papel da ouvidoria municipal. Também distribuídos fichas para associações que necessitem de acompanhamento para sua regularização. Para o prefeito, “as reuniões com lideranças comunitárias e de associações são um caminho para dialogar e estar próximo à população. Trata-se de uma vontade e um compromisso que assumi com Ubatuba”, destaca o prefeito Délcio Sato (PSD).


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“Chacina na Ilha Anchieta - Tiroteio na invasão e retomada da Ilha” Parte 35

Jornais da época enviaram seus melhores repórteres para descrever a maior rebelião do planeta que aconteceu em nossa região, sobreviventes ajudam a contar a história.

Ezequiel dos Santos “Lendas & Outras Histórias Seu Filhinho. A partir da pagina 106 deste livro o autor – Washington de Oliveira – descreve que após a negativa do projeto futurista levantou-se outra questão a de reativar o presídio, que na época era considerado um tema lamentável e já arquivado no imaginário popular. Muitos comentavam que se isso ocorrer enfrentarão os mesmos problemas de outrora e talvez acrescidos de outros, além de contar com total repulsa da população. Dentro das discussões se levantava que o sistema penitenciário da época não se restringia apenas a reclusão, mas a regeneração do preso a sociedade. A questão seria que tal pratica só seria possível em ambiente adequado, revestidas de condições “especialíssimas” que nunca seria obtido na Ilha Anchieta. Apontavam que o lugar tinha uma área plana que não alcançava três alqueires de terreno arenoso-silicoso, sendo o restante todo montanhoso, escarpado e pedregoso. A água era pouca para prover os projetos que viriam e que mal dava para atender as casas, energia elétrica e o presídio. A pergunta era, com que recursos proporcionar trabalhos aos reclusos, convertendo o presídio em instituto de regeneração? relegá-los a ociosidade seria o caminho ou entregá-los no único meio lá possível: a pesca. Essa parte era unânime em todos dizerem que a Ilha Anchieta possuía todos os atributos para ali funcionar uma escola de pesca. Não da pesca artesanal e nem das predatórias diziam. Jornal Maranduba News

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Seria algo em que o pescador ou futuro pescador pudesse absorver aprendizados sobre a geografia, geologia, biologia, oceanografia, carpintaria, meteorologia, gastronomia, arquitetura naval, engenharia de pesca e produção, logística, estudos de capacidade e carga, entre tantos outros. Para esta idéia, na época, foram discutidos vários pontos como a criação dos próprios pescados, a sustentabilidade e o combate a fome. Também naqueles idos discutia-se a preocupação com o desequilíbrio entre produção e consumo, também com a possi-

bilidade de exaurir recursos naturais como petróleo e suas consequências nas baías litorâneas. Então a proposta tinha a seguinte indagação: “Porque não, o Estado de São Paulo, líder da federação, não poderia instalar na Ilha Anchieta uma pioneira escola de pesca, não para aperfeiçoar antiquados processos, mas para experimentar avançados métodos técnicos e científicos, preparando aqueles que num futuro não distante serão os legítimos obreiros num infalível e exclusivo celeiro do mundo: o mar” finaliza o documento.


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Coluna da Adelina Fernandes

História da Páscoa A páscoa, ou Pessach (passagem em hebraico), possui três significados. Para os cristãos é um acontecimento religioso considerado pelas igrejas ligadas a essa corrente religiosa como a maior e mais importante festa da cristandade, onde é celebrada a ressurreição de Cristo, ocorrida três dias após sua crucificação, de acordo com o Novo Testamento. Para os judeus, o Pessach determina o fim da escravidão de quatro séculos no Egito. O terceiro significado da Páscoa é pouco conhecido. Relata-se sobre uma festa de grupos pastoris que viviam na terra de Canaã no segundo milênio antes de Cristo. No final das chuvas, entre março e abril, eles abandonavam suas terras e viajavam para a região das planícies, mais férteis. A festa da Páscoa pedia proteção durante a travessia. A palavra páscoa não está relacionada unicamente com o significado simbólico de “passagem”, mas também pela posição da páscoa no calendário, segundo os cálculos se referem à última ceia. Na tradição moderna a páscoa é marcada pela troca de ovos de chocolate. Alguns historiadores sugerem que muitos dos atuais símbolos ligados à Páscoa, como os ovos de chocolate, ovos coloridos e o coelhinho da páscoa são vestígios culturais da festividade de primavera em honra de Eostre que, posteriormente foram

aprendidas pelas celebrações cristãs, depois da cristianização dos pagãos germânicos. Um ritual adaptado pela Igreja Católica no começo do 1o milênio depois de Cristo que fundiu com a festa da Páscoa, ocorreu no equinócio da primavera, quando os participantes pintavam e decoravam ovos e os escondiam, enterrando-os em tocas nos campos. A páscoa cristã celebra a ressurreição de Jesus Cristo, que de acordo com a Bíblia ocorreu três dias após a sua crucificação. É comum em todas as igrejas cristãs, o domingo ser um dia destinado à comemoração da ressurreição de Cristo, realizada através de Eucaristia, porém o domingo de páscoa é diferenciado dos outros, neste

é celebrado o aniversário da ressurreição, a festa da vida. A festa da páscoa faz referência à última ceia de Jesus com os discípulos, sua prisão, julgamento, condenação, crucificação e ressurreição. A celebração inicia no domingo de Ramos e termina no domingo de páscoa, período compreendido como Semana Santa. A páscoa é uma das festas mais antigas, e a principal festa do ano litúrgico cristão. Surgiu em Roma no início do segundo século. A forma de calcular o domingo de páscoa é contando 46 dias a partir da quarta-feira de cinzas. A páscoa cristã acontece depois da quaresma, período que dura 40 dias entre a quarta-feira de cinzas e o domingo de Ramos, que ocorre uma semana antes da Páscoa. A festa dos ramos relembra a entrada de Jesus em Jerusalém, pouco antes de sua morte. No hemisfério Norte a páscoa é festejada no início da primavera, onde alguns elementos como, por exemplo, o coelho, passaram a fazer parte da festa, por ser um animal com grande poder reprodutor e o primeiro a reaparecer depois do inverno. Os símbolos pascais presentes atualmente remetem a mensagem da vida. No hemisfério Sul, alguns deles não expressam muito o sentido da páscoa, pois não reproduzem nossa experiência, o que não invalida a simbologia de cada um.

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Jornal Maranduba News #95  
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Notícias da Região Sul de Ubatuba

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