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Maranduba, Outubro 2016

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Disponível na Internet no site www.jornalmaranduba.com.br

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Ano 7 - Edição 89 Foto: Equipe Manguezal

4ª Expedição Manguezais de Ubatuba realiza levantamento do berçário na Maranduba


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Comunicado do STTR de Ubatuba

Prezados associados O sindicato dos agricultores familiares há 23 anos presta serviços à categoria para o auxilio sobre aposentadoria, INSS, cursos de capacitação, fornecimento da merenda escolar, etc . Em parceria com a FETAESP estamos nos capacitando para melhor atendê-los. Os carnês deste ano estão a disposição para serem retirados. Ligue e faça seu agendamento para saber mais informações (12) 99606.9908 Jaqueline Martins, Delegada Sindical da Região Sul de Ubatuba Jornal Maranduba News

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(12) 99714-5678 (12) 3884.0913

Editado por: Litoral Virtual Produção e Publicidade Ltda. Fones: (12) 3884.0913 (12) 99714.5678 e-mail: jornal@maranduba.com.br Tiragem: 3.000 exemplares - Periodicidade: mensal Editor: Emilio Campi Jornalista Responsável: Ezequiel dos Santos - MTB 76477/SP Editora de Variedades: Adelina Fernandes Rodrigues Colaborador: Pedro dos Santos Raymundo - MTB 0063810/SP Consultor Jurídico - Dr. Robson Ennes Virgílio - OAB/SP 169.801 Consultor Ambiental - Fernando Novais - Engº Florestal CREA/SP 5062880961 Consultor de Marketing - Luiz Henrique dos Santos - Publicitario Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião da direção deste informativo

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Sindicato de Trabalhadores Rurais passa a contar com Seguro Agricultor Familiar

Uma parceria entre a Costa &Parra Corretora de Seguros, a Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar do Estado de São Paulo e o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadores de Ubatuba oferece serviço de seguro ao trabalhador da agricultura familiar. Muitos sócios e trabalhadores já aderiram ao programa que tem o respaldo da federação paulista que defende o setor. O seguro cobre morte natural e acidental, auxilio funeral, invalidez, auxilio natalidade, invalidez e auxílio alimentação. Os parceiros que já contribuem com o STTR receberam suas carteirinhas do seguro. Para trabalhadores que trabalham no tempo ou com equi-

pamentos, ainda com produtos a serem manipulados o seguro é muito importante como garantia de qualidade de vida e tranquilidade ao final da vida ou na perda dela. Muitas pessoas já se machucaram e não foram assistidos pelos programas normais, se foram foi após muita insistência. Os preços a estes trabalhadores é bem acessível. Para maiores informações consulte o STTR pelo fone (12)997273793, falar com Tadeu.


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4ª Expedição Manguezais de Ubatuba realiza levantamento do berçário na Maranduba No último dia 24 a força tarefa expedição “in loco” dos manguezais de Ubatuba, realizou sua 4ª caminhada rumo ao maior levantamento de informações sobre os mangues no município. Desta vez foi na Maranduba, um dos mais fragmentados e danificados sistemas desta natureza em Ubatuba. As equipes se dividiram e encontraram muitos problemas tanto por terra quanto por mar. Um mapeamento foi realizado para entender melhor a situação atual do que um dia foi um belo rio cheio de vida e interessante a todos. Os dados foram compilados e encontra-se em analise por estudiosos do meio. As imagens mostram a situação de perto e danos que vem ocorrendo com esse ecossistema. Desta vez foi utilizada uma infraestrutura maior que as

outras expedições dadas à dimensão do mangue, ou o que sobrou dela na região. A expedição continua... e os trabalhos não param.


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Grupo organizado produz placas indicativas e de orientação para o Pico do Corcovado

Um grupo de interessados (organizações, empresas, associações, colaboradores, ecoturistas, simpatizantes, professores, empresários, conselheiros e funcionários do PESM) se cotizou e conseguir levantar verba para a confecção de placas indicativas e de orientação sobre regras e uso do Pico do Corcovado. A iniciativa partiu após as discussões em reuniões especificas dentro do Grupo de Trabalho – GT sobre o local. Com uma postura proativa os integrantes resolveram colocar em pratica esta demanda, a de orientar e indicar o visitante sobre a trilha e permanência no local, principalmente sobre acampar no pico. As placas ficarão no trecho da trilha e na área de camping. O material contará com telhas ecológicas para garantir maior durabilidade das placas. Os próximos passos serão o agendamento para colocação do material e a manutenção das cordas e trilha no geral. Lista de contribuição: 1) Danilo Gestor (PESM) 2) Marianna Pavan (Ambiere) 3) Guilherme (Terra das Tribos) 4) Priante (Trilheiros do Valle) 5) Nei (Ecotuba) 6) Israel (Ambiere) 7) Jéssica (Ambiere) 8) Gabriel (Ambiere) 9) André Diniz (Ubatubatur) 10) Marquinhos

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11) Elvis 12) Maycon Thomas 13) Marcelo Jesus 14) Carol Andrade 15) Poti 16) Vânia Abreu 17) Caru (Carutuba) 18) Paulo (Ubatubatur) 19) Vânia Carrozzo 20) Jaqueline Dutra (GT) 21) Rose Peres (GT) 22) Patrícia Reichert 23) Milanelli 24) Débora Camilo (PESM) 25) Emanuelle (GT) 26) Miro (Grupo de Guias e Monitores) 27) Rafael Flori (Professor curso GT) 28) Arthur (PEIA) 29) Pitui (PROMATA) 30) Evelin (GT) 31) Felipe (ECOVALETUR) 32) Sylas (PROMATA) 33) Ezequiel(PROMATA) 34) Isaura (PROMATA)

Significado da palavra “Maranduba” EZEQUIEL DOS SANTOS Nas caixas 190 e 191 dos maços da População da Vila de Ubatuba, do Arquivo Público do Estado de São Paulo, pesquisa esta realizada pelo historiador Euclides Vigneron, acredita-se que o topônimo BRAJAHIMERINDUBA, já transcrito em 1827, designado a área de terra conhecida atualmente como Maranduba, bairro e praia de Ubatuba que conhecemos bem, poderia ainda ser aquela oriunda da junção de BREJAÚVA (espécie de palmeira) e MASSARANDUBA (árvore parecida com a Urucurana), existentes em grande quantidade na região. Considerada a maior área de terras cultiváveis e plana, próxima a faixa costeira, da 2ª. CIA., era da propriedade de João Agostinho Stevenné (França) ou região de Brejahimirinduba. Massaranduba, ou Maçaranduba (Pouteria Ramiflora), árvore da família das Sapotáceas, de madeira vermelho-escura, fibra fina, boa de ser trabalhada, boa para dormentes de estrada de ferro, de fruto e suco saboroso, produz látex que dá borracha de qualidade inferior. ‘‘Massaranduba não e do número de paus preciosos por sua cor... é porém merecedor de muita estimação pela sua muita dureza e fortidão, com ser mais leve que muitos outros e muito dura, e por ela as embarcações que se fazem da sua madeira são quase eternas...’’ ( Pe. João Daniel). ‘‘Massaranduba é fruta mais saborosa das nossas matas... só de uma Massarandubeira eu tirei dois litros de leite.’’ ( Visconde Chermont de Miranda). ‘‘Massaranduba ou arvore de leite, cuja seiva se bebe mis-

turada com café. ’’(E. Reclus). Para outro pesquisador J. David Jorge do Arquivo do Estado refere-se à denominação de Maranduba como uma pequena ilha, um rio e um lugar no município de Ubatuba. Descreve ainda que se trata de uma ilha marítima, pequena e de formação granítica, localizada bem de frente a foz do Rio conhecido pelo nome de Brejamirinduba. Para o pesquisador e pai do Dicionário Geográfico da Província de São Paulo, Dr. João Mendes de Almeida, o verdadeiro nome desta ilha é Merinbuba e não Maranduba (conhecida também como ilha do Tamerão). Na época da pesquisa, o rio de que se fala, é aquele que conhecemos que corre entre Ubatuba e Caraguatatuba, desaguando no mar. O lugar deste nome é antigo bairro do município de Ubatuba, hoje um dos mais importantes distritos de paz. No dicionário ainda menciona ainda, a ilha, com praia e enseada para abrigo e ainda com arrecifes do lado de leste onde o mar bate rijo as rochas. Desta forma o vocábulo Maranduba é composto: Mara-nduba, significando: mar estrondoso ou estrondo do mar. De Mara (mbará, bará, porá): mar, rio caudaloso. Nduba: estrondar. Ndu: rumor, rumoroso. No linguajar dos índios do Nordeste brasileiro, o termo que designa rumor ou estrondo é teapú ou teapuaçú, tanto que rumorejante é teapú-monhangauá, rumorejar é munhã-teapú e estrepidar é teapú-açú. Deve-se para tanto grafar Mara-nduba e não “Maran-duba”, porque nos falar dos brasilindios não existe o som do “d “mudo, mas sempre o

grupo “nd.” Então temos ainda do nome Maranduba os possíveis e seguintes significados: A) O estrondar da batalha, da luta ou da guerra, se ao invés de Mara, dissermos a começar pelo composto Marã, como falamos. B) Local de muitos conflitos, desordem, batalhas ou guerras, se o “nduba”for uma variante de “tuba” ou “tyba”, portanto, sufixo, tendo como equivalente à terminação portuguesa” ai”, este sufixo indica sitio, local, pouso, lugar onde há reunião ou abundancia de indivíduos ou coisas da mesma espécie. C) Lugar que se junta grande quantidade de água do mar ou do rio. D) Contado, dado notícia, se Maranduba for uma corrupção de “Maranduua”. E) Conto, notícia, história, se houve alteração do vocábulo “Marandyua” para Maranduba. F) Também na língua dos índios, Maranduba ou “Poranduba”, significa o conjunto de histórias bonitas, que umas gerações contam as outras, sobre a origem da tribo, os seus feitos e valores, ou os seus atos de heroísmo, o que nós conhecemos como Tradição Oral. Independente da origem do nome Maranduba, cabe a nós preservá-lo não só da forma elitizada das leis ambientais, mais ainda de seu potencial de que foi no passado e perspectiva de futuro. Nossa região é uma mulher bonita que todos querem namorá-la, mas está mal cuidada, porém poucos reconhecem seu devido valor. Sem comprometimento e sem vinculo com a nossa história, fica difícil. * * *


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Bingo APASU

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Teatro Mario Covas apresenta comédia ‘’Os homens querem casar e as mulheres querem sexo 2’’ no dia 29 A comédia discute as visões distintas de homens e mulheres para com o sexo oposto

A APASU fará um bingo dia 08 de outubro de 2016 das 19 as 24hs - Sábado Será na Rua João Bayle - nº 1.472 No jardim Beira Rio (antigo deposito Beira Rio) Premios: 1º Premio R$ 500,00 2º Premio 1 microondas 3º Premio 1 panela arroz Philco 4º Premio 1 bicicleta 5º Premio 1 Relogio de pulso

Valor R$ 10,00 No dia do Bingo teremos bolos, doces, tortas e o famoso e delicioso sanduiche de pernil da Salete. Compareçam, participem, colaborem com nossa causa. Os peludinhos agradecem!

FUNDACC O espetáculo “Os homens querem casar e as mulheres querem sexo 2’’ será apresentado no Teatro Mario Covas no dia 29/10 (sábado), às 21h. A comédia discute as visões distintas de homens e mulheres para com o sexo oposto. A peça conta com direção de José Santa Cruz e é protagonizada pelos atores Danielle Niño e Carlos Simões, também autor do texto final. A história gira em torno de Jonas (Carlos Simões) e sua busca desastrada pela mulher

perfeita. Nesse processo, encontra Deus (Danielle Niño) e descobre que, além de Deus ser mulher, é cearense. Deus então propõe a Jonas a passar a sentir tudo que as mulheres sentem, para então entender a visão feminina acerca do universo masculino. Os ingressos custam R$ 50 inteira e R$ 25 meia-entrada e poderão ser adquiridos na loja Presson (Calçadão Santa Cruz), livraria Nobel (Serramar Shopping), no site www.bilheteriarapida.com.br e na bilheteria do teatro, no dia da apre-

sentação, a partir das 14h. A data do ínicio das vendas será divulgada em breve. O Teatro Mario Covas está localizado na Av. Goiás, nº 187, no Indaiá, em Caraguatatuba. Mais informações: (12) 3881.2623. Serviço Espetáculo “Os homens querem casar e as mulheres querem sexo 2” (Comédia) Dia 29/10 – sábado – às 21h Teatro Mario Covas Ingressos: R$ 50 inteira e R$ 25 meia-entrada Classificação: 14 anos|60 min.


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Verduras orgânicas e derivados de gengibre direto da horta

Adelina Rodrigues Imagine você chegando a uma horta, caminhar pelos canteiros de alface, repolho, couve, quiabo, salsinha, cebolinha, abobrinha e outros vegetais cultivados através de sistema orgânico, e ir escolhendo tudo o que desejar. Tudo fresquinho e saudável. Ao final, como numa quitanda o funcionário que colheu os itens escolhidos soma o valor dos produtos, você paga e vai para casa para preparar uma saudável alimentação para sua família. Essa já é uma realidade que está à disposição dos apreciadores de verduras e legumes orgânicos no sítio Gengibre de Ubatuba, na Estrada do Araribá, 300 – Maranduba. Pioneira na plantação de gengibre em Ubatuba, integrou o 1º lote de exportação do Brasil, nos primórdios de 1980. Dedicou-se a essa cultura, praticamente exclusiva para exportação e em 1990 passou à cultura sem uso de agrotóxicos e passou a estudar os benefícios do gengibre para a saúde. Em 2005 instalou uma cozinha artesanal para confecção de cristalizados, doces, conservas e outros, passando a divulgar o consumo do gengi-

bre entre nós. A partir dessa cozinha foi construída uma pequena fábrica de processamento dos produtos do sítio, basicamente gengibre. Em 2011 iniciou a plantação de gengibre orgânico com certificadora IBD. A cada ano está aumentando a área orgânica. Os principais produtos foram formulados e pesquisados no ITAL com apoio do SEBRAE. A propriedade vem sediando projetos de pesquisa de algumas universidades sobre cultura do gengibre e erosão de solo. No local, além das verduras orgânicas você também pode encontrar vários produtos derivados do gengibre. Gengibre 100% organico cultivado em nossa plantação Pate de gengibre Biscoitos Cookies de gergelim Sorvete de gengibre Biscoitos de gengibre Biscoitos com a massa feita de gengibre. Doces Gengibres cristalizados Sorvete de gengibre Geléia de gengibre Licor de gengibre 600ml Agende uma visita ao Gengibre de Ubatuba através dos contatos (11) 99564-1626 (12) 3849-5401 - Email : gengibredeubatuba@yahoo.com.br


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De terreno vazio a um espaço cheio de vida e dignidade

Djlama tira do solo um alface que impressiona pelo tamanho e pelo sabor

Num terreno vazio, o morador do Sertão da Quina, Djalma Ferreira dos Santos, 65, resolveu aplicar o que aprendeu no Curso de Olericultura Orgânica das parcerias do SENAR-FETAESP-STTR-SITIO BOCA LARGA. Djalma há tempos recolhe o material verde e o acondicionava em espaços dentro e fora de propriedades próximos ao local onde mora. Como na natureza nada se perde tudo se transforma, o pequeno produtor apostou no aproveitamento da abundante matéria prima durante muito tempo. Djalma aproveita cada canto da rua onde mora e planta entre os jardins principalmente pimentas. Em parceria com outro morador – dono do terreno – resolveu empreender nas leguminosas e alguns vegetais. Houve quem não acreditasse, duvidasse e

outros até que foram contra. Djalma conta que o local tinha aspecto triste de abandonado por falta de uso, tinha mato, capim, montes de terras, entulhos de obra, madeiras e algumas pedras, comum em terrenos parados. Preparação e bom exemplo Seguindo os passos ensinados pelo professor Carlos Rodolfo, instrutor do curso, o produtor conta que levou 30 dias: roçou, limpou, rastelou, instalou portão, água, preparou as curvas de nível, tratou a terra, levantou as leiras. Enquanto isso na sua casa cuidava com carinho das mudas que iriam para o solo. O resultado é elogiado por quem o conhece e passa pelo lugar principalmente para quem consome seus produtos - que são isentos de qualquer produto nocivo a

saúde. Por enquanto ele usa apenas 40% do local e produz alface lisa, crespa e americana, couve, acelga e abóbora. Djalma ainda estuda o que vai plantar no restante da área. Sempre sorridente ele brinca que se fosse engenheiro não iria produzir tão bem como um simples produtor. Para esta matéria foi tirada uma alface e foram contadas 40 folhas grandes, fora as pequenas que ficaram presas ao talo da verdura. Seu Djalma não esconde que gosta do que faz, disse que é muito bom acompanhar a produção, “é mesmo que um filho da gente”. Por enquanto não pretende vender a atravessadores e sim direto a comunidade. No entorno da sua casa é comum ver, entre os jardins e floreiras pés de chuchu, maracujá, pimentas, bucha pra banho, mamão e banana para

aves, coco, montes de folhas e outros materiais recolhidos para composto. No rosto do pequeno produtor fica estampada a satisfação do sucesso e alegria de fazer o que gosta. Existem muitos terrenos vazios próximos para esta atividade, também é pos-

sível produzir o que os produtores chamam de “jardim comestível” que nada mais é do que um consórcio entre jardim, roça, frutíferas e farmácia natural, que ainda é possível verificar em muitos quintais de moradores tradicionais e seus descendentes.


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Prefeito

Vereador

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Resultado das Eleições Municipais 2016 em Ubatuba


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Resultado das Eleições Municipais 2016 em Ubatuba

Fonte: TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL DIVULGAÇÃO DE RESULTADO DE ELEIÇÕES - http://divulga.tse.jus.br/


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Núcleo Caraguatatuba do PESM sedia curso de capacitação para monitores ambientais Durante dois dias, participantes puderam aprimorar e discutir novas idéias nas questões socioambientais Fotos: Cristiane Palhuca e Ana Maria

O Núcleo Caraguatatuba realizou nos dias 12 e 13 de setembro, das 9h às 17h, uma capacitação para monitores ambientais do PESM. Este foi o segundo módulo do curso na Unidade de Conservação, que tem como objetivo, contribuir para uma formação continuada dos mo-

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nitores, além de incentivar novas idéias e abordagens para questões socioambientais. Neste módulo, foram abordados temas relacionados à geologia, como: geoconservação, geodiversidade e patrimônio geológico. Durante a capacitação, os participantes aprofundaram e compartilharam conhecimento por meio de apresentações gráficas, debates, metodologia participativa e trabalho de campo. A capacitação é resultado de

uma parceria com o Instituto de Geociências da USP. Importante ainda destacar a participação dos Conselheiros da UC, do GAC ( Grupo de Apoio Civil) e PROMATA. Serviço O Parque Estadual Serra do Mar – Núcleo Caraguatatuba fica na Rua do Horto Florestal, 1200 – Rio do Ouro – Caraguatatuba – SP. Para mais informações e agendamento ligue para (12) 3882-5999 ou email: pesm.caragua@fflorestal.sp.gov.br.

PROMATA recebe alunos da capital para atividades em floresta e mangue

No último dia 28, alunos da Escola da Vila foram recebidos por integrantes da PROMATA para atividades educacionais e visitação no Sitio do Corcovado e no mangue da Praia Dura. Pela manhã Alunos e professores realizaram uma trilha na Mata Atlântica, lá puderam “sentir” de perto todo seu potencial, grandeza e importância. Realizaram também um levantamento ecológico de uma parcela da mata através de uma armadilha – montada pelo oceanógrafo Guilherme 24 horas antes – de serrapilheira. Após a atividade fizeram uma visita à cachoeira do lugar para uma pausa a contemplação e até um banho de água fria literalmente. O almoço ficou por conta de Benedita Aparecida (Ditinha), Marlene Amorim e Rosalia Luiza. Foram servidos frango com mandioca, saladas e suco da época. Do sitio experimentaram a banana “chips” como tira gos-

to e o cacau como sobremesa. Grande parte da alimentação foi adquirida de produtores locais, temperos e algumas frutas do próprio sitio. A forma de cozimento também seguiu regras da culinária caiçara. Os alunos parabenizaram as cozinheiras, alguns até levaram o cacau para casa. Aos alunos e professores, num bate-papo informal, foi passado um pouco do histórico da ocupação do litoral e os problemas – agora algumas soluções – da criação da unidade de conservação que atinge grande parte do município. Após o almoço os alunos se dirigiram ao mangue da Praia Dura para também realizar levantamento ecológico de uma parcela do local, aproveitaram para conhecer o espaço e vivenciar o território, suas belezas e potencialidades. O evento acontece graças a uma parceria entre PROMATA e FUNDESPA através do seu Gerente de Extensão e Educação Ambiental Raul Oliveira Costa.


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Tamanduá Mirim é registrado por observador de aves próximo a rodovia

Região recebe Grupo de Trabalho do Parque Estadual para discutir sobre operacionalidade da Cachoeira da Água Branca

No último dia 21 de setembro, indo para Caraguatatuba, o observador Toninho da Chica – Tio da PROMATA – teve a grata surpresa de registrar sobre uma árvore em cima da rodovia SP-55, depois do posto de polícia rodoviária estadual, no bairro da Tabatinga um espécime de Tamanduá Mirim. Até o fechamento do jornal não havia mais noticia sobre o mamífero. Segundo o morador tradicional, Manoel João, 77, há a desconfiança que o “belo mamífero deveria estar assustado com algo e se amoitou na árvore, provavelmente assustado com os carros já que a árvore ficava sobre a rodovia”, comenta o morador. Quem sou... Conhecidos por estar entre os mamíferos mais estranhos da região neotropical, o Tamandua tetradactyla – tamanduá-mirim – que vem do tupi-guarani e significa “tamanduá pequeno” pesa em média – adulto- sete quilos, apresenta de 45 a 85 cm de comprimento corporal, mais uma cauda com 40 a 65 cm. Os pêlos curtos e densos que recobrem seu

No último dia 20, na sede da PROMATA, o GT (Grupo de Trabalho) do Conselho do Parque Estadual da Serra do Mar - PESM se reuniu para discutir a descentralização e a operacionalização de novos atrativos do PESM para a região sul. A reunião tratou de um dos maiores atrativos naturais dentro da Unidade de Conservação (UC) da região – a Cachoeira da Água Branca. O encontro marcou as intenções e meta da UC em ordenar a visitação e agendamento para o atrativo. A dinâmica do trabalho para esse grupo é pensar o que seria interessante em fazer nesta trilha, preparar melhor o atrativo, criar um roteiro juntamente com projeto da UFSCAR - onde uma das iniciativas é a criação de novos atrativos. A idéia é aproveitar as experiências ocorridas no GT do Pico do Corcovado para aperfeiçoar os da Água Branca. Muitos questionamentos positivos e negativos - foram levantados, porém há o compromisso dos participantes em achar a melhor solução sem perda de tempo. Foi proposta a utilização também histórico cultural e antropológico da trilha, já que a história do atrativo é mais antiga que a UC e que esse histórico é parte integrante das geração de moradores do lugar. O local já possuiu diversas atividades, desde caminho antigo, grandes roças, local de caça, retiradas de matéria-prima a especulação imobiliária. Agora como atrativo natural e patrimônio local todos concordam que um bom planejamento é necessário para descentralizar o turismo predatório que ocorre no litoral.

corpo têm coloração amarelo pálida com duas faixas enegrecidas que se estendem da região escapular até a porção posterior do animal. Esta coloração faz com que a espécie também seja conhecida como tamanduá-de-colete. O nome tetradactyla significa “quatro dedos” em grego, uma associação ao número de dedos nas patas dianteiras do animal. Entretanto, nas patas traseiras, a espécie possui cinco dedos, sendo o quinto dedo bem reduzido, com garra pequena e, portanto de difícil visualização. No Brasil, a espécie está presente em praticamente todo o território nacional, ocorrendo nos biomas Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal e Campos Sulinos. O tamanduá-mirim é uma espécie que vive solitariamente, encontrando-se com outros indivíduos na época da reprodução, a qual geralmente ocorre no outono. Fonte: museudezoologia. ufv.br - Raisa Reis de Paula Rodarte, Graduanda em Ciências Biológicas (UFV) Museu de Zoologia João Moojen.

Sob os olhos atentos de Gabriel e Silas, o gestor do PESM se prepar para descer o paredão da Agua Branca

Outro ponto importante da reunião foi a solicitação de trazer para a região um curso de monitores para a região como uma das idéias de inserção da comunidade como patrimônio vivo do atrativo. Outros temas sobre o atrativo também foram tratados. O objetivo do encontro foi levantar informações preli-

minares sobre o lugar e criar mecanismos legais e possíveis para ordenar, organizar e defender o atrativo e suas potencialidades, sejam ambientais, culturais e sociais. Para que esta reunião acontecesse, um grupo de voluntários acompanhou o gestor do PESM e um especialista da UFSCAR até a Água Branca.


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“Chacina na Ilha Anchieta - Tiroteio na invasão e retomada da Ilha” Parte 30

Jornais da época enviaram seus melhores repórteres para descrever a maior rebelião do planeta que aconteceu em nossa região, sobreviventes ajudam a contar a história.

Ezequiel dos Santos “Lendas & Outras Histórias - Seu Filhinho. A partir da pagina 106 deste livro o autor – Washington de Oliveira – tratando do aliciamento de brasileiros sobre imigrantes – agenciadores paulistas sobre que percorreram a Europa a cata de pessoas para o trabalho duro, quase escravo. È que para engodar esses imigrantes os agenciadores mentiram dizendo da fácil vida que teriam

em terras paulista no Brasil. Ao chegarem a São Paulo foram instalados na Hospedaria dos Imigrantes, na Mooca, porém ao descobrirem a farsa rebelaram-se negando seguir para o interior. Com esse sério problema nas mãos o governo da época atuou violentamente com a polícia para separar desordenadamente os imigrantes. Então homens, mulheres e crianças foram separadas as

centenas e transportados Ilha Anchieta aonde chegou a somar mais de duas mil pessoas instaladas de qualquer maneira em todas as edificações existentes no local. O jornal da época – Cidade de Ubatuba - do dia 23 de maio de 1923 noticiava que o governo de Estado acabava de aproveitar a Ilha dos Porcos (Anchieta) para criar uma hospedaria de imigrantes cujo diretor era João Tobias Filho. Para isso a ilha contava com praças, dois cabos e dois sargentos sob o comando do primeiro tenente da Força Pública Alcides do Valle. O médico responsável por toda esta gente foi o Dr. Boanerges Pimenta. Conta o autor que estes bessárabios ficaram por pouco tempo e que havia tumulto e incompreensão, principalmente por causa

do idioma, Todos recorriam a uma única interprete que era uma bela jovem, que viera com ele e que, inexplicavelmente, conseguia interpretar bem o português da época. A pergunta que fica é: quem era essa jovem russa? Qual foi seu destino? Os caiçaras, com a chegada dos russos, abandonaram a ilha deixando por lá plantações de tudo, inclusive as de mandioca do tipo “braba”. Desconhecendo os problemas que podem ser causados pela mandioca comeram-na. Não demorou muito para os efeitos colaterais irem aparecendo. Muitos foram reembarcados aos locais de origem, outros morreram na Ilha. No Cartório de Registro Civil de Ubatuba aparece em 1º de agosto de 1926, no livro C-11, folhas 14, nº 172, o registro

do óbito de Valisi Topalo de 26 anos, falecida na Hospedagem dos Imigrantes da Ilha em 23 de abril daquele ano. O atestado foi reiterado por duas testemunhas que deram como causa da morte o envenenamento por mandioca “braba”. Nesta mesma data, no mesmo livro do cartório, foram registrados em seqüência outros 150 registros de óbitos declarados por Luiz Passos Junior (que tinha ficado como zelador) atestados pelo Dr. Boanerges Pimenta, então médico da ilha. Nesta data há o registro que a hospedaria não mais existia. Em 1929, o Governo do Estado promulgou Lei do Congresso Estadual restabelecendo a Colônia Correcional da Ilha dos Porcos com cargos provimentos e outras providências, porém esta disposição não aconteceu.


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Aves da nossa rica Mata Atlântica: marreca-de-bico-roxo PROMATA realiza 1º registro desta ave para o LN

Foto: TiTio/PROMATA Em Caraguatatuba, no último dia 19, no Rio Paca, o observador de aves Antonio de Oliveira – Titio - conseguiu fazer um registro inusitado, no caso da marreca-de-bico-roxo inédito para o Litoral Norte. Na realidade ele conseguiu em única foto registrar a marreca-de-bico-roxo fêmea, atrás desta a marreca-toucinho e a frente destas a marreca-ananí. Embora o rio esteja poluído, com sujeiras, degradação e a urbanização engolindo o que sobrou das suas margens, ainda é possível observar algumas espécies aquáticas como patos, marrecas, frangos d’água, maçaricos, entre outras.

O rio é aquele que passa ao lado do centro esportivo em direção ao shopping Serramar naquela cidade. Foi na última tentativa de observar estas espécies que a marreca apareceu. Ela esta muito bem acompanhada por outras duas celebridades aquáticas. Para não confundir o leitor e os amantes de aves o PROMATA conseguiu fazer um registro ao qual a espécie que tratamos aqui ficou por um instante sozinha na imagem. Como sou... É um pato pequeno e robusto (Nomonyx Dominica) mede entre 30 e 36 centímetros, seu peso varia entre 360 e 450 gramas para os machos e en-

tre 275 e 445 gramas para as fêmeas. Conhecida também como marreca-rã (Rio Grande do Sul), marreca-tururu e marrequinha. Seu nome significa: do (grego) nömaö = possuir, aquele que possui; e onux = unha; e de dominica, domingensis = referente a Santo Domingo no Caribe; (Hispaniola); dominicana. Ave dominicana que possui unha. O macho tem cor ferrugínea, com a cabeça preta e a fêmea é mais clara e tem a cabeça estriada de preto e branco. Ambos os sexos possuem uma gama de detalhes coloridos e acabamentos e uma pequena mancha branca no centro da asa que não fica aparente

quando a ave está em repouso e também uma cauda rígida. A íris é marrom na primeira fase da vida, e torna-se avermelhada no macho adulto que também apresenta um pálido anel periocular azul. Onde vivo O habitat desta espécie são pântanos, lagoas, campos de arroz, onde plantas aquáticas como aguapé e nenúfares podem ser encontradas. Eles se alimentam de uma grande variedade de vegetação aquática e sementes, ocasionalmente insetos e crustáceos. Esta espécie possui uma gama extremamente ampla e, portanto, apesar do fato de que a tendência da população parece

estar diminuindo, a diminuição não se acredita ser suficientemente rápida para se aproximar dos limiares de vulnerável. Presumivelmente monogâmico. A fêmea constrói o ninho próximo a vegetação perto da água, forrada com poucas penas embaixo. O tamanho da ninhada é de quatro a seis ovos incubados pela fêmea durante 23 a 24 dias. Para esta ave todo cuidado é pouco, principalmente com a manutenção de lugares alagados calmos e com boa vegetação no entorno. Parabéns pelo registro que foi muito comentado no meio dos observadores de aves e amantes e protetores da natureza.


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Sindicato traz curso do SENAR sobre produção artesanal de cachaça

Na primeira semana de outubro começou o curso artesanal de produção de cachaça que é composta por duas etapas: 1ª trata dos requisitos legais e teóricos para a produção (legislação, documentação, espaço, processos, comportamento, entre outros) - 2ª trata da produção propriamente dita (moagem, fermentação, destilação, envelhecimento, sabor, por exemplo). O curso acontece na sede da PROMATA e é fruto da parceria entre o SENAR-FETAESP E STTR e busca produzir cachaça artesanal da melhor qualidade, para isto exige conhecimento, dedicação e atenção aos detalhes, já que, mesmo com teor alcoólico, trata-se da produção de um alimento. Segundo os participantes, o curso mostra um processo simples, de baixo custo de investimento onde qualquer espécie de cana serve como matéria-prima para sua industrialização. O segredo da boa qualidade do produto final está na técnica de fermentação e um erro, por menor que seja, pode compro-

Outubro 2016

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Moradores são convidados a participarem de próxima reunião para contar suas vivencias e histórias ocorridas no entorno da Água Branca Integrantes do Grupo de Trabalho – GT Água Branca (Parque Estadual), PROMATA e parceiros convidam moradores que tem algo para contar sobre o entorno e histórias passadas no entorno da Cachoeira da Água Branca. O convite tem relação com a idéia do PESM de valorizar a história e a cultura local sobre o atrativo. Este levantamento será utilizado como da trilha e como fonte de capacitação de futuros monitores. A idéia é aproximar a comunidade do atrativo e assim fortalecer as relações entre a Unidade de Conservação e a moradores, além de valorizar o conhecimento nativo e a tradição oral local e regional, também de valorizar os antigos

CONVITE Venho por meio deste convidá-los a participarem da II reunião do Grupo da Cachoeira da Água Branca do Conselho Consultivo do PESM - Núcleo Picinguaba Biênio 2016/2018, que ocorrerá no dia 09 de outubro de 2016 às 17h00 na Sede da Associação de Moradores para a Recuperação e Preservação da Mata Atlântica – PROMATA, localizada na Rua Manoel Gaspar dos Santos, nº 150, Sertão da Quina, Ubatuba/SP. (Referência: Igreja do Sertão da Quina) Por gentileza, peço que confirmem a presença pelo e-mail: moradores e seus descendentes 9 de outubro às 17 horas na conselhonpic@hotmail.com (12) 99738-3661. que atuaram no localouetelefone: conheSede PROMATA - a Rua Manoel cem a história de cada palmo de Gaspar dos Santos, próximo a terra até a cachoeira. Igreja Nossa Senhora das GraUbatuba, 03 deda outubro de 2016. Será servido um café caiçara ças no Sertão Quina. Tame uma grande roda de con- bém poderão ser encaminhado versa será montada. O even- material por email, escrito e Atenciosamente, to acontecerá no próximo dia gravado.

Imagens do dia

DANILO SANTOS DA SILVA Gestor - Núcleo Picinguaba Parque Estadual da Serra do Mar

meter tal qualidade. O curso busca ensinar produzir, de forma artesanal, uma bebida de qualidade, com padrão para atender às exigências do consumidor local e do mercado. Ao JMN, o instrutor Ricardo Coeli Simões Coelho, diz que na realidade trata-se de uma agroindústria não poluente. “O curso fomenta também o conhecimento, a produção sustentável, a geração de renda tendo esta atividade familiar como alternativa econômica para a região, mesmo sendo de pequeno porte todo processo é cuidadoso e artesanal. Importante também é o cuidado com o controle de qualidade”, finaliza Tadeu Mendes do STTR.

Crianças do Projeto Trilha da Leitura da escola municipal Nativa Fernandes do Sertão da Quina na roça do Sr. Miguel da Mata e sob a orientação da PROMATA conhecendo o processo de produção da base de uma roça caiçara – feijão e mandioca.


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Coluna da Adelina Fernandes

Magia infantil

Nas mãos das crianças o mundo vira um conto de fadas, porque na inocência do sorriso infantil, tudo é possível, menos a maldade. Crianças são anjos, são pedaços de Deus que caíram do céu para nos trazer a luz viva que há de fazer ressuscitar a verdade que vive escondida em cada um. De braços abertos a criança não cultiva inimigos, sua tristeza é momentânea. De olhos abertos a criança

não enxerga o feio, o diferente, apenas aceita o modo de ser de cada um que lhe dirige o caminho. De ouvidos atentos a criança gosta de ouvir tudo como se os sons se misturassem formando uma doce vitamina de vozes, vozes que ela pode imitar, se inspirar para crescer. Questionando, brincando, a criança está sempre evoluindo, achando esse mundo um Paraíso, mas a criança sabe no seu interior o que é o amor

e quer sugá-lo como se fosse seu único alimento, não lhe dê uma mamadeira de ódio, pois com certeza sua contaminação seria fatal e inesquecível. Criança me lembra: cor, amor, arco-íris, rosas, doce de brigadeiro, tintas das cores: vermelha, laranja, azul, amarelo; me lembra cachoeira, pássaros, dia de festa. Ser criança é estar de bem com a vida, é ter toda a energia do Universo em si. Feliz Dia Das Crianças!

Dia 12 de outubro vem ai...

Dia das Crianças é no campo de futebol do Sertão da Quina. Colabore com esta grande festa. Seja parceiro com mão-de-obra ou material. Compareça! As crianças agredecem!

Curso de monitoria ambiental forma guias para atuar em dois Parques Estaduais Fotos e texto: Jéssica dos Santos Os Parques Estadual da Serra do Mar (PESM) e Ilha Anchieta (PEIA) receberão guias que poderão atuar nas duas UCs graças à capacitação que vem ocorrendo deste setembro no município para atender a uma demanda recorrente dentro dos parques existentes em Ubatuba. O curso há tempos é esperado por guias e condutores do município e só foi i possível através de uma parceria com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). Já era visível, porém atualmente os parques sofrem um grande sucateamento de serviços públicos por parte do estado como cancelamento de contratos de vigilância, faxina e manutenção das estruturas, entre outras. Para suprir esta deficiência e aproximar a comunidade das UCs o curso corre de forma impecável, recheados de conteúdos substanciais e com professores de ponta. Para esta realização é visível a dedicação dos gestores, funcionários e parceiros envolvidos na capacitação. Módulo 5 No ultimo dia 29 e 30 de setembro e 1 e 2 de outubro os alunos participaram do módulo 5 do curso. Nesta eta-

Barracas no PESM, parte da estratégia para comunidade ocupar a UC de f orma organizada e ordenada

pa aprenderam sobre navegação, orientação, normas de condução e sistema de gestão de segurança. Também trabalharam na prática com mapas e bússola, definir classificações de trilhas, normas de mínimo impacto e diminuição de riscos em atividades de aventura. Vários foram os selecionados da região sul para fazer o curso: Silas, Caru, Jéssica. Mariana, César Giraud, Israel e Gabriel. Lembrar que o PESM estende por todo o município de Ubatuba e atrativos como o Pico do Corcovado e a Cachoeira da Água Branca encontram-se inseridos em seu interior, por exemplo. Desta vez as barracas dos participantes tomaram conta do interior da UC que cada vez mais, a seu tempo e dentro das normas, vem abrindo espaço para a comunidade ocupar o espaço, de forma organizada e ordenada, deste rico patrimônio.



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