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Maranduba, Junho 2016

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Disponível na Internet no site www.jornalmaranduba.com.br

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Ano 7 - Edição 85 Foto: Ezequiel dos Santos

Paróquia local se mobiliza para enfeitar ruas no feriado de Corpus Christi


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Crianças visitam morador que enfrenta cirurgia Na noite do último dia 23, integrantes da Infância Missionária visitaram Manoel Miguel, morador do Sertão da Quina, para deseja-lhe sucesso e tranquilidade na cirurgia de um dos olhos que fará no dia seguinte. O evento também contou com pais, amigos, filhos e netos de “Mané Migué” que estavam lá para engrossar o coro nas preces e solicitação de bênçãos a este homem de Deus. A área da casa do morador ficou lotada e nem o frio espantou as pessoas de confortar Manoel nesta hora de atenção. Ao final o morador ganhou um grande abraço coletivo. Alguns presentes se emocionaram com a homenagem e o respeito que as crianças ofereceram a família e a Manoel.

Abraço coletivo das crianças, lágrimas sinceras de apoio, solidariedade e sucessos na cirurgia

Antes da partida a família ofereceu bolo de chocolate às crianças, os adultos aproveitaram e também se deliciaram com o quitute. Manoel já passou pela cirur-

gia e está em recuperação. Ele havia perdido a visão de um olho e estava apreensivo com a cirurgia do outro. A torcida fica para sua integral recuperação.

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Editado por: Litoral Virtual Produção e Publicidade Ltda. Fones: (12) 3832.6688 (12) 99714.5678 e-mail: jornal@maranduba.com.br Tiragem: 3.000 exemplares - Periodicidade: mensal Editor: Emilio Campi Jornalista Responsável: Ezequiel dos Santos - MTB 76477/SP Colaborador: Pedro dos Santos Raymundo - MTB 0063810/SP Consultor Jurídico - Dr. Robson Ennes Virgílio - OAB/SP 169.801 Consultor Ambiental - Fernando Novais - Engº Florestal CREA/SP 5062880961 Colaboradora: Adelina Fernandes Rodrigues Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião da direção deste informativo


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Belezas na Mata Atlântica no outono - Preserve-as! PROMATA Fotos: Ana Paula Araújo Nestas últimas semanas muitas pessoas se espantaram com os dias de frio em pleno outono, mas nada de diferente para quem gosta de natureza, principalmente para observar momentos ímpares como o por e o nascer do sol em pontos privilegiados da Mata Atlântica. Seja do alto de montanhas ou áreas baixas, a natureza, quando não sofre interferência do homem, se revela majestosa e bela, por vezes assustadora diante dos poucos mortais que se arriscam a admirá-la por completo. Redução de luminosidade Nesta estação sua característica principal é a gradativa redução da luz solar a cada dia ao longo de sua duração. Essa redução de luminosidade causa diversas alterações climáticas e naturais, por isso o passeio, a trilha ou a simples caminhada deve ser rodeada de cuidados, preferencialmente com alguém capacitado e conhecedor da natureza. Ela – a estação - costuma apresentar também o aumento da incidência de ventos, redução de temperaturas, nevoeiros pela manhã, diminuição da umidade do ar, em alguns tipos de vegetação, ocorre a queda das folhas para adaptação à mudança de clima e também em razão da diminuição da fotossíntese diante da menor incidência de iluminação solar. Impactos ambientais Sorte dos antigos moradores e os de antes destes que puderam observar mais substancialmente toda potencia da fauna e flora que por estas bandas costumavam aparecer. Segundo seus relatos,

a cada dia um dia diferente, um belo dia e uma bela noite. Também descrevem da fúria da natureza que de tão brava e espetacular se fazia bela, porém muito arriscado. As poucas comunidades que por aqui viviam até a construção da rodovia, se valiam de pouca ou quase nenhuma modificação antrópica no ambiente natural, isto é homem e natureza parte de um todo juntos e em interação – um dependia do outro. Suas ações eram realizadas de forma que os resultados previstos eram obtidos sem danos ao meio ambiente, portanto não gerando impactos ambientais, algumas destas atividades se encontram em legislação especifica de nossas florestas como a pratica do pousio – uso racional e sustentável da terra na floresta, utilizado pelos moradores tradicionais. Respeito Talvez seja isto que a na-

tureza queira mostrar nesta estação e nesta entressafra turística. Mas muitos ainda insistem em poluir, destruir e maltratar aquilo que dá direta e indiretamente renda a milhares de pessoas. Mas há os que tentam preservar sem maltratar, punir ou multar as pessoas. Tratá-las com dignidade e respeito, com educação principalmente, mostrá-las como uma mudança de comportamento poderá trazer benefícios na qualidade de vida e do meio ambiente para todos. Do ponto de vista cultural, o outono é tratado como uma estação que inspira beleza, mas também a melancolia e a transição entre um acontecimento e outro. Poeticamente, portanto, marca as etapas de transformação da vida, a reciclagem dos elementos da Natureza e também das emoções humanas. O Outono – expressão de

origem latina, autümnus ou autümum – é a época propícia para as colheitas, que tal colhermos respeito as pessoas que vivem dela e nela e a

natureza que nos proporciona estes belos momentos? Fonte: climatempo, infoescola, clima1, calendariobr * * *


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Sitio Recanto da Paz recebe equipe de escoteiros Caramuru Nos últimos dias 26, 27 e 28 de maio, o Sitio Recanto da Paz no bairro do Araribá, recebeu o Grupo de Escoteiros Caramuru da capital/SP. A equipe contou 29 crianças, quatro instrutores – Marcos Maeda, Vanessa Watanabe, Lya e Irene Kawasaki, além de outros 15 voluntários que ajudavam no sucesso da visita e das atividades. Foram varias ações dentro e fora da propriedade. No dia 27 receberam a visita de membros da PROMATA que falaram sobre a floresta, sua importância e como interagir com ela. Foi realizada uma caminha em parte da trilha do mirante onde puderam trocar informações e responder perguntas dos escoteiros. Elvis Zuim, guia de turismo – EMBRATUR, explicou o porquê do tamanho e altura das folhas das árvores, do papel da fotossíntese, da importância do sol às plantas e sobre o espectro luminoso, parte integrante de todo processo. Plantas do bioma Mata Atlântica foram apresentadas as crianças, a importância da sombra das árvores na redução da temperatura também foi abordada na prática. Em seguida o professor Amarildo Pazzeli levou literalmente os escoteiros à roça. La explicou o processo de preparação da terra e plantação do gengibre, seu uso e mostrou na pratica todo processo aos alunos que ouviram atentamente. Em seguida todos se deliciaram com o almoço caprichado realizado pelos pais e voluntários do Grupo de Escoteiros Caramuru que acompanhavam esta caravana. Fica agora o gostinho de quero mais e a expectativa para próxima visita.

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Amarildo, Sitio Recanto da Paz, interage com escoteiros sobre o trato da terra a produção do gengibre

O guia de turismo Elvis colabora com a atividade de campo

PROMATA acompanha caminhada e colabora com informações sobre a floresta

Escola Nativa inicia projeto “Na Trilha da Leitura”

No último dia 17, alunos e professores do 4º ano (A e B) deram continuidade ao projeto “Na Trilha da Leitura” através de uma caminhada até a cachoeira da Renata para tratar de temas sobre comportamento e conhecimento de trilhas, localização, a importância da Mata Atlântica, segurança na caminhada, observação de aves, redescobrindo a cachoeira e respeito com o meio ambiente, com os colegas e os professores. O projeto havia iniciado no último dia 3 na quadra da escola com a participação da PROMATA que ministrou em blocos de grupos os temas relacionados ao projeto, na ocasião também falou sobre primeiros-socorros as crianças. O projeto acompanha o bem sucedido “Projeto Na Trilha da Leitura” só que desta vez relacionado ao meio ambiente. O caminho foi recheado de abordagens como a visualização de aves e plantas importantes ao meio ambiente. O lixo jogado a beira do caminho também foi abordado, podendo os alunos observar os maus exemplos na pratica. Na bica, após a metade da caminhada, os alunos realizaram uma atividade de localização, uma iniciação ao conhecimento na pratica dos pontos cardeais, depois puderam “pegar” na mão bússolas para conhecer melhor sua

finalidade e funcionamento. Nas dependências da propriedade da colaboradora Talita Jann – cachoeira da Renata - colocaram em prática as aulas teóricas. As crianças puderam realizar uma pequena trilha com tudo que tem direito, desde os cuidados, comportamento na mata, perigos e belezas de uma boa caminhada, como usar os apetrechos de caminhada, no mesmo percurso realizaram na pratica de observação de aves acompanhado de binóculo e câmeras fotográficas, a atenção devida à atividade, posições de observação, respeito às aves e seu ambiente, em seguida a preocupação em manter o caminho livre e sem sujeira, sobre os impactos do homem na natureza, a importância das pedras na formação dos rios e sobre pequenos animais que dependem dela, da interatividade entre arvores e pedras para segurar a encosta e mostra de grandes arvores e de tudo que depende dela. A caminhada durou a parte da manhã - todo período de aula – e foi bem aproveitada. O projeto tem previsão de acontecer durante o ano todo e organizadores ainda discutem quais abordagens e didáticas inovadoras para melhorar o projeto na execução das próximas etapas. Quem sai ganhando novamente são as crianças, futuro de nossa comunidade.


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Diagnóstico preliminar do Plano Diretor de Mobilidade Urbana é apresentado à população

COMUNICAÇÃO PMU A Audiência Pública de apresentação e discussão do diagnóstico preliminar do Plano Diretor de Mobilidade Urbana acontece nesta quarta-feira(1/6), às 19 horas, na Câmara Municipal. No evento serão apresentados os resultados da consulta pública online realizada nos meses de fevereiro e março, que abordou três aspectos: o perfil do transporte coletivo, do ciclismo e a qualidade de vias e passeios públicos. A consulta integrou a segunda fase da elaboração do plano de mobilidade urbana. Na primeira fase dos trabalhos, foi feito um levantamento de informações detalhadas sobre a cidade, sua rede de

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serviços e de infraestrutura para elaboração de diagnóstico. Essa fase envolveu a realização de 1.019 entrevistas com usuários do sistema de transporte coletivo municipal, 1.132 ciclistas, verificação in loco de 31 pontos críticos ou nós viários, medições de infraestrutura viária em mais de 50 pontos, cadastramento fotográfico e de posicionamento através de GPS da sinalização turística existente em toda Rodovia Rio/Santos, desde a divisa com Caraguatatuba até a divisa com o Estado do Rio de Janeiro, e na Rodovia Oswaldo Cruz até o pé da Serra, e de sinalizações diversas na área urbana. Esse inventário físico de Ubatuba envolveu ainda medi-

ções das ciclovias e ciclofaixas da área urbana, levantamento e cadastramento de locais da rede de serviços públicos, de condições de infraestruturas ligadas à área da mobilidade e de outras informações junto à entidades da Prefeitura e concessionárias de serviços de transporte público. A elaboração do plano segue o previsto na Lei 12.587, de 03 de janeiro de 2012, que instituiu as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana e prioriza os modos coletivos e não motorizados de transporte, a integração entre esses modos de transporte e a melhoria da acessibilidade e mobilidade de pessoas, bens e cargas nas cidades brasileiras.

TODO MUNDO LÊ. ANUNCIE: (12) 3832.6688 - (12) 99714.5678

Cerimônia comemora 21 anos da Guarda Civil Municipal de Ubatuba

A Guarda Civil Municipal de Ubatuba realizou uma solenidade em comemoração ao seu 21º aniversário. A cerimônia aconteceu na terça-feira, 31 de maio, às 9 horas, na sede da instituição. O evento homenageou autoridades civis e integrantes da corporação que se destacaram. Dentre os civis estão Geni Xavier, mais conhecida como Vera Verão, que conseguiu uma emenda parlamentar por meio do Deputado Federal Garamitz (PT) para a aquisição da rede de rádio digital da Guarda; Márcio Gonçalves Maciel, presidente da ACIU – Associação Comercial e Industrial de Ubatuba (re-

presentando o apoio da instituição e dos comerciantes à Guarda) e o ex- secretário Municipal de Segurança Pública, Artur Rodrigues D’Angelo (por todo o trabalho empreendido). “Nosso objetivo é fazer uma solenidade à altura da importância da Guarda Municipal de Ubatuba por todo o serviço que ela presta tanto para a comunidade como para a própria Prefeitura”, destacou Rubens Martins Franco Junior, secretário municipal de Segurança e Defesa Social. Além das autoridades e de membros e familiares da Guarda Civil, o evento foi aberto à população.


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Acontece em Ubatuba o VII Festival da Mata Atlântica e III Semana do Mar 2016 O VII Festival da Mata Atlântica, Floresta, Rios e Mar inicia em 2016 com a abertura oficial acontecendo dentro do Sampa Jazz Fest na Praça da Baleia. O Festival da Mata Atlântica, Floresta, Rios e Mar é uma realização da Prefeitura Municipal de Ubatuba, FundArt, Comtur , Projeto Tamar e Aquário de Ubatuba. O evento celebra o Dia Nacional da Mata Atlântica (27/05) e os Dias Mundiais do Meio Ambiente (05/06) e dos Oceanos (08/06). A III Semana do Mar conta com patrocínio da Petrobras, Arcor e Instituto Arcor e é organizada pelo Projeto Tamar e Aquário de Ubatuba, com apoio da Prefeitura Municipal de Ubatuba. Confira abaixo a programação completa das atividades e programa-se para não perder nada. PROGRAMAÇÃO 2016 sex, 3 de junho E.M.”Madre Maria da Glória” localizada na Rua Educação, 340 – Parque dos Ministérios 8h30 – Encontro Livro: A Janela da Alma com a Caravana Mundo Palco (oficina de incentivo à leitura) Duração: 3 horas Aquário de Ubatuba 16h – Palestra: “Projeto Cachoeira- Rio Paraiba do Sul uma viagem de caiaque extremo” com Allan Yu Iwama, Pedro Oliva e pesquisadores- INPE/ CEMADEN/ UNESP-ICT/ UNIFEI/ UERJ. Aquário de Ubatuba 19h – Palestra: “Saneamento Ecologico” com Eng. Gustavo Machado, Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudaveis da Bocaina, FIOCRUZ/FUNASA/ FCT. Projeto Tamar 20h Os Lokais 21h Ieda Terra

sáb, 4 de junho Estufa II – Praça Palmeiras 9h – Plantio de árvores com a Guarda Mirim de Ubatuba Píer do Tamoios Iate Clube 9h – Passeio para Observação Tartarugas 14h – Passeio para Observação Tartarugas Aquário de Ubatuba 14h – Palestra: “Monitoramento da Juçara ( Euterpe edulis) e da Seafortia e a fauna dispersora relacionada” com Amanda Oliveira Fonseca, Karolina Marie V. Sebroeck. 16h – Palestra “Bora Plantar” com Carol Ramos – Projeto Bora Plantar Camara Municipal 17h – “Mesa Redonda Agrofloresta Meio de Vida Sustentável” com Saulo Eduardo Xavier Franco de Souza / LASTROP/ ESALQ/USP 18h – “Mesa redonda: PEC 215″ com Deputado Federal Nilto Tatto, Ministério Público Federal Dra Walquiria Imamura Picoli, lideranças Indígenas de SP Marcos Tupã e RJ Julio Garcia Karai Xiju. dom, 5 de junho Praça da Baleia 8h – Limpeza de Praia e Soltura de Tartaruga

Projeto Tamar 10h – Abertura da Exposição Fotografica da rede Biomar Projeto Tamar Abertura da III Semana do Mar 20h – Banda “Os Cascudos” 21h – Gabriel o Pensador seg, 6 de junho Projeto Tamar 8:30h – “Contação de histórias sobre o Mar” com Mariza Taguada 15h – Palestra “Manguezal: berço ameaçado” com Luiz Claudio-APPRU Aquário de Ubatuba 18:30h – Documentário “Ubatuba um mar de memórias” – Projeto Garoupa 19:30h – Palestra “Como interpretar as previsões de ondas” com Dr. André Lanfer – INPE ter, 7 de junho Projeto Tamar 8h – Capacitação dos Educadores da Rede Municipal de Ensino de Ubatuba, “Uso didático do Manual de Ecossistemas Marinhos e Costeiros da Rede Biomar, com Projeto Albatroz Aquário de Ubatuba 19:30h – Palestra “O pa-

pel da mídia na conservação ambiental” com Patricia Palumbo do Programa Baleia Azul-Rádio Vozes qua, 8 de junho Projeto Tamar 8h – “Encontro Jovem TransforMar” com Projeto Tamar, Aquario de Ubatuba, Projeto Albatroz, Instituto Argonauta e parceiros Projeto Tamar 14h – “Encontro Jovem TransforMar” com Projeto Tamar, Aquario de Ubatuba, Projeto Albatroz, Instituto Argonauta e parceiros qui, 9 de junho Projeto Tamar 8h – “Encontro Jovem TransforMar” com Projeto Tamar, Aquario de Ubatuba, Projeto Albatroz, Instituto Argonauta Projeto Tamar 14h – “Encontro Jovem TransforMar” com Projeto Tamar, Aquario de Ubatuba, Projeto Albatroz, Instituto Argonauta e parceiros Projeto Tamar 15h – “Contação de histórias sobre o Mar” com Mariza Taguada Aquário de Ubatuba 19:30h Palestra “Programas

de Monitoramento de praias: a importância da gestão de dados de biodiversidade para a conservação marinha” com Prof. Adnré Barreto – Universidade do Vale do Itajai sex, 10 de junho Projeto Tamar 8h – “Encontro Jovem TransforMar” com Projeto Tamar, Aquario de Ubatuba, Projeto Albatroz, Instituto Argonauta e parceiros 14h – “Encontro Jovem TransforMar” com Projeto Tamar, Aquario de Ubatuba, Projeto Albatroz, Instituto Argonauta e parceiros Em frente ao auditório do Aquário de Ubatuba 16:30h – “Tarot ambiental” com Instituto Costa Brasilis Aquário de Ubatuba 19:30h Palestra “Lixo no Mar” com oceanólogo Hugo Gallo Neto sáb, 11 de junho Projeto Tamar 19h – Encerramento do VII Festival da Mata Atlântica 20h – Apresentação Musical com Luis Perequê e Carlinhos Antunes com Quarteto Mundano e participação especial de P.C. Castilho


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BINGO em pról da APASU foi um sucesso Segundo nosa colaboradora Heide Negretti, a ação social em prol dos animais Apasu Ubatuba foi um sucesso. “Parabéns estava ótimo lotado pela comunidade e graças a Deus vamos continuar com o foco do estatuto castração”. Ela agradeçe a todos os colaboradores e voluntários que se dedicaram a este evento. Heidi também enviou registro do evento. Confira.


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Paróquia local se mobiliza para enfeitar ruas no feriado de Corpus Christi No último dia 26, feriado de Corpus Christi, seguindo a tradição histórica, cultural e religiosa, paroquianos das varias comunidades da região sul se mobilizaram para manter a tradição de embelezar ruas com as coloridas artes religiosas. Foram utilizados materiais de reuso, sobras e excedentes, todos transformados em arte nas mãos dos voluntários. Desta vez, houve significativo aumento do número de visitantes e turistas, também de moradores que não costumam acompanhar eventos desta natureza. Quem lá esteve para observar ou mesmo ajudar nos trabalhos se espantou com a velocidade na conclusão das artes, iniciado pela manhã e finalizado por volta do meio sem comprometer a qualidade dos trabalhos. A solidariedade também foi sentida na captação do material utilizado que começou a ser arrecadado semanas antes do feriado. Para manter a tradição paroquianos de todas as idades participam dos trabalhos dando continuidade ao oficio que vem passado de geração a geração. Num período não tão distante o evento se traduzia em arte em toda extensão da rua até ao Morro do São Cruzeiro, era depositada no leito da rua areia branca e as laterais ornamentadas com bambus onde a seus pés eram colocados ramos de samambaia para destacar os trabalhos que ficavam ao centro. Esta festividade de longa data se constitui uma tradição no Brasil, principalmente nas “cidades históricas”, que se revestem de práticas antigas e tradicionais e que são embelezadas

Padre Daniel preside a celebração

com decorações de acordo com costumes e matérias disponíveis locais. Antes mesmo do encerramento das artes na rua, imagens do trabalho em andamento circulavam em vários grupos nas redes sociais. O evento continua vivo, quer seja como mantenedora da tradição cristã, quer seja mantenedora de uma amizade fraterna entre os moradores da região. A celebração Presidida pelos padres Daniel

Inácio e Manoel Leite, a celebração de Corpus Christi marca um momento importante na história e na fé cristã cuja festividade iniciou em 1243, em Liège, na Bélgica, no século XIII, quando a freira Juliana de Cornion teria tido visões de Cristo demonstrando-lhe desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque. Nesta celebração centenas de fiéis, alguns vindo de terras distantes, até mesmo fora

do estado de São Paulo ouviram atentamente as falas dos celebrantes. Padre Inácio foi bem claro no que se refere à importância daquele momento para os fiéis em todo o mundo seguidas pelas leituras das passagens bíblicas e históricas que cercam esta profissão de fé. Num segundo momento a procissão segue pelo lado de fora para dar passagem ao “Corpo de Cristo” que passa sobre o tapete até a finaliza-

ção da celebração na capela. Desta vez centenas de fiéis acompanharam a procissão, muitos deles não esconderam suas emoções. Muita gente ficou admirada com a procissão que atende a uma recomendação do Código de Direito Canônico (cânone 944) que determina ao bispo diocesano que a providencie, onde for possível, “para testemunhar publicamente a adoração e a veneração para com a Santíssima Eucaristia, principalmente na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo”. A celebração de Corpus Christi é composta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento.


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Tradição dos tapetes com arte religiosa veio de Portugal

A tradição brasileira de realizar tapetes com arte religiosa no Corpus Christi veio de Portugal, ainda na época em que o Brasil era colônia. Por aqui começou pelas ruas da cidade de Ouro Preto em Minas Gerais e se espalhou por todo país, chegando ao litoral brasileiro através da diversidade cultural das comunidades da época proveniente da miscigenação de diversos povos que por aqui se abrigavam fugindo das adversidades do colonizador ou na busca uma vida melhor. Devido ao tamanho do território brasileiro esta mistura de povos ultrapassou os aspectos físicos e materiais, da qual surgiram novos hábitos, costumes, valores na mesma manifestação de fé. Oficialmente esta celebração foi instituída pelo Papa Urbano IV no dia 8 de setembro de 1264, sendo ela a recordação da caminhada do povo de Deus em busca da terra prometida, no Antigo Testamento esse povo foi alimentado com maná, no deserto. Hoje ele é alimentado com o próprio “Corpo de Cristo” com a instituição da eucaristia. Já a procissão com a Hóstia consagrada conduzida em um ostensório é datada de 1274 onde sua execução se tornou um grande cortejo de ação de graças. O evento possibilitou o aumento de números de visitantes para um pratica de turismo crescente no país – turismo religioso. Dados do Departamento de Estudos e Pesquisas do Ministério do Turismo, ainda de 2014, apontam que cerca de 17,7 milhões de brasileiros viajaram pelo país motivados pela fé. Assim como o turismo de base comunitária, os dados

Foto dos trabalhos de arte religiosa de 1981, rua com areia e enfeites laterias em toda extensão

também mostram um crescimento nas visitas a pequenas comunidades que ainda mantém as tradições religiosas, seja ela qual for. Na busca de um turismo de credibilidade, vivencial, organizado e de sensações positivas e reais - onde o turista possa relaxar o “corpo e alma” e manifestar sua fé – o turismo religioso apresenta, a cada ano,

números mais expressivos em relação ao segmento religioso. As melhorias na estrutura e no atendimento a fiéis de outros lugares tem aumentado a visita no que diz respeito ao retorno a comunidade. Outro dado interessante do MinTur é que dos 17,7 milhões de turistas brasileiros da fé, cerca de 10 milhões fizeram viagens sem pernoitar no des-

tino e outros 7,7 milhões permanecerem pelo menos uma noite no local movidos pela vontade de participar ativamente do movimento, fazer parte de algo agradável e gratificante e como sempre ser bem recebido.


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Cadastro Ambiental Rural é prorrogado até 5/6/2016 Prefeitura promove qualificação profissional para mais de 600 pessoas

O ministro-substituto do Meio Ambiente, Francisco Gaetani, anunciou a prorrogação do prazo final para inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR) para o dia 5 de maio de 2016. O anúncio foi feito durante audiência pública da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados. O que é: Criado pela Lei nº 12.651, o “Novo Código Florestal – o cadastro ambiental rural (CAR) é um instrumento fundamental para auxiliar no processo de regularização ambiental de propriedades e posses rurais. Trata-se de um cadastro que contem informações georreferenciadas do imóvel, com delimitação das Áreas de Proteção Permanente (APP), Reserva Legal (RL), remanescentes de vegetação nativa, área rural consolidada, áreas de interesse social e de utilidade pública, com o objetivo de traçar um mapa digital a partir do qual são calculados os valores das áreas para diagnóstico ambiental da propriedade. O cadastro é feito por um cadastro eletrônico obrigatório e a falta de adesão do

proprietário torna o imóvel irregular o que vai dificultar o acesso a financiamentos, programas de regularização fundiária e ambiental, obtenção de licença para uso de água (outorga), venda ou desmembramento do imóvel; além das multas que serão geradas. O CAR facilita a vida do proprietário rural, a comprovação da regularidade do imóvel vai se dar por meio da inscrição e aprovação no cadastro e cumprimento do disposto no Plano de regularização ambiental, sem a necessidade de procedimentos anteriormente obrigatórios, como a averbação em matrícula de reserva legal, área de preservação obrigatória na propriedade. Pequenos produtores Muita gente não sabe, mas o CAR atende, através de declaração especifica, a pequenos produtores, povos e comunidades tradicionais, ecoturismo, turismo rural e agricultura familiar. Também existe a solicitação para a construção de cercas tendo como contrapartida o isolamento de áreas ciliares e vegetação nativa, o cadastro de Áreas de Proteção Permanente – APPs para recuperação utilizando

recursos de terceiros, o oferecimento de remanescentes de vegetação nativa para avaliação na coleta de sementes, a inserção no banco de áreas disponíveis para regularização fundiária em Unidade de Conservação e para assentamentos de programas estaduais e federais de reforma agrária. Para maiores informações procurar a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral – CATI próximo ao mercado de peixe, onde em parceria com o Sindicato de Trabalhadores Rurais realizam o atendimento em Ubatuba, também o interessado poderá buscar outros profissionais que fazem tais atendimentos. Sobre o CAR O CAR é uma exigência do Novo Código Florestal, obrigatório para todos os imóveis rurais. Não importa o tamanho, a região e a ocupação do solo. O cadastro ambiental exige que o agricultor conheça a fundo sua propriedade. Não basta, por exemplo, saber apenas se tem morro ou não na sua área. É preciso saber a declividade, quantas nascentes tem na terra e a largura dos rios. É preciso informar as datas de abertura

COMUNICAÇÃO PMU Já estão em pleno funcionamento as aulas dos cursos de qualificação profissional que integram o Projeto Ubatuba Qualifica II, idealizado pela Secretaria de Cidadania e Desenvolvimento Social da Prefeitura de Ubatuba. São 15 cursos que acontecem em todas as regiões da cidade, voltados à população inscrita no CadÚnico – Cadastro Único para Programas Sociais. A meta é atender 620 pessoas até o final de junho. Os cursos abordam temas como atendimento e recepção, auxiliar administrativo, de cabelereiro e de contabilidade, cuidador de idosos, eletricista, manutenção de ar-condicionado e microcomputadores, pedreiro e zeladoria, entre outros, e são realizados pelo INATEP - Instituto Nacional de Treinamento Técnico e Profissionalizante, empresa de Ubatuba. Entre os destaques, está o curso de inglês, oferecido nos Quilombos da Caçandoca e da Fazenda com o intuito de capacitar a população quilombola para o atendimento de turistas estrangeiros. Outro curso que teve alta procura é o de

corte e costura, ofertado nas instituições conveniadas com a Prefeitura, como Gaiato, Instituto Bla-Bla-Bla Posithivo, Namaskar e Ubatuba em Foco, que atuam em diferentes regiões da cidade. Mariangela Bezerra, secretária municipal de Cidadania e Assistência Social, explica que a escolha dos cursos levou em conta tanto a oferta de empregos disponíveis no Balcão de Empregos quanto o levantamento feito pelas assistentes sociais sobre quais eram os anseios da população. “Essa análise determinou também a distribuição da oferta de cursos por todo o município”. Uma palestra de integração e empreendedorismo acontece no próximo dia 2 de junho, às 19 horas, na EM Tancredo Neves para os alunos. A primeira formatura está prevista para acontecer no dia 25 de junho. Para o prefeito Mauricio, os cursos são um investimento em gente e no futuro. “O conhecimento transforma para sempre a vida das pessoas e me orgulha dar instrumentos para que elas tenham autonomia econômica e realizem seus sonhos”.


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PROMATA na 11ª edição do AVISTAR Brasil Carolina Lemos No último dia 21, a PROMATA participou do AVISTAR Brasil que aconteceu entre os dias 20 a 22 deste mês no parque do Instituto Butantã na capital paulista. O evento é ícone no segmento e reúne observadores de aves, estudiosos, pesquisadores e amantes da atividade vindos do Brasil e de outros países. Segundo um dos integrantes “o evento estava bem organizado e com um número maior de expositores que nos outros anos, com muito material e novidade para quem curte o assunto”. O evento contou com um congresso muito mais dinâmico e enxuto, abordando palestras inovadoras sobre biodiversidade, turismo, gestão ambiental, estudos das espécies, entre outros, também contou com convidados internacionais. Carlos Rizzo é um velho conhecido deste evento, tratado como celebridade lá foi reconhecido e requisitado por muitos amantes da natureza e da observação de aves. Neste ano, o evento contou com a feira Avistar Brasil, um espaço destinado a expositores e vendas de produtos de todo país, lá foram apresentados novidades sobre o turismo, destinos, arte, livros, equipamentos, pousadas e muitos mais. Embora o secretario municipal de turismo de Ubatuba, Potiguara do Lago, estivesse presente, o município não participou como expositor tendo em vista o destacado potencial que possui dentro do segmento ambiental e turístico na atividade. Palestras O ciclo de palestras atendeu a uma demanda bem interessante dentro da “ciência e prática”. Alguns temas são

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PROMATA com o humorista Hélio de La Penha - inspirações comuns

Latinhas descartáveis ajudarão no bem estar dos animais da Região Sul. Local para entrega: Boêmio Bar

Crianças se divertindo e aprendendo sobre o ninho do João-de-barro

Asas a imaginção e a sensação de poder sair do chão

velhos conhecidos do litoral como: observação de aves como parceira da gestão municipal, do turismo ao meio ambiente, observadores de aves como colaboradores efetivos na gestão e conservação das Unidades de Conservação e palestras sobre diferentes espécies que podem dar um componente de emoção na observação de aves – o que já acontece em Ubatuba através do turismo de base comunitária. Curiosidade No evento as crianças puderam participar da construção de um ninho de João-de-barro (Furnarius rufus) em tamanho gigante. Alguns até se recor-

daram de da tradição da “barreada” em casas de moradia. Também a imagem de uma asa de ave aberta para que os participantes pudessem se fotografar e sentir a sensação de pertencer aos céus, de poder voar. Lá a equipe da PROMATA encontrou o ator e humorista Hélio de La Penha que costuma observar aves com sua família por iniciativa de seu filho. No dia ele palestrou no festival. O evento como sempre teve repercussão internacional e registrou um aumento de visitantes e negócios relacionados à preservação ambiental e principalmente a observação de aves.


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“Chacina na Ilha Anchieta - Tiroteio na invasão e retomada da Ilha” Parte 26

Jornais da época enviaram seus melhores repórteres para descrever a maior rebelião do planeta que aconteceu em nossa região, sobreviventes ajudam a contar a história.

EZEQUIEL DOS SANTOS “Revista Igarati – Ano 1 nº 10, Ubatuba, outubro de 1993, na pagina 14. Continuando esta trágica história, o Cabo Sudário nos informa que “ na Ilha tinha de tudo, bandidos perversos, presidiários compreensivos. Havia valentes e covardes. “O tratamento era dados de acordo com o comportamento de cada um”, conta Sudário. Os funcionários casados podiam levar suas famílias para morar na ilha. Os filhos nascidos na ilha eram frutos de um casamento que aconteceu lá, tendo em vista que grande parte dos funcionários foi trabalhar solteiro. Havia assistência médica em uma enfermaria além dos padrões da época. Os graduados tinham detentos a disposição para realizar os mais diversos serviços, desde braçal até de cozinha, até cuidar das crianças. Estes eram escolhidos pelo comportamento. Alguns mais tarde viraram amigos da família tendo seus filhos batizados ou crismados por algum graduado ou familiar deste. “Sete dedos era um homem formidável, eu era solteiro e morava sozinho na ilha. Um dia vim para terra e deixei ela tomando conta de minha casa durante minha ausência. No meu retorno ele me entregou um revolver carregado que tinha deixado na gaveta de meu criado mudo”, contou a jornalista Ireno Soares Pinto, funcionário da ilha durante 14 anos. A fuga bem sucedida de Sete dedos ocorreu em São Paulo, quando ele se encontrava preso no Carandiru, esta ação serviu de inspiração aos co-

legas de penitenciaria transferidos para a ilha. A grande maioria dos serviços internos e de manutenção, higiene, limpeza, cozinha, dentre outros eram realizados por presidiários. “Havia as celas individuais. O castigo era inclusive a proibição do banho de mar. Para os casos de pederastia, ativa ou passiva, os culpados ficavam nas celas individuais (solitárias)”, disse cabo Sudário a reportagem. Já sobre Pereira Lima, a revista destaca varias linhas sobre o personagem. “É afável, inteligente, fala bem. Pelas afirmações que faz, dá a impressão de homem de bom, que leu muito e que, além disso, sabia tirar corretas e verdadeiras conclusão dos fatos que aponta” (jornal Ultima Hora – 8/01/1964). Capturado em Cunha e reconduzido a Ilha lá ficou até o fim do presídio onde posteriormente foi conduzido ao presídio agrícola de São José do Rio Preto/SP. Lá matou, anos depois, o diretor do presídio Javert de Andrade, pasme, seu protetor. Este declarou em alto e bom som que, após uma tentativa de fuga quando era transportado da ilha para a capital: “Fugi mesmo, seu Andrelino. Na primeira cidade comprei uma farda, dei instrução de tiro no quartel, fugi de novo. Fui para o Rio, roubei. Lá fui apanhado, aqui estou de volta. Mas fico por pouco...”. Já de China Show dizem que nunca mais ouviram falar dele. Este, o gigante afro-asiático, depois da fuga da ilha se embrenhou na floresta, zanzando do Ubatumirim a Parati, subindo para Cunha,

rompendo cercos e iludindo policiais, soldados e fuzileiros navais. Entre os presos os jornais da época destacam a morte do piloto do barco durante a fuga Timochenco (Zenon Kison), Aleãmãozinho – um dos lideres, do Portuga (Álvaro da Conceição Carvalho Farto). Também da captura de Carioquinha, Baiano Boca Larga, Diabo Louro e Manolo. Rubens Rosa, de 21 anos, foi levado ao Carandiru e lá se enforcou dentro da cela.


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Aves da nossa rica Mata Atlântica: Sabiá-laranjeira, símbolo nacional Ave símbolo do Brasil e do estado de São Paulo, o Sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris) é bem conhecida em todo território nacional. Inspirada em poemas, canções, contos, lendas e textos importantes a ave tem papel importante na cultura popular, em cada região possui nomes diferentes – identificação regional. Ela, assim como outras aves, no passado fez parte do cardápio de subsistência de varias pequenas populações. Maestro das populações rurais e carrasco das urbanas ela é regente da estação climática que se aproxima. Citadas por diversos autores que descrevem seu cantar na estação do amor – primavera. Imortalizada, por exemplo, na “Canção do Exílio”, de Gonçalves Dias, o sabiá é um dos mais importantes símbolos nacionais junto com a bandeira, o hino, o brasão de armas e o selo nacional, figurando com alto grau de importância na representação do país. É comum ainda ouvir músicas que tratam desta ave ou, ao menos, situações inspiradas por elas. Lenda Diz uma lenda indígena que, quando uma criança ouve, durante a madrugada no início da Primavera o canto do Sabiá, será abençoada com muita paz, amor e felicidade. Por falar em indígena, em tupi Sabiá significa “aquele que reza muito”, em alusão a sua vocalização. Criação responsável e vigiada Esta espécie pode ser criada em casa, para isto o interessado deverá procurar o IBAMA e se submeter às regras, diretrizes, treinamento, procriação, alimentação, licenciamentos e outras praticas que tratam das

Foto: Aguinaldo José/PROMATA

Sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris) embora um tanto desconfiado posa tanquilo para foto

responsabilidades da criação. Esta pratica é muito difundida no país por conta de seu canto melodioso, porém, vale lembrar que somente criadores com registro no IBAMA poderão ter estes belos pássaros em casa. Aspectos Esta ave mede 25 centímetros de comprimento e o macho pesa 68 gramas e a fêmea, 78 gramas. Tem plumagem parda, com exceção da região do ventre, destacada pela cor vermelho-ferrugem, levemente alaranjada, e bico amarelo-escuro. Podem chegar a viver de 25 a 30 anos.

Ele gosta de ambientes abertos como bordas de matas, pomares, capoeiras, entorno de estradas, praças e quintais, buscando ficar perto de locais com água abundante. Na natureza, o Sabiá Laranjeira possui uma alimentação farta e pouco específica, podendo comer desde vermes e minhocas até frutas como um mamão, banana e amora. Em uma criação licenciada, a alimentação básica poderá ser uma boa ração própria para a espécie, facilmente encontrada em lojas de produtos para animais, complementada com frutas como maçã, pêra, bana-

na e mamão. A espécie é encontrada em praticamente todos os estado litorâneos, Mato Groso, Mato Groso do Sul e Goiás. Sua distribuição ocorre em quase todo o território brasileiro à exceção da floresta amazônica. Considerada a ave que melhor canta, este sabiá é a ave de canto muito apreciado, que se assemelha ao som de uma flauta. Ela possui tantas qualidades que não caberiam nestas páginas. Fica a dica de o leitor buscar outras informações para aumentar o respeito e o conhecimento desta tão im-

portante ave na vida dos brasileiros. Também de o leitor colocar a disposição frutas frescas e limpas cortadas devidamente colocadas, com o devido cuidado e atenção, do lado de fora da casa em campo aberto, em cima de muros ou em arvores e admirá-las, tanto no seu comportamento quanto no seu canto, por longo tempo. Vale a pena! Fonte: Wikiaves, IBAMA, Coaves, Ubatubabirds, Promata, Projeto A Ultima Arca de Noé, diretodareserva.tumblr.com/, flick.com, passarossilvestres. com, passarinhar.com, folha uol


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No cardápio daquela época feijão com leite condensado no fogão a lenha Natalina Marcolino Na Caçandoca, há mais de 40 anos, me recordo de que tudo era mais difícil. Quando víamos alguém diferente até saiamos correndo de casa de vergonha. A vida era igual quase todos os dias, o que mudava nossa rotina era o tempo, que muitas vezes era previsível. Mas tinha as situações, tristes ou engraçadas que quebravam a rotina. A maioria delas por inocência daquele povo que cheguei a conviver, era criança ainda, mas recordo-me muito bem. Para o sustento todos trabalhavam, pescavam. O trabalho braçal, seja na roça, no mar ou em casa era árduo e necessário. Todos tinham seu valor e era a experiência de vida que nos ensinava alguma coisa. Lembro-me que os moradores andavam a trilha, esperavam o “cata-Jéca” (ônibus) no ponto do hotel Picaré para ir ou a Ubatuba ou a Caraguatatuba para comprar, vender ou trocar alguma coisa. “Corre “comadi” que o “cata-jéca” vem lá vindo no Picaré!”. Por ter um percurso menor Caragua era a mais visitada. Lá o sucesso eram as vendas (mercado) que tinha: pano de chita, água de cheiro, “querosena”, “fashilaite” (lanterna), “pilha do gato”, “brilhantina” pra passar no cabelo, “leite da moça” (leite condensado), “mortandela”, quilo de açúcar no saco de pano – pra depois virar cueca ou remendar as “carça” (calça) - e muito mais coisas que só se via na venda da cidade. Pois bem “lhéi só”! Me “alembro” que Seu Dito Juvenal havia se encontrado com a comadre “Lianora” (Leonor) ou “Nonoa”, como as crianças a

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“Cata Jeca”

“Leite da moça”

chamavam, que não se sabe o assunto ao qual chegaram num doce muito “bão”. Comadre “Lianora” disse ao Dito “Juvená” que a danada do “leite da moça compadi” cozida no “feijon” era uma “belezura” de doce, afirma. “Ah! Ponhei fogo na lenha, peguei o “carderão” pinchei água, o “feijon” e o “leite da moça”, larguei lá! Depois Ai! Ai! Ai! Que tão bão! Hum!hum!hum!. Pois é, então diante daquela

Feijão da roça

afirmativa vai seu Dito Juvenal atrás da moça, digo do tal “leite da moça” pra fazer o doce. Ele achou e fez. ”Excriança”! “Vo cozinhá” esse leite no “feijon”! Vai se uma formosura!”“, disse ele aos filhos e assim o fez. Passados algumas “somanas” os dois se encontraram, seu Dito “brabo” que nem siri na lata reclama a Lionora: “Noxa xenhora”! (Nossa Senhora) aquela porcaria virou um “xocolati” (chocolate), num deu pra “come”, num serviu pra nada! O que acontece que a comadre esqueceu-se de dizer que para cozinhar o leite condensado bastava ele colocar o recipiente dentro da caçarola, porém seu Dito abriu a lata e despejou todo o leite no feijão e cozinhou tudo junto. Por isso a “brabeza” dele com a porcaria que virou o feijão. Foi só pra rir.

Festas Juninas No Brasil, desde pelo menos o século XVII, no mês de junho, comemoram-se as chamadas “Festas Juninas”, que possuem esse nome por estarem associadas ao referido mês. Sabemos que, além daquilo que tipifica tais festas, como trajes específicos, comidas e bebidas, fogueiras, fogos de artifício e outros artefatos feitos com pólvora (como bombinhas), há também a associação com santos católicos, notadamente: São João, Santo Antônio e São Pedro. Mas quais são as raízes das festas juninas? Os pesquisadores especializados em festividades e rituais costumam apontar as origens das festas juninas nos rituais dos antigos povos germânicos e romanos. Os povos que habitavam as regiões campestres, na antiguidade ocidental, prestavam homenagens a diversos deuses aos quais eram atribuídas as funções de garantir boas plantações, boas colheitas, fertilidade etc. Geralmente, tais ritos (que possuíam caráter de festividade) eram executados durante a passagem do inverno para o verão, que, no centro-sul da Europa, acontece no mês de junho. Esses rituais implicavam o acendimento de fogueiras e de balões (semelhantes aos que hoje são feitos com papel de seda), entre outros modos de comemorações, como danças e cânticos. Na transição da Idade Antiga para a Idade Média, com a cristianização dos romanos e dos povos bárbaros, essas festividades passaram a ser assimiladas pela Igreja Católica, que, como principal instituição do período medieval, soube também diluir o culto aos deuses pagãos

do período junino e substituí-los pelos santos. A religiosidade popular absorveu de forma muito profunda essa mistura das festividades pagãs com a doutrina cristã. Nas regiões do Sul da Europa, sobretudo na Península Ibérica, onde o catolicismo desenvolveu-se com muita força no fim da Idade Média, essas tradições tornaram-se plenamente arraigadas. Com a colonização do Brasil pelos portugueses a partir do século XVI, as festividades juninas aqui foram se estabelecendo, sem maiores dificuldades, e ganhando um feitio próprio. As comemorações das festas juninas no Brasil, além de manterem as características herdadas da Europa, como a celebração dos dias dos santos, também mesclaram elementos típicos do interior do país e de tradições sertanejas, forjadas pela mescla das culturas africana, indígena e europeia. Sendo assim, as comidas típicas (como a pamonha), as danças, o uso de instrumentos musicais (como a viola caipira) nas festas, etc., tudo isso reflete milênios de tradições diversas que se imbricaram.


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Coluna da Adelina Fernandes

Lista completa dos santos do mês de Junho Santo do dia 01 de Junho São Justino, mártir (†cerca de 165). Santo Aníbal Maria Di Francia, presbítero (†1927). Fundador da Congregação dos Padres Rogacionistas do Coração de Jesus e a das Filhas do Divino Zelo, em Messina, Itália. Santo do dia 02 de Junho Santos Marcelino e Pedro, mártires (†304). São Nicéforo de Constantinopla, Bispo (†828). Expulso de sua sé por se opor com firmeza ao imperador iconoclasta Leão V, morreu exilado num mosteiro. Santo do dia 03 de Junho São Carlos Lwanga e companheiros, mártires (†1886). Beato André Caccioli, presbítero (†1254). Sendo já sacerdote, recebeu o hábito das mãos de São Francisco e o assistiu em sua morte. Faleceu em Spello, Itália. Santo do dia 04 de Junho Beatos Antônio Zawistowski, presbítero e Estanislau Starowieyski, mártires (†1942). Morreram no campo de concentração de Dachau, Alemanha, após sofrerem atrozes tormentos. Santo do dia 05 de Junho São Bonifácio, Bispo e mártir (†754). Santo Ilídio de Auvernia, Bispo (†384). Bispo de Clermont, França, foi chamado a Tréveris, Alemanha, pelo imperador Máximo para liberar sua filha de um espírito imundo. Morreu na viagem de regresso. Santo do dia 6 de Junho São Norberto, Bispo (†1134). Beato Lourenço de Másculis de Villamagna, presbítero (†1535). Sacerdote franciscano falecido

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em Ortona, Itália. Com sua pregação atraiu multidões, produzindo inúmeras conversões. Santo do dia 07 de Junho Beata Ana de São Bartolomeu, virgem (†1626). Religiosa carmelita, discípula e grande auxiliar de Santa Teresa de Jesus, difundiu e consolidou sua Ordem na França e fundou um convento em Antuérpia, Bélgica, onde faleceu. Santo do dia 8 de Junho Imaculado Coração de Maria. Santo Efrém, diácono e Doutor da Igreja (†373). São Guilherme Fitzherbert, Bispo (†1154). Após ser restituído à sua sé arcebispal de York, Inglaterra, da qual tinha sido injustamente deposto, perdoou seus inimigos e favoreceu a paz. Santo do dia 09 de Junho Bem-aventurado José de Anchieta, presbítero (†1597). Beato José Imbert, presbítero e mártir (†1794). Religioso jesuíta nomeado vigário apostólico de Moulins por Pio VI durante a Revolução Francesa. Foi preso numa galera em Rochefort, onde morreu. Santo do dia 10 de Junho Santo Itamar de Rochester, Bispo (†cerca de 666). Primeiro presbítero de Kent, Inglaterra, a ser elevado à ordem episcopal. Santo do dia 11 de Junho São Barnab��, Apóstolo. Segundo a tradição, morreu apedrejado em Salamina, na Ilha de Chipre. Santa Aleide, virgem (†1250). Religiosa cisterciense do mosteiro de La Chambre, próximo a Bruxelas. Aos 22 anos foi tomada pela lepra,

ficando paralítica e cega. Oferecia seus sofrimentos pelas almas do Purgatório. Santo do dia 12 de Junho Beata Maria Cândida da Eucaristia Barba, virgem (†1949). Sentiu o chamado à vida religiosa aos 15 anos, sendo proibida por seus familiares. Somente aos 35 anos conseguiu ingressar no Carmelo de Ragusa (Itália), do qual foi eleita priora. Santo do dia 13 de Junho Santo Antônio de Pádua, presbítero e Doutor da Igreja (†1231). Santo Eulógio, Bispo (†cerca de 607). Escreveu em Alexandria, Egito, vários tratados contra as heresias de seu tempo. Santo do dia 14 de Junho Santo Eliseu, profeta. Discípulo e sucessor de Santo Elias e profeta de Israel desde o tempo do rei Jorão até os dias de Joás. Santo do dia 15 de Junho Santa Germana, virgem (†1601). Pastorinha de Pibrac, França, foi desprezada pelo pai e maltratada pela madrasta, mas, suportando tudo com paciência e alegria, faleceu num estábulo, aos 22 anos. Santo do dia 16 de Junho São Beno de Meissen, Bispo (†cerca de 1106). Por querer conservar a unidade da Igreja e a fidelidade ao Papa, foi deposto da sé episcopal de Meissen, Alemanha, e exilado. Santo do dia 17 de Junho Santos Nicandro e Marciano, mártires (†cerca de 297). Soldados que ao recusarem sacrificar aos deuses pagãos, foram decapitados em Silistra, Bulgária, no tempo de Diocleciano.

Santo do dia 18 de Junho Beata Hosana Andreasi, virgem (†1505). Religiosa dominicana de Mântua, Itália, que conseguiu unir com sabedoria a contemplação das coisas divinas com os trabalhos e o exercício das boas obras. Santo do dia 19 de Junho São Romualdo, abade (†1027). Santos Remígio Isoré e Modesto Andlauer, presbíteros e mártires (†1900). Jesuítas franceses martirizados enquanto rezavam diante do altar, em Hebei, China. Santo do dia 20 de Junho Beata Margarida Ball, mártir (†1584). Viúva septuagenária acusada por seu próprio filho de acolher em sua casa a sacerdotes católicos. Morreu na prisão em Dublin, Irlanda. Santo do dia 21 de Junho São Luís Gonzaga, religioso (†1591). São Raimundo de Barbastro, Bispo (†1126). Francês de nascimento, foi cônego regular da catedral de Toulouse (França) e depois Bispo de Roda-Barbastro (Espanha). Santo do dia 22 de Junho São Paulino de Nola, Bispo (†431).São João Fisher, Bispo, e São Tomás Moro, mártires (†1535). Santo Eusébio de Samósata, Bispo e mártir (†379). Morto ao ser golpeado na cabeça com uma telha lançada por uma mulher ariana, enquanto visitava os fiéis de Dülük, Turquia. Santo do dia 23 de Junho Beata Maria Rafaela Cimatti, virgem (†1945). Religiosa das Irmãs Hospitaleiras da Misericórdia, dedicou-se ao cuidado dos doentes e pobres em Alatri, Itália. Santo do dia 24 de Junho Natividade de São João Batista. Santa Maria de Guadalupe García Zavala, virgem (†1963). Cofundadora da Congregação das Servas de Santa Margarida Maria e dos Pobres, em Guada-

lajara, México, canonizada em 12 de maio último. Santo do dia 25 de Junho São Salomão, mártir (†874). Enquanto foi rei da Bretanha, ampliou os mosteiros, instituiu sedes episcopais e manteve a justiça. Mas, tendo abdicado, foi cegado e morto dentro de uma igreja por seus inimigos. Santo do dia 26 de Junho São Josemaría Escrivá de Balaguer, presbítero (†1975). Beato André Iš?ak, presbítero e mártir (†1941). Sacerdotediocesano da Arquieparquia de Lvivdos Ucranianos, fuzilado em sua paróquia, em Sykhiv. Santo do dia 27 de Junho São Cirilo de Alexandria, Bispo e Doutor da Igreja (†444). Beata Luísa Teresa Montaignac de Chauvance, virgem (†1885). Fundadora da Pia União das Oblatas do Sagrado Coração de Jesus, em Moulins, França. Santo do dia 28 de Junho Santo Irineu, Bispo e mártir (†cerca de 202). São Paulo I, Papa (†767). Afável e misericordioso, combateu os iconoclastas e incentivou a trasladação dos corpos dos mártires e santos das catacumbas para as basílicas. Santo do dia 29 de Junho São Pedro e São Paulo, Apóstolos. (No Brasil, transferida para 30 de junho, domingo). São Cássio, Bispo (†558). Morreu em sua diocese de Narni, Itália, após celebrar a Missa e ministrar a comunhão aos fiéis. Santo do dia 30 de Junho Solenidade de São Pedro e São Paulo, Apóstolos. (Transferida de 29 de junho). Santos Protomártires da Igreja de Roma (†64). São Vicente Ðô Yên, presbítero e mártir (†1838). Religioso dominicano decapitado em Hai Duong, Vietnã, no tempo do imperador Minh Mang. Fonte: Arautos.org



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