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Maranduba, Maio 2016

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Disponível na Internet no site www.jornalmaranduba.com.br

Desafio das 28 Praias movimenta costa sul de Ubatuba

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Ano 7 - Edição 84


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Rio 2016: Tocha Olímpica passará por Ubatuba

A Tocha Olímpica, principal símbolo dos Jogos Olímpicos, vai passar por cidades do Litoral Norte. O Comitê Olímpico Brasileiro ainda não definiu o trajeto nem os condutores mas já está acertado que a tocha passará por Ilhabela na manhã do dia 25 de ju-

lho, uma segunda-feira. Ilhabela terá o privilégio de estar entre as 300 cidades escolhidas, dos mais de 5,5 mil municípios brasileiros. Na região, a tocha também passará por Ubatuba no dia 27. A abertura oficial da competição será no estádio do Maracanã, no dia 5 de agosto.

Os Jogos Olímpicos Rio 2016 serão disputados no período entre 5 a 21 de agosto, com a presença de 206 países e aproximadamente 10.500 atletas, que disputarão 306 medalhas em 136 provas femininas, 161 masculinas e nove mistas.

Envie seu evento, edital, convocação ou aviso para esta seção atraves do e-mail jornal@maranduba.com.br

Editado por: Litoral Virtual Produção e Publicidade Ltda. Fones: (12) 3832.6688 (12) 99714.5678 e-mail: jornal@maranduba.com.br Tiragem: 3.000 exemplares - Periodicidade: mensal Editor: Emilio Campi Jornalista Responsável: Ezequiel dos Santos - MTB 76477/SP Colaborador: Pedro dos Santos Raymundo - MTB 0063810/SP Consultor Jurídico - Dr. Robson Ennes Virgílio - OAB/SP 169.801 Consultor Ambiental - Fernando Novais - Engº Florestal CREA/SP 5062880961 Colaboradora: Adelina Fernandes Rodrigues Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião da direção deste informativo


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Reis e Rainhas do Mar são coroados em Ubatuba COMUNICAÇÃO PMU A primeira etapa do Circuito Nacional Rei e Rainha do Mar em terras (e águas) paulistas terminou no meio da tarde deste domingo (01/05) na praia do Perequê-Açu, região central de Ubatuba. Considerado o maior festival de esportes de praia do Brasil, o circuito reuniu quase dois mil atletas divididos nas categorias Beach Run (4km de corrida na areia), Beach Biathlon (1km de natação no mar + 2km de corrida na areia), Sprint (1km de natação no mar), Classic (2km de natação no mar), Challenge (4km de natação no mar) e Stand Up Paddle (2km, 4km e 8km de remada no mar). Destaque para a participação de atletas olímpicos e para o grande público que lotou a praia para prestigiar os duelos. Poliana Okamoto, esperança de medalhaå na maratona aquática no Rio, marcou presença, foi recebida pelo prefeito Mauricio Moromizato e contou que vinha quando criança para Ubatuba. A nadadora, que ficou em segundo lugar na categoria Sprint, comentou sobre o sonho de ter um projeto social que popularize a natação, atualmente limitada às classes sociais mais favorecidas. Okamoto se entusiasmou ao saber que em Ubatuba a prefeitura já tem um projeto que traz crianças de escolas públicas para natação e para o surf e quer conversar com o prefeito a respeito desses projetos após as Olimpíadas. Nas provas, muitos atletas ubatubenses representaram a cidade e conquistaram boas colocações, principal-

Perequê-Açu recebeu neste domingo maior festival de esportes de praia do Brasil mente nas corridas de SUP. Os resultados completos você confere em nossas próximas reportagens. No satff do evento, em praticamente todos os setores, diferentes profissionais da cidade aproveitaram a oportunidade para prestarem seus serviços à organização da prova. Estimativas indicam que aproximadamente 200 ubatubenses trabalharam direta e indiretamente na organização do festival. “Gerar esses empregos na baixa temporada é muito importante para

nossa população”, destacou o prefeito Mauricio. “Movimentamos a rede hoteleira, os restaurantes, geramos empregos e fizemos a economia da cidade girar na baixa temporada. Ao mesmo tempo, geramos uma mídia extremamente positiva e Ubatuba se consolida cada vez como cenário de provas aquáticas, de esportes de prancha e de aventura. Esse era um dos objetivos e um dos desafios da nossa gestão e fico feliz em saber que conseguimos”, comemora Mauricio.

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Projeto Araribá no mapa de “Inovação e Criatividade à Educação Básica” do Ministério da Educação e Cultura

Mapa do MEC onde figura os projetos contemplados

A escola Municipal Sebastiana Luiza do Prado Santos, bairro Araribá, recentemente conquistou reconhecimento ímpar do projeto “Inovação e Criatividade na Educação Básica” do Ministério da Educação – MEC. O projeto nacional, lançado no final do ano passado, trata de todas as etapas de ensino em todas as regiões do Brasil. Destes, 682 entidades foram inscritas e apenas 178 iniciativas foram selecionadas. Em São Paulo, foram 48 projetos aprovados. Em Ubatuba foram dois projetos, além da escola do Araribá, contemplada também a Escola Municipal de Ensino Fundamental Madre Maria da Glória do Ipiranguinha. Os trabalhos foram avaliados segundo cinco critérios: gestão, currículo, ambiente, metodologia e intersetoriali-

dade. As duas escolas foram as únicas selecionadas entre o Litoral Norte Paulista e o Vale do Paraíba. O projeto do governo federal tem como objetivo o fortalecimento de instituições públicas e particulares, além de organizações não governamentais que possuem propostas arrojadas na Educação Básica. Em nota, a assessoria do MEC informa que a idéia é promover a divulgação e a articulação entre as iniciativas também com universidades, secretarias de Educação e outras organizações relacionadas. O MEC informa ainda que a maior parte dos trabalhos são em escolas, sendo 52,5% públicas e 47,5%, particulares. Foram trabalhos interessantes e inovadores como o de escolas indígenas, em que o

ensino é bilíngue, em tupi e português, e o currículo inclui legislação indígena, cultura indígena e meio ambiente, por exemplo. Todos os trabalhos foram apontados por trazer resultados, não só dentro do ambiente escolar como além dos muros das escolas. Os participantes e organizadores do Projeto Araribá se lembram da árdua luta dos últimos meses a esta conquista, também comentam da felicidade pelo reconhecimento e agradecem aos que de fato torceram e colaboraram para esta conquista. Para saber mais basta acessar o mapa dos projetos no site, clicar sobre o mapa do estado de São Paulo e procurar, em ordem alfabética, a cidade de Ubatuba: http:// simec.mec.gov.br/educriativa/ mapa_questionario.php

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Câmara de Ubatuba homenageia projeto inovador de educação

No último dia 5 de abril, a Câmara municipal de Ubatuba, em sessão ordinária, reconheceu e aprovou uma Moção de Congratulações ao Projeto Araribá da escola municipal Sebastiana Luiza do Prado Santos pela conquista e reconhecimento dentro do projeto federal “Inovação e Criatividade na Educação Básica” do Ministério da Educação – MEC. Dois projetos em Ubatuba foram selecionados dentre os mais de 680 inscritos em todo país – o da escola do Araribá, região sul de Ubatuba e Madre Maria da Glória do Ipiranguinha, região oeste de Ubatuba. A sessão foi coroada de elogios e apoios de sucessos, além de surpresa a vários parlamentares, expectadores presentes e ouvintes pela magnitude e importância do reconhecimento nacional. A propositura foi encaminhada pelo vereador Reginaldo Fábio de Matos (Bibi) – PMDB. No documento o vereador destaca a “edu-

cação criativa a crianças e jovens como ferramenta possível a um conhecimento mais amplo do mundo, descreve ainda da importância do pensar autônomo, próprio, através deste tipo de conhecimento ao qual aprimora o intelecto, a disciplina e acima de tudo o espírito cívico e empreendedor”. O projeto recebeu inúmeros comentários nas redes sociais e esta servindo de modelo a outras iniciativas. “A homenagem é justa e serve para incentivar e reconhecer cada vez mais os bons projetos em nossa cidade, principalmente na área da educação e do esporte”, comenta o vereador Bibi. Os participantes se sentiram honrados com a comenda destacando que o esforço de fato valeu a pena. Parafraseando o educador Paulo freire “onde quer que haja mulheres e homens, há sempre o que fazer, há sempre o que ensinar, há sempre o que aprender”. * * *


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Passagem urbana é reajustada em 11,76% e prefeito diz que a causa é a elevação dos insumos do transporte coletivo

Moradores de Ubatuba foram surpreendidos com o reajuste da passagem do transporte coletivo urbano em R$ 3,80, um reajuste de 11,76%, muito acima do acumulado dos últimos doze meses cuja inflação alcançou 9,39% dentro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA. O reajuste foi autorizado pelo prefeito Maurício Moromizato (PT) e publicado em matéria no site da prefeitura (http://www.ubatuba.sp.gov. br/smf/tarifa-dos-onibus-da-verde-bus-e-reajustada-para-r-380/). A alegação é sobre a elevação dos custos dos insumos do Transporte Coletivo, como o preço dos combustíveis por exemplo, que aumentaram os custos da empresa. Em entrevista ao InforMarUbatuba, Moromizato disse que a empresa VerdeBus havia queixado a ele do aumento dos insumos, por outro lado fala que não recebe queixas significativas contra os serviços prestados pela empresa, atribuindo nota 7 a VerdeBus.

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O contrato havia sido renovado por 10 anos em 2013 pelo prefeito. Como vantagem a empresa informa que os usuários podem se locomover de norte a sul do município em um período de 3 horas e 20 minutos com apenas uma passagem, a cada carga completa de 20 unidades, ganha-se bônus de mais duas unidades, viagens mais rápidas e seguras e para obter seu bilhete de forma gratuita, basta comparecer ao Terminal Rodoviário e fazer a solicitação com uma cópia do RG, uma do CPF e um comprovante de residência atual. Segundo a equipe da Verde Bus, o cartão fica pronto em cerca de 48 horas. Muitos usuários reclamaram de não possuir acesso a planilha de custos e investimentos da empresa, pelo menos um prestação de contas sobre o tema. Os usuários ouvidos pelo JMN dizem que a falta de transparência gera dúvidas e desconforto dos usuários quando se trata de qualquer aumento sem uma explicação razoável.

GT realiza visita Técnica ao Pico do Corcovado e marca início da temporada de trilhas 2016

Carolina Lemos No inicio de abril Guias de Turismo, condutores auxiliares e a equipe do Núcleo Picinguaba (Parque Estadual da Serra do Mar) realizaram uma visita técnica na Trilha do Pico do Corcovado. Ações importantes foram realizadas como implantação de cordas de ancoragem, retirada de lixo dos mirantes, mapeamento de pontos para colocação de placas de orientação ao visitante, estudo para a futura implantação de banheiro seco e marco para a abertura da temporada de trilhas 2016. A equipe, que é formada por componentes de Grupo de Trabalho – GT- e que integra a Câmara Técnica de Turismo e Uso Público do PESM, tem como objetivo estruturar a visitação na trilha do Corcovado, incentivando o público a acessar os serviços da Unidade de Conservação de forma mais segura, além de contribuir consideravelmente com a conservação do meio ambiente. Para o grupo o objetivo é melhorar a comunicação com o ecoturista,

visitante do atrativo, através de placas e agendamento com informações via e-mail. Esta ferramenta possibilita levantar dados para estudo de impacto do solo e ações coerentes em caso de emergências e penalidades. Por conta de sua beleza cênica, nível de dificuldade e divulgação pelos apaixonados por montanhismo nas redes sociais, a procura por este atrativo cresce a cada temporada. Importante lembrar que o visitante que queira encarar este desafio deve estar com bom condicionamento físico, devidamente equipado, e contratar guias e monitores cadastrados

na UC, pois além do enriquecimento proporcionado por estes profissionais ao local visitado, conhecem os melhores caminhos e como agir em caso de acidentes. Para mais informações entre em contato: Parque Estadual Serra do Mar – Núcleo Picinguaba - Rodovia Rio Santos BR 101 Km 11 – Ubatuba – SP. (12) 997072426 ou envie email para pesm.picinguaba@ fflorestal.sp.gov.br e boa caminhada. Carolina Lemos: Turismóloga, Guia de Turismo – Cadastur, Monitora Ambiental e apaixona por natureza


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Mutirão de limpeza e reparos no Morro do São Cruzeiro No último dia 23, um grupo de paroquianos realizou mutirão no antigo Morro do São Cruzeiro, atual Emaús. Foi realizado o corte da grama, capina, desbaste do mato alto, limpeza da obra, recolhimento e guarda de material solto, colocação de cabos de aço, alinhamento do telhado da capela e trocas de algumas telhas. O serviço terminou lá pelas duas horas da tarde, mas algumas pessoas continuaram no local para contemplar o término do serviço. Sonham os paroquianos em voltar a executar atividades religiosas na antiga capela de pedra. Os agradecimentos a Luiz

Félix, Manoel Cabral, Dito Branco, Pedro Celestino, Wladimir, Dilsinho, Wesley, Aguinaldo, Bidite, João Alencar, Silas, Elias, Eliseu, Manoel Celestino, Jango, Rogério Gaspar, Roberto Ygarashi, Toninho da Chica, Marcelo, Ceará, Zé Bidico, Rosana, Marlene, Letícia e Socorro pelo esforço conjunto nesta obra. Como relembra a paroquiana Marlene Amorim – “A caminho do Emaús... o nosso coração ardia quando ele nos falava: E hoje continua a arder! – Aqui ergueremos nossa Tenda, para cantar um hino de louvor...” Capela Nossa Senhora das Graças.


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Folia do Divino reencontra famílias dentro das tradições religiosas na região

Família interrompe aniversário para contemplar a cultura e a fé

No último mês de abril a Folia do Divino visitou famílias na região sul que ainda mantém o vínculo histórico, cultural e religioso da época do descobrimento do país. Conhecido como manifestação religiosa popular ela foi intensa no litoral paulista e na cidade de Ubatuba. Mesmos os que não mais respeitam as tradições religiosas têm em seu interior recordações da infância cujo acompanhamento da folia era uma grande festa e um momento memorável a comunidade e a fraternidade dos povos que aqui habitavam. A peregrinação da Folia do Divino foi mais intensa aos

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finais de semana, onde o número de moradores são maiores por conta dos encontros familiares. Os agraciados com sua visita tem relatado tamanha emoção ao receberam a peregrinação devido ao alto grau de recordação do passado a tona através da execução de cantorias religiosas e manifestação de fé. As pessoas param suas atividades ou festejos, sejam elas quais forem para contemplar sua cultura original. O grupo da Folia do Divino Espírito Santo recebe anualmente o apoio cultural da FUNDART e é sempre bem vindo a região.

Corujas mochos e caburés

ALEX KOROVIN Pertencente a ordem Strigiformes, Família Strigidae, as corujas mochos e caburés apresentam distribuição cosmopolita, ocorrendo até em regiões polares. São predadores noturnos vorazes em sua maioria, havendo poucas exceções, dispõem de excelente audição e boa visão para localizar suas presas; podendo virar a cabeça em angulos de até 270 graus, compensando assim o estreito campo visual oferecido pelos olhos em posição frontal. Capturam roedores, morcegos e outros mamíferos, bem como artrópodes , répteis e anfíbios. Apresentam plumagens miméticas e muitas espécies apresentam topetes desenvolvidos sobre a cabeça, visando atenuar as formas arredondadas que apresentam quando pousam em meio à galharia, de onde espreitam suas presas. As corujas possuem as bordas das primárias com estruturas serrilhadas em sua margem externa , para atenuar ruídos super-sônicos durante o voo. Muitas corujas e caburés apresentam duas fases distintas de plumagem numa mesma população : uma marrom escura e outra ruiva no caso de Glaucidium sp. : ou cinza e ruiva no caso do gênero Megascops. Os sexos são normalmente semelhantes entre sí e embora haja exceções , a fêmea é usualmente pouco maior que seu companheiro. Algumas espécies de olhos amarelados desenvolvem atividades de caça e vocalização , mais em horário de crepúsculo , enquanto outras de olhos escuros , são estritamente no-

turnas e bem poucas se movimentam à luz do dia. Suas vocalizações consistem em sons guturais estranhos, gritos e grunidos roucos e graves. Nidificam frequentemente em cavidades naturais em buracos nas arvores , na maioria das espécies e chocam em média dois a três ovos semi-esféricos brancos. Os filhotes são cuidados pelos pais. Quando desenvolvidos, ingerem presas como ratos e pequenos vertebrados , engolindo-os inteiros como fazem seus pais. Os adultos e jovens regularmente regurgitam pelotas contendo pêlos e ossos de pequenos vertebrados e os élitros de quitina de insetos nos arredores dos ninhos. Essas pelotas regurgitadas permitem uma boa caracterização dos hábitos alimentares de uma espécie em certo local e são usualmente coletadas em campo, por ornitólogos , para uma posterior análise. A plumagem dos jovens se mostra muito diferente da dos adultos e aparecem padrões de penugem branca em muitas espécies. O estudo das corujas nas

densas florestas tropicais brasileiras é ainda campo quase inexplorado e difícil. Em vista disso, espécies novas foram descritas para a ciência apenas na última década. As simpáticas “corujinhas -do-mato” ( Megascops choliba) da foto, estão em sua fase cinza, têm em média 22 cm , é uma espécie comum em áreas semi-abertas , cidades, zona rural, capoeiras e beira de matas secas ou úmidas, mas evita o interior de florestas densas. Ocorrem duas fase distintas de plumagem , uma cinza e outra ruiva, além de outras plumagens intermediárias. Difere de suas congêneres pelas “orelhas curtas” e pelo padrão mais claro da plumagem em geral. Vocaliza mais em horários de crepúsculo. Captura mais insetos que pequenos vertebrados e adentra as cidades. O casal pode cantar em duetos. Nidifica em ocos de àrvores ou em buracos escavados por pica-paus. Assim como seus congêneres, a espécie é com frequência incluída no gênero Otus por muitos autores.


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Desafio das 28 Praias movimenta costa sul de Ubatuba Promover eventos esportivos é parte da estratégia da Prefeitura para movimentar cidade na baixa temporada

COMUNICAÇÃO PMU Mais de 1.800 mil atletas participaram da 4ª edição do Desafio das 28 Praias, que aconteceu hoje na região sul de Ubatuba. O trecho percorrido foi da praia da Tabatinga, na divisa com Caraguatatuba, até a entrada do rio Escuro, na Praia Dura. A prova contou com duas categorias: solo (masculino e feminino), com circuitos de 42 km ou 21 km, e revezamento (masculino, feminino ou misto), com 42 km percorridos por até cinco atletas. As 28 praias percorridas no percurso foram: Tabatinga, Galhetas, Figueira, Ponta Aguda, Mansa, Lagoa, Simão, Saco das Bananas, Raposa, Caçandoquinha, Caçandoca, Pulso, Maranduba, Sapê, Pontal, Lagoinha, Oeste, Peres, Bonete, Grande do Bonete, Deserto, Cedro, Fortaleza, Brava da fortaleza, Costa, Vermelha do sul, Brava do sul e Praia Dura. Quem passou pela costa sul da cidade, percebeu o impacto positivo e a quantidade de turistas e atletas na região, que chegaram inclusive a causar lentidão em alguns trechos da Rodovia Rio-Santos. Organizador do Desafio, Fausto Ferrarias agradece o apoio da Prefeitura e comemora o sucesso da quarta edição da prova na cidade. “Mais uma vez deu tudo certo e fizemos mais uma prova maravilhosa, sempre atentos à segurança dos participantes”, disse Fausto. “O sucesso do evento, que cresce a cada ano desde a primeiro edição em 2013, reflete nos números: quase dois mil atletas participando e 180 ubatubenses trabalhando em nosso staff”, informa Ferrarias.

Quarteto que conquistou 4° lugar no evento. Dentre os atletas o jovem Fabiano que na categoria solo conquistou primeiro lugar no pódio


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Turistas elogiam o evento

mportante lembrar que boa parte do staff da prova é obrigatoriamente da mão de obra local Primeira colocada da categoria Solo 21 km, Mari Deguchi estava eufórica com o resultado. Moradora de Suzano, ela elogiou a organização do evento e exaltou as paisagens de Ubatuba. “Passei por lugares maravilhosos, incríveis mesmo. As trilhas estão muito bem marcadas e não tem como se perder. Muito legal vencer essa prova”, contou Mari, especialista em corridas de montanha. Os amigos Vagner Medeiros, do ABC, e Cairo Donatti, de Jundiaí, também estavam eufóricos com o bom resultado na categoria Solo 21 km. “Ainda não sabemos quem ficou em segundo e terceiro. Atravessamos a linha de chegada quase ao mesmo tempo”, lembrou Donatti. “Queria elogiar a organização da prova. Estava nota dez”, completou Medeiros. Italiano, Nicola Trevisam está em Campinas, interior de SP, a trabalho. Apaixonado por esse tipo de corrida, o morador da famosa região de Veneza não perdeu a oportunidade quando soube da corrida. “Vim visitar Ubatuba de férias. Quando fiquei sabendo da prova, decidi participar na hora. Imperdível”, comenta Nicola. Já o prefeito Mauricio Moromizato comemora a consolidação de mais um evento esportivo em Ubatuba e reafirma o compromisso de sua gestão no combate à queda do fluxo de visitantes durante a baixa temporada. “Sabíamos que os eventos eram fundamentais para combater a sazonalidade e movimentar a cidade na baixa temporada. Planejamos uma

estratégia, investimos, nos empenhamos ao máximo e obtivemos sucesso. O resultado é toda essa mídia positiva gerada e Ubatuba movimentada como nunca, há meses e meses”, avalia o prefeito. “Importante lembrar que boa parte do staff da prova é obrigatoriamente da mão de obra local. Essa é uma das contrapartidas que pedimos dos organizadores. Ou seja, além de movimentar a cidade e fazer girar nossa economia, os eventos ainda geram empregos temporários para os ubatubenses”, destacou Mauricio.

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Gírias do Surf pra galera que está começando a pegar onda Indícios sobre a história da origem do surfe nos remetem a algumas ilhas do Pacífico, especificamente as da Polinésia central. A prática teria sido derivada de uma das técnicas de pesca, onde os nativos utilizavam-se de um barco bastante tradicional. Para voltar à terra firme, eles deslizariam sobre as ondas para retornar com maior rapidez. Essa prática teria se perpetuado até o Havaí, permanecendo restrita entre a realeza local. No contexto havaiano o surfe era praticado como ritual de oferenda, apresentando relações diretas com agradecimento pelos coqueiros e seus frutos. O modo pelo qual o surfe era praticado se dava de acordo com a estrutura hierárquica da sociedade: a posição em pé era permitida apenas aos reis e seus filhos, que surfavam em pranchas de aproximadamente dois metros de comprimento. Outras pessoas vinculadas à realeza podiam praticar o surfe, desde que em pranchas menores e que nunca ficassem em pé na prancha. Ao restante dos nativos era proibida a prática. Assim, o surfe ficou restrito às ilhas havaianas por 900 anos, eles fizeram questão de eternizar nas rochas vulcânicas das ilhas o momento pioneiro de navegar nas ondas a bordo de uma prancha. Então, pranchas grandes e de madeira vermelha, porém sua divulgação se deu a partir do ex-nadador olímpico havaiano Kahanamoku, que ao receber a medalha de ouro nos Jogos de Estocolmo, em 1912,

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declarou-se surfista, levando a prática e o arquipélago onde nasceu à fama mundial. Ele sempre levava sua prancha para os lugares em que tinha competição e não parou mais.

(base Regular). Rip - Estar no Rip é estar em forma. Secret Point - Local secreto. Sessão - Parte de uma onda. Cada sessão propicia manobras diferentes. Sessão: cada parte de uma onda é uma sessão, que propicia diferentes manobras Série - Sequência de ondas. Show - Uma coisa boa. “O mar estava show.” Strap - O mesmo que leash ou cordinha. Swell - Ondulação. Tá Gringo - Quando o mar está excelente. Tail Slide - Manobra em que o surfista derrapa a rabeta da prancha. Pode ser conjugada com outras manobras. Toco - Prancha velha, amarelada, pesada, escabufada. Tubo - Manobra em que o surfista fica dentro da onda. Trip - Viagem de surf, geralmente para um lugar com altas ondas. Vaca - Tombo; Queda. Varrer - Quando uma onda grande ou uma série de ondas grandes pegam todos desprevenidos no inside. WCT - World Championship Tour, é a 1ª divisão do Circuito Mundial de Surf. Wipe Out - Mesmo que Vaca; ou seja, tombo, queda. WQS - World Qualifing Series, é a 2ª divisão do Circuito Mundial de Surf. 360º - Manobra em que o surfista executa uma volta completa em torno de si mesmo (com sua prancha) e continua na mesma direção.

Rango - Comida. Reef Break - Praia com fundo de coral. Regular - Surfista que pisa como pé esquerdo na frente

Fonte: Atalaia Click Surf – blog do Dragão, http://brasilescola.uol.com.br/, http://www. jn.pt/arquivo/2006/interior

Ex-nadador olímpico havaiano Kahanamoku- levou o surf ao conhecimento do mundo

Aniversário a moda antiga no Sertão do Ingá

Foto: Rosangela Giglio No último dia 16 a família Rosa e Oliveira, acompanhado de amigos e convidados, compartilhou grande alegria num reencontro de aniversario tradicional. Era a comemoração de aniversário de Antonio José de Oliveira – carinhosamente conhecido como Nicodemo. Ninguém confirmou e nem desmentiu, mas parece que o aniversariante assoprou 72 velas naquele dia. Um banquete foi serviço no sitio dos irmãos embaixo da fumaça do fogão de lenha: feijão gordo, costela, pato cozido, galinha caipira, arroz e outros como se fazia antigamente. Não faltaram sobremesas e o bolo de aniversário, que não tinha velas para indicar a idade do protagonista. Os preparativos começaram bem antes da festividade e contou com a colaboração dos familiares e amigos. Era uma “correição” de gente a caminho do Sertão do Ingá. Até uma “cervejinha”, pelo menos uma caixa de latas, rolou para alguns amigos e companheiros, que diga Edson Camarão. Foi uma alegria só e uma

oportunidade de reencontrar familiares e amigos numa fraternidade. Olha que a casa ficou pequena pra tanta fartura. Foi, digamos, um aniversário, como diz Nicodemo “tudo na ética”. Tem gente comentando positivamente o evento. Muitos com saudades dos velhos tempos, aqueles com sabor de infância.


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Água que o passarinho bebe... e muito No centro de Observação de Aves do Cambucá, dentro do PESM- Núcleo Picinguaba, uma imagem inusitada chamou a atenção dos amantes da natureza e observadores de aves. O observador de aves Carlos Rizzo foi contemplado com a graça de realizar os primeiros socorros, por assim dizer, em um beija-flor Rabo-branco-rubro (Phaethornis ruber) que não se encontrava em boas condições. “Encontramos ele - beija flortotalmente desidratado, fui cuidar e logo já estava voando de novo”, comenta Rizzo. Com todo cuidado foi posto na mão do observador e para melhor se recompor bebeu água a vontade, depois se sacudiu e voou. Para não dizer que é história de pescador foi feito o registro do majestoso momento. Lembrando que este é um momento muito delicado para as aves e animais silvestres, é necessário uma boa habilidade e conhecimento para este trato a fim de não aumentar os danos aos animais. Entre os moradores tradicionais é comum ouvir histórias de contatos pacíficos entre animais selvagens e humanos que ficaram para os contos da tradição oral de nosso povo, para posteridade aqui registramos com foto mais um destes.

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“Chacina na Ilha Anchieta - Tiroteio na invasão e retomada da Ilha” Parte 25

Jornais da época enviaram seus melhores repórteres para descrever a maior rebelião do planeta que aconteceu em nossa região, sobreviventes ajudam a contar a história.

EZEQUIEL DOS SANTOS “Revista Igarati – Ano 1 nº 10, Ubatuba, outubro de 1993, na pagina 13. Na edição anterior descrevemos que os detentos haviam planejado fugir na embarcação “Ubatubinha”, mas algo deu errado. O barco chegou mais cedo e seu comandante percebeu uma movimentação estranha na ilha e retornou avisando as autoridades. Depois de horas escondidos na mata, no entardecer, soldados e funcionários da ilha voltavam ao entorno do presídio e suas casas. Lá viram os presos de posse da estrutura e até o diretor do presídio – Sadi Ferreira - encarcerado. Na época o diretor relatou o acontecido ao Jornal Correio Paulistano. Sua entrevista foi publicada com destaque na segunda feira, 23, quando mais de 600 soldados do Batalhão de Caçadores da Força Pública ocupavam o litoral norte. Sadi conta que sua casa havia sido invadida e atacada pelos presos, estes se entrincheiraram no barranco defronte a encosta sul do morro. Sadi comenta ao repórter que “ não se pode imaginar a situação dramática que viveu a ilha nestas últimas horas, quando uma multidão de homens alucinados, prontos para vender caro a vida, se atirou contra nós, para varrer os obstáculos que se antepunham para conquistarem a liberdade”. Continuando a entrevista o diretor reforça “que todos achavam os revoltosos possuídos de tremenda fúria, deixando cadáveres de soldados pelo caminho. Felizmente pudemos contar com boa parte dos presos que mantiveram fiéis à direção do presídio lutando ao lado das autoridades. Estes homens,

que vivem a margem da sociedade, pagando suas faltas, demonstram que estão aptos a retornar ao convívio social. Não fosse a atitude decidida destes presos hoje não estaríamos aqui”, diz Sadi ao jornal. Ele se referia a um detento conhecido como “Meia Máscara”, apelido de José Bueno da Silva. Segundo o Correio Paulistano pode levantar na época, este elemento e outros dois – não citados- eram extremamente perigosos, dados os seus antecedentes criminais e rebeldia a qualquer tratamento. “Na Penitenciaria do Estado tinham fama de truculentos e terríveis, sendo considerados os mais ferozes e inadaptáveis a disciplina que por lá passaram. Quando transferidos à Ilha Anchieta os três se fizeram temidos por todos”, reitera o entrevistado. Na época o jornal publica que eram eles – Meia Máscara e seus dois companheiros – que por ocasião do motim foram os esteios da defesa naquele

inferno. Estes praticaram atos de bravura e coragem numa clara e firme intenção de regenerar-se. Em outras declarações a imprensa o capitão Sadi Ferreira contou que Meia Mascara ao saber que o diretor do presídio estava preso, este arrombou a grade da cela e se atracou com amotinados, aos quais, a vista da fúria de Meia Mascara na defesa do diretos, acharam por bem fugir - o que fizeram, deixando para traz o armamento que carregavam. O valente pegou as armas abandonadas correu até os fundos do prédio, a fim de atacar os rebeldes, chegando a enfrentar sozinho meia dúzia deles, colocando-os em fuga.


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Aves da nossa rica Mata Atlântica – Aracuã-pintado Fotos: Alessandra/BR flickr.com Carmem Mattoso/Tear Turismo

Com porte de galinha, mas com aspecto geral semelhante a um faisão, esta ave alcança pouco mais de 600 gramas e mede entre 42 a 53 centímetros de comprimento. Ela foi eleita em 2010 a Ave Símbolo de Blumenau/SC, por sorte figura em seu estado de conservação como pouco preocupante, porém toda atenção é valida a sua proteção. A Aracuã-pintado (Ortalis guttata) possui asas arredondadas, causa relativamente longa, patas curtas e geralmente amareladas. Seu peito dá a impressão de ser escamado, uma vez que as margens destas penas são brancas. Possui ainda a garganta nua vermelha, mas emplumada ao longo da linha mediana e por isso parecendo ser toda empenada. Seu canto, isto é, vocalização se assemelha a Galinha D’Angola doméstica e também é semelhante a um cacarejo; “ha-ga-gá-gogok” (“aracuan”), repetido, apressado, áspero. A vocalização das aves muito além do encantamento que causa ao ser humano tem para as aves o mesmo papel que para nós tem a fala, sendo veículo de interação social, alerta e cortejo. Estas vocalizações estimulam a cultura musical e poesia popular relacionado a beleza, saudade e tristeza. Portanto, dizem os observadores de aves, que a diminuição ou até mesmo a ausência dos cantos destas aves é um indicador seguro que algo não está certo com a natureza ao redor. Vivem em matos e capoeiras, sempre em pequenos bandos, podem invadir plantações grandes, nem sempre

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em bando. O par faz seu ninho em mata fechada, às vezes no alto das árvores ou em ramos sobre a água ou ainda em troncos caídos; aproveitam também ninhos abandonados de aves diferentes. Personagem de TV Esta ave apareceu na TV pela primeira vez no filme “Você já foi à Bahia?” (título em inglês: “The Three Caballeros”), de 1945. O personagem reaparece no desenho “Palhaço da Selva” (Clown of the Jungle) de 1947, e também tem uma participação no filme “Melody Time”, no segmento “Blame it on the Samba”, de 1948, ficando assim muito conhecido por participações em filmes da Disney. Décadas depois - 1980, o pássaro foi ressuscitado por desenhistas brasileiros sob o nome de Folião, personagem integrado a turma de adolescentes da Disney - Turma da

Pata Lee. Em 2002, o Aracuã fez também uma aparição em um episódio da série O Point do Mickey. Deu Aracuã na cabeça Na última semana deste mês, em visita ao Vale Europeu/SC, Carlos Rizzo foi surpreendido com a descida de um Aracuã em seu boné. “A encontramos em um caquizeiro e começamos a fotografá-la, para mim um lifer (indica que a pessoa registrou uma ave pela primeira vez na vida). Ela estava alerta, mas não agressiva ou arredia. Quando me virei para ir embora, ele voou direto para o meu boné, acho que por conta do tecido camuflado”, comenta Rizzo. Fonte: Wikiaves, Coaves, Ubatubabirds, Promata, Projeto A Ultima Arca de Noé. http://diretodareserva.tumblr. com/, flick.com

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Quilombo Caçandoca recebe 1º Encontro de Estudantes Negros e Negras de SP Entre os últimos dias 15 a 17 de abril, o Quilombo Caçandoca recebeu o 1º Encontro de Estudantes Negros e Negras da União Estadual dos Estudantes de São Paulo UEE/SP. O encontro reuniu mais de 300 pessoas. O objetivo do encontro foi a reflexão profunda sobre identidade, lutas e resistências dos estudantes negros no estado e no país. Para muitos foi a oportunidade ideal de discutir os temas propostos em um dos territórios considerado fonte das lutas por igualdade de direitos e respeito dentro da sociedade brasileira e mundial – território quilombola. Alguns participantes se sentiram maravilhados com as belas paisagens e o bom acolhimento da comunidade. Ao final o resultado foi positivo e o objetivo alcançado, destaque também as trocas de experiências e sabedorias, as contribuições aos debates em território quilombola

e o reforço na união em defesa dos objetivos propostos. Para Andrea Mendes estudante de Artes Visuais da PUC – “a troca de experiências dos diversos coletivos e movimentos sociais, universitários e da comunidade, confirma a importância dos vínculos e das

trocas de saberes”. Andrea conclui ainda que o maior ganho do encontro foi a união de todos “nos reconhecendo em nossos irmãos, entendendo a importância da união e da luta em defesa do nosso espaço nessa sociedade classista e racista”, finaliza.

Programação cultural e visitantes ilustres

Debates e discussões a parte, não faltou atividade cultural e muita musicalidade no encontro. O evento contou com a presença de ilustres personagens como o escritor João Samuel (Escritos da dor: o genocídio de Ruanda em 1994), a blogueira Preta Pariu, o grupo roda de samba Peregrinos, ativista cultural Guilherme Oliveira, Andrea Mendes da Ponto de Vista e Memória Ibao, a equipe do movimento cultural Adeola, Jango O De Casa e Maracatu Itaomi. Convidada também a deputada estadual Leci Brandão – PCdoB, que participou da abertura do evento, realizou uma conversa com a associa-

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ção local, recebeu da diretoria algumas solicitações, colocou-se a disposição para a resolução de encaminhamentos passados e acompanhou o evento na íntegra colaborando com os palestrantes e recepcionando os estudantes no evento. Organizadores e

comunidade se manifestaram satisfeitos com o encontro e agradecem os colaboradores e apoiadores que acreditaram nesta reunião fraterna e solidaria a bem das comunidades estudantis negras e sofridas deste país. Colaboração: Mario Gabriel do Prado

Projeto “Terra de Guaiamum” realiza atividades no quilombo mês de seu aniversário

Completando três anos de existência o “Projeto Terra de Guaiamum” realizou diversas atividades na Comunidade Quilombola da Caçandoca. Foi realizada a limpeza do mangue, oficinas culturais, tratamento de beleza e lanches gratuitos as crianças. O projeto, que é totalmente sem fins lucrativos, recebeu apoio da ONG Aliança Pela Infância, da Flávia Grasso manicure, Vânia da Sala verde, Sabesp e Lu cabeleireira.

O projeto visa aprimorar o conhecimento sobre a espécie, sua importância na cultura local, seu trato e manejo, usá-lo como ferramenta de educação ambiental e seu uso sustentável como integrante tradicional da cultura na gastronomia local. Em pouco tempo de vida os frutos do projeto já são observados por moradores, visitantes, turistas e principalmente os Guaiamuns. Colabore, participe!


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Passarinho no saco de perna pra cima

Coluna da Adelina Fernandes

Homenagem ao Dia das Mães

No dia em que Deus criou as mães (e já vinha virando dia e noite há seis dias), um anjo apareceu-lhe e disse: - Por que esta criação está lhe deixando tão inquieto Senhor? E o Senhor Deus respondeu-lhe: - Você já leu as especificações desta encomenda? Ela tem que ser totalmente lavável, mas não pode ser de plástico. Deve ter 180 partes móveis e substituíveis, funcionar à base de café e sobras de comida. Ter um colo macio que sirva de travesseiro para as crianças. Um beijo que tenha o dom de curar qualquer coisa, desde um ferimento até as dores de uma paixão, e ainda ter seis pares de mãos. O anjo balançou lentamente a cabeça e disse-lhe: - Seis pares de mãos Senhor? - Parece impossível !?! Mas o problema não é esse, falou o Senhor Deus - e os três pares de olhos que essa criatura tem que ter?

O anjo, num sobressalto, perguntou-lhe: - E tem isso no modelo padrão? O Senhor Deus assentiu: - Um par de olhos para ver através de portas fechadas, para quando se perguntar o que as crianças estão fazendo lá dentro (embora ela já saiba); outro par na parte posterior da cabeça, para ver o que não deveria, mas precisa saber, e naturalmente os olhos normais, capazes de consolar uma criança em prantos, dizendo-lhe: - “Eu te compreendo e te amo! - sem dizer uma palavra. E o anjo mais uma vez comenta-lhe: - Senhor...já é hora de dormir. Amanhã é outro dia. Mas o Senhor Deus explicou-lhe: - Não posso, já está quase pronta. Já tenho um modelo que se cura sozinho quando adoece, que consegue alimen-

tar uma família de seis pessoas com meio quilo de carne moída e consegue convencer uma criança de 9 anos a tomar banho... O anjo rodeou vagarosamente o modelo e falou: - É muito delicada Senhor! Mas o Senhor Deus disse entusiasmado: - Mas é muito resistente! Você não imagina o que esta pessoa pode fazer ou suportar! O anjo, analisando melhor a criação, observa: - Há um vazamento ali Senhor... - Não é um simples vazamento, é uma lágrima! E esta serve para expressar alegrias, tristezas, dores, solidão, orgulho e outros sentimentos. - Vós sois um gênio, Senhor! - disse o anjo entusiasmado com a criação. - Mas, disse o Senhor, isso não fui eu que coloquei. Apareceu assim...

Zeca Pedro – PROMATA Parece soar estranho, mas é a pura realidade, alguns de nossos antepassados faziam isso pra sobreviver. Melhor! Faziam para nossas roças sobreviverem. Com a quantidade de animais e aves que rondavam as nossas casas, algumas providências tínhamos que tomar. Bastava começar abrir a roça e lá vinham elas, sempre em grande quantidade. Para que as aves não comessem as sementes depois de cobertas com terra era comum, antes do plantio, mergulhar as sementes no piche. Mesmo assim elas retiravam as sementes, viam que estavam com piche e largavam em cima da terra, voltávamos lá e enterrávamos de novo. O feijão era atacado pela Juruti, que tirava a semente enterrada, quando o feijão conseguia despontar era a lebre que vinha comer o pé inteiro. Que luta! O milho não era diferente, quando ele “cacheava” vinha a ave vira-bosta (conhecido como João Congo pelos antigos) e colhia as melhores espigas. Se não bastasse ainda vinha as Maritacas acabar com o que sobrou do milho. O restante da roça, por vezes, tínhamos que cercar com taquara pra evitar a Preá, que comia de tudo. Mas havias as roças sobreviventes, algumas crianças pas-

savam o dia ou parte dele de vigia, espantando os bichos. Não tinha saída, era o que os alimentava também, então tinham que correr pra espantar os bichos. Mas havia os espertos, que de tanto observar as aves pegavam suas artimanhas e segredos. João Correa, por exemplo, impedia que as aves retirassem as sementes e comessem seu broto, quando a planta estava num ponto em que a raiz tinha força o suficiente para uma boa briga, entre a planta e a ave, ele parava de vigiar a roça. Simples! Como o complemento da alimentação – proteínas principalmente - vinham de peixes e carne de caça, João Correa com um saco de linho começou a pegar os “João Congos” com a mão também para alimentação. É que, como os brotos da produção estavam fortes, as aves faziam tanta força pra retirar a planta que caíam de costas e de perna pra cima. Como tinham dificuldade pra se recompor e voar João Correa os apanhava com as mãos, colocando todos no saco. Os pequenos eram soltos, mas os graúdos iam pra panela ou pra brasa alimentar a família. Tecnologia da escassez era o que não faltava a este povo antigo, não havia necessidade de usar a espingarda pra levar carne pra casa. Agora dizem que isto de fato aconteceu. Vai saber “lhéi só”!

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