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Maranduba, Janeiro 2016

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Disponível na Internet no site www.jornalmaranduba.com.br

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Ano 6 - Edição 80 Foto: Adelina Fernandes

Feliz 2016!


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Carta de Agradecimento Queima de Fogos na Maranduba

Cecilia (Equipe Marbela) e Marcelo (Revilar) agradecem a todos que contribuíram direta ou indiretamente com a já tradicional queima de fogos na Maranduba. Ressaltamos que sem essa união nada disso seria possível, pois há vários anos esse evento acontece graças a união da sociedade organizada e pessoas que acreditam no potencial turístico da Maranduba. Com isso prestigiamos nossos turistas e nossa população que merecem o melhor. Informamos também que para a realização desse evento necessitamos de contribuições e que nosso Livro de Ouro se

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encontra à disposição com a Cecília do Marbela. Sua contribuição ajudará a engrandecer cada vez mais esse evento valorizando cada vez mais a nossa Maranduba. Que o ano de 2016, apesar de todas as previsões sombrias e todos os acontecimentos políticos que nos assombram, seja um ano de muita felicidade e esperança porque nós nunca desistimos de lutar pelo que acreditamos. Que nosso futuro seja feito de belas queimas de fogos e que as luzes dos fogos nos ilumine e nos guie para um país melhor e justo. Cecília - Marbela Marcelo - Revilar

Editado por: Litoral Virtual Produção e Publicidade Ltda. Fones: (12) 3832.6688 (12) 99714.5678 e-mail: jornal@maranduba.com.br Tiragem: 3.000 exemplares - Periodicidade: mensal Editor: Emilio Campi Jornalista Responsável: Ezequiel dos Santos - MTB 76477/SP Colaborador: Pedro dos Santos Raymundo - MTB 0063810/SP Consultor Jurídico - Dr. Robson Ennes Virgílio - OAB/SP 169.801 Consultor Ambiental - Fernando Novais - Engº Florestal CREA/SP 5062880961 Colaboradora: Adelina Fernandes Rodrigues Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião da direção deste informativo

Pizzas e Sorvetes à Italiana

Com uma tradição de 19 anos no ramo de sorvetes artesanais, a Sorveteria Mar Virado procura satisfazer seus clientes com produtos de qualidade com matéria prima vinda diretamente da Itália para a produção do verdadeiro gelato italiano para agradar os paladares mais requintados. Para completar um ambiente totalmente propício ao tema italiano, a Sorveteria Mar Virado trouxe também a partir de 2013 toda tecnologia das verdadeiras pizzas napolitanas, preparadas com toda técnica e ingredientes de primeira qualidade.

Uma boa pedida para esse verão. A Pizzaria e Sorveteria Mar Virado fica na Av. Mar-

ginal, 382 (Km 75,5) entre as praias da Maranduba e do Sapê, em Ubatuba.


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Cano da SABESP “engole” menina na Cachoeira da Renata

EZEQUIEL DOS SANTOS No último dia 12, na barragem de captação de água da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), acima da Cachoeira da Renata, no bairro do Sertão da Quina, a adolescente L.A.B., 14 anos, foi sugada por um cano localizado nos fundos da barragem. A adolescente foi socorrida por amigos e vizinhos que agiram imediatamente após estar entalada no cano. O acidente aconteceu entre as 15 e 16 horas do sábado, o fato deixou em choque turistas, moradores e principalmente conhecidos e familiares da garota. Por sorte e presteza de um vizinho e após passar por avaliação médica, a vítima saiu apenas com arranhões. Bastante abalada ela não quis dar entrevista. Vizinhos contam Vizinhos e amigos descrevem que as pessoas continuam a freqüentar a área, mesmo depois que a SABESP desfigurou o local. A barragem ampliou consideravelmente os pequenos poços que existiam acima da cachoeira e até o dia seguinte ao acontecido não havia nenhuma placa ou outro dispositivo que impedisse ou orientasse as pessoas do perigo no local, conta Eraldo Plácido, 45, morador que socorreu a garota. Socorro imediato Anterior a obra de captação, moradores tinham por hábito banharem-se nas tardes de verão na parte superior da cachoeira. É que, segundo moradores, no período de temporada a cachoeira vivia lotada e a parte acima sempre foi apreciada pelo menor volume de turistas naquelas águas.

No sábado (12/11), cinco adolescentes, todos moradores locais, foram banhar-se no poço da barragem. L.A.B estava de pé próximo ao cano fundeado. A força das águas a levaram mais próximo ao cano que consequentemente a sugou. Ela ficou entalada porque estava com a perna dobrada. A mãe da adolescente conta que até certo momento a garota diz estar consciente e se lembrava de ter sido sugada. A força da água a impedia de se mover. A mão havia ficado para fora da água por onde os amigos a puxavam. Uma das meninas correu até sua casa para chamar o pai, que por sorte, havia desistido de buscar refrigerantes no mercado. Enquanto isso os amigos mudaram de estratégia, em vez de puxar a empurraram. Ela passou pelo cano e se perdeu entre as espumas brancas da correnteza. Todos a procuravam desesperadamente até que Eraldo a encontrou. “Estavam todos chorando quando cheguei. Joguei-me entre as pedras e comecei a procurar com ao rosto dentro d’água, daí vi algo de cor azul e ao aproximar percebi ser a bermuda dela. Já desmaiada com o cabelo cobrindo o rosto a tirei da água e fui reanimá-la em cima da barragem mesmo, depois de muito tempo ela voltou, achei que a tínhamos perdido porque ficou muito tempo sem respirar”, conta o morador. A garota foi levada a Unidade Mista da Maranduba, recebeu os primeiros atendimentos e foi liberada pelos médicos. Eraldo indignado reitera, “ainda bem que a menina passou, imaginem se ela não passa!”, desabafa um morador.

Vista geral da barragem com placas de aviso instaladas após o ocorrido, contam moradores

Reparos Moradores ouvidos pelo JMN contam que o buraco foi coberto pela manhã no dia seguinte “ainda no horário da missa”. Na segunda-feira foram vistos vários funcionários da empreiteira e da SABESP, que possivelmente foram ao local para verificar o ocorrido e instalar os dispositivos de segurança que faltavam. Procurado O avô da garota, Edmilson José do Bonfim, disse à reportagem que foi procurado por uma pessoa da SABESP que se colocou a disposição da família. Ele deixou um contato telefônico para uma eventual necessidade. A mãe ainda assustada relembra que “a menina que viu a mão da minha filha se soltar ficou apavorada já pensando no pior, que no mesmo dia as pessoas continuavam a tomar banho no local porque não havia placas falando do perigo”, reitera Cristina. “No dia anterior ao acidente a menina havia par-

ticipado de sua festa de formatura”, lembra a mãe imaginando que poderia acontecer o pior se não fosse o vizinho. Nota da SABESP Por email o JMN encaminhou ao setor responsável da companhia de saneamento oito perguntas formuladas por leitores do JMN sobre o acontecido e a SABESP respondeu, através de seu Pólo de Comunicação - RN116 - Unidade de

Negócio Litoral – RN, nota oficial com os seguintes dizeres - “A Sabesp lamenta o ocorrido e alerta a população que o local em questão é de uso exclusivo para captação de água bruta para o bairro, sendo proibido para fins recreativos.” Até o fechamento desta edição não havia nenhuma novidade sobre o assunto. O jornal continua a disposição dos interessados em manifestar-se.

Tabua colocada para tapar o cano por onde a dolescente foi sugada

Nova sinalização foi instalada alertando sobre o perigo


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Acessos “de tantos buracos” viram reservatórios de água e lama, reclamam moradores

“Até parece a tragédia de Mariana”, reclamam moradores, atingidos pelos buracos de lama e excesso de água dos acessos na região, referindo-se ao acontecido em MG. Também reclamam que não é um problema causado só pelas chuvas e mais pelo descaso, falta de respeito aos moradores e falta de manutenção das estradas, reclamam. Nos últimos meses aumentou gradativamente o prejuízo com a manutenção de veículos e as entregas dos mercados aos domicílios ficou comprometida, o cumprimento dos horários dos ônibus também foram afetados. Nos coletivos os solavancos machucam constantemente seus usuários. Alguns veículos passam por locais onde a água da lama

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quase alcança o interior do veículo. Em outros locais, como a estrada do Araribá o ônibus “quase virava ao passar em um trecho muito desgastado”, reclamam moradores. Outros respingam lama nos moradores e nas propriedades ao longo das ruas esburacadas. Com a chegada do período de férias, até os turistas perderam a paciência, muitos deles seguem a pé até suas casas tamanha deficiência do acesso no quesito manutenção. Trata-se de um panorama geral em toda a região e a prefeitura havia informado na impressa regional que a previsão será de pavimentação de bloquete na primeira quinzena de janeiro, o problema, segundo os moradores indignados é em “janeiro de que ano”?

Tarifas diferenciadas penalizam ambulantes e beneficiam quiosques CÂMARA MUNICIPAL DE UBATUBA

Os vereadores aprovaram na 39ª sessão, a penúltima do ano, o projeto nº 86/15 da vereadora Flávia Pascoal –PDT- mudando artigo da Lei n.º 2.655, de 2005, que estabelece a taxa de licenciamento para renovação da autorização do trabalho de ambulantes nas praias por considerar a cobrança “injusta” em relação ao que pagam os quiosques. Mesmo entendendo que a proposta pode ser passiva de veto total do Prefeito, já que vereadores não podem legislar sobre tributações diversas, a votação serviria, segundo eles, para alertar o Executivo para a desigualdade de tarifas. Foi proposta negociação direta entre os interessados e o prefeito. Segundo Flávia Pascoal “a correção dessa desigualdade é anseio dos ambulantes, principalmente sorveteiros ou os que vendem salgados em carrinhos. Analisando a tarifa que eles pagam por caminho e um quiosque esta tarifa é injusta”. Ela informa que “um quiosque paga R$ 3.513,00 no total, ai inclusas taxas de alvará R$ 2.694,00 mais R$ 640,00 para coleta de lixo. Já o ambulante paga por carrinho R$ 480,00 que, segundo Flávia, é um valor alto comparado com o quiosque. Um ambulante que administra 15 carrinhos vai pagar bem mais ou seja, R$ 7.200,00”. Prerrogativa - A vereador diz que “nas cidades vizinhas esta taxa para ambulantes é bem menor, em torno de R$ 150 e R$ 200,00 por carrinho”. Ela propõe que venha pela metade esse valor, sendo a taxa

anual de R$ 192,00 para produtos caseiros fabricados no município e R$ 340,00 para os fabricados fora daqui”. O vereador Eraldo Todão Xibiu – PSDC – alertou, no entanto, que “legislar sobre taxas é prerrogativa do Executivo. Essa lei vai voltar com veto e já não vai valer pra essa temporada. Se rejeitarmos o veto, infelizmente vai à Justiça, vira Adin. Tínhamos 62 Ações de Inconstitucionalidade quando exerci a presidência com mais de R$ 70 mil de despesas com a Justiça. Proponho que se negocie com Executivo pra beneficiar os ambulantes, que a proposta venha do Executivo.” O mesmo alegou o vereador Silvinho Brandão lembrando que “se trata de renúncia de receita pois já existindo um valor determinado, se vereador abaixa isso gera improbidade em cima do prefeito”. O projeto, no entanto, foi aprovado por todos os vereadores. Legislação de verão - A sessão foi toda centrada em cima de projetos voltados para normas de verão. Primeiro com a rejeição, por sete votos a dois, de veto total do prefeito sobre projeto também de Flávia Pascoal –PDT- liberando horário de funcionamento dos módulos especiais da praia da Maranduba, esticando o período noturno assim como já acontece, por exemplo, na Praia Grande. Ela esclarece que não se trata de liberação de som ou música nos quiosques de lá. Outro projeto de verão, este de autoria do vereador Xibiu – PSDC- libera a venda de gelo industrializado ensacado nas

praias. Ele havia enviado um projeto anteriormente citando apenas “gelo ensacado”, sem detalhar que deveria ser industrializado, o que abria caminho para venda de gelo caseiro, sem inspeção. O projeto foi aprovado por unanimidade. Terreno por dívida - Um último projeto nesta linha, veio do Executivo também estabelecendo normas para os ambulantes, detalhando medidas de carrinhos com proteção de lona. Foi aprovado também por unanimidade. O Executivo teve aprovado ainda um projeto liberando área mediante dação em pagamento com cerca de 10 mil metros quadrados ou um hectare, desmembrado da antiga fazenda Figueira, na rodovia Oswaldo Cruz, visando a quitar e extinguir débitos vencidos em nome da Fundação Alavanca Ubatuba. Santa Casa – A equipe de enfermeiras e médicos da Santa Casa de Ubatuba foi homenageada com “moção de congratulações” pelo vereador Benedito Julião, considerando seu trabalho é “indispensável” para o bem estar da população, um trabalho difícil por “lidar com a dor” dos seres. Capoeira - Já o vereador Manuel Marques – PT – teve aprovada moção de congratulações aos Grupos de Capoeira de Ubatuba, como extensão do reconhecimento internacional pela Unesco aos praticantes de capoeira em Ubatuba. Manuel Marques defendeu apoio maior não só a esses grupos, tidos também como culturais, incentivando a ligação entre Cultura e Educação.


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Super Kort Surf Boards sempre evoluindo e inovando O Surf brasileiro deu a volta por cima, com essa nova galera de brazucas, apelidados como Brazilian Storm: Felipe Toledo, Grabriel Medina, Miguel Pupo Eles conseguiram trazer de volta o Brasil para os tops ficando 3 brasileiros entre os melhores colocados no ranking mundial e o primeiríssimo lugar é nosso com o surfista Adriano de Souza o Mineirinho E assim também foi com a Super Kort Surf Boards, o empresário e Shaper Lú Pereira sempre esteve à frente da sua época no mercado de pranchas aqui em Ubatuba, desde

a evolução nos modelos das pranchas, o investimento em infraestrutura no seu novo prédio, unificando a empresa, que hoje dispõe do que há de melhor em maquinários. Até a loja, dirigida por sua esposa Priscila Pereira que hoje está totalmente mudada, unindo o rustico com o sofisticado, tornando o ambiente super agradável e aconchegante para seus clientes. Como visionário que é, hoje ele tem em sua loja, além de suas pranchas de fabricação própria, equipamentos voltados para prática do esporte, diferenciando a loja das de-

mais surfshops, pois seu foco é atender os surfistas nas suas necessidades com os equipamentos e assessórios diferenciados. E o que fez a grande diferença em sua empresa nesses tempos difíceis de crise, foi ter se cercado de pessoas que estão engajadas em um mesmo propósito: “Levar qualidade de vida

PROMATA realiza reunião festiva de final de ano No último dia 20 a PROMATA realizou sua última reunião ordinária de 2015. Desta vez enquanto os amigos se reuniam eram contadas como eram os encontros no passado. Muitos trouxeram os familiares. O encontro foi regado a musica de raiz com acompanhamento dos mais variados cantos de aves. Foi preparado um pequeno comes e bebes aos integrantes. Agora é esperar 2016. Boas festas a todos!

as pessoas através do esporte”. Estar cercado de pessoas comprometidas com o resultado foi a grande diferença que fez com que eles dessem a volta por cima e superassem todas as dificuldades que surgiram. Realmente esse é um lugar onde você se sente um visitante e não um cliente, E quando vai embora fica à vontade

voltar em breve. Porque eles entendem e transmitem, que o surf é mais do que um esporte, é um estilo de vida que cria laços de amizades, aproxima pais e filhos e não há nada que um bom dia de surf não cure... Mais do que isso eles o fazem de uma forma muito natural, pelo estilo familiar de conduzir o negócio.

Ubatuba reforça segurança na alta temporada SMSP Ubatuba Ubatuba prepara-se para a alta temporada e para garantir a segurança dos turistas e moradores o efetivo de policias e bombeiros será ampliado. A PM informa que 210 homens chegam para reforçar o policiamento ostensivo e mais 15 homens da PRE atuarão nas estradas. Nas praias, 90 bombeiros chegam para ficar de olho nos banhistas e ainda contam com o

suporte do helicóptero Águia e sua equipe de 15 especialistas em resgates aquáticos. De acordo com a Secretaria Municipal de Segurança Pública, o efetivo reforçado começou a atuar nesta sexta-feira, 18 de dezembro.


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Moradores “desenroscam” preguiça de arame farpado

Em votação acirrada, Câmara rejeita cassação do prefeito de Ubatuba Sessão na manhã desta quinta-feira terminou empatada em 5 a 5. Para que mandato fosse cassado, eram necessários sete votos favoráveis.

Foto: InforMar Ubatuba

Dois moradores da Rua Fujio Iwai se sensibilizaram com uma preguiça que se encontrava enroscada numa cerca de arame a beira da rua. Abatida, a preguiça apresentava sinais de cansaço e pequenos arranhões provocados pelo material farpado. De forma cuidadosa, os moradores da localidade “desenroscaram” o animal e soltaram entre as arvores do lado de dentro da propriedade. Após a soltura, ela ainda foi vigiada para a certeza que estava tudo bem. Embora encontrado em quantidade considerável pela região, os heróis da preguiça orientam para o perigo de manusear um animal selvagem por conta de suas garras, principalmente. “Todo cuidado é pouco, até para não estressar ou machucar ainda mais o animal que busca refugio”, comenta um morador tradicional. Outra preocupação é nunca estar sozinho numa operação

Público lota Câmara Municipal em sessão extraordinária que aconteceu no último dia 17

desta, dar preferência a quem conhece bem a fauna e a flora e em alguns casos contatar os bombeiros para um resgate mais técnico ou arriscado. A preguiça não foi mais vista, mas valeu a ação dos homens no cuidado com personagens conhecidos de nossa fauna atlentica.

G1/Vanguarda A Câmara de Ubatuba rejeitou na manhã do último dia 17 o pedido de cassação do mandato do prefeito Maurício Moromizato (PT). A votação terminou empatada com cinco votos a favor e cinco votos contra o afastamento do chefe do Executivo. Eram necessários, ao menos, sete votos para que o prefeito fosse afastado do cargo. O pedido de cassação do mandato foi feito após uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) investigar oito acusações relacionadas à área da saúde. Entre elas, estavam irregularidades na contratação da Organização Social BioSaúde para gerir o sistema de saúde municipal. Foram a favor da cassação:

Francisco Julião (PSL), Flávia Pascoal (PDT), Claudnei Xavier (DEM), Ivanil Ferretti (PDT) e Reginaldo Fábio de Matos Bibi (PT). Votaram contra o afastamento: Silvinho Brandão (PSB), Danielle Soares (DEM), Manuel Marques (PT), Adão Pereira (PSB) e Eraldo Todão Xibiu (PSDC). Segundo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que acompanhou o processo, a votação encerra a fase política da CPI. O relatório da comissão, apresentado em maio, também foi encaminhado ao Ministério Público que abriu uma ação civil pública contra a prefeitura. A ação, no entanto, não pedia o afastamento do prefeito, apenas o cancelamento do contrato com a BioSaúde.

Histórico De acordo com a apuração do MP, o contrato inicial do convênio entre a prefeitura e o BioSaúde previa o valor inicial de quase R$ 15 milhões, mas depois de um aditivo, o valor chegou a R$ 17 milhões. Tanto prefeitura quanto BioSaúde afirmaram que o trâmite não teve irregularidades. A Justiça acatou o pedido do MP e cancelou este contrato. Atualmente, a saúde de Ubatuba é administrada pelo município, por meio de um convênio com a Santa Casa. Nenhum representante da prefeitura de Ubatuba foi localizado para comentar a votação da CPI na tarde desta quinta-feira (17).


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Prefeitura lança Diário Oficial Eletrônico de Ubatuba

O Lixo de Ubatuba e o milagre da multiplicação

Iniciativa reforça ações de transparência do Prefeito Maurício; pesquisa de decretos e leis publicadas desde outubro já estão disponíveis COMUNICAÇÃO PMU Desde o dia 1º de dezembro, já está disponível no link www.ubatuba.sp.gov.br/ diariooficial o Diário Oficial Eletrônico da Prefeitura de Ubatuba. A ferramenta traz a íntegra de todos as Leis, Leis Complementares e Decretos aprovados pelo Poder Executivo ou pela Câmara Municipal em formato PDF, com a possibilidade de realizar pesquisas desses documentos por qualquer palavra disponível no texto. A ferramenta foi desenvolvida pela Secretaria Municipal de Tecnologia da Informação (SMTI) da Prefeitura de Ubatuba e, como é padrão nos projetos da Secretaria, utiliza apenas tecnologias livres e sem custos à municipalidade.

O projeto atende à Lei nº 2852, de 26 de setembro de 2006, que dispõe sobre a obrigatoriedade de a Prefeitura disponibilizar em seu sítio eletrônico a íntegra do Diário Oficial do Município, e que jamais havia sido atendida. Pedro Seno, secretário de TI, explica que nesta primeira

fase a ferramenta traz todos os documentos publicados a partir de outubro de 2015, mas que ela será gradativamente retroalimentada. “A proposta é digitalizar e incluir na ferramenta todo o passivo de legislação do município, isto é, todos os documentos anteriores a essa data”.

S. M. de Turismo A Prefeitura de Ubatuba e a Comtur (Companhia Municipal de Turismo) prepararam um esquema especial para a virada de ano, com queima de fogos, apresentações de músicos da região e operações de fiscalização, segurança e limpeza por toda a cidade. Com verba da arrecadação da Zona Azul, a Comtur segue sua política de investir no turismo e confirmou por mais um ano o espetáculo dos fogos, que serão disparados de uma balsa ancorada na baía central. A festa ao estilo “Copacabana” contará ainda com música ao vivo para animar turistas e moradores nas primeiras horas de 2016.

Vale destacar que as praias do Perequê-Açu e Maranduba também terão programações apoiadas pela Prefeitura, Comtur e Fundart: queima de fogos e atrações musicais. Além dos atrativos, a prefeitura organiza operações especiais de segurança e limpeza. Tudo no sentido de garantir mais um réveillon feliz, tranquilo e sem incidentes para moradores e visitantes. Durante todo o feriado, a Secretaria Municipal de Segurança funcionará em esquema de plantão, principalmente para dar prosseguimento ao trabalho de fiscalização e combate aos abusos praticados por carros com som potentes. Somente no último final de semana,

15 veículos foram autuados e multados. Com tais ações, que seguem durante toda a temporada, a presença de aglomerados de pessoas e carros já diminuiu bastante, assim como o registro de reclamações por comerciantes e moradores. A Secretaria Municipal de Obras também funcionará em esquema especial, garantindo uma limpeza total e rápida das principais praias da cidade que geralmente recebem grandes concentrações de pessoas na noite da virada. A coleta também ganhará reforço, no objetivo de atender cerca de 1 milhão de visitantes que devem passar o feriado de réveillon nas praias ubatubenses.

Réveillon terá fogos, música, segurança e limpeza

Assessoria Vereador BIBI-PT

O Governo á todo momento fala na necessidade de promover economias, torna o atendimento da Prefeitura á meio período. E com desculpas de falta de caixa sequer tentam manter nossas vias de acesso, em condições de acesso digno á nossos Munícipes. Andar na Estufa da vergonha de ser Homem Público em Ubatuba, e não é somente na Estufa que o abandono impera. Tudo esta largado. Muitas vezes tento explicar, que Vereador tem no Município. O que não tem em Ubatuba é Prefeito. Mas com o passar dos tempos nossa comunidade há de perceber que este governo é perseguidor, incompetente e relapso. Falta competência com relação coleta e tratamento do Lixo, ou num projeto de reci-

clagem descente. Mas existe competência em se gastar o dinheiro público de forma errada, de jogar dinheiro no lixo. Se é que podemos dizer assim. Uma vergonha. São incompetentes para resolver o problema, mas são altamente competentes pra torrar o dinheiro público. * Vejam esse exemplo: * Previsão de gastos para 2015: R$ 14.570,000, 00, (Catorze Milhões e quinhentos e setenta mil reais). * Só que já gastaram até outubro: R$15.793,218,95. (Quase 16Milhões). * E ainda existe uma dívida com as empresas de Coleta e Transbordo que beira o valor de: R$4.000,000(04 Milhões de Reais). Ainda faltam 02 meses e o rombo ainda será maior. Não tenho outra palavra que não seja: Incompetentes


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CEAGESP se manifesta sobre a produção de pimenta em Ubatuba Por e-mail a Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento de Ubatuba encaminhou aos vários parceiros, produtores, membros de comissões e conselhos e a população geral de Ubatuba uma carta ao qual a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo – CEAGESP informa ser o município de Ubatuba um dos maiores fornecedores de pimenta ao entreposto paulistano. A carta diz que só no ano de 2014 foram comercializadas 5 mil toneladas de pimentas vindas dos vários municípios brasileiros e que só de Ubatuba encaminhou 57 toneladas do produto. Na carta o Centro de Qualidade, Pesquisa e Desenvolvimento da companhia solicita que o secretario de agricultura de Ubatuba, Maurici Romeu da Silva, que informe aos produtores locais sobre o Programa Brasileiro para a modernização da Horticultura, gerenciado pelo centro de qualidade da companhia, cuja adesão é voluntaria. O documento fala ainda que os dados informados servem como ferramenta de transparência na comercialização e de obtenção de maior diferenciação de valor para o produto local. No e-mail a secretaria municipal informa que receberam cartilhas impressas sobre a pimenta e que se encontram a disposição dos produtores na secretaria de agricultura no centro da cidade. Maiores informações pelo fone 38333500. Pimenta Cambuci Como é de se supor, a pimenta cambuci (Capsicum baccatumVar. pendulum) é membro da família das Solanáceas, do gênero Capsicum, tal

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qual todas as outras pimentas (menos as especiarias como pimenta-do-reino, de macaco, da Jamaica e similares). Da mesma família, embora gêneros diferentes, pertencem ainda o tomate, a berinjela e até a batata. Ela tem o formato gracioso de uma cabacinha e o sabor agradável que combina o aroma das pimentas ardidas com a doçura de um pimentão. Também pode ser conhecida como “chapéu de bispo”, mas parece que o nome cambuci é mais popular. É que, quando verde, a pimenta lembra o formato da fruta cambuci. Em tupi guarani, a palavra cambuci ou cambuhi significa jarro. O nome é então uma alusão a esse formato globular e cônico, tanto da fruta como da pimenta, similar a uma miniatura das talhas usadas pelos índios com ela tem o formato gracioso de uma cabacinha e o sabor agradável que combina o aroma das pimentas ardidas com a doçura de um pimentão. Também pode ser conhecida como “chapéu de bispo”, mas parece que o nome cambuci é mais popular. É que, quando verde, a pimenta lembra o

formato da fruta cambuci. Em tupi guarani, a palavra cambuci ou cambuhi significa jarro. O nome é então uma alusão a esse formato globular e cônico, tanto da fruta como da pimenta, similar a uma miniatura das talhas usadas pelos índios como recipiente para água ou como urna funerária. Assim como os pimentões, ela é do tipo doce, não causando ardência (às vezes pode acontecer) e pode ser encontrada facilmente nos meses de calor, já que costuma ser plantada entre primavera e verão e colhida depois de 110 dias em média. A planta é um pequeno arbusto vigoroso e produtivo que pode chegar a até 1 metro, com frutos de coloração verde quando imaturos e vermelhos quando amadurecem. Quase sempre são colhidos verdes, pois assim têm uma vida útil maior no comércio. Mas às vezes podemos encontrar vermelhos, que mesmo murchos é ótimo para fazê-los recheadas, pois a desidratação faz concentrar o sabor e ficam ainda mais adocicadas. Fonte: http://come-se.blogspot.com.br/

Conferência do clima de Paris terminou com acordo histórico sobre mudanças climáticas

Pedro Raymundo Pelo texto finalizado na madrugada deste sábado, os 195 países membros da Convenção do Clima das Nações Unidas, mais a União Europeia, concordaram em agir para manter o aquecimento do planeta “muito abaixo de 2oC” e a fazer esforços para limitar o aumento de temperatura a 1,5ºC Os pontos delineados em plenária na manhã de sábado pelo chanceler da França, Laurent Fabius, a questão do financiamento climático que gerou um clima de tensão, mas foi resolvido com muita negociação entre os membros da comissão. Ficou decidido que os US$ 100 bilhões por ano que países desenvolvidos prometeram aportar para ações de combate à mudança do clima. Que será aumentada em uma nova avaliação em 2025. Isso representa uma perda para os países em desenvolvimento, que

queriam ver uma indicação do financiamento pós-2020 na mesa em Paris. Por outro lado, representa uma perda também para a posição dos desenvolvidos, que ameaçaram na noite de sexta-feira tirar os US$ 100 bilhões da mesa se não conseguissem aumentar a base de doadores para incluir países emergentes. Tiveram de se contentar com a menção à cooperação Sul-Sul. A plenária da manhã teve de comemoração pelas as expectativas alcançadas. Temos que parabenizar os esforços de todos os ambientalistas do mundo que não se intimidarão com o clima de insegurança que semanas antes de começar a Conferencias do Clima pairou sobre Paris. Mas estávamos todos nas ruas e nos meios de comunicação social, juntos em um só ideal, cuidar do planeta que tanto amamos!


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PROMATA realiza experimento com casa de pau a pique desmontável

No último dia 12, ainda em fase inicial, a PROMATA colocou em pratica uma idéia que há tempos vinha sendo trabalhada pelo grupo – algo economicamente viável, funcional e que poderia ser desmontado e deslocado sem maiores problemas. Com material de reuso ou reciclável o experimento é montado em módulos que depois recebem o enchimento de barro, cada módulo leva de 4 a 5 horas para serem produzidos e são basicamente formados por caibros, sarrafos e telas usadas, além dos parafusos para fixação uma nas outras. Os painéis foram montados pelo PROMATA Manoel Cabral que os fazia nas horas de folga. Depois foi achar um local adequado e preparar o terreno. Para o mutirão, neste ex-

perimento, foram necessárias seis pessoas que montaram a primeira etapa, um ambiente de 24 metros quadrados, em quatro horas. Depois é colocar a cobertura, as divisórias e acrescentar o barro, como se fazia tradicionalmente. Nos vãos podem ser colocados os fios e encanamentos que ficarão cobertos pela terra no próximo mutirão. Na realidade é a tentativa de recriar uma nova versão da casa de pau a pique que existiam neste território só que removível se necessário, mas com o isolamento térmico e conforto que uma casa atual proporciona. O material de dejeto será conectado a uma fossa biodigestora de uso direto, modelo da EMBRAPA. Previsto também vários experimentos

de modelo de alimentação de energia a serem passados para o projeto futuramente. É o que os tradicionais chamam de “tecnologia da escassez” a bem das pessoas e do meio ambiente colocadas em pratica.

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Missa de Natal no Sertão da Quina

O Natal de Mariana - Infancia Missionária apresenta na Capela Nossa Senhora das Graças a história da menina que não entendia o significado real do natal.

Missa de Natal no Sertão da Quina iniciada com a tradicional Folia de Reis. Fiéis se emocionam cantam junto.


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PROMATA realiza mais um registro do macaco da Mata Atlântica que grita, desta vez com filhote No último dia 12, no Sitio PROMATA, uma bando de macacos Bugios (Alouatta seniculus) – também conhecidos como Barbado, Guariba, Gritador ou Roncador – foi visto socializando junto aos outros. Desta vez o que chamou a atenção dos PROMATAS foi o fato de uma das fêmeas carregar um filhote, que por sinal era muito arisco e bagunceiro. Foi uma oportunidade ímpar para entender melhor seu comportamento na vista de humanos a uma distancia considerada segura para os dois grupos. O filhote foi visto tentando se tornar independente antes do prazo, a mãe pacientemente o reconduzia aos seus braços. Foram cenas marcantes da mostra da docilidade destes primatas quando são respeitados em seu habitat. Os moradores tradicionais informam que, por experiência, uma das características deste primata é o apego maternal. Segundo especialistas, seus filhotes se tornam independentes somente com vinte meses de idade, quase dois

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Moradores fazem mutirão para cobertura do prédio anexo a capela

Foto: Aguinaldo José/PROMATA

anos, por isso a necessidade do “cuidado especial” por parte de todos. Eles costumam viver em estratos arbóreos de 10 a 20 metros de altura. “Observar estes animais, ainda mais com filhote é sempre uma experiência diferenciada”, comenta um dos membros do grupo. Costumam ainda emitir uma série de sons: uivo, latido, gemidos, etc., cada som tem um significado: perigo, um filhote perdido, um companheiro ferido, e muitos outros.

Suas vocalizações são poderosas e podem ser ouvidas a quilômetros de distancia e costumam assustar os desavisados. Tais vocalizações são emitidas, na maioria das vezes, em contextos de relações intergrupos. De fato, a maior parte das vocalizações se dá quando ocorre contato visual. Esta é uma das experiências em que o dinheiro não pode comprar, a pessoa tem que estar lá para sentir esta emoção vivenciar esta experiência em ambiente natural.

Quilombo Caçandoca grava com Roteiro Vanguarda

Mirella Bergamo e os repórteres cinematográficos Fernando Alves Rodrigues e Eduardo De Paula Santos estiveram no Quilombo Caçandoca gravando o Roteiro Vanguarda. O programa foi ao ar no último dia 22, na programação do meio dia. A equipe percorreu desde a Praia da Lagoa até ao do quilombo. Também gravaram dicas de receitas quilombolas e caiçaras. Foi um passeio sensacional, comentou a equipe nas redes sociais.

No último sábado, dia 19, cerca de 30 pessoas participaram de mutirão para realizar o madeiramento e cobertura do prédio anexo a capela Nossa Senhora das Graças no Sertão da Quina. O local apresentava vazamentos das últimas chuvas e poderia comprometer o patrimônio da comunidade local. Depois da cobertura a

atenção esta voltada para as calhas, para eliminar o problema de uma vez por todas. O trabalho foi realizado com muita vontade e sob um sol forte, o que não desanimou os trabalhadores voluntários. A comunidade agradece os homens que doaram seu dia a um bem comum e que experimentaram a vivencia de seus antepassados neste território.

Um ovo?

O observador de aves da PROMATA Aguinaldo José capturou uma inusitada imagem de um suiriri-cavaleiro (Machetornis rixosa) sentado numa grande pedra se imaginando, quem sabe, estar chocando um ovo. As dúvidas eram: Por onde este ovo passou? Se passou! Quantos filhotes poderiam nascer se de fato fosse um ovo? Haveria comida suficiente para esse tanto de crias? Será que algum chupim (Molothrus bonariensis) vai querer sacanear esta ave, colocando seus ovos para também serem chocados pelo suiriri? Se tivesse que fazer uma certidão de nascimento será que o escrivão teria paciência? O que se sabe que a ave ficou varias horas sobre a pedra e é claro não foi mais avistada no local.

Os questionamentos serviram para que algumas pessoas pudessem lembrar-se desta bela ave que gosta de estar mais no solo do que em vôo.


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Aves da nossa rica Mata Atlântica Jaçanã com filhotes Foto: João Correa (Jango) - PROMATA

Quem não conhece a saudosa canção “trem das onze” eternizada nas letras de Adoniram Barbosa, pois é lá – na música- fala de um famoso bairro de São Paulo que tem o nome desta bela ave. Pelo fato de andar sobre as águas, em alguns lugares da Austrália e África são conhecidas como “Jesus bird” ( Ave de Jesus). A Jaçanã (Jacana jacana Linnaeus, 1766) é facilmente encontrada em áreas de brejos e rios, por isso a importância de manter uma área a beira destas águas preservada. No passado por aqui era comum encontrar esta espécie por todos os lados. O aterramento das margens dos rios foi um dos maiores problemas para estas aves. Esta espécie mede até 23 cm. Negra de manto castanho ferrugíneo vivo, exceto uma grande área amarela esverdeada clara, visível na asa aberta, bico amarelo e lobos membranosos frontais e laterais vermelhos.

Seus dedos são longos, com unhas de até 4 cm de comprimento, permitem que virtualmente caminhe na superfície da água, sustentada apenas por folhas capins flutuantes, que afundariam com peso mais concentrado de outras aves. Encontro com um esporão afiado, de cor amarelada, servindo como arma contra inimigos. Sexos de cores bem semelhantes, porém fêmea de porte bem maior - 159 g. contra 69 g. do macho. Quando imaturo lembra o frango-d’água-azul ou mesmo um maçarico, sendo mais facilmente reconhecível pelas asas, iguais às do adulto. Ave aquática esbelta de corpo muito leve, pernas muito altas, dedos excessivamente longos e delicados; unhas afiladas como agulhas e andar elegante. Sua alimentação é basicamente de Insetos, moluscos, peixinhos (quando um pula e cai sobre uma folha) e sementes. Reprodução São extremamente territoria-

listas. Vivem aos casais, sobretudo em lagos pequenos, mas também em amplos espaços. Tem seus ninhos sobre folhas, põe quatro ovos castanho-amarelados, densamente manchados. Apenas o macho choca e zela pelos filhotes. Para protegerem o ninho, fingem estar com uma perna quebrada debatendo-se como se não pudessem voar (despistamento). Os filhotes nascem cobertos de penas e são capazes de se alimentar sozinho, sabem mergulhar e são ariscos. Como alarme usa sua vocalização forte e estridente soltando um “wöt-wöt”, para isso levanta as asas ao emití-lo. O registro desta matéria foi realizado com extrema cautelapois um casal de Jaçanãs deixou, para nosso deleite, se fazer registrar com os filhotes, do tipo “aprecie com moderação” ou “também preciso de respeito para viver”!!! Fonte: Wikiaves, Embrapa, Ubatubabirds, Promata

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“Chacina na Ilha Anchieta - Tiroteio na invasão e retomada da Ilha” Parte 21

Jornais da época enviaram seus melhores repórteres para descrever a maior rebelião do planeta que aconteceu em nossa região, sobreviventes ajudam a contar a história.

Ezequiel dos Santos “Revista Igarati – Ano 1 – nº 10 – Ubatuba, outubro de 1993”, décadas depois da rebelião, esta revista rememora os tempos de inferno na Ilha, ela recria majestosamente como foi, o passo a passo, os comentários para que a história que o Brasil não conhece seja lembrada da maior rebelião do planeta na época. Os jornalistas Giselda Gottsfritz e Celso Nogueira se colocaram na pele dos repórteres da época do acontecido. Eles começam a matéria com chamadas interessantes e um pequeno organograma com datas do que foi a Ilha até a criação da Unidade de Conservação em 1977, mas o que se lê é o que aconteceu em 1952 – o inferno no paraíso. Na época a revista acompanhou os turistas e descreve como os guias contam sobre a tragédia, mostrando as celas e falando detalhes sobre o levante. O prédio principal é que mais atrai os turistas, foi onde aconteceu as sangrentas batalhas, descreve a revista.Para aguçar a curiosidade dos leitores a revista informa que realizou uma apurada caçada histórica sobre a rebelião e que a verdadeira história o leitor iria conhecer a partir daquela página. Muito bem diagramado, a revista mostra já no cabeçalho uma Winchester.30 com um titulo curto e grosso “ Presos tomam a ilha”. Alguns detalhes, como o céu encoberto, não se via nas revistas mais antigas e que o toque de alvorada havia acordado todos lá pelas seis da manhã. O toque acordou 800 pessoas, sendo 453 presos e os demais eram guardas, fun-

cionários e seus familiares. As 6:30hs. era servido o café, depois os detentos eram divididos em grupos para os afazeres da ilha. Todo dia era a mesma coisa, só que após a rebelião que as pessoas se deram conta das atividades corriqueiras, mesma as mais simples. O esquema de segurança já foi dito antes, porém a revista relata que o esquema de segurança não previa que não era apenas serrando os ferros das grades que um preso podia programar sua fuga. Todas as noites um funcionário cumpria sua rotina, bater nos ferros das celas com um bastão de borracha para ver quais delas produziam um som oco indicando barras cortadas. No dia da rebelião não foi diferente, algumas barras foram rompidas. A revista escreve que os prisioneiros resolveram enfrentar a violência e forças dos carcereiros, tudo por conta da humilhação, do cansaço dos maus tratos e do confinamento. Um detalhe que não havia registro é que na liderança do levante o grupo transferido da penitenciaria do Carandiru que havia tentado a fuga em novembro do ano anterior. Muitos das fotos utilizadas nestas matérias foram do arquivo pessoal de Paulo Viana, que é citado na revista como um menino que viveu esta tragédia. Seu pai era foi o ultimo comandante do destacamento militar até a desativação do presídio em 1955. Ele então era morador da ilha no período da rebelião. Poucos dias antes a família de Viana havia viajado para Taubaté. Seis dias depois, com a re-

tomada da ilha pelo batalhão de Caçadores da Força Pública, Viana retornou a ilha. “Era aniversário de minha mãe”, conta Viana a revista, que ainda se lembrara dos locais dos combates na Ilha aos jornalistas. O entrevistado destaca o mais amargo dos condenados dentre os famosos - “China Show”. Era um individuo mestiço de “negro e chinês com dois metros de altura”. Dizem que este bandido havia escapado da tropas da Força Pública, do Exercito, da Marinha e da Aeronáutica, de São Paulo, Vale do Paraíba e Rio de Janeiro.


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“Chapéu do Cacau” retorna a família após quatro décadas Uma família revive grandes recordações após o retorno de objetos que haviam viajado pro outro lado do mundo, estado em exposição e guardado por anos. Trata-se de uma foto, uma placa e dois chapéus. Alguns devem pensar que são objetos comuns, porém há uma rica história por traz disso. Crescidos com a “tecnologia da escassez” o povo do passado sabia medir e dosar seus usos e costumes. Era uma aliança com a natureza e com as pessoas ao redor. Era mais relacionada à amizade fraterna e a comunhão das coisas, das tristezas e principalmente das felicidades. “Taquaruçu e timopéva” “Cacau” nada mais era que o apelido carinhoso de Vicente Pedro de Oliveira, nascido no então Sertão da Maranduba em 1924, onde aos oito anos foi diagnosticado com paralisia infantil, de lá pra cá sua vida foi triste? “Magina lhéi só!” “De jeito manera!”. Quer dizer nada disso, sem sair do lugar era um camarada ativo, os amigos o adoravam e adoravam ir a sua casa fazer “estracação”, “estripulia”. Lá era espaço pra tudo, principalmente pra amizade verdadeira. Cacau embora impossibilitado de alguns movimentos, falava, cantava, suas mãos tinham uma habilidade sem igual. Era comum os caiçaras possuírem modos de produzir suas próprias ferramentas e objetos. Ele tinha como especialidade a confecção de cestos e chapéus. A matéria-prima era trazida pelos irmãos Zeca Pedro e Janjão que se embrenhavam mato adentro pra trazer, na época certa, as tiras de bambus (taquaruçu do grande e do pequeno) e os cipós de “timopéva” (timbo-

péva) para colocar em pratica sua arte. Do Sertão para a França Após a morte de Cacau – 30/06/1969 aos 45 anos – os chapéus atravessaram o atlântico e foram parar na França. Precisamente na cabeça do Sr. Fernand Perreau, pai da missionária Claudie Perreau que ajudou a organizar a saúde no município e principalmente no Sertão da Quina na época. Em 1974 Fernand faleceu e sua filha Claudie guardou tão importante ícone da cultura caiçara. Anos depois sabendo de um pequeno museu erguido dentro do Sitio Santa Cruz ela doa a peça ao lugar. Após o fechamento do museu a peça foi guardada e recentemente entregue a família. Sem graça Já na década de 1950, o irmão Zeca Pedro foi pego de surpresa com uma noticia em um jornal regional da época intitulada “Monstros do Sertão da Quina”. É que um fotógrafo havia entrado sem permissão na casa de Cacau e fotografado também seu irmão Ditinho que possuía a mesma deficiência os colocando na matéria como aberrações. Zeca Pedro conta que ficou, assim como os moradores, indignado com a atitude do repórter. Ele conta que muita gente escondeu o jornal para que não visse e assim tomar algumas providencias sobre o repórter e aquela matéria sem graça. Letrado com almanaque “Escola não tinha, tinha mais era longe, então não tinha”, diz Zeca Pedro. Então os dois membros da família se valiam de um almanaque que recebiam uma vez por ano que vinha de Santos. Quando as autoridades iam ao lugarejo visitar as famílias Cacau e

Ditinho, principalmente este, guardava as palavras difíceis que as autoridades falavam. Assim criaram um dicionário pra não ficarem para trás e daí falavam em pé de igualdade com as autoridades. Ditinho era quem ensinava a leitura, a escrita e musica, principalmente os instrumentos de corda aos camaradas. Sob encomenda Tudo que ele fazia era vendido. Principalmente quando apareceu Sarah de Brito, que montou um ponto de artesanato na cidade incentivando os artesãos a comercializarem suas peças e adquirirem autonomia. Os produtos de Cacau, os de fibra de timopéva eram só produzidos por encomenda. Além de difícil, era demorado pra fazer, geralmente comprado como presente de luxo. Dentre os ilustres o prefeito Ciccillo Matarazzo tinha um. As peças eram confeccionadas sobre seu corpo franzino, que ficava sob uma tarimba, que no lugar de algum colchão tinha uma esteira de palha. Ficava sempre em direção a porta da sala e pelo vão das arvores ele podia ter uma visão ampla do lugar, principalmente da estrada perto da ponte. Gostava mesmo é de jogar dominó, uma lembrança de “arteiro” foi quando pediu para ascender, numa festa de São Pedro, um buscapé no meio do pessoal e este entrou no bolso do Guido quando ia namorar a Dita na época. “Pensa numa correria”, comenta Zeca Pedro. Feliz da vida o irmão faz questão de mostrar o objeto, assim como a riqueza de detalhes com que era produzido e a linda história que não coube nesta página.

Chapéu de fibra de bambu que esperou mais de 4 decadas para voltar a origem - o Sertão da Quina

Acima: Mesmo deitado, realizava as mais belas obras de artesanato. Quem o conhecia o via sempre com um sorriso no rosto A esquerda: o irmão de Cacau, Zeca Pedro, orgulhosos segura as peças que retornam a familia Abaixo: O que sobrou do chapéu coco - feito de cipó timopévatambém da mesma época.


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Presépio Caiçara

Fátima Souza Dois mil anos, ou quase chegando lá, o mundo da robótica, financiada pelo capitalismo, serve de cordão de manejo dos seres humanos que por comodismo e ganância estão deixando de praticar um sentimento chamado amor ao próximo. Parece que muita coisa não mudou até então. O poder é o ápice da vivência. Acumular bens materiais é a tônica para exibir status, é a ideologia para poder viver, é oxigênio para poder existir. Numa época de Natal, o Inspetor de Quarteirão remendava a rede de pescar no terraço da casa da Folha Seca. Eu, admirada com seu trabalho, ficava a escutar suas histórias. Uma delas era sobre o nascimento de Jesus que agora, ao relembrar sua narrativa, tomo a liberdade de traçar um paralelo, ou então plagiar este tão belo acontecimento. - Um dia, Herodes da Especulação Imobiliária, querendo ser o único dono e mandatário das límpidas águas, cinematográficas praias e costões de um bairro situado no litoral, ordenou que perseguissem e se preciso (em caso de “reação”), liquidassem possíveis herdeiros provenientes de

ruínas anteriores. Uma gente que a seu ver não progredia muito. Tudo o que tinha, dividia. Hospedava qualquer um sem perguntar sua procedência. Uma gente que atravancava sua visão de futuro. Um usuário que não sabia que seu chão valia tanto quanto as Minas do Rei Salomão. Um povo cuja cultura e costumes iam “enfeiar” todo seu projeto para o local. De noite para o dia, o recato de Maria e José, que moravam nesta área, tomou rumo do sudeste. Capangas chegaram, denominando-se Força Bruta, Extorsão, Ludibriação, Roubo, Escambo e outros mais. O desespero venceu. Mais forte que o apego à terra era o filho que Maria esperava. O jeito foi partir para algum lugar onde, com segurança, ele poderia nascer para, um dia quem sabe, retomar a causa que por hora parecia perdida. José desceu a canoa, aconchegou Maria dentro dela, recolheu alguns apetrechos num samburá e partiu. Em meio à jornada, Maria sentiu as primeiras dores do parto. José rumou à praia que a frente avistava. Já em terra, deparou com uma casa nova e bonita. Pediu auxílio. Era noite. Meio assustado, o caseiro

disse-lhes que não poderia ajudá-los, pois o patrão não iria gostar. E assim, sucessivamente, a mesma resposta era dada. Exaustos, avistaram no canto da praia alguns pescadores fazendo os preparativos para o arrastão. Apertaram os passos, fazendo com que Maria cambaleasse várias vezes na areia. A acolhida foi simples, mas calorosa. E na passagem da data, o céu salpicou de estrelas cintilantes, e, a mais iluminada “Cadente”, chamada Dalva, indicou como uma flecha de luz o ranchinho, onde uma canoa improvisada de berço, e redes branquinhas de colchão, ostentava um divino menino que acabava de nascer. O mar bramia manso como cantiga de ninar. As aves marinhas faziam revoadas e coro para a sinfonia da brisa. Atraído pelo esplendor do acontecimento, outros pescadores vieram render suas homenagens trazendo conchinhas coloridas, peixes fresquinhos, algumas roupas de seu uso para agasalhar a criança da friagem da madrugada. Neste momento, com certeza, o anjo do Senhor declamava: - Paz na terra aos homens de boa vontade!

Infância Missionária realiza confraternização de natal

No último dia 20, o grupo da Infância e Adolescência Missionária – IAM - realizou no pátio da cantina da Capela no Sertão da Quina sua confraternização de natal. As crianças ganharam presentes, panetone e muita atenção dos coordenadores e parceiros. Os presentes e os panetones foram doados por empresários, o excedente será doado às crianças carentes da

região. Houve ainda brincadeiras, refrigerantes, salgados e bolo, além de sorvetes deliciosos que foram saboreados com o bolo de natal. Quem compareceu aproveitou bastante. O grupo se prepara para uma memorável apresentação na celebração da missa do natal. A criançada se empenha ao máximo para emocionar os fiéis. Vale a pena conferir.

Paróquia Nossa Senhora das Graças Matriz Cristo Rei Cronograma de final de ano Dia 31 – Quinta-feira 19:00 hs - Celebração da Palavra Comunidade Nossa Senhora Aparecida – Sertão do Ingá Ministro Extraordinário - Paulinho 19:30 hs - Celebração da Palavra Comunidade São Pedro – Praia Dura Ministra Extraordinária - Fátima 19:30 hs - Celebração da Palavra Comunidade Santa Filomena – Araribá Ministra Extraordinária - Maria 19:30 hs. missas Comunidade Matriz Cristo Rei - Maranduba – Pe. Daniel Comunidade São Maximiano Kolbe – Lagoinha – Pe. Stanislaw 21:00 hs. missa Comunidade Nossa Senhora das Graças – Sertão da Quina – Pe. Daniel Dia 01 – sexta-feira 09:00 hs. missa Comunidade Nossa Senhora das Graças- Sertão da Quina- Pe. Daniel


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Coluna da Adelina Fernandes

As 10 resoluções de ano novo mais populares e como torná-las realidade Ano novo, vida nova e… problemas antigos! O início de um novo ano é, com certeza, um momento importante para fazer reflexões sobre como foi o ano anterior, ponderar sobre o que mudar e onde melhorar no ano que está a começar. Por norma, há uma grande expectativa e também pressa em mudar, mas muitas vezes criam-se metas surreais, que acabam por ser facilmente colocadas de parte, porque ignoramos o tempo e recursos necessários para a sua execução. Saiba quais são as 10 resoluções de ano novo mais comuns e quais as atitudes a adotar para ser bem-sucedido na sua concretização. 1. Perder peso Esta é, sem dúvida, uma das resoluções de ano novo mais populares e também a maior promessa não mantida por muitos. Não adianta desejar perder peso e depois começar o ano a exagerar na alimentação. Tenha em mente que emagrecer requer paciência e persistência. Consulte um nutricionista, faça todos os exames solicitados para saber se o facto de estar acima do peso não está relacionado com algum problema de saúde, siga a dieta prescrita e pratique exercício físico regularmente. A longo prazo, para além de perder peso, terá ganho em saúde e bem-estar. 2. Deixar de fumar Para a maioria dos fumadores, deixar de fumar é simultaneamente um desejo e uma grande dificuldade. Devido à dependência, o fumador deve planear a melhor forma de deixar o tabaco, respeitando sempre as suas próprias limitações para deixar de fumar, seja gradualmente, de uma só vez ou recorrendo a tratamentos, que devem ser realizados com acompanhamento médico para garantir o sucesso.

3. Conseguir ou mudar de emprego Se o grande objetivo para o novo ano é conseguir um emprego ou então mudar de empresa ou de ramo, pense em todo o processo de forma antecipada: prepare um bom currículo, mostrando todo o seu potencial profissional; pesquise sobre a empresa na qual deseja trabalhar; invista na sua imagem e marketing pessoal. Mesmo depois de algumas respostas negativas em entrevistas de emprego, não desanime e seja persistente – o seu emprego de sonho pode estar na sua próxima entrevista!

o tempo isso vai trazer-lhe tranquilidade financeira. No que toca a dinheiro, não seja imediatista: dependendo das despesas e do endividamento, este objetivo pode levar anos a ser alcançado. O importante é não desistir e exercitar o controle financeiro mês após mês, só assim é que alcançará a organização desejada. 5. Aprender uma coisa nova Tocar um instrumento musical, aprender um novo idioma ou a cozinhar são apenas algumas das muitas coisas que as pessoas costumam definir enquanto resolução para o novo ano. Tenha em men-

quando estiver com sono ou cansado), um local bem iluminado e, preferencialmente, silencioso. O principal: leia sempre algo que lhe agrade, isso ajudará a mantê-lo motivado para ler continuamente. 7. Apaixonar-se De longe a meta mais subjetiva de todas, mas também uma necessidade inegável, que é a vontade de partilhar a vida com alguém. Para que a sua paixão chegue e não se torne um problema no ano novo, é preciso ter um pouco de razão junto do coração. Nada de amores cinematográficos, com disparos de coração à primeira vista. É claro

4. Organizar-se financeiramente Ter um bom plano financeiro é primordial para se obter a grande maioria das coisas que ansiamos na vida (casa, carro, formação, viajar, fundo de emergência, etc.). Se a sua vida financeira já viu melhores dias, mais cedo ou mais tarde isso irá interferir nos seus planos a curto-médio prazo.? Para garantir a sua estabilidade e sucesso financeiro, comece por analisar quais os gastos que são realmente necessários e elimine os supérfluos. Use o cartão de crédito apenas para emergências e, se possível, faça investimentos (poupança, ações, imóveis, tesouro direto, etc.) – com

te que aprender uma coisa nova é muito bom, mas que também pode trazer as suas dificuldades e levar a uma desistência precoce. Como contornar a situação? Se tiver um amigo que partilha os mesmos objetivos, junte-se a ele e assim um estimulará o outro frente aos desafios e ao desânimo que podem surgir durante o processo de aprendizagem. 6. Ler mais Esta atividade, que exige também paz e tranquilidade, é outra resolução com uma alta taxa de abandono. Seja para fins profissionais ou por “hobby”, para manter-se fiel a uma leitura é preciso ter tempo de qualidade (nada de ler

que isso pode acontecer, mas não é a regra, é a exceção. A paixão vem quando menos se espera, por isso, evite “forçar” paixões. Permita-se sair, conhecer pessoas novas ou porque não dar uma oportunidade àquele amigo do amigo que está sempre a perguntar por si… quem sabe não nasce aí uma grande paixão? 8. Passar mais tempo com a família Trabalho, faculdade, cursos, ginásio, viagens de negócios, etc. O mundo moderno imputa cada vez mais obrigações às pessoas, consumindo quase todo o tempo livre, e dedicar-se à família transforma-se, muitas vezes, num verdadeiro desafio. Caso esse seja o seu

desejo para o novo ano, comprometa-se a eliminar atividades extras, a não trabalhar até mais tarde nem que seja por um dia na semana ou programe sair com a família pelo menos uma vez por mês. São pequenas atitudes que lhe podem deixar mais perto de quem ama e melhorar exponencialmente os laços afetivos entre todos. 9. Ajudar os outros Altruísmo, além de ser uma atitude nobre, é bem raro nos dias atuais, porém, existem muitas pessoas que sentem prazer e realização em ajudar o próximo. Para que esta resolução seja concretizada, comece por decidir de que forma quer ajudar: através do ensino, voluntariado, cuidando de idosos, desenvolvendo projetos sociais numa ONG ou, quem sabe, criar a sua própria associação de apoio social. Depois de definida a sua meta, faça um plano com o tempo que poderá contribuir para a sua causa. Mesmo que não se torne voluntário numa instituição, existem muitas formas de ajudar alguém todos os dias! 10. Ser feliz Eis uma das coisas mais relativas da vida: enquanto para alguns ser feliz está em alcançar tudo o que for possível, para outros são as coisas pequenas e simples da vida que os satisfazem. Independentemente do que cada um idealiza como ser feliz, isso será sempre um processo de tentativa e erro, já que não há uma fórmula correta para a felicidade. O ponto crucial aqui é ousar, claro que levando em consideração os riscos envolvidos, mas só desta forma, seja em qualquer área da vida, é que será possível alcançar o ideal de felicidade, o seu ideal. Fonte: www.estadozen.com



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