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Maranduba, Fevereiro 2015

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Disponível na Internet no site www.jornalmaranduba.com.br

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Ano 6 - Edição 69 Foto: PROMATA

Parque Estadual da Ilha Anchieta Natureza de encher os olhos e os cartões de memória


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Lentidão do transito bate recorde nesta temporada Entre as últimas semanas de dezembro e as primeiras de janeiro motoristas enfrentaram recorde de lentidão nas estradas para o retorno as suas casas ou as praias do litoral. Para quem dependia do ônibus o constrangimento foi maior, pois muitos usuários de ônibus perderam o emprego ou chegaram ao final do expediente em seus locais de trabalhos. Neste período foi comum avistar moradores e trabalhadores caminhando grandes distancias pelo acostamento para alcançar seus objetivos. A situação lembra reportagens sobre a morosidade do transito em grandes capitais, quando seus moradores buscam sair da cidade em férias. O trecho de entrada da Maranduba, entre as duas lombadas era o que apresentava maior lentidão. Ali o trecho se transformava em um gargalo que parecia interminável, reclamavam os motoristas. Neste período os tempos eram computados em horas ou até dias, tamanha era a fila de espera para avançar um metro de estrada apenas. Mesmo com os avisos das concessionárias ou departamentos de estradas muita gente arriscou subir ou descer

a serra em períodos críticos para viagem. No acostamento aumentou ou número de vendedores ambulantes informais oferecendo água e refrigerante, uns bem vestidos e outros nem tanto. Com o excesso de veículos, quem deve ter faturado foi a Comtur, que ainda não divulgou no que vai investir parte da arrecadação de zona azul nesta região. A crise da água também colaborou com o inchaço de pessoas no litoral, muitos vieram para aproveitar o abastecimento regular de água – oficial e comunitário – que ainda é abundante por aqui. O que restou foram às sobras do lixo, do esgoto in natura e da

lentidão que quase parou a região neste inicio de temporada. Agora é enfrentar o carnaval.

Envie seu evento, edital, convocação ou aviso para esta seção atraves do e-mail jornal@maranduba.com.br

Editado por: Litoral Virtual Produção e Publicidade Ltda. Fones: (12) 3832.6688 (12) 99714.5678 e-mail: jornal@maranduba.com.br Tiragem: 3.000 exemplares - Periodicidade: mensal Editor Chefe: Emilio Campi Jornalista Responsável: Ezequiel dos Santos - MTB 76477 Colaborador: Pedro dos Santos Raymundo - MTB 0063810/SP Consultor Jurídico - Dr. Robson Ennes Virgílio - OAB/SP 169.801 Consultor Ambiental - Fernando Novais - Engº Florestal CREA/SP 5062880961 Colaboradora: Adelina Fernandes Rodrigues Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião da direção deste informativo


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Quilombo da Caçandoca agora nas redes sociais A Associação do quilombo da Caçandoca agora tem uma página em rede social da internet. Agora para interagir com os quilombolas, tirar dúvidas, elogios e buscar as informações corretas para não virar fofoca, basta acessar seu endereço eletrônico - https://www.facebook.com/arcqc. O recorde de acessos foi causado pelo vídeo dos golfinhos em águas quilombolas. Foram mais de três mil acessos em quatro dias, atualmente aproxima-se dos quatro mil acessos. Lá também é possível acompanhar os trabalhos dos últimos quatro meses realizados em parcerias com órgãos governamentais e não governamentais, quando o vice-presidente da associação, Mario Gabriel do Prado, assumiu a presidência interinamente, depois que a presidente afastou-se alegando problemas de saúde. Trabalhadores da praia em paz foto Após centenas de dias buscando uma saída para a situação dos comércios a beira praia dos remanescentes quilombolas, enfim um resultado positivo foi efetivado. Foram várias as especulações, desmandos, tentativas de inviabilizar o comércio local por fatores externos e de pessoas da própria comunidade, porém a insistência e o trabalho duro dos moradores fiéis a causa possibilitou que, neste verão, a parceria com a Prefeitura Municipal de Ubatuba, INCRA, Ministério Público Federal e Quilombo Caçandoca, realizasse a emissão de Alvarás Provisórios para os comerciantes. Em todo o país este é um resultado inédito, senão único em quilombos que tem seu território em área de marinha. Para a quilombola Maria Conceição Machado, que comemorou aliviada tendo em vista os

anos de luta, comenta: “trabalhamos na praia desde 1992 e conseguiremos agora enfim trabalhar em paz”, conclui seu desabafo. O acordo inclui a organização do estacionamento, proteção da orla da praia cercada na faixa dos 35 metros de preamar pela comunidade, instalação de banheiros químicos. Pode ser observado agora que a orla da praia ficou mais limpa e segura, pois com a ação as sombras das árvores agora atendem apenas as pessoas que buscam conforto e temperaturas mais amenas. Escola reformada Um sonho antigo de grande parte dos quilombolas era ver a escola do bairro reativada e atendendo a propósitos nobres estimulados desde sua construção por volta de 1950, segundo moradores mais antigos. Após várias discussões, problemas de ordem interna, promessas e acusações diversas a comunidade arregaçou as mangas e colocou em pratica algo que havia discutido varias vezes em reunião – fazer a melhoria do prédio com suas próprias mãos. Para esta realização foi emitida

autorização pelo INCRA a prefeitura para fazer a reforma. A prefeitura não compareceu para os trabalhos manuais, mas enviou parte do material a ser utilizado na reforma, o restante dos materiais foram adquiridos pelos quilombolas, outros – grande parte - doados por comerciantes locais parceiros do quilombo, que também banca alguma mão de obra específica. O resultado foi positivo, a escola do lugar passa longe daquele aspecto de casa abandonada que tinha anteriormente. A esperança agora caminha a pas-

sos largos no sentido de fazer valer o esforço comunitário a esta finalidade e voltar às aulas atendendo a nova geração e a velha guarda que perdeu várias oportunidades com a escola fechada e abandonada. Informações e outras notícias - O conselho tutelar de Ubatuba esteve no quilombo para orientar os associados e donos dos empreendimentos existentes no tocante ao uso de mão de obra infantil em seus comércios... - O coletivo Manifesto Crespo (ONG que promove o universo da estética negra brasileira, e também o intercâmbio com outros países da África e diáspora negra, principalmente ao que se refere à moda e produções artísticas do cabelo crespo - http:// manifestocrespo.org) trouxe pra comunidade um curso de tranças e amarrações com lenços... - A gestão do estacionamento no quilombo foi repassada a associação através de autorização do INCRA... Quem apostou que não daria certo, atirou no próprio pé... - Enfim parece que a estrada municipal do quilombo terá um desfecho mais significativo a

seus moradores. A Companhia de Desenvolvimento Agrícola de São Paulo – CODASP, através de seu representante Mauro Pimenta, José Augusto, da Divisão de Desenvolvimento do INCRA e Carlos José (Cajé) da Administração Regional Sul da prefeitura local se reuniram para iniciar as tratativas de melhorias consideráveis ao acesso entre Maranduba e Caçandoca. Parece que desta vez vai!!! - O presidente interino da associação quilombola estará, entre os próximos dias 29 de Junho a 5 de julho, na Espanha para participar de um fórum internacional sobre a causa quilombola como palestrante de quilombo brasileiro. Sua participação conta com apoio da Ong Nanquim Arte e Cultura, Carmen Ajala e Carlos da ONG Afro Origens, também do consulado da Espanha no Brasil. - A comunidade parabeniza o quilombola Joviano José Machado Junior, conhecido como “Decco”, filho da Maria do Joviano, que passou no ENEM com mais de 80% de aprovação. Parabéns para ele, que sirva de exemplo aos outros e arraste uma geração de aprovados.


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Bloco de carnaval “Kai&çara” realiza preparativos para a folia 2015 O Bloco de Carnaval da região sul de Ubatuba – Kai&çara – realiza os últimos preparativos para a folia deste ano. Em 2014 o bloco superou as expectativas de critica e público. Foram vendidos em tempo recorde mais de 80 abadás. Foram varias as solicitações de última hora e muita gente ficou de fora porque não havia antecipado o seu ingresso no bloco. A festa, do tipo família, foi tão animada que crianças, idosos, gente de todas as idades e de todos os lugares acompanhavam a festa nas calçadas na passagem do bloco pela rua. Ano passado (2014) cerca de cem pessoas acompanhou o caminhão de som saindo do Sertão da Quina com chegada a Praia da Maranduba. Nem a chuva atrapalhou a festa. Este ano os organizadores estimam ao menos dobrar o numero de foliões. A festa está programada para o próximo dia 15 de fevereiro – 2015 - com saída as 21:30 horas do Sertão da Quina. O bloco é uma nova geração de foliões que realiza as festividades deste período, de maneira ordeira e organizada, como a velha guarda que abrilhantou o carnaval de rua nesta região num passado não tão distante como o bloco “Pinga in Nóis” do final da década de 80. Fichas Para não gerar reclamações como o ano passado, - onde cada integrante podia consumir o tanto que quisesse. Com isso muitos penetras, sem os devidos abadás, levavam bebida ou se serviam à custa dos foliões regularizados - desta vez será em sistema de fichas. Em 2015 o folião poderá se

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quiser distribuir as fichas a quem não adquiriu os abadás. Os organizadores reforçam que não será vendido fichas durante o trajeto, somente na hora de adquirir os abadás. Além da camiseta, o folião receberá dez fichas para consumo de cerveja, refrigerante, água, batidas, gelo e itens de carnaval. Um sonho comum Em 2012, um grupo de amigos, que sonhou em percorrer as ruas do bairro do Sertão da Quina até a praia da Maranduba pulando e se divertindo no carnaval, fundou o bloco kai&çara. No ano de sua criação tinha poucos integrantes, cerca de 20 foliões. Em 2013 criou o 1°abadá do bloco, com isto recebeu mais integrantes. Mesmo sabendo que cada um teria que ajudar com as despesas o número aumentou além das expectativas, chegando a 48 colaboradores. Esse ano a expectativa é de dobrar o número de integrantes, comentam os organizadores.

Pura diversão O bloco não possui fins lucrativos, todo dinheiro arrecadado é revertido exclusivamente para a folia e bem estar dos participantes. Quem adquire o abadá e as fichas colabora com os custos, que conta também com apoio do comércio local. Com isso o bloco consegue quitar despesas: como som, materiais de divulgação, bebidas, gelo, itens de carnaval entre outros. Adquira seu Abadá Os organizadores informam que cada abadá é vendido por R$ 40,00 (camiseta + 10 fichas) e poderá ser adquirido com Henrique (12)99653-0201 / comunicação visual Giva Arts (12) 99628-2708. O evento está todo regularizado e conta com o apoio da Fundação de Arte e Cultura de Ubatuba – FUNDART- e a Polícia Militar. O bloco participa de todas as reuniões com a prefeitura para receber a autorização para colocar o bloco na rua. Mesmo se chover o bloco sai. É festa! É carnaval! Então agora Vai!!!

Recapeamento de acesso danificado para colocação rede de água não é concluído

Depois de danificar os acessos municipais para colocação dos canos que supostamente levarão água ao novo reservatório, a empresa contratada pela Sabesp para realizar o recapeamento do trecho não finalizou todo o serviço deixando grande parte do asfalto danificado ainda sem cobertura. O problema atravessou os períodos de maior movimento deste inicio de temporada causando transtornos a moradores e turistas. O asfalto danificado causou maiores problemas e lentidão no trecho atingido, além de muita poeira enfrentada por moradores e comerciantes.

O recapeamento foi realizado no trecho da rua da cachoeira e no acesso principal até a pet shop, falta o trecho até a Rua Santa Elisa. Com estas chuvas as pessoas que usam o acesso a pé ou de bicicleta correm o risco de serem atingidas por lama lançadas por veículos que se espremem no espaço asfaltado que sobrou do acesso não danificado. Moradores reclamam da demora, principalmente no que diz respeito ao retorno das aulas, onde o fluxo de pessoas deve aumentar. Até o fechamento dessa edição nenhuma solução foi tomada.


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Produção de maracujás com reaproveitamento de lixo verde

Assim como vários outros moradores, Djalma Ferreira dos Santos, 64, não é diferente. Ele conscientemente reaproveita todo material que normalmente iria para o lixo (podas, gramas, galhos, folhas caídas, cascas) e “retransforma” em cobertura vegetal de boa qualidade. Os resultados são varias frutas e legumes que cultiva em poucos metros quadrados em sua residência. Além de melhorar o ambiente onde vive, colhe produtos de excelente qualidade. O que não falta é conhecido com sacolinha pra buscar alguma coisa, que é entregue de bom grado. Djalma que realizou o curso de olericultura orgânica oferecido pelo Senar em parceria com o Sindicato de Trabalhadores Rurais faz bom aproveitamento das técnicas e tem passado adiante sua experiência. O segredo é não ter preguiça diz ele. “Tudo se aproveita, coloco tudo no final

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da rua e vou trabalhando, depois de pronto jogo as plantações, fica uma beleza”, comenta o morador. O espaço que cultiva lembra muito as técnicas japonesas que aproveitam cada cantinho do espaço. Para ele o cultivo ajuda a passar o tempo além de fazer com que a pessoas embeleze e organize o quintal, também faz com as pessoas realizem algo de útil de verdade, finaliza. Tudo é muito bem preparado e o resultado coisa para inglês ver. Outros moradores cuidam de frutíferas da época como limão cravo, laranjas e goiabas, sabendo que agora todo mundo quer colher, quebram até seus galhos, mas não cuidam deles o restante do ano. Djalma diz que nada está à venda, é para consumo próprio. Na realidade tem muita gente torcendo para que o maracujá caia pra fora de seu portão, na rua não tem dono. Djalma só ri.

167ª festa de São Sebastião agitou a praia Grande do Bonete

SMT-PMU A tradicional festa de São Sebastião agitou a comunidade da praia Grande do Bonete nesse sábado, 24 de janeiro, com diversas atrações musicais e culturais. O público formado por muitas familias e jovens pode desfrutar do forró da Banda Praieira, que comemorando seus 15 anos de estradacolocou os casais para dançar na areia da praia. Com apoio da Runner SP-Assessoria Esportiva, promotora da corrida de montanha “Desafio das 28 Praias” a ser realizado no mês de abril em Ubatuba, foi realizada a 1ª corrida Kids na Areia, para crianças com idade de 02 a 10 anos, cerca de 50 crianças da comunidade e turistas se divertiram correndo, como prêmio levaram camiseta e medalha de participação. O projeto Tamar realizou uma soltura de tartaruga, antes Henrique Becker, técnico

do projeto fez uso do microfone para informarao público presente sobre a importância da conservação e proteção das tartarugas marinhas. O ponto alto da festa foi a disputada corrida de canoa, em sua 13ª edição os remadores disputaram nas categorias solo, dois remos e dois remos feminino, confecionada pelas mãos do artesão local João Batista os troféus eram réplicas da canoas de antigos caiçaras da comunidade, uma bonita lembrança de respeito aos tradicionais moradores que já faleceram. A festa seguiu até a noite com a cantoria de Reis e apresentação no tradicional tablado do grupo Concertada e do Sanfoneiro Marquinhos da Fortaleza, com a tradicional bebida consertada sendo servida pelos festeiros e muitos doces, como o tradicional e delicioso doce de mamão verde. Organizada pela Associação

Catifó, que congrega os moradores caiçaras da comunidade, pelo segundo ano consecutivo a festa recebeu o apoio da Secretaria de Turismo por meio do programa de Turismo de Base Comunitária, que promove e fomenta o turismo em comunidades tradicionais de Ubatuba. Segundo Claudinei Bernardes, coordenador do programa, a participação da Prefeitura Municipal na festa foi muito positiva,“distribuimos cem cartazes em marinas e estabelecimentos da rede hoteleira e o resultado foi atestado na praia, que recebeu o maior público das últimas edições da festa, formado por famílias e caiçaras da região que foram prestigiar a festa”, comentou Claudinei. A 167ª Festa de São Sebastião foi organizada pela Associação Catifó com apoio da Secretaria de Turismo de Ubatuba e da Marcenaria Portes, Pirajicas Bar e Runner SP.


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Sindicato inicia a temporada de qualificação do trabalhador rural em Ubatuba O Sindicato de Trabalhadores Rurais de Ubatuba – STT - inicia 2015 oferecendo cursos a produtores rurais e agregados para melhor qualificação do trabalhador e garantias de melhores produtos e rendimentos. Para este inicio de temporada de serão oferecidos cursos de técnicas de conservação de solo, operação e manutenção de tratores agrícolas, programa de olericultura orgânica e programa de Turismo Rural 2015. Todos receberão certificação do sistema “S” rural – Serviço Nacional do Aprendizado Rural – Senar, que possui validade nacional. Estas foram às primeiras tra tativas de convênios para o trabalhador. Segundo seu administrador, “ainda teremos outros cursos e programas para atender a demanda, principalmente ao que se refere aos programas de alimentação escolar, aquisição de alimento, melhoria da renda e qualidade de vida, atendimento as cooperativas e outros. Também para suprir alimento de boa qualidade a moradores dos bairros aos quais os trabalhadores rurais estão inseridos, quem não quer adquirir uma alface fresquinha conhecendo sua procedência e as técnicas de cultivo agroecológico?”, comenta Tadeu Astolfi. As inscrições poderão ser realizadas na Coordenadoria de Assistência Técnica Integral – CATI em Ubatuba – também conhecida como Casa da Agricultura - ao lado do mercado

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de peixe no centro da cidade, próximo a ponte de acesso ao Pereque-Açu. Outros terão sua inscrição na sede da Secretaria Municipal de Agricultura Pesca e Abastecimento - SMAPA, sediada a Praça 13 de Maio, 200, no centro da cidade. As informações gerais poderão ser adquiridas pelo telefone 12- 99727-3793 (Tadeu ou

pelo email tadeudosindicato@ gmail.com). São cursos de excelente qualidade e que podem ser aplicados imediatamente. Os cursos visam também transformar o pequeno produtor em um empreendedor rural de sucesso, e se, estiver sindicalizado e com nota fiscal, por exemplo, poderá receber vários benefícios, um deles a aposentadoria. As vagas são limitadas e exigem cópias simples da documentação pessoal, depois é preenchido um formulário,

dados da propriedade rural e a assinatura do candidato. Na região sul a PROMATA é o parceiro do sindicato para a qualificação do trabalhador rural que estuda ainda o uso de sua sede para o atendimento do trabalhador deste lado do município. Quem se interessar tem que correr para conseguir vaga. Cadastro Ambiental Rural obrigatório Continua neste mês o cadastramento para o CAR das áreas de produtores em Ubatuba. A medida é necessária para atender o novo Código Florestal. O cadastro é uma base de dados que será usado para controle, monitoramento e combate ao desmatamento das florestas e demais formas de vegetação nativa, bem como para planejamento ambiental e econômico das propriedades e todas estas propriedade obrigatoriamente tem de se inscrever. Em Ubatuba o STTR possui um cadastrador autorizado cuja agenda começa a ficar sem espaço para atender tanta demanda. Para se inscrever o interessado poderá procurar o sindicato através do telefone 1299727-3793 com Tadeu ou 12- 98176-2330 com Cleber e estar com os documentos da propriedade em dia, caso não esteja basta procurar o sindicato para atualizá-lo. Quem não realizar o CAR terá problemas para regularizar a situação de suas terras frente aos governos estadual e federal.

Pescadores utilizam animais de estimação como companhia

Talvez cansados de ouvirem ou observarem os mesmos seres no mar, da vida dura quase insuportável, do trabalho estressante e desgastante do cotidiano da pesca, alguns pescadores e marinheiros têm inovado na escolha de suas mascotes, alguns até improváveis. No caso do barco de pesca Porto Real que descarrega seus pescados no Saco da Ribeira a idéia foi no mínimo inusitada. Os usuários do píer, os trabalhadores do setor náutico que frequentemente passam por lá se assustaram quando ouviram um galo cantar em alguns momentos do dia. Não foi possível conversar com um dos tripulantes da embarcação, mas pelo local circula que o canto do galo ajuda a matar a saudade da vida em terra. O galo na realidade serve como um elo de recordação de como é a vida fora da pesca.

Todos que frequentam ou passam pelo local, quando o barco está aportado, buscam conhecer o galo pescador e não o peixe galo. Alguns esperam que na falta de carne a bordo o galo não sirva de alimentos aos homens corajosos do mar. Outra mascote cabe quase na palma da mão, trata-se de um cão da raça pincher miniatura que resolveu acompanhar seu marinheiro. Não da pra dizer que é um lobo do mar, mas é corajoso, muito mais corajoso que muita gente que não enfrenta os mares do sul. Na foto ele – pincher miniatura - está à frente da embarcação esperando o retorno de seu companheiro humano. Aparentemente os animais do mar, ou das embarcações passam bem e são bem tratados, considerados tripulantes em suas embarcações com responsabilidades e privilégios às vezes.


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Pesquisador fala da importância da bromélia “Barba de Velho” no ar puro que respiramos O pesquisador da Universidade Federal da Integração Latino Americana – UNILA, de Foz do Iguaçu, sul do país, Jean Paulo Soares da Silva, 25, em visita ao litoral norte realizou importante levantamento sobre as bromélias epífitas em nossa região. Seu material se baseou nas plantas encontradas no Parque Estadual da Ilha Anchieta. Mas que ainda é abundante em terra, principalmente nos bairros mais distantes, nas comunidades quase isoladas e as beiras dos rios e praias que recebem número reduzido de turistas, biopiratas e coletores de espécimes de nossa fauna e flora. Para ele é primordial o cuidado que as comunidades tradicionais têm com as plantas que tem sentido real as suas vidas e religiosidade. Lembra o pesquisador que denominadas epífitas vasculares formam um grupo relativamente pouco conhecida se comparado a outros vegetais, principalmente nos ecossistemas litorâneos, por isso a importância do etnoconhecimento de moradores que vivem ou convivem com estas espécies há décadas. Os números levantados impressionam. Segundo Jean, estas espécies fazem parte de 10% da flora mundial, com 83 famílias, cerca de 880 gêneros e 29 mil espécies entre bromélias, cactáceas e orquidáceas e pteridófitas. Ele reforça que só as bromélias possuem cerca de 3.090 espécies e estimam que 40% delas e 70% dos gêneros ocorrem no Brasil. A que chama atenção é a Tillandsia usneoides, conhecidas pelos moradores antigos como “Bar-

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ba de Velho”. Ela é motivo de brincadeiras, piada, remédios, imersão em cachaça, porém é o que se esconde dentro dela que é considerada muito rica para a ciência e ao planeta. Jean nos conta que esta planta, além de abrigar ninhos de animais e pássaros, é um indicador de monitoramento da qualidade da atmosfera, pois são capazes de acumular poluentes e metais pesados na atmosfera desde sua existência. “A avaliação do conteúdo de seus tecidos reflete a contaminação da atmosfera onde ela se encontra”, comenta o pesquisador. Portanto, acrescenta o estudo, algumas espécies são consideradas como biomonitoras ambientais, a

“barba de velho” é a mais empregada nestes estudos, tudo porque nunca perde a capacidade de absorver água e nutrientes. O estudo mostra uma gama de benefícios criados por estes tipos de plantas. A presença da Tillandsia usneoides indica um ambiente mais úmido e com ar puro em seu entorno, também chama atenção pelo seu aspecto curioso como se a arvore tivesse de fato barba por fazer. O que o pesquisador diz é que é importante a manutenção destas espécies que além de belos são primordiais para saber se queremos continuar com a pureza do ar que ainda respiramos por aqui.

Preço da passagem de ônibus sobe para R$ 3,40

A Prefeitura de Ubatuba, no litoral norte, anunciou reajuste de 13% na tarifa do transporte coletivo a partir do 25/01/2015. Com a medida, o novo valor passou de R$ 3 para R$ 3,40 e a administração também pretende ampliar benefícios aos usuários. Segundo a prefeitura, o novo valor tem como objetivo adequar a tarifa a alta nos custos do setor, como combustíveis, pagamentos de salários, segundo planilha apresentada pela empresa e estudo técnico feito pelo governo. Atualmente, para pagamentos

no cartão de transporte, o valor da tarifa tem desconto e fica em R$ 2,90. O executivo estuda medidas para aplicar o desconto no novo valor. Em contrapartida ao reajuste, a concessionária VerdeBus se comprometeu em estender o bilhete único para toda cidade por um período de três horas. A empresa também vai conceder duas recargas gratuitas a cada 20 passagens adquiridas pelo cartão eletrônico. Entre as melhorias no serviço, a concessionária também afirmou que implantará rede de internet wi-fi no terminal central da cidade.


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Parque Estadual da Ilha Anchieta: Natureza de encher os olhos e os cartões de memória Texto e Fotos: PROMATA Criado pelo Decreto 9.629 em 29 de março de 1977, localizado na costa do município de Ubatuba, litoral norte de São Paulo, a Ilha Anchieta possui 100% de suas terras de domínio público. Seu território possui 828 hectares e 17 quilômetros de perímetro abrangendo toda a extensão da ilha. Abriga um importante patrimônio histórico representado pelas ruínas do antigo presídio e edificações adjacentes, as quais são em grande parte utilizadas atualmente pela sede administrativa da Unidade de Conservação. Seu acesso principal é através da Baía das Palmas distante do Píer Saco da Ribeira a 4,3 milhas náuticas - 8 km -, trajeto cujo percurso dura entre 30 a 50 minutos. O píer da Ribeira é importante elo para os que pretendem conhecer a ilha. Embora seja famosa por suas belas praias – sete no total – existe outro lado que poucos se aventuram, são os aspectos históricos e culturais e a observação de aves, animais e plantas que podem muitas vezes ser registradas pelos visitantes mais atenciosos. Por ser uma unidade de conservação ela tem regras rígidas quanto ao uso de seu patrimônio. Lá por exemplo, é proibido alimentar os animais, algumas trilhas só são permitidas com acompanhamento de guias credenciados ou monitores ambientais, retirar uma planta, flor, raiz ou conchas na areia da praia nem pensar, cada um tem que cuidar de seu lixo e o horário de embarque tem de ser seguido a risca. O espaço é grande e a satisfação é tanta que o visitante fica perdido com tantos atrativos.

Alguns chegam cedo e partem no fechamento do parque. Para realizar as trilhas mais distantes é necessário agendar, grupos também passam por este procedimento. Por sorte é possível avistar tartarugas e cardumes de peixes, até mesmo golfinhos, botos e toninhas como se quisessem dar as boas vindas ao turista. Outras vezes são as cutias, tatus, gaivotões, lagartos, macacos e capivaras que dão o ar da graça. A liberdade e o respeito com os seres vivos na ilha refletem numa explosão de imagens, sons e aromas que deveria ser normal em outros lugares. É comum avistar crianças curiosas correndo na areia para avistar um Guaruçá (caranguejo

amarelo e branco – indicador de praia limpa). As sombras das frondosas árvores que se estendem a frente do presídio abastecem de conforto e ar frio aos que não estão acostumados com o calor excessivo. Ao descer do píer é comum ver visitantes correrem com seus celulares, tablets e câmeras de todos os tipos para realizarem registros imediatos do lugar, como se a paisagem fosse embora, assim que o visitante mudasse de posição. Milhares de embarcações anualmente fundeiam em suas águas para curtir suas belezas e águas limpas, alguns passam dias até conhecerem tudo, depois zarpam a outros mares.


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Rebelião de 1952: história do país que muitos brasileiros não conhecem Conhecida mundo afora como a “Alcatrazes” brasileira – referencia a ilha prisional localizada no meio da Baía de São Francisco na Califórnia, Estados Unidos - o local revela aspectos impares da construção e sistema prisional brasileiro. Embora para muitos lembre apenas um período ruim da história dentro de um paraíso ecológico, outros entendem a combinação como um paradoxo surreal. Seria o mesmo que pensar no inferno dentro paraíso ou coisa assim. Na instrução inicial dos monitores é revelada aos visitantes uma parte da história da maior rebelião do planeta, porém os Filhos da Ilha (associação que promove o resgate da história da rebelião e da ilha como um todo) costumeiramente mantêm-se de plantão para mostrar ao visitante o quão importante, embora trágico, para a história do Brasil foi o acontecido. As ruínas do antigo presídio ainda estão lá para ajudar a contar sua história, quem foram os homens e mulheres que passaram por esta situação. Particularidades do processo construtivo da época também são abordadas. Aspectos da formação cultural do povo que lá viveu, imigrações, organizações que por lá passaram e engrossaram a história da ilha. Local ideal para escolas que enviam seus alunos para uma aula a céu aberto, tanto dos aspectos naturais quanto os históricos. A associação possui livros e textos publicados em vários países, várias entrevistas em TV e participação em documentários. Pesquisadores realizam os mais variados estudos e levantamentos acadêmicos sobre cada item da ilha, cada

um dentro de seu ramo de estudo e atuação. Em janeiro também é possível conhecer a trilha subaquática com o pessoal da Universidade de São Paulo, são aulas em trilhas secas (educacionais), instrução de mergulho (manuseio do equipamento e segurança de mergulho) e o mergulho em suas águas. O local possui três trilhas catalogadas no Passaporte Trilhas de São Paulo. Para se chagar a ilha o mais comum é alugar uma embarcação de pequeno ou médio porte ou ingressar nos serviços de es-

cunas. Depois é só seguir as recomendações e bom passeio! O parque funciona das 9 às 17 horas. Uma portaria define a cobrança de ingressos para visitação, para o uso de algumas estruturas é necessário realizar agendamento. Maiores informações através do telefone 12- 3842-1231, pelo email pe.ilhaanchieta@ fflorestal.sp.gov.br ou pessoalmente ao endereço: Parque Estadual da Ilha Anchieta (PEIA). Av. Plínio de França, 85 - Píer Saco da Ribeira, Ubatuba/SP - CEP 11.680-000.


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Livro de brasileiro que trata da vida e morte de imigrantes Bulgaros na Ilha Anchieta em 1926 é lançado na Bulgaria EZEQUIEL DOS SANTOS No último dia 20, em Sófia, capital da Bulgária, foi lançado o livro “Imigração no Brasil - Búlgaros e Gagauzos Bessarabianos” do brasileiro e membro da Associação Pró Resgate Filhos da Ilha Jorge Coccicov no renomado Instituto de Etnografia e Folclore e Museu Etnográfico (IEFSEM) daquele país. O salão lotado do Instituto recebeu Ricardo Guerra de Araújo, Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário (agente diplomático munido de plenos poderes) do Brasil na Bulgária, junto com outros funcionários da missão. Entre os presentes e convidados estavam, principalmente pesquisadores, historiadores, etnólogos, folcloristas, escritores, políticos e jornalistas como Nadia Kantareva-Baruch, editora da mídia Az Buki e Stoyan Raychevski, importante veiculo de comunicação do bloco europeu. A embaixada brasileira se fez presente tendo em vista tão importante passagem da história mundial que aconteceu na Ilha Anchieta em Ubatuba-SP e é relatado em detalhes por Coccicov no livro. Num periodo de constantes mudanças politicas e economicas naquela parte do mundo, o tema tratado pelo autor – sobre imigração - se fez atual aos conteporaneos da zona do Euro e chama atenção para uma realidade crescente daquela parte do mundo. O evento fez parte do seminário sobre questões de migração realizados pelo instituto na europa. O livro foi publicado pela Agência Estadual de Búlgaros no Exterior (SABA). Discurssos inflamados O Prof. Dr. Nikolay Tchervenkov, conhecido pesquisador do Museu, autor do prefácio

da edição búlgara não poupou elogios sobre a temática abordada. Também discurssaram Maya Daskalova, responsável pela tradução do livro do português para o búlgaro, Dr. Yordan Kolev, Drª. Elena Vodinchar de IEFSEM, Raina Mandjukova, ex-presidente da SABA, escritora e apresentadora do programa “Nuvenzinha Branca”, da TV SKAT. Os oradores abordaram vários aspectos das questões desenvolvidas: momentos complexos e especiais de deslocamento, na Europa e posterior estabelecimento no Brasil; a missão do pesquisador, a profundidade do tema e do especial interesse nesse estudo. O autor e o livro Jorge Cocicov é brasileiro, descendente de búlgaros bessarabianos, oficial da Policial Militar Estadual, Mestre em ensino jurídico, advogado e juiz de direito aposentado. O livro é um estudo interessante de diferentes famílias búlgaras e gagaúzas bessarabianas que se mudaram para o

Brasil, na segunda metade dos anos vinte do século XX. O método utilizado pelo autor foi o de pesquisar publicação e muitas informações recolhidas. Aos leitores são apresentados documentos e fotos de arquivos de família. O tema é exclusivo para o conjunto de problemas e é o primeiro sobre o assunto emitido em língua búlgara. O autor escreveu dois livros em português: um trata da biografia de cinquenta e três imigrantes; outro trata de noventa e cinco famílias búlgara e gagaúzas bessarabianas residentes no estado de São Paulo, Brasil. A estréia do livro foi proposta, pela primeira vez, como uma iniciativa conjunta dos IEFSEM e SABA e acatada pelos Prof. Dr. Petko Hristov, Diretor do IEFSEM e Dimitar Vladimirov, Diretor Interino, da SABA. Como pesquisador do tema, sua motivação foi a de oferecer um entendimento de que é preciso conhecer e estudar o passado

familiar, seja ela qual for. Em sua fala o autor sugere que as pessoas podem e devem ter o direito de ser feliz e livres em seus horizontes de vida, mas não podem e não devem deixar de “saber de onde vêm e para onde estão indo”, conclui Coccicov. O imigrantes búlgaros bessarabianos viveram em colônias e posteriormente mudaram-se

para a cidade. O objetivo delas era de que as novas gerações pudessem melhorar o seu nível social e integrassem, com sucesso, a sociedade brasileira. O livro fala dos imigrantes que ficaram segregados na antiga Ilha dos Porcos (Ilha Anchieta), em 1926. Lá faleceram 151 pessoas, a grande maioria (97%) de crianças por conta da ingestão de mandioca brava, não comestível, raiz usada pelos caiçaras na utilização do fabrico de farinha de mandioca. No centro de visitantes da ilha existe um banner com a lista e a idade de cada imigrante que faleceu no arquipélago, também um breve relato sobre o acontecido. No ano passado o cemitério da ilha recebeu algumas cruzes com nomes de imigrantes que foram sepultados por lá na época. Esta nos planos de Coccicov o possível lançamento do livro, ainda este ano, na Moldávia e Ucrânia.


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Observadores de Aves fotografam aves de difícil registro Na segunda semana de Janeiro, os observadores de aves da PROMATA Aguinaldo José, Antonio de Oliveira (Titio) Fabio de Souza e João Correa de Oliveira (Jango) conseguiram fotografar aves de nossa mata atlântica consideradas de difícil registro para a atividade. As imagens mais badaladas no meio da observação e estudos de aves foram as do Taperuçu Velho (Cypseloides senex), uma espécie de andorinhão que vive geralmente em bandos, próximo de quedas d’água, sobre as quais voam alto durante o dia para caçar sobre as matas. A mais rara das aves ficou por conta do registro do observador Jango que conseguiu fotografar a Maria Leque do Sudeste (Onychorhynchus swainsoni). Uma espécie que chama atenção pelo seu topete colorido em forma de leque. Eximia caçadora, ela apanha seu alimento em pleno vôo através de um bico em forma de pinça. Captura insetos que possuem ferrões aos quais usualmente atacam outros predadores. Após o sucesso da captura a ave retorna ao galho de onde partiu, batendo a presa ao galho a fim de se livrar do ferrão e assim poder se alimentar sem problemas. Os registros foram comentados no meio da atividade e outras área ligadas ao meio ambiente. O importante foi saber que alguns habitats em nossa rica mata atlântica mantém-se inalterados onde estas espécies se sentem seguras para procriar e se alimentar. Os locais foram indicações de moradores mais antigos que costumavam ver com freqüência estas belas espécies ao vivo e a cores. Outras espécies também foram registradas e serão publicas nas próximas edições.

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Maria Leque do sudeste

Ong Caravelas realiza projetos positivos em sua 8ª expedição ao LN Em sua 8ª edição, a Ong Projeto Caravelas realizou varias atividades de orientação, acompanhamento e educação ambiental no interior do Parque Estadual da Ilha Anchieta, LN-SP. Dentre as atividades a orientação aos banhistas quanto aos riscos de organismos venenosos, conscientização ambiental quanto ao descarte incorreto de lixo, dinâmicas diversas com os visitantes, orientação e promoção de conhecimento e disponibilidade de estrutura (cadeira de rodas anfíbia) sobre acessibilidade a portadores de necessidades especiais em praias, dentre outros. O que mais chamou a atenção foi o teatro infantil, que também serve a muitos adultos, realizado com fantoches de seres marinhos pelos integrantes da organização. A abordagem trata de peixes e moluscos que se deparam com lixo ao mar e abandonado nas praias, também fala de acidentes com estes animais causados pelo descarte incorreto do lixo por humanos. As crianças interagiam com os atores/pesquisadores e o resultado superou

as expectativas. Já no ramo da pesquisa, foram realizadas analise da qualidade ambiental, observação da composição vegetal das matas ciliares, levantamentos específicos da importância dos manguezais, levantamento da diversidade biológica em costões rochosos, geoprocessamento de trilhas, monitoramento da associação simbiótica de epífitas (plantas que vivem sobre outras plantas). Nesta temporada de trabalhos a Ong disponibilizou 14 voluntários, biólogos e universitários dos cursos de ciências biológicas e engenharia ambiental. A Organização Caravelas agradece a confiança e o apoio do Parque Estadual da Ilha Anchieta – PEIA e da Prefeitura Municipal de Itajubá.

Guia da Maranduba e Região Sul de Ubatuba 2015

O mais completo guia da região agora em sua versão atualizada 2015.

Taperuçu velho Fotos: Aguinaldo José, Antonio de Oliveira (Titio) Fabio de Souza e João Correa de Oliveira (Jango)

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“Chacina na Ilha Anchieta - Tiroteio na invasão e retomada da Ilha” Parte 10 Jornais da época enviaram seus melhores repórteres para descrever a maior rebelião do planeta que aconteceu em nossa região, sobreviventes ajudam a contar a história.

EZEQUIEL DOS SANTOS “Revista O Cruzeiro - Edição 38, Rio de Janeiro, sábado, 5 de julho de 1952, ano XXVI”. Conforme dito em edição anterior, reproduziremos os relatos sobre aquele fatídico dia. Segundo a revista, era por volta das 8:10 da manhã do sombrio dia 20 de junho de 1952. Os sobreviventes contam aos repórteres que mais de uma centena de homens se dirigiram ao Morro do Papagaio para o trabalho rotineiro e cotidiano do corte de lenha. Na época não havia fornecimento de gás, eram utilizados a lenha como combustível para as cozinhas e aos fornos. Dois soldados e dois funcionários civis, que estavam armados, os escoltavam. Longe do presídio, há pelo menos 1 km, os soldados e os funcionários entregaram a cada um suas tarefas. Disfarçados, os prisioneiros colocam em prática o que durou meses de planejamento – o inicio da rebelião. Eles então se entregam calmamente as tarefas do dia. “Sorrateira e disfarçadamente os detentos se separam em grupos”, diz a matéria. João Pereira Lima, famoso pelos seus crimes hediondos em todo país e sua audácia formidável, atira-se a cacetadas sobre um soldado. Os outros, imóveis, aguardavam o sinal de comando. Em minutos os “defensores da legalidade” estavam mortos e os detentos de posse de quaro fuzis. Calmos e certos de que não despertam nenhuma mudança ao roteiro diário do ICIA (Instituto Correcional Ilha Anchieta), apanharam alguma lenha e desceram em fila como de costume, como se nada de anormal havia acontecido. Foram direto a Casa de Armas. Com punhaladas mataram o sentinela, seguiram para dentro do quartel e tomaram cerca de oitenta fuzis, quatro metralhadoras de mão, farta munição e granadas. Em dois grupos dividiram-se na aplicação do plano, um para o presídio e outro para a cada do diretor, Capitão Fausto Sadi Ferreira, que lá se encontrava. O tiroteio foi inevitável, em

maior numero os evadidos não demoraram muito para tomar conta da situação. O diretor rendeu-se, deixou sua residência com um sobrinho e desceu de mãos para cima. “Vamos matá-lo!” grita um dos detentos. O mesmo que pediu a morte do diretor ouviu de João Pereira Lima: “Em prisioneiro não se põe a mão! Quem tocar no capitão Sadi será morto! Sua vida será garantida.”, finaliza a fala o chefe do motim. Foram palavras do próprio capitão que relatou o acontecido aos repórteres da época. Enquanto isso, no interior da prisão, era desmantelada a resistência: três policiais tombaram frente às balas dos detentos agora armados e mais perigosos, dois funcionaram civis tiveram a mesma sina. Um deles foi Portugal de Souza Pacheco, chefe da disciplina, verdadeiramente massacrado. Pereira Lima então ordena que todos sejam levados as celas, inclusive as famílias (mulheres e filhos) de funcionários e soldados. Um dos detentos pergunta se teriam de colocar as mulheres também, se não daria para aproveitá-las melhor. Pereira Lima energicamente diz: “Quem puser a mão em algumas delas morre! Não somos um bando de tarados. Só queremos apenas a nossa liberdade”. A pergunta que rolava nos bastidores era que estranhas forças haviam induzido Pereira Lima a tamanha nobreza? Essa passagem – a de chefe honroso do motim – foi repetidamente descrita pelas mais altas patentes da época. Nada mais que o capitão Sadi Ferreira e o coronel Benedito Egidio Hidalgo (comandante do 5º Batalhão de Combate da Força Pública). Para as autoridades a atitude do mentor – Pereira Lima- salvou centenas de vidas e a honra de dezenas de famílias. O presídio agora sem resistência alguma era saqueado, destruído seus arquivos, queimado o almoxarifado e roubado do cofre pouco mais de cem mil cruzeiros. Com os sentimentos eufóricos muitos se embria-

garam com as bebidas que há tempos os seduziam. Quando se dirigiram a lancha “Carneiro da Fonte” (embarcação do presídio com capacidade para umas sessenta pessoas) um dos presidiários se recusou a fugir, era ele Faria Junior – 43 anos de reclusão, dos quais 17 já havia cumprido - ofereceu-se ao diretor para combater a bandidagem: “Tenha confiança em nós capitão. Somos mais de duzentos fiéis a administração, dê a nós armas e munição que impediremos a fuga dos outros”, disse Faria

Lima as autoridades. Diante da situação o diretor consulta o comandante do destacamento militar da Ilha, tenente Oduvaldo Silva. A resposta foi a entrega de armas e munição para mais um combate. Pelo menos 60 detentos se armaram e partiram pra cima dos que fugiam. Recomeça o tiroteio, muitos dos fugitivos já se encontravam na praia, a maioria de nus em fuga. Pereira Lima, vestido de tenente da Força Pública com as balas silvando ao seu redor e com a afobação de tomar a lancha chega ao auge. Ele era o cara naquele momento. Para fugir na embarcação era acirrada, dramática. A disputa era questão de vida ou morte, muitos se mataram

nesta ocasião, conta o diretor do presídio aos jornalistas. Mesmo assim, somando os que também fugiram de outros recantos da ilha em canoas, jangadas e reboques, pelos menos cerca de duzentos e trinta detentos se evadiram daquele inferno. Na próxima edição a recaptura... aguardem!


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Promata realiza o 1º monitoramento cidadão de pontos turísticos No último dia 10, integrantes da PROMATA realizaram, de forma informal e a titulo exclusivo da associação, o monitoramento dos bens naturais do acesso a Cachoeira Santa Maria da Água Branca no bairro do Sertão da Quina. Lá foram realizados vários registros dos pontos de interesse turístico de menor importância visual, porém de grande valor ambiental. Também acom-

Fotos: Aguinaldo José

panharam outros moradores e pessoas que nunca haviam realizado o trecho. O mais importante foi à visualização das condições da trilha, sua segurança, as condições da avifauna em seu trecho e principalmente o registro do volume da qualidade de suas águas. Sem nenhuma alteração, sem lixo no caminho e sem nenhum ponto de perigo ex-

Poços ao longo do caminho preservado fazem o deleite de visitantes responsaveis

Mesmo com volume menor que o de costume cachoeira se mantem bela e imponente

tremo o local está em condições de receber grupos guiados por profissionais da área. As recomendações são as de sempre, manter o local sempre limpo, não utilizar nenhum produto de higiene e limpeza em excesso nos rios, não causar queimadas na floresta, não abrir novas trilhas, suprimir ou destruir a vegetação, não recolher espécie alguma de plantas, flores, cascas e raízes, não tocar em tocas e em ninhos de aves, por exemplo. Desta forma simples e informal será possível manter na parte de cima de nosso território o visual que a parte

debaixo de nossa região um dia possuiu – um terreno exuberante com águas límpidas, mata consorciada com antigas

roças e flora deslumbrante. Manter atrativos assim não depende da natureza e todos saem ganhando.

Mães Dágua - carangueijos de agua doce que ainda sobrevivem rio acima


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“E aí gente! Já parou a chuva?” Djalma Ferreira dos Santos Assim como aqui na minha terra também não existia ônibus. Naquela época, no interior da Bahia, eram tempos difíceis, era um marzão de roças e de gente simples, muito simples. O único caminho era um “carrero” por entre as propriedades que mal cabia um carro de boi, quanto mais um pau-de-arara (caminhão de carroceria que carregava de tudo). Mas de vez em quando, algumas vezes por semana, ele passava, dava para ouvir o ronco do motor ao longe. Era chique andar naquilo. Imaginem galinhas e porcos disputando lugar com couros de boi, sacos de farinha e feijão, gente sentada nos bancos ou em pé, cabras comendo as roupas das pessoas. Era um boné velho! Mas era o único transporte descente (risos). Então um dia o pau-de-arara saiu do centrinho da cidade (meia dúzia de comércios e dez casas pelo menos) com algumas encomendas em sua carroceria. O diacho do caminhão demorava muito, havia muitas paradas e não tinha cobertura, todos enfrentavam o sol ou a chuva. Entre as encomendas daquele dia havia um caixão que seria para levar a uma propriedade próspera, cujo dono, um senhor de idade avançada muito respeitado na região, havia morrido de causas naturais. Bom, começa o trajeto e nos primeiros pontos nada, ninguém pra pegar. Muita gente havia ido ao velório no dia anterior. Mas um cidadão, caipira de coração e alma pegou o “bondão” da roça. Vestido com suas melhores roupas (uma calça de um ano de uso cujas pernas davam na

canela do individuo, uma camisa remendada no sovaco, um chapéu de palha ladeado de cigarros, sandálias que tinha recebido de presente da Aparecida do Norte três anos antes, um saco de linho com outros pertences) subiu no caminhão e começou a pitar (fumar os cigarros de palha). Na pressa o caminhoneiro não parou para os que estavam a pé na estrada. Ao longe o tempo piorava. “Como o caminhão não tem cobertura, melhor eu entrar no caixão, assim eu não molho”, retrucou o camarada. Dito e feito! Começou a chuva e o cara se emburucou pra dentro do caixão em cima do transporte. Daí o motorista parou para apanhar o pessoal que encontrava na estrada. Quem fosse ao sepultamento não pagaria a passagem, a família do defunto é quem pagaria. Com as fortes chuvas o camarada dormiu no caixão e esqueceu-se da vida. Depois de horas lá dentro, após acabar a chuva ele simplesmente abre a tampa do caixão e se levanta perguntando: “E aí gente! Já parou a chuva?”. Pensa num balaio de gato em cima da carroceria. Foi um tal de gente desmaiar, outros pularam do caminhão, berros pra todo lado, as tiazinhas começaram a rezar pro defundo ir logo pro paraíso, outras deram guarda-chuvadas na cabeça do coitado. O que aconteceu foi que o caixão chegou já amaciado e com alguns arranhões, o bondão da roça atrasou e muita gente preferiu pagar sua passagem e descer no próximo ponto.


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Coluna da Adelina Fernandes

A parábola do equilíbrio Havia um poderoso monarca que embora satisfeito com o seu reino, vivia preocupado sobre a forma de governo que deveria dar ao seu povo. Chamou um velho sábio e lhe expôs: - Sábio, orienta-me! Devo ser severo ao meu povo para que tenha mais respeito e afaste qualquer possibilidade de revolta ou devo ser benevolente para obter o carinho dos meus súditos fazendo-lhes, então, as vontades? Ajuda-me! O bom sábio pensou um pouco e perguntou-lhe: - O que mais aprecias dentre teus objetos pessoais? Não entendendo a pergunta, o monarca respondeu-lhe mesmo assim. - O que mais amo são dois vasos de porcelana únicos, obras de arte, que adquiri após vencer uma batalha. - Traze-os a mim! Ainda não entendendo o que o sábio queria com este pedido, ordenou a dois servos que trouxessem os vasos. Vendo os dois vasos, o sábio pediu: - Traz água fervente e água gelada! O monarca entendia cada vez menos. O sábio por sua vez, ordenou: - Coloca a água fervente em um vaso e a gelada em outro! O monarca assustado, se impôs aos berros: - LOUCO!!! Não vês que a água fervente fará em peda-

ços um vaso e a gelada trincará o outro? - Exatamente, – disse o sábio – assim será teu governo pois se usares de autoridade severa ou de benevolência excessiva, não serás um bom monarca. Entretanto se souberes dosar os dois, terás teu nome gravado para sempre no coração dos teus súditos! Tendo terminado de falar, o sábio pediu aos servos que misturassem a água fervente com a gelada. Assim, obteve a morna que ao ser colocada nos vasos não os danificou. Pense nisso… O EQUILÍBRIO é fundamental em nossas vidas! Quantas vezes botamos tudo a perder pela falta de sabedoria, pela falta de equilíbrio… Arriscamos nossos relacionamentos porque exigimos demais ou de menos… Pais que, em nome do amor, tem medo de dizer não a seu filho ou, que em nome desse mesmo amor, proíbe todas as coisas, transformando a vida em família num grande martírio…

Em Eclesiastes 9.16 o Senhor nos diz Melhor é a SABEDORIA do que a força… Não é pela força, pela obrigação que conquistamos, mas pelo amor, pelo saber lidar com as situações, pela estratégia… Cuidado! Não coloque tudo a perder pela falta de sabedoria, pela falta de equilíbrio! Profissionais que transformam o trabalho em escravidão, se envolvendo de tal forma que esquecem de viver… Em Eclesiastes 4.6 o Senhor nos diz: Melhor é a mão cheia com descanso do que ambas as mãos cheias com TRABALHO, e aflição de espírito… Preocupação em excesso não traz solução, traz doença, desequilíbrio… Cuidado! Não coloque tudo a perder pela falta de sabedoria, pela falta de equilíbrio! Pessoas que se envolvem demais com a diversão, achando que a vida é um grande barato e que nada deve ser semeado, que o esforço é em vão, que o trabalho é só enfado… Em Eclesiastes 11.9 o Senhor nos diz: “Alegra-te, JOVEM, na tua mocidade, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade, e anda pelos caminhos do teu coração, e pela vista dos teus olhos; sabe, porém, que por todas estas coisas te trará Deus a juízo.” Cuidado as armadilhas da vida!

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Jornal Maranduba News #69