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Maranduba, Novembro de 2014

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Disponível na Internet no site www.jornalmaranduba.com.br

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Ano 5 - Edição 66 Foto: Ezequiel dos Santos

Explosão de fé e cultura no dia de Nossa Senhora Aparecida no Quilombo Cassandoca


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2º Encontro Nacional RC 4x4FUN - Bardahl

Durante os dias 11 e 12 de outubro, a Pousada das Cachoeiras localizada na praia de Maranduba, Ubatuba - SP, teve 95% dos seus aposentos ocupados por uma tribo fanática por carros de rádio controle 4x4, escala 1/0. Além do realismo das viaturas Off-Road, esse ano teve também a presença de lindos caminhões que vieram cheio de detalhes e realismo, verdadeiras réplicas. A inauguração da Pista de Truck RC Park Pousada das

Cachoeiras, marca a segunda etapa da construção de um parque de rádio controle permanente. O encontro foi organizado pelo Lufe Schubert, proprietário da 4x4FUN. Durante o evento aconteceram atividades para toda a família. Inauguração da pista de truck, Caça ao tesouro, Rolê pelo RC Park, Trilha noturna pela cachoeira, Concurso de fotografia mais realista, Sorteio de muitos brindes e outras ativi-

dades dentro da pousada. Teve até bolo na pista em comemoração aos 2 anos da 4x4FUN. O evento teve o patrocínio da Bardahl e apoio da E.Campi RC Custom Models e Jornais Mais Off-Road e Maranduba News. Estiveram presente durante os 2 dias mais de 100 pessoas, totalizando 68 viaturas escala 1/0 e 10 caminhões escala 1/14. Que além das pistas e trilhas, se divertiram também nas cachoeiras, piscinas rodeada de bons amigos.

Convite Conselho Gestor de Saúde da Unidade da Maranduba Estão todos convidados para participarem da eleição para o Conselho Gestor de Saúde da Unidade da Maranduba e Região Sul de Ubatuba, que acontecerá no dia 07 de Novembro de 2.014 ás 18:30 horas na Unidade Regional Sul de Ubatuba, sito a Rua Oscar Rossini, n° 10, Bairro da Maranduba, ao lado da Unidade Mista de Saúde. Participe sua presença é muito importante.

Envie seu evento, edital, convocação ou aviso para esta seção atraves do e-mail jornal@maranduba.com.br

Editado por: Litoral Virtual Produção e Publicidade Ltda. Fones: (12) 3832.6688 (12) 99714.5678 e-mail: jornal@maranduba.com.br Tiragem: 3.000 exemplares - Periodicidade: mensal Editor Chefe: Emilio Campi Jornalista Responsável: Ezequiel dos Santos - MTB 76477 Consultor Jurídico - Dr. Robson Ennes Virgílio - OAB/SP 169.801 Consultor Ambiental - Fernando Novais - Engº Florestal CREA/SP 5062880961 Colaboradora: Adelina Fernandes Rodrigues Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião da direção deste informativo


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Moradores protestam na rodovia para modificar o local da barragem da SABESP No último dia 17, membros do SOS Cachoeiras e moradores da região promoveram, no bairro da Maranduba, mais uma manifestação pacífica para chamar a atenção das autoridades sobre a recusa da SABESP em mudar o local de construção da barragem em ponto turístico no interior da região. Conhecido como Cachoeira da Renata, no bairro do Sertão da Quina, o local possui grande interesse comunitário, turístico e ambiental e é hoje o alvo destas disputas há pelo menos dois anos. Segundo os organizadores do movimento, a empresa continua irredutível na sua decisão de atender a comunidade e ainda caminha sem a clara noção do dano ambiental, econômico, paisagístico e turístico que causará no futuro a localidade. A rodovia SP-55 (Caraguatatuba-Ubatuba) foi interditada por alguns minutos, causando descontentamento e transtorno a alguns motoristas, já outros se solidarizaram com a causa, mostrando todo apoio ao movimento. O acesso foi liberado após negociações entre a polícia militar e os manifestantes. O local da obra O local já recebeu as primeiras intervenções da obra, o inicio das atividades para o desvio do curso do rio, a concretagem de uma parte da obra e encontra-se cercado com telas plásticas alaranjadas, árvores e pedras com marcações coloridas. Existe uma placa de licenciamento ao qual não cita a obra, apenas as autorizações (número do processo da CETESB – 3109/2010- autorização 121777 e 121775 de 2011/ Termo de Compromisso de Recuperação Ambiental 119515 e 119420 de 20011), não há outra placa indicando a proibição da passagem de turistas e visitan-

tes no local, porém uma folha de sulfite manda qualquer pessoa se afastar há pelo menos cem metros do local e outro indicando que a obra está caminhando conforme decisão judicial nº 0006925-41.2014.8.26.0642 em caráter liminar do judiciário local. Esta descrição pode ser visualizada pelo seguinte endereço: https://www.youtube.com/ watch?v=8-YGqbT9lSc . Esclarecimento O movimento e seus simpatizantes contestam a licença ambiental emitida pela CETESB, já que estava previsto apenas o corte e supressão de vegetação em estagio inicial (vegetação baixa). O que se vê no local é uma vegetação em estagio avançado de regeneração sendo suprimida na área demarcada pela empresa a ser alagada, permitido apenas com a aprovação de um estudo chamado EIA-RIMA (Estudo de Impacto Ambiental/ Relatório de Impacto Ambiental) não realizado pela SABESP, comentam os organizadores do movimento. Até o fechamento desta edição a empresa ou a empreiteira não havia emitido nenhuma nota sobre o movimento e suas solicitações. Na época das discussões, por telefone, conta o movimento, o técnico da CETESB responsável pela emissão da licença da elaboração do projeto confirmou a que a Sabesp não tem autorização para suprimir a vegetação que será inundada pelo represamento de água. Outro ponto questionado é a não ciência ou autorização da Unidade de Conservação – PESM para a tal obra, já que o local encontra-se no entorno ( zona de amortecimento) do parque estadual, que é responsável pela proteção e produção destas águas e segundo o Sistema Nacional de Unidade

de Conservação - SNUC existem regras claras e condicionantes ambientais e sociais para realização de uma obra deste porte, tema este que não foi comentado ou encontrado nos processo de licenciamentos da obra. Nas palavras de um manifestante - “O volume de água irá diminuir muito, pois visivelmente o rio não tem um grande volume de água. Por que temos que escolher entre as cachoeiras e a água encanada? Queremos os dois, e para isso basta que a Sabesp faça a captação no mesmo rio, porém depois das cachoeiras”. O grupo SOS Cachoeiras vem tentando cativar os moradores que ainda não estão informados sobre o fato para que ajudem a proteger não só o frágil ecossistema local, mas um patrimônio turístico que é de todos. Obras aceleradas e indignação Moradores assustados com a truculência da empresa no tratamento da comunidade comentam que mais do que uma necessidade de produzir água, a Sabesp hoje é uma empresa de capital misto e para tanto, provavelmente, tem um interesse maior em apenas produzir mais lucros a seus acionistas, por isso nada se fala da rede de esgoto, ainda mais importante ao meio ambiente para não contaminar o lençol freático e consequentemente os rios. Baseando-se nisso, conta o movimento, é possível concluir que a obra caminha para a ilegalidade, uma vez que árvores centenárias, suas sementes e brotos, como as de palmito Jussara, serão destruídos sem licença. Após a decisão liminar, as obras caminham em ritmo acelerado, os canos de água já foram soterrados até a ponte João

Manoel dos Santos (João Rosa), parte da “represa” acima da cachoeira já foi concretada. Populares do entorno da cachoeira da Renata, ouviram tiros na madrugada de sexta-feira (17/10) para sábado. Contam que supostamente foram realizados por vigias da Sabesp. No dia da entrega da decisão judicial (liminar) a Policia Militar que acompanhava o oficial de justiça retirou a força uma pessoa que nadava para se refrescar. Também o mesmo oficial ironicamente tirou os sapatos para molhar os pés na água provocando a indignação e descontentamento dos que acompanhavam a diligencia no local. A atuação foi filmada e está registrada no face book do movimento (SOScachoeirasdosertaodaquina). O Jornal Maranduba ouviu para esta matéria 40 pessoas em uma semana das mais variadas camadas sociais e idades. Os participantes não autorizaram a publicação de seus nomes, mas 70% dos entrevistados pensam como o movimento, manifestaram alguma preocupação com o volume de água após as obras e com a descaracterização do local, 20% acha que é indiferente

ou que não vai interferir em suas vidas, 10% acham que nada vai mudar. A maioria acredita que o fato de faltar água em outros lugares não justifica a mudança de uma beleza natural a qualquer modo, também que a justificativa de levar água para a população tem favorecido somente às empresas responsáveis pela construção e exploração da cachoeira, pois a escolha do local foi feita visando apenas à redução dos custos, já que quanto maior a gravidade, menos gastos e mais lucros aos acionistas. Por email a redação do jornal o movimento diz que “apesar de as obras estarem em estágio avançado, a população local não perde as esperanças de que seja tomada a decisão correta por parte das autoridades, através de uma solução onde todos saiam ganhando, a natureza, a população e a Sabesp”. O Jornal também abre espaço para as pessoas e as empresas que se sentirem na vontade ou na obrigação de se manifestarem, contradizer ou opinar, tendo democraticamente o mesmo espaço para colocar suas palavras a nossos leitores.


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Projeto Mini Tour Rock Escola Engrennagem

Foto: Bruno vieira

O Mini tour Rock Escola é uma iniciativa da banda de Rock Engrennagem da cidade de Ubatuba, São Paulo. O Projeto consiste em uma pequena apresentação no intervalo das aulas (recreio), onde o grupo toca quatro canções autorais, sendo elas Primeiro Olhar, Quero Dizer, A Corja e Rolê e falam rapidamente sobre a importância do Rock Nacional. O Engrennagem é uma banda adepta a poesia do Rock em si e cada integrante defendem em suas vidas pessoais o lema “diga não as drogas”,

por isso também fazem uma rápida conscientização ao NÃO uso de drogas. Na terça dia 29 de abril, a Escola Auera Moreira Rachou recebeu o Mini Tour Rock Escola, que já passou por quatro escolas da cidade de Ubatuba, e foi sucesso absoluto, 100% de aceitação dos alunos, satisfação total da direção, coordenação e Staff de professores. Novas escolas já estão agendadas para o mês de Maio! O projeto é inteiramente custeado pelo Engrennagem, equipamentos pessoais, ro-

adie, fotógrafo, transporte e todo material promocional usado nas apresentações são de responsabilidade da banda. As escolas não tem custo algum e nenhum horário de aula é afetado, pois as apresentações são feitas somente no horário do intervalo (recreio). É uma logística de médio porte para um pocket show de apenas 10 minutos, mas tem sido uma experiência única, pois ver os sorrisos nos rostos dos alunos é um combustível imenso e uma alegria acima das palavras, afirma a banda.

Colégio Áurea apresenta a 1ª Feira das Profissões No último dia 11, o colégio estadual Áurea Moreira Rachou, do bairro do Sertão da Quina, apresentou a 1ª Feira das Profissões à comunidade. Com o slogan “o futuro é feito de escolhas, faça a sua e transforme-o em realidades” centenas de visitantes puderam apreciar as opções apresentadas. Dentro do Programa Escola da Família o evento aconteceu das nove as 15 horas e foi considerado promissor pelos visitantes. Segundo os organizadores, o objetivo foi divulgar as oportunidades de aperfeiçoamento

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profissional oferecidos pelos cursos Técnicos e Faculdades da Região. Promover a interação entre alunos e instituições educacionais para que a comunidade escolar tenha opções para sua inserção no mercado de trabalho, também fomentar o diálogo com estudantes do Ensino Fundamental e Ensino Médio nos diversos campos profissionais, para que os jovens consigam uma melhor escolha profissional. Foram palestras, stands, dança, desfile das profissões, artes e oficinas que mostrou temas

como tecnologia, sustentabilidade, educação, astronomia, veterinária, DNA, enfermagem, observação de aves e segurança pública. Ao final os agradecimentos e o encerramento com a festa as crianças. O evento agradou os visitantes e principalmente as crianças e jovens que puderam aproximar melhor das profissões existentes na região. Os organizadores do evento agradecem os parceiros e voluntários pelo sucesso do dia e já planejam uma próxima feira com mais atrativos.

Capela do Ingá realiza Terço das Rosas em homenagem a sua padroeira

No último dia 11, as 19 horas, a capela Nossa Senhora Aparecida do Sertão do Sertão do Ingá apresentou mais uma edição do Terço da Rosas em homenagem a sua padroeira. Confeccionado em material sustentável e reciclável (bambu), ela possui formato de uma conta de terço apoiada ao chão onde também possui uma cruz. Disposta ao centro da capela ela circunda a imagem oficial da padroeira de forma que todos possam participar desta demonstração diferenciada de fé. As partes que representam as contas são abertas e voltadas para cima para colocação das rosas conforme se recita cada trecho da oração. Diferente dos anos anteriores, desta vez

o pai nosso foi simbolizado pelas rosas vermelhas e as ave-marias pelas brancas. A novidade foi trazida a comunidade pelo morador Henrique Ennes Virgilio, 72, onde todos aprovaram a novidade. Seu Henrique, como carinhosamente é conhecido, foi quem produziu a peça para que o evento pudesse ser realizado. Moradores de outros bairros participaram do terço ajudando a difundir esta brilhante idéia. A comunidade, antecipadamente, convida a todos para a próxima edição do Terço das Rosas que acontecerá no próximo mês de outubro, no último dia da novena na capela que leva o nome da Padroeira do Brasil.


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INCRA, polícia federal e ambiental notificam quilombolas irregulares na Caçandoca No último dia 16, uma força tarefa constituída pela polícia federal, policia ambiental e INCRA estiveram no quilombo Caçandoca para notificar os quilombolas que vem desrespeitando as decisões tomadas em conjunto entre as autoridades e a associação que representa o território. Tais medidas já haviam sido anunciadas para que o desrespeito com a comunidade, colaboradores, associação e autoridades tivesse fim, porém alguns quilombolas continuaram a descumprir o combinado. Caso não haja resultado esperado com a notificação as autoridades afirmam que tomarão medidas mais enérgicas. Todo trabalho visa atender o ideal de ocupação do território, já que a grande maioria vem cumprindo

há tempos o acordo e entendeu a necessidade desta organização a bem da coletividade. A polícia federal ainda busca os quilombolas não encontrados neste dia a serem notificados para que possam cumprir o acordo firmado entre todos. Os quilombolas organizados, os que cumprem as determinações legais, perceberam que o grupo gestor vem realizando um bom trabalho e tem feito muito pra que a comunidade caminhe rumo aos seus objetivos. As ações têm sido temas das audiências com o Ministério Público Federal, INCRA, prefeitura e demais órgãos, principalmente os ambientais. É do conhecimento de todos que se continuarem as irregularidades o processo de licenciamento jun-

to a CETESB não será resolvido, assim a comunidade perderá o projeto de casas quilombolas do governo federal, principalmente os que estarão na lista de prioridades, como os doentes e idosos, por exemplo. Ouvidoria Agrária e Assistentes Sociais Já é possível contar com os trabalhos da ouvidoria agrária e assistentes sociais responsáveis por buscar profissionais das diversas áreas no que for necessário do cumprimento das metas estabelecidas em acordos comuns. A primeira sugestão é capacitar os quilombolas para o concurso público municipal de Ubatuba. Para os moradores que vem cumprindo o acordo regularmente acabou a sensação de bagunça, de que tudo

poderia ser feito no território. Acabar com a idéia que o quilombo ainda é a casa da “mãe Joana” parece estar com os dias contados. Quem comemora são

as pessoas que lutaram desde o começo para que o lugar tivesse uma regra apropriada ao desenvolvimento sustentável e harmônico entre todos.

Ministério Público Federal encaminha Carta dos Povos Tradicionais do Sudeste Por email, a Drª. Maria Rezende Capucci, Procurada da República no Município de Caraguatatuba/SP, encaminhou a várias entidades a “Carta dos Povos e Comunidades Tradicionais do Sudeste” tratadas no Fórum das Comunidades Tradicionais que fala especificamente de questões relacionadas aos quilombolas e caiçaras do Litoral Norte de São Paulo. Segundo o documento ela faz parte da Carta de Vitória (ES) que reuniu representantes dos povos tradicionais brasileiros, evento este realizado entre os dias 16 a 18 de setembro deste ano. A PROMATA tem contribuído nestas discussões com o representante de Ubatuba na Comissão Nacional Caiçara (CNC). Por ocasião do Encontro Regional Sudeste de Povos e Comunidades Tradicionais, organizado pela Comissão Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tra-

dicionais - CNPCT, compareceu ao evento lideranças dos povos indígenas, comunidades quilombolas, povos e comunidades de terreiro, caiçaras, pescadores(as) artesanais, geraizeiros, ciganos, pomeranos, caatingueiros, fundo e fecho de pasto, faxinalenses, extrativistas, vazanteiros, apanhadores de flores sempre-vivas, veredeiros, raizeiras, caboclos, representações governamentais da CNPCT, além de convidados de núcleos de pesquisa e órgãos estaduais, com o objetivo de avaliar e aprimorar a implementação da plano nacional, com ênfase ao acesso aos territórios e regularização fundiária, além de avaliar a atuação e o funcionamento da CNPCT, inclusive sua conformação atual. Ubatuba ganhou força quando foi inserida na Coordenação Nacional Caiçara, resultado de uma articulação das comunidades caiçaras para unir forças em busca da conquista de seus di-

reitos e reforçar sua identidade e cultura. Estiveram presente na coordenação nacional representantes caiçaras das localidades do Sono, Pouso da Cajaíba, São Gonçalo, Tarituba e Trindade, do município de Paraty, RJ; Ubatumirim de Ubatuba, Portinho de Ilhabela; Ilha do Cardoso, Grajaúna, Ariri, São Paulo Bagre, em Cananéia; Barra do Ribeira, Vila Nova, Rio Verde, Grajauna e Cachoeira do Guilherme de Iguape; Guaraú, Barra do Una e Parnapuã da cidade de Peruíbe, SP, e do Paraná compareceram caiçaras de Guaraqueçaba. É uma carta que possui seis páginas e é repleta de solicitações, encaminhamentos e considerações que trata do mundo real da vida e morte de um povo singular. O documento não trabalha detalhes supérfluos, midiáticos, oportunistas de uma cultura infectada por informações quaisquer.

“O povo que planta e pesca, Canta, dança, faz festa, no seu pedaço de chão Abastece a sua mesa, Agradece a natureza em qualquer religião. Seu lugar seu oratório, Tirar o seu território é calar a tradição.” Luis Perequê-caiçara Ela trabalha a cultura, as tradições e o futuro de milhares de formadores do processo civilizatório nacional em todo país. Eles exigem, por exemplo, o imediato reconhecimento e regularização fundiária dos territórios de povos e comunidades tradicionais, espaço para continuidade das suas culturas, minimização das varias formas de opressão, o direito real de usarem os territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, a não criação de mais Unidades de Conservação terrestre e aquáticas sobre territórios tradicionais, revisões de limites e recategorização das

UCs sobrepostas aos territórios historicamente ocupados, promoção de ações de recuperação ambiental de áreas degradadas dos territórios homologados e titularizados em favor dos PCTs para reocupação e uso dos moldes tradicionais, que processos criminais movidos contra PCTs sejam transferidos para a esfera administrativa dos órgãos ambientais, evitando que os mesmos sejam judicializados, assim como tantas outras reivindicações possíveis. A carta completa poderá ser acessada no face da PROMATA e nos seguintes endereços:http:// www.preservareresistir.org


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Multa chega a R$ 1 milhão para quem não fizer o Cadastro Ambiental Rural

O Sindicato de Trabalhadoras e Trabalhadores Rurais de Ubatuba vem trabalhando junto aos proprietários e posseiros de áreas rurais informando da importância de se realizar o Cadastro Ambiental Rural-CAR. Com prazo de vencimento até março de 2015, o cadastro será obrigatório para as varias atividades como licenciamentos, operações de crédito, seguro agrícola, serviços e outras obrigações, evita autuação por infração administrativa ou crime ambiental e pode até gerar isenção de impostos em projetos de recuperação ambiental. Atendendo o novo Código Florestal, aprovado em 2012, o Cadastro Ambiental Rural é um procedimento obrigatório, trata-se de um instrumento fundamental para auxiliar no processo de regularização

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ambiental de propriedades e posses rurais. Consiste no levantamento de informações georreferenciadas do imóvel, com delimitação das Áreas de Proteção Permanente (APP), Reserva Legal (RL), remanescentes de vegetação nativa, área rural consolidada, áreas de interesse social e de utilidade pública, com o objetivo de traçar um mapa digital a partir do qual são calculados os valores das áreas para diagnóstico ambiental. F erramenta importante também para auxiliar no planejamento do imóvel rural e na recuperação de áreas degradadas, o CAR fomenta a formação de corredores ecológicos e a conservação dos demais recursos naturais, contribuindo para a melhoria da qualidade ambiental, sendo atualmente utilizado pelos governos estaduais e federal.

As propriedades em áreas urbanas também podem realizar o CAR, desde que provem ser de uso rural. O STTR há um ano pelo menos vem se capacitando para atender seus sócios contribuintes através da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Estado de São Paulo – Fetaesp. O interessado deve agendar o cadastro através de telefone 12- 997273793 com Tadeu, pelo email tadeudosindicato@gmail.com - ou pessoalmente no centro de Ubatuba na Casa da Agricultura (CATI), Praça Theodorico de Oliveira, 38, Ilha dos Pescadores, das 14 às 17 horas. Os custos do CAR aos sócios do STTR será em média de um salário mínimo e só poderão ser realizados apenas dois cadastros por dia, portanto antecipe e agende agora mesmo o CAR para a sua propriedade.

Sala Verde e Terra de Guaimum realizam palestras e limpeza de rio

No último dia 29, a parceria Sala Verde e Terra de Guaimum realizou o mutirão de limpeza do rio e em seguida uma palestra de informações para a comunidade da Caçandoca. O trabalho é parte de uma parceria de educação ambiental e conscientização dos usos dos recursos naturais. O projeto vem desde 2013 com um intenso esforço junto aos moradores do quilombo sobre a importância de valorizar e focar o olhar mais atento ao equilíbrio do ambiente natural, com enfoque principalmente no problema de poluição dos rios, já que estas belezas são atrativos principais que garantem o ganha pão daquela comunidade. Para os organizadores do trabalho, os moradores já perceberam a necessidade de mudar alguns hábitos imediatamente. Alguns quilombolas já se

destacam como lideranças do movimento, estas procuram contribuir de forma mais efetiva para que as ações possam alcançar êxito em seus objetivos. Uma das organizadores do trabalho, Marlene Giraud, comenta que quer ver seus netos e os de outros membros da comunidade poder desfrutar de rios limpos como era em sua infância, muito limpo. A parceria conta com a educadora ambiental Vânia Carrozzo, da Sala Verde Ubatuba, das parcerias das Associações de Moradores e apoio das Secretarias Municipais de Meio Ambiente, Educação e Administração Regional Sul, que promove campanhas de conscientização sobre a necessidade de preservação ambiental em Ubatuba, visando a sustentabilidade do turismo ecológico para o bem estar e qualidade de vida dos moradores.


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Navio da National Geographic volta a Ilha Anchieta EMILIO CAMPI No último dia 19, o Parque Estadual da Ilha Anchieta recebeu o navio de passageiros e expedições National Geographic. Aportado na Baía da Praia do Presídio pela segunda vez com cem passageiros e 97 tripulantes a bordo. O navio que partiu de Salvador, no último dia 12, com destino a Buenos Aires, na Argentina, passou por Ilhéus, Abrolhos, Rio de Janeiro, Parati/Ilha Anchieta, Rio Grande do Sul e Montevidéu no Uruguai. Segundo a assessoria de imprensa da Nat Geo o roteiro faz parte do pacote América do Sul, que tem duração de 18 dias. Seus visitantes foram mais uma vez recepcionados pelo Gestor da Ilha, Luiz Bitetti, que deu as boas vindas aos passageiros, pelos funcionários do parque, pelos Filhos da Ilha e pela empresa responsável pelos intérpretes e condução dos visitantes aos pontos de interesse. A maioria dos turistas do navio é dos Estados Unidos. Porém, há também passageiros israelenses, gregos, espanhóis, suecos, canadenses, dinamarqueses, venezuelanos, dinamarqueses, poloneses, holandeses, irlandeses e sete brasileiros. Quem desceu na ilha ficou encantado com as belezas naturais, as ruínas do presídio e com a história do levante contada pelos filhos da ilha. A faixa etária dos turistas varia de 17 a 86 anos. A bordo a equipe brasileira trocou gentilezas e presentes, o gestor entrega vasto material da Secretaria Estadual de Meio Ambiente de São Paulo, porém o fato que quebrou o gelo desta vez foi a bola oficial da copa do mundo 2014 entre-

Fotos: Robson Ennes Virgílio/PROMATA

gue por Vatinho da associação Filhos da Ilha. Os visitantes não deixaram de notar no peito do capitão do navio, o alemão Oliver Kruss, o boton de campeão da copa do mundo de futebol realizado este ano no Brasil. Como bom anfitrião ele fez questão de tirar uma foto ao lado de Bitetti com a camisa que mostra as quatro conquistas da Alemanha em mundiais, inclusive esta última no Brasil. A tripulação muito simpática ofereceu um café e mostrou mais uma vez o navio aos visitantes. Na ponte de comando os convidados puderam observar os mais diversos e modernos equipamentos de navegação que orienta este gigante de 112 metros, 81 cabines e dezenas de equipamentos para expedição, tanto terrestre quanto aquática. Aos brasileiros a bordo o capitão explicou que “o diferencial desta embarcação é que a viagem é uma expedição, na qual se permite aos passageiros vivenciar lugares que a National

Geographic costuma cobrir em suas reportagens, filmes e documentários. Na viagem, não existem luxos como piscina e cassinos, os mergulhos são no mar e, nas horas vagas, há palestras e aulas sobre a diversidade do itinerário, fala ainda da beleza que é a Ilha Anchieta e que vê boas mudanças, como a limpeza, por exemplo, do ano anterior para cá. O capitão informa que provavelmente para a próxima temporada, além deste navio de passageiros, já estão previstas outras três paradas turísticas de navios de passageiros no Brasil. No início de janeiro, deve passar o navio Sovereign; em fevereiro, o Zenith; e, em março, novamente o Sovereign. Essas três viagens são operadas pela Pullmantur no Brasil. Na despedida o gestor da Ilha se despede, deseja uma boa viagem e estende o convite para uma próxima visita ao Parque Estadual da Ilha Anchieta.


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Explosão de fé e cultura no dia de Nossa Senhora Aparecida no quilombo EZEQUIEL DOS SANTOS No último dia 12, no quilombo da Caçandoca, foi realizado mais uma edição da celebração inculturada, também conhecida como Missa Afro. Independente de como é chamado, desta vez, o evento bateu recorde de público e crítica. Neste dia comemorou-se a padroeira do lugar – Nossa Senhora de Aparecida, também o dia das crianças. Cerca de 600 pessoas participaram da celebração a beira mar. Os turistas participaram em maior número em relação a edição anterior. Os que queriam participar da missa buscavam entre seus pertences uma saia, shorts, canga, blusa em sinal de respeito ao evento e a comunidade. As outras comunidades da região também deram o ar da graça colaborando efetivamente com o evento. O som afrobrasileiro, que além dos instrumentos de corda (violão, viola e cavaquinho), acompanhado pelos tambores e berimbaus chegou a arrepiar muita gente. Os temas dos cânticos e a vontade do povo cantar neste

Fotos Aguinaldo José/Ezequiel dos Santos-PROMATA

território quilombola juntou-se as belas palavras do padre Daniel de Santo Inácio que assim ajudou a despertar a brasilidade e a fé original dos participantes. As pessoas se reuniram em um só coro e dança, numa verdadeira explosão de alegria, fé e cultura. O celebrante lembrou os sofrimentos dos povos escravos, pediu uma oração pela unidade desta gente para que “o demônio não mais habite este lugar”, fala o padre. Pediu ainda, de modo especial, que todos lembrassem com muito carinho dos afrodescententes que pereceram nesta terra, que lutaram com sua vida e por conta disso encontram-se junto ao pai. Neste momento o silencio pairou pelo lugar, muita gente se emocionou com estas palavras. Sobre a mãe de Deus, padroeira daquela comunidade, o padre fala muito de sua graça, da formosura de ser mãe, do calor humano das mulheres e mães.

Em seguida contou que mesmo neste dias ainda pede o colo de sua mãe. Fala ainda da importância das mulheres que são respeitadas e respeitosas, que não se deixam levar como objeto, como moeda de troca.

Novamente a velha amendoeira próxima da capela foi testemunha de um belo e agradável evento, suas sombras foram essenciais para acalmar o calor humano e cristão que estava sob suas

folhas e galhos, tudo para que a celebração corresse com o mais agradável clima de paz e amor possíveis. Neste acontecimento chegaram duas padroeiras: uma pelo mar e outra por terra.


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Motorromaria e carreata acompanharam o evento

Há pelo menos uma semana antes, moradores se organizaram para ajudar no evento. Do bairro da Lagoinha partiram dois motoclubes. No dia 8 padre Daniel solicitou aos paroquianos que todos fossem ao quilombo neste dia com seus veículos, o pedido foi atendido. Enquanto uma padroeira se preparava numa embarcação chegava em meios aos foguetórios a outra imagem trazida pelos motoclubes, acompanhada da carreata, ao território quilombola. Foi um grande encontro de comunidades. O padre disse a todos que irá onde o povo está e que pretende realizar as missas no quilombo nos terceiros

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domingos de cada mês, que esta é uma festa da diversidade cultural, da beleza desta mistura, onde todos podem se sentar juntos pra comungar a eucaristia. Em seguida o padre reúne as crianças para uma oração a todos, também um justo agradecimento aos motorromeiros que deram maior brilho a celebração. Ao final uma grande queima de fogos simbolizando a descoberta no Rio Paraíba ao meio dia da Santa Negra que depois virou a Padroeira do Brasil.

Arte, cultura, cinema e vídeo encerram as festividades do dia

A festa na realidade estava apenas esquentando, o grupo Maracatu Itaomi, de Ubatuba, realizou uma bela apresentação após a missa. Os sons de seus tambores ecoaram em todo território quilombola buscando os que não haviam ainda chegado à praia. O grupo saiu de frente da capela e parecia que não teria hora pra acabar. Mesmo os mais tímidos arrepiaram em aflorar, por conta do batuque, o DNA de ser brasileiro. Foram centenas de pessoas dançando e colocando sua real alegria na roda, era de fato uma grande festa. Para esquentar ainda mais o

evento, o grupo Aback Atitude da associação Bloco do Beco, da zona sul da capital também soltou o som na roda do batuque. Ninguém queria sair do contexto. Logo após a roda de capoeira tomou conta do lugar, enquanto os capoeiristas mostravam suas habilidades, seu ritmo, o público, mesmo sem perceber, se torcia e contorcia na tentativa de repetir os movimentos dos atletas. Berimbau, atabaque, pandeiro, agogô, caxixi e vaqueta numa perfeita sinfonia musical e cultural de toda uma estrutura identidaria do sangue brasileiro com raízes africanas

apresentadas pelo grupo de capoeira Berimbau Mundo. Também o grupo de cinema e vídeo Coletivo Grua apresentou um vídeo de seu trabalho relacionado com os quilombolas. Eles captaram belas imagens e vídeos do evento do dia para realização de um trabalho de grandeza nacional em vídeo, onde terá destaque o quilombo Caçandoca. O quilombo neste dia abriu os braços e as portas aos visitantes e convidados que participaram desta grande roda de fé e cultura, aguardando que no ano que vem cada visitante possa trazer mais um amigo pra esta grande festa.


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Diocese de Caraguatatuba inaugura o Marco da Paz em Ubatuba DIOCESE CARAGUATATUBA

A iniciativa contou com o apoio da Prefeitura Municipal de Ubatuba e uma parceria da Comtur e empresários locais que acolheram a ideia apresentada pelo “Caminhando com Anchieta”, projeto de animação devocional ao Santo canonizado em 3 de abril deste ano. A solenidade ocorreu dentro da programação de aniversário de Ubatuba, com a celebração da Missa na igreja Exaltação da Santa Cruz. Presidida a santa Eucaristia Dom José Carlos Chacorowski, bispo diocesano de Caraguatatuba com

a presença de todo o clero da cidade. Dentro ainda da cerimônia litúrgica, aconteceu a solenidade de inauguração do Marco da Paz e da nova imagem de São José de Anchieta, marco turístico na praia do Cruzeiro. Caminhando com Anchieta Este projeto, coordenado pelo Pe. André Ouriques, de Caraguatatuba, começou em 9 de junho, dia de São José de Anchieta, na Catedral Divino Espírito Santo, em Caraguatatuba, com a peregrinação da imagem e bandeira, criada para o evento. Os

ícones passaram por todas as 17 paróquias da cidade, em peregrinação, visitando também comunidades afastadas e instituições como asilos. No próximo ano, o “Caminhando com Anchieta” deve assumir o formato de peregrinação religiosa, a exemplo dos “Passos de Anchieta”, que acontece no Estado do Espírito Santo ligando as cidades de Vitória e Anchieta. O objetivo desta motivação em 2014 é justamente apresentar o projeto de incentivo ao turismo religioso no Litoral Norte a partir de um Santo que passou pelas praias e faz parte da história do Brasil. A História do Marco da Paz O criador do Marco da Paz, Gaetano Brancati Luigi, italiano radicado no Brasil, ainda se emociona com o reconhecimento das pessoas por seu monumento, em formato de arco feito em concreto, que abriga um sino e uma pomba da paz pousada sobre ele. A obra, replicada em várias localidades, lembra a todos sobre a necessidade da manutenção da paz e a promessa de um mundo melhor para as novas gerações. O sonho vinha sendo alimentado desde a infância difícil de Luigi, vivida em meio à Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945), quando viu de perto a fome e todas as formas de ameaças. Após algumas idas e vindas ao Brasil, em seu retorno definitivo ao país, Luigi sentiu falta das badaladas do sino da Igreja do Beato José de Anchieta, no Pátio do Colégio, em São Paulo, e resolveu questionar o padre José Fernandes, então responsável pela paróquia. Ele lhe contou

que o sino havia sido roubado há mais de 15 anos. O italiano procurou então a parceria da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) – na época, presidida por Alencar Burti – e da Fundição de Sinos Crespi, conseguindo, em apenas 20 dias, que um novo sino fosse instalado na igreja. No momento em que a peça era colocada, o reflexo do sol que bateu no sino fez surgir para Luigi aquilo que ele idealizou a vida inteira. Surgiu-lhe a imagem do que seria o Marco da Paz, com todos os seus símbolos e significados. A

pomba, representando a anunciação; o sino, a música da paz dos anjos; o arco, a vida; e os continentes, a fraternidade entre os povos. Luigi desenhou em um papel essa imagem e o amigo Pedro Mascagni Blondi fez a planta para a construção do monumento. O Pátio do Colégio inaugurou o primeiro Marco da Paz no dia 25 de dezembro de 2000. Atualmente, o marco da Paz está em algumas cidade como Bertioga e Aparecida, junto à Basílica Nacional, e alguns países como México, Argentina, Itália, Uruguai e China.


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Araribá conquista continuidade do ensino fundamental na escola do bairro No último dia 14, uma grande roda de pais, moradores, prefeitura, convidados e observadores se formou na escola Tiana Luiza, no bairro do Araribá, para discutir o futuro do ensino fundamental daquela unidade escolar. Cerca de 90 pessoas (Vila Santana, Araribá e Sertão da Quina) participaram da reunião por conta das conversas de que a secretaria de educação do município iria transferir o ensino fundamental para o Sertão da Quina sem a consulta popular aos moradores do bairro, conta uma manifestante. Foram vários ‘’disse-me-disse’’ e até abaixo-assinados contra e a favor da mudança, tamanha falta de comunicação entre as pessoas e a prefeitura. A discussão tomou dimensão nacional pelas redes sociais e vários foram os apoios para manutenção do ensino fundamental onde ela já está instalada. Os ânimos estavam a flor da pele e todos queriam saber da secretaria os motivos reais dessa mudança, que não havia ficado claro a comunidade. Moradores reclamam que o Araribá sempre é deixado por último nos investimentos e que seus moradores encontram-se cansados de verem tirar tais benfeitorias do lugar, sem ao menos uma consulta formal. A secretaria da educação afirmava todo o tempo que a intenção da educação municipal era de não fechar escola nenhuma, falou de benfeitorias como quadra e creches para o lugar, porém a comunidade insistiu que a secretaria então afirmasse sua fala em ata, que os projetos se somariam

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e nada seria tirado do bairro. Foram os mais variados temas sobre as possíveis mudanças na escola, o motivo principal era o índice do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) abaixo da média naquela escola. A comunidade na defensiva perguntou o que seria necessário para melhorá-lo sem a mudança do ensino fundamental para outro lugar. Também questionou sobre a possibilidade real dela (a comunidade) eleger o diretor, o vice e até os professores da escola. A prefeitura comentou também que havia um projeto já formatado a ser apresentado. A comunidade reiterou que não havia necessidade por que já haviam protocolado dentro do prazo legal um projeto de integração escola-comunidade que expressava a vontade e a decisão dos pais de alunos e moradores fixos da localidade e que aceitariam o projeto da prefeitura como complementação do Projeto Araribá. No dia 21 mais uma rodada de discussões elevou o nível do debate realizado em torno da polemica do futuro educacional da comunidade, lá foram apresentadas a todos a proposta da comunidade e o temor dos pais e moradores foi enfim eliminado quando ficou claro que o ensino fundamental não irá sair da escola Tiana Luiza. As mulheres da comunidade se reúnem para tratar do tema num encontro chamado Roda de Mães, que acontecem as terças-feiras as 18 horas e todos estão convidados a acrescentar suas opiniões sobre as melhorias pretendidas aos alunos, a escola e a comunidade.

Competidor da região pontua no 9° Circuito OAB-CAASP de Surf

Representando a OAB de Ubatuba, o morador da Maranduba, Robson Ennes Virgilio, pontuou na prova que compõe o 9° Circuito OAB-CAASP de Surfe 2014. O evento foi realizado na Praia do Tombo, Guarujá, no último dia 4 de outubro. Para aumentar o desafio, ventos fortes exigiram um melhor preparo técnico dos competidores, o que não tirou o brilho da competição. Daniks Fischer, 42 anos, sagrou-se campeão nas categorias longboard e shortboard. Fischer possui 30 anos de experiência e um vasto currículo e títulos no surfe. “A CAASP está de parabéns por dar essa notoriedade para o surfe no meio da advocacia”, salientou Fischer. Na modalidade stand uppaddle, disputada neste ano, pela segunda vez, o vencedor foi André Paiva, que participa do circuito brasileiro de stand up - modalidade race. “As condições do mar estavam boas, mas o vento “maral”, ou seja, aquele que vem do mar para

a terra, quebra a onda e a fecha. Isso aumenta o desafio dos surfistas, que têm que escolher 10 ondas em 15 minutos para pontuar”, explicou o presidente da Associação de Surfe do Guarujá, Paulo Sérgio Gonçalves, que compartilha com a CAASP a organização do evento. Entre os critérios de classificação estão quesitos como estilo, fluidez, radicalismo, velocidade e outros. A exemplo do ano anterior, a etapa Guarujá do Circuito OAB/CAASP de Surfe contou com a categoria stand uppaddle, praticada em pé na prancha e com o uso de remo. Célio Luiz Bitencourt, responsável pelo Departamento de Esportes e Lazer da entidade, aproveitou a ocasião para anunciar novidades no circuito de surfe: para o ano que vem, data em que o torneio completará 10 anos de atividade, “iremos expandi-lo para mais etapas, porque é de incentivo que o esporte precisa”, afirmou o dirigente. Prestigiaram o 9° Circuito OAB-CAASP de Surfe 2014 o

secretário-geral adjunto da Caixa de Assistência, Rodrigo Ferreira de Souza de Figueiredo Lyra, e a vice-presidente da Subseção do Guarujá da OAB-SP, Rosemary Oggiano. 9º CIRCUITO OAB-CAASP DE SURFE 2014 - GUARUJÁ Shortboard 1º Lugar – Daniks Fischer (São Vicente) 2º Lugar – Douglas Lima (Guarujá) 3º Lugar – Maurício Duarte (Santos) 4º Lugar – Eugenio Cichowitz (Guarujá) 5º Lugar – Robson Ennes Virgilio (Ubatuba) Longboard 1º Lugar – Daniks Fischer (São Vicente) 2º Lugar – Fabiano Malavasi (Santos) 3º Lugar – Fábio da Costa (Santos) Stand-upPaddle 1º Lugar – André Paiva (São Vicente) 2º Lugar – Sérgio Carvalho (São Paulo) 3º Lugar – Fábio da Costa (Santos)


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Comunidade desiste (por enquanto) de cobrança Zona Azul na Caçandoca EZEQUIEL DOS SANTOS O INCRA, representantes da associação quilombola (grupo gestor) e a Comtur haviam discutido a possibilidade de implantar para esta temporada (2014-2015) a cobrança de Zona Azul na Praia da Caçandoca. A ação dependeria da criação de um decreto do prefeito municipal para a cobrança e concurso público para contratação de agentes para trabalhar no local. Metade da arrecadação (cerca de 500 veículos/dia na temporada e

feriados) seria revertida em benfeitorias à comunidade. Na assembléia do último dia 2 de novembro, moradores apresentaram mais duvidas que esclarecimentos de como vai funcionar o sistema. Foram vários os questionamentos e a decisão de não implantar por enquanto o sistema de zona azul até que as duvidas sejam elucidadas, como por exemplo, como funciona a planilha de ação, custos e arrecadação, como será tratada a situação dos veículos com placas de ou-

Concurso público da prefeitura reservará 162 vagas para negros, índios e quilombolas CMU Aprovados pelos vereadores, o projeto de lei do Executivo que dispõe sobre reserva de vagas para negros, índios e quilombolas para cargos efetivos e empregos públicos em Ubatuba, apresenta um total de 162 vagas ou 20 % das 840 disponíveis no próximo concurso público. O projeto de lei acompanha a lei federal que trata do mesmo assunto aprovada em março deste ano pelo Congresso Nacional. Pelo texto do projeto de lei nº 26/2014 do Executivo, “na nomeação para cargos de provimento em comissão e nos editais de concursos e seleções públicas para preencher cargos efetivos e de empregos públicos, todos os órgãos e entidades da Administração Direta e Indireta deverão observar o limite mínimo de 20 % das vagas para negros, índios e quilombolas”. A lei aplica-se também para contratações de estagiários. Tal reserva de 20 % será disponibilizada sempre que o número de cargos ou empregos públicos oferecidos for igual ou superior a três. Os interessados poderão realizar as inscrições pela internet de 17 horas do dia 24 de outubro até às 23h59min do dia 20 de no-

vembro de 2014, pelo site http://www.idecan.org.br/ concursos/186/1.pdf . Conselho quilombola Na mesma sessão, Pelo projeto de lei nº 27/14, foi aprovada também a criação de um Conselho Municipal das Comunidades Quilombolas. O Município conta com quatro quilombos remanescentes do período colonial, reconhecidos pela Fundação Palmares e Ministério da Cultura, reunindo cerca de 1.500 membros. O objetivo é “promover a participação organizada da comunidade quilombola no processo de discussão e definição e elaboração de planos, programas e projetos das políticas públicas não discriminatórias, voltadas para a afirmação dos direitos de seus membros”. Há 18 incisos definindo ações. Participariam do Conselho um representante da Saúde, um da Educação, um da secretaria de Esporte e Lazer, outro da Agricultura, um da Cidadania e Desenvolvimento Social e um representante da OAB. Por emenda proposta pelo vereador pastor Claudinei, ao invés de um representante de cada quilombos, colocam-se dois, num total de oito membros além da inclusão da Fundart já que quilombo também é cultura.

tras cidades de quilombolas, já que sem energia elétrica na maioria das casas não daria para apresentar um comprovante de residência do quilombo, entre outras. A associação discute também o andamento do Termo de Ajustamento de Conduta – TAC, que trata do funcionamento das atividades econômicas no local para este verão. Segundo o grupo, o TAC é uma ferramenta de suma importância e interesse total da comunidade e que se não for

realizado, não será emitido um alvará de funcionamento provisório que manterá os quiosques fechados e parte da comunidade sem trabalho neste verão. A prefeitura encontra-se na mira do Ministério Público em relação aos comércios nas praias do município e a Caçandoca não ficará de fora desta ação, comenta um dos membros do grupo gestor. Os termos do TAC mais urgentes trata-se de banheiros, saneamento, lixo, construção próximo ao mangue, entre

Escola municipal Nativa Fernandes ultrapassa o IDEB Nacional A escola municipal Nativa Fernandes de Faria ultrapassou a estimativa do governo federal na tabela de metas do IDEB projetada até 2021 para as 4ªs séries/5ºs anos. O índice previsto para 2015 que seria de 5.7 foi ultrapassa este ano por 5.8, que embora signifique numericamente pouca vantagem, indica uma melhoria significativa nos trabalhos da escola à aprendizagem dos alunos. As outras escolas do município não apresentaram, no geral, um bom resultado. A tabela mostra que algumas escolas continuam abaixo da meta do governo e que algo precisa ser feito para sua melhoria. O que é o Ideb O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) foi criado pelo Inep em 2007 e representa a iniciativa pioneira de reunir em um só indicador dois conceitos igualmente importantes para a qualidade da educação: fluxo escolar e médias de desempenho nas avaliações. Ele agrega ao enfoque pedagógico dos resultados das avaliações em larga

escala do Inep a possibilidade de resultados sintéticos, facilmente assimiláveis, e que permitem traçar metas de qualidade educacional para os sistemas. O indicador é calculado a partir dos dados sobre aprovação escolar, obtidos no Censo Escolar, e médias de desempenho nas avaliações do Inep, o Saeb – para as unidades da federação e para o país, e a Prova Brasil – para os municípios. Para que serve o Ideb Com o Ideb, ampliam-se as possibilidades de mobilização da sociedade em favor da educação, uma vez que o índice é comparável nacionalmente e expressa em valores os resultados mais importantes da educação: aprendizagem e fluxo. O Ideb também é importante por ser condutor de política pública em prol da qualidade da educação. É a ferramenta para acompanhamento das metas de qualidade do PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação) para a educação básica. Fonte: http://portal.inep. gov.br/

outras medidas. Uma reunião na prefeitura definirá o andamento do termo. Segundo os organizadores da conversa, a idéia é resolver tudo de forma rápida e tranquila para que a comunidade possa trabalhar em paz ainda esta temporada. O grupo gestor sabe que é uma responsabilidade que a comunidade terá que assumir e que nem todos os empreendedores comunitários sairão satisfeitos, porém há que se pensar que o coletivo está em primeiro lugar, comenta.

Campanha de Vacinação Antirrábica Iniciativa está em andamento e acontece até o próximo dia 20 de dezembro em postos volantes de diferentes bairros da cidade O Departamento de Vigilância em Saúde do Centro de Controle de Zoonoses da Prefeitura de Ubatuba informa que a Campanha de Vacinação Antirrábica já está em andamento e acontece até o próximo dia 20 de dezembro em postos volantes de diferentes bairros da cidade. Devem tomar a vacina os cães e gatos a partir dos três meses e as fêmeas lactantes (amamentando). Não devem tomar a vacina animais doentes, debilitados ou em gestação. A equipe da vacinação orienta que os animais sejam conduzidos por adultos aos Postos de Vacinação, com coleira, guia e nos casos de raças ou animais agressivos, com focinheira. Nas praias Flamengo, Flamenguinho, Sete Fontes, Bonete e Saco das Bananas a vacinação será agendada com a comunidade. Para obter mais informações ou tirar dúvidas, entre em contato pelo telefone (0xx12) 3832-6810.

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Ubatuba recebe certificado de compromisso da ONU para reduzir risco de desastres COMUNICAÇÃO PMU Ação pretende sensibilizar governos e cidadãos para benefícios de se reduzir riscos de desastres com implementação dos dez passos do programa Cidades Resilientes Ubatuba é uma das cidades inscritas na Campanha Mundial de Redução de Desastres (2010 / 2015) da Organização das Nações Unidas (ONU). A ação é uma iniciativa da Secretaria Nacional de Defesa Civil (SEDEC), do Ministério da Integração Nacional e pretende sensibilizar governos e cidadãos para os benefícios de se reduzir os riscos de desastres com a implementação dos dez passos do programa Cidades Resilientes. Uma cidade resiliente é aquela que tem a capacidade de resistir, absorver e se recuperar de forma eficiente dos efeitos de um desastre e de maneira organizada prevenir que vidas e bens sejam perdidos. Seu principal objetivo é aumentar o grau de consciência e compromisso em torno das práticas de desenvolvimento sustentável, como forma de diminuir as vulnerabilidades e propiciar o bem estar e segurança dos cidadãos. A redução de riscos de desastres ajuda na diminuição da pobreza, favorece a geração de empregos e as oportunidades comerciais, promove a igualdade social e a cons-

trução de ecossistemas mais equilibrados, e ainda atua nas melhorias das políticas de saúde e de educação. Dez passos A campanha propõe uma lista de passos essenciais para construção de cidades resilientes que podem ser implantados por prefeitos e gestores públicos locais. A lista origina-se das cinco prioridades do Marco de Ação de Hyogo, um instrumento chave para ações de redução de riscos de desastres. Alcançando todos, ou mesmo alguns dos dez passos, as cidades passarão a adotar uma postura resiliente. Confira abaixo os dez passos: 1. Estabeleça mecanismos de organização e coordenação de ações com base na participação de comunidades e sociedade civil organizada, por meio, por exemplo, do estabelecimento de alianças lo-

cais. Incentive que os diversos segmentos sociais compreendam seu papel na construção de cidades mais seguras com vistas à redução de riscos e preparação para situações de desastres. 2. Elabore documentos de orientação para redução do risco de desastres e ofereça incentivos aos moradores de áreas de risco: famílias de baixa renda, comunidades, comércio e setor público, para que invistam na redução dos riscos que enfrentam. 3. Mantenha informação atualizada sobre as ameaças e vulnerabilidades de sua cidade; conduza avaliações de risco e as utilize como base para os planos e processos decisõrios relativos ao desenvolvimento urbano. Garanta que os cidadãos de sua cidade tenham acesso à informação e aos planos para resiliência, crian-

do espaço para discutir sobre os mesmos. 4. Invista e mantenha uma infraestrutura para redução de risco, com enfoque estrutural, como por exemplo, obras de drenagens para evitar inundações; e, conforme necessário invista em ações de adaptação às mudanças climáticas. 5. Avalie a segurança de todas as escolas e postos de saúde de sua cidade, e modernize-os se necessário. 6. Aplique e faça cumprir regulamentos sobre construção e princípios para planejamento do uso e ocupação do solo. Identifique áreas seguras para os cidadãos de baixa renda e, quando possível, modernize os assentamentos informais. 7. Invista na criação de programas educativos e de capacitação sobre a redução de riscos de desastres, tanto nas escolas como nas comuni-

dades locais. 8. Proteja os ecossistemas e as zonas naturais para atenuar alagamentos, inundações, e outras ameaças às quais sua cidade seja vulnerável. Adapte-se às mudanças climáticas recorrendo a boas práticas de redução de risco. 9. Instale sistemas de alerta e desenvolva capacitações para gestão de emergências em sua cidade, realizando, com regularidade, simulados para preparação do público em geral, nos quais participem todos os habitantes. 10. Depois de qualquer desastre, vele para que as necessidades dos sobreviventes sejam atendidas e se concentrem nos esforços de reconstrução. Garanta o apoio necessário à população afetada e suas organizações comunitárias, incluindo a reconstrução de suas residências e seus meios de sustento.


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História da Propaganda II Luiz Henrique A. Santos HAVAIANAS A Havaianas surgiu em 1962, na verdade tentando reproduzir uma sandália japonesa chamada Zori, que eram feitas com tiras de algum tecido e o solado feito em palha de arroz. Isso explica a textura do solado da Havaianas, reproduzem grãos de arroz. Hoje no ano de 2014 a marca comemora 52 anos de trajetória. Tem também umas das campanhas publicitárias mais ricas e de maior sucesso na história do mercado brasileiro. Com textos bem humorados e tiradas inteligentes em relação a concorrência sempre trabalha com atores, atrizes, cantores ou esportistas. O fato é que a marca conseguiu atingir todas as classes sociais. Em Londres um par de Havaianas é vendido por 170 euros, algo em torno de R$500,00. As pessoas mais antigas da nossa

região se recordam que usavam Havaianas como borracha, para levar a escola. Assim que estouravam as tiras, o chinelo era cortado em vários pequenos pedaços. Uma Havaiana

dava em média de cinco a seis pedaços, logo, um par delas já servia para uma família com dez a doze filhos. Hoje a marca está na marca de 3,8 bilhões de pares vendidos pelo mundo.

BOM BRIL No ano de 1948, o senhor Roberto Sampaio Ferreira abre sua empresa de palhas de aço Abrasivos Bom Bril LTDA, inspirado nas lãs de aço que tinha visto nos Estados Unidos. Com Bom Bril as donas de casa limpavam além de panelas, vidros, louças, azulejos, ferragens e até alguns tipos de tecido. Por isso a marca aderiu ao slogan “1001 utilidades”. A marca tem também um histórico muito bem sucedido no mercado publicitário brasileiro. Com campanhas muito bem elaboradas e aceitas. O produto dividia as atenções nas propagandas de TV com o ator Carlos Moreno, aquele simpático homem de sorriso largo e boa fala. Ele fez quase 400 aparições em propagandas da Bom Bril. Hoje não atua mais. Mas é inevitável ver sua figura

e não lembrar da marca. Na nossa região, o Bom Bril também sempre foi companheiro não só da dona de casa que ia para a beira do rio para arear as panelas. Ainda hoje os mais antigos colocam um pedaço da palha de aço em antenas de rádio, no intuito de melhorar o sinal da rádio, limpam aros das bicicletas, e em época de

fogueira, colocávamos fogo no Bom Bril e saiamos rodando com as mãos, soltavam muitas faíscas incandescentes. Dava um efeito bem interessante. Mas lembrem-se, não façam isso em casa.

Voluntários realizam festa para as crianças da região

Vestidos de brancos carregando no peito um coração que tinha com slogam “é preciso amar-faça por alguém” um grupo de voluntários da região e da capital paulista se uniram e realizaram no último dia 12 uma grande festa em homenagem as crianças. Não faltou personagens infantis, música, brinquedos, doces, refrigerantes, pipoca, bolo, cachorro-quente, balões coloridos e muita animação. O que chamou a atenção dos pais foram as mensagens de paz e incentivo ao amor, ao carinho, a dedicação aos filhos e de fé, muita fé. Foi um dia de muita alegria onde os pais também participaram. A faixa que recepcionava os agraciados agradou os visitantes e tinha os seguintes dizeres: “A educação não muda o mundo,

muda as crianças que viram adultos e mudam o mundo”. As mensagens refletiam o estado de espírito empreendedor e colaborativo dos organizadores e voluntários que dedicaram seu dia as crianças. Quem não pode estar no evento colaborou com alguma coisa para somar e fazer um verdadeiro dia feliz no campo. Ao lado, sobre um triciclo a imagem de Nossa Senhora Aparecida observava atentamente aquele momento de graça, pais e crianças tiraram muitas fotos na moto que carregou a imagem naquele dia em algumas comunidades da região. As crianças perguntam se ano que vem terá mais uma edição deste dia e se depender da vontade destes homens e mulheres certamente acontecerá.

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Poesia

Coluna da Adelina Fernandes

Conto Chinês Conta-se que, por volta do ano 250 a.C, na China antiga, um príncipe da região norte do País estava às vésperas de ser coroado Imperador, mas, de acordo com a lei, deveria se casar. Sabendo disso, resolveu fazer uma disputa entre as moças da corte, inclusive quem quer que se achasse digna de sua proposta que não pertencesse à corte. No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e apresentaria um desafio. Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe. Ao chegar à casa e relatar o fato à jovem filha, espantou-se ao saber que ela já sabia sobre o dasafio e que pretendia ir à celebração. Então, indagou incrédula: — Minha filha, o que você fará lá? Estarão presentes todas as mais belas e ricas moças da corte. Tire esta idéia insensata da cabeça. Eu sei que você deve estar sofrendo, mas não transforme o sofrimento em loucura. A filha respondeu: — Não, querida mãe. Não estou sofrendo e muito menos louca. Eu sei perfeitamente que jamais poderei ser a escolhida. Mas é minha única oportunidade de ficar, pelo menos alguns mo-

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mentos, perto do príncipe. Isto já me torna feliz. À noite, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções. Então, inicialmente, o príncipe anunciou o desafio: — Darei a cada uma de vocês uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura Imperatriz da China.

A proposta do príncipe não fugiu às profundas tradições daquele povo, que valorizava muito a especialidade de cultivar algo, sejam relacionamentos, costumes ou amizades. O tempo foi passando. E a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura a sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisaria se preocupar com o resultado. Passaram-se três meses e nada surgiu. A jovem tudo tentara. Usara de todos os métodos que conhecia, mas nada

havia nascido. Dia após dia ela percebia cada vez mais longe o seu sonho; mas cada vez mais profundo o seu amor. Por fim, os seis meses haviam passado e nada havia brotado. Consciente do seu esforço e da sua dedicação, a moça comunicou à mãe que, independentemente das circunstâncias, retornaria ao palácio na data e na hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe. Na hora marcada estava lá, com seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes. Mas, cada jovem com uma flor mais bela do que a outra, das mais variadas formas e cores. Ela estava admirada. Nunca havia presenciado tão bela cena. Finalmente, chega o momento esperado e o príncipe passa a observar cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção. Após passar por todas, uma a uma, ele anunciou o resultado, indicando a bela jovem que não levara nenhuma flor como sua futura esposa. As pessoas presentes na corte tiveram as mais inesperadas reações. Ninguém compreendeu porque o príncipe havia escolhido justamente aquela que nada havia cultivado. Então, calmamente o príncipe esclareceu: — Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma Imperatriz. A flor da Honestidade. Pois, todas as sementes que entreguei eram estéreis.

Onde está o Poeta Falta o poeta ou acabou a poesia? As flores... perderam seus valores? ou nos tornamos, humanos mundanos? transbordando de hipocrisias. Acabou a poesia ou aonde estarão os poetas? a vida perdeu o sentido; ou estou de mal comigo? Será meu coração? que perdeu os batimentos ou me tornei um ser sem sentimentos? O que aconteceu não sei lhe dizer; só posso lhe garantir, que atrás dos montes lá no horizonte, o sol continuará a surgir e eu estarei aqui tentando cobrir a ausência do poeta. Wellington de Oliveira Gomes

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