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Maranduba, Maio de 2014

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Disponível na Internet no site www.jornalmaranduba.com.br

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Ano 5 - Edição 60 Foto: Maria do Carmo Oliveira Jorge

A importância sobre o potencial geoturístico das paisagens da região


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Vem aí o 5º Festival da Mata Atlântica

Ubatuba sediará pela 5ª vez O Festival da Mata Atlântica, que acontece também em comemoração ao dia da Mata Atlântica, 27 de maio, Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho e Dia dos Oceanos, 08 de junho. O evento ocorre desde 2010 e desta vez a organização prepara inovações para divulgação antecipada e maior tempo para os parceiros interessados em participar, prepararem suas atividades no intuito de estimular iniciativas diversas, também de proporcionar melhores acomodações. O foco da organização é ampliar o público turístico nesta época do ano, já que muitos visitantes, segundo a organização, possuem um alto grau de curiosidade pela Mata Atlân-

tica e alguns moradores não conhecem de fato as riquezas naturais e as possibilidades que ela proporciona de geração de emprego e renda e projetos sustentáveis. Existe ainda a preocupação urgente fortalecimento do vínculo afetivo com a floresta. É sugerido as instituições participantes propostas, passeios, atividades com enfoque em seus ramos de atuação. Para interatividade com a mata atlântica, serra, rios e mar, a organização do evento solicita que sejam enviadas propostas de passeios ecológicos, passeios fotográficos, gincanas, observação da biodiversidade em geral. Nesta edição são esperadas atividades com qualidade elevada e alto grau de compro-

metimento dos participantes para atrair públicos comuns e turistas, que não se restrinja ao círculo de ambientalistas, funcionários das instituições públicas e membros das ONGs. O evento conta ainda com a possibilidade de um espaço cultural (tenda) exposições, apresentações teatrais, apresentação musical e dança envolvendo o tema, rodas de conversa, mini-cursos, preferencialmente para as noites. Esta prevista também atividades para as escolas. As propostas voluntárias deverão ser encaminhadas para o e-mail festivaldamataatlantica@outlook.com. Haverá segunda chamada em março, o que não garantirá participação no fechamento da organização.

Envie seu evento, edital, convocação ou aviso para esta seção atraves do e-mail jornal@maranduba.com.br

Editado por:

Litoral Virtual Produção e Publicidade Ltda. Fones: (12) 3832.6688 (12) 99714.5678 e-mail: jornal@maranduba.com.br Tiragem: 3.000 exemplares - Periodicidade: mensal Responsabilidade Editorial:

Emilio Campi Colaboradores:

Adelina Campi e Ezequiel dos Santos Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião da direção deste informativo


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Navio do Corpo de Bombeiros em águas territoriais Tupinambá EZEQUIEL DOS SANTOS No último dia 8, o navio Governador Fleury do Grupamento Marítimo do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo chegou em águas territoriais de Ubatuba. Vindo do Guarujá, o navio ficou até o último dia 10 aportado na Baia das Palmas no Parque Estadual da Ilha Anchieta - PEIA. Lá realizou as últimas etapas do curso de mergulho dos homens do 17º GBMar (Grupamento de Bombeiros Marítimo). O navio, sob o comando do capitão Walmir Magalhães de Sales, com apoio dos capitães Helmer Kaffer e Ricardo Antoniazzi Pelliccioni (coordenador do curso de mergulho), realizou várias manobras para acrescer o treinamento de maior dinamismo, desempenho e realismo. Segundo seu comandante, Capitão Magalhães, “São Paulo possui duas unidades deste porte que foram fabricados em Nova Orleans, Estados Unidos. Um deles fica em São Sebastião (Comandante Ciancciulli) e outro no Guarujá. O de São Sebastião neste momento passa por reparos”, diz o comandante. O navio chama a atenção, tanto pelo porte, quanto pelos inúmeros equipamentos que possui. Dentro, uma estrutura realmente preparada para atender as mais diversas emergências, desde o mais conhecido – combate a incêndio, quanto à busca de náufragos. Seus homens estão sempre motivados, alertas e de prontidão para qualquer emergência. Recentemente participou das buscas de náufragos no litoral sul paulista e também do combate ao incêndio de um depósito de

açúcar no porto de Santos. Com casco apropriado e equipamentos de navegação por satélite, ele esta preparado para ações e emergências em alto mar. Possui câmera hiperbárica, utilizada para descompressão segura dos mergulhadores e doenças descompressivas como embolias, por exemplo. Com a colaboração do 3º sargento Maran foi possível visitar o navio, que segundo ele, são considerados verdadeiras bases móveis de mergulho, já que possuem conjuntos completos de mergulho autônomo. Visível encontra-se os equipamentos de combate a incêndios: canhões de água, bombas de incêndio, hidrantes, proporcionadores de espuma, entre outros. Na oportunidade, o gestor do PEIA, Luiz Bitetti, fala da importância da parceira entre a Secretaria de Segurança Pública e a do Meio Ambiente

através da Fundação Florestal, “já que o Corpo de Bombeiros também é um grande parceiro na defesa e combate de incêndios em florestas, resgate de pessoas e apoio as UCs, por exemplo. Eles serão sempre bem-vindos e são profissionais que nos ajudam muito”, reitera o gestor. O navio possui equipamentos complexos que são domi-

nados com maestria por seus tripulantes para que o objetivo principal seja sempre alcançado. Aos poucos mortais que tiveram a oportunidade de realizar uma visita ao navio, sintam-se privilegiados, pois se trata de uma verdadeira máquina de guerra, de combate, mas para combater e apagar incêndios e salvar vidas principalmente.

O 17º GB possui 2 unidades: - Governador Fleury e - Comandante Ciancciulli Os dois barcos são verdadeiras bases de mergulho, sendo cada conjunto composto de: 2 cilindros 1 válvula 1 octopuss 1 bússola de mergulho 1 computador de descompressão 1 roupa de neoprene (long-john, colete, capuz, luvas e sapatilhas) Complementam o Sistema de Combate a Incêndios canhões d’água de 2.000 gpm a 1.000 gpm de vazão. Na propulsão conta com 2 motores Detroit Diesel 16V, com 1440 HP de potência cada, que lhes permitem velocidades de top de 16Kt (nós) e 12Kt (nós) de cruzeiro. E para tripular guarnições de 5 Bombeiros Guarda-Vidas, especializados em navegação, operação de máquinas, mergulho e combate a incêndio.


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RedeTv apresenta programa sobre observação de aves em Ubatuba Programa mostra Surucuás, pica-paus e diversas outras espécies que são preservadas em Ubatuba, também as outras possibilidades e ganhos que a atividade proporciona No último dia 5, o programa Good News da RedeTV apresentou em rede nacional o programa que trata da observação de aves em Ubatuba. Intitulado de “Paraíso dos pássaros no litoral de São Paulo” o programa enfatizou vários aspectos da atividade que mais cresce em todo planeta – o birdwatching. Carlos Rizzo, Edson Endrigo, Seu Jonas, Danilo Silva e a PROMATA foram os protagonistas deste importante programa televisivo. A matéria fala da atividade do ponto de vista ecomunitário e valorização dos patrimônios, das possibilidades ecológicas e econômicas e das benesses proporcionadas a moradores, profissionais do ramo e cientistas no entorno as áreas visitadas. O programa deu ênfase a Carlos Rizzo - o pioneiro da atividade em Ubatuba, onde destacou seu esforço de décadas de trabalho no fomento a observação de aves realizando atividades para atrair um número maior de visitantes a Ubatuba e ao litoral norte de São Paulo, também da importância dos trabalhos em educação ambiental, principalmente com crianças de escolas públicas e das suas perspectivas sobre o trabalho de base comunitária. Com a PROMATA abordou o lado de outros profissionais e das atividades realizadas por representantes de comunidades, os que trabalham de fato as atividades de base comunitária, os que buscam entendimento entre as Unidades de Conservação e comunidades no

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entorno. Danilo Silva, gestor do PESM, falou do conhecimento que as comunidades possuem e sobre a ferramenta observação de aves a bem do desenvolvimento dos moradores que detém este conhecimento. No estúdio, como pano de fundo a bela imagem do lago do Centro de Observação de Aves do Cambucá do PESM Picinguaba. A apresentadora Claudia Barthel e o repórter Rafael Daguano deram ênfase a observação de aves e as belezas de Ubatuba, também da porcentagem de aves catalogadas em Ubatuba (30% - 565 registros) se comparada aos dados nacionais (cerca de 1900 registros). Ubatuba foi escolhida porque, além das belezas naturais e culturais, detém o segundo lugar em registros em todo país, a Promata colaborou muito para este ranking. Edson Endrigo, que naquele dia apresentou seu novo trabalho sobre aves, falou da importân-

cia das aves responsáveis pela vida sonora da Mata Atlântica. Segundo ele, trata-se de uma atividade muito prazerosa e muito importante ao equilíbrio de nosso meio ambiente. Já no sitio do seu Jonas foram mostrados os mais belos e raros beija-flores conhecidos do grande público. O local, segundo o repórter, é ponto de parada obrigatória a quem é adepto da atividade de birdwatching, lá podem ser observados o carinho e atenção dispensada pelo dono do local às aves, principalmente aos beija-flores. O JMN havia mostrado os bastidores desta reportagem na edição nº 56 que agora esta disponível na internet através do sitio da internet para que você possa apreciar toda a reportagem: http://www.redetv. uol.com.br/Video.aspx?107, 12,397026,jornalismo,good-news,programa-mostra-paraiso-dos-passaros-no-litoral-de-sp

A Guaimum fêmea Georgina comemora seu 1º aniversario no quilombo da Caçandoca

EZEQUIEL DOS SANTOS No último dia 26, moradores, amigos, profissionais e simpatizantes comemoraram o 1º aniversário do Projeto Proteger, Preservar, Educar que tem como pano de fundo a proteção do Guaimum, que no projeto tem o nome de Georgina. Alguns convidados não puderam comparecer, mas o entusiasmo dos que lá estiveram contagiou a todos. Neste sábado teve de tudo para chamar a atenção para a proteção da espécie que é protegida por lei e que tem seu período de defeso por vezes ameaçados pela coleta e captura predatória. Considerado uma iguaria regional, seu consumo é muito apreciado, porém a captura fora do período de procriação e desova coloca em risco a pouca população que existe no local. Segundo o ICMbio, o defeso vai de 1º de outubro a 31 de março e a medida visa garantir sustento de comunidades pesqueiras e o consumo sustentável do alimento, segundo a Portaria IBAMA nº 53/03. Durante o resto do ano existe uma restrição no tamanho para sua captura, que terá de passar os 8 centímetros de tamanho. Assim como os pescadores, durante o defeso, os catadores de caran-

guejo têm direito a um seguro da Previdência Social. Na Caçandoca a Georgina estava bem acompanhada e bem representada, O ITESP, a PROMATA, a Sala Verde, representante do Quilombo da Fazenda da Caixa colaboram com esta primeira experiência e o resultado foi o sabor de fazer de novo. Na programação houve a palestra sobre meio ambiente com Vânia da Sala Verde, depois a palestra com o jovem Eurico da Conceição Vieira, Monitor Ambiental do Quilombo da Fazenda, teatro de fantoches, oficinas, roda de conversa, oficinas de brincadeiras, um delicioso almoço, a soltura simbólica dos guaimuns e as despedidas. Alguns adultos aproveitaram a oportunidade para relembrar brincadeiras de crianças como pular corda, na realidade disseram que estavam testando a corda, mas ninguém acreditou. O almoço com os pratos típicos da região atiçou o sabor da colaboração e da amizade, o mais empolgante foi fazer as crianças com o teatro de bonecas, dos fantoches e na soltura uma linda imagem de uma criança se despedindo da Georgina – a aniversariante do dia. Os organizadores agradecem a todos que colaboraram com esta comemoração.


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Gestor da Ilha Anchieta é homenageado pelo Corpo de Bombeiros em Mogi EZEQUIEL DOS SANTOS No último dia 25, o gestor do Parque Estadual da Ilha Anchieta - PEIA, Luiz Bitteti, foi homenageado pelo 17º Grupamento de Bombeiros na cidade de Mogi das Cruzes - SP. O evento aconteceu dentro das dependências da corporação e destaca personalidades civis e militares que segundo seu comandante, Major PM Jean Carlo de Araújo Leite, cujas ações tenham sido relevantes e empreendedores enaltecendo a Policia Militar do Estado de São Paulo, em especial do Corpo de Bombeiros. No palanque varias autoridades regionais e estaduais presenciaram o evento. Lá, Bitteti destacou a importância dos investimentos do governo do estado, através do Secretario Estadual de Meio Ambiente, Bruno Covas, nas unidades de conservação estaduais. Destacou também o importante trabalho do diretor executivo da Fundação Florestal Dr. Olavo Reino, do diretor do litoral norte Rodrigo Antonio, de seu gerente Carlos Zacchi e do apoio do gestor do píer Saco da Ribeira Carlos Paiva. O gestor encontrou amigos e realizou contatos falando do trabalho da Fundação Florestal aos presentes os convidando a visitar Ubatuba, principalmente ao Parque Estadual Ilha Anchieta. O evento foi alusivo ao 2º aniversário do grupamento e centenas de pessoas tiveram a possibilidade de visitar os mais modernos e melhores equipamentos de salvatagem e socorro do estado de São Paulo. O grupamento de Mogi atende oito cidades da região e possui uma rede de comunica-

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Regional sul apresenta imagens do andamento das obras da UPA

A fim de prestar satisfação a comunidade a Administração Regional Sul enviou fotos do andamento da obra da Unidade de Pronto Atendimento que será erguido para atendimento de moradores de toda a região. Com previsão de seu termino até janeiro de 2015 as obras mudarão a imagem do lugar, principalmente no que se refere a saúde. Segundo o administrador regional, Damião José da Silva, “existe uma grande expectativa de mudança no atendimento da saúde da região”, comenta. Para ele a

ção integrada entre as policias que otimiza os esforços na hora do atendimento a população. Na ocasião o prefeito de Mogi da Cruzes, Marco Aurélio Bertaiolli, parabenizou e enalteceu a importância do grupamento na cidade. O comandante geral dos Bombeiros, coronel Eric Colla, também teceu os mais variados

elogios aos homens e mulheres que trabalham duro no atendimento a população e compõem esta respeitosa corporação. Para o gestor do PEIA foi um reconhecimento não só de caráter pessoal mas de todo esforço profissional das pessoas que integram e trabalham nas unidades de conservação do estado de São Paulo.

construção da UPA será fundamental para a reorganização dos serviços de saúde, ressaltando a importância das UPAs na reorganização da atenção às urgências e emergências no Sistema Único de Saúde (SUS). Damião disse que acompanha o andamento das obras porque como morador da região gostaria de ver esta obra, da gestão do prefeito Mauricio Moromizato, enfim sair do papel, por que foi o que muitos não conseguiram, ficaram só na reforma, comenta o administrador.


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Entidades promovem curso de Monitoria em Turismo Rural no Sertão da Quina e Araribá EZEQUIEL DOS SANTOS No último dia 13, no Sitio Lama Mole - Araribá, aconteceu o encerramento do Curso de Monitoria de Turismo no Meio Rural, curso este realizado aos profissionais que já haviam feito o curso de Turismo Rural oferecido pelas parcerias Senar - Fetaesp e Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Ubatuba anteriormente. Num total de 36 horas, a professora e mestra Cândida Batista explicou sobre esta nova fase da atividade. Para ela o curso se desenvolve dentro de um planejamento para excelência no atendimento. “Os alunos desenvolvem uma metodologia, estudam os ambientes e tudo o que deve ser visitado pelos turistas. Com isso, organizam, de forma simples porém eficiente, os espaços, o que vai ser falado, visto, sentido e apreciado. Logo depois, partem para a prática, quando um grupo convidado é recepcionado pelos alunos”. Desta vez quem se fez de visitante foi o grupo da catequese do bairro do Araribá, também alguns convidados. O tema desta ocasião foi sobre a cultura caiçara na Mata Atlân-

tica, uma forma de oferecer uma visão realística as futuras gerações sobre o contexto histórico, cultural, antropológico e ambiental da região sul de Ubatuba. Na realidade o curso se desenvolve dentro de um planejamento para excelência no atendimento. Oferece ainda possibilidades dentro das realidades da micro região

da vertente atlântica, além de ações muito próximas das comunidades que vivem nos entornos das ditas áreas proibidas pelo excesso das legislações ambientais, daquelas distantes das realidades culturais e históricas. E mais uma ferramenta real de fomento ao turismo, só que com foco na organização das propriedades, sejam elas de qual tamanho forem. Os alunos da catequese tiveram um mix de atividades em apenas uma trilha, foram dados os destaques sobre a fauna e a flora local, sobre os aspectos da formação religiosa através dos saberes antigos do povo formador desta porção geográfica e do que esperar do futuro de nosso meio ambiente, a importância de cada um neste tempo e lugar. De forma ordenada puderem aprender sobre como visualizar o meio a sua volta,

aquele que é visto todos os dias ao qual não é dado o devido valor. Para o café foram oferecidos pratos típicos regionais, os que se encontram dentro das realidades das comunidades locais, com o uso de alimentos possíveis e baratos encontrados no dia a dia, utilizados pelos antepassados destas

crianças. Na realidade foi um domingo diferente, de passeio e aprendizado, ao final cada um levou uma semente de frutífera (cacau) para plantar em casa e que ficou para eles a responsabilidade de regar e acompanhar todos os dias seu crescimento até virar árvore. Os catequistas Zezo e Maria agradeceram a oportunidade através de uma oração. A PROMATA colaborou com a capacitação e acompanhou toda a atividade. O resultado esperado foi muito bom e o grupo de alunos de Turismo Rural já solicitou ao STTR o curso de Turismo Pedagógico. As crianças manifestaram sua alegria e contentamento através de uma ficha de avaliação e para a surpresa de todos, as respostas superaram as expectativas e a criançada foi clara em querer voltar a floresta e aprender mais. A experiência com as crianças da localidade foi gratificante e o curso melhorou as possibilidades de desenvolvimento e interação entre outros membros das comunidades. Principalmente a aquelas que só são vistos para o ganho de poucos, para noticias ruins e para os dias de eleição.


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Semana Santa leva fiéis a lágrimas e saudosas recordações Aguinaldo José/PROMATA A programação da semana santa de 2014 da região sul de Ubatuba foi coroada de gratas surpresas e espetáculos de fidelidade ao ar livre. Os paroquianos compareceram em massa as atividades religiosos ligadas a esta data da fé católica. Tudo começou com a celebração de lava pés e logo depois com o translado do Santíssimo Sacramento. Na última sexta-feira, 18, moradores e fiéis do Sertão da Quina reproduziram a tradicional Procissão do Encontro com os estandartes que representavam a via-crúcis e com a réplica da imagem de Nosso Senhor Jesus Cristo morto. Caminhando pelo que seria a via dolorosa (caminho difícil a ser percorrido; sua origem está relacionada ao caminho que Jesus fez enquanto se encaminhava à crucificação, onde carregou sua própria cruz) fiéis, turistas, moradores e curiosos se encantaram com a encenação do tradicional canto de Verônica pelas ruas do bairro. Do lado da fé, oração, lágrimas e muita emoção marcaram a Procissão do Encontro onde viveram a via sacra. A estações foram contempladas em todo o caminho, os estandartes foram à caracterização da representação do sofrimento e da dor de Nossa Senhora e Verônica naquela época. O canto de Maria com Verônica no Emaús emocionou muita gente que há décadas não presencia tamanha manifestação de fé e de dor. É normal ver as pessoas emocionadas em ver o quanto Jesus sofreu por nós e devemos ter coragem de agradecer por tudo que ele fez, conta os fiéis. Segundo os organizadores,

Fotos: Aguinaldo José/PROMATA

o cântico tem que ser lento porque Jesus teve a passagem de morte e ressurreição, é um momento de silêncio e meditação, contam. Segundo a Igreja Católica, Verônica foi quem lamentou a crucificação de Jesus no Calvário. Ela segurava um pano para simbolizar o Santo Sudário - toalha que teria sido utilizada por Verônica para enxugar o rosto de Jesus. Já na penúltima estação onde Cristo desce da cruz é o momento em que todos observam o Cristo morto, na representação ele desce o monte sempre na companhia de Nossa Senhora. Em seguida ele fica exposto no interior da capela para os fiéis. Na realidade a Igreja Católica celebra a Paixão do Senhor. Foi um dia marcado pela profunda reflexão a respeito

do preço caro que Jesus teria pagado pela salvação da humanidade. Dentro desta reflexão, onde os puros pagarão pelos pecadores, paroquianos emocionados e unidos, percorreram as ruas do bairro na Procissão do Senhor Morto. Mas padre Carlos Alexandre

ameniza os fiéis, segundo ele, na Sexta-Feira Santa o mais importante é a ação litúrgica, quando temos a celebração com a leitura da palavra de Deus, principalmente a paixão, momento de oração, o beijo da cruz e a comunhão.

“O povo precisa se alegrar porque é um dia de vitória de Jesus, porque quando Ele morreu, matou a morte, então é um dia de luta, força, vontade, entrega e experiência de Jesus que não morre mais”, disse o Pároco. O interessante este ano foi a espontaneidade da comunidade, sua participação direta sem ensaios é que deu o brilho deste evento. Muitos buscaram num passado não tão distante a beleza das grandes procissões, isto deixa claro a importância da localização de cada individuo em sua cultura. Esta mistura de sentimentos bons fez com que muitos se manifestassem através de lágrimas sinceras por reviver o que é próprio de cada paroquiano na vida e na fé.

Lágrimas e emoções do passado Ainda na segunda e terceira geração dos moradores da região, era comum a procissão ser mais completa, havia os que preparavam com maior ansiedade a Semana Santa, de verdade ou não para os não praticantes, o interessante é que todos respeitavam e por isso eram respeitados. Daquela época alguns fragmentos entre os moradores puderam ser lembrados e um deles foi a tradição das sete palavras de Jesus na Cruz, na realidade trata-se de uma coleção de palavras ou frases breves que fora pronunciada por Jesus durante a crucificação. Na época do radio inclusive podia-se ouvir a música sete palavras de Pedro Bento e Zé da Estrada que relatava em rimas o que aconteceu neste evento épico e o por que. Elas são descritas na seguinte ordem: I - “Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem”. (Lc 23:34), II - “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”. (Lc 23:43), III - “Mulher, eis aí o teu filho... Eis a tua mãe”. (João 19:26, 27), IV - “Eli, Eli, lama Sabactani?” (Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?) (Mt 27: 46) e (Mc 15: 34), V - “Tenho Sede” (João 19:28), VI - “Tudo está consumado” (João 19:30), VII - “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”. (Lc 23:46). Esta última a mais conhecida e segundo pesquisadores trata-se da chegada do término da passagem de Cristo pelo Calvário. Na última frase dita por Cristo, reforça-se a fé do homem em Deus. Esse foi um ato supremo de confiança.


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A importância sobre o potencial geoturístico das paisagens da região Pesquisadora fala da importancia da contribuição cientifica para uma nova atividade turística a região que concilie respeito a atividade e conhecimento sobre o solo dos locais explorados. Fotos: Maria do Carmo Oliveira Jorge MARIA DO CARMO No último sábado, 19, no meio do feriado, participei com o especialista Antonio Guerra da Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ, acompanhado do PROMATA Silas Fileto de atividades de campo para o projeto intitulado “Potencial geoturístico da região sul do município de Ubatuba-SP”. Estes estudos fazem parte de um importante trabalho para minha tese de Doutorado, que é orientada pelo professor Dr. Antonio José Teixeira Guerra daquela conceituada universidade. Os trabalhos vem sendo realizados no Departamento de Geografia da UFRJ através do Programa de Pós-Graduação em geografia, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico-CNPq no âmbito do Laboratório de Geomorfologia Ambiental e Degradação dos Solos- LAGESOLOS, que há alguns meses realizou outros estudos na propriedade do Sitio Recanto da Paz, no bairro do Araribá. Na pratica, os estudos realizados serão de grande valia para a comunidade, principalmente no que se refere a mais uma atividade rentável e sustentável de preservação do meio ambiente e de seus patrimônios, inclusive o conhecimento. Como filha da terra, e pesquisadora, tento unir minhas experiências pessoais e do mundo acadêmico, assim, vejo que posso contribuir com informações para uma área do qual muito me orgulho de ter nascido e que ainda necessita de trabalhos que possam contribuir para o seu crescimento e desenvolvimento turístico de uma forma consciente e não exploratória.

Um novo desafio A região necessita de um turismo que possa movimentar sua economia o ano inteiro e não apenas alguns meses ao ano. Dessa forma, fazer estudos e experimentos sobre o potencial geoturistico da região sul do municipio de Ubatuba é um grande desafio e, ao mesmo tempo, muito prazeroso, pois a riqueza da diversidade nessa área é imensa, e nos instiga ainda mais ao seu entendimento. Lembrando que o Geoturismo é um novo segmento de turismo no Brasil, tendo como objetivo divulgar seu patrimônio geológico/geomorfológico (feições do relevo como atrativo turístico) e ao mesmo tempo apontar para sua conservação. No Brasil, já existem inúmeros trabalhos na área do Geoturismo, cujo objetivo é o de divulgar a riqueza da geodiversidade do país, como a criação de alguns geoparques, considerado este, como um importante instrumento geoturistico. O geoturismo além de promover a conservação desses patrimônios geológico e geomorfológico, por exemplo, também envolve as comunidades locais através de atividades econômicas sustentáveis. O geoturismo tambem interage com a biodiversidade, a história e a cultura local, algo que a região sul do municipio tem muito a oferecer. O geoturismo também, através de instrumentos de interpretação ambiental, busca sensibilizar o turista, por exemplo, ao conhecimento e entendimento dos processos geológicos e geomorfológicos. Há de se considerar que

muitos turistas, por não possuirem conhecimento sobre a geologia ou geomorfologia de uma área, vêm esses elementos da geodiversidade como um componente estático na paisagem. Assim, os meios interpretativos são ferramentas utilizadas na busca dessa compreensão. Por que fazer coleta de amostras de solo nas trilhas? As trilhas talvez sejam as rotas de viagem mais disseminadas no mundo e a crescente procura de pessoas interessadas em visitar áreas naturais e Unidades de Conservação tem sido realizado pelo ecoturismo, o setor do turismo que mais cresce no mundo e que demanda uma quantidade maior de atrativos e conhecimentos cada vez mais específicos. Porém, os impactos causados pelo uso público nestas áreas, bem como a necessidade de realizar o manejo de visitantes para se evitar, minimizar, controlar e monitorar tais problemas são notórios e amplamente reconhecidos tanto no meio acadêmico como no âmbito da administração das Unidades de Conservação. Fazer levantamentos detalhados das trilhas, mediante estudos do relevo, dinâmica dos recursos hídricos, declividade, solo, e geologia do local em estudo, por exemplo, associados às características históricas e culturais devem ser pesquisadas e ressaltadas a fim de otimizar as informações e incluir a dimensão educacional às trilhas. Locais escolhidos Para saber melhor sobre o potencial geoturístico das trilhas no setor sul do Município

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Figura 1.Trilha Praia da Lagoa-Praia do Simão. Em vermelho mostrando coleta pelo anel volumétrico. Foto: Maria do Carmo Oliveira Jorge

de Ubatuba, escolhi junto com a PROMATA as cinco trilhas mais utilizadas e conhecidas. No Araribá foram às trilhas dos sítios Recanto da Paz e Lama Mole, no Sertão da Quina a trilha da Santa Maria da Água Branca, na Lagoinha a trilha das Sete Praias (Lagoinha ao Cedro), por último a trilha do quilombo – Ponta Aguda a Praia da Caçandoca. A escolha por essas trilhas é devido a inúmeras informações que elas representam, e justifica-se pela atribuição de natureza não apenas abiótica (meio físico), mas também pelo contexto econômico, cultural e social que elas representam. Ao mesmo tempo em que alguns critérios principais são utilizados na avaliação dos diversos trechos ao longo das trilhas (valor paisagístico, cultural, cientifico, informações turísticas, visibilidade e segurança) também são coletadas amostras de solos que complementarão a pesquisa na questão relacionada aos impactos na trilha. Para isso são coletados em vários pontos de cada trilha, amostras de solos

na área de trilha e na área de talude, visando, dessa forma, a comparação entre ambas. Amostras Para cada ponto (trilha e talude) são coletadas amostras deformadas, amostras em anel volumétrico (Figura 1) e amostras de agregados. Essas amostras são trabalhadas em laboratório, sendo realizadas as seguintes análises: pH, estabilidade dos agregados, densidade aparente e densidade real, porosidade total, textura e carbono orgânico. Essas análises têm por objetivo, além da caracterização dos sedimentos das encostas e planícies, auxiliarem no diagnóstico dos danos ambientais, permitindo inferência quanto à susceptibilidade da área de estudo à ocorrência de movimentos de massa e processos erosivos, que são visíveis nas encostas, e se repercutem de forma direta e indireta nas calhas fluviais e nas planícies. As análises químicas e físicas estão sendo feitas no Laboratório de Geomorfologia, do Departamento de Geografia da UFRJ.


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Problemas erosivos causam preocupação Também há que se considerar que ao mesmo tempo que a visitação nessas áreas é importante para o turismo local, por outro lado, o acesso, muitas vezes, a este tipo de atrativo, realizado principalmente através de trilhas, pode comprometê-las. Alguns trechos de trilhas vistas no decorrer dessa pesquisa, encontram-se bem impactadas e com sérios problemas erosivos, a exemplo de ravinas ou solapamento (Figuras 2 e 3). A intensificação da utilização das mesmas pode atuar como vetores de propagação de diversos desequilíbrios ambientais, como pisoteio na vegetação, exposição, compactação e erosão do solo. Dessa forma, a tese de doutorado tem dois focos centrais: contribuir para a aproveitamento do potencial geoturistico da região, e propor maneiras de minimizar, ou mesmo evitar impactos nas trilhas. Assim, com isso, mostrar as áreas mais resilientes para as atividades impactantes, e em outros casos realizar um manejo adequado da visitação pública e dos locais onde essas atividades são desenvolvidas.

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Figura 2. Presença de ravinas e solo bastante compactado, em trecho da trilha entre a Praia do Deserto e a Praia Grande do Bonete. Foto: Maria do Carmo Oliveira Jorge

Figura 3 .Trecho de trilha da Água Branca. Em amarelo, indicando trilha com 40 cm de largura e em vermelho mostrando solapamento basal, causado pela erosão.

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Avaliação preliminar de locais de interesse geológico e geomorfológico Na região sul do município de Ubatuba encontram-se alguns geossítios (locais de interesse geológico/geomorfológico) que se destacam pela sua singularidade e notável valor do ponto de vista cientifico, turístico e didático). Segundo, Brilha (2005), o termo Geossítio, num sentido mais amplo, pode ser entendido como uma exposição natural ou artificial de um ou mais elementos da geodiversidade, bem delimitado geograficamente e que apresen-

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ta valor singular do ponto de vista científico, cultural, turístico. O conjunto de geossítios caracterizados e inventariados numa determinada região constitui o seu patrimônio geológico (Brilha, 2005). BRILHA, J.B.R. Patrimônio geológico e geoconservação: a conservação da natureza na sua vertente geológica. Braga: Palimage, 2005.190 p. Disponível em:< http://www.dct.uminho.pt/docentes/pdfs/jb_livro. pdf > Acesso em: abril de 2012. Figura 4 . Cachoeira da Água Branca em área formada pelo granito verde de Ubatuba (Charnokito). Figura 5. Beleza singular de um afloramento rochoso situado na praia da Lagoa. O detalhe da rocha corresponde diversos tipos de atividade ígnea.

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Figura 6. Geossítio Praia da Lagoa Diques e fraturas – Praia da Lagoa. Constituído por rocha ígnea, que se encaixa numa rocha pré-existente.

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Figura 7. Geossítio Praia da Lagoa Lagoa que dá nome a praia, denominada Praia da Lagoa, situada a esquerda da figura. O cordão arenoso visto na foto trata-se de uma restinga, que é uma feição formada pela ação do mar. Área de beleza impar no litoral sul de Ubatuba.

Autoria: Maria do Carmo Oliveira Jorge, Geógrafa, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Geografia, da UFRJ, caiçara, nascida em Ubatuba, no Araribá, entusiasta das atividades de base comunitaria e mais nova colaboradora do PROMATA e do Jornal Maranduba.


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Domingo da Coroação é cercada de emoções e lágrimas

Romeiros da caminhada a Aparecida levam imagem a casas de moradores Foto: Aguinaldo José/PROMATA

EZEQUIEL DOS SANTOS Na semana das missões, a comunidade descobriu suas novas aptidões e tempo que não possuía. Desde o inicio da apresentação das vestimentas dos arautos, os cantos em estilo gregoriano, da apresentação dos padres (Wanderley, Francisco e Sato), celebrações e confissões todos os dias, as pessoas sabiam que algo de diferente iria acontecer. Com a programação na mão as pessoas se organizavam em casa e no trabalho para saber mais do que acontecia, muitos por curiosidade outros por vontade de servir. Depois dos eventos e visitas diárias, a semana chegou ao fim e neste domingo o ápice dos acontecimentos – A coroação de Nossa Senhora de Fátima. Antes, porém os missionários haviam escolhidos os coordenadores do apostolado do oratório, facilmente destacados pela proteção abóbora sobre os ombros. Um responsável pelo terço dos homens também foi escolhido. Bom a celebração trouxe mais de quatrocentas pessoas a capela de Nossa Se-

nhora das Graças, vindas das outras duas capelas participantes das missões: Nossa Senhora de Fátima na Tabatinga e Cristo Rei na Maranduba. Cheia de mistérios a celebração seguia atraindo os fieis, alguns se emocionavam em alguns momentos, outros permaneciam calados, porem a grande maioria seguia o ritmo cadenciado das palavras proferidas. O momento da coroação foi envolvente, marcante e inesquecível para alguns fiéis. Podia-se ver a emoção tomando conta do lugar. Já ao final uma troca de gentilezas, despedidas dos dois lados. Os

Arautos cantaram uma musica popular – Luar do Sertão, com letras adaptadas ao lugar e as pessoas que os acolheram, foram tecidos os mais variados agradecimentos aos participantes. Como retorno os arautos receberam uma belíssima leitura de agradecimento e um jovem menino caracterizado de pescador entregou a cada um deles peixe de palha e uma lembrancinha da capela, também um caloroso abraço. Na realidade a finalização da celebração foi uma grande festa que deixou uma única certeza a todos: que as próximas missões venham depressa.

Aguinaldo José/PROMATA No final de março e começo de abril alguns participantes da romaria a pé ao Santuário de Aparecida do Norte realizaram uma peregrinação com a imagem e estandarte da Padroeira do Brasil às residências de moradores na região. Os objetos sagrados são os mesmos que acompanham os milhares de fiéis que realizam a romaria a Aparecida todos os anos, eles visitam as casas dos romeiros e de outros interessados até que chegue ao seu local de partida, a capela do bairro do Itaguá, próximo ao centro da cidade, para mais uma caminhada rumo ao interior do estado. Mesmo com chuva e a noite, por aqui a visita seguia dias intercalados, ficando a imagem e a bandeira o dia inteiro na casa de algum devoto, no outro dia rumava para outra

residência e assim sucessivamente. Quando chegava a alegria estava aparente, era realizado um terço na casa onde ela iria passar o dia. Desta vez pelo menos 15 residências foram contempladas, na maioria de peregrinos que realizaram a caminha a pé a Aparecida. A imagem andeja é da última romaria, que aconteceu em novembro passado. Daqui ela seguiu para a cidade realizar a peregrinação nas casas dos devotos da cidade e bairros vizinhos. Aonde ela chagava era realizado o terço e assim ficava um dia na residência. Após a romaria deste ano, muitos fiéis já buscam ansiosos melhores informações para que suas residências sejam visitadas pela imagem e pelo estandarte da Mãe do Brasil como era realizado num passado não muito distante por aqui.


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Missão Mariana com os Arautos do Evangelho muda rotina da comunidade EZEQUIEL DOS SANTOS Em apenas cinco dias (22 a 27 de abril) a comunidade viveu uma experiência diferenciada. Com os objetivos baseados no tudo pra Jesus e nada sem Maria os mensageiros Arautos do Evangelho mudaram a rotina maçante e igual das ruas da localidade. Muitos se assustaram com a presença dos uniformizados tocando trompete a frente de suas casas realizando uma alvorada festiva e chamando-os para participar das missões. Mesmo os que não eram cristãos se encantaram com a disposição, e digamos, com a coragem destes homens. O movimento era de um encontro, de turismo a sua própria casa, de despertar para as coisas boas da comunidade. Um primeiro olhar a desconfiança, depois ia se acostumando e aos poucos a comunidade ia adquirindo confiança no trabalho muito bem realizado por eles. Havia os que achavam que eram policiais, já outros que eram até gente de outro mundo ou do mesmo mundo mais de séculos atrás. Ao certo foram intensos os comentários pelos botecos e esquinas da vida. Já na terça, a noite, uma carreata para a chegada da imagem de Nossa Senhora de Fátima havia quebrado o silencio e a monotonia da avenida principal entre a praia e o sertão. Quando eles desembarcavam com verdadeiros mensageiros as pessoas saiam de onde estavam e vinham ver, havia os mais desconfiados que espiavam com o rabo de olho, se fazendo de não dar muita importância aos arautos. Com uma estrutura invejável, as procissões, as visitas, os instrumentos, a

vestimenta, os veículos eram cuidadosamente trabalhados para que nada saísse do roteiro e nem do contexto proposto. Durante a semana todas as pessoas tinham agenda lotada para o festejo religioso, esta era a intenção das missões organizadas pela tropa da cavalaria de Maria. Na quinta a noite na Capela Nossa Senhora das Graças foi apresentado um filme sobre os segredos de Fátima, também suas explicações. As imagens eram fortes e remetiam as falas dos pastorinhos em Fátima- Portugal em 1917. Muitos fiéis se emocionaram com o choque de realidade dita pela Mãe de Deus aos pastorinhos. Foi solicitado aos fiéis o cumprimento das recomendações solicitadas nas cartas de Lucia, única pastorinha que virou freira e se colocou a escrever os segredos. Na noite de 25 foi realizada uma procis-

são luminosa que há tempos não se via, com palavras de ordem a cristo e a sua mãe os paroquianos expressavam sua emoção e vontade de estar naquele exato momento onde

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estavam e fazendo o que faziam. Para quem quer observar melhor o que aconteceu aos mensageiros colocaram a disposição varias fotos no sitio da

internet http://cavalariademaria.org/, de uma espiadinha, quem sabe você está também. Foram muitas visitas e bem aventuranças nesta terra de guerreiros Tupinambá.

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“Chacina na Ilha Anchieta - Tiroteio na invasão e retomada da Ilha” Parte 2 Jornais da época enviaram seus melhores repórteres para descrever a maior rebelião do planeta que aconteceu em nossa região, sobreviventes ajudam a contar a história EZEQUIEL DOS SANTOS “Edição 4 (1º caderno) São Paulo, segunda-feira, 23 de junho de 1952”, o relato daquelas linhas pareciam mais serem tirados de um filme de terror, os repórteres da época disseram que seguiam o foco de luz que vinha do ancoradouro da Ilha Anchieta, era noite e mesmo com a lancha em marcha lenta era difícil o entendimento de todo aquele furdunço. Pareciam mesmo movimentos de soldados desembarcando, segundo os repórteres, até eles, no barco, vinham os reflexos metálicos das armas carregadas pelos soldados da Força Pública. Com todo o cuidado a lancha tentava aproximação, porém as tentativas eram infrutíferas já que a 500 metros foram recebidos por uma rajada de tiros, que os fizeram mudar de idéia e de rumo. Naquela distancia tornava-se difícil qualquer identificação e uma aproximação maior poderia ser fatal, haja vista o aumento da tensão na ilha com a chagada das tropas. Nnuma tentativa de aproximação, os repórteres tentaram gritar que eram amigos, mas suas palavras se perderam no escuro. Então deram a volta na ilha e tentaram outra abordagem pela Praia do Leste, não deu certo. A meia distancia novamente os tripulantes foram alvos de rajadas de tiros, não sabiam ao certo quem havia disparado contra eles, os bandidos ou a policia, e agora? De qualquer modo tentaram abrigar-se no interior do barco, afastando-se da ilha. A única solução era esperar a ma-

drugada para uma nova tentativa de desembarque. Enquanto esperavam o medo e ansiedade aumentava, enquanto ficavam fundeados naquele mar encrespado temiam ficar frente a frente a qualquer momento com barcos de fugitivos ou da policia marítima. A confusão seria fatal no meio daquele inferno vivido na terra, digo nas águas da ilha. Os repórteres diziam que cada luzinha que viam os deixava de prontidão e na expectativa. Duvido! Acredito que ficavam na realidade é com mais medo e com vontade de esperar amanhecer o dia o mais longe dali. Vozes, barulhos de destruição, tiros, gritos, eram o que podiam ouvir. Não era possível entender mais nada, voltar ao Itaguá Ubatuba poderia ser tão perigoso quanto seguir adiante. E que naquele ponto o policiamento era muito severo tanto na cidade quanto na ilha, os homens da lei tinham ordens para atirar. Não tinha outro jeito, o negócio foi apagar as luzes, permanecer em silencio e aguardar o amanhecer para serem aos menos reconhecidos pelas tropas. Enfim amanheceu, com a luz do dia partiram em marcha lenta, “a certa distancia em direção do píer nos fizemos reconhecer, fomos aproximando bem devagar até sermos vistos claramente”. Desta vez o êxito, foram identificados já a distancia e conseguiram desembarcar no ancoradouro. Ao pisar na ilha lembraram-se do inferno que haviam passado na noite anterior. Porém o inferno ainda esta-

va lá, naquele tempo e lugar, as primeiras cenas lembraram um palco de guerra, de destruição, disseram. Já havia alguns corpos na alameda colocados em colchões, cobertos por lençóis brancos. A impressão relatada nos noticiários da época dava conta de o presídio ter sido visitado por uma horda de vândalos, do ambiente de tensão e de pavor entre os residentes na ilha, do movimento colossal à porta do

prédio da administração e atualizada todo o tempo a lista de mortos da evasão. Era um acontecimento único, de dimensões internacionais, que naquele primeiro momento eram de notícias desencontradas, havia muita coisa para cobrir e relatar, foi um esforço sobre humano, diferente dos costumeiros modos de noticiar, mas o fizeram. Então na chegada dos repórteres muita informação foi organizada, as cenas descritas tomaram mais realismo, novos fatos foram incorporados, detalhes impressionantes

começaram a ganhar ênfase. Cenas pavorosas os deixaram atônitos, até mesmo a expressão da tropa era diferente tamanha brutalidade descrita. As perguntas sobre as primeiras descrições na época devem ser a mesma de você leitor que agora começa a conhecer trechos desta grande história de nossa região, eram elas: terá sido, realmente, uma tragédia sem paralelos nos anais que nos contam da maior evasão do mundo? O que de fato teria levado aquela massa de cerca de trezentos sentenciados a uma fuga trágica? Quem começou este horroroso massacre? Para quem chegava à ilha a impressão do presídio era de que por ali passou uma legião de vândalos, por isso as primeiras perguntas eram estas. O que se sentia era muita tensão, ela era a única coisa que reinava absoluta nesta terra, naquela época. Tensão porque havia o temor de que os fugitivos pudessem se reunir em bandos novamente para tentar um audacioso regresso a ilha para libertar os que não conseguiram fugir ou foram recapturados. Os guardadores do lugar eram compostos por membros da Força Pública e da Polícia Marítima recém chegada de Santos. Ao abrir a porta do pavilhão principal, viu-se uma verdadeira montanha de roupas, sapatos, chapéus e miudezas transformadas em trapos e alguns reduzidos a cinzas. A destruição foi impressionante, o incêndio parecia visar especialmente as salas da direção e da vigilância. Os tetos ruíram e o resto da destruição será contado na próxima edição.


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Escola Nativa inicia o Projeto Pedala Leitura 2014

EZEQUIEL DOS SANTOS Nesta segunda-feira, dia 28 de abril, aconteceu na quadra da E.M. Nativa Fernandes de Faria, no Sertão da Quina, o segundo Workshop referente ao Projeto Pedala Leitura 2014. O evento é destinado aos alunos dos quintos anos. Este projeto teve início no ano de 2013, e tem por objetivo integrar duas atividades extremamente importantes: o ciclismo e a leitura. No Workshop deste ano, a Escola Nativa contou com a presença do Cabo P.M. Leiva (Bombeiro e Guarda Vidas), que deu noções de primeiros socorros; do mecânico de bicicletas Guido (Bicicletaria do Guido no Sertão da Quina e Maranduba), juntamente com seu filho e sua nora, que contribuíram com informações sobre manutenção de bicicletas e dis-

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tribuíram brindes às crianças; Aguinaldo dos Santos (Ciclista Profissional do Mountain Bike, Atleta MazzaBike e Nutrisporty), que trouxe informações sobre o esporte e suas vivências. A professora de Língua Portuguesa da E.E. Áurea Moreira Rachou, Mariana Cristina Blaia, que compareceu com a turma do 6º A, ex-alunos da Escola Nativa (iniciantes do Projeto Pedala Leitura no ano passado), para falar sobre a importância da leitura, e os alunos para trocar experiências do Projeto anterior, também Paulo Roberto Hauschild, pai de aluno, que gentilmente cedeu sua mesa de som. A Equipe Gestora da E.M. Nativa Fernandes de Faria agradece a todos pela disponibilidade e colaboração dos participantes e dos colaboradores.

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Moringa Oleífera: milagre da natureza

LUZIA FERREIRA A moringa Oleífera (Moringaceae), planta originária da Índia é considerada por botânicos e biólogos, um milagre da natureza. Uma esperança para o combate da fome no mundo. Rica em vitaminas, aminoácidos e sais minerais. Sete vezes mais vitamina C que a laranja; quatro vezes mais cálcio que o leite; quatro vezes mais vitamina A que a cenoura; três vezes mais potássio que a banana; duas vezes mais proteína que o leite; cerca de 30 % de proteína, equivalente á carne do boi; mais ferro o espinafre; vitaminas presentes: A, B(tiamina, riboflavina, niacina), C, E, e beta caroteno; de minerais presentes: Fósforo, Ferro, Selênio e Zinco.

Resultados positivos Ocorreram no tratamento de Prost atite, câncer da próstata, reumatismo, tumores, lúpus eritematoso, artrites e outras doenças autoimunes, hipertensão arterial, hepatite, mobilidade gastrintestinal, vírus Epstein – Bar, epilepsia, fadiga crônica, males causados pelo tratamento de câncer, tratamento pré- natal, de glaucoma, de má nutrição de adultos e crianças de redução da obesidade, cura de irritação gastro- intestinal, de dermatoses, de bronquites e de inflamação de mucosas em lactentes. As raízes são laxativas. A planta produz efeito renovador das células epiteliais, dos órgãos sexuais e do cérebro. Estudos demonstraram

sua eficiência em dezenas de doenças: é anti- diarreia, anti-inflamatória, antimicrobiana, anti -espasmódica, anti- diabética, diurética, vermífuga (flores e sementes). Fortalecimento muscular, massa magra, resistência muscular, doenças de pele e no combate ao envelhecimento entre outras propriedades. Existe citação do uso dessa planta com essa finalidade na BÍBLIA, em EXODUS 15 - 20 – 25. Ela é considerada um milagre da natureza, uma verdadeira farmacia natural. Também pode ser utilizada no combate a obesidade e ao colesterol elevado, usa-se como um suplemento alimentar natural, com muito mais vitaminas e aminoácidos.


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“O dotô disse que to com uma doença muito grave!” ROSÁLIA LUIZA Em conversa com parentes e amigos, recordando alguns fatos de nossa infância, lembrei de um caso que aconteceu com um senhor que conheci a mais de 50 anos. O que aconteceu com ele ainda é motivo de risos entre os moradores mais velhos. Homem alto, magro, trabalhador por demais, alegre, sempre sorridente, divertido, “contado de causo” e pau pra toda obra, Seu Moisés era tão simples quanto ingênuo, matuto da roça, pouco sabia das coisas da cidade, era mais ligado ao trabalho e como trabalhava. Como a vida era bem mais difícil naquela época, sua esposa dona Maria e as filhas Maria das Dores, Maria de Lurdes, Geralda e Orzilia acompanham o patriarca com o que aparecia, não tinha tempo ruim pra esta família. Pendurado aos ombros, seu Moisés andava sempre com uma espingarda, calibre 40 de ferrolho de dois canos, na cintura um facão que de tão grande chagava até o chão. Só se via ele sem espingarda e sem facão quando ia à missa. Religioso, devoto do Divino Espírito Santo e Nossa Senhora. A família sempre participou dos ofícios a Maria - mãe de Deus. Esta família vinha a pé a nossa roça “panhá” café de “ameia” junto com meus pais. Também vinham tirar taquara para os belos trabalhos de artesanato, lá almoçavam e nós, ainda crianças, podíamos rir com seu Moisés. Das coisas da cidade ficávamos muito contentes quando víamos ou ganhávamos um sabonete

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da Gessy ou Palmolive. Imagine possuir então a tal água de cheiro Cashmere Bouquet Floral (talco e spray), talco Seda de Alfazema, pó de arroz Quatro Rosas, pote de Brilhantina Perfumada da renomada marca inglesa Yardley, aqueles cortes de panos chiques (seda florida) para o nosso vestido. Bom! Muitas destas maravilhas vinham da “venda” do Ângelo Zacarias e do João Pimenta Velho na Maranduba. Em Caraguatatuba da “venda” da dona Nena, do Zé Turco e do Sr. Benjamim, outros objetos vinham de Santos e São Sebastião. Vinham de cidades que já tinham creme dental e até chuveiros, não precisavam mais esquentar água no “cardeirão”. Nós por aqui tínhamos apenas o sabão feito em casa, era o sabão de cinza, misturado ao capim chulim com gordura de porco, pra escovar os dentes usávamos cinza, carvão ou areia da praia bem fininha. Assim como alguns da localidade, seu Moisés era adepto do pouco banho, principalmente no frio, daqueles banhos só aos sábados, de passar um pé

no outro antes de dormir e dizer “pra que tomar banho, já passei no rio e molhei os cambitos”. A idade foi chegando, então seu Moisés resolveu ir ao posto de saúde pra ser atendido pelo Dr. Crispim ou ao Dr. Augusto, em São Sebastião. Como eu teria que passar no médico também, pedi a minha mãe se podia ir com eles, assim eu aproveitaria a oportunidade para vender chapéus de palha, balaios, tapetes, esteiras, chinelos no Pereque em Ilhabela, claro depois da consulta. Às 5 da manhã fomos pelo caminho do Botujuru para pegar o Expresso Rodoviário Atlântico na Rodovia SP-55, ainda de terra. Antes, porém o ônibus passou no Hotel Picaré para entregar o pão, mesmo lotado subimos junto as sacas de “quartas” de café, milho, farinha, arroz e artesanatos para serem vendidos na cidade. Descemos em Caragua e pegamos em seguida outro ônibus pra São Sebastião. Lá entramos na fila pro atendimento médico. Seu Moisés foi chamado, a consulta demorou um pouco mais do que o esperado, de repente sai ele meio assustado, meio enfezado, com cara de duvida e nos disse: “Perguntei pro doto o que eu tinha. Pois é! O doto disse que to com uma doença muito grave! Uma doença muito séria! He, he, he! Disse que eu to com a tar de farta de giene (falta de higiene). Mas que diabos é essa doença?”. Foi uma risadaria só. Ele mesmo disse que se soubesse do que se tratava não tinha contado pra ninguém, de jeito maneira.

Prefeitura apresenta números da vacinação para 2014 Neste ultimo sábado 26, acompanhando a campanha nacional de vacinação a prefeitura apresenta o número de pessoas que a campanha terá que atingir no município. Os postos de saúde esperam atender as expectativas, tanto do governo quanto da população. Dos 20.335 pessoas, os idosos representam 7.815, os menores de dois anos de idade são

1.680, crianças de dois e quatro anos 3.266, gestantes 840, indígenas 241, população prisional 50, trabalhadores da saúde 1637, pessoas com comorbidades (designação de duplo diagnóstico) 4.668, puéperas ( mulher que esta dando a luz ou a deu recentemente) 138. Na região não há registros de ocorrências a não as já previstas no planejamento da campanha.

Foto de Recordação

Naquela tarde eles foram os heróis de suas casas e da comunidade, onde estarão e o que fazem agora?

Bingão da APASU & ALMA VIRA LATA Dia 03/05 – sábado 20 hs. - rodadas extras Dia 04/05 – domingo 15 hs. – Bingo Principal Local: Matriz Cristo Rei – Maranduba Bingo Principal: moto 0 KM, geladeira duplex, TV LCD, maquina de lavar, Notebook, tablet, rodadas extras. Barracas típicas e comes e bebes

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Cantinho da Poesia

Coluna da

Quem é este menino

Adelina Campi

Dia das Mães

O dia das mães é comemorado, aqui no Brasil, no segundo domingo de maio. A data surgiu em virtude do sofrimento de uma americana que, após perder a mãe, passou por um processo depressivo. As amigas mais próximas de Anna M. Jarvis, para livrá-la de tal sofrimento, fizeram uma homenagem para sua mãe, que havia trabalhado na guerra civil do país. A festa fez tanto sucesso que em 1914, o presidente Thomas Woodrow Wilson oficializou a data, e a comemoração se difundiu pelo mundo afora. As mães são homenageadas desde os tempos mais antigos. Os povos gregos faziam uma comemoração à mãe dos deuses, Reia. Na Idade Média os trabalhadores que moravam longe de suas famílias ganhavam um dia para visitar suas mães, que os ingleses chamavam de “mothering day”. Mãe é a mulher que gera e dá à luz um filho, mas também pode ser aquela que cria um ente querido

como se fosse sua geradora, dando-lhe carinho e proteção. As mães merecem respeito e muito amor de seus filhos, pois fazem tudo para agradá-los, sofrem com seus sofrimentos e querem

que estes estejam sempre bem. Com o passar dos anos, o dia das mães aqueceu o comércio de todo o mundo, pois os filhos sempre compram presentes para agradá-las e para agradecer toda forma de carinho e dedicação que recebem

ao longo da vida. Nas diferentes localidades do mundo, a comemoração é feita em dias diferentes. Na Noruega é comemorada no segundo domingo de fevereiro; na África do Sul e Portugal, no primeiro domingo de maio; na Suécia, no quarto domingo de maio; no México é uma data fixa, dia 10 de maio. Na Tailândia, no dia 12 de agosto, em comemoração ao aniversário da rainha Mom Rajawongse Sirikit. Em Israel não existe um dia próprio para as mães, mas sim um dia para a família. No Brasil, assim como nos Estados Unidos, Japão, Turquia e Itália, a data é comemorada no segundo domingo de maio. Aqui, a data foi instituída pela associação cristã de moços, em maio de 1918, sendo oficializada pelo presidente Getúlio Vargas, no ano de 1932.

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Quem é este menino, que brinca com as palavras igual a um Monge Beneditino, e a todos conquista com desatino. Quem és tu criatura, que mal saiu da fralda e já esbalda tamanha desenvoltura? Quem é tu criança, que estais a resgatar a esperança num mundo de egoísmo, num mundo de ignorância? Que fique bem claro, meu caro, és tu um caso raro. Menino... que seja este o seu destino, sinta-se honrado meu amado por este dom genuíno, eu te amo pequenino. Quem é este menino? Gui Jann. Wellington Gomes Romance Boêmio Escrevo pelos muros das cidades Poemas para você decifrar, E pelas paredes de meu apartamento Faço desenhos abstratos Que não entenderás. Talvez queira te levar para Veneza Mas acho melhor irmos para um bar, O botequim da vila irá nos confortar Para que da vida possamos conversar. A cada gole, uma serie de confissões A cada confissão, Uma garrafa de wiski mais barato E no final da noite, Seremos dois embriagados Dizendo palavras que na manhã seguinte Não serão lembradas Mas para sempre guardadas No subconsciente. Giulia Virgilio Para Wellington Gomes



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