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Maranduba, Abril de 2014

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Disponível na Internet no site www.jornalmaranduba.com.br

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Ano 4 - Edição 59 Foto: Ezequiel dos Santos

Águas de São José

Depois dela o colorido das belezas naturais entram em cena


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O uso sem limite das redes sociais

ALISSON KRUGER O Brasil já é o segundo colocado em número de usuários das chamadas “redes sociais”, dentre elas facebook, Orkut, twitter. Na maioria dos casos o uso é estritamente social, mas as redes também são usadas para atividades comerciais, eleitorais entre outras e em alguns casos com a natureza de difamar caluniar e constranger pessoas. Nesse último caso, é que temos a repercussão negativa do uso das redes sociais com a intenção única de constranger determinada pessoa ou estabelecimento comercial. Em ambos os casos se a ofensa for direcionada a pessoa física ou jurídica o autor da ofensa pode e deve ser

Editado por:

Litoral Virtual Produção e Publicidade Ltda. Fones: (12) 3832.6688 (12) 99714.5678 e-mail: jornal@maranduba.com.br Tiragem: 3.000 exemplares - Periodicidade: mensal Responsabilidade Editorial:

Emilio Campi Colaboradores:

Adelina Campi e Ezequiel dos Santos Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião da direção deste informativo

responsabilizado cível e criminalmente. Muito embora a legislação específica ainda seja acanhada, podemos aplicar de forma objetiva a legislação existente de uso geral qual seja Código Penal, Código de Processo Civil entre outras. Em caso julgado no mês de dezembro de 2013 pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, um adolescente foi condenado em primeira instância e seus pais solidariamente em segunda instância a pagar, a título de indenização por danos morais, a quantia de R$55.000.00, por ter o adolescente condenado divulgado no Orkut informações falsas com conteúdo pornográfico em desfavor da autora da ação.

No caso, o fato foi grave, pois foi veiculado conteúdo pornográfico, mas a aplicação do entendimento serve para casos menos graves, mas que também merecem reparação como no caso de ofensas injuriosas, difamatórias e no caso do crime de calúnia. A internet não é um espaço sem lei por isso temos que ter cuidado com as postagens feitas em qualquer meio eletrônico, lembrando apenas que a livre manifestação do pensamento direito consagrado pela Constituição Federal é preservada em qualquer meio, ressalvado os limites do excesso. Alisson Kruger Advogado


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Ausência do DAEE prejudica reunião da água comunitária EZEQUIEL DOS SANTOS No último dia 20, na segunda rodada de negociações sobre o futuro da captação, distribuição e administração do sistema de água comunitária foi prejudicada pela falta de representantes do DAEE, departamento estadual responsável pelas águas e energia elétrica no estado de São Paulo. Damião José, da Administração Regional Sul e Helena Kawal, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente representaram a prefeitura confirmando o envio do convite ao DAEE. A reunião, que aconteceu na regional sul, contava com a presença de um técnico do órgão para solucionar algumas dúvidas sobre o atual sistema de água regional, da notificação recebida e de viabilidade técnica para uma transição aos serviços oficiais. Por varias vezes a conversa saiu do foco, moradores desapontados aproveitaram a oportunidade para tratar de outros temas como a do esgoto e registro de imóveis, por exemplo. Novos estudos técnicos e ambientais Na oportunidade, a SABESP, através de seu representante local e regional falaram aos presentes sobre o projeto do reservatório e tratamento de água em andamento. José Bosco, Superintendente Regional da Sabesp no Litoral Norte, informa que a previsão de entrega da obra na região é para aproximadamente janeiro de 2015 e que neste primeiro momento atenderá cerca de 10 mil pessoas com 13 km de rede e investimentos de 17 milhões. Falou ainda que se trata de uma obra supermoderna que tem capa-

cidade para 150 litros por segundo com armazenagem de 2 milhões de litros para atender todo mundo. Segundo Bosco em conversa com o prefeito Maurício Moromizato a intenção é terminar o projeto da água e começar imediatamente a do esgoto como prioridade. Ibere Fábio, gerente da SABESP em Ubatuba fala que ainda não pode fazer a captação após os novos estudos técnicos e ambientais solicitados pelo ministério público, com isto poderá haver uma obra de captação pronta e ociosa. Informa também que a captação não irá interferir no meio ambiente, no turismo da região e na ca-

choeira, como dizem, já que para licenciar existe a necessidade de apresentar licenças e estudos de impactos ambientais aos órgãos autorizativos e licenciadores. Questionamento da comunidade A SABESP foi questionada o porque desta paralisação. A resposta aos presentes é que houve a abertura uma ação civil pública pelo Ministério Público que deve ter solicitado providencias junto ao DAEE após as manifestações. Foi emitido um convite a promotoria para uma inspeção no trecho das cachoeiras até a Cachoeira do Correia, que observou varias irregularida-

des como as casas na beira do rio, por exemplo, esclarece Ibere. Diz ainda que houve uma reunião no passado e poucas pessoas desta comunidade participaram. Ibere complementa dizendo da estranheza de não ver nesta reunião o grupo de pessoas que estiveram no MP para realizar a denuncia que culminou na notificação do DAEE. Um morador diz que esteve na manifestação e que participou porque havia pouca informação da SABESP sobre a obra, se estivessem esclarecidos a comunidade nada disso poderia ter acontecido, que faltou mais transparência da entidade, embora já tenha

acontecido agora é trabalhar para resolver a questão futura da água comunitária. A SABESP se comprometeu em colaborar no convite ao DAEE e que buscará conversar com estes outros representantes da comunidade e demais órgãos para aprimorar a comunicação. Damião propõe a possibilidade de realizar uma audiência pública para resolver esta situação, enquanto isso a comunidade continua apreensiva com o que pode acontecer com o atual sistema de distribuição de água comunitária e as residências na beira do rio provavelmente avistadas pelo Ministério Público.


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DAEE fala que captação de água alternativa da região deverá ser desativada EZEQUIEL DOS SANTOS Embora redigido em 7 de março, só na última semana deste mês que o Sr. Cid Vitor recebeu uma notificação (BPB/EXT-235-2014-autos 9604664) do Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo que trata do pedido de cancelamento do Auto de Infração LN 005/2013 (fls.2) em seu nome. O documento foi lavrado pela equipe de fiscalização de recursos hídricos da Bacia do Paraíba e Litoral Norte, por captação de água superficial

para abastecimento coletivo sem outorga. No documento o engenheiro Carlos Hindemberg da Silva Marques, responsável pelo centro de gerenciamento de recursos hídricos, esclarece que a autuação foi feita em decorrência de visita e constatação do uso irregular em vistoria dos rios e cachoeiras do Sertão da Quina com a presença do Ministério Público, ao qual foi repassada a informação de que o Sr. Cid era o responsável pelos trabalhos de captação comunitária. Outros

voluntários que trabalham na captação de outras áreas da região sul enfrentarão a mesma situação e aguardam os andamentos do processo. O documento é taxativo quando fala que a vistoria acarretou na obrigatoriedade por parte da SABESP da apresentação de um novo projeto a ser encaminhado ao DAEE, mais custoso e mais demorado no atendimento a comunidade. Também menciona que se a captação, até que a SABESP possa assumir toda a rede,

não for assumida por uma associação de moradores/ usuários legalmente constituída, esta captação alternativa deverá ser desativada. O recurso sobre o auto de infração recebido anteriormente foi aceito e o caso da multa, apenas a multa, ao Sr. Cid ao que parece foi arquivado, mas fica as duvidas do que fazer e a quem responsabilizar enquanto a SABESP não assumir a rede de água comunitaria por conta da obrigatoriedade de apresentar novos projetos ao DAEE e responder ao Ministério Público.


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A minha, a sua, a nossa culpa, a nossa máxima culpa... EZEQUIEL DOS SANTOS A captação comunitária da região foi iniciada de forma mais organizada por volta de meados da década de 1960 quando uma francesa (Claudie Perreau) trouxe uma nova visão sobre os cuidados da água, tanto para saúde, quanto para o meio ambiente. Os trabalhos daquelas organizações na época eram mais sérios e os resultados mais otimizados a bem das comunidades. Na região, a tradição oral conta que os rios tiveram grande importância nas questões geográficas, históricas, religiosas e sociais. Como os mutirões eram freqüentes e os contatos com os poderes públicos eram quase inexistentes, quando acontecia, algo de bom as comunidades de fato apareciam. Por algumas décadas a comunidade recebeu varias colaborações e assim conseguiram com unhas, dentes e muito suor colocar em pratica a tão sonhada rede de captação de água comunitária. No inicio foi projetada para um numero exato de residências (moradores da época) que nas décadas seguintes começaram a aumentar consideravelmente. Nos bastidores surgiram os voluntários, os colaboradores, os apoiadores que por vezes criada por uma comissão de moradores, outras por iniciativa própria, porém é sabido por todos que se trata, não só em nossa região, de uma atividade amarga que mais provoca insatisfação dos sois lados: uns porque pretendem trabalhar direito e outros não. Daí os falatórios, as fofocas, até mesmo ameaças. E agora? Valeu a pena toda esta confusão? Às vezes entre amigos, parentes, conhecidos.

Se a comunidade já estivesse agora bem organizada, com a ciência de que cada um tem sim responsabilidades neste projeto maior à situação seria outra. Relembro que há tempos nossos antepassados tentaram organizar-se, porém sabemos que por motivos externos (situações, pessoas, especulação, pressão, roubo, crime) a coisa não emplacou. Agora assistimos o impensável. Pessoas de dentro da

própria comunidade interferir, pior, atrapalhar os que pretendem trabalhar de forma séria. E o que vimos na última década. Alguns erraram, outros acertaram, uns estão de consciência limpa, outros não, isso é parte do aprendizado da vida, da aquisição de experiências. Porém continua ser mais fácil assistir novelas, ir ao boteco, encher a cara, falar mal! Acho que isso é a tal da hipocrisia!

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Para coisas boas somos preguiçosos sim! Somos sem coragem sim! Somos quem espera dos outros sim! Quando alguém faz direito não presta, não serve! E assim que somos. Se reconhecermos este lado ruim já é um grande avanço. O fato é que o problema existe e a cada época trata-se de algo diferente. Agora vejo que não é a captação da água, ela é o subjetivo, o foco principal é outro,

é o que nós somos, o que podemos fazer, ta aí o resultado, ele é bom ou ruim, o que você se recorda primeiro? E você, no que colabora? Ou não colabora em nada e dá desculpas que não dá? Sabemos que os voluntários das comunidades, os sérios, sempre sofreram pressão de quem não entende ou não colabora com a organização do projeto maior, não seria diferente com o pessoal que cuida da captação de água comunitária. Sempre foi mais fácil falar, pior falar mal, apontar com os dedos: “Fulano roubou, beltrano não fez, cicrano”... ou “Ah! Esse papo é besteira! Tão fazendo aquilo pra aparecer!” Ninguém tá dizendo que não roubou, não fez, porém há que praticarmos a crítica construtiva, não a acusação pura e simples, temos de fato que participar, senão os outros tomam conta do que já foi construído e pode acabar todo o esforço de uma geração. Existem aqueles a quem devemos tirar o chapéu, que assumem que erraram, não sabiam ou foram para ver, mas que voltam atrás e acompanha a seriedade, a vontade de resolver. Já aconteceu, isso vai virar história da comunidade, literalmente águas passadas, porém para resolver é passar uma régua e caminhar pra frente, o projeto maior precisa disso pra ser executado. Como diz o personagem infantil da TV - o Chaves: “Sigam-nos os bons!”. Agora é a hora! Ou vamos ficar na hipocrisia e lamentar como os antigos “nem o Lourenço e nem o gato”. Meu receio é talvez ainda encontrar alguém que ache que o errado é a bíblia e o certo é exercitar a “descomunidade”. Possa sim existir, fazer o que?


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PMU comprará R$ 1 milhão da agricultura familiar Prefeitura regulamenta e aumenta número de ranchos de pesca

LUCAS CONEJERO-PMU Os 58 agricultores familiares de Ubatuba e região que vão fornecer seus produtos para as escolas municipais da cidade assinaram os contratos com a Prefeitura na tarde da última terça-feira, 25/03, em uma solenidade na E.M Tancredo Neves, centro. O esforço da articulação entre as Secretarias Municipais de Educação e Agricultura e Pesca, do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, da Casa da Agricultura e do IPEMA (Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica) tem o objetivo de fazer cumprir a Lei Federal 11.947, bem como oferecer uma alimentação de qualidade para os estudantes ubatubenses. Pela lei, pelo menos 30% dos produtos adquiridos para alimentar os alunos com os recursos do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) devem vir da agri-

cultura familiar. Com os contratos assinados, os números indicam que a prefeitura vai comprar nos próximos 12 meses cerca de 80% dos produtos dos agricultores familiares. De acordo com Claudia Raffaelli Nascimento, nutricionista da prefeitura, aproximadamente R$ 10 milhões são gastos anualmente com a merenda escolar da rede municipal. Cerca de R$ 1,6 milhão dessa verba é proveniente de repasses do Governo Federal via FNDE. Raffaelli comemora o resultado positivo e o progresso da articulação. “Em 2012, foram gastos apenas R$ 30 mil. Em 2013, primeiro ano da nossa gestão, avançamos e gastamos R$ 101 mil com os agricultores familiares. Neste ano, eles vão ficar com muito mais. Estou feliz em ver o quanto progredimos. Fica cada vez mais claro que para as coisas darem certo, basta vontade política, articulação e organi-

zação”, afirma. A nutricionista também comenta sobre a excelente qualidade dos produtos. “São produtos frescos, que não sofrem com o transporte e mantém seus nutrientes preservados. Além disso, os produtores da região não utilizam agrotóxicos em suas plantações e as frutas, legumes e verduras oferecidas às nossas crianças são livres de contaminantes”, explica Claudia. Morador do bairro da Puruba, costa norte da cidade, sr. Cláudio de Oliveira, 70 anos, cultiva palmito pupunha e alface e pela primeira vez vai fornecer produtos para os estudantes. “Me sinto muito bem em saber que meus alimentos vão para a mesa dessas crianças. Ao mesmo tempo, tenho certeza que vou vender meus produtos todo mês e o local de entrega é próximo da minha roça, o que facilita muito a minha vida”, conta o agricultor.

LUCAS CONEJERO-PMU A Câmara de Ubatuba aprovou na última semana um projeto de lei enviado pelo gabinete do prefeito Mauricio (PT) que autoriza a regulamentação do número de ranchos de pesca nas praias ubatubenses e a notícia foi recebida com festa pelas comunidades pesqueiras. Antes, cada praia poderia ter apenas um rancho coletivo, com cinco pescadores cada. Agora, as praias podem receber até três ranchos coletivos, com cinco pescadores cada. Secretário de Agricultura, Pesca e Abastecimento, Maurici Romeu informa que os ranchos são imprescindíveis pois regulamentam a presença dos pescadores artesanais na área de Marinha, controlada pela Secretaria do Patrimônio da União. “Essa lei chega para complementar uma legislação de âmbito federal, conforme a portaria SPU 89 / 2010, referente a priorização da utilização de comunidades tradicionais nas áreas da Marinha”, afirma Maurici. “Agora, ninguém mais tira as comunidades de lá”, comemora. Já Milena Franceschinelli, di-

retora da Secretaria de Agricultura, Pesca e Abastecimento, conta que os ranchos representam a cultura local e mantém viva a tradição caiçara. “Esses espaços são fundamentais para a sobrevivência das famílias e da atividade pesqueira artesanal no município. Com eles, garantimos a manutenção da cultura caiçara, aliada ao desenvolvimento sustentável”, comenta Milena. “Uma vez regularizados, os ranchos e seus pescadores precisam respeitar a legislação ambiental e as normas de conduta vigentes”, explica. Nascida e criada no bairro do Ubatumirim, Dona Zita Pedra dos Santos, aos 64 anos, ainda vive da pesca artesanal e comemora a aprovação da lei. “A gente nasceu e cresceu por aqui e viveu a vida inteira da pesca. Tenho 64 anos e a pesca artesanal é – e sempre foi – a principal atividade de toda minha família. Sou de uma época em que íamos a pé até Ubatuba. Fiquei muito satisfeita com a notícia e feliz em saber que nossa tradição será preservada”, avalia a pescadora.


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Promata realiza prévia do curso de observação de aves a seus associados

Na última reunião do dia 30, o grupo Promata realizou uma previa do curso que ministrará no ano de 2014 aos interessados. O observador Antonio de Oliveira realizou a maior parte dos trabalhos que agora está passando por uma espécie de “pente fino” no sentido de aprimorar, corrigir os possíveis erros e acrescentar mais informações ao trabalho. Devido a crescente demanda pelo curso o grupo antecipou os trabalhos que será apresentado ainda este anos as escolas, associações, comunidades, Unidades de Conservação e entidades interessadas. Está previsto uma apresenta-

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ção, nos próximos meses, até em quilombos do litoral sul do estado. Das observações realizadas sairá o manual digital e as folhas soltas que comporão os trabalhos para as crianças. A Promata também participa do “Minuto Ecológico”, pequenas mensagens em uma programação de rádio na cidade de Caraguatatuba a qual fala de vários temas, não só da biodiversidade, mas de um novo olhar sobre a floresta, do foco onde existe gente que interage, protege e sabe usar de forma consciente os recursos naturais. Também lançando dicas, idéias e possibilidades diferenciadas sobre tema.

Sununga World Cup of Skim ROBSON ENES VIRGILIO O Circuito Mundial de Skimboard começou com a sua primeira etapa em águas ubatubenses, na exuberante Praia da Sununga, atualmente considerada pelos skimmers como a melhor praia do mundo para a prática desse fantástico e promissor esporte, e se estendeu entre os dias 24 e 30 de Março. O Sununga World Cup of Skim, primeira etapa válida pela UST – United Skim Tour trouxe nesse ano a nata do esporte na categoria profissional, com as presenças de seus principais ícones locais como Leandro Azevedo e Renato Lima e internacionais como o atual bicampeão mundial Samwise Stinnett e feras como Austin Keen, Bradley Domke, Blair Conklin, Morgan Just entre outros excelentes representantes do mundo todo. Um swell de grandes e boas ondas premiou atletas e público elevando ainda mais o nível do evento organizado pela AUSKIM – Associação Ubatuba de Skimboard com apoio da Prefeitura Municipal de Ubatuba e patrocinado por diversas empresas nacionais e internacionais ligadas ao setor. Ondas de até dois metros foram vistas pelo público e pelos árbitros ao serem literalmente esfaceladas com as incríveis manobras desferidas pelos competidores durante as baterias e treinos. O resultado da categoria profissional ficou assim: 1˚ lugar Leandro Azevedo – BRA 2˚ lugar Blair Conklin – USA 3˚ lugar Austin Keen – USA 4˚ lugar Renato Lima - BRA Na sequência do evento principal, ainda aconteceram as competições da categoria

Amador, Sonrisal, Expression Session e Tag Team entre Continentes. Com repercussão no mundo

todo, esse evento de sucesso consagrado vem se garantindo, cada vez mais, como obrigatório no calendário internacional.


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Águas de São José: depois dela o colorido das belezas naturais em cena EZEQUIEL DOS SANTOS Reza à lenda que, no dia de São José, 19 de março, uma forte chuva, antes e depois da data, toma conta do país ocasionando a popular enchente de São José. Esse fenômeno natural difundido a partir do estado do Ceará, Estado cujo santo é padroeiro, já faz parte das histórias de todas as regiões do país. Aqui não foi diferente, o calendário religioso e natural ajudou o povo a conhecer os fenômenos naturais e a importância das águas de São José, esposo de Maria e pai de Jesus. A observação tradicional, o cheiro de terra, do vento quente e das flores ainda estão presentes em nossos moradores. São cada vez mais aguçados pelo conhecimento e pela experiência vivida. Por isso algumas pessoas vem mais do que os outros, embora estejam bem de baixo do nariz costumam se perguntar: “Como eu não vi isto antes?” Nossos antepassados ouviam belas histórias relacionadas às águas de São José e até já presenciaram algumas delas. Muitas das enchentes, principalmente na data do padroeiro, caíam de fortes chuvas e os alagamentos se tornavam visíveis. Porém o mais belo viria depois, depois do solo preparado, da semente pousada sobre as leras, da vegetação recuperando seu fôlego, dos botões de flores lutando para abrilhantar o lugar, das aves em festa. Todos podem saber quando era safra do feijão do milho, mas isto podemos procurar na internet. Saber da delicia de se viver aquele momento, sentir o cheiro da relva, o perfume das flores, o ajuntar dos bichos, só quem viveu esta experiência.

O que fazemos hoje que não conseguimos ver as belas paisagens e cenas curiosas que aparecem? As águas de São José trazem novo alento ao sertanejo, ao pescador, ao trabalhador do sol e aos outros mortais. Quem sabe, que depois dela enche o caboclo de colorido e

curiosidades com as flores, os frutos, animais, uma explosão de beleza da mãe natureza. A água, sem a qual não podemos viver, também não faz viver as outras espécies. O caiçara Pedro Félix dos Santos devoto de São José diz que ainda crê nas enchentes que levam o nome do santo,

porém afirmou que essa já não é mais como antigamente. “A enchente de São José acontecia até hoje, só que a cada ano em menores proporções; às vezes ocorre no dia 19 de março mesmo, outras vezes adianta ou atrasa em alguns dias, como aconteceu este ano, ela- a enchente vem

acompanhada da última chuva da estação”, disse o caiçara. Quando questionado pela reportagem se a enchente não passava de uma lenda, o morador não hesitou em responder categoricamente: “Não é uma lenda. Eu não só acredito, como já vivi isso com meus amigos”.


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Águas do brilho das florestas, das aves em festa Quem conhece, quem viveu diz que santo é sinônimo de fartura e abundância, pois eram suas águas que davam vida ao solo, brilho a floresta, colorido as plantas. Segundo alguns especialistas a enchente de São José é apenas uma tradição, costume do povo, questão cultural e que a Igreja Católica não faz nenhuma ligação entre São José e as condições climáticas. Para eles não existe uma ligação do santo com a enchente. É apenas uma coincidência. Como março é um mês em que chove muito, o povo acaba ligando uma coisa à outra. O santo é sinal de fartura e abundância e talvez seja por isso a ligação do Santo com a enchente. A pessoa que tem fé liga vários fatos com o divino e a lenda da enchente no passado funciona como uma esperança para o produtor rural, que precisava de chuvas para o início da plantação. Cientificamente, no verão, acontece muita evaporação de água, resultando em chuvas torrenciais. Elas acontecem mais no fim da tarde, geralmente depois de um dia com temperaturas elevadas. O que os cientistas e as pessoas comuns não viam eram as flores e o conjunto das coisas que dão o diferencial, o inusitado, o raro e o inédito. A visão simples é que se é de São José ou não todos podem se beneficiar deste fenômeno, religiosos ou não. O importante é enxergar as belezas proporcionadas pelas suas águas, daquelas que as vezes não conseguimos ver e está bem a frente de nosso nariz, daquelas sabedorias que eram respeitadas por um motivo muito forte e simples - a fé, pelo respeito as pequenas e belas coisas em que a mãe natureza nos oferece e deixamos passar, que os entendidos, quanto mais entendido, infelizmente não entende mais.

Página 9 Fotos: Aguinaldo José, Claudia Félix, Ezequiel dos Santos, Fabio de Souza, Alex Soares e Antonio de Oliveira


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Padre lança desafio à comunidade sobre centenário de aparição de Nossa Senhora

EZEQUIEL DOS SANTOS Na celebração da missa do último dia 30, o Padre Carlos Alexandre lançou um desafio a toda comunidade, religiosa ou não sobre a possibilidade da realização de um grande evento ao centenário de aparição de Nossa Senhora das Graças a quatro meninas no Sertão da quina, em 1915. Segundo ele a comunidade tem que tomar posse do que é dela, da história a qual todos são atores: “Já estamos em 2014 e ano que vem completam-se cem anos do ocorrido nesta terra, eu que não sou daqui já ouvi muita gente, vi varias fotos, presenciei muita coisa, imagina quem é deste lugar?”. O padre fala ainda da importância de se fazer algo, reunir documentos, fotos, relatos esquecidos, pertences agora para que ano que vem algu-

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ma coisa possa estar pronto a fim de mostrar a todos o que aconteceu neste solo há cem anos. Segundo o padre todos podem participar escrevendo, entregando cópias de fotos e documentos a ele e a representantes da igreja na região. Todo material passará por analise, estudo e catalogação para as próximas etapas e todas são bem vindas, comenta o padre. Ressalta ainda a importância da tradição oral, de valorizar e homenagear os mais velhos que até o momento se mantiveram vivos e conseguiram resgatar a fé primeira da formação da identidade histórica, cultural e religiosa da região sul de Ubatuba. Dois grandes itens moldaram a região, um a cem anos atrás, que é o acontecimento de 1915, outro que são as belezas naturais do local a partir da década de 1960. O evento

atrairá um numero maior de fiéis e pessoas interessadas nesta história de fé e coragem. Famílias inteiras, que estão dispersas, podem voltar a se reunir novamente e manifestar sua fraternal amizade, carinho e amor entre seus integrantes, como era feito no passado. O Padre espera que todos possam entender a importância de se reunir organizadamente no ano que vem, pode ser uma grande festa, mas em beneficio da fé e da aparição da mãe de nosso pai, diz padre Carlos.

Grupos folclóricos de Ubatuba recebem prêmio nacional

LUCAS CONEJERO - PMU A Folia do Divino e o grupo quilombola Ô de Casa foram contemplados com o Prêmio Culturas Populares – Edição 100 anos de Mazzaropi, criado pela Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura. Os dois grupos ubatubenses acabaram premiados devido ao seu importante trabalho de resgate e manutenção da cultura caiçara e quilombola. O grupo Ô de Casa é formado por jovens do quilombo

da Fazenda Picinguaba, região norte do município. Seu objetivo é o resgate e a valorização dos ritmos musicais quilombolas. Já a Folia do Divino, segundo relatam os caiçaras que fazem parte do grupo, existe na região há cerca de dois séculos. Entre os meses de maio e julho, acontece a peregrinação que vai de sul a norte do município, sob a bandeira do divino, com o povo entoando músicas tradicionais.


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Promata Será a nova mantenedora da biblioteca Doraci do bairro do Araribá

A Promata assumirá a biblioteca Doraci do Araribá a ser montado em sua sede no Sertão da Quina. No passado foi levantado entre seus integrantes a possibilidade de se criar uma biblioteca na região, com a oportunidade realizada pelo professor Guerra e sua esposa professora Maria do Carmo, a Promata passou a ser uma das colaboradoras e apoiadoras do projeto. São mais de dois mil livros que se juntarão ao acervo da Promata para serem utilizados pela comunidade, com espaços para leitura e futuramente dispositivos a qual seus moradores poderão levar pra casa para ler. As estantes e prateleiras também foram doados pelo casal de especialistas e bem aceitos pelos membros da associação. Segundo Guerra, O professor da Universidade de Wolverhampton, vem mantendo contato perguntando se o casal já havia encontrado um local para a biblioteca, porque pretendem mandar muitos livros de doação e, com

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possibilidades da visita do cônsul inglês a região, tudo por conta da brilhante idéia da criação de uma biblioteca comunitária, que segundo eles - os ingleses, é uma excelente idéia. Na realidade o professor representante da universidade inglesa já esteve na casa do professor Guerra no Araribá e ficou satisfeito com o que viu, diante disto o mesmo entrou em contato com o reitor da Wolverhampton que se mostrou interessado na doação dos livros. Depois de tudo organizado a Promata buscará parceiros para divulgação do uso do material que é para todos, a idéia é que todos tenham acesso e oportunidades para usufruírem dos livros graciosamente dos mais variados temas. Para que todos possam ter oportunidade da leitura gratuita a Promata prevê um pacote de ações sobre o cuidado, a atenção e como melhorar a leitura, para isso busca parceria com professores e outros especialistas.

Crianças da comunidade participam de celebração com muita beleza e graça

EZEQUIEL DOS SANTOS Crianças da comunidade participam de celebração com muita beleza e graça No último domingo de março, dia 30, um grupo de crianças surpreendeu a comunidade na participação da costumeira celebração dominical. Participaram crianças de todas as idades que do inicio ao fim tomaram os lugares dos adultos e os mais importantes da missa, daqueles que dão orgulho aos pais e padrinhos. As pessoas que entravam na igreja já percebiam um movimento diferente, pais e organizadores preparando crianças para o evento que iria acontecer. Na entrada podiam-se observar algumas crianças caracterizadas com personagens da bíblia, depois ouvir as vozes doces ao microfone, as mais suaves e sinceras já conhecidas. O repertório calmo e estimulante

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também ajudou a abrilhantar a celebração. As crianças tiveram dois dias de ensaio, conta uma das organizadoras, o intuito era fazer com que não só as crianças participassem da missa, mas que os pais também viessem a participar e acompanhassem o desempenho das crianças. A experiência foi muito valorosa, pois além de fortalecerem os laços fraternais e religiosos de forma firme, elas começam a se desinibir e entender como se faz um evento, tomar gosto pela responsabilidade religiosa. Vale lembrar que muitos cantores famosos começaram em coros de igreja, oradores e escritores famosos também. No desenrolar da missa as crianças apresentaram uma pequena peça teatral, a leitura também foi realizada com maestria embora com um pouco de nervosismo, tudo ocorreu na mais perfeita ordem. Os

pais também participaram da celebração conduzindo até o altar as oferendas que desta vez foram brinquedo e material escolar. Interessante foi observar o orgulho dos pais que espiavam atentamente, e que, talvez não acreditasse no resultado positivo que os filhos proporcionaram à comunidade. Ao final enfim a prova - foram todos aplaudidos! O padre Carlos teceu elogios as crianças e parabenizou a todos pelo desempenho. Muitos já aguardam a próxima celebração, com mais crianças e muito mais emoção, tanto para receber quanto para doar, é claro. A missa foi realizada com crianças de dentro e fora da catequese, os agradecimentos especiais vão para Ademilsom, Letícia, Alix, Marta, Anderson, Marília, Joel, Célia, Lucas e demais colaboradores.


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“Chacina na Ilha Anchieta - Tiroteio na invasão e retomada da Ilha” Parte 1

Jornais da época enviaram seus melhores repórteres para descrever a maior rebelião do planeta que aconteceu em nossa região, sobreviventes ajudam a contar a história. Ezequiel dos Santos Com imagens desgastadas, letras quase apagadas, vários blocos de pequenas informações, meio distorcidas e amareladas com o tempo, os jornais da época mostram detalhes da rebelião mais sangrenta de que se tem noticia e que ao tirar cópias se tornam reproduções de baixa qualidade, nada que mude seu conteúdo e a vontade de saber o que de fato aconteceu. Embora as folhas físicas sejam um pouco ruins para visualizar o fato, ela mostra vários sentimentos e uma rica história que se não fossem os “Filhos da Ilha” e seus seguidores entusiastas o fato estaria esquecido em um canto qualquer, enterrada junto com a rebelião. Às linhas abaixo iremos descrever as matérias e informações contadas por quem de fato esteve lá, ouviu o zumbido do aço próximo das orelhas, o cheiro do sangue dentre os mortos e feridos, o suor que descia pelas faces diante das mais variadas situações de perigo, o som do lamento da perda dos familiares, o choro das crianças que presenciaram tudo. Os livros não podem contar tudo, mas os sobreviventes e os conhecedores da verdadeira história contam melhor ainda, os relatos dos jornais foram impressionantes, emocionantes, que quando lido remetem o leitor ao momen-

to dos acontecimentos. Tudo escrito com aquela ortografia diferente da que praticamos hoje, palavras a qual nossos pais e avós costumavam pronunciar. A ortografia mudou, mas a história continua a mesma - bela, instigante, interessante, real, emocionante. Deixa de papo e vamos ao que interessa! Segunda feira, 23 de junho de 1952, as chamadas dos noticiários eram as mais variadas e sensacionalistas: “Chacina na Ilha Anchieta - Caçada humana na Ilha Anchieta - Cadáveres na praia – Pereira Lima o cabeça do levante - Tiroteio na invasão e retomada da Ilha, Esfacelaram a cabeça do chefe de disciplina e mutilaram-lhe o corpo”, eram assim que as noticias corriam tanto nas rádios e principalmente nos jornais, que junto aos títulos estampavam fotos realísticas e impressionantes.

João Pereira Lima o cabeça do levante

O jornal Ultima Hora havia enviado no dia 21 daquele mês, em meio a neblina, uma lancha alugada para o jornal cobrir os acontecimentos, o barco partiu do Itaguá e acompanhou as forças invasoras sob o comando do então coronel Benedito Elpídio Hidalgo. Ao chegar, comenta os repórteres, ouviram gritos e tiroteios na ilha no momento da chegada de 50 soldados da Força Pública, contam ainda que o barco do Ultima Hora (jornal) havia sido alvejado varias vezes. Na época, os repórteres Nelson Gatto, Wilson Machado, Waldir Braga e Rui Costa foram os que presenciaram este cenário de guerra e segundo eles a invasão e retomada da ilha, aconteceu no anoitecer de sexta-feira, 20. Na realidade o barco não estava com homens apenas, mas um arsenal composto de fuzis, metralhadoras e pistolas. A neblina daquela noite tornou a viagem ainda mais difícil e perigosa, a sensação de entrarem num inferno era aparente, eles viam pontos de luz vagando na água. Não sabiam se eram embarcações dos amotinados ou da policia. O que sabiam é que a qualquer momento estavam sujeitos a receber uma rajada de tiros, já que a escuridão e a neblina dificultavam qualquer identificação. A fim de não chamar atenção, a aproximação da ilha foi feita de forma cautelosa e com o motor em baixa rotação. Os tiros vinham de todos os lados, os gritos eram constantes. O nervoso cessou quando puderam enxergar fragmentos da lancha que levou as tropas ao píer, viam intensa movimentação “defronte” ao pavilhão do presídio. A história está interessante? Infelizmente deixaremos o melhor pra próxima edição, até lá se imagine nos fatos, procure mais informações, imagine as emoções, discuta com os amigos, divulgue a história.

Esta nova empreitada do Jornal Maranduba é realizada graças a um caiçara que guardou durante décadas os exemplares de alguns jornais que trataram especificamente deste levante. Quando terminarmos e atingirmos nosso objetivo todos saberão que grande parte da expansão deste conhecimento se deu por conta deste grande personagem em nossa região, merecedor dos mais sinceros e grandiosos respeitos – Seu Tião Plácido. Muito Obrigado! Jornal Ultima Hora A primeira edição da Ultima Hora foi lançada em 12 de junho de 1951. O jornal nasceu em um período de forte efervescência política e social. Getúlio Vargas, que governara o país por quinze anos, estava novamente no poder após grande vitória eleitoral. Apesar de não passar nem seis anos

fora do poder, a conjuntura política era inteiramente diversa. Uma das grandes mudanças que o governo democrático de Getúlio enfrentou foi a relação com a imprensa. Durante o Estado Novo, o controle sobre os meios de comunicação era expressivo. Quando assumiu novamente a Presidência da República, em 1951, Getúlio Vargas se deparou com o que Samuel Wainer chamou de “a conspiração do silêncio”: a imprensa só falaria do seu governo para criticar. Assim nasceu a Ultima Hora, na contrariedade, como um jornal de apoio a Getúlio Vargas. Porém, o que realmente marcou esse periódico na história foram todas as mudanças implementadas em sua produção jornalística, que garantiram sua sobrevivência mesmo na contramão da orientação editorial.


Abril 2014

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Projeto Skate Sim é inaugurado com sucesso no Terminal turístico de Ubatuba “EspaSOL” Elton Herrerias Junior “Aconteceu no ultimo domingo dia (23), o evento de inauguração do Projeto Skate SIM – “Skate para todos”. Um projeto social que visa atender as crianças das comunidades da região centro norte de Ubatuba.” Com grande número de skatistas locais, e alguns de cidades vizinhas, em pleno domingo de chuva, quem esteve presente pode desenvolver uma sessão de skate com diversão união e companheirismo, resgatando algumas raízes e adquirindo mais um espaço para a prática do esporte na cidade. Nas competições no formato “Game of Skate” foram disputadas as categorias “Masculino Livre e Feminino” que teve Analícia Graça como campeã, seguida de Micheline Nemith, segunda colocada. Na categoria masculino o nível da competição elevou, chegando a final tripla, Rafael Saponga, faturou o primeiro lugar, seguido do atleta de “Taubaté” Lucas Guerreiro e Bruno Buchecha (Ubatuba). Estiveram presentes personalidades e lideranças do espaço comunitário localizado no terminal turístico do Perequê Açu (EspaSOL), entre eles a gestora do espaço, Silmara Retti que explanou a importância

da participação do skate junto ao eixo de sexualidade e prevenção as drogas, o presidente do Instituto Blábláblá Posithivo, Sergio Rossi e o ilustre secretário de Cidadania e Desenvolvimento Social, Sergio Maida que defendeu a iniciativa deixando sua secretaria a disposição do desenvolver do projeto. Durante todo o evento a galera pode prestigiar muita música com o melhor do HIP HOP com o DJ HK, a Banda Complexo B representou o Rock Hard Core. Na competição Best Trick (Melhor manobra o atleta de Taubaté “Diego Chocolate” levou a melhor com o acerto de um “Nollie Heel Flip” perfeito levantando todo o público presente. O Objetivo inicial do projeto foi concretizado, skatistas unidos, e prontos para mais participação junto a AUSK e as futuras decisões em benefício do desenvolvimento do esporte na cidade. O Projeto Skate Sim inicia sua primeira oficina no dia 06/04 (Domingo), oferecendo aulas teóricas e práticas aos interessados que já se inscreveram no projeto, que terá o período de 6 meses, nos primeiros e segundos domingos de cada mês. Agradecimentos aos apoiadores; OSB Shapes, Dorgo Skateboard, Ruk Skateboard, AM Produções, Clovis Tattoo, Restaurante Peixe com Banana, Bar Casal 20, Pizzaria Bello, Jornal A Cidade, Zando Estamparia, Pizzaria Marlin Azul e restaurante Taco Surf. Aos parceiros, Instituto Blablablá Posithivo, Coalizão Comunitária, Prefeitura municipal, Secretaria de Cidadania, e Comtur. Jornal Maranduba News

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Abril 2014

Livro trata da articulação dos afrodescententes na América Latina EZEQUIEL DOS SANTOS Elaborado em 2012 parceria pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) do governo federal, o livro Quilombos das Américas – Articulação de Comunidades Afrorrurais mostra a realidade dos trabalhos nos quilombos da América do Sul. Na realidade trata-se de um documento síntese e o mais importante da leitura é o trato quanto a importância do povo quilombola para a formação do continente e da preservação do meio ambiente, já que é reconhecidamente parte da vida destas comunidades. O livro é bem interessante, de fácil compreensão, gráficos e fotos ajudam a entender melhor a situação latino-americana da causa, mostra os mais importantes territórios quilombolas, suas atividades, seus saberes e da colaboração e legado a esta parte do continente, exemplos de sucesso e sua articulação também estão bem explícitos em sua leitura. São várias as ruínas físicas e psicológicas existentes e o que é comum também é mostrado nas linhas do livro, uma delas é o tratamento das organizações quanto à morosidade apresentadas pelos dos dois lados, seja quilombolas ou das autoridades. O lado bom é quanto à articulação para sobreviverem, o comum nas atividades são as praticas de Turismo Rural em seus núcleos, o que traz maior conforto aos associados, já que mantém a cultura local e gera renda como mantenedor dos valores históricos. O livro mostra que quando de fato eles se organizam, sem as segundas

intenções dos dois lados, o trabalho surte resultados impressionantes. Porém o livro só agora começou a circular nos meios de interesse a causa quilombola. Autoridades também deveriam ler o livro Outro tema muito importante no livro serve a leigos e autoridades quanto à formação da identidade e territorialidade dos quilombos, um dos temas mais importantes trata dos marcos legais internacionais e nacionais sobre a identidade e patrimônio criado pelos negros na América Latina. Este é um tema que gera muitas discussões já que parte das autoridades desconhecem e ignoram os marcos legais que criaram, regem e protegem os territórios quilombolas. Embora não otimize todas as informações o livro trata do tema de forma didática e bem simples, oferece ainda, o mais importante, a orientação necessária para o conhecimento da maioria dos dispositivos legais conquistada pelos afrodescententes na America Latina em seu favor.

Capa do livro e um tipico café de Turismo Rural brasileiro, o maior sucesso entre os visitantes


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Cantinho da Poesia

Coluna da

Poeta das Esquinas Adelina Campi

Curiosidades sobre a Páscoa - A Páscoa cristã celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu por três dias, até sua ressurreição. É o dia santo mais importante da religião cristã. - A palavra Páscoa vem do hebraico Pessach, que significa Passagem. A Páscoa judaica, celebrada por oito dias, comemora o êxodo dos israelitas do Egito, ou seja, a “passagem” da escravidão para a liberdade. Um ritual de transição, assim como a “passagem” de Cristo, da morte para a vida. - Os termos “Easter” e “Ostern” (em inglês e alemão, respectivamente) parecem não ter qualquer relação etimológica com o Pessach (Páscoa). As hipóteses mais aceitas relacionam os termos com Estremonat, nome de um antigo mês germânico, ou de Eostre, uma deusa germânica relacionada com a primavera. - O ovo aparece em muitas tradições antigas como um símbolo da vida, ou do início dela. Civilizações não-cristãs utilizaram o ovo, inclusive decorado para comemorar o equinócio da Primavera e a Vida. O cristianismo absorveu e adaptou a tradição, mesclando-a com seus rituais. - Os Ovos Fabergé tiveram origem na Rússia, em 1895. O Czar Alexandre III procurava por um presente de Páscoa para sua esposa, entrando em contato com o joalheiro Peter Carl Fa-

bergé. Foi feito então um ovo folheado a ouro que se abria, revelando uma gema dourada, contendo uma pequena galinha de ouro com olhos de rubi. - A prática de decorar os ovos pode ser traçada desde os antigos cristãos da Grécia e Síria, que trocavam os ovos tingidos de vermelho carmim para representar o sangue de Cristo. - O maior ovo de páscoa do mundo foi construído na cidade de Vegreville, em Alberta, no Canadá, em comemoração ao centenário da formação da Real Polícia Montada Canadense. O ovo tem nove metros e é uma pêsanka, feita de alumínio permanente anodizado em dourado, prateado e bronze. - Na Inglaterra, durante a Idade Média, o rei Eduardo I tinha o hábito de banhar ovos em ouro e oferecer de presente durante a Páscoa a amigos e aliados. No século XVIII, os franceses começaram a fazer ovos de chocolate. - De acordo com lendas, um antigo professor nas Bermudas precisava de uma maneira simples mas efetiva de demonstrar a ascensão de Cristo ao Paraíso, e usou uma pipa decorada com a imagem de Jesus para ilustrar o conceito aos seus alunos. Como resultado, na Sexta Feira Santa as pipas são uma tradição na ilha. - A tradição de alegria assume características um pouco menos compatíveis com o ideal cristão de compaixão e perdão na Queima de Judas, mais comum

na América Latina e Grécia, porém não tão popular nas demais nações cristãs do mundo. Neste ritual, um boneco representando Judas é espancado ou queimado. - Explicações para a figura pitoresca do coelhinho geralmente estão ligadas ao antigo festival anglo-saxão da deusa da primavera, Eostre, cujo símbolo era um coelho, ligado à fertilidade. - A tradição do coelho da Páscoa foi trazida à América por imigrantes alemães por volta de 1700. Osterhase, o coelho, traria ovos coloridos na Páscoa para as crianças, escondendo para que elas encontrassem depois. - Os cristãos ortodoxos na Etiópia celebram a Páscoa de uma a duas semanas após a igreja ocidental, sendo que às vezes as datas coincidem. A Fasika (Páscoa) tem oito dias de jejum de carne e laticínios. - Na Suécia e partes da Finlândia, um mini Halloween acontece na quinta ou sábado antes da Páscoa. Garotinhas se vestem de bruxa, com trapos e roupas velhas e vão de porta em porta pedir doces. - Na Índia, os hindus têm um festival chamado Holi. É o momento em que toda a população de religião hindu reúne-se para lembrar, dançando e tocando flautas, como o deus Krishna apareceu. É costume que o dono da casa marque a testa de seus convidados com um pó colorido.

(a Wellington Gomes)

Quem é essa criatura balbuciando? Pelos becos e vielas rastejando? No escuro nos põe medo E no claro um mundano. E o coitado ainda acorda cedo E prova das maravilhas em segredo Entre a inteligência e a pobreza esgueirando E nos confunde o certo e errado neste enredo. Pois falo a ti meu caro, a verdade Tu é um herói mesmo sem identidade, Com tuas composições mais finas, Meu amigo, meu coração mais forte bate. E teu amor declara as meninas Quando por ti balançam suas crinas, Pois tu o mais nobre e inteligente, Oh! Wellington, o Poeta das Esquinas. Gui Jann Terra 16 anos- Sertão da Quina



Jornal Maranduba News #59