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Maranduba, Fevereiro de 2014

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Disponível na Internet no site www.jornalmaranduba.com.br

Cachoeira da Joaninha Caminho das antigas roças

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Ano 4 - Edição 58


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Trenzinho da Tapioca na Maranduba

Quem passou neste verao na praia da Maranduba se surpreendeu com a iniciativa do empreendedor Hugo Churros que decorou seu carrinho de tapioca em formato de trenzinho. A iniciativa do ambulante e empreendedor vem inovando a gastronomia

Editado por:

Litoral Virtual Produção e Publicidade Ltda. Fones: (12) 3832.6688 (12) 99714.5678 e-mail: jornal@maranduba.com.br Tiragem: 3.000 exemplares - Periodicidade: mensal Responsabilidade Editorial:

Emilio Campi Colaboradores:

Adelina Campi e Ezequiel dos Santos Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião da direção deste informativo

e o atendimento no comercio de praia. O trenzinho da tapioca carinhosamente chamado pelos seus clientes turista caiu no gosto do público. Com muita criatividade comercializa seus produtos feitos com igredientes selecionados, pasteis, milho cozido, krep´s suis-

so, churros bem recheados e a tapioca de varios sabores que e a sensação do verao da praia da Maranduba, e eleita a melhor tapioca do brasil segundo seu clientes turistas. Aberto diariamente na praia da Maranduba aguardam a sua visita.


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Defeso do Camarão tem início no dia 1º de março Os consumidores podem colaborar, comprando somente camarão capturado antes do período de defeso ou preferindo outras espécies de frutos do mar durante esse período FUNDAÇÃO FLORESTAL A Fundação Florestal, por meio de suas Áreas de Proteção Ambiental Marinhas (APAM), informa aos pescadores, comerciantes e consumidores que no próximo dia 1º de março tem início o Defeso do Camarão nas regiões Sul e Sudeste do país (Instrução Normativa IBAMA nº189/2008). Por isso, até o dia 31 de maio, fica proibida a pesca de arrasto motorizado dos camarões branco, rosa, santana, sete barbas, entre outros. O objetivo do defeso é proteger o período de reprodução e crescimento das espécies, garantindo assim, a integridade dos estoques pesqueiros e evitando a sua extinção. Quem for flagrado desrespeitando o período de defeso poderá ser processado por crime ambiental e estará sujeito a multa cujo valor varia de acordo com a quantidade de camarão, além da apreensão dos equipamentos de pesca. Segundo a Instrução Normativa IBAMA nº189/2008, o desembarque das espécies mencionadas será tolerado somente até o segundo dia corrido após o início do defeso. A cadeia produtiva, que inclui pessoas físicas ou jurídicas responsáveis pela captura, conservação, beneficiamento, industrialização, comercialização e transporte de camarões deverá declarar à Superintendência Estadual do IBAMA, uma relação detalhada do estoque das espécies capturadas, indicando os locais de armazenamento.

Serviço: APA Marinha Litoral Norte: Rua Esteves da Silva, 510 – Centro, Ubatuba. Tel. (12) 3832-1397 / (12) 3832-4725 apamarinhaln@gmail.com APA Marinha Litoral Centro Avenida Bartolomeu de Gusmão, 194 – Ponta da PraiaSantos Tel.(13) 3261-8323. apamarinhalc@fflorestal. sp.gov.br APA Marinha Litoral Sul Rua Vladimir Besnard, s/n, Morro São João, Cananéia. Tel. (13) 3851-1108 / (13) 3851-1163. apamarinhalssp@gmail.com As APAs Marinhas A categoria Área de Proteção Ambiental Marinha APAM é um tipo de Unidade de Conservação de Uso Sustentável, que tem por objetivos: compatibilizar a conservação da natureza com a utilização dos recursos naturais; valorizar as funções sociais, econômicas, culturais e ambientais das comunidades tradicionais da zona costeira, por meio de estímulos a alternativas de uso sustentável; assegurar a preservação da diversidade da vida marinha e dos habitats críticos; garantir a manutenção do estoque pesqueiro em águas paulistas; e o uso ecologicamente correto e responsável do espaço marinho. A conexão entre as áreas protegidas da Mata Atlântica e as do ambiente marinho formam um mosaico de proteção aos ecossistemas que cobrem quase metade da costa paulista. As APAs Marinhas complementam a proteção ao entorno de unidades de conservação de proteção integral estaduais, como os parques estaduais Serra do Mar, Ilha Anchieta, Ilhabela, Marinho Laje de Santos, Ilha do Cardoso, e federais, como as estações ecológicas Tupinambás e Tupiniquins. Além da proteção marinha, algumas das mais importantes áreas de manguezais ao longo da linha de costa também são protegidas pelas APAs Marinhas.


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Turista e moradores com muita preguiça nesse verão EZEQUIEL DOS SANTOS É comum atribuirmos ao individuo que tem aversão pelo trabalho, que é avesso a atividades de que demandam esforços físicos ou mentais de preguiçoso. Também muito se diz no direito de ter um pouco de preguiça já que estão de férias e merecem o devido descanso, ainda mais neste verão atípico que faz calor além da conta. Por outro lado, neste verão, do lado da natureza não foi difícil encontrar o bicho preguiça em pele e osso, digamos em pelo e unhas. Embora com o número crescente de turistas e também do consumo exagerado e inconsciente da água, foi possível registrar avistamentos de preguiças, como da preguiça-comum (Bradypus variegatus) em nossa mata, nas trilhas, em caminhos, a beira da estrada até em quintais. Um bom indicador do respeito demandado com os bichos de nossa fauna. Já o outro tipo de preguiça, houve uma correria por praia, sombra e água fresca que

muitos sequer queriam saber de outra coisa. Por isso pode se considerar uma temporada de muita preguiça para os dois lados. A preguiça (o bicho) foi fotografada perto de um acesso local e ao invés de assustar os desavisados deu o ar da graça com sua coreografia lenta e constante. A preguiça desta vez trata-se de um mamífero que vive aproximadamente 40 anos, tem a pelagem acinzentada, e no caso dos machos, apresentam uma mancha preta circundada de amarelo na região dorsal. Têm mais ou menos 50 cm, mas podem chegar a 1m. Alimenta-se das folhas da embaúba, figueira e ingazeira, dessa última também come os frutos. Felizmente ela não se encontra na lista de espécie em extinção, mas continua demandando respeito e cuidados de todos. Em seu ambiente natural chega a dormir 8h. Não são tão lentas como se imagina, sendo boas nadadoras. Conseguem passar até 20min sem respirar, sendo isto

útil no caso de caírem dentro d’água. As preguiças-comuns fazem suas necessidades fisiológicas aproximadamente de 7 em 7 dias. Seu predador natural principal é o homem, mas pode ser caça de onças e cobras. Outro detalhe importante é que a preguiça, por mais

lenta que seja, consegue não sujar o ambiente onde passa ou vive, diferente o homem que joga lixo constantemente nas trilhas, nos caminhos, nos rios, nas ruas, pelas janelas dos carros, das casas, pelo bordo dos barcos e lanchas, numa inversão de papéis agora se referindo aos porcos.

Fotos: Silas Filetto/Promata

Agora preste atenção de quem é quem neste papel. Preguiçoso e porco no que se refere ao lixo jogado no lugar que não é dele, que não é devido. Para saber o que você é basta policiar seus hábitos, quer dizer os maus hábitos, daqueles que os bichos não possuem.

Etapa Circuito Mundial de Skimboard acontece na Sununga Evento reúne nata mundial da modalidade (antigo sonrisal) pela segunda vez na história em umas das mais belas praias da cidade. Com apoio da Prefeitura de Ubatuba, o UST World Cup skim Sununga Brasil acontece entre os dias 24 e 30 de março na praia da Sununga. Válido como primeira etapa do Circuito Mundial de Skimboard, o evento reúne a nata mundial da modalidade (antigo sonrisal) pela segunda vez na história em umas das mais belas praias da cidade. A intocada Sununga ganhou o status de “Paraíso do Skim”

desde meados da década de 1980 por suas ondas grandes, fortes e laterais. Combinação perfeita para a prática do esporte. O circuito conta com campeonatos itinerantes, licença para descobrir ondas novas e já passou por países como Estados Unidos, México, França e Portugal. Estimativas indicam que 80 atletas participam da prova. Leandro Azevedo, Renato Lima, Jacks Rodrigues, moradores da Sununga e expoentes do skim nacional, confirmaram presença na prova. Outros atletas brasileiros

como os cariocas Guilherme Vaz, Lucas Fink e Lucas Gomes, os capixabas Marcos Casteluber, Pablo Marreco, Romário de Souza e Vitor Melilo e os irmãos pernambucanos Bruno e Matheus Sá também carimbaram seus passaportes para a etapa brasileira. “O principal objetivo do UST World Cup skim Sununga Brasil é apresentar para o mundo o “paraíso nacional do skim” e acelerar o processo de profissionalização e evolução da modalidade na América do sul. A organização de campeonatos aqui no Brasil está

bem desenvolvida e estamos entre os países que dão maior apoio e suporte ao esporte”,

conta Robertinho Peres, um dos responsáveis pela organização do evento.


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Observação de aves – O nascimento da atividade em Ubatuba – Parte 3 EZEQUIEL DOS SANTOS PROMATA A observação de aves em Ubatuba teve seu início na década de 1970 com os trabalhos de Edwin Willis realizando os primeiros levantamentos das nossas aves. Desde lá Ubatuba chama a atenção dos pesquisadores pela sua diversidade. A primeira consolidação das listas das aves observadas pelos pesquisadores do Brasil e do exterior foi realizada por Carlos Rizzo em 1995 de lá pra cá ele vem mantendo a lista da cidade atualizada em formato digital, que pode ser encontrada no site www.projetoaves.com.br por meio da parceria com o Itamambuca Eco Resort. Atualmente a lista de Ubatuba consta com 565 espécies de aves. Isso representa mais de 60% das espécies do Estado de São Paulo, 30% das espécies brasileiras e 5% das aves do planeta! Vale lembrar que nosso território não atinge 5% do planeta, mas Ubatuba é um diferencial por possuir em sua mata uma grande oferta de alimentos para as aves e isso é o que permite o abrigo desta rica diversidade. Não adianta falar de observação de aves em Ubatuba sem citar o nome de Carlos Rizzo. Por acreditar neste grande potencial, desde 1995 se envolve com a atividade, a partir daí Rizzo divulga aos empresários locais que é uma ótima opção para as baixas temporadas. O período que mais se recebe este tipo de turismo é entre maio e novembro por coincidir com as férias de verão no hemisfério norte e o período reprodutivo das aves. Nesta época, entressafra do período de verão, as aves estão no esplendor da sua plumagem, estão mais bonitas e mais exibicionistas. Outro fator importante para a atração do turista

estrangeiro nesta época é que a cidade encontra-se com menos visitantes e os preços estão mais convidativos. Outras ações aconteceram em Ubatuba, também de grande importância, em 2004 houve a eleição da ave símbolo de Ubatuba, hoje uma Lei Municipal. Em 28 abril de 2012 comemora-se o dia municipal do observador de aves, neste mesmo ano ficou declarada a atividade de observação de aves como de relevante interesse econômico, social, ambiental, educacional e turístico. Também através de outra lei municipal em 2012 de Pico Alto Grande mudou de nome para o Pico da Saudade (tijuca atra). Essas ações mantiveram Ubatuba no foco das atenções, já que outros municípios acompanharam estes trabalhos, outros até solicitaram cópias das leis e aplicaram em seu município de origem. De 2005 a 2012 a observação foi incluída na administração municipal como opção de turismo de qualidade nas baixas de temporada, mas o trabalho foi ampliado como ferramenta de transformação: seja para aplicar Educação Ambiental nas escolas, no diálogo com as comu-

nidades que vivem no entorno das Unidades de Conservação e finalmente, como gerador de notícias positivas em várias mídias nacionais e internacionais. Por conta disso Ubatuba foi destaque no congresso em Maceió da ANAMA (Associação Nacional dos Amigos do Meio Ambiente) em 2009. Já em 2010 foi estudo de caso no I Congresso Internacional de Turismo em Barcelos, Portugal (http://www.ipca.pt/ cit/docs/sessoes/s5/S5_3_12. pdf). Em 2009 por meio da parceria com o Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes SINHORES-LN, o trabalho foi regionalizado e começou a desenvolver no Litoral Norte/SP e Paraty/RJ. Por conta desta parceria o trabalho de Ubatuba e região foi apresentado na Bristish Bird Fair na Inglaterra, maior feira internacional voltado para a observação de aves no planeta. Foi neste mesmo ano que surgiu o observador de aves brasileiro e passamos a receber turista de observação durante o ano inteiro. O Surgimento do turista brasileiro de observação coincide com o lançamento do site wikiaves e provocou uma verdadeira “febre” entre os brasileiros. “O

sucesso de Ubatuba na observação de aves pode facilmente ser medido pelo site wikiaves que organiza registros fotográficos e sonoros das aves brasileiras, fora da Amazônia somos a cidade com mais registros de aves no Brasil. A simples comparação das áreas das duas regiões já revela a importância de Ubatuba”, comenta Carlos Rizzo. Em 2011 temos o início do trabalho junto à comunidade do Sertão da Quina, foram quase 200 horas de capacitação de mais de 50 pessoas da comunidade dos quais 24 foram credenciados pelo PESM Núcleo Picinguaba como guias de observação. Este credenciamento tem sido reconhecido por outras unidades do PESM como importante ferramenta de inclusão ambiental, pois a partir daí o grupo PROMATA foi construindo a sua importância na observação de aves em Ubatuba. Para se ter uma idéia, diz Rizzo, a importância do trabalho da PROMATA na busca por novas espécies, em 2013 dos 14 novos registros fotográficos no wikiaves, oito foram conseguidos pelo PROMATA. Em 2012 o Centro de Estudos do Desenvolvimento Sustentá-

vel, CEDS, elegeu a observação de aves como projeto prioritário para o Litoral Norte e de lá surgiu o projeto 700AVES que hoje congrega mais de 25 municípios envolvendo São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Além dos municípios da nossa região e do estado, vários municípios do país quando pretendem implantar a observação de aves em suas cidades vem buscar capacitação em Ubatuba. Foi o caso de Afonso Claudio (ES) cuja implantação foi orientada por Ubatuba e a cidade se tornou pólo do turismo de observação na região serrana do Espírito Santo. Em 2013 o projeto de observação de aves foi incorporado pelo Parque Estadual da Serra do Mar por meio do Núcleo Picinguaba, tudo isto para implantar definitivamente o Centro Cambucá de Observação de Aves criado em 2010. O Centro Cambucá é o primeiro núcleo do Parque Estadual a dedicar-se com exclusividade aos observadores de aves. No ano 2000 Carlos Rizzo fez uma pesquisa junto aos visitantes estrangeiros para traçar o perfil deste tipo de turista. Ali se perguntou tudo sobre a relação do turista e Ubatuba. Naquela época ficou claro que os turistas estrangeiros eventualmente dormiam uma noite em nossa cidade. Ubatuba era passagem obrigatória, mas pelo não envolvimento da comunidade, não era um destino agradável para os estrangeiros. “Em 2010 para avaliar o nosso trabalho, aquela pesquisa foi replicada e descobrimos que o turista estrangeiro estava ficando de três a quatro dias em nossa cidade, tudo porque a cidade se tornou amiga das aves notadamente com o envolvimento das crianças e dos adultos” finalizou Carlos Rizzo.


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Moradores e lideranças se reúnem para discutir o futuro do abastecimento de água comunitário da região EZEQUIEL DOS SANTOS No ultimo dia 4, nas dependências da Administração Regional Sul, na Maranduba, cerca de 40 pessoas (lideranças, membros de associações, administradores da captação de água da rede comunitária e outros interessados) se reuniram com o Administrador Regional Damião José da Silva para discutir sobre o futuro do abastecimento de água comunitário da Região Sul. Em pauta as dúvidas sobre o recebimento da notificação do DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo) ao responsável pela captação de água da Rua Benedito Antonio Elói, no Sertão da Quina, Sr. Cid Vitor. No documento ficou claro que trata-se de uma ação do Ministério Público Estadual cuja promotora é integrante do GAEMA - LN (Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente-Litoral Norte) em cima do DAEE. Segundo seu Cid, “o problema é bem mais complicado do que parece. A comunidade, segundo a autoridade, está fazendo uma coisa ilegal”, comenta o autuado depois que participou da audiência realizada no órgão em Taubaté. Ficou entendido que, neste momento, para restabelecer a regularidade do serviço haveria a necessidade de instalar um projeto com equipamentos de tratamento, filtro, cloragem, acompanhamento técnico, analises semanais, vasta documentação, além dos licenciamentos e outorgas que teriam de ser analisados pelas autoridades res-

ponsáveis para solicitar o uso da água. Após as várias discussões e dúvidas sobre o tema, pensou-se nas possíveis soluções, nos vários apontamentos e idéias, porém o grupo acordou que buscaria uma audiência entre a promotora do MP-GAEMA, o DAEE, a SABESP, CETESB e outras secretarias da prefeitura para entender o caso com mais clareza, propor uma transição para o uso da água até que se regularize a situação e principalmente saber quem foi o causador de todo este constrangimento. A rede comunitária mais antiga, conforme contou um dos moradores está instalada desde a década de 1960, depois vieram as outras e ninguém havia perturbado os moradores até então. Damião informou que os responsáveis pela administração da água comunitária do bairro do Rio Escuro também foram notificados e quem porventura ainda não recebeu a notificação poderá recebê-lo ainda em breve. O administrador disse que tentou varias vezes marcar uma reunião com outros órgãos e que por motivo de agenda ainda não foi possível. Ficou ele responsável pelo envio da solicitação as demais autoridades para a tão esperada audiência, que inicialmente ficou marcada para o próximo dia 20 de fevereiro. A idéia também é estender o convite as outras comunidades que receberam e as que poderão receber a notificação por conta do mesmo problema.

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Prefeito, Ministro e vereadores oficializam inicio das obras da Unidade de Pronto Atendimento da Região Sul EZEQUIEL DOS SANTOS Em solenidade oficial no primeiro dia de fevereiro, o prefeito Mauricio Moromizato (PT), o Ministro da Saúde Alexandre Padilha, o Presidente da Câmara Eraldo Todão “Xibiu” (PSDC), demais vereadores, secretários municipais, o Administrador Regional Sul Damião José, lideranças e convidados deram o pontapé inicial para o inicio das obras da construção da Unidade de Pronto Atendimento 24 horas da região Sul de Ubatuba. No local eles descerraram uma placa alusiva ao inicio das obras da UPA. A solenidade aconteceu na antiga quadra de esportes na entrada do bairro Sertão do Ingá (próximo ao Morro do Foge) e começou com duas horas de atraso. Padilha teceu elogios ao prefeito pela insistência na busca do projeto da UPA pra região, que segundo ele estava abandonada. Mauricio conta das idas e vindas que realizou para trazer o projeto para Ubatuba e que viu com muita atenção a região sul, que segundo ele, é a entrada da cidade. “Muita gente queria o projeto próximo da cidade, mas optamos pela

região sul, quando apresentamos o projeto pra ser realizado na Unidade Mista de Saúde da Maranduba o ministro apontou que o projeto não poderia ser executado lá por problemas técnicos, já neste lugar é possível”, falou o prefeito aos convidados. Segundo a prefeitura o projeto custará R$ 1.656.911,67 com prazo de entrega de 12 meses. A oportunidade serviu também para apresentação dos médicos cubanos em Ubatuba a Padilha, que enalteceu o programa “Mais Médicos” do governo federal. O ministro aproveitou para falar um pouco da importância de um UPA na região e dos programas federais de prevenção á saúde. Também agradeceu os companheiros que o ajudaram como ministro, já que está deixa o cargo para possivelmente disputar uma vaga ao governo de São Paulo pelo PT. P adilha será substituído por Arthur Chioro, ao qual o prefeito agradeceu muito pela colaboração na busca de projetos para Ubatuba. A transmissão de posse acorreu no último dia 3, em Brasília, dois dias após o evento de início das obras da UPA no Sertão da Quina.

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Cachoeira da Joaninha: No caminho das antigas roças EZEQUIEL DOS SANTOS PROMATA Como se fosse tirado de um filme de ficção, de onde a natureza tivesse tomado outras formas naturais, daquelas que parecem sonho... Foi assim o que aconteceu com a expedição Promata a um novo canto do paraíso da região Sul de Ubatuba. No local foi possível observar e vivenciar o que a natureza sempre nos reserva e também experimentar algumas novidades daquelas que só ouvíamos falar pelos antigos caiçaras. A trilha, que foi um caminho antigo de grandes roças,

Fotos: Ezequiel dos Santos

parte importante da economia do município no passado, hoje serve a alguns aventureiros e aos proprietários das áreas que lá se encontram. O caminho é interessante porque manteve alguns aspectos culturais do povo tradicional na maioria do trajeto e encontra-se em um ponto geográfico privilegiado e estratégico. Debaixo das árvores uma temperatura agradável, ar mais fresco, limpo, aroma de floresta. Fora dele um calor insuportável. Grande parte do trajeto é serpenteada pelo o rio, que ainda é limpo, trans-

parente e vivo. Sua pureza nos permitiu observar varias particularidades, uma delas, para o espanto e surpresa da equipe, o avistamento de quatro robalos flecha (Centropomus undecimalis) nadando livremente pelo rio a quilômetros do mar. Havia ruínas de casas antigas, alguns pés de mandioca, limão, laranja, jambo, goiabas, áreas ainda abertas em meios as grandes árvores e

muito capim gordura. Mais a frente os “praiados” (pequenos bancos de areia a beira do rio) possibilitavam uma visão mais apurada do local. Belo e interessante foi observar árvores totalmente entrelaçadas de cipós, bromélias, orquídeas, flores e frutos que raramente vemos e sentimos. Pequenos animais que passam a todo instante pelos humanos e o canto dos vários pássaros durante todo o tra-

jeto, principalmente pela Araponga (Procnias nudicollis). Ao final foi possível avistar também uma toca de bicho, daquelas que sustentam o imaginário infantil e serve de refugio à animais e do homem que busca abrigo. E ra tanta beleza por metro quadrado que só estando lá para ver, ouvir e sentir. É uma daquelas maravilhosas sensações em que o dinheiro não compra e você só encontra lá.


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Pedras diferentes, águas transparentes e natureza interativa reforçam a singularidade deste pedaço do paraíso Um local propício ao ecoturismo, a observação de aves, fauna e flora e a contemplação pura e envolvente da mãe natureza é o que se pode esperar do lugar. Seu aspecto tem sabor de infância, de inocência, de liberdade e vida simples. Após 1 hora e meia de caminhada a sensação de estarmos em outro mundo é evidente. O local possui um conjunto de cachoeiras poços, escorredeiras e um tombador. É tão belo que não dá para saber por onde começar. A primeira imagem é de um poço estreito e fundo, a qual está colada a um a pedra lisa que serve como escorregador, no meio (da queda dágua) uma banheira de madame. É possível avistar várias espécies de pequenos peixes, algumas raras, outras de difícil observação. A natureza preparou um espaço na pedra a qual cabe quatro pessoas, bem na descida de suas águas. Sim! Banheira daquelas que você pode ficar deitada com os braços na borda, enquanto recebe uma massagem relaxante de água pura nas costas sobre a sombra das grandes árvo-

res, lugar que lhe dá o direito de olhar a paisagem em 360 graus como se fosse um papel de parede em um SPA de luxo. Não dá vontade de sair de lá! Nas laterais o trabalho da natureza que entrelaça pedras, árvores, terra, parecendo o trabalho de um artista plástico. Mais acima pequenos poços, um deles com um tamanho e profundidade razoável ideal para um merecido banho e descanso. Suas águas beiram ao granito verde Ubatuba, numa cor em degradêe espetacular, o cheiro e sabor de água limpa renovam corpos, almas e pensamentos. Tem até uma pedra que se assemelha a um pequeno cavalo, onde é possível montá-lo. A frente mais dois poços e um estreito impressionante, o som das águas que caem nas laterais nos dá pista do perigo do paredão, que esconde uma caverna que cabem cerca de 10 pessoas. Parece que existe um potente ar condicionado enquanto se avança ao tombador. A força de suas águas pode até irritar a pele tamanha força exercida. Em todo momento é possível ver a água sendo as-

Fotos: Ezequiel dos Santos

pergida lentamente por conta da velocidade das águas, isto causa um belo efeito, é pos-

sível avistar pequenos arco-íris pelo trecho. A sensação de se explorar para o bem é muito

gratificante, vale a pena esta interação. Dá uma vontade danada de voltar lá todos os dias.


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O “Meio ambiente” ainda como ritual nazista à cultura formadora da nação

EZEQUIEL DOS SANTOS O Brasil que conhecemos é muito rico e a cada etapa da história existe uma forma de explorar e destruir a cultura como remédio de todos os males. A bola da vez é destruir várias riquezas por conta do apelo ecológico. Coisa de colonizador que nos dias atuais tem outros nomes, que de novo, influenciado pela matriz européia e americana, por motivos de preservar o verde ($$$$$$) se enchem de patriotismo quando destroem uma cultura (?????). Vale lembrar que uma das características próprias de nosso povo é a preservação, a utilização sustentável, a manutenção do meio ao seu redor, a respeitabilidade de tudo o que for utilizar, para utilizar pra sempre. As condições ambientais que foram encontradas aqui é o modelo ideal de uso e preservação, vistas por especialistas e cegadas pelos limitados colonizadores ambientais. Para isto bastava separar o joio do trigo, mas será

que eles sabem pelo menos o que significa esta metáfora? Ao menos o que são estas espécies? Parece até que o colonizador ambiental quer formar um novo povo, um homogêneo capaz de dizer apenas “sim senhor!”. Povos estes que historicamente são conhecidos como brasileiros distinguidos pelo modo de vida, pela sua rusticidade, pelo seu patrimônio, dizeres, fazeres, pelo manejo ecológico e econômico, etc. Povos que em suas diferenças se fazem iguais nas suas funções ecológico-regionais por isso ele é pluriétnico, pluricultural e riquíssimo em tudo que fazem e sabem, são nada mais que brasileiros que já, ecologicamente falando, exercerem seus DEVERES cuidando da fauna e da flora para que hoje outros tirem o chapéu em seu nome, falta agora reconhecer seus DIREITOS, ou eles (colonizadores ambientais) é que estão certos e errado continua a ser a Bíblia?

Vê-se uma estreita camada social privilegiadíssima, que do “Meio Ambiente” ganha muito dinheiro, status, manda e desmanda criando situações que aumentam as distâncias sociais intransponíveis, nos fazendo acreditar que o grosso destas populações é que sempre está errado. Claro que está! A cada nova saída pacifica e sustentável uma Resolução para transformar quem detinha o direito e a sabedoria em criminoso. Dá IBOPE, sai na mídia, agrada outros colonizadores, dando de presente às comunidades tradicionais tensões jurídicas e administrativas, a iminência de ter o nome no rol dos culpados, desuniformidade étnico-cultural, criando um caráter traumático aos homens e mulheres de bem: os sertanejos, os caipiras, os caboclos, os ribeirinhos, gaúchos, pantaneiros, indígenas, quilombolas, caiçaras, entre tantos outros brasileiros milionários miseráveis, que por conta do colonizador

ambiental encontram-se sem terra, sem canoa, sem história, sem cultura, sem vida, mas rico em sabedoria natural. Este “nazi-facismo-ambiental” trata, maltrata, destrata, destrói, ignora, explora, deplora, abaixa, rebaixa, trata desigual seus iguais, é uma atitude racista e discriminadora deste povo como se fosse uma conduta natural, o pior sob os olhares das autoridades, principalmente do MP (Ministério Público ou Privado?) e dos legisladores, salvos alguns “espécimes raros”. Decisões que alojam, desalojam, realojam, realocam, deslocam famílias inteiras, como se fossem ratos de esgotos. Desta forma negam toda a façanha da formação e fusão cultural de nossos povos. Será que se os colonizadores aprendessem e respeitassem estes patrimônios, antes que acabe por completo, o meio ambiente não seria mais rico? Pobre deles, não pensar assim, não iam ter

mais status e nem sair na TV. Estão atrás de dinheiro, voto e status. Aprendi que a diversidade biológica está dentro do dito Meio Ambiente e é tudo que está em nosso redor e não está associada somente as folhas, pelos e escamas. Por isso não entendem, não conhecem os que protegem, defendem e resguardam estes patrimônios. Salvos as autoridades que vivem no mundo real. O judiciário e o MP materializam as leis, mas em Ubatuba parece que eles petrificam e congelam estas regras de convivência. O que dizer a estas pessoas do qual o cérebro só nasce raiz e nenhum fruto, seria a mesma coisa que ensinar um porco a cantar, além de não cantar ainda vai morder a nossa canela. Melhor parar por aqui senão quem vai assinar a carteirinha de bandido no fórum e precisar de um advogado serei eu. Que ambiente queremos? Pense.


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Colégio Áurea Moreira inicia suas atividades escolares com Gincana da Leitura

O colégio Áurea Moreira Rachou no Sertão da Quina iniciou suas atividades pedagógicas em 2014 oferecendo o programa Sala de Leitura a seus alunos. O programa, criado em 2009, contempla alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens e adultos com ambientes ricos em livros e periódicos, além de muita agitação. O objetivo do projeto é incentivar a prática da leitura, buscando contribuições para a manutenção desse hábito na família e na sociedade, bem como contemplar o ato de ler em sua diversidade, visando à formação ética e crítica do estudante. Para isto a idéia é trabalhar diversos gêneros textuais. Serão realizadas dramatizações, desfiles de personagens, trava línguas, páginas de jornal ilustrando histórias que compõem as páginas do livro, declamação de poesias, confecção de cartazes, anúncios publicitários, ilustração e pintura, música, reconto e muito mais. E isto é só a primeira fase desta

gincana no inicio deste ano letivo. As atividades foram planejadas para serem executadas nos dias 28 e 29 de fevereiro, já as provas para 30 e 31. Os alunos foram divididos por equipes coloridas e a que vencer ganhará um passeio ecológico. Seus organizadores destacam que o propósito da escola Áurea nesta primeira semana de aula é acreditar que a leitura possa abrir portas, construir a liberdade e não gaiolas. Ao que parece o projeto transformará o colégio num grande anfiteatro de eventos literários e outras atividades pedagógicas estimulantes. A proposta conta com a organização da professora Roseli Lorente, responsável pela sala de leitura, com apoio da gestão e da coordenação do Áurea na execução das ações, conta também com a parceria dos professores na orientação dos alunos. Quem quiser saber mais sobre o projeto basca acessa: http://www.educacao.sp.gov.br/portal/projetos/ sala-de-leitura e boa leitura.

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TODO MUNDO LÊ. ANUNCIE: (12) 9714.5678


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Dicionário de vocábulos e expressões caiçaras - Parte 28

VENTRECHA - ( s.f.) - parte do peixe, logo abaixo da cabeça. VENZIMENTO - ( s.m. ) - benzimento. VERADA - ( s.f. ) - beira; beirada; margem. VERDOLENGO - (adj.) - que não está bem maduro. VERGãO- ( s.m. ) - marca ou vinco na pele, produzida por pancada ou açoite . VERGONHOSO - ( adj. ) - envergonhado; timido. “ ele sabe inté cantá direitinho, o que sim que é munto vergonhoso demás “ VESTIMENTA - ( s.f.) - a fantasia para o carnaval. VIAMENTO, AVIAMENTO - ( s.m. ) - conjunto dos elementos necessários para o fabrico da farinha de mandioca, consistindo na casa de farinha, no fuso ou na arataca, no forno, e nos demais apetrechos; casa de farinha. VIERAM- (loc.v) - fulano vieram ? ; expressão que significa dizer: fulano e família vieram ? ; fulano e ( mais alguém ou outras pessoas ) vieram ? VINGá - ( v. int. ) - prosperar; crescer; ter bom êxito. VIONEIRA - ( s.f.) - cabo de oito braças, que prende o arpão ou catueiro à canoa. VIR NO PIO - ( loc.v. ) - ação de algumas aves e pássaros e mesmo de alguns animais, que atendem ao pio, isto é, atendem à imitação de seus sons peculiares ou imitativos, emitidos por pessoas que usam o pio ou apenas a boca, com a intenção de atraí-los. “ A gente atira o macuco quando ele vem no pio. “ VIR PRá TERRA - ( loc.v. ) dirigir-se à praia vindo do mar aberto; encalhar nas areias da

praia ou nas pedras da costeira; ser lançado à praia ou à costeira pelo movimento das marés. VIRAÇãO - ( s.f.) - cerração que ocorre freqüentemente no verão , entre 2 e 4 da tarde; vento fresco e brando, que à tarde, costuma soprar do mar par a terra. VIRADA - ( s.f. ) - curva do caminho; volta; contorno; nome antigo do atual Bairro da Rotatória em Cananéia - SP. VIRGEM - ( s.f. ) - peça da arataca, que consiste num mourão de madeira forte, tendo em sua parte superior uma fenda retangular, onde se encaixa o varão, e é fincada verticalmente no chão. VIROTE - ( s.m. ) - espécie de peixe. VISAGEM -(s.f.) - mesmo que avisage; assombração. VISGO , VISCO - ( s.m. ) suco vegetal colante e pegajoso , que se põe em varinhas para apanhar pássaros. VISITá O CERCO - ( loc.v. ) - ir até o cerco de pesca, verificar a quantidade de peixes já presos. VIÚVO- ( s.m. ) - mesmo que terçol ; espécie de inflamação dos olhos. VIVENTE - ( s.m. ) - qualquer ser vivo. “ minino, largai de judiá desse passarinho; não ve que anssim machuca o viventinho “ VIVUIA - (adj.) - diz-se da comida mal cozida, pastosa ou de má qualidade. VOMITIVO - ( s.m. ) - vomitório ; que faz vomitar ; medicamento para provocar vômito. VOSMECE - ( pron. ) - você; vassuncê, cont. de vossa mercê. VUADEIRA - ( s.f.) - barco com motor de popa , muito veloz. X XERERé - ( s.m. ) - um tipo de pássaro da família do bonito-lindo. XERETA - ( s.f.) - (adj.) bisbilhoteiro; intrometido. XIPóCA - ( s.f.) – arma infantil formada por canudo de taquara e vareta um pouco maior e que deve correr com facilidade no interior do cano, de modo a comprimir as buchas

de papel molhado ou de casca de laranja, que são colocadas em seu interior e projetadas sob pressão; XIMANGO - ( s.m. ) – restos de carne seca; carne de sol de má qualidade, assim denominada em alusão ao ximango , espécie de gavião gaucho. XIPUTE - ( s.m.) - café com banana moída na caneca. XUMBREGá - importunar ; perturbar. Z ZANZá - vaguear; vagar; andar sem rumo certo. “ Fica zanzando aí pela costêra, batendo perna a toa. “ Zé PEREIRA - ( s.m. ) - certo grupo carnavalesco, que tem como característica a utilização de lanternas feitas de papel de seda, iluminadas com velas, além de ritmo e música também característicos ZIMBRá - (v.t.d. ) - cair; despencar.

ZINHO- ( pron. ) - expressão freqüente no falar caiçara. Flexiona em gênero e número e, quase sempre, substitui uma palavra mencionada anteriormente. Pode ainda funcionar como substantivo. “ Quantas filhas o senhor tem? ” Tenho duas zinha”. ” Quantos moeirão farta ?” “Um zinho”. “ Faz muito tempo que foi construída essa casa? “Essa zinha fez doze ano”. “ Na praia hai muitas canoa, aquela zinha é do meu pai”. “ Passei pá tomá uma zinha”. “ O que é aquela zinha lá ?”. “ Que cepo duro! Aloita o zinho”. “ Aquela zinha pequena é minha”. “ Quem num tá munto bão também que tá se quêxando um poquinho, é um zinho anssim, mais graúdo um bocadinho do que ela”.

“ Eu tenho um zinho só... tenho um grande anssim que já tá c’uns, acho que quaji uns quinze ano, e tem um zinho piqueno anssim, um zinho piquinininho, chama-se Leoncio, o que sim que só atende por Mingute ”. “ O otro zinho que é maió do que esti um, se chama-se Juão Binidito , que fica arriba dessa aqui ”. “ Tenho doze filho ”. Todos vivos? “ Tenho um zinho morto só, o derradero; dos que sobejaram tem argum zinho anssim doentio. ” FIM Fonte: PEQUENO DICIONÁRIO DE VOCÁBULOS E EXPRESSÕES CAIÇARAS DE CANANÉIA. Obra registrada sob nº 377.947-Liv.701. Fls. 107 na Fundação Biblioteca Nacional do Ministério da Cultura para Edgar Jaci Teixeira – CANANÉIA –SP .

Ilustração: Antonio Coutinho

Dicionário de vocábulos e expressões caiçaras foi um oferecimento

Jornal Maranduba News Resgatando, divulgando e valorizando a cultura caiçara!


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“Aquele dia seria o fim dos dois, um cartucho seria para ele e outro para seu pai” Décadas depois, ex-morador da Ilha Anchieta relembra emocionante história vivida com o pai EZEQUIEL DOS SANTOS Era 1954 e o cenário deste episódio foi a Ilha Anchieta. Dentre os atores vários moradores, uns militares e outros civis. Célio era um deles. Tinha nove anos e com seu pai Sr. Erodi, então Cabo da Força Pública do Estado de São Paulo (antiga Polícia Militar), foi colher feijão numa plantação lá no Saco Grande, a leste daquela ilha. O menino vestia uma calça brim e suspensórios, com os pés descalços acompanhou aquele homenzarrão sisudo e muito sério ao seu destino. Eram 6 horas da manhã quando tomaram café com leite (de cabra) e farinha de milho. As 7 partiram. Cabo Erodi carregava nos ombros uma espingarda calibre 32, de marca Crupi Alemã e dois cartuchos somente. Os dois seguiram pra roça, lá havia um pouco de feijão, milho e abóbora. Da casa do policial até o local passaram-se 45 minutos. Ao passarem pela olaria (lugar onde faziam os tijolos) não avistaram nenhum condenado. Célio imaginou que naquele dia nenhum preso iria trabalhar no local. Na volta o inocente menino carregava a espingarda que o pai lhe havia confiado. Como veio na frente perdera de vista seu pai que ficou para traz com a carga de feijão aos ombros. No retorno não vendo ninguém, encostou a espingarda em uma das paredes da olaria e foi até uma bica d’água matar sua sede. Quando se virou, o susto! Seu coração bateu mais forte, a respiração tornou-se ofegante e ele ficou paralisado. Atrás dele estavam os presos “Baiano” e “Tabóca”, um deles portava a

espingarda do pai com o cano virado pra baixo. Célio ficou imóvel imaginando que aquele dia seria o fim dos dois, um cartucho seria para ele e outro para seu pai. Mesmo assustado ele não se apavorou porque era testemunha viva do episódio da rebelião dois anos antes (20/06/1952), naquele fatídico dia viu que alguns presos haviam protegido e poupado a vida de mulheres e crianças, mas e agora? E seu pai? Será que poupariam? Pensou numa forma de avisar o pai, mas foi em vão. Seu pai foi avistado vindo de uma curva com o feixe de feijão nas costas e deu de cara com aquela situação. “Papai parou, pensou, se aproximou de mim, com a mão esquerda colocou-me para trás de seu corpo protegendo-me, jogou o feixe de feijão no chão, enfiou a mão no bolso da camisa, tirou um cigarro – calmamente colocou-o atrás da orelha, pegou outro e o levou a boca”. Um dos presos pergunta: “O senhor tem mais cigarro?”. “Tenho! Tenho também lá em casa”, respondeu Cabo Erodi. “Fica com esse maço para vocês fumarem”. Sem dar satisfação e sem perguntar nada, o preso entrega a espingarda. Cabo Erodi então pega a espingarda, pendura-a no ombro e diz ao filho: “Vá você na frente, mas não vá muito na frente.” Célio sabia que seu pai era muito enérgico, pelo caminho ia imaginando que tipo de castigo receberia. Depois de meia hora de caminhada chegaram em casa. Cabo Erodi passou pelo menino e disse que era para ficar onde estava, rumou pela lateral da casa chegando aos

fundos do quintal. Jogou o fardo no chão, tirou os dois cartuchos da espingarda e enfiou no bolso, em seguida pendurou a cartucheira no prego na parede da sala. Célio neste momento já não sentia medo e sim pavor. O pai chama o filho para ir ao fundo da casa, com dois banquinhos na mão convida o menino para sentar em um deles. “Alguma coisa estava errado, papai não era de convidar, era de mandar”, comenta Célio. Diz ainda que, com medo, abaixou a cabeça e quando levantou os olhos em direção ao pai vê aqueles olhos azuis chorarem pela primeira vez. Comenta que foi aí que sentiu mais medo ainda. De repente, diz o autor, parece que o céu se abriu, emocionado meu pai me pediu desculpas: “Você errou e eu errei muito mais! A esta hora poderíamos estar mortos e o culpado seria eu por ter entregado uma arma de fogo nas mãos de uma criança. Me perdoe!”. Célio diz que foi a única vez que viu seu pai chorar e sentir medo. Mas não acabou por aí, seu pai pediu que no dia seguinte fosse à olaria para conversar com os dois presos, que com certeza teriam algo pra dizer ao menino. Seguindo a ordem do pai Célio vai ao local, lá havia uma arvore caída que atravessava uma parte da olaria. Sentou entre os presos e começaram a conversar sobre o dia anterior. Um dos presos fala que foi bom ele ter retornado aquele lugar, que tinham certeza que foi o Cabo Erodi que o havia mandado e que tinha um conselho ao menino: “Você é uma criança e um dia vai se lembrar do que estamos conversando.

Seja honesto, cumpridor das suas obrigações, resumindo seja como seu pai. Se fossemos dar um mau conselho pra você, comunicaríamos antes a seu pai para que ele não lhe mandasse aqui”. Os presos disseram ainda que estavam naquele lugar (ilha) porque haviam feito algo de errado e que o Cabo Erodi estava lá para dar uma vida melhor para seu filho. Ao final o recado: “Diga a seu pai que estamos mandando um abraço a ele, menino pegue a trilha, volte e vá direto pra sua casa”, estas foram as últimas palavras que o menino ouviu daquele episódio. Célio Sales de Almeida, 69, é carinhosamente chamado de Seu Célio, um homem querido, daqueles que alegram facilmente o ambiente, de bem com a vida, muito conhecido, quer seja por sua história, quer seja pela simpatia e pela facilidade de fazer amigos. Ao contar esta passagem real seus olhos

se encheram de lágrimas emocionando os que ouviam atentamente seu relato. Lágrimas sinceras não tanto pelo sofrimento que passou, pelo susto, mas por saber que de fato seu pai o amava tanto, a ponto de ficar a frente da espingarda para, literalmente, morrer pelo filho querido. Talvez seja esta a maior demonstração de amor de um pai para um filho naqueles tempos difíceis, a certeza de que aquele homem não era somente um genitor, mas um homem vestido de “PAI” e com todas as letras em maiúsculo. Seu Célio também é membro da Associação Filhos da Ilha que realiza, junto a outros heróis, um importante trabalho de resgate da história da maior rebelião do planeta: O levante da Ilha Anchieta e esta história que você ouviu é parte dela. O importante é saber que vem mais por aí. Aguardem!


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Recordação da abertura de um loteamento EZEQUIEL DOS SANTOS Uma boa prosa às vezes traz a tona muitas recordações, desta vez a conversa foi com dois importantes personagens de nossa história. O pano de fundo foi a abertura do loteamento da Praia do Pulso, uma recordação da época em que tudo era novidade, até mesmo a bacia de privada. Um dos personagens é uma mulher, guerreira por sinal, Maria Gabriel do Prado, 71 anos, morou mais de quatro décadas dentro deste “condomínio”, ela de fato viu nascer e descaracterizar a fauna e a flora local pra atender o bem estar dos turistas. O loteamento foi responsabilidade de Olga Sisla e acompanhava um projeto do então governo militar – Presidente-general Castelo Branco chamado Turis, que queria transformar nossas riquezas litorâneas em rivieras, iguais as francesas. Dona Maria conta que para ir a venda (mercado) havia trilhas que cortavam as roças. Outra opção era por mar, a mais utilizada. Tinha no local a casa dela, a do sogro, José Cezário do Prado e da Dona Vera. Conta que esta última enviava uma carta ao marido, Bernardino Cezário, avisando o dia e a hora que viria, então ele ia de canoa até as dependências do saudoso Hotel Picaré para buscá-la. Depois abriram a estrada da Caçandoca, isto facilitou a vida dos empreendedores do loteamento que abriu um acesso até a praia. O local tinha algumas roças do povo do Pulso, que se misturavam a do povo da Caçandoca. Segundo Maria, antigamente o povo não li-

gava pra terra, qualquer um fazia uma casa e uma roça aonde queriam. A derrubada dos morrotes e das grandes arvores causou espanto nos moradores da região, com o tempo isto virou rotina e se acostumaram com a idéia. A nossa personagem se lembra das primeiras enxurradas da chuva após as máquinas abrirem as estradas, desciam toneladas de lama morro abaixo, comenta Maria. Olhando pra cima dando sentido as suas recordações ela conta que as primeiras casas depois das três existentes foram as de Dona Beatriz, Maria Cecília, José Guilherme, Milton Thomáz, um tal alemão chamado Iso e Valdemar. A praia ainda fornecia muito peixe, lembra que numa ocasião o seu marido e João Zacarias pegavam tanto parati que mesmo separando o que precisavam distribuíram uma “porçoeira” (bastante) de peixe em “quinhão” (porções) aos conhecidos. Era ainda uma época de fartura. “Lembro que um dia o Bernardino levou

Fotos: Arquivo Nelson de Oliveira

a canoa até a beira da água e quando ia subir nela viu que tinha esquecido o remo, voltou para buscar, foi quando um vento levantou a canoa e a jogou de lado, se meu marido estivesse dentro tinha morrido”, diz a quilombola. O vento a que se refere foi aquele que matou muita gente, principalmente os pescadores guerreiros da Praia grande do Bonete. Outro personagem é Sebastião Pedro de Oliveira, 89, lembra que com os compadres “Bito” (Benedito) Gaspar, Guido Correa, Antonio Pedro Rosa

entre outros foram os primeiros contratados a desbravar o local. Tião Pedro lembra que havia muito pernilongo e que a salvação era o “pito” (cachimbo) de Bito Gaspar. “No começo dormíamos num quadrado coberto com lona e íamos trabalhar de bicicleta do Sertão até o Pulso”, diz Tião. Conta ainda que trabalhavam do nascer ao por do sol, vindo pra casa só a noite, comenta também que quem não trabalhasse o sábado até o

almoço não recebia o dia de domingo. O estrago na natureza teve inicio com quatro tratores, dois de esteiras e dois de rodas, depois o pessoal foi melhorando o acesso e o lugar, agora é isso que conhecemos. O bom papo poderia se estender ainda mais, porém vamos deixar um pouco para as próximas edições e ter mais uma desculpa pra uma boa prosa, quem sabe um bom café no bule.


Fevereiro 2014

Os pais não devem apenas mandar os filhos para a igreja, mas levá-los

Coluna da Adelina Campi

Para o Carnaval Todo ano é a mesma coisa: você chega, fica aqui três dias e aí vai embora. Volta um ano depois, todo animadinho, querendo me levar para a gandaia. Olha, honestamente, cansei. Seus amigos, bando de mascarados, defendem você. Dizem que sempre foi assim, festeiro, brincalhão, mas que no fundo é supertradicional, de raízes cristãs, e só quer tornar as pessoas mais felizes. Para mim? Carnaval, desengano... Você recorre à sua origem popular e incentiva essas fantasias nas pessoas, de que você é o máximo, é pura alegria, mas não passa de entrudo mal-intencionado, um folguedo, que nunca viu um dia de trabalho na vida. Acha-se a coisa mais linda do mundo e é cafonice pura. Vive desfilando pelas ruas, junto com os bêbados, relembrando o passado. Chega a ser triste. Carnaval, você tem um chefe gordo e bobalhão que se acha um rei, mas não manda em nada. Nunca teve um relacionamento duradouro. Basta chegar perto de você e temos que aguentar aquelas fotos de mulheres nuas, que são o seu grande orgulho. Você não tem vergonha, não? Sei que as pessoas adoram você, Carnaval, mas eu estou cansada dos seus excessos e dessa sua existência improdutiva. Seja menos repetitivo, proponha algo novo. Desde que o conheço, você gosta das mesmas músicas. Gosta de baile. Desculpa, mas estou pulando fora.

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Será que essa sua alegria toda não é para esconder alguma profunda tristeza? Será que você canta para não chorar? Tentei, várias vezes, abordar essas questões, e você sempre mudou de assunto. Ora, chega dessa loucura. Reconheça que você se esconde atrás de uma dupla personalidade. Cada vez mais e mais pessoas ficam incomodadas com essa sua falsa euforia, fique sabendo. Conheço várias que fogem, querendo distância das suas brincadeiras. Você oprime todo mundo com esse seu deslumbramento excessivo diante das coisas, sabia? Por exemplo, essa sua mania de camarote. Onde os vips podem suar sem que isso pareça nojento. Onde se pode falar torto sem que seja errado. Todos vestidos de uniforme, senão não entram. Todos doidos para passar a mão na bunda um do outro. Essa é a sua ideia de curtir a vida? Menos purpurina, Carnaval. Menos bundas, menos dentes para fora. A vida é linda, mas a “lindeza do lindo mais lindo que há no lindíssimo” é um saco. Um pouco de calma e autocrítica nunca fez mal a ninguém. Tudo muda no mundo – por que você insiste em continuar o mesmo? A harmonia vem da evolução, não das alegorias. Chegou a hora de rodar a baiana para não atravessar na avenida. Como será amanhã? Responda quem puder. Beijos, Fernanda Young/Revista Cláudia

LEVAR SEUS FILHOS A UMA RELIGIÃO É O PRIMEIRO PASSO PARA TIRAR SEUS FILHOS DAS DROGRAS... A Igreja ensina que os primeiros catequistas são os pais. É no colo deles que toda criança deve aprender a conhecer a Deus, aprender a rezar e dar os primeiros passos na fé; conhecer os Mandamentos e os Sacramentos. Os pais são educadores naturais, e os filhos assimilam seus ensinamentos sem restrições. Será difícil levar alguém para Deus se isso não for feito, em primeiro lugar, pelos pais. É com o pai e a mãe que a criança tem de ouvir em primeiro lugar o nome de Jesus Cristo, Sua vida, Seus milagres, Seu amor por nós, Sua divindade, Sua doutrina… Eles são os responsáveis a dar-lhes o batismo, a primeira comunhão, a crisma e a catequese.Quando fala aos pais sobre a educação dos filhos, São Paulo recomenda: “Pais, não exaspereis os vossos filhos. Pelo contrário, criai-os na educação e na doutrina do Senhor” (Ef 6, 4). Aqui está uma orientação muito segura para os pais. Sem a “doutrina do Senhor”, não será possível educar. Dom Bosco, grande “pai e mestre da juventude”, ensinava que não é possível educar sem a religião. Seu método seguro de educar estava na trilogia: amor – estudo – religião. Nunca esqueci o terço que aprendi a rezar aos cinco anos de idade, no colo de minha mãe. Pobre filho que não tiver uma mãe que o ensine a rezar! Passei a vida toda estudando, cheguei ao doutorado e pós-doutorado em Física e nunca consegui esquecer a fé que herdei de meus pais; é a melhor herança que deles recebi. Não é verdade que a ciência e a fé são antagônicas; essa luta só

existe no coração do cientista que não foi educado na fé, desde o berço. Os pais não devem apenas mandar os seus filhos à igreja, mas, devem levá-los. É vendo o pai e a mãe se ajoelharem que um filho se torna religioso, mais do que ouvindo muitos sermões. A melhor maneira de educar, também na fé, é pelo exemplo. Se os pais rezam, os filhos aprender a rezar; se os pais vivem conforme a lei de Deus, os filhos também vão viver assim, e isso se desdobra em outros exemplos. Os genitores precisam rezar com os filhos desde pequenos, cultivar em casa um lar católico, com imagens de santos em um oratório, o crucifixo nas paredes, etc.; tudo isso vai educando os filhos na fé. Alguém disse, um dia, que “quando Deus tem seu altar no coração da mãe, a casa toda se transforma em um templo.”Um aspecto importante da educação religiosa de nossos filhos está ligado à escola. Infelizmente, hoje, se ensina muita coisa errada em termos de moral nas escolas; então, os pais precisam saber e fiscalizar o que os filhos aprendem ali. Infelizmente, hoje, o Governo está colocando até máquinas para distribuir “camisinhas” nesses locais. Os filhos precisam em casa receber uma orientação muito séria sobre a péssima “educação sexual” que hoje é dada em muitas escolas, a fim de que não aprendam uma moral anticristã. Outro cuidado que os pais precisam ter é com a televisão; saber selecionar os programas que os filhos podem ver, sem violência, sem sexo, sem massificação de consumo, entre outros. Hoje temos boas emissoras religiosas. A televisão tem o seu lado bom e o seu lado mau. Cabe a nós saber usá-la. Uma criança pode ficar

até cerca de 700 horas por ano na frente de um televisor ligado. Mais uma vez aqui, é a família que será a única guardiã da liberdade e da boa formação dessa criança. Os pais precisam saber criar programas alternativos para tirá-las da frente do televisor, oferecendo-lhes brinquedos, jogos, contando-lhes histórias, etc.. Da mesma forma, ocorre com a internet: os pais não podem descuidar dela. Mas, para levar os filhos para Deus é preciso também saber conquistá-los. O que quer dizer isso? Dar a eles tudo o que querem, a roupa da moda, a camisa de marca, o tênis caro? Não! Você os conquista com aquilo que você é para o seu filho, não com aquilo que você dá a ele. Você o conquista dando-se a ele; dando o seu tempo, o seu carinho, a sua atenção, ajudando-o sempre que ele precisa de você. Saint-Exupéry disse no livro “O Pequeno Príncipe”: “Foi o tempo que você gastou com sua rosa que a fez ser tão importante para você”. Diante de um mundo tão adverso, que quer arrancar os filhos de nossas mãos, temos de conquistá-los por aquilo que “somos” para eles. É preciso que o filho tenha orgulho dos pais. Assim será fácil você levá-lo para Deus. Muitos filhos não seguem os pais até a igreja porque não foram conquistados por estes. Conquistar o filho é respeitá-lo; é não o ofender com palavras pesadas e humilhantes quando você o corrige; é ser amigo dos seus amigos; é saber acolhê-los em sua casa; é fazer programas com ele, é ser amigo dele. Enfim, antes de dizer a seu filho “Jesus te ama”, diga-lhe: “eu te amo” JORNALISTA : ILDEFONSO.´.MAGALHÃES... MTB 64894



Jornal Maranduba News #58