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Maranduba, Julho de 2013

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Disponível na Internet no site www.jornalmaranduba.com.br

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Ano 4 - Edição 51

Pescador mostra a prova para não dizer que é história


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Cartas à Redação SABESP I Como a maioria sabe, nossa luta com a SABESP, pelo nosso saneamento básico e obviamente pela água tratada, vem de muitos anos, mais precisamente 1996. Recentemente com o apoio do Deputado Marcolino a exatamente um ano, estivemos na SABESP, e fomos muito bem recebidos e pudemos nos posicionar para viabilizarmos a antecipação dessas obras. Basicamente de pronto a Sabesp iniciou então a parte de captação e tratamento de água e com a entrada do Prefeito Maurício nesta questão, a antecipação das obras de saneamento para o ano que vem, são promissoras. Além do que o Prefeito Mauricio abriu negociações para que a Sabesp apresente um valor de contrapartida para continuarem com a concessão e a não é dinheiro pouco que a Cidade receberá. Dentre as questões foi revisto alguns procedimentos na obra de captação de água, uma vez que muitas pessoas acreditam que a nossa Cachoeira da Renata ficaria muito prejudicada, algumas modificações já foram efetivamente feitas e apesar da alegação da Sabesp que as consultas públicas haviam sido realizadas o Prefeito conseguiu um compromisso de mais uma audiência que deverá ser ago-

ra no próximo mês onde todos poderão então se inteirar melhor do projeto e com certeza não admitiremos prejuízos em nosso maior patrimonio que é a natureza, pois dela é que vivemos. Acontece que boatos estão caminhando no sentido de manifestações, que é a moda do momento, para a paralisação das obras existentes o que em nada favorecerá nossa luta que tem sido em alto nível e que neste momento obteve resultados expressivos nunca dantes conquistados. E também sabido que as manifestações violentas que foram promovidas aqui contra o parque radical hoje Toca da Coruja, de nada serviu, pelo contrário, prejudicaram as negociações da retirada desse empreendimento que até hoje permanece. Há de se destacar que as próprias pessoas que apoiaram aquele episódio, tempos depois aceitaram patrocínio deles para as festas que eram promovidas aqui na nossa região. Seria portanto um retrocesso enorme este tipo de manifestação, levando até a Sabesp cancelar a audiência e com a documentação regularizada que tem, tocar as obras como no projeto aprovado, sem mais consultas.. Estamos então apelando para a sensibilidade das pes-

Editado por:

Litoral Virtual Produção e Publicidade Ltda. Fones: (12) 3832.6688 (12) 9714.5678 / (12) 7813.7563 Nextel ID: 55*96*28016 e-mail: jornal@maranduba.com.br Tiragem: 3.000 exemplares - Periodicidade: mensal Responsabilidade Editorial:

Emilio Campi Colaboradores:

Adelina Campi e Ezequiel dos Santos Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião da direção deste informativo

soas que porventura tenham esta medida em mente e que aguardem portanto a Audiência. Que as pessoas de bom senso não participem caso haja esta iniciativa. Fernando Pedreira SABESP II A instituição SABESP, que é responsável por uma grande parte na distribuição de águas na cidade de Ubatuba, está com um projeto de criar uma estrutura na qual seria destinada a capacitação de águas nas cachoeiras localizadas no bairro do Sertão da Quina, para abastecer a região. Isso ocasionará um grande impacto nas questões culturais, ambientais e financeiras da população que ali vive, já que essas cachoeiras seriam “membros” da comunidade, com sua importância também na atração de turistas da região que se encantam com a beleza da região. Sou nascido e criado em Ubatuba, e essas cachoeiras fizeram parte da minha vida assim de muitas pessoas que sentem a tristeza de aproximar algo que ameace as paisagens da região. Assine o manifesto: http:// www.avaaz.org/po/petition/ Pela_desistencia_da_SABESP_na_captacao_de_aguas_ em_cachoeiras_de_Ubatuba_ SP/?copy Bruno S.

SABESP III Estou tentando mobilizar o bairro do Sertão da Quina e região a respeito do local da captação de água da SABESP. Venho tentando obter há mais de 2 anos informações sobre isto... e nada. Gostaria de pedir a ajuda do Maranduba News nesta empreitada, inclusive na divulgação do Evento/ Protesto do dia 27/07 às 16:00 horas na Ponte da Laje. Vale informar que não somos contra a captação, e sim ao local, porque irá diminuir em no mínino 20 % do volume de água. Isto é o que diz a SABESP, mas não podem afirmar, pois ainda tem outros fenômenos que podem diminuir ainda mais. Eles não nos apresentam o projeto. Parece que estão fazendo num braço diferente da

cachoeira do qual foi aprovado no projeto. Enfim, muitas incógnitas à população. Nos ajude por favor! Fiz uma comunidade no Facebook chamada “SOS Cachoeiras do Sertão da Quina” para melhor ação na defesa da causa. Helaine Pedroso

Evento/Protesto

SOS Cachoeiras do Sertão da Quina dia 27/07 às 16:00h Ponte da Laje

CARTAS À REDAÇÃO Este espaço é destinado a mensagens dos leitores, são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião da direção deste informativo.

AMASQ Informa:

EXAME DE VISTA GRÁTIS MUTIRÃO DA SAÚDE VISUAL - Data: 27 e 28 de julho das 9:00 as 15:00 hrs - Local: Sede da AMASQ, em frente a igreja católica. EXAMES REALIZADOS: - Fundo de Olho, Pressão Intra Ocular - Mapeamento de Retina e Prescrição de Óculos. DOCUMENTOS NECESSÁRIOS: - CPF; - RG; - COMPROVANTE DE ENDEREÇO (ÁGUA, LUZ OU TELEFONE). ATENDIMENTO POR ORDEM DE CHEGADA. SENHAS LIMITADAS.


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Jovens cientistas de escola pública vão ao Japão com empurrãozinho da SUPER CRISTINE KIST Há três anos, o professor de matemática Cândido Oliveira, da Escola Municipal Pres. Tancredo de Almeida Neves, de Ubatuba (SP), leu uma notinha na Super que tratava de um kit para construção de satélites. O tal kit, vendido por uma empresa americana, custava em torno de R$ 14 mil. O professor conseguiu o patrocínio de um empresário da região e levou a ideia para as suas turmas de 5ª e 6ª série. “Eu sou muito crítico com relação a forma pela qual, tradicionalmente, se ensina ciências no Brasil, uma ‘decoreba’ inútil”, diz. Segundo ele, o primeiro objetivo desse projeto era fazer com que os alunos se envolvessem na prática com o conteúdo ensinado em sala de aula: “Atribuo a este método [da decoreba] o nosso péssimo desempenho na área e estava procurando um meio de colocar o aluno em contato com a ciência real, pois entendo ser este o melhor caminho

para motivá-lo e levá-lo a buscar uma formação na área”. Deu certo: vários alunos do professor Cândido já manifestaram interesse em seguir carreira. A turma de Ubatuba foi considerada pela própria NASA a mais jovem a participar de um projeto espacial na história. Nesses três anos de projeto, eles já viajaram para os Estados Unidos e para o Japão, onde apresentaram há menos de um mês um artigo sobre o impacto do UbatubaSat nas escolas da cidade. “A Bruna, nossa aluna do nono ano do fundamental, de 14 anos de idade, foi muito aplaudida por uma plateia de doutores e pós-doutores de vários lugares do mundo”, conta o professor. Os custos com passagens e hospedagem foram bancados pela Unesco e pela prefeitura da cidade. E está aí um investimento que com certeza valeu a pena. A SUPER deseja todo sucesso aos futuros engenheiros e físicos! Fonte: Super Interessante/Abril

O professor Cândido durante uma das palestras que o grupo assistiu na viagem

Fotos: Daniela Gross

Os aspirantes a astronauta de Ubatuba se divertem no Japão


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Programação do Curso de Olericultura Orgânica chega à reta final EZEQUIEL DOS SANTOS Com apenas dois módulos para encerrar o curso de Olericultura Orgânica no bairro do Sertão da Quina, o trabalho já esta deixando saudades entre os alunos. Nestes últimos módulos os alunos aprenderam a importância de um bom preparo de solo, identificar sua estrutura, escolher a melhor área, os equipamentos e utensílios a serem usado, seu planejamento, fazer sua amostragem. Depois veio a fase de plantio, que tratou de ensinar a instalar um viveiro de mudas, preparação dos substratos, propagação das olerícolas (produção de hortaliças), preparação de local de plantio e o plantio propriamente dito. Após esta fase vem o trabalho de tratos culturais como a irrigação da área, utilização de cobertura morta no solo, a nutrição da planta, manejo das ervas espontâneas, escarificar e desbastar o local, amontoar o material ao pé das plantas, colocação de suportes para a condução correta das plantas, o amarrio, desbrota e capação, o desbaste dos frutos, o branqueamento, a polinização e a condução das ramas.

Neste meio tempo o professor José Rodolfo ainda ministrou curso de compostagem e minhocultura. Estas técnicas tanto podem agregar valor e saúde a produção quanto aumentar a renda dos participantes já que servem para outras culturas e práticas naturais. O composto foi uma das aulas mais interessantes, segundo contam os alunos, lá descobriram o que a natureza faz pela gente a fim de manter a qualidade dos produtos naturais. É neste módulo que se descobre e também aprende a conhecer todo seu processo, a identificar os materiais utilizados para o preparo do composto e o mais esperado foi aprender a capturar (emprestar) micro organismos vivos ecologicamente. Segundo o professor Rodolfo, a população de microorganismos é pobre em solos cultivados, outros se encontram desequilibrados em razão do manejo e dos tratos culturais não adequados para aquele tipo de solo, portanto a captura destes microorganismos vivos são benéficos a agricultura já que devolvem os nutrientes importantes e produzem substâncias essenciais para as plantas e

Foto: Agnaldo José

o solo, liberando-as de forma lenta, continua e gradual. Depois aprenderam a reproduzir microorganismos vivos, embora pareça estranho, o manejo é para dar continuidade na multiplicação dos seres vivos à produção e reserva para a natureza. Depois de produzir o composto o importante agora é saber com o usá-lo, já que seu excesso pode-

rá prejudicar a produção e seu trato errado também. Outra aula interessante foi o de reconhecimento dos biofertilizantes. O curso é uma parceria do Sindicato dos Trabalhadores E Trabalhadoras Rurais de Ubatuba com a Federação de Trabalhadores Rurais de São Paulo - Fetaesp com o serviço Nacional de Aprendizagem

Promata realiza registros inéditos de aves para Ubatuba PROMATA Os observadores de aves Antonio de Oliveira (titio) e Fabio de Souza, do grupo Promata, realizaram na última quinzena de julho dois registros inéditos para Ubatuba. Trata-se das aves conhecidas popularmente como tovaca-cantadora (Chamaeza meruloides) e catraca (Hemitriccus obsoletus), que raramente são encontradas em nossas florestas, campos e seus entornos. A ave catraca foi registrada

no alto da serra de Ubatuba e a tovaca-cantadora registrada nas montanhas da região sul. O registro foi bastante elogiado e só reforça as boas possibilidades e aptidão que Ubatuba possui para este tipo de atividade. As aves registradas foram acompanhadas por muitos anos a fim de conseguir algum registro, mesmo os sons produzidos por estas espécies são difíceis de ouvir. São espécies ariscas e não dão moleza a quem queira registrá-las,

logo somem na mata fechada, por isso muitas fotos não são aproveitáveis. Segundo os observadores, no alto da serra também ouviram e viram uma grande variedade de espécies de nossa avifauna, o que tornou a busca mais gratificante. Dentre as outras espécies percebidas foram: matracão, uru, macuco, tucano-de-bico verde, tecelão, borboleta-do-mato, pixoxó, verdinho coroado, trinca ferro dentre outros mais. Várias outras espécies já

Rural-Senar e acontece no Sitio Boca Larga na região Sul de Ubatuba. O sindicato vem negociando a possibilidade de trazer um curso de sementes, com isso as pessoas poderão possuir viveiros de mudas, manusear e vender as próprias sementes. Este curso também interessa em muito a comunidade local.

Fotos: Antonio de Oliveira (titio) e Fabio de Souza

Tocava cantadora

Catraca

registradas também foram avistados, mas para não perder o costume foram realizados novos registros para o grupo, algumas delas ilustram estas páginas. No caso da ave tovaca-cantadora, o obser-

vador que realizou o registro entre os taquaruçus (espécie de bambu), além dos elogios também ganhou um punhado de carrapato espalhado pelo corpo, mas mesmo assim ele diz que valeu a pena.


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Caraguá recebe oficina gratuita de capacitação de agentes culturais CARAGUABLOG No dia 20/6/2013 a representação de São Paulo do Ministério da Cultura e o Instituto Pólis, por meio do Projeto Litoral Sustentável – Desenvolvimento com Inclusão Social, realizaram oficina de capacitação de agentes culturais em Caraguá. O encontro foi às 14h na Videoteca Lúcio Braun. Os participantes poderão discutir as estratégias e articulações que o município deve fazer para a implantação e gestão do Sistema Nacional de Cultura. Uma das linhas de trabalho da Agenda do Projeto

Litoral Sustentável propõe a criação de sistemas locais de cultura conectados com o SNC (Sistema Nacional de Cultura). Durante a atividade, os representantes do Ministério da Cultura também capacitarão os participantes para o Prêmio Culturas Populares. As ações têm o objetivo de garantir apoio aos concorrentes da 4ª Edição do Prêmio, que contemplará 350 iniciativas, entre pessoas físicas e grupos. Os candidatos podem se inscrever em três categorias: Mestre e Mestras das Culturas Populares, Grupos/ Comunidades formais ou Gru-

pos/Comunidades informais. No total, serão distribuídos R$5 milhões para Mestres e iniciativas que envolvam as expressões das culturas populares brasileiras. As inscrições para o prêmio ficaram abertas até o dia 5 de julho e podiam ser feitas pela internet, por meio do Sistema SalicWeb, ou por via postal, sendo necessário, em ambos os casos, encaminhar a documentação e anexos exigidos pelo Edital, que estava disponível no site: http://www. cultura.gov.br. Mais informações: (13) 9730-7898 ou erika@caisdasletras.com.br.

A oficina teve articulação do Instituto Pólis em parceria com a prefeitura de Caraguá,

por meio da Fundacc (Fundação Educacional e Cultural de Caraguatatuba).

2ª Conferência de Desenvolvimento Rural de Ubatuba elege 14 delegados COMUNICAÇÃO PMU Aconteceu no último dis 16 em Ubatuba a 2ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário – Fase Regional, que contou com a presença de 85 pessoas. Entre os presentes estavam representantes dos agricultores, dos indígenas (Aldeia boa Vista), da sociedade civil (IPEMA, Colônia Z10 Ong IPEMA), das comunidades quilombolas (Quilombo do Camburi, Quilombo da Caçandoca e Quilombo da Fazenda da Picinguaba), das Instituições municipais (Prefeitura de Ubatuba, Caraguatatuba, Ilhabela, Roseira, Guaratinguetá e Bananal), das Instituições estaduais (ITESP e APTA), e das Instituições federais (Ministério do Desenvolvimento Agrário e INCRA). Após a abertura da Conferência, que contou com a participação do Prefeito de Ubatuba Maurício Moromizato, foram montados os grupos de trabalho, seguindo quatro temas pré definidos:

1) Desenvolvimento socioeconômico e ambiental do Brasil rural e fortalecimento da

agricultura familiar; 2) Reforma agrária e democratização do acesso à terra e

aos recursos naturais; 3) Abordagem territorial como estratégia de desenvol-

vimento rural e promoção da qualidade de vida; 4) Gestão e participação social; As discussões em torno dos temas resultaram em 38 proposições e 10 moções. Foram eleitos 14 delegados, entre eles representantes da sociedade civil e poder público. A delegação eleita participará nos dias 26, 27 e 28 de agosto da conferência Estadual na Cidade de Bauru-SP, onde irão defender as moções e proposições priorizadas pelos grupos. De acordo com o Secretário de Agricultura e Pesca de Ubatuba, Maurici Romeu da Silva, a realização da fase regional no Município foi um sucesso, pois contou com a participação expressiva de representantes da sociedade, do poder público e também das comunidades tradicionais. O Secretário ainda destacou a importância desta etapa regional, para avançar na proposta de Pré território para Território da Cidadania desta região.


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GAPC ajuda pessoas a superar o câncer

Santa do Mel em visita

Entidade já auxiliou mais de doze mil portadores de neoplasia

Como ajudar

na hora difícil?

dando um abraço amigo! TAUBATÉ (12) 3622•6665 São momentos difíceis, desde a notícia da descoberta da doença até o tratamento, só quem já passou por isso sabe a dificuldade da experiência de se ter câncer. O GAPC – Grupo de Apoio a Pessoas com Câncer, é uma entidade sem fins lucrativos que tem como objetivo auxiliar essas pessoas e suas famílias para que consigam forças para superar a doença. Em 2012, o GAPC forneceu a seus assistidos um total de

76.273 benefícios, entre eles, atendimentos profissionais, medicamentos, suplementos, fraldas, curativos, próteses, perucas, exames, cestas básicas, entre outros. Na unidade de Taubaté, o paciente conta ainda com atendimento social, nutricional, fisioterapêutico e psicológico, florais de Bach, orientação jurídica e oficina de artes. Qualquer pessoa maior de 18 anos com diagnóstico comprovado pode ser atendida pelo GAPC.

O GAPC conta hoje com 6 unidades no Brasil e atende cerca de 11 mil usuários sobrevivendo unicamente de doações de particulares e empresas. Você pode ajudar essas pessoas com câncer sendo voluntário, divulgando a entidade ou fazendo doações, basta mandar um e-mail para contato@gapc.org.br. Serviço: GAPC Taubaté-SP Rua Souza Alves, 369 – Centro. Tel.: (12) 3622-6665

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TODO MUNDO LÊ. ANUNCIE: (12) 3832.6688 - (12) 9714.5678

EZEQUIEL DOS SANTOS No último final de semana de junho a Santa do Mel esteve em visita às capelas da região sul de Ubatuba. Ela que veio do interior esteve à frente de centenas de fiéis neste final de semana. A vinda da imagem já havia sido anunciada pelo Padre Carlos Alexandre e muitos seguidores de Maria aguardavam este memorável momento. Nas outras visitas a imagem de Nossa Senhora de Fátima havia exalado muito mel e azeite e sal em pouca quantidade. Desta vez para a surpresa de todos muito sal foi exalado pela imagem esmaltada de Nossa senhora. Muitos curiosos aproveitaram para verificar a veracidade do acontecido e saíram sem entender mais este mistério de fé. Na oportunidade muitos levaram para casa um pouco de mel que era coletado de seus pés após escorrer pela imagem e depositar-se em uma bandeja, a qual a compunha todo o tempo. Santa do mel É o nome de um caso fantástico ocorrido na casa de uma família em Campo Grande, (MS), onde uma imagem de Nossa Senhora de Fátima

teria vertido mel a partir de 16 de maio de 2007. Segundo fiéis que se dirigiram ao local, trata-se de um milagre. A Igreja Católica, exigiu que fossem realizados exames para comprovar fisicamente que se tratava de um milagre. A casa da família virou local de peregrinação de fiéis. Pelo menos 15 pessoas fazem novenas todos os dias no local. O bispo de Campo Grande, Vitório Pavanello, disse que só vai se pronunciar sobre o caso depois de visitar a imagem. Para a elaboração de um laudo, seria necessário quebrar a imagem e, por este motivo, os proprietários se recusaram a entregar a santa para o teste. Houve uma “guerra santa” entre a família e a Igreja, que parece não ter terminado. A santa foi colocada dentro de uma caixa de vidro para evitar que as pessoas coloquem a mão no mel. Pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) receberam uma amostra do produto e teriam comprovado que é mesmo mel. A casa está aberta todos os dias para à visitação da imagem, o horário de funcionamento é das 13 às 16 horas.


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Tecnologia de ponta na captura de imagens PROMATA Um equipamento diferente que é carregado em partes foi utilizado mês passado para uma expedição de imagens de nossa mata atlântica. O equipamento pesa cerca de vinte quilos, de alta tecnologia e exige manobras e tratos específicos para seu funcionamento. Sua bateria tem duração de sete minutos e para carregá-la de energia leva vinte minutos, utilizando

um carregador com gerador a gasolina. O helicóptero, que tem de oito hélices, tem de ser comandado por duas pessoas: uma no “leme” (direção) e outra na câmera e TV. Para levantar vôo neste terreno difícil e acidentado foi transportada junto com este equipamento uma plataforma de madeirite para seus pousos e decolagens. Mais parecendo ter saído de

um filme de ficção científica a aeronave é barulhenta e assustadora, porém as imagens capturadas por ela são belíssimas. Embora pareça mais uma geringonça tecnológica ela consegue filmar em locais onde os equipamentos comuns não alcançam. Esta estrutura foi utilizada para capturar imagens diferen-

ciadas na região, uma delas foi a filmagem da serra de Ubatuba mostrando o nascer do sol, a mar e mata e a serra, tudo junto. Também de algumas cachoeiras e paisagens distintas como corredeiras e rios. O Promata foi contratado para participar das filmagens, tanto para conduzir os profissionais, manter a segurança do traba-

lho e equipamento e garantir que a equipe da expedição cumprisse seu real objetivo em nossas florestas. Foi uma experiência muito gratificante, tanto pelo contato, pelo conhecimento destas tecnologias, quanto a possibilidade de renda e principalmente a difusão do conhecimento sobre a avifauna.

Empresário oferece curso de aeromodelismo na Lagoinha EMILIO CAMPI O empresário Leandro Jardim oferece entre seus serviços um cursos de pilotagem de aviões e helicópteros rádio controle na Lagoinha, em Ubatuba. Renomado piloto de acrobacias aéreas em RC, Leandro também se destaca na área de fotos e filmagens para produtoras, todas feitas através de aeronaves RC. Os cursos são ministrados em três etapas. Curso básico, intermediário e avançado. Em cada etapa o aluno aprende uma seqüência de manobras, onde passo a passo aumentam as dificuldades dos comandos.

A grande vantagem do curso, é que o aluno não precisa comprar seu helicóptero. Leandro Jardim disponibiliza em seus treinamentos o aluguel do equipamento (helicóptero) + instrutor + combustível. No Curso básico o aluno aprenderá a voar seu helicóptero como se estivesse dentro da máquina, realizando ao término do curso os pousos, decolagens e os vôos básicos com pequenos deslocamentos Já no intermediário o aluno aprenderá a voar seu helicóptero de frente para ele, realizando ao término do curso os pousos, decolagens de frente, vôos com curvas, figura oito,

deslocamentos laterais / em profundidade e deslocamentos verticais também com o helicóptero de frente para o aluno. No Curso avançado o aluno realizará stall turnings 180º, loopings, rolls, auto-rotações e vôos de dorso. Ao término de cada curso o aluno receberá um certificado de conclusão mostrando que ele está apto a realizar tais manobras. Leandro Jardim coleciona vários títulos nacionais e internacionais na modalidade. Mais informações através do pelos telefones (12) 3843.1469 ou (11) 97653.7993. ou no site www.leandrojardim.com


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Pescador mostra a prova pra não dizer que é história No último dia 15 de julho, o pescador de final de semana, José Cesar dos Santos pescou com vara no Rio Maranduba um robalo de 15,2 kg medindo 1,10 metros de comprimento. A façanha aconteceu por volta das duas horas da tarde e foi acompanhada e presenciada pelos amigos e vizinhos Elias, Edivaldo Bezerra, Luiz Carlos (Valerine). Falta só a informação de qual prato será servido com o peixe. Por outro lado foi bom saber que ainda existem peixes deste porte no Rio Maranduba, que infelizmente nas últimas décadas vem sofrendo maus tratos e com a crescente poluição. O espécime pescado trará lembranças adormecidas dos moradores tradicionais que se recordam dos robalos invadindo o Sertão da Quina para a desova. Após o crescente das construções no litoral ficou cada vez mais raro o aparecimento de peixes deste porte em nossos rios. Parabéns ao pescador pela façanha e por pescar apenas o necessário, o suficiente.

Festa do Ingá supera expectativas de moradores e turistas No último dia seis a festa em prol da Capela do Sertão do Ingá superou as expectativas dos organizadores e visitantes. Mesmo os moradores conhecidos se surpreenderam com o desenrolar da festa. Primeiro pela data escolhida, segundo pela organização, terceiro pela acolhida, quarto pelos pratos servidos e o mais importante pelo motivo e lugar da festa, além dos outros milhares de motivo que foram ditos por quem participou da festa. Desta vez a padroeira do lugar, Nossa Senhora Aparecida, mais do que colaborou, tudo estava perfeito, tranqüilo, seguro, funcional, contam os participantes. Depois de uma semana de trabalho duro, a união deste povo valeu a pena. Os laços fraternos e familiares mais uma vez mostrou o que de fato é uma comunidade. Foi tão bom, conta uma das organizadoras, que o material, os comes e bebes, acabou antes do previsto, antes do planejado. A comunidade não esperava um grande público, muitos ainda não se

Moradores participam de Conferencia Regional da Promoção da Igualdade Racial EZEQUIEL DOS SANTOS Ocorrido em São José dos Campos, no último dia 20, moradores da região sul participaram dos debates e discussões da III Conferencia Regional da promoção da Igualdade Racial cujo tema deste evento foi – Democracia e desenvolvimento: Por uma Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e Litoral Norte contra o racismo. O evento aconteceu no Centro de Formação do Edu-

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cador Profª Leny Bevilacqua naquela cidade. O Promata Xerses Lopes foi um dos participantes do evento, segundo ele foram vários grupos temáticos que discutiram vários temas, o mais importante, comenta Xerses foi o de participação em espaços de decisão. Foram varias palestras, apresentação cultural, artes, plenárias, uso da palavra em situações e temas mais regionalizados.

Por fim foi realizado eleição de delegados e seus suplentes para representação em futuras discussões. No balanço final foram avaliados os avanços, os desafios e as perspectivas da conferencia e o uso dos mecanismos propostos à promoção da igualdade racial, tendo em vista a implantação do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SINAPIR) a ser aplicada em nossa microrregião.

lembram de quando apareceu tanta gente para prestigiar a festa da padroeira. O forte da festa foi o caldinho de cará com carne seca e o de camarão com mandioca que voltam em grande estilo, um prato da praia e outro do sertão que no passado tinha pouca importância e era considerada coisa de pobre, hoje esta em pratos requintados em quase todo mundo, independente da classe social. Os doces, as brincadeiras e o espírito comunitário despertaram não só nos organizadores, mas também nos amigos e participantes a vontade de participar das coisas comuns e belas em que o dinheiro não paga, mas dá prazer em fazê-los. Os organizadores agradecem as pessoas e comerciantes que colaboram para o pleno sucesso deste evento e já convidam a todos para o próximo. Convidam ainda a conhecer e a participar das celebrações na capela de Nossa Senhora Aparecida do Sertão do Ingá.

Atletas da Região Sul no podio em Caraguá Corredores da região sul de Ubatuba mais uma vez com medalhas e podio na corrida de Santo Antonio em Caraguatatuba. A corrida de 7km contou com mais de 200 corredores classificados por categoria e geral. Antonio Carlos de Jesus Souza fez o tempo 27:10 conquistou o 3º lugar da categoria entre 35 a 40 anos. Jorge Antunes de Sá fez o tempo de 36:02 e conquistou o 3º lugar na categoria de 60 a 68 anos.

Sandro Egmarcio gomes fez o tempo de 30:10 e ficou em 53 em geral. Parabéns aos atletas!


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Missa de envio para a Jornada Mundial da Juventude na Lagoinha

EZEQUIEL DOS SANTOS No último dia 21 às 19:30hs, na capela São Maximiliano Kolbe (Lagoinha), jovens da Paróquia Nossa Senhora das Graças receberam a benção especial da Missa de Envio preparada especialmente aos jovens que irão participar da Jornada Mundial da Juventude – JMJ. São eles: Marcos Bratti Junior, HugoBratti, Jade Silva, Jamile Silva, Marcela Nunes, Caio Barboza, Francine Borges, Matheus Rofino, José Cesar, Sharon Marcelly, Rodrigo Henrique, Fernanda Barbosa, Barbara Liptczinski, Laleska Luques, Bruno Monteiro, Ana Beatriz Vieira, Luan Henrique, Julio da Silva, Pamella Cristina,

Adriana Pedroso, Mariane Almeida, Stephani Sara, Renata de Sá, Robson Mendes, Natalia Ruiz, Natalia Coelho, Amanda Chagas, Larissa Chagas, Cristiano Nunes, Taís Araújo, Aline Araújo e Priscila Barros. Foram vários meses de preparação e encontros para este momento. Muitas paróquias realizaram eventos, encontros, palestras e interação entre os jovens. Algumas comunidades receberam jovens estrangeiros estreitando assim os laços fraternais e religiosos entre eles. A celebração foi realizada pelo Padre Carlos Alexandre e segundo os jovens cada palavra dita foi guardada no coração de

cada um, foram para eles palavras de carinho, de conforto e de segurança. Na certeza que dará tudo certo, estes jovens pretendem representar muito bem a Paróquia dentre as milhares de paróquias ao redor do mundo representadas por incontáveis jovens dos países participantes. Ao final, o Padre Carlos Alexandre abençoou a todos, chamando cada um pelo nome a frente da igreja para receber um terço e um livro que foi abençoado por ele para a viagem. A cada jovem chamado era pronunciada por ele uma frase de amor e carinho por esse jovem. O grupo sai em missão na próxima sexta-feira, 26 e

se encontram com o Papa sábado, no Rio de Janeiro, para a Vigília. Mais que um encontro que reúne milhares ou mesmo milhões de jovens, a Jornada Mundial da Juventude dá testemunho de uma Igreja viva e em constante renovação. São eles, os jovens, os protagonistas desse grande encontro de fé, esperança e unidade. Ela tem como objetivo principal dar a conhecer a todos os jovens do mundo a mensagem de Cristo, mas é verdade também que, através deles, o ‘rosto’ jovem de Cristo se mostra ao mundo. Os encontros mundiais são realizados com intervalos que

variam entre dois e três anos. A última Jornada Mundial da Juventude ocorreu de 16 a 21 de agosto de 2011, em Madri, na Espanha, agora a JMJ acontecerá na cidade do Rio de Janeiro, de 23 a 28 de julho de 2013. São muitas as atividades às quais os jovens são convidados a participar, como as catequeses, eventos culturais, momentos de partilha e vida comum. Mas existem aquelas que estão previstas para a Jornada, como os atos centrais (cerimônia de abertura, acolhida do Papa, a Via-Sacra, a Vigília dos jovens com o Papa e a missa de encerramento) e os atos extraordinários.


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“Quando ela passá, ocê prega fogo compadre!” EZEQUIEL DOS SANTOS Lá pelos idos do final da década de 1950, havia poucos moradores no bairro do Araribá, muitos deles se embrenharam em empreitadas para abrir roças, caminhos, pontes, capela. Os bitirões, dijutórios (mutirões) eram comuns entre os compadres e comadres, principalmente aqueles de levantar casas, empreitadas de roças, casas de farinha, roçado de bananá (bananal), e assim por diente (diante). Mas havia também os mutirões de pesca, da colheita e as vezes até das caçadas. Vez ou outra aparecia um padre, um médico então era a coisa mais rara. O local acompanhava a vida natural da região, todos se conheciam e todos se ajudavam. Meu avô tinha um sitio no fundão do bairro. Ao seu redor, compadres e comadres se interagiam, trocavam dia, experiências, amizades e camaradagem, daquelas consideradas as mais puras. Muitos familiares vinham até da cidade para conhecer o local. De tão simples, era maravilhoso. Os moradores pouco se importavam com os catetos fuçando as roças, as aves retirando as sementes plantadas nas leiras, era uma competição natural, todos sabiam disso. O problema era quando os animais rodeavam as casas, espreitavam seus moradores,

atacavam a criação sem dó nem piedade. Isso sim era perigoso. Mas houve um tempo em que uma onça estava acabando com a criação daquele povo. Vários esforços para espantá-la foram em vão. Primeiro resolveram melhorar as cercas; não deu certo. Depois recolher os bichos; muito trabalho. Depois deixar fifós e lamparinas acesas; não resolveu. Colocar cachorro pra tomar conta; também não. Varar a noite batendo lata para o barulho afastar a onça; por pouco tempo deu certo. Cansados de perderem noites e criação, e depois de centenas de tentativas, resolveram atuar de forma mais firme - abater a onça. Além de resolver a situação, renderia carne pra todas as casas da época. Por semanas estudaram os passos do felino, refizeram seus caminhos seguindo as carcaças das galinhas que ela levava, e assim, numa sexta feira, traçaram um plano e o rumo de onde e por onde ela passava. Depois de reunir os camaradas, prepararam a armadilha, colocaram pessoas em pontos estratégicos para ela seguir um caminho até uma tocaia. Este local nada mais era que uma garganta de pedra, onde acima um morador estaria de prontidão com uma cartucheira “espera que lá vou”, carregada pela boca, pra quando ela passar. Depois de preparar o terreno, convidaram meu avo para ser o artilheiro daquela empreitada. Diante da situação ele aceitou. O capitão dos camaradas caminhou com mais três homens no caminho desenhado os passos que ela faria, subiu as pedras e lá deixou meu avô com o armamento, uma lamparina, um cobertor, um facão, petrechos de caça, piché e carne seca. Na pedra da frente tinha outro morador como apoio e sem armas.

Ao meu avo foram ditas as seguintes palavras: “Quando ela passá, ocê prega fogo compadre! Tá certo? Ta certo!” Ela teria que passar a frente e abaixo dos dois. O capitão então volta desfazendo os cheiros e os rastros deixados pelos camaradas. A tarde caia, e ela (a dona onça) rugia anunciado sua chegada. O som se espalhava pelo vale e subia os morros. Alguns sentiam o frio nas espinhelas. A onça foi ao primeiro galinheiro, depois no segundo, quando foi surpreendida por moradores com fifós acesos e bateção de latas. Gente que berrava de raiva, outros de susto, outros de medo, porém conseguiram assustar a bicha para a armadilha. Lá no escuro, depois de um silencio assustador, ouviram então o bum da cartucheira. O som ecoara por toda a floresta. Alguns agradeceram a Deus por emprestar aquele animal como fonte de proteína aos moradores. Caminhando e cantando chegaram ao local. Lá viram seu Manoel sentado na pedra com a arma apoiada em sua perna, quando desceram viram uma mancha branca na pedra e alguns chumbos espelhados, já que o tiro foi para frente e para baixo em direção a pedra. Alguns indignados não encontraram a onça e irritados perguntaram ao seu Manoel: Cadê a bicha? O senhor ta ruim hein compadre, errou o tiro!! Ele de pronto disse: De jeito maneira, disseram pra mim que quando ela passá era pra atirar! Então ela passô e eu depois atirei lhéi só!

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Secretaria de Turismo apresenta plano para a atividade de cruzeiros em Ubatuba

COMUNICAÇÃO PMU Cerca de 50 pessoas compareceram na reunião realizada nesta segunda (15), para conhecerem a proposta da Secretaria de Turismo para a organização da atividade de cruzeiros na temporada 2013/14. Os Diretores de Turismo, Claudinei Bernardes e Potiguara do Lago, apresentaram a proposta de construção da atividade que este ano contará com a participação pública. Entre os participantes estavam, guias de turismo, taxistas, empresários locais e munícipes, que se interessaram em conhecer o plano para a atividade na próxima temporada. A equipe da Setur destacou a importância da participação popular na construção desse plano. Após apresentar a proposta de trabalho, foi fixado o período que a Setur aceitará cadastro de possíveis interessados em participar do processo. A secretaria ressaltou que a adesão ao programa deverá estar atrelada ao cadastro no Cadastur, quando cabível na atividade. Os objetivos principais dessa mudança de gestão são: 1. Fomentar toda a cadeia produtiva do turismo,

tais como transportes, guias, agencias, comunidades tradicionais, entre outros. 2. Transformar Ubatuba em um potencial destino para o visitante em suas próximas viagens. Através de ações de marketing, melhorias no atendimento, entre outras melhorias. 3. Apresentar à outras empresas de cruzeiros o destino como um destino profissional. 4. Criar plano de normas para gestão da atividade de cruzeiros. A proposta de construção do plano foi construída após uma analise do resultado de diversas pesquisas de opinião que foram aplicadas durante a última temporada pela equipe da Setur. De modo geral todos ficaram satisfeitos a apresentação que foi produzida de forma simples e clara para facilitar o entendimento de todos. Caso haja interesse em aderir ao programa, compareça até a Secretaria Municipal de Turismo, que está localizada à Avenida Iperoig, 214 centro, de segunda a sexta das 8h as 18h. O prazo para cadastro é ate o dia 31 de agosto e não será prorrogado. O telefone para contato com a Setur é (12) 3833-9007.

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TODO MUNDO LÊ. ANUNCIE: (12) 9714.5678


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Dicionário de vocábulos e expressões caiçaras - Parte 21

PEADO - ( s.m. ) - andar peado; andar meio coxo ou com os pés doloridos por causa de sapato novo. PEÇA DE CABO - ( s.m.) - pedaço de cabo, equivalente a mais ou menos 20 braças que amarrado nos dois calões da rede, serve para puxá-la para a praia. PEDANTE - (adj.) exibido, vaidoso , pretensioso. PEDANTICE - ( s.f. ) - pedantismo. PEDIR LOUVADO- (loc.v.) mesmo que pedir a benção. PEDIR UM POUSO - ( loc.v.) - pedir para pousar; pedir um lugar para dormir. PEDIMENTO - ( s.m.) - ato de pedir esmola nas Bandeiras do Divino. PEGA MãO - ( s.m.) - parte do bodoque, no meio do arco de madeira, onde se apóia a mão direita para o arremesso do pelote. PEGá A - (v.t.) - começar; iniciar; mesmo que garrar a. “ deitô-se e pegô a roncá que só. “ PEGá CORDA - ( loc.v.) - encordoar ; amuar; zangar; cortar relações; ficar de mal. PèGA-PéGA - ( s.f.) – nome da errva carrapicho e modalidade de brincadeira de crianças .PEGATIVO - ( adj. ) - contagioso. PEGUAVA/PEGOAVA - ( s.m. ) - marisco parecido com o berbigão, assemelhandose a uma conchinha arredondada. PEIDORRENTO - (adj.) - aquele que peida muito. PEITO DE MOÇA - ( s.m. ) - espécie de biju doce e redondo, feito de massa de mandioca. PEITO DE POMBA - (s.m.) pessoa muito magra, com os

ossos do peito ressaltados. PEIXE SECO COM BANANAS - ( s.m. ) - iguaria feita com peixe seco, cozido com bananas verdolengas PEJEREVA - (s.f.) - prejereba; espécie de peixe. PELA COSTEIRA - ( loc.v. ) -andar pela costeira; mesmo que correr-coxia; bater pernas. “ Vive o que dá o dia batendo perna pela costêra, esse vagabundo” PELá - ( v.t. ) - sapecar ao fogo o pêlo de caças e depois raspar e lavar o couro, antes de consertá-los. PéLHA, PéLEA - ( s.f. ) - pele; derme; pelanca . ” Ta ca pelea tudo tisnado do sór”. PELHANCA - ( s.f.) - pele flácida e pendente ; carne de má qualidade. PELHINHA - ( s.f.) - (adj.) cricri ; pessoa chata. PELOTE - ( s.m. ) - bola feita de barro seco ao sol ou ao fogo, ou a pedra que é usada no estilingue. PENADO - ( s.m. ) - espécie de ferramenta cortante, em forma de arco, para cortar capim e vegetação miúda. PENCA - ( s.f.) - grande quantidade. PENCA DE PEIXE - ( s.f.) - porção de peixe; enfiadura de peixes, PENDENGA - ( s.f.) - pendência; questão ; questiúncula. PENEIRA - ( s.f. ) - peneira de taquara ou bambu, trançada em casa, com orifícios quadriculares em seu crivo. Serve para coar a massa seca, durante o fabrico da farinha de mandioca. PENSO - (adj.) inclinado para um lado; de mau jeito. PENUGEM) - ( s.f. ) - pequenos pelos que ficam na galinha depois de depenadas. PEPé - (adj.) - mesmo que peado; coxo. PIÇARRO - ( s.m. ) - terreno argiloso, altamente endurecido e impermeável . PICHORRA - ( s.f.) - café misturado no copo ou caneca, com farinha de mandioca. Pequeno cântaro de barro com bico. Mijar fora da pichorra. Não cumprir à risca (um dever, uma obrigação, uma determi-

nação, etc.). PICHÉ - ( s.f.) – pó de milho socado no pilão utilizado para alimentação ou acompanhamento gstronomico.. PICUMá - ( s.m. ) - picumã ; fuligem. PIDãO - (adj.) - pessoa pidonha; que pede tudo que vê. PIDONHO - (adj.) - mesmo que pidão. PIGARRA - ( s.f.) - espécie de doença ( gosma ) da galinha. PILãO - ( s.m. ) - peça de madeira de forma cônica, usada para descascar e triturar arroz, café, milho. PILHá - ( v.t. ) - conseguir alcançar ; surpreender ; aparecer diante de. PINCHá - ( v.t. ) - jogar; botar fora; atirar longe. “ Pode pinchá tudo fora que tá istragado.“ PINCHADO - ( s.m. ) - jogado fora ; caído ao chão, jogado no chão. ” Bebeu demás agora tá aí pinchado no terrêro. “ PINDá - ( s. m. ) - ouriço do mar. PINDAÍBA -(s.f. )- estar na pindaíba; estar sem dinheiro, em situação de penúria. PINGUELA - ( s.f.) - tronco ou prancha que serve de ponte. PINHA - ( s.f.) - espécie de doce caseiro, feito com açúcar, coco ralado e um cravo espetado em cima. PINHé - ( s.m. ) - mesmo que carapinhé. PINICá - ( v.t.) -safar-se, cair fora.. PIO - ( s.m. ) - apito ou assobio usado para imitir sons, imitando o canto das de aves e pássaros, a fim de atraí-los. Os efeitos do pio podem ser conseguidos apenas com a boca humana. “ Firmino nem percisa de pio prá arremedá o surucuá . “ PIPéLA - ( s.f.) - mesmo que pálpebras. PIPIVO -( s.m.) - coceira na pele, causada por um tipo de capim ou arbusto. PIPOCO - ( s.m.) - confusão em que se envolvem muitas pessoas; embrulhada. PIPUNA - ( s.f.) - espécie de fruto silvestre. PIRãO - (s.m. ) - prato diário do caiçara, que consiste no fei-

jão misturado com farinha de mandioca, formando uma pasta grossa; papa de farinha de mandioca escaldada com caldo de peixe ou caça. ” A mandioca só pô pirão mesmo”. “Aqui nóis comemo o tar do pirão do mesmo, que é feito c’o cardinho do pêxe insopado e farinha. ” PIRãO DE JACUVA - (s.m.) pirão de farinha de mandioca, misturada com água fria. PIRãO DO MESMO - ( s.m. ) pirão feito de farinha de mandioca, com o caldo em que foi cozido o peixe. PIRãO ESCALDADO- ( s.m. )pirão de farinha de mandioca, feito com água fervente. PIRI - ( s.m. ) - espécie de junco, natural de terrenos pantanosos, utilizado para confeccionar esteiras. PIRIZAR - (s.m.) - pirizal ; terreno onde é abundante o piri. PIRUá - ( s.m. ) - grão de milho que não rebenta, quando se faz a pipoca ; bolha feita na pele pela água ou gordura quente. PISãO - ( s.m. ) - pisada forte ; pancada com os pés. PITá - ( v.t. ) - fumar no pito. PITIÚ - (s.m.) - odor nauseabundo; cheiro enjoativo; cheiro forte, característico do peixe fresco,,ou cozido. “ A casa ficô impesteada de pitiu de pêxe. “ PITO - ( s.m. ) - espécie de cachimbo de barro ; levar um pito; passar um pito, quer dizer repreensão; bronca; chamada; raspe. PIUMA - ( s.f.) - fuligem que fica no fundo das panelas. PIXAIM - (adj.) - cabelo encarapinhado; carapinha. PIXé - (adj.) – odor do peixe depois da comida, mau cheiro; comida com gosto de fumaça ou coisa com cheiro de fumaça. PIXICA - ( s.f.) - (adj.) designação chula para vagina. POUSá - ( v.t. ) - pousar; mesmo que pernoitar; dormir em. PóCA - (adj.) - metido; exibido ; convencido ; taquara com a qual se fazem cestos. Fonte: PEQUENO DICIONÁRIO DE VOCÁBULOS E EXPRESSÕES CAIÇARAS DE CANANÉIA. Obra registrada sob nº 377.947-Liv.701. Fls. 107 na Fundação Biblioteca Nacional do Ministério da Cultura para Edgar Jaci Teixeira – CANANÉIA –SP .


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Jovem caiçara terá seleção de poesias editadas em livros infanto-juvenis EZEQUIEL DOS SANTOS Moradora do bairro do Araribá, a Jovem Graziela Maria, 23, foi uma entre os milhares de brasileiras selecionados a terem suas poesias publicadas por uma editora de renome nacional. O livro contará com uma abordagem mais jovial e contemporânea e virá com uma coletânea de 51 poesias escritas ao longo de 13 anos de vivência. Ela nos conta que na maior parte serão publicadas poesias infantis, escritas de quando era criança. Também haverá poesias mais amadurecidas, que versam sobre diversos temas, sentimentos e experiências. Temas estes que abrangem o mundo sentimental, espiritual, familiar, social e político muito aparente em seus textos. Detalhes da cultura do povo brasileiro, peculiaridades do povo caiçara e pontos de vista a cerca de tudo que rege o cotidiano de um ser humano, com muita simplicidade e criatividade também serão notados. Por conta desta descrição Graziela revela que o subtítulo se chamará “Viagem aos Detalhes Magníficos”, nome que salienta a intenção de observar com delicadeza poética os detalhes de tudo o que faz parte da vida, detalhes nem sempre felizes e coloridos, mas que merecem ser pensados, comenta a escritora. O INÍCIO Tudo começou quando expôs seu trabalho num site direcionado às grandes editoras do país. Por 10 meses ela ficou a disposição em um local chamado “Mesa do Editor”. Neste espaço os autores postam os trabalhos

sem correr riscos, pois o site é utilizado, de forma restrita, apenas por editoras. A jovem escritora conta que para sua surpresa, o livro contabilizou inúmeros acessos e em junho deste ano, recebeu um email da Editora Biblioteca 24 horas, comunicando o interesse em publicar o livro. Após as conversações Graziela assinou um contrato de três anos, período onde a Editora publicará e comercializará o livro, primeiro em sua página da internet, depois entregando o produto na casa dos leitores e disponibilizando o material as livrarias e escolas interessadas. A arte da capa do livro está sendo idealizado por outra jovem caiçara - a amiga e professora de artes Ana Luiza Nogueira, do Sertão da Quina. INSPIRAÇÃO A jovem escritora conta que começou a escrever poesias na escola aos dez anos, pois era uma atividade proposta pela professora da época, lembra que sua primeira poesia foi dedicada a sua mãe. “A minha

Graziela aos 7 anos

professora incentivou-me elogiando meu trabalhinho, daí senti uma das melhores sensações da minha vida”, conta. A poesia, diz Graziela, surgiu em instantes na sua vida trazendo imensa alegria, era como se ela já soubesse fazer aquilo há muito tempo, como se já estivesse guardado em algum canto da sua minha mente. Fala que “daí em diante, não parei mais”. Revela ainda que escrevia na escola, em casa, onde pudesse, depois guardava tudo numa pasta, manuscrito mesmo. Conta ainda que essa vontade, inspiração, dedicação e aptidão só aumentou chegando a um dom maravilhoso em todas as fases da sua vida, retratando sua visão de mundo e suas experiência, dos 10 aos 23 anos de idade. GRANDE REALIZAÇÃO

Graziela, que é casada, mãe de uma linda menina, confessa que está muito feliz com tudo isso. Para ela a poesia é algo que sempre a fez muito bem e é uma alegria ver que tanto se alegra com seu dom, que também pode ser motivo de alegria, prazer e reflexão para outras pessoas. “Sou apaixonada por livros e por literatura, e poder ingressar nesse mundo a convite, é para mim uma grande realização, bem mais do que esperava”, reitera emocionada. Conta-nos ainda que o livro terá uma roupagem muito simples, porém, os trabalhos estão sendo preparado com muito carinho e com as melhores das intenções. O livro traz ainda uma poesia chamada Ubatuba e tantas outras que falam de realidades tão comuns a todos nós. Palavras sóbrias e realísticas como

as da poetisa Cora Coralina e determinadas como as de Cecília Meireles. Outra poesia, que faz referências as manifestações apresentadas pela TV, é a intitulada “Que Pátria que te pariu” (leia no Cantinho da Poesia - Pg 15), que também estará no livro a ser lançado, e, que já foi publicada numa Coletânea chamada “Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos”, da Câmara Brasileira de Jovens Escritores (camarabrasileira.com.br) em 2012. Trabalho este reproduzido em primeira mão pelo JMN ainda elaborado pela autora antes da onda de protestos que vem ocorrendo em todo país. “Se você prestar bem atenção ela retrata bem a realidade do sentimento de ser um brasileiro, de amar e querer sempre o melhor do país”, conta a jovem escritora.


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Frases e conversas do povo caiçara 4 1- “Você acha que eu sou burro? Assim eu saio ganhando o casco...” Um nobre empresário (além de ator de novela nas horas vagas) de nossa região explicando aos irmãos louva-a-deus porque comprou o Litrão de cerveja com casco e tudo por 3,00 reais e estava vendendo por 2,95 reais em 2010... 2- “Se fosse leite ou garrafa d’água quebrava fácil, mas cerveja? É ruim de quebrar hein?...” Nilo Mariano explicando o Teorema de Lúpulo para a minha pessoa que naquele momento carregava uns 15 Litrões de cerveja para revenda no Preafood em 2011... 3- “É desse jeito que você quer me convencer?...” Everaldo Cara de Onça tentando ingrupir-me para ir a um grandessíssimo show em Caraguá com um Guitarrista Peculiar de nossa Região em 2010... 4- “Vamos passar um produtinho filhinho?” Marcelo Louva-a-deus tentando convencer seu filho de 3 meses a passar

um creme para pele em 2011... 5- “Esse Croquete é de sardinha!!!” João Meu esbravejando depois de comer 2 Croquetes no último posto da Rodovia Airton Senna e pagar 7,00 reais cada um em 2002... 6- “NaCarla, fica quieta senão eu te dou uma voadora, sua filhote de ninja.” Tradução: (Nacarla,aquiete seu coração pois do contrário serei obrigada a utilizar a are milenar japonesa de execução medieval) K-tty-N esbravejou para com sua filha durante as compras no Mercado em 2007... 7- “Quer cinco real?” Tradução:(”Senhorita,por acaso sua pessoa quer aceitar a minha singela oferta de 500 centavos de real sem fins lucrativos?)Pedrúnculo disse em 1996 para uma distinta senhorita que naquele momento transitava na frente da John Duck’s House, o que levou Pardal e Amilton Souza (presentes na cena do acontecido) a refletirem sobre a bondade alheia...

8- “Tem trava elétrica e válvula hidra...” Rose do Orlando do Mané Gáspa me explicando todos os opcionais que o seu belo carro novo possuía as 22h26minh do dia 08/05/2011... 9- “Não foi ansiiim...” Guida do Mané Preá utiliza esta frase desde 1985 quando tenta consertar um bafafá na família... 10- “Eu disse que tava comendo, mas não tava comeeeendo,comeeeendo...” Nanzinho em 2004 explicando que viu um passarinho se alimentando, mas não tanto assim... 11- “Que é isso cachorro? Eu carrego você no colo na rua pra você não apanhar e você me paga com isso?” Little bird disse em 1992 ao seu cachorro de estimação que havia sendo flagrado em atos libidinosos com outro cachorro do mesmo sexo. 12- “Eu nunca mais vou faltar no serviço...” Mishy Worker disse pela primeira vez em 1995 e pasmem: continua dizendo...

Frases do povo caiçara 5 – Bairro Corcovado 1-“VAI ESSE COM AIDE MEMO”-Tradução: “me dá esse LIGHT mesmo”... Durvalino expressando sua indignação em 1998 com a antiga Padaria Santa Rosa, que só tinha Cigarro LIGHT pra vender... 2-“Se eu tivesse um desses, nem trabalhava mais. Só ficava disputando campeonato...”-Tradução: ”Se eu tivesse as mesmas condições fisiológicas da vossa pessoa, não seria mais necessário o labor. Restaria para mim,os embates mundiais da categoria”... O mesmo Durvalino maravilhando-se com o Mudo Péf em fevereiro de 1999. 3-“Mas que pé bom... pra pisar num troço!!!”-Tradução:”Seu membro inferior direito é estupendo...imagine amassando um dejeto fecal!!!” Mané do Anito imaginando as possibilidades prioritárias do pé do Roxo em agosto de 1995... 4-“Domingo tem Costa Azul contra o perigosíssimo Sertão da Quina!”-Tradução “Do-

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mingo tem o grande clássico do Costa Azul (vulgo time da Praia Dura) contra a Agremiação Cultural Esportiva do Sertão da Quina”... Um técnico famoso da Praia Dura que colocava toda a tabela dos jogos de seu time no portão de sua residência em 1986, parente de um certo repórter de nossa região... 5-”Fala Sacerdote...”-Tradução: Era como os corcovadenses se cumprimentavam amigavelmente na década de 80... Às vezes substituído por “Fala Veado”... 6-“Entrou, é?”-Tradução: Interjeição de espanto com a burrice alheia... “O mesmo que” Está maluco?”... Frase utilizada pela primeira vez em fevereiro de 1979 por Mané do Anito... 7-“Agora eu não sei, mas, antigamente ele queria dois Bi...”-“Tradução:” O preço desse terreno aqui no Corcovado agora eu não sei, mas há alguns anos atrás o Proprietário queria 2 Bilhões...”

Maria do Anito explicando pra um turista que queria comprar um terreno que estava à venda do lado da casa dela em 1998 (pelo preço que ela disse, era dono do Corcovado inteiro...) 8 - “ B ó i s , Bóis,hein?”Tradução:”O senhor poderia fazer o favor de retirar-se do quintal de minha residência,pois sua presença não foi solicitada de modo algum por minha pessoa...” Maria do Anito indagando um meliante que buscava furtar algumas peças de roupas quiçá algum tesouro em 2002... 9-“É novela, pratoa...” Tradução “A vida real tem semelhança com novela quando se trata desse assunto, minha nobre senhora...” Tiquila explicando Amilton Souza é músico profissional e recentemente realizou o sonho de tocar com Pedrão Pica-Pau o Top Hit Quinaboard “Caraguá-Ubatuba” no Barômetro. amilton-sergio@hotmail.com

Jogando a bola na cesta, pra cair no sábado Crônica de uma cidadezinha caiçara JULINHO MENDES Num determinado lugar de uma cidadezinha, pela manhã, um determinado prefeito passa pela orla e avista uma velha tabela de basquetebol com seu aro de cesta totalmente quebrado e inutilizado. Chegando em seu gabinete, liga para seu secretário de Turismo: - Alô, meu secretário, a tabela de basquete está quebrada, assim como luminárias e outras coisas, cidade turística tem que estar tudo bonito; peço que arrume, pelo menos a tabela de basquete, para as crianças e jovens continuarem a exercitar o esporte. - Ok, sr. prefeito, se é esporte vou ligar para o secretário de Esportes. - E assim fez o do Turismo: - Alô, secretário de Esportes, o prefeito quer que arrume a tabela de basquete para as crianças e jovens exercitarem o esporte e para que o turista veja que a cidade está em ordem. - Ok, secretário de Turismo, se a tabela está quebrada é o secretário de Obras que tem que arrumar. Vou ligar pra ele. - E assim fez o dos Esportes: - Alô, secretário de Obras, a tabela de basquete está quebrada e o do Turismo, assim como o prefeito, querem que arrume, para a coisa ficar bonita e útil. - Ok, seu secretário de Esportes, vou mandar meu assessor averiguar os fatos e providenciar o trabalho. - Assim fez o secretário de Obras. - Alô, fulano, veja lá o que dá para fazer com a tabela de basquete, o prefeito, o do Turismo, o dos Esportes e eu, queremos que aquilo fique bonito e útil o mais breve possível. - Ok! Vou lá dar uma olhada. - E assim fez o fulano assessor, que chegando no local, assim pensou: “Isso aí dá para tirar, reforçar com uma solda, pintar e colocar no lugar, mas vai dar muito trabalho.” Passou a mão no celular e ligou pro chefe de Finanças: - Alô, sicrano das Finan-

Foto: © Julinho Mendes

ças, a tabela de basquete não presta mais e o prefeito, o do Turismo, o dos Esportes, o de Obras, querem que aquilo fique bonito e útil. - Ok! Entendido. Vou pedir para o chefe da Seção de Compras abrir um processo pra comprar uma tabela de basquete nova. - E assim fez o sicrano das Finanças: - Alô, beltrano das Compras, abra um processo para comprar uma tabela de basquete para substituirmos a que está estragada, lá na orla. Ah, compre a mais barata, porque o dinheiro está escasso! - Ok, chefe, vou abrir licitação para buscar o preço mais barato... E assim a coisa vai “fluindo” na cidadezinha. Com certeza, mais 210 dias a cesta de basquete, o parquinho de madeira, os aparelhos de ginástica e outros pequenos artefatos de uso público da cidadezinha estarão bonitos e úteis para uso da população pagadora de impostos. E a hora que isso acontecer, será motivo de grandes publicações na mídia local. Vamos ver pavão abrindo rabo. Que beleza! Eu não sei o que acontece, mas tem coisa que não dá para entender na cidadezinha. E não é de agora! Eu tenho dó do cacique, que mais uma vez vão dizer: - É praga de Cunhambebe! Fique tranquilo Sr. Cunhambebe, eu sei que o senhor não tem culpa de nada e sei também que a hora que a Dilma soltar dinheiro pra essas bandas, a terra de seu amigo Coaquira vai deslanchar em progresso! Fonte: UBAWEB.COM


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Coluna da

Que pátria que te pariu? Adelina Campi

Uma ostra que não foi ferida não produz pérola

Não me importa o que pensam de ti. Pouco me importa aqueles que não crêem em ti. Não dou a mínima para aqueles que riem de ti, país! Eu acredito na tua vitória! Porque acredito na minha. Sou filha da terra alegre, da fé simplória, Do riso solto, do otimismo nato, Da mesa modesta que não nega um prato, Dos braços cansados que não negam um abraço! Sou filha do bolso pobre, da alma nobre, Dos pés descalços, que nunca deixaram de caminhar, Falo de boca cheia: - Sou Brasileira, esse é o meu lugar. Não escondo os fatos, seus problemas me afligem, Mas não lhe nego, pois estaria me negando, Não me entrego, pois estaria te entregando, país. Eu sou a fome, eu sou o crime, eu sou a corrupção, E serei muito mais que isso, Se não entender que sou parte e não estou à parte disso, Os gritos de gol e os gritos de dor soam numa só voz: a do Brasil. Amor de verdade não encobre os defeitos, mas os cobre com suor. Dedicação de verdade não escolhe vez, está sempre ao dispor. Quem é filho desta terra, conhece bem suas misérias, Mas conhece muito mais seu valor. E pra quem vive como quem nunca existiu, Eu pergunto:- Afinal, que pátria que te pariu? Graziela Maria

A semente de olhos verdes Pérolas são produtos da dor; resultados da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou grão de areia. Na parte interna da concha é encontrada uma substância lustrosa chamada nácar. Quando um grão de areia a penetra, ás células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas, para proteger o corpo indefeso da ostra. Como resultado, uma linda pérola vai se formando. Uma ostra que não foi ferida, de

modo algum produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada. O mesmo pode acontecer conosco. Se você já sentiu ferido pelas palavras rudes de alguém? Já foi acusado de ter dito coisas que não disse? Suas idéias já foram rejeitadas ou mal interpretadas? Você já sofreu o duro golpe do preconceito? Já recebeu o troco da indiferença? Então, produza uma pérola! Cubra suas mágoas com várias camadas de AMOR. Infelizmente, são poucas as pessoas que se interes-

sam por esse tipo de movimento. A maioria aprende apenas a cultivar ressentimentos, mágoas, deixando as feridas abertas e alimentando-as com vários tipos de sentimentos pequenos e, portanto, não permitindo que cicatrizem. Assim, na prática, o que vemos são muitas “Ostras Vazias”, não porque não tenham sido feridas, mas porque não souberam perdoar, compreender e transformar a dor em amor. Um sorriso, um olhar, um gesto, na maioria das vezes, vale mais do que mil palavras!

Quatro olhos verdes marcaram a minha vida Dois deles entraram nela quase num repente E fizeram deles minha existência mais querida Pois esses dois deixaram uma doce semente Semente que só me presenteou com alegrias Dando-me uma razão para viver esta vida Fazendo quentes as noites de manhãs mais frias Sendo de todas as pessoas aquela mais querida De todos os sonhos você é minha realidade A flor perfumada que busquei sem cessar Quando meu sonho acabar vai ficar a saudade Mas, algum dia, em algum lugar, vou te encontrar Se é verdade que existe vida após a morte Quero ver esses verdes olhos numa outra existência E espero que Deus me dê de presente a maior sorte Podendo com esses olhos iniciar uma nova vivência Não sei se vou então te chamar de minha filha De esposo, amiga, irmão, prima ou o que Deus quiser Mas vou ter a certeza de ter encontrado minha trilha Vivendo o mais intenso amor não importa como ele vier Te amo, filha! Manoel Del Valle Neto


Jornal Maranduba News #51  

Notícias da Região Sul de Ubatuba

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