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Maranduba, 28 de Março de 2013

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Disponível na Internet no site www.jornalmaranduba.com.br

Motocross na Maranduba Equipe da Região Sul revela novos talentos

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Ano 4 - Edição 47


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Jornal MARANDUBA News

Cartas a Redação

Editorial Temos percebido um aumento no número de turistas durante os finais de semana aqui em Ubatuba. Desde o Carnaval, o movimento tem ficado acima da média para o período considerado “Início da Baixa”. Em comparação as cidades vizinhas, Ubatuba tem apresentado mais movimento, mais gente circulando e gastando um pouco mais do que o esperado. Outro detalhe importante é a qualidade desse turismo. Não é o que desejamos, mas está muito acima do tipo de turismo que recebemos na temporada e em feriados prolongados. Esse o tipo de turismo que deveríamos cultivar. O turismo de qualidade. Esse tipo de turista não gosta de frequentar praias lotadas, farofeiros e desordeiros com som alto tocando funk no último volume. Esse tipo de turista não é aquele que trás o isopor cheio de latinhas de cerveja e chega numa mesa de quiosque, pede uma porção de cação e fica o dia inteiro só nessa consumação. Tem alguns que até levam as latinhas vazias para vender por quilo, causando enorme prejuízo para os nossos catadores de latinhas locais. Além de cultivar esse tipo de turista (o de qualidade), o

que devem os fazer para resgatar aquele status que cidade tinha há décadas, quando era chique vir para Ubatuba? Precisamos fazer uma reflexão e ver onde erramos. Perdemos aquele status para outras regiões tais como a costa sul de São Sebastião, Ilhabela, Parati e outros locais frequentados pelos turistas de qualidade. Até Cunha e São Luiz do Paraitinga são mais chiques que a gente! Outro fator que espanta o turista de qualidade é a concorrência absurda de alguns meios de hospedagens que se canibalizam entre si oferecendo diárias a 30 reais com café da manhã. É claro que todos precisam faturar, mas que tipo de turista essas “promoções” vão atrair? Atrações de qualidade, profissionalismo no atendimento, eventos culturais, ecoturismo, folclore, esportes, enfim, existe uma infinidade de apelos que podem atrair o turismo qualitativo proporcionando o resgate daquele status perdido no tempo. Não gosto muito de usar a palavra “resgate”, pois o último resgate que tivemos jogou Ubatuba mais para o fundo do buraco que estamos hoje. Emilio Campi Editor

Editado por:

Litoral Virtual Produção e Publicidade Ltda.

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Emilio Campi Colaboradores:

Adelina Campi e Ezequiel dos Santos Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião da direção deste informativo

Lixo na Rua Sabiá Estou enviando algumas imagens que tirei com o meu celular. Eu gostaria que a prefeitura desse um jeito nessa situação, porque eles só se preocupam com o conforto dos turistas, dos moradores não. Esse lugar era um super campinho de futebol, uma praça onde as crianças brincavam e depois se refrescavam no rio. No fim de tarde até adultos batia uma bola e depois se refrescavam, só que hoje está impossível fazer isso. Se fosse pouca sujeira nós mesmo limpávamos. O problema é que é muita sujeira e não tem onde jogar, sem contar com os buracos que fazem tirando terra. Já cansamos de chamar a policia e nada é feito. As crianças tem que passar por cima dos montes de lixos para poder entrar no rio. Existem garrafas copos de vidro que estão no meio desse lixo onde elas correm o risco de se cortar. Obrigada pela atenção de vocês. Espero que reclamação traga algum resultado, porque não sei mais a quem devo recorrer. Vou providenciar mais fotos de lá. O endereço é na rua Sabiá, a do ex-vereador Osmar, que na eleição passada para conseguir votos, asfaltou a rua dele e deixou as ruas

que descem para o rio sem asfaltar. Quando chove muito, desce aquela enxurrada de agua junto com lixos. Aguardo retorno de vocês. Mesmo que

seja algum site ou algum telefone que eu consiga providencias disso. Aline Artioli Conforto Via e-mail


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Cruz Peregrina da Jornada Mundial da Juventude chega à região sul EZEQUIEL DOS SANTOS Na madrugada da última segunda, 25 de março, a Cruz Peregrina e a imagem ícone do evento da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) chegaram a Capela Nossa Senhora das Graças vindas de Massaguaçu em Caraguatatuba. Na oportunidade ela foi recebida pelo Padre Carlos e toda comunidade da região sul de Ubatuba, além dos turistas e visitantes que lotaram a capela. Eles chegaram de caminhonete por voltas das onze da noite e só foram embora às nove da manhã de terça feira, 26, acompanhada por viaturas, batedores e muitos moradores motorizados. Durante sua estadia na região sul ela foi guardada toda a noite toda por jovens da comunidade e por último pelas pessoas mais experientes da paróquia que revelaram o privilégio e a honra de estarem em um evento mundialmente único e ímpar na história da comunidade e do país. Estas pessoas se referiam a serem as poucas no país que puderam tocar e observar de muito perto estas peças, já que no evento no Rio de Janeiro, muitos fiéis terão que ver a quilômetros de distancia devido ao grande número de pessoas previsto para o evento. A cruz seguiu até o centro da cidade onde foi recepcionada pelo prefeito Mauricio Moromizato sendo depois conduzida ao palácio municipal. Lá as peças religiosas foram recebidas pela banda do município, que tocou o hino nacional, o de Ubatuba e o da Diocese. Em seguida realizada uma santa missa pelo evento. As peças seguirão para Caraguatatuba e depois Taubaté, depois enfim ao seu

Fotos: Cesar Manoel dos Santos

destino final, onde disse João Paulo II, se Deus é brasileiro o Papa, naquela ocasião, seria carioca. É a primeira vez que a cruz vem para o Brasil e para esta região, desde quando a jornada foi criada, na metade dos anos 80, pelo Papa João Paulo II. O evento já passou por dez países e reuniu 15 milhões de jovens. A última edição foi realizada em agosto de 2011, em Madri, na Espanha, com a presença de mais de 190 países, dentre eles jovens do litoral paulista. A 13º Jornada Mundial da Juventude será realizada entre os dias 23 e 28 de julho, no Rio de Janeiro, com a presença do Papa Bento XVI.


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Exposição “A Mata Atlântica é Aqui” Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Ubatuba

convida entidades ambientalistas e entidades de classe a participar do Conselho Municipal de Meio Ambiente

Está em exposição, das 12h às 17h, na Praça Cândido Motta, no Centro, a exposição itinerante organizada pela Fundação Mata Atlântica, que permanece em Caraguá até o dia 7 de abril. Na praça, haverá um caminhão adaptado com atividades de educação ambiental, como jogos, maquete, cursos, oficinas, cinema, palestras e debates. O veículo transforma-se em uma sala de aula itinerante, com cadeiras, projetor e sistema de sonorização para a realização das atividades.

Caraguá recebe o projeto pela primeira vez, e as visitas de escolas e grupos interessados serão monitoradas. O caminhão conta também com estrutura acessível para pessoas com deficiência. A exposição “A Mata Atlântica é Aqui” é uma realização da Fundação SOS Mata Atlântica, com o apoio do Governo Municipal de Caraguá, por meio da secretaria de Meio Ambiente. Mais informações pelo telefone (11) 3262-4088 ou pelos endereços www.sosma.org.br e itinerante@sosma.org.br.

ANUNCIE: (12) 9714.5678 - 7813.7563

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Ubatuba convida as entidades ambientalistas e entidades de classe a participar do Conselho Municipal de Meio Ambiente. O cadastramento das entidades interessadas ocorrerá nos dias úteis, durante o período de 25 de março a 05 de abril de 2013, na Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Rua Coronel Ernesto de Oliveira, 449, Centro. Horário de atendimento das 8:00 às 12:00h e das 14:00 às 17:00h. No ato do requerimento de cadastramento será preenchido um formulário e o representante legal da entidade deverá apresentar a seguinte documentação: 1) Cópia do estatuto da entidade, devidamente registrado em cartório; 2) Ata de eleição da diretoria em exercício registrada em cartório; 3) Cópia do CNPJ atualizado;

4) Breve relatório das atividades desenvolvidas no último ano; 5) Declaração do número de filiados; 6) Cópia do RG e CPF do representante legal. 7) Comprovante de que a entidade tenha ao menos dois anos de existência; 8) No caso de fundação apresentar também, cópia da escritura pública registrada em cartório e aprovação do estatuto pelo Ministério Público. 9) Para entidades de classe apresentar também, Cópia da Inscrição Estadual e comprovante da declaração de Utilidade Pública. Os requerimentos serão analisados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente que deliberará sobre o preenchimento dos requisitos e publicará a lista com entidades cadastradas no dia 10 de abril. Os recursos poderão ser interpostos até às 17 horas do dia 17 de abril de 2013. A ho-

mologação do cadastramento será publicada dia 19 de abril de 2013. Em 23 de abril serão realizadas duas reuniões plenárias para escolha das entidades que comporão o Conselho Municipal de Meio Ambiente. As vagas são: 4 para representantes de entidades ambientalistas, 5 representantes eleitos, sendo um de cada Conselho Distrital, 1 para representantes do 2º setor (patronal, comercial, industrial entre outras), 1 representante de entidades de classes, associações de funcionários públicos, sindicatos, ordens ou conselhos de classe e1 representante da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Ubatuba. Serão eleitos titulares e suplentes. Para mais informações consultar a Lei Municipal nº 3258 de 24 de novembro de 2009 e o Decreto no 5673 de 15 de março de 2013.


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Motocross ganha destaque na Maranduba Fotos: Emilio Campi

JUNIOR VLADIMIR O motocross vem ganhando cada vez mais destaque na Maranduba. Sob o comando do técnico e preparador Pedro Castilho, a equipe Norte Racing, composta por Juninho, Ricardo, Vitor, Neto, Marcelo Ticão, Nilo, Junior Baba, Jardel, Chitome e outros já vem colhendo frutos no Motocross e Veloterra no litoral e Vale do Paraíba. Os treinos são feitos nos sábados e domingos e esta aberto ao público que gosta ou ate mesmo quem gostaria de iniciar no esporte. Lembrando a todos que o uso de equipamentos de segurança e obrigatório. A pista está situada a margem da Rod. Rio-Rantos no km 83 Maranduba, em Ubatuba. Em breve reinauguração da pista. Um grande abraço de toda equipe Norte Racing!!! Braaaaap...


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Secretaria de Turismo começa a implantar o Programa Praia Acessível em Ubatuba COMUNICAÇÃO PMU Uma das primeiras ações do Secretário de Turismo de Ubatuba, Gerson Campos, foi desencadear uma serie de reuniões e estudos para que o Programa Praia Acessível começasse realmente a funcionar nas praias da cidade. O programa é uma iniciativa da Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, que desde dezembro de 2011 assinou convenio com diversas cidades, inclusive Ubatuba, onde, segundo a Secretaria Estadual, foram entregues 13 cadeiras adaptadas para que os cadeirantes tenham possibilidade de entrar no mar, com toda dignidade e respeito que merecem. Mas para que o programa fosse realmente iniciado no município, era necessário que

a prefeitura organizasse uma equipe de monitores especializados no atendimento aos portadores de mobilidade reduzida. Até o anos passado, apenas uma cadeira foi disponibilizada no Posto de Salva Vidas na Praia Grande, mas além da praia ter muitas ondas e inadequada para o uso das cadeiras, o posto não dispunha de monitores específicos para tal atividade. No dia 1º de Fevereiro de 2013, a Secretaria de Turismo recebeu Roque Eduardo Cruz, representando Marco Antonio Pellegrini, Secretário Adjunto da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo, que participou de reunião onde foram estabelecidas algumas estratégias e metas para o início do programa.

No último dia 02 março, uma equipe da Setur vistoriou as cadeiras anfíbias, que posteriormente foram levadas para praia, onde foi realizado o primeiro treinamento para

capacitar os monitores voluntário. A praia do Perequê Açu foi escolhida para receber a ação piloto do programa, que vai levar turismo e lazer com dignidade aos portado-

res de mobilidade reduzida em Ubatuba. Segundo a Secretaria de Turismo nas próximas semanas as cadeiras já serão liberadas para uso da população.

Centro de Controle de Zoonoses realiza castrações de cães e gatos em Ubatuba COMUNICAÇÃO PMU O CCZ -Centro de Controle de Zoonoses da Prefeitura de Ubatuba informa que vem realizando castração de cães e gatos em sua Unidade Móvel de esterilização, que atualmente está atuando no bairro do Ipiranguinha, no estacionamento do Posto de Saúde. Segundo boletim divulgado pela Dra Jessica Cizotto e Yone Vassimon, somente nos meses de janeiro e fevereiro de 2013, já foram castrados 199 animais, sendo 109 cães e 90 gatos. Ao todo, foram atendidas 161 famílias de 11 bairros. No momento, o serviço está contemplando somente os cadastros realizados em 2012, e, em breve, abrirá um

novo processo de cadastramento. “É importante ressaltar que o nosso trabalho de castração precisa ocorrer juntamente com a conscientização da população, pois, somente assim, conseguiremos combater o abandono e o excesso de animais de ruas em Ubatuba. É fundamental que os donos de animais não castrados não deixem seus cães e gatos soltos pelas ruas”, ressalta a veterinária Jessica Cizotto. SERVIÇO O Centro de Controle de Zoonoses está localizado junto a Superintendência de Proteção à Saúde, na Rua Alfredo de Araújo, nº 34 – Centro. Informações pelo telefone: 3832-6810.


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PM captura bandidos que explodiram caixa eletrônico Na Maranduba EZEQUIEL DOS SANTOS A Policia Militar prendeu pelo menos três dos bandidos que explodiram o caixa eletrônico do Banco do Brasil da Maranduba na madrugada do último domingo, dia 24. O local já havia sido alvo numa primeira tentativa frustada, desta vez o estrago foi grande e o local onde ficava o caixa ficou totalmente destruído. O complexo de lojas de onde se encontrava está interditado por conta do teto de gesso que pode cair a qualquer momento. Moradores se espantaram com tamanha violência ao prédio utilizado para realizar o roubo. Fontes não oficiais contam que foram apreendi-

dos com os bandidos cerca de 19 mil reais, uma calibre 12, uma banana de dinamite em gel e detonador, três coletes balísticos e uma touca ninja. Policiais da região estiveram na residência utilizadas pelos assaltantes antes do roubo e nada foram encontrados. Segundo informações preliminares os assaltantes renderam o vigia, instalaram os artefatos, explodiram o caixa, recolheram o dinheiro, fugiram num gol vermelho, abandonaram o veículo na estrada da Fortaleza, pegaram um ônibus a Caraguatatuba e na tentativa de fugir de taxi foram capturados. O motorista do taxi

estranhou a movimentação e fez sinal a policia que com êxito conseguiu prender os bandidos. No dia da explosão ainda havia dinheiro espalhado pelo local. Embora a base da Polícia Militar da Maranduba esteja relativamente perto do acontecido, seu grupamento estava atendendo uma ocorrência fora do bairro e foi informada via radio do acontecido. Vale lembrar que o policiamento da região é responsável por um espaço muito extenso e atende desde o bairro da Enseada até a Tabatinga. Moradores apontam que provavelmente os bandidos estavam numa casa das redondezas para estudar a mo-

Morador apresenta bicicleta hibrida montada em casa O morador Renato Felix navegando pela internet descobriu uma inovação útil em seu cotidiano. Ele adquiriu um “Kit motor bicicleta à gasolina” pela internet e instalou em sua bicicleta de, digamos, que tinha um cavalo de potencia. O motor agora possui 80 cilindradas e autonomia de 65 km por litro com tanque de combustível de 1,8 litros podendo enfrentar as mais variadas estradas e acesso de nossa região. Segundo Renato o kit custa entre 500 a 600 Reais e pode ser comprada livremente pela internet. Ele conta que seu kit foi comparado no site mercado Livre e que montou em sua própria casa. Existem motores também de 46 cilindradas também de facial instalação. No passado ela havia adquirido um skate motorizado e desta vez vem com esta bicicleta. Ele aprovou o veiculo que

ficou mais com a cara de um Louva Deus do que propriamente uma bicicleta, porém aparências a parte num mundo onde os custos de se

manter um veículo são caros, atende de forma tranquila as necessidades de nossa região. Vamos ver o que mais o Renato vai trazer desta vez.

vimentação do comércio, das pessoas e também da própria base da policia. Embora seja um choque a comuni-

dade, o ocorrido aconteceu sem vitimas e o bom é que o seguro vai cobrir os prejuízos e os bandidos estão presos.


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Bandeira do Divino resgata sentimento de vida tradicional em moradores EZEQUIEL DOS SANTOS Nas primeiras semanas de março a comunidade da região sul de Ubatuba recebeu ilustre visita do grupo da Bandeira do Divino da Fundação de Arte e Cultura de Ubatuba. Moradores recordam com emoção do som do tambor que é tocado anunciando à chegada do Divino a região. Desta vez e com mais intensidade e maior entusiasmo não só dos folcloristas e músicos quanto da população em geral recebeu esta tradição tipicamente brasileira. As lembranças que trazem este evento festivo e religioso trouxeram a comunidade o sentimento de autopertencença, isto é, de que pertence a um grupo, a uma comunidade, daquela que ajudou a formar o processo civilizatório nacional. Em alguns lugares o evento gera emprego e renda já que é tratado como turismo histórico, cultural, antropológico e religioso e que faz muito bem a fé e ao coração das pessoas. Atualmente existe ainda uma pequena resistência em referencia a esta forma cultural de manifestação religiosa, principalmente a juventude que é mais ligada ao show business mostrada pelos programas televisivos, inclusive os religiosos. Lagrimas são mostradas quando o Divino passa em frente a casa ou adentra uma moradia. O jeito pitoresco de mostrar a cultura cantada é recordado com muita emoção. A manifestação trata-se de uma bandeira religiosa onde está estampada e ou colocada num cabo com fitas à ima-

gem da pomba simbolizando o Divino Espírito Santo. Lá as pessoas adornam com mais fitas seus pedidos pessoais e ou coletivos, na bandeira é colocada toda a sorte de pedidos e graças alcançadas. É uma manifestação cultural impulsionada por um sentimento de fé e de sobrevivência cultural e histórica que costuma circular nas casas dos adeptos que vivenciaram a verdadeira fé no Divino. Historicamente e dependendo de cada região a ban-

deira é confeccionada de varias formas e tamanhos, o importante porém desta tradição é a consideração pela honra de ser escolhido para levar a bandeira nos cortejos. Alguns moradores foram privilegiados, pois no dia de seu aniversário foi recebido pelo Divino e seus guardiões. Das coisas no mundo que o dinheiro não paga a chegada do Divino é considerada uma das poucas ainda vivas e possíveis de ser realizada, conta moradores.


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Comunidade convida Sabesp para explicar projeto de captação de água EZEQUIEL DOS SANTOS No último dia 11 deste mês, na sede da AMASQ (Associação de Moradores e Amigos do Sertão da Quina) o gerente da Sabesp de Ubatuba, Iberê Horie Kuncevicius, e o engenheiro de projetos, José Antônio do Prado, comparecerem para esclarecer dúvidas de moradores em relação ao projeto de captação de agua em rio da região. Mesmo com o convite de última hora cerca de 50 pessoas participaram da reunião. De inicio varias explicações técnicas foram esplanadas como os estudos preliminares, volume de agua a ser utilizado, possível estiagem, porém o que chamou a atenção foi a falta de diálogo com a comunidade em alguns pontos como a discordância entre o nome do rio a ceder a água e o projeto. As dúvidas entre os moradores aumentaram já que perceberam que não houve sintonia entre a obra e a vontade real da comunidade e o devido respeito com a exclusão de seu conhecimento sobre a região em relação a implantação do projeto. Reclamaram ainda da barragem a ser construída 400 metros acima da Cachoeira da Renata, já que poderia ser construída abaixo da cachoeira sem interferir na beleza cênica do espaço e aproveitar a captação de agua de outros três rios. Muito do projeto que foi falado não era do conhecimento da comunidade, que poderá ser afetada diretamente

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com a obra no presente e no futuro. Por conta disto, foram vários os questionamentos aos representantes da Sabesp. Ninguém questionou da importância de ser ter água encanada e tratada, porém para a comunidade ficou o sentimento de descaso sobre a forma em que as pessoas foram tratadas em relação a implantação das obras até então. Foram questionados também da implantação do sistema de esgoto e dos estragos que a empresa faz nos acessos para implantar o sistema. Outro ponto evidenciado foi quando o gerente falou que houve uma conversa com a comunidade referindo-se a um único empresário da região ouvido e que ao que tudo indica, poderá, supostamente, ser beneficiado com a obra.

O medo, segundo moradores, é que estes problemas sejam resolvidos para a Sabesp e a comunidade possa ficar sem resolver os seus futuramente, por isso o dialogo com a comunidade se fazia importante antes do inicio dos trabalhos. Foi explicado aos representantes de que o maior ganha-pão da região são as belezas naturais e que as cachoeiras vivem lotadas em períodos de férias e que devem ser preservadas, porém a comunidade entende que as obras têm der realizadas, porém não da forma que foi conduzida. Por fim, foi apresentado a comunidade a foto de onde seria captado agua e a construção da barragem. Foi proposta ainda outra reunião ainda sem dataagendada. Moradores aguardam ansiosos novas discussões sobre o tema.

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Curso de produção orgânica atraem um maior numero de interessados EZEQUIEL DOS SANTOS O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural através de um convênio com A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de São Paulo e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Ubatuba realizam mais um curso de Olericultura Orgânica na região sul de Ubatuba. Desta vez está sendo realizado no Sitio Boca Larga e conta com nove módulos encerrando em outubro deste ano. No segundo dia de palestra sobre o curso a responsável pela agricultura na prefeitura, engenheira agrônoma Carolina Lima participou do evento colocando a prefeitura a disposição dos produtores, também viabilizou o trator para o andamento das atividades necessárias ao curso. Carolina busca cadastrar os produtores locais a fim de levantar as reais necessidades da região,

também das possíveis e futuras viabilidades em que a prefeitura possa estar atuando junto ao setor produtivo local. Muitos outros moradores se interessaram pelo curso, já que as metodologias serem aplicadas na produção e no trato do solo remete aos antepassados da região que praticavam a agricultura natural. No primeiro dia cerca de 30 moradores ficaram fora da inscrição e mesmo assim buscam acompanhar as novas tendências de plantio, trato e cultura neste tipo de produção. O professor Rodolfo falou da importância desta pratica e das benfeitorias que ela traz a toda a cadeia produtiva, ambiental e social da região. Vários vídeos sobre a produção orgânica, legislação e sua importância e também varias fotos sobre as etapas do processo foram mostradas. O que mais chamou a atenção

foi a parte sobre adubação verde, do composto orgânico, sobre as sementes e o trato do solo. Como parte d o curso

muito foi falado sobre a saúde do produtor, das substancias perigosas, certificação, das produções e culturas diferen-

ciadas em cada território. O próximo módulo terá inicio em 15 de abril e muitas novidades acontecerão.

Pescadores de Picinguaba recebem carro refrigerado da Petrobrás COMUNICAÇÃO PMU A Petrobras entregou no último dia 19 de março um carro com caçamba frigorífica à comunidade de Picinguaba, localizada na região Norte do município. O veículo foi repassado aos pescadores locais como compensação aos impactos causados pelo gasoduto, que liga a plataforma de Mexilhão à Unidade Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA), em Caraguatatuba. Por solicitação do órgão licenciador, em 2008, a Petrobras realizou a “Caracterização das comunidades pesqueiras de baixa mobilidade do litoral norte do estado de São Paulo”. Esse estudo complementar realizou o levantamento de embarcações e equipes de pescadores artesanais que acessavam os recursos pesqueiros na área prevista para instalação do gasoduto e que deveriam ser compensadas pela interferência da atividade em função da área de exclusão

de pesca. Foram identificadas quatro comunidades ubatubenses (Picinguaba, Ilha dos Pescadores, Saco da Ribeira e Maranduba) a serem inseridas no plano de compensação à atividade pesqueira no processo de licenciamento ambiental do projeto Mexilhão, nomeado de Programa de Ação Participativa para a Pesca (PAPP). Na comunidade de Picinguaba, os projetos eleitos foram: “Aquisição de um veículo adaptado com caçamba frigorífica para transporte de pescado” e cursos de capacitação: “Corte e costura” para familiares dos pescadores e “Mecânica de motores de embarcação” para os pescadores. Com o veículo entregue no último dia 19 resta agora a implementação de um cursos de capacitação para os familiares de pescadores. O secretário de Pesca e Agricultura, Maurici Romeu da Silva, comemorou a entrega do veículo à comunidade pesquei-

ra de Picinguaba. “Desde que assumimos o governo, retomamos o diálogo com a Petrobrás, no sentido de atenção à cidade e ao povo de Ubatuba. A entrega deste veículo re-

frigerado aos pescadores representa não só um benefício aos moradores de Picinguaba, mas também o início de uma nova história na relação entre Petrobras e Ubatuba”, ressalta

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o secretário, reforçando que buscará deixar a secretaria sempre próxima da Petrobrás, principalmente, no sentido de efetivar outras parcerias em prol da população local.


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A satisfação no trabalho e a Teoria de Flow ODILON MEDEIROS Hoje convido você para fazer uma reflexão. Primeiro pense em alguma atividade que você gosta muito de fazer. Em seguida, lembre a última vez que você esteve envolvida com ela. Se veja realizando essa tarefa. E agora me responda: como está o seu comportamento? Possivelmente você estará desfrutando daquele momento e não estará estressado(a). Essa situação pode estar ligada ao que o psicólogo Mihaly Csikszentmihalyi, concebeu: a teoria do Flow (fluxo, em inglês), que é um estado mental atingido quando se está absolutamente envolvido em alguma atividade prazerosa. Segundo o pesquisador, o Flow é uma experiência subjetiva específica onde as pessoas são colocadas quando estão completamente engajadas naquilo em que têm interesse e envolvimento. É uma experiência oriunda de um estado de concentração e foco, que torna a realização de qualquer atividade mais natural. Entretanto, para que isso aconteça, é preciso que haja um equilíbrio entre as habilidades da pessoa e o nível do desafio que esteja prestes a encarar. Imagine que eu estou chamando você para que realize um certo trabalho. Nele você realizará um tarefa que gosta. Como você vai reagir? Acredito que, com tranquilidade, pois terá habilidade e saberá como vencer o desafio ou, no mínimo, saber as alternativas ou outros caminhos que possui para vencê-lo. Se você entender que o desafio desse trabalho é inferior às suas habilidades, poderá se sentir desmotivado(a), se sentir em estado de tédio, de relaxamento

excessivo, de apatia, etc. E se os desafios forem muito maiores do que as competências, possivelmente gerará ansiedade, preocupação, agitação, etc. Os estudos de Mihaly comprovam que o Flow busca atingir o equilíbrio entre essas duas esferas: habilidades e desafios. E a pergunta que surge, quase que imediatamente é: quais os resultados que o Flow pode trazer para mim? Se você estiver engajado, produzirá um estado fenomenologicamente similar à experiência na qual várias pessoas consideradas de sucesso vivenciaram: elas se descreveram como muito focadas, não se distraiam, ficavam absorvidas naquilo que estavam fazendo, não se “torturavam” para fazer o que tinham que fazer. E como resultado, produziam mais e com melhor qualidade. O gestor deve ficar atento à dinâmica do grupo. Então, comece a visualizar a sua equipe e faça observações sobre a atuação de cada um dos integrantes. Assim, observe o desempenho do seu pessoal e responda: existe algum obstáculo que esteja atrapalhando o estabelecimento pessoal do Flow? Note que essa é mais uma estratégia para, ao mesmo tempo, aumentar a satisfação e a produtividade. Sua e da equipe. Portanto, desfrute dela e seja feliz. Que assim seja! Odilon Medeiros – Consultor em gestão de pessoas, palestrante, professor universitário, mestre em Administração, especialista em Psicologia Organizacional, pós-graduado em Gestão de Equipes, MBA em vendas Contato: om@odilonmedeiros. com.br / www.odilonmedeiros. com.br

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Dicionário de vocábulos e expressões caiçaras - Parte 17

LéS-SUESTE - ( s.m.) - vento ou direção entre leste e sueste. LESTADA - ( s.f.) - vento forte e persistente da direção leste. LEVá TáBUA - ( loc.v. )- levar um fora no baile, quando pessoa que se tira para dançar, recusa o convite. LHIDá - ( v.t. ) - mesmo que lidar. LHIMOSO - (adj.) - limoso. LHIMPO - (adj.) - limpo. LICENÇO - ( s.m. ) - furúnculo; mesmo que leicenço. LICOREIRA - ( s.f.) - utensílio de mesa, composto de garrafa, cálices ou copinhos para servir o licor. LIDá COM O PEIXE- ( loc.v. ) - mesmo que limpar o peixe. LIMPA-BANCO- ( s.m. ) - qualquer tipo de música em que todo mundo sai para dançar. LINHADA - ( s.f.) - artefato de pesca , consistente de um carretel de linha, com anzol e chumbada para pesca de mão; linhada de mão ; linhada de fundo ; LIVRá - ( v.t. ) - salvar; evitar o mal. “ Quem livrô ele de morrê foi a garrafada que comadre Narcisa preparô “ LIVRANÇA - ( s.m. ) - salvação; escapatória; “ A livrança dele foi a canoa não tê virado, senão ele já tinha batido a galha “ LOMBRIGUEIRO - ( s.m. ) -

remédio contra vermes, quase sempre tomado c/ óleo de rícino. LONJURA - ( s.f.) - grande distância ; longitude. “ Depende da lonjura, se fô quenem por exempro, quisé í lá fora, naquela ilha lá , aí voce gasta uma hora, hora e meia , por aí “ LUMBAGO – (s.m.) – dor forte na escadeira, na região lombar. LUZERNA DE FOGO - ( s.f.) clarão de fogo; fogo muito alto na cozinha; luz muito forte. ” De longe dava pra vê a luzerna de fogo queimando a casa tudo.” MACHETE - ( s.m. ) - tipo de violinha ou cavaquinho. MACHOTE- ( s.m.) - espécie de cação. MACHUCADURA - ( s.f. ) - machucado; contusão. “ tá doendo; acho que é machucadura “ MACHUCHO - ( s.m.) - chuchu MADURECER - ( v.i. ) - madurar. MADORNA ( s.f.) – madorra, sonolência, soneira, sonolência. ” Não faça bulha que seu pai ta passando por uma madorna. Parem com esse bulício ai no terrêro.” MÃE DE FOGO- ( s.f.) - tição grande que conserva o fogo para o dia seguinte. MAJURUVóCA - ( s.f.) - um tipo de madeira boa para lenha. MALACACHETA - ( s.f.) - mesmo que mica. MALE MAR - ( adv. ) - mal-e-mal; pouco mais ou menos; sofrivelmente; parcamente; escassamente. MALEITA - ( s.f.) - mesmo que malária. MALHA - ( s.f. ) - abertura formada pela distância entre os nós das linhas prefiadas das redes de pesca artesanais.

MALHEIRO - ( s.m. ) - peça de madeira ou osso, usada como medida p/ as malhas das redes de pesca. MAMANGAVA - ( s.f.) - espécie de abelha silvestre. MAMBU - ( s.m. ) - bambu. MAMICA - ( s.f. ) - seios; mamilos. MANA-CHICA - ( s.f.) - modalidade de fandango. MANDADO - ( s.m. ) - fazer um mandado; cumprir uma tarefa. “ Eu tô indo na venda fazê um mandado pra minha mãe. “ MANDINGA - ( s.f.) - fazer um feitiço, um trabalho de bruxaria ; rogar uma praga. MANDIOCA BRAVA - ( adj. ) - qualificação das mandiocas venenosas e não comestíveis in natura. Beneficiadas, rendem bem e se prestam, como a mansa, à alimentação. MANDIOCA MANSA - (adj. ) - qualificação das mandiocas comestíveis, mesmo in natura, isto é, cruas, assadas, cozidas, ou fritas, sem ser beneficiadas em farinha. ” Mandioca mansa é mandioca de comê, mandioca doce”. MANDUVá- ( s.m. ) - mesmo que granizo; pedra de gelo caída junto com temporal. MANEMA - ( s.f.) - farinha grossa de mandioca. MANGA - ( s.f.) - parte tecida do pano ou da panagem da rede que, limitando com a tralha da cortiça, e com a tralha do chumbeiro, desliza por entre elas até a parte onde pode ser amarrada aos calões. MANGONA - ( s.f.) - uma qualidade de cação ( cação-mangona ). MANGRULHO - ( s.m. ) - marco ou baliza que indica um baixio. MANTA - ( s.f.) - grande pedaço de peixe ou carne exposta ao sol.

MANTIMENTO - ( s.m. ) - comida; víveres ou ração para um determinado tempo. MãO - ( s.f. ) - medida empregada pelos sitiantes, para venda de milho ( 60 espigas em S.Paulo ). MãO DE PILãO - ( s.f. ) - peça de madeira, para socar o pilão. MãO-FRANCESA - ( s.f.) - espécie de braço de madeira ou ferro , que sustenta beirais ou caixas-d’água. MAR ( mal ) AJAMBRADO - ( adj.) - pessoa mal vestida; desengonçada. MAR ( mal ) DE SETE DIAS - ( s.m. ) - tétano do recém-nascido. MAR ( mal) MANDADO -( s.m.) - rogado; diz-se da pessoa que não gosta de fazer um mandado; cumprir uma tarefa. MAR (mal) DE BARRIGA (s.m.) - diarréia. MAR PICADO - ( s.m. ) - mar grosso; mar agitado, encapelado. “ É que tá tudo cheio de onda miudinha, quando dá vento anssim, é mar picado “ MARAVILHA-GALHá - ( adj.) - coisa bonita ; maravilhosa; gostosa. MARCELA, MACELA - ( s.f.) espécie de planta do campo, usada para encher travesseiros. MARDICITUDE - ( s.f. ) - maldição; praga; maldade. “ Criança , larga de mardicitude “. MARé DE LUA - ( s.f.) - maré que cresce demais vaza também muito, deixando o barranco a vista na fase da lua crescente; boa para pesca de rede; é a primeira maré e logo em seguida vem a maré de quarto e depois a de quinto. MARé DE QUARTO - ( s.f. ) maré que sobe e desce pouco durante sete dias, na fase minguante com a crescente da lua; boa para pesca de vara;

vem logo depois da maré de lua. MARé DE QUINTO - (s.f.) maré que enche de madrugada e na vazante corre pouco; vem logo depois da maré de quarto. MARé ARRUINADA - ( s.f.) maré imprópria para pescaria, por causa do vento sul; maré que não baixa. MARé PREGUIÇA - ( s.f.) maré alta que inunda tudo; acontece uma vez por ano, geralmente no mês de maio. MAREá - (v.t. ) - pescar; ir marear; ir pescar. MARESIA - ( s.f.) - mau cheiro do mar; na maré vazante; doença do peixe; mar agitado ; mar bravo. MARICá - ( s.m.) - vide espinheira; um tipo de arbusto com galhos espinhosos. MARISCá - ( v.t. ) - colher, apanhar mariscos. MAROMBá- ( v.t. ) - espiar dissimuladamente. MARULHADA - ( s.f.) - movimento da água do mar, com ruído quase imperceptível. MASCA-CHAPA - (adj.) - diz-se daquele que vive mascando a dentadura. MASSA - (s.f. ) - pasta resultante da mandioca sevada na roda de sevá, no fabrico de farinha de mandioca. ” Essa é a tauba... pá por na massa pá num caí, pá tapá a massa porque a roda, isso aqui, joga a massa longe, então pondo essa tauba ali, a massa bate na tauba e cai e cai dento do cocho”. Fonte: PEQUENO DICIONÁRIO DE VOCÁBULOS E EXPRESSÕES CAIÇARAS DE CANANÉIA. Obra registrada sob nº 377.947-Liv.701. Fls. 107 na Fundação Biblioteca Nacional do Ministério da Cultura para Edgar Jaci Teixeira – CANANÉIA –SP .


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Lembranças da primeira enfermeira O significado da Páscoa e da seringa de vidro Um ritual de passagem, as-

EZEQUIEL DOS SANTOS Uma moradora que não quis se identificar achou entre seus pertences uma carteirinha de atendimento da ASEL. Pensativa falou em poucas palavras o sentimento de saudades e satisfação de viver naquela época. Segundo a moradora foi um tempo em que ninguém podia reclamar do atendimento do posto de saúde. Lembra que antes do atendimento da ASEL o posto de saúde era no espaço do movimento religioso da Congregação Mariana, atual cobertura da cantina da Capela Nossa Senhora das Graças, em frente a escola do bairro. Neste espaço surgiu o primeiro posto que foi elaborado pela missionaria Claudie Perreau, lá ela treinou uma jovem do bairro chamada Izabel Félix, considerada a primeira enfermeira fora do centro da cidade. Claudie havia solicitado ao prefeito Ciccilo Matarazzo que de fato implantasse um local de atendimento fora do centro e aconteceu, houve até inauguração oficial com foto e tudo. O espaço era diferente do acostumado, embora mais tarde a administração passas-

se a ASEL do Padre Pio o atendimento continuou inovador e a frente de seu tempo, o serviço de saúde envolvia atendimento médico, odontológico e social. Muitos conseguiam frente de trabalhos por conta da relação entre o serviço social e as entidades no município. Foi lembrado ainda do temor da primeira seringa feita de vidro e das agulhas que eram fervidas com fogo. Também o posto realizava serviços sobre a implantação de fossa, cloragem da agua e uso de filtro, limpeza e higiene, entre outros. A molecada adorava ir ao dentista já que tinham de andar no Expresso Rodoviário Atlântico e depois de passar pelo profissional tinham direito a picolés de frutas porque fora um bom menino na cadeira do dentista, também para ajudar a desinchar a cara por conta da anestesia. Muitas outras histórias podia se contar do posto, já que muitos viventes andam por aí com estas informações que são únicas e importantes para a história regional, falta agora documentar estas passagens para as gerações futuras.

A Páscoa é uma festa cristã que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu, até sua ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados. É o dia santo mais importante da religião cristã, quando as pessoas vão às igrejas e participam de cerimônias religiosas. Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros vêm da celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica. É uma das mais importantes festas do calendário judaico, que é celebrada por 8 dias e comemora o êxodo dos israelitas do Egito durante o reinado do faraó Ramsés II, da escravidão para a liberdade.

sim como a “passagem” de Cristo, da morte para a vida. No português, como em muitas outras línguas, a palavra Páscoa origina-se do hebraico Pessach. Os espanhóis chamam a festa de Pascua, os italianos de Pasqua e os franceses de Pâques. A festa tradicional é associada à imagem do coelho, um símbolo de fertilidade, e ovos pintados com cores brilhantes, representando a luz solar, dados como presentes.

A origem do símbolo do coelho vem do fato de que os coelhos são notáveis por sua capacidade de reprodução. Como a Páscoa é ressurreição, é renascimento, nada melhor do que coelhos, para simbolizar a fertilidade!


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Jundu: o cerrado do litoral CLÁUDIA FÉLIX Sobre a crista de praia ocorre o surgimento de uma tipologia vegetal denominada jundu. Existem várias definições para o termo jundu, sejam eles científicos, jurídicos ou populares, representados pelo saber empírico das comunidades tradicionais do litoral, os povos caiçaras. Nhundu ou jundu é uma especialíssima faixa entre a restinga - considerada como ‘o cerrado do litoral’ - e o mar. Reforçando-se seu caráter edáfico, ou seja, mais dependente do solo do que do clima, é uma vegetação agressiva suportando salinidade, ventos e insolação, de baixa estatura, presença de redes de raízes profundas, que as qualificam como excelentes fixadoras de areias e dunas, fazendo jus à sua etimologia, pois parece ser a derivação de nhú (campo) ou jú (espinho). Tecnicamente esta vegetação é denominada de vegetação de praias estando legalmente definida pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA, através da Resolução nº. 07 de 23 de julho de 1996: “II – VEGETAÇÃO DE PRAIAS E DUNAS”. Por serem áreas em contínua modificação pela ação dos ventos, chuvas e ondas caracterizam-se como vegetação em constante e rápido dinamismo, mantendo-se sempre como vegetação pioneira de primeira ocupação (clímax edáfico), também determinado por marés, não sendo considerados estágios sucessionais. ”(RESOLUÇÃO CONAMA N° 07, 1996). Localizada em área de grande interesse comercial, ao longo de todo litoral brasileiro, o jundu vem a muito sofrendo um processo desenfreado de degradação. Segundo técnicos do IBAMA o jundu pode estar em fase de extinção. Apesar da existência de leis federais como: a alínea “f” do artigo 2º da Lei nº 4.771/65, a vegetação que se situa na

Figura 1. Perfil da Restinga. (Fonte: XI Encontro de Iniciação Científica e VII Mostra de Pós-graduação da Universidade de Taubaté-SP).

restinga é área de preservação permanente, desde que fixadora de dunas ou estabilizadora de mangue (CÓDIGO FLORESTAL, 1965); Lei nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais) que preveem penas de três meses a um ano de prisão e multa, cujo valor corresponde à área desmatada, ao contrário o que do que se vê é um descaso da sociedade em relação a um importante ecossistema para atender especulações imobiliárias. Ubatuba localizada a 230 km da Capital paulista, contem 80% do seu território de Área de Preservação Permanente, (Parque Estadual da Serra do Mar Parque Nacional da Serra da Bocaina) envolvendo regiões ocupadas pelas comunidades tradicionais (caiçaras, indígenas e quilombolas) que na sua maioria são agricultores, pescadores artesanais ou maricultores. Possui uma extensa faixa litorânea emoldurada por 102 praias, com peculiaridades e belezas impar. Situado no litoral norte do estado de São Paulo, apresenta área territorial de 682 km². Dada a sua vocação turística, as praias são o maior atrativo natural do município e representam um importante pólo de desenvolvimento de atividades com forte expressão na economia local. Com a redução da faixa de praias, os municípios que sobrevivem da atividade turística

sentem os impactos econômicos (diretos) e sociais (indiretos). Obras de engenharia são executadas, muros de arrimo, barreiras de contenção são tentativas infrutíferas de conter este avanço, mas além de onerosas ao Poder Público, representam mais impactos ao meio ambiente. Impactos sobre a flora e fauna por vezes são irreversíveis com a perda deste ambiente. A remoção do jundu tem provocado uma série de problemas ambientais. A ação das marés, ressacas antes bem mais controladas pelas barreiras físicas proporcionadas pela vegetação, tem provocado um grande prejuízo às populações residentes as faixas litorâneas. A fauna antes em harmonia com este ambiente natural, tem sido obrigada a se deslocar para outras regiões, ou mesmo entrarem num processo de extinção. O Jundu tem outra importante função no bioma do qual faz parte a mata atlântica. Um de seus papéis é proporcionar matéria orgânica que, depois de ser reciclada, permite o surgimento de uma vegetação de maior porte, formadora da mata de restinga. Uma diversidade de espécies da fauna e flora pode ser encontrada no jundu. Trepadeiras, abraço-de-rei, feijão-de-praia, pitanga, araçá-de-praia, maçãzinha-de-praia, cipó-caboclo, caúna ou congonhinha, camarinha,

serapilheira, canelinha-do-brejo, orelha-de-onça, maria-mole, marmeleiro-da-praia, samambaia-de-buquê, cana-de-congonhinha, feijão-de-praia, erva-baleeira, musgos, liquens, bromélias e orquídeas. Há ocorrências de aves migratórias e residentes como, bem-te-vis (Pitangus sulphuratus), saíras, tucanos (Ramphastos vitellinus), araçaris, arapongas (Procnias nudicollis), jaós (Crypturellus undulatus), jacus, maçarico (Tringa spp., Calidris spp., Arenaria interpres, Numerius phaeopus, Limosa haemastica), chopim (Molothrus bonariensis), coruja-buraqueira (Speotyto cunnicularis) , anu-branco (Guira guira), gavião-carrapateiro(Milvago chimachima), batuíra (Charadrius collaris), pinguim (Spheniscus megulanicus) , falcão-peregrino (Falco peregrinus) , águia-pescadora (Pandion haliaetus), gaivotão (Larus dominicassus), piru-piru (Haematopus palliatus), batuiruçus (Pluvialis squatarola e Pluvialis dominica) , caminheiro (Anthus sp.) e reprodução de tartarugas marinhas(Caretta caretta e Chelonia mydas) . A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, reunida em Estocolmo em junho de 1972, na comunhão de que o meio ambiente é fundamental para o bem-estar do homem, preocupado com a transforma-

ção com que o mesmo vem recebendo, graças à evolução e desenvolvimento humano, proclama: “A proteção e o melhoramento do meio ambiente humano é uma questão fundamental que afeta o bem-estar dos povos e o desenvolvimento econômico do mundo inteiro, um desejo urgente dos povos de todo o mundo e um dever de todos os governos”. Para a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações Unidas, “desenvolvimento sustentável nada mais é do que o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro” . Localizada sobre a faixa de praias, o jundu coloca-se em constante conflito com os interesses de uso do espaço pelas atividades turísticas, hoteleiras, loteamentos e condomínios; além do desconhecimento da população de sua importância contra o avanço das marés, garantindo a proteção das praias contra a erosão provocada pelas “ressacas” do mar. Sua biodiversidade também a caracteriza como uma excelente mantenedora de variados grupos, espécies da fauna e flora, mais um motivo para sua preservação.


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Coluna da

Cantinho da Poesia

Ao Valdomiro, “in memoriam” Adelina Campi

Refletir Talvez seja tão simples, tolo e natural que você nunca tenha parado para pensar: aprenda a fazer bonito o seu amor. Ou fazer o seu amor ser ou ficar bonito. Aprenda, apenas, a tão difícil arte de amar bonito. Gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender. Tenho visto muito amor por aí, Amores mesmo, bravios, gigantescos, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva,mas esbarram na dificuldade de se tornar bonito. Apenas isso: bonitos,belos ou embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção. Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras. Aí esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais de repente se percebeu ameaçados apenas e tão somente porque não sabem ser bonitos: cobram; exigem; rotinizam; descuidam; reclamam; deixam de compreender;necessitam mais do que oferecem; precisam mais do que atendem; enchem-se de razões. Sim, de razões. Ter razão é o maior perigo no amor. Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reinvindicar, de exigir justiça, equidade, equiparação, sem atinar que o que está sem razão talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão. Nem queira. Ter razão é um perigo: em geral enfeia o amor, pois é invocado com justiça mas na hora errada. Amar bonito é saber a hora de ter razão. Ponha a mão na consciência. Você tem certeza que está fazendo o seu amor bonito? De que está tirando do gesto,

da ação, da reação, do olhar, da saudade, da alegria do encontro, da dor do desencontro, a maior beleza possível? Talvez não. Cheio ou cheia de razões, você espera do amor apenas aquilo que é exigido por suas partes necessitadas, quando talvez dele devesse pouco esperar, para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer. Quem espera mais do que isso sofre, e sofrendo deixa de amar bonito. Sofrendo, deixa de ser alegre, igual criança.E sem soltar a criança, nenhum amor é bonito. Não tema o romantismo. Derrube as cercas da opinião alheia. Faça coroas de margaridas e enfeite a cabeça de quem você ama. Saia cantando e olhe alegre. Recomendam-se: encabulamentos; ser pego em flagrante gostando; não se cansar de olhar, e olhar; não atrapalhar a convivência com teorizações; adiar sempre, se possível com beijos, “aquela conversa importante que precisamos ter”, arquivar se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida. Para quem ama toda atenção é sempre pouca. Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda atenção possível. Quem ama bonito não gasta o tempo dessa atenção cobrando a que deixou de ter. Não teorize sobre o amor (deixe isso para nós, pobres escritores que vemos a vida como criança de nariz encostado na vitrine, cheia de brinquedos dos nossos sonhos) :não teorize sobre o amor, ame. Siga o destino dos

sentimentos aqui e agora. Não tenha mêdo exatamente de tudo o que você teme, como: a sinceridade;não dar certo; depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito); abrir o coração;contar a verdade do tamanho do amor que sente. Jogue pro alto todas as jogadas, estratagemas, golpes, espertezas, atitudes sabidamente eficazes (não é sábio ser sabido): seja apenas você no auge de sua emoção e carência, exatamente aquele você que a vida impede de ser. Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs. Falando besteiras, mas criando sempre. Gaguejando flores. Sentindo o coração bater como no tempo do Natal infantil. Revivendo os carinhos que instruiu em criança. Sem mêdo de dizer, eu quero, eu gosto, eu estou com vontade. Talvez aí você consiga fazer o seu amor bonito, ou fazer bonito o seu amor,ou bonitar fazendo seu amor, ou amar fazendo o seu amor bonito(a ordem das frases não altera o produto), sempre que ele seja a mais verdadeira expressão de tudo o que você é e nunca, deixaram, conseguiu, soube, pôde, foi possível, ser. Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto. Não se preocupe mais com ele e suas definições. Cuide agora da forma. Cuide da voz. Cuide da fala. Cuide do cuidado. Cuide do carinho. Cuide de você. Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz. Artur da Távola

Um telefonema logo cedo fez de mim um homem triste Em lacônicas palavras soube que perdi um amigo Triste prova matinal de que felicidade perene não existe E que da felicidade poucos momentos vou carregar comigo Felicidades são centésimos de vida que ficam na lembrança Em oposição àqueles que gostaríamos de considerar esquecidos Mas na tristeza sempre nos resta doce esperança Dum canto do Universo sorrir de bons momentos vividos A vida é apenas pequena história, um sopro, alguns instantes Daqueles momentos alegres o sumo de uma saudade Somos na vida apenas algumas almas errantes Vivendo neste planeta apenas minúscula parte da eternidade Para quem acredita, a morte é apenas um renascer Uma passagem por esta vida que tem começo, meio e fim Infelizmente o que se crê nem sempre se pode ver Mas, particularmente, esta crença vive em mim Caro amigo, em lugar de adeus apenas um “até logo mais” Não importa quão longa ou curta esta distância seja Talvez em breve eu esteja recebendo os sinais De que juntos novamente cantaremos uma música sertaneja Se no mar do paraíso não for proibido pescar Apronte sua tralha e fique aguardando minha chegada O maior robalo de todos vai ser meu, posso até apostar Pescaria na eternidade é tudo, um instante de vida é nada Jocosas palavras, como alegre sempre te conheci Mas, seriamente, sei que vai estar bem, querido amigo E pelos bons momentos que com você vivi Sei que Deus lhe reservou o merecido abrigo Ubatuba, 4 de janeiro de 2013

Manoel Del Valle Neto



Jornal Maranduba News #47