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Maranduba, 25 de Janeiro de 2013

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Disponível na Internet no site www.jornalmaranduba.com.br

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Ano 3 - Edição 45

Observação de aves é 2º maior atrativo turístico no Brasil Ubatuba se destaca pela diversidade de espécies registradas


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Jornal MARANDUBA News

Editorial Com um volume bem acima da média, as chuvas desse verão têm causado estragos e até tragédias em Ubatuba. Provocou a morte de 4 pessoas no sertão do Ubatumirim que foram surpreendidas por uma enxurrada, uma tragédia que abalou a cidade, pois eram pessoas conhecidas da grande maioria. Nossos mais sinceros sentimentos aos familiares e amigos. As chuvas também causaram estragos, inundações e desmoronamentos em vários pontos do município. Na nossa região o desabamento de parte da estrada do Sertão da Quina interditou o acesso ao bairro desde o último dia 5. Nossa reportagem esteve no local e em conversa com o secretário de obras, Eng. Mauro Bezarra,fomos informados das ações realizadas para solucionar o problema. Bezerra disse das dificuldades encontradas na prefeitura tais como máquinas quebradas, caminhões inativos, falta de material e ferramentas, enfim, uma herança da administração anterior que com sua ineficácia ainda tenta prejudicar a nova administração. Como havíamos previsto, essa troca de administração municipal poderia ser difícil devido a rivalidades políticas e picuinhas por parte do ex-prefeito, mas o que ouvi-

mos sobre o estado em que foi encontrada a prefeitura de Ubatuba é revoltante. Falta de equipamentos básicos, ferramentas de trabalho, enfim uma situação descabível diante da moral e da ética do ser humano. O pior de tudo é que não é o quadro da atual administração que vai sofrer com isso. É a população pobre, carente, que tem suas casas invadidas pela água e lama pela falta de estrutura que foi herdada da administração anterior. A Defesa Civil ficou sem carro, sem motos serra, sem ferramentas de avaliação de risco para poder exercer seu papel e até salvar vidas. Móveis de gabinetes que foram doados a municipalidade simplesmente sumiram. Isso é só a ponta do iceberg. Espero que um relatório dessas irregularidades encontradas na prefeitura venha a público para que a população não seja enganada novamente por políticos sem compromisso moral e ético com a cidade. Desejamos ao atual prefeito que consiga normalizar a máquina administrativa para um bom atendimento aos moradores e turistas, pois a função de um prefeito é justamente gerir de uma forma eficaz a cidade que lhe foi confiada. Emilio Campi Editor

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Litoral Virtual Produção e Publicidade Ltda.

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Emilio Campi Colaboradores:

Adelina Campi, Ezequiel dos Santos e Fernando A. Trocole Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião da direção deste informativo

Rodovia dos Tamoios terá o maior túnel rodoviário do país

Passagem subterrânea de 6,7 km está prevista no novo trecho de serra.

CAROLINA TEODORA Principal rodovia de acesso ao litoral norte de São Paulo, a Rodovia dos Tamoios (SP-99) terá o maior túnel rodoviário do país com 6,7 km de extensão. O megatúnel está previsto na obra do novo trecho de serra da rodovia, prevista para iniciar no final deste ano com duração de 48 meses, até 2017. O presidente da Dersa, Laurence Casagrande Lourenço, afirmou nesta quarta-feira (23) ao G1 que o novo trecho contará com cinco túneis que juntos somam 13 km de extensão, sendo que quatro deles terão entre dois a três quilômetros de extensão. A maior passagem subterrânea de veículos do país ficará bem no meio da Serra do Mar - entre Paraibuna e Caraguatatuba. A Dersa informou que o início da obra da futura pista --estimada em R$ 2,1 bilhões -- está condicionada a definição de como a obra será custeada --se somente pelos cofres públicos ou em parceria com a iniciativa privada. Ou seja, a previsão de início do serviço pode sofrer alterações e podem ser iniciadas apenas em 2014. A nova pista, que terá 21 km de extensão e um traçado totalmente diferente da atual, será utilizada apenas pelos mo-

toristas que estão saindo do litoral norte sentido ao Vale do Paraíba, no interior de São Paulo. Já a pista atual ficará para os motoristas que estão descendo a serra sentido à praia. “Como a pista atual tem muitas curvas sinuosas, que não tem como serem modificadas, a difuculdade maior do motorista hoje é para subir a serra, por isso fizemos essa separação”, afirmou Laurence ao G1. Ele disse ainda que o Estado deve definir até junho se a construção da nova pista, será feito somente pelo poder publico ou em parceria com a iniciativa privada. “O Estado vai analisar o que é melhor para os cofres públicos. Se for somente o Estado, podemos adiantar um pouco o processo e abrir a licitação logo depois de abril, quando deve sair a licença ambiental. Se for por meio de parceria público-privada, o processo demora mais um pouco”, disse Laurence. Planalto As obras e duplicação do trecho de planalto foram iniciadas em maio de 2012. Ao todo, dois quilômetros de pista foram criados durante os seis meses da obra. A duplicação vai custar cerca de R$ 560 milhões aos cofres do Estado. Fonte: G1 Vale do Paraíba e Região

Cartas a Redação LIXO Sou proprietário de imóvel na Maranduba e frequento Ubatuba há mais de 30 anos. Venho notando que ano a ano a sujeira impera nas ruas da Maranduba, em especial nas ruas próximas a praisa. São restos de comida, embalagens plásticas, papelão e outros detritos. Já mandei alguns e-mails para a prefeitura de Ubatuba, dando conta destes acontecimentos e sugeri que fosse implantado um serviço de garis com varredura e recolhimento do lixo que vai se acumulando ao longo do ano. Não obtive resposta e pensei que pudesse por meio deste jornal insistir no assunto. Obrigado pela oportunidade em que possamos melhorar nosso bairro. Emilio Carlos Rossi Junior via e-mai l INSTALAÇÃO TERRA FÉRTIL Gostaria de apresentar a exposição de um projeto de uma ONG com mulheres. Vale a pena divulgar, inclusive parte do grupo mora na divisa e no Camburi. Veja no site: http:// www.cairucu.org.br/associacao/paraty/moda-em-paraty-abertura-instalacao-terra-fertil/ Gilmara Kiria via e-mail Envie seu e-mail para: jornal@maranduba.com.br


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Chuvas interditam estrada de acesso ao Sertão da Quina A estrada municipal do Sertão da Quina está interditada desde o dia 5 de janeiro por conta da queda da lateral da estrada no trecho que encontra o rio Maranduba. A queda foi ocasionada pelas fortes chuvas de verão. O local é conhecido por Morro do Foge e guarda muitas histórias, parte do patrimônio histórico e cultural da região. Comerciantes e empresários encontram-se preocupados com a morosidade no andamento das melhorias, alguns deles manifestam o descontentamento por conta dos prejuízos financeiros. Muitos moradores se arriscam a utilizar como acesso alternativo a estrada municipal do Ingá que dá acesso a Rua do Boiadeiro, saindo na Benedito Antonio Elói, já dentro do bairro, porém os usuários também reclamam das condições em que se encontra este acesso, parte dos

Foto: Ezequiel dos Santos/PROMATA

problemas são relacionados as chuvas, já que o acesso é de terra. Os que conhecem utilizam a Avenida Fujio Iwai do outro lado do bairro, acesso este asfaltado e em boas condições de uso, porém com o dobro de distancia para certos locais. Segundo representantes da prefeitura dois problemas vem ocasionando o reparo do acesso, uma delas são as fortes chuvas, outra é o estado deficiente dos maquinários deixado pelo antigo governo municipal. Por telefone o engenheiro da PMU José Carlos Vital informou que se a chuva não atrapalhar será liberada meia pista até o próximo dia 25. A prefeitura colocou pedras e material no que sobrou da pista para evitar maiores acidentes e por enquanto só podem passar pedestres, ciclistas e motos. A comunidade aguarda ansiosa a melhoria proposta pela prefeitura.

Enxurrada atinge banhistas em cachoeira e mata quatro no Ubatumirim Quatro pessoas morreram após a ocorrência de uma enxurrada, na tarde deste domingo (20), na região do Sertão de Ubatumirim, em Ubatuba (SP). Segundo os bombeiros, as pessoas foram surpreendidas por um grande volume de água. As vítimas foram Zenilda Nobre da Silva, Augusto Budim, Adriano Rico Cabral e Lucas da Silva Mendes. Sete pessoas estavam na Cachoeira do Tombador, por volta das 14h30 de domingo, quando começou uma forte chuva. O volume de água surpreendeu os banhistas. Três pessoas morreram no local, uma ficou desaparecida e foi encontrada somente no dia seguinte, uma ficou grave-

mente ferida e duas conseguiram sair ilesas. Para o sargento do Corpo de Bombeiros, Carlos Victor da Silva, que trabalhou desde o domingo na operação de resgate, as vítimas se arriscaram muito permanecendo no local. “Todas as vítimas estavam com ferimentos no rosto e na cabeça. A Cachoeira do Tombador tem duas quedas e algumas das vítimas foram encontradas na parte mais alta dela, que tem cerca de 40 metros”, explicou. Resgate Ao todo, 14 bombeiros atuaram na operação e a principal dificuldade nos trabalhos foi o acesso ao local, que fica distante cerca de uma hora do centro de Ubatuba. “O local

é de difícil acesso e tornou-se ainda mais difícil por conta da chuva. A busca se concentrou próxima à cachoeira e embora continue chovendo na região, o nível do rio baixou e possibilitou encontrar o corpo da mulher que estava desaparecida”, explicou o Capitão Danilo Godoy, do Corpo de Bombeiros. A Cachoeira do Tombador é uma das catorze de Ubatuba. O acesso fica na altura do quilômetro 14 da Rio-Santos (BR101), no sentido Rio de Janeiro. Depois, são mais cerca de cinco quilômetros de trilha, em meio à mata atlântica. A pé, o percurso pode ser feito em uma hora e meia. Também é possível ir de carro, mas é preciso tração nas rodas.

Aciu prestou solidariedade aos parentes e amigos de Zenilda Nobre da Silva, Augusto Budim (acima), Adriano Rico Cabral e Lucas da Silva Mendes (abaixo). (Foto: Divulgação/ Associação Comercial de Ubatuba)


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Célio Stefani assume direção da Câmara Municipal prometendo nova mentalidade

Concurso da Prefeitura de Ubatuba será suspenso

Em portaria interna assinada na terça feira pelo presidente Eraldo Todão “Xibiu” foi nomeado como novo diretor ou secretário geral da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Ubatuba, o empresário Célio Moraes Stefani enquanto o advogado Paulo de Oliveira Barros assume a assessoria jurídica da mesa. Convidado pelo presidente, que o considera uma pessoa “capacitada, competente por estar há 22 anos na Associação Comercial de Ubatuba, onde exercia ultimamente o cargo de gerente executivo, sabendo lidar com público e com funcionários”, Célio assume a direção da Câmara como licenciado sem remuneração da ACIU. “Não estou recebendo dois salários como já afirmam”, esclarece. “Nesses primeiros dias venho à Câmara de manhã mas ainda deixei pendências na Associação que pedem ainda minha presença lá mas sem remuneração”. Paulo Barros chefia um escritório de advocacia conhecido no centro da cidade. Caberá agora a ele dar suporte jurídico às consultas do presidente e dos membros da Mesa Diretora,elaborar minutas de editais de licitação, concursos públicos e contratos, acordos ou convênios encaminhados pela Mesa, entre outras atribuições. Paulo divide as tarefas com o também advogado Isaac Mariano. Novo prédio Instado pelo discurso do novo prefeito para que “se enraize na Casa e nas pessoas que vão ocupar o Legislativo os sentimentos de mudança que Ubatuba exigiu” Célio diz

ELCIO MACHADO O concurso público com provas previstas para fevereiro, para provimento, em caráter efetivo e sob o regime estatutário, de 373 cargos na Prefeitura de Ubatuba, será suspenso. O procurador Paulo Neto, da Procuradoria Regional do Trabalho da 15ª Região, confirmou nesta segunda-feira que a decisão foi negociada entre o órgão e a atual administração municipal. Segundo o procurador, a atual administração, do prefeito Maurício Moromizato, argumentou que, após análise, concluiu que os cargos previstos não seriam suficientes para atender às exigências previstas em termo de ajustamento de conduta - TAC, firmado entre a administração anterior, do ex-prefeito Eduardo César, e o Ministério Público do Trabalho MPT, o que resultaria em duplicidade de gastos da Prefeitura com a realização de concursos. A suspensão do concurso está em fase de negociação com a Fundação Vunesp, contratada pela administração anterior. Segundo fonte da Prefeitura, o concurso foi formatado, basicamente, com o uso de uma cópia de um organograma de Mogi das Cruzes, que tem uma realidade administrativa muito diferente de Ubatuba. Tanto o número de cargos efetivos como os de livre nomeação (os chamados cargos de confiança) não suprem as necessidades de Ubatuba. Os níveis salariais previstos também merecem atenção, pois alguns estão defasados. O caminho mais provável para a solução é a elaboração de uma reforma administrativa, que precisará ser aprovada pelo Legislativo municipal.

que quer vai “implantar novos métodos gerenciais e nova mentalidade, descentralizando um pouco mais os serviços, sempre com a transparência que a população cobra”. “Procuraremos enxugar despesas e buscar meios legais para viabilizar a construção de prédio próprio para a Câmara Municipal. Até porque, lembra ele, foi um desejo manifesto pelo presidente em seu discurso na posse, quando pediu desculpas à população pela exiguidade do espaço no plenário”. Segundo ele, “vamos buscar reduzir custos do projeto mas é necessário pensar na acessibilidade e funcionalidade com boas acomodações para os funcionários e a população”. Nos primeiros dias na nova função, Célio diz que está conhecendo as pessoas e os diversos setores da Casa para poder fazer um diagnóstico completo da situação mas desde já promete “modernizar e agilizar serviços, dentro dos parâmetros que a lei exige.” Ele explica que há detalhes que pedem certa urgência, como reparos de equipamentos, reposições e adequações a normas técnicas.

Câmara é reflexo No discurso do novo prefeito, Mauricio Moromizato (PT) “ a nova Câmara também reflete as mudança que Ubatuba queria, não só com a escolha de sete dos dez vereadores mas de todos os vereadores. Essa mudança não é desejo do Maurício nem dos vereadores mas se exprimiu nas ruas, é expressão da vontade popular”, afirmou. Pela primeira vez a mudança ganhou em todas as urnas de Ubatuba, em todas. Não é expressão de um bairro, de uma religião, um nicho econômico da cidade. Com sete novos vereadores entre dez, a mudança teve quase 83 % dos votos em Ubatuba”. Para Maurício, “o desafio agora é referendar esse desejo de mudança. Temos que fazer com que ela se aplique na prática com uma nova forma de fazer política, com uma nova forma de governar. Essa é a mudança, sem revanchismos, que não seja pautada por religião, por classe social, por bairro onde se mora, um governo que trate todo mundo como igual, um governo de todos e para todos, pedindo de cada um o que pode e dando para cada um o que merece”.

O proc. 100200415.002/3-42 da Procuradoria Regional do Trabalho da 15ª Região, está sob sigilo (exceção à regra geral que é a da publicidade) e teve início no final da gestão do ex-prefeito Paulo Ramos. O TAC foi firmado no início da primeira gestão do ex-prefeito Eduardo César, mas jamais cumprido, até a abertura do concurso público, no mês anterior ao final de sua segunda gestão. O MPT chegou a ameaçar a estipulação de multa diária por descumprimento do TAC, mas ainda não efetivou a medida - que oneraria ainda mais os cofres municipais, transferindo para os contribuintes a responsabilidade financeira pela omissão do ex-prefeito Eduardo César. Naniquice - Em mais uma manobra que comprova a naniquice política de Eduardo César, a administração anterior armou uma bomba de efeito retardado, ao abrir concurso que não atende aos interesses de Ubatuba. O ônus da suspensão do concurso fica com o atual prefeito, que precisará, para usar expressão popular, trocar as rodas com o carro andando. Durante sua longa administração - cuja primeira metade foi apoiada pelo PT, hoje no poder - o ex-prefeito abrigou sua “enorme turma”, situação insustentável para a atual administração. A reforma administrativa, que não poderá ser elaborada atabalhoadamente e necessitará de negociação com o Legislativo (sob o olhar do MPT), demandará tempo e energia, somando-se à herança (em política é usual a expressão “herança maldita”) deixada para Ubatuba, para o povo de Ubatuba, pelo “çuper” Eduardo César. Fonte: UBAWEB.COM


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APAMLN informa prorrogação da proibição de pesca do peixe mero por mais três anos Este peixe, pertencente à família dos serranídeos, pode chegar a pesar entre 250 kg a 400 kg e medir até 3 metros A Área de Proteção Ambiental Marinha do Litoral Norte (APAMLN), por meio da sua Câmara Temática de Educação Ambiental e Comunicação, informa sobre a prorrogação da Moratória de Pesca do Mero por um período de três anos. A Instrução Normativa Interministerial (INI) nº 13, de 16 de Outubro de 2012 de autoria dos Ministérios de Pesca e Aquicultura e de Meio Ambiente – determina a proibição, nas águas jurisdicionais brasileiras, a captura da espécie (Epinephelus itajara), conhecida popularmente por mero, canapú, bodete, badejão, merete e merote. A INI veda o transporte, a descaracterização, a comercialização, o beneficiamento e a industrialização da espécie. Os indivíduos capturados de forma incidental devem ser devolvidos inteiros ao mar, vivos ou mortos, no momento do recolhimento do aparelho de pesca. Devendo ser registrados nos Mapas de Bordo, (INI Nº 26/ 2005). A captura só será permitida para fins de pesquisa científica, porém esta deverá ser devidamente autorizada pelo órgão ambiental competente. Os infratores estarão sujeitos à detenção de um a três anos, multa, ou ambas as penas cumulativas (Lei Nº 9.605 de 12/02/98 e Decreto Nº 6.514 de 22/07/08). As embarcações, pescadores profissionais ou amadores, e indústrias de pesca que atuarem em desacordo com as medidas estabelecidas nesta INI, terão

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cancelados seus cadastros, autorizações, inscrições, licenças, permissões ou registros da atividade pesqueira. Uma espécie ameaçada Este peixe, pertencente à família dos serranídeos, pode chegar a pesar entre 250 kg a 400 kg e medir até três metros. São alvos fáceis, pois além de ser uma das maiores espécies de peixes marinhos, não temem a presença humana, permitindo um contato próximo. Seu temperamento dócil e sua grandiosidade fazem desse animal o mais susceptível à captura na modalidade de pesca submarina, a qual, covardemente, lhe agrega alto valor comercial e desportivo. A APA Marinha do Litoral Norte É uma Unidade de Conservação Estadual administrada pela Fundação Florestal, que engloba o mar territorial das quatro cidades do Litoral Norte: Ubatuba, Caraguá, São Sebastião e Ilhabela. Juntamente com a APA Marinha Litoral

Centro e APA Marinha Litoral Sul, formam um mosaico de proteção ambiental marinho que busca ordenar e proteger o uso sustentável dos recursos marinhos em todo o Estado de São Paulo. No Litoral Norte, a APAMLN possui um Conselho Gestor, formado por representantes da sociedade civil e das diversas esferas de governo, de forma paritária. O CTEAC é um grupo formado representantes do CG, entre outros parceiros. Entre as ações do CTEAC, destacam-se as campanhas de conscientização sobre a importância do defeso de diversas espécies marinhas mais visadas pela pesca na região. Através dos parceiros da APAMLN, essas informações são dissipadas para a comunidade local e visitantes, com o objetivo de chamar a atenção de consumidores, comerciantes e pescadores, já que algumas espécies, como o mero, estão ameaçadas pelo excesso de pesca.

Prefeitura distribui dois mil quilos de cação apreendidos pela Polícia Ambiental

COMUNICAÇÃO PMU Cerca de dois mil quilos de pescado (cação) apreendidos pela Polícia Militar Ambiental de Ubatuba, nesta terça-feira 22, foram distribuídos pela Secretaria Municipal de Cidadania e Desenvolvimento Social para a população e entidades sociais do município. Foram contempladas: a Comunidade Emaús,

o Lar Vicentino, o Lar Viva Lista, a Missão Jesus é Luz, Santa Casa, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar, além de moradores de bairros carentes. A distribuição foi coordenada pelo secretário de Cidadania e Desenvolvimento Social, Sergio Maida, que mobilizou o efetivo da pasta para ajudar na doação dos produtos.

Bingo e Tradicional Leilão Dia 09 de fevereiro – 19 horas Local: Cantina da Capela Nossa Senhora das Graças Sertão da Quina Ubatuba/SP Em prol da Sede da Pastoral da Criança e Promata

Prendas do Bingo especial: 1º Fogão 2º Celular 2 chips 3º Bicicleta 4º Cesta básica 5º Ventilador

Venha e participe!


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Trilhas subaquáticas acontecem no Parque Estadual da Ilha Anchieta Opções em diferentes níveis contemplam desde crianças e portadores de deficiências até mergulhadores mais experientes A partir da segunda quinzena de janeiro, o Parque Estadual da Ilha Anchieta (PEIA) tem uma opção diferenciada de passeio ecoturístico, voltada para toda a família. São as trilhas subaquáticas, uma das atrações mais procuradas durante o verão. Realizadas numa parceria do PEIA com o Instituto de Biociências da USP, por meio da ONG Ecosteiros, essas trilhas possuem diferentes níveis de dificuldade, que contemplam desde crianças e portadores de necessidades especiais, até mergulhadores avançados. Ao todo, são cinco trilhas com paradas em pontos de interpretação, sempre com acompanhamento de monitores e duração aproximada de uma hora. Durante o passeio subaquático, os visitantes são estimulados a perceber o ambiente marinho e a sua importância, bem como os impactos que vem sofrendo e medidas para sua conservação. Além disso, são ensinadas técnicas de mergulho, uso de equipamento e cuidados práticos para se evitar impactos ambientais durante a prática do mergulho. A atividade realizada com o público no Parque Estadual da Ilha Anchieta é acompanhada por monitores voluntários, que realizam o módulo prático do curso “Educação Ambiental em Unidades de Conservação Marinha” promovido pela USP. Segundo a voluntária Paula Moraes, o objetivo do curso, que envolve estudantes universitários de diversas áreas, é criar e aplicar modelos de educação ambiental em ambientes costeiros e marinhos. “Dá para sentir que conseguimos influenciar positivamente

as pessoas. Mesmo quando o visitante não se interessa no começo, ele acaba saindo maravilhado. Os portadores de necessidades especiais nos ensinam muito também. É uma experiência vantajosa, não só como estudo, mas para a vida.” As trilhas Trilha de mergulho livre Nado equipado ao longo de 350 m de costão, com paradas nos pontos de treinamento e de interpretação ambiental. Acompanhada por balsa de apoio e segurança de 1,5 m. Realizada em grupos de quatro pessoas, acompanhadas por dois monitores que também são treinados para salvatagem. Todo o percurso é supervisionado a partir de um bote que permanece estacionado. Trilha de mergulho autônomo - Deslocamento ao longo de 150 m com paradas em pontos de interpretação

que incluem fundo arenoso e costão, com equipamento completo de mergulho. Apresentação de equipamentos de mergulho autônomo e conhecimentos sobre biologia, ecologia, geologia, utilizações econômicas e impactos causados no costão rochoso e no ambiente marinho. O esquema de segurança inclui também o uso dos equipamentos próprios ao mergulho autônomo (octopus, colete inflável e faca). https://mail.google.com/ mail/u/0/images/cleardot.gif Aquário natural - Visita monitorada às águas abrigadas e protegidas das ondas por uma formação rochosa que forma uma espécie de piscina natural, com profundidade inferior a 1 m, com pontos de interpretação para observar organismos presentes usando observadores sub-aquáticos ao invés de máscaras. Realizada em grupos de até cinco pes-

soas acompanhadas por um monitor. Trilha Subaquática Fora D’água - Nesta atividade, o visitante conhece a atividade de mergulho e as espécies, sem se molhar. Conduzido numa exposição interativa, o “mergulhador virtual” percorre uma sequência de painéis, reproduzindo as atividades realizadas no mar. A interatividade é garantida por diferentes métodos, entre eles destaca-se uma caixa com maquete de organismos a serem identificados apenas pelo tato. Trilha dos Ecossistemas Consiste em caminhada terrestre ao longo de 500m cortando região com diversidade de ecossistemas, enfatizando sua formação, evolução e idade geológica, características peculiares e sensibilidade. É enfatizada sua relação com os demais ecossistemas, estimulando a percepção holística do planeta e dos ciclos que o

envolvem. Trilha com até cinco pessoas acompanhadas por um monitor. Serviço: Para ter acesso ao PEIA, é preciso pagar uma taxa de R$ 12,00. Menores de 12 anos e maiores de 60 são isentos, assim como grupos de escolas públicas previamente agendadas, moradores de Ubatuba, desde que comprovem a residência e portadores de deficiência. A portaria define ainda o desconto de 50% para estudantes e professores. Para as trilhas subaquáticas, o agendamento pode ser feito no local. Para agendar os demais roteiros oferecidos, o interessado deve ligar para (12) 3832-1397 e falar com Natália, das 8h às 16h ou escrever para pe.ilhaanchieta@fflorestal.sp.gov.br . Para mais informações sobre esta Unidade de Conservação, visite o hotsite: http://www.ambiente.sp.gov. br/parque-ilha-anchieta/


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Folia de Reis e missa da visitação dos magos surpreende turistas EZEQUIEL DOS SANTOS Na noite do último dia 05 de janeiro, na matriz Cristo Rei, o grupo de Folia de Reis da Maranduba e Sertão da Quina se reuniram para abrilhantar a celebração que lembra o “cenário da visitação dos Reis Magos”. Padre Carlos diz que na realidade trata da Missa de Solenidade de Epifania (Manifestação do Senhor) e que nesta roupagem histórica, cultural e religiosa é celebrada de forma festiva a tradição do “Reizado”. O grupo abriu a celebração caminhando pela matriz até a frente da igreja portando viola, violão, cavaquinho, gaita e percussão, todos cantando as mais belas melodias em homenagem aos Santos Reis Magos. Toda a celebração foi acompanhada pelos mais variados estilos de reizado. Muitos turistas observavam esta tradição com muita atenção, alguns batiam o pé no piso acompanhando o ritmo, outros até arriscavam cantar as letras do refrão. Padre Carlos explicou o sentido e a importância de cada presente entregue a Jesus na manjedoura. Na região, tradicionalmente o reizado começa no dia 8 de dezembro e termina no dia 6 de janeiro e por muitos anos foi a identidade histórica e religiosa deste pedaço do Brasil. Nos últimos anos muita gente pensou que a tradição iria acabar, o que ainda não aconteceu. Na antiguidade estas manifestações eram realizadas em datas diferentes, com isto no ano de 378 o papa Júlio I fixou a data de 25 de dezembro para celebrar o nascimento de Jesus Cristo e o dia 6 e janeiro como dia de Rei.

A partir daí as festas da Natividade pouco a pouco foram sendo acrescidas de elementos diversos conforme a cultura de cada povo. No ano de 1600 o reizado, isto é, a história cantada das figuras de Gaspar, Melchior e Baltasar (os três Reis Magos) que foram do Oriente à Judéia para adorar Jesus Cristo, passaram a fazer parte das comemorações oficiais da igreja de Cristo. No Brasil, a festa foi trazida pelos portugueses, ainda no período da colonização, no inicio da formação da identidade cultural brasileira, e que ainda hoje mantém-se vivo nas manifestações folclóricas de muitas regiões do país, inclusive por aqui. Entre nós ela adquiriu o caráter religioso que se conserva até hoje, sendo desenvolvida com características próprias de cada região e transformando-se em manifestação folclórica de identidade cristã de rara beleza, que atrai milhares de adeptos e turistas. Geralmente no Brasil a Folia de Reis é composta por alguns elementos, são eles: O Altar É o local de maior respeito, o mais sagrado, o mais relevante da folia, onde acontece a alvorada, a despedida, os cartórios, as ladainhas, pagamento de promessas etc. Bandeira É o símbolo de um povo e traz em si os seus signos e significados, a bandeira é símbolo maior da folia. E para cada folia existe, apenas, uma bandeira. A Coroa Símbolo da realeza, os reis usavam uma coroa de ouro encrustada de pedras preciosas. A coroa de reis foi con-

feccionada em cobre e encrustada com miçangas e tem o mesmo significado de realeza, de grandiosidade, e fé e esperança em Cristo. Alferes É a pessoa responsável para fazer acontecer a folia (Alvorada, Giro e Entrega). Responsável pela bandeira, coroa e instrumentos, bem como pela organização dos pousos e retido da folia; pela entrega da bandeira ao novo pretendente. É o festeiro de reis que leva a devoção, a palavra de Cristo de casa em casa como um peregrino. Guia da Folia Pessoa responsável pela alvorada, giro e entrega da folia. É o guia que determina quem deverá fazer as obrigações (rezar, benditos, pedidos de agasalho, benção do cruzeiro, saudação do altar etc.) É uma pessoa de reverência, de respeito, de dignidade que

aprendeu a guiar a folia com geração passada e ensina a geração imatura. Contra guia É uma pessoa de respeito que ajuda o guia no cumprimento das suas obrigações. O Regente Pessoa responsável pela organização dos foliões no giro e pouso da folia, no memento da comida, das ladainhas, das rezas, dos benditos, na chegada e despedida da bandeira. Os foliões que não atendem às suas obrigações são multados pelo regente e pode até ser desligado da companhia. Procurador Pessoa de respeito, honesta, correta, responsável pelas oferendas dos devotos. Normalmente, é um folião antigo, de frente de destaque. Os Violeiros Pessoa de respeito, responsável pelos cantorios, saudações, rezas e catira. São foli-

ões de frente. O Caixeiro Pessoa responsável pela reunião dos foliões. Ao som da caixa os foliões estão sendo chamados para as suas obrigações. É a pessoa que acorda seus companheiros (serve de brincadeira para os foliões). Alvorada É o primeiro ato da folia, é por onde se inicia. É o momento em que o guia e seus acompanhantes passam as obrigações para cada pretendente. Desde os Alferes até as cozinheiras. Na alvorada cantam-se todos os componentes da folia. A divindade, os participantes e os instrumentos. O Palhaço Usando vestimentas colorida deve proteger o Menino Jesus confundido os soldados de Herodes, sendo o seu jeito alegre e descontraído motivo de distração e divertimento dos assistentes.


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Observação de aves é 2º maior atrativo turístico no Brasil PROMATA No último dia 29 de dezembro o Jornal Nacional destacou matéria intitulada “Brasileiros que aderem ao turismo de observação de pássaros” anunciando que o país é o 2º no mundo em número de aves com 1.832 espécies registradas perdendo apenas para a Colômbia. Na matéria os apresentadores falam da observação de aves como um “tipo de turismo diferente” que ganha cada vez mais espaço no Brasil. Fala ainda dos turistas que viajam o mundo inteiro para vivenciar uma experiência única – observar aves. Muitos observadores já se organizaram em equipes ou associações para organizar o setor, porém são poucos os grupos que trabalham turismo de base comunitária, que além de organizar o setor trabalha a organização da comunidade, agregando valor e respeitando seus moradores. Em Ubatuba, o trabalho é pioneiro no que se refere a organização de grupo comunitário e interação entre os observadores e visitantes. Por conta da criação das unidades de conservação sem a ciência das atividades comunitárias nos territórios a observação de aves veio como solução para os administradores e para a legislação ambiental. O Litoral Norte tem grande potencial a esta pratica turística, já que possui aves marinhas, de florestas e agora as urbanas. Na matéria é mostrada um grupo de turistas internacionais, que se encantaram com as aves soltas e a vontade entre os homens de preservar este conhecimento, também da satisfação de identificar uma espécie através do guia

de bolso e até seus cantos, tudo orientado pelo observador de aves. Como e o que é a Observação Aves Trata-se de uma atividade renovadora de energias e que proporciona uma verdadeira interação com a natureza, estimula os sentidos naturais e dá uma nova visão do que é de fato sustentabilidade, a ela pode ser agregado valores da região – os trabalhos de base comunitária. É um indicador de interação com o meio ambiente, quanto mais gente observando, mais conhecimento e respeito se adquire sobre a floresta. O nativo gosta mesmo é de andar no mato, basta um incentivo para o bem: da natureza, da cultura, do etnoconhecimento, do turismo, da comunidade. Hoje é uma atividade reconhecida mundialmente e rentável, basta buscar qualificação. Com a chegada dos colonizadores, na realidade esta foi uma das primeiras atividades no país, estima-se que todos que colocaram o pé em nossas praias se encantaram com nossa avifauna, forçando-os a buscar uma melhor visualização para contar aos europeus as maravilhas encontradas no além-mar. Muitas destes avistamentos viraram desenhos dos vários livros sobre esta terra nova vistas até a atualidade. Noções básicas de observação Alguns cuidados básicos tem de ser adotados, andar devagar e em silêncio para não ser notado pelas aves, também para melhor busca e visualização da espécie. Na observação de espera, deve-se ficar escondido na vegetação em pontos escolhidos de acordo

com suas características atrativas, como fontes de alimento, água ou locais de nidificação. O período da manhã e do final da tarde são os melhores horários para a observação de aves. Elas são menos ativas em dias muito quentes e se mostram mais ativas após grandes períodos de chuva. A melhor época de observação de aves é no período reprodutivo, no qual elas se mostram mais ativas, o que ocorre geralmente na primavera e no verão. Equipamentos utilizados Captura de imagem: podem ser utilizados desde um celular até as mais sofisticadas câmeras fotográficas com lentes próprias para a prática de observação. Binóculos: é indicado usar binóculos com ocular 8x40, que possui um aumento de 8 vezes o diâmetro da objetiva. É essencial que ele tenha um bom aumento e uma boa luminosidade, que estão relacionados diretamente às características

do local onde serão feitas as observações. Vestimentas: é indicado o uso de roupas de cores neutras, como verde ou marrom, e calçados apropriados e resistentes à água. Nos dias quentes aconselha-se o uso de um chapéu ou boné. Caderneta de campo: onde são feitas as anotações das observações realizadas, material extremamente importante para essa atividade. Levar sempre mais de um lápis, pois o mesmo pode quebrar a ponta, apenas uma caneta, pois o calor pode estourá-la e uma bolsa ou mochila. Evite carregar muito peso. Guia de campo: livro essencial para identificação de aves, mesmo para ornitólogos mais experientes, para consulta em campo ou em casa. Pode-se utilizar como complementos, máquina fotográfica, filmadora, gravador, mapas, bússolas, paquímetro, régua, sacos plásticos e repelente de insetos. Checklist: depois de observa-

da e identificada cada ave, é importante a catalogação dos avistamentos numa lista de controle, chamada checklist. Assim, você terá uma constante avaliação da sua evolução como observador e poderá colaborar com as entidades de preservação na consolidação de dados.

Saracura-lisa Amaurolimnas concolor Ave fotografada em Ubatuba Foto: Fábio de Souza/PROMATA


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Observação de aves como solução dos conflitos ambientais e culturais EZEQUIEL DOS SANTOS A Mata Atlântica ocupa em Ubatuba mais de 90% da sua área territorial, desde a implantação desta Unidade de Conservação varias comunidades ficaram sem poder desenvolver sua cultura, história e etnoconhecimento por varias décadas, o que inviabilizou a continuidade das atividades ligadas ao meio ambiente, à identidade local, regional e até nacional. Algumas comunidades ofereceram resistência a todo este aparato ambientalista, que teve outros sentidos senão os de facilitar à continuidade de exercer os conhecimentos e saberes naturais que vem da formação do povo brasileiro. Os grupos organizados já perceberam que as atividades de base comunitária, como a observação de aves, é a solução para os conflitos históricos entre comunidades e unidades de conservação. Faltam agora os gestores e ambientalistas perceberem que a solução do uso sustentável saiu das comunidades. Um exemplo na região sul de Ubatuba é do Grupo Promata, que há pelo menos seis anos trabalha de forma sutil as questões de conflitos e suas possíveis soluções. As várias parcerias com instituições sérias, a qualificação de seu pessoal e a participação nos debates, discussões e estudos sobre politicas publicas sobre uso e manejo destas unidades revela uma experiência de resolução dos problemas e não da criação de outros. O carro chefe do grupo é a observação de aves, porém, outras atividades têm sido estudadas e aplicadas como o Turismo Rural, o de Base Comunitária, resgate da gastronomia, artesanato, uso

e ocupação do solo, soluções sustentáveis, entre varias outras, que culminam no verdadeiro resgate da cidadania e respeito ao meio ambiente. Integrantes do grupo mostram de que as comunidades tradicionais foram criadas como parte do meio ambiente que vivem e não algo em separado, por isso os conflitos existem e que a floresta esta de pé hoje porque estas comunidades não deixaram que derrubassem conforme relatos dos mais antigos. Segundo integrantes do Promata “a atividade de observação de aves é a mola mestra para outras atividades que se relacionam entre homem/natureza e que este entendimento é a base da preservação, geração de renda e transmissão do conhecimento natural, essencial a curiosidade humana, cientifica e turística”. Um exemplo pratico foi a visita de Gestores e representantes de Unidades de Conservação do Rio de Janeiro, ligados ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) daquele estado no sertão da Quina, para conhecer o projeto de Observação de Aves desenvolvido no município com a equipe local, outro foi a visita de secretários municipais de cidades do nordeste brasileiro para aprender sobre trabalho de base comunitário nesta parte do país. Um dos segredos para o sucesso de um projeto como este, segundo Carlos Rizzo, é o envolvimento da comunidade local. “A formação de guias locais é muito importante, porque eles conhecem o ambiente, sabem onde encontrar as espécies que os observadores querem ver. Essa habilidade, ninguém substitui. O observador pode ser renoma-

Foto: Cláudia Félix/PROMATA

Gavião Caracoleiro (Chondrohierax uncinatus)

Foto: Fábio de Souza/PROMATA

Carlos Rizzo, precursor da observação de aves em Ubatuba. A direita o Tangará dançador (Chiroxiphia caudata) ave símbolo de Ubatuba.

do e experiente, mas se não conhece o local, fica perdido. Por isso, aqui em Ubatuba, nos dedicamos à formação desses guias.” Rizzo destaca que apesar de simples, o sucesso do pro-

jeto em Ubatuba é resultado de muita dedicação e anos de trabalho. “Os gestores do RJ saíram muito bem impressionados com o nosso trabalho. Eles perceberam que a implantação do projeto de ob-

servação em suas unidades vai demandar muito mais trabalhos do que pensaram inicialmente, tanto que já estão agendando novas vindas para Ubatuba e visitas técnicas em cada uma das suas unidades.”


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O futuro começa agora. Você sabia disso? ODILON MEDEIROS O futuro a Deus pertence. Passei a minha infância inteira ouvindo o meu pai, que aproveito para homenageá-lo agora. É... como, conforme ele afirmava, o futuro não me pertencia e, assim, eu não sabia que, anos mais tarde, estaria usando as suas sábias palavras para ser mote para uma reflexão minha. Hoje vejo que era uma frase singela, dita de forma humilde, mas cheia de sabedoria. É verdade: como o passar do tempo, como as coisas mudam... O poeta nos faz refletir perguntando de “Quantos amores jurados pra sempre, Quantos você conseguiu preservar?” Do passado para o presente e dele para o futuro,

a única coisa que não muda, é a mudança. Hoje vejo países que dificultavam ao máximo a nossa entrada, que nos humilhavam e que tinham preconceito conosco, passando por crises que até pouco tempo atrás era inimaginável. Atualmente, empobrecidos, nos convidam para visitá-los, nos pedem socorro, precisam de nosso dinheiro. Alguma vez você já pensou que tal situação poderia ocorrer? Hoje vejo também (aliás, não vejo, lembro, pois elas sumiram), empresas outrora muito poderosas que faliram. Em alguns casos foram engolidas por outras menores e mais novas. Essa situação também chega a ser estranha, não é verdade? Quantos profissionais, que

você conheceu ou ouviu falar, também mudaram de ramo, deixaram os negócios, foram desligados, substituídos? Tenho conhecimento de profissionais que eram tidos como verdadeiros baluartes das empresas e foram demitidos. Eram pessoas tão poderosas dentro de determinadas instituições que eu jamais pensei que algum dia eles seriam desligados, principalmente da maneira que alguns foram... Destaco que o importante é vencer alguns sentimentos inferiores que pairam sobre a nossa cabeça quando tomamos conhecimento que fatos como estes aconteceram com determinadas pessoas. O que, para nós, talvez fosse um sentimento de justiça, pode, na realida-

de ser um sentimento de vingança, que não nos engrandece em nada. É difícil, mas não impossível, evita-lo. Mais especificamente para a última situação citada, fico pensando o que pode passar na cabeça deles, quando receberam o comunicado do desligamento. Será que algum deles pensou como agiu quando desligou um membro da sua equipe? Pensou nos sentimentos daquela pessoa? Se a decisão foi justa? Ou se foi realmente necessária? E agora? Será que, ao passar por uma situação que ele tenha feito alguém passar, está com a consciência tranquila, pois administrou bem aquela situação? Ou está arrependido e dizendo para si mesmo que gostaria de ter outra chance para, agora

sim, fazer como deveria ter feito da primeira vez? Será que está se sentindo injustiçado e dizendo que eles não pensaram nos seus sentimentos, no momento que ele está passando, nas consequências sobre a sua vida? Os motivos que levaram a todas as situações citadas acima são os mais diversos e não é o meu intuito discuti-los aqui. O meu intuito é levar você, leitor, independentemente do campo onde atue, a refletir sobre o que você pode fazer agora, para que não tenha arrependimento e perdas no futuro. Recomendo que faça uma análise sobre as suas relações interpessoais em todas as esferas da sua vida: na família, na empresa, com outras pessoas que convivem você. Primeiro perceba se as pessoas, espontaneamente dão opinião sobre a sua maneira de ser, pois, se positivo, pode demonstrar que você está no caminho certo. Perceba como você se vê e, informalmente, converse com as pessoas sobre o seu comportamento. Peça a essas pessoas que sejam sinceras e garanta que não haverá qualquer tipo de retaliação (e cumpra isso!). Esteja aberta para receber esse retorno e procure saber se você trata as pessoas com educação, com respeito, se é empático, se sabe dar notícias não positivas (mas necessárias), se facilita processos, se sabe escutar, etc. Depois compare a sua percepção com as outras. Observe os resultados. A sua percepção chegou perto da percepção das outras pessoas? O que precisa ser feito? Lembre-se que o início do futuro é agora. Por isso, adeque-se. Mude o que tem que mudar já. Ou então, culpe-se para sempre: a opção é sua. Portanto, aja hoje para ser feliz amanhã. Que assim seja! Odilon Medeiros – Consultor em gestão de pessoas, palestrante, professor universitário, mestre em Administração, especialista em Psicologia Organizacional, pós-graduado em Gestão de Equipes, MBA em vendas Contato: om@odilonmedeiros.com.br / www.odilonmedeiros.com.br


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Confusão mental do idoso: é importante e sério! Principal causa da confusão mental no idoso Arnaldo Lichtenstein Médico “Sempre que dou aula de clínica médica a estudantes do quarto ano de Medicina, lanço a pergunta: - Quais as causas que mais fazem o vovô ou a vovó terem confusão mental? Alguns arriscam: *Tumor na cabeça”. Eu digo: “Não”. Outros apostam: “Mal de Alzheimer” Respondo, novamente: “Não” A cada negativa a turma se espanta... E fica ainda mais boquiaberta quando enumero os três responsáveis mais comuns: - diabetes descontrolado; - infecção urinária; - a família passou um dia inteiro no shopping, enquanto os idosos ficaram em casa. Parece brincadeira, mas não é. Constantemente vovô e vovó, sem sentir sede, deixam de tomar líquidos. Quando falta gente em casa para lembrá-los, desidratam-se com rapidez. A desidratação tende a ser grave e afeta todo o organismo. Pode causar confusão mental abrupta, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos (“batedeira”), angina (dor no peito), coma e até morte. Insisto: não é brincadeira. Na melhor idade, que começa aos 60 anos, temos pouco mais de 50% de água no corpo. Isso faz parte do processo natural de envelhecimento. Portanto, os idosos têm menor reserva hídrica. Mas há outro complicador: mesmo desidratados, eles

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não sentem vontade de tomar água, pois os seus mecanismos de equilíbrio interno não funcionam muito bem. Conclusão: Idosos desidratam-se facilmente não apenas porque possuem reserva hídrica menor, mas também porque percebem menos a falta de água em seu corpo. Mesmo que o idoso seja saudável, fica prejudicado o desempenho das reações químicas e funções de todo o seu organismo. Por isso, aqui vão dois alertas: 1 - O primeiro é para vovós e vovôs: tornem voluntário o hábito de beber líquidos. Por líquido entenda-se água, sucos, chás, água-de-coco, leite, sopa, gelatina e frutas ricas em água, como melão, melancia, abacaxi, laranja e tangerina, também funcionam. O importante é, a cada duas horas, botar algum líquido para dentro. Lembrem-se disso! 2 - Meu segundo alerta é para os familiares: ofereçam constantemente líquidos aos idosos. Ao mesmo tempo, fiquem atentos. Ao perceberem que estão rejeitando líquidos e, de um dia para o outro, ficam confusos, irritadiços,fora do ar, atenção. É quase certo que sejam sintomas decorrentes de desidratação.” “Líquido neles e rápido para um serviço médico”. (*) Arnaldo Lichtenstein (46), médico, é clínico-geral do Hospital das Clínicas e professor colaborador do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Câncer de pele: proteja-se nesse verão! UBAWEB.COM Pequenas manchas avermelhadas ou acastanhadas de crescimento lento. Pintas que mudam de cor ou de formato. Feridas que não cicatrizam. Esses sintomas, que à primeira vista parecem ter pouca gravidade, na verdade são os principais sinais do câncer de pele. Para o coordenador do serviço de quimioterapia da Clínica São Carlos, Bruno Fuser, é aí que vive o perigo. “Muitas pessoas minimizam a importância desses sinais, o que atrasa o diagnóstico e deixa o paciente mais distante da cura”, alerta o médico, que é especialista em Oncologia Clínica pelo The Royal Marsden Hospital Foundation Trust, em Londres. Foi assim com a professora Adélia Simões, de 61 anos, que descobriu um melanoma por acaso, durante uma consulta com sua ginecologista. “A médica viu um sinal na altura do meu tórax e me alertou. Como essa marca era muito pequena e indolor, não imaginei que pudesse ser algo mais grave”, explica. Adélia conta que tem muitas manchas e sinais pelo corpo devido à exposição solar excessiva a que se submeteu ao longo dos anos. “Sou de uma geração em que era bonito estar sempre bronzeada e com marquinha de biquíni e como moro perto da praia há quase 30 anos, acabei me expondo muito ao sol. Antigamente não havia tanta informação sobre os perigos da radiação solar como existe hoje”, comenta. Outro ponto levantado por Fuser é a pouca atenção à prevenção. “Ainda falta informação sobre o câncer pele, principalmente nas regiões periféricas do país. Mas o que também tem colaborado para

o aumento significativo no número de novos casos nos últimos anos, especialmente nos grandes centros urbanos, é a pouca importância dada às barreiras físicas e protetores solares. É como se as pessoas soubessem dos riscos de desenvolver a doença, mas deixassem a prevenção para depois”, alerta. Para se ter uma ideia, somente para o não melanoma - tipo mais comum de câncer de pele - são estimados cerca de 134 mil novos casos nesse ano. Em 2000, a expectativa do Inca era um registro de aproximados 42 mil novos casos. Proteção solar O câncer de pele é o tipo mais frequente no Brasil e corresponde a aproximadamente 25% de todos os tumores malignos. A doença é grave e pode levar à morte por metástase - quando o problema evolui e compromete outros órgãos. Em 90% dos casos, a doença é provocada - basicamente - pela exposição excessiva ao sol. No entanto, existem outras causas menos divulgadas como viroses, alterações genéticas, infecções e contato prolongado com um defensivo agrícola chamado arsênico. Os tumores de pele podem se manifestar em partes variadas do corpo, porém são mais frequentes no rosto, braços, nuca e costas, que são as áreas comumente mais expostas à radiação solar. Os raios UV que nos atingem podem ser dos tipos A e B, já que os raios UV-C não chegam à terra. Esses raios agem de forma diferente, apesar de ambos serem prejudiciais à saúde da pele. Enquanto o tipo A atua de forma cumulativa e constante - as frequências são praticamente as mesmas du-

rante todo o ano e a qualquer hora do dia - em longo prazo causa manchas e rugas. Já os raios UV-B são cerca de mil vezes mais fortes do que os raios UV-A e são responsáveis pelas sensações imediatas de vermelhidão e queimaduras. Enquanto os UV-A se mantém constantes durante todo o ano, os raios UV-B se intensificam no verão, principalmente entre 10h e 16h. Vale frisar que ambos os tipos contribuem para o surgimento do câncer de pele, o que torna a proteção solar indispensável durante todo o ano. Confira algumas dicas do oncologista para combater o câncer de pele: - A melhor proteção é a barreira física. Chapéus, bonés e roupas ajudam a driblar a ação dos raios na pele. - Não existem bloqueadores solares. Os produtos vendidos no mercado atuam como protetores e devem ser usados diariamente. Porém, eles não evitam totalmente a ação dos raios na pele. - A eficácia dos protetores solares está diretamente ligada à reaplicação. Usar o filtro pela manhã e não renovar durante o dia, não traz resultados. O ideal é aplicar o produto a cada 2 horas quando estiver sob o sol e a cada 4 horas no dia a dia. - Os olhos também sofrem com os raios solares e precisam de proteção. Evite óculos falsos e invista em um modelo que possua fator de proteção solar. - Fique atento à saúde da sua pele, afinal ela é o maior órgão do seu corpo. Observe suas pintas e manchas. Se notar alteração de cor, formato ou feridas com mais de 2 semanas sem cicatrizar, procure orientação médica.


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Dicionário de vocábulos e expressões caiçaras - Parte 15

GUAMIóVA - (s.f.) - um tipo de madeira muito flexível, usada para fazer os bodoques. GUANá - ( s.f.)- goma feito da araruta, usada como alimento e remédio caseiro para dor de barriga. GUARDA-COMIDA - ( s.m. ) armário com tela de proteção, para guardar alimentos. GUARDAMENTO - ( s.m. ) mesmo que velório. GUAROÇá - (s.m.) - tipo de caranguejo encontrado na praia e usado como isca. GUASCADA - ( s.f.) - pancada com cinto ou correia de couro cru. GUATá – (adj.) – andar ao guatá ; desocupado, vadiando, batendo pernas. “ este um intão anda por aír ao guata, batento perna pela costeira” GUAXíCA - ( s.f.) - rato silvestre; um tipo de mamífero roedor. GUENTá - (v.t.) - agüentar; suportar; escorar. “ é a tar de terça pá guentá a casa “ GUIãO - ( s.m. ) - a pessoa ou o estandarte que vai a frente das procissões. GUINGUE - (s.m. ) - mentira; lorota; pregar um guingue ; pregar uma mentira. “ Eh ! Pregô-lhe o fraco do guingue. “ GUMITANDO - ( v.t.) - vomitando.

GURIATÃ - ( s.m. ) - espécie de pássaro. GUSPIR - ( v.t. ) - cuspir. HAI - ( v.t.) - 3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo haver. “ quaje não hai mais pexe “ HORAS-MORTAS - ( s.f. ) - altas horas da noite. ÍR FORA - ( loc. ) - defecar; sair da casa ou do quarto, para defecar. “ Renardo deve de tá cum mar de barriga, esta noite foi fora umas par de vezes “ ÍR PRá FORA - ( loc. ) - ir de vez para São Paulo, Santos ou alguma outra cidade. Antonhinho foi prá fora sentá praça “ IGUALAMENTE - ( conj. ) - da mesma forma que; da mesma maneira que. “ Eu quiria cantá igualamente a ele “ ILHARGA - ( s.f.) - cada uma das partes laterais e inferiores do baixo-ventre. IMBé - ( s.m. ) - cipó que fornece fibras para usar como barbante ou corda IMBIGO - ( s.m. ) - mesmo que umbigo. IMBOLOTADO - ( adj. ) - encaroçado; empelotado. “ c’a ferroada da vespa, inchô e ficô tudo imbolotado, impelotado anssim “ IMEIOU - ( v.t. ) - encheu até o meio. IMITAÇãO -( s.f.) - um tipo de pão de padaria, que imitava uma vagina. IMO(S) - ( v.) - forma verbal que substitui o vamos e iremos. “ nóis imo festá, num imo ? “ IMPESTEADO - ( adj. ) - empesteado; poluído; malcheiroso; fedido. “ Esse pitiu de pexe impesteô a casa intera. “ IMPOSTOR - ( adj. ) - maldito; infeliz; desgraçado. IMPRENSá - ( v.t.) - o mesmo que cochá; prensá; espremer;

apertar. ” A arataca imprensa a massa verde”. IMPRESTáVEL - (adj.) - doente ; doentio IMPRICá - ( v. t. ) - molestar; importunar; chamar a atenção continuamente. “ Eu ia pu rio, tomava banho, nadava, pintava o sete, e ele não impricava cumigo “ IMPRIDUMIDO- (adj.) - tempo impridumido; céu nublado com ameaça de chuva. IMPULERADO - (adj. ) - trepado; em lugar alto. IMUNDÍCIA - ( s.f.) - denominação de várias espécies de insetos voadores , que atacam pessoas e criações, como o mosquito porva, o pernilongo, a mutuca, o borrachudo. “ Hoje intão a mundiça tá triste “ INCÕE - (adj.) inconho. INCONVIDá - ( v.t. ) - convidar . “ Vô inconvidá seu Tunico prá crismá e dona Juana prá consagrá meu filho piqueno “ INDEZ - ( s.m. ) - ovo que se deixa no ninho , para servir de chama para a galinha; dizse também do filho/filha caçula. INDIVIDO - ( adj. ) - indivíduo. “ a individa da minina acabô saindo sozinha “ INFIADURA - ( s.f.) - enfiadura; mesmo que cambulhada. INFILIZ - (adj.) desgraçado ; desgramado. “ êta infiliz pra ter sorte ; esse infiliz só vive alegre “ A infiliz da mutuca não me dexo sucegá “ INFINCAR - (v.t.) - fincar; cravar; enterrar. INFISTULADO - (adj.) enfistulado; miserável; pesteado, desgraçado. INFRUIDO - (adj.) - influído ; entusiasmando; excitado ; animado. INGAÇO - ( s.m. ) - mesmo

que engaço; haste do cacho da banana. INGRESIA - ( s.f.) - linguagem ininteligível ; balbúrdia. INGRUVINHADO - (adj.) cabelo revolto, engrouvinhado ; pele murcha e engrouvinhada. ÍNGUA - ( s.f.) - inflamação do gânglio linfático. INGUINORá - ( v.t.) - faze pouco caso; desprezar. “ se você inguinorá, eles morre de réiva “ INJEITá - ( v.t. ) - recusar; não aceitar; desfazer-se. “ Difunto despois que morre, não pode injeitá caxão “ INJURIADO - ( adj. ) - inquizilhado; zangado; ofendido; insultado. INLEIá - ( v.t. ) - enlear , enroscar. “ o pexe tá tudo inleado na rede “ INLEIADO – (adj.) enleado, pessoa embaraçada, confusa,complicada. “ Do jeito que ela é inleiada pra se arrumá, tão cedo nós não saímo de casa hoje “ INLUDIR - ( v.t.) - iludir; convencer alguém a fazer alguma coisa. “ inludiro eles tudo “ INORá - ( v.t. ) - mesmo que ignorar. INQUIZILHADO (adj.) chateado; aborrecido; zangado,preocupado. “ deixe de se inquizilhá ( se preocupar ) com isso home de deus, largue mão disso. “ INSPETOR DE QUARTEIRãO ( s.m. ) - pessoa da confiança das autoridades, que era responsável pela ordem pública em um bairro ou quarteirão. INTANGUIDO - (adj.) - molhado; com frio. INTãO - (interj.) - interjeição que denota espanto; mesmo que então ; venha vindo.

INTé - ( prep. ) - até. INTERESSAMENTO - ( s.m. ) - interesse; disposição; simpatia . “ É perciso tê interessamento no lugá “ INTERTê(R) - ( v.t. ) -distrair ;descuidar-se. “interta o mínimo quele logo dorme “ INTIRINHO - ( adj.)- inteiro; completo; inteirinho . “ Levô o dia intirinho prá fazê essa farinha daí “ INTIRINHOZINHO - ( adj. ) inteiro ; inteirinho; completo . INTRAFULHá - ( v.t. ) - amontoar; entrar; meter-se dentro; enfiar ou guardar alguma coisa de forma desordenada. INVARá - ( v.i ) - dispor horizontalmente e amarrar com casca de cipó imbé, as ripas de jiçára na estrutura da parede de pau a pique. INVARO - (s.m.) - ripas de jiçáras armadas horizontalmente na construção da estrutura de madeira das paredes da casa de pau a pique, fazendo um xadrêz com as ripas pauapicadas. INZAME - ( s.m. ) - exame. IRAPUá - ( s.f. ) - espécie de abelha , também conhecida como abelha de cachorro. IRMá - ( s.f. ) - mesmo que irmã. ISCA DE PãO - ( s.f.) - lasca de pão; pedaço pequeno ; bucha. ISCá - (v.t.d.) – dar pouca comida; açular o cão ; iludir com engodo;“ fica me iscando com essa bucha de pão “ Fonte: PEQUENO DICIONÁRIO DE VOCÁBULOS E EXPRESSÕES CAIÇARAS DE CANANÉIA. Obra registrada sob nº 377.947-Liv.701. Fls. 107 na Fundação Biblioteca Nacional do Ministério da Cultura para Edgar Jaci Teixeira – CANANÉIA –SP .


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“Preguei o cheque no pau, lhéi só!” EZEQUIEL DOS SANTOS Ainda no período de ouro da banana, varias regiões se serviam da fruta como único sustento da família. Também se valendo da bravura, da honestidade e simplicidade deste povo que fez da banana caiçara um ícone da importação e exportação. Ainda conhecido como Saco das Bananas, em território quilombola, a memória coletiva traz a tona varias histórias, uma delas aconteceu com Virgíneo Custódio dos Santos (irmão de Teófilo), ainda na década de 1950. Ele, casado com a Dona Santina, tinha sob suas responsabilidades os filhos Conceição, Francolino, Antenor, Osvaldo e Maria. Todos viviam de forma simples na grota (na virada) entre o Saco das Bananas e a Praia do Simão. Lá produziam de tudo, mas o “bananá” era a maior parte da renda, por-

tanto maior cuidado a ele era dispensado. A região costumeiramente recebia a visita dos barcos Ubatubinha, São Manoel, Marchá e o Sudamérica do mestre “Barba”, este era um dos maiores com cerca de vinte metros de comprimento, carregavam cerca de 60 dúzias de cachos por vez fora a farinha, os panos de bunda, as galinhas, etc., todos tinham como destino o porto de Santos. O que acontece é que algumas pessoas como Teófilo acordava no “cerãozinho da noite” já com a fruta nas canoas lá fora esperando para embarca-las nos barcos, por ser o primeiro a embarcar a carga recebia primeiro e os últimos, as vezes, recebiam bem depois. Foi de fato o que aconteceu com Virgíneo, ele embarcou as bananas nos barcos e como o dinheiro da paga havia acaba-

do recebeu um “papér” (papel) que valia dinheiro, mas para receber quando o barco retornasse a buscar nova carga. Com a demora seu Virgíneo resolveu ir a cidade falar com um “adevogado”, o “doto” disse que não precisaria ir a delegacia reclamar, se não recebesse do banco com aquele papel “ponha-o no pau” que de certo iria receber. Então seu Virgíneo foi ao banco e de fato não tinha fundos, foi então que ele resolveu fazer o que o doutor havia falado. Antes, porém passou numa venda comprou um “quinhão” de pregos e voltou para casa. Lá contou a sua experiência da cidade e “soverteu” (sumiu) pro meio do mato, depois voltou para casa sorridente dizendo a sua “muié” que agora sim receberia o dinheiro da carga de bananas. Passado um tempo foi a cidade e no largo da matriz en-

controu o “adevogado” que perguntou: E aí seu Virgíneo recebeu o cheque? A doto! Preguei o cheque no pau, lhéi só! No morro atrás de casa tem um pé de pinheiro e eu não tive dó, soquei prego a torto e a direito naquele “mardito papér”. Ao que contam, dizem que o camarada das bananas veio resgatar o cheque que além de não ter fundos estava cheio de furos por conta dos pregos. Muita gente a partir daí recusou-se a receber o papel, continuava a valer a palavra e o “fio do bigode”. Seu Virgíneo “morreu de morte morrida” no Morro do Algodão em Caraguatatuba. Sua experiência atravessou os tempos e vive até agora sendo lembrado por alguns poucos moradores. Colaboração: Horácio Marcolino e Benedicto Antunes de Sá

é pelo que aparentamos ser, mas pelo que fizemos e sabemos.” Agora, reflita bem e procure em sua memória: Nomeie as 5 pessoas mais ricas do mundo. Nomeie as 5 últimas vencedoras do concurso de Miss Universo. Nomeie 10 vencedores do prêmio Nobel. Nomeie os 5 últimos vencedores do prêmio Oscar, como melhores atores ou atrizes. Como vai? Mal, né? Difícil de lembrar? Não se preocupe. Ninguém de nós se lembra dos melhores de ontem. Os aplausos vão-se embora. Os troféus ficam cheios de pó. Os vencedores são esquecidos.

Agora faça o seguinte: Nomeie 3 professores que te ajudaram na tua verdadeira formação. Nomeie 3 amigos que já te ajudaram nos momentos difíceis. Pense em algumas pessoas que te fizeram sentir alguém especial. Nomeie 5 pessoas com quem transcorres o teu tempo. Como vai? Melhor, não é verdade? As pessoas que marcam a nossa vida não são as que têm as melhores credenciais, com mais dinheiro, ou os melhores prêmios. São aquelas que se preocupam conosco, que cuidam de nós, aquelas que, de algum modo, estão ao nosso lado.

A nota de R$ 100,00 Um famoso palestrante começou um seminário numa sala com 200 pessoas, segurando uma nota de R$ 100,00. Ele perguntou: “Quem de vocês quer esta nota de R$ 100,00?” Todos ergueram a mão... Então ele disse: “Darei esta nota a um de vocês esta noite, mas primeiro, deixem-me fazer isto...” Então, ele amassou totalmente a nota. E perguntou outra vez: “Quem ainda quer esta nota?” As mãos continuavam erguidas. E continuou: “E se eu fizer isso...” Deixou a nota cair no chão, começou a pisá-la e esfregá-la. Depois, pegou a nota, agora já imunda e amassada e perguntou: “E agora?”

“Quem ainda vai querer esta nota de R$ 100,00?” Todas as mãos voltaram a se erguer. O palestrante voltou-se para a platéia e disse que lhes explicaria o seguinte: “Não importa o que eu faça com o dinheiro, vocês continuaram a querer esta nota, porque ela não perde o valor. Esta situação também acontece conosco. Muitas vezes, em nossas vidas, somos amassados, pisoteados e ficamos nos sentindo sem importância. Mas não importa, jamais perderemos o nosso valor. Sujos ou limpos, amassados ou inteiros, magros ou gordos, altos ou baixos, nada disso importa! Nada disso altera a importância que temos. O preço de nossas vidas, não


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25 Janeiro 2013

Jornal MARANDUBA News

Prefeitura inicia cadastramento de pescadores para o uso do Mercado de Peixes A prefeitura de Ubatuba, por meio da Secretaria de Agricultura, Pesca e Abastecimento, iniciou no último dia 11 o cadastramento de pescadores que desejam utilizar o Mercado de Peixes para comercializar seus pescados durante o período de 2013. Os interessados têm até o dia 28 de fevereiro para comparecer à sede da Secretária, das 8h às 17h, com a documentação necessária. Após esta data, quem não tiver se cadastrado e pago a taxa anual não poderá utilizar o local

para a venda de seus produtos. Pescadores artesanais que utilizam canoas são isentos da taxa. Os interessados devem ser pescadores atuantes no município e possuir, no máximo, duas embarcações. Os documentos necessários para o cadastramento são: cópia da Carteira de Pescador MPA; cópia do RG, CPF, Atestado de Saúde Ocupacional, 1 foto 3x4 e comprovante de residência do pescador; além do comprovante de pagamento referente ao ano de

Corujada

2012 e alvará de funcionamento, no caso dos comerciantes. Caso haja ajudantes, é preciso levar os seguintes documentos: 1 foto 3x4, cópia de RG e CPF, atestado de saúde e comprovante de residência. Também é preciso levar os documentos das embarcações: número do Registro Geral da Pesca ou canoas e título das embarcações. A Secretária de Agricultura, Pesca e Abastecimento fica na Praça 13 de Maio, Centro. Mais informações pelo telefone 3833-3500.

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Coruja-buraqueira - Athene cunicularia PROMATA No dia 05 de Janeiro a guia turística especializada e intérprete Caru Lemos com os observadores de aves Sylas Fileto, Toninho Tio e Robson Virgilio, todos integrantes da Promata, guiaram a norte americana, de Michigan, Banny Taylor numa expedição noturna a fim de avistar e ouvir corujas e outros habitantes notívagos da Mata Atlântica. O início da jornada se deu no sítio do simpático e solícito Sr. Jonas, no bairro da Folha Seca, região sul de Ubatuba, um local já muito conhecido pelos pesquisadores, fotógrafos, observadores e apreciadores de aves, devido à profusão de espécies que frequentam o lugar, em especial os Beija-Flores. Depois de muitas fotos desses lindos voadores coloridos, de um bom papo com o Sr. Jonas e de todo o equipamento preparado, chegado o anoitecer, o grupo partiu em direção à mata a procura das corujas. A princípio imagina-se que não será possível avistar nada, mas, conforme os olhos

vão se habituando à escuridão da noite na floresta, tem-se a certeza de que se trata de uma experiência inesquecível, pois, a pouca incidência de luz revela segredos impossíveis de desvendar durante o dia. Os sons vão se tornando mais intensos na medida em que se avança em direção ao trecho mais protegido da mata e dão a sensação de que se está em outro mundo. Nessa noite, após um longo período de fortes chuvas, os habitantes da floresta insistiram em emitir suas mágicas melodias, mas não revelarem suas identidades, com exceção de uma rara espécie de coruja, conhecida como Corujinha Sapo – Megascops Atricapilla, da qual foram feitos registros fotográficos. A turista Banny ficou encantada com o que viu e ouviu, maravilhando-se com cada novidade que a floresta apresentava, com a nova perspectiva imposta pela penumbra da noite. Além disso, afirmou sua satisfação em poder participar desse momento único e confirmou seu retorno em breve.


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Jornal MARANDUBA News

Coluna da

Cantinho da Poesia

Para a mãe de meus filhos Adelina Campi

Colcha de problemas... Dos meus problemas fiz um acolchoado de retalhos, pedaços de dificuldades que me fazem lembrar da minha capacidade de superar momentos difíceis, e vejo pedaços que me lembram fatos onde eu tinha certeza que não iria resistir, onde eu queria mesmo era morrer, sumir.. Amores perdidos que me fizeram sofrer, mortes inesperadas que me deixaram vazio, promessas que não aconteceram, doenças, dis-

cussões tolas, brigas e desavenças, sonhos que viraram pesadelos... Um acolchoado triste, pesado, mas cheio de lições importantes, cheio das minhas impressões, do que eu era e do que me transformei, por isso essa força tamanha que carrego comigo por onde for e se encontro alguém sofrendo pela estrada, tiro da minha colcha um retalhinho, um pouco da minha experiência com a dor, e mostro carinho-

samente o caminho onde há flores, espinhos e amor. Peço para a pessoa olhar lá na frente, além do problema e da dificuldade, depois, olhar para dentro de si mesmo e encontrar a solução para tudo, pois a dor vem dos outros, a decepção também, mas a solução está onde sempre deve estar, dentro de você, criatura divina, feita para brilhar. Ame-se! Eu acredito em você.

Como foi, como está sendo, e como sempre será Tão bom estar vivendo feliz ao seu lado. Por todo o sempre, pode crer que jamais aparecerá Alguém que lhe dedique a vida como este seu amado. Mãe de meus filhos, esposa, amiga e confidente Tanto nas horas amargas como nas doces, minha amante, Que me deu a glória de produzirmos juntos a semente, Gerando um casal que levará nossa dinastia adiante. Juntos sempre estivemos, tanto na alegria como na tristeza. Transformamos pequenas crises em grandes entendimentos. Como sempre soubemos ver da vida toda a beleza, De pequenos gestos de amor, fizemos nossos grandes momentos. E então o amor se mistura com profunda amizade, Quando a gente se dá, sem em troca nada pedir, Mas com aquela mais doce pontinha de saudade, Do tempo em que entre olhares esse amor começou a fluir. Em poucas linhas é difícil dizer o que por você eu sinto, Mas quero registrar no papel o que lhe disse num inverno. E você já aprendeu nestes anos todos que jamais eu minto: Se houver outras vidas, você terá nelas meu amor eterno!

Manoel Del Valle Neto

FIOZINHO D’ÁGUA

Se houver amanhã... Sonhar é bom e necessário, mas é preciso resolver os problemas do dia, é preciso parar de acumular desilusões, fazer pilhas de insatisfações, deixar de lados mágoas bobas, não ficar escutando boatos, nem dando valor demais para o que não tem. Importante é viver o dia de hoje com gosto, livre de amarras sociais, mas com responsabilidade, com a certeza de que este dia é o seu tesouro, nas suas mãos estão as sementes do amanhã, e se

houver um amanhã, ele poderá ser: da cor que você pintar, ter as frutas que você plantar, ter o sabor que você desejar, ter a felicidade que você já vive hoje, que será ampliada na certeza de que somos os Senhores do Anel do Destino, que está agora mesmo te pedindo uma decisão: “ou você se ama e decide o que quer, ou decidirão por você, e nem sempre as pessoas sabem realmente o que você gosta, quer e precisa.” Decida você mesmo, ainda

hoje, a cor do seu amanhã, se houver amanhã, ele terá exatamente a cara que você desenhou nas páginas do caderno da vida, na redação que você mesmo escreveu, na poesia inacabada que fala de você. Não deixe a “vida te levar”, seja dono do seu barco, reme em favor dos seus ideais, ser feliz é uma obrigação gostosa, uma necessidade do ser maravilhoso que você pode ver agora, sem medo e sem nenhum receio, basta olhar para um espelho.

Fiozinha d’água que desce da serra serpeia pelo meio da mata e vem engrossar o rio, por que tu cantas? Perdes o campo de visão privilegiado te afastas do frescor e do verde ficas sem tua identidade e ainda cantas? Fiozinho d’água, precisas me ensinar tua humildade, tua mansidão teu jeito de cantar. Precisas me ensinar essa capacidade de ir perdendo tudo no caminho e, ainda assim, cantar. Angela Monnerat 1. lugar - medalha de ouro Concurso Vinicius de Morais/83 Academia de Letras de Brasilia



Jornal Maranduba News #45