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Maranduba, 25 de Abril de 2012

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Disponível na Internet no site www.jornalmaranduba.com.br

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Ano 3 - Edição 36 Foto: Fábio de Souza

Arapapá

Primeiro registro de ave rara no estado de SP


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Editorial:

Entrando na baixa Mais uma temporada se passa (se é que este período ainda existe) e tecnicamente entramos na famosa “baixa temporada”. Há umas três décadas a palavra “temporada” tinha sentido, tinha força, tinha poder. As coisas aconteciam na “temporada”. As férias eram na “temporada”. Ganhava-se dinheiro na “temporada”. Entre turistas e varanistas, muito dinheiro era deixado aqui na “temporada”. O nível dos visitantes era superior na “temporada”. Atualmente o conceito “temporada” foi perdendo suas definições e tirando o reveillon, carnaval e semana santa, quase não se tem aquela sensação de temporada de anos atrás. Alguns feriados ao longo do ano trazem um movimento para a cidade, mas não como antes. Antigamente os visitantes tinham motivos para visitar Ubatuba. A cidade tinha um glamour. Era chique dizer “Vou descer para Ubatuba!”. Até acampar em Ubatuba tinha seu charme. Quantas barracas e trailers enchiam os campings de norte a sul do município. As casas de veraneios viviam cheias de grupos e famílias curtindo suas férias. Existia os verdadeiros

caiçaras, moradores nascidos e criados na terra, que acolhiam os visitantes com sua hospitalidade característica. O que será que aconteceu? Ubatuba perdeu sua identidade, seu glamour, seu charme. Tornou-se uma cidade comum, sem atrações, sem apelo. Com uma expansão desordenada, os caiçaras perderam sua voz para os migrantes, as praias perderam sua beleza com a invasão de ambulantes e não existe mais aquela sensação de glamour quando se diz “Vou para Ubatuba!”. Vão dizer “Mas temos lindas praias”. O Brasil tem mais de 8 mil quilômetros de praias, algumas delas com o apelo e glamour que as tornaram disputados destinos turísticos, atraíndo turistas de qualidade que não se importam se é alta ou baixa temporada. Perdemos a vez. Deixamos o cavalo passar selado. Ficamos para trás e o que nos sobra são as migalhas disputadas a tapa pelos sobreviventes que se canibalizam uns aos outros para continuarem vivos. Agora começa a “baixa”, mas não tem problema. Até a próxima “alta” tem uma eleição no meio. Ainda bem! Emilio Campi Editorial

Editado por:

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Emilio Campi Colaboradores:

Adelina Campi, Ezequiel dos Santos e Fernando A. Trocole Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião da direção deste informativo

Skate na Praça

O evento Skate na Praça será a primeira competição de skate realizado em uma praça não específica para a prática (Pista de Skate). O Campeonato será realizado na praça “Olavo Bilac” no bairro do Itaguá, será disputada nas competições “Best Trick, Game of Skate e Long Board pelas categorias ( iniciante, Open, Feminino e

Long Board). O evento tem a organização da “Yesk8 produções” junto à AM Produções. Tem como principal objetivo agregar a cultura, sustentabilidade, diversas modalidades esportivas, teatro, atrações infantil e melhorar as condições da praça que além de grande potencial pode ser um grande ponto

de encontro entre os jovens da cidade. O Evento será realizado dia 19 de maio à partir das 9:00hs. Saiba mais no blog oficial do evento : www.skatenapraca. blogspot.com Organizadores : Elton Herrerias Jr. 9624.1591 Angela Mendonça 9774.8518


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Frediani propõe indicadores para avaliar administrações O vereador Rogério Frediani (PSDB) apresentou projeto, aprovado por unanimidade na sessão de câmara, propondo que Ubatuba adote indicadores para medir a qualidade dos serviços públicos prestados pela administração direta e indireta do Município, visando proteger ou defender os usuários e consumidores. Tais parâmetros, um ideal em administrações tucanas, buscariam defender consumidores ou usuários de serviços públicos e medir os níveis de universalização, sua continuidade no tempo, rapidez no restabelecimento quando cortados, qualidade na prestação aliada à preservação do meio ambiente e das condições de vida da população. O projeto, segundo o vereador, também quer induzir o cidadão a “práticas de ações preventivas de fiscalização dos serviços públicos, de forma a evitar danos”. A ideia é que tais indicadores sejam diferenciadas bairro a bairro ou no texto da lei “desagregados geograficamente por divisão administrativa do município”. Medindo por setores Pela proposta, seriam avaliados os serviços de saúde, educação, saneamento básico e habitação, renda e trabalho, indicadores demográficos, indicadores financeiros, gestão, meio ambiente e segurança pública. O projeto detalha, então, os índices para cada um desses setores. Na saúde, por exemplo, medir-se-ia número de cada especialidade médica, pediatras, índices de mortalidade infantil e materna ou cobertura vacinal enquanto na educação seriam avaliados índices de universalização do ensino em cada nível, frequ-

Rogério Frediani no gabinete de Regina Miki, Secretária Nacional de Segurança Pública, em Brasília ência e evasão escolares, nível de formação ou graduação de professores. O mesmo ocorreria na área de saneamento básico e habitação buscando-se a percentagem de domicílios com acesso a água tratada ou servidas por esgoto, energia e coleta de lixo. Os índices de renda buscariam detectar domicílios com renda per capita inferior à linha de indigência e verificar

a população economicamente ativa. Mas é o item referente à gestão que pode ter consequências mais práticas ao propor avaliação sobe capacitação ou treinamentos de funcionários, formação ou graduação e reciclagem dos mesmos. No item meio ambiente se medirá a cobertura vegetal por habitante e área de lazer. Caixas de sugestões O cidadão deverá encontrar

em todas as dependências públicas caixas de sugestões e formulário próprio para avaliação dos serviços. Serão levados em conta,também, dados obtidos por serviços de Ouvidoria, seja da Câmara seja da Prefeitura. Na justificativa, o vereador Frediani mostra que “são estes indicadores que poderão apontar os sucessos de uma administração, pois as falhas já conhecemos. Só que sem-

pre falta mais informações para as correções certeiras e necessárias, o que deve ser continuado e implementado e o que deve ser descontinuado por não estar em desacordo com a população e a necessidade do município”. “Ao mesmo tempo em que são instrumentos de transparência e prestação de contas, constituem um valioso auxílio para o gestor público nas decisões que deve tomar”.


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Morador traz Skate Carve para região EZEQUIEL DOS SANTOS Em grandes capitais já é considerado meio de transporte, a prancha de madeira com motor 50 cc com compartimento para um litro de gasolina e comandos a mão já virou febre na internet. O morador Renato Ramalho Félix (gordo) diz que é muito interessante, econômico e de fácil manuseio, segundo ele, a pessoa tem de treinar um pouco. “Vou ao mercado, na casa dos amigos, até para trabalhar é possível”, comenta Renato. Na realidade trata-se da de uma nova velha modalidade esportiva do skate, denominado Skate Carve Motorizado. Equipado com um motor de 50cc o skate, extremamente manobrável, divertido e fácil de pilotar. A potência desse skate é incrível, com 50cc o skate carve tem o mesmo motor que uma mobilete, pneus calibráveis e frenagem a tambor. A diferença, segundo Renato, está na leveza, 21 quilos, na potencia e na economia já que faz, em média, 35 km por litro. Com custo em torno de R$ 1.400 a R$ 3.500, as pessoas podem escolher vários modelos. O mostrado pelo morador é da Extrauser e por enquanto tem dado divertimento e economia em seu uso. Renato reforça ainda da importância dos equipamentos de segurança como cotoveleiras, capacete e joelheiras, também muito cuidado no uso. Embora seja um brinquedo, é um meio de transporte e como tal oferece riscos, esclarece o morador. Existem ainda no mercado os skates elétricos, que ainda não chegou por aqui. O elétrico (2890 reais) tem a vantagem de

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Parabéns ao comandante da Base de Policia Comunitária

No último sábado, dia 21, o comandante da Base Comunitária de Segurança da Maranduba, Ademir do Prado recebeu promoção a 2º sargento PM. Com 18 anos de policia, sargento Prado sabe que a promoção significa mais

ser mais silencioso, mas não pode pegar chuva. Sua bateria dura noventa minutos, o que muitas vezes não satisfaz o usuário. Um kit extra de baterias, que rende mais noventa minutos de brincadeira, ou

transporte, é vendido por 380 reais. Se você ouvir um barulho de mobilete por aí, não se assuste pode ser o Renato deslizando pelas ruas da região com seu novo brinquedo.

responsabilidade com a comunidade e para estreitar os laços com seus moradores ele convida a todos, quando puderam, para uma vista a base comunitária de segurança. Parabéns, ao agora, 2º sargento PM Prado.


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Equipe Maranduba de Motocross Região conta com serviços de pontua no Circuito Paulista aeromodelismo e publicidade aérea

No último dia 15, em meio a chuvas, a equipe Maranduba de Motocross conseguiu pontuação no Circuito Paulista Red Dragon de Veloterra - Etapa Caraguatatuba. O evento contou com várias categorias, dos quais em três a equipe correu, sendo duas com pontuação. Na categoria “Nacional A” o piloto Eliz Ricardo conseguiu largar em terceiro, porém por conta de um problema mecânico ficou no último bloco. Já Vitor Putrino e Antonio Carlos de Oliveira, na categoria “VX 2 Tempos” conquistaram 9º e 10º lugar dum total de 26 pilotos. A equipe é formada ainda elo piloto Wladimir Celestino – Juninho, que juntos formam o “quarteto fantástico” do Motocross da região. A equipe conta com um único patrocinador – a North Racing do Pedrão mecânico. Para os competidores foi uma surpresa já que eles se inscreveram de última hora e correram pela primeira vez em um campeonato. A equipe fez contatos com corredores de outros lugares que querem

conhecer Ubatuba. Para Vitor é mais um atrativo para nossa região, já que muitos pilotos não sabiam da existência de uma pista de Motocross na Maranduba. “Nesta etapa fomos com a cara e a coragem, havia competidores de ponta, nós chegamos humildes e conseguimos pontuação”, comenta Vitor. A equipe fez questão de agradecer a responsável pelo espaço Marlene Graf, o vereador Rogério Frediani e a Regional Sul. Para ver o treino da equipe basta ir aos sábados e domingos ao local e curtir os saltos e manobras radicais. “O Motocross já foi considerado um esporte de elite, atualmente as pessoas começam por baixo e às vezes uma moto é mais em conta do que uma bicicleta de competição, as pessoas têm de começar devagar para saber se é isto mesmo que querem”, explica Pedrão. As famílias dos pilotos acompanham atentamente e torcem para pontuar nas próximas etapas.

EZEQUIEL DOS SANTOS A região inaugurará em breve o primeiro ateliê de aeromodelismo do litoral norte paulista. A iniciativa é do empresário e apaixonado por aeromodelos Leandro Jardim, 40 anos, que trocou a capital pelo litoral. Leandro conta que a paixão vem desde os cinco anos, onde seu pai, um dos pioneiros do aeromodelismo do país já realizava manobras radicais no final da década de 196 na capital paulista.

Atualmente com a paixão que virou negócio, o empresário realiza serviços de ponta com os aeromodelos como filmagens aéreas, sondagens, fotografias especiais entre outros. Um de seus clientes é Petrobrás, por exemplo. Além das aeronaves por radio controle, existem para propagandas os modelos em estilo planadores, daqueles que ficam fixos no ar dando graça e maior publicidade aos eventos.

Leandro realiza também cursos para quem pretende aprender a voar por radio controle. Diz que possui planadores de cinco, oito e 14 metros de cumprimento a combustão. Comenta que realiza serviços no país e fora dele e que realmente gosta do que faz. Leandro escolheu o bairro da Lagoinha para montar seu ateliê e oficina, em breve teremos noticias pelos ares. Mais informações em www. leandrojardim.com


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Equipe Xiaulong conquista etapa para o paulista de Kung Fu

Nos últimos dias 31/03 e 01/04 a equipe Xiaulong de wushu (pequeno dragão de artes marciais) passa na seletiva paulista e conquistou vaga para a etapa estadual de Kung Fu que se realizará em julho, na cidade de Barueri. Desta vez as disputas ocorreram na cidade de Limeira e a equipe da região conseguiu levar 18 atletas, totalizando 26 medalhas conquistadas, sendo que uma única atleta trouxe seis medalhas desta etapa. O evento contou com a presença inédita da Consulesa Geral da China Sra. Hu Ying que veio a Limeira especialmente para o Evento. Também contou com a presença do Presidente do Nosso Clube Senhor Vitorio Fonseca Candiotto, o Diretor de Artes Marciais do Nosso Clube Sr. Wlamir Milaré o secretário Executivo de governo e do

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Desenvolvimento Sr. Ricardo Negrucci Victoretti, secretário de Esportes de Limeira Sr. Júlio Cesar Florindo, o Vice-Presidente da FPKF José Carlos Barbosa e membros da Diretoria da FPKF. Participaram 32 associações com mais de 300 atletas de todo o estado de São Paulo e a equipe da Maranduba foi uma das vitoriosas deste evento. Segundo o professor Valdir “Dragão”, a equipe disputará o paulista e se houver pontuação irão disputar o brasileiro. Dragão fala ainda das dificuldades que enfrenta para levar seus atletas a estes campeonatos de ponta. “Sempre existe dificuldade, poucos tinham condições de ir por conta própria, não é fácil dar continuidade ao sonho desta molecada”, comenta o professor. Valdir é voluntario no Programa Escola da Família no

bairro do Sertão da Quina, lá oferece aulas graciosamente. Sua equipe recebeu elogios por parte da federação pois não foi fácil disputar com municípios que oferecem toda infraestrutura. Mesmo assim ele agradece a Secretaria Municipal de Esportes, a Academia Cia do Corpo, Tatiana Chagas, a Sra. Margareth Barreiro e aos professores Maico e Amarildo pelo apoio. Por conta de seu conhecimento e através do presidente da federação Paulista de Kung Fu, a equipe conseguiu alojamento em uma academia da cidade, já alimentação ficou por conta de cada atleta. Neste evento a equipe representou Ubatuba na seletiva, e, mesmo sabendo das dificuldades, espera repetir o sucesso no paulista. Maiores informações pelo site oficial do evento fpkf.com.br.

Comercial Blessa comemora 11 anos de bom atendimento

Ainda jovem, o Comercial Blessa no bairro do Sertão da Quina tem algumas histórias pra contar. Localizado próximo a escola Nativa Fernandes de Faria e a ponte João Manoel dos Santos-João Rosa, o comercial já presenciou, por exemplo, algumas enchentes e outros acontecimentos como a construção da ponte. A beira da estrada municipal (Rua Roberto Antonio do Prado, 2272), o comercial atende em domicilio, parcela no cartão (acima de R$ 200,00) e tem do básico ao acabamento. O casal Eduardo e Marilda está sempre de prontidão para sanar das mais simples duvidas até o que escolher para um alto padrão. Por telefone (3849-5644) é possível

se informar sobre os materiais e ferramentas de que o local dispõe que agora também conta com armarinho. O Comercial Blessa abre três domingos por mês pela manhã. Lá também os turistas e visitantes contam com informações turísticas sobre o local e de toda a região. Muitos visitantes param lá para, além de curtir um bom papo, busca informações sobre os atrativos da região da Maranduba. O Comercial Blessa parece coração de mãe, sempre tem espaço para mais um. Quem não conhece deve aproveitar a oportunidade para uma visita e ajudar a assoprar as velinhas da comemoração dos onze anos de vida e história no local. Parabéns pra você...

CONVOCAÇÃO A Associação União dos Morros-Quilombo da Caçandoquinha convoca em caráter extraordinário a secretaria desta associação, Sra. Neide Antunes de Sá, a comparecer a reunião no dia 06 de maio (domingo) às 17 horas, na sede desta associação, para tratar de assunto de seu único e exclusivo interesse. Associação União dos Morros Quilombo Caçandoquinha


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Final da Copinha Água Branca mostra talentos da região

EZEQUIEL DOS SANTOS No último sábado, dia 21 de abril, no campo do Ingá, aconteceu a final da Copinha Água Branca de Futebol Infantil. Com dois meses de intensos jogos, a molecada chegou animada para as últimas disputas, ficando assim a classificação: Campeão-time Auto Posto Frediani, Vice-Supimpa, 3º colocado Tio Sam e 4º o time Hidrel. Voluntários, pais e simpatizantes colaboram na organização e no campeonato. Todos os atletas receberam medalhas e os primeiros colocados troféus. O artilheiro do campeonato, Rafael com nove gols e “Pernambuquinho”, go-

leiro revelação da Copinha, receberam também receberam troféus. Todos os jogadores foram parabenizados, principalmente os times que se enfrentaram na final, num jogo disputado cheios de “manhas”, que no tempo normal foi 3 x 3 e a disputa foi para os pênaltis, com resultado de 5 a 3 para o time Auto Posto Frediani. A organização contou com os voluntários, professor Pérsio, Ataliba, Zé e Dimas Correia, Felipe, Ratinho, Régis, Pindá, Leandro, Carlinhos e Hermelindo. Os voluntários informam que preparam para um futuro próximo mais uma copinha, desta vez categoria 99/2000.

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Praia da Lagoinha: calma, relaxante e bela EZEQUIEL DOS SANTOS Considerado um lugar abrigado com 3 km de extensão, a Praia da Lagoinha junto com as praias do Sapê e Maranduba formam a maior faixa contínua de praia do município, totalizando 7 Km. De areia compactada e as águas calmas (daí provavelmente o nome lagoinha: lagoa de águas calmas e rasas) propícias às atividades náuticas, passeios, caminhadas, banhos, lazer e contemplação. O visitante pode entrar na água e caminhar mar adentro, com isto perceberá que custa encobrir a cintura, por isto é muito apreciada por famílias. Suas águas por vezes azuis por vezes verdes se juntam em seu canto esquerdo a foz do rio Lagoinha, próximo a costeira. O rio nasce bem antes da cachoeira Véu de Noiva, rio este indicado para as crianças e adultos que querem evitar maiores agitações. Depois do rio existe uma trilha que leva a praia do Perez, Bonete, Grande do Bonete, Cedro. Na trilha é possível aproveitar as delicias do litoral nos quiosques a beira mar que existem no percurso. Lá podemos ver o que foi a mais importante fabrica de artes em bronze, ver ainda as fazendas de mexilhões e maravilhas da fauna e flora. Existem também saídas para outras praias através de serviços de táxi-boats. Além da praia outra atração são as ruínas que foram construídas ainda no Brasil Império e trata-se de um solar e da primeira fábrica de vidros da América Latina. O rio que dá o nome do lugar no passado já foi de grande proporção, nele se faziam

Fotos: Emilio Campi

travessias de canoas, principalmente em tempos de mar revolto, onde os pescadores, primeiros moradores guardavam seu meio de transporte em seus remansos. A praia foi palco de grandes pescarias, redes de tainhas que de tanto era distribuída a famílias da região. Suas areias guardavam pequenos seres como o “sapinhoá” (parente do vongole) iguaria muito utilizado na cozinha caiçara. Considerada um lugar mais relaxante do que interessante, a praia atrai mais grupos familiares, tanto de moradores, quanto de visitantes, existe um espaço exclusivo para a pratica de esportes com tênis, voleibol, futebol entre outros. A praia ainda é pouco explorada para o windsurfe e dela pode-se alcançar as ilhas

do Pontal, do Mar Virado e do Tameirão. Do outro lado avistamos ainda o castelo dos Arautos, as praias do Pulso e Caçandoca. No seu entorno existe uma boa infra-estrutura hoteleira, restaurantes, camping, chalés, casa de aluguel, imobiliárias, escolas, lojas, postos de combustível, farmácias e bancas, já que fica próxima a Maranduba. A Praia que é bastante agradável para quem aprecia um banho de sol e uma boa da leitura aos sons do mar beijando a areia.Existem placas de sinalização sobre a limpeza, os perigos, preservação da beleza e ordem publica no local, já que o espaço é administrado por uma associação de moradores. Curtir um banho de mar é na maioria a desculpa para relaxar o corpo e mente. Existem carrinhos que ofere-

cem quitutes e bebidas para todos os gostos e sabores, o único quiosque da praia é muito freqüentado, todos possuem clientes cativos. Nas costas da praia, em direção a montanha é possível ver o pico mais alto do litoral paulista, o Pico do Corcovado, que impera imponente em paredão de granito verde Ubatuba, guardando mistérios e belezas da historia indígena, quilombola e de caiçaras que formaram primeiro processo civilizatório nacional neste rico e belo pedaço de chão. A história e a beleza ainda resistem ao tempo e ao homem de hoje, que viu no homem do passado as belezas e simplicidade que o fizeram mudar de hábitos e de moradia. Pensando na acessibilidade e na responsabilidade social, a Praia da Lagoinha é uma das

poucas que pode ser utilizadas por deficientes, principalmente por cadeirantes, já que a areia é bem compactada e existe lugar de embarque e desembarque de pessoal, pescados e mercadorias que também pode ser utilizado para estas pessoas, mas antes a administração do lugar deve ser consultada. Por ter águas calmas e tranqüilas a maior parte do tempo, é possível ainda praticar o mergulho livre e snorkel, principalmente no lado da costeira, local muito apreciado para quem quer conhecer e observar a vida marinha. Nas pedras muitos pescadores de final de semana se aventuram na tentativa de pegar algum peixe, basta lembrar de não deixar nenhuma sujeira no local. Este pedaço paradisíaco não combina com lixo de nenhuma espécie ou categoria, quanto mais gente se a utiliza, mais o lugar esta aberto a impactos e belos lugares merecem serem cuidados como nossa casa, para isto cuide para as gerações futuras possam usufruir dessas delicias da natureza. Seu charme ainda atrai animais de pequeno porte e aves silvestres, isto é um bom sinal do respeito que o homem tem com o lugar, pois ao lado do rio ainda existe um trecho de mata atlântica bem preservada, que um dia suas madeiras foram utilizadas nos fornos da fazenda. Belo é sentir na Lagoinha o som da natureza e ver de perto o por e o nascer do sol rompendo o dia que embora pareçam iguais nos mostram surpresas diferentes, basta apreciar um pequeno detalhe a cada dia.


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Observadores de aves da região realizam registro inédito EZEQUIEL DOS SANTOS Os observadores de aves Fábio de Souza e Roberto de Oliveira registram na primeira semana do mês de abril 2012 uma raridade no meio cientifico e de observação de avifauna. Na busca por espécimes endêmicas da mata atlântica, os observadores conseguiram registrar uma ave que não havia registro dentro do estado e do município. Esta espécie foi catalogada e registrada apenas 24 vezes em todo território nacional e Ubatuba e São Paulo estava de fora do mapa de registro desta ave. O registro foi realizado no bairro da Lagoinha por volta da hora do almoço. Ela se encontrava no mangue (árvore), inicio do caminho que vai para o Bonete. O registro causou admiração e elogios de especialistas do país e do exterior. Várias foram às tentativas de observadores, inclusive de outros estados, registrarem a ave, porém ainda sem sucesso. Fábio e Roberto se dizem privilegiados e fala que o sucesso, reconhecimento e esforço é de todo o grupo de observação da região sul. O grupo hoje existe graças ao emprenho e dedicação de Carlos Rizzo, que trouxe esta alternativa a comunidade local. Segundo os observadores, foram atrás de outras espécies, e que, na realidade haviam espantado a ave, só que ela ficou mais próxima. Com muita paciência e depois de horas de espera a ave se acalmou e os observadores conseguiram, com sucesso, realizar o primeiro

Fotos: Fábio de Souza e Roberto de Oliveira

Observadores da Região Sul fizeram o primeiro registro da ave “Arapapá” (Cochlearius cochlearius) na Lagoinha

Outras raridades: Rabo-branco-de-garganta-rajada (Phaethornis eurynome) Martim-pescador-da-mata- (Chloroceryle inda)

registro desta ave em todo o estado. Ubatuba hoje figura no mapa brasileiro de registro do Arapapá e de 5º colocado em registros de espécies aves, passou para 3º colocado, só atrás do Amazonas e São Paulo. Os guias (bíblia das aves) atuais não possuem registros desta ave e muitos terão de se atualizar

por conta da descoberta. Seu registro pode ser visto no site especializado em aves (www. wikiaves.com/arapapa). Para mostrar a importância do registro, o observador Xerses Lopes descobriu um antigo guia de observação, lá tem uma apenas uma pintura do Arapapá.Trata-se do avô dos atuais livros de registros das aves do Brasil. Na rea-

lidade é um livro intitulado Dicionário dos Animais do Brasil de 1968, obra realizada por Rodolpho Von Ihering, da Editora Universidade de Brasília, onde na página 86 possui uma ilustração do Arapapá. Outros dois importantes registros também foram realizados. Figura hoje no Wikiaves 2º registro do

Martim-pescador-da-mata(Chloroceryle inda) e o 1º do Rabo-branco-de-garganta-rajada (Phaethornis eurynome), também descobertos na região. Em homenagem aos observadores foi protocolado na secretaria da Câmara Municipal de Ubatuba uma Moção de Congratulações a ser votada e entregue aos observadores pelo feito histórico.


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ONG “Comunidade e Vida do Povo” Em novembro de 1981, depois de um seminário de dois finais de semana na Casa de Emaús no Sertão da Quina nascia a Ong “Grupo Comunidade e Vida do Povo” que tinha como objetivos na época levantar os problemas que afetam a população local, levar o povo a decidir e construir sua própria história, despertar o espírito comunitário e fortalecer o sentimento de união e fraternidade para traçar seus próprios destinos. Tinha como princípios básicos as decisões tomadas em conjunto e para o conjunto onde todos despertariam para o espírito comunitário. Na época o tema mais discutido era os problemas relacionados às questões fundiárias. Segundo a Ata de 29 de setembro de 1982, o grupo se estruturou e partiu a busca da solução do problema. A parceria foi encontrada junto a Comissão Pastoral da Terra e dos advogados Dr. Miguel e Dr. Dirce. Antes, porém em assembléia geral, foi esclarecida a proposta da Pastoral da Terra e explicado a comunidade da necessidade de se realizar usucapião coletivo, o que foi aceito. Nas explicações, segundo o registro, a situação da região se assemelhava a do Amazonas, Pará, Mato Grosso e outros locais onde a pastoral trabalha. O problema é o mesmo só mudava o endereço. Participaram moradores de todos os bairros da região sul, lá ouviram palestras sobre a importância da terra. Um dos temas discutidos e rediscutidos foi sobre o papel da terra, que da forma em que se encontrava deixou de ser aquele direito primeiro - o de viver e sobreviver do suor do próprio trabalho.

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Na mesma história do Brasil os ânimos aqui se exaltaram quando o tema tratou de posse e propriedade, neste caso, esta última, “melhor dizendo, invadia, como em todo território nacional a posse de seis gerações”, descreve a Ata. De outro lado e recentemente, um grupo de especuladores transformava a terra em mercadoria, em negócio e não em fonte de vida, de produção. Silencio quando o palestrante pergunta: E o que é mercadoria? Uma resposta rápida: Algo que é comprada e que é vendida. O documento mostra detalhes do interesse parecendo debates atuais. Ele impressionou-se com as palavras geradoras do tema, percebendo que as pessoas sabiam o que queriam e do que se tratava, porém a única preocupação eram as manobras que era, de certa forma, comum entre outros interessados e autoridades. Na realidade todos queriam o que

era deles e não a dos outros e tampouco para mercadoria. Queriam era ficar tranqüilos sem viver na eminência dos conflitos de que viveram seus antecessores. Como uma colcha de retalhos foi explicada ao palestrante que por conta dos processos tradicionais de uso do solo, os moradores tinham varias áreas de cultivo e um para moradia. Os trabalhos foram árduos, os moradores enfrentaram problemas de todos os lados. Ao final a comunidade tinha realizado o trabalho de casa e infelizmente não conseguiu terminar seu objetivo por conta de manobras entre autoridades que se diziam parceiros do Grupo. O documento revela nomes, interesses, datas e outros acontecimentos interessantes sobre a trama. Na realidade é um registro histórico e importante que passa a ser um patrimônio valioso sobre a verdadeira história de luta de toda uma comunidade.

ACIU oferece palestra sobre Comunicação Digital para empresas Antes de colocar sua empresa na rede é necessário compreender algumas técnicas para o desenvolvimento de ações estratégicas nas mídias sociais. Num mundo cada vez mais virtual, as redes sociais tem se mostrado uma forte aliada para pequenas, médias e grandes empresas. Mas, será que a sua empresa está utilizando essas ferramentas da maneira correta? Para tirar as suas dúvidas sobre o assunto, a Associação Comercial de Ubatuba, oferece uma palestra gratuita sobre “Comunicação Digital para empresas”. A apresentação, realizada em parceria com a empresa de comunicação MayPress, será no próximo dia 4 de maio, às 18h, no auditório da ACIU. O objetivo é orientar o par-

ticipante sobre utilização correta das mídias sociais pelas empresas, regras de uso e a importância da elaboração de estratégias para marketing digital, independente do porte de seu negócio. O foco maior estará nas redes sociais mais populares, como o Facebook, Youtube e Twitter. A palestra será ministrada por Mayara Peixoto, sócio diretora da MayPress – Eventos e Comunicação e graduada em Produção Multimídia, com certificações em “Comunicação no Mundo 2.0”, pela Universidade Cruzeiro do Sul e “Marketing no Facebook & Cia”, pela ESPM - São Paulo. As inscrições deverão ser feitas na ACIU (Rua: Dr. Esteves da Silva, 51 – Centro), através do telefone: 3834 1449 ou por e-mail: imprensa@aciubatuba.com.br

Entrega da declaração do IR termina dia 30/04 Pelo menos 12 milhões de contribuintes deixaram para entregar a declaração do Imposto de Renda deste ano nos oito últimos dias do prazo --de hoje até a próxima segunda-feira. Segundo Joaquim Adir, supervisor nacional do IR, as entregas neste ano estão no mesmo ritmo das do ano passado. Em 2011, a metade das entregas (12 milhões) foi atingida somente a oito dias do prazo final (detalhe: no ano passado, o prazo final foi numa sexta, dia 29 de abril). O prazo neste ano termina às 23h59min59s do dia 30 (horário de Brasília) e não será prorrogado pela Receita Federal. Os contribuintes que pretendem deixar para os últimos dias devem ficar atentos. Com base no que ocorreu nos últimos anos, pelo menos 7 milhões deixam para entregar nos últimos três dias. Neste ano, porém, o último dia de entrega é uma segunda-feira entre um domingo e o feriado pelo Dia do Trabalho. Assim, quem pretende apro-

veitar o fim de semana prolongado deve entregar até sexta-feira, dia 27. No ano passado, 3 milhões entregaram no último dia. Adir alerta os contribuintes para que evitem enviar a declaração nas últimas horas, pois pode haver congestionamento na internet. Diariamente, entre a 1h e as 5h, o sistema de transmissão fica fora do ar para manutenção. Mas os programas de preenchimento e de envio podem ser baixados a qualquer hora. Os programas para preenchimento e envio do documento devem ser baixados no site da Receita Federal (http://www. receita.fazenda.gov.br/)


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A criança que queria viver como vive a TV em sua casa

Programa Escola da Familia

Curso de LIBRAS (Lingua Brasileira de Sinais) Todo terceiro domingo do mês, das 14 as 16 horas com a professora Glaúcia, inscrições no local. Alfabetiza São Paulo-ASP, preparação para o ingresso no EJA (Escola de Jovens e Adultos), da 1ª a 4ª séries, todos os sábados das 14 as 16 horas, matriculas abertas. Eletricista-instalador residencial Sábados 9:30 hs. ao meio-dia com professor Xisto. Hip-Hop e Break Dance Sábados e domingo a partir das 11 horas. Uma criança rezou assim: “Senhor, esta noite eu peço algo especial: me transforma num televisor! Quero Ocupar o seu lugar. Viver como vive a TV de minha casa! Ter um lugar especial para mim, e reunir minha família ao meu redor... Ser levado a sério quando falo...Quero ser o centro das atenções e ser escutado sem interrupções, nem questionamentos. Quero receber o mesmo cuidado especial que a TV recebe quando não funciona... E ter a companhia do meu pai, quando ele chega em casa, mesmo quando esteja cansado. E que minha mãe me pro-

cure quando estiver sozinho e aborrecido, em vez de ignorar-me. E ainda que meus irmãos “briguem” para estar comigo. Quero sentir que a minha família deixa tudo de lado, de vez em quando, para passar alguns momentos comigo.E, por fim, que eu possa divertir a todos. Senhor, não te peço muito... Só quero viver como vive qualquer televisor! Amém”. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), dentre as cinco classes de pessoas que estão menos propensas ao uso de drogas, estão bem integradas com sua família.

São João Bosco, grande educador da juventude, falava da “amorevolezza”, que pode ser traduzida por caridade inteligente e dedicação amorosa. Ë a autoridade dos pais que tem nãos mãos o coração dos filhos. Ë a compenetração das almas. Ë o método do amor. É o amor demonstrado/declarado. Família na luta contra as drogas, você é o principal responsável e o grande remédio para este mal. Agora se seu filho um dia querer ser uma TV. Se questione de quem é você? Fonte: Revista Vencer na Oração. Pe. Márlon Múcio, mss. pag 23

Curso de Espanhol Sábados das 13 as 14:30 hs., com professor educador Murilo. Curso de Inglês Sábados das 11 às 13 horas, com a prof. educadora Paula. Kung Fu, com o professor “Dragão” Sábados e domingos das 10 às 13 horas. Dança Livre Domingos das 14 às 16 horas. Campanha do Agasalho, Ponto de Coleta no Colégio Áurea Moreira Rachou. No dia 12 de maio, o colégio e a equipe do PEF realizará a Comemoração do Dia das Mães a partir das 10:30 horas com bingo gratuito, oficinas de beleza e apresentações culturais.


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Gente da Nossa História: Odete EZEQUIEL DOS SANTOS Nascida em 5 de janeiro de 1938, por entre as montanhas da Maranduba e sua praia, a beira da antiga estrada de rodagem, próximo ao primeiro hotel da região - o Picaré. Filha do pescador/ lavrador João Apolinário de Oliveira e da dona Balbina Gonçalves de Oliveira, Odete logo ganhou o apelido de “Détinha”. Ela junto a seus irmãos Benedito, Marcilio, Áurea, Maria e Aurora, dividiram a infância simples e prazerosa nas redondezas. Conta ela que por vezes eram “arteiros”, pois onde hoje é o morro da pantera, eles desciam sobre um amontoado de galhos e folhas escorregando “piranbeira” abaixo no meio do “sapezá”. Segundo ela, os primos Rita e Antonio, um dia se arriscaram a descer o sape dentro de uma gamela, conseguiram, porém, no final ficou um com cada lado da gamela, é que no meio do caminho ela partiu ao meio e cada um ficou com a metade da peça. Ainda ajudava os pais à “consertá, lanhá, escalá peixe” para mistura e para salga. Junto a eles moravam as tias Izabel, Rita Antonia, Conceição, Maria André e seu pai. No local ainda existem vestígios deste tempo, tudo era roça, de tudo era plantado. Depois virou barreira, onde o negócio abriu feridas na montanha. Tinha uma valeta de água próxima a sua casa que quando chovia muito entupia, quase sempre. Ele se recorda que um certo tempo, sua mãe e sua tia foram a costeira marsicar e perceberam que algo estranho estava acontecendo. As duas, conta, viram que o mar havia recuado e onde tinha água elas podiam caminhar por entre as pedras, coletando também alguns peixes, em seguida ela, a maré, subiu rapidamente e durante o dia este movimento era repetido, muita gente viu o acontecido. Depois o pai vendeu um pedaço e foi para o Botujuru, lá pelas bandas do bairro do

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Gonçalves de Oliveira Prado

Araribá. Odete tinha 18 anos, o local é privilegiado recém adquirido, do alto de morro podia se observar a quantidade de bananais que existiam na época. Conta que o pai comprou a propriedade que era do “tio João Antunes”, era uma casa de telha, chique para a época, embora as paredes de pau-a-pique. Embaixo de sua casa morava o Cirino, próximo o Mauro com a família, o japonês, dona Nativa e Pedro Faria. O local era recheado de plantações, desde mandioca, cará, café, cana, laranja até fumo.Ainda jovem ela recebeu o convite das amigas e primas Manóca e Pérsida que a convidaram a trabalhar no hotel Picaré. Conta-nos que lá começou a trabalhar na copa lavando as louças, depois passou para a cozinha onde ficou por cerca de 10 anos. Segundo Odete o ônibus parava no local e o motorista, o cobrador e até o fiscal tomavam cafezinho por conta da casa. Os turistas se esbaldavam com a beleza do lugar, por vezes era servida lagosta com maionese, era uma clientela muito rica. Muitos dos produtos eram comprados de pescadores da região, quando não vinham do Rio Grande do Sul. Fala ainda da oportunidade de ver Silvio Caldas, Maysa Matarazzo

e Adhemar de Barros, mas o pai. Conta-nos que ela serviu a Adhemar uma tainha assada, numa bandeja com salada, feijão, arroz e batatas fritas, tudo muito fresquinho. Outros gostavam de bife na chapa ou peixe no fogão a lenha, de sobremesa tinha de tudo. Os proprietários, Sr. Edmundo Schuetze e Alinda

Morell Schuetze, eram muito bons, eles sempre exigiam dos clientes e visitantes respeito com as funcionárias. O local tinha 12 quartos com áreas de frente ao Rio Maranduba, cozinha, um salão grande. Havia luz de gerador por poucas horas, após só luz de velas, pela manhã se algum hospede queria tomar banho quente submetia-se ao banho de água esquentada na chaleira. O casal tem três filhos: Ubirajara, Sérgio e Lia. Odete

- mãe de todos

é daquelas que mantém a fé original, devota de Nossa Senhora Aparecida ela hoje guarda uma relíquia, um patrimônio histórico religioso, uma das raras imagens de Nossa Senhora dos Remédios, que no passado acompanhou a parteira Sebastiana Luiza. A imagem é de propriedade de, pelo menos, quatro gerações de seus antecessores. Após o falecimento de Dona Tiana, a imagem voltou para o convívio de Don Odete. Ela saiu do hotel para casar-se, tinha 27 anos. Seu casamento civil aconteceu na casa da saudosa Maria Balio, o religioso na capelinha da Maranduba. Conta que ganhou tanto presente que guarda alguns até hoje, outros está dividindo com os filhos. Seu esposo José do Prado, carinhosamente conhecido por Zézinho Balio é uma figura carismática e conhecida por todos. Juntos estão a 46 anos e deste matrimonio nasceram: João Mario, Givanildo, Gerson, Gilson, Jean, Giovani, Gilberto e Josete. O casal já morou na cidade para acompanhar os filhos no colégio. Após abrir salas no Sertão da Quina, retornaram ao local de onde, segundo Dona Odete, nunca deveriam ter saído. É que no centro da cidade Odete havia ficado muito doente e tudo lá era diferente. Morou na casa da sogra por um ano e meio, depois no lugar de onde está até hoje. Ali havia laranjeiras, jabuticabeiras, azaléias

e muito capim e carrapicho. Disse que o compadre Deolindo fazia enxertos das plantas e por isso tinham de quase tudo. O rio do Boi era limpo e as crianças banham-se entre os peixes, muçuns, e cobras d’águas que lá existiam. Cortavam ramos de vassoura e limpavam o rio, deixando-os sem nenhuma sujeira no fundo. Vezes ou outras puxava as orelhas dos filhos que aprontavam alguma. Sua casa parecia uma creche e ela nunca reclamou, pois vivia rodeada de respeito e muito amor. Dona Odete era mãe de todos. Os filhos comentam que eram muito mimados – apanhavam de varas de mimo (hibisco). Odete cortava os cabelos dos filhos com uma cuia, todos tinham o mesmo corte, aí que todos pareciam iguais. Conversar com esta nobre personagem é muito gratificante, sua voz suave, doce e seu sorriso farto se sobrepõe aos sofrimentos de uma vida dura, sofrida do passado. O pilar resistente desta família se deve em grande parte da luta e resistência desta pessoa. A boa educação ensinada hoje é refletida nos filhos e nas pessoas que a rodeam, que gostam de estarem lá, junto a família. Dona Odete revela que tem saudades das coisas naturais, da roça, do mar. Saudades ainda do tempo antigo, onde todos erram iguais, não havia luxo, tudo eram bom, as pessoas se respeitavam. Um dedo de prosa ainda é muito pouco para saber o que Odete guarda na memória coisas que só um livro para registrar tudo e que para as pessoas de bem tem muito valor. Por isso me sinto privilegiado e abençoado por Deus, de conhecer, conversar e estar frente a frente a uma página viva de nossa história. Dona Odete a sua bênção e muito obrigado por este bate-papo. Foi maravilhoso!


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Dicionário de vocábulos e expressões caiçaras - Parte 8

COMIDO - ( adj. ) - roído ; carcomido. COMPRAZER - ( v.t./i.) -fazer o gosto; a vontade ; só por um comprazer; pelo gosto. COMO SEJA - ( conj. ) - que nem; assim como; igual a. “ A bracoraia é pirigosa como seja o jaracuçú . “ CONCERTINA - ( s. f. ) - sanfona; harmônica;instrumento da família do acordeão, com caixa hexágona e teclado de pequenos botões. CONFIADO - ( adj. ) - atrevido. CONGO - ( s.m. ) - espécie de bagre pequeno e de qualidade inferior. CONGUINHO - ( s.m. ) - congo pequeno. CONSAGRAÇãO - ( s.f. ) - uma fase do batismo na igreja católica, após a crisma. CONSERTá O PEIXE - (v.t. ) limpar o peixe das vísceras. “ primero conserta eles tudo, adespois cunzinha cum banana “ CONSOANTE - (adj.) - semelhante; igual; parecido; assemellhado. “ era um pexe grande anssim , consoante uma tinturêra “ CONSTIPAÇãO- ( s.f. ) - defluxo; resfriado. CONTRA-DEUS - ( s.m.) - diz-se da pessoa canhota. CONTRAPASSO - ( s.m.) - levar um contrapasso ; levar um empurrão.

COPIá - ( s.m. ) - mesmo que cupiá. CORAJUDO - ( adj.) - corajoso; resoluto. “ sujeito corajudo esti um dai “ CORDA - ( s.f. ) - tábua de madeira arredondada que se coloca sobre o tipiti, a fim de que sua tecedura de bambu resista bem e flexivelmente à pressão do varão, no prensá da massa verde da mandioca. ” O quêjo e a coroa é o mesmo, aquela ali, ali ”. CORDAS DA VIOLA - ( s.f.) de cima para baixo a seqüência é : canutilho ; toeira; requinta; cantadeira e a prima. CORDEá- ( s.m. ) - mesmo que cordial; beberagem de ervas; “ quem sabe se um cordeá de nhabutitana cum sete sangria não cura o mininozinho “ CORNAÇO - ( s.m. ) - trompaço; empurrão;esbarro; pancada nos córnos. CóRNOS - ( s.m. ) - cara; face ; rosto. “Voce não tem vergonha nos córnos. “ COROA - ( s.f.) - baixio temporário produzido pelo refluxo da maré ( vazante ). CORóCA - ( s.f.) - velha feia, decrépita, caduca. COROCORóCA - ( s.f.) - vide crocoroca ; espécie de peixe. CORRê COXIA - ( loc.v. ) - vadiar; andar por toda parte. CORRICá - ( v.i. ) – corricar; pescar de rede de corrico. CORRICO - (s.m.) - rede móvel ; com bóias, para pesca. CORRIMAÇA - ( s.f. ) - corrida; tropel. “ a chuva bateu e começo a currimaça “ CORRUÍRA - ( s.f.) - espécie de pássaro. CORTE - ( s.m.) - vide corte de canoa. CORTE DE CANOA - ( s.m. ) - pau cortado e cavado grosseiramente , que será transportado até a beira da praia, onde será lavrado e transfor-

mado em canoa. “ esse corte nós comprêmo de Seu Manéco ;ele mesmo que tirô o corte “ CORUJA - ( s.f.) - bolo de farinha de mandioca, com amendoim ou indaiá, feito do mesmo modo do bijú de mandipuva,envolto em folha de banana e assado na brasa ou na cinza, embaixo do fogo de chão ou forno caipira. COSTãO - ( s.m.) - lado de um morro de difícil acesso; paredões de pedra que caem íngremes para o mar; COVANCA - ( s.f.) - terreno entre morros, com entrada natural apenas de um só lado. COVO - (s.m.) - armadilha para apanhar peixes,que consiste num funil tecido de timbopéva, tendo em sua boca uma roda que impede a saída do peixe que tenha entrado; “ de primêro nóis ainda tirava aí por vórta, aí, de más o meno dois covo de pexe “ CRACA - ( s.f. ) - marisco que prolifera em pedras de costeira, rochedos e casco das embarcações, imersos na água; diz-se também da sujeira no pescoço das crianças, causada pelo pó e suor. CRARO - ( s.m.) - claro; vide craro da lua. CRARO DA LUA - ( s.m.) - fase da lua que vai da lua nova até a lua cheia; recesso da pesca da sardinha com traineiras. CRAVêLHA - ( s.f.) - tarraxa; peça para retesar as cordas do instrumento musical. CREMONA - ( s.f.) - ferragem para trancar janelas e portas. CRENDOS PADRE - ( loc.v. ) - expressão de expanto, de indignação. “ más que gente más arado de fome, crendos padre todo poderoso, parece que nunca viram cumida ! “ CRIAÇãO - ( s.f. ) - denominação dos animais e aves domésticas;

“ isso eu digo pá sinhora; esses bicho não e bom pá criação, morre tudo ele “ CRIAME - ( s.m. ) - criadouro. CRIANÇA DE PEITO - ( s. f. ) - recém nascido; criança em idade de mamar no peito. CRIANÇA PIQUENA - ( s. f. ) criança de colo; criança até os sete anos de idade. CRIéRA, s.f. - escamas mais grossas da massa seca da mandioca, que não passam pela penêra no fabrico da farinha. ” A criera que fica na penêra, joga-se prás galinha. Aquilo não presta, é criera”. CRISMá - ( v.t.d.) - ato da igreja católica; sacramento da consagração na fé. CRISTALEIRA - ( s.f.) - armário envidraçado, onde se guardam as garrafas e os copos. CRóCA - ( s.f.) - dobra no arame ou na linha de aço da vara de pesca, que a faz partirse. CROCHê - ( s.m. ) - tecido rendado, feito à mão com uma agulha provida de um gancho na extremidade. CRóQUE - ( s.m. ) - pancada na cabeça com o nó dos dedos; cascudo. CRUVIANA - ( s.f.) - tempo chuvoso e frio. CUá - ( v.t. ) - peneirar a massa seca da mandioca no cocho de massa seca, de onde será levada ao forno, para torrefação; passar no coador o pó de café e a garapa fervida para fazer o café de cana. “Prá forneá a gente côa, põe dentro do forno e bota fogo embaxo. Agora pá forneá, querendo forneá de dois, forneia, não querendo, forneia de um, agora o outro tá lá cuando na penêra e o outro tá forneando ”. Fonte: PEQUENO DICIONÁRIO DE VOCÁBULOS E EXPRESSÕES CAIÇARAS DE CANANÉIA. Obra registrada sob nº 377.947Liv.701. Fls. 107 na Fundação Biblioteca Nacional do Ministério da Cultura para Edgar Jaci Teixeira – CANANÉIA –SP .


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A destruição desse belíssimo Rio Maranduba Tive a oportunidade e o prazer de ler o JORNAL MARANDUBA, Parabéns pelas reportagens do LUXO ao LIXO, moradores indignados com mortandade de peixes e etc. Na realidade estive fazendo uma visita a Ubatuba e pergunto o que esta acontecendo com essa cidade? Que já foi a mais bela do nosso litoral. Totalmente abandonada, o que fazem as autoridades, que não tomam as providencias necessárias, deixando essa antiga e bela cidade acabar. Exemplo, RIO MARANDUBA onde havia disputa para pescar o melhor e maior peixe, onde crianças e adultos banhavam-se, brincando, tudo se acabou.

Empresários relapsos jogam esgoto sem tratamento no Rio, que virou esgoto a céu aberto, pior o Rio desemboca no Mar, é triste, mas é a realidade. Nossa Praia esta com o

futuro triste e incerto. Os Amigos de Maranduba, já enviaram ao Diretor da CETESB uma reclamação, e já estamos enviando algumas fotos, ao Sr. Diretor para que

possa tomar as devidas providencias. Atenciosamente, Priscila Castilho e Amigos de Maranduba (via e-mail)


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Anatomia das mães

Coluna da

O instinto materno em todo seu explendor

Adelina Campi

A Arte do Matrimônio Qual será o segredo dos casamentos duradouros? Casais que convivem há anos falam de paciência, renúncia, compreensão. Em verdade, cada um tem sua fórmula especial. Recentemente lemos as anotações de um escritor que achamos muito interessantes. Ele afirma que um bom casamento deve ser criado. No casamento, as pequenas coisas são as grandes coisas. É jamais ser muito velho para dar-se as mãos, diz ele. É lembrar de dizer “te amo”, pelo menos uma vez ao dia. É nunca ir dormir zangado. É ter valores e objetivos comuns. É estar unidos ao enfrentar o mundo. É formar um círculo de amor que una toda a família. É proferir elogios e ter capacidade para perdoar e esquecer. É proporcionar uma atmosfera onde cada qual possa crescer na busca recíproca do bem e do belo. É não só casar-se com a pessoa certa, mas ser o companheiro perfeito. E para ser o companheiro perfeito é preciso ter bom humor e otimismo. Ser natural e saber agir com tato. É saber escutar com atenção, sem interromper a cada instante. É mostrar admiração e confiança, interessando-se pelos problemas e atividades do outro. Perguntar o que o atormenta, o que o deixa feliz, por que está aborrecido. É ser discreto, sabendo o momento de deixar o companheiro a sós para que coloque em

ordem seus pensamentos. É distribuir carinho e compreensão, combinando amor e poesia, sem esquecer galanteios e cortesia. É ter sabedoria para repetir os momentos do namoro. Aqueles momentos mágicos em que a orquestra do mundo parecia tocar somente para os dois. É ser o apoio diante dos demais. É ter cuidado no linguajar, é ser firme, leal. É ter atenção além do trivial e conseguir descobrir quando um se tiver esmerado na apresentação para o outro. Um novo corte de cabelo, uma vestimenta diferente, detalhes pequenos mas importantes. É saber dar atenção para a família do outro pois, ao se unir o casal, as duas famílias formam uma unidade. É cultivar o desejo constante de superação. É responder dignamente e de forma justa por todos os atos. É ser grato por tudo o que um significa na vida do outro. O amor real, por manter as suas raízes no equilíbrio, vai se firmando dia a dia, através da convivência estreita. O amor, nascido de uma vivência progressiva e madura, não tende a acabar, mas amplia-se, uma vez que os envolvidos passam a conhecer vícios e virtudes, manias e costumes de um e de outro. O equilíbrio do amor promove a prática da justiça e da bondade, da cooperação e do senso de dever, da afetividade e advertência amadurecida.

A anatomia das mães explica parte a parte (do corpo) como a mãe se relaciona, ama e prepara para a vida seu bem mais precioso, os filhos. Deixe o instinto materno se manifestar, deixe o amor de mãe invadir seu coração. Além do coração materno. Aparentemente, as mães assemelham-se a qualquer outro ser do sexo feminino. Mas não é bem assim!… A partir do momento em que são mães, a maioria das mulheres começa a manifestar características únicas e muito especiais. Conheça aqui algumas… Olhos - Os olhos da mãe podem ser de qualquer cor e devem ser capazes de ver o que mais ninguém vê. Duma maneira geral, a expressão dos olhos deve ser suave e amistosa, mas deverá ter a capacidade de “soltar faíscas” nos momentos certos. Uma ferramenta tipicamente usada por todas as mães, independentemente da cultura de cada país, são os “olhos atrás das costas”. Ouvidos - Os ouvidos das mães devem estar preparados para todas as eventualidades 24 horas por dia. Devem ser capazes de ouvir um bebé choramingar na outra ponta da casa ou de escutar os cochichos da filha adolescente com as amigas. Devem ainda ter potência suficiente para aguentar a música dos Patinhos ou a birra de uma criança que quer um brinquedo. No entanto, é importante que estejam mal sintonizadas para as más disposições dos filhos mais rebeldes. Nariz - Ah, o nariz!… Capaz de cheirar uma fralda recheada a 50 metros! Até agora, não há provas de que a teoria do “maior é melhor” funcio-

ne neste caso. Algumas mães têm narizinhos muito pequeninos que parecem não funcionar, mas que na realidade conseguem “cheirar” quantos cigarros fumou o seu filho adolescente. Mas o nariz da mãe também tem sempre o prazer de cheirar os ramos de flores oferecidos pelos filhos. Boca - Além da sua localização na entrada do aparelho digestivo, que permite que as mães estejam sempre bem alimentadas e saudáveis, a boca tem outras características muito importantes. Deve ser capaz de cantar uma suave canção de embalar sem sair do ritmo e de conversar durante horas a fio. Dela devem sair palavras meigas e bonitas e muitos conselhos. A única regra absoluta é que nunca, mas mesmo nunca deve ser usada para insultar, desmentir ou humilhar uma criança. A mãe até pode estar zangada, mas a agressão verbal é totalmente proíbida. Por outro lado, um requisito absolutamente obrigatório em qualquer boca de mãe é conseguir dar milhões de beijinhos aos seus filhotes e de, desta forma, curar qualquer dor, desde um arranhão a um desgosto amoroso. Peito - A sua primeira tarefa em relação aos filhos é fornecer-lhes alimento e aí são verdadeiras máquinas de leite, independentemente do seu tamanho ou forma. Possuem ainda uma função aconchegante, o que faz com que todos os bebés adormeçam com facilidade no colo da mãe. Barriga - Este é o primeiro lar de todas as crianças. Conhecida pelas suas características interiores bastante aconchegantes, a barriga da mãe continua a ter algumas utilidades mesmo depois do

nascimento. Juntamente com o peito, é o lugar preferido dos mais pequenos para valentes sonecas. Costas - Se bem que na sociedade ocidental não é assim tão comum, nalgumas culturas as costas da mãe são utilizadas como meio de transporte dos mais pequenos. No entanto, as barreiras culturais são ultrapassadas com a expressão “carregar o mundo às costas”, usada por todas as mães a nível universal. Braços - Devem ser fortes para carregar os filhos ao colo, para transportar os sacos das fraldas e todo o tipo de tralhas. Todas as mães têm mil e um braços invisíveis que chegam a todo o lado e a todos os filhos ao mesmo tempo. De entre as suas inúmeras funções, são indispensáveis para adormecer uma criança e principalmente para dar xi-corações. Mãos - Complementos importantíssimos localizados na extremidade dos braços. Servem para tudo e mais qualquer coisa. Uma das suas principais funções é fazerem festinhas sem se cansarem. Apesar de estar expressamente proíbida a sua utilização para fins violentos, são por vezes úteis na administração de uns leves açoites… Coração - É, sem dúvida, o orgão mais importante de qualquer mãe. Apesar de não estar à vista (ainda bem!!) é o que tem mais manifestações exteriores. Quando combinado com os outros orgãos verificam-se resultados surpreendentes. Apresenta uma particularidade interessante: ainda que a sua dimensão seja relativamente reduzida, todos dizem que “o coração de uma mãe é do tamanho do Mundo”!


Jornal Maranduba News #36  

Noticias da Regiao Sul de Ubatuba

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