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Maranduba, 20 de Julho de 2011

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Disponível na Internet no site www.jornalmaranduba.com.br

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Ano 2 - Edição 27 Foto: Ezequiel dos Santos

Saco das Bananas

Berço explêndido da cultura litorânea


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Jornal MARANDUBA News

Editorial:

O que o seu filho esta fazendo neste momento? Será que ele está na escola? Na década de 1970 a emancipação dos filhos era aos 17 anos, quando eles prestavam serviço militar ou casavam-se. Hoje aos nove ou dez anos já são emancipados. Vão a escola sozinhos. Muitos pais acham bonito, alguns acham até chique. Toda essa distancia ou a falsa sensação de que os filhos já sabem de tudo fazem com que os pais desatentos ou acomodados crêem que não precisem ir a escola. Muitos não perceberam que a falta dos pais na escola tem criado na criança uma emancipação disfarçada, com isto, a qualidade do ensino fica prejudicada, já que a fiscalização por parte dos pais torna-se falha. A emancipação dos filhos nesta idade é muito propícia a tudo de que não queremos, mas onde estão os pais neste momento? Já sei, não tem mais tempo? O horário não dá? A escola que tem de resolver? Não é problema meu! Blá, blá, blá... Ir a escola em momento nenhum é fazer o aluno pagar mico e sim mostrar que você gosta dele, que você se preocupa com ele, que você tá lá para ajudá-lo e não humilhá-lo. Todas as escolas estão abertas aos pais, ele pode ir a sala de aula, ao banheiro, aos

corredores, onde ele quiser e precisar ir. Os diretores e professores têm chamado os pais à responsabilidade na formação e na criação destes seres. A escola é a segunda parte da formação mais importante do aluno, é o complemento da primeira, é a fase da transição para o mundo real. A primeira fase vem de casa, vem do exemplo a ser dado e oferecido. Desde os tempos mais remotos a formação no ambiente familiar tem seu papel muito bem definido. Quer um exemplo claro, que as vezes acontece em sua casa e você não percebeu. Bicicletas caras, mochilas e tênis de duzentos Reais, celulares com MP3, Bluetooth, Internet, Ipod, fones de ouvido de alta potencia. Agora me diga o que estes aparelhos irão ajudar no aprendizado? Qual é a parte da educação em que estes parelhos são importantes? Ninguém é contra o presente de uma criança. Ao que parece é que se dá o regalo para livrar-se de um problema, assim cria-se outro tanto para o pai quanto para as outras pessoas do ambiente escolar. Você pai quando criança recebia as coisas assim de mão beijada? Você com certeza tinha ciência do valor das coi-

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Emilio Campi Colaboradores:

Adelina Campi, Ezequiel dos Santos e Fernando A. Trocole Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião da direção deste informativo

sas. Eram tempos do “ser” e não do “ter”, com o é hoje. É o excesso do “ter” que fazem surgir os problemas que conhecemos. Na pratica o que posso fazer? Vá à escola, acompanhe a entrada e noutro dia a saída dos seus filhos, ligue na escola para ver se ele está lá, observe para quem ele ligou do celular, veja as fotos que ele tirou neste aparelho, veja se ele, ou ela, tem mudas de roupas diferentes na mochila. Mas o porquê disso? Simples se você não acompanhar seu filho, um traficante vai fazer por você. Vai dar tudo o que você não dá e não faz, principalmente atenção e até mesmo um carinho disfarçado. Se você gosta de seu filho realmente, basta mentalmen-

te responder quantas vezes você foi a escola conhecer, apoiar, cobrar e colaborar com a escola onde ele estuda? Quantas vezes ao menos você ligou para saber como ele está e se ele está na escola? Você tem o abraçado, restaurado o prazer de estudar junto com seu filho, ou, a Tv é mais importante, a cerveja, a turma, o bar, etc, é mais importante. Não tenha vergonha de ser pai, ou mãe dele, mas tenha vergonha do que ele vai virar se você não mostrar quem é você neste papel de educar e ensinar. Você com certeza será comparado aos pais que participam, cuidam, acompanham e zelam pelo seu maior patrimônio: o filho. Emilio Campi


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Justiça ordena demolição de imóveis em área quilombola SAULO GIL/IMPRENSA LIVRE

A Justiça federal determinou na última sexta-feira a demolição de mais de 10 imóveis localizados na Praia da Caçandoca e na Praia da Caçandoquinha, região Sul de Ubatuba. As áreas são reconhecidas como quilombolas e abrigam dezenas de famílias remanescentes do período escravocrata. Para o Juízo, as novas construções realizadas no entrono das comunidades desobedecem à decisão judicial de embargo das áreas. “Tendo em vista a informação do Incra, da instabilidade ambiental, habitacional e econômica que afeta todas as famílias atualmente residentes no quilombo Caçandoca, bem como no concernente às notícias de invasões, de novas construções, em franca desobediência à determinação judicial determino que sejam apurados tais fatos. Assim, designe-se dois oficiais de justiça para que se encaminhem ao local para a apuração de novas construções irregulares, devendo no mesmo ato intimar este (o mora-

dor irregular) para proceder à demolição às suas expensas, marcando dia para constatação de seu cumprimento”, determinou a Justiça Federal. O presidente da Associação União dos Morros (Caçandoqui-nha), Antonio Antunes de Sá, não soube precisar a data estipulada pelo Judiciário. O líder quilombola ouviu informações dos intimados de que o prazo para as demoli-

ções vence no dia 1º de agosto. No entanto, ele ressalta que a comunidade já está realizando reuniões para saber quais serão as medidas tomadas em relação à decisão judicial. O vice-presidente da Associação, Mário Gabriel do Prado, adianta que a comunidade está disposta a resistir ao que ele considerou como mais um “desmando” por parte do poder público

com relação aos quilombolas. “A juíza Mariza Vascolensos da 1ª Vara da Justiça Federal de Taubaté alega que invasores ocuparam a área do Quilombo Caçandoca, e os mesmos desataram o congelamento da área. Tendo em vista que nesta área estão somente quilombolas, e mesmo assim fomos notificados e teremos o prazo de 15 dias para recorrer da sentença ou nossas

casas irão abaixo. A comunidade de novo se desespera, sem saber qual será o nosso futuro”, opina Mário do Prado, acreditando que a única desobediência à Lei ocorrida na comunidade faz referência a uma ação individual. “Temos sim um problema com um quilombola, que acha que é proprietário da área, e fixou uma faixa tentando vender a mesma, mas já foi notificado a retirar a faixa do local, mas não podemos pagar pela loucura dos outros”, ressalta o vice-presidente da Associação União dos Morros. A diligência foi realizada em conjunto com agentes da Delegacia da Polícia Federal de São Sebastião. A prefeitura municipal de Ubatuba também foi oficiada na decisão judicial, para que esclareça quais as medidas que estão sendo realizadas no tocante às construções irregulares, o estado de conservação das moradias ali existentes e os eventuais problemas de desmoronamento, levando-se em conta o seu poder e dever de fiscalização na cidade.

Turismo Étnico “Rota Zumbi” Quilombos no Salão Nacional de Turismo EZEQUIEL DOS SANTOS No último dia 14 foi apresentado no Salão Nacional de Turismo o projeto que destaca os quilombos do estado de São Paulo no evento que é considerado vitrine mundial do turismo étnico. O trabalho foi apresentado pela empresa Fh Silvino Turismo & Eventos. “Existem vários quilombos organizados e preparados para receber turistas, e esta ação com certeza poderá levar mais condições de vida e sustentabilidade para as comunidades quilombolas em todo o país” cita Francisco Henrique Silvino - Presidente da Fh Silvino Turismo & Eventos e da ANTAB. Dentro do projeto está incluso a preparação de profissionais

dentro dos quilombos para o segmento receptivo; a realização de festividades, comercialização de produtos e fomento e promoção dos quilombos e artesões. Os quilombos do Vale do Ribeira, Itatiba, Ubatuba, Capivari, Perus, serão os primeiros a serem visitados pelo grupo de pesquisa e coordenação da Rota ZUMBI QUILOMBO á partir de Agosto. A apresentação da agência que estará comercializando os pacotes turísticos no estado de São Paulo será apresentada no dia 31 de Agosto. Também estão integrados na rota os estados de Pernambuco, Maranhão, Amapá, Porto Alegre, Espírito Santo e Minas Gerais. Em junho passado o Quilombo União dos Morros-Caçandoquinha recebeu um grupo

de estudantes da USP. O roteiro realizado pela universidade começou em Paraty, depois uma visita a Aldeia Boa Vista em Ubatuba e por fim o quilombo Caçandoca/ Caçandoquinha. No quilombo puderam de fato experimentar e curtir as belezas da região. Participaram de palestras sobre o quilombo, experimentaram o azul marinho, fizeram caminhadas e um passeio de escuna. O grupo foi organizado pela professora de história da USP Antonia Terra e teve como objetivo a proximidade e o conhecimento dos detalhes da vida e luta destas populações. Muitos dos alunos nunca haviam pisado em um território tradicional, seja aldeia, quilombo ou de outros moradores formadores do povo

brasileiro. Segundo a professora, foi um momento ímpar para que esses futuros professores adquiram sensibilidade de discutir a história indígena e quilombola

com mais propriedade. Foram também realizadas entrevistas com populações locais para descobrir como a sociedade brasileira encara estes povos.


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Artes Marciais na Região Sul

GLÁUCIA CAVALCANTE Aconteceu nos últimos dias 11 e 12 de junho a ultima seletiva para o campeonato paulista de kung-fu 2011, realizado na cidade de Leme-SP, no interior de são Paulo. O evento contou com a presença de muitos atletas do estado, com destaque para os atletas representantes da Maranduba que conquistaram oito medalhas, sendo 6 de ouro, uma prata e um bronze, garantindo assim a classificação para o campeonato paulista, que será realizado agora no mês de julho. A grande surpresa foi a atleta Lara Luccas Barreiro (já classificada para o paulistão 2011), e agora convocada para se integrar a seleção brasileira de kung-fu wu-shu, preparando se para o sul-americano que vai acontecer na cidade Del Leste no Uruguai, onde se encontram os melhores atletas da America do sul. Estamos muito orgulhosos de ter um representante lá fora e estamos na torcida esperamos que dê tudo certo, é isso

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Jornal MARANDUBA News

ai galerinha vamos lá agora é só treinar e os resultados vem com o tempo. Ficam aqui os nossos agradecimentos ao senhor Wilson da Banca do Sapé, que nunca mediu esforços para ajudar o atleta e técnico Dragão em quase todos os eventos que participa estar sempre dando um apoio. Nosso muito obrigado por acreditar que só através do esporte e educação podemos criar uma Maranduba melhor e mais segura para os nossos filhos. O atleta Valdir (Dragão) ministra aulas como voluntário no programa escola da família da E.E. Profº Áurea Moreira Rachou no Sertão da Quina aos sábados e domingos, e de segunda a sexta na academia Cia do Corpo. Você que é admirador desta filosofia oriental, venha nos visitar e faça uma aula experimental, com o prof. Valdir (Dragão). Apoio Ezequiel, Jornal Maranduba News. maiores informações contactos 9769 3538 ou xiaulong@hotmail.com

ANUNCIE: (12) 9714.5678 - 7813.7563

Parceria promove 1º Desfile de Cães na Maranduba PEF ÁUREA A super população de cães e gatos é um problema que afeta as grandes cidades e também pequenas, em maior ou menor grau. A verdade é que existem mais animais do que lares para acolhê-los. A castração, ao contrário do que se pensa, é salutar a saúde do animal, pois previne o risco de doenças uterinas, câncer de mama, útero, proposta e testículos. É por isso que a educação ambiental bem como a conscientização dos proprietários de animais e da população em geral, é um dos instrumentos que busca o esclarecimento e tomada de decisão no sentido de se pensar globalmente e agir localmente para um planeta sustentável. A Ong APASU (Associação Protetora de Animais da Região Sul de Ubatuba) estará promovendo um projeto de posse responsável nas escolas públicas da região. O objetivo deste projeto é conscientizar as crianças da importância da posse responsável, incentivando também a adoção de cães abandonados e informação sobre PARASITOSES. No mês de Junho, o Programa Escola da Família da E.E.Profª

Áurea Moreira Rachou - Diretoria de Ensino Região Caraguatatuba desenvolveu a ação dentro do Projeto Animal Saudável é o Bicho em parceria com a APASU e com o apoio da ESPECIAL DOG, foi realizado o 1ºDesfile de cães, com o objetivo de incentivar a posse responsável. Os critérios de Julgamento foram: 1 estética canina (cuidado canino, pelagem e dentição), 2- Vestimenta ( originalidade e criatividade), 3Sociabilidade (dons: pular, sentar), respeito com o dono). Neste evento tivemos a presença da veterinária Márcia, representantes da APSU Salete, Adriana e Eliane, membros da diretoria de ensino Janete e Fabrício e a diretora da escola

Eloisa que compuseram a mesa julgadora, todos os 34 inscritos receberam prêmios de participação, foram premiados em 1º lugar Pytti, 2º Niki, 3º Tigrão, 4º Lup e 5º Tayk. Agradecemos a participação de todos, em especial dos parceiros Especial Dog, Rogério Frediani, Bruno César (O jovem do povo) e Rações Gimapa. Nesta primeira fase do projeto foi realizada a palestra nos 3 turnos, a 2º etapa foi o desfile de cães e na 3º fase o concurso de fotografia que acontecerá em agosto na escola. Convidamos toda a comunidade para participar das ações do Programa escola da família aos finais de semana das 9:00 ás 17:00hs

Jairondirorum littorina JOSÉ RONALDO DOS SANTOS

Por insistência de alguns amigos, depois de lerem Ovo do Diabo II (coisasdecaicara.blogspot.com), resolvi divulgar o que poderá ser um achado do século para o nosso município. Desde já digo que o mérito é de algumas pessoas que leem, buscam ver um pouco além daquilo que aparece e desejam fazer encaminhamentos para contemplar muitas outras possibilidades (científicas, turísticas etc.). Se não fosse por tais características, tal achado

passaria despercebido como muitos outros que se já ouviu falar no universo dos caiçaras. De acordo com algumas notícias (ver, entre outras, cienciamao.usp.br; noticias.terra.com. br ), se considerarmos o achado da Índia, em 01/10/2009, veremos muita semelhança nas fotos. Será que o nosso ser caiçara também está próximo dos 65 milhões de anos? Resta-nos aguardar os encaminhamentos que serão sabiamente tomados pelo professor

Aziz Nacib Ab’Saber, este grande geógrafo nascido em São Luiz do Paratinga, em 24 de outubro de 1924.


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I Torneio Futevolei de Caraguatatuba

No dia 03 de Julho, aconteceu o I Torneio de Futevôlei em Caraguatatuba com a participação de 10 duplas de todo o litoral norte. Com a impecável organização do evento por Edno, entre os destaques, deu a lógica: ficaram as duplas de Ubatuba, que possuem ampla experiência na modalidade, juntamente com a de Caraguá. A presença de ambas, no entanto, valorizaram bastante a competição, atraindo moradores das proximidades para assistir e torcer. Placar de Classificação 1º Lugar – Chiquinho e Edno ( Ubatuba); 2º Lugar – Kleber e Erik (Caraguatatuba); 3º Lugar – Marcio e Marcos (Caraguatatuba); 4º Lugar – Xandeli e Gil ( Ubatuba ); As duplas de Ubatuba, agradecem o apoio do CT.TRAME, Silvinho Brandão, PETSHOW, KALLSOM e da Secretaria de Esporte e a Carol pela força que deu para está sempre presente no Futevôlei. Quem interessar em apoiar essa dupla, entrar em contato, nos telefones, (12) 9737-8334 (12) 9108-8110 – Falar com Chiquinho. JORNAL

MARANDUBA NEWS

9714.5678 ANUNCIE

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Ubatuba no século XIX: aspectos econômicos

JOSÉ RONALDO DOS SANTOS

Em 1836, pelas informações dadas por Félix Guisard Filho, em seu livro Achegas à história de Ubatuba, o porto de Ubatuba era muito movimentado: quatro sumacas, três escunas, um iate, sendo a maior parte deles de proprietários do município, tinham uma regularidade em suas atividades. Os dias eram de prosperidade, principalmente pelo desenvolvimento das atividades agrícolas e pela vida portuária. Também se intensificava o intercâmbio com o interior. Porém, as dificuldades de comunicação com as vilas de serra-acima, provocam o declínio da produção. É de 1853 um ofício da Câmara que diz: “Vários tropeiros já têm procurado outros portos, os quais, apesar de serem longe, não oferecem tanto perigo”. Ou seja, as estradas são péssimas. Também é dessa época o início da decadência cafeeira. Só para comparar, atente-se aos dados da produção/ escoamento nos seguintes anos: 1853= 150.000 arrobas; 1861= 30.000 arrobas; 1886= 5.000 arrobas. Se bem que apresentasse algumas desvantagens, o porto de Ubatuba tinha capacidade para o desenvolvimento comercial. Entre as desvanta-

gens estava a distância do ancoradouro, foz do rio Acarau, que se achava a meia légua do porto de embarque, tendo que atravessar uma baía desabrigada e constantemente agitada, com ocorrências de sinistros. Isso naturalmente dificultava o transporte de mercadorias para os barcos (carregamento/descarregamento). Ofício de 1852 informava: “É má e perigosa a barra desta vila. Muitos prejuízos têm sofrido no embarque e desembarque dos gêneros (...) O rio é estreitíssimo e circundado de pedras, bancos de areia e, o que é tudo, o mar quase constantemente agitado de maneira que são inúmeros os naufrágios que ali tem havido”. É interessante notar que até o mapa do almirantado inglês da época assinala a possibilidade de um corta-rio, ou seja, a desembocadura do rio Grande seria desviado para o Perequê-açu, estando resolvido dessa forma a formação dos bancos de areia na área portuária. Na prainha do Padre estava localizado o porto propriamente dito. Por ser pequena, impedia a permanência das tropas de serra-acima, cujo comércio com Ubatuba era constante.

Vôo livre na Maranduba

A Escola de Voo Livre Pico agora em Ubatuba, na praia da Maranduba. Aprenda a voar com a gente! Ou se você quiser,faça um voo duplo! Agende uma aula experimental! Contato com o Paulo e Rô,pelos telefones 12 9755-0347 / 82013820

Pequenos passos para um grande equilíbrio JOSÉ RONALDO DOS SANTOS

Dia desses fui ao município vizinho de São Luiz do Paraitinga conhecer a cultura do cogumelo. Fiquei impressionado com as explicações e as práticas do proprietário (Nelson), um paulistano que, após um período trabalhando no Japão, há nove anos abraçou o desafio de viver da terra numa relação harmoniosa e tendo lucro. “Cogumelo é a carne do futuro!”. Nesta convicção o Nelson trabalha e gera empregos; apresenta ao homem do campo mais uma alternativa para não deixar o espaço que o gerou. Garante assim a permanência da cultura caipira em lugares inimagináveis

para muitos que só reparam no asfalto. Desses lugares saem os moçambiqueiros, os jongueiros, os membros da cavalhada, a tradição religiosa que atrai tantos turistas para a referida cidade. Também nesses lugares encontramos os autênticos ecologistas, onde os “teóricos verdes” deveriam ter a curiosidade para aprender antes de apoiarem qualquer política, qualquer “teoria científica amplamente testada” ou qualquer patrocinador. A partir de pequenos exemplos, das práticas históricas do meu povo caiçara, acredito que o apelo mais ecológico de todos é: Salvemos as culturas locais para salvarmos o planeta.

Parabéns a José Braz e Magda

A família agradece a todos que colaboraram para que este dia fosse tão especial. Agradecimento aos valores amigos e homens do Corpo de Bombeiros que abrilhantaram o momento mais especial deste casamento.


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Moradores da região participam de Workshop sobre trilhas e atrativos no Parque

EZEQUIEL DOS SANTOS Nos últimos dias 11 e 12 de julho, nove moradores tradicionais, mateiros, produtores e técnicos da regiao sul participaram do 1º Seminário Regional do Projeto de Trilhas e Plano de Contingências do Parque Estadual, que aconteceu na sede Picinguaba. Participaram os núcleos de Santa Virginia, Picinguaba e Cunha. Esteve também Bruno Nunes da operadora de turismo Mar e Serra, o pessoal da Montana Rafting e Turismo e Eduardo de Oliveira Coelho Diretor de Turismo de São Luiz do Paraitinga, Carlos Rizzo da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Ubatuba, Policia Rodoviária Federal, Policia Ambiental, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil. Os trabalhos foram coordenados pela equipe da Ruschmann Consulting da capital.

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O objetivo do encontro foi realizar levantamento inicial das condições e atrativos das trilhas, acordar logística de trabalhos de campo, apresentar e validar a metodologia proposta, levantar informações sobre riscos, acidentes, incidentes e salvamento. Ficou claro que a idéia era a preparação das trilhas para o publico da Copa de 2014. Doze trilhas foram escolhidas para a aplicação dos estudos técnicos e projetos executivos a implantação do Sistema de Trilhas e Atrativos do PESM. Da regiao sul só o Corcovado foi contemplado, a equipe de Santa Virginia realizou os estudos da parte de cima e a equipe de Técnicos de Turismo Rural, mateiros e alunos de observação de aves realizaram a parte de baixo até seu cume. Na oportunidade os estudos foram apresentados pelo mateiro

e aluno de observação de aves Silas Fileto. A equipe da Ruschmann fará trabalhos de campo com interpretação do trajeto, diagnósticos, georreferenciamento e contará com o apoio e colaboração da equipe sul. Foram levantados os atrativos e as atividades que possam ser exploradas nas trilhas, sugestões de operação e publico alvo e sobre a gestão das trilhas. A Ruchmann venceu uma licitação para realizar os estudos e implantar os sistemas nas em 120 km de trilhas dentro do Parque, para isso convidou moradores, guias, monitores e mateiros para a discussão. A comunidade aguarda que isto seja mais uma porta que se abre para a geração de emprego e renda, respeito e bom trato a população que tanto cuidou e preservou a maioria das trilhas por conta de suas histórias e tradições.

Associações são convidadas para apresentação do programa de Microbacias

Pelo menos quatro associações da regiao sul de Ubatuba foram convidadas pela CATI para a apresentação do Programa Estadual de Microbacias Hidrográficas-Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável-Acesso ao Mercado que aconteceu no último dia 15 no colégio Capitão Deolindo no centro. Desta vez o foco não foram as questões ambientais mais sim o acesso ao mercado. Participaram associações de Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião e Ilhabela, além dos técnicos da CATI. O programa é um convenio entre o governo do estado e o Banco Interamericano de Desenvolvimento-BID num total de US$ 130 milhões a serem aplicados em cinco anos e investidos no acesso ao mercado de produtores rurais, pescadores, artesãos entre outros. O convenio prevê investimentos diretos em iniciativas de negócios de agricultura familiares e pescadores artesanais. Nas discussões foram levantados problemas ambientais como o maior limitante para a produção, seja em terra ou na água (pesca).

Falou sobre as organizações de produtores em cooperativas e associativismo para organização do setor, de notas fiscais, os problemas de estatutos e quem tem direito a participar ou não. No caso dos indígenas e quilombolas, estes já estão inseridos no programa por exigência do BID. O Programa que tem como objetivo a promoção do Desenvolvimento Rural Sustentável de forma a ampliar as oportunidades de trabalho e renda, a inclusão social, a conservação dos recursos naturais e o bem estar das comunidades, aumentando a competitividade da agricultura familiar e da pesca artesanal. As associações convidadas foram da Praia Grande do Bonete, Araribá, Sertão da Quina e Maranduba. Para Luciano da Amasq foi muito interessante a apresentação, segundo ele dá para trabalhar no bairro com os artesãos. Foi proposta uma apresentação na regiao sul para que todos possam melhor aproveitar o programa com data ainda a ser anunciada.


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Jovens se preparam para a Jornada Ubatuba participa do Mundial da Juventude na Europa Encontro Nacional da Juventude APNs

Natan, Letícia (coordenadores) e Pokemom do grupo de jovens

EZEQUIEL DOS SANTOS Os jovens Natan Soares, 20, do Araribá e Letícia Amorim, 22, do Sertão da Quina se preparam para participar da Jornada Mundial da Juventude com o Papa Bento XVI que acontecerá em Madrid-Espanha nos próximos dias 14 a 24 de agosto. Da diocese participarão cerca de 10 jovens que embarcarão junto com o Vigário Geral, Padre Alessandro e o Padre Ronaldo. Haverá ainda uma reunião para tratar dos detalhes da viagem. Está previsto o embarque em São Paulo com escala no Rio de Janeiro e depois Madrid. Na reunião anterior uma jovem de Caraguatatuba compartilhou a experiência que havia realizado no evento de 2010 na Alemanha. A documentação e as despesas serão custeadas pela paróquia da comunidade em que moram os jovens. Para o roteiro existe a possibilidade da visitas a outros pontos de interesse histórico e religioso como Jerusalém.

Natan e Letícia são coordenadores do grupo de jovens junto com Aline e Bruno, assessor de comunicação do grupo. Para Letícia participar deste evento é um presente de Deus. “A expectativa é grande, tudo é novo, sabemos que voltaremos com um outro olhar, é uma experiência de amadurecimento tanto para a fé quanto para a vida”, comenta a jovem. Desde que assistiu a visita do Papa João Paulo II pela primeira vez na TV em Aparecida do Norte, Letícia sonha em ver o Papa. Conta ela que, a principio não iria fazer a viajem, a indicação era para a jovem Aline Cristina que por incompatibilidade do período da viajem com o trabalho não poderá ir, passando a vaga para Letícia. Para Padre Carlos “é uma grande dádiva de Deus ter dois jovens representando todos os outros da comunidade recebendo as bênçãos do Santo padre o Papa neste encontro mundial”, Padre Carlos falando da experiência que terão Natan e Letícia.

Aconteceu nos últimos dias 14 a 17 de julho, o 1º Encontro Nacional da Juventude dos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs) na Casa do Lago UNICAMP em Campinas (SP). A atividade é voltada para jovens da entidade nacional, entre 15 e 29 anos, e já é considerada uma Conferência Livre, ou seja, todas as propostas aprovadas serão encaminhadas para as etapas da Conferência Nacional de Políticas para a Juventude. De acordo com Nuno Coelho, Coordenador Nacional, “o encontro tem como objetivo oferecer um espaço de reflexão e debate sobre as políticas públicas para juventude, a preparação da juventude APNs para o processo das Conferências que acontecem este ano. Também organizar um plano de ação da juventude dos APNs para os próximos anos, e assumir compromisso com a campanha nacional contra o extermínio da nossa juventude, em especial, a juventude negra que segundo dados é a que mais morre no país”. A programação foi iniciada com um Passeio Étnico seguido de uma Caminhada com o tema “APNs na Luta contra o Genocídio e Extermínio da Juventude Negra” pelas principais ruas da cidade, também

ocorreram palestras diversas, oficinas (Comunicação e Mobilização, Biodança, Cultura Afro e Meio Ambiente, Capoeira e Hip Hop), grupos de trabalho (Militância e Protagonismo, Fé e Política, Relações de Gênero, Educação e Cultura). Participou do encontro a Secretária Adjunta da Secretaria Nacional da Juventude da Presidência da República, Ângela Guimarães, representantes da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, além de Helcias Pereira, Coordenador Nacional de Formação e membro do Conselho de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR/Seppir). Nesse encontro, Ubatuba foi representada por cinco delegados do Quilombo Caçandoquinha: Jaqueline

Antunes Soares (coordenadora Regional dos Agentes Pastorais Negros-mocambo Caçandoquinha, Claudia Antunes de Sá, Wagner Alexandre (Gugu), Marisa Alexandre Marcolino e Tayna Soares do Prado. “Com toda certeza, essa atividade contribuiu ainda mais para o fortalecimento da entidade nacional e garantirá a organização dos jovens nos núcleos de base para o enfrentamento do racismo, no combate de outras formas de intolerância e opressão da população negra. Também é o momento de formação de lideranças, para ficarmos mais motivados e preparados na luta por uma nova história e um mundo justo”, comenta a coordenadora Jaqueline.

Padaria agrada pelo atendimento e novidades Com menos de dois meses de vida a padaria Pão Nosso vem buscando atender a um público regional e específico. O casal Joel, Marinalva e toda a família vêm agradando os paladares da região com inovações de forno e fogão. Algumas das novidades são pedidos da própria comunidade como a baguete, que agora, toda a tarde vem recheada, umas já prontas, outras a pedido do freguês. Claro que algumas novidades têm de ser encomendadas com antecedência. O conceito de atendimento familiar faz com que proprietários e fregueses pareçam se conhecer a tempos fazendo jus ao ditado “minha família atendendo a sua”. Para Joel a idéia é que o mora-

dor aproveite os produtos e que não só o turista seja o grande beneficiado. Com preços accessíveis e atrativos a clientela vem crescendo consideravelmente. Um exemplo deste crescimento está na qualidade dos produtos, como a massa de pizza, que tão fresca é necessário pedir uma hora antes. Os donos buscaram o segredo desta massa na colônia italiana de Curitiba. Tem ainda as pizzas especiais como a Galzone, Panini e Wrap. Novidade é o Batatão, trata-se de um prato que vem 1 kg de batata frita com chedar e mussarela, ideal a ser consumidos por grupos familiares e amigos. A padaria aceita encomendas de baguetes para festas, aniver-

sários e casamentos. A família Pão Nosso agradece a comunidade pela compreensão da o estabelecimento não abrir aos sábados pela manhã, mas que a tarde funciona normalmente.


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20 Julho 2011

Saco das Bananas: berço esplendido da cultura litorânea EZEQUIEL DOS SANTOS Na baía de mesmo nome chegamos a praia do Saco das Bananas, uma praia belíssima com apenas 55 metros de areias puras e limpas, praia que não “perau” e que guarda muita história, mistério de sofrimento do período escravocrata e da especulação imobiliária. Lá havia cinco ranchos de canoas, de frente para o mar, no seu canto esquerdo é possível avistar, por entre as pedras, uma bica de água doce cristalina, um pouco antes tem um grande degrau mais acima do nível da areia da praia, feito em pedras da própria costeira, aonde os antigos moradores colocavam os cachos de bananas para que o mar não levasse a carga. Logo acima uma escola que atendia 28 crianças. Ela foi construída em 1973 em área da prefeitura, os professores vinham de barco e ficavam a semana inteira no local. Em 1993 a escola foi fechada por falta de aluno. Hoje existe ainda a ruína da escola, que está num ponto privilegiado entre a trilha e o mar. Para se chegar ao local só de barco ou trilha, nas duas opções é possível o deleite de uma visão bela e majestosa. Em meio a mata Atlântica, ainda preservada pelos poucos moradores que lá vivem, existem vestígios reais do processo que emoldurou a formação pluriétnica e pluricultural destes povos que mantém a beleza natural e histórica do lugar. Segundo o quilombola Domingos Crispim morava lá o Januário, Benedito e Benedicto Antunes, Sinfronio, Manuel, Luiz Madalena, João Lopez, Gregório, Anastácia Crispim, Teófilo, Estanislau, Araújo, João Araújo, Constantino, Ade-

Fotos: Ezequiel dos Santos

Sintonia entre homem e natureza. Moradores sobrevivem da produção sustentável mantendo as características originais do local

lino, Paulo, Virgino, Benedito do Morro, Luiz Januário, Benedito Antonio, Ermínia e Luiz Antunes, pelos menos são os que ele lembra. Os moradores vivam exclusivamente da pesca, da roca, da caca e do artesanato. O local merece toda a atenção, tanto do morro quanto da “préia” parece que olhamos um quadro emoldurado pelas roças e florestas. O som é o dos mais relaxantes, se o visitante parar para treinar o ouvido vai observar os reais sons da natureza, daque-

les que os etnoprotetores conhecem bem. O olfato também pode ser explorado, pois depois de algum tempo descobre-se o cheiro de cada coisa avistada. Na mão, a terra, o tato sente também as texturas diferenciadas. Não se sabe ao certo quem ficou com que área, mas o monopólio construído por José Antunes de Sá em 1858, ficou aparentemente dividido da seguinte forma: Marcolino, que ficou com Caçandoca; Izídio no Saco da Raposa e Sinfronio com o Saco das Bananas.


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Local ainda mantém usos e costumes dos povos tradicionais

Antiga plataforma de pedras utilizada para armazenar bananas

Em sua faze áurea, tonaladas de bananas eram colhidas semanalmente

Árvores centenárias fazem parte da paisagem que embelezam as imediações

Capricho da natureza: caminho de conchas faz parte da trilha

Ao desbravar a exuberante trilha, percebemos em um determinado ponto o que foi uma estrada construída de pedra que ligava as fazendas, facilitando o transporte de mercadorias cultivadas no roçado como: cana, mandioca, banana e tantas outras especiarias. Izidio era o que mais defen-

da é explorado para mergulho, pesca e alguns poucos esportes náuticos. Imaginem a noite sobre a luz do luar, os sons, os sabores, o vento no rosto. Realmente o paraíso tem nome e endereço, chama-se Saco das Bananas e está na região sul de Ubatuba. A propósito, todo o cuidado

dia os direitos dos escravos. Casado com uma escrava, parteira da região, ele decretou que o negro que trabalhasse em suas terras teria direito a ela. Da mistura entre os donos de fazenda e os escravos, originaram-se as famílias que espalharam-se por todo remanescente quilombola.

Na trilha, o silêncio da voz humana é substituído pelo canto dos pássaros, pelo som dos animais. No caminho folhas e raízes para a cura de vários males, até mesmo o da alma. Na praia impossível não deitar-se sobre suas águas cristalinas, local ideal para descansar o corpo e a alma. O lugar ain-

é pouco, respeitar a cultura, a história e a biodiversidade do lugar é importantíssimo, isso só faz com que o paraíso continue a existir, a história possa ser passada a gerações e quem sabe a etnoproteção seja ampliada e respeitada para sempre, podendo assim manter os patrimônios vivos e atuantes.


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Aldeia Boa Vista recebe especialistas para projeto alternativo de energia elétrica

Cacique Mauro Airton recepciona os pesquisadores e integrantes da TUCANAFRO na aldeia Boa Vista

EZEQUIEL DOS SANTOS No último dia 10, três alunos da FEI, quatro da PUC orientados pelo professor Mario Kawano e com o acompanhamento de Irineu Plescht estiveram na Aldeia Boa Vista (Promirim). Lá levantou estudos à implantação de uma turbina de energia elétrica movida a água. O projeto prevê patrocínio de uma entidade norte americana e vai atender todas as casas da aldeia. O pré-projeto já foi analisado e aguarda os detalhes para o processo legais até a implantação. Foi realizado visitas as captações de água, seu percurso e as residências. Atualmente existe uma rede de energia que atende somente o posto de saúde e a escola indígena e que desde a construção das novas residências os indígenas vêm lutando para terem energia dentro das casas. Os alunos trabalharão em duas frentes, uma na construção

do gerador e outra na instalação dos pontos de energia nas residências. A Aldeia encontra-se em 920 hectares distribuídas entre os 160 indígenas registrados num total entre 200 indivíduos, segundo o vice cacique Mauro. Segundo Kawano, serão várias visitas a aldeia para que todos sejam atendidos. Será treinado um de seus membros para a manutenção do equipamento. Na chegada houve uma recepção na casa de reza, mais impressionou de fato os professores e alunos foi à despedida, também na casa de reza. Lá todos se emocionaram e ouviram atentamente, em português e em Tupi, as apresentações que tiveram rito reservado em agradecimento ao beneficio que mudará a vida sofrida dos indígenas. Para algumas comunidades visitadas anteriormente o professor informa que o projeto está em andamento e que já

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tem alguns materiais para dar prosseguimento a instalação de uma pico-bomba, como no caso dos moradores da Praia do Perez, região sul. Os especialistas foram contatados pelo gabinete do vereador Rogério Frediani-PSDB após realizarem um experimento no Quilombo Caçandoquinha na região sul do município. Para o Presidente da Tucanafro, na qual os índios fazem parte, o movimento por mais que pareça um movimento político, “trata-se de um movimento de reconhecimento e respeito a este povo invisível de Ubatuba, buscamos de fato as melhorias de que tanto almejamos para estas populações”, comenta o presidente da Tucanafro Mário Gabriel do Prado. O gabinete do vereador Rogério Frediani é quem dá suporte, acompanha e colabora com os especialistas na busca de soluções alternativas a estas comunidades.

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Cantinho da Poesia

Ciranda da rosa vermelha Esta flor nasceu para mim, pois assim estava escrito. Eu a cultivo desde botão, neste jardim que é a vida. Há dias em que a sinto presente, noutros parece um mito. Ela me ensinou a ver todas as estrelas do firmamento... Como flor etérea, sinto que ela está lá, mas não consigo vê-la. E, por mais que eu queira, ela não me sai do pensamento. Sinto como se meu sangue pulsasse nesta minha flor! Sempre lhe dei todo o meu carinho para que não sofresse, Pois flores também têm vida, e a minha todo o esplendor. Ontem um simples botão, hoje uma flor já madura. Às vezes ela me abrasa, deixa meu corpo em chamas! Com até a alma queimando, faço a sublime loucura: Lavo com muita água gelada e taco Hemovirtus nela! Manoel Del Valle Neto

A minha verdadeira história Deixei tantas coisas para trás na tentativa de um “depois” não revelei a quem merecia, segredos que me tornasse especial... Eu fui além do instante, Do tempo que iria fazer a diferença. Busquei promessas das pessoas que não tinham nada a me oferecer... Apenas o acaso, em palavras sussurradas, como bandido, roubando a inocência. Eu ouvi, preferi a elas ao invés de lutar, lutar pelo que eu buscava. Achei serem sonhos coisas fúteis, e, me perdi ao procura a minha verdadeira história. Cristina de Oliveira

Valores maternos e religiosos que o dinheiro não compra CRISTINA DE OLIVEIRA Hoje relembro os bons momentos dos encontros religiosos de minha época e o que minha mãe fazia nestes dias, também das famílias simples e acolhedoras de meu bairro. Ao contrario de hoje, em minha casa, mamãe, pessoa especialíssima, já nos catequizava ainda bebezinhos. Eram através das canções de ninar, cantada com sua voz calma e carinhosa, ensinados através de uma canção de Maria ou às vezes os da Santa Missa. Eu e meus irmãos fomos catequizados por educadores “catequistas” antes de lecionarmos em uma escola aos seis anos de idades. Nesta época as mães nos ensinavam a dar mais valor a palavras, gestos e a fé verdadeira do que mimos materiais. Não digo que os valores religiosos mudaram, as pessoas é que desapegaram dos valores e rituais religiosos, vezes por ignorância, vezes por preguiça, vezes por comodismo. Lembro da festa que era a Folia do Divino, quando ouvíamos o som do tambor o bairro parava para recebê-los. Conduzi-los as casas era uma tarefa das criançadas. Todos nos admirávamos com o mastro do Divino Espírito Santo cheio de fitas e flores coloridas, “ornadas” por uma pombinha branca. A comoção era contagiante, mamãe caprichava na limpeza do quintal com a sua vassoura de mato amarrada a um “cacetinho” de madeira com cipó. Depois preparava uma “chaleira” de café, cuias grandes com farofa de tripa de galinha, mandioca frita, batata doce cozida, farofa de chouriço e de torresmo de porco. Um verdadeiro banquete.

Eram dias de festa. Tínhamos as novenas, era uma romaria de casa em casa, sempre nas semanas que antecedia o natal e ou em dias comemorativos ao santo padroeiro. “Puxavam” o terço e as canções da novena velhos, jovens e crianças, por um grande período havia turistas acompanhando. A casa acolhedora tinha seu “oratório” devidamente preparado com vela, vaso de flores, a Santa Imagem que era levado de casa em casa. Todos os lares tinham oratórios aonde a família se reunia para rezar ao meio dia em ponto, nem mais nem menos. No dia de Nossa Senhora eram intensos os fogos de artifício rompendo o céu do meu bairro em alegria pela hora em que sua imagem foi encontrada no Rio Paraíba em Aparecida. Emocionante era acordar no meio da noite com a visita dos Foliões dos Reizados cantando na porta de minha casa. Confesso que ficava deitada quietinha com o coração aos pulos, fascinada com aquela apresentação tentando adivinhar de quem eram aquelas vozes.

Mesmo sendo tão criança já era algo que comovia, e muito. Quero aqui agradecer aos meus catequistas, principalmente ao Tobias que com paciência e muito carinho se dedicou por muitos anos a ensinar a fé e a verdadeira religiosidade. Houve tantos outros momentos em que minha mãe dava exemplos dos reais valores, de beleza eucarística e de experiência de fé. Fé esta tão presente a toda hora, todo momento, em todos os lugares. Fé que respeitava as tradições e impulsionava a vida e costumes de um povo que hoje é invisível. Que tinham sua medida pelo que era e não pelo que possuía e sua felicidade não era medidas por coisas e sim por ações de fé. As mães eram de todos os tipos, todas especiais a seu modo. E que havia sempre duas mães que as ajudavam, a mãe de Deus e a mãe natureza. Será que alguém ao menos se lembra de alguma delas? Se você não dá valor a mãe e aos valores religiosos, como você pode se dizer uma pessoa incorruptível?


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Gente da nossa história: EZEQUIEL DOS SANTOS Nascido no dia 17 de dezembro de 1933, Antonio Inácio é mais conhecido no bairro do Corcovado como seu Antonio “Pinto”, mas vamos descobrir o porquê do apelido. Nascido pelas mãos de sua avó Dita Jordão, que era parteira profissional, foi levantado pelo pé e antes de levar as primeiras palmadas na bunda a avó o viu com os olhos arregalados e digamos, “com a barraca armada”, com o “passarinho duro”, sua avó então olhou para sua mãe e disse: “É filha... esse vai da trabaio procê”. Daí ficou o apelido do qual é chamado até hoje. Contador de história de mão cheia guarda muitos segredos e mistério que viu ouviu em sua vida, principalmente da mata. Descontraído e comunicativo não dá para imaginar o quanto já sofreu para chegar até aqui. Neto de Jordão Bela e Dita Jordão e filho de Antonio Inácio da Silva e Maria Rodrigues de Jesus têm quatro irmãos vivos e um falecido. Nasceu na vila da Várzea Grande ao lado do Paraíba, hoje com cinco filhos é casado com Benedita Maria de Jesus. Quando criança veio para o litoral a pé, cansou de ver os tropeiros descerem a serra e depois subir com mantimentos pelos caminhos antigos da região. Lembra que no canto da Praia Dura havia uma “venda” que realizava as trocas de mercadorias do litoral com o planalto. As tropas eram de homens com jacá, balaios e sacarias com tudo que se possa imaginar. “Paguei muita gente para descer para mim com porco, capado, cada carga tinha 60 quilos mais ou menos”, comenta. O mercadão era grande e cheio de sacaria. O que a gente tinha o dono comprava. Eram trocados desde café, arroz com palha, arroz sem palha milho, farinha de milho, arroz amarelo. Quando moleque, lá no planalto foi pescar pirapitingas no Rio Thomas com os amigos. O rio tinha uns 25 metros de largura, trechos rasos, com a água pelo meio das canelas. Num dos pontos rasos fez um

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Antonio Inácio “Pinto” - O desbravador do Corcovado

círculo de pedra colocando alguns “cóvos” como armadilhas para os peixes, para isto espantavam os peixes até a armadilha. Num dado momento seu Antonio rodou e caiu num poço, conhecido como Poço Preto, detalhe: nem ele, nem os amigos sabiam nadar. Antonio ia afundando, mas nos conta que ouvia os amigos apavorados gritando na tentativa de resgatá-lo. Comenta que via os peixes brilhando a sua frente. Os amigos já lamentavam a sua morte, buscavam taquara para puxá-lo. Foi então que ele viu uma luz azul no fundo do poço, desta luz uma pessoa o empurrou com as mãos para o barranco. Seus companheiros enfim o puxou para fora da água, um deles disse: “deita aí pra eu empurrar a água da sua barriga”, a resposta do afogado foi imediata: “Água de onde? Se eu tô é com sede!”. Homem trabalhador, há 50 anos chegou a derrubar 10 alqueires de mato para abrir roça e bananal, conta-nos que plantou 11 mil pés de bananas e colhia três caminhões de oito toneladas cada por mês. Vendia ao Ceasa e trazia no bolso quatro cruzeiros, que era um dinheirão pra época. Com este dinheiro fazia, a cada três meses, uma “compraiada” para sua mãe, que não sabia o que era bombril nem sabão de pedra, tudo levado nas costas e a pé. Quando casou passou por maus bocados, ficou tomando de conta das terras do sogro, que vendeu as terras a especuladores. O sogro também havia vendido a sua parte, com isso temia perder tudo o que havia construído, foram quatro anos de luta, até que os especuladores deram-lhe um terreno e uma casa, mas as roças, a estrada e outras benfeitorias se perderam. Há 58 anos seu Antonio abria a picada que leva ao

pico do Corcovado, na época ele trabalhava para o governo abrindo picadas e divisas, neste período trabalhou da Cachoeira dos Macacos até a Mocóca em Caraguatatuba. Abriu a trilha no facão, ficou mal feito, mas depois foram arrumando. Lá tinha muito macuco e três qualidades de mono: canhoto, vermelho e Imburiqui. Levou três alemães considerados os primeiros turistas de trilha ao pico. Contrataram seu Antonio para procurar diamantes. Do lugar tem varias histórias

e lembranças, diz que era comum encontrar perto da “igrejinha” ninho de urubu, o da crista vermelha, eram valentes e enfrentavam os desbravadores. Abaixo da igrejinha tem duas lascas de pedras, numa faixa de 25 metros de altura cada uma, que parece ser colocado de propósito subindo até em cima. O local tinha muita pedra interessante, lembra que encontrou uma pedra que tinha “três parmos e meio de artura por uns 40 centímetros de largura”, era lapidada, na lateral uma carreira em detalhes como se fosse dente, era toda roxa e transparente, deram o nome de ametista, parecia o formato de uma igreja, pesava uns 35 quilos, mas

a roubaram do lugar. Chegou a procurar o risco branco que tem na pedra, eram três ao lado da trilha. Na expedição o “Santão”- um amigo, achou uma escada de metal na serra. Para baixo da igrejinha tem um lugar que dizem ser assombrado, que só para descer por corda. É uma gruta que tem cachoeira, lá se encontra tudo o que não presta e o cheiro é horrível. Em cima do pico tem a estrada que leva a Cachoeira dos Macacos aberta na época do prefeito Lacerda. A estrada de cima tem um traçado interessante, abri como falecido Zé Henrique. Lá fizemos também um campo para descida de helicóptero. O caminho até a Vargem Grande era um “carreiro” de caça que dava acesso ao rio Thomaz, da Grama e Valentim. Nessa mata, quando jovem, fui buscar mistura pra casa, sentei num lugar para descansar e percebi uma sombra se mexendo, era uma onça que ficou na minha frente, cerca de seis metros. Era uma pintada enorme, a coisa mais bonita da floresta, que anda sem fazer barulho. Sorte minha que talvez ela estivesse com a barriga cheia e não me atacou. Foi uma das poucas vezes na vida que senti medo. Conhece ainda a Pedra Furada, aonde os escravos bebiam água, a Pedra Rachada, aberta por tropas desde a escravidão e a Água da Onça, aonde a onça vem para matar a sede. “Me alembro do falecido Dito Coelho que disse que a Fazenda Corcovado não foi comprada e sim arrematada, tudo por conta da fama de ter muito ouro, muita riqueza material”. Muita gente ficou rica com o Corcovado, lembra que toda a semana tinha gente levando algo até a praia e desembarcava para a Europa. Cheguei a ver peças de engenho com detalhes e buchas de ouro.

Os alemães traziam as louças finas e trocavam com peças de aço com ouro, diamantes, os relógios de ouros, peças de outros metais preciosos, ninguém sabia do valor e nem o que era aquilo. Cansei de ver esta cena. Toda semana, pelo menos um dia ou dois, a noite ouvíamos um barulho estranho na mata como um “Bum!Bum!Bum!. Naquela época a gente mijava do lado de fora da casa, não tinha banheiro, numa dessa resolvi ir atrás do barulho. Chamei meu cunhado Alcides Alves Coelho e “fomo” ver de onde vinha o barulho. Catei minha espingarda, chamei outros companheiros e fomos “passar fogo”nessa assombração. Apontamos a cartucheira pro barulho e “passemo fogo”, a pólvora tomou conta do lugar: “desta veiz matemo assombração”, o silencio tomou conta do lugar. Fomos no outro dia ao lugar e voltemo quase cagado de medo. Eles se deparam com um buraco enorme de sete metros de profundidade e dois de boca. Havia na parte do fundo do poço um pote de barro e uma bola de ouro enorme. “Filho lá tinha de tudo garrucha de ouro, diamante, colares, pedras preciosas, tudo coisa da época da princesa Izabel. Era muita riqueza e muito mistério”. Diz ainda que as coisas apareciam e num piscar de olhos sumiam, principalmente as coisas que brilhavam. Sons que vinham de lugar nenhum. Seu Antonio gosta de uma boa prosa e muitas coisas ainda não puderam ser escritas, considerado etnoprotetor por pesquisadores e cientistas sérios ainda é tachado como criminoso ambiental por conta de seu patrimônio e conhecimento. Infelizmente, diz ele, bandidos são outros e não nós que vivemos no mundo real. A conversa foi muito boa e mais uma vez tive o privilégio e a honra de estar lá, frente a frente, com um dos últimos desbravadores de nossa pátria a quem realmente agradeço por este dedinho de prosa.


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Vereador Rogério Frediani é recebido na Casa Civil No último dia 15, o vereador Rogério Frediani - PSDB de Ubatuba, o deputado Fernando Capez e Pedro di Carle foram recebidos pelo Secretario Chefe da Casa Civil Sidney Beraldo. O secretario estadual é amigo pessoal do vereador e braço direito do Governador Geraldo Alckmin. Considerado o segundo homem mais importante do estado Beraldo é deputado eleito e a convite do governador assumiu a casa Civil. Foi prefeito e presidente da câmara estadual onde atuou de forma marcante. A visita se deu por conta do convite de Capez, que tem bom relacionamento dentro do governo paulista. Na pauta vários documentos foram

protocolados pelo vereador, desde melhorias à saúde até questões de meio ambiente, passando pela geração de emprego e renda, ações foram propostas ao vereador pela população do município. A conversa que durou cerca de duas horas foi descontraída e muito produtiva. Beraldo conhece as realidades de Ubatuba e muito ajudará nas melhorias propostas diz Frediani. “Tenho de estar lá (no governo) solicitando melhorias já que o melhor prefeito de Ubatuba é o governo do estado” afirma o vereador se referindo as obras realizadas e as que estão em andamento no município, aonde têm as placas do governo estadual dando detalhes das obras.

Etecs divulgam classificação do vestibulinho 2º semestre As Escolas Técnicas (Etecs) de São Paulo divulgaram na última quarta-feira (12) a classificação geral do vestibulinho do segundo semestre deste ano. A primeira lista de convocação foi divulgada na quinta-feira (14). As matrículas tiveram início na sexta-feira (15). As listas de classificação geral podem ser conferidas no site das Etecs www.vestibulinhoetec.com.br/classificacao/ ou na escola em que o candidato pretende estudar. Na nossa região, 15 escolas técnicas oferecem um total de 4.120 vagas. Atibaia (120 vagas), Caçapava (320 vagas), Cachoeira Paulista (280 vagas), Caraguatatuba (120 vagas), Cruzeiro (520 vagas), Cunha (40 vagas), Guaratinguetá (440 vagas), Jacareí (240 vagas), Lorena (240 vagas), Pindamonhangaba (560 vagas), Potim (40 vagas), São José dos Campos (440 vagas), São Sebastião (240 vagas), Taubaté (240 vagas) e Ubatuba (280 vagas). Veja o cronograma das Etecs para divulgação de listas de convocação e matrícula: 18 e 19 de julho - 2ª lista de convocação e matrícula 20 de julho - 3ª lista de convocação e matrícula 21 de julho - 4ª lista de convocação e matrícula 22 de julho - 5ª lista de con-

vocação e matrícula Ao todo, mais de 190 mil candidatos se inscreveram para concorrer às 64.287 vagas oferecidas em 78 cursos técnicos das Etecs. Há três novos cursos: multimídia, produção de áudio e vídeo e vestuário. O curso técnico de logística da Etec de Embu, que iniciou suas atividades no segundo semestre de 2010 , foi o curso com maior procura de candidatos. Foram 673 inscritos para disputar as 40 vagas no período da noite - relação de 16,83 candidatos por vaga. Confira documentos necessários para matrícula: Quem se inscreveu no ensino técnico deve preencher e assinar requerimento de matrícula fornecido pela Etec. Se o candidato tiver menos de 16 anos, no momento da matrícula, caberá a seu responsável legal assinar o documento. Todos os candidatos devem levar cópia simples com apresentação do original da cédula de identidade (RG) e duas fotos 3x4 recentes e iguais. Quem fizer ou já tiver concluído o ensino médio regular, deve levar cópia simples com apresentação do original do histórico escolar com certificado de conclusão do ensino médio; ou documento original da declaração de conclusão do ensino médio, firmada pela direção da

escola de origem, contendo a data em que o certificado e o histórico serão emitidos; ou documento original da declaração que o candidato está matriculado a partir da 2ª série do ensino médio. Quem fizer ou já tiver concluído o ensino de Educação de Jovens e Adultos (EJA) ou o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) deve levar cópia simples com apresentação do original do histórico escolar com certificado de conclusão do ensino médio ou documento original da declaração de conclusão do ensino médio, firmada pela direção da escola de origem, contendo a data em que o certificado e o histórico serão emitidos ou da declaração de que está matriculado a partir do segundo semestre da EJA ou cópia simples com apresentação do original de dois certificados de aprovação em áreas de estudos da EJA ou boletim de aprovação do Encceja, emitido e enviado pelo MEC ou certificado de aprovação do Encceja em d uas áreas de estudos avaliadas, emitido e enviado pelo MEC, ou documentos que comprovem a eliminação de no mínimo quatro disciplinas. Candidatos que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) devem levar certifi-

cado ou declaração de conclusão do ensino médio, expedido pelos institutos federais ou pela Secretaria de Educação do estado correspondente. O candidato que ingressou no Sistema de Pontuação Acrescida pelo item escolaridade pública, se convocado para matrícula, deverá, obrigatoriamente, levar a cópia simples com apresentação do original da declaração escolar ou do histórico escolar, contendo o detalhamento das séries cursadas e o nome da escola, para comprovar que cursou integralmente da 5ª a 8ª série ou do 6º ao 9º ano do ensino fundamental em instituição pública municipal, estadual ou federal. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (11) 3471-4071 (capital e Grande São Paulo) e 0800-772 2829 (demais localidades) ou pelo site da Etec- www.vestibulinhoetec.com.br/classificacao/


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Curto e Grosso... Em Lisboa Ministro brasileiro em visita oficial a ministro português. Concluída a parte formal, o português convidou o brasileiro para jantar em sua residência.. O ministro daqui espantou-se com a bela vivenda do de lá, em bairro chiquérrimo, com piscina, vasto jardim e garagem repleta de carrões. - Com um ordenado que não chega a cinco mil euros, como é que você conseguiu tudo isto? Já eras rico antes de entrar para o governo? O ministro português sorriu, chamou o brasileiro para uma janela: - Estás a ver aquela auto-estrada? - Sim. - Pois ela foi construída por 100 milhões, mas, na verdade, só custou 90..., entendeu? - Sim. Em Brasília Semanas depois, o brasileiro retribuiu a cortesia e convidou-o para jantar em sua residência: um palacete com 3000 m2, varandas voltadas para o poente, jardins orientais, piscinas em cascata, quadra de tênis, campo de futebol- society, heliporto e um corpo de 55 empregados. Pasmado, o português não acreditava no que viam seus olhos e gaguejou: - Como é possível um homem público manter uma mansão assim? O brasileiro levou-o à janela: - Está vendo aquela rodovia? - Não. Explicação perfeita Uma universitária cursava o sexto semestre da Faculdade. Como é comum no meio universitário, pensava que era de esquerda e estava a favor da distribuição da riqueza. Tinha vergonha do fato de

seu pai ser de direita e, portanto, contrário aos programas e projetos socialistas que previam dar benefícios aos que não mereciam e impostos mais altos aos que tinham mais dinheiro. A maioria dos seus professores tinha afirmado que a filosofia de seu pai era equivocada. Por tudo isso, um dia, decidiu enfrentar o pai. Falou com ele sobre o materialismo histórico e a dialética de Marx, procurando mostrar-lhe que estava errado ao defender um sistema tão injusto como o da direita. No meio da conversa o pai perguntou: - Como vão as aulas? - Vão bem, respondeu ela. A média das minhas notas é 9, mas me dá muito trabalho consegui-las. Não tenho vida social, durmo pouco, mas vou em frente. O pai prosseguiu: - E a tua amiga Sônia, como vai? Ela respondeu com muita segurança: - Muito mal. A sua média é 3, principalmente, porque passa os dias em shoppings e em festas. Pouco estuda e algumas vezes nem sequer vai às aulas. Com certeza, repetirá o semestre. O pai, olhando nos olhos da filha, aconselhou: - Que tal se você sugerisse aos professores ou ao coordenador do curso para que sejam transferidos 3 pontos das suas notas para as da Sônia. Com isso, vocês duas teriam a mesma média. Não seria um bom resultado para você, mas convenhamos, seria uma boa e democrática distribuição de notas para permitir a futura

aprovação de vocês duas. Ela indignada retrucou: - Por quê?! Eu estudei muito para conseguir as notas que tive, enquanto a Sônia buscava o lado fácil da vida. Não acho justo que todo o trabalho que tive seja, simplesmente, dado a outra pessoa. Seu pai, então, a abraçou carinhosamente, dizendo: - Bem-vinda à Direita! O “Quinto dos Infernos” Durante o século 18, o Brasil Colônia pagava um alto tributo para seu colonizador, Portugal. Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso país e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da produção. Essa taxação altíssima e absurda era chamada de “O Quinto”. Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro. O “Quinto” era tão odiado pelos brasileiros, que, quando se referiam a ele, diziam ... “O Quinto dos Infernos”. E isso virou sinônimo de tudo que é ruim. A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os “quintos atrasados” de uma única vez, no episódio conhecido como “Derrama”. Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de “Inconfidência Mineira”, que teve seu ponto culminante na prisão e julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário IBPT, a carga tributária brasileira deverá chegar ao final deste ano de 2010 a 38% ou praticamente 2/5 (dois quintos) de nossa produção. Ou seja, a carga tributária

que nos aflige é praticamente o dobro daquela exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que significa que pagamos hoje literalmente “dois quintos dos infernos” de impostos... Para que? Para sustentar a corrupção?? os mensaleiros?? o Senado com sua legião de “diretores”, a festa das passagens, o bacanal (literalmente) com o dinheiro público, as comissões e jetons, a farra familiar nos 3 poderes (executivo/legislativo e judiciário). Nosso dinheiro é confiscado no dobro do valor do “quinto dos infernos” para sustentar essa corja, que nos custa (já feitas as atualizações) o dobro do que custava toda a Corte Portuguesa. E pensar que Tiradentes foi enforcado porque se insurgiu contra a metade dos impostos que pagamos atualmente! Sinceridade Uma senhora vaidosa pergunta a um senhor sincero: - Que idade o senhor me dá? - Bem.... pelos cabelos, doulhe 20 anos, pelo olhar 19, pela sua pele 18, e pelo seu corpo 17 anos! - Hummm, mas como o senhor é lisonjeador! - Nada disso, sou sincero... Agora espere que vou fazer a soma.


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Coluna da

Curtas Adelina Campi

Uma história de Amor Como qualquer mãe, quando Karen soube que um bebê estava a caminho, fez todo o possível para ajudar o seu outro filho, Michael, com três anos de idade, a se preparar para a chegada. Os exames mostraram que era uma menina, e todos os dias Michael cantava perto da barriga de sua mãe. Ele já amava a sua irmãzinha antes mesmo dela nascer a gravidez se desenvolveu normalmente. No tempo certo, vieram as contrações. Primeiro, a cada cinco minutos; depois a cada três; então, a cada minuto uma contração. Entretanto, surgiram algumas complicações e o trabalho de parto de Karen demorou horas. Todos discutiam a necessidade provável de uma cesariana. Até que, enfim, depois de muito tempo, a irmãzinha de Michael nasceu. Só que ela estava muito mal. Com a sirene no último volume, a ambulância levou a recém-nascida para a UTI neonatal do Hospital Saint Mary. Os dias passaram. A menininha piorava. O médico disse aos pais: ”Preparem-se para o pior. Há poucas esperanças”. Karen e seu marido começaram, então, os preparativos para o funeral. Alguns dias atrás estavam arrumando o quarto para esperar pelo novo bebê. Hoje, os planos eram outros. Enquanto isso, Michael, todos os dias, pedia aos pais que o levassem para conhecer

a sua irmãzinha: - “Eu eu quero cantar pra ela” - ele dizia. A segunda semana de UTI entrou e esperava-se que o bebê não sobrevivesse até o final dela. Michael continuava insistindo com seus pais para que o deixassem cantar para sua irmã, mas crianças não eram permitidas na UTI. Entretanto, Karen decidiu. Ela levaria Michael ao hospital de qualquer jeito. Ele ainda não tinha visto a irmã e, se não fosse hoje, talvez não a visse viva. Ela vestiu Michael com uma roupa um pouco maior, para disfarçar a idade, e rumou para o hospital. A enfermeira não permitiu que ele entrasse e exigiu que ela o retirasse dali. Mas Karen insistiu: - “Ele não irá embora até que veja a irmãzinha!”. Ela levou Michael até a incubadora. Ele olhou para aquela trouxinha de gente que perdia a batalha pela vida. Depois de alguns segundos olhando, ele começou a cantar, com sua voz pequenininha: “Você é o meu sol, o meu único sol. Você me deixa feliz mesmo quando o céu está escuro...” Nesse momento, o bebê pareceu reagir. A pulsação começou a baixar e se estabilizou. Karen encorajou Michael a continuar cantando. “Você

não sabe, querida, quanto eu te amo. Por favor, não leve o meu sol embora...” Enquanto Michael cantava, a respiração difícil do bebê foi se tornando suave. “Continue, querido!”, pediu Karen, emocionada. “Outra noite, querida, eu sonhei que você estava em meus braços... “O bebê começou a relaxar. “Cante mais um pouco, Michael.” A enfermeira começou a chorar. -”Você é o meu sol, o meu único sol. Você me deixa feliz mesmo quando o céu está escuro... Por favor, não leve o meu sol embora...” No dia seguinte, a irmã de Michael já tinha se recuperado e em poucos dias foi para casa. O Womans Day Magazine chamou essa história de “O milagre da canção de um irmão”. Os médicos chamaram simplesmente de “milagre”. Karen chamou de “milagre do amor de Deus”. O Amor é incrivelmente poderoso. “Que a paz esteja com você hoje. Que você tenha a certeza de que está exatamente onde deveria estar. Que você se sinta feliz por ser filho de Deus. Que a Sua presença suporte o seu corpo e permita à sua alma cantar, caminhar ao sol, pois ele brilha para todos nós”. Autor Desconhecido

Festa na Praia Grande do Bonete A comunidade da Praia Grande do Bonete convida a todos para a Tradicional Festa de Nossa Senhora de Santana que se realizará no próximo dia 23 de julho em frente a Capela do bairro com inicio as 20 horas. A festa começará com uma novena e depois danças e musicas regionais brasileiras abrilhantarão o evento. Consertada parece que não vai faltar. Bom mesmo vai ser o encontro familiar e alegre costumeiro daquele povo. Grupo Saíras de mulheres do Bonete expõem trabalhos artesanais Com um grande encontro de mulheres no próximo dia 21, a partir das nove da manhã, as mulheres da Praia Grande do Bonete se reunirão para organizar a mostra de seus trabalhos para o dia da festa de Nossa Senhora de Santana, dia 23. O trabalho é realizado por 14 mulheres em parceria entre a associação do bairro e voluntário da capital. Vale muito a pena participar. Parabéns Associação de Moradores e Amigos do Sertão da Quina, através de sua diretoria vem parabenizar o sr. Secretario Munipal de Esportes, Fabio Medeiros, pelo seu trabalho e prestabilidade em atender a nossa região sul, Fabio juntamente com o diretor de esporte do Estado de São Paulo Carlos Marcelo Pistoresi, estão disponibilizando para nossa região vários projetos sociais voltados para a área esportiva. Os dois estiveram na região conhecendo e fotografando os espaços para melhor atender e executar o projeto. Nós da diretoria da AMASQ, estamos a disposição do Sr. Secretario para colaborar no que for necessário as melhorias propostas para a nossa região. Desde já, desejamos-te sucesso no seu secretariado e a comunidade da região sul de Ubatuba agradece. Nota de Pesar Associação de Moradores e Amigos do Sertão da Quina vem por este meio comunicar o falecimento de Wladimir Silva, um amigo que em tão pouco tempo como morador do Sertão da Quina se tornou atuante na nossa associação, acreditamos que Wladimir partiu para uma nova vida. Temos a certeza de que voce esta em um lugar muito especial. Que os anjos de deus conforte os corações dos familiares, sua esposa, filhos, irmãos e amigos. Amigo Wladi, descanse em paz. Arraial do Osmar Acontece na Praça de Eventos da Maranduba , nos dias 22 e 23 de julho , o II Arraiá do vereador Osmar. Haverá Shows ,barracas típicas e muitas outras atrações. A grande festa julina começará às 18:00h. Contamos com a presença de todos. Convocatória A Associação Cultural e Esportiva de Capoeira Berimbau Mundo, com sede na Rua Mercury, nº 213 Bairro Seis Marias – Ubatuba – SP. – CEP: 11.680.000, Convoca a todos para assembléia de aprovação e eleição de sua diretoria no dia 31 do corrente mês em sua sede às 10:00 horas. Parceria Regional Sul executa serviço de limpeza em trilha na Praia do Simão e agradece a parceria com a associação quilombola.


Jornal Maranduba News #27  

Noticias da Regiao Sul de Ubatuba

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