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Maranduba, 23 de Dezembro de 2010

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Disponível na Internet no site www.jornalmaranduba.com.br

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Ano I - Edição 20 Foto: Emilio Campi

Pontal da Lagoinha Sob o sol, maravilhosa... Sob a lua, romântica e bela...


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Jornal MARANDUBA News

Editorial

Carta do leitor

Chegamos a mais um réveillon! Nem dá para acreditar. Todo o ano é assim. Lutamos o ano inteiro para poder chegar a essa época e azular a conta no banco. No último réveillon tivemos o azar das chuvas torrenciais, das estradas desmoronarem e de pousadas serem soterradas (em Angra dos Reis). Mas este verão promete ser diferente. A Dilma ganhou. Viva a classe B, C, D e outras que podem até desfrutar de um cruzeiro marítimo em 10 vezes parcelados no cartão. O dólar caiu. Viva a classe A, B e C e outras com passaporte para cruzar as fronteiras nacionais em busca de destinos turísticos que satisfaçam as suas ansiedades. Para nós sobrou... Espera aí... Se a B, C e D optou por cruzeiros em 10 x no cartão; e a A, B e C optou para destinos internacionais (ou nordeste para os patriotas), quem virá para o Litoral Norte Paulista, a pérola do Atlântico Sul? Ahh... Tem aqueles que não se enquadram em nenhuma classe acima (não responderam ao IBGE); e tem aqueles que realmente curtem nosso deslumbrante Litoral Norte, esse pedaço de paraíso. Existem aqueles que acham que nossa região é a mais

linda do planeta. E eles têm razão. Quem já curtiu um amanhecer na Maranduba, ou uma madrugada com a luz do luar na Fortaleza, as águas relaxantes de nossas cachoeiras, ou até mesmo um sol a pino na Caçandoca? Esse sim sabe o que é desfrutar o momento certo no lugar certo na hora certa. Portanto devemos respeitar essas pessoas que sabem valorizar nossa região. Empresários, tratem bem seus clientes. Ninguém volta a um lugar onde foi menosprezado. Os turistas ou veranistas são a mola que movimenta o comércio local. Senhores Turistas: respeitem as limitações de nossos empresários. Você não sabe o quão difícil foi chegar até aqui. Se cada lado fizer a sua parte, certamente teremos um verão inesquecível para todos. Basta entendimento e bom senso de ambas as partes. Se houver este entendimento, acreditamos que entre mortos e feridos, todos poderão sobreviver. Enquanto isso, desejamos um feliz natal e um ano novo cheio de prosperidades para os moradores, empresários locais e para os turistas. Emilio Campi

Editado por:

Litoral Virtual Produção e Publicidade Ltda.

Caixa Postal 1524 - CEP 11675-970 Fones: (12) 3843.1262 (12) 9714.5678 / (12) 7813.7563 Nextel ID: 55*96*28016 e-mail: jornal@maranduba.com.br Tiragem: 3.000 exemplares - Periodicidade: quinzenal Responsabilidade Editorial:

Emilio Campi Colaboradores:

Adelina Campi, Ezequiel dos Santos, Uesles Rodrigues, Camilo de Lellis Santos, Denis Ronaldo e Fernando Pedreira Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião da direção deste informativo

Mensagem da AMASQ Eu Luciano, como presidente da AMASQ (Associação de Moradores e Amigos do Sertão da Quina), quero convidar toda a comunidade a sair do marasmo, do comodismo em que nos encontramos e dar início a luta por um bairro mais seguro, a uma educação de qualidade para nossos jovens. Não é possível fecharmos nossos olhos para a violência das nossas ruas, ou vamos continuara a esperar pelos governantes? Não podemos deixar a vida dos nossos filhos nas mãos de outras pessoas. A quem iremos cobrar depois que o pior acontecer? Quem poderá trazer nossos filhos de volta? Vai adiantar encontrar o culpado? A responsabilidade pela felicidade daqueles que colocamos no mundo é só nossa. Vamos correr atrás de mais segurança, vamos nos unir para que juntos tenhamos mais força para reivindicar nossos direitos. Só com a soma das nossas forças conseguiremos alguma coisa. Outra questão que me incomoda muito em relação à educação das nossas crianças é a escola Áurea: É justo tendo uma escola deste porte em nosso bairro, eu como pai, matricular minha filha em uma escola, por exemplo, no centro da cidade, obrigá-la a acordar de madrugada,como tem acontecido com freqüência com outras crianças, unicamente por

preguiça de lutar por qualidade ? Não, com certeza ela merece mais de mim, então a partir de agora convido os pais que pensam como eu, a melhorar o ensino no colégio Áurea. Não deve ser tão difícil assim, basta querer, pois temos profissionais competentes na direção da escola, o que falta é a nossa participação e colaboração (quem já foi em uma reunião de escola sabe do que estou falando). Tenho certeza de que juntos conseguiremos melhorar o ensino. Já em relação a segurança, temos na Maranduba um posto da PM, vamos lutar para que seja instalado um distrito policial para nossa região. Hoje para registrar um boletim de ocorrência, temos que ir ate o centro de Ubatuba, enfrentar a distância e a demora, e muitas vezes voltar sem solução. Nossos jovens estão se perdendo nas drogas. Isso pode ser mudado? Não só pode, como deve. Vamos juntos trabalhar para trazer para nosso bairro cursos profissionalizantes, através de parcerias com a prefeitura, SEBRAE, SESI e tantos outros. Então, minha gente vamos nos mexer e melhorar nossa região, nosso bairro, convido você a participar de uma de nossas reuniões que acontece toda 2ª segunda-feira de cada mês, a próxima no dia 14 de fevereiro de 2011 as 19:30 horas, nossa sede fica na rua Manoel Gaspar próximo a EMEI. Traga suas idéias, opiniões e sugestões. Para o ano que se inicia fica lançado o desafio. A todos, um feliz natal e feliz ano novo, a todas as famílias de nossa região. Obrigado Luciano Presidente da AMASQ

Comunidade quer saber... Piscina Portuguesa – a piscina da escola municipal Nativa Fernandes no Sertão da Quina parece que veio de Portugal, ela funciona apenas no inverno e no verão fica a Deus dará. As crianças e o time da terceira idade bem que poderiam aproveitar melhor o verão. Em novembro ela encerra suas atividades, a comunidade também se preocupa com sua manutenção como a cloragem, a limpeza. Para o time da terceira idade seria importante a continuidade da pratica de exercícios, que na realidade nada mais é do que a manutenção e prevenção da saúde. Todos sabem que a prevenção é a forma que mais econômica de cuidar da saúde. Para as crianças, desenvolvimento físico, mental, distração e divertimento. No caso do inverno existe uma reclamação de um morador do bairro da Lagoinha que doou um aquecedor para a piscina, que até agora não veio. Só esperamos que o bigode não aumente ainda mais. 12% ou mais – Moradores reclamam da arrecadação da Zona Azul. É que até agora nada de substancial ao turismo da região foi realizado. As obras ou bens adquiridos foram realizados através de parcerias com o governo federal e estadual, outras através de emendas parlamentares. Todos querem saber quanto se arrecada na região, qual é a porcentagem ao poder municipal, quanto foi e é investido na região? Só isso, em uma única folha tudo pode ser esclarecido. Questionamentos referentes a e-mails, telefonemas e cartas enviadas a redação.


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Vereador homenageia policiais no mês de aniversário da PM EZEQUIEL DOS SANTOS Na última Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Ubatuba, dia 14, o coronel Ewandro Rogério Góis e o sargento André Luiz dos Santos da Policia Militar receberam uma Moção de Congratulações pelo empreendedorismo, aproveitamento e participação na troca de experiências e informação sobre policiamento comunitário realizado no Japão. O coronel Ewandro é o atual comandante do Batalhão do litoral norte paulista, já o sargento André Luiz comanda a base de policiamento comunitário de segurança da Maranduba. Todo o staff da policia militar compareceu na entrega da honraria. A Moção foi proposta pelo vereador Rogério Frediani. Segundo o autor do projeto trata-se de uma justa homenagem já que o policiamento comunitário estreita os laços de confiança entre a policia e os moradores. Também ao coronel pela visão de futuro trabalhando ainda mais a inteligência e o conhecimento de cada policial em sua área de atuação. Na sessão os policiais entregaram uma medalha de policiamento comunitário japonês ao vereador, que tem os símbolos daquela atividade de policiamento naquele país. Na tribuna o coronel explicou as metodologias aplicadas no combate ao crime, da importância da base da Maranduba por conta da extensão do município, as atividades de verão e os passos do planejamento e investimento futuro em segurança pública no litoral. A entrega foi realizada no mês das festividades de aniversário e criação da corpora-

ção, que tem como seu fundador o então Presidente da Província de São Paulo, Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar, que em 15 de dezembro de 1831 criou o Corpo de Guardas Municipais Permanentes, composto de cem praças a pé, e trinta praças a cavalo. Eram os famosos “cento e trinta de trinta e um”. No inicio a PM era chamada de Força Pública. Hoje a policia militar é composta por programas de policiamento esco-

lar, integrado, Forca Tática, Comunitário, Rocam, Choque, Ambiental, Bombeiros, Rodoviária e a radiopatrulha aérea e é considerada por especialistas como a corporação com um dos maiores contingentes de policiais da América Latina. O vereador Rogério Frediani entrega moção ao Ten. André Luis dos Santos e ao Cel. Ewandro Rogério Goes. No final, recebe medalha da Policia Comunitária japonesa


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Brasão de Ubatuba A origem dos brasões remonta as primeiras brumas da Idade Média, quando foi das cruzadas. O Brasão é um espelho em que se reflete a história da pátria. É uma apresentação iconográfica que preserva a memória histórica, sua geografia e outras peculiaridades próprias de uma nação, de um povo, de um estado, de um município. O Brasão simboliza o ente da federação. Por essa razão, para saber ler um brasão e poder aliar o que ele nos diz, é preciso conhecer as regras fundamentais que regulam a armaria. E assim, até hoje, o Brasão Municipal que permanece como símbolo da cidade, do município, constituindo o seu justo orgulho. Elementos dos Brasões: Segundo a síntese da arte heráldica, interessante trabalho que traz dados detalhados sobre os elementos de um brasão de armas, os elementos são: as divisões, peças honrosas ou figuras, quando houver no escudo, entre outras especificações. O brasão possui dois elementos - O Escudo e a Ornamentação Exterior. O Brasão possui ainda: Dois metais (ouro e prata), cinco cores (Goles-vermelho, Bláo-azul, Sinopla-verde, Sable-negro e Púrpura - combinação do vermelho como o negro) e duas peles (O veiro-conjunto de azul e prata em forma de sinos que simétrica e paralelamente se sucedem e Arminho-formado por cruzetas alongadas e espalmada em três pontas para baixo, negras sobre pratas). O Município de Ubatuba aceita e adota como seu o seguinte brasão: De vermelho, cruz alta e solta, de prata, com resplendor de ouro, tendo ao pé, dois caniços cruzados em aspas brocantes de verde, acompanhado em ponta de

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uma canoa guarnecido de cinco selvagens remando, de sua cor natural. A canoa navegando em mar de prata, ondado de azul. No alto, a coroa mural de ouro. Justificativa: A cruz, peça honrosa de primeiríssima ordem, que se alteia no escudo e se apresenta com resplendor de ouro, consagra o seu orado e lembra o nome que lhe foi dado pelo seu fundador, Jordão Homem da Costa, depois de afastados os selvagens tamoios, oficialmente legalizados,- Exaltação da Santa Cruz do Salvador de Ubatuba. Em memória, diz Eu-

gênio Egas, de haver a cruz empunhada pelos missionários José de Anchieta, Nóbrega e outros. Ubatuba, palavra de origem indígena, significando sítio abundante de ubás (caniços silvestres) é lembrada pelos dois caniços cruzados ao pé da cruz. Finalmente, a canoa com cinco remadores navegando no mar (Coaquira, Cunhambebe, Aimberê, Pindoboçu e Araraí) rememora a atividade dos indígenas estabelecidos nesta região. Serve de timbre ao escudo, a coroa mural de ouro, convencionalmente adotada para caracterizar as armas dos municípios e cidades. Em 20 de março de 1957 foi instituída a primeira modificação baseada na Lei nº 4/1957. Revisão feita pelo heraldista Salvador Thaumaturgo que sofreu a seguinte

8º Natal Feliz da Região Sul modificação, troca do escudo francês pelo português, a cruz perdeu o resplendor de ouro e, do pé, foram suprimidos os dois ramos de ubá cruzados em aspas brocantes de verde; como ornamento, foi acrescentado um listel de prata com as indicações: 1637 - Ubatuba 1855. Foram acrescentadas como suporte dois ramos de ubás, floridos ao natural. A primeira data (1637) indicava o ano da fundação da cidade e a segunda (1855), a data de elevação a distrito. A segunda modificação se deu em 1967, instituída pela Lei 120/67, de 25 de agosto de 1967. O heraldista Alcindo Antônio Peixoto de Faria fez a revisão do brasão que teve a seguinte alteração: voltou o resplendor à cruz e, no listel, suprimiram as datas e acrescentaram a frase latina - Unitatem Servavit Patriae et Fidei - que se traduz:- Conservou a Unidade da Pátria e da Fé -, legenda de Ibraim Nobre e do padre Viotti. Essa legenda reafirma a hipótese de que Ubatuba é o berço da unidade nacional, marcado pelo acontecimento que passou a figurar na história do Brasil com o título de PAZ DE IPEROIG. Isso ocorreu em 1563, quando José de Anchieta conseguiu o acordo de paz entre os índios Guaianazes, das tribos Tamoias, que cessaram as lutas entre os portugueses e essa tribo, que até aquele momento, era aliada dos franceses de Villegaignom. Pois se os calvinistas franceses tivessem permanecidos aqui, as lutas religiosas que então se processavam na Europa, teriam se transportado para cá e, conseqüentemente, o Brasil seria dividido em três regiões: a do sul e norte, católicos e de língua portuguesa e no centro, calvinistas e de língua francesa.

Pesquisa: Ezequiel dos Santos

Com a iniciativa do vereador Osmar desde 2002, a oitava edição do natal feliz superou as expectativas. Segundo organizadores, o evento que aconteceu no último domingo dia 5, reuniu três mil pessoas. A festa ocorreu no estádio Pedro Celestino no Sertão da Quina e contou com apresentações, brincadeiras, hot-dog, refrigerante, algodão doce, pipoca e churrasco. Brinquedos não ficaram de fora: dois pula-pula, escorregador e uma parede de escalada que fez o maior sucesso. Os números foram grandiosos, 600 litros de refrigerantes, 4.300 pães, 300 quilos de lingüiça e de carne para churrasco. Depois das bênçãos o padre Carlos realizou o sorteio da primeira bicicleta do dia, teve ainda o sorteio de mais uma bicicleta, um liquidificador, um ventilador, uma panela de pressão e duas churrasqueiras. Esteve presente também Moralino Valim da Regional Sul.

Um clima de satisfação e até mesmo felicidade tomou conta dos participantes deste evento. Todos saíram satisfeitos, principalmente na chegada do Papai Noel que distribui quatro mil brinquedos e três mil pacotes de doces. Os brinquedos recebidos pelas crianças farão a diferença nesta data. O vereador agradece aos colaboradores Restaurante Sem Miséria, Toca da Coruja, Super Tabatinga, Quiosque Quebra Mar, esquisitinho, Ilha Vitória e Gaúcho, Marbela Flex, Refrigeração União, Bananinha Paraibuna, Empresa Expresso Verde, Tio Sam, MGM Informática, Animal, Deputado Gil Arantes, Prefeitura Municipal e Regional Sul e aos voluntários e amigos que realizaram esta grande festa. . “Quero agradecer aos amigos, voluntários e colaboradores, foi muito bom ver o sorriso das crianças neste dia”, comenta Osmar satisfeito com o sucesso do evento.


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Centro de Integração Rural Cup Ubatuba agita final de ano na região colabora com escola do Araribá

EZEQUIEL DOS SANTOS No último dia 16, nas festividades de encerramento das atividades escolares em 2010 da Escola Municipal Sebastiana Luiza do bairro do Araribá, pais, professores, funcionários, colaboradores e direção de escola realizaram a entrega dos prêmios do Projeto “Araribá”, que na realidade trata-se de um projeto interdisciplinar de conhecimento, pesquisa e regras de convivência deste ano letivo. A direção da escola informou que todos os funcionários, professores, monitores, pais e comunidade colaboraram no andamento do projeto. O Centro de Integração Rural - CIR patrocinou os prêmios aos alunos vencedores. Foram eles: 3ºDaniel Alves, 2º - Lucas Gari da Silva e em 1º o aluno André Luiz de Oliveira, que segundo a direção tem uma história de vida maravilhosa e que surpreendeu a todos. A entrega para o primeiro colocado foi regada a emoção pelo mérito e vontade de vencer do aluno, dada as condições colhidas pelos profissionais que o assistiram.

Os premiados receberam uma bicicleta e dois celulares bem equipados. “Esperamos que este seja o 1º de muitos outros trabalhos de incentivo ao estudo, trabalho em equipe, formação do ser humano, futuros profissionais e principalmente homens e mulheres de bem”, conclui a coordenadora do CIR, Anne kamiyama, do Sitio Recanto da Paz. Fazem parte do CIR o produtor Amarildo Pazzeli e Lurdes???. Não ficou de fora o bolo, o refrigerante, o cachorro quente, as bexigas e as guloseimas, até uma discoteca foi produzida para a festa. A direção da escola aproveita para informar que no ano de 2011 a escola Tiana Luiza será em período integral. “Tudo isto foi devido ao sucesso desse projeto, que tem a aprovação da comunidade, dos pais e colaboradores e da Secretaria Municipal de Educação, também de todo o corpo docente escolar”, comenta Dulcinéia Correia, diretora da escola. Para quem não participou das festividades vale lembra de que o bolo estava delicioso e a festa bem animada. Parabéns a todos!

Entre os últimos dias 17 a 21 de dezembro aconteceu o Cup Ubatuba, que contou com equipes de futebol e futsal de Ubatuba, São Paulo e Minas Gerais. Os jogos foram realizados em praças esportivas da região sul do município. O futsal aconteceu no ginásio da Escola Nativa (Sertão da Quina), enquanto o futebol foi disputado nos campos do ACE Sertão da Quina, Maranduba e Lázaro (Rio Escuro). A disputa começou na sexta-feira, dia17, nas duas modalidades. Na mesma data, à noite, aconteceu evento de abertura da Cup Ubatuba realizado no salão de eventos do Água Doce Praia Hotel. O encerramento acontecerá na terça-feira (21), com as finais das séries ouro e prata. A Cup Ubatuba recebe em torno de 310 desportistas turistas, além da participação de equipes da Cidade, atendendo em torno de 130 jovens atletas. Sem contar as dele-

gações, que vieram em bom número. As delegações confirmadas foram: Monte Sião (MG), Chute Inicial Corinthians Butantã (São Paulo), Chute Inicial Corinthians Rio Pequeno (São Paulo), Vem Q Tem (Taboão da Serra – SP), Chute Inicial Corinthians de Diadema (São Paulo), Bate Bola/Sete de Setembro (Água Rasa – São Paulo) e Chute Inicial Corinthians Ermelino Matarazo (São Paulo). Estão praticamente confirmadas as delegações do São Paulo Center de Granja Viana (Cotia – SP), 100Zala de São Miguel Paulista (São Paulo) e Associação Internacional de Interesses a Humanidade (Embu – SP). Representarão Ubatuba as equipes do ACE Sertão da Quina, Lázaro FC (Rio Escuro), Escola Tancredo de Ubatuba e Escola de Futebol de Ubatuba. A Cup Ubatuba é uma promoção do Jornal do Futsal de São Paulo, que há 13 anos

promove eventos nas categorias de base do futsal e futebol nos meses de férias escolares, dando aos jovens uma opção de turismo, lazer e contato com a natureza, com um ingrediente especial: jogar futebol, que é a paixão do brasileiro. A Prefeitura de Ubatuba abraçou a idéia e apóia o evento, dando total retaguarda a iniciativa. O Projeto Tamar também apoiou o evento. Como mecanismo de conscientização para a preservação do meio ambiente realizou a soltura de tartarugas no dia 20, na Praia Dura. Os atletas do ACE Sertão da Quina conquistaram resultados expressivos como 7x1 no futebol de campo e 5x1 no futsal. Isto é fruto de uma longa parceria entre os professores Afonso e Pérsio. Até o fechamento desta edição a informação recebida por telefone foi que todos foram premiados com medalhas e troféu. Alguns pais reclamaram da arbitragem nesta final.


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Universitário recebe nota máxima e se destaca em conclusão de curso na UNESP EZEQUIEL DOS SANTOS Aprovado com nota máxima, louvor e distinção, o caiçara Rafael de Sá Santos, 25 anos, foi destaque na apresentação de seu Término de Conclusão de Curso - TCC na Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Bauru no último dia 25 de novembro. Rafael é o primeiro morador de Ubatuba formado em Designer e Modelagem na melhor universidade pública do país. Ele hoje faz parte de um seleto grupo de profissionais que pertencem a uma elite que contempla menos de 3% da população brasileira, a elite dos privilegiados que estudaram em uma universidade pública. Ele apresentou a banca o projeto de uma aeronave com um novo sistema de propulsão a Vortex, projeto este com uma maior preocupação ambiental. Essa aeronave foi denominada “De Sá DS-10 Blast Wind” (rajada de vento). Para a excelência da apresentação, Rafael até machucou a mão. A banca foi formada pelos melhores nomes em desenho industrial do país. O projeto desenvolvido aborda uma pesquisa sobre a evolução da aviação, onde se observa as grandes conquistas realizadas na área e seu processo evolutivo. Do mesmo modo a aplicação do Design na aviação e as tecnologias desenvolvidas, especialmente aquelas que a história registrou referente à contribuição dos alemães para a área da aviação durante a Segunda Grande Guerra. O autor realizou um estudo relativo à história de Viktor Schauberger e suas pesquisas sobre sistemas de propulsão revolucionários e bastante avançados para os tempos atuais. As pesquisas efetuadas para este trabalho foram o referencial para desenvolver uma análise de similares, específicos do tema abordado. Assim, o passo seguinte do projeto desenvolvido foi gerar sketchs (rascunhos) que integrasse o novo motor proposto

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Os pais (Jorge e Ana) ao lado do filho Rafael, orgulhosos da conquista em uma das melhores universidades públicas do Brasil

por Schauberger com o intuito da criação de um novo conceito de aeronave bimotor de asa alta. A festividade foi realizada de maneira pomposa regada a champagne, comida oriental e canapés chiques. A família simples do Sertão da Quina participou da celebração junto a centenas de milionários, empresários, fazendeiros e pessoas de grande influência da sociedade paulista. A sua conquista demonstra que o sucesso não depende de uma conta recheada e sim de apoio de pais esforçados, muita dedicação e esforço nos estudos. Rafael é morador do Sertão da Quina e que vem de duas linhas genealógicas tradicionais da região. Tataraneto dos fundadores do Sertão da Quina e dos primeiros remanescentes quilombolas da antiga

Fazenda Caçandoca sempre foi bom aluno, desde o Áurea Moreira Rachou. Para ele sua aprovação foi traduzida em alívio e que agora estuda possibilidades para o futuro. Os pais Jorge Benedito dos Santos e Ana Lucia de Sá Santos se emocionaram com a conquista do filho, que agora pensa em curtir um pouco a praia, a família, os amigos e a namorada que em todo momento esteve a seu lado. Para o amigo e biólogo Camilo de Lellis Santos trata-se de um exemplo de que para estudar numa boa universidade (a pública) não é necessário dinheiro e sim muito esforço. “Sua dedicação serve de exemplo a outros jovens”, reitera o biólogo. Rafael é mais um jovem da boa safra de estudantes da região que se destacaram nos estudos.

Jovem da Região participa de evento musical de final de ano

Na noite do último dia 14, no teatro Mario Covas, foi realizado a apresentação de final de ano da escola de música e-brasil de Caraguatatuba. Foram vinte apresentações dentre eles canto, guitarra, piano, teclado, sinfonia de baterias, violão. Todas as apresentações foram de bandas formadas pelos alunos da escola. O evento reuniu mais de 600 pessoas entre convidados, pais, profissionais e simpatizantes da boa música. Na ocasião os alunos tiveram a oportunidade de se apresentar a nível profissional. A sinfonia de bateria foi tema de matéria da melhor revista de bateria do mundo em 2009. Participou também o cantor

Gabriel de Oliveira Santos, 21, do bairro do Sertão da Quina. Ele cantou a música tema do filme Tarzan (no meu coração você vai sempre estar) interpretada no Brasil pelo musico e compositor Ed Motta, participou ainda do back vocal da musica boemia (bohemian rhapsody) do grupo Queen. A apresentação durou pouco mais de duas horas e agradou a todos os familiares e amigos de Gabriel. Todos estavam orgulhosos com a participação dos familiares no palco do Mário Covas que utilizou toda a sua estrutura para engrandecer o evento. O jovem Gabriel também vai cantar na missa de abertura das festividades de final de ano naquela cidade.

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Supimpa faz festa na entrega Defensora do Meio Ambiente recebe homenagem da Câmara Municipal de prêmios aos clientes

Clientes aguardam o nome do contemplado do sorteio No último dia 18, o Mini Mercado Supimpa do Sertão da Quina realizou mais uma entrega de prêmios a seus clientes. Não é a primeira vez que isso acontece e se depender da proprietária não será a última. O evento contou com farta distribuição de pipocas, algodão doce, balas, salgados, biscoitos e muitos brindes. O som ficou por conta do DJ Nenê, a apresentação pelo “paparazzo” Jairo dos Correios com a colaboração dos assistentes de palco Giva e Bruno. Como sempre a festa atraiu muitos moradores, turistas e clientes. Cerca de 400 pessoas participaram do evento. O primeiro sorteio foi a de um

caminhão de prêmios e a felizarda deste ano foi a cliente Ana Kelli Z. Santos do Sertão da Quina. Logo em seguida foi realizada a segunda rodada de prêmios e os ganhadores foram: Maria Ap. Barone - Sertão da Quina, Gilson P. Santana - Maranduba, Eulália Salete Piza – Enseada, Gilmar Miranda da Silva – Ingá, José Alves de Souza – Vila Santana, Neuza Maria O. P. Moreira – Sertão da Quina, Claudirene Alves Magalhães – Maranduba, Izabel M. S. Lopes – Sertão da Quina, Benedita Antunes de S. Prado – Maranduba e Sueli Cardozo dos Santos – Sertão da Quina. Agora é aguardar o sorteio de 2011.

EZEQUIEL DOS SANTOS Na Sessão de Câmara do último dia 07, a jovem Ana Carolina de Oliveira recebeu das mãos do vereador Rogério Frediani uma Moção de Congratulações pela conquista do prêmio de meio ambiente no 1º Fórum Cultural de Meio Ambiente que aconteceu no teatro Mário Covas em Caraguatatuba. O premio conquistado por Carolina se refere a categoria de ensino médio, cujo tema foi “ Biodiversidade Caminho da Vida” e seu trabalho intitulado “Um estranho no Ninho” foi premiado e exposto tanto na escola, quanto no teatro. Ana Carolina que é moradora do Sertão da Quina estuda no colégio Áurea Moreira Rachou e se considera uma defensora do meio ambiente e que não gosta de ver maus tratos a animais e plantas. Ela deixou mais uma vez a família orgulhosa. Para o vereador autor da Moção trata-se de uma homenagem justa e merecida, tendo em vista a dificuldade que os jovens enfrentam atualmente e quem caminha desta forma merece nosso respeito e nosso reconhecimento. Toda a família participou da entrega na Câmara Municipal.

Acima, Ana Carolina recebe das mãos do vereador Rogério Frediani uma moção de congratulações pelo primeiro lugar recebido no 1º Forum Cultural de Meio ambiente Regional (a direita), que aconteceu no Teatro Mário Covas cujo tema foi “Biodiversidade Caminho da Vida” em 27/05/2010.


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Pontal da Lagoinha: sob o sol, maravilhosa... EZEQUIEL DOS SANTOS Localizada entre as praias da Maranduba e Lagoinha, o pontal tem varias características particulares e belas, um delas é a ilha a sua frente que leva o mesmo nome (ilha do Pontal), as outras são detalhes que só alguém acostumado a belezas e tem um olhar mais apurado pode perceber, a começar pela areia. O local foi ponto de abrigo desde os primeiros moradores, a nação Tupinambá. Ao centro ela é dura e nas laterais começam a se soltar, quando a maré baixa é possível ver o desenho na areia realizada pelo balé das águas, que vão e que vem. Outro detalhe é o brilho cristalino de suas águas, que por conta de estar abrigado pela ilha não traz tanta areia pelas ondas. Por vezes é possível ver a sombra da espuma no fundo. Em frente a ilha acontece a “poróroca” , que nada mais é do que o encontro das ondas que vem da Lagoinha e da Maranduba e ao se encontrarem fazem uma onda diferente, que se for surfada cabe apenas uma ou duas pessoa. Quando o mar está agitado parece que estamos em uma maquina de lavar, pra lá e pra cá. O local é ideal para famílias. Em tempo de maré baixa uma pessoa pode atravessar para a ilha a pé. Mas todo o cuidado é pouco, a maré sobe rápido e é possível que o visitante não consiga voltar, portanto ele deve verificar a tabuas das marés, ou perguntar a um pescador ou a bombeiro sobre as condições de travessia. Nunca vá sozinho. Lá é possível admirar a clareza de suas águas e se deliciar em

Foto: Emilio Campi

sua pequena praia. A mata preservada dá o ar da graça e reforça ainda as belezas naturais deste canto do paraíso. Ë possível dar a volta na ilha, atrás dela o visitante avista o alto mar, a ilha da Maranduba, do Mar Virado, as praias do Encruzado, do Perez, a ponta do pulso dentre outras. É necessário muita

atenção ao dar a volta, nunca vá sozinho e sempre avise alguém do que você vai fazer e que horas vai fazer e possível retorno desta aventura. Lá atrás é possível ter a noção da beleza cênica do lugar e como foi preservada por seus antigos moradores. O local é uma das poucas do Brasil em que é possível an-

dar até a ilha, portanto todo o cuidado na preservação ainda é pouca. No local você pode praticar surfe, mergulho, caminhar, vôlei, futebol, remo, natação, contemplação ou até mesmo nada, isso mesmo fazer nada, ficar de boa, num relax total, você sentado numa cadeira, as ondas batendo nos pés e os pés batendo nas on-

das. Eta vidão! O pequeno riacho que se encontra ao lado do camping um dia foi lugar de busca de peixes pelos moradores tradicionais, ali em determinado tempo, os peixes ficavam presos por conta do banco de areia e os moradores os pegavam para servir de almoço ou jantar.


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... e sob a lua, romântica e mais bonita Foto: Emilio Campi

A noite o lugar fica ainda mais bonito, principalmente sob a luz da lua, digamos romântico. É possível avistar o reflexo das luzes que vem de todos os lados na areia próximo a água. O ar de calma e

sossego toma conta do lugar. Literalmente uma imagem vale mais do que mil palavras para descrever a visita noturna a este lugar. A vida passa mais devagar, a água fica mais quente, na temperatura ideal,

alguns caranguejos e aves podem até ser vistos passeando. O local de tão belo parece uma pintura em movimento, basta agora preservar esta beleza para apreciarmos sempre e medidas simples como le-

var seu próprio lixo, não fazer churrasco na praia, nada de animal doméstico nas areias podem, detalhes que podem facilitar a vida da natureza, que com certeza facilitara também a nossa.

Com o mar não se brinca, certifique-se sobre alguns itens de segurança, a noite atenção redobrada, principalmente quando o visitante está com crianças que vão adorar o lugar. Com sol ou com lua bom devertimento.


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Imagem no céu impressiona moradores No dia cinco de janeiro deste ano muitos moradores se espantaram com a visão de uma imagem cilíndrica que coloriu o céu da região. De tão grande podia ser visto de todos os pontos da região. Os mais antigos relembraram outras visões em outras épocas. Numa delas o caiçara João Correia, já falecido, chegou a achar pequenas peças quando caçava pelas montanhas na década de 1960, como conta os amigos sobreviventes. João havia achado na realidade partes de um balão metereológico. Depois do susto todos se deliciaram com bela imagem que o objeto proporcionou, no final trata-se apenas de um fenômeno natural, já visto anteriormente. Por volta de 1938, um avião passou por estas bandas, bem em cima do lugar. Na época ele era da cor do metal, não havia pintura na aeronave. Naquele tempo só uns poucos homens haviam ido a Santos a pé. Lá viram de tudo, muitas novidades, entre

elas o avião. Na tarde daquele dia, depois da passagem do objeto, os homens que pescavam ou caçavam retornavam as suas casas quando perceberam a ausência das companheiras e dos filhos. Os homens preocupados começaram a buscar os “sobreviventes” do objeto que “reluziu” nos céu da região. Depois de muita procura todos foram localizados. Mulheres, jovens e crianças a beira do rio com o rosário na mão pedindo a

Deus alguma coisa. Na realidade como o avião passou muito rápido e com o reflexo do sol na fuselagem parecia uma bola de luz, parecia que o sol havia descido, alguns até imaginaram que era o anjo Gabriel tamanha simplicidade e inocência daquela população. Depois das explicações todos riam muito, mais como diz o ditado, mais vale a fé do que o pau da barca. Desta vez fotografaram o fenômeno apenas como uma bela recordação.

Atencão nas festas de rua 1- Evite utilizar jóias, relógios ou outros objetos de valor que chamem atenção; 2- Utilize roupas discretas, inclusive tênis; 3- Leve dinheiro apenas para o necessário; 4- Separe dinheiro para pequenas despesas; 5- Não use garrafas de vidro; 6- Evite levar crianças pequenas; 7- Mantenha todas as crianças à sua vista, de preferência próximas a você; 8- Identifique as crianças com etiquetas; 9- Marque pontos para reencontro caso alguém do grupo se perca; 10-Se puder, deixe o carro em

casa para não ter problemas com estacionamento, danos e furto; 11- Caso prefira ir de carro cuidado no momento de estacioná-lo. Prefira estacionamentos credenciados, evite deixar seu carro em locais mal iluminados e isolados, não deixe objetos a vista no interior do veículo e não confie em guardadores e limpadores; 12- Em caso de tumulto, saia de perto; 13- Se houver necessidade de atendimento médico para alguém, lembre-se que os socorristas precisam de espaço para trabalhar; 14- Mantenha a identidade no bolso e tenha cuidado para

não perdê-la; 15- Mantenha seus objetos pessoais, como celulares, carteiras, bolsas à frente de seu corpo; 16- Desconfie de esbarrões e empurrões e confira seus pertences pessoais; 17- Evite locais onde haja muita aglomeração de pessoas; não deixe que seus filhos viajem com desconhecidos. Fonte: Manual de Auto Proteção do Cidadão-Setor de Comunicação Social PM - Base de Segurança Comunitária da Maranduba. DISK DENÚNCIA:

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Silgilo Absoluto

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Administração do Parque Estadual reinicia o atendimento na região sul A administração do Parque estadual da Serra do Mar, Núcleo Picinguaba (PESM-NIPC), retoma suas atividades presenciais na região sul de Ubatuba. Em nota a administração do parque informa que por conta da dimensão do município atuou mais presencialmente na região norte do município e que a parceria com a prefeitura municipal e a Administração Regional Sul possibilita agora o atendimento deste lado do município. O atendimento será na sede da Regional Sul todas as terças e quintas das nove as 16 horas, próximo a unidade mista de saúde. O parque atende no escritório no centro de Ubatuba-Rua Esteves da Silva, 510 Centro – 3832-1397. Na realidade o parque solicita colaboração dos moradores para combater irregularidades como a extração de palmito, por outro lado demonstra interesse no desenvolvimento aliado a

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Festa no encerramento das atividades de coroinhas

Foto: Emilio Campi

conservação ambiental com inclusão social. No documento ainda o parque destaca os vários atrativos turísticos, históricos, culturais e ambientais que a região possui e que também é bem vista pela população compromissada com a defesa de seus patrimônios para fins educacionais, culturais e geração de emprego e renda. O gestor do PESM salienta a obrigação em cumprir com seus objetivos que é proporcionar

desenvolvimento com racionalidade, meta que agrada as populações tradicionais, ou os seus descendentes. Ë solicitado ainda mais informações para que seja preenchida uma lacuna institucional a este setor. Moradores ouvidos pelo JMN tem se mostrado reservados quanto ao tema. Os mais jovens acreditam numa parceria que todos possam ganhar, mas depende do tempo e do tratamento dado pelo público.

Cantinho da Poesia A cada dia, um novo dia...

Confissão

A cada dia que passa, a cada nascer do sol, a cada momento, a cada instante, Faz com que tudo fique para trás; Meus sonhos, minhas palavras, meus gestos... Meus beijos, meus cantos, minhas decepções, meus melhores momentos, meus amigos, meus enamoros, meus sorrisos. Minhas quedas e meus esforços, tudo que faz parte de mim ficara para trás. Mas em cada dia que passa, em cada novo nascer do sol, em cada momento, em cada instante, nascerão novos sonhos, novas palavras, novos gestos, novos beijos, novos cantos, novas decepções, Em cada momento terei outros melhores momentos, novos amigos, novos enamoros e muitos outros sorrisos Terei também, muitas outras quedas, mas me esforçarei sempre Pra me manter em pé, para que tudo possa acontecer, A cada dia, a cada novo dia... Jéssica Oliveira do Nascimento Araribá

Você é da flor o meu perfume Do meu egoísmo todo o ciúme Do verde dos olhos minha cor Do rubro coração o meu amor. De seu lindo sorriso a alegria Que me transmite a energia De seus carinhos todo encanto E de meus sonhos um acalanto Com toda a paz de cada dia E a beleza que você irradia. Das noites sonhos vividos Dos dias desejos perdidos. Imagens de um pensamento Voando assim como o vento Que despreza as fronteiras Mas deixa as suas esteiras. Preciso lhe dizer uma coisa Já nem sei mesmo o porquê Mas, saiba, eu amo você! Manoel Del Valle Neto

Trinta e cinco coroinhas de toda a paróquia participaram da confraternização de encerramento das suas atividades religiosas no último dia 4. O evento que foi das oito da manha até as quatro da tarde aconteceu no sitio do Francês no bairro do Araribá. As crianças participaram de palestras e brincadeiras como o pula-pula, banho de piscina, futebol de salão, pebo-

lim, ping-pong, café e almoço comunitário. Houve também uma conversa com o Padre Carlos e Diego Serena, seminarista e assessor paroquial. A confraternização foi organizada pelos coordenadores de coroinhas da paróquia o casal Wagner e Fabiana e também dos coordenadores de cada comunidade. As crianças já aguardam a próxima confraternização.

Maranduba ferve a 360 graus nesta temporada O título acima não se refere a nenhum show na região, nem tão pouco está relacionado a temperatura do ambiente. 360º é a nova tendência mundial de imagens, ou melhor, belas imagens de paisagens, lugares, temas, patrimônios, sítios, cultura. Acompanhando esta tendência o site Maranduba apresenta mais uma ferramenta de visualização de nossas belezas. São fotos em 360º dos mais belos pontos de nossa região. São praias, cachoeiras, atrações turísticas, ruínas e outros locais de interesses diversos O visitante poderá ter a certeza da beleza do lugar, pra isto basta acessar o site no endereço www.maranduba.com.

br/360.htm e lá você vai ver uma mínima parte das belezas locais e regionais. Para 2011 o site Maranduba colocará fotos ainda nunca publicadas, serão das belezas naturais escondidas na Mata Atlântica, objetos perdidos, caminhos antigos, cachoeiras, capelas, festas, pontos culturais, religiosos e artesanais, aves e muito mais. Mas por enquanto o visitante poderá se deliciar com as fotos que o esperam. Com certeza você vai ficar com inveja de quem visita esses lugares, não fique esperando acesse, clique e depois venha visitar este pedaço do paraíso. Seja bem-vindo ao mundo das belas paisagens.


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Gente da nossa história: EZEQUIEL DOS SANTOS Nascida no Sertão da Maranduba em 23 de julho de 1917, neta de Luiz da Rosa, filha de Balbina Felix e de José Pedro de Oliveira. Irmã de Catarina, Rosa Pedro (Óta), Sebastiana, Maria das Almas, Maria do Amparo, Benedita Januária, Pedro Rosa, Sebastião Pedro e Nativa Rosa, Conceição de Oliveira recebeu o sobrenome Cabral quando casou com João Cabral, filho mais velho de Benedito Gaspar dos Santos e Maria Sérvula Cabral, neto de João Gaspar dos Santos e Gertrudes Maria e Pedro Pimenta Sodré e Ana Sodré. Conceição de Oliveira Cabral era conhecida como comadre Fofón, tia Fofón. Ela é mãe de Manoel, José, Benedita e Simão. Ela guardou muitos segredos da verdadeira fé daquela população (Mt 16, 18-19), sofreu junto com as meninas e recebeu os prêmios de que uma visão destas proporciona. Tudo que fazia era baseado nas sagradas escrituras. Enfrentou uma infância difícil, não só pelas condições de vida da época, mas por conta do aparecimento da Virgem Imaculada (Lc 1,48 - Jo 19,2527-Mt 1, 16-18 - Lc, 1,26-28 e 1,43-45) por aqui nos anos de 1915 a 1917. Mas nossa personagem é detentora de uma verdadeira prova de amor. O local aonde ela nasceu e se criou poderia ser diferente se não fosse o acontecimento sagrado nos arredores do Morro do São Cruzeiro (Emaús), sua vida era ligada diretamente ao ritmo da natureza, ao sabor dos ventos, aos sons dos pássaros e a verdadeira fé. Ela era considerada uma mulher de coragem, guerreira, amiga, companheira, conselheira que guardava muitos segredos de fé.

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Conceição de Oliveira Cabral A mulher da flor do Santíssimo

Era no degrau das antigas capelas e da recente igreja que ela ouvia e dava seus conselhos. Depois da irmã Óta, ela foi a zeladora da capela, a outra sua irmã Tiana era a Capelã, que rezava em latim. Já sua irmã Maria do Amparo quando morreu no hospital de Ubatuba deixou uma marca inesquecível - o aroma de flores que tomou conta do quarto dela, assim como o aroma de quando a Jovem Mulher apareceu em 1915. Médicos, enfermeiros e familiares emocionaram-se ao sentir o aroma. Ficava muito contente quando varria o chão da capela e via muita areia, para ela era sinal de que muita gente esteve lá, ou ao menos as poucas pessoas da verdadeira fé. Conceição aprendeu a ler sozinha e não conseguia ler em letra cursiva (de mão) por isso pedia a um sobrinho que datilografasse as orações para que ela guardasse com todo o carinho cada palavra de amor. Por muito tempo foi ela a responsável e colocar uma flor nova no Santíssimo todos os dias e lá prostava-se a sua frente e rezava muitas horas a fio. Responsável por acompanhar os sacramentos, ela preparava tudo com muito carinho e dedicação. Crianças e adultos ficavam ansiosos com os acontecimentos, mas era ela quem os acalmava. No Batismo, na Crisma, Eucaristia, Penitencia, no Matrimônio a Unção dos Enfermos e outros sacramentos lá estava ela, doce, alegre, cativante, sempre com o terço na mão. Sua voz era rouca, mas apenas para falar, pois quando can-

tava sua voz era doce como o mel e belo como as flores. Ela muitas vezes levou comida a que não tinha ou quem estava enfermo, costumava amarrar um pano em volta do prato de comida e deixar em lugar visível para que a pessoa pudesse saciar sua fome, raras vezes foi pega com o prato de comida. Mulher amável, carinhosa, atenciosa, dedicada. Tudo que

tinha em sua casa ela oferecia, nunca foi “ridica” (miserável), tudo ela dividia. Num dado momento, sua irmã Óta muito doente vivia sobre uma cama, todos iam ajudá-la. Quando estava muito ruim, Conceição entrou no quarto, beijou a face da irmã, sentou na cama, puxou ela para seu colo entre os seios e a face, abraçou-a fortemente e começou a cantar: “Com minha mãe estarei... No céu, No céu, com minha mãe estarei...” Ela

cantou toda a música e depois falou algo no ouvido da irmã em tom despedida, algo que era segredo entre as meninas, após ouvir a irmã Óta dá seu último suspiro e vai. Conceição até então não derramou uma lágrima, acomodou a irmã deitada na cama e saiu. Só lá fora foi chorar a partida da irmã, a dor da saudade. A única sobrevivente de 1917 comenta que a atitude de Conceição foi a de conduzir a irmã nas escadas de nuvem até a porta do céu, tudo como estava combinado. O calor do corpo da irmã serviu de alento e consolo e a música era a senha para colocar em pratica um segredo do passado. Humilde, pobre e muito simples, sua geração era detentora de uma enorme sabedoria, por isso não se abateram e continuaram suas vidas de cabeça erguida, apenas mantiveram o silencio por conta das ofensas. Os anos se passaram e ela continuava firme e forte, mas uma ingrata surpresa se abateu sobre o lugar. Numa caçada para trazer comida aos filhos, seu esposo João Cabral ao cochilar encostado numa arvore foi atacado por uma cobra. Começava ai outro martírio. Os companheiros o colocaram nos ombros e correram. Ao chegar à vila foi colocado em um carro e levado a Santa Casa, mas infelizmente ele não agüentou e faleceu. Outros moradores caçaram a cobra e a penduraram numa mangueira que havia nas proximidades da casa do compadre Baitaca. Era uma cobra enorme, tanto no comprimento, quanto no

peso. Conceição ficou nervosa e antes que desse a notícia ela já sabia do acontecido. Ela chorou muito, mas era porque não teve tempo de se despedir do companheiro, amigo, amado esposo. Com o tempo ela descobriu que o marido estava bem. Como? Só ela sabia. Ela costumava rezar o terço na casa de sua irmã Catarina, já doente, levava até o bule de café e o virado de banana. Numa tarde ela foi à capela rezou o terço e voltou para a casa da filha. Lá se deitou no sofá para ver um pouco de televisão. A filha preocupada perguntou se estava tudo bem, ela disse que iria daqui a pouco para a cama. Mas quando foi de manhã ela estava deitada como se alguém a tivesse confortado a noite inteira. Conceição havia morrido. Mas foi com o dever cumprido, foi de forma confortável igual a sua irmã Óta, pois talvez a irmã a houvesse confortado a noite inteira, assim como ela havia feito décadas atrás. Assim como as outras meninas, Conceição tem muitos segredos e muitos deles não podem ser descritos, apenas passados através da tradição oral, como vem acontecendo. Conceição foi embora no dia 25 de maio de 1997, também não dando tempo aos familiares e amigos se despedirem, mas todos sabem que ela esta bem. Ela, as irmãs e muitas outras mulheres são consideradas os pilares desta sociedade matriarcal, que com o exemplo lapidaram a educação, o conhecimento, a honestidade e a gratidão com os seus entes queridos. Por tudo isso só posso dizer muito obrigado Tia-avó Conceição, de onde está, peço a sua benção. Obrigado!


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Ecologia e fogão a gás só para galinhas e para cultura de paisagem CRISTINA AP. DE OLIVEIRA

Aos sete anos vi pela primeira vez uma galinha no forno de um fogão a gás, fiquei muito curiosa. Lá dentro estava uma galinha Carijó. Mas ela não estava assando, ela usava o fogão a gás como poleiro. Orgulhosa ela chocava seus quinze ovos. Na realidade era um enfeite que ficava embaixo de um abacateiro. A comida era feita mais rápida, mas não tão gostosa quanto o dono da casa - o fogão a lenha. Este sim reinava em casa, era o centro da atenção, o xodó da família. Era um grande e belo fogão a lenha, cabiam quatro panelas, tinha chapa de ferro, todo feito de barro, bem “barreado”, parecia reboco de cimento. Mamãe havia feito um espanador com penas da cauda de um galo, que no dia anterior serviu de “mistura” para os parentes que vieram nos visitar. Recordo-me dela passando o espanador no fogão, tirando toda a cinza, os restos de carvão. Depois colocava lenha boa. E assim já estava pronto pra fazer nossa alegria. Era ali que nos eram passados os conhecimentos, saberes, rezas, remédios, orações e as tradições da culinária e da gastronomia deste nosso povo. Hoje se houver fumaça os “ambientalistas” vem nos punir por causa de uma coisa chamada camada de ozônio (que as indústrias criaram e os patrocinam), imaginem o que eles gastam de combustível, pneu, asfalto, papel, óleo só para isso. Quem está colaborando com essa tal de camada? A lenha que nós usávamos era uma outra mãe que nos fornecia - mãe natureza. Ela sabia o tempo certo para fornecer a matéria pri-

ma, principalmente nos dias de vento. Bom! Infelizmente partes destes estudiosos não sabem o que é Mãe Natureza, só a tal de ecologia pro dinheiro, já que eles vêm destruindo a vida de várias mães por aí. E o pior é que ganham dinheiro pra isso. Bom! Lá fora, o fogão a gás “Cosmopolita” vermelho reinava apenas à paisagem do lugar, as galinhas e aos pintinhos que entravam embaixo da Carijó. Mamãe ficava toda

satisfeita por fazer bom uso do fogão, que tinha ganhado de sua comadre. Detalhe, durante o dia a porta do forno permanecia aberta e na boca-da-noite (tardezinha, cerão da tarde) era fechado para que nenhum gambá ou algum morcego pudesse “judiar” da galinha carijó, nem comer os ovos dela. Por que quando lembro do fogão vermelho, lembro-me de nossas comunidades tradicionais, ou o que sobrou de-

las? Quem são os gambás e os morcegos desta vida real? Porque querem a qualquer custo os nossos ovos? Quem são as carijós atuais? Porque só somos valorizados na forma estática e não no movimento de nossa cultura? Por que a cultura de paisagem só prejudica a nós? A história é real, mas vejo muita realidade na vivência destes dois tempos. Se você só vê semelhança tá na hora de acordar.


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Caiçara... o que é?

EZEQUIEL DOS SANTOS Benedito Prézia, antropólogo e mestre em toponímia (nominação de lugar) pela Universidade de São Paulo (USP), respeitado autor de livros sobre a questão indígena e que trabalha junto às comunidades indígenas do Estado de São Paulo, explica-nos que, ao pé da letra, por assim dizer, o nome origina-se da palavra tupi kaaysa, que significa cerca de galho, usada para pegar peixe ou fortificação construída para defender a aldeia. Caiçara passou a ser então o homem que vive desse tipo de pesca, capturando peixes nessa armadilha rudimentar, feita com galhos de árvore do manguezal. Mas também é traduzida por outros mestres, doutores e especialistas como grupo de pessoas que criou uma independência econômica e cultural, mesclando técnicas

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e conhecimentos iniciados pelos índios, um dos povos mais representativos dos processos de interação pacífica entre homem e natureza, otimizando o aproveitamento dos recursos naturais da Mata Atlântica, portador de um desenvolvimento ímpar através de um complexo sistema de atividades que se complementam, com destaques para as atividades de origem indígena como o sistema agroflorestal de manejo, a agricultura de coivara (pousio), a pesca, a captura de animais, a coleta de moluscos e crustáceos e confecção de grande parte de utensílios de uso e trabalhos diários. Cada família possui uma área de plantio e uso dentro de uma área maior, que possibilitam o descanso da terra onde a vegetação se mantém e onde em determinados momentos se realiza o extrativismo, principalmente

para o artesanato. Esta população adquiriu um vasto conhecimento de plantas nativas da Mata Atlântica e suas utilidades, onde muitas delas são usadas como remédios eficientes. Toda esta sabedoria, esse conhecimento adquirido em séculos de existência é traduzido cientificamente como etnoconhecimento. Isto é, simplificando tudo, trata-se de sabedoria popular. Tudo através da tradição oral e conduzida pelo ritmo da natureza, o ciclo de reprodução, da coleta, da captura de animais, das plantações, dos ventos, dos mares, do deslocamento das aves, e principalmente no que se refere ao manejo correto, único, típico e exclusivo de espécies de nossa fauna e flora para uso, habitação e alimentação. Para que fique mais claro do que se trata, ele é um ser nativo, como uma árvore, faz parte deste meio, deste habitat. Trata-se, pois, não de uma espécie exótica e muito menos de uma espécie invasora que quer mudar a paisagem de acordo com outros métodos não originais. Método certo é aquele que faz parte de sua cultura e tradição, o método natural. Infelizmente tudo isto está entrando em fase de extinção, quando se tira um morador tradicional da lida, do contato tradicional com a terra e com o mar, joga-se a cada dia um pouco deste conhecimento no lixo. O sistema em moldes capitalistas, a especulação imobiliária, a biopirataria e a criação Leis restritivas a cultura, história e tradição de um povo, as Unidades de Conservação em moldes americanos, patrocinado por outros interesses, como é o caso do Parque da Serra do Mar, as tratativas das “Companhias de Embaçamento” que também exclui o morador tradicional do contato com o meio ambiente. Dá-se destino a morte de um povo, sua cultura, seu conhecimento, sua vida, pois se realizou óbitos através de meios legais, porém imorais, que nestes últimos 30 anos, isto é 10.800 dias faltou com

o devido respeito e virou as costas para a uma fase importante da Memória Nacional Brasileira. Lembre-se de que o caiçara tem uso cerimonial, quase que religioso dos recursos naturais a sua volta, não é ele que faz áreas de invasão, de risco, condomínios, fabricas, hotéis, prédios, pavimentação da praia. Pois se existe o verde hoje, ele foi o responsável por esta abundância, que atualmente querem o classificar como “inimigos do verde” e expulsar quem cuidou com tanto carinho e amor dos recursos que tanto necessita para viver. Mas isto pode mudar, tem que mudar, esta classe sofredora e silenciosa pode ser reconhecida, isto é, poderá oficialmente ser “gente” que tem seu valor, reconhecido pela história. Infelizmente os governos ainda só reconhecem a paternidade de seus filhos, mas ainda não pagam pensão. Não que eles queiram só dinheiro, querem trabalhar sem destruir. Mas o que acontece mesmo com quem não paga pensão? Felizmente as coisas estão mudando e esperamos que seja para melhor.

Ilustrações: Antonio Coutinho


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Túnel do Tempo

Coluna da Adelina Campi

Receita de Beleza da Alma Receita para eliminar manchinhas da alma Ingredientes: 1 litro de ternura 1 litro de óleo concentrado de paciência 1 quilo de perdão em pó 1 litro de essência de amizade 2 litros de bom-humor 3 litros de extrato concentrado de solidariedade humana 1 litro de esperança 2 litros de tolerância 10 pitadas de sorrisos espontâneos 2 litros de essência de Amor Universal 1 folha de papel de carinho do seu tamanho. Modo de Fazer: Misture o amor, o perdão e os sorrisos espontâneos, no caldeirão que se encontra no fundinho do seu coração. Passe os outros ingredientes por uma peneira bem grossa e adicione-os aos do caldeirão. Leve o caldeirão ao fogo alto da sua bondade, mexendo sempre, até alcançar o ponto de pasta cremosa. Deixe a pasta esfriar, até ficar morninha. Abra a folha de papel de carinho e besunte-a com a pasta. Deite-se sobre a folha de papel de carinho e enrole-se nela. Suspire bastante, profundamente. Relaxe. Pense em momentos alegres que fizeram com que você risse sonoramente. Pense naqueles outros que fizeram com que você se derretesse de ternura. Sinta o gosto de mel de abelhas simpáticas. Sinta o perfume das flores que você acha bem bonitas. Sinta a temperatura de uma noite de verão estrelada. Ouça a música alegre do rouxinol encantado. Mantenha o seu coração pleno de emoções boas. Aguarde mais ou menos meia-hora, até que a pasta cremosa e a folha de papel de carinho tenham sido completamente absorvidas. Resultado: Depois de mais ou menos meia hora você perceberá que todas aquelas manchinhas que o(a) aborreciam em relação ao próximo, ao bem-conviver no Planeta, terão desaparecido. Caso uma ou outra persista, repita a receita e elas cederão, desaparecendo por completo. Sorria !!!

1989 Maria, Catarina e Conceição, só dessas três irmãs, mais de 300 descendentes. Eterna saudades...

1958 Sertão em peso na Basílica velha

1970 Festa no Bonete regada a consertada

1967 Dava um trabalhão pra tirar a foto

1967 Quando crianças, tão quietinhas...

1976 E queriam trazer o cavalinho pra casa

1978 Faz tempo que trabalha nos Correios

1975 Queria ser John Wayne mas acabou virando Jacques Costeau...

1971 Família grande, só de Rural dava para visitar Aparecida. Fusca, nem pensar.

1987 Cardume de Sereia estilo Olivia Newton John do Sertão da Quina

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