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Maranduba, 15 de Setembro de 2010

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Disponível na Internet no site www.jornalmaranduba.com.br

Irregularidades no IPTU::

Justiça afasta vereador Biguá e MP move ação de improbidade contra prefeito Notícias:

Comunidade recupera Capela Pro-Vocações comemora 10 anos International Coastal Cleanup Festa de Nossa Senhora das Graças Modelos infantis da Região Sul desfilam no Vale do Paraíba Festival da Música da Maranduba Turismo:

Ponta Aguda: Praia de encantos inesperados Gente da Nossa História:

Luiz Henrique de Oliveira: o bom moço Cultura:

Gente apaixonada por Ubatuba: A saga Patural Humor:

Desopilando o mau humor

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Ano I - Edição 15


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Jornal MARANDUBA News

Editorial Está chegando mais uma eleição. Se fizermos a escolha certa as coisas podem melhorar para todos. A decisão está na ponta do dedo de cada cidadão. Ao votar você passa uma procuração para o candidato, se eleito, representá-lo junto as decisões que influenciarão no futuro da nação, do estado, e até do município. Conheça o candidato antes de votar. Verifique seu passado, suas ações, seu currículo e principalmente suas intenções. Votar em alguém só porque um amigo ou conhecido vem lhe pedir, sem conhecer o candidato, é a razão da política estar do jeito que está. O poder econômico compra pessoas para pedir votos. Quanto mais poderoso, mais votos consegue comprar. Só que essa compra sai caro. Custa o futuro de nossos filhos, nossos netos e gerações vindouras. Custa a saúde, a educação, o progresso do país. Vote consciente. O voto é sua arma. Com o voto você pode mudar o futuro da nação. Se for votar sem conhecer o candidato só porque um amigo ou conhecido lhe pediu, pelo menos se divirta assistindo o horário político. Lá existem opções que poderão ter o mesmo resultado, com a vantagem de nos fazer rir. “Pior que está não fica!” afirma um candidato disparado nas pesquisas. Emilio Campi

Meio ambiente meu ou deles? Desabafo de um “criminoso ambiental” do litoral É difícil, é estranho, dizer que está tudo bem da forma que foi e está. Se há alguma coisa ainda a ser feita para nos matar de uma vez, então venha! Mais venha também entender o quanto só você pode dar um simples passo de cada vez, assim como fizemos para sobreviver até agora. Pare e pense no amor que resiste dentro de nós e em você. Será que você é capaz de entender toda a poesia que conhecemos da natureza e da produção, poesia esta que torna mais valiosa a minha vida, que prova a toda a minha família que ainda dá para ser feliz. Perceba que só a natureza pode compreender o meu interior, as minhas necessidades físicas, culturais, religiosas e históricas. Sou parte da natureza, pois sei que foi Deus que a criou para os homens de bem, não aos homens que ganham dinheiro e status em cima de nós. Tudo que é de Deus tem de ser respeitada, só assim entenderei que toda esta poesia torna novamente mais valiosa a minha vida, da pra ser feliz apenas continuando minha vida, passando o meu conhecimento, as minhas experiências. E amanhã? E hoje? Só vejo drogas, crimes, nenhuma outra opção. Imaginei a vida inteira morar em um pequeno sítio. Cada

Editado por:

Litoral Virtual Produção e Publicidade Ltda.

Caixa Postal 1524 - CEP 11675-970 Fones: (12) 3843.1262 (12) 9714.5678 / (12) 7813.7563 Nextel ID: 55*96*28016 e-mail: jornal@maranduba.com.br Tiragem: 3.000 exemplares - Periodicidade: quinzenal Responsabilidade Editorial:

Emilio Campi Colaboradores:

Adelina Campi, Ezequiel dos Santos, Uesles Rodrigues, Camilo de Lellis Santos, Denis Ronaldo e Fernando Pedreira Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião da direção deste informativo

manhã iria sair para uma volta, contemplar o florir das Araçás, o nascer do palmito, a mexirica temporão, os bichos a nosso alcance. Pronto, demos uma volta em nosso quintal. As observações são frutos de várias experiências minhas e a de meus pais, que infelizmente não posso passar a meus filhos e netos, o que eles serão meu Deus? Infelizmente não saberão o que é o cheiro da terra para plantar o milho, belezas que entram em nossos olhos, lugar que foi feito para morar, lugar considerado nossa casa, nossa cultura, nossa tradição, nosso mundo. De umas décadas para cá fui perseguido, maltratado. Mudaram–me de trabalhador para criminoso. Um mal, um pecado que carrego que ainda não sei qual é, mas sou considerado um criminoso ambiental, tiraram minha luz, peguei um ano de cadeia, minha mãe foi ofendida, o artesão preso, o pescador condenado, o índio virou inimigo e o quilombola nada! Mas as pessoas “biodesagradáveis” ganharam status em minha desgraça, dinheiro em minha miséria, conhecimentos outros os que não os da realidade, a minha vida não vale mais nada, virei ninguém, mais um. E pensar que este ambiente eu ajudei a preservar e construir e que os “écochatos” po-

dem usufruir sem punições. Já fui espécie tradicional, depois espécie exótica, depois espécie invasora, agora só falta ser espécie erótica, apenas para ver e alguém passar a mão. A terra virou negócio, pra mim ela é ferramenta deixada por Deus para transformação de minha cultura. A ecologia que eu entendo, como dizem também é minha casa. Somos seres que giramos em torno de nossa casa, se destruímos a natureza, nos destruímos. Sou de uma cultura endêmica (só existe aqui), mas até quando? O elo que existia na transferência de tecnologia e

do etnoconhecimento foi quebrado, é muito difícil resgatar a cultura que criou o país. Mas chega! Eu cuido dela, ela é parte de mim, ela foi criada para que eu plante e pesque. Não posso comer papel, não sou farinha do mesmo saco, não vou pagar pelos mercantilistas, por quem combate a violência e usa de violência conosco. E quem sujar, por favor, limpe. Chega, cansei, vamos a luta!!! Ezequiel dos Santos Tecnico em Turismo Rural Educador Popular e Membro do CMMA, MDRP e STTR


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Irregularidades no IPTU: Justiça afasta vereador Biguá e MP move ação de improbidade contra prefeito SAULO GIL A Justiça de Ubatuba deferiu o pedido de afastamento liminar do vereador Gerson de Oliveira (Biguá) da Câmara Municipal, em função de participação direta no caso de irregularidades na cobrança de IPTU em Ubatuba. Além da liminar, a Justiça ainda acolheu integralmente a Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público local, que pede a condenação do Prefeito Eduardo Cesar, do chefe de Gabinete Delcio José Sato e da Secretária de Fazenda, Vera Lúcia Ramos, por prática de improbidade administrativa, em razão da violação à Lei de Responsabilidade Fiscal e pela omissão, no que toca o início das investigações sobre o sumiço indevido de dívidas de IPTU no município. Segundo a inicial, o vereador Gerson de Oliveira, valendo-se de sua função pública e de sua grande influência política na cidade, teria introduzido nos setores de Dívida Ativa e de Execução Fiscal da Prefeitura pessoas de sua confiança, dentre elas seu filho André Luis Oliveira e José Augusto da Silva. Por meio deles, e contando com uma suposta falha de segurança no sistema informático de controle das dívidas relativas ao IPTU, criou-se um suposto esquema ilícito envolvendo negociações de valores devidos aos cofres municipais. Assim, eram dadas quitações quanto aos débitos de IPTU, o que seria feito por meio de acordos firmados entre os particulares e a Fazenda Municipal, renunciando o recolhimento devido. Para o Ministério Público, há nítida violação dos princípios da publicidade e da moralidade administrativa, uma vez que quase

todos os acordos de quitação de tributos foram efetivados sem regular procedimento administrativo. Além disso, a promotoria também afirma que há indícios de que o prefeito Eduardo Cesar, o chefe de Gabinete Délcio Sato e a Secretária de Fazenda Vera Lúcia já sabiam desse esquema desde 2005 e foram omissos quanto às denúncias da época. “Pela prova produzida em sede de inquérito, Eduardo, Délcio e Vera agiram de forma omissa porquanto deixaram de tomar as medidas administrativas cabíveis, quer instaurando procedimento administrativo, quer comunicando, à época, à Promotoria de Justiça, embora os fatos já fossem de seus conhecimentos em razão de informações encaminhadas por terceiros para eventual medida em conjunto”. Nos autos da Ação, o MP prossegue: “Revela destacar que o Município de Ubatuba instaurou processo com vistas à elucidação dos fatos apontados somente após o deferimento das ordens de busca e apreensão decorrentes da Ação preparatória, o que demonstra a conduta omissiva pelas autoridades até então”. Sobre a participação efetiva no desvio de verbas, o Ministério Público relata que, pela prova documental e testemunhal, “o esquema existente no setor da dívida ativa e da execução fiscal do Município foi organizado para beneficiar o vereador Gerson de Oliveira e o grupo de servidores introduzido na prefeitura, incluindo seu filho André, qual trabalhou no setor de dívida ativa”. O juíz João Mário Estevam da Silva acatou o pedido de afastamento do vereador Gerson de

Oliveira e do funcionário da prefeitura José Augusto da Silva e ainda justificou o deferimento da liminar: “...Os afastamentos pretendidos justificam-se não só pela gravidade dos eventos, mas também pelo fato de que, enquanto no exercício dos cargos, o suposto esquema continuou ocorrendo. O justo receio ainda encontra base na acusação de que o requerido Gerson de Oliveira muitas vezes teria comparecido pessoalmente no setor investigado da prefeitura, onde supostamente solicitava os parcelamentos de débitos referentes a terceiros...” De acordo com a Ação movida pela promotoria, somente nos casos denunciados, que relataram alguns acordos ilícitos firmados entre 2008 e 2010, o total da receita renunciada foi de quase R$ 150 mil. Na decisão expedida ontem pela Justiça, o MP ainda teve deferido os pedidos de quebra de sigilo bancário e fiscal dos requeridos (Gerson de Oliveira, Andre Luis de Cabral Oliveira, José Augusto da Silva, Eduardo de Souza Cesar, Delcio José Sato, e Vera Lucia Ramos, bem como seus respectivos cônjuges e filhos). Além disso, os autos foram enviados à Polícia Judiciária para instauração de inquérito policial para apuração de crimes de quadrilha, lavagem de dinheiro, e corrupção ativa/ passiva. Os requeridos nos autos terão o prazo de 15 dias para oferecerem manifestação por escrito sobre o caso. Fonte: Imprensa Livre

valor desta publicidade: R$ 250,00


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Comunidade recupera Capela da Maranduba

EZEQUIEL DOS SANTOS A comunidade da Maranduba se reuniu na última semana de agosto e a primeira de setembro para a realização de mutirão de limpeza, manutenção e recuperação da Capela da Maranduba. Houve colaboração de comerciantes, moradores e visitantes na recuperação da capela. Por ser um espaço pequeno, pela construção de um espaço maior (Matriz), houve o aumento do desuso, que chegou a causar o abandono da capela, que influenciou ainda na especulação sobre a venda do local, não confirmada pelos organizadores do mutirão. Embora trata-se de um local pequeno, a comunidade sabe da importância deste patrimônio na formação histórica e religiosa da população, a capela ainda guarda muitos segredos e histórias sobre sua vida e construção e tem grande valor sentimental aos paro-

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quianos. Após conversas com o Padre Inocêncio Xavier foi autorizado o mutirão. A 1ª capela da Maranduba era um salão até grande confeccionada de pau-a-pique. Ela foi erguida no Largo do Sapé por volta de 1950, a sua frente havia um pé de Guapéva. Erguida e acabada tudo através de mutirão. Esta primeira foi derrubada por João Pimenta para ser erguido uma outra, depois de vários problemas sobre o novo local, foi resolvido erguer onde se encontra. Claro que depois de muitas quermesses coordenadas por Maria Balio e trabalhadas por toda a comunidade. A construção da segunda capela teve seu terreno foi doado por João Samuel e foi realizada em dois estágios. O primeiro estagio teve seu forro realizado por Mario Fava que montou uma estrela no centro do forro. Como estava ficando pequena ela foi ampliada, já o

segundo estagio é basicamente o complemento de onde termina o altar e começa o salão que dá acesso a Rua do Eixo. Por um tempo a porta da frente da capela ficou fechada, sendo utilizada uma na lateral. De uma forma empreendedora e descontraída as equipes foram divididas entre, cozinha: Rosangela, Vera, Dita, Sena, Balbina, Rose, Chica, Dalva, D. Emilia, Cida, Dedé, Tatiana, Clarice, Regina e Lala. Já a pintura, limpeza e manutenção ficou por conta de Aldo, Fabinho, Guilherme, Piri, Camarão, Zé Roberto, Joao Vitor, Levi, Levizinho, Dito Felix, Sr. Pedro, Tonhão, Alfredo, Ari, Marcos Nié, Davi, Ivan, Claudia, Patrícia, Cacau, Gilson, Elizeu, Edson Camarão, Julia, Giovana, Gabriel, Rafaela, Tidinho, Humberto. Doações para cozinha a cargo de Penha, Berenice, Lucia, Luiz Carlos, Solange, Vera, Sena, Chica, Lídia, Cida Balio, Zélia, Rosangela, Angelim, Julia, Pedro Fofoca, D. Regina, Maria Dinei, Rose, Lídia da Ração, Marcelo, Dalva, Tatiana, D. Emilia, Balbina, Dita, Terezinha, Carlota, Terezinha Branca, Fátima do Beija-flor, Vitória, Maria Cruz, Lala, Lídia Diomar.A doação de material foi através de Seu Pedro, Giovana, Paulo, André, Sena, Telma, Wagner, Seu Silvio, Astério, Edmilson, Hidrel, Rogério Frediani, Claudinei, Manoel Cabral, Zélia, Edílson, Cacau, Francisco, Néco, Zé Euclides, Clemente, Sr. Camilo. Os organizadores agradecem a participação de todos e se desculpa se esqueceu de mencionar o nome de alguém. Vale lembrar que o almoço coletivo estava maravilhoso e que a sobremesa foi literalmente tirada no pé, de jabuticaba.

Pro-Vocações comemora 10 anos de atividades vocacionais no litoral

MARLENE AMORIM No último dia 29, cerca de 1.500 pessoas estiveram no Centro Esportivo Ubaldo Gonçalves em Caraguatatuba, onde aconteceu o Pro-Vocações 2010, que neste ano além das atividades normais do encontro comemorou sua primeira década de existência. O evento consiste em reunir famílias e a juventude na busca do despertar para as vocações, que podem ser leigas ou ministeriais, focadas na responsabilidade e na formação vocacional religiosa. O município de Ubatuba foi representado pela comunidade Nossa Senhora das Graças com a participação de 40 integrantes, sendo 30 jovens participando através da música. Além das atividades religiosas, como a acolhida e a missa presidida por Dom Altieri, o evento preparou atividades culturais, esportivas, musicais, danças e gincanas. A mais importante foi à gincana de arrecadação de livros. Foram arrecadados mais de 4 mil livros religiosos que foram destinados a montagem da biblioteca do Centro de Detenção Provisória– CPD de Caraguatatuba. A campanha de arrecadação de livros foi considerada um sucesso, já que os primeiros colocados fo-

ram a equipe da catedral, que conseguiu mais de mil livros, a Paróquia Nossa Senhora das Graças conseguiu mais de 600 exemplares. No festival de musica a Paróquia de Ubatuba foi a vencedora com a música “Encontrar Jesus”, interpretada pelo grupo de jovens Filhos da Luz. Na música Ilhabela ficou com a segunda colocação, também abrilhantando o evento. No esporte os padres venceram os seminaristas no futebol. Os padres, verdadeiros atletas esbanjaram preparo físico e técnica dentro das quatro linhas. Destaque para os padres Marcos (artilheiro), Alessandro (o mais disposto) e padres Antonio e Ernesto os mais preparados fisicamente. Todos os atletas das diversas modalidades receberam suas medalhas. Destaque ainda para a equipe de São Sebastião, que esbanjou maestria na apresentação do espetáculo de dança que representou a união de todos os povos. Agradecimentos a todos, especialmente a Dom Altieri que cumpre seu papel de Pai quando trata de cuidar de seus filhos queridos e aos padres, que aceitaram o desafio de trazer Jesus vivo no mundo de hoje. Agora é esperar para o próximo ano.


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International Coastal Cleanup 25/09 - Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias

ROBSON ENES VIRGILIO A AMMA – Associação dos Moradores de Maranduba e Amigos - em parceria com as Secretarias Municipais de Meio-Ambiente, Turismo e de Obras, Ocean Conservancy, Boraposurf, ASSU, Agenda 21, APA-Marinha,, Instituto Argonauta, Instituto Bicho-Preguiça, Aquário de Ubatuba, CREA-Ubatuba, Associação das Marinas de Ubatuba, SAI-Sociedade Amigos da Itamambuca, Colégio Objetivo e tantos outros voluntários, realizará o Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias 2010, na Maranduba, em 25 de Setembro próximo, a partir das 9 horas. Esse evento completa 25 anos de luta por um melhor ambiente e a AMMA, juntamente com a Ocean Conservancy, ong norte-americana que atua na preservação dos recursos hídricos do planeta, comemorará este aniversário

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de uma maneira que não poderia ser diferente: mutirão de voluntários para limpar entornos de rios e praias no Distrito de Maranduba. O lixo coletado será catalogado, registrado e os relatórios serão fornecidos a Ocean Conservancy, através da ASSU – Ubatuba, para formação de dados estatísticos necessários, para possibilitar ações posteriores da maneira mais adequada para a realidade local, posteriormente será destinado ao depósito de lixo por um caminhão da Secretaria Municipal de Obras. Quem quiser participar dessa festa em nome de um melhor ambiente, basta procurar um sócio da AMMA (assocamma@ yahoo.com.br) e se inscrever como voluntário até o dia 21 de Setembro de 2010 ou através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. No dia 25, o ponto de encontro dos voluntários será a Praça de Eventos – Praia Maranduba.

Fortes emoções na missa de encerramento da Festa de Nossa Senhora das Graças WAGNER JOSÉ No último dia 8, a tradicional missa de encerramento foi marcada por fortes emoções. A chuva constante não atrapalhou o andamento das atividades festivas e religiosas. Segundo os organizadores do evento mais de sete mil pessoas participaram de toda a programação. Foram dez dias de atividades, que no passado chegava há quase um mês, e toda a comunidade abrigava os peregrinos oferecendo pouso e comida. A missa do dia 8 foi presidida pelo Padre Alessandro, Vigário Geral da Diocese de Caraguatatuba. Este ano o encerramento contou com a participação de Gabriel Chalita, ex-secretário estadual de educação. A programação dos dez dias contou com a presença de Dom Altieri, os padres Rafael, Mauro, Sérgio, Douglas, Ernesto, Carlos e Xavier. Os organizadores da festa lamentaram o mau tempo, pois previam um maior número de pessoas. Mesmo com as chuvas houve um maior número de participantes. Muitos fiéis se emocionaram por conta da

lembrança e da luta das meninas para sobreviver às humilhações e chacotas a elas dirigidas na época e que até a atualidade as famílias ainda são alvos de questionamentos. Por décadas muitos buscaram a materialização de algo sobrenatural e não entenderam o mistério da fé que a elas fora confiado. As palavras de Padre Alessandro, responsável pela retomada desta antiga manifestação histórica e religiosa, deram real sentido a continuidade desta

identidade religiosa. Explicou do solo santo e da motivação que levou as meninas a presenciarem o fato. Também teceu detalhes da verdadeira história e o sentido de toda esta manifestação que não é vazia. Quem sabia um pouco do relato da aparição em 1915 ficou sabendo mais detalhes do acontecimento. Agora é aguardar o próximo ano e você está convidado desde já a participar e colaborar deste grande evento e manifestação de fé do próximo ano.


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Modelos infantis da Região Sul desfilam no Shopping Jacareí no Vale do Paraíba

Maria Clara, do Sertão da Quina, desfila no Vale do Paraíba

No ultimo dia 22 de agosto, quatro crianças da região sul de Ubatuba participaram de um desfile realizado no Shopping Jacareí, Vale do Paraíba. O evento que contou com três mil pessoas foi realizada pela equipe da Agencia Márcia Figueiredo. Sucesso de público e crítica o desfile contou com mostra de modelos da grande São Paulo, Vale e Litoral Norte, muito bem representados pelas modelos Maria Clara Montemor da Silva, 4, Ana Carolina Dutra, 4, Amanda de Fátima, 4 e Kelia Santos, 10. Participaram do evento especialistas e olheiros de book internacional, representantes de agencias publicitárias e consultores de moda. Com a mostra do estilo primavera-verão e reciclagem, o desfile causou entusiasmo aos convidados. No evento não foi difícil ouvir os gritos ou palavras de estímulos e orgulho dos familiares. Os pais e avós corujas eram os mais entusiasmados. Outras crianças da região estão na equipe da agencia e neste evento não participaram. Alguns modelos já fizeram comercial de tv. Vale a torcida para as nossas belas representantes.

Festival da Música Própria da Maranduba – Finais

AMILTON SOUZA No último dia 28 de agosto, no Anchieta Café, centro de Ubatuba, foi realizada a grande final do “II 1° Festival da Música Própria da Maranduba”, que contou com 8 finalistas. Dois deles desistiram tamanha o alto nível que eles sabiam que iam encontrar. Como não podia deixar de ser, a Casa contou com sua capacidade máxima devido ao festival, cerca de 480 pagantes e 114 convidados, fora aqueles que queriam entrar e não podiam. Apesar de tudo, tivemos os seguintes vencedores: 1° lugar: Beto, Fubá e Batata Misha com a música Olhe Pra Si. Prêmio: R$ 500,00. 2°lugar: Nilo Mariano com a música Liberdade Vigiada 2. Prêmio: 1 Microfone Le Son SM58 Cedido pela Gê Musical.

3°lugar: Bárbara Pop Porn com a música The Book is on the table. Prêmio: 3 horas de gravação no Estúdio e Escola de Música E Brasil em Caraguatatuba. Foi uma confraternização entre os músicos que sofrem por não terem nenhum tipo de incentivo por parte das autoridades. Gostaria de agradecer a pedido dos organizadores todos os que contribuíram de alguma maneira para realização deste evento, vou citar 10% das pessoas: Carlinhos Garapa, Everaldo e Carú (sua esposa e fotógrafa do evento), Bartou e Mityo, Hirão Filmagens, Vaguinho Lan e Tequila, Fubá gravações Pro-tools, Tobias Bicicletaria, Carrinho de Mão do Marcão, Maestro Dilsinho, Jornal Maranduba News e Hércules Bingo e Cia. Gostaria de citar todos aqui, mas por falta de espaço não será possível.

Alunos do Áurea participam da 2ª Olimpíada Nacional de Matemática No último sábado, 15 alunos da escola estadual Áurea Moreira Rachou participaram da 2ª fase da 6ª OBMEP ( Olimpíadas Brasileira de Matemática de Escolas Públicas) realizada no Capitão Deolindo no centro da cidade. O professor de matemática, José Lourenço, foi o responsável pela turma que participou desta fase.

Segundo ele a participação dos alunos é muito importante, que chegar até esta fase os tornam vencedores. “É bom que ganhem experiência e vão se preparando para as provas que enfrentarão em suas vidas”, comenta José Lourenço. Os pais que acompanharam, mesmo na torcida em casa, se mostraram orgulhosos pela

participação dos filhos nesta fase da olimpíada nacional. Os alunos concorreram a medalhas de ouro, prata e bronze, além de bolsa de iniciação cientifica Jr. Do CNPq e certificado de Menção Honrosa. A experiência e o certificado de participação dependendo da pontuação poderão ainda ser usados no ingresso

do ensino superior. Os alunos que participaram da 2ª fase foram: Érica de Paula Prado, Rodolpho Del Frari Fontes Trigo, Gabriela Alves Fernandes dos Santos, Pedro Gabriel de Almeida, Ana Flávia de Carvalho Amorim, Bruno Antoniazzi Colber Lima Moura, Matheus Nicolau da Silva, Jean Lucas da Silva, Amanda Carva-

lho Silva, Marcus Vinicius Rodrigues Carneiro, Larissa Lima Plácido dos Santos, Anderson Soares de Souza, Guilherme Prado dos Santos, Renata Cardoso Mendes, Gilberto Jesuíno de Oliveira. Os que passaram para a outra fase da olimpíada já merecem medalhas. A estes alunos uma boa sorte.


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Missionária francesa realiza 1º Censo no Sertão da Quina em 1966 EZEQUIEL DOS SANTOS A missionária francesa Claudie Perreau realizou entre os dias 24 de fevereiro a 15 de maio de 1966 o primeiro censo de que se tem noticia na região sul de Ubatuba. Os dados colhidos por Claudie têm grande importância histórica e social em relação a população que viviam por estas bandas. Muitos moradores visitados na época ainda estão vivos e lembram da visita da moça que falava pouco o português. O real objetivo da estadia de Claudie e da coleta de dados foi para ajudar “uma jovem do lugar” (Izabel Félix dos Santos) a concretizar a aprendizagem que recebeu da ALA (Assistência ao Litoral Anchieta), eram os primeiros feitos de Izabel, que com a ajuda da francesa, atuava como enfermeira. Com os dados pôde também organizar um posto de saúde na casa construída anteriormente com a ajuda das Irmãs, que servia como Centro Social, que além de posto de saúde, promovia outras atividades com reuniões, recebimento de autoridades e religiosos. Com uma metodologia mais simples e sem a “maquininha” usada atualmente ela percorreu todos os rincões, onde era apontado que tinha algum morador, ia ela saber quem era. Muitas de suas fotos têm salvado moradores tradicionais, principalmente na questão ambiental, tem ainda fortalecido o ela entre as famílias, pois existem fotos únicas de personagens tiradas por ela, algumas utilizadas pelo Maranduba News. Ela destaca ainda a importância da natureza para o antigo e o atual morador (“Fique em contato com a natureza, e você estará em contato com Deus”- Claudie), a mistura do morador com a

Recenseamento:

92 casas, sendo: 88 de pau-a-pique Total de 512 pessoas, sendo: • 31 de 0 a 2 anos; • 87 de 2 a 7 anos; • 135 de 7 a 14 anos; • 127 mulheres; • 132 homens.

Alfabetização:

Claudie segura a pequena Rosana Aparecida em frente a casa da farinha no Sertão da Quina floresta é fundamental para difusão e perpetuação da cultura caiçara. No documento ela descreve que o Sertão da Quina é um lugarejo perdido no meio de bananais e está situado a aproximadamente 4 km da estrada litorânea entre Caraguatatuba e Ubatuba. A via de acesso ao local é um caminho de terra quase impraticável em dias de chuva, em razão do riacho que transborda e fecha o caminho. A capela, a escola, o posto médico e sete casas formam o centro do vilarejo, as outras estão espalhadas na roça e no mato. Elas se localizam sempre perto de um rio (riacho), pois não há água canalizada nem tampouco luz elétrica. O lugar é maravilhoso, uma vegetação surpreendente, mas infelizmente aí se encontra a miséria (pobreza) da vida primitiva (a falta de infra-estrutura da vida primitiva), um povo que sofre em silêncio, mas que está tão perto de Deus. Destaque mesmo ficou por conta do primeiro posto de saúde, que foi inaugurada com a presença das mais importantes autoridades da época.

• 98 crianças a partir de 7 anos (este ano 3 classes) vão à escola; • 30 já concluíram o 4º ano (fim do primário); • 118 analfabetos; A escola existe a cerca de 10 anos. Salário: Cr$ 50.000,00 por mês, por trabalhador. A retirada média por família dependendo do número de trabalhadores na família: Cr$ 73.000,00. N.B. Isto é possível quando o tempo está bom e quando não há doenças.

Profissões encontradas: • • •

Saúde (combate aos insetos)... quatro Funcionários municipais... quatro Todos os demais trabalhadores são lavradores (trabalho nas plantações).

Religião:

A população é 100% católica. O vigário de Ubatuba, Frei Vitório, vem aproximadamente a cada dois meses para celebrar a missa e fazer confissões. Não há presença efetiva na Capela. O povo é muito devoto e se reúne todas as noites na Capela para uma prece comunitária, (há necessidade de uma pequena renovação litúrgica). Diferentes movimentos: • Cruzada Eucarística • Filhas de Maria: 28 membros • Congregação Mariana (masculina): 60 membros • Apostolado do Sagrado Coração • Confraria de São Francisco de Assis • Confraria de São José Conferência de São Vicente de Paulo: Dois ramos: N.S. de Fátima e São Francisco de Paulo.

Catequese:

O catecismo é ensinado às crianças por Isabel e dois rapazes do lugar, aos domingos pela manhã. Culto: Todos os domingos à noite, têm lugar um culto dirigido por um rapaz que vai prepará-lo no sábado com a Irmã Hercília na A.L.A. de Ubatuba. Batismo, Primeiras Comunhões, Crisma, Casamentos são celebrados no lugar.

Higiene:

Seis casas possuem filtros de água. Nas outras casas bebe-se água diretamente do riacho. Um outro riacho serve para lavar a roupa, os legumes e para o banho. Quinze casas possuem uma fossa. Para as outras, os banheiros encontram-se... atrás das bananeiras. Uma campanha para utilização de filtros e de fossas está organizada pela A.L.A., mas caminha vagarosamente devido à falta de recursos financeiros para a compra do material. Os dados acima são copias fiéis colhidos por Claudie Perreau em 1966


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O renascimento de Ubatuba MARCOS GUERRA Ubatuba vive um de seus mais importantes momentos. Finalmente conseguimos reunir ao mesmo tempo fatores imprescindíveis para a viabilização de uma mudança rápida e profunda. Temos consciência de nossos problemas, sabemos que estamos no fundo do poço, começamos a perder o medo de falar, reconhecemos nossas omissões, confiamos em nosso poder de alterar a realidade e principalmente conseguimos aparecer na mídia nacional. Verdades não contadas ou simplesmente escondidas são, na realidade, a chama que alimenta a impunidade e sustenta ímprobos. Enfrentar de peito aberto pessoas ou situações é o melhor remédio para solucionar o problema e principalmente para perceber que gigantes quando vistos de perto são anões. Durante muitos anos a população de Ubatuba permitiu que supostos coronéis fizessem o que bem entendessem. A omissão de muitos fez com que poucos assumissem o poder. Hoje finalmente através da internet e agora até mesmo pelas emissoras de televisão a sujeira veio à tona. Ubatuba está na mídia pelas razões erradas mas o mais importante é que temos a visibilidade há muito desejada.

Dez Mandamentos do Voto Consciente

Estamos muito perto de podermos demonstrar que há cidadãos competentes e capazes de alterar e corrigir os rumos de nossa cidade. Podemos nos tornar um exemplo de cidadania tal e qual Ribeirão Bonito. Cada passo dado, cada mudança conquistada, cada prova de ilegalidade apresentada deve ser motivo de grande comemoração e divulgação. Seria oportuno que os meios de comunicação ao citar os escândalos de Ubatuba utilizassem sempre que possível uma imagem de alguma paisagem de Ubatuba. Indiretamente estaremos demonstrando que por mais belo que um lugar possa ser, pessoas que desconhecem o significado de cidadania podem

ofuscar toda a beleza e potencial da cidade. Diretamente estaremos mostrando que uma cidade tão bela merece a união de todos para a sua reconstrução ética e moral. No intuito de iniciar esse novo modelo de apresentar Ubatuba (problemas e soluções), utilizei a imagem acima que apresenta uma das paisagens de Ubatuba que eu tenho o privilégio de ver todos os dias e que na realidade pertence a todos nós moradores e visitantes. Nota do Editor: Marcos de Barros Leopoldo Guerra, natural de São Paulo - SP, morador de Ubatuba desde 2001, é empresário na área de consultoria tributária.

1º) Procure conhecer o passado, as ideias e valores do candidato ou candidata. Se ele já se envolveu em escândalos de corrupção, comprou votos, foi cassado pela Justiça, renunciou a mandatos para escapar de punições ou se aliou a grupos envolvidos com essas práticas: simplesmente não vote nele(a)! 2º) Não basta que os candidatos tenham a “ficha limpa”. É preciso conhecer as intenções e propósitos de cada candidata/o: quem financia a sua campanha? Quem ele realmente vai representar? Procure se informar. Exija dela/e uma vida honrada, do mesmo jeito com que você procura conduzir a sua vida; 3º) Conheça mais sobre a lei eleitoral: participe de palestras, reuniões e debates. Sua vida em comunidade exige que você esteja mais informado sobre assuntos tão importantes. 4º) Procure saber quem são os políticos locais que apóiam os candidatos, veja se os mesmos fizeram alguma coisa de concreto por Ubatuba. Verifique a forma em que os apoiadores trabalham. Pesquise o passado destes apoiadores e dos candidatos a serem votados. Peça para os eleitores visitarem os sites oficiais que fornecem os dados e a condição de cada político. Se houver qualquer processo sobre o candidato desista. 5º) Denuncie a compra de votos: quando uma pessoa aceita um benefício em troca do seu voto se condena a viver sem emprego, educação, segurança pública. Assim, o remédio hoje recebido em troca do voto poderá mais tarde custar a falta do hospital que salvaria a sua vida ou a de seu filho. 6º) Denuncie o desvio de recursos públicos para fins elei-

torais. É muito grave que um candidato se utilize de bens e serviços públicos para ganhar as eleições. 7º) Tire fotos, grave ou filme se notar qualquer sinal de compra de voto ou de apoio eleitoral, utilizando o mal uso do dinheiro público, pois ajuda a comprovar a irregularidade na denúncia ao Juiz Eleitoral, ao Ministério Público ou até mesmo à Polícia. 8º) Não vote em pessoas que mudam de partido, como “quem muda de roupa”. Ao votar no candidato, não estamos votando só na pessoa, mas no partido, ajudando a eleger outros candidatos do mesmo partido ou coligação: por isso saiba quem são os outros candidatos da legenda. 9º) Procure saber se o candidato tem compromisso com a defesa da vida em todas as suas fases, bem como com a realização da Reforma Política, Reforma Agrária e com Direitos Sociais fundamentais: como criação de emprego e geração de renda, melhoria da saúde e da educação, defesa do meio ambiente e da Cultura da Paz. Cobre esse compromisso. 10º) Pense bem antes de votar, escolhendo pessoas que se prepararam para administrar (Presidente e Governador) ou fazer leis (deputado federal e estadual e para o senado) em benefício de toda a sociedade, nunca em proveito pessoal. Não deixe para a última hora a escolha dos candidatos a deputado e senador. Depois da eleição, acompanhe o trabalho dos eleitos. Comissão Dominicana de Justiça e Paz do Brasil e Comissão Brasileira Justiça e Paz, organismo da CNBB Veja www.cbjp.org.br www.fichalimpa.org.br


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Ponta Aguda, praia de encantos inesperados EZEQUIEL DOS SANTOS Nossa costa é uma das mais privilegiadas do litoral do Brasil. Cada encosta uma surpresa e cada praia um adjetivo e alguns nem existem no dicionário. Uma dessas praias é a Ponta Aguda, que além de encantar os olhos encanta a alma. Para chegar até este paraíso, temos que enfrentar um trecho grande de estrada de terra, mas o sacrifício vale a pena. O acesso que dá a esta praia está quase no centro entre Caraguatatuba e Ubatuba, você entra pelo bairro da Tabatinga, tanto de um município quanto de outro, na rodovia SP-55. A estreita estrada, cerca de 3,5 km, adentra a mata e por duas vezes sai da floresta para os mirantes, onde o visitante poderá ver e cima belas paisagens, coisas de cinema. De um lado fotos da Tabatinga do outro lado fotos do mar, da Ilha do Tamanduá, da Praia da Figueira e dos costões rochosos. Também é possível avistar Ilhabela, até mesmo a base de gás. Em todo o trecho é possível ouvir as aves do lugar e por alguns períodos aves raras e cantos entusiasmados. Tem ainda flores e água em abundancia por todo o trecho. Segundo os moradores mais antigos o local já foi um bairro movimentado. Vale lembrar que o lugar já tinha gente antes de começar a rodovia, antes ainda o local já foi palco de uma grande fazenda de café, cana e do trafico negreiro. Recentemente por volta de vinte anos atrás houve instalações importantes como a ASEL (Assistência Social Estrela do Litoral) e uma pequena escola. Na praia existe um camping e uma boa estrutura de atendimento ao turista, tendo em

vista as dificuldades do local. O camping ainda oferece sombra e água fresca, é possível colher frutas como jabuticabas, jacas, amora, mexirica, pitanga, manga, laranja, tem até um chalé para as galinhas do lugar, um restaurante para passarinho. O local é muito freqüentado por moradores da região sul de Ubatuba e norte de Caraguá. São os descendentes dos antigos moradores. O interessante é que na temporada e feriados prolongados, o lugar que parece ser protegido dos acontecimentos do mundo

é muito bem freqüentado. O formato geográfico da costeira, ao lado esquerdo da praia, nomeia o lugar: Ponta Aguda. A praia guarda o silêncio de um grande lago, a cumplicidade dos mistérios ocorridos na Ilhabela, que revela toda a sua extensão, nos passando a ilusão de proximidade de nossa costa. Ao lado direito, está a Ilha do Tamanduá, que oculta a vista de São Sebastião e Caraguatatuba, e mostra o pequeno cenário da vizinha praia Mansa, aonde se chega somente por uma pequena trilha, ao lado esquer-

do. O jundú da praia é um espetáculo a parte, as floradas na areia encantam mesmo os moradores mais antigos. Dá para ver todas as pegadas de animais que visitam o mar. Bom é imaginar que ela está quase do jeito que os índios Tupinambás deixaram. Paradisíaca como é a Praia da Ponta Aguda nos revela o mundo fascinante da natureza, onde ainda é possível ouvir os “ics, ics”da areia limpa e pura. O mar é calmo, as águas são claras, a praia é linda, lá dá para fazer de tudo, mergulho, natação, remo, futebol,

leitura. Mas o bom mesmo é a contemplação e a limpeza espiritual e física que o lugar proporciona. Imaginem o som das águas quebrando nestas areias, o vento resfriando o rosto, o canto das aves, parece sonho, mas é pura realidade, é possível fazer tudo isso. Fora da temporada, a praia é quase deserta, só não é de toda isolada por conta do morador “Mirtinho Guédis” que cuida e mora no lugar. No lugar não existe coleta de lixo, os moradores e freqüentadores se mobilizam e recolhem o lixo que fica na praia e no acesso. Lindo mesmo é ver as pequenas plantas que nascem na areia, vestígio da limpeza e pureza do lugar. A praia é muito indicada para famílias, principalmente as que tem crianças, já que em uma das pontas, o mar o mar forma uma piscina natural entre as pedras. Um córrego de águas limpas deságua no mar. A praia possui duas bicas com água potável para uso dos banhistas. O encanto ainda é por conta da ausência de energia elétrica, por outro lado existe a necessidade de atendimento aos que lá freqüentam e moram. A mata exuberante é fruto de uma antiga fazenda que depois do declínio econômico, foi abandonada ainda no período do império. O restante da trilha leva a outra fazenda, hoje quilombo. De tão belo, existe a necessidade de atenção ao lugar, o mais importante é não degradar a natureza e sempre levar de volta o lixo que foi produzido por conta do seu passeio. A natureza agradece e em troca ela manterá este visual diferenciado e surpreendente. Bom passeio!


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A saga Patural (Gente apaixonada por Ubatuba - Parte II) JOSÉ RONALDO DOS SANTOS

No final da primeira parte, relatei a decisão do casal Patural em investir em Ubatuba, após uma experiência com batatas em Redenção da Serra. Convém lembrar que a estrada mais antiga, que permitia o acesso a outros municípios, era a de Taubaté, existente desde o início da década de 1930. A segunda via de acesso rodoviário foi construída vinte anos depois, ligando esse município com Caraguatatuba. Seria interessante que surgissem pesquisadores para descrever o quão difícil foi essa segunda empreitada. Vários trabalhadores dessa obra ainda estão vivos, moram por aqui mesmo. Isso pode ser tratado mais tarde; é outra história; vai ficar de lado por enquanto. Voltemos ao relato da dona Silvia; imaginemos o quanto é penoso, mesmo após tanto tempo e realizações (os filhos formados, a nora e uma netinha), tornar pública a sua história. Por outro lado, é motivo de orgulho falar do idealismo, da coragem de ambos em virem para o Brasil, de terem encontrado, no último município do litoral norte paulista o lugar perfeito para a utopia que portavam. Também deveria nos orgulhar, enquanto caiçaras, de pertencer a uma terra que acolhe tanta gente disposta a contribuir para tornar este chão um lugar viável e prazeroso. Imaginem o humilde lar do morador praiano abrigando um casal de estrangeiros que ainda tropeçava na língua portuguesa. (Faço questão de lembrar que o “dialeto” caiçara tinha as suas particularidades, capaz de complicar ainda mais). Ainda bem que era um povo muito acolhedor! “Em 1954 nós partimos à procura de um lugar que, além de agradável, oferecesse as condições propícias de cultivo e de

instalações. Meu marido era um empreendedor. O lado sul do município logo ficou fora de cogitação. Motivo: a abertura da rodovia Ubatuba-Caraguatatuba estava sendo concluída, fazendo com que os preços das terras daquele lado encarecessem muito. Então nos falaram do lado norte, das vastas áreas e de outras vantagens. Num final de semana, após deixarmos a nossa filha Patrícia com alguém de muita confiança em Taubaté, começamos a nossa aventura para o lado norte do município. Por volta do meio-dia deixamos a cidade, seguindo sempre a pé. Passamos o Perequê-açu, o Saco da Mãe Maria, a praia Vermelha com suas areias grossas, a praia do Alto - que até hoje é muito bonita -, a praia de Itamambuca. Imaginem tudo isso a pé e com muito calor! Depois chegamos ao morrão da praia do Félix e, finalmente, paramos ao escurecer, na praia do Léo - aquela que, desde 1991, devido a um desabamento da estrada após forte chuva, está soterrada numa boa parte. Na praia do Léo batemos palmas numa casa e perguntamos se havia ali por perto alguma pousada ou coisa do gênero. Imaginem só !!! Isso era comum na Europa. Disseram que não. Nos ofereceram um pouso, numa cama simples com esteira de taboa. Foram muito gentis conosco. No dia seguinte, já sabendo dos nossos motivos, disseram que para os lados do Ubatumirim e do Puruba é que tinha boas terras. E era mesmo! Pura verdade! No rio Puruba nós fizemos uma parada; esperamos um bom tempo até que o balseiro aparecesse. Parece que ele estava almoçando; depois deve ter dormido um pouqui-

nho. Nem me lembro mais direito deste detalhe. Só sei que ele apareceu e, assim, depois de seguir a trilha do telégrafo, alcançamos a praia da Justa. Finalmente, depois de um pequeno morro, estávamos no Ubatumirim. De fato as terras do Ubatumirim, sobretudo as da Sesmaria, nos agradaram muito. Aí fomos acolhidos na casa da família do Manoel Leopoldo. Para a dormida nos dispuseram uma sala com esteiras e penico, onde havia um montão de sapê secando. Era um calorão de janeiro; baratas passeavam por todos os lados. Ao abrirmos a porta para a entrada de frescor, também entraram os cachorros. Mesmo assim, nós, de tão cansados, desmaiamos. No dia seguinte fomos conhecer a Sesmaria, dos Nunes Pereira. Gostamos muito. Ainda bem que a volta para a cidade foi de canoa. Chegando à cidade, logo procuramos nos informar sobre a situação legal daquelas terras. Quem nos deu segurança e nos garantiu da propriedade dos Nunes Pereira foi o coronel Ernesto de Oliveira, pai do “Filhinho” (da farmácia). Satisfeitos e cansados embarcamos no ônibus para Taubaté. A viagem durava na média de quatro horas, mas o tempo tinha de estar bom, sem chuva, senão... Após um breve período fizemos a segunda viagem para o Ubatumirim. Desta vez o anoitecer nos alcançou na praia da Itamambuca. Novamente pedimos pouso, mas as condições estavam tão críticas, enquanto que o luar e a noite estava tão convidativos, que acabamos pegando uma humilde coberta que nos ofereceram e fomos dormir nas areias da praia. Jean-Pierre somente ajeitou os

“travesseiros” com a própria areia. Só sei que acordamos no dia seguinte com o sol brilhando e a maré quase nos alcançando os pés. Chegando ao Ubatumirim nos reencontramos com o Mané Leopoldo e compramos a Sesmaria do Ubatumirim, que era dos Nunes Pereira. Ela distava seis ou sete quilômetros da praia. Mais tarde nós compramos mais uma posse. L o g o iniciamos a plantação de bananeiras, alcançando a marca, em poucos anos, de trinta mil pés. A primeira dificuldade sentida era com relação ao deslocamento, pois se perdia muito tempo indo a pé desde a cidade até o Ubatumirim. Parece-se me, se não me engano, que pelo mar a distância era de vinte e dois quilômetros, enquanto que por terra, seguindo o caminho usual dos caiçaras, perfazia trinta e seis quilômetros. Eu trabalhava lecionando francês em Taubaté, enquanto o meu marido se dedicava com exclusividade ao nosso empreendimento em Ubatuba, pois

tínhamos camaradas que precisavam ser orientados e acompanhados em seus trabalhos, senão... Dessa necessidade surgiu a idéia de se fazer um barco. Foi quando o nosso quintal em Taubaté se transformou num mini-estaleiro, recebendo as madeiras e o motor de centro modelo Ford alemão. Logo o barco ficou pronto. E agora? Como tirá-lo do quintal? Ainda bem que no terreno ao lado não havia nada de construção. A solução foi derrubar um pedaço do muro, passar o barco e, depois, refazer a parede. Um caminhão foi utilizado para trazer o barco até Ubatuba. Foi o primeiro barco registrado na Colônia dos Pescadores. Isso foi em 1956. Ainda temos tal documento em perfeito estado de conservação. Esse barco nos foi muito útil. Porém, em diversas ocasiões em que precisávamos dele passávamos raiva, pois os empregados se aproveitavam das nossas ausências e saíam para passear ou pescar. Era algo que gastava a nossa paciência”.


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Cantinho da Poesia A palavra perfeita

Você é

A palavra perfeita não esta no luxo do rico, nem com a simplicidade do pobre, A palavra perfeita não esta escondida num palácio ou aparente numa favela, A palavra perfeita não esta bordada em ouro, nem escrita com carvão, A palavra perfeita não esta na crença do religioso, nem na verdade do materialista, A palavra perfeita não esta no verso da musica ou impressa em papel, A palavra perfeita não esta na inocência da criança, nem na experiência de um ancião, A palavra perfeita não esta na força de um homem, nem na delicadeza de uma mulher, A palavra perfeita esta na alma, transmitida no verbo da sinceridade e pode ser entendida por um conjunto de silabas, por um simples gesto ou até mesmo por um olhar. A palavra perfeita pode estar na verdade ou até mesmo num engano. A palavra perfeita pode estar num discurso, ou quem sabe se encontrar no silencio. Márcio Barbosa Gonçalves

A mais luzidia de todas as estrelas Do meu mel a mais doce das abelhas De meus poemas a melhor das rimas De meu inverno o melhor dos climas Do meu amor a esperada doçura De minhas pinturas a sonhada figura A maior das ondas deste meu mar Que vai onde a imaginação possa chegar Com o tempero daquele desejo incontido Que faz a vida ter algum sentido De minha imaginária aeronave a proa Que não me deixou voar pela vida à toa De meus pecados o sublime perdão E a luz límpida de minha redenção Do arco-íris a minha exclusiva cor De todos os amores, meu único amor Manoel Del Valle Neto

Frases e conversas do povo caiçara AMILTON SOUZA 1- Old Cinto (76 anos) disse para Tony Little tomate (82 anos) em 1997 numa disputadíssima partida de truco em que os dois eram parceiros: “Bóistais bom pra ir pro ajilo...” Tradução: “a vossa senhoria está em ótimas condições para morar no Lar Vicentino” Tony Little tomate respondeu sem dar tempo pra respirar:.. “e bóisprospicho”. Tradução “e sua admirável pessoa têm todos os requisitos para freqüentar o manicômio.” 2- Little Sunday disse uma vez em 1984: “é Mané Gaspá... vai apanhar poco...” Tradução: “Senhor Manoel Gaspar, cuide-se porque senão irá tomar um corretivo e terá que arcar com as conseqüências” 3- Nilo Mariano disparou para minha pessoa em 2010: “Magina... eles vão adorar...” Tradução: “Os vizinhos que estão dormindo agora (03h30min da manhã), vão achar o máximo o som ao vivo que vamos fazer no volume 12(de uma escala que vai de 0 a 10)!!!” Patrícia Carlos Mariano quando soube, disse: “Legal...” 4- Um usuário desconhecido do ônibus Costamar em 1991 que disse pro Hiro: “Desbaratina daqui!!!”... Tra-

dução: “Caro adolescente juvenil faça o enorme favor de retirar-se da minha presença, pois você pode cuidar do corpo, pois sua alma está em estado de putrefação avançado...” 5- No ano de 1989 um tiozinho de 78 anos, em cima da ponte da laje, certa vez disse para o Zé Luís, Samuca do Tiltcham Féle e Eu, que estávamos indo para a casa depois da aula de Educação Física, a seguinte parábola: “Que rapaziada jovem, forte e bonita...” nesse instante, ficamos totalmente lisonjeados, porém ele ia acabar a frase... “... vadiando num dia como esse”. 6- “O trato foi vocês virem aqui nos divertir e irem embora a pé.” Everaldo (Filho do Lendário Cara de Onça) e Tofo (irmão do Tofinho) disseram em 1995 a duas senhoritas distintas que os acompanharam até a Praia do Pulso, entretanto, segundo um dos envolvidos, essa frase não cata muié... 7- “Já pensou se vem um carro cortando a milhão de lá pra cá?” Everaldo (Filho do Lendário Cara de Onça) em 1995 justificando a saída da pista e quase queda na costeira da Praia Grande para Gilberto da Lola. 8- “e o piãozinho aí, vai querer o quê?” O balconista da Sorveteria

Chicken-in em 1992 disse a Samuca do Tiltcham Féle, deixando-o perplexo. 9- “E aí, Bródaiada?” (do ‘verbo’ Brother que quer dizer irmão em inglês). Foi como Little Joseph nos cumprimentou em 1989... 1x0 pra ele... 10 - No outro dia, encontramos Little Joseph novamente e decidimos cumprimentá-lo ao seu modo e dissemos: “E aí, Bródaiada?”... E ele com toda a sua sensibilidade, respondeu sem pestanejar: “Fala, Manada!” (do ‘verbo’ Mano)... Depois dessa goleada, entregamos o jogo... 11- “É doze e cruuuuza.” Tio Dú em 1988 explicando de maneira explícita as regras do jogo de taco para a comunidade. 12- Mané Preá enquanto dava umas dicas preciosas de violão a David Maia em 2010: “Eu tinha uma guitalha dos Bitus, Djavi”... Tradução: “Eu tinha uma guitarra dos Beatles, Davi”... Alguns nomes são fictícios, porém todas as histórias são verdadeiras, por increça (incrível) que parível (pareça). Mês que vem tem mais. Amilton Souza é músico profissional e já tocou no Bar do Vestiário com Marcinho do Ferreira nos teclados e menino-boi na timba. amilton-sergio@hotmail.com


Página 12 Gente da nossa história: EZEQUIEL DOS SANTOS No Sertão da Quina a família de Guido Correia e Benedito Anastácio estava em festa no dia 24 de janeiro de 19882, é que nesta data nascia mais um neto, era ele Luiz Henrique de Oliveira Santos, que como todos por aqui possuía um apelido. O dele era Lick, tão conhecido que poucos não sabiam que seu nome era Luiz Henrique. Procurando o que escrever dele, pouco se achou para colocar em palavras, mas em sentimento caberia em um caminhão. Este menino, ou jovem moço era apaixonado pela família e os amigos, era um daqueles que tirava sua camisa para doar a quem não tinha. De sorriso farto e coração grande, não há alguém que apontasse qualquer descontentamento sobre ele. Adorava um bom tutu de feijão com peixe frito principalmente feito no fogão à lenha. Tinha como paixão os irmãos Marco Aurélio, Emilia, Jean, Eliza, Jorge e Eduarda. Nascido do amor de Luiz Gonzaga dos Santos (Luiz Pescoço) e Margarida Rosa de Oliveira Santos, Lick era um daqueles filhos que gostava de estar rodeados pelos familiares e dos amigos. Sua educação de base era semelhante as dos outros amigos, tudo que ele aprendeu na infância era aplicado n a adolescência e na vida adulta. Quando criança já pensava nos outros irmãos. Quando ganhava alguma coisa ou algo para comer guardava uma parte ou pedaço ao irmão. Era um daqueles meninos que tiravam boas notas na escola, mesmo sendo bom aluno não deixava de brincar, de pescar, de jogar bolinhas de gude,

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Luiz Henrique de Oliveira, o bom moço de andar com estilingue no pescoço. Gostava muito de participar das Folias de Reis, ajudava a fazer farinha de mandioca. Vivia quebrando a cabeça quando chegava o dia de pagar a conta de energia elétrica. Caiçara nato adorava pescar, não era adepto a bagunça, nunca deu trabalho, bom exemplo de pessoa, filho, amigo, não gostava de “pouca-vergonha” como dizia os antigos. Lick trabalhou com o pai na construção civil, trabalhou como jardineiro e em seu primeiro salário fixo comprou uma moto. Esta era sua outra paixão – o motociclismo, ele era diretor dos barbados do Asfalto, uma irmandade moticiclistica. Seu último emprego foi na Câmara Municipal de Ubatuba, onde deixou muitos amigos. Menino simples, dedicado e muito atencioso, Lick respeitava muito as pessoas, principalmente os mais velhos. O reflexo do respeito adquirido era reflexo direto pelo respeito que tinha pelos outros. Ele adorava seu padrinho Rafael (tio Faé) que ficava sentadinho em frente a porta da sala em sua casa. Seu pai era o responsável pelo Baile do Pescoço, quem nunca participou dos bailes da época do vinil, embalados por lâmpa-

das coloridas na sala, algumas pintadas a mão, encostado no enorme pé de pinheiro no quintal. Era da época em que as pessoas ocupavam a rua com coisas boas, vale lembra que o baile é responsável pelo surgimento de muitas famílias existentes na atualidade. Nesta época Lick dava seus pri-

meiros passos de dança. Menino simples, dedicado e muito atencioso conquistava as pessoas por seu sorriso farto, mas seu comportamento ainda é exemplo a “molecada”, menino que não precisou entrar em “parada errada” para ser alguém, nunca mexeu com

ninguém e nem se meteu em encrenca. Lick fazia questão de dizer que os seus melhores amigos eram os que cresceram junto com ele, eram: Marcelo, Maicon, Dinho, Tom, Wesley, Fernando, Chapuleta, Marco Aurélio, Maninho, Adeílson, João Carlos e Nerlinck. Orgulho do pai da mãe e da comunidade onde vivia. Infelizmente, um acidente de moto levou este moço. Lick ia para Taubaté ao encontro de sua amada e na entrada da cidade ele sofreu um acidente com um caminhão. Foi um dia chuvoso, sábado de manhã, trágico dia. Um dia antes, sexta, ele ouviu da mãe que não fosse neste tempo de chuva, mas a saudade era muita e como a namorada não podia vir por contas das provas na faculdade ele ia ao encontro da moça. Naquela noite, sexta, ele ainda deitou na cama dos pais, bem no meio dos sois e começou a assistir televisão e ao mesmo tempo matava a vontade dos carinhos e abraços de seus genitores. As 10h30min do dia 19 de outubro de 2008, sábado, a mãe recebeu um telefonema que mudou a vida de todos. A tragédia parecia mentira. A tristeza pairou sobre a região.

Mesmo na dor os pais se impressionaram com a quantidade de pessoas que vieram a seu velório. Gente até de outro estado, de todo o município, do Vale do Paraíba, gente de todas as idades. Os familiares nunca haviam visto tanta gente, os irmãos motoqueiros fizeram um pelotão a frente do cortejo, em sua homenagem fecharam o transito para seu corpo passar. Os pais ganharam um quadro com a pintura de seu rosto e quem lá for visitar poderá vê-lo na parede da sala, de um filho que nunca saiu de casa. Em sua homenagem a Câmara Municipal de Ubatuba aprovou um projeto de Lei que dá o seu nome a quadra esportiva na entrada do Ingá, que até a presente data na foi colocada placa com seu nome. A família recebeu ainda uma Moção de Pesar também da Câmara Municipal, já que lê trabalhava lá, onde fez e tem muitos amigos saudosos. Apesar de novo, Luiz Henrique, que tem nome de rei fez história, de exemplo, de dedicação, de amizade, de fraternidade. Sua postura serve de exemplo de como um filho deve ser, de como tratar as pessoas, de como dedicar-se aos sentimentos mais nobres como o amor, o respeito, a simplicidade. Aos pais a lembrança de um bom moço, que o pouco tempo de vida, cumpriu a sua tarefa e que ao lembrar emociona os amigos e familiares. Lick, seu sorriso ainda é visto por muitos e sua voz ainda pode ser ouvida por nós, que com tanta saudade, choramos sua ausência e desejamos do fundo de nosso coração dar ainda um grande abraço em você. Que Deus sempre abençoe este bom moço!


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Cautelas com sua casa

Você tem medo da solidão?

Comece a prevenção a crimes certificando-se de que sua residência estará protegida enquanto você estiver fora. O segredo é fazer com que sua casa aparente estar habitada; Tenha certeza de que todas as portas e janelas estão funcionando e fechadas; Reforce portas, portões e janelas com trincos, trancas e cadeados internos; Nas áreas externas, não deixe ferramentas e escadas, elas podem ser usadas para arrombamento; Examine os pontos vulneráveis de sua casa. Se possível, instale dispositivos de segurança, como alarmes, sensores de presença, reforço à tranca normal de janelas e portas, etc; Uma boa opção de reforço para as janelas e colocar na parte interna um pedaço de madeira ou outro material que impeça sua abertura; Ative sistemas de segurança que você tenha instalado; Suspenda correspondências e jornais dos quais você tenha assinatura ou peça para que alguém de sua confiança recolha-os diariamente; Dificulte o acesso ao interior de sua residência, trancando as portas de todos os cômodos e recolhendo as chaves; Evite deixar sua casa toda apagada ou também manter luzes acesas diuturnamente. Procure instalar lâmpadas com foto-célula; Televisores e rádios podem ser programados para ligarem e desligarem em alguns horários; Peça para que um vizinho estacione em sua garagem, especialmente à noite; Não deixe chaves reservas escondidas embaixo de tapetes, dentro de vasos, sobre batentes de portas, etc;

LILIAN NAKHLE A palavra solidão é freqüentemente associada ao abandono, dor, tristeza, perda, angústia e dificilmente as pessoas conseguem perceber que estar só pode revelar um precioso caminho para descobrir quem somos realmente. Ao entrar em contato com nosso eu interior atendemos a uma necessidade de respeitarmos nosso próprio ritmo interno, de não dar satisfação a ninguém, de entrar em contato com nossa criança interior, com nossas conquistas e também é uma chance de encararmos nossas dores, medos e apegos. O autoconhecimento possibilita nosso crescimento interior uma vez que nos dá condições de descentrar, pois uma vez que sabemos lidar com nossas emoções fica fácil nos colocarmos no lugar do outro. Ouvindo o silêncio de nosso coração podemos rever posturas, atitudes, comportamentos e por vezes alterar nosso modo de agir. É interessante enxergar que não somos dono da verdade e reconhecer que a nossa verdade muitas vezes não é a mesma verdade para o outro. Reconhecer nossos fracassos, sucessos, qualidades, defeitos ajuda a perceber quem realmente so-

Não informe seus planos de viagem a pessoas que você acabou de conhecer ou próximo a pessoas estranhas; Telefone para alguém de sua confiança de vez em quando, para saber se está tudo bem; Nas ausências prolongadas, peca a um parente para visitar sua casa, para demonstrar a presença de pessoas (abrindo janelas, regando jardins, entrando com carro na garagem, etc.); Não deixe jóias ou dinheiro dentro de casa, mesmo que seja em cofre. Utilize cofre de bancos; No caso de residências com jardim na frente, contrate alguém para mantê-lo limpo, evitando o aspecto de abandono; Só deixe a chave com pessoas de absoluta confiança; Evite colocar cadeados do lado externo do portão. Isso pode denunciar sua saída; Desligue a campainha. Assim, você deixa em dúvida quem usá-la apenas para verificar se você está em casa; Se você deixar um cachorro para cuidar do local, é recomendável que ele seja treinado para não comer alimentos jogados no chão; Ao chegar procure identificar a presença de pessoas estranhas, antes de desembarcar de seu veículo ou entrar em sua casa; Caso existam sinais de arrombamento não entre em casa; Cuidado no momento de descarregar seu veículo; Evite permanecer com portas abertas, especialmente no interior de sua casa. Se você vai ficar no fundo da residência tranque as portas da frente. * * * Fonte: Base Comunitária de Segurança da Maranduba

mos e até mesmo descobrir que o mundo não vai mudar para nos alegrar, ao contrário, somos nós quem precisa mudar. Infelizmente são nos momentos difíceis, naqueles quando sentimos a vontade de gritar: “Pare o mundo porque eu quero descer”, quando olhamos para dentro de nós e encaramos a tal... Solidão. Na realidade, é aí que temos a chance de nos conhecer, de demonstrar nossa coragem e até de nos surpreendermos com nossa atitude. Quando estamos felizes sentimos medo que a sensação de paz acabe logo e quando estamos tristes pensamos que este momento nunca mais acabará. Talvez quando o medo for desqualificado e a solidão encarada como uma saudável aliada para nos livrarmos do apego e da dependência poderemos conquistar verdadeiramente nossa autonomia. É interessante notar que estar sozinho não é necessariamente estar solitário. Podemos ser excelentes companhias para nós mesmos e aí então dar permissão para pessoas mentalmente saudáveis virem ao nosso encontro. Assim, uma viagem ao interior de si mesmo poderá ser uma aventura reveladora, emocionante e renovadora.


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15 Setembro 2010

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Desopilando o mau humor Minerim Durante escavações no estado do Rio de Janeiro , arqueólogos fluminenses descobriram, a 100 m de profundidade, vestígios de fios de cobre que datavam do ano 1000aC. Os cientistas cariocas concluíram que seus antepassados já dispunham de uma rede telefônica naquela época. Os paulistas, para não ficarem para trás, escavaram também seu subsolo, encontrando restos de fibras óticas a 200 m de profundidade. Após minuciosas análises, concluíram que elas tinham 2000 anos de idade. Os cientistas paulistas concluíram, triunfantes, que seus antepassados já dispunham de uma rede digital a base de fibra ótica quando Jesus nasceu! Uma semana depois, em Belo Horizonte , foi publicado por cientistas mineiros o seguinte estudo: “Após escavações arqueológicas no subsolo de Contági, Betim, Barbacen, Selagoa, Pass-Quato, Jijifó, Sans Dumon, Pous Alegre, Santantoin do Monte,Vargim, Nanuque, Águas Formosa, Moncarmelo, Carnerim, LagoaDorada, Sanjão Del Rei, Sirvianópis, Beraba, Berlândia, Belzonte, Bosta daRaguari, Divinópis, Parr de Mins, Furmiga, Vernador Valdars, Tióf’Otoni, Piui, Carm Cajuru, Lagoa Santa, Morro do Ferr, Biraci e diversas outras cidades mineiras, até uma profundidade de 500 metros, não foi encontrado absolutamente nada! Concluindo então, que os antigos mineiros já dispunham há 5000 anos de uma rede de comunicações sem-fio: ‘wireless’”. Nota dos arqueólogos: Por isso se pronuncia “UAI” reless. * * *

No confessionário - Padre, eu pequei. Fui seduzido por uma mulher casada que se diz séria. - És tu, Joãozinho? - Sou, Sr. Padre, sou eu. - E com quem estivestes tu? - Padre, eu já disse o meu pecado… Ela que confesse o dela. - Olha, mais cedo ou mais tarde eu vou saber, assim é melhor que me digas agora!…. Foi a Isabel Fonseca? Perguntou o padre. - Os meus lábios estão selados, disse Joãozinho. - A Maria Gomes? - Por mim, jamais o saberá… - Ah! A Maria José? - Não direi nunca!!! - A Rosa do Carmo? - Padre, não insista!!! - Então foi a Catarina da pastelaria, não? - Padre, isto não faz sentido. O Padre rói as unhas desesperado e diz-lhe então: - És um cabeça dura, Joãozinho, mas no fundo do coração admiro a tua reserva. Vai rezar vinte Pais-Nossos e dez Ave-Marias.. . Vai com Deus, meu filho… Joãozinho sai do confessionário e vai para os bancos da igreja. O seu amigo Maneco desliza para junto dele e sussurra-lhe: - E então? Conseguiu a lista? - Consegui. Tenho cinco nomes de mulheres casadas que dão para todo mundo. Aprenda: O planejamento estratégico, começa com a análise do mercado! * * * Inseminação artificial Um fazendeiro comprou vários porcos e porcas, pois queria começar uma criação na fazenda. Depois de várias semanas, notando que nenhuma das porcas emprenhara, ligou para o veterinário pedindo ajuda. O veterinário disse ao fazendeiro, que ele

teria que fazer uma inseminação artificial. O fazendeiro não tinha a menor idéia do que era aquilo, mas não querendo demonstrar ignorância, concordou e perguntou ao veterinário como saber quando as porcas estariam prenhas. O veterinário disse que elas parariam de ficar andando e iriam mergulhar na lama o dia todo. O fazendeiro desligou o telefone e ligou para o compadre, para perguntar como se fazia isto. O compadre disse que inseminação artificial significava que ele mesmo teria que emprenhar as porcas. Então, ele colocou as porcas na kombi e foi para o meio do mato… Transou com cada uma delas, voltou para a fazenda e foi para a cama descansar. Na manhã seguinte, ele foi ver as porcas e elas continuavam andando pra lá e pra cá. Ele concluiu que teria que fazer tudo de novo. Colocou as porcas na kombi e foi para o meio do mato: transou com cada uma, duas vezes, para garantir. Voltou para a fazenda e foi para a cama descansar. No outro dia, ele foi ver as porcas e elas continuavam andando pra lá e para cá. Bem, teria que fazer tudo de novo… Colocou as porcas na kombi e foi para o meio do mato. Passou o dia transando com cada uma delas, várias vezes. Voltou para a fazenda e, esgotado, atirou-se a cama. Na manhã seguinte, ele nem conseguia abrir os olhos, muito menos levantar para olhar as porcas. Então, ele pediu à mulher para dar uma olhada e ver se as porcas estavam na lama. - Não – disse ela – Elas estão todas na kombi, e uma delas não pára de buzinar! * * * A Rifa Com sérios problemas financeiros, o caipira vendeu sua mula por 100 reais a outro

caipira, que concordou em receber o animal um dia depois. No dia seguinte, o primeiro caipira chegou e disse: - Cumpadi, cê me discurpa mas a mula morreu. - Morreu? - Morreu. - Intão devorve o dinheiro. - Ih… já gastei. - Intão me traiz a mula. - Mas o que cê vai fazê com uma mula morta? - Vou rifá. - A mula morta? Quem vai querê? - É só eu num falá que ela morreu, ué! Um mês depois os dois se encontram e o caipira que vendeu a mula pergunta: - Ô cumpadi, e a mula morta? - Rifei. Vendi 500 biete a 2 real cada. Faturei 998 real. - Eita! E ninguém recramô? - Só o homi que ganhô. - E o que cê feiz? - Devorvi os 2 real pra ele. * * * Embréstimo na banco O turco Salim chega ao banco e fala para o gerente: - Eu quer fazê uma embréstimo! Surpreso, o gerente pergunta para Salim: - Você, Salim, querendo um empréstimo? De quanto? - Uma real. - Um real? Ah, isso eu mesmo te dou. - Não, não! Eu querer embrestado da banco mesmo! Uma real! - Bem, são 12% de juros, para 30 dias… - Zem broblema! Vai dar uma real e doze zentavos. Onde eu assina? - Um momento, Salim. O banco precisa de uma garantia. Sabe como é, são as normas. - Bode begá meu Mercedes

zerinha, que tá lá fora e deixá guardado no garagem da banco, até eu bagá a embréstimo. Tá bom azim? - Feito! Chegando em casa, Salim diz para Jamile: - Bronto, nóis já bode viajá bra Turquia zem breogubazon. Conzegui dexar a Mercedes num garagem do Banco do Brasil bor 30 dias, e eu só vai bagá doze zentavos. * * * O pai e o jardim Um velhinho vivia sozinho em Minnesota. Ele queria cavar seu jardim, mas era um trabalho muito pesado. Seu único filho, que normalmente o ajudava, estava na prisão. O velho então escreveu a seguinte carta ao filho, falando de seu problema: “Querido filho, Estou triste porque, ao que parece, não vou poder plantar meu jardim este ano. Detesto não poder fazê-lo porque sua mãe sempre adorava a época do plantio depois do inverno. Mas eu estou velho demais para cavar a terra. Se você estivesse aqui, eu não teria esse problema, mas sei que você não pode me ajudar com o jardim, pois está na prisão. Com amor, papai” Pouco depois o pai recebeu o seguinte telegrama: “PELO AMOR DE DEUS, papai, não escave o jardim! Foi lá que eu escondi os corpos!” Às quatro da manhã do dia seguinte, uma dúzia de agentes do FBI e policiais apareceram e cavaram o jardim inteiro, sem encontrar nenhum corpo. Confuso, o velho escreveu uma carta para o filho contando o que acontecera. Esta foi a resposta: “Pode plantar seu jardim agora, pai. Isso é o máximo que eu posso fazer no momento.”


15 Setembro 2010

Página 15

Jornal MARANDUBA News

Túnel do Tempo

Coluna da Por Adelina Campi

A Bagagem

1989 Eu não pedi pra você fechar a torneira?

2004 O movimento “Ubatuba Viva” entregou cartilhas de Combate a Corrupção a todos os candidatos...

1989 Tinha gente que pescava na varanda... Assim é fácil.

Quando sua vida começa, você tem apenas uma mala pequenina de mão. A medida em que os anos vão passando, a bagagem vai aumentando porque existem muitas coisas que você recolhe pelo caminho, porque pensa que são importantes. A um determinado ponto do caminho começa a ficar insuportável carregar tantas coisas, pesa demais, então você pode escolher: Ficar sentado a beira do caminho, esperando que alguém o ajude, o que é difícil, pois todos que passarem por ali já terão sua própria bagagem. Você pode ficar a vida inteira esperando, até que seus dias acabem. Ou você pode aliviar o peso, esvaziar a mala. Mas, o que tirar? Você começa tirando tudo para fora. Veja o que tem dentro: Amor, Amizade ... nossa! Tem bastante, curioso, não pesa nada... Tem algo pesado ... você faz força para tirar... Era a Raiva como ela pesa! Aí você começa a tirar, tirar

e aparecem a Incompreensão, Medo, Pessimismo. Nesse momento, o Desânimo quase te puxa pra dentro da mala. Mas você puxa-o para fora com toda a força, e no fundo da mala aparece um Sorriso, que estava sufocado no fundo da sua bagagem. Pula para fora outro sorriso e mais outro, e aí sai a Felicidade! Aí você coloca as mãos dentro da mala de novo e tira pra fora a Tristeza. Agora, você vai ter que procurar a Paciência dentro da mala, pois vai precisar bastante. Procure então o resto, a Força, Esperança, Coragem, Entusiasmo, Equilíbrio, Responsabilidade, Tolerância e o Bom e Velho Humor. Tire a Preocupação também. Deixe de lado, depois você pensa o que fazer com ela. Bem, sua bagagem está pronta para ser arrumada de novo. Mas, pense bem o que vai colocar lá dentro de novo, heim! Agora é contigo. E não esqueça de fazer isso mais vezes, pois o caminho é muito, muito longo...

2004

1966 Recolhando os panos de rede com um dedo de prosa

Inauguração da Regional Sul da Maranduba

1976

1977

Entrevista usando o avô do MP3

Cuidado com o marimbondo!

2005 A dificil escolha dos modelitos...

1958 Áureos tempos do Hotel Picaré, na barra do Rio Maranduba



Jornal Maranduba News #15