Page 1

Maranduba, Abril 2018

-

Disponível na Internet no site www.jornalmaranduba.com.br

-

Ano 9 - Edição 107

Aberta a temporada de montanha em Ubatuba


Página 2

Jornal MARANDUBA News

Abril 2018

Bailarinas de Ubatuba vão competir em festival de dança de Portugal

Elas fazem parte de um projeto social mantido pela prefeitura e embarcam no dia 11 de abril

Dezenove bailarinas de um projeto social em Ubatuba (SP) vão representar o Brasil no Festival Norte Dança em Portugal, entre os dias 13 e 15 de abril. Elas foram selecionadas após serem classificadas em primeiro lugar no Salto Fest Dance, competição de dança que ocorreu no ano passado em Salto (SP). O projeto, chamado “Oficina de Dança Fundart”, é mantido pela prefeitura e foi criado há 23 anos pela bailarina Alessandra Penha, que é professora das meninas.

Editado por: Litoral Virtual Produção e Publicidade Ltda. Fones: (12) 3849.5784 (12) 99714.5678 e-mail: jornal@maranduba.com.br Tiragem: 3.000 exemplares - Periodicidade: mensal Editor: Emilio Campi Jornalista Responsável: Ezequiel dos Santos - MTB 76477/SP Editora de Variedades: Adelina Fernandes Rodrigues Consultor Ambiental - Fernando Novais - Engº Florestal CREA/SP 5062880961 Consultor de Marketing - Luiz Henrique dos Santos - Publicitario Consultor Jurídico - Dr. Michel Amauri OAB/SP 324961 Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião da direção deste informativo

“Competir nesse festival era uma meta antiga e essa conquista foi mais um degrau que nós alcançamos”, disse. As bailarinas têm entre 13 e 27 anos e vão competir nas categorias de conjunto, nas modalidades de balet clássico, neoclássico e estilo livre. A Maiara Giovana Batista, bailarina do projeto, também comemorou a conquista “Estou mutio feliz, era o que a gente mais queria”. A bailarina Mônica Magalhães tem 27 anos e é a dançarina mais velha do grupo “Eu faço balet desde os 7 anos, ver que

tudo está dando certo é muito gratificante”, disse. Ela explicou que na competição em Salto, em que elas se classificaram, as coreografias que ficassem em primeiro lugar seriam convidadas a participar do festival em Portugal. “Nosso coração bateu mais forte quando vimos o resultado”, disse. As bailarinas estão arrecadando dinheiro para a viagem por meio de ações como aventos, apresentações, rifas e vaquinha. Elas embarcam para a competição no dia 11 de abril.


Abril 2018

Página 3

Jornal MARANDUBA News

Ubatuba sedia mais uma edição do Desafio 28 praias

COMUNICAÇÃO PMU Amantes de “Trail Run” podem se preparar. Ubatuba sedia a oitava edição do Desafio 28 Praias- Maratona de Revezamento no dia 14 de abril. A etapa Costa Sul acontece no tradicional percurso da praia da Tabatinga até a praia Dura, com percursos de 42 e 21 km. A partir das 7 da manhã, os participantes poderão inciiar suas experiências. Há duas opções de distâncias: 42 km Praia da Tabatinga com chegada na Praia Dura, nas categorias solo e revezamento com até 5 participantes por equipe (masculino, feminino ou misto), em trechos com diferentes níveis de dificuldade, ou 21 km, largando da Praia de Maranduba e seguindo até a linha de chegada, no mesmo local da maratona. O objetivo é estimular a prática de esportes, proporcio-

nando novas experiências. Os organizadores têm compromisso ambiental com a cidade-sede, promovendo coleta seletiva – com mais de seis toneladas de resíduos destinadas ao reaproveitamento e ações compensadoras dos impactos ambientais, como a doação de sementes para replantios nas trilhas. Além disso, existe o compromisso social, com a priorização da contratação de mão-de-obra local (mais de 250 profissionais), doação de alimentos e recursos para a comunidade. A retirada dos kits deve acontecer nos dias 10 e 11 de abril na capital paulista, das 14h às 22h, local a definir e em Ubatuba no dia 13 de abril, no Água Doce Praia Hotel, situado àRodovia SP 55 Caraguá – Ubatuba Km 68,5 , na Praia Dura, das 14h30 às 23h30.

COMUNICAÇÃO PMU Uma reunião sediada na Secretaria Municipal de Educação na última segunda-feira, 19, definiu a continuidade das aulas do cursinho pré-vestibular “Acesso Para Todos”, promovido pela pasta na Escola Municipal Presidente Tancredo de Almeida Neves. A iniciativa assumirá um novo formato, que ainda será estabelecido, e as aulas acontecerão somente aos sábados. A previsão de retomada é segunda quinzena de abril. Posteriormente, informações como funcionamento, inscrições e duração serão definidas e divulgadas aos interessados. “Estivemos juntos pelo bem comum de encontrar um meio legal para que o cursinho ‘Acesso para Todos’ tivesse sua continuidade nesse ano

de 2018. Vale destacar que um houve um empenho muito grande do prefeito Sato em encontrar uma solução, pois reconheceram que trata-se de um trabalho extremamente valoroso e que gera oportunidades aos nossos jovens de prosseguir na vida acadêmica”, avaliou Fatinha. “Determinei a retomada imediata do curso pois sabemos da importância para nossos jovens. Em novo formato, as aulas terão continuidade”, reforçou o prefeito Délcio Sato (PSD). Participaram do encontro a secretária de Educação, Fatinha Barros, a secretária Adjunta, Maria Paula Vieira, o diretor da Escola Tancredo, Sr Jairo Bento, a supervisora de Ensino, Joyce Souza, o assessor de Relaçoes federativas

A etapa Costa Sul acontece no tradicional percurso da praia da Tabatinga até a praia Dura, com percursos de 42 e 21 km.

Cursinho “Acesso para Todos” será retomado

da Prefeitura, Renato Vella; o Representante do Conse-

lho Municipal da Juventude (Comjuv), Edmur Giannini e

o assessor do Vereador Claudnei Xavier, Christian Bruske.


Página 4

Abril 2018

Jornal MARANDUBA News

Laboratório no litoral norte de SP reproduz peixes de espécies em extinção

Projeto trabalha com cinco espécies marinhas e foi o primeiro no Brasil a atuar na reprodução assistida deles. Soltura das espécies depende de autorizações de órgãos estaduais e federais.

Vereador comenta situação de abandono da cidade

Peixeis de espécies em extinção são reproduzidos em Ubatuba (Foto: Divulgação/Instituto de Pesca)

G1/VANGUARDA Um centro de pesquisas com uma das bases em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, trabalha para produzir em cativeiro espécies de peixes marinhos ameaçados de extinção. O Laboratório de Piscicultura Marinha une pesquisa científica e preservação ambiental ao usar a tecnologia para, no futuro, ajudar a povoar o mar com animais nativos. O laboratório opera desde 2005 e passou por uma reforma recentemente. A unidade foi reinaugurada no último mês, com a capacidade de atuação ampliada. Segundo o Instituto de Pesca (IP), órgão estadual responsável pelo laboratório, a unidade de

Ubatuba foi a primeira no país a reproduzir espécies de peixes marinhos em extinção. Atualmente, o local trabalha com cinco espécies: mero, garoupa-verdadeira, ariocó, cioba e caranha. Os animais são criados em tanques e têm material genético coletado para pesquisa, armazenamento e reprodução assistida. Eles são criados em 51 tanques, que vão de 150 a 3 mil litros de água. Na época de reprodução, o material coletado dos machos é descongelado e fertilizado nos ovos de fêmeas. Os ovos são colocados em encubadoras e os peixes podem ser levados ao mar após 60 dias. “Um dos objetivos desse tra-

balho é repovoar o mar, porque caso isso não aconteça, essas espécies não vão exisitir nos próximos anos”, disse Eduardo Sanches, pesquisador do IP. Até o momento nenhuma soltura de peixes no mar foi feita. A ação ainda depende de estudos complementares e autorizações de diferentes órgãos estaduais e federais. Ampliação Com a reinauguração do laboratório, os pesquisadores esperam ampliar as atividades. A expectativa é que em 2019 aumente para oito o número de espécies reproduzidas pelo laboratório. (*) Colaborou Luiza Veneziani

Na 6ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Ubatuba, realizada no último dia 20 de março, o vereador Índio Bibi (MDB) comentando sobre o assunto segurança pública relatou o incidente de uma viatura da Polícia Militar ter sofrido a queda de seu motor devido às péssimas condições das vias públicas do município. O vereador também revelou a grande cobrança que vem recebendo por parte da população. “Jamais vi uma situação de abandono de nossa cidade. Às vezes dá vontade de ligar para a secretaria de obras na hora, pois até o momento só há a promessa de uma frente de trabalho”, comenta Bibi que também ressalta que a atual administração teve 15 meses para mostrar seu trabalho, sem contar os três meses de transição, para poder administrar corretamente a cidade. Nesse período o vereador comenta que houve várias trocas de secretários, o que mostra que houve uma desor-

ganização na escolha das pessoas que iriam dirigir a cidade. “Trocou tanto de secretários que a gente não sabe quem é quem, quem está aonde e porque está. Eu não tenho o que falar para a população porque não existe uma satisfação por parte do prefeito Sato”. “O capitão não pode abandonar o barco” Bibi também cobrou uma posição do prefeito a respeito de sua viagem aos Estados Unidos durante o período que a cidade esteve em situação de emergência. “A cidade ficou sem comando pois o vice-prefeito só poderia assumir após 15 dias de ausência do prefeito, a cidade ficou sem comandante e nós vereadores ficamos apanhando da população durante esse período de emergência”. Um dos assuntos também discutidos nessa sessão foi a importância de comentários nas redes sociais e a utilização de “fakes” (perfis falsos) para a difamação e divulgação de mentiras nas redes.


Abril 2018

Fibra óptica chega ao Araribá

Tendo como missão o slogam “conectamos pessoas” a AJA.Digital inaugurou no mês de março o atendimento e instalação de internet via fibra óptica no bairro do Arariba, na região Sul de Ubatuba. Com isso mais e mais pessoas poderão ter acesso à internet de alta velocidade proporcionando a conectividade com o mundo, abrindo um enorme leque de atividades e facilidades que a web proporciona, tal como na educação,

Página 5

Jornal MARANDUBA News

pesquisa, interatividade e intercâmbio de informações. A AJA.Digital também oferece pacotes e serviços especiais para hoteis, pousadas e comercios em geral. Você pode obter mais informações para adiquirir os serviços da AJA.Digital através dos telefones 0800-772 8088 ou 3849.8198 ou fazer uma visita na galeria do Shopping Canto da Sereia localizado a Av. Tenente Manoel Barbosa da Silva, 70 - lojas 7 e 8.

TV Maranduba na web

Aproveitando o avanço tecnológico que a internet proporciona aliado a implantação de fibra óptica na região sul de Ubatuba, a equipe do Jornal Maranduba News lança mais uma opção para que todos possam ficar informados sobre os acontecimentos locais ou relacionados a nossa região. Já está disponível na web o site da TV Maranduba – www. maranduba.tv – onde o internauta tem acesso a informações em formato de vídeo de assuntos relacionados a notícias, política, turismo, cultura, esporte, eventos, natureza e arquivo. Diariamente a equipe faz buscas em assuntos relacionados de interesse regional nos principais meios de comunicação e repositórios de vídeos tais como o YouTube e Vimeo. Nesse site a prioridade é levar a informação exclusivamente em vídeo.

Também foi criada uma seção chamada “Eu na TV”, onde os internautas podem colaborar enviando vídeos de acontecimentos, flagrantes ou qualquer tema de interesse da região. Com isso o site da TV Maranduba espera integrar cada vez mais a comunidade através da divulgação de fatos do cotidiano local. Cada pessoa com um smartphone pode ter seu momento de “repórter” ao gravar e enviar um vídeo que terá visibilidade mundial. Para isso basta que o “repórter” grave o vídeo no formato horizontal e envie para o whatsapp 12 99714.5678 ou para o e-mail marandubatv@ gmail.com informando o acontecimento, o local e seu nome. Os vídeos publicados contarão pontos para seus autores e com isso esperamos em breve poder premiar o “repórter” que tiver o maior número de vídeos publicados.


Página 6

Jornal MARANDUBA News

Sindicato de Trabalhadores Rurais do Litoral Norte disponibiliza serviço de registro do Certificado de Cadastro de Imóvel Rural

Abril 2018

GBMar realiza 420 salvamentos na temporada de Verão em Ubatuba

Emitido pelo INCRA, o CCIR é de suma importância a pequenos produtores que sofrem com pressões no território de toda ordem O Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do Litoral Norte – STTR LN - através de parceria com técnicos no interior do estado realiza o levantamento de documentos para registro do Certificado de Cadastro de Imóvel Rural – CCIR. O serviço atende prioritariamente pequenos produtores e principalmente associados ao STTR que necessitem colocar em dia a documentação de sua propriedade assim como atividades relacionadas às terras. Por conta da pressão ambiental e especulação imobiliária muitos produtores tem dificuldades de continuar suas atividades e os documentos, dentre eles o CCIR, ajudam na questão de aposentadoria, licenciamento, projetos, financiamento, defesa e garantias da qualidade de vida do produtor e seus familiares. Também é um bom indicativo ao turismo de base comunitária, turismo rural, geoturismo, ecoturismo, manutenção da cultura local e ordenamento identitário e do solo, proteção da fauna e da flora, das águas e suas nascentes dentre outras benesses. Num dos melhores solos para produção de bananas, leguminosas e gengibre, por exemplo, o Litoral Norte é um dos poucos solos em que se plantando tudo dá. Numa crescente corrida pela qualidade de vida, onde a saúde entre pela boca, é primordial o uso dos espaços a produção desde alimentos e até remédios. Mesmo em pequenos quintais cresce a tendência dos jardins comestíveis, que além de embelezar o lugar ainda trazem benefícios de produtos de alta qualidade e sabor. O diretor de Ordenamento da Estrutura Fundiária do INCRA,

Rogério Arantes, ressaltou ano passado as novidades do CCIR que passa a ser anual. De acordo com Arantes, os imóveis que já estão com o georreferenciamento de seus limites certificados contarão com mapa ilustrando os perímetros da propriedade no CCIR. Atualmente, tem se percebido a alta demanda de projetos para regularizações fundiárias de terras rurais públicas e privadas. No que diz respeito a terras rurais privadas, o número de proprietários de imóveis irregulares tem aumentado gradativamente, a ponto de alguns proprietários serem notificados pelo órgão competente, o INCRA, por isso a importância de se colocar a documentação em ordem. Trata-se, portanto de investimento e não gasto como dizem os que não conhecem os procedimentos. Outro fator importante é sobre a possível duplicação de rodovias, por exemplo, se fará necessário estar em dia com a documentação, principalmente nos perímetros rurais e Peri - urbanos. A importância da regularização dos terrenos rurais é eficaz para que o proprietário possa praticar atos legais relativos ao seu imóvel. É primordial que o primeiro passo a ser tomado pelo proprietário com terras irregulares seja fazer jus ao certificado de cadastro de imóvel rural – CCIR, pois é com ele em

mãos que se constitui prova concreta do cadastro. Além do CCIR existem outros documentos que se fazem necessário e complementam o cadastro. Entenda o CCIR O CCIR é fornecido pelo INCRA e comprova o cadastro do imóvel rural no Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR), sistema do governo federal de responsabilidade do Incra que reúne informações cadastrais de imóveis rurais em todo o território brasileiro. O CCIR é indispensável para proprietários de imóveis rurais que precisam ou desejam desmembrar, arrendar, hipotecar, vender ou prometer em venda sua área, utilizar como garantia para tomada de crédito rural e/ou para homologação de partilha amigável ou judicial em espólios (sucessão por causa mortis). A base legal do CCIR são os parágrafos 1º e 2º do artigo 22 da Lei nº 4.947, de 6 de abril de 1966, modificado pelo artigo 1º da Lei nº 10.267, de 28 de agosto de 2001. Sem a apresentação do CCIR, os proprietários, titulares do domínio útil ou possuidores a qualquer título de imóvel rural, não poderão, sob pena de nulidade, realizar as mencionadas operações. Para maiores informações, o STTR atende pelo fone 12- 99659-9500, falar com Tadeu Mendes, ou pelo email tadeudosindicato@gmail.com

Portal R3/PMU O Grupamento de Bombeiros Marítimo de Ubatuba (GbMar) divulgou as estatísticas da cidade de novembro de 2017 a fevereiro de 2018. Foram feitos 420 salvamentos durante esse período e nenhum óbito foi registrado nos setores guarnecidos por Guarda-Vidas. Foram 217 auxílios prestados a crianças perdidas e aproximadamente 3 mil abordagens de prevenção – este número somente em 2018. “Consideramos prevenção a ação em um setor que tem a cobertura feita por um Guarda-Vidas durante o dia de serviço. Sendo que o setor de atuação refere-se a uma porção da praia que pode se estender por centenas de metros”, explicou comandante do GBMar de Ubatuba, Tenente Danilo Pisaneschi. Efetivo Atualmente, o efetivo do GbMar de Ubatuba conta com 32

homens, que se dividem em turnos e ficam nas praias Perequê- Açu, Praia Grande, Toninhas, Tenório e Maranduba. Na temporada, esse número aumenta com a chegada de 50 homens cedidos pelo Estado, além dos Guarda Vidas Temporários contratados pela Prefeitura – um total de 30 divididos nos meses de novembro, dezembro e janeiro. A cobertura também aumenta, disponibilizando profissionais de forma fixa também nas praias do Sapê, Lagoinha, Sununga, Vermelha do Centro, Vermelha do Norte, Itamambuca, Félix e Ubatumirim. “Mesmo que a praia não tenha um Guarda Vida de forma fixa, temos um bote motorizado que cobre toda a Região Sul, duas embarcações que cobrem a região Central e mais uma na região Norte”, explicou o comandante do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GbMar) no Litoral Norte, João Batista Rapaci.


Abril 2018

Página 7

Jornal MARANDUBA News

Dia Mundial da Água: 20% dos rios da Mata Atlântica estão impróprios para consumo, diz relatório Levantamento de SOS Mata Atlântica analisa água em 18 unidades da Federação. Só 12 dos 294 rios têm água boa.

G1-Distrito Federal A cada cinco rios, córregos e lagos presentes na Mata Atlântica brasileira, pelo menos um está contaminado e impróprio para consumo. O levantamento é da Fundação SOS Mata Atlântica, que avaliou a qualidade da água em 102 municípios e 17 estados abrangidos por esse bioma, além do Distrito Federal. O estudo foi divulgado nesta quarta-feira (21) durante o 8º Fórum Mundial da Água, em Brasília. De acordo com a pesquisa, 20% (60) dos 294 pontos de coletas estão com a qualidade da água classificada como “ruim ou péssima”. Apenas 4,1% (12) possuem qualidade de água boa, enquanto 75,5% (222) estão em situação regular. Em 2015, o percentual dos rios avaliados com água de boa qualidade correspondia a 15%. Para a coordenadora do programa de águas da SOS Mata Atlântica, Malu Ribeiro, isso significa que “em 96% dos pontos monitorados a qualidade da água não é boa e está longe do que a sociedade quer para os rios”. Nenhum dos pontos analisados foi avaliado como ótimo. O levantamento foi realizado entre março de 2017 e fevereiro de 2018. Os dados foram obtidos por meio de coletas e análises mensais de água durante o período classificado como “ciclo hidrológico”. O objetivo, segundo a especialista, é “avaliar se rios e bacias têm condições de minimizar os impactos [como erosão e contaminação por partículas], evitando novas crises hídricas no futuro.”

Rio do Núcleo Picinguaba, área de conservação situada em Ubatuba (SP) (Foto: Tiago Lima/Olhos da Mata Atlântica)

Crise e alívio Dentre os 17 estados analisados – mais o DF –, o Rio de Janeiro se destacou como a região mais “crítica”. O motivo, conforme avaliou a pesquisadora, é a “crise institucional” vivida no estado e, com isso, a geração de problemas no saneamento básico da região fluminense. “Rios refletem o mau funcionamento de políticas públicas”, pontua. Dentre os 12 rios que tiveram a qualidade da água considerada “boa” pelo estudo, estão 5 afluentes do estado de São Paulo: trechos do Rio

Tietê no município de Biritiba-Mirim e de Salesópolis, além do Ribeirão Caulim, Água Preta e Córrego das Corujas – na cidade de São Paulo. No Distrito Federal foram coletadas amostras em dois pontos do Córrego do Urubu, na bacia do Lago Paranoá. A totalidade foi classificada como de qualidade “regular”. O documento não detalha quais tipos de contaminantes foram encontradas em cada região. Na metodologia da pesquisa são considerados como poluentes tanto fatores químicos, quanto os físicos e biológicos.

No entendimento da pesquisadora da fundação Malu Ribeiro, os resultados do estudo apontam a “fragilidade da condição ambiental dos principais rios da Mata Atlântica”. Com o resultado, conta, “se confirma a urgência de incluir a água na agenda estratégica do Brasil”. Comparativo O estudo comparou os novos resultados do monitoramento com os obtidos no ciclo hidrológico de março de 2016 a fevereiro de 2017. Como conclusão, os pesquisadores avaliaram que a qualidade da água dos rios das bacias da

Mata Atlântica permaneceu “estável” nesse período. O comparativo permitiu também que os especialistas relacionassem os níveis de qualidade da água com as regiões onde estão localizadas. De acordo com o documento, todos os pontos de coleta onde a água foi considerada “boa” estão localizados em áreas protegidas da Mata Atlântica. Já em 16 pontos de coleta sem proteção de mata nativa os dados demonstraram “impacto significativo”, com perda de qualidade da água.


Página 8

Jornal MARANDUBA News

Aberta a temporada de montanha em Ubatuba Jéssica dos Santos Quem pensa que a temporada em Ubatuba acabou com verão, está enganado. O período de Outono/Inverno é a época perfeita para trocar os dias quentes de sol e praia, por caminhadas pela Serra do Mar, admirando seus mirantes do alto da montanha. No verão temos alta incidência de chuvas, com tempestades e raios, que chegam sem muito aviso, podendo trazer riscos e perigos as atividades na montanha. As altas temperaturas e calor intenso, além de tornar as subidas muito mais difíceis, também aumentam a possibilidade de contato com animais peçonhentos e insetos. Assim sendo, a prática do montanhismo é mais indicada durante o outono e inverno, onde o clima é mais seco, o céu mais aberto e temperatura amena, ideal para longas caminhadas. Ubatuba abriga altas escarpas, e estão dentro do Parque

Estadual da Serra do MarNúcleo Picinguaba, que tem como objetivo preservar os remanescentes de Mata Atlântica de Ubatuba. São no total 47.500ha de Mata Atlântica, que contemplam 80% da área total de Ubatuba. São diversas trilhas, dentro do parque que levam a mirantes, cachoeiras e montanhas, entre elas a mais conhecida é a do Pico do Corcovado. Um dos pontos mais altos do município com 1.168m de altitude, a trilha é intensa e com alto grau de declividade, sendo necessário preparo físico para completá-la. Ao chegar ao cume, é possível observar toda cidade de Ubatuba, como Ilha Bela e Vale do Paraíba, o espetáculo seguinte fica por conta do pôr-do-sol, constelações no pernoite e o nascer do sol ao amanhecer. Para o pernoite, o camping é selvagem, porém é proibido fazer fogueiras, garantindo preservação da vegetação e solo local.

Abril 2018


Abril 2018

Jornal MARANDUBA News

Página 9

Trilhas são as principais atrações do outono/inverno Outros passeios indicados no outono/ inverno são, a visita a Cachoeira da Água Branca, com mais de 150m queda d’agua e trilha de 10 km (ida e volta) onde é feita a prática do Canionismo, atividade vertical que progride entre cursos de água, rios e cachoeiras, tornando possível o banho na queda d’agua da maior cachoeira do estado, e a Trilha do Corisco, trilha histórica de 20km que cruza os estados de São Paulo e Rio de Janeiro, ligando os municípios de Ubatuba e Paraty, utilizada no passado para escoamento de produção de açúcar, cachaça e álcool da antiga Fazenda Picinguaba e por caiçaras e quilombolas que faziam escambo de mercadorias e manufaturas. Todas as trilhas estão dentro do Parque Estadual da Serra do Mar, onde deve ser feito o agendamento para a visitação, com acompanhamento de guias ou monitores ambientais. A agência de receptivo em Ubatuba, Caiçara Ecoturismo, já tem agendado visitas ao Pico do Corcovado (21 e 22 de Abril/13 e 14 de Maio/30 Junho e 1 de julho/14 e 15 de Julho), uma vez por mês até Julho. Confira mais informações nos contatos: Insta: caicaraecoturismo/Face: Caiçara Ecoturismo/Fone/Whats: (12)996254460. * * * Jéssica dos Santos é Caiçara do Sertão da Quina e Guia de Turismo

Jornal Maranduba News

ANUNCIE AQUI

99714-5678


Página 10

Abril 2018

Jornal MARANDUBA News

Espelho

Éric F. Scarabelin A natureza do ser humano está sendo corrompida pela ganância e a vaidade, esquecendo de agradecer o que temos diariamente, assim como existem pessoas em situação melhor que a nossa existem muitas mais em situação pior. Pior do que não ter o que desejamos é estar em cima de uma cama padecendo de alguma doença ingrata, onde o corpo definha a cada dia e as forças escapam por dentre os dedos. Da saúde à doença num piscar de olhos, fazendo com que nos arrependamos de tanta coisa que poderia ter sido feita, tantas palavras que não foram ditas, agora de nada adiantam. Antes que seja tarde demais vamos dar mais atenção aos nossos familiares, mais amor e carinho para a pessoa que está ao nosso lado e tentar compreender os nossos filhos. Vamos agradecer ao Grande Pai Celestial por tudo o que temos, principalmente a saúde, os “amigos sinceros”, a família em que nascemos,

nossa(o) companheira(o), pois tudo funciona como engrenagem de uma grande máquina que nos empurra à evolução e ao autoconhecimento. Tentemos ser mais amistosos com as pessoas na rua, educados, um “Bom dia” pode ser o que aquela pessoa está precisando ouvir no momento, um gesto de carinho e acima de tudo respeito ao nosso próximo. Somos imperfeitos e cheios de pecados, mas nada além de nós mesmos, nos impede de melhorar, aprender e evoluir, devemos começar com o primeiro passo, um simples gesto de respeito e educação. Não joguemos o nosso lixo nas ruas ou praias, assim como fazemos em nossa casa, pois isto é respeito com a natureza tão perfeita que nos acolhe todos os dias. Sejamos o exemplo que nossos filhos possam seguir, o orgulho de nosso lar e consequentemente teremos a consciência tranquila ao dormir Um grande abraço fraterno e fiquem com Deus.


Abril 2018

Jornal MARANDUBA News

Polícia prende dois irmãos por assalto a turistas em pousada em Ubatuba

Criminosos amarraram turistas e prenderam outros em banheiro durante ação. Turistas estavam em pousada na região da Lagoinha.

G1-VANGUARDA Dois irmãos foram presos nesta quarta-feira (14) depois de fazerem quatro turistas reféns durante um assalto em uma pousada na região da Lagoinha em Ubatuba, litoral norte de São Paulo. Armados, eles amarraram as vítimas durante o assalto e levaram joias, eletrônicos, importados e dinheiro. O crime aconteceu no dia 8 de março em uma pousada na região da Lagoinha. Segundo a Polícia Civil, um casal estava em seu flat quando viram os hóspedes do quarto ao lado sendo assaltados. Eles tentaram trancar a porta,

mas quatro homens armados invadiram o local. Os criminosos anunciaram o assalto e levaram o casal para o quarto. As duas mulheres foram colocadas trancadas no banheiro do flat e os dois homens amarrados e mantidos na sala durante a ação que levou cerca de vinte minutos. Durante o assalto, os criminosos levaram perfumes e relógios importados, eletrônicos, roupas, celulares e joias. Além de € 150 e R$ 390 em dinheiro, cartões de banco e documentos. Após a ação, os criminosos fugiram por uma área de mata próxima ao estabelecimento.

Jornal MARANDUBA News

Segundo a polícia, eles chegaram nos envolvidos depois de identificarem o carro usado na ação. No dia do crime, os criminosos foram flagrados descendo do veículo pelas imagens das câmeras de segurança do local. Os dois irmãos, de 21 e 25 anos, foram presos na casa onde moram em Maranduba. No local a polícia apreendeu o carro usado no crime, além de eletrônicos e roupas levadas das vítimas no dia do crime. A polícia ainda apura a identidade dos outros dois envolvidos, que seguem foragidos.

TODO MUNDO LÊ. ANUNCIE: (12) 99714.5678

Página 11


Página 12

Jornal MARANDUBA News

Abril 2018

Cerca de 3700 cruzeiristas desembarcam em Ubatuba na temporada 2017/2018 COMUNICAÇÃO PMU Na manhã do último dia 06 de março, o Píer Comodoro Magalhães, no Itaguá, recebeu a última parada de navios previstos na temporada 2017/2018. Transportando 3860 passageiros vindos da Argentina, estima-se que 1700 entre italianos, franceses, ingleses, argentinos, alemães e brasileiros tenham desembarcado para conhecer um pouco mais das belezas do litoral ubatubense. Essa foi a primeira parada da Costa Cruzeiros, com o Costa Fascinosa, considerado pela própria companhia o mais glamoroso da frota- e que já tem parada confirmada para 05 de março de 2019. Mudança no cenário Nos 365 dias da gestão, desde a participação de Ubatuba na edição da Seatrade Cruise Shipping Convention, em março de 2017 até agora, ocasião em que os representantes do poder público municipal participam da edição 2018 da feira, muitos foram os avanços no setor para o município. As quatro paradas em Ubatuba entre os meses de dezembro e março – três delas com desembarque, totalizaram cerca de 3700 passageiros em terra, navegando pelo MSC Música e pelo Costa Fascinosa. “Três mil pessoas conheceram Ubatuba e a economia gira, já que nesta época temos pouco turista na cidade. Estamos levando Ubatuba para o mundo numa feira como esta para atrair investidores e turistas, além de aumentarmos o número de paradas e atrair mais operadoras”, acrescentou o prefeito Délcio Sato (PSD).

A Feira A participação no ano anterior facilitou a retomada de laços do secretário de Turismo Luiz Bischof com os responsáveis pela MSC Cruzeiros – o que resultou em três paradas garantidas na temporada 2017/2018 – conquistadas, segundo ele, por meio do comprometimento e da credibilidade do Governo Sato. Todas as exigências da companhia foram atendidas para que isso se tornasse realidade. Além disso, durante a participação do secretário no Seminário “Cruzeiros Marítimos: O momento é esse”, realizado pela Cruise Line International Association Brasil (Clia Brasil) e patrocinado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), foi a vez de estreitar a relação com a Costa Cruzeiros, por meio de um encontro com seu diretor presidente, Rene Herman, que fez com

que duas paradas – uma experimental e uma para 2019, também fossem confirmadas “A questão dos Cruzeiros Marítimos pode parecer simples, mas só nós que estamos nos bastidores sabemos o desafio que foi trazê-los novamente à cidade. Às vezes, é mais fácil conquistar do que trazer de volta, mas nós conseguimos. Estivemos na feira em Miami, no começo do ano passado, e nos comprometemos a estabelecer todos os requisitos exigidos pelas Companhias, fazendo valer nossa palavra. Foram muitas reuniões e conversas, cujo reflexo pode ser observado com os sucessos das paradas na temporada 2017/2018. Estamos muito satisfeitos e vamos trabalhar para ter ainda mais oportunidades”, garantiu Sato. Números nacionais A previsão do Ministerio do Turismo é que, até o término da alta estação – após o

carnaval de 2018 – cerca de 439,7 mil cruzeiristas tenham optado por uma das rotas oferecidas no Brasil. A estimativa é que o setor cresça cerca de 15% ao ano. Estima-se que sejam criados 24 mil empregos diretos durante a temporada em todo o território nacional, pois a cada 12 cruzeiristas um novo posto de trabalho é gerado no país. O reflexo é medido pelo impacto econômico, que foi de R$ 1,6 bilhão na última temporada. “O setor de cruzeiros no Brasil contribui diretamente para a geração de emprego e renda. Atento a isso, o Ministério do Turismo tem trabalhado junto ao segmento para fortalecer a atividade no país e, consequentemente, estimular a vinda de novos cruzeiros para a próxima temporada”, afirmou o ministro do Turismo, Marx Beltrão em matéria publicada no site oficial do órgão.

A Associação Comercial de Ubatuba (ACIU) confirma o impacto positivo da chegada de Cruzeiros a Ubatuba, destacando um bom retorno para a economia, principalmente, com a parada do Costa Fascinosa. Estrutura Além da reforma do píer, toda uma estrutura foi adequada para proporcionar aos turistas a melhor experiência. No total do receptivo, 18 vans, oito agências de turismo, nove embarcações, 15 táxis. A secretaria de Turismo de Ubatuba (Setur) reforça que todas as agências do receptivo estão regularizadas, com inscrição no Cadastur. Além delas, o receptivo também conta com representantes das comunidades tradicionais, como índigenas e quilombolas, e representantes da casa do artesão. A obra de revitalização e ampliação do Píer Comodoro Magalhães foi executada em 2017 pela secretaria de Infraestrutura de Serviços Públicos da Prefeitura de Ubatuba, com o apoio da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano (EMDURB) e, custeada pela Comtur. Foi feita a troca de todo o madeiramento, pois o anterior estava todo comprometido. A nova composição também exigiu a aplicação de um produto para manter a durabilidade e conservação do material. O píer tem um avanço de plataforma fixa de 3m X 12m e, em frente à plataforma, fica uma rampa de 1m X 6m, apoiada em um flutuante de 4m X 12m. O flutuante está preparado para o desembarque dos usuários de dois tênderes simultaneamente, totalizando 240 pessoas por viagem.


Abril 2018

Página 13

Jornal MARANDUBA News

“O povo não apenas erra na hora de escolher; erra cada vez para pior” José Roberto Guzzo não tem dúvida: a democracia brasileira é inviável com o nível educacional do nosso povo e a qualidade dos nossos políticos e juízes — que formam um círculo vicioso. Leia trechos da sua coluna na Veja (vale a pena ler a íntegra no site da revista): “Como pode haver democracia num país em que onze indivíduos que jamais receberam um único voto governam 200 milhões de pessoas? Os ministros do Supremo Tribunal Federal, entre outras manifestações de onipotência, deram a si próprios o poder de estabelecer que um cidadão, por ser do seu agrado político, tem direitos maiores e diferentes que os demais. Fica pior quando se considera que sete desses onze foram nomeados, pelo resto da vida, por uma presidente da República deposta por 70% dos votos do Congresso Nacional e por um presidente hoje condenado a mais de doze anos de cadeia. Mais:seus nomes foram aprovados pelo Senado Federal do Brasil, uma das mais notórias tocas de ladrões existentes no planeta. Querem piorar ainda um outro tanto? Pois não: o próximo presidente do STF será um ministro que foi reprovado duas vezes seguidas no concurso público para juiz de direito. Quando teve de prestar uma prova destinada a medir seus conhecimentos de direito, o homem foi considerado incapaz de assinar uma sentença de despejo; daqui a mais um tempo vai presidir o mais alto tribunal de Justiça do Brasil. Outro ministro não vê problema nenhum em julgar causas patrocinadas por um escritório de advocacia no qual trabalha a própria mulher. Todos, de uma forma ou de outra, ignoram o que está escrito na Constituição; as leis que valem, para eles, são as leis que

acham corretas. Democracia?” E mais “Analistas políticos garantem que o regime democrático brasileiro ‘está amadurecendo’. Quanto mais eleições, melhor, porque é votando que ‘o povo aprende’. A solução para as deformações da democracia é ‘mais democracia’. O eleitorado ‘sempre acerta’. E por aí segue essa conversa, com explicação em cima de explicação, bobagem em cima de bobagem, enquanto a vida real vai ficando cada vez pior. Não ocorre a ninguém, entre os mestres, comunicadores e influencers que nos ensinam diariamente o que devemos pensar sobre os fatos políticos, que um fruto que está amadurecendo há trinta anos não pode resultar em nada que preste. Como poderia, depois de tanto tempo? A cada eleição, ao contrário da lenda, os eleitos ficam piores. Esse Congresso que está aí, no qual quase metade dos deputados e senadores tem algum tipo de problema com a Justiça, é o

resultado das últimas eleições nacionais. De onde saiu a ideia de que as coisas vão melhorando à medida que as eleições se sucedem? Do Poder Executivo, então, é melhor não falar nada. Da última vez que o povo soberano foi votar, em 2014, elegeu ninguém menos que Dilma Rousseff e Michel Temer, de uma vez só, para a Presidência da República. Está na cara, para quem não quer complicar as coisas, que o ‘povo’ não aprendeu nada dos anos 80 para cá. Está na cara que o povo, ao contrário da fantasia intelectual, não apenas erra na hora de escolher; erra cada vez para pior.” E também: “Para ficar em apenas um caso de depravação política epidêmica, tipo dengue ou zika, é só olhar durante um minuto quem a população do Rio de Janeiro, em eleições livres e populares, escolheu para governar seu estado e sua cidade nos últimos trinta anos. Eis a lista: Leonel Brizola, Anthony Garotinho, a mulher de

Anthony Garotinho, Benedita da Silva, Sérgio Cabral (possivelmente o maior ladrão da história da humanidade), Eduardo Paes e, não contente com tudo isso, um indivíduo que se faz chamar de “Pezão”. Assim mesmo: “Pezão”, sem nome nem sobrenome, como jogador de futebol do Olaria de tempos passados. Que território do planeta conseguiria sobreviver à passagem de um bando desses pelo governo e pela tesouraria pública?” E ainda: “É uma perfeita palhaçada, também, falar em igualdade quando existem no Brasil aberrações como o ‘foro privilegiado’ ou a ‘imunidade parlamentar’. Os ‘constitucionalistas’ falam em independência de poderes, garantias para a liberdade política, segurança para a democracia etc. Não é nada disso. É pura safadeza enfiada na Constituição por escroques, de caso pensado, para proteger a si próprios do Código Penal. Essa mentira não protege só os políticos. Estende-se também a

juízes, procuradores e ministros dos tribunais de Justiça: ao contrário de todos os demais brasileiros, eles podem cometer crimes de qualquer tipo, da corrupção ao homicídio, sem ser julgados perante a lei.” E por fim: “Não existe democracia quando os governos são escolhidos por um eleitorado que tem um dos piores níveis de educação do mundo — em grande parte é um povo incapaz de entender direito o que lê, as operações simples da matemática, ou as noções básicas do mundo em que vive. O que pode sair de bom disso aí? O cidadão precisa passar num exame para guiar uma motocicleta ou trabalhar num caixa de supermercado. Para tirar o título de eleitor, com o qual elege o presidente da República, não precisa de nada. Pode, aliás, ser analfabeto. Eis aí o Brasil como ele é. Em vez de garantirem as reais liberdades políticas do brasileiro fazendo com que ele aprenda a ler, escrever e contar, nossos criadores de direitos resolvem a diferença entre instruídos e ignorantes dando o voto ao analfabeto. Mais: tornam o voto obrigatório e garantem, assim, que no dia da eleição compareçam todos os habitantes dos seus currais, cujos votos compram com a doação de dentaduras e com anúncios de felicidade instantânea na televisão — pagos, por sinal, com o seu dinheiro.” José Roberto Guzzo, mais conhecido como J.R. Guzzo, é um jornalista brasileiro, diretor editorial do grupo EXAME e colunista das revistas EXAME e VEJA, integrando ainda o Conselho Editorial da Abril.


Página 14

Abril 2018

Jornal MARANDUBA News

Ubatuba Lendas & Outras Estórias: O Corpo Seco

- Truco! - Toma seis, que trêis é poco. - Ganhe, mardito! Esse jogo, cada vez mais animado, era cena comum todas as noites no botequim do Moreno, na esquina do Largo da Campina, naquele tempo bastante diferente da topografia de hoje Praça 13 de Maio. Bernardino de Campos Dinico, como todos o conheciam - era infalível. Podemos dizer até que as “sessões” eram abertas por ele e por ele encerradas. Rapaz de costumes e vícios abomináveis, causava ao mesmo tempo compaixão e repulsa. - É sorte - diziam alguns, vendo o belo rapaz, nos seus vinte anos primaveris caminhar sinuosamente sob efeitos do álcool, pelas ruas da cidade. - Miserável! - bradavam outros -, quando suas nefandas aventuras eram propaladas, deixando com os interlocutores a nauseante repugnância que tais fatos lhes causavam. Conselhos, mesmo os lacrimosos de seus velhos pais, não o demoviam do seu propósito, e se a polícia o conduzia, assegurando a tranqüilidade pública, o cínico rapaz repetia aos conhecidos que ia encontrando na rua: - Tão vendo? Prá hoje arranjei cama e comida! A cadeia não foi feita prá cachorro... Seus pais viviam na mais profunda miséria, numa casinha em ruínas, lá para os lados da Jundiaquara, não se conhecendo ao certo o lugar preciso dessa habitação. José, o filho mais velho, empregando-se em Santos, era o protetor daquele lar infeliz. Emília, a menina que tanta cobiça despertara aos rapazes daquele tempo, casouse com o Neguinho Alves e foi morar no sertão do Perequê-açu. Dinico era o último filho. Ficou

para martirizar impiedosamente aquele casal de velhinhos. O velho Crispim piorava dia a dia. A velhice, as necessidades, as agruras provindas do procedimento do filho arrastavam-no a largos passos para a sepultura. Ao anoitecer de um sábado, Maria Rosa, percebendo o estado agonizante de seu companheiro, chamou carinhosamente o filho: - Dinico, teu pai vai morrer! Leva estas últimas moedas, procura um remédio que o conforte no seu último momento e traze uma vela para, depois, acende-la junto ao seu cadáver. Vai, meu filho... É para teu pai! E a pobre velhinha afogouse num turbilhão de lágrimas. Dinico arrebatou as moedas e saiu com um sorriso sarcástico nos lábios. Quem sabia os pensamentos que lhe assaltavam o cérebro? Adivinham-se logo. Ao entrar na cidade encontrouse com o Chico Bento e o Manduquinha, que o convidaram para uma “trucada”. - Vamos. Eu sempre sô companheiro, respondeu. Lançou para longe a lembrança da enfermidade do pai, com a mesma naturalidade com que atirou a um lado a ponta de cigarro que trazia presa aos lábios, e caminhou para o antro do Moreno, a fim de jogar as moedas recebidas de sua mãe. Alta noite, alguém ali chegando, não pôde conter a exclamação: - Dinico! Teu pai morreu... - Meu pai? Ora... Truco! Morreu? Morrê por morrê, morra ele que é mais velho... Estas palavras, embora proferidas num antro de degenerados, causaram sensível constrangimento e profundo silêncio pairou sobre o ambiente. Dinico espantou-se, e rompeu o silêncio:

- Não qué? Truco outra veis! Pareceu, então, que a irreverência do desalmado agiu como surdo furacão dissipando a nuvem tétrica, pesada, que havia pairado no ambiente envolvido pelo fantasma da morte. O barulho recomeçou. Mais álcool, mais miséria... No dia seguinte, quando voltava para casa, vociferando, cambaleando, encontrou a rede que transportava os despojos do autor de seus dias. E chegando à casa, não encontrando com que saciar a fome corrosiva que trazia no estômago, espancou a velha mãe em inominável atitude de violência e crueldade. Mas é forçoso relatar que assim procedia, sempre que a velha Maria Rosa recebia dinheiro do bom filho José e negava-se a entregá-lo ao miserável, com os olhos fitos na sua regeneração. Aí, o braço forte do filho algoz caía, impiedoso, sobre a mártir e indefesa mãe. Esta não demorou em tombar no mesmo leito em que expirara o velho Crispim, ali gemendo abandonada, paralítica, recebendo apenas o espaçado conforto de um ou outro vizinho compassivo, porque Dinico continuava na mesma vida desregrada. Quadro horrível! Uma noite entrou inopinadamente pelo casebre a figura horripilante do ébrio inveterado. Maria Rosa, coitada, quase em agonia, implorou: - Filho das minhas entranhas... Eu morro... Mas, antes, quero ver-te no bom caminho... Eu morro, filho! Tenho sede! Dáme um pouco de água... - Tens sede? Por que não morres? Toma, mata tua sede. E assim dizendo passou rapidamente o pé, no braseiro que crepitava a um canto, lançando brasas sobre a velha moribunda. Depois, caminhou

apressadamente para a porta, mas uma força estranha tolheulhe os passos, parece que para fazê-lo ouvir sua mãe dizer: - Miserável! Vai! A minha maldição te perseguirá sempre! Não terás sossego em tua vida nem paz depois de morto! Bandido! A própria terra te rejeitará... Vai! Dinico espumou numa risada de ódio e de sarcasmo. Como um touro bravio abandonou aquela casa onde nunca mais voltou. Morrendo-lhe a mãe, a maldição desta não se fez esperar. O rapaz viu-se na miséria, abandonado, sem amigos, sem uma palavra de consolação. Tudo o rejeitava. Dizem que as árvores negavam-lhe sombra, deixando atravessar entre as ramagens os raios escaldantes do sol. As fontes ferviam se o desgraçado ia beber. Suicidou-se. Encontraramno enforcado no ramo de uma árvore, pendente sobre o Rio Lagoa, conhecido por Barra da Lagoa. Tratou-se do seu enterro entre os diversos comentários da população, mas o fato começou a ser mal encarado, quando, no dia seguinte ao do sepultamento, o coveiro deparou com o cadáver de Dinico sobre a sepultura. Assombrado com esse fato inédito, tratou de enterrá-lo novamente, mas de novo o cadáver emergiu à flor da terra. Alguns parentes do morto, alta noite, transportaram aquele corpo mumificado para a costeira do Caruçumirim (Prainha), lá para os “lados de fora”, mas, desde então começou o tormento dos pescadores. Nas horas caladas, gritos medonhos partiam da costeira. O praguejado rogava a sua mudança daquele sítio, pedia que o levassem para a Barra da Lagoa, talvez porque

tivesse morrido lá. Contavam, depois, que certa noite espectros macabros foram vistos transportando dali um vulto qualquer, mal divisado à luz funérea de ossadas fosforescentes. O fato é que na costeira da Prainha não mais se ouviram os lancinantes gritos do fantasma. Véspera de Natal. Dezenas de presépios estavam sendo armados por toda a vila. Um vaivém de pessoas preocupadas nesse mister via-se nos arredores da vila, colhendo liquens e parasitas para o adorno natural da cena de Belém. Chiquinha Bastos e Clarita Pinto, duas moças peritas no assunto, foram explorar as margens do Rio Lagoa. Juntavam-se aqui, distanciavam-se ali, quando Chiquinha encontrou um cepo disforme, coberto de belíssimas parasitas. Sofregamente pôs-se a catar aquelas preciosidades, para apresentar melhor colheita que a amiga. Depois de limpálo todo, passou-lhe um olhar de observação e, maquinalmente, a meia voz, falou: - Pronto, acabou... Já se retirava, quando ouviu uma voz dizer: - Moça, aqui tem mais. Voltou-se. Soltou um grito agudo e caiu sem sentidos. O cepo que há pouco lhe fornecera delicadas plantas, mudava de posição, deixando transparecer perfeitamente as formas de um corpo humano, ressequido e corroído pela ação do tempo. Dizem que até hoje ali está o corpo do degenerado que a terra não quis receber, atendendo aos rogos da velha Maria Rosa. * * * Extraído do livro “Ubatuba Lendas & Outras Estórias” de Washington de Oliveira (“seo” Filhinho) conforme autorização do autor


Abril 2018

Página 15

Jornal MARANDUBA News

Qual o valor de uma foto?

Coluna da

Foto: Emilio Campi

Adelina Fernandes

Como enfrentar o esgotamento psicológico

Eric Hoffer disse que o pior cansaço vem do trabalho não realizado. Essa é uma grande verdade. Às vezes, o verdadeiro esgotamento é formado por tudo o que queremos fazer e não fazemos. Por todos aqueles objetivos cotidianos que nos propomos e que não conseguimos realizar, que ficam frustrados porque nosso nível de exigência ou as pressões do ambiente são muito altas. No fim, a gota enche o copo e o copo já está bastante cheio. É nesse momento que tudo escapa das nossas mãos. Assim, o que deveríamos fazer nesses casos, antes de mais nada, é tomar consciência do que está acontecendo. O esgotamento psicológico está aí e devemos evitar que a “criatura” se torne maior, mais obscura e opressiva. Vamos refletir, portanto, sobre as seguintes dimensões, nesses passos que deveríamos colocar em prática.

3 permissões que você deve conceder a si mesmo para escapar da fadiga mental Dar permissão para se reencontrar. Pode parecer irônico, mas o esgotamento psicológico tende a nos aprisionar em camadas de preocupações, autoexigências, pressões, deveres e ansiedades até chegarmos ao ponto de nos esquecermos de nós mesmos. Dê permissão a si mesmo para se reencontrar. Para isso, nada melhor do que separar uma hora por dia para reduzir ao máximo todo tipo de estímulo (sons, luzes artificiais…). Devemos ficar um tempo num ambiente tranquilo, onde nos limitamos a “ser e estar”. Dê permissão a si mesmo para priorizar. Esse é, sem dúvidas, um ponto essencial. Lembre-se do que é prioritário para você, o que o identifica, o que você ama, o que o faz feliz. O resto será secundário e não será merecedor de tama-

nho investimento emocional e pessoal da sua parte. Dê permissão a si mesmo para ser menos exigente. O dia tem 24 horas e a vida, queiramos ou não, é limitada. Vamos aprender a ser realistas, aproveitar o tempo sem colocar pressões em nós mesmos e sem exigir que tudo seja perfeito. Às vezes basta que tudo seja igual a ontem, com seu equilíbrio humilde e tranquilo. Para concluir, sabemos que a nossa realidade é cada vez mais exigente, que às vezes queremos fazer tudo. No entanto, nunca é demais se lembrar de uma ideia. Somos feitos de pele, carne, coração e tendões psicológicos que devem ser alimentados com tempo de qualidade, descanso, tranquilidade e lazer. Vamos aprender a nos priorizar, a cuidar de nós mesmos como merecemos…

Então, este foi o primeiro nascer do sol que eu capturei em 2012. Essa foto custou 13.630 Reais para ser tirada, 50 reais de gasolina para ir do trabalho até este local e em seguida, para casa. A câmera que eu usei, comprei por R$ 4.500,00 A lente foi mais R$ 1.600,00. O filtro de densidade neutra, foi mais R$ 610,00. O Adaptador da Grande Angular e kit de suporte foi mais R$ 600,00. O Tripé foi outros R$ 390,00. O disparador R$ 180,00. Quando cheguei em casa, fiz o upload para um computador que me custou R$ 3.600,00 - depois eu usei o Lightroom 3, que paguei R$ 600,00. Após isso, fiz os ajustes finais no Photoshop, que custa cerca de R$ 1.500,00. 50 +4500 +1600 +610 +600 +390 +180 +3600 +600 +1500 = R$ 13,630,00 Então, se você é uma revista, site, hotel, pousada, chalé, ou anunciante que queira usar esta foto, por favor, não venha pedir para usá-la de graça, ou em troca de crédito ou “exposição”. Você encontrou minha foto, então obviamente eu tenho “exposição”. Você tem um orçamento de publicidade,

e é para isso que ele serve. Obviamente, você não espera que seus escritores e editores trabalhem de graça, ou o seu secretário, ou o seu chefe. Ninguém vai trabalhar gratuitamente. Só porque a imagem é digital não significa que não custou nada para faze-la. Como alguém mencionou, esta única foto não me custou R$ 13.630,00 mas se você quisesse criá-la, a partir do zero, precisaria no mínimo de tudo que usei. Então, esse é o valor que considero justo para a substituição se for roubada, ou o quanto o meu advogado irá cobrar caso a encontre sendo usada sem minha permissão. Se você der a sua foto gratuitamente em troca de “exposição”, então o melhor cenário possível para você é que alguém vai ver sua foto, entrar em contato com você, e perguntar se eles poderiam emprestar uma de suas fotos… em troca de “exposição”. Tente isto na próxima vez que estiver comendo em um restaurante. Diga ao garçom que você vai falar muito bem do atendimento para ver se ele te deixa a comida de graça.


Jornal Maranduba News #107  

Notícias da Região Sul de Ubatuba

Jornal Maranduba News #107  

Notícias da Região Sul de Ubatuba

Advertisement