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Maranduba, 25 de Maio de 2012

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Disponível na Internet no site www.jornalmaranduba.com.br

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Ano 3 - Edição 37

Castelo, que era igreja, poderá virar resort

Integrantes do grupo católico Arautos do Evangelho venderam imóvel a americanos


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25 Abril 2012

Jornal MARANDUBA News

Editorial:

Valorização da Comunidade e nova visão através das lentes fotográficas Por muito tempo nossas comunidades eram mero objeto das histórias escritas por outros. Alguns amigos com ideias comuns tinham vontade de realizar alguma coisa. Mas o que? E como? Várias foram às ideias urbanas para manifestar uma vontade, mas não era o objetivo principal, já que nos encontros, os amigos manifestavam a educação passada por seus antepassados, a respeitabilidade que deveria sem comum entre as pessoas. Foi aí que buscaram capacitações rurais daquelas que aumentavam a satisfação pessoal e comunitária muito mais do que a via financeira e econômica. Dos vários cursos foram escolhidas pessoas que tinham a mesma vontade e deu certo. Hoje a satisfação de ser homenageado pela Câmara Municipal e reconhecido no AVISTAR 2012 mostra que o esforço valeu a pena e tem gente ainda achando que é apenas só para ganhar dinheiro. É importante trabalhar e realizar a atividade para ganhar dinheiro sim, porém a satisfação que é proporcionada pelo reconhecimento é ainda maior quando se enxerga no sucesso alcançado aquelas pessoas que nos ensinaram, nos conduziram, nos deram a chance

de sermos alguém e nós aproveitamos. Hoje somos protagonistas de nossa história, muita gente quer aproveitar da situação e como “nóis é caipira, mas num é besta”, queremos compartilhar das mesmas vontades das pessoas que trabalham “o conjunto” e não “conjunto para atender a minha demanda”. Difícil de explicar no papel, mas fácil de entender na pratica. Sobrevive quem trabalha em conjunto, nossas comunidades antigas assim sobreviveram e nós só demos uma nova roupagem ao espirito destes lutadores. Com as lentes vemos os acontecimentos de outros ângulos e, portanto fácil de entender as investidas. Não somos melhores do que ninguém, mas podemos dizer que observar aves significa valorizar a vida, a cultura, as tradições, a história, nossos professores e o espirito comunitário e fraternal, depois sim, dinheiro é consequência disto. Sabemos que somos capazes, só não sabíamos que trabalhar em espirito comunitário era tão prazeroso. Celebre frase de quem disse que “tem coisas na vida que o dinheiro não paga”, disso entendemos bem. Emilio Campi

Editado por:

Litoral Virtual Produção e Publicidade Ltda.

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Emilio Campi Colaboradores:

Adelina Campi, Ezequiel dos Santos e Fernando A. Trocole Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião da direção deste informativo

Abertura do 3º Festival da Mata Atlântica de Ubatuba acontece nesta sexta-feira, 25 Com uma programação diversificada, o 3º Festival da Mata Atlântica segue até o dia 9 de junho, com o objetivo de sensibilizar a comunidade, envolvendo-a na conscientização da importância do meio ambiente O 3º Festival da Mata Atlântica: Florestas, Rios e Mar tem início nesta sexta-feira, 25, em Ubatuba, com a abertura da exposição Aves de Ubatuba, no Espaço Cultural Agricio Neri Barbosa, às 18h. A exposição contará com a presença do curador ambiental Antonio Carlos Matarazzo. Com uma programação diversificada, o 3º Festival da Mata Atlântica segue até o dia 9 de junho, com o objetivo de sensibilizar a comunidade, envolvendo-a na conscientização da importância do meio ambiente. O evento também acontece em comemoração a algumas datas especiais: o Dia Nacional da Mata Atlântica (27 de maio), o Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho) e o Dia Mundial dos Oceanos (8 de junho). A realização do Festival da Mata Atlântica, que já virou parte do calendário oficial de eventos da cidade, conta com a participação de escolas, entidades ambientalistas, Parques Estaduais, Secretarias Municipais, entre outros parceiros, oferecendo uma ampla

programação com cursos, palestras, caminhadas, oficinas, apresentações musicais, trilhas e muitas outras atrações.

Xangai e Fernando Gonsales No sábado, 26, duas atrações no Projeto Tamar Ubatuba foram programadas para a abertura do III Festival da Mata Atlântica: o lançamento da exposição ‘A bicharada se esparrama’ do premiado cartunista Fernando Gonsales, às 17h e o show do renomado músico Xangai, às 20h. Preservação ambiental Constam na programação atividades que levam a um maior conhecimento sobre a conser-

vação das nossas florestas, rios e mar, com o foco na aprendizagem de como conviver em harmonia com a natureza, preservando-a para o futuro. Tudo no sentido de dar a devida importância à proteção ambiental e promover a sustentabilidade e a qualidade de vida para a população de Ubatuba. Um dos destaques da programação será a palestra com o diretor de mobilização da SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani, sobre código florestal, no dia 1 de junho. Campeã em preservação O “Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica”, coordenado e publicado pela Fundação SOS Mata Atlântica/INPE em 2009, aponta o município de Ubatuba como campeão nacional na preservação desse bioma, com 85% da vegetação original preservada. No levantamento realizado pelo Instituto Florestal-SP, este percentual é de 89,9% liderando o ranking estadual de preservação da Mata Atlântica. Todos esses números revelam a riqueza deste bioma em Ubatuba e nos alertam para a nossa responsabilidade na sua conservação e preservação. (Fonte: Assessoria de Comunicação – PMU)


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Ação de Frediani pode colocar Ubatuba em área de influência do Pré-Sal O IBAMA, através de seu coordenador de Petróleo e Gás, Cristiano Vilardo, anunciou em Caraguatatuba que o instituto irá protocolar na próxima semana o novo texto do Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto do Meio Ambiente (EIA/Rima) que inclui as quatro cidades do Litoral Norte na área de influência do Pré-Sal. No litoral norte, apenas Ilhabela estava na zona de influência. A pressão popular e o empenho das autoridades surtiram o efeito esperado. Em agosto de 2011, o vereador Rogério Frediani foi alertado por especialistas no assunto que em reunião na Ilhabela, Ubatuba estava fora da área de influência do Campo de Tupi. Frediani então encaminhou oficio à Promotoria de Justiça do Meio Ambiente do Estado e ao IBAMA solicitando reavaliação da situação. A solicitação do vereador se baseou em estudo do especialista da Unicamp, João Paulo Macieira Barbosa, apresentado no XVII Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos, que descreve a evolução dos eventos extremos de precipitação no

setor paulista da serra do mar. Na Ilhabela, a Petrobras havia apresentado estudo no qual transferia ao litoral sul a base de operações por conta das condições meteorológicas, que seriam mais favoráveis, comparadas com as de Ubatuba. Na ocasião, consideraram-se as condições climáticas para o uso do aeroporto, que neste caso seria de Ubatuba, mas a Petrobras optou pelo de Itanhaém, litoral sul de São Paulo. Itanhaém é responsável pelo transporte dos funcionários da Petrobras até a Plataforma de Merluza (184 km de distância da costa paulista) e a Plataforma de Mexilhão (320 km), a 50 minutos de helicóptero, onde a Petrobras produz gás natural e condensado de petróleo. Contudo, o estudo do especialista apontava para uma revisão de dados e consequente revisão do EIA-RIMA (Estudo Prévio de Impacto Ambiental - Relatório de Impacto Ambiental), peça fundamental dos trabalhos da Petrobras e IBAMA. A Petrobras respondeu, através de sua Gerência de Meio Ambiente da Unidade de Operações de Exploração e Produ-

Frediani questiona a não inclusão de Ubatuba na área de influência do Pré-Sal

ção da Bacia de Santos, sobre o documento de Frediani (Oficio CMU-RF 81/11), que não via obstáculo na inclusão de Ubatuba e demais municípios do litoral norte no EIA/RIMA, conforme escreveu Marcos Vinicius de Mello, Gerente Setorial de Meio Ambiente da Petrobrás.

O gerente informou ainda que aguarda a manifestação do IBAMA para que tal inclusão seja formalizada, de modo que o estudo enviado por Frediani seja revisto nos termos que regem os processos de licenciamento ambiental. O gerente afirmou também que assim que o IBAMA se ma-

nifestar sobre a inclusão de Ubatuba e dos demais municípios do litoral norte, o vereador e demais Secretarias envolvidas serão comunicados. “Sabíamos que Ubatuba não estava incluída na área de influência do Pré-sal. Por isso nos empenhamos em reverter a situação. Isso vai gerar recursos para o nosso município e para todo o litoral norte. Agora vamos aguardar os detalhes para que a inclusão se efetive”, comentou o vereador Rogerio Frediani.

Lei permite licenciamento de extração artesanal de areia para associações ou cooperativas Foram sancionadas pelo prefeito municipal os projetos de Frediani sobre extração de areia e que viraram as Lei s3.533 e 3.534 Na pratica trata-se de duas leis que reconhecem a relevância da atividade e dos procedimentos que organizará o setor, bem como as formas de extração de areia artesanal. A lei em vez de perseguir, punir e constranger as pessoas organizará a atividade, que ainda é vista por parte da sociedade como atividade degradadora e nociva ao meio ambiente. Vale lembrar

que a atividade para o Departamento Nacional de Proteção Mineral-DNPM é reconhecida como Microminerador, também relacionado à Micro empreendimento e que suas áreas podem ser requeridas e outorgadas pelo órgão em tamanho menor ou igual a cinco hectares, desde que utilizada método de extração manual ou outro método em pequena escala. Após a aprovação do projeto de Lei na Câmara, o vereador Rogério Frediani recebeu da CETESB os procedimentos necessários para

licenciamento de micro empreendimentos minerários. Trata-se de um procedimento padrão elaborado por técnicos governamentais á atividade. “Existe um grupo dentro da CETESB no estado que trabalha estes procedimentos, portanto é fato de que é possível sim exercer a atividade dentro da legalidade e que a atividade pode ser licenciada, faltava apenas uma Lei que reconhecesse e que apontasse critérios para a atividade artesanal”, comenta o vereador Rogério Frediani. Frediani

diz que muita coisa ainda tem de ser realizada, “na realidade é um fato novo em Ubatuba, a vida toda famílias inteiras foram perseguidas e constrangidas por trabalharem na atividade, agora a história mudou, porém muita coisa tem ainda de ser feita e um dos primeiros passos é a organização dos profissionais da atividade em associação ou cooperativa”, conclui o autor do projeto. O licenciamento desse método de extração será realizado em nome do detentor do título minerário (associação

e/ou cooperativa), que deverá providenciar toda a documentação e medidas técnicas necessárias para a regularização da atividade. Frediani já solicitou, através do Requerimento 036/12 encaminhado ao deputado federal Luiz Fernando Machado, a presença do Superintendente do DNPM Ricardo de Oliveira Moraes para falar aos interessados sobre os temas relacionados à micromineração, já dentro dos procedimentos existem competências do órgão relacionados ao tema.


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Comunidade se comove na ordenação de Padre Manoel Família rememora brincadeira antiga EZEQUIEL DOS SANTOS No primeiro dia de maio foram ordenados, nosso querido diácono Manoel Leite e o Seminarista Carlos Alberto. A missa de ordenação aconteceu na Matriz Diocesana em Caraguatatuba. Participaram paroquianos de todas as comunidades além dos convidados de outras paróquias e familiares dos ordenados. O prefeito Antônio Carlos participou da missa. Todos os padres lá estiveram e abrilhantaram a missa de ordenação sob a direção de Dom Altieri. Surpresa para Padre Manoel foi a visita da filha e do neto, que emocionados expressaram a felicidade em vê-lo concretizar sua vocação. As testemunhas deram seu depoimento e o tão sonhado “sim” para os ordenandos. Os rituais de ordenação sacerdotal chamaram a atenção dos fiéis de tão belo. Ao final Padre Manoel recebeu presentes, abraços e carinhos dos familiares, amigos e paroquianos, que não conseguiam esconder a felicidade e a emoção pela realização de padre Manoel. Após a missa foi servido um almoço a todos que participaram deste grande evento católico. De volta a comunidade ele realizou missas nas comunidades de sua paróquia e também uma na capital, onde trabalhou por muitos anos na construção de uma igreja. Desta vez, no

retorno a região, padre Manoel foi o convidado especial dentre os amigos e fieis. No último dia 5, na Matriz Cristo Rei, concelebraram com padre Manoel, os padres Elimar Azevedo, reitor do Seminário Diocesano Beato José de Anchieta, Alessandro Henrique, Vigário Geral e Carlos Alexandre, nosso pároco. Estiveram também presentes o diácono João Marcos e o seminarista Luís Henrique. O padre convidado a proferir a homilia foi o padre Elimar que de forma muito bela e profunda, falou da importância e da

grandeza do sacerdócio ministerial na vida e na caminhada da Igreja. “Disse São João Maria Vianney: se pudéssemos contemplar a grandeza e a significância do sacerdote, morreríamos não de pavor, mas de amor” - afirmou. Ao final da celebração o padre Manoel recebeu algumas homenagens da comunidade paroquial que expressou seu profundo carinho e gratidão a Deus pela sua vida. Ele também realizou missas nas capelas que compõe a paróquia local.

Na tarde do último domingo, 20 de maio, descendentes de Tião Pedro, no bairro do Sertão do Sertão da Quina resolveram “jogar taco”. Os gritos e as correrias são normais do jogo. Como numa final de campeonato, alguns até se atiraram na lama para conquistar os preciosos pontos. A brincadeira estimula a atividade física, a coordenação motora, o espírito de grupo e a competitividade entre os participantes. No lado social agrega valores, descobre lideres e ocupa as ruas. Desta vez, ao que parece não houve nenhuma janela quebrada, como de costume, nem sequer alguém com galos na cabeça ou dentes quebrados. O jogo é disputado entre quatro participantes, que se revezam, conforme os pontos, em atiradores e batedores, o alvo é um “castelo”, que na

sua grande maioria é confeccionada de gravetos ou latas. O taco geralmente é de madeira. Basicamente o objetivo do atirador é derrubar o “castelo” e do batedor é acertar a bola e mandá-lo o mais longe possível para que possam realizar os pontos alternando na corrida entre os castelos e batendo os tacos para a contagem dos pontos. Houve épocas em Ubatuba de campeonatos sérios como as de pipas, corridas de carrinhos de rolimã, escorregar de “totoa” morro abaixo, pega-pega, entre outros. Eram períodos em que as pessoas ocupavam a rua, onde desta forma as pessoas com má intenção não tinham voz e nem vez. A noite muitos retorrnavam para outras brincadeiras, no caso do frio, contar história a beira da fogueira, estourar cana e experimentar alguns quitutes deliciosos.


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Castelo, que era ‘igreja’, pode virar resort em Ubatuba Integrantes do grupo católico Arautos do Evangelho venderam imóvel a americanos Diego Zanchetta O Estado de S.Paulo Um castelo em estilo medieval construído em uma das praias mais isoladas de Ubatuba, no litoral norte paulista, tem aguçado a imaginação de pescadores e despertado a ira de ambientalistas. Com quase 9 mil m² de área construída, a propriedade fica ao lado da paradisíaca Praia do Pulso, cercada por Mata Atlântica e mar azul. Mas, para erguer o empreendimento, o grupo católico Arautos do Evangelho não precisou de licença ambiental: o palácio foi classificado como “igreja”, o que livrou os responsáveis pela obra de pedir qualquer autorização à Companhia Ambiental do Estado (Cetesb). Indignados, moradores da região moveram uma ação civil pública que pedia ao Ministério Público Estadual a demolição do imóvel. Mas o castelo, que estava misteriosamente fechado havia quase um ano, acabou vendido para um grupo do mercado imobiliário americano. Com mais de cem cômodos e torres com guaritas, o lugar está em obras. Ninguém sabe dizer ao certo o que será feito ali. Na prefeitura de Ubatuba, a obra consta como “ampliação de instalação religiosa” e ainda pertence ao grupo católico. Mas não é isso o que os funcionários dizem. “Aqui é agora uma propriedade particular, não é mais dos padres. No momento adequado, os americanos vão divulgar”, diz o funcionário responsável pela obra, que pediu para não ter o nome divulgado. “Não podemos falar sobre o que vai ser aqui com ninguém.” Brechas. Outro mistério para os poucos moradores vizinhos e donos de casas de veraneio,

todos acostumados a respeitar severas regras impostas pela Polícia Ambiental, é como alguém conseguiu autorização para construir um castelo em um dos pedaços mais preservados de Ubatuba, ao lado da Fazenda Caçandoca. Trata-se de uma região quilombola tombada pelo patrimônio histórico nacional. O que agora pode até virar um resort ecológico com 20 bangalôs, segundo uma das versões apresentadas por funcionários da obra, nasceu das brechas que existem atualmente na legislação ambiental. Para a construção de igrejas e escolas públicas, não existe a necessidade de autorização prévia de órgãos ambientais do Estado.

Reconhecidos como ordem religiosa pelo Vaticano, os Arautos do Evangelho só tiveram de pedir uma autorização para construção de um templo ao Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico (Condephaat), em 2004. O grupo assinou um termo de responsabilidade com o órgão, assumindo o compromisso de manter intacta a área verde nativa. A Secretaria de Meio Ambiente e a Cetesb não precisaram ser consultadas. E assim nasceu o castelo, como igreja, apesar de seus enormes portões com 8 metros de altura nunca terem sido abertos a ninguém que não fosse integrante dos Arautos do Evangelho, uma dissidência

ultraconservadora da ala Tradição, Família e Propriedade (TFP) da Igreja Católica. Os padres venderam há dois anos o imóvel para os americanos da Sunrise Homes International, um grupo que constrói casas para estudantes em Santa Bárbara, na Califórnia. Se quiserem fazer um hotel no local que era, na verdade, para ser uma “igreja”, os americanos também não vão precisar consultar os órgãos do governo estadual, pois esse tipo de empreendimento é liberado pela prefeitura de Ubatuba. O zoneamento municipal permite um empreendimento hoteleiro naquela área. Rigidez. Desde que o castelo foi aberto, em 2005, a Polícia Ambiental nunca constatou

nenhuma irregularidade. “Mas eles cortaram muito da mata. Só que todos os guardas sempre fecharam os olhos para o que eles fazem”, acusa o pescador Adilson da Silva, de 32 anos, que leva turistas para passear de escuna a partir da Praia de Maranduba. Desde que o castelo começou a ser construído, a Cetesb abriu cinco procedimentos para penalizar condôminos da Praia do Pulso, o loteamento bem ao lado do castelo, por infrações cometidas em áreas de preservação. “E, mesmo assim, deixaram erguer um castelo de arquitetura horrorosa no meio da floresta”, reclama a dona de casa Lucinda Cano, de 51 anos, proprietária de um imóvel no local.


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Sertão da Quina presente na rota de ciências de alto nível do país EZEQUIEL DOS SANTOS Na última semana de abril, o biólogo Camilo de Lellis Santos, do bairro do Sertão da Quina, foi convidado especialmente para participar de uma reunião com o Governador-Geral do Canadá. O evento foi realizado num hotel luxuoso de São Paulo, onde o jantar reuniu alunos cientista que foram ou que estavam partindo para uma jornada de pesquisa no Canadá. O governador-geral David Johnston, que é a representação máxima da rainha da Inglaterra no Canadá, decidiu visitar o Brasil e promover um encontro para discutir as relações internacionais de educação entre o Brasil e Canadá. Durante o jantar o pesquisador Camilo foi apresentado ao Governador-Geral e ainda teve oportunidade de conversar sobre as atividades que ele realizou durante sua estadia no Canadá por seis meses em 2009. “Primeiro ele perguntou para aonde eu tinha ido e respondi que havia morado em

Quebec. Como o idioma oficial dessa província é o francês, em seguida, ele me perguntou se eu falava o idioma, então, eu disse que tinha aprendido um pouco e mudamos instantaneamente a conversa do inglês para o francês”, conta Camilo. Governador disse a Camilo que vinha de uma família muito pobre do interior do Canadá e que graças a esforços pessoais e com a ajuda do governo estudou na Universidade de Cambridge e que, por suas contribuições em educação foi indicado para

o cargo. “Comentei sobre a importância do meu estágio no Canadá para a minha formação científica e sobretudo sobre o enriquecimento cultural que esta oportunidade me proporcionou”, enfatiza o jovem pesquisador. Durante a conversa o governador disse que pretende investir nos estudantes brasileiros e que o Canadá está de portas abertas para os talentos brasileiros. Camilo foi convidado para sentar do lado do Governador para a foto oficial do consulado canadense.

Programa DST/AIDS realiza campanha de teste para HIV O Programa DST/AIDS, da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Ubatuba, realizará no dia 6 de junho, das 11 às 17h, no Quiosque do Calçadão da Avenida Dona Maria Alves, a Campanha Teste de Aids Faça Sim. Neste dia, funcionários do programa farão o teste rápido para HIV e desenvolverão ações educativo-preventivas, como forma de orientar e informar a população em geral, quanto à prática do sexo seguro através da distribuição de panfletos e preservativos. O teste rápido para HIV é

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um exame simples, rápido, gratuito e tão confiável quanto os testes de laboratório. O resultado sai em 15 minutos e não é necessário estar em jejum. Os interessados precisam apenas levar um documento com foto. O diagnóstico precoce é extremamente importante para garantir a qualidade de vida dos portadores do HIV/Aids e reduzir a mortalidade pela doença. Mais informações pelo telefone (12) 3832-5353. (Fonte: Assessoria de Comunicação/PMU)

Xtreme, de mera curiosidade a um empreendimento de sucesso

A Xtreme eventos começou há muito tempo, quando seu idealizador desmontava remontava peças eletrônicas de aparelhos que possuía. A curiosidade nesta etapa foi fundamental para descobrir sua aptidão. Os milhares de componentes fizeram com que a equipe da Xtreme hoje detenha um vasto conhecimento em eletrônica, precisamente no que se refere a equipamentos e montagens de som. De forma caseira, até mesmo para atender os próprios amigos, a equipe passou anos realizando pequenos eventos e serviços, como a instalação de som automotivo. Com a

crescente demanda a equipe resolveu abrir uma loja. Atualmente a Xtreme realiza serviços específicos como personalização de veículos e de camisetas. Varias empresas tem buscado na Xtreme o algo a mais, principalmente na diferenciação com os uniformes. A equipe trabalha com som automotivo, iluminação, aluguel de equipamentos para eventos, empresas, casamentos, aniversários entre outros. A Xtreme está ao lado do bar do D’menor no bairro do Sertão da Quina. São 10 anos de bons relacionamentos com os clientes e satisfação dos atendidos.

ANUNCIE: (12) 9714.5678 - 7813.7563


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Atletas conquistam classificação em prova de rua em Caraguatatuba

No final do mês de abril, 28, no aniversario de Caraguatatuba, aconteceu a corrida de rua do aniversário da cidade (7 Km). A corrida contou com 300 atletas dos 400 inscritos. Neste evento os corredores da região sul de Ubatuba Antonio Carlos Jesus Souza- o Buiú e o atleta sênior Jorge Antunes de Sá, 66, conquistaram medalhas. Na categoria de Jorge 60-65, que ficou entre os 122 atletas no geral, conquistou na sua categoria a 5ª colocação. Buiú que no geral chegou 23º conquistou a 5ª colocação em sua categoria. O evento distribuição medalhas, camisetas e kits de premiação. Naquela cidade exis-

tem três competições por ano. No ano passado Buiú e Jorge participaram de duas das três competições alcançando bons resultados. Buiu é professor de educação física e Jorge quilombola da Caçandoca os dois são moradores da região e velhos conhecidos dos praticantes de esportes. Buiú ressalta a importância do esporte para a saúde e que atividade física não tem idade para ser praticada. Jorge já havia conquistado uma competição na Maranduba o ano passado e é comum por vezes ver este senhor treinando por entre as estradas da região.

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

ASPESCAMARANDUBA é uma associação civil sem fins lucrativos e econômicos, democrática e pluralista de caráter ambiental e desportivo, de duração ilimitada, com sede e foro na cidade de Ubatuba-SP – Vem convocar a quem interessar possa para a sua reunião de fundação que será realisada a Rua José Antoni o do Prado nº 238, Bairro Maranduba - Sertão da Quina, as 10,00hs do dia 02 de junho de 2012, fica neste ato portanto convidados todos os interessados a participar deste momento de fundação da ASPESCAMARANDUBA nos termos da Constituição Federal. Nome: ASPESCAMARANDUBA Local: Rua José Antonio do Prado nº 238, Bairro Maranduba - Sertão da Quina Data: 02 de junho de 2012. Horario: as 10:00hs

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Canto da Maranduba: belezas e encantos de um passado glorioso EZEQUIEL DOS SANTOS Do lado silencioso impera o som das ondas batendo nas pedras. Quando a maré esta baixa e vazia é possível apreciar duas pequenas praias, que parece ser particular. O clima de aventura é natural, já que a mata nativa, porém não primária alcança a areia. O ar de desbravador fica ainda mais claro nas crianças. É fácil descobrir porque, a frente o mar as ilhas e toda a baía. Do lado esquerdo o rio que desemboca no mar, a continuação da praia que vai até a Lagoinha e as pessoas se deliciando do outro lado. Ao fundo a continuação do rio, as marinas, os barcos de pesca cheia de histórias. Do lado direito a mata, as areias que se misturam as pedras, a ponta do continente que quase alcança a ilha, tudo isso num só lugar onde os olhos alcançar em todo o redor. Neste último lado é possível encontrar troncos de árvores e restos de matas que ficaram a deriva e resolveram parar por ali. Os mais atentos podem fazer das pedras um pequeno aquário, é que muitos seres vivos moram por ali, tantos os de água quanto os que sobrevoam a baía. Muitos destes seres são inofensivos, mas todo o cuidado é pouco. Por vezes é possível avistar pegadas na areia de algum animal terrestre que resolveu descer da mata e se arriscar em algumas braçadas na praia. O local segundo os antigos já foi palco de muitos encontros, quer seja pela pelo amor ou pela dor. Eram por ali que as pessoas iam a Caçandoca e as demais praias, ao cemitério, e as casas dos moradores daquelas bandas. Na maré

Foto: Emilio Campi

cheia as canoas de voga transpunham a barra para o delírio dos moradores, já traziam as vezes muitas novidades e noticias de fora. Lá era o local da escola da vida, eram trocados várias informações sobre tudo. Ponto de referencia para ir a todos os lugares. Muitas vezes tinham de esperar a maré baixar para atravessar a boca da barra. As pescas começavam por aquela região. No caminho atual (estrada) ainda é possível ver na lateral a trilha que dá acesso ao canto desta praia. O local possuía tanto alimento que não precisava ir

longe para buscar o almoço. Poluição era coisa que ninguém sabia o que era. As mulheres “catavam” sapinhoá, corondó, pegoava, saquaritá, guaiá, siri, santola, rosquinha, praguaí (que as crianças guardavam para brincar de escravos de Jó), marisco e pindá. Não era raro pegar lagostinhas no rio que descia ao lado do cemitério. Claro que era o suficiente para a alimentação da família e tudo de acordo com o calendário natural. Os homens pescavam o suficiente para salgar o peixe, já que era a única foram de guardar o

pescado fora de época. A fartura era uma benção, segundo contam. Quando não caçavam, pescavam. Quando não podiam fazer nenhum dos dois, plantavam, quando não isto, coletavam. Quando não podia nenhuma das opções, comiam as reservas guardadas. O rio era tão largo e fundo que era necessário uma balsa para atravessa - lá. Depois a transfiguração pelo desenvolvimento a qualquer preço mudou esta realidade. Mas ainda é possível ver o charme deste canto, lá é possível mergulhar com snorkel e ob-

servar as belezas submersas, principalmente às crianças e os iniciantes, tudo observado por alguém responsável e experiente. Local ideal para várias fotos dentro e fora dágua, trata-se, pois de um dos pontos mais ricos do passado e que goza de deliciosas férias no presente e no futuro quem sabe servirá de exemplo de beleza, sossego, tanto aos animais quando aos homens da terra, que quer matar a saudade do que é a natureza viva e intacta, parte do seu sangue e da sua cultura.


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Observadores de aves são homenageados e reconhecidos EZEQUIEL DOS SANTOS Os observadores de aves Fabio de Souza e Roberto de Oliveira foram homenageados na Câmara Municipal com uma Moção de Congratulações, de autoria do vereador Rogério Frediani, pelo registro inédito no estado de São Paulo e Ubatuba da Ave Arapapá (Cochlearius cochlearius). É o primeiro registro da espécie em todo território estadual, a descoberta causou repercussão nacional a sobre o grupo e os locais de observação. Especialistas e observadores de todo país compartilharam o sucesso dos observadores de aves da região sul. Trata-se de um projeto de sustentabilidade e respeitabilidade que vem, depois de muito esforço, colhendo os frutos de um trabalho sério voltado as qualidades natas da comunidade, de forma que ela possa escrever sua própria história, ser protagonista dos fatos relevantes da região. Com este registro Ubatuba recebeu destaque pela descoberta, já que a maioria dos guias de mostra de aves especializados nacionais e internacionais terá Jornal Maranduba News

Valorizando a Cultura Caiçara

de refazer seus trabalhos por conta da raridade registrada no bairro da Lagoinha. AVISTAR 2012 No último sábado 19 de maio, o grupo de observação visitou pela primeira vez o AVISTAR 2012 na capital paulista. O Parque Villa-Lobos, na zona oeste de São Paulo, foi o cenário para a Avistar 2012, a maior feira de birdwatching (observação de aves) da América Latina, que aconteceu entre os dias 18, 19 e 20 de maio. O convite e o incentivo partiram de Carlos Rizzo que foi representar Ubatuba no evento. Lá os observadores foram recebidos como “celebridades”, segundo os integrantes do grupo não esperavam tamanha receptividade. Para o observador Roberto de Oliveira, “trata-se de uma grata surpresa e o mais empolgante foi o reconhecimento de nosso trabalho”, comenta. já para o observador Antonio de Oliveira, “foi uma experiência muito boa e interessante, conhecer nomes importantíssimos da atividade no país e ser elogiado e reconhecido por estes profissionais é de fato gratificante”. Carlos Rizzo, Fábio, Roberto e Cláudia foram entrevistados pelo canal especializado Birdwatcher que trata também de comunidades, curiosidades e atividades relacionadas a observação de aves. Surpresa foi para o mais jovem integrante da excursão , Renan Amaro, de 11anos, que recebeu de presente um exemplar do livro Insetos – Magia, Formas e Cores, autografado pelo autor Tomas Sigrist, livro este com 239 páginas de belas imagens e informações sobre a vida destes pequenos seres vivos. O grupo espera, para 2013, levar material para ser distribuído no evento.

Foto da turma toda no avistar com Guto Carvalho (organizador do evento) Elsie Laura (Dacnis)

Arapapá: ave rara registrada por Fabio de Souza e Roberto de Oliveira, os homenageados.


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Ponte sobre o Rio Maranduba A ponte que ligasse a Av. Sgt Alcides de Oliveira a Av. dos Expedicionários, dois importantes setores residenciais e muitas pousadas, sempre foi desejo de todos ao longo da história da região sul de Ubatuba, muitas foram construídas e levadas por enchentes causadas pelas chuvas cíclicas que acometem a região. A construção da igreja católica acelerou a discussão de uma solução definitiva, que começou no governo do Prefeito Paulo Ramos em uma reunião com a comunidade na Pousada Arco Iris, no ano de 2004, nesta reunião com o prefeito, além de moradores e donos de pousadas, estavam também dois Arquitetos, um Engenheiro Civil e uma Engenheira Agrônoma, que propuseram soluções técnicas para melhor realização da construção e destacamos a do Eng. Civil Sérgio, dono da Pousada Four Seasons, sugeriu a realização da construção dos berços da ponte e as estacas com concretagem “in situ”, aproveitando equipamento que estava sendo utilizado em uma construção na localidade, o Arquiteto Luiz Carlos Lima propôs que a ponte definitiva fosse em arco para facilitar a navegação de barcos de pesca e lazer, acompanhando o pensamento de antigos moradores, propostas avaliadas e aprovadas na reunião. Na época, era Administrador da Regional Sul um irmão do Pref. Paulo Ramos, foi construída uma ponte de madeira sobre estrutura de tronco de eucaliptos doados pelo Padre José Ailton, mas com várias precariedades numa ponte com vão de mais de 25 metros. No ano seguinte, em 2005, no primeiro governo do Prefeito

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Eduardo Cesar, foi feita uma passarela para pedestres com estrutura de aço, a montante da ponte, pelo então Administrador da Regional Sul, o Sr. Mário do Açougue. Apesar da considerável altura da ponte e passarela (esta com base mais forte e a montante), com a deslocação de árvores pelo rio, formou-se uma barragem represando o alto volume de água e espalhando por todo o bairro, em ambos lados do rio, com reflexos em todos os afluentes do rio Maranduba. Uma situação como essa, fica ainda pior quando há a conjunção de chuva forte, maré alta e lua cheia. Agora temos a construção da ponte definitiva, e o que deveria ser motivo de muita alegria, transformou-se em fato de grande preocupação, pois a adequada estrutura em aço “cortain” (resistente a ferrugem), com quatro pesadas vigas de 23,45 metros de comprimento por 1,20 m de altura, apoiadas a berços de concreto armado sobre estacas, resumindo, uma ponte muito sólida, pesada e fortemente ancorada, mas a face inferior das vigas à somente 90 centímetros da linha dágua (medidos na maré cheia do dia 23 de abril de 2012, as 15:30 h, com bom tempo e fase de lua nova); naturalmente esta ponte, além de não permitir a

Secretaria de Obras prossegue com construção de ponte na Maranduba

circulação de barcos, se transformará numa grande e sólida barragem no rio Maranduba num dia dessas chuvaradas cíclicas, cujas águas se espalharão por uma área muito maior, ampliando o seu reflexo de prejuizos aos moradores, veranistas e negociantes. O ponto agora é: aumentar a altura da ponte em relação a linha dágua do rio. Considerando que o sul de Ubatuba, a região da Enseada do Mar Virado, com Caiçaras que tem o mar como sustento através da pesca e usam o rio Maranduba para guardar suas embarcações em águas abrigadas, mais os moradores, veranistas e turistas que também o usam para a pesca esportiva e o lazer náutico, e Ubatuba tem no Turismo sua maior atividade econômica, as obras que se façam neste rio e em outros locais, têm que se adequar a esses fatos culturais e interesses dos moradores, veranistas e turistas, assim, temos propostas concretas para se adequar a ponte ao tráfego de veículos e pedestres, respeitando as necessidades que a natureza impõe e que permita a navegação de barcos, tudo isso nos padrões técnicos da construção civil, basta que considerem nossos argumentos. Este é o nosso parecer. Luiz Carlos Lima Arquiteto e Urbanista

A Prefeitura de Ubatuba, através da Secretaria de Obras e Serviços Públicos, vem dando prosseguimento a mais uma importante obra: a construção da ponte sobre o Rio Maranduba (conhecida como Ponte do Padre). O perfil metálico da ponte tem 10 metros de comprimento por 24 metros de largura. Na Rua Sargento Alcides de Oliveira, a Secretaria de Obras está realizando serviços para captação de águas pluviais e

pavimentação asfáltica. “Com a nova ponte, os moradores da Maranduba poderão utilizar o local com mais tranquilidade, principalmente os estudantes que voltam da faculdade e moram nas redondezas”, disse o estudante Renato Danilo Souza Santos. “Uma estrutura metálica como essa vai contribuir com a comunidade do bairro e beneficiar todas as pessoas”. (Fonte: Assessoria de Comunicação - PMU)

II Thalita Kum na Lagoinha

Na solenidade da Ascensão do Senhor e no dia Internacional da Comunicação, aconteceu na Comunidade São Maximiliano Maria Kolbe, o encerramento do II Thalita Kum, cujo tema foi: “Te conhecia Senhor somente em palavras, mas hoje meus olhos Te viram!” Jó 42,5. Durante dois meses cerca de 40 pessoas entre os jovens do Grupo Apóstolos de Cristo e vários membros da comunidade paroquial, trabalharam para que esse encontro pudesse ser realizado com êxito. Como participantes desse encontro estiveram 48 jovens que puderam viver momentos de oração, adoração, dinâmicas, palestras e muita animação, em uma

forte experiência com o amor de Deus e com a comunidade. Os jovens participantes agora passarão a ser inseridos nos encontros do Grupo Apóstolos de Cristo e nas atividades paroquiais. O próximo encontro marcado com a juventude e toda a comunidade é no próximo sábado, 26/05, na Comunidade da Lagoinha na Vigília de Pentecostes, a partir das 20h encerrando-se com a Santa Missa as 23h. Ficam aqui os agradecimentos a todos os envolvidos com esse encontro paroquial dos jovens. Sejam derramadas bençãos abundantes de Deus sobre a vida de cada um!


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Aquecimento Global é uma mentira, diz Climatologista – Professor da USP EZEQUIEL DOS SANTOS Na noite do último dia 02 de maio, no Programa do Jô, o professor do departamento de geografia da USP e climatologista Ricardo Augusto Felício concedeu uma entrevista reveladora sobre alguns temas contemporâneos e que no decorrer da entrevista descobrimos que não são tão atuais assim e que nos remete aos questionamentos sobre a destruição de uma cultura apenas para sustentar hipóteses, como a que por aqui aconteceu. O professor afirma que “o aquecimento global é conversa pra boi dormir”. Abaixo trechos da entrevista. Das “supostas” teorias Começa que nem é uma teoria, é uma hipótese, então não carece de prova cientifica. São três mil anos desta história. Discutiam isto na Grécia antiga, se cortassem árvores iam mudar o clima do planeta, no senado romano se discutia ou não a construção dos aquedutos senão poderia mudar o clima. Geleiras: O gelo derrete e congela de novo, tem seu ciclo natural conhecidos desde o final da segunda guerra. O cenário de guerra da época era o cenário polar, portanto já havia o conhecimento do gelo na época militar, já que os pólos eram os pontos mais próximos para uma possível guerra, “Eles vão se matar por mísseis por cima do atlântico? Não! Eles vão se matar por cima dos pólos”, diz o pesquisador, se referindo a idéia de que os EUA e a Rússia poderiam lançar mísseis não pelo atlântico, mas sim pelos pólos. O próprio ano geofísico internacional 1957 até 59, a primeira missão era atravessar o pólo e inclusive colocar um submarino nuclear para esta tarefa, embaixo da calota polar. Os militares já sabiam onde estavam

as políneas (aberturas no gelo) para que o submarino pudesse vir à superfície para colocar a arma de guerra sobre o ártico. Nível do mar: O nível do mar continua no mesmo lugar, dizem que está subindo, realmente tem esta história, dizem que as calotas polares estão derretendo. Primeiro se tivesse que derreter alguma coisa teria a Antártida, aí sim você teria uma elevação do mar considerável. Mas para derreter a Antártida teria de ter uma temperatura aqui na terra uns 20 ou trinta graus mais elevado do existente. Como exemplo, só o El Ninho pode variar a altura do mar em meio metro. São as pequenas variações naturais do planeta. O pior cenário do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas em portugues) sobre o clima, mostra que o mar subiu 50 centímetros em cem anos. Por volta de 1780 houve uma medição realizada pelo Capitão Cook e de lá para cá o mar está, pasmem, no mesmo lugar. Situação mais engraçada: Conta que foi fechar sua conta em um banco que se diz sustentável e etc..,, quando foi indagado do que trabalha: “Sou professor de climatologia”, do outro lado da mesa ouviu “Nossa! O mundo vai acabar!”. As pessoas estão apavoradas, o mundo vai acabar... As pessoas chegam a tampar todo e qualquer espelho em casa com medo do reflexo do aquecimento global, risos.... Aquecimento Global & Efeito Estufa: Este tema virou “bode expiatório” para todos os males da humanidade. Efeito estufa, este é o pior de todos! Trata-se de uma física impossível. O mundo terminar em 2012, de jeito nenhum! Efeito estufa é a maior falácia

da cientifica que existe na história, que é baseado num conceito cientifico que não existe. A terra tem esta temperatura porque ela tem atmosfera, recebe a energia do sol, tem uma interação com a atmosfera e pela lei dos gases: pressão, temperatura e volume, então por causa de termos uma atmosfera nós temos uma temperatura. Aquecimentista: Numa discussão, um “aquecimentista”, pessoa que trabalham para o lado do aquecimento global, um destes aí disse que o maior exemplo de que o CO2 acabaria com o planeta terra é Vênus. O professor explica ao “aquecimentista” que a pressão atmosférica na superfície de Venus é 90 vezes a pressão atmosférica da terra, portanto a temperatura lá é de 400 graus na superfície e qualquer alteração lá não é por causa do CO2 é sim por causa da pressão atmosférica da atmosfera de Venus. Estes “aquecimentista” trabalharam com cenários de caos, então eles só conseguem trabalhar com estas imagens. São pessoas que trabalharam para as guerras em função delas, que alguém ou os governos de hoje tinham de colocar em algum lugar, por isso os cenários continuam. O “pum” dos carneiros pode acabar com a camada de Ozônio? : Já ouvi falar, parece ser uma quantidade tão absurda de “puns”, do jeito que eles falam vai causar o “apuncalipse”... A camada de ozônio é uma coisa que não existe isto significa que o carneiro pode dar “puns” a vontade. A historia do Ozônio é, para os cientistas sérios uma coisa séria, para os chapas brancas que trabalham para governos, empresas, etc outra coisa. O próprio pai da coisa, do ozônio, o Dobson que

no ano geofísico internacional propôs ir para a Antártida justamente para saber qual era a variação do ozônio na calota polar. Ele já sabia que o ozônio desaparecia completamente na Antártida, de lá para cá os caras desaparecem com estas informações e dizem que é o seu desodorante que destrói a camada de ozônio. Quando você ver o que acontece, é a quebra das patentes dos CFCs - os gases refrigerantes. Então em 87começam a terminar as patentes, elas começam a se tornar públicas, não precisa pagar royalties para elas. Então a indústria toda, que detém estas patentes, lança um substituto que é o HCFC, os organofluoroclorados como qualquer outro. O CFC passa então a custar US$ 1,38 o quilo, o substituto (HCFC) custará US$ 38,00 quilo e que não funciona em ar condicionados e refrigeradores dos modelos anteriores e tudo mais. Então é extremamente sustentável você vender ou jogar tudo fora e comprar tudo novo. Hoje as patentes vencem em 25 anos e o discurso agora será que os HFCs, descobriram milagrosamente, que também fazem mal a Camada de Ozônio e aquecimento global (risos)... O melhor é saber do preço que vai ser o substituto, que agora garantem que não vai dar mais problema ao planeta ao custo de US$ 128,00 o quilo, que também não funcionará em outros equipamentos. Vale lembra que para isto tem que trocar parques industriais inteiros. Muito sustentável né! O CFC veio para resolver os problemas das fábricas que explodiam nas décadas de 40 e 50 e se vocês perceberem agora os produtos tão passando a butano de novo. Com isto estamos voltando ao começo do século

20 de novo por uma mentira de novo de que este “gasinho” destrói a camada de ozônio. O butano não destrói a camada de ozônio até alguém arrumar um problema com ele e assim por diante. Catástrofes: Sempre aconteceu algo pior em relação a catástrofe. Os registros paleoclimáticos mostram coisas muito piores dos da atualidade, por exemplo, o nível do mar subir 50 metros em cem anos e a temperatura subir, em 50anos , oito graus. O pessoal tá falando que vai subir meio grau em cem anos, só pode ser piada. Pulmão do mundo: Influencia do desmatamento no clima global não existe, no clima local mais ou menos. A Amazônia não é e nunca foi o pulmão do mundo, essa teoria foi derrubada nos anos 80. O pulmão do mundo são os oceanos. O aporte dos ambientalistas são em cima das pessoas que negam a hipótese do aquecimento global, eles costumam colocar todos num saco de gatos e dizem que estes estão autorizando a derrubada de uma floresta por exemplo. Novo Aquifero: Recentemente descobriram seis mil quilômetros embaixo da Amazônia - um novo aquifero, ganha do Guarani. Quem manda no planeta são os oceanos, que por acaso existe continentes, ¾ da superfície do planeta está com água, a maior parte de troca de energias são feitas com os oceanos, então eles ficam com penas daqueles “continentezinhos” e jogam um pouco de água neles. A vegetação responde ao clima, então as florestas virtuososas respondem aonde chove muito, então de novo, vale lembrar que a floresta está lá porque chove e não chove porque tem florestas.


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Gente da Nossa História: João EZEQUIEL DOS SANTOS Em sua homenagem vamos relembrar a rica história desse grande pescador. Nascido em 29 de agosto de 1916, João Zacarias de Oliveira era um daqueles homens que esbanjada lucidez no que relatava. Era considerado, assim como outros, um dos pescadores mais experientes do seu tempo. Nascido na Prainha do Perez, onde os antecessores tinham adquirido terras. Filho de Benedita Rita de Jesus e Zacarias Antão de Oliveira, neto de Manoel Zacarias e de Rita Ingracia de Jesus, começou a pescar com cinco anos, de lá pra cá juntou muitos amigos e história. Boa parte de sua vida foi criado num ambiente difícil, mais muito rico e belo junto aos irmãos “Mané”, “Bastião”, Maria, Ana, Inardina e os falecidos que não se lembra. Casou-se com Luzia Paula de Jesus de quem enviuvou muitas décadas mais tarde, deste matrimônio nasceram os filhos: Maria, Odete, Cleuza, Zacarias e Celeste. Hoje deixa viúva a Sra. Maraina, que foi sua dedicada companheira nos últimos anos. Quando criança, a base da alimentação fazia e faz inveja a muita gente: peixe, banana verde, mandioca, batata-doce, cará, sopa dágua, caranguejo da costeira, lagosta, marisco da pedra, laranja cravo. Sua casa era junto a pedra da Baleia. Tinha tanto cação, de toda “culidade” (qualidade), que ficava difícil entrar no mar. Lá dormia e acordava com a batida do mar. Havia muito cabrito do mato que comiam o marisco nas pedras. “As caças de tanto! de tanto! O porco do mato dava para matar com os pé”. Pro lado dos sertões tinha muita caça, passarinho e cobra. “Ainda me alembro disso filho”, diz João. Quando pequeno lembrava de três fazendas na região: a do Braz Porto (referindo-se a de João Alves da Silva Porto), dos Antunes de Sá (Caçandoca) e do Capitão Romualdo (Lagoinha). De descendência portuguesa e espanhola, ele nos conta que tem ligação genealógica com o Capitão da

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Zacarias de Oliveira

fazenda Lagoinha. Conta que seus pais moraram no local depois do abandono. O fisco do governo da época cobrou cerca de 800 “Mi Réis” pelo uso da área, como não tinham esta quantia também abandonaram a fazenda. “Depois veio um tal de Schimidt e ajudou a bagunçar a região”, termina Zacarias. Seu segundo “visavô” (bisavô) foi comandante do navio da Marinha do Brasil Almirante Barroso, que chegou a ancorar lá fora desta baía (Maranduba). Mudou-se 35 vezes em sua vida, da Prainha foi para a Praia Grande do Bonete, depois para o Mar Virado, no loteamento Maranduba (casa da Sueca), na casa do João Rosa, Maranduba, pra Enseada, pra Santos, pro Rio de Janeiro, pra Bahia, pra Guaratinguetá. Já foi caminhoneiro, teve “venda” (mercado) no Bonete, restaurante em Guará, indústria de pesca na Enseada, mas nunca esqueceu sua paixão pela pesca. Durante a vida foi muito requisitado e visitado por sua experiência, também colaborou com vários livros sobre canoas, cultura, pesca e até sobre plantas medicinais. Já foi homenageado pelo poder público. Uma curiosidade contada por ele foi sobre a origem do nome Mar virado, o nome da ilha é por conta de um português de nome Mar Virado. Era um sujeito ruim que vivia indo a África para comprar escravos e vende-los no Brasil. Em sua ilha preparava os bons e matava os que não tinham valor comercial. Lá havia um local de matança chamado “buraco do negro”, onde eram lançados vivos os que não “prestava” ao comerciante. Mar Virado era matador, então um “coroné” do tipo prefeito o convidou para uma viagem ao “estrangeiro” (Portugal) e nunca mais voltou. A Ilha por muito tempo ficou abandonada até os moradores reaproveitarem as roças. Outro

- Uma perda irreparável em nossa história

parente, 1º “visavô”, morava na Bahia e veio para a Ilha dos Porcos (Anchieta) de canoa de voga trazendo muitos cocos, lá plantou os primeiros pés de cocos da Bahia que se tem notícia, criou ainda muitos porcos domesticados. Mas infelizmente foi tirado de lá pela Marinha. Conta ainda que viu um homem matar dois peixes com uma enxada na “préia” (praia). O homem era das bandas do Sertão da Maranduba (Quina, Ingá, Araribá) e que vinha pela picada com uma enxada na mão para trabalhar ali depois

onde hoje é o CCB, entrou pela praia e começou a caminhar. Ali no “pontá da Lagoinha”, o camarada viu uma caçoa tentando pegar uma tainha graúda. A tainha para fugir se bateu até o raso e encalhou e a caçoa foi atrás encalhando também. O homem mais do que rápido “socô” (bateu) a enxada na cabeça dos dois peixes. Depois dos peixes mortos o homem fez questão de repartir o “quinhão” (porção) com os compadres da região. “Não havia ridiqueza (miséria) entre as pessoas”, comenta. O peixe na região era tanto que quando a maré baixava ficava perigoso andar na praia. Muitos moradores espetavam o pé nos peixes. “Cada Bagre com espinho assim ó!”, se re-

ferindo ao tamanho do espinho no dorso do peixe. Com tanto peixe, as vezes havia crise de pesca. Ë que muitas ferramentas de pesca eram rudimentares, as pessoas não tinham dinheiro para comprar rede, linha, corda ou anzol para pesca. O camarão como era muito lev ava cardumes de peixes para fora. Muitas mulheres tinham fiandeiras para fazer linhas (fio) para pesca e para roupas, que não era tão resistente. Alternativa foi o uso de um mato, uma espécie de palmeira entoucerada com espinho que nasce no brejo chamado de Tocum ou Tacum, de onde eram confeccionadas linhas resistentes como o aço para a pesca. João foi o homem que trouxe de Santos uma novidade o nylon (linha), para a região. Com este novo material confeccionou a primeira rede tresmalho de que se sabe. Ele lembra ainda de outro episódio em que estava com o amigo Egeno (irmão de Manoel Inocêncio do Bonete) visitando o “espinhé” quando viram muito sangue na água em volta da canoa, ao puxar o espinhel tiraram uma Cambéva (cação) decepado na altura do umbigo. É que um turbarão havia mordido o cação no espinhel e o decepado. Cortaram a linha e “viraram um cisco” para terra. Na Enseada venderam o que sobrou do peixe ao Altino Maciel, a peça tinha 75 quilos. Outro episódio foi da visão do cardume de Anequins (tubarão azul), de todos os tamanhos, uns de até 200 quilos, que passaram por trás do Mar Virado, totalizando cerca de cinco mil peixes. Nesta mesma época houve uma desgraça no mar do Ubatumirim, é que havia uma procissão de canoas de um casamento, muitas canoas foram atacados por um cardume de Anequins, muitos morreram, só não se sabe se houve relação com o cardume visto no Mar Virado. Na ilha precisamente na

parte de cima da roça de melancia do Constantino foram testemunhas de outro cardume de tubarões, estes eram os “galhas pretas” que íam em sentido da Baía da Maranduba. De cima via-se o mar escuro e “grosso” de tanto tubarão. Era uma imagem assustadora, mas espetacular, comenta o filho Zacarias, que também foi testemunha ocular junto com o pai. A espécie era tão farta que na época era comum tirar do espinhel até 1.500 quilos de cação por vez. Havia muita pobreza, mas ninguém morria de fome, o ciclo natural era respeitado. Tinha a “épa” (época) da caça, da pesca, da roça, do artesanato, da coleta, tudo era respeitado. “Só nós não era respeitado as vezes”, desabafa. Em determinada época veio um senhor e comprou a Ilha do Mar Virado, era um “doutor delegado” Sr. Moraes Novaes. Zacarias ajudou a fazer muitas estradas, ajudou o poder público sem cobrar um centavo. Na época havia comentado sobre a maior tempestade ocorrida em Ubatuba, porém não deu tempo para escrever esta história. Reconhecido, homenageado e lembrado por quem viveu e o conheceu, Seu João nos deixou na madrugada do dia 22 de maio de 2012. Porém tanto ele, quanto nós, sabemos que nada nesta terra vive pra sempre. Caiu aqui na terra uns dos pilares mais antigos de nossa história regional, o esteio mais forte daquela família, fechou-se as paginas de um livro aberto, fechou-se os olhos de homem bom. A comunidade compartilha a dor e a tristeza desta grande perda. Mais uma vez agradeço a Deus pelo honra e pelo privilégio de tê-lo conhecido em vida, e que a mim contou 95 anos de história. Agora nos resta o alento de saber, quem sabe esteja com outros pescadores, buscando outros mares. Obrigado Seu João Zacarias por esta honra e a oportunidade de contar aos meus semelhantes que o conheci e ter, graças ao senhor, história pra contar. Que Deus o abençoe, sempre.


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Araçá do Araribá é utilizado em pesquisa de combate ao diabetes Durante o 10º. Congresso Paulista de Diabetes e Metabologia, realizado na cidade de Ribeirão Preto, o jovem pesquisador Camilo de Lellis apresentou os resultados de seu projeto de pós-doutoramento sobre a utilização de compostos de frutos brasileiros para a prevenção ou tratamento do diabetes. Este congresso é o mais importante do país para a discussão dos problemas e soluções relacionados com a doença diabetes. Em sua apresentação ele pode apontar alguns frutos que podem ajudar no combate ao crescente número de casos de diabetes, principalmente a do tipo 2, que está relacionada com o aumento de açúcar no sangue por conta do aumento do peso da população. Após sua apresentação, a plateia, composta pelos melhores médicos endocrinologistas e cientistas do país, aplaudiu seus resultados e fez diversas perguntas. Além de seus dados, sua aluna de Iniciação Científica Ingrid (aluna de biologia da Universidade Federal de São Paulo) apresentou os resultados obtidos a partir do extrato de Araçá, fruto este coletado no sítio Lama-mole do proprietário Vital Celestino do bairro do Araribá. Camilo comenta que os resultados ainda são preliminares e que devemos tomar cuidado para não iniciarmos o

consumo desses frutos antes de resultados mais conclusivos. Estes experimentos foram realizados em animais de laboratório e células em cultura e muito tempo levará para se iniciar os testes em humanos, mas os resultados são bastante promissores. No entanto Camilo salienta algumas considerações evidenciadas durante o congresso: “O grande problema da doença, discutida por entre os médicos do congresso, é o aumento de peso do paciente. Portanto, qualquer esforço que o paciente fizer para reduzir seu peso ajudará no combate à doença. Isso quando pensamos nos diabéticos do tipo 2. A única solução apresentada é o hábito de praticar atividade física. Não adianta tomar apenas remédio, é necessário se exercitar por no mínimo 5 vezes na semana com uma caminhada moderada de 40 minutos. A dieta deve ser regulada, e deve-se investir no consumo de frutas vermelhas, azeite extra virgem, peixe cozido e chá verde ou chá preto. Temos de pensar que o grande vilão da história é a glicose (açúcar) e precisamos lembrar que ela vem principalmente do pão, macarrão e arroz, por isso devemos reduzir o consumo desses alimentos, sobretudo durante o jantar.” Outro problema citado foi a falta de percepção do indivíduo com dia-

betes ou com a glicose elevada e com sobrepeso a respeito do perigo da doença. “As pessoas simplesmente não tem medo de morrer de diabetes ou obesidade porque são doenças silenciosas. Isso acontece por falta de educação pública para saúde. Por que todo mundo no Sertão tem medo de cobra? Porque nossos pais e a escola nos ensinam que o veneno delas pode matar. Assim ficamos com medo e alertas para evitar o perigo. Alguma vez seu pai te falou que diabetes mata? Acredito que não, por isso você não tem medo e por isso você não se protege, conta Camilo.

Aproveitamos o momento para comunicar que o pesquisador Camilo da Universidade de São Paulo ajudará na orientação do trabalho de conclusão de curso dos alunos William Roberto, do Sertão do Ingá, e Juliana Ramos, do Sertão da Quina. Este trabalho pretende explorar plantas medicinais da nossa região para o tratamento do diabetes, obesidade e inflamação. Assim, se você conhecer alguma plantinha ou fruto que as pessoas usam para baixar o açúcar do sangue e melhorar o diabetes ou para perder o peso, por favor, entre em contato com os pesquisadores.

Festa de N. Sra. de Fátima na Tabatinga A Comunidade Nossa Senhora de Fátima da Tabatinga celebrou com bastante entusiasmo e alegria sua padroeira. A festa social iniciou-se na quinta-feira com barracas e o tradicional bingo. As celebrações acontece-

ram também desde a quinta-feira com o tríduo em honra a Nossa Senhora de Fátima. No primeiro dia do tríduo o padre Carlos Alexandre, nosso pároco foi quem celebrou. O segundo dia contou com a celebração do padre Manoel e o terceiro dia houve a cele-

bração da Palavra. No dia da festa a Missa Festiva foi celebrada pelo pároco padre Carlos às 18h. A Imagem de Nossa Senhora saiu, mesmo em meio à chuva, em procissão com as pessoas da comunidade rumo à Capela onde, no en-

cerramento da Santa Missa, foi coroada pelas crianças da comunidade. Forte momento de fé e devoção à Mãe de Fátima no dia das mães. Ficam aqui os agradecimentos do pároco padre Carlos a todos que se empenharam para o êxito dessa linda festa.


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Cantinho da Poesia

Ônibus na valeta

Minha dúvida De que valho eu perdido em meus caminhos, Se mesmo estando em meu sonhado paraíso Ainda sinto a falta do calor de seus carinhos? De que vale estar em paz com a natureza, Se você não está comigo quando preciso? Meus horizontes não substituem a sua beleza. Sonho mesmo acordado com o seu semblante. Penso que talvez esteja perdendo o meu juízo! Mas, mesmo louco, quero ser seu eterno amante... Manoel Setembro de 2002

Devido a estar muito escorregadia, um ônibus escolar que faz o trecho do Sertão do Ingá perdeu o controle em uma curva e caiu na valeta, obrigando os alunos a seguirem à pé o resto do trajeto. Moradores indignados cobram solução.

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Coluna da

“Skate na Praça” reuniu pessoas de todas as idades no Itaguá O evento contou com diversas apresentações culturais e ações de cidadania, além da competição de skate

Adelina Campi

Aproveite cada momento Um amigo meu abriu a gaveta da cômoda de sua esposa e pegou um pequeno pacote embrulhado com papel de seda: “Isto - disse - não é um simples pacote.” Tirou o papel que o envolvia e observou a bonita seda e a caixa. “Ela comprou isto na primeira vez que fomos a Nova York, há uns 8 ou 9 anos. Nunca o usou. Estava guardando-o para uma ocasião especial. Bem, creio que esta é a ocasião.” Aproximou-se da cama e colocou a prenda junto com as outras roupas que ia levar para a funerária. Sua esposa tinha acabado de morrer. Virando-se para mim, disse: “Não guarde nada para uma ocasião especial. Cada dia que se vive é uma ocasião especial”. Ainda estou pensando nestas palavras... já mudaram minha vida. Agora estou lendo mais e limpando menos. Sento-me no terraço e admiro a vista sem preocupar-me com as pragas. Vivo mais tempo com minha família e menos tempo no trabalho. Compreendi que a vida deve ser uma fonte de experiências a desfrutar, não para sobreviver. Já não guardo nada. Uso meus copos de cristal todos os dias. Coloco uma roupa nova para ir ao supermercado, se me dá vontade. Já não guardo meu melhor perfume para ocasiões especiais, uso-o quando tenho

vontade. As frases “algum dia...” e “qualquer dia...” estão desaparecendo de meu vocabulário. Se vale a pena ver, escutar ou fazer, quero ver, escutar ou fazer agora. Não estou certo do que teria feito a esposa de meu amigo se soubesse que não estaria aqui para a próxima manhã que todos nós ignoramos. Creio que teria chamado seus familiares e amigos mais próximos. Talvez chamasse alguns amigos antigos para desculpar-se e fazer as pazes por possíveis desgostos do passado. Gosto de pensar que teria ido comer comida chinesa, sua favorita. São estas pequenas coisas deixadas por fazer que me fariam desgostoso se eu soubesse que minhas horas estão limitadas. Desgostoso, porque deixaria de ver amigos com quem iria encontrar, cartas que pensava escrever “qualquer dia destes”. Desgostoso e triste, porque não disse a meus irmãos e meus filhos, com suficiente freqüência, que os amo. Agora, trato de não atrasar, adiar ou guardar nada que traria risos e alegria para nossas vidas. E, a cada manhã, digo a mim mesmo que este será um dia especial. Cada dia, cada hora, cada minuto, é especial.

O evento “Skate na Praça”, realizado no último sábado, 19, na Praça Olavo Bilac, no Itaguá, foi um sucesso de público, reunindo pessoas das mais diversas idades para uma tarde de lazer, com esportes, música, cultura e cidadania. Realizado pela Yesk8 Produções e AM Produções, com apoio da Prefeitura de Ubatuba e Fundart, o evento teve como principal objetivo incentivar a união dos moradores do bairro, a cultura local, o cooperativismo e a prática de esportes, principalmente do skate. Exposições de carros antigos (Museu do Automóvel) e tendas culturais. O evento contou com as seguintes apresentações: Cia de Teatro e Circo Aries Marioto, Escoteiros de Yperoig, Guarda Mirim de Ubatuba, oficina de Jiu Jitsu “Ratos de Tatâme”, PKDV Le Parkour, grupo de break Insanos Crew, DJ White, grafite com Léo Reis, Sla-

ckline (Bola de Neve Church), automodelismo, fingerboards, Associação Long Teh, Banda Complexo B e pocket shows dos MCs de rap Tubaína, Dalsin e Distúrbio Verbal. Ainda houve prestações de serviços com o Banco do Povo, Projeto Blablablá Posthivo com orientações sobre AIDS e DSTs, NASF, Mata Sede da Sabesp, lan house itinerante da Spot Cyber Café, educação no trânsito com a cidade mirim, palestra sobre salvamento de crianças com Sidney Tavares, da Cruz Vermelha/Força Tarefa de Santos, entre outros. Competição de skate Durante a competição, que foi disputada pelas categorias Iniciante, Open e Feminino, participaram skatistas de Ubatuba, Caraguatatuba, Guaratinguetá e São Sebastião, dando seu melhor na modalidade “mata-mata”. Na categoria Iniciante, destaque para os atletas locais,

tendo como campeão Bruno, mais conhecido “Bochecha”. Na categoria Feminino, foi disputada uma “jam session”, na qual todas meninas fizeram uma apresentação de dez minutos, elegendo juntas as primeiras colocadas, tendo a atleta Jéssica faturado com larga vantagem. Já na categoria mais esperada, a Open, skatistas de várias cidades e estilos realizaram confrontos de alto nível técnico, com destaque para o ubatubense Jeferson “Gambá”, que mesmo deixando escapar o título para Alan de Caraguá, foi o nome do dia. A organização do “Skate na Praça” agradece o apoio do prefeito Eduardo Cesar e de toda a equipe da Prefeitura de Ubatuba, além dos diversos comércios que colaboraram com mais este evento. (Fonte: Assessoria de Comunicação – PMU)



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