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25 Outubro 2010

Jornal MARANDUBA News

Regional sul a realiza limpeza de valas

Conversas do povo caiçara 2

No último dia 15 funcionários da regional sul realizaram a limpeza das valas da Rua 28 no Balneário Santa Cruz para o escoamento das águas. O local é estratégico já que quando chove muito e a vala não desobstruída todo o local fica alagado. Foi realizada ainda a limpeza do mato e retirada do lixo e do entulho que é colocado no local. A retirada foi de quatro caminhões de entulho que agrava a situação do escoamento das águas. A população pode colaborar colocando o material a ser descartado em local adequado ou próprio, nunca colocando as margens das estradas ou rios.

AMILTON SOUZA 1-“Ê Marcelo, parece até um louva-a-deus...” Alexandre do Zeca da Celeste disse ao seu irmão em 2003 (detalhe: irmão gêmeo) 2- “E tem hora pra beber agora?” Arlete do Amilton Souza interrompendo Nilo Mariano em 2010 que dizia que havia parado numa Padaria às 05h52min da manhã e o balconista não quis servir cerveja... 3- “Berôinca, tende arco?” Tradução: “Senhora Verônica, será que vossa senhoria poderia me emprestar, por alguns instantes, o recipiente de álcool, se não for muito incômodo?” Uma Tia muito querida minha disse pra sua comadre num Domingo às 07h15min da manhã em 2009... 4- “Onde bóis ide?” Tradução: “Por obséquio: a sua pessoa pode informar à minha pessoa que rumo pretende tomar?” Essa mesma Tia no ano de 2007 argumentou a um meliante que adentrou sua residência sem ser convidado... 5- “Ôôô... mão de cesso...” Vó Zica do Mané Gaspá disse em 1996 pela primeira vez, depois de dar vários botes para pegar uma caneca e mesmo assim ela caiu no chão... 6- “Ela tava pronta pra tirar a minha vida...” Arlete do Amilton Souza em 2005 quando abriu a porta e deparou-se com um anfíbio anuro de cor verde que sobe pelas paredes... 7- “Essa titica não vai servir...” Amilton Souza em 1985 disse quando recebeu uma camise-

Há meio século se comemorava 50 anos de matrimônio EZEQUIEL DOS SANTOS Em 1960, na Rua Manoel Gaspar dos Santos, que antes era mais estreita, de terra batida, de muitas flores, onde hoje é a casa do Pedro “Baitaca” em meio aos pés de bananas e as criações domésticas, uma família se preparava para uma grande festa. O quintal foi varrido com vassoura de mato com cabo de bambu “de vez”. A mesa era aquela rústica que coberta por um pano branco novo ficava outra mesa. Na realidade era a festividade de bodas de ouro do casal Benedito Gaspar dos Santos e Maria Serva Cabral. Os dois nasceram no bairro do Ingá. Ele na realidade era funcionário do sitio da futura esposa. O sitio era de Pedro Pimenta e Ana Sodré que acabaram virando sogro e sogra. Como não havia opção de serviço ele topou a parada. Lá tinha de cuidar do gado, do café, da cana, da criação, do engenho, do mandiocal, da lenha, de tudo. Era comum as pessoas ganharem apelidos ou os nomes encurtarem conforme o grau de dificuldade de fala ou até mesmo para soarem mais confortavelmente aos ouvidos daquela simples gente. Mais tarde todos os chamariam de comadre Teté e Dito Gaspar ou Bito Gaspar. Naquele tempo o padre vinha uma vez ao ano e fazia um mutirão: casamento, crisma,

batizado, missas. Tudo de uma única vez. Então algumas pessoas realizavam por conta própria outras atividades de festas ou religiosas que não precisaria a presença de um padre por pernas próprias. A filha Maria lembra que foi uma “comidoria” só para o almoço. Muita criação na panela, arroz, feijão, salada do quintal, doces e bebidas. Na realidade os aniversariantes não sabiam da festa, alguns familiares ficaram com medo que desse um treco no Dito Gaspar. Mas tudo aconteceu conforme o combinado. Todos os filhos estavam lá: João Cabral, Pedro Celestino, Maria, Ana, Francisco, Manoel, Gertrudes, Aurora e Catarina Gaspar. O casal emocionou-se com a surpresa principalmente ao ver os filhos e os parentes ao redor. O ca-

sal ganhou o maior presente, daqueles que não tem dinheiro que pague, o carinho recebido. Dito Gaspar era um senhor de baixa estatura, igual a muito outros, que chagava a ser meio corcunda de tanto carregar peso. Era conhecido ainda por dar bons conselhos, um sábio. Na época não existia bíblia, tinha a tal de escritura sagrada. Uma dessas foi guardada por Teté, que tinha pouca leitura mais anotava do seu jeito a data do nascimento das crianças do lado de dentro da capa. Pena que este material se perdeu. Pouco se sabe do desfecho desta festa, mas sabe-se que foi boa, senão ninguém relataria com tanta saudade e emoção do acontecido. Parabéns ao casal que se vivos estivessem fariam hoje um século de matrimônio.

ta de presente em seu aniversário, porém, como qualquer criança, esperava receber um brinquedo... OBS: As frases n°8,9 e 10 contam uma mesma história: 8- Dee-o-sinal verde em inglês (ainda um adolescente na época), disse pra turma em 1998: “Fiquei com uma menina em que o nome dela termina com a letra “O” 9-A turma (que não valia um real) depois de muito pensar, retrucou: “então você ficou com um homem”... 10- Mas Dee-o-sinal verde em inglês deu a cartada final: “Era menina sim... e o nome dela termina com “O”, sim... é Raqué-O... viu?” Fim da pequena história... 11- “... do Pica-Pau eu não gosto porque ele fica dando bicadinhas nos outros...” Uma nobre Senhora proprietária de uma famosa marca de Balas disse em 2003... 12- “Antes era por amor, hoje em dia é só séco,séco,séco!” Tradução: “Nos tempos idos, as pessoas se relacionavam por amor, nesta idade contemporânea, privilegia-se o ato sexual libidinoso...” Um dos Bitus de nossa comunidade revelando sua fúria com os costumes de hoje em dia... Alguns nomes dos personagens que aqui aparecem são fictícios, entretanto, todas as histórias são verdadeiras... Amilton Souza é músico profissional e já tocou no Bar do Tiltcham Féle com Samuca comendo Hap-Top sabor bacon.

Jornal Maranduba News #17  

Noticias da Regiao sul de Ubatuba

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