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Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2008

Experimentos

divertidos E S P E C I A L

EVOLUÇÃO & DIVERSIDADE

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CHC E • X • P • E • R • I • M • E • N • T • O

Um fóssil... Na sua casa? Q

ue tal fabricar um fóssil de mentirinha para surpreender os seus amigos? Ao contrário dos verdadeiros, ele não será um vestígio de animal ou planta que viveu na Terra no passado. Mas, da mesma forma que os fósseis de verdade, ele levará seus amigos a uma descoberta!

Material necessário:  jornal, um pouco de cimento, água, uma luva e copos descartáveis, um jardim ou várias plantas em vasos, uma tesoura ou uma faca (sem ponta!).

Fósseis: o que são? Fósseis são vegetais e animais que foram soterrados por sedimentos – areias ou lamas, por exemplo – de um rio, mar, lago ou deserto. Essas areias e lamas endureceram e se transformaram em rochas, permitindo que vestígios desses seres vivos – como ossos, dentes, folhas ou troncos – ficassem preservados por milhões de anos. Encontrar um fóssil, porém, não é brincadeira, já que a formação dele – ou seja, a preservação de seres vivos ou parte deles – é algo difícil de ocorrer.

Modo de fazer: para proteger as mãos. 3. Encha um copo descartável com cimento até a metade. Acrescente água até formar uma massa molhada. 4. Espere alguns minutos e ponha a folha sobre a massa. Acrescente um pouquinho de cimento misturado com água, cobrindo levemente – e somente – a folha. Deixe secar por sete dias. 5. Retire o fóssil do copo plástico. Quebre, com a tesoura ou a faca sem ponta, a camada de cimento que recobre a folha. Depois, retire a folha que estava ali. 6. Está vendo a marca deixada pela folha no cimento? Ela será considerada seu fóssil de brincadeira! Quando seus amigos chegarem, desafie-os a observar o jardim (ou os diferentes vasos) para descobrir que planta deu origem ao molde.

Pistas que levam a descobertas Em conjunto com a observação de seres vivos, o estudo de fósseis ajudou o cientista Charles Darwin a formular, no século 19, a teoria de que animais e plantas mudam ao longo do tempo, dando origem a novas espécies. Afinal, embora não seja possível ver as grandes mudanças da evolução acontecendo, pois elas ocorrem lentamente, é possível encontrar pistas de como ela se dá. Uma dessas pistas são os fósseis.

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Fotos Mara Figueira

1. Pegue uma folha de uma planta do jardim ou dos vasos. 2. Forre o chão (ou uma mesa) com jornal e calce as luvas


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Ilustração Jaca

Seleção natural com tampinhas?

que você acha de ser Charles Darwin por um dia e, como o naturalista inglês, testar algumas conclusões da Seleção Natural? Reúna os amigos e prepare-se para aprender como funciona a adaptação de alguns seres, como os grilos, ao ambiente. Antes, porém, tome nota do que vocês vão precisar:

O

 50 tampinhas de garrafas pet; tinta guache nas cores amarela, verde, vermelha, azul e branca; pincéis; um apito; um cronômetro ou relógio de pulso.

Agora, todos ao trabalho! Pintem cada 10 tampinhas de uma cor diferente. Depois, escolham um local gramado para a realização dessa atividadejogo. Em seguida, dividam-se em três equipes e batizem-nas com nomes de pássaros (ex.: araponga, bem-te-vi, canário...) – lembrem-se de que cada equipe deve ter dois ou mais integrantes. Feito isso, cada um dos três grupos terá de indicar o seu representante e os três representantes terão de escolher uma das seguintes tarefas: lançador, recolhedor de resultados e árbitro. Os demais participantes serão somente pássaros. Muito bem! Quem for o árbitro deve iniciar o jogo dando um sinal com o apito. Ao escutá-lo, o lançador deve espalhar as tampinhas pelo gramado. Um segundo sinal será a senha para que os pássaros entrem em cena e recolham o maior número de tampinhas que puderem em apenas trinta segundos. Terminado o tempo cronometrado pelo árbitro, o responsável pelos resultados deve fazer as seguintes anotações: número de tampinhas que foram recolhidas por cada grupo, organizadas por suas cores. Ganha quem conseguir recolher mais tampinhas verdes. E por quê? Porque elas serão as mais difíceis de serem localizadas e, por isso, deverão ser recolhidas em menor número. E o que isso tem a ver com a seleção natural? Se imaginarmos que as tampinhas verdes fossem, por exemplo, grilos – animais de cor verde – e que seus predadores fossem os pássaros, concluiríamos que, como as tampinhas no gramado, esses insetos têm mais chances de passarem despercebidos em certos ambientes. Isto é: por suas características físicas, eles são favorecidos na seleção natural dos seres. Podem viver ali em maior número, com mais chances de sobrevivência e reprodução, em relação a outros insetos que se destacam na região.

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Matemática do parentesco e você prestar atenção, verá que alguns animais aparentemente muito diferentes entre si possuem várias características em comum. É o caso do cão e do gato, por exemplo: ambos têm pêlos, quatro patas, rabo... Semelhanças como essas sempre chamaram a atenção dos estudiosos da natureza, que tentaram explicar como isso era possível. O naturalista inglês Charles Darwin dedicou-se a decifrar esse enigma e, com base em seus estudos, afirmou que tais semelhanças deviam-se ao fato de todos os organismos serem parentes, uma vez que todos os organismos têm um ancestral em comum, que viveu há milhões e milhões de anos. Ele deixou claro, porém, que existem diferentes graus de parentesco. Quanto maior for o grau de parentesco, maior a semelhança física entre os seres vivos e, quanto menor o grau de parentesco, menor também será a semelhança. Quer aprender a verificar na prática os parentescos entre os animais? Então, siga os passos:

S

1. Escolha quatro bichos de sua preferência. Por exemplo: gato, cachorro, jacaré e peixe. 2. Liste uma série de características e construa uma tabela com elas, como mostra a figura. 3. A seguir, diga se o animal possui ou não cada uma das características listadas, escrevendo “sim” ou “não”. 4. Agora, use um pouco de matemática. Forme pares de espécies – por exemplo, gato e cachorro – e conte quantas vezes eles compartilham uma mesma característica. No nosso exemplo, repare que o gato e o cachorro têm sete características em comum.

PEIXE

JACARÉ

GATO

CACHORRO

○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○

Coluna vertebral

sim

sim

sim

sim

não

não

sim

sim

Tem dentes com formas e funções diferentes

não

não

sim

sim

Pêlos

não

não

sim

sim

Glândulas mamárias

não

não

sim

sim

Quatro membros

não

sim

sim

sim

Fecundação interna

não

sim

sim

sim

Mantém a temperatura do corpo estável, mesmo quando a temperatura do ambiente varia

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Ilustração Mariana Massarani

5. Quanto maior o número de características compartilhadas, maior a semelhança entre o par. No nosso exemplo, repare que a semelhança entre gatos e cachorros, levando em conta as características listadas na tabela, é duas vezes e meia maior do que a que existe entre gatos e jacarés. 6. Agora é sua vez, compare a semelhança entre gatos e jacarés com a semelhança entre cachorros e jacarés, a partir da tabela mostrada como exemplo. Quais os pares mais semelhantes? Compare, também, os pares cachorro e jacaré e cachorro e peixe. Que resultados você encontrou? Depois, monte uma outra tabela, totalmente feita por você, e continue a investigar o parentesco entre a bicharada!

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GATO

+

GATO

+

JACARÉ

= 3

GATO

+

PEIXE

= 1

CACHORRO

+

JACARÉ

= 3

CACHORRO

+

PEIXE

= 1

JACARÉ

+

PEIXE

= 1

5

CACHORRO = 7

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Coleção de insetos á pensou em quantas espécies de insetos existem? Seriam centenas? Milhares? Milhões? Partindo dessa dúvida, que tal organizar, junto à escola, uma expedição ao Jardim Botânico ou ao Horto da sua cidade? Você não conseguirá descobrir quantas espécies de insetos há na natureza, mas, como Charles Darwin, você e seus amigos poderão capturar alguns para observar e, quem sabe, iniciar uma coleção. Darwin adorava besouros. E você? Antes de sair em campo e descobrir o seu inseto favorito, a turma envolvida na atividade vai precisar de:

J

 redes (à venda em lojas de artigos para animais); uma caixa de madeira quadrada (40cm x 40cm) com tampa; uma folha de isopor; alfinetes; etiquetas adesivas; potes de vidro (de maionese, por exemplo); álcool; luvas descartáveis e pinças.

Ilustração Jaca

Tudo pronto? Agora, saiam em campo com suas redes, observem bem os mais diferentes insetos que encontrarem e tentem capturar aquele que mais lhe chamar a atenção. Depois de capturados, cada um deles – com a ajuda do seu professor – deve ser colocado em vidros com álcool. De volta à escola, um ou dois voluntários devem forrar o fundo da caixa com o isopor. Em seguida, todos calçam as luvas para retirar, com o auxílio da pinça, o seu inseto de dentro do álcool. Cuidadosamente, espete-o pelo meio do corpo, por suas patas ou asas. À frente de cada um deles, coloque uma etiqueta adesiva. Pesquisando em livros ou pela internet, vocês terão de classificá-los e escrever na etiqueta o nome comum e o científico, o local onde foi coletado, o nome de quem o coletou e a data. Está pronta a coleção de insetos da sua turma! O trabalho final é conseguir mais informações sobre os hábitos de cada espécie e curiosidades para que a coleção seja apresentada e exposta para as demais turmas da escola.

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Moscas em garrafa provável que você já a tenha visto sobrevoando bananas na fruteira. Afinal, a drosófila, popularmente conhecida como mosca-da-banana, adora essa fruta! Mas essa mosca não dá expediente apenas na cozinha. Grande parte dos avanços feitos em genética devem-se às pesquisas com esse tipo de mosca, um dos animais mais estudados nessa área da ciência. Então, que tal criar drosófilas em garrafas para pesquisá-las também? Neste experimento, você vai precisar de:  uma garrafa transparente de plástico pequena;  uma banana;  fermento biológico para pão (à venda em padarias e supermercados);  gelatina transparente em folhas;  algodão;  gaze;  lupa;  água.

Primeiro passo: o meio de cultura Nesta etapa, é necessário um ajudante adulto. Peça a ele para dissolver duas folhas de gelatina em um pouco de água usando fogo baixo. Enquanto isso, amasse um pouco de banana com garfo. Depois, diga ao seu ajudante para acrescentar a banana amassada à gelatina e cozinhar por alguns minutos. Tire do fogo e coloque a mistura dentro da garrafa. Espere esfriar. Em pouco tempo, a mistura irá apresentar consistência macia, mas, ao mesmo tempo, compacta. Então, dissolva um pouco de fermento biológico para pão em água e coloque entre três e cinco gotas sobre a mistura quando ela esfriar.

Segundo passo: a captura das moscas Para coletar as moscas, deixe um pedaço de banana envelhecendo na cozinha. Depois de um tempo, aparecerão drosófilas. Coloque, então, esse pedaço de banana dentro da garrafa.

Terceiro passo: a rolha Para vedar a garrafa, faça uma rolha que permita a passagem de ar: pegue o algodão, faça uma bola com ele e enrole com gaze. Feche a garrafa com essa rolha. Pronto! Agora, você já pode observar por mais ou menos 15 dias as suas drosófilas! Com uma lupa, espie diariamente e com atenção as suas mosquinhas. Você irá acompanhar o surgimento de larvas, seu crescimento e ainda ver quantas patas elas têm, como são os seus olhos, as suas asas. Quem sabe até fazer alguma descoberta?

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Ilustrações Cláudio Roberto

É


A Ciência Hoje das Crianças e o Ministério da Ciência e Tecnologia convidam você a participar do CONCURSO

A evolução em

quadrinhos!

E

m 2008, comemoramos os 150 anos da Teoria da Evolução, cujo principal autor foi o naturalista inglês Charles Darwin. Pois nós convidamos você, leitor, a pesquisar um pouquinho sobre o tema (uma dica é ler a CHC 194 – Especial Darwin) e preparar uma história em quadrinhos que trate da Teoria da Evolução. Uma comissão formada por ilustradores da revista, cientistas e integrantes do Ministério da Ciência e Tecnologia vai eleger o trabalho mais interessante. O vencedor será premiado com uma viagem com acompanhante para o Rio de Janeiro ou São Paulo e visitará diferentes centros de pesquisa. Além disso, receberá uma assinatura da CHC. Use a sua criatividade para elaborar uma história com cinco a seis quadrinhos em uma folha A4. Capriche no colorido e envie seu trabalho com nome, idade, endereço e telefone de contato para: Redação CHC: Av. Venceslau Brás, 71/casa 27, CEP 22290-140, Rio de Janeiro – RJ. (Destaque no envelope o nome do concurso.) Só serão julgadas as histórias em quadrinhos que estiverem dentro das indicações e forem postadas até o dia 31 de dezembro de 2008. O nome do vencedor será publicado na CHC 198 (jan/fev 2009). Boa sorte! Ministério da Ciência e Tecnologia

O vencedor deverá optar por uma viagem para o Rio de Janeiro ou para São Paulo. No Rio de Janeiro, serão visitados o Museu de Astronomia e Ciências Afins, o Museu de Ciências da Terra, o Museu da Vida, o Observatório Nacional e o Planetário. Em São Paulo, o roteiro incluirá a Estação Ciência, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (São José dos Campos) e o Planetário. A viagem aérea em classe econômica, o pernoite em hotel de classe turística e os traslados pela cidade serão de responsabilidade do Ministério da Ciência e Tecnologia, em data a ser definida por este. O acompanhante do vencedor deverá ser maior de 21 anos e estar devidamente autorizado como seu responsável.

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Experimentos Divertidos 2008