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Ferramentas educativas: para quê? [link] Por Inês Bettencourt da Câmara [link] Fundamentalmente, em cada edição, temos tentado lançar uma provocação com maior ou menor sucesso no retorno. Em Abril, quisemos discutir a principal área de intervenção da Mapa das Ideias na última década: as ferramentas educativas. Análise e criatividade A palavra “ferramenta” tem uma conotação interessante graças ao facto de implicar prática. Mesmo que seja num universo eminentemente teórico, o objectivo de qualquer ferramenta educativa é criar uma ligação entre quem usufrui e o plano de conhecimento com o qual toma contacto. Outra dimensão trata a autonomia do utilizador. Uma boa ferramenta dá poder a quem brinca ou utiliza ou explora.

Nesta edição: > Ferramentas educativas > Conferências TED e mais > Conferências: GAM e ICOM-PT > Mediadores Culturais - 2.ª Edição 2010 > Ponto de (Re)encontro

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Permite enquadrar essa experiência específica no seu próprio plano de referências e conhecimentos prévios, muitas vezes acompanhando os seus ritmos de aprendizagem e de fruição. O processo de empowerment descrito acima pode ter consequências muito importantes para a instituição que recebe o visitante/ fruidor. Permite uma apropriação do espaço e da colecção, para além das muitas discutidas barreiras invisíveis, oferecendo uma grelha de interpretação e, mais importante, de acção. Esta articulação só é possível graças a uma análise sociológica que antes de despoletar o processo criativo, identifica o problema, segmenta os públicos. Em última instância, permite delinear uma estratégia entre a visão e a missão da instituição cultural e as expectativas dos públicos. Sendo um momento prévio ao acto criativo, o olhar sociológico traz valor acrescentado ao mesmo, permitindo uma identificação quase inequívoca do seu público – expectativas, estratégias de comunicação e aprendizagem; e, em simultâneo, estabelecendo guias de avaliação. Reparem na principal dimensão de público aqui referida: não se reflecte sobre necessidades, mas sim sobre expectativas. Por vezes, sente-se que o diagnóstico de necessidades implica uma certa arrogância por parte de quem planeia, principalmente quando tratamos públicos que não têm necessidades especiais, objectivamente identificadas. Expectativas tem uma dimensão relacional interessante,

englobando o próprio posicionamento da instituição cultural (ou seja, a sua marca), assim como os objectivos dos seus consumidores. Para o mediador Tendo focado o utilizador directo numa primeira instância, o papel do mediador é incontornável. As ferramentas educativas, quando usadas por um mediador, devem engrandecer a sua acção. Podem ter o poder do “tchamtcham” e permitir, em simultâneo, o trabalho de equipa. Ao comportar, muitas vezes, diferentes níveis de inovação e de experimentalismo, dão tangibilidade a conceitos complexos. Com uma ferramenta específica, uma grelha de avaliação também é introduzida, permitindo um acompanhamento real do sucesso da actividade. Num jogo, poderá depender da forma como se completa o mesmo, num manual pedagógico, a forma como os conteúdos têm expressão na sala de aula. Num projecto educativo, as ferramentas devem ocupar um lugar específico, sendo dotadas de objectivos e recursos próprios, dentro da lógica defendida por Falk e Dierking. Podem funcionar em complementaridade com a programação do serviço educativo. Mas também podem ser extensões da instituição cultural fora de portas, com expressão própria, em que os processos de aprendizagem se apoiam numa lógica construtivista.

Dentro da caixa, um mundo

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As maletas pedagógicas são uma ferramenta de comunicação e de educação mu ito importante para o Museu. Representaram durante década s a única forma do Museu sair verdadeiramente do seu edifíci o, transportando artefactos e réplicas do acervo que permit iam a discussão dos temas e dos valores envolvidos na sua colecção. O princípio de comunicação é bastante simples: através de objectos tangíveis podem discutir-se conceitos e temas, oferecendo âncoras de aprendizag em. Estas permitem aumentar a notoriedade e criar relações afe ctivas, graças ao manuseamento destas peças e ao envolvimento em actividades. A Mapa das Ideias tem desenv olvido vários projectos neste âmbito, estudando as potenc ialidades do conceito com resultados muito interessantes, como são os casos da Maleta Pedagógica do Museu Anjos Tei xeira e a Maleta da História. Aqui pode ver uma apresenta ção sobre as maletas.

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Dando corpo a ideias [link] As caixas de ideias são um conceito original e exclusivo de mediação cultural. O seu objectivo é oferecer um conjunto de objectos e materiais de apoio que permitam o desenvolvimento de actividades em contexto de educação formal, não-formal e informal. Trata-se de uma caixa alusiva portátil e fácil de manusear. Mais do que explorar um núcleo museológico, os temas são eixos condutores. Podemos ter uma caixa sobre as obras no Metro (e falar da cidade, de arte, transportes colectivos, engenharia, etc.), como uma caixa dedicada à Liberdade. Inclui um guião detalhado de actividades que, no contexto de educação formal, faz correspondências entre os temas tratados e o currículo escolar. De custo reduzido e altamente flexíveis, estas caixas permitem a exploração de conceitos, acontecimentos e temas específicos.

ecimento [link] Jogando com conh

item recriar io em Oeiras perm ér ist M o o m co go Os jogos forma lúdica. O Jo extos históricos de . ão aç str ilu determinados cont de da la escala e a qualida pe a br m slu ta de en ia m ór rra da Gl a-se uma fe s casos, o jogo torn Em qualquer um do para quem o es potencialidades m or en m co ão minada de mediaç ção de uma deter ica pl re a o nd iti coordena, perm e de adaptar regras ção, com a hipótes ica un m co de ia tég estra os etários. aos diferentes grup

Manuais pedagógi cos como ferramen tas entre a Escola e o Museu [li nk]

O Manual Peda gógico pretende funcionar como instrumento de tra um balho para o do cente ou educad oferecendo um leq or, ue de materiais di stintos – que serã seleccionados em o função dos objectiv os, sensibilidades faixas etárias – e co e ntribuir para um pl aneamento eficaz visita ao Museu, ao da abordar a sua tem ática na sala de au antes desta se efec la, tuar. De forma a cum prir este objectiv o, o manual reún inúmeras sugestões e de actividades, qu e permitem explor intensivamente a co ar lecção e o espaço, durante a visita. No regresso à esco la, o processo de ap rendizagem ganha novo fôlego, com um a proposta de ficha s de trabalho e ou actividades, que po tra s dem aprofundar a temática do espaço visitado ou explorar assuntos paralelos e complementares.

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Por Ana Fernambuco [link] Quando me pediram para fazer um top de sites preferidos, fiquei sem reacção. “Como? Sites preferidos? Eu não tenho sites preferidos!” A forma como uso a internet é mais funcional e com objectivos concretos de pesquisa. Precisamente por causa disso, lembrei-me de um outro ponto de vista. Porque não falar em projectos?

TED.com [link] O site do TED tem sido uma verdadeira inspiração desde sempre. O conceito em si e a forma como foi sendo construído e desenhado é um processo brilhante. Também nós acreditamos no poder das ideias e na forma como as mesmas podem mudar conceitos, modos de saber fazer, atitudes e políticas. Confesso aqui entre vós, que há uns anos atrás, quando conhecemos esta organização desejamos um dia poder ser como eles.. hoje em dia já fico muito orgulhosa por poder participar nesta rede de ideias que vale a pena divulgar. Ninguém fica indiferente a esta forma de aprender.

Online escolhas de Ana [link] Papéis por todo o lado [link] Este projecto é de uma querida amiga nossa, uma artista plástica muito talentosa que tem trabalhado em alguns projectos da Mapa. É um excelente exemplo de content marketing, demonstrando o poder da rede – tecnológica e social. Através do seu blog, a Ana Ventura construiu uma marca artística em torno da sua personalidade, trabalho e quotidiano. Com muitos seguidores e uma interessante teia de contactos entre amigos e família, é certamente um site que vale a pena pesquisar.

Musing on Culture [link] A Maria Vlachou faz parte da nossa comunidade com muito orgulho nosso. Exigente e hiperactiva, criou um blogue bilingue com o objectivo de discutir as políticas dos Museus muito a sério. Actualmente directora de comunicação do Teatro São Luiz, Maria concentrou-se na nova estratégia para os museus, estimulando a discussão sobre este tema que pode ser politicamente incorrecto (e ainda bem).

Encontro do ICOM - Portugal [link] Por Inês Bettencourt da Câmara [link] Dedicámos o dia ao Encontro promovido pelo ICOM-PT, aproveitando a oportunidade para fazer uma pausa no ritmo, por vezes demasiado intenso, dos projectos. O sentimento é ambivalente ao fim do dia.

Aumentaram-se os pontos de contacto entre vizinhos? As pessoas mudaram a percepção acerca dos mesmos? Reforçou-se uma rede de entre-ajuda? As pessoas visitam regularmente o Museu? etc, etc.

Por um lado, encontramos o Mestre Hugues de Varines com uma ideia de museu alicerçada no tecido social e comunitário, uma estrutura plástica, quase como se fosse uma bolha que preserve a memória e a identidade. Os projectos relatados fazem com que uma pessoa tenha vontade de reler o livro “Museums and Communities” de Karp e Lavine, porque revisita a sua missão e a sua própria figura institucional.

O que não se percebe é porque se discutem os mesmos casos de sucesso, falam-se nas mesmas lacunas que, por exemplo, o Encontro da Rede Portuguesa de Museus de 2002, e não se inclui nos orçamentos dos projectos uma componente de acompanhamento e avaliação de projecto? O próprio Hugues de Varines referiu a inovação dos museus portugueses que não é divulgada, também por este factor.

Por outro lado, vemos repetidos casos e outros projectos que são apresentados como um sucesso, carecem de um esquema de avaliação concreto e objectivo. Se um museu pretende assumir-se como uma instituição integral, ao serviço da comunidade, tem que apresentar factores objectivos de análise dos projectos. Se envolve a comunidade, o que isto quer dizer ao nível do impacto na vida das pessoas?

De facto, no nosso ponto de vista: missão pública, dinheiro público implicam uma avaliação dos impactos. A definição dos objectivos deve ser feita na própria elaboração no projecto, submetendo o trabalho ao confronto com estes. Não se trata de uma abordagem destrutiva, mas sim uma metodologia construtiva, de criação e partilha de conhecimento. Mapa das Ideias . Abril de 2010 . 04


5.º Seminário do GAM: O Público Senior no Museu [link] Por Ana Fernambuco [link] A questão do envelhecimento demográfico quer na Europa quer em Portugal coloca-se cada vez mais premente não só ao Estado, enquanto estrutura responsável pela protecção social dos cidadãos mas de forma global à sociedade civil, pelas consequências que esta revolução demográfica acarreta na manutenção e futuro das sociedades. Em Portugal, segundo as mesmas tendências que ao nível europeu e os dados do INE relativos ao último recenseamento da População (2000), referem que o crescimento da população idosa é quatro vezes superior ao da população jovem. “Entre 1960 e 2001 o fenómeno do envelhecimento demográfico (aumento da proporção das pessoas idosas na população total. Esse aumento consegue-se em detrimento da população jovem, e/ou em detrimento da população em idade activa) traduziu-se por um decréscimo de cerca de 36% na população jovem e um incremento de 140% da população idosa. Em valores absolutos, a população idosa aumentou quase um milhão de indivíduos.” Foi precisamente a reflexão sobre estas questões da representação social da velhice e das propostas para a sua inclusão, que abriu a manhã do 5º Seminário anual do GAM, dia 22 de Março. Manuel Villaverde Cabral, coordenador do Instituto do

Envelhecimento fez uma apresentação referindo, entre outros, a importância da mudança no estereótipo do idoso e salientando o peso diferenciado que os quatro capitais têm na vida dos seniores em Portugal: o capital humano (inclui educação e saúde), económico, cultural e social (redes sociais e familiares). Mencionou a modernização como um dos factores que trouxe novas formas de olhar os idosos, externalizando ainda mais o peso das diferenças: tudo aquilo que é velho, está ultrapassado, tudo aquilo que é velho, não presta, todo aquele que é velho, está desactualizado, todo aquele que é velho, não domina as técnicas necessárias para sobreviver na sociedade actual. Por outro lado, referiu ainda que o aumento do peso dos maiores de 65 anos em relação à diminuição do número de jovens, terá certamente não só consequências do ponto de vista político, económico e social, mas ainda, ao nível da potencial perca da criatividade, da capacidade de reacção e de inovação das sociedades. Considera que a única forma de combater o envelhecimento demográfico é através do aumento da taxa de fertilidade e da taxa de natalidade, com políticas materno-infantis sérias e consequentes. A emigração tem contribuído para equilibrar a pirâmide etária, mas a velocidade de crescimento da população idosa é muito superior à da população jovem. Mapa das Ideias . Abril de 2010 . 05


É neste contexto que surge o conceito de “envelhecimento activo”, uma vez que cada vez mais as práticas de promoção da saúde e da qualidade de vida, passam a estar incluídas nos mapas mentais de cada um de nós. É de salientar o evidente impacto que hoje podemos observar quanto às preocupações com a ginástica de manutenção, o andar a pé, os cuidados alimentares, de forma transversal a todos os grupos etários, mas claramente com uma preocupação de garantir a longevidade com saúde. Refere ainda o orador, que não sejamos ingénuos quanto a este tema.. é claro que se cada um tomar conta de si, o sistema de saúde e a própria segurança social vão diminuindo a sua responsabilidade para com cada cidadão, aumentando, teoricamente a sustentabilidade do próprio sistema. O papel dos museus encontra-se precisamente, segundo o autor, no modo como podem vir a valorizar as mudanças na representação social do conceito de velhice, para os próprios e em sequência para os outros, reforçando as redes sociais, por via do aumento do capital social dos seniores. Já anteriormente tinha referido que em Portugal, a questão do capital humano e cultural, por comparação a outros países é

péssimo (os níveis de literacia são ainda muito baixos e o acesso à saúde apesar de menos mau é bastante precário), o capital económico tem as fragilidades que são conhecidas por todos e, reside no capital social, a dinamização possível do conceito de inclusão, uma vez que as redes familiares são insuficientes e os museus, ao potenciarem as redes sociais alternativas, garantem uma dinâmica positiva em torno desta vivência.

Quem oferece e quem as promove? Não estarão os museus a desperdiçar uma oportunidade informal de educação que muito poucos oferecem? David Fleming, director dos Museus Nacionais de Liverpool, considera que sim. Os museus não têm sido alternativa para a aprendizagem ao longo da vida. A televisão oferece mais oportunidade lúdicas de aprendizagem e de entretenimento do que os museus. Felizmente este modelo tem vindo a mudar. Todos os estudos e estatísticas apresentados pelo orador, mostram que a participação diminui à medida que a idade aumenta e que as principais dificuldades da velhice, se prendem com a mobilidade, depressão, suicídios, problemas cognitivos e solidão. Neste sentido, quais as razões que conduzem o público idoso aos museus? O prazer de aprender e o conhecer pessoas, são as razões mais vezes invocadas em estudos de públicos nesta área. Então, como explicar este desencontro? Temos espaços museológicos que oferecem as condições para a aprendizagem e socialização e públicos interessados em conhece-los. É uma questão de comunicação? David Fleming, arrisca dizer que

sim, que os museus não devem trabalhar como terapeutas de serviço, arriscando-se a esvaziar a sua função, mas sim, a treinar todos os técnicos que por sua vez lidam com estes públicos com necessidades especiais diversas e trabalhar com estes no sentido da promoção dos museus enquanto espaço de alegria e aprendizagem para todos. “Temos que trabalhar no sentido de dar a conhecer aos serviços sociais o que fazemos e oferecemos, pois serão estes o promotores das dinâmicas positivas de vinda ao museu de todos os tipos de públicos, com mais e menos capital cultural, económico e social.” Entre as mudanças na representação social do conceito de idoso que institucionalmente se deseja que aconteçam, entre as medidas de promoção da inclusão social como estratégia de combate ao envelhecimento demográfico, existindo um público activo, com saúde, que vive mais tempo e está cada vez mais interessado em participar e aprender, qual o passo que falta dar aos museus portugueses?

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Mediadores Culturais inicia 23 de Abril em Algés [link] Porquê este curso? A Mapa das Ideias tem uma grande experiência em serviços educativos e em projectos com os públicos, no âmbito da cultura e do património. Desde 2003, tem desenvolvido pontualmente acções de formação especializada, direccionadas para os profissionais dos Museus e da Cultura. Este ano, em parceria com a Cultideias, lança um programa diversificado de formação certificada. Este curso é especialmente dirigido a todos aqueles que desejem desenvolver um projecto ou uma carreira nos serviços educativos, comunicação e relação com os públicos das áreas da Cultura, Ciência, Património e Artes. Trabalhando o conceito de mediador cultural dentro da sua filosofia inclusiva, de diálogo entre diferentes comunidades e contextos culturais e sociais, assume-se uma abordagem profissionalizante para todos aqueles que trabalham ou querem trabalhar na Educação fora do contexto escolar. O mediador cultural ganha, através do presente curso, um conhecimento teórico e prático nas vertentes envolvidas na relação entre públicos e instituições: a comunicação e dinâmica de grupos, especificidades de diferentes públicos; execução de visitas guiadas; concepção e organização de serviços educativos; concepção e produção de materiais pedagógicos. A equipa de formação é multidisciplinar, beneficiando de formadores que aliam uma grande experiência nas respectivas áreas e uma sólida formação teórica. Benefícios para os participantes • Criação de um corpo de conhecimentos estruturantes para a acção educativa das instituições. • Conhecimento dos públicos-alvo, ponto de partida essencial para a implementação dos serviços educativos e criação de materiais pedagógicos. • Capacidade de conceber uma estratégia de serviços educativos, implementá-la, e avaliar o seu impacto junto dos públicos da instituição. • Valorização da troca de experiências e a aplicação prática dos conhecimentos. • Acesso a documentação diversificada e actual. • Publicação dos trabalhos e dos projectos produzidos no âmbito do curso, no website da Mapa das Ideias, acompanhado por um CV do autor. • Integração numa base de dados de mediadores culturais, divulgada nacional e internacionalmente (países-alvo: Portugal, países pertencentes à CPLP e Espanha).

Duração: 104 horas Sextas (9h-18h) e Sábados (9h-18h) Início a 23 de Abril das 14h às 18h. 24, 30 de Abril, 7, 8, 21, 22, 28, 29 de Maio. 18, 19, 25 e 26 de Junho. Encerramento a 02 de Julho das 9h às 14h. Propinas: 850 euros, com IVA incluído (facilidade de pagamento por tranches 250€+300€+300€ em datas a definir). Local de formação: CAMB – Centro de Arte Manuel de Brito, em Algés. Público-alvo: • Estudantes do Ensino Superior ligados às áreas da Cultura e Património, Artes, Comunicação, Ciências Sociais e Ciência. • Profissionais ligados à Educação Patrimonial, Científica e Artística. • Activos interessados em desenvolver uma carreira nas áreas da Educação, Cultura, Património, Ciência e Artes. • Activos do Sector dos Museus e da Cultura. Participantes: Máximo de 18 participantes em sala.

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Ponto do (Re)encontro: projecto educativo para adultos [link] Por Bruno Martinho [link] O projecto apresentado em seguida é da autoria do museólogo e mediador cultural Bruno Martinho. Foi desenvolvido no âmbito da 1.ª edição de Mediadores Culturais 2008-2009. Licenciado em História, tem investido consistentemente na Museologia como área de trabalho científico e profissional. Tem dois mestrados: Museum Studies por University College London; História da Arte na Universidade Nova de Lisboa. Actualmente, é Conservador no Palácio Nacional da Pena.Tendo em conta a discussão no âmbito do 5.º Seminário do GAM, pareceu-nos pertinente publicar o seu trabalho. Ponto de (Re)encontro é um projecto educativo para o público adulto que oferece uma diversificada programação cultural desenvolvida em torno de um objecto seleccionado em cada mês. As múltiplas interpretações a que o objecto museológico está sujeito exigem uma adequação das estratégias de comunicação do museu às diferentes formas de aprendizagem dos visitantes. Assim, para cada obra poderão existir visitas comentadas; círculos de debate; cursos e/ou workshops; conferências; ciclos de cinema, teatro e/ou música; ou até mesmo visitas de estudo. A obra será sempre o ponto de partida para alargar conhecimentos sobre um artista, um período ou uma sociedade. Susceptível de ser aplicado em variadíssimos museus, este projecto pretende diversificar e aumentar o número de visitantes nunca deixando de ter em conta as suas necessidades individuais. No fundo, procura-se tornar o museu num ponto de encontro entre os membros de uma comunidade, fomentando relações de proximidade entre estes e a instituição. Será uma oportunidade para criar laços sociais, desenvolver a integração de minorias étnicas e estimular o interesse pelos espaços museológicos. Público-alvo O público-alvo deste projecto são os visitantes adultos que não acompanham crianças e que não necessitam de recursos especiais de auxílio à aprendizagem. No entanto, o projecto poderá no futuro ser alargado também a estas tipologias de públicos.

Pensado inicialmente para os museus do IMC, este projecto consiste num serviço de outsourcing aplicável a todos os museus interessados, desde que tenham uma média de visitantes anual superior a 50 000 visitantes. O programa educativo sugerido por este projecto poderá ainda ser adaptado para museus que recebam entre 30 000 e 50 000 visitantes anuais através da redução da frequência das actividades. De que recursos iremos precisar? Para que o projecto possa ser viável, isto é, para que as várias instituições tenham capacidades financeiras para o adquirir, será necessário estabelecer um complexo plano de financiamento e de apoios institucionais. O estabelecimento de parcerias com universidades, comunidades de minorias étnicas, paróquias, centros de apoio social, universidades da terceira idade ou com grupos de teatro independentes e amadores revela-se por isso imprescindível. No entanto, as parcerias não serão suficientes para suportar todos os custos necessários, pelo que propomos que a empresa responsável por elaborar o programa educativo seja também ela a procurar os financiamentos necessários para suportar esse projecto. Deste modo, o museu passa a delegar na empresa todo o trabalho defundraising, de formação de estagiários, de organização de eventos, etc, que de outro modo não poderia realizar apenas com o seu pessoal. E uma vez que grande parte dos custos serão suportados pelos financiadores que a empresa encontrar, o projecto não será vendido ao museu pelo seu valor real, mas sim por um valor muito inferior acordado entre ambas as partes.

O projecto terá em consideração a diversidade de visitantes que compõem todo o conjunto do público-alvo, procurando chegar a pessoas com diferentes situações profissionais, situações familiares, níveis económicos,backgrounds culturais e interesses pessoais. Mapa das Ideias . Abril de 2010 . 08


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