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machu picchu

Conheça o berço do ImpÊrio Inca, suas riquezas e curiosidades

Visitamos e recomendamos os lugares mais badalados para visitar no Peru

Relato exclusivo das aventuras de um mochileiro brasileiro na cidade perdida

Galeria de fotos dos leitores, aplicativos, dicas para quem vai viajar e muito mais


bem-vindo ! (bienvenido) expediente: Equipe: Felipe Araújo, Jade Meneguel, Leandro Realista, Luís Paulo Fernandez, Manuela Ribeiro e Mariana Luiz. Textos e Revisão: Felipe Araújo, Jade Meneguel, Leandro Realista, Luís Paulo Fernandez, Manuela Ribeiro e Mariana Luiz. Projeto Gráfico: Felipe Araújo, Jade Meneguel, Leandro Realista, Luís Paulo Fernandez, Manuela Ribeiro e Mariana Luiz.

A Revista Bag é um projeto acadêmico dos alunos Felipe Araújo, Jade Meneguel, Leandro Realista, Luís Paulo Fernandez, Manuela Ribeiro e Mariana Luiz do 6º semestre do curso de Design Gráfico do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo para a Disciplina de Desenvolvimento Interdisciplinar de Projeto Gráfico III, sob a orientação do Professor Delfim Cesário Junior. Tendo pré-estabelecido o gênero turismo, o grupo realizou pesquisas acerca das principais revistas desse segmento no Brasil, sua abrangência e atuação no mercado, podendo definir assim seu público alvo, linha editorial, projeto gráfico e abordagem. O projeto desenvolvido foi direcionado para um público jovem, de poder aquisitivo de médio para elevado, aventureiro e independente, que pode encontrar nesta publicação uma espécie de guia de viagem, com informações sobre roteiros, tecnologia e curiosidades. A ideia da “Bag” é ser uma companheira de viagem. Sua abordagem visa, diferentemente das outras revistas desse gênero, ser clara, limpa, simples, com parte do conteúdo enviado por leitores e falando a língua de seu público.

Arte: Felipe Araújo, Jade Meneguel, Leandro Realista, Luís Paulo Fernandez, Manuela Ribeiro e Mariana Luiz.

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nesta bag (en esta bag) 14

06 10 20 18

+ 06. Click!: Registros do fotografo amador Farrapo em Lima | 10. Pop: Confira os pontos mais badalados para visitar | 14. Capa: Conheça o berço do Império Inca | 18. Fui: Relato exclusivo de quem passou 25 dias no Peru | 20. Tech: Dicas para tirar as melhores fotos em sua viagem | + Mapa para não perder nada ano 01 | edição 01 | dezembro de 2012

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click ! Oh! Lima...

Fotos: Reprodução: Farrapo

Nesta edição temos as fotos incríveis da cidade de Lima, capital do Peru, que Farrapo, como gosta de ser chamado registrou e mandou pra gente. Farrapo mora em Porto Alegre, possui um site com fotos das suas viagens e agora nos mostra Miraflores e San Isidro, um dos bairros mais exclusivos de Lima.

Esta praça entre edifícios comerciais e de moradia está localizada em um dos bairros mais nobre da cidade de Lima.

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Catedral de Lima, a maior catedral do Peru. ano 01 | edição 01 | dezembro de 2012

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Uma das vistas que os visitantes de Miraflores podem apreciar nos restaurantes da cidade.

Gostou? Quer suas fotos aparecendo aqui na sessĂŁo Click nos envie um email para click@bag.com.br

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pop Lago Titicaca

Puno, fronteira com a Bolívia

Fotos: Divulgação

Com 8.300km², este é o lago mais alto do mundo e o segundo em maior extensão na América Latina; nele se encontram mais de quarenta ilhas e diversas comunidades nativas. Possui diversos pontos turísticos como um labirinto, museu de história local, passeios de barco, culinária exótica, cultivo de lã de alpaca - e ainda conta com uma paisagem incrível.

Los Perros Cusco, Lima

Este pub no bairro mais agitado de Lima é um dos lugares mais procurados para começar a noite. O ambiente aconchegante e descolado conta com petiscos e coquetéis, com jazz ao vivo nos fins de semana.

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Conheça os lugares mais badalados de Peru, queridinhos tantos dos moradores quanto dos visitantes e que os turistas não podem deixar de experimentar!

Eco Truly Park Situada próximo ao mar a cerca de 65Km ao Norte da capital Lima, onde residentes, turistas e voluntários podem vivenciar uma experiência de convívio em uma comunidade ecológica. A arquitetura da aldeia foi inspirada na forma de vida e nos ensinamentos tradicionais da mística indiana com construções em forma de cones (truly) e configura-se como o primeiro centro ecológico educacional no Peru que desenvolve o cultivo orgânico com a ajuda de residentes e voluntários, com a meta de tornar-se completamente sustentáveis e auto suficientes.

Aucallama, Huaral Além de receber todos os anos milhares de turistas, a aldeia conta com um programa de voluntariado que é dirigido para qualquer pessoa que queira participar com seu apoio pessoal em qualquer um dos projetos da aldeia. Os voluntários recebem cursos de Yoga Inbound, ajudam no manejo e cultivo de hortaliças orgânicas, panificação, confeitaria e cozinha vegetariana, também participam dos ateliers de arte, tarefas diárias de manutenção e jardinagem, e em alguns casos de arquitetura ecológica.

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pop Pescados Capitales Miraflores, Lima

Restaurante super aprovado pelos viajantes, tem em seu cardápio diversas variedades de cebiches e pratos elaborados com peixes e frutos do mar, além de utilizar os diferentes tipos de batatas e milhos existentes do Peru. As porções são bem servidas e temáticas dos 7 pecados capitais. Pura gula! Acaya é uma comunidade situada na região onde se encontra um manancial de águas termais ao lado do rio Mantaro. Essas águas contém enxofre, cloro e carbonatos, que são indicados ao uso terapêutico e medicinal, ótima atração para quem deseja aproveitar um banho relaxante.

Acaya, Junin

Acaya

Arequipa Catedral, Arequipa

A cidade branca, segunda maior do Peru, fica aos pés do vulcão El Misti, um gigante de 5822m com picos nevados. Foi construída com uma pedra vulcânica clarinha denominada sillar, retirada do vulcão Chachani. Este centro colonial, com edifícios dos séculos XVI a XVIII, possui rica arquitetura barroca, obra de mestres espanhóis e índios, lhe vale o título de Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

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machu picchu Viagem revela mistérios na cidade perdida dos incas Depois de algumas horas de viagem ao longo do Rio Urubamba, no Peru, chegamos finalmente à cidade perdida dos incas.Há exatos 100 anos, o mundo descobriu Machu Picchu. Um corredor leva ao portão principal da cidade lendária descoberta no início do século passado. A cidade era uma das sedes do Império Inca que desapareceu no período da colonização espanhola. O nome da montanha é Machu Picchu, mas pouco se sabe sobre o povo que construiu as edificações de pedras a 2.500 metros de altitude. Quando foi descoberta por cientistas norte-americanos, a cidade estava escondida embaixo de uma vegetação extremamente fechada. O local era repleto de serpentes. Mais tarde, pesquisas mostraram que ali viveu uma sociedade, extremamente, bem organizada. Nas encostas era cultivado o milho

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Foto: Juliana Olivieri

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e outros cereais. A água vinha de fontes próximas as montanhas. Mas como uma cidade num local tão úmido no alto da velha montanha não desabou com as chuvas? E resistiu ao tempo? Um sistema de drenagem perfeito garantiu que a água escorresse para a planície amazônica e manteve Machu Picchu intacta.Os templos, como o da ‘Adoração ao Deus Sol’, eram feitos de pedra, com encaixes perfeitos de antigos artesãos. Artes de uma precisão incomparável que acabaram se perdendo no tempo, depois que a civilização inca foi dizimada por colonizadores espanhóis. Ao nível do mar, na Foz do Amazonas, os conhecimentos dos primeiros habitantes das margens do maior rio do mundo ainda passam de pai para filho. A cerâmica, que teve origem nas tribos marajoaras, hoje é fonte de sustento dos caboclos no local.

Observando a região mais de perto e aprendendo sobre ela Fomos até o lugar onde os ribeirinhos tiram a matéria-prima das cerâmicas: a argila das margens dos afluentes do Rio Amazonas. “São quatro horas de trabalho, entre a saída, a extração da matéria-prima e o retorno”, conta o artesão Rosemiro Pereira. Eles são barreiros profissionais e buscam a argila nos igarapés para vender para olarias e ceramistas. A equipe vai até o local onde é feita a extração de argila. Os barreiros retiram uma camada de terra com folhas e tudo e estão em busca do barro mais uniforme, de cor mais clara. Com a pá afiada, eles vão cortando os blocos de barro. Parecem barras gigantes de chocolate. Os artesões exigentes escolhem o barro com cuidado para fazer cerâmica de melhor qualidade. As voadeiras ficam carregadas com mais de 100 bolas de barro cada uma. Cada bloco vai ser vendido a R$ 1,20. Depois, nos ceramistas, o barro vai virar jarros, vasos, pratos para decoração. A família toda do artesão Rosemiro está no negócio. Mas cada um cuida da sua produção. A artesã Rosemaria da Silva gosta de pintar e consegue fazer um vaso em apenas um dia. “Perfeito, perfeição mesmo não existe porque é artesanal, então a gente tenta fazer o melhor possível’, revela a artesã. E o que era sedimento, barro das barrancas do amazonas, vira arte nas mãos dos ribeirinhos.

As águas tranquilas no baixo Amazonas já viram inúmeras batalhas. No século XVII, era no antigo forte que Portugal defendia a região dos ataques invasores. Os canhões do forte de Santo Antônio ainda estão lá, mas já não ameaçam ninguém. Na visão de quem sobe o rio, é ali, na ponta da Ilha De Gurupá, a 600 quilômetros da Foz, que o Amazonas encontra a sua calha principal, a mais larga de todas as calhas de rios existentes no mundo. A partir daqui, o Globo Repórter viaja por uma grande avenida, mais 2.800 quilômetros até as fronteiras do Brasil com a Colômbia e o Peru. No Peru, a equipe viaja em outra direção, descendo o Rio Tambo, um dos rios que formam o Amazonas. Em certo trecho, a Amazônia Peruana é bem diferente da brasileira. Ao longo das margens existem morros, cobertos pela floresta. Ao longo do percurso de 7 mil quilômetros da nascente até a foz, o rio muda de nome várias vezes. Começa com o córrego Cahruasanta, no alto da Cordilheira dos Andes. Depois, Apurimac. Ali, Ene-Tambo, que vai encontrar o Urubamba e formar o Ucayali, que recebe o Marañon. Ao entrar no Brasil, vira Solimões. Até chegar ao Rio Negro, perto de Manaus, formando, com os grandes afluentes, a maior bacia hidrográfica do planeta: a Bacia Amazônica.

As mulhares na história da construção da cidade Cidade das mulheres eleitas para servir os soberanos Incas (80 por cento do esqueletos encontrados eram de indivíduos do sexo feminino)? Local de retirada estratégica durante as guerras fratricidas dos Incas? Certo é, que os conquistadores espanhóis do Século XVI não tiveram conhecimento da sua existência, mas este fato poderá encontrar explicação no abandono da cidade por parte dos próprios Incas, anos antes da sua chegada. Para outros arqueólogos foi, sobretudo, um lugar de culto religioso ao Deus Sol, no culminar de longas romarias pelo famoso «trilho inca», uma via empedrada com 33 quilômetros, por encostas escarpadas onde predomina a vegetação sub-tropical da região. Na verdade, este passado que permanece envolvido em mistério, constitui um dos principais atrativos para as centenas de turistas que visitam a cidadela anualmente. Machupicchu é, hoje, coano 01 | edição 01 | dezembro de 2012

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nhecida em todo o mundo, a par das pirâmides do Egito, da grande muralha da China ou das ruínas de Pompeia.

Fotos: Reprodução

Os edifícios da cidade, depois de alguns trabalhos de recuperação, apresentam-se em excelente estado de conservação, distribuindo-se de acordo com as funções a que eram destinados ou a classe social dos seus habitantes. O «bairro alto» era ocupado pelas castas religiosas e pelas famílias mais abastadas, enquanto os operários e escravos se alojavam nas pequenas casas situadas mais abaixo, mais encostadas à falésia. No meio da praça central («plaza principal»), os Incas procediam às suas manifestações religiosas e, no topo de uma elevação vizinha, o templo do Sol e a pedra sagrada («roca sagrada») onde os sacerdotes cumpriam os rituais e os sacrifícios de lamas e outros animais domésticos para satisfação do Deus Sol. «Templo de las Três Ventanas», «Las Puertas», «La Calle de las Fuentes», são alguns dos muitos pontos de interesse, mas o melhor é perder-se no labirinto de ruas e ruelas, vasculhar os becos mais recônditos e imaginar como era vida quotidiana dos habitantes de Machu Picchu. A cidade ocupa cerca de cinco quilômetros quadrados e, na encosta, os Incas construiram plataformas ou socalcos agrícolas que, ainda hoje, conservam os seus sistemas de irrigação e os celeiros onde eram guardados os produtos das colheitas. Desaparecida a civilização inca, o seu testemunho permanece para sempre gravado naquelas pedras de granito, cuja técnica de corte e encaixe dominaram como ninguém. Bem cedo, pela manhã (7H30), quando as brumas da aurora começam a dissipar-se, é a melhor hora para visitar e fotografar Machu Picchu, longe das hordas de turistas que invadirão a cidade durante o resto do dia. De Junho a Setembro, Machupicchu recebe uma média de mil visitantes por dia! Para tal, terá de sair de Cusco no primeiro comboio da manhã (4H00) ou pernoitar na pousada construída junto à entrada da cidade inca.

Lhamas: curiosos e divertidos habitantes da região Ele é ‘pau para toda obra’. Natural dos altiplanos andinos, região compreendida do sul do Peru

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ao noroeste da Argentina, o lhama é resistente a temperaturas baixas e a períodos de seca, tendo força para carregar 100 quilos por cerca de 20 quilômetros de distância. Parente do camelo - ambos pertencem à família dos Camelídeos -, o lhama já era utilizado como transporte de carga pelo povo inca há mais de quatro milênios.

concorrida. Em 29/05 quando pesquisei para esse texto, só havia vagas disponíveis a partir de 02/10!

São animais que foram domesticados há aproximadamente 4000 anos, sendo que hoje não são mais encontrados lhamas selvagens. Foram muito importantes para os povos incas, sendo que, na época, eram os únicos animais domesticados. Esse animal faz parte da mitologia andina.

Um calendário com o número de vagas diárias disponíveis aparecerá. (Do, Lu, Ma, Mi, Ju, Vi, Sab – são as iniciais de domingo, lunes, martes, miércoles, jueves, viernes e sábado, os dias da semana em espanhol).

São utilizados para produção de carne, couro e lã. Atualmente, as criações de lhama em cativeiro visam principalmente à produção de carne e a utilização para o transporte de carga, já que a alpaca produz lã mais longa e macia. A lã retirada dos lhamas, sobretudo das fêmeas (uma vez por ano) é utilizada na fabricação de tecidos mais grosseiros. Aliás, o transporte de carga é a maior utilidade dos lhamas, pois estes estão adaptados às grandes altitudes dos Andes, não sentem dificuldade em enfrentar as perigosas trilhas da cordilheira, viajam cerca de 40 km por dia e carregam até 50 kg de peso. Esse limite de peso impede que o lhama seja utilizado como montaria. O lhama, como ruminante que é, alimenta-se de capim e mato. A gestação dura aproximadamente onze meses, e o filhote da lhama pesa, ao nascer, cerca de 11 kg. Apesar de demonstrar grande curiosidade e muita tranquilidade, o lhama irrita-se facilmente. Têm o hábito de cuspir em outros lhamas, e mesmo no homem, com o objetivo de intimidar.

Ao acessar o site, clique em “Consultas” no menu de navegação superior da página, logo abaixo das fotos de abertura. Logo abaixo do menu de navegação escolha Camino Inka ( e o mês que deseja consultar).

Em alguns lugares eles se fazem necessários. Você não precisa comprar o pacotão: vôo pra lá, vôo pra cá, dia X, visita a A, B e C, volta D, passando por E, terminando em F, dormindo em G e pagando um rim por isso. Não!!! As trilhas em Machu Picchu (a Inca, obrigatoriamente com guia/agência, pois tem disponibilidade diária restrita controlada pelo governo) podem ser facilitadas com a ajuda de carregadores, guia, barracas e comida pronta quando você chegar de um dia todo (cansado) de caminhada na altitude; é basicamente o que oferecem as agências locais, além do transporte até o começo da trilha (em Mollepata), uma noite em Águas Calientes (povoado aos pés de Machu Picchu) e trem até Ollantaytambo, de onde supõe-se, você voltará para Cusco ou para outro destino de seu roteiro. Quem não se importa em perder parte da paisagem, há a opção de fazer o primeiro dia do percurso em van, até o primeiro acampamento da Salkantay. Negocie com a agência.

Super dicas para se fazer uma viagem perfeita ao Peru

Leve ou vá com um confortável (e nunca novo) calçado impermeável, pode ser bota ou tênis, o que preferir. Chinelo para um descanso dos coitados no acampamento durante a noite.

Por incrível que possa parecer, Machu Picchu segue como um dos destinos mais procurados por mochileiros de todo o mundo, sobretudo por brasileiros. Há gente que já foi e volta e há os novos viajantes com o sonho de conhecer um dos mais belos lugares da América do Sul.

Cada uma das trilhas tem pelo menos 4 dias de duração, portanto 5 boas meias para trekking são suficientes. Evite meias de algodão, elas não são boas para isso.

Para fazer a Trilha Inca, além de certo preparo você terá que fazer a reserva antecipadamente. Você pode conferir a disponibilidade no www.machupicchu.gob.pe e notar que a trilha é bastante

Mais pra cima - um bastão para a caminhada pode ajudar a poupar muito os joelhos arrasados em ambas as trilhas (se você não quiser levar, há lojas que vendem equipamentos em Cusco).

Boa viagem ! ! ! ano 01 | edição 01 | dezembro de 2012

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fui

25 dias no Peru

Relato do jornalista Sanderson Oliveira que

Foto: Sanderson Oliveira

se aventurou pelas estradas peruanas

Duas semanas. Era o tempo que tinha para preparar tudo para a viagem. Foi quando o meu coordenador no trabalho disse, ou tira tuas férias agora ou as perde. Bem! Li tudo o que podia sobre o Peru, história, internet, jornais, revistas, conversas. O bilhete de passagem foi pego dois dias antes do embarque. A mochila e pochete compradas em cima da hora. O sonho era ir de bicicleta. Loucura. Fui de avião mesmo. No trem da morte que sai do Mato Grosso, Corumbá, sozinho, é muito doido e perigoso. Teria que dormir agarrado na mochila para não roubarem. Em dupla talvez. Dia 5, quarta, foi cansativo. Arrumei as últimas coisas e dormi.

Santa Cruz de la Sierra Pelo menos já tinha tomado vacina para febre amarela. Em Santa Cruz de la Sierra um rapaz me viu tentando tirar informações com uma moça no aeroporto. ‘Eu quero ir para Lima. Lima. Entendeu?’, disse para a moça. O rapaz se aproximou, e falou que ia para Lima também e podia mostrar o caminho para o portão de embarque. Ótimo. Ele falava um

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portuñol bem melhor de português que o outro. Será que este me rouba? Não. Era o meu anjo da guarda agindo de novo. Pastor é pequeno, com feições de descendente inca, voz mansa, jeito tranqüilo, maduro. Cabelos negros penteados para o lado. Nariz firme e delgado. Magro. Olhos expressivos. Eu tinha o desejo de conhecer Machu Pichu havia alguns anos. Seduzido pelos rumores de magia e cultura das cidades. Não por Cusco, a capital arqueológica da América do Sul, mas a viagem. Até quando criança, ouvi falar pela minha irmã sobre a capital do Império Inca. Havia anotado lugares para visitar e características de algumas cidades peruanas e algumas da Bolívia. Antes de viajar, li um pouco da história do Peru, que a primeira epidemia de varíola matou o imperador Huayna Capac. O quéchua era o idioma dos incas, ainda falado por alguns. No Lago Titicaca também fala-se aymara. Os efeitos do ‘El niño’, muito forte nesta época. Significa ‘O menino’ pois sempre acontecia na costa peruana no final do ano, e os pescadores colocaram este nome por causa do Natal. Os chás de coca. Conta a lenda que os primeiros incas eram quatro irmãos e quatro irmãs que saíram de uma gruta no Lago Titicaca (o sol nasceu de uma rocha sagrada nesta ilha), não longe de Tiahuanaco e foram procurar um bom lugar para ser o ‘umbigo’ do reino. Quando o cajado não caísse havia sido encontrado o lugar. O cajado fixou-se em Cusco. Faz sentido. No deserto não é bom lugar para viver, mas a selva em Cusco sim, com boa terra para plantar e colher. Tahuantisuyu, o Império Inca, quer dizer mundo dos quatro quartos. As pedras eram veneradas. O deus criador faz os homens a partir de pedras. As construções resistem aos terremotos, que os colonizadores espanhóis, desgostosos por suas construções irem por terra, construíram então em cima das antigas construções dos Incas.


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tech

Tire ótimas fotos Com um bom equipamento e boas

técnicas é possível fazer fotos incríveis Apps:

Uma das modalidades de fotografia mais comuns entre as pessoas - profissionais ou não - é o registro de paisagens. Quem já não se encantou com alguma beleza natural em alguma viagem, um pôr do Sol ou mesmo uma cachoeira? Só que muitas vezes o resultado obtido não reproduz com fidelidade a imagem que foi clicada. Saiba, porém, que se alguns cuidados forem tomados, as chances de se obter uma boa fotografia aumentam.

Uma das modalidades de fotografia mais comuns entre as pessoas - profissionais ou não - é o registro de paisagens. Quem já não se encantou com alguma beleza natural em alguma viagem, um pôr do Sol ou mesmo uma cachoeira? Só que muitas vezes o resultado obtido não reproduz com fidelidade a imagem que foi clicada. Saiba, porém, que se alguns cuidados forem tomados, as chances de se obter uma boa fotografia aumentam. Em primeiro lugar, procure conhecer bem seu equipamento e as funcionalidades que ele oferece. Isso ajuda, mas não basta. É necessário conhecer alguns fenômenos naturais e o comportamento da luz é um dos mais importantes. A luz natural, proveniente do Sol, varia ao longo do dia, proporcionando tons diferenciados na imagem captada. Na parte da manhã e no final da tarde, a luz do Sol confere às fotos.

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Iphone 5:

A maior novidade do Iphone Apple : R$2.000,00

Em primeiro lugar, procure conhecer bem seu equipamento e as funcionalidades que ele oferece. Isso ajuda, mas não basta. É necessário conhecer alguns fenômenos naturais e o comportamento da luz é um dos mais importantes. A luz natural, proveniente.


Foto: João Victor Antunes

info Onde Comer:

Para informações e assistência ao turista: em Machu Picchu ou no Peru, ligue para a assistência ao turista 24 horas (51 -1) 574 - 8000 ou então envie um email para o endeço eletronico iperu@promperu.gob.pe

Inka Wasi Restaurant: Av. Imperio de los Inkas, 123, Machupicchu Pueblo / www.inkawasirestaurant.com / Tel.: (51-84) 211-010 / Reseervas: (51-84) 213-232 / Email: reservas@inkawasirestaurant.com. Entre especialidades da casa, saladas, grelhados e pizza.

Onde Ficar:

Inkaterra Machu Picchu Pueblo Hotel: www.inkaterra.com / email: directsales@inkaterra.com / Tel.: (51-84) 211-122. Hotel localizado em meio à nativa e real Selva Amazônica perunana.

A moeda do Peru é o Nuevo Sol.S/1 = R$ 0,78 (dados de 27/06/2012), no começo pode confundir um pouco mas depois você acaba pegando o jeito rapidinho.

Onde Ir:

Parque Arqueológico de Machu Picchu: Para visitar este Patrimônio Cultural da Humanidade e uma das Sete Novas Maravilhas da Natureza, o visitante deve adquirir o bilhete de ingresso pelo valor de S/ .142, que pode ser pago antecipadamente no site a seguir.

Trens:

Para a entrada no Peru não é necessário o visto de turismo para brasileiros em viagens até 90 dias.

VALE SAGRADO - MACHU POICCHU: Inka Rail: Opera nove trens, os valores variam de US$ 90 e US$ 53, dependendo da classe, por pessoa. Oferece serviço de bordo. Saídas diárias.

O idioma mais usado em Machu Picchu e no Peru é o Catellano (Espanhol), porém o idioma original dos Incas é o Quéchua, que ainda é utilizado por alguns. O fuso horário de Lima está duas horas a menos em relação ao horário de Brasília, não deixe de dormir horas sufucientes para uma boa noite de sono para aproveitar a viagem em ótimo estado! Um dos souvenirs de viagem mais famosos do Peru são as imagens do Señor de Sipán. Você vai encontra-lo de diversas formas e temanhos, entalhado em madeira.

Gráfico que representa a temperatura média de Machu Picchu em cada mês do ano.

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