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Cidade – Espaço de civilização, de ruas densas, muitas casas, de vivências apressadas, de sons, de cheiros e de sabores muito próprios. Espaço da moda e do progresso, do poder e da desgraça, do convívio e da solidão, do passado, do presente, do futuro, da urbanidade. PROGRAMA da VISITA DE ESTUDO: Durante esta visita irão desenvolver-se as seguintes actividades:

PROGRAMA: 8:00 – Concentração no Jardim em frente à estação do Entroncamento 8:20 – Embarque no Comboio regional para Tomar 8:49 – Chegada à estação de Tomar 9:30 – Percurso nas Muralhas do Castelo dos Templários 10:15 – Visita ao Convento de Cristo 12:00 – Observação da Estrutura da cidade a partir da Ermida N. Sra. Conceição 13:00 – Almoço (pic-nic) no Mouchão Parque 14:30 – Circuito no Centro histórico de Tomar 15:30 – Visita à Sinagoga de Tomar 16 :30 – Final do Circuito no Centro Histórico de Tomar 17:02 – Embarque no comboio regional para a viagem de regresso 17.30 – Chegada à estação do Entroncamento. OBJECTIVOS da VISITA DE ESTUDO : - Concretizar os conceitos de "Sítio" e "Posição geográfica". - Identificar as características dos principais tipos de morfologia urbana. - Relacionar a evolução dos espaços urbanos com diferentes condicionalismos naturais e humanos. - Verificar "in loco" as características do traçado urbano da cidade de Tomar, nomeadamente no que se refere ao tipo de planta, aos elementos urbanísticos em presença e às diferentes fases de evolução. - Compreender a dinâmica funcional dos espaços urbanos. - Identificar as características das áreas centrais dos espaços urbanos. - Caracterizar as actividades existentes no “Centro” das cidades. - Identificar os principais problemas dos “Centros” das cidades, nomeadamente os que se referem às suas estruturas físicas e sócio demográficas. - Apontar soluções para a revitalização destas áreas, no conjunto da cidade. - Reconhecer as principais características dos diferentes estilos arquitectónicos - Identificar os principais elementos constituintes das cidades medievais portuguesas - Relacionar a industrialização com as transformações ocorridas nas paisagens urbanas


VISITA AO CASTELO DOS TEMPLÁRIOS E CONVENTO DE CRISTO A primeira porta pela qual vais passar é a PORTA DE SANTIAGO. Entre

esta

e

a

segunda

porta, a PORTA DO SOL, poderás

observar

à

tua

esquerda e à tua direita, na base da muralha, um dos sistemas

defensivos

inovadores em Portugal: O alambor1.

alambor

Porta de Santiago Ao passares a Porta do Sol estás na PRAÇA DE ARMAS. Observa à direita, um outro sistema defensivo – TORRE DE MENAGEM2. No lado oposto, onde hoje é o laranjal, existiu a primeira povoação de Tomar, na altura chamada – ALMEDINA3. Este Castelo foi mandado construir, em 1160 por D. Gualdim Pais, mestre Templário. A Torre / Oratório (românica de forma octogonal), que vês à tua frente, faz parte do castelo. Actualmente denomina-se CHAROLA. Era neste lugar que os freires cavaleiros oravam e pediam força e fé para continuarem a luta contra os mouros e garantir a independência do território cristão.

Charola Em 1312, o Papa Clemente V extingue a Ordem dos Templários. D. Diniz cria no ano de 1319 a Ordem Militar de Cristo, que herda todos os bens e privilégios dos templários e desempenhará no futuro um papel muito importante nos Descobrimentos Portugueses 4. No reinado de D. João I (O Mestre de Avis), O Infante D. Henrique foi nomeado o primeiro Governador da Ordem de Cristo, iniciando-se uma importante etapa na história desta Ordem religiosa. Entre 1420 (ano em que D. Henrique vem para Tomar)

e 1460 (ano da sua morte), edificam-se os

PAÇOS HENRIQUINOS e os dois claustros góticos que descobrirás, depois de passares na CAPELA DE S. JORGE, que funcionou como Sacristia e onde hoje funciona a Portaria do Convento de Cristo. No Claustro as Lavagem, podes espreitar por uma janela a Oriente e verás as ruínas dos Paços

Reais

do

Infante

D. Henrique, que foram alterados e

habitados por D. Manuel e depois pela rainha D. Catarina (viúva de D. João III).

1 2

3

4


D. Manuel, sucessor do Infante na Governação da Ordem 5edifica a IGREJA, abrindo um arco triunfal no espaço de dois tramos do lado Ocidental da Charola. A Charola passa a ser a capela-mor da Igreja, para Ocidente edifica a Nave, o Coro Baixo (Sacristia e também Casa do capítulo) e o Coro Alto.

A rotunda Templária, transformada em capela–mor da IGREJA MANUELINA, é dedica a Jesus Cristo e Maria, sua mãe (grandes pinturas murais e sobre madeira), e ainda, evocando o Antigo e Novo Testamentos poderás ver

pinturas

sobre

a

vida

de

Santos;

esculturas

de

madeira,

representando Profetas e Doutores da Igreja. Também serão nessa altura executados estuques e elementos em talha dourada.6

A Charola, capela-mor da Igreja Manuelina Depois da morte do rei D. Manuel, a Ordem de Cristo vai ser reformada, por D. João III no ano de 1529. A partir da Reforma Joanina da Ordem de Cristo, os freires terão de viver em clausura. No ano seguinte, em 1530, começam as obras que vão permitir habitar o Convento de Cristo. Serão construídos claustros, dormitórios, refeitório, cozinha, salas de aulas, etc. Antes de te dirigires para o DORMITÓRIO, procura uma pequena varanda, na ala Norte do piso 1 do Claustro Principal, da qual poderás ver a Janela Manuelina, também, chamada JANELA DO CAPÍTULO7. Nesta janela repetem-se os símbolos que identificaste no interior e portal da igreja.

Janela do Capítulo Volta ao Claustro Principal e segue à direita para Sul. Aí vais encontrar uma porta que te leva ao DORMITÓRIO GRANDE.

Neste dormitório dormiam mais de quarenta freires e no

andar de baixo (em frente à janela do Capítulo), fica o NOVICIADO, que era o dormitório dos noviços. No Dormitório Grande segue até ao cruzamento dos corredores e observa a CAPELA DO CRUZEIRO

e o

8

CALEFATÓRIO.

Se seguires para a esquerda, vais entrar no piso inferior do Claustro da Hospedaria. Era nesse claustro que se recebiam os peregrinos e visitantes do Convento de Cristo. No piso superior ficavam alojadas as pessoas da Nobreza e do Clero. Ao nível do rés-do-chão eram os alojamentos dos criados e era onde se situavam as cavalariças.

5 6 7 8

.


As janelas do 2.º piso são do Dormitório (ano de 1600).

Claustro da Hospedaria

Deste claustro tens acesso à saída ou podes continuar a tua descoberta visitando o REFEITÓRIO (volta atrás até ao fundo da escadaria). Este era o local onde os freires e alguns visitantes da nobreza e do clero, tomavam as suas refeições. A meditação e oração faziam parte do quotidiano dos freires da Ordem de Cristo e durante as refeições faziam-se leituras e orações. Para essa função foram construídos os dois púlpitos, que vês a meio do Refeitório.

Refeitório

Na COZINHA sai para a esquerda e visita o Claustro dos Corvos. Este era um local de recolhimento e onde os noviços tinham aulas. Por ele poderás aceder ao Scriptorium. Foi sala de estudo e onde se fazia a cópia de manuscritos. Segue em direcção à “Cafetaria” (repara sobre a porta, um freire segura um livro aberto – aí era uma sala de aula!). Para Sul, estende-se a HORTA DOS FRADES, local onde eram cultivadas as ervas medicinais e os produtos hortícolas. Na varanda a Sul, poderás observar o AQUEDUTO DOS PEGÕES9Foi mandado construir pelo rei Filipe I de Portugal em 1593. A água vinda de nascentes chegou ao Convento através deste aqueduto em 1619, em tempo de Filipe III. Até aí o Convento abastecia-se de água através de reservatórios subterrâneos (cisternas).

Volta para trás e procura o CLAUSTRO DA MICHA (passa novamente à porta da “Cafetaria” ), seguindo para Norte. No caminho podes espreitar a CASA DAS TALHAS, (logo a seguir aos degraus, à esquerda). Era o antigo açougue (salgadeiras da carne) do Convento. O Conde de Tomar, António Bernardo da Costa Cabral, que habitou o Convento após a extinção das Ordens religiosas portuguesas 10, deu a esta sala outra utilidade.

Segue agora em direcção à saída e descobre ainda o CLAUSTRO DA MICHA. Este Claustro foi construído em 1541-42 e deve o nome aos bocados de pão que aqui eram distribuídos aos pobres.

Neste local funcionavam a CASA DO FORNO para serviço do Convento e apoio aos

peregrinos, visitantes e pobres. Neste claustro de situava-se a Procuradoria, local onde se recebiam as rendas das terras da Ordem e se fazia-se a compra e venda de produtos.

Vista aérea do Castelo dos Templários e Convento de Cristo

9

(

10


VISITA AO CENTRO HISTÓRICO DE TOMAR


Monumentos Classificados na cidade de Tomar

Categoria

Tipologia

Grau

[196] Fachada quinhentista do prédio da Rua Direita da Várzea Pequena, esquina da Rua dos Oleiros

Arquitectura civil

Fachada

MN

[197] Convento de Cristo ou Mosteiro de Cristo

Arquitectura religiosa

Mosteiro

MN PM

[198] Ermida de Nossa Senhora da Conceição

Arquitectura religiosa

Ermida

MN

[199] Igreja de São João Baptista ou Igreja Matriz de Tomar

Arquitectura religiosa

Igreja

MN

[200] Janela de Cunhal Quinhentista

Arquitectura civil

Janela

MN

[201] Aqueduto do Convento de Cristo ou Aqueduto de Pegões

Arquitectura civil

Aqueduto

MN

[202] Castelo de Tomar

Arquitectura militar

Castelo

MN

[203] Ruínas ditas de Nabância

Arqueologia

Villa

MN

[204] Capela de São Lourenço e Padrão de D. João I - Monumentos comemorativos da passagem das Arquitectura religiosa tropas portuguesas para a Batalha de Aljubarrota

Capela

MN

[205] Igreja de Santa Maria do Olival ou Igreja de Santa Maria dos Olivais

Arquitectura religiosa

Igreja

MN

[207] Palácio de Alvaiázere

Arquitectura civil

Palácio

IIM

[208] Casa de Vieira Guimarães

Arquitectura civil

Casa

IIM

[209] Quinta da Anunciada Velha

Arquitectura civil

Quinta

IIM

[210] Açude da Fábrica de Fiação de Tomar

Arquitectura civil

Açude

VC-IIP

[212] Trechos arquitectónicos que restam dos edifícios dos Estaus, incorporados nos prédios que fazem esquina da Rua Torres Pinheiro para a dos Arcos e a da Saboaria

Arquitectura civil

Edifício

IIP

[213] Igreja de São Francisco

Arquitectura religiosa

Igreja

IIP

[214] Cerca do Convento de Cristo ou Mata Nacional dos Sete Montes

Arquitectura civil

Cerca

IIP

[215] Edifício dos Paços do Concelho (Tomar)

Arquitectura civil

Edifício

IIP

[216] Fórum romano de Tomar

Arqueologia

Fórum

IIP

[217] Capela de São Gregório

Arquitectura religiosa

Capela

IIP

[218] Convento de Santa Iria (parte)

Arquitectura religiosa

Convento

IIP

[219] Arco das Freiras

Arquitectura civil

Arco

IIP

[220] Corpo do edifício onde se encontra o Pego de Santa Iria

Arquitectura civil

Edifício

IIP

[221] Fonte de São Lourenço e terreiro anexo

Arquitectura civil

Fonte

IIP

[222] Antiga Sinagoga de Tomar

Arquitectura religiosa

Sinagoga

MN

[223] Edifício da Geradora incluindo máquinas e acessórios

Arquitectura civil

Edifício

VC-IIP

[224] Pelourinho de Tomar

Arquitectura civil

Pelourinho

IIP

[225] Padrão de D. Sebastião

Arquitectura civil

Padrão

IIP

[226] Casa da Quinta da Granja

Arquitectura civil

Casa

IIP


[227] Pelourinho de Paialvo

Arquitectura civil

Pelourinho

IIP

[228] Igreja de Santa Iria (portal e capela lateral)

Arquitectura religiosa

Capela

MN

Legenda: IIM - Imóvel de Interesse Municipal; IIP - Imóvel de Interesse Público; MN - Monumento Nacional; VC - Em vias de classificação; PM - Património Mundial. A ERMIDA DE Nª SRº DA CONCEIÇÃO A construção da ermida iniciou-se cerca de 1535, na vigência do priorado de Frei António de Lisboa (a Ordem de Cristo encontravase então sediada em Tomar, no Convento de Cristo, na proximidade do local onde a ermida foi edificada). A direcção dos trabalhos foi entregue a João de Castilho, um dos mais importantes mestres da arquitectura quinhentista portuguesa, tendo esta sido uma das suas últimas obras. De facto, Castilho morreria em 1553, sendo então sucedido por Diogo de Torralva, que dirigiria os trabalhos até à sua conclusão, cerca de 1573, já no priorado de Frei Basílio.O resultado foi uma obra no mais puro estilo renascença, perfeitamente inovadora no panorama arquitectónico português de então. A este facto não terão sido alheios um conhecimento da linguagem clássica e uma actualização teórica por parte de Castilho, que se distinguiu em obras marcantes do manuelino, como o Mosteiro dos Jerónimos e o Convento de Cristo, mas que sempre soube acompanhar a evolução da arquitectura europeia.A escolha do templo para panteão real de D. João III revela a influência de uma concepção funerária clássica, que destina o lugar do monarca a uma acrópole situada entre a Cidade dos Homens (a vila de Tomar, que a ermida dominava do alto da sua colina) e a Cidade de Deus (o Convento de Cristo). Em 1557, a morte inesperada do rei, sem testamento, não permitiu a sua inumação neste templo, tendo ficado sepultado no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.

A Igreja de São João Baptista situa-se na Praça da República em Tomar. A igreja de finais do século XV tem um portal manuelino rematado por um coruchéu octogonal. No interior há um púlpito esculpido em pedra, azulejos denominados "Ponta de diamante" e pinturas do século XVI que incluem uma Última Ceia de Gregório Lopes. A área em volta da igreja é o centro da Festa dos Tabuleiros, de origem pagã é realizada em Julho de quatro em quatro anos, e em que as raparigas, da cor da sua freguesia, transportam à cabeça tabuleiros com pães e flores. A celebração tem raízes semelhantes à da Festas do Espírito Santo nos Açores. A igreja foi classificada como Monumento Nacional em 1910.

A Sinagoga de Tomar é o único templo judaico proto-renascença existente actualmente no país. A sala destinada ao culto desenvolve-se num espaço de planta quadrada, com piso inferior ao do exterior, dividido em três naves de três tramos, apresentando uma tipologia semelhante à de outras sinagogas sefarditas quatrocentistas. O tecto, em abóbada de tijolo de arestas vivas, é suportado por quatro elegantes colunas, com capitéis de lavores geométricos e vegetalistas, e por mísulas embebidas nas paredes. A disposição destes elementos encerra um significado simbólico: as doze mísulas simbolizam as doze tribos de Israel, enquanto que as quatro colunas representam as quatro matriarcas – Sara, Rebeca, Lea e Raquel. Estas duas últimas matriarcas são as filhas gémeas de Labão, facto que explica a razão por que os capitéis são iguais em duas colunas e diferentes nas restantes. Para efeitos acústicos, encontram-se colocadas, embutidas na parede dos cantos, oito bilhas de barro viradas ao contrário, que comunicam com a sala através de orifícios. A porta virada para nascente, em arco quebrado, lanceolado do lado de fora, era a porta principal do templo. A entrada faz-se hoje por uma modesta porta de vão rectangular, voltada para norte. Este espaço apresenta algumas semelhanças com a cripta de D. Afonso, Conde de Ourém, na Igreja Matriz aquela cidade, nomeadamente no que respeita ao sistema acústico e ao tratamento do espaço interno. Depois de algumas escavações feitas no local, foi encontrada uma sala de planta rectangular, adossada ao edifício principal, destinada ao mikvah, o banho ritual de purificação das mulheres.


A Igreja de Santa Maria dos Olivais, também conhecida como Igreja de Santa Maria do Olival, situa-se na cidade de Tomar, na margem esquerda do Rio Nabão. O templo, cuja fundação remonta ao século XII, foi a sede da Ordem do Templo em Portugal, tendo servido como panteão dos mestres templários. Após a extinção desta ordem, a igreja tornou-se a cabeça da nova Ordem de Cristo, tornando-se na matriz de todas as igrejas do Império Português, com honras de Sé Catedral. Este templo, Monumento Nacional desde 1910, é um dos exemplares mais emblemáticos da arte gótica em Portugal, tendo servido de modelo às igrejas de três naves construídas até ao período manuelino


Cidade tomar program e objectivos 2010-2011