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FARMÁCIAS

Droga Raia eleva receita bruta em 22%

Grupo Tauá vai abrir mais um hotel em SP

Vendas totalizaram R$ 507,1 milhões REPORTAGEM LOCAL

Obras devem ter início até o final do primeiro semestre de 2012 PAULO LEONARDO CARVALHO/DIVULGAÇÃO

JULIA DUARTE

O Grande Hotel de Araxá está sob o controle do Tauá há cerca de um ano DIVULGAÇÃO

Estão sendo estudadas propostas para administrar hotéis em construção na Capital, o que seria uma novidade para o grupo Tauá esses projetos só sairão do papel em 2012. O Grande Hotel Thermas & Convention de Araxá está sob o controle do Tauá há cerca de um ano. Antes disso, ele era administrado por outro grupo mineiro, o Ouro Minas. Patrimônio do Estado de Minas Gerais, o empreendimento foi a primeira experiência do Tauá em administrar um empreendimento do qual não é proprietário. De acordo com Lizete Ribeiro, a experiência tem sido positiva e os resultados estão surpreendendo. “Por ser o primeiro ano de operações sob nova direção, não temos base de comparação para medir os resultados em n ú m e r o s . ” P a r a 2 0 11 , a expectativa é de que o hotel alcance índice de 50% de ocupação. O Tauá Hotel & Convention de Atibaia, no interior de São Paulo, inaugurado no final de 2008, também tem sido um sucesso. No início das atividades ele possuía 72 apartamentos. Em julho próximo, quando será inaugurada a expansão, o empreendimento passará a ter 206 apartamentos. No ano que vem, já serão 344. A ampliação, que inclui ainda a construção de salas de convenções, bar-piscina, salão de jogos, sauna a vapor, quadra poliesportiva, quadra de tênis, campo de futebol, churrasqueiras, boates e S PA , d e m a n d a r á a p o r t e total de R$ 10 milhões e tem previsão de conclusão para 2014. As expectativas são de que o empreendimento

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Belo Horizonte, sexta-feira, 1 3 de maio de 201 1

TURISMO

O grupo mineiro Tauá, detentor do Tauá Hotel & Convention Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH); do Tauá Hotel & Convention Atibaia, no interior de São Paulo; e administrador do Grande Hotel Thermas & Convention de Araxá (Alto Paranaíba), está planejando a abertura de mais um empreendimento no interior de São Paulo. Os planos são de que as obras sejam iniciadas até o final do primeiro semestre de 2012. O valor do investimento ainda não foi calculado. As informações são da diretora comercial do grupo, Lizete Ribeiro. Ela informou, ainda, que estão sendo estudadas propostas para administrar hotéis em construção na Capital, o que seria uma novidade para o grupo que, até hoje, está à frente de empreendimentos localizados no interior de M inas e São Paulo. Mas Lizete Ribeiro acredita que

s

Ribeiro: meus filhos trazem um pouco de jovialidade e eu tradição ao negócio alcance taxa de ocupação de 7 2 % e m 2 0 11 . S e g u n d o Lizete Ribeiro, em 2010 o hotel registrou crescimento superior a 100% em seu faturamento na comparação com o exercício anterior. “Mas também dobrou de tamanho”, ponderou. A taxa de ocupação do hotel teve crescimento de 30% no passado com relação a 2009. Para a diretora comercial do grupo, o bom resultado é fruto da economia do país estar em crescimento. “Com isso mais pessoas viajam a lazer e as empresas investem mais em eventos e treinamentos.”

Investimentos — O Tauá Hotel & Convention de Caeté, inaugurado em 1986, também registrou crescimento em 2010. De acordo com Lizete Ribeiro, o faturamento do empreendimento cresceu 15% no ano passado com relação a 2009. Para este ano, a expectativa é de que o hotel registre taxa de ocupação de 63%. O empreendimento situado na RMBH também está recebendo investimentos. Em novembro deste ano serão inaugurados mais 97 apartamentos, totalizando 351. O aporte é de R$ 8 milhões. Lizete Ribeiro afirmou que o maior desafio do grupo é inovar. “Queremos sempre criar algo novo para os clien-

tes. Pode ser uma mudança na decoração, no atendimento ou na estrutura, mas buscamos sempre surpreender o hóspede.” Juntos, os três hotéis do grupo recebem cerca de 130 mil pessoas por ano. O grupo Tauá gera cerca de 770 postos de trabalho, considerando os funcionários das obras que estão sendo realizadas.

Mercado — A diretora comercial do grupo avaliou a situação do mercado hoteleiro de Belo Horizonte como positiva. Para ela, o grande número de hotéis que estão sendo ou serão construídos vai impulsionar o crescimento da cidade, que terá de acompanhar o setor. “Os empresários da área irão pressionar para que novos centros de convenção sejam construídos e para que a cidade cresça a fim de gerar demanda para esses hotéis.” O grupo Tauá surgiu em 1986, um hotel de 22 apartamentos em Roças Grandes, distrito de Caeté. Naquela época, o fundador do grupo, João Pinto Ribeiro, tinha um sítio na região no qual costumava receber os amigos. “Recebíamos muitas pessoas e acabávamos tendo muitas despesas”, lembrou Ribeiro. Foi assim que surgiu a ideia de alugar os quartos. “Para atender a demanda acabamos construindo mais quartos e fundamos o hotel, em 1986,

com 22 apartamentos.” Ele disse que a frequência do hotel era grande nos finais de semana, mas que as pessoas entravam no sábado e saíam no domingo, o que deixava os outros dias da semana ociosos. “Então começamos a fazer contato com empresas e oferecemos o hotel para eventos empresariais. Com isso, conseguimos preencher a lacuna que estava faltando”, observou. Hoje, o grupo possui dois hotéis e administra mais um. Mas, segundo Ribeiro, quem está a frente do negócio são seus três filhos: João Luiz, Daniel e Lizete. “Eles trazem um pouco de jovialidade e eu tradição aos negócios. Nos entendemos com isso e os resultados estão sendo ótimos.” O empresário também é proprietário do Supletivo Visão, há 40 anos no mercado.

A Droga Raia, segunda maior rede brasileira de farmácias em número de lojas segundo a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), encerrou o primeiro trimestre de 2011 com receita bruta de R$ 507,1 milhões, um incremento de 22% sobre igual período do ano passado. M es mo ut il iz ando como base de comparação somente as lojas que já estavam em operação no primeiro trimestre de 2010, as vendas tiveram crescimento de 10,9%. O grande destaque no balanço da Raia no primeiro t r i m e s t r e d e 2 0 11 f o i o aumento de 27,8% na comercialização de genéricos sobre a mesma base de comparação, impulsionado principalmente pelo lançamento de novos produtos a partir do final de 2010 e pela melhoria da divulgação dessa classe de medicamentos nas lojas. As vendas de produtos de higiene e beleza também registraram elevação relevante (de 21,3% sobre o mesmo período do ano anterior), motivada pelo crescimento do mercado e pela execução de sólidas práticas promocionais em lojas. “É com satisfação que registramos, já neste primeiro trimestre de 2011, a retomada do nosso padrão histórico de crescimento”, afirma o vice-presidente de Relações com Investidores da Droga Raia, Eugênio De Zagottis. A empresa havia alcançado um crescimento de vendas sem precedentes em 2009 (de 22,5% considerando as mesmas lojas) o que criou uma base de comparação muito elevada para 2010 e penalizou a taxa de crescimento desse ano, que ficou em 6% considerando as mesmas lojas. O Ebtida (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Droga Raia no primeiro trimestre de 2011 alcançou cerca de R$ 22,4 milhões, com crescimento de 68,4% sobre o mesmo período de 2010. A margem Ebitda também subiu, chegando a 4,4% sobre a receita bruta, 1,2 ponto percentual a mais do que no mesmo período de 2010. O trimestre combinou a retomada do crescimento da venda nas mesmas lojas e nas lojas maduras, aliada a uma importante expansão da margem bruta, que foi integralmente repassada ao resultado, além de um cenário neutro de despesas, no qual a elevação nas despesas com vendas foi compensado pela diluição nas despesas corporativas, o que resultou nesta elevação significativa de rentabilidade.

Lucro — O lucro bruto cresceu 28,1% sobre o mesmo período de 2010, totalizando R$ 128,5 milhões, enquanto a margem bruta atingiu

25,3% da receita bruta, com incremento de 1,2 ponto percentual sobre o primeiro trimestre de 2010 e de 0,8 ponto percentual sobre o último trimestre de 2010. Já o lucro líquido atingiu R$ 10,2 milhões, com margem de 2% da receita bruta, contra um prejuízo de R$ 2,5 milhões obtido no mesmo período do ano passado, que correspondeu a uma margem negativa de 0,6%. “A elevação dos resultados operacionais aliada a uma melhora nas condições de liquidez foram os principais fatores que levaram a este forte aumento no lucro da companhia”, explica De Zagottis. No primeiro trimestre de 2011, a Droga Raia elevou em 0,5 ponto percentual sua participação de mercado no primeiro trimestre do ano, alcançando um market share de 3,8%. Foram abertas três novas lojas no trimestre e assinados contratos para inauguração de mais 37 filiais nos seis estados em que atua (São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina), que juntos representam 70% do mercado farmacêutico nacional. “Estes números asseguram 67% do guidance de 60 novas lojas em 2011”, destaca. Treze novas lojas devem ser abertas no segundo trimestre. Já neste mês de maio, a empresa está ingressando em Santa Catarina, com a abertura de duas unidades em Joinville e uma em Camboriú. A Droga Raia implementou ainda uma nova estratégia de compras, que incluiu a redução dos prazos de pagamento aos fornecedores e o aumento dos estoques via compras de oportunidade. Outro destaque do trimestre foi o investimento em estoques de segurança nas lojas e nos centros de distribuição para aumentar o nível de serviço em loja, além da aquisição de medicamentos antes da elevação anual dos preços, que passou a vigorar em abril. Tais investimentos reforçam a crença da empresa de que a melhoria operacional terá papel determinante para acelerar o crescimento de vendas e a expansão das margens nos próximos anos. “As margens apresentadas neste trimestre reforçam a filosofia de gestão de investimentos com retorno acima do custo de capital, gerando retorno agressivo ao acionista e consolidando a imagem da empresa”, conclui De Zagottis. Em 2010, a empresa inaugurou 53 filiais, encerrando o ano com 350 lojas nos cinco maiores mercados farmacêuticos do Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná), seis mil funcionários e faturamento bruto de R$ 1,9 bilhão.

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