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Belo Horizonte, sexta-feira, 1 3 de maio de 201 1

ECONOMIA

IMÓVEIS

ALISSON J. SILVA

Segunda etapa do MCMV terá R$ 71,7 bi

Locação comercial sobe 0,9% PEDRO GROSSI

Meta é 2 milhões de unidades Brasília — O governo serão destinadas a famílias anunciou ontem que serão com renda de até R$ 1.395. destinados R$ 71,7 bilhões Uma das novidades incluípara a segunda fase do pro- das na nova fase do programa “Minha casa, minha grama é a instituição de um vida”. Dos recursos previstos cadastro de beneficiários de pela Medida Provisória 514, programas habitacionais ou aprovada na última terça- rurais. feira pelo Senado, R$ 62,2 De acordo com a secretábilhões serão ria, esse provenientes cadastro vai d o O r ç a - “Caso a família tenha a f u n c i o n a r mento Geral venda como um fato, para as pesda União e soas que já outros R$ 9,5 ela só pode vender o receberam o bilhões de benefício. imóvel depois de recursos do Assim, evitaF u n d o d e quitá-lo. Essa é uma s e q u e Garantia do questão importante, a l g u é m Te m p o d e receba o subpara evitar a venda s í d i o d o S e r v i ç o (FGTS) destigoverno mais prematura” nados à habide uma vez. tação. O “Minha S e g u n d o a s e c r e t á r i a casa, minha vida 2” também nacional de Habitação do vai estabelecer novas regras Ministério das Cidades, Inês para a venda dos imóveis. Magalhães, a meta é contra- Quem desejar vender o imótar 2 milhões de unidades vel deve quita r a dívida h a b i t a c i o n a i s a t é 2 0 1 4 . antes. “A pessoa que decidir Nesta segunda fase do pro- vender vai ter que pagar o grama, 60% das moradias valor total, sem o subsídio do

O “Minha casa, minha vida” vai priorizar famílias com renda de até R$ 1.395 imóvel. Caso a família tenha a venda como um fato, ela só pode vender o imóvel depois de quitá-lo”, explicou Inês. “Essa é uma questão importante, para evitar a venda prematura do imóvel”, argumentou a secretária. O programa deve entregar 300 mil moradias ainda neste ano, referentes às contratações da primeira fase, que superaram 1 milhão de habitações até final de 2010. Inês disse que ao contrário da fase anterior, quando havia mais flexibilidade em relação à renda familiar até o limite de dez salários mínimos, agora serão reservadas 60% das unidades habitacionais para famílias com renda mensal até R$ 1.395. “São as mais carentes de inclusão social”. Por isso, as ações serão mais centralizadas na

urbanização de favelas e em assentamentos precários, considerados como áreas de risco, assinalou. A nova fase do “Minha casa, minha vida” também prevê a possibilidade de aumento da verticalização dos prédios de apartamentos em áreas urbanas centrais, com infraestrutura consolidada, de modo a que o andar térreo possa ser usado como unidade comercial para apoio financeiro ao custeio do condomínio, de acordo com a secretária. Os empreendimentos habitacionais multifamiliares também serão reservados às famílias com renda até R$ 1.395, afirmou. A secretária disse que a segunda fase do programa habitacional do governo, que

pretende reduzir o déficit habitacional nas camadas mais pobres da sociedade, terá alguns ajustes em relação à primeira etapa. Entre eles, a m aio r prote ção à mulher chefe de família, que poderá firmar contrato mesmo sem outorga do marido. Perguntada se a ampliação de direitos nos casos de união homoafetiva também necessitaria de ajuste, Inês afirmou que o conceito de família é geral. “Não há necessidade de inovação”. Esse também é o entendimento da Caixa Econômica Federal, segundo a qual para financiar não é preciso ser casado. As únicas exigências são as pessoas que apresentem renda conjunta e habitem o mesmo imóvel. (FP/ABr)

CUB registrou alta de 0,23% em abril na Capital MARA BIANCHETTI

O Custo Unitário Básico de Construção (CUB/m2) em Belo Horizonte subiu 0,23% em abril na comparação com o m ê s a n t e r i o r. E s t e é o maior percentual registrado em 2011 e foi puxado principalmente pelos preços dos materiais. Já no acumulado dos quatro primeiros meses de 2011, o índice aumentou 0,71%, ficando abaixo do patamar verificado em igual período do exercício anterior, quando a alta chegou a 0,77%. Os resultados foram divulgados ontem pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (SindusconMG). Com o resultado, o custo do metro quadrado da construção na capital mineira

passou d e R $ 908,4 1 em março para R$ 910,46, no mês passado, considerando o projeto padrão R8-N (residência multifamiliar, padrão normal, com garagem, pilotis, oito pavimentos e três quartos). Na avaliação do coordenador sindical do SindusconMG, Daniel Furletti, a variação do custo da construção no Estado, apesar de ter sido a maior do exercício, não aponta uma tendência de crescimento descontrolado para o restante do ano. No entanto, segundo ele, é preciso que os custos do segmento s ejam con stantemente monitorados.

Materiais — Enquanto as despesas administrativas, aluguel de equipamentos e mão de obra não demonstra-

ram variações no mês passado, o custo com material de construção apresentou incremento de 0,48%, porém indicando desaceleração quando comparado com o mesmo período de 2010 (0,55%). Conforme Furletti, neste caso é necessário maior atenção, já que a alta vem sendo observada há alguns meses. “Não foram todos os materiais que apresentaram alta. Alguns registraram preços constantes e outros, quedas. Mas, por outro lado, alguns insumos registraram aumentos elevados como, por exemplo, a brita e o cimento, que neste mês aumentaram 6,92% e 5,46%, respectivamente”, ressaltou. Além da brita e do cimento, também chamaram a atenção os aumentos de

preços dos seguintes materiais em abril: janela de correr em perfil de chapa de ferro dobrada (3,98%), disjuntor tripolar (2,77%), porta interna semioca para pintura (2,03%), esquadria de correr (1,55%) e vidro liso transparente 4mm (1,50%). “Neste mês, cerca de 46% dos itens pesquisados demonstraram aumentos em seus preços, mas outros 30,77% registraram estabilidade e 23,08% apresentaram queda”, observou. No acumulado do ano até abril, o custo com material cresceu 0,92% e o custo com a mão de obra permaneceu estável. Entre os materiais que apresentaram aumentos em seus preços destacaramse: brita (13,02%), bacia sanitária branca (10,35%), fio de cobre antichama (7,02%), placa de gesso (6,33%), disjuntor tripolar

(5,46%) e cimento CP 32 II (5,46%). Já quando levados em consideração os últimos 12 meses, o custo com material registrou incremento de 2,92% e o custo com a mão de obra cresceu 10,76%. Os materiais que apresentaram maiores elevações de preços foram: bacia sanitária branca (23,89%), janela de correr (21,58%), fio de cobre antichama (20,79%), bancada de pia de m ármore (19,70%), brita (18,80%), locação de betoneira (16,63%), bloco cerâmico (15,31%) e bloco de concreto (13,38%). Além dos preços, Furletti destacou que o setor está atento aos prazos de entrega dos materiais de construção. “As construtoras estão planejando cada vez mais as suas atividades e qualquer atraso pode significar permanente revisão no cronograma das obras”, disse. O CUB/m2 é um importante indicador de custos do setor e acompanha a evolução dos preços de materiais de construção, mão de obra, despesas administrativas e aluguel de equipamentos.

Embora o mercado já demonstre sinais de acomodação, o valor do aluguel comercial em Belo Horizonte voltou a subir mais que a inflação em abril na comparação com o mês anterior. A alta registrada no preço de locação dos imóveis da Capital foi de 0,90%, enquanto o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) medido pelo Instituto de Pesquisas Econômicas e Administrativas (Ipead), vinculado à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), foi de 0,84%. No acumulado dos últimos 12 meses, a variação no preço dos aluguéis comerciais foi de 14,37%, enquanto a inflação nesse intervalo foi de 6,95%. Embora indiquem alta nos preços, os índices apontam para o início de uma estabilização nos valores cobrados pelo aluguel. Essa foi a leitura que o presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi), Ariano Cavalcanti, fez destes números. Segundo o dirigente, a relação entre oferta e procura está mais equilibrada. A alta de abril na comparação com março foi 0,65 ponto percentual menor do que a variação de março ante fevereiro. A oferta de imóveis comerciais em Belo Horizonte também tem crescido, o que favorece uma variação menos expressiva no preço dos aluguéis. Em abril, a oferta desse tipo de imóveis cresceu 7,5%. No acumulado dos últimos 12 meses, a variação foi de 0,91%. No levantamento por tipo de imóvel, os andares corridos apresentaram o maior crescimento de oferta, com 12,56% As salas apresentaram elevação de 13,66% e as lojas registraram alta de 9,69%. Alguns imóveis comerciais ficaram menos disponíveis para locação. Os galpões tiveram redução de 3,64% na oferta e as casas comerciais, de 3%. As salas comerciais foram as que registraram o maior reajuste, de 1,30%. Já os preços de locação dos galpões subiram 1,07% e os andares corridos, 0,92%. As casas comerciais e as lojas subiram 0,76% e 0,72%, respectivamente.

Residenciais — Segundo o mesmo levantamento, realizado pelo CMI/Secovi, o valor do aluguel residencial registrou uma elevação de 0,71% em abril, na comparação com o mês anterior. O índice é inferior à inflação calculada no período, segundo o IPCA/Ipead, que foi de 0,84%. Já no acumulado do ano, os aluguéis residenciais subiram 11,64%, enquanto a inflação foi de 6,95%. A maior taxa média de valorização foi registrada nos apartamentos, com índice de 1,02%, enquanto o aluguel de barracões subiu 0,71%. O preço do aluguel de casas caiu 1,36% no período pesquisado. Considerando a variação por segmentação de bairro, o preço do aluguel de apartamentos em bairros populares subiu 1,14%. Nos bairros médios, a variação foi de 1,06%. Nos bairros de alto padrão e de luxo os preços subiram 0,87% e 1,08%, respectivamente. A oferta de imóveis apresentou retração de 0,42%. O que puxou o índice para baixo foi a redução de 1,39% nos apartamentos e de 3,5% nos barracões. A disponibilidade de casas para locação cresceu 5,8%. Nos últimos 12 meses, a oferta caiu 1,19%.


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